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15 de abr. de 2014

Bilhões de libras ilegais, oriundos da prostituição e das drogas, serão incluídas no calculo do PIB britânico

GRÃ-BRETANHA - Economia
Bilhões de libras ilegais, oriundos da prostituição e das drogas, serão incluídas no calculo do PIB britânico
União Europeia concluiu que não há razão para ignorar o dinheiro ganho de forma ilegal, uma vez que ele circulará de qualquer modo na economia. E se o Brasil fizer o mesmo...?

Foto: Bertrand Langlois / AFP / Getty Images

TRABALHO DURO - Profissionais do sexo fazem passeata em Londres, exigindo respeito.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: BBC Brasil

No final deste ano a economia da Grã-Bretanha receberá um impulso de 10 bilhões de libras (cerca de R$ 37 bilhões). Esse dinheiro, no entanto, não entrará na contabilidade oficial do PIB, já que é fruto do comércio ilegal de drogas e da prostituição. Mas a União Europeia recomenda refazer as contas e considerar essas cifras.

Os cálculos são do Office for National Statistics (ONS), órgão responsável pelas estatísticas da Grã-Bretanha. Segundo a contagem oficial, são 3 bilhões de libras (R$ 11 bilhões) vindas da prostituição e 7 bilhões (R$ 26 bilhões) de drogas ilegais.

A União Europeia declarou que atividades ilegais precisam ser incluídas nas contas nacionais para que comparações entre países possam ser feitas. Na Holanda, por exemplo, são permitidas algumas drogas proibidas em outros países da Europa, e a prostituição é legalizada.

Levando em consideração que a alocação do orçamento da União Europeia é baseada no tamanho da economia de um país, medida de acordo com seu produto interno bruto (PIB), a União Europeia quer ter certeza de que todos os países estão calculando o PIB da mesma maneira.

A inclusão de atividades ilegais no PIB é uma das diversas mudanças que serão introduzidas às contas nacionais por toda a Europa a partir de setembro. Só serão incluídas as atividades em que ambas as partes são, pelo menos nominalmente, participantes voluntários.

A princípio, a Grã-Bretanha só irá calcular os rendimentos provenientes da produção de cannabis, do tráfico de drogas e da prostituição, mas espera-se que o trabalho ilegal, apostas, pirataria de software e transporte de bens roubados também sejam, eventualmente, incluídos.

Foto: Alex Segre / Rex Features

DUBIEDADE - Na Grã-Bretanha a venda de sexo não é ilegal, mas bordéis e prostituição de rua são proibidos.

COMO MEDIR

A autoridade europeia de estatísticas, a Eurostat, já divulgou amplas orientações sobre como medir atividades ilegais. O órgão considera que o consumo de todas as drogas ilícitas e serviços de prostituição entram na contabilidade de consumo das famílias na formação do PIB.

A Eurostat recomenda, por exemplo, que se meça o lucro da prostituição a partir de dados coletados junto à oferta (prostituta), por considerar essa uma estratégia mais confiável do que a de coletar junto à demanda (clientes). Só devem ser contabilizados os lucros de profissionais do sexo que tenham residido no país por mais de um ano.

Para o órgão europeu, o cálculo das atividades ilegais é importante para determinar, por exemplo, o destino de boa parte do dinheiro ganho de forma legal (e que pode ser gasto em atividades ilícitas, como prostituição e consumo de drogas).

Da mesma forma, há um grande consumo de serviços legais (jurídicos, por exemplo) dos quais não há informações sobre a origem (que pode ser ilegal).

Em outras palavras, União Europeia concluiu que não há razão para ignorar o dinheiro ganho de forma ilegal, uma vez que ele circulará de qualquer modo na economia.

Supomos que se o Brasil começar a incluir o dinheiro do tráfico, da prostituição e da corrupção no calculo do nosso PIB, nós vamos para a estratosfera. Não causaria espanto se constatarmos que a nossa economia ilegal é maior que que a economia formal.


*Alteramos o título, acrescentamos subtítulo e comentários adicionais, mais fotos e legendas à publicação original

17 de abr. de 2013

Multidão nas ruas de Londres, na despedida de Thatcher

GRÃ-BRETANHA - Luto
Multidão nas ruas de Londres,
na despedida de Margareth Thatcher
A Grã-Bretanha se despediu nesta quarta-feira da ex-primeira-ministra Margaret Thatcher com um funeral na Catedral de Saint Paul. A rainha Elizabeth 2ª esteve entre as mais de duas mil pessoas que assistiram à cerimônia na igreja. Um pequeno grupo protestou e vaiou a passagem do cortejo.

Foto:Matt Dunham/Reuters Foto: AFP

Sempre amada e nos nossos corações

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Reuters, The Telegraph, Spiegel

Carregado nos ombros de oito militares, o caixão com o corpo da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher subiu na quarta-feira a escadaria da principal catedral de Londres para uma cerimônia fúnebre com a presença da rainha Elizabeth II e de dignitários estrangeiros.

Assim como em vida, a "Dama de Ferro" continua dividindo opiniões. Enquanto milhares de pessoas foram às ruas homenageá-las, cerca de duas dúzias de oponentes deram as costas ostensivamente ao cortejo, que saiu do palácio de Westminster, centro do poder britânico, e rumou para a catedral de St. Paul. Alguns manifestantes chamaram Thatcher de "escória".

As pesquisas mostram que muitos britânicos estão insatisfeitos com o gasto público com o funeral, estimado em 10 milhões de libras (15 milhões de dólares), e alguns parlamentares de esquerda disseram que tanta pompa é inapropriada.

A conservadora Thatcher, que governou a Grã-Bretanha entre 1979 e 1990, morreu em 8 de abril, vítima de um derrame, aos 87 anos.

O caixão fez o trajeto da quarta-feira sobre uma carruagem militar e coberto pela bandeira britânica. Um canhão fez disparos a cada minuto na Torre de Londres, e o sino do Big Ben calou-se, enquanto uma banda militar tocava Beethoven, Mendelssohn e Chopin para acompanhar o mais grandioso funeral de um político britânico desde Winston Churchill, em 1965.

"Ela foi a primeira mulher primeira-ministra, ela ocupou o cargo por mais tempo do que qualquer um em 150 anos, ela alcançou coisas extraordinárias na sua vida", disse o primeiro-ministro David Cameron, líder do Partido Conservador, o mesmo de Thatcher.

"O que está acontecendo hoje é absolutamente adequado e correto", acrescentou.

Nas ruas, havia policiais separados por espaços de 5 a 10 metros. Mais de 4 mil policiais zelaram pela segurança do evento. Desde o começo da manhã, o público começou a se concentrar no trajeto, levando cartazes que refletiam o caráter polêmico da falecida.

"Você deu esperança, liberdade e ambição a milhões de nós", dizia um cartaz segurado por um homem. A poucos metros dali, outro dizia: "Mais de 10 milhões de libras do nosso dinheiro para um funeral do Tory (o Partido Conservador)".

Seus admiradores, que são muitos entre os seguidores do Partido Conservador e no sul da Inglaterra, argumentam que ela merece um funeral equivalente ao de Churchill, líder do Reino Unido durante a 2ª Guerra Mundial.

"Algumas pessoas dizem que ela dividiu o país: mas, se ela causou tanta divisão, como ganhou três eleições?", disse Joseph Afrane, 49 anos, agente de segurança na zona sul de Londres. Ele foi assistir ao cortejo coberto pela bandeira britânica da cabeça aos pés -- incluindo o relógio de pulso e o chapéu de caubói.

Dentro da catedral, mais de 2.300 pessoas acompanham a cerimônia fúnebre, incluindo 11 primeiros-ministros atuais, todos os ministros britânicos, dois chefes de Estado e 17 ministros estrangeiros de Relações Exteriores.

Foto: Reuters

O cortejo pelas ruas de Londres

Foto: Reuters


Conduzida por militares do Exercito, da Guarda Real, da Marinha e Real Força Aérea

Foto: Toby Melville/Reuters

A rainha Elizabeth e o Principe Philips

Foto: Reuters

Entrando na Catedral de St Paul
Foto: Reuters

A fala do Primeiro Ministro durante a cerimonia religiosa

Foto: Matt Dunham/Reuters

...mas nós a amamos

Foto: Paul Hackett/Reuters

Alguns protestaram

Foto: Christopher Furlong/Reuters

Amanda Thatcher, a neta, durante a cerimonia religiosa


11 de abr. de 2013

A falta que nos faz uma boa direita , de Carlos Alberto Sardenberg, para O Globo

BRASIL – Opinião
A falta que nos faz uma boa direita
”A longa administração conservadora de Margaret Thatcher fez o trabalho, digamos, sujo de demitir funcionários excedentes, cortar gastos públicos, controlar o poder dos sindicatos de empresas estatais (e depois privatizá-las), além de desregulamentar a economia, reformar a legislação trabalhista e reduzir a pesada burocracia do Estado. Depois de um início custoso, com greves e desemprego em alta, funcionou. Com investimentos privados, o país voltou a crescer e gerar emprego e renda.”

Foto: Agence France-Presse - Getty Images

Margaret Thatcher, a primeira mulher primeira ministra da Grã-Bretanha,
ocupou o cargo por 11 anos

Postado por Toinho de Passira
Texto de Carlos Alberto Sardenberg, para O Globo
Fonte: Blog do Noblat

Vou falar francamente: uma Thatcher, hoje, seria perfeita para o Brasil. Mas uma Thatcher em grande estilo: líder de partido, ganhando eleições com uma agenda liberal. Seria bom até para modernizar a cultura esquerdista amplamente dominante no país. Isso aconteceu na Inglaterra e, nos 80 e 90, em boa parte do mundo, inclusive no Brasil. Precisava acontecer de novo.

A longa administração conservadora de Margaret Thatcher fez o trabalho, digamos, sujo de demitir funcionários excedentes, cortar gastos públicos, controlar o poder dos sindicatos de empresas estatais (e depois privatizá-las), além de desregulamentar a economia, reformar a legislação trabalhista e reduzir a pesada burocracia do Estado.

Depois de um início custoso, com greves e desemprego em alta, funcionou. Com investimentos privados, o país voltou a crescer e gerar emprego e renda. Não por acaso, Thatcher ganhou três eleições seguidas.

Quando veio o desgaste até normal da administração conservadora, o serviço principal estava feito, a quebra do imenso, custoso e já ineficiente Estado do Bem-Estar. Aí veio Tony Blair com a suave conversa do “Novo trabalhismo”: retomada dos investimentos públicos em educação, saúde e segurança, mas em uma economia livre, aberta e competitiva.

Os eleitores foram trocando, conforme a ocasião. Elegeram o Partido Trabalhista no pós-guerra, que instalou o Estado do Bem-Estar, depois fartaram-se dos excessos desse modelo, que estatizava tudo de grande que via pela frente, como disse Churchill, e finalmente entregaram o poder para Thatcher desmontar tudo. E aí devolveram o governo à esquerda, mas uma esquerda reeducada.

Já entre nós, quando o eleitorado comprou a ideia de que era preciso desmontar o Estado excessivo e abrir a economia, porque só produzíamos carroças protegidas, acabou elegendo Fernando Collor, cuja agenda correta para o momento não resistiu ao caixa de PC. E terminou que a agenda liberal caiu no colo de Fernando Henrique.

FHC não liderou um movimento dentro de seu partido e junto aos aliados para construir uma agenda comum de reformas. Para dizer francamente, pelo menos no começo, foi tudo no vai da valsa. As trapalhadas seguidas de Itamar Franco acabaram jogando o Ministério da Fazenda no colo de FHC. Aí valeram a sabedoria e aguda percepção política do professor, que definiu logo o inimigo imediato — a superinflação — e escalou a equipe certa para atacá-lo.

Então, foi na sequência: para consolidar o combate à inflação, era preciso controlar o déficit das contas públicas, para o que eram necessárias as reformas, incluídas as privatizações. A agenda liberal se impôs no calor dos acontecimentos.

Daí as dificuldades de implementação. Não foi como na Inglaterra, com propostas bem definidas. Aqui, FHC, vindo da esquerda, eleito com base nas novíssimas notas de um real, precisou construir essa agenda momento a momento.

Excetuada a equipe econômica, quase ninguém entre seus colaboradores e seguidores estava preparado para a missão. Tratava-se de uma elite intelectual criada nas ideias socialistas e social-democratas, que viu ruir o Muro de Berlim e alcançou o poder em um mundo em que só existia capitalismo — e numa fase de liberalismo à americana ou “thatcherista”.

Além dessa turma, havia os velhos políticos, todos acostumados a viver em torno do Estado, fonte de nomeações, privilégios e bons negócios. Visto assim, a gente até se espanta de ver quanto o governo FHC avançou na agenda modernizadora.

Mas, é claro, não terminou o serviço. E parte desse serviço, eis outra peça do destino, ficou para o governo Lula. É a origem de nossos problemas atuais, o eleitorado se cansou de uma agenda liberal antes que ela tivesse sido completada. E elegeu um governo propondo mudar tudo para a esquerda, mas topando com os entraves causados justamente pela não conclusão da agenda liberal.

Daí o Lula do primeiro mandato. Manteve as bases macroeconômicas de FHC e ainda avançou em reformas micro claramente liberais e pró-negócios, sem reestatizações. De certo modo, os dois governos acabaram bem parecidos: construir alianças a meio do caminho para implementar reformas difíceis.

Depois, mais seguro, Lula parou com as reformas e começou a voltar para a agenda da velha esquerda estatizante, movimento agora claramente tomado pela presidente Dilma — e com os velhos políticos Estado-dependentes.

Tudo considerado, eis o que sempre nos faltou: uma boa direita, moderna, capaz de ganhar uma eleição com uma agenda liberal e implementá-la rigorosamente. E depois abrir espaço para uma boa esquerda, também moderna, que se eleja para fazer o seu serviço, que é gastar com educação, saúde e segurança. Mas gastar com eficiência e sem atrapalhar a economia privada.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

8 de abr. de 2013

Morreu Margaret Thatcher, a "Dama De Ferro"

INGLATERRA – Luto
Morreu Margaret Thatcher, a "Dama De Ferro"
”Ela vai entrar para a história não só como a primeira e única mulher chefe de estado da Grã-Bretanha primeiro chefe, mas como a politica que transformou a economia da Grã-Bretanha, além de ter sido uma formidável protagonista no cenário internacional. São legados deixado por ela, muitas das características da economia moderna e globalizada - monetarismo, a desregulamentação, privatização, o governo pequeno, baixos impostos e livre comércio - foram todos promovidos como resultado de políticas que ela empregadas para inverter o declínio económico da Grã-Bretanha”. – The Telegraph

Foto: Suzanne Plunkett/Reuters/Paris Match

Margaret Thatcher, a primeira e única mulher a se tornar chefe do governo britânico, governou de 1979 a 1990.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The Mirror, The Telegraph, BBC Brasil, G1, The Guardian, Paris Match

Morreu nesta segunda-feira (8) aos 87 anos Margaret Thatcher, primeira mulher a se tornar primeira-ministra britânica, cargo no qual ficou por três mandatos consecutivos, entre 1979 e 1990. Ela foi uma das figuras dominantes na política inglesa no século XX e o seu “thatcherismo” ainda influencia políticos até hoje.

Thatcher não falava em público desde 2002, quando os médicos desaconselharam a presença diante de audiências após uma série de pequenos derrames que deixaram como sequela confusões ocasionais e perdas de memória.

A filha Carol escreveu em suas memórias, publicadas em 2008, que nos piores momentos Thatcher tem dificuldades para terminar as frases e esquece que o marido, Denis, faleceu em 2003.

Foto: Arquivo pessoal

Década de 30 – A menina Margareth Thatcher na escola

Vida

Margaret Hilda Roberts nasceu em 13 de outubro de 1925 em Grantham, Lincolnshire. Seu pai era pastor e membro do conselho da cidade.

Ela estudou química na Universidade de Oxford, onde presidiu a tradicional Associação Conservadora, composta por alunos. Ela estudou direito enquanto trabalhava e se formou advogada em 1954.

Em 1951, se casou com Denis Thatcher, um rico homem de negócios, com quem teve dois filhos gêmeos, Carlo e Mark.

Foto: Selwyn Tait / Corbis Sygma

1971: Thatcher, agora ministro da Educação, experimenta chapéus diferentes em sua casa perto Lamberhurst Tunbridge Wells

Carreira política

Thatcher se tornou membro do Partido Conservador no Parlamento de Finchley, ao norte de Londres, em 1959, onde cumpriu mandato até 1992. Seu primeiro cargo parlamentar foi ministra-assistente para previdência no governo de Harold Macmillan.

De 1964 a 1970, quando o partido Trabalhista assumiu o poder, ela ocupou diversos cargos no gabinete de Edward Heath. Heath se tornou primeiro-ministro em 1970 e Thatcher, sua secretária de Educação.

Durante o período na pasta, ela aumentou o orçamento da educação no país, mas foi criticada por abolir o leite que era gratuito em escolas para crianças. A medida polêmica lhe deu o apelido de “Thatcher the Milk Snatcher”, algo como “Thatcher a Ladra de Leite”.

Após os conservadores sofrerem nova derrota, em 1974, Thatcher concorreu com Heath pela liderança do partido e, para surpresa de muitos, venceu a indicação. Em 1979, o Partido Conservador venceria as eleições gerais e ela se tornaria primeira-ministra, aos 54 anos.

Foto: Bettmann / Corbis

1975: Thatcher deixa sua casa em Chelsea, Londres, para o seu primeiro dia como o novo líder do partido conservador.

‘Thatcherismo’

Com ideias arrojadas criou uma nova expressão no dicionário inglês: “thatcherismo”, que significa liberdade de mercado, privatizações, menos intervenção do governo na economia e mais rigor no tratamento com os sindicatos trabalhistas. Suas políticas conseguiram reduzir a inflação, mas o desemprego aumentou dramaticamente.

A vitória na guerra pelas Ilhas Malvinas, em 1982, e uma oposição rachada ajudaram Thatcher a conquistar uma nova vitória nas eleições de 1983. Em 1984, ela escapou por pouco de um atentado do IRA (o Exército Republicano Irlandês), que instalou um carro-bomba numa conferência do Partido Conservador em Brighton.

Thatcher cultivou uma relação muito próxima e pessoal com o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, baseada na desconfiança de ambos com o comunismo e na ideologia de uma economia de mercado livre. Nesta época, recebeu o apelido de “Dama de Ferro” dos soviéticos. Ela saldou com entusiasmo a chegada ao poder do reformista soviético Mikhail Gorbachev.

Nas eleições de 1987, Thatcher ganhou um inédito terceiro mandato. Mas suas políticas controversas, como a adoção de novos impostos e a oposição a qualquer integração mais próxima com a Europa, levaram sua popularidade a cair para o nível mais baixo desde que ela havia assumido o poder, em 1979.

A política interna da primeira-ministra começava a fracassar. Com a inflação alta, o país caminhava para a recessão e sua liderança começou a ser questionada dentro do próprio Partido Conservador. Em novembro de 1990, ela concordou em renunciar ao cargo e à liderança do partido, sendo substituída por John Major.

Foto: Mirrorpix

"Perdemos uma grande líder, uma grande primeira-ministra e um grande britânica",
disse o primeiro-ministro britânico, David Cameron, nesta segunda-feira. Em foto recente Cameron ao lado da “Dama de Ferro” diante do escritório do governo britânico.