15 de mai de 2011

Lula não vai ser incluído como réu no mensalão

BRASIL – MENSALÃO
Lula não vai ser incluído como réu no mensalão
A lógica diz que não vai ser mais possível fazer sentar no banco dos réus, o chefe legítimo da quadrilha que operou o mensalão, o ex-presidente Luiz Inácio ”mão leve” da Silva. Apesar do esforço do procurador federal gaúcho, Manoel Pastana, que evidenciou os rastros da atuação do chefe do executivo no esquema que comprava parlamentares e financiava campanha com dinheiro sujo surrupiado dos cofres públicos.

Charge Humberto - publicada no Jornal do Comércio (PE) em setembro de 2005

Lula como presidente beneficiou, em bilhões, o Banco de Minas Gerais, um dos que operava o esquema corruto do mensalão.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Correio do Brasil, Movimento de Vigília, Congresso em Foco

O ex-presidente Lula não perdeu um minuto de sono com essa tentativa, do procurador federal gaúcho, Manoel Pastana, de fazê-lo sentar no banco dos réus. Não que ele durma o sono dos justos e inocentes, mas tem a tranquilidade cínica, de quem fez um trabalho sujo bem feito. O tempo está também ao se favor, as intempéries e mãos cumplices trataram de apagar as poucas digitais, de seus dezenoves dedos, deixadas na cena do crime.

O mensalão foi o único dos crimes desse degenerado governo petista a chegar aos tribunais. Mesmo com um nome masculino, pode-se dizer que é a mãe de todas as outras volumosas corrupções e desmandos que imperaram durante os oito anos de governo de Lula, tão bem herdado pela companheira Dilma.

O mensalão foi um delito político da maior gravidade. Envolveu milhões em dinheiro público roubado. Contou com a participação volumosa de importantes parlamentares. Foi capitaneado pelo Partido dos Trabalhadores que usou o dinheiro sujo da corrupção para influenciar nas votações do Parlamento e ajudar a eleger os aliados nas eleições municipais de 2002, que firmou a base para a reeleição de Lula em 2004.

Pode-se dizer então que o PT continua hoje no poder graças ao mensalão. A história política desse país foi reescrita a partir da compra de consciências, com a distribuição massiva de dinheiro nos bolsões de miséria. Estamos, pois sob o império da fraude.

Os quarenta réus que respondem processos no Supremo Tribunal Federal, devido ao mensalão, são os apenas os mais evidentes espécimes da fauna dos “corruptos brasiliannis”. Não há dúvidas que tantos outros, por sorte, ou por falhas investigativas não foram alcançados. Bem como, nem todos os milhões desviados figuram na contabilidade criminosa exposta.

Temos que bater palmas para essa sofisticada organização criminosa, incrustada na direção do Partido dos Trabalhadores, que produziu um efeito tão expressivo, pelo lado negativo, na história politica brasileira, e previsivelmente, sairá impune, e poderosa dessa falcatrua monumental.

Ninguém tem dúvidas que Lula comandava todo o esquema, sob a coordenação do seu então poderoso Chefe da Casa Civil, José Dirceu e pelo presidente do seu partido o ex-deputado federal José Genoíno (que está sendo preparado para assumir o Ministério da Defesa).

O ex-presidente Lula ouviu relatos que o “mensalão” estava acontecendo, na fase de compra de votos de parlamentares, por diversas vezes e diante de testemunhas. Nada fez e depois disse cinicamente que nada sabia. A prova do tamanho do crime e da sua importância, é que se decidiu à época, sacrificar, no altar da corrupção, o poderoso Chefe da Casa Militar José Dirceu, para aplacar a sede dos investigadores e poupar Lula. Se mesmo culpado Dirceu exibe tanta indignação, imagine quanta indignação ele proclamaria se inocente fosse.

Só a história implacável e distanciada dirá o quanto corrupto e criminoso foi e está sendo esse período petista a frente do governo brasileiro.

E imaginar que antes do poder o PT dizia que se um dia chegasse ao planalto, “nem roubaria, nem deixaria roubar...” Era uma piada de salão.


Um comentário:

Anônimo disse...

Chiste, repassando:


Uma pessoa ética irá estranhar o comportamento, métodos, silêncio e a tirania dos seduzidos pelo poder: não se pode esperar autocrítica por parte de alguém incapaz de refletir num ambiente promíscuo.