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29 de mai. de 2012

Lixo causou racha do PT de Pernambuco

OPINIÃO
Lixo causou racha do PT de Pernambuco
Como sempre acontece no partido, para chegar às causas, siga o lixo!


João da Costa passou a ser hostilizado, em razão do… lixo! Rands é o candidato da cúpula do PT de Pernambuco, do PT Nacional e do governador Eduardo Campos

Reinaldo Azevedo
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

A direção nacional do PT anulou as prévias do partido feitas para decidir quem será o candidato à Prefeitura de Recife. O atual prefeito, João da Costa, venceu Maurício Rands, que acusa irregularidades na composição do colégio eleitoral (ler posts abaixo). O comando do PT nega que tenha havido fraude, mas cancelou o processo mesmo assim, o que é fabuloso.

Quem encostar o peito no coração do PT de Recife vai entender direitinho o PT nacional. De cabo a rabo. O ex-prefeito por dois mandatos João Paulo fez o seu sucessor em 2008, João da Costa, contra a vontade de lideranças graúdas do estado — o atual senador Humberto Costa entre eles. Poucos meses depois, criador e criatura estavam rompidos. Na origem, como é frequente no PT desde os primórdios, estava uma empresa de coleta de lixo. É incrível como petismo e lixo costumam se estreitar num abraço insano.

Quando Costa assumiu, o contrato com a empresa Qualix, que fazia o serviço desde 1985, estava vencendo. Ele prorrogou emergencialmente o contrato para ter tempo de fazer nova licitação. O problema, e aí a convivência com o ex começou a desandar, é que resolveu dar uma xeretada nos valores. O que circulou nos meios políticos da cidade é que não gostou muito do que viu. Havia o que poderia se chamar, como direi?, sobrepreço… Depois de um barafunda legal, a coleta terminou com a Queiroz Galvão. A partir daí, a cúpula do PT — João Paulo, o antecessor; Humberto Costa e Maurício Rands — começa o trabalho sistemático de desestabilização do “companheiro”.

De fato, a popularidade de João da Costa não anda lá essas coisas. Não é exatamente o preferido do governador Eduardo Campos (PSB) e enfrenta a oposição interna aberta dos petistas graúdos, embora todos eles tenham aliados e cupinchas pendurados na Prefeitura. Há até rancores que nascem de assuntos mais subalternos, como a negativa do prefeito de demitir uma certa funcionária que havia sido contratada em razão de talentos extracurriculares de que desfrutava um figurão do partido. Quando o casal rompeu, o gajo pediu a cabeça da moça. O prefeito não entregou. Por que não dou nomes? Porque sei que é verdade, mas não posso provar. Por que conto mesmo assim? Porque envolve dinheiro público. Sigamos.

É evidente que João da Costa tinha o direito natural de disputar a reeleição, a exemplo do que acontece com todos os que estão em primeiro mandato. A justificativa oficial para haver a troca é a sua impopularidade, que não é maior do que era a de João Paulo ao fim do primeiro mandato, e ninguém tentou defenestrá-lo por isso. A briga, que começou no lixo, se estendeu a outros interesses envolvendo os grupos petistas na cidade.

Rands ganhou uma pasta no governo de Eduardo Campos, que não esconde a simpatia por seu nome e dá a entender que a frente que mantém com o PT pode se desfazer na cidade caso o candidato seja mesmo João da Costa. Rands tentou impugnar alguns delegados na votação das prévias, que obtiveram na Justiça o direito de votar. Ele acusa, então, o adversário interno de ter “judicializado” a disputa, atropelando a instância partidária. Vocês sabem, né? Para o PT, o partido está acima do Poder Judiciário…

Então se chegou a esta situação esdrúxula: queimado desde sempre muito cedo com os caciques do partido em razão do… lixo!, João da Costa passou a ser hostilizado. Tentaram convencê-lo a desistir da disputa e entregar de mão beijada da vaga a Rands, candidato da cúpula do PT de Pernambuco, do PT Nacional e de Campos. Ele se negou a ir para o sacrifício e decidiu disputar as prévias. Venceu. A direção do PT nega que tenha havido fraude, mas cancelou o processo mesmo assim. Se for legal, cancelou por quê?

Desde as primeiras administrações municipais petistas, uma pista continua válida para chegar ao coração do partido: siga o lixo!

PS: No debate das prévias, sobrou baixaria para todo lado. A única coisa que os petistas deixaram de debater foram os problemas de Recife.


*Alteramos o título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

25 de mai. de 2012

Executiva nacional do PT cassou vitória de João da Costa

PERNAMBUCO – Eleições 2012
Executiva nacional do PT cassou vitória de João da Costa
A Executiva Nacional do PT decidiu anular nesta quinta às prévias realizadas no último domingo (20) pelo Diretório Municipal do Recife. Os dirigentes petistas garfaram a vitória do atual prefeito João da Costa, alegando irregularidades na realização da consulta. Foi marcada nova prévia para fazer o candidato derrotado Maurício Rands, ganhar de qualquer maneira. Nos bastidores dizem que a manobra visa atender Eduardo Campos, que só aceita Rands, (Por coincidência primo de Renata Campos, mulher do governador) como o candidato dos petistas em Recife. A chapa esquenta, pois, Campos ameaça retirar o apoio do PSB a Fernando Haddad em São Paulo, se não for atendido

Charge de HUMBERTO – publicada no Jornal do Comércio - 22/05/2012

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Terra, Exame, Diário de Pernambuco, Congresso em Foco, ”thepassiranews”

A executiva nacional do PT anulou, nesta quinta-feira, 24, a prévia do partido ocorrida no Recife, por dez votos a três, a executiva nacional do PT decidiu, preparar outra disputa interna com os mesmos pré-candidatos, no próximo dia 3 de junho.

Segundo o Diário de Pernambuco os dois pré-candidatos, João da Costa e Maurício Rands, saíram do encontro insatisfeitos, cada um com meia vitória e meia derrota. João da Costa esperava sair de São Paulo, onde o encontro ocorreu, com a confirmação do resultado obtido nas urnas, que lhe garantiu 553 votos de diferença sobre o adversário. Não conseguiu, mas ganhou sobrevida porque a direção petista desistiu de usar o termo “fraude”, substituindo por “irregularidades”. Rands, por sua vez, conseguiu invalidar a prévia, mas esperava ser escolhido como pré-candidato ontem mesmo.

O debate entre os petistas foi longo e desgastante. Começou à tarde e terminou no início da noite com a presença de apenas 13 dos 21 integrantes da executiva. Mas nenhum dos pré-candidatos saiu vencedor. Na reunião, valeu a palavra dos observadores que vieram ao Recife no último domingo - o secretário geral e de organização nacional do PT, respectivamente Elói Pietá e Paulo Frateschi.


MARCADO PARA PERDER - João da Costa entra na disputa com a obrigação de perder. Além de enfrentar o candidato preferido de Lula e Eduardo Campos, está proibido de incluir os seus 13 mil militantes ilegais nessa segunda prévia.

Segundo avaliação feita por outros petistas, em reserva, ambos entenderam que seria muito traumático “sacar” o prefeito da disputa e indicar Rands como candidato após a realização das prévias. Analisaram que essa decisão iria ferir os militantes que foram às urnas de forma espontânea e abalar muito imagem da legenda, porque o prefeito petista iria ficar maculado como “fraudador”.

Se Rands fosse indicado sumariamente, o discurso de seus adversários poderia ser: ele foi escolhido pelos caciques do PT, não pelos militantes. Depois de quase quatro horas de reunião, o PT disse, entre outros pontos, que houve irregulares e diferenças nas listas, mas não revelou o número de pessoas inaptas - 2.540 militantes, segundo antecipou o Diário de Pernambuco.

As prévias foram anuladas oficialmente por quatro motivos: indefinição do colégio eleitoral, “falhas” na votação, judicialização e inobservância da resolução da nacional.

Na próxima disputa, o secretário-geral do PT nacional, Elói Pietá, não será mais um dos observadores, como foi na última, do dia 20. Ele teve uma discussão séria com João da Costa na reunião e poderia ser considerado como parcial

O senador Humberto Costa sofreu uma derrota no encontro. No último dia 20, tinha batido na mesa e dito que o “prefeito estava fora” por judicializar à disputa.

A executiva determinou que os candidatos honrassem o compromisso de buscar a unidade e tentem um acordo. Caso não seja possível, respeitem o resultado das urnas, coisa que eles não fizeram.


MARCANDO TERRITÓRIO - Eduardo Campos cobra caro e paga bem. Pediu a cabeça de João da Costa, em troca, promete socorrer o PT paulista.

Por trás desse imbróglio “há, porém, mais coisas do que supõe nossa vã filosofia.” A Executiva Nacional do PT, sob inspiração do ex-presidente Lula e José Dirceu, garfaram o petista João da Costa, para facilitar a vida da frágil candidatura de Fernando Haddad, a Prefeito de São Paulo.

Acontece que num acordo de pé de ouvido, Eduardo Campos, que finge se manter fora da disputa petista no Recife, exigiu que o candidato da legenda na capital pernambucana fosse Maurício Rands. Teria dito que se os petistas não apontarem Rands como candidato, o PSB, de Eduardo Campos, teria dificuldades em fechar com Haddad na capital paulista, e ainda por cima, pode lançar candidatos em mais duas capitais, atrapalhando os planos do PT.

Com medo do governador pernambucano, o perigoso cangaceiro dos olhos verdes, a cúpula petista, está até ameaçando João da Costa com um possível processo no Conselho de Ética do PT, dizendo que ele usou informações falsas para obter a liminar que permitiu que 13 mil militantes votassem ilegalmente na prévia.

Segundo o site Congresso em Foco, a preferencia do Governador Eduardo Campos, por Maurício Rands, tem como justificativa, que ele, governador precisa “de alguém de confiança na prefeitura, ou literalmente, alguém de casa”. "Rands é o homem certo, pois é primo direto da mulher do governador, Renata" Campos.


MARCADO PARA GANHAR - Maurício Rands entra na disputa com garantia de vitória, porque Lula e Eduardo Campos querem e Haddad precisa. Já ganhou !