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27 de set. de 2014

A onda agora é o ‘belfie’, o selfie de quem quer mostrar a bunda

INTERNET - Bizarro
A onda agora é o ‘belfie’,
o selfie de quem quer mostrar a bunda
Fotografar o próprio rosto ficou banal, a nova onda é clicar o bumbum. Muitas celebridades já aderiram, mas as anônimas é que dão o show. Nós do “thepassiranews” consideramos esse movimento da maior importância tanto política, como sócio cultural.

Foto: Pinterest

CICLOVIA - um bumbum politicamente correto

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, G1, Correio Braziliense, Daily Mail, Huggington Post, Sport Style

Os belfies são a novidade no momento, nas redes sociais. Uma daquelas novidade que veio para ficar, torcemos que não seja só uma onda, e se torne um movimento permanente.

De repente alguém achou que os selfies estavam muito batidos, monótonos e inventou o belfie, que é uma variedade de selfie.

Etimologicamente o termo vem da junção de selfie + butt (bumbum), resultando em belfie.

As imagens invadiram as redes sociais e ganharam a adesão de famosas. Dizem, não pesquisamos, que até alguns “homens” postaram os seus, mas essa variante do fenômeno não nos interessa.

As imagens postadas variam desde closes das partes íntimas da usuária até fotos que mostram o corpo inteiro. Algumas feitas pela dona da bunda, usando o recurso do espelho, outras com o auxilio de um colaborador.

Há imagens "inocentes" ( existe bunda inocente?) e bem humoradas, outras mais ousadas e inspiradoras.

Como normalmente uma imagem falam por mil palavras, estamos exibindo eloquentes exemplos da nova onda.

Como o "belfie" focaliza apenas o “derrie”, os especialistas, comentam que uma das vantagens da modalidade é que a autora não precisará sorrir, quando fizer o registro. Mas nada impede.

Fotos: Pinterest

















PS: Recomendamos, solicitamos e sugerimos, as nossas amigas, colaboradoras e leitoras, que adiram a nova onda e nos mande seus belfie, com pedido de publicação, aqui no ‘thepassiranews” e nas nossas contas nas redes sociais, ou nos envie em caráter particular, apenas para nossa, digamos, “degustação”. Desde já agradecemos este ato de caridade.

13 de jan. de 2014

São Paulo: Apartheid no shopping?

BRASIL - Olhar estrangeiro
São Paulo: Apartheid no shopping?
Correspondente do jornal espanhol "El País" comenta os rolezinhos, movimentos de jovens convocados pelas redes sociais para se reunirem nos shoppings, sob o ponto de vista que a reação está gerando uma discriminação social, após a justiça de São Paulo permitir que seis centros comerciais façam triagem dos clientes para evitar os tais 'rolezinhos' de jovens da periferia

Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG São Paulo

Ao menos 11 jovens foram detidos e levados para delegacia neste sábado (11), após rolezinho no shopping Itaquera.

Postado por Toinho de Passira
Texto de María Martín
Fonte: El Pais

Seis shoppings do Estado de São Paulo conseguiram ontem o apoio da Justiça para bloquear suas portas automáticas para que policiais e seguranças privados identificassem a quem quisesse entrar. O alvo da discriminação: menores desacompanhados, de baixa renda. Esse é o perfil de quem está colocando em xeque vários centros comerciais do Estado com os chamados rolezinhos, encontros multitudinários de jovens, convocados pelas redes sociais que, mesmo sem intenção de delinquir, incomodam clientes e lojistas.

Não é a primeira vez que os shoppings reforçam a segurança e identificam quem não se encaixa no perfil do consumidor padrão, mas a liminar (decisão provisória) do juiz proibia e previa uma multa de 10.000 reais a quem participasse desse tipo de manifestação convocada ontem em quatro centros comerciais do Estado. No shopping JK Iguatemi, situado na cobiçada avenida Brigadeiro Faria Lima, os seguranças chegaram a barrar a entrada de funcionários, jovens que não tinham cara de compradores de um dos shoppings mais caros da cidade.

A convocatória do rolê, com 2.500 pessoas confirmadas no Facebook, se diluiu mesmo antes de começar –a foto da liminar colada na entrada do shopping se espalhou pelas redes sociais antes do evento-, mas houve confronto entre jovens e policiais no centro comercial Metrô Itaquera, onde foi registrado em 7 de dezembro o primeiro episódio do fenômeno, com cerca de 6.000 participantes. A polícia, que estimou que ontem se reuniram cerca de 1.000 adolescentes, agiu com violência para dispersar a multidão. Clientes do estabelecimento registraram dois boletins de ocorrência por roubo e tumulto. Três adolescentes foram presos, mas dois deles já foram liberados, segundo a polícia.

As convocações desses jovens, público visto com desconfiança pelas famílias brancas de classe média-alta que preferem passar a tarde nestes estabelecimentos blindados por seguranças ao lazer na rua, tem marcado o Natal em São Paulo. O rolê de 15 de dezembro no shopping de Guarulhos acabou com 23 presos, que foram liberados pouco depois. Não foram acusados de portar drogas nem de roubo. Houve outras convocatórias como a de 4 de janeiro no Shopping Metrô Tucuruvi, na zona norte, onde a participação de cerca de 400 jovens, segundo a PM, levou aos lojistas a fechar suas portas três horas mais cedo, mesmo sem sinal de tumulto.

O fenômeno dos rolezinhos, com características similares aos chamados flash mobs (concentrações espontâneas de pessoas convocadas pelas redes sociais em um determinado espaço para realizar uma mesma ação) tem, como tantos outros na pauta do país, dividido a sociedade brasileira. Houve quem associasse a liminar dos shoppings ao apartheid. Esses são os que defendem que esses adolescentes da periferia, na maioria negros que beiram o salário mínimo (724 reais), estão colocando o foco na desigualdade entre classes, na opressão, incomodando os mais ricos que procuram nos shoppings consumir com segurança longe da realidade dos moleques. Do outro lado desse debate, estão os que os chamam de vândalos, defensores do espaço privado, ameaçados por um movimento sem lemas e sem objetivos claros que não entendem, e que acreditam que toda essa energia e capacidade de convocação podem ser investidos em outras áreas: desde participar de protestos mais articulados, como os de junho passado, até a procurar empregos.
*Alteramos títtulo, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

26 de mar. de 2013

Tunisina ameaçada com condenação a morte, por topless-protesto na internet

TUNISIA
Tunisina ameaçada com condenação a morte,
por topless-protesto na internet
A jovem tunisiana, Amina Tyler, apareceu de seios à mostra no Facebook, para protestar contra a situação da mulher em seu país`. Por causa disso, o líder religioso Adel Almi, sugeriu que a jovem fosse açoitada e apedrejada até a morte. Movimentos em defesa da jovem estão preocupados com o destino e não sabem o paradeiro atual da ativista.

Foto: Facebook

“Meu corpo me pertence, não é uma fonte de honra de ninguém”

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diario Digital, Free Thought Blogs, Terra, Le Nouvel Observateur, Huffington Post, Facebook. Le Figaro.

Amina Tyler, 19 anos, tunisiana, no dia 11 de março, fez uma foto, supostamente de protesto pelo direito das mulheres no seu país. Na foto, ela aparece com os seios à mostra e com frases escritas no corpo: “Meu corpo me pertence, não é uma fonte de honra de ninguém” e “F…-se a moral”. Postou a foto numa página do Femen na Tunísia, criada por ela, no Facebook, dando início ao grupo feminista no país.

A publicação não só iniciou uma grande controvérsia como também gerou ameaças de morte para Amina, que desde então está incomunicável.

Foto: Captura de video

Almi Adel, clérigo islamita, líder da organização religiosa salafista Associação Moderada para a Conscientização e Reforma: chicotadas e apedrejamento para Amina Tyler

A polêmica começou quando o clérigo islamita, líder da organização religiosa salafista “Tawia Al-Li-Wassatia Al-Jamia Wal-Islah” (Associação Moderada para a Conscientização e Reforma), Almi Adel, disse ao jornal Assabah News que Amina deveria ser punida com 80 a 100 chibatadas. E foi além, argumentando que ela poderia até mesmo ser condenada à morte por apedrejamento

Para ele, “Amina, por seu ato, pode trazer infelicidade para o país, causando epidemias e desastres. Seu ato pode ser contagioso e dar ideias a outras mulheres”.

Após a entrevista do líder religioso, o grupo Femen da França – que aceitou Amina como ativista em fevereiro – disse que não conseguia mais entrar em contato com a tunisiana, e que temia que ela tivesse sido presa ou morta.

Segundo o portal Huffington Post, rumores diziam que Amina foi forçada por sua família a se internar em um hospital psiquiátrico em Tunis.

Segundo o jornal francês Le Figaro, no entanto, Amina não foi internada.

“Amina não está internada, ela está em casa”, disse a advogada Bochra Beladjamida, que defende a jovem ativista. Ela quer acabar com os rumores de que Amina estaria em um hospital psiquiátrico. Mas a advogada não sabe exatamente como ela está. “Eu não a vi, apenas conversamos por telefone. A voz dela estava cansada, sonolenta”, disse.

Segundo o Femen da França, essa advogada representa a família de Amina, e não a ativista. As ativistas só vão parar com a campanha de apoio a Amina quando conseguirem contato direto com ela.


Existe até um logotipo dos moviemtos de apoio a Amina Tyler

Na quarta-feira, o mesmo dia da condenação, um grupo de seguidoras do movimento no Facebook foi invadido por um hacker que se identifica como «Al Angur». As imagens, dela e de outra jovem, foram substituídas por versículos do Corão. A fotografia do perfil também foi trocada pelo peito nu de um homem abrindo a camisa com os dizeres «Maomé, o enviado de Alá».

O protesto invulgar da jovem na Tunísia gerou críticas dentro da própria família de Amina, que a considera uma «ofensa ao pudor da mulher e ao Islão». Os familiares apoiam a sua sentença de morte, de acordo com o site Algeria-focus.

«A nossa filha é vítima de manipulação mental, de lavagem cerebral. Devemos lutar contra este flagelo para salvar as nossas meninas», disse a mãe da jovem, depois de expressar a sua indignação e vergonha pelo seu comportamento.

Em nota difundida na Internet, pais, tios e primos da jovem apoiam a condenação.

«Somos uma família muçulmana e não podemos aceitar essas práticas, que afetaram seriamente não só a nossa imagem, mas a imagem das mulheres tunisinas e da nossa religião, o Islão», escreveram.

Foto: Captura de video

Entrevista na TV, Amina diz que não foi por motivos sexuais que exibiu os seios

Numa entrevista na televisão, Amina Tyler, antes de sair de circulação, demonstrou a sua admiração pelas ativistas do Femen e a sua luta a favor da igualdade de géneros. A tunisiana admitiu que não imaginou que a foto pudesse causar tanta comoção.

«É só uma maneira de passar uma mensagem. Não foi por motivos sexuais, mas para defender os direitos da mulher» - disse.

«Se eu postasse uma foto minha vestindo uma camiseta com o mesmo slogan, não teria qualquer impacto. Eu quero que a mensagem seja lida. O corpo de uma mulher é dela, não do seu pai, seu marido ou do seu irmão», afirmou.

Foto: Facebook

Mulheres de todo mundo repetem o gesto de Amina em apoio a tunisiana

Uma petição online pedindo que o governo tunisiano proteja a ativista já conta com mais de 80 mil assinaturas enquanto no Facebook da Femen dezena de mulheres de todo o mundo, envia fotos de apoio a tunisiana Amina Tyler.

As ativistas do Femen se tornaram famosas por suas manifestações provocadoras em defesa dos direitos das mulheres, em muitas das quais aparecem seminuas, quase sempre com os seios à mostra.