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1 de nov. de 2013

As mulheres sauditas na direção e no reggae do Fageeh

ARÁBIA SAUDITA – Mulheres e Paródia
As mulheres sauditas na direção e no reggae do Fageeh
Apoio aos protestos das mulheres sauditas pelo direito de poder dirigir um automóvel.

Foto: Amer Hilabi / AFP

Mulheres sauditas na direção de um carro, só nos pavilhões das feiras de automóveis, em veículos parados

Postado por Toinho de Passira
Texto de Caio Blinder
Fonte: Blog do Caio Blinder

s sabemos das heroínas sauditas que querem conduzir este país retrógrado por um caminho mínimo de modernidade e sanidade. Para dezenas de mulheres no sábado passado, 26, se enveredar pela Primavera Árabe foi desafiar a proibição e estar ao volante do carro. A Arábia Saudita é singular na proibição. Mas, estas dezenas de desafiantes não estavam sozinhas. Um jovem comediante pegou carona no protesto e seu vídeo fazendo paródia da “direção” saudita é viral, já foi visto por milhões de pessoas.

Hisham Fageeh teve a ideia no chuveiro para bolar o vídeo No Woman, No Drive. Ele cantarolava Bob Marley e foi guiado para a sacação. Reggae no deserto. Meses mais tarde, quando o Twitter fervilhava com o plano das mulheres sauditas de realizar o protesto, Fageeh e dois amigos, os músicos Fahad Albutairi e Alaa Wardi, decidiram produzir o vídeo para dar uma força no dia do desafio.

A leveza do vídeo é enganosa (muita gente inclusive não entendeu, achando que Fageeh estava criticando as motoristas), mas a paródia é afiada, embora o alvo seja fácil. As razões que impedem as mulheres de dirigirem na Arábia Saudita são surrealistas. Por exemplo: dirigir pode causar danos aos órgãos reprodutivos.

Foto: Captura Video- You Tube

Hisham Fageeh, pegando uma bem humorada carona ao ritmo de Bob Marley

Hisham Fageeh conseguiu sua carteira de habilitação de humorista nos EUA, onde estudou e trabalhou. Seu aprendizado cômico foi no Harlem, em Nova York, com comediantes negros. Seu primeiro ídolo foi Dave Chapelle. Riad é um lugar bem mais perigoso do que o Harlem para o exercício de sua profissão.

Na sua página no Facebook, Hisham Fageeh tem uma citação de George Orwell: “Cada piada é uma pequena revolução”. Como o absurdo das mulheres sauditas é kafkiano, então vamos finalizar o percurso com uma citação do mestre de Praga: “De um certo ponto adiante, não há mais retorno. Este é o ponto que deve ser alcançado”.

Veja o vídeo

Hisham Fageeh - canta - “No Woman, No Drive”


”passiravideo”


24 de dez. de 2012

Top models árabes ascendem e começam a mudar estereótipos femininos

ARÁBIA - Fashion
Top models árabes ascendem e começam a mudar estereótipos femininos
Shaista Gohir, diretora de um grupo de mulheres muçulmanas na Grã-Bretanha e ativista pelos direitos femininos, opina que o Ocidente tem uma visão estereotipada e genérica da mulher árabe-muçulmana. Para ela, a ascensão de modelos pode ajudar a mudar isso

Foto: Associated Press

Hanaa ben Abdesslem é uma das modelos árabes em ascensão

Postado por Toinho de Passira
Texto de Zubeida Malik, para a BBC
Fonte: BBC Brasil

Top models árabes estão ganhando destaque na moda internacional e, em consequência, começando a mudara forma como as mulheres da região são vistas pelo resto do mundo.

Um exemplo é a marroquina Hind Sahli, que, com poucos anos de experiência na profissão, já posou para marcas como Marc Jacobs, Kenzo e Vera Wang.

"Na moda, eles gostam do novo. Tudo o que é novo é bom", explica Hind a respeito de seu sucesso.

Mas ela atribui o interesse também à diversidade e à cultura do mundo árabe.

"Estilistas e fotógrafos gostam que não sejamos todas parecidas e que tenhamos uma cultura tão ampla. É tão diferente de outras (modelos) - podemos nos inspirar em tantas coisas."

Vinda de uma cultura conservadora, Hind explica que sua escolha profissional despertou reações diversas.

"A maioria das reações foi positiva. As pessoas acham bom que haja uma modelo marroquina. Muitas jovens me escreveram no Facebook perguntando como eu comecei. Houve algumas reações negativas, mas não me importo - sou feliz com o que faço."

Estereótipos e fé

Além de Hind, outras modelos árabes têm se destacado, como a tunisiana Hanaa ben Abdesslem, que assinou contrato com a empresa de cosméticos Lancôme. Detalhe: na Tunísia, ser modelo não é considerado uma profissão.

Shaista Gohir, diretora de um grupo de mulheres muçulmanas na Grã-Bretanha e ativista pelos direitos femininos, opina que o Ocidente tem uma visão estereotipada e genérica da mulher árabe-muçulmana. Para ela, a ascensão de modelos pode ajudar a mudar isso.

"É uma carreira definitivamente revolucionária e ousada, principalmente porque (no mundo árabe) as pessoas são muito tradicionais", diz Shaista. "Você sempre precisa de uma primeira pessoa quebrando essa barreira, quebrando os estereótipos e inspirando outras meninas."

Para ela, essa visão estereotipada vem da mídia, "que retrata as mulheres muçulmanas sempre cobertas com véu e sem voz".

"Mas a lista anual das mulheres árabes mais poderosas (que inclui representantes dos setores de finanças, cultura e governo, entre outros) evidencia uma imagem muito diferente delas."

Muitas das modelos árabes são de famílias muçulmanas, explica Hind Sahli, que diz praticar a religião.

Foto: Divulgação

A marroquina Hind Sahli combina a carreira de modelo com a prática da fé muçulmana. Nas fotos posando para Christian Lacroix

Ela conta que seus parentes mais distantes podem se incomodar com seu estilo de vida (e com o fato de ela andar sem o véu), mas ressalta que seus pais a apoiam.

"Minha mãe escolheu usar o hijab (véu islâmico), é a opção dela. Todos nós praticamos a fé muçulmana, rezamos."

Sem exotismo

Para Lauretta Roberts, diretora de uma empresa de tendências de moda, o uso de modelos árabes é um marco para a indústria da moda.

"As modelos estão sendo retratadas de uma maneira cotidiana. Não é algo que pareça revolucionário, embora talvez seja, porque não estão fazendo alvoroço a respeito da cultura de onde essas meninas vêm", explica.

"Elas estão sendo fotografadas exatamente da mesma maneira que qualquer modelo da Europa ou dos EUA, e acho isso extremamente positivo. Houve muitas modelos que romperam os padrões nos anos 1970 - por exemplo, (a conhecida modelo somali) Iman -, mas elas eram sempre retratadas de uma maneira levemente exótica."

Segundo Roberts, outra razão para a ascensão de modelos árabes é o interesse em se aproximar e atender o crescente mercado consumidor árabe.

"Estilistas e marcas vão atrás do dinheiro - e, no momento, há muito dinheiro nos países árabes", opina ela. "Antes, a alta-costura queria atrair os americanos ricos. Hoje, os desfiles querem atrair os consumidores árabes, que são os que podem pagar (pelas roupas)."

Simultaneamente ao aumento do interesse por modelos árabes, o Oriente Médio e o norte da África vivem os desdobramentos da Primavera Árabe, que podem abrir espaço para mudanças - positivas ou negativas - para as mulheres.

Para Hind Sahli, "o fato de eu estar trabalhando e me saindo bem vai dar a outras garotas a coragem para seguir esse caminho".


24 de nov. de 2012

SMS avisa maridos sauditas se suas mulheres cruzarem a fronteira

ARABIA SAUDITA
SMS avisa maridos saudistas
se suas mulheres cruzarem a fronteira
Para viajar ao exterior, as mulheres saudistas necessitam de autorização do seu tutor masculino, que pode ser o marido, o pai, irmão ou parente. Para fazer valer a lei, as autoridades da Arábia Saudita enviam mensagens de texto aos tutores homens, alertando quando as “suas” mulheres estão deixando o país.

Foto: Zawaj.com

ONDE ESTÁ MINHA MULHER? - Tecnologia de informação desse milênio aplicado em controle digno da Idade Média

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Limbo Tech, Al Araiya, Voz da Russia, Pakistan Daily times, France 24

Após perderem o direito de viajar sem o consentimento de seus homens responsáveis (tutores) e serem proibidas de dirigir, as mulheres na Arábia Saudita agora estão sendo monitoradas por um sistema eletrônico que controla qualquer movimento transfronteiriço.

A partir da semana passada, os responsáveis pelas mulheres, pais, maridos, irmãos ou parentes, começaram a receber mensagens de textos informando quando as mulheres sob sua custódia deixam o país, independentemente se estejam ou não viajando juntos.

Manal al-Sharif, uma ativista dos direitos da mulher que no ano passado promoveu uma campanha desafiando a lei que proíbe as mulheres de dirigir, espalhou a informação do sistema eletrônico no Twitter depois que foi alertada por um casal.

Viajando com sua esposa, o marido recebeu uma mensagem de texto das autoridades de imigração, informando-lhe que ela havia deixado o Aeroporto Internacional de Riade.

“As autoridades estão usando a tecnologia para monitorar as mulheres”, disse o colunista Badriya al-Bishr, que criticou o “estado de escravidão em que mulheres são mantidas” na monarquia ultraconservadora.

As mulheres não estão autorizadas a deixar o país sem autorização dos homens responsáveis, os quais devem dar seu consentimento ao assinar o que é conhecido como a “folha amarela”, no aeroporto ou na fronteira.

A Arábia Saudita aplica uma estrita interpretação da sharia, ou lei islâmica, e é o único país do mundo onde as mulheres não podem dirigir.

Nas redes sociais em tom de ironia se sugeriu o uso de chips localizadores e tornoseleiras eletrônicas, usadas em condenados com permissão de circular fora dos presídios.

O país impõe regras rígidas que regem a mistura entre os sexos, enquanto as mulheres são obrigadas a usar um véu e um manto preto, ou abaya, que as cobre da cabeça aos pés, exceto as mãos e rostos.

Foto: Divulgação


16 de mai. de 2009

Lula das Arábias

Lula das Arábias
O presidente Lula chegou hoje na Arábia Saudita. Uma viagem cheia de riscos, por exemplo, quem for pego roubando, segundo a lei local, tem a mão cortada.

Foto: RicardoStuckert/PR

As primeiras imagens do presidente na Arabia Saudita, mostram Lula preocupado, não é com a CPI da Petrobras, na verdade o presidente está tendo um ataque de síndrome de abstinência alcoólica. Ao lado de Lula o príncipe da região da capital, Satam bin Abdelaziz

Fontes: O Globo, Estadão , BBC Brasil, Arabe News

Lula vai discutir, essencialmente, comércio e investimentos, num país riquíssimo, que detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 260 bilhões de barris.

Estará num calor de médio de 36 graus, numa monarquia do Golfo arábico governada pela mesma família (al Saud) há mais de um século, o nosso presidente talvez queira aprender como se faz essa reeleição automática sem precisar consultar o congresso e muito menos o povo.

Na Arábia Saudita, sob a liderança inconteste do rei Abdullah bin Abd al-Aziz Al Saud, pratica-se o islã na sua forma mais radical, o salafismo ou waabismo, que busca praticar o islamismo na sua origem mais pura, original.

A princípio a mensagem do Islã é simples, a salvação é alcançável para acredita num Deus único, reza cinco vezes ao dia, voltado para a Meca, submete-se ao jejum anual no mês do Ramadã, paga dádivas rituais e efetua, se possível, uma peregrinação à cidade de Meca.

Toda a atividade do homem islamita está associada à religião, quer sejam atos políticos, sociais, financeiros, legais, militares etc.

A mulher é vista como reprodutora, vive separada dos homens boa parte do tempo e só pode ir à rua inteiramente coberta de preto.

Foto: RicardoStuckert/PR

Avisaram ao presidente, além de não beber, não vai poder pegar nada dos outros, "roubar nem pensar". Em resumo uma uma viagem arriscada para o primeiro casal brasileiro: se o presidente disser uma daquelas piadinhas de mau gosto com o King Abdullah bin Abd al-Aziz Al Saud, pode se encrencar seriamente, por outro lado o cabelereiro da primeira dama não vai poder se descontrair, se vacilar numa desmunhencada, acaba enforcado.

Essa viagem foi programada para contrabalançar as relações regionais, naquela área do globo, e aconteceria para compensar a visita que Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã faria a Brasília, no ínicio do mês, e que foi cancelada na véspera, por motivos ainda não esclarecidos.

Os iranianos e os Sauditas não se bicam. O islamismo xiita praticado no Irã não é tolerado na Arábia Saudita, é considerado até um caminho herético pois veneram uma trindade,:Alá, Maomé e Ali, o genro do profeta deserdado pela viúva.

O Irã é de etnia persa e os árabes são semitas, portanto não é correto dizer que os iranianos sejam árabes, como são os saudistas.

Entendeu Lula?

A Arábia Saudita é o maior mercado do Oriente Médio, com 60% do PIB dos países do Conselho de Cooperação do Golfo, com o qual o MERCOSUL negocia Acordo de Livre Comércio. O comércio dos dois países é de US$ 5,5 bilhões. Em 2008, as vendas brasileiras para o mercado saudita cresceram 78%, chegando a US$ 2,5 bilhões.

Lula também vai buscar apoio à candidatura do Brasil a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, essa bobagem que ele vem tentando, sem bem saber porque, incentivado por interesses próprios do Ministro das Relações Exteriores, Celso Tamborim.


Os sauditas são o xodó dos americano 

Foto: Reuters

Os americanos amam de paixão os saudistas, e não se preocupam, por exemplo, o quanto eles podem ferir os direitos humanos. Afinal o poderoso país tem muito petróleo e também amam e apoiam os americanos de paixão. Da última vez que esteve na Casa Branca, ainda no governo Bush o rei Abdullah bin Abd al-Aziz Al Saud foi conduzido pelos corredores, de mãos dadas com o presidente americano, como é de bom tom, entre os Sauditas. Uma gracinha.