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5 de set. de 2013

Guilherme Uchoa desiste da ação que impedia imprensa pernambucana, associar seu nome a uma investigação

BRASIL - Pernambuco
Guilherme Uchoa desiste da ação que impedia imprensa pernambucana, associar seu nome a uma investigação
O presidente da Assembleia, deputado Guilherme Uchoa, do PDT, anunciou, nesta quarta-feira, a retirada da ação judicial que desautorizava a vinculação, pela imprensa local, da sua imagem e nome do caso que envolvia a sua filha , numa investigação.

Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

“Eu tenho defeitos, sou um ser humano e tenho sensibilidade” – disse Guilherme Uchoa na tribuna da Assembléia

Postado por Toinho de Passira
Fontes: JC Online, Diario de Pernambuco, ALEPE, ALEPE

Visivelmente abatido, o presidente da Assembleia, deputado Guilherme Uchoa, do PDT, ocupou a tribuna da Câmara, nesta quarta, 04, para anunciar a desistência da ação judicial que desautorizava a vinculação da sua imagem e nome ao caso da guarda provisória de uma criança, em veículos de comunicação locais, referente ao suposto tráfico de influência em um processo de adoção na Comarca de Olinda, onde sua filha, Giovana Uchoa é investigada.

Uchoa informou que foi surpreendido com reportagens sobre o caso num momento em que acompanha a esposa, Eva Uchoa, com quem é casado há 44 anos, em tratamento médico em São Paulo. Sua mulher encontra-se na UTI após ter feito cirurgia para retirada de um tumor cerebral, pela segunda vez.

Ele ressaltou que teve a imagem gravemente ferida, em especial por noticiário policial de televisão. O presidente lembrou que o programa chegou a mostrar mais de 30 fotos de várias épocas de sua vida e fez associações do seu nome com um fato de que não tem conhecimento. Referia-se ao programa de Josley Cardinot, da TV Clube.

Uchoa revelou que, mesmo sendo juiz aposentado, não conhece nenhum dos envolvidos com o processo de adoção e nem praticou ato que o relacione direta ou indiretamente ao caso.

O deputado relatou que desistiu da ação judicial visando à proteção da sua imagem, já que não há prova de participação no fato, para que a atitude não continue sendo confundida com censura aos direitos dos profissionais ou interferência na liberdade de imprensa. Ele reiterou que sempre acreditou no papel da imprensa em favor da verdade dos fatos.

Os líderes do Governo e da Oposição, Waldemar Borges, do PSB, e Daniel Coelho, do PSDB, e o segundo vice-presidente da Casa, André Campos, do PT, enalteceram a atitude de Guilherme Uchoa, salientando que ele sempre agiu em favor das liberdades democráticas.

Guilherme Uchoa e sua filha estão sendo crucifixado pela imprensa devido a sua proximidade com o Governador Eduardo Campos. O caso e suas repercussões estão sendo tratados com uma lente de aumento, pelo poder político que ele conquistou dentro do estado.

Quem conhece Guilherme Uchoa, na vida privada, sabe o quanto ele é ligado à família. A acusação contra sua filha e, principalmente, o estado de saúde da esposa deve ter-lhe destroçado física e psicologicamente.

Guilherme foi um dos expoentes do judiciário pernambucano. Possui um saber jurídico invejável, chegou a ser cogitado para ocupar cargos em tribunais superiores, e sem dúvida estaria ocupando uma cadeira de desembargador no Tribunal de Justiça de Pernambuco, no momento, se não tivesse optado pela carreira política.

Em circunstâncias normais, o deputado e juiz aposentado Guilherme Uchoa, saberia que um juízo estadual não o pouparia do incomodo causado pela associação do seu nome, ao tal ato investigado, a nível nacional. No mundo online de hoje, esse gesto, como acabou acontecendo teria repercussão nacional incontrolável.

Guilherme Uchoa precisa ser visto, neste episódio, fora do contexto politico, apenas como ser humano, levando-se em conta, o momento atual de sua vida pessoal. "O homem é o homem e a sua circunstância", dizia Ortega Y Gasset.

Para compreender Guilherme Uchoa basta ler, sem ideia pré-concebida, o discurso pronunciando na assembleia, que transcrevemos abaixo:

Pronunciamento do deputado Guilherme Uchoa
Desistência da ação judicial

Foto: Roberto Soares/ALEPE

Fonte:  ALEPE

Há quinze dias, vivo dentro de uma UTI no Estado de São Paulo, acompanhando minha mulher, operada pela segunda vez, no Hospital Sírio Libanês. Mesmo assim, nos últimos dias, eu tive a minha imagem violentamente atacada, gravemente ferida. Em especial, por noticiário policial de televisão que colocou a minha fotografia no ar 31 vezes, associando-me a fatos sobre os quais não tenho qualquer envolvimento. Portanto, não tenho motivos que me façam ter que responder por eles.

Imaginem a pessoa ficar dentro de um avião numa quinta-feira, após Reunião aqui desta Casa, e retornar, numa terça-feira à tarde, convivendo sexta, sábado, domingo e segunda-feira dentro de uma UTI. Vendo uma pessoa com quem eu sou casado há 44 anos numa situação dessas. Tudo que eu tenho na minha vida, meu patrimônio constituído é minha moral, minha família, meu caráter.

Mesmo sendo Juiz aposentado, eu não conheço a juíza, não conheço a promotora, não conheço o casal que recebeu uma guarda provisória de uma criança. Nem tão pouco os funcionários do Fórum, sequer o gabinete dessa juíza. Não pratiquei qualquer fato, nenhum ato, mesmo por omissão, que me relacione direta ou indiretamente ao procedimento judicial que culminou com a guarda provisória tão falada, tão comentada.

O meu representante legal, ele convivendo com os fatos noticiados, vendo-me atravessando uma situação familiar tão delicada, vendo minha fragilidade emocional, no intuito exclusivo de proteção de minha imagem, adotou unilateralmente providências judiciais. Estas foram decididas tão somente para evitar que tivesse a minha imagem associada a este fato, já que com ele não tenho e por ninguém foi alegada qualquer aproximação minha.

Por outro lado, estou seguro que a minha filha, Giovana Uchoa, não praticou qualquer ato ilícito e muito menos ato definido como crime. Não agiu profissionalmente, não é escrita na OAB, é bacharel em Direito e pedagoga. Ela não foi contratada por ninguém, não aferiu nenhuma vantagem econômica, limitando-se apenas à conduta periférica em relação aos fatos noticiados. Agiu com absoluta boa fé, e apenas por razões humanitárias.

Mesmo assim, sua conduta haverá de ser adequadamente apurada, não se mostrando, eu acho, razoável, nem legal, que se possam fazer ilações levianas e precipitadas e, ainda mais, buscando envolver a minha imagem, apenas por que eu sou um homem publico e presidente desta Casa.

Desse modo, mesmo sem ter tido a iniciativa no momento - a iniciativa foi do meu procurador e do meu advogado, na tentativa de uma proteção da imagem do seu constituinte injustamente agredido no seu direito constitucional assegurado -, registro, por oportuno, que ele não pretendeu proteger a imagem de Giovana Uchoa, mas a do seu pai, Guilherme Uchoa.

Isso sem qualquer vínculo próximo ou até muito distante ao fato relatado. O interesse da medida foi assegurar o direito à imagem, o direito de qualquer cidadão. Também reconheço que é direito da imprensa relatar os fatos concretos, verdadeiros, que não possam macular a imagem de nenhum cidadão. De modo que, eu não pedi e nem autorizei e nem sequer quis ofender com isso o direito dos órgãos de imprensa a tratar de um assunto como esse.

Quero registrar que não quis, de forma alguma, censurar o direito dos profissionais. Não patrocinei qualquer tentativa de inibir a plena liberdade da imprensa. Em tantos anos de minha vida pública, não há um registro que eu tenha desrespeitado, que eu tenha maculado qualquer jornal, qualquer rádio, qualquer funcionário, qualquer jornalista, qualquer profissional dos órgãos de comunicação. Quando assumi esta Casa, o único setor que eu não mexi foi o da Imprensa. Não substitui ninguém.

Assim mesmo, tendo obtido uma liminar que me foi deferida para ter meu nome protegido de imputações maliciosas e referências insinuativas, eu comunico aos senhores deputados que eu estou desistindo da ação. Isso para não permitir que a defesa de uma garantia Constitucional possa ser confundida com a tentativa de se encobrir a verdade ou de censurar a própria democracia.

Defendo uma apuração rigorosa, isenta, ao tempo em que confio na responsabilidade pública de uma imprensa que, pelo seu poder, pelo seu dever, deve buscar a verdade sem envolver inocentes ou imolar qualquer reputação.

Gostaria, ainda, de dizer por que razão foi tomada essa iniciativa. Em apenas um programa que é levado ao ar por uma emissora local, fotografias minhas foram mostradas dezenas de vezes. Graças a Deus, quero agradecer a esta Casa, porque preservou a minha pessoa, a minha imagem.

Alguns aqui não sabiam que eu estava passando por esse momento, disse esse fato a algumas pessoas mais próximas, porque notavam o meu estado de preocupação. Eu não poderia deixar de agradecer a todos os deputados, essa forma gentil, amorosa, em um momento tão difícil que eu estou passando.

Quero concluir dizendo apenas o seguinte: que o mal que se faz a alguém, ele jamais será desfeito. Por mais perfeita que seja a reparação, permanecerá o fantasma da ofensa. A fumaça do bom direito repousa nos reiterados entendimentos jurisdicionais dos tribunais superiores.

O Ministro Cezar Peluso, no processo que foi relator, número 447584-7, diz o seguinte: “A liberdade de imprensa não abrange o poder de violentar o direito fundamental à honra e à boa fama, à dignidade e à intimidade das pessoas”. Sem isso, notava outro velho constitucionalista, reinaria a anistia e o direito, seria o apanágio do forte sobre o fraco.

Muito obrigado.

25 de mar. de 2013

Eduardo Campos no caldeirão de Jarbas

BRASIL – Eleição 2014
Eduardo Campos no caldeirão de Jarbas
Ex-desafeto político de Campos e aliado desde as eleições municipais do ano passado, Jarbas Vasconcelos aparece, agora, como um dos mais entusiasmado aliado e alardeador da campanha presidencial do governador. Em plena campanha arrebanhando aliados, Eduardo finge que vai aguarda 2014 para decidir sobre sua candidatura. Neste fim de semana, reuniu-se o grupo político de Jarbas e os aliados fieis de Eduardo, sobre o pretexto de degustarem um cozido, na casa de praia do senador, mas o prato principal foi à sucessão presidencial de 2014.

Foto: Ennio Benning/Istagram

Jarbas Vasconcelos (à dir.) recebe o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em sua residência na praia do Janga, um almoço sem conotação política?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Blog do Jamildo

Cozido pernambucano, um prato de sustança, rico calorias uma mistura de carnes variadas como chambaril, músculo, costela de boi, peito, paio, lombinho, costela, toucinho de fumeiro, linguiça e charque, não é uma refeição recomendada ao senador Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE) , 70 anos, um homem que se submeteu em junho passado, a procedimento cirúrgico-cardíaco para implantação de duas pontes mamárias e duas pontes de safena, necessárias para a superação preventiva da obstrução coronária.

Mas essa foi o prato principal no almoço na sua casa de veraneio na Praia do Janga, em Paulista. Ou melhor, esse foi o pretexto para reunir uma turma da pesada, da política pernambucana, na véspera do “Domingo de Ramos”, gente que há pouco, antes das eleições municipais, não se sentaria ao redor de uma mesma mesa, para fazer uma refeição ou negociar.

Há anos, na mesma data, Jarbas promove o tal cozido, nos oito anos que foi governador, a festança era bastante concorrida, e era preciso uma estrutura gastronômica e de transito para organizar o estacionamento em frente à mansão.

Ultimamente o evento ser resumia a amigos mais chegados e assessores pontuais. Sábado o cozido de Jarbas reviveu os dias de glória, porque foi preparado em homenagem ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, segundo Jarbas, candidatíssimo a presidente da republica do Brasil nas próximas eleições.

Segundo a Folha de São Paulo, o cardápio era o mesmo, mas os convidados de Jarbas Vasconcelos, deste sábado (23) “eram inéditos”: o governador Eduardo Campos (PSB), o homenageado, levou à tiracolo um grupo de aliados que, até o início do ano passado, jamais frequentariam o jardim e o terraço da casa onde o senador passa parte do verão e recebe os amigos mais próximos.

Foto: Ennio Benning/Istagram

Entre os convidados o poderoso deputado Guilherme Uchoa (PDT) e o jornalista João Alberto

Campos e Vasconcelos eram rivais históricos desde 1992, quando o governador de Pernambuco e seu avô, Miguel Arraes, romperam com o peemedebista.

A reaproximação só aconteceu 20 anos depois, nas eleições municipais do ano passado, quando Jarbas apoiou o candidato socialista, Geraldo Julio, que venceu a disputa.

Para Eduardo, o senador teve um gesto de "largueza".

A relação entre os dois está ainda mais próxima nos últimos meses, desde que Campos vem se colocando como provável candidato à Presidência. Jarbas afirma que já está intermediando conversas entre o governador e senadores interessados em apoiá-lo.

Neste sábado, "jarbistas", "arraesistas" e "eduardistas" conversaram como fossem velhos amigos.

Estavam no almoço membros do governo estadual, da Prefeitura do Recife, parlamentares de ambos os lados, além de integrantes da Justiça de Pernambuco e do Tribunal de Contas do Estado.

Apenas colunistas sociais dos jornais pernambucanos foram chamados. O senador disse que não queria dar um "tom político" ao evento. Mesmo assim, permitiu a entrada dos repórteres que observavam tudo por cima do muro.

Eduardo se disse feliz pelo encontro e afirmou que já recebeu Jarbas em sua casa.

"A história que nós temos nos liga muito mais do que nos separa", afirmou Campos.

O governador elogiou a postura do senador, que costuma ser um dos principais críticos do PT, desde o governo do ex-presidente Lula.

"As palavras de Jarbas em relação à conjuntura nacional são as palavras de um político que tem experiência pública e devem ser levadas em conta", afirmou.

Campos voltou a fazer críticas ao governo da presidente Dilma.

"Estamos, como muitos brasileiros de outros partidos, preocupados em que o Brasil melhore, que o Brasil possa ir se reencontrando, com crescimento econômico e distribuição de renda", disse o socialista.

Foto: Ennio Benning/Istagram

Ouvindo Eduardo ao lado de Jarbas e do artista plástico João Câmara, o ministro do Tribunal de Conta da União, José Múcio Monteiro

Enquanto o governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), diz que só decidirá em 2014 se deixa a base do governo de Dilma Rousseff, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) afirma que o socialista já é um "dissidente".

"Na proporção que ele [Eduardo] continua dizendo que o governo andou, que o governo transformou, modificou, que o governo avançou, mas poderia ter avançado muito mais, então é uma dissidência", disse Jarbas.

No encontro do governador com empresários em São Paulo, relato na imprensa, Eduardo, Campos disse que "dá para fazer muito mais" que a presidente Dilma.

O senador Jarbas Vasconcelos, deixou claro que a afirmação sobre a dissidência "é uma análise pessoal", mas falou sobre o assunto ao lado do governador, que fazia cara de paisagem.

Foto: Ennio Benning/Istagram

Prefeito do Recife, Geraldo Júlio, fazendo estágio de aprendiz de feiticeiro, com os mestres Jarbas e Eduardo Campos.

Ex-desafeto político de Campos e aliado desde as eleições municipais do ano passado, Jarbas disse ainda que tem promovido conversas entre o governador e senadores. Ele afirmou que muitos colegas têm mostrado interesse em conversar com o provável candidato à Presidência da República.

"No Senado, está quase todo mundo, metade do Senado, ou mais da metade do Senado querendo conversar com ele", afirmou o senador, que completou: "isso não é uma frase de efeito. É uma frase verdadeira".

O senador disse que há "gente da base do governo" interessada na aproximação com Campos e citou como exemplos os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Taques (PDT-MT), Pedro Simon (PMDB-RS), Waldemir Moka (PMDB-MS) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Os encontros, segundo Vasconcelos, ainda não aconteceram por incompatibilidade de agendas.

O próprio governador admitiu que tem conversado com membros de várias siglas. "São pessoas dos mais diversos partidos e isso é natural que aconteça. Eu já fazia isso e estou fazendo com maior intensidade porque é fato que eu estou sendo mais procurado por lideranças políticas", disse Eduardo Campos.

O governador, no entanto, diz que as conversas não giram em torno de eleições. "Tenho conversado em termos políticos. Não tenho conversado em termos eleitorais", afirmou.

Foto: Ennio Benning/Istagram

Jarbas destampando a panela da sucessão presidencial

Apesar de falar no tema, Jarbas disse que não é o momento para discutir eleição e criticou o ex-presidente Lula por antecipar o debate, ao lançar a presidente Dilma à reeleição.

"Isso que a gente está conversando agora, no dia 23 de março, é uma estupidez. A gente está discutindo questão eleitoral por conta de Lula, que lançou Dilma e arrastou dissidentes, no caso de Eduardo, arrastou Aécio [Neves (PSDB), senador], que é oposição.

Jarbas Vasconcelos apoiou a decisão de Eduardo Campos de procurar o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) por entender que o tucano está desconfortável em seu partido.

"Se eu estivesse no lugar de Eduardo, faria exatamente o que ele está fazendo. Serra está numa situação de desconforto dentro do PSDB? Está. Então procura Serra, anda com Serra. É natural", afirmou.

Nem Eduardo Campos nem Jarbas Vasconcelos quiseram comentar as pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas neste sábado. Ambas mostram ampla vantagem de Dilma Rousseff.

Segundo a Datafolha, Eduardo Campos tem 6% das intenções de voto, enquanto Dilma tem 58%.

Ainda bem que Jarbas explicou “ não queria dar um "tom político" ao evento (?)


As fotos que ilustram esse post são doInstagram de Ennio Benning, assessor do Senador Jarbas Vasconcelos