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14 de mai. de 2013

Edifício projetado para ser o novo marco de Miami

ESTADOS UNIDOS
Edifício projetado para ser o novo marco de Miami
Landmark Miami, o concurso arquitetônico de Miami, Florida, que já existe há cinco anos, atraiu neste anos, competidores de diversas partes do mundo de pelos menos vinte países, entre eles: El Salvador, Cuba, Irã, Filipinas, França, Estados Unidos. Ao final 100 projetos foram inscritos.

Foto: Divulgação / DawnTown

O Miami Lift, ousado e inovador projeto de prédio inclinado sobre o Oceano Atlântico.

Postado porToinho de Passira
Fontes: Bustler, Casa e Jardim, Dawtown

Miami, nos Estados Unidos , é o paraíso das compras, com praias maravilhosas e mistura de culturas. Por isso, o local se tornou um dos mais cobiçados destinos turísticos do mundo, principalmente para brasileiros.

Agora, ganhará notoriedade também pela arquitetura. O projeto Miami Lift venceu a competição 2013 DawnTown Landmark (Um concurso anual de arquitetos de todo mundo, que esse ano sugeria que fosse criado mais um marco de reconhecimento da cidade.) Trata-se de um incrível prédio inclinado e suspenso sobre o mar, ideia do escritório de Nova York Dror. A estrutura triangular parece ter sido erguida do chão e flutuar sobre um lago conectado ao Oceano Atlântico.

A competição buscava idéias ousadas e criativas para a criação de um novo marco icônico para ser colocado em Bayfront Park, com vista para Biscayne Bay.

O objetivo dos designers do projeto vencedor é explorar Miami como uma cidade de férias e diversão. Por isso o local será composto por espaços para turistas, com restaurante, café, teatro, livraria, galeria de arte e lojas, todos com vistas panorâmicas para a cidade ou para o mar. Apesar de não ser exatamente um prédio – a inclinação é de cerca de 30° -, serão dez andares, cercados por um parque com esculturas.

Foto: Divulgação / DawnTown

O prédio visto de uma janela de avião e detalhes do interior e vista desde o oceano


2 de mai. de 2012

Da ficção à realidade: casal de atores cubanos pede asilo nos EUA

CUBA – ESTADOS UNIDOS
Da ficção à realidade:
casal de atores cubanos pede asilo nos EUA

Dois atores cubanos, Javier Nuñez Florián e Anailin de la Rúa, que protagonizaram no filme (“La Noche”) jovens que fugiam de Cuba, aproveitaram a oportunidade de participar do “Tribeca Film Festival” em Nova York e pediram asilo ao governo americano, após terem aproveitado uma conexão em Miami para se separa da comitiva que seguia para o festival.

Foto: Associated Press

Javier Nunez e Anaylin Florian de la Rua de la Torre em entrevista a um repórter da Associated Press

Postado por Toinho de Passira
Fontes: New York Post, The Guardian, BBC Brasil, Daily Star, Miami Herald

Os atores cubanos Javier Nuñez Florián e Anailin de la Rúa, ambos de 20 anos, aproveitaram uma conexão em Miami, durante uma viagem aos Estados Unidos, para participarem do Festival de Cinema de Tribeca, em Nova York, para pedira asilo ao governo americano.

No filme “Una Noche” dirigido pela inglesa Lucy Mulloy, Nuñez e De la Torre interpretam dois irmãos adolescente, que fogem de Cuba em uma jangada improvisada, na esperança de começar uma nova vida em Miami. O filme estreou com a ausência de suas estrelas, no festival de cinema Tribeca, onde ganhou três prêmios. Nuñez foi escolhido melhor ator, dividindo o prêmio com Dariel Arrechada, outro dos atores do filme, que regressou a Havana.

Após dez dias desaparecidos e muito suspense os dois atores reapareceram neste último fim de semana em um programa de televisão em Miami.

"Estamos muito contentes e emocionados", afirmou Nuñez, por telefone, a BBC Brasil, de um hotel barato em Hialeah, bairro com grande concentração de cubanos em Miami.

"Desde pequeno sonhava em sair de Cuba. Mas agora temos que conseguir um trabalho o quanto antes e ganhar dinheiro", afirmou.

Segundo Nuñez, por enquanto ele e Anailin estão vivendo com a ajuda de amigos. Ele diz que precisará também enviar dinheiro para sua mãe, que vive sozinha em Havana.

Ele afirmou ainda que passou o sábado comprando roupa com sua companheira de viagem, que desde a filmagem do longa-metragem é também sua namorada.

Foto: Divulgação do filme "Una Noche"

CENA DO FILME UNA NOCHE - O casal de atores começou a planejar a fuga ao receber o convite para ir a Nova York.

Os dois atores planejaram a fuga quando souberam do convite que receberam para participar da entrega dos prêmios em Nova York.

Eles não revelaram suas intenções ao produtor e ao outro ator que os acompanhava na viagem e aproveitaram uma escala em Miami durante o trajeto de Havana a Nova York para se separarem do grupo.

No aeroporto, eram aguardados por um amigo. Os dois dizem que querem seguir trabalhando como atores, mas que desde o fim das filmagens de Una Noche não vinham conseguindo mais trabalho como atores e ganhavam a vida com outras ocupações - Nuñez como garçom em uma pizzaria e De la Rúa vendendo jóias a turistas nas ruas de Havana.

No momento, o casal terá de resolver sua situação legal de imigrantes para poder trabalhar nos Estados Unidos.

O advogado deles, Wilfrdo Allen, afirmou que apesar de os cubanos terem direito à residência permanente nos Estados Unidos após um ano e um dia no país, precisam esperar esse tempo para receberem autorização para trabalhar.

Mas Allen afirmou que vai pedir às autoridades americanas que reconheçam o asilo político "diante do risco de que eles possam sofrer represálias se voltarem a Cuba", para que possam começar a trabalhar em poucas semanas.

Até seu status seja resolvido, eles planejam viver em Las Vegas com o irmão de Nunez, que trabalha em um restaurante. Os dois embarcaram para Vegas com as passagens que ganharam do programa de televisão que os entrevistou.

Ambos disseram que até oportunidades atuando aparecer, eles estão dispostos a aceitar qualquer trabalho para se sustentar.

Quem sabe algum produtor os contratam para protagonizaram no cinema americano a história deles mesmo. Esperemos que na história real o final seja realmente feliz.

Foto: Divulgação do Filme "Una Noche"

Anailin de la Rúa, fotografada em Berlim, durante o lançamento do filme na Europa, alguns meses antes da fuga espetacular em Miami. Ela disse, numa entrevista, que teve sorte, em não ter que fugir numa balsa improvisada, como os personagens do filme


15 de fev. de 2012

Passageiros acionam Costa Concordia em Miami

ESTADOS UNIDOS - ITÁLIA
Passageiros acionam Costa Concordia em Miami
O Tribunal de Miami recebeu os pedidos de idenização dos sobreviventes do naufrágio do transatlântico Costa Concordia, que afundou na costa italiana há um mês. Por enquanto os advogados de 39 passageiros estão exigindo uma indenização de 13,3 milhões, “per capita” da Carnival Corporation e sua filial, Costa Cruise Lines, donas do navio. Alguns advogados dizem, porém, que a justiça americana não vai aceitar as ações, devido a clasula de foro exclusivo contido no contrato assinado entre passageiros e a companhia de navegação, quando da compra do bilhete, determinando que qualquer demanda seja feita em Genova, Itália.

Foto: Giampiero Sposito/Reuters

A Defesa Civil italiana calcula que serão necessários de sete a dez meses para remover o navio Costa Concordia do litoral da paisagem da Toscana

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, , Terra - France Press, Correio da Manhã, R7, Jornal do Brasil, CBS Miami, Huffington Post, Repubblica, Costa Cruise

Agora são 39, os passageiros sobreviventes do naufrágio do transatlântico italiano "Costa Concordia", que se chocou com um arrecife, em 13 de janeiro, diante da ilha de Giglio, na Itália, que demandam junto a uma corte de Miami, indenizações milionárias.

No mérito a ação acusa as empresas Carnival Corporation e sua filial, Costa Cruise Lines de fraude e indução fraudulenta, como resultado da conduta inadequada da tripulação do Costa Concordia, “que demonstrou um desprezo pela vida humana", segundo comunicado advogado Marc Bern, principal responsável pela demanda.

No novo processo, os advogados americanos enfatizam a responsabilidade do capitão Francesco Schettino, na má condução dos trabalhos de evacuação do navio e na "negligência da tripulação" que provocou uma crise "de angústia emocional" nos passageiros do barco.

"Estes passageiros foram abandonados assustados e sem um guia em uma situação desesperadora, enquanto o capitão já estava a salvo em um bote salva-vidas com sua roupa seca e sua bagagem na mão", disse Bern.

O advogado das vítimas afirmou que quando os sobreviventes "chegaram à terra, sua terrível experiência estava longe de terminar porque a Carnival não lhes ofereceu a mínima atenção, assistência, deixando-os em um país onde a maioria era de estrangeiros só com a roupa do corpo, sem dinheiro e sem passaportes", acrescentou.

Entre os 39 demandantes estão passageiros de Itália, Estados Unidos, Alemanha, Cazaquistão, Canadá, Coreia do Sul, China e Venezuela.

"Nosso objetivo com esta ação é que as empresas de cruzeiros deixem de investir em enormes embarcações e na publicidade que vende férias de sonhos que não podem cumprir porque não investem em segurança nem em preparação do pessoal", disse Oscar Alemán, um venezuelano que está em Miami para recuperar documentos que perdeu no naufrágio.

Sem querer comentar a respeito da ação em Miami, a empresa estendeu para até 31 de março o prazo para que os passageiros cobrem uma compensação de 11 mil dólares (cerca de R$ 25 mil) mais o reembolso das passagens e os gastos que tiveram para o retorno às cidades de origem.

"Essas são esmolas que nos parecem uma brincadeira", disse Juan Carrasquel, outro dos sobreviventes venezuelanos que nesta terça-feira acompanhou os advogados para apresentar a ação em Miami.

Foto: Enzo Russo/EFE

HOMENAGEM - Um mês após acidente, familiares das vítimas desaparecidas se aproximam do Costa Concordia para lançar flores ao mar.

Mas as pretensões dos passageiros vão enfrentar certamente um mar agitado pela frente. Muitos juristas afirmam que será bastante difícil ganhar processos judiciais na Flórida, neste caso, porque nos bilhetes dos passageiros, do Costa Concordia, em forma de contrato, elegia o forum de Genova, na Italia, para qualquer demanda judicial, por ser a sede da Costa Cruise Lines, a filial da Carnival Corporation, na Itália.

Citam com jurisprudência, que em agosto do ano passado, um Tribunal de Apelação dos EUA decidiu em favor de uma cláusula de foro, semelhante ao da Costa Concordia, num caso envolvendo outra empresa de cruzeiros maritimos, a Regent Seven Seas Cruises Inc., foi acionada por uma americana da California, Nina Seung, 74 anos, que caiu e quebrou a perna a bordo de um navio de cruzeiro no Tahiti, em seguida tentou processar a empresa em no Tribunal de Fort Lauderdale, na Flórida, Estados Unidos.

O tribunal de apelação rejeitou o processo porque no contrato da passagem constava uma cláusula que as demandas seriam feitas em Paris, na França.

Dependendo das leis de cada país, os passageiros podem estar em desvantagem acentuada em comparação com o sistema legal dos EUA. Na Itália, por exemplo, requer que o demandante deposite um imposto judicial que representa uma percentagem do valor do dano solicitado, disse o advogado Bob Peltz, presidente do Comitê Cruise Line da Associação de Direito Marítimo.

Outros advogados marítimas dizem que a lei italiana torna mais difícil para as vitimas conseguirem idenizações por danos do que nos tribunais dos EUA, sempre mais rápido em julgar, e onde as idenizações a favor do consumidor na maioria das vezes alcançam valores estratosféricos.

Além do mais o bilhete do Costa Concordia, também contém uma cláusula que limita a sua responsabilidade pela morte ou lesão corporal de um passageiro para cerca de 71.000 dólares, Embora esse dipositivo nem sempre possa ser aplicada em casos de imprudências, juristas dizem que ela não pode porém, ser absolutamente desprezado.

Na nova ação, os advogados americanos enfatizam a responsabilidade do capitão Francesco Schettino, por imperícia e a tripulação por negligência.

Muitas águas vão passar pelas cortes, da Itália e dos Estados Unidos, em busca de uma solução que satisfaça as partes. Até porque estamos falando agora dos primeiros 39 passageiros sobreviventes, que imediatamente estão em busca dos seus direitos. O número de passageiros a bordo na hora do acidente era de cerca de 3.200, todos eles com o direito de buscar compensação econômica da empresa responsável pelo Costa Concordia.

Some-se a isso as questões mais delicadas das indenizações as famílias dos 17 mortos identificados e dos 15 que continuam desaparecidos, que por certo receberão valores, diferenciado entre si, e muito maior do que as que serão pagas ao grupo de sobreviventes.

Foto: Giampiero Sposito/Reuters

RISCOS DE DESASTRE ECOLOGICO CONTINUA - Só um mês depois do acidente, devido a problemas técnicos e mau tempo, iniciou-se a lenta e delicada retirada das 2.400 toneladas de combustível ainda na embarcação, que ameaçam com um catastrófica maré negra o frágil ecossistema de Giglio, no Mar Mediterrâneo.


24 de jan. de 2012

Turbulência num vôo Recife-Miami deixa seis feridos

PERNAMBUCO
Turbulência num vôo Recife-Miami deixa seis feridos
Avião da American Airlines foi sacudido por uma forte turbulência, quando sobrevoava a região sobre o Pará. Na chegada aos EUA, ambulâncias, bombeiros e todo o aparato de emergência aguardava o voo o aeroporto internacional de Miami, que tinha a bordo 136 passageiros e nove tripulantes. Dos feridos, apenas cinco tripulantes foram enviados para hospitais de Miami. Um tripulante e passageiros levemente feridos foram atendidos no aeroporto.

Foto: WPBF.com

Um dos tripulantes do vôo 980 da American Airlines sendo posto numa ambulância para ser conduzido para um hospital em Miami

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Jornal Nacional, Achei USA, G1-PE, Avherald , Daily Mail, Miami -CBS

O voo 980 da American Airlines, que decolou do Aeroporto Internacional dos Guararapes, Recife por volta do meio-dia e meia deste domingo, com destino ao Aeroporto Internacional de Miami, encontrou uma forte turbulência, duas horas após a decolagem, quando sobrevoava o estado do Pará.

Segundo Maria Levrant, a porta-voz do aeroporto de Miami, o avião pousou em segurança no seu destino, às 6h30, horário loca, deste domingo, trazendo a bordo 136 passageiros e nove tripulantes.

Segundo um dos passageiros, que a TV CBS americana disse chamar-se Gillas Correa, disse ter sentido uma queda abrupta. Havia muitas pessoas gritando e chorando. “Uma mulher sentada atrás de nós foi jogada no corredor”. Aparentemente, foram os membros da tripulação que levaram a pior no incidente, como eles estavam se movendo no corredor da aeronave recolhendo o material do almoço que acabara de ser servido, foram pegos de surpresa, quando a turbulência aconteceu.

Foto: Captura de video

O passageiro contou os momentos de pânico: “o carrinho de comida foi atirado para o alto e abriu um enorme buraco no teto do avião...”

O passageiro Correa disse que uma das aeromoças aparentemente sofreu ferimentos graves. Ela estava junto ao carrinho de comida, que subiu com a turbulência, fez um buraco enorme no teto do avião e caiu sobre ela.

O voo prosseguiu até o destino, pois a bordo, entre os passageiros havia um médico com experiência em emergência que conseguiu estabilizar os feridos, deixando em condições de sem riscos prosseguirem para serem atendidos quando da chegada ao destino em Miami.

Há, porém, desencontro nas informações, como é comum nestes casos, alguns passageiros insistem em dizer que havia entre os feridos alguns passageiros que estavam sem cinto, na hora da turbulência e foram jogados para o alto, batendo com a cabeça no teto da aeronave se ferindo, a American Airlines, em nota diz que nenhum passageiros ficou ferido e complementa dizendo que apenas três tripulantes ficaram feridos.

A porta-voz do aeroporto, Maria Levrant, porém, informou a imprensa local, no primeiro instante que seis tripulantes ficaram feridos. Um foi atendido na emergência do aeroporto e cinco foram hospitalizados. Um foi levado para o Metropolitan Hospital de Miami, enquanto os outros quatro foram transportados para o Jackson Memorial Hospital.

Foto: Captura de video

A passageira falando a CBS disse: “pensei sim que ia morrer!”

Falando ao Jornal Nacional, por telefone, a psicóloga Glória Pimentel, uma das passageiras, acrescentou que “os passageiros que estavam sem cinto todos ficaram acidentados com corte na testa, corte na cabeça”.

Relatos de pessoas a bordo afirmam que alguns passageiros sofreram só ferimentos leves e optaram por não ir para o hospital.

Quando o avião tocou o solo de Miami, em segurança, felizes por estarem em terra firme os passageiros bateram palmas.


30 de dez. de 2011

Miami paparica os turistas brasileiros

ESTADOS UNIDOS - FLÓRIDA
Miami paparica os turistas brasileiros
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos estima que 1,5 milhões de brasileiros vão visitar os Estados Unidos este ano, e quase todos eles vão viajar para a Flórida. O turista brasileiro gasta em média 4.940 dólares durante a sua estadia. A Flórida é quem tem mais se beneficiado com a leva de brasileiros. Nos primeiros nove meses deste ano, 1,1 milhões de turistas brasileiros gastaram US $ 1,6 bilhão no Estado.

Foto: Andy Newman/Carnival Cruise Lines

Os cruzeiros que partem de Miami são uma das atrações mais cobiçadas pelos turistas brasileiros

Postado por Toinho de Passira
Fontes:The New York Times, Uol Midia Global

Até mesmo em uma cidade que abraçou tantas ondas de latinos a ponto de ser tratada como brincadeira de única capital sul-americana na América do Norte, nenhum grupo tem sido tão cortejado e paparicado quanto os brasileiros.

Cheios de dinheiro de uma economia em boom e apaixonados pelo luxo, os brasileiros estão visitando o sul da Florida em grande número e gastando milhões de dólares em imóveis de férias, roupas, joias, móveis, carros e arte, tudo muito mais barato aqui do que no Brasil.

Como agradecimento, os cidadãos da Flórida estão criando modos inovadores de deixar os brasileiros de língua portuguesa contentes. Corretores imobiliários, por exemplo, formaram empresas que reúnem em uma só parada decoração de interiores, serviços de concierge, assessoria jurídica e ajuda com vistos. Alguns corretores abriram escritórios no Brasil para simplificar o processo.

Foto: Jason Henry/ The New York Times

O New York Times, flagrou a Sra. Talyta Veras do Recife, olhando bolsas de luxo no Michael Kors, em Orlando Premium Outlets, em Kissimmee, Flórida

Cientes de que os brasileiros não gastarão à vontade a menos que se sintam em casa, os shoppings centers os atraem com funcionários que falam português para venderem vestidos Dulce & Gabbana e relógios Hublot. Até mesmo a Target coloca avisos de contratação de funcionários em português.

Os restaurantes brasileiros também estão florescendo por toda Miami, incluindo uma rede popular do Brasil –a Giraffas– que oferece pão de queijo brasileiro e cortes especiais de carne.

“Hola” e beijos no ar ainda são o padrão aqui, mas o “Oi” está perceptivelmente avançando.

“Nós viemos para Miami para investir, porque no meu país os imóveis residenciais estão muito caros”, disse Claudio Coppola Di Todaro, um investidor de fundo hedge de São Paulo, que comprou recentemente um apartamento nas Trump Towers, em Sunny Isles Beach, e outro na Trump SoHo, em Manhattan (os brasileiros também adoram Nova York). “Nós gostamos de passar férias em Miami algumas vezes por ano. Muitos brasileiros fazem isso agora.”

Foto: Jason Henry/ The New York Times

Marcus Panthera, o proprietário Brasileiro da Mega Models, olha um condomínio em Miami Beach.

Enquanto os Estados Unidos e a Europa continuam enfrentando uma recessão, a economia do Brasil continua galopando à frente, movida pelas exportações, uma crescente base manufatureira e recursos naturais abundantes. O desemprego em outubro era de 5,8% e nesta semana o Brasil ultrapassou o Reino Unido, se transformando na sexta maior economia do mundo.

Os brasileiros atentos a grifes adoram usar seu dinheiro (em espécie, acima de tudo), figurando em primeiro lugar per capita em gastos entre os 10 principais grupos de turistas estrangeiros nos Estados Unidos, uma lista que inclui franceses, britânicos e alemães. Ao todo, 1,2 milhão de brasileiros visitaram em 2010 e gastaram US$ 5,9 bilhões, ou US$ 4,940 por visitante. Apenas turistas da Índia e da China gastam mais que os brasileiros, mas eles são em número bem menor e não figuram entre os 10 mais.

O Departamento do Comércio espera que o número total de turistas brasileiros será ainda maior neste ano.

O impacto econômico dos brasileiros é tão grande que os setores de turismo, restaurante e varejo, juntamente com a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, estão fazendo lobby em Washington para permitir que os brasileiros viajem sem a necessidade de visto, como podem os cidadãos dos países da União Europeia. Em novembro, o Departamento de Estado concordou em aumentar o número de consulados para acelerar o procedimento de visto.

Foto: Jason Henry/ The New York Times

Pegasus Transporte opera roteiros de compras para os brasileiros na área de Orlando. Lojas como Tommy Hilfiger e Gregg HH eletrônica abrem mais cedo para atender a clientela tupiniquim.

A American Airlines tem 52 voos por semana de cinco cidades no Brasil para Miami e fez pedido para mais rotas.

A Flórida é o Estado que mais se beneficia com a nova riqueza do Brasil e com o crescimento de sua classe média. A maioria dos brasileiros que vêm aos Estados Unidos visita a Flórida, e nos primeiros nove meses deste ano, cerca de 1,1 milhão de brasileiros gastaram US$ 1,6 bilhão no Estado, um aumento de quase 60% em comparação ao ano anterior. Entre os países estrangeiros, apenas o Canadá envia mais visitantes à Flórida.

O dinheiro dos brasileiros ajudou a ressuscitar o mercado imobiliário em Miami. Estrangeiros são responsáveis por mais da metade de todas as vendas de imóveis em Miami, e prédios de apartamentos que antes estavam vazios estão esgotando rapidamente.

Foto: Jason Henry/ The New York Times

Uma festa de final de ano realizada pela empresa o Sr. Cristiano Piquet, Piquet Realty

De muitas formas, os brasileiros têm sido a salvação aqui”, disse Edgardo Defortuna, presidente da Fortune International Realty, que tem escritórios no Brasil e em Miami. “O preço não é um problema para eles.”

Os brasileiros entram aqui no estilo de vida latino-americano – jantares tarde da noite e moda, alimentos e música familiares. E a relativa segurança dos Estados Unidos é um bônus. A taxa de homicídios do Rio de Janeiro, apesar de em queda, é quase três vezes maior do que a de Miami.

Ávidos por fazer compras e passar tempo com parentes e amigos, os brasileiros costumam comprar apartamentos no mesmo prédio, como o W em South Beach.

“Em Miami, eles podem vir e usar relógios caros, andar em seus conversíveis e ninguém cortará o braço deles para roubar uma joia, como acontece em casa”, disse Alexandre Piquet, um advogado brasileiro da Piquet Realty, que foi fundada por seu irmão, Cristiano, um conhecido piloto de corrida. “Aqui não temos que nos preocupar com crianças atravessando a rua e sendo sequestradas, alguns dos problemas que ainda enfrentamos lá. É a realidade.”

A Piquet Realty, aberta em 2005, dobrou seus negócios no ano passado, disse Cristiano Piquet. Alguns apartamentos que ele vende são entregues plenamente mobiliados pela Artefacto, uma proeminente empresa brasileira de design de móveis. Se os brasileiros precisam de ajuda com transações legais, impostos ou orientações sobre imigração, a empresa também oferece. Se um cliente quiser uma Ferrari, a Piquet Realty também providencia.

Como muitas empresas no sul da Flórida, a empresa promove agressivamente a si mesma no Brasil, como a junta de turismo de Miami. O governador da Flórida, Rick Scott, viajou ao Brasil neste ano em uma missão comercial.

Agora, Orlando está tentando atrair os brasileiros, que preferem os shoppings da cidade a seus parques temáticos. A Pegasus Transportation opera visitas regulares a shoppings, levando milhares de brasileiros a eles. O outlet da grife de moda Tommy Hilfiger e a loja de eletrônicos H.H. Gregg abrem cedo apenas para eles.

Foto: Jason Henry/ The New York Times

Turistas brasileiros regressam de uma viagem de compras ao Orlando Premium Outlets, em Kissimmee, Flórida.

“Eles estão comprando tudo o que é imaginável”, disse Claudia Menezes, vice-presidente da Pegasus. “Laptops, câmeras, roupas de grife – muito Prada e Louis Vuitton.”

O gosto por gastar é o principal motivo para a batalha dos vistos estar começando a repercutir no Capitólio.

Há apenas quatro consulados americanos no Brasil, um país quase do mesmo tamanho dos Estados Unidos. Para obter um visto, muitos brasileiros precisam viajar longas distâncias para ser entrevistados no consulado. Apesar do processo oneroso, foram feitos 820 mil pedidos de visto neste ano, com uma média de espera de 50 dias –tempo demais, dizem autoridades de turismo.

Os lobistas estão pressionando o Congresso e o Departamento de Estado para mudar o processo. Caso isso não seja possível, eles pedem por mais consulados e um programa que possibilite a seleção dos requerentes de visto por meio de videoconferência. Sete projetos de lei estão tramitando no Congresso a respeito da questão do visto.

Enquanto isso, dizem as autoridades de turismo, a Europa atrai um grande número de brasileiros porque viajar para lá é muito mais fácil. A Europa Ocidental recebe 52% de todos os brasileiros que viajam ao exterior e os Estados Unidos recebem 29%.

“Seria possível dobrar o número de brasileiros nos Estados Unidos” se o visto não fosse necessário, disse Patricia Rojas, vice-presidente da Associação de Turismo dos Estados Unidos. “Nós estamos em grande desvantagem.”

Foto: Jason Henry/ The New York Times

Cristiano Piquet (ao centro) um brasileiro motorista de táxi, fundador vda Piquet Realty em 2005, para atender clientes brasileiros. "Em Miami, eles podem vir aqui e usar relógios caros e dirigir seus carros conversíveis, e ninguém vai cortar o seu braço para uma peça de joalheria, como acontece em casa", disse Alexandre Piquet , irmão de Cristiano, advogado da empresa.


* Tradução: George El Khouri Andolfato para a UOL