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3 de mai. de 2010

Luiz Miguel está vivo mas, o mistério continua

CELERIDADES
Luiz Miguel está vivo mas, o mistério continua
Registramos que as noticias sobre o cantor mexicano estavam confusas e recentemente recebemos emails perguntando por ele. O Blog “Dois em Cena”, por quem temos o maior carinho, cobrou novidades, e apesar de termos ido à luta, não podemos dizer que temos certeza de nada, apenas que ele estava vivo e alguém quer provar que é seu pai. Se alguém souber notícias mais reveladoras, gostaríamos de saber e divulgar

Foto: Divulgação

Essa história de Luis Miguel no "thepassiranews" começou quando procuravamos uma interpretação para "El dia en que mi quieras", para debochar da ex-ministra candidata

Toinho de Passira
Fontes: EPA, Portal Terra, Contigo, Quien

As últimas notícias sobre o cantor mexicano Luis Miguel, dado como desaparecido até no ”thepassiranews” são de que ele tem até o dia 12 de maio para decidir se vai submeter-se a um exame de DNA para determinar se o porto-riquenho José Juan Arias é seu pai.

O advogado de Arias, Carlos Piovanneti Rivera, disse à Agência Efe que se Luis Miguel e seus representantes não responderem até essa data, será determinado que o cantor é seu filho, como manda a lei.

Não deixa de ser inusitado um pai querer reconhecer o filho, que se nega a conferir a paternidade.

O processo, que também inclui a mãe biológica de Luis Miguel, Marcela Basteri, (foto) solicita o exame de DNA para provar que Arias é o pai biológico do cantor e não o falecido Luis Galego Rey, como consta em sua certidão de nascimento.

Rivera disse não saber o paradeiro de Marcela, que é outro mistério na vida de Luiz Miguel, pois algumas fontes alegam que ela foi vista na Espanha e na Argentina, enquanto outras acreditam que ela tenha sido sequestrada e assassinada.

O advogado do pretenso pai do cantor, disse que Arias afirmou ter mantido relações sexuais com Marcela somente uma vez, quando tinha 19 anos.

Anos depois, Arias reconheceu que Luis Miguel era parecido com ele e a idade que o cantor tinha na época o fez pensar que ele poderia ser seu filho, por isso começou a investigar.

Posteriormente, Arias escreveu o livro "Luis Miguel, Eres mi Hijo" (Luis Miguel, Você é meu Filho, em espanhol), mas sua intenção, segundo o advogado, não é ganhar dinheiro.

Apesar de parecer esclarecedora, essa notícia não diz onde o cantor se encontra, ou se na verdade esteja vivo, saudável, ou internado em algum hospital.

Há alguns dias nos inscrevemos no site de Luiz Miguel, como fã, (vejam que vexame nos submetemos para obter notícias)Mas resultou em nada. No sítio apenas notícias da sua última turnê em Las Vegas, em setembro do ano passado no "The Colosseum" no cassino do Caesars Palace e noticiário de lançamento do último disco em 2009.

O fato é que a televisão mexicana e chilena noticiaram como verdade a morte de Luis Miguel. Ele, que teria permanecido internado ao contrair uma infecção após uma cirurgia de lipoaspiração, foi dado como morto por alguns programas de televisão.

O site em espanhol da revista People e os programas El Gordo y la Flaca e Segunda Oportunidad, ambos da TV Azteca, divulgaram a morte do cantor, dizendo que seu corpo estava em um necrotério e aguardavam a confirmação.

O fato somente foi esclarecido no programa de Jessica Maldonado, da Univisión, que falou da existência de um homem chamado Luis Miguel, originário de Oaxaca (México) no necrotério de Los Angeles, e que não se tratava do cantor.

O site da revista People diz que enquanto vários repórteres faziam plantão na frente do necrotério, o cantor Luis Miguel estava em um famoso resort em Santa Bárbara, na Califórnia, onde recebeu seus amigos para comemorar seus 40 anos de vida.

Mas apesar desse buxixo todo nem o cantor, nem ninguém de sua equipe veio a público dizer qualquer coisa.

Voltamos ao assunto para satisfazer a curiosidade dos leitores, que nos acusaram de não dar prosseguimentos as notícias, o que é verdade.

Estamos antenados, se novas notícias aparecerem prometemos que vamos divulgar.

Em homenagem a blogueira de “Dois em Cena” que confessa adorar Luis Miguel, e de quando em quando nos hora com citações do “thepassiranews”, exibimos o vídeo com a música que ela gosta de ouvir na voz de Luis Miguel, “Contigo Aprendi” do compositor mexicano Armando Manzanero, mas numa versão antiga, quando Miguel tinha apenas 20 anos, há vinte anos, e já enfeitiçava corações femininos.

CONTIGO APRENDÍ
de Armando Manzanero

Contigo aprendí
Que existen nuevas y mejores emociones,
Contigo aprendí,
A conocer un mundo lleno de ilusiones.

Aprendí que la semana tiene más de siete días,
Hacer mayores mis contadas alegrías
Y a ser dichoso, yo contigo lo aprendí.

Contigo aprendí
A ver la luz del otro lado de la luna,
Contigo aprendí
Que tú presencia no la cambio por ninguna.
Aprendí que puede un beso ser más dulce y más profundo,
Que puedo irme mañana mismo de este mundo,
Las cosas buenas ya contigo las viví.
Y contigo aprendí
Que yo nací el día en que te conocí.


30 de nov. de 2009

HONDURAS: Oposicionista Lobo vence eleição livres

HONDURAS
Oposicionista Lobo vence eleição livres
Num clima de festa, o povo de Honduras foi as urnas votar. Escolheram o candidato que Zelaya derrotou nas últimas eleições, querendo corrigir o erro que cometeram no passado. O presidente Micheletti, parabenizou o candidato que derrotou o candidato do governo e diz que ao voltar, no dia 02, começa a preparar a equipe de transição


Primeira página do jornal “Tiempo”

Fontes: El Heraldo, Reuters , La Tribuna, Agência Brasil, Yahoo Notícias, BBC Brasil, Portal de Pepe Lobo Presidente

O fazendeiro Porfirio Lobo venceu as eleições presidenciais de Honduras e prometeu dialogar para superar a crise política, deflagrada meses quando Manuel Zelaya inspirado pelo venezuelano Hugo Chávez resolveu passar por cima das instituições do pais, e acabou deposto por determinação da Suprema Corte de Justiça de Honduras, por traição e desrespeito a constituição.

Lobo, um deputado de 61 anos do direitista e opositor Partido Nacional, obteve quase 56 por cento dos votos contra 38 por cento de Elvin Santos, do Partido Liberal, quando já haviam sido computados mais da metade dos 2,6 milhões dos votos, informou o Tribunal Supremo Eleitoral.

Foto:Reuters

Porfirio Lobo, o candidato eleito e a futura primeira dama Rosa Elena Bonilla, na festa da vitória

"Sem temor a ameaças, sem deixar-se levar por presságios negros, hoje Honduras decidiu seu próprio futuro para terminar de uma vez por todas a crise que tanto nos afetou e prejudicou os mais necessitados", disse Lobo a simpatizantes após declarar vitória.

Lobo deverá tomar posse de um país dividido, ao qual a maioria da comunidade internacional criticou após a deposição em junho do presidente Manuel Zelaya.

Embora os Estados Unidos -maior parceiro comercial de Honduras- tenha declarado que reconhecerá o resultado do pleito, nações como Brasil, Argentina e Venezuela garantiram que não darão seu aval ao vencedor, por considerar que isso respaldaria um golpe de estado, que eles teimam em acreditar que aconteceu.

Foto: El Heraldo

Grande presença de eleitores dispostos a votar numa eleição, que na é obrigatória, comprovando a disposição do povo em participar do pleito

As autoridades eleitorais disseram que 61,3% dos 4,3 milhões de eleitores registrados votaram nas controvertidas eleições que dividiram as Américas.

"Aqui não há vencedores ou vencidos, ganhou o povo hondurenho", disse Lobo, do Partido Nacional de Honduras.

Lobo foi parabenizado pelo seu principal rival, o liberal Elvin Santos, que recebeu 38% dos votos. "Ao presidente eleito, dizemos: conte conosco", disse Santos.

Foto: El Heraldo

Os observadores internacionais foram muito importantes para testemunhar a lisuras das eleições, na foto o ex-presidente salvadorenho, Armando Calderón Sol, na condição de observador acompanhado do ex-presidente de Honduras Ricardo Maduro. Elogiável a participação do deputado federal pernambucano Raul Jungmann (PPS-PE) que também colaborou na condição de observador internacional, convidado pela Corte Eleitoral de Honduras. Em comício para celebrar os resultados das eleições deste domingo, Lobo declarou que parabenizava "o povo hondurenho que, apesar de todas as ameaça, saiu de casa para votar".

"Creio que Elvin Santos fará uma oposição muito cívica, formaremos um governo de unidade e integração", afirmou.

Lobo pediu ainda para que seja iniciado um diálogo com o movimento de oposição e resistência ao governo interino "para iniciar um processo de reconciliação de toda a família hondurenha

Foto:El Heraldo

Partidários de Lobo comemorando a vitória pelas ruas de Tegucigalpa

Após o discurso, vários simpatizantes de "Pepe" Lobo saíram às ruas de Tegucigalpa comemorando a vitória.

Já os Estados Unidos, que tinham condenado a deposição do presidente eleito Manuel Zelaya, dizem acreditar que o pleito é a melhor forma de resolver a crise política hondurenha. Muitos países disseram que vão esperar o desenrolar das eleições para se pronunciar.

Foto: Associated Press

Soldados do Batalhão de Choque hondurenho dialogam com os zelaystas que querem tumultuar a eleição em San Pedro Sula

O único incidente registrado durante as eleições gerais hondurenhas aconteceu no norte do país cidade de San Pedro Sula, onde a polícia reprimiu manifestantes que faziam campanha pela abstenção.

Além do cargo de presidente, estavam na disputa 128 assentos no legislativo e 298 de representantes locais.


16 de nov. de 2009

VENEZUELA - Declaração de Guerra: Chávez vai bombardear nuvens

VENEZUELA
Declaração de Guerra: Chávez vai bombardear nuvens
Não tendo mais a quem ameaçar o ditador venezuelano, disse que vai subir aos céus com técnicos cubanos e bombardear todas as nuvens que encontrar pela frente, sobre o rio Orinoco, para fazer chover em Caracas

Foto: Reuters

O presidente venezuelano Hugo Chávez brigando até com os céus

Fontes: Prensa Latina, Portal Terra, Tele 13, El Tiempo, Mundo Estranho

O presidente venezuelano Hugo Chávez disse que se juntará a uma equipe de cientistas cubanos em voos para "bombardear as nuvens" para gerar chuva em meio a uma seca que criou irritação pública devido ao racionamento de água e energia.

Chávez, que pediu aos venezuelanos que tomem banhos de três minutos para economizar água, disse que os cubanos chegaram à Venezuela e se preparavam para voar com aeronaves especialmente equipadas sobre o rio Orinoco.

"Vou subir no avião, qualquer nuvem que apareça na minha frente, irei bombardeá-la para que chova", disse Chávez sábado.

Muitos países possuem programas que visam alterar os padrões climáticos, comumente conhecidos como semeação de nuvens, apesar da eficácia dessas técnicas não ser um consenso.

Foto: Reuters

Protestos em Caracas devido os freqüentes e demorados apagões

Disparar iodo prateado nas nuvens é um método comum. A China usa de foguetes carregados com a substância para gerar chuvas em regiões áridas. Chávez não disse qual tecnologia será usada pelos cubanos.

A Venezuela tem sofrido com a escassez de água e eletricidade este mês depois de uma seca causada pelo fenômeno El Niño, que deixou o nível de água em patamar crítico em diversos reservatórios do país rico em petróleo.

A Venezuela gera grande parte de sua eletricidade de projetos hidrelétricos, incluindo da gigante represa de El Guri, perto do rio Orinoco.

Foto: Reuters

Em Caracas dona de casa espera a passagem incerta de caminhão pipa que fornece uma água nada potável

A oposição da Venezuela acusa Chávez a não ter investido em infraestrutura, nem em criar novos reservatórios de água, nem energia alternativa, para o país, já que o fenômeno El Niño é cíclico e previsível.

Também conhecida como pulverização ou semeadura de nuvens, essa técnica consiste em lançar no céu alguma substância que facilite a formação de gotas de chuva. O componente mais usado é o cloreto de sódio, o popular sal de cozinha.

Em contato com o vapor d’água da nuvem, as partículas de sal atraem minúsculas gotinhas, iniciando a criação dos pingos de chuva. Parece um método infalível, mas, na verdade, o bombardeamento é bastante polêmico.

"Esse artifício só faz chover em nuvens que já tenham vapor d’água em quantidade suficiente. Isso quer dizer que ele não produz chuva. No máximo, pode acelerar uma", afirma o meteorologista Augusto José Pereira Filho, da Universidade de São Paulo (USP). Até hoje, ninguém conseguiu provar a eficácia do método.

Outro problema é que ele pode ser perigoso para o meio ambiente, pois, apesar de o produto lançado não ser tóxico, modificar o clima pode trazer resultados imprevisíveis no futuro. Mesmo com tantos poréns, o bombardeamento se espalhou nos últimos 50 anos porque é uma técnica relativamente barata.

No Brasil, a experiência mais duradoura ocorreu no Ceará. Em 1972, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) criou um programa de chuva artificial, com o bombardeamento por aviões, para tentar refrescar o semi-árido nordestino.

Como não houve nenhum aumento significativo nas precipitações, o projeto foi encerrado em 2000.


15 de nov. de 2009

HONDURAS: O apagão de Zelaya

HONDURAS
O apagão de Zelaya
Abandonado pelos Estados Unidos, com algumas nações dizendo-se dispostas a aceitar o resultado das eleições, e com a sua militância enfraquecida, o ex-presidente de Honduras diz que não quer mais voltar ao poder, ao presidente americano, tentando criar uma crise, por trás dessa “renúncia” pode estar Hugo Chávez querendo aprontar algo no país centro americano

Foto: Associated Press

Zelaya ao lado da esposa Xiomara Castro lê a carta onde diz que não quer ser mais presidente, quem se importa?

Fontes: BBC Brasil, O Globo, Estadão, EPA

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse hoje em carta ao presidente americano, Barack Obama, que já não aceita "nenhum acordo" para sua restituição no poder, do qual foi destituído no dia 28 de junho passado.

"A partir desta data, qualquer que for o caso, eu não aceito nenhum acordo de retorno à Presidência", expressou Zelaya na carta a Obama, distribuída à imprensa por seus colaboradores.

"Aceitar esse acordo, seria encobrir o golpe de Estado, que sabemos que tem um impacto direto pela repressão militar sobre os direitos humanos dos habitantes de nosso país", acrescentou.

Zelaya reiterou a Obama que "o Acordo Tegucigalpa-San José fica sem valor nem efeito por descumprimento unilateral do Governo de fato" de Roberto Micheletti, designado pelo Parlamento hondurenho no dia 28 de junho, após o golpe de Estado.

Zelaya também reiterou seus questionamento sobre a mudança de atitude, segundo ele, que os Estados Unidos manifestaram após a assinatura do acordo, no sentido de respaldar as eleições que serão realizadas em Honduras em 29, embora tivesse advertido que não as reconheceria.

"No mesmo dia em que se instalava em Tegucigalpa a Comissão de Verificação do acordo surpreenderam as declarações de funcionários do Departamento de Estado onde modificam sua posição e interpretam o acordo unilateralmente com as declarações seguintes: 'as eleições seriam reconhecidas pelos Estados Unidos com ou sem restituição'" de Zelaya, acrescentou este em sua carta.

"

Os candidatos presidenciais de Honduras estão usando a internet na campanha, o candidato Pepe Lobo, o líder nas pesquisas, utiliza o Twitter y Hi5 Facebook
"O regime de fato comemorou esta mudança e utilizaram estas declarações para seus objetivos, e imediatamente terminaram por descumprir e violar o acordo", acrescentou.

O líder hondurenho deposto enfatizou que "a nova posição dos funcionários do Governo dos Estados Unidos esquiva o objetivo inicial do diálogo de San José, relegando um acordo com o Governo legitimamente reconhecido para um segundo plano, e tentando transferir este acordo para um novo processo eleitoral sem importar as condições em que se desenvolva".

"O acordo de 29 de outubro foi concebido para ser implementado de forma integral e simultânea, pois não se contemplaram como 12 acordos separados; foi um só acordo com 12 pontos, o qual tinha um só propósito, restaurar a ordem democrática e a paz social, e com isto se revertesse o golpe de Estado, o que implica o seguro retorno do presidente de República eleito legitimamente por voto popular", disse.

O presidente deposto permanece desde o dia 21 de setembro na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, após voltar clandestinamente a Honduras.

O presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, disse que vai reconhecer o resultado das eleições, assim com Alvaro Uribe da Colômbia
Na verdade Zelaya assinou um acordo, costurado por uma delegação dos Estados Unidos, liderada pelo secretário assistente de Estado para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, concordando que o parlamento hondurenho examinasse a possibilidade de sua volta ao poder, e que reconheceria em qualquer hipótese o resultado das eleições.

Alguns deputados insatisfeitos com o governo Micheletti haviam se aproximado de Zelaya e prometiam fazer o parlamento aprovar seu retorno.

Mas os fatos negaram essa perspectiva:

Os deputados em campanhas eleitorais, não se mostraram dispostos a se reunir com urgência para decidir a volta do presidente deposto. Fizeram uma consulta a Suprema Corte e a Procuradoria Federal, como constava do acordo, para apresentarem pareceres sobre o acordo, para só então reunirem-se para examinarem em plenário.


Mulas eleitorais: O material eleitoral, urnas, cédulas e tinta para o dedo dos eleitores começam a ser enviadas para o interior do país, protegidas pelas forças armadas.

Ninguém tem pressa em tomar tais decisões. Até agora a Suprema Corte, que aprovou a destituições de Zelaya em fins de junho não tomou uma decisão oficial sobre o acordo, muito menos a Procuradoria Federal.

Na verdade todo mundo está esperando que ocorram as eleições no próximo dia 29, daqui a 14 dias, para então se debruçar sobre a questão de Zelaya.

Com um novo presidente eleito, ninguém mais vai se incomodar com o presidente deposto, que mofa feito voluntariamente prisioneiro na Embaixada Brasileira.

Caso o governo Micheletti consiga fazer as eleições com razoável presença de eleitores e sem incidentes graves, os americanos, os Colombianos e os Panamenhos, até agora dizem reconhecerão o resultado.

Os aliados de Manuel Zelaya estão praticados pequenos atos de terrorismo, tentando desestabilizar o país, nas vésperas da eleição.

Charge do Jornal “El Heraldo

O governo de Honduras redobrou as medidas de segurança no país, principalmente em torno dos candidatos presidenciais, diante de um aumento de episódios violentos.

Nos últimos dias ocorreram assassinatos em plena luz do dia, assim como ataques com granadas e bombas caseiras, algo que não aconteceu nem mesmo nas primeiras semanas que se seguiram à derrubada do presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho.

"Temos um plano de proteção para os principais líderes políticos do país, especialmente para os candidatos presidenciais e outros políticos que pediram", disse à Reuters o chefe de polícia Danilo Orellana.

Foto: Reuters Reuters

Partidário de Zelaya, tenta criar clima de terror no país para impedir eleições

A violência não é nova no empobrecido país centro-americano, assolado anos atrás pelas temidas "maras" (gangues juvenis), e onde no passado houve atentados e sequestros contra funcionários e seus familiares e operam poderosos cartéis do narcotráfico.

Embora as autoridades não vinculem diretamente o aumento dos delitos nas últimas semanas com a crise política, há quem reconheça que a divisão que ela gerou no país contribuiu para isso.

Na terça-feira foi assassinado em Tegucigalpa o irmão do ex-presidente Rafael Callejas (1990-1994), por motivos ainda ignorados. Callejas apoiou o golpe contra Zelaya.

O crime se somou à morte a tiros na segunda de um candidato a prefeito no interior do país e a um ataque no sábado com armas de fogo contra o procurador-geral, que saiu ileso. O procurador tem a responsabilidade de emitir uma opinião para o Congresso sobre o possível regresso de Zelaya ao poder.

Uma granada foi lançada a 500 metros do prédio onde estão as urnas que serão usadas durante as eleições presidenciais em Honduras. O artefato não causou estragos, nem deixou feridos. Um porta-voz da polícia afirmou que "a intenção era destruir material eleitoral para sabotar as eleições".

Foto: El Heraldo

Bombas incendiárias foram lançadas contra o prédio do Jornal “El Heraldo”

Jogaram pequenas bombas incendiárias, coquetéis molotov, no prédio do Jornal "El Heraldo" que apóia o governo Micheletti e ontem à noite atiraram uma granada na subestação da Empresa Nacional de Energia Elétrica, sem, contudo ter causando danos.

Essas ações deixam bem claro a intenção de passar para o mundo uma instabilidade de segurança, para desqualificar as eleições.

A carta de Zelaya pode ser reconhecida como uma renuncia. O governo americano, ocupado com coisas mais importantes, e torcendo que as eleições ocorram e acabem com essa baboseira, vai responder a Zelaya que lamenta, mas espera que os hondurenhos resolvam os seus problemas, sem sua interferência.

A carta de Zelaya é o primeiro gesto para pedir asilo político ao governo brasileiro, para conseguir deixar o país sem ser preso. Sem chances de retorno ao poder, que se extinguiria de qualquer maneira no fim de janeiro próximo, pensa agora em salvar a própria pele.

Foto: Associated Press

Tudo indica que Chávez ainda vai aprontar em Honduras .

Porém uma variante precisa ser analisada, Hugo Chávez, pode estar por trás dessa “renuncia”, pois da ultima vez que ele disse que não importava mais que Zelaya voltasse ao poder, poucos dias depois colocou o presidente deposto dentro da embaixada brasileira e fez questão de se vangloriar da participação no plano.

Não se pode esperar que o presidente venezuelano vá ficar de braços cruzados, vendo seu companheiro e sócio no negócio do narcotráfico Manuel Zelaya, ser escanteado.