Mostrando postagens com marcador Gim Argello. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gim Argello. Mostrar todas as postagens

1 de jun. de 2013

ISTOÉ: A fatura chegou

BRASIL – Política
A fatura chegou
Dificuldade do governo em negociar com o Congresso fez Dilma Rousseff criar uma relação de dependência com um grupo seleto de políticos, que agora cobra a conta da vitória nas votações de interesse do Planalto

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

RENAN CALHEIROS (PMDB-AL) tem uma lista de desejos. O primeiro deles é uma possível candidatura ao governo de Alagoas em um cenário que unisse partidos como o PSDB e PT num mesmo palanque. Antes disso quer garantir a indexação da divida do Estado, trocando o IGP-DI pelo IPCS e fixando os juros em 4%

Postado por Toinho de Passira
Texto de Izabelle Torres, para IstoÉ
Fonte: IstoÉ

A presidenta Dilma Rousseff nunca teve talento e disposição para discutir pedidos e picuinhas dos políticos. Avessa à troca de favores e defensora do jogo bruto quando o assunto é chantagem parlamentar, Dilma tem se tornado vítima da falta de habilidade da própria articulação política.

As negociações de última hora em torno de medidas provisórias prestes a perder a validade e a dificuldade em fazer o Congresso votar projetos relevantes apenas com base no mérito estão tornando a presidenta refém de um seleto grupo de aliados capazes de socorrer o governo e mudar o desfecho das votações.

Como se viu na Medida Provisória dos Portos, essa ajuda de última hora pode funcionar. A questão é que aliados desse tipo têm um custo alto. Em troca do apoio, cobram cargos, distribuição de poder, liberação de emendas – que somam R$ 7,1 bilhões – e até interferências em decisões do Executivo que ainda estão sendo discutidas nos gabinetes ministeriais.

Foto: Agência Câmara

HENRIQUE EDUARDO ALVES (PMDB-RN) – Quer garantir a reestruturação do Dnocs, onde manda e desmanda, e o apoio aos seus projetos para 2014: quer a garantia de que Dilma Rousseff subirá no palanque onde ele estiver no Rio Grande do Norte.

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), é um dos que apresentam a fatura. Além de ter sido um fiel escudeiro nas recentes votações, hoje ele tem nas mãos pedidos de abertura de 15 CPIs contra o governo e a missão de domar uma parcela do PMDB disposta a se bandear para a oposição.

Em troca da manutenção da fidelidade quase canina ao governo, Henrique Alves quer que Dilma Rousseff não leve adiante o plano de desativar o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), cabide de empregos para seus afilhados políticos. O deputado trabalha pela reestruturação do órgão e pelo aumento dos recursos destinados a ele e, claro, para manter–se à frente das indicações da diretoria. Alves também avisou ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), que quer ter a garantia de que, no Rio Grande do Norte, Dilma Rousseff subirá ao palanque onde ele estiver em 2014.

DANILO FORTES (PMDB-CE) - Quer retomar o poder de indicações na Funasa, que já comandou
A campanha do próximo ano também é uma das prioridades do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que busca apoio para disputar o governo de seu Estado natal. Durante a votação da MP dos Portos no Senado, ele driblou o regimento, fez acordos e garantiu a vitória para o governo.

Mas avisou que havia chegado a seu limite e, na semana passada, mostrou que falava sério. Recusou-se a debater outra medida provisória estratégica, que reduz em 26% a conta de luz, com o argumento de que a proposta não chegou aos senadores com prazo de sete dias para ser lida. A decisão levou o Planalto a anunciar um decreto para garantir que o desconto não se encontre sob ameaça.

Ciente do próprio poder, fruto de um pacto de dependência mútua entre o Planalto e o Congresso, Renan trabalha no presente para decidir o próprio futuro.

Já de olho na realidade pós-eleitoral de Alagoas, empenhou-se numa causa que mistura o interesse geral e o particular. Tornou-se um dos líderes na luta pela correção do indexador das dívidas dos Estados brasileiros, em grande maioria asfixiados por regras financeiras que amarram investimentos e obras de infraestrutura.

Renan batalha para trocar o IGP-DI pelo IPCA e fixar os juros em 4%, em vez de 8%, como acontece hoje, processo que fez a dívida de Alagoas crescer 120% em apenas dois anos.

“É uma distorção que precisamos corrigir no diálogo com o governo”, diz ele. Caso venha a realizar a mudança, Alagoas passaria a ter uma folga de caixa estimada em R$ 300 milhões por ano. Se, por um motivo qualquer, Renan desistisse de concorrer ao governo do Estado, poderia colocar Renan Filho para encabeçar uma chapa – sempre com o crivo do Planalto.

Foto: Ruy Baron/Valor

ROMERO JUCÁ (PMDB-RR) – O maior interesse de Jucá é o novo marco da mineração. Ele precisa que o texto a ser votado em junho, não atrapalhe as atividades de uma mineradora em nome de sua filha, que atua em terras indígenas.

As trombadas e os conflitos do governo Dilma também abriram espaço para líderes governistas ocasionais, cuja atuação nas negociações foi tão bem-sucedida quanto deve ser dispendiosa em sua contrapartida. Embora tenha sido destituído, de forma humilhante, por Dilma Rousseff, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) arregaçou as mangas, levantou a cabeça e, na prática, exerce as funções de líder governista de fato no Senado – função que o líder formal, Eduardo Braga (PMDB-AM), não demonstra o menor apetite para exercer, tamanhas são as demonstrações de falta de autonomia e desprestígio no Planalto.

GIM ARGELLO (PTB-DF) – Espera a indicação do senador João Vicente Claudino (PTB-PI) para o Ministério da Ciência e Tecnologia
Graças a Jucá, a presidenta desistiu da ideia de atropelar o Congresso e regulamentar por decreto a PEC das Domésticas.

Mas Jucá não quer apenas ter seu papel de legislador respeitado. Ele tem interesses bem mais ambiciosos. Sua filha é dona de empresa Boa Vista Mineração, que aguarda autorização do governo para explorar ouro em terras indígenas. Não por acaso, o senador tem pedido para participar diretamente das discussões sobre o marco regulatório da mineração, que será votado no próximo mês.

O apoio e a dedicação do líder petebista Gim Argello (DF) nas votações de interesse do Planalto também terão seu custo.

Depois de fazer corpo a corpo em busca de acordos para votar projetos e medidas provisórias, Gim já avisou que quer um ministério para chamar de seu. Logo depois da votação da MP dos Portos, ele conversou com a ministra Ideli Salvatti e disse que o PTB espera a indicação do senador João Vicente Claudino (PI) para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Avisou que pretende dizer isso pessoalmente à presidenta Dilma. “O PTB é um fiel aliado e espera por espaço”, disse ele.

A lista de parlamentares com poderes e cacife para apresentar demandas específicas é ainda mais extensa. Inclui políticos como o escanteado Danilo Forte (PMDB-CE), que vai relatar a Lei de Diretrizes Orçamentárias em plena discussão sobre orçamento impositivo, considerado uma ameaça ao governo. Forte quer retomar o poder de indicações na Funasa. As dificuldades de agradar e negociar com os próprios aliados vão aumentando a fatura que Dilma terá de pagar aos bombeiros das crises palacianas. Se continuar no descompasso atual, a conta ficará salgada demais.

9 de dez. de 2010

Sai Gim Argello, o sujo, entra Ideli, a mal lavada

BRASÍLIA - SENADO – ORÇAMENTO
Sai Gim Argello, o sujo, entra Ideli, a mal lavada
Se o senador Gim Argello foi obrigado a renunciar por causa de denuncias de favorecimento a ONGs laranjas, substituí-lo por Ideli Salvatti, é uma redundância: a senadora esteve enrolada em desvios das verbas, até bem maior do que o do senador e já demonstrou, reptidas vezes, ter uma ética por demais flexível, tal qual o colega que substituiu

Fotos: Moreira Mariz - Agência Senado

SEMELHANÇAS? - Entre Gim Argello e Ideli Salvatti há pouquíssimas diferenças.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha Online, ”thepassiranews”, Jornal Floripa, Estadão, Diário Catarinense, IstoÉ, Veja

O senador Gim Argello (PTB-DF) não teve saída e renunciou, ao cargo de relator-geral do orçamento do primeiro ano de governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, e à cadeira na Comissão Mista do Orçamento, a nossa surpresa, porém é que ele foi substituído pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC).

Investigação feita pelo Estadão, mostrou que, ao menos, R$ 1,4 milhão foi repassado para institutos fantasmas por meio de emendas individuais de Argello no Orçamento.

Logo depois, o dinheiro seguiu para a conta de uma empresa que tem um jardineiro e um mecânico como donos – tudo sem licitação.

Os documentos exibidos na reportagem revelam que essas entidades compram estatutos de associações comunitárias de periferia e viram "institutos" somente para intermediar sem licitação os convênios com o governo.

A substituição definitiva de Argello tornou-se inevitável, pois os parlamentares tanto da base aliada, quando da oposição, negavam-se aprovar o orçamento, depois das denúncias.

Ninguém nunca se preocupou com a vida pregressa desses relatores do orçamento da União, fosse assim Gim Argello, com um suspeito patrimônio de mais de um bilhão, nem sentaria na cadeira da comissão, pois, entre outras, é réu num processo, no Supremo Tribunal Federal, por lavagem de dinheiro, crimes contra o patrimônio, apropriação indébita, ocultação de bens, peculato e corrupção passiva.

Ideli Salvatti, a catarinense, não é assim tão pujante, corruptamente falando, mas já deu suas escorregadelas. A CPI das ONGs, que não conseguiu funcionar, engessada pelo Partido dos Trabalhadores, que usou sua maioria na comissão para não deixar aprovar nenhum requerimento que sugerisse investigação, tentou apurar o caso envolvendo a senadora e as evidencias de fraudes na Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul).

A entidade, que recebeu R$ 5,2 milhões entre 2003 e 2007 da União, foi acusada pelo Ministério Público de desviar dinheiro público que deveria ser usado para formar e qualificar mão-de-obra na área rural.

Reportagem publicada pela revista "Veja" ligou os principais envolvidos na fraude à senadora, que reagiu no estilo petista, não negou a ligação, mas afirmou que não sabia nem tinha nada com as irregularidades.

Por sinal a mesma desculpa de Gim Argello.

A atuação de Ideli no Senado, não foi só escândalos, ela é reconhecida também como mal educada, petulante, prepotente e bajuladora.

Dentro desse contexto, excedeu-se ao votar pelo arquivamento das ações contra o senador José Sarney, numa reunião do Conselho de Ética, apesar da exurrada de evidências contrárias e provas saindo pelo “ladrão”.

Seduzida com o tamanho da corrupção de Sarney, protagonizou um cena politicamente pornográfica ao beijar a boca do Maranhense, em pleno senado federal.

Seguindo essa mesma linha porno-romantica, Ideli lançou mão de verbas do senado, para empreender viagens com seu assessor Paulo André Argenta, por lugares paradisíacos na cidade do México, Buenos Aires e Sevilha, simulando um curso de capacitação.Reportado no “thepassiranews” sob o título de Uma corrupção abaixo da linha da cintura.

Portanto a diferença entre Gim Argello e Ideli Salvatti é só uma questão de peso: ela está muito mais gorda.

ODOR PÍSCEO - Derrotada fragorosamente nas últimas eleições, terceiro lugar nas suas pretensões de governar Santa Catarina, Ideli Salvatti foi acomodada na pocilga de Dilma, com Ministra da Pesca. Um prêmio de consolação, abaixo de suas expectativas. Escandalosamente não possui nenhuma aptidão ou vinculo com o cargo que vai exercer, a não ser o odor de pescado apodrecido, que costuma exalar do seu comportamento político.