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18 de out. de 2013

Renan Calheiros e a farra gastronômica superfaturada

BRASIL - Superfaturado
Renan Calheiros e a farra gastronômica superfaturada
Depois de detectada irregularidades pela imprensa, a licitação superfaturada para a casa do presidente do Senado, foi suspensa. Segundo assessoria, o presidente do Senado e família está comendo em restaurantes desde o início da semana. Para seis meses a compra estava licitada em R$ 98 mil e previa, entre outras coisas, 25 quilos de camarão vermelho grande, 20 quilos de frutos do mar, 1,7 tonelada de 33 tipos diferentes de carnes.

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Renan Calheiros, presidente do senado, fartura e superfaturamento

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Terra, Último Segundo, "thepassiranews"

A suspenção da licitação superfaturada para abastecer a residência oficial do presidente do Senado, com uma quantidade de comida suficiente para alimentar um batalhão de nobres, vem obrigando Renan, segundo a assessoria, a mulher Verônica Calheiros e os dois filhos a comer fora ou de favor na casa de amigos e parentes, desde o início da semana.

Assim, de surpresa, após ter sido questionado pela imprensa sobre a licitação, o novo diretor-geral do Senado, Helder Rebouças, informou, por meio da assessoria de imprensa da Casa, que decidiu suspender o pregão e reavaliar todo o processo.

A escandalosa compra programada previa, entre outros itens da boa gastronomia, 25 quilos de camarão vermelho grande, 20 quilos de frutos do mar, 20 quilos de salmão, 1,7 tonelada de 33 tipos diferentes de carnes, sendo 100 quilos de filé mignon, 50 quilos de picanha (de dois tipos diferentes), 54 quilos de linguiça para churrasco, nectarina importada além do trivial arroz e feijão, 30 quilos de carvão, 55 quilos de queijo de cinco tipos diferentes e 160 quilos de pão francês – uma estimativa de consumo de aproximadamente um quilo de pão diariamente. Ao todo, a lista de compras do senado, incluía 270 itens.


José Sarney, mais caro que Renan
O Senado pretendia gastar em seis meses, só com as despesas da alimentares da residência da presidente do Senado, algo em torno dos R$ 98 mil. Um custo médio de R$ 16,3 mil ao mês.

Ressalte-se que a licitação foi suspensa, momentaneamente, não pelo volume e exagero da compra, mas porque se percebeu que a compra estava superfaturada, os preços dos produtos tinham preços bem acima do mercado.

A reportagem do O Globo, lembrou que por estranho que pareça Renan pode ser considerado um presidente barato, pois durante os dois anos da presidência do seu antecessor, José Sarney, o custo médio pelos mesmos seis meses de despesas não ficava abaixo dos R$ 290 mil, quase três vezes a mais do que Renan pretendia gastar agora.

Um detalhe é que, como tinha residência própria em Brasília, Sarney nem ocupava permanentemente a residência oficial, que servia de albergue de luxo para os parentes e correligionários que visitava a Capital Federal.

Essa não é a primeira vez que os custos residenciais de Renan merecem atenção da imprensa, em maio desse ano o jornalista Vinicius Sassine, num reportagem no O Globo, denunciou que Renan tem à sua disposição na residência oficial um mordomo e dois garçons nomeados por atos secretos, nos mesmos moldes dos servidores que atuam no plenário.

Em mordomia e superfaturamento, ninguém ganha para Cid Gomes, o dispendioso
O mordomo é Francisco Joarez Cordeiro Gomes, que, em março (2013), recebeu R$ 18,2 mil brutos, dos quais R$ 2,7 mil somente em horas extras. Para servir cafezinho, água e comida na casa, os garçons Francisco Hermínio de Andrade e Djalma da Silva Lima receberam em março remunerações brutas de R$ 10,7 mil e R$ 11,6 mil, respectivamente, disse a reportagem.

Embora reconhecidamente superfaturados, os gastos para abastecimento da residência oficial de Renan, também são modestos se comparados com os gastos contratados pelo governador do Ceará, Cid Gomes, para esse ano.

De acordo com matéria publicada pelo GLOBO, o chamado “caviargate” de Cid foi mantido e prevê a contratação de um buffet, no valor de R$ 3,4 milhões, para abastecer a cozinha da residência oficial e o gabinete do governador com iguarias que incluem centenas de quilos do que há de mais fino na culinária internacional.

O edital que prevê até 495 pratos diferentes, e se apresenta com uma variação de receitas preparadas com caviar, escargots, bacalhau, salmão, presunto de Parma, funghi, vieiras, frutos do mar, pães exóticos, croissants, toucinho do céu ou trufas.

Os itens decoração e serviços não foram esquecidos: os vinhos finos devem ser servidos em taças de cristal, o ambiente ornado com arranjos com orquídeas. Um batalhão de 700 garçons, 500 garçonetes e 15 chefs de cozinha estarão a disposição do governador, sempre que ele achar necessário.

Por que os chefes de poderes, governadores, prefeitos, que recebem polpudos salários, não podem pagar as despesas alimentares de suas residências como fazem todos os trabalhadores brasileiros?

26 de mar. de 2009

A Divisão Executiva de Corrupção da Camargo Correa

A Divisão Executiva de Corrupção da Camargo Correa

Foto: Arquivo Publico DF

A Camargo Correa participou da construção de Brasília, umas das maiores superfaturas do planeta

A Camargo Correa, pelo visto, tinha uma divisão administrativa só para cuidar de “contatos políticos”, posicionada no organograma 2 da empresa. Quatro diretorias, que funcionavam com um número muito enxuto de funcionários, lição para o senado, apenas duas secretarias cuidavam de tudo e eram tão dedicadas ao trabalho que foram presas junto com os diretores.

Não dá para saber com precisão, a denominações dessas diretorias, mas se pode imaginar: Diretoria de Relações Privadas com Corruptos, Diretoria de superfaturamentos, Diretoria de Contribuição Eleitoral, também conhecida como “uma mão lava a outra” e a Diretoria de remessa ilegal de grana para paraíso fiscal.

Todas trabalhando coordenadas e azeitadas como deve ser uma divisão de uma grande empresa. Começam financiando os políticos nas eleições, depois aparecem com uma obra na área de atuação do deputado ou senador beneficiado, pedem ajuda na liberação das verbas, superfaturam o empreendimento, mandam o lucro da tramóia para contas no exterior, parte para o caixa da empresa, parte para o “sócio colaborador” político.

Tudo isso para as construtoras é um negócio com outro qualquer, ninguém pode imaginar que a Camargo Correa, a Odebrecht vai fazer uma doação para a campanha eleitoral de Lula, de Dilma, de Serra, por espírito democrático, por amor a democracia brasileira.

A parte de doações é um investimento a ser compensado, com folga, pelos lucros astronômicos dos futuros empreendimentos.

O superfaturamento é um adicional, dos mais interessantes, pois além de aumentar o lucro da empresa, parte fica com eles, ainda mantém o político sob o cabresto cúmplice e promíscuo, ainda por cima, sem pagar impostos.

Funciona assim desde os tempos bíblicos e só é descoberto através de denuncias da concorrência. Consta que houve superfaturamento na construção da Via Appia em Roma, nas Pirâmides do Egito, no Farol de Alexandria, que de tão mal feito nem existe mais, tal qual, os jardins suspensos da babilônia sem esquecer a cidade de Brasília construída no meio do nada, no planalto central brasileiro. A construção da nossa capital federal foi mãe de todas essas grandes empreiteiras brasileiras e seus métodos de convivência incestuosa com o poder público.