29 de dez. de 2009

Charge: RONALDO - Jornal do Comércio (PE)



Ronaldo- Jornal do Comércio (PE)


FRANÇA - BRASIL: "Le Monde” elege Lula “o comprador do ano”

FRANÇA - BRASIL
Le Monde” elege Lula “o comprador do ano”
Os franceses bajulam o nosso presidente como as amantes costumam elogiar seus patrocinadores: de olho em sua carteira, no caso, de olho no nosso cofre. Sabe-se lá quanto isso já nos custou e quanto vai nos custar.

Ilustração Toinho de Passira

Fontes: Estadão , Último Segundo , Estadão, ”thePassiranews”, Le Monde, Le Monde

Foi merecido o título de “Homem do Ano” que o jornal Le Monde concedeu ao presidente Lula, pelo menos para os franceses, que o veem como um benfeitor, por ter salvado milhares de empregos diretos e indiretos, na França, ao comprar de uma só vez, mais de R$50 bilhões a indústria bélica francesa, uma transação que não se justifica sob nenhum aspecto, nem técnico, nem estratégico, nem economicamente.

Por exemplo, os aviões de caça Rafale, fabricados pela empresa francesa Dassault, comprados pelo Brasil, são 40% mais caros que os da concorrência, até hoje só é usado pela força área francesa, nunca venceu uma concorrência em nenhum lugar do mundo e foi rejeitado pela área técnica da nossa aeronáutica.

Duas coisas prejudicam o avião militar francês, o custo benefício e a falta de testes em condições reais de combate, principalmente no enfrentamento direto, ponto a ponto, com os concorrentes, F/A18 da Boeing, americana, e o Gripen da sueca Saab.

Até o argumento só a francesa Dassault estava disposta a repassar a tecnologia para o Brasil e montar parte dos aviões em território brasileiro, foi desmentida pela concorrência que se diz disposta a proceder da mesma maneira.

O que pode justificar o governo Lula desprezar o fato que o se comprássemos os mesmos 36 aviões da concorrência, estaríamos pagando algo em torno de R$ 7,2 bilhões ao invés de R$ 12 bilhões, que serão pagos pelos aviõezinhos franceses? Uma diferença de R$ 4,8 bilhões, nada desprezíveis, pelo menos, assim tem concluído, todos os países do mundo que foram ao mercado comprar aviões caça.

O que o governo Lula viu na indústria bélica francesa, que os outros não virão?

A transação fica mais estranha quando se fala do item seguinte, a compra de R$ 20 bilhões em submarinos Scopene, da DNCS francesa, que para realizar o negócio associou-se, a generosa doadora eleitoral, a construtora brasileira Odebrecht, que EXATAMENTE neste instante, resolveu enveredar pelo ramo da construção de submarinos, a ponto de ser sócia majoritária na empresa “Itaguaí Construções Navais” fundado especialmente para a execução do empreendimento, com a indústria naval francesa.

Em seguida não foi difícil para os franceses empurrar no carrinho de compra de bilhões, mais 50 helicópteros, que em números redondos vão custar de R$ 6 bilhões.

Por fim, neste clima de promiscuidade, contratou-se dos franceses a manutenção e adaptação de navios da marinha, incluindo um porta aviões, além da aquisição de mísseis que somam em torno de 15 bilhões.

Pode-se compreender que nessa festa de bilhões, o velho jornal Frances Le Monde, defendendo os interesses do seu país, eleja Lula o homem do ano, até porque alguns desses negócios ainda não foram oficialmente fechados, e uma honraria como essa vai “motivar” o presidente a manter a compra.

Agora não se a sabe quanto Lula vai gastar para tentar ganhar o premio Nobel da Paz. Não esquecer que ele chegou em Copenhague oferecendo U$S 160 bilhões para ajudar aos países pobres, como se não fossemos um país de pobres.

Para tentar ganhar o Oscar já foram gastos os R$ 20 milhões na feitura do filmete “Lula, o filho do Brasil.”

Pena que quando chega na hora de dar aumento aos aposentados, o dinheiro tenha acabado e “O homem do ano” venha a público dizer que é impossível dar aos velhinhos o mesmo índice de aumento que é dado ao salário mínimo.


28 de dez. de 2009

IMAGENS: Foto Semana 20 a 27 de dezembro de 2009

IMAGENS
Foto Semana 20 a 27 de dezembro de 2009

Foto: Maxim Shipenkov / EPA

01. AGUARDANDO A VEZ: Pombos aguardam pacientemente que os jovens que almoçam no gelado inverno de Moscou disponibilizem parte da comida

Foto:Lloyd Robinson / Associated Press

02. AVIÃO DIVIDIDO: Autoridades aerónauticas investigam a responsabilidade do piloto do vôo 331 da American Airlines, oriundo de Miami, que segundo técnicos deveria ter abortado a aterrisagem no aeroporto internacional de Kingston, Jamaica e manobrar para uma nova tentativa de pouso, ao invés da manobra arriscada executada, que resultou em sérios danos na aeronave, partida ao meio e ferindo 92 dos 154 pessoas a bordo, embora sem riscos de morte.

Foto: Nigel Roddis / Reuters

03. CASACOS DE LÃ: Só as ovelhas estão resistindo sem tremores, ao frio no campo nevado em Helperby, norte da Inglaterra.

Foto:Eliseo Fernandez / Reuters

04. PAPAI NOEL MARITIMO: Ao longo da Costa de Valparaíso, Chile, o cidadão Ruben Torres, vestido de Papai Noel, acompanhado de pescadores, espalham a alegria de Natal as crianças das populações litorâneas

Foto:Luke MacGregor / Reuters

05. GRAFFITI AMBIENTAL: A frase "Eu não acredito no aquecimento global", foi escrito em um muro próximo ao Canal Regent's em Londres. A imprensa britânica ter atribuído o graffiti ao artista de rua, Banksy, um controverso, respeitado e provocador grafiteiro inglês nascido em Nascido em Bristol, que já fez outras obras polêmicas. Suas obras são carregadas de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder. Em telas e murais faz suas críticas, normalmente sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, provocando em seus observadores, quase sempre, uma sensação de concordância e de identidade. Apesar de não fazer caricaturas ou obras humorísticas, não raro, a primeira reação de um observador frente a uma de suas obras será o riso. Espontâneo, involuntário e sincero, assim como suas obras. Segundo a Wikipedia

Foto:Ted Aljibe / Agence France-Presse/Getty Imagens


Foto: Reuters

06. 07. DOMANDO O VULCÃO COM A FÉ: Em total concentração jovens refugiados que vivem no sopé do vulcão Mayon em Legazpi, nas Filipinas, rezou em um abrigo temporário para que o vulcão que ameaça explodir, lançando cinzas e larvas perigosamente, fazendo com que milhares de pessoas sejam evacuadas. Até agora as orações da criançada tem contido a fúria do vulcão.

Foto: Agence France Press

08. ENERGIA RADICAL Os chineses estão investindo pesado em energias não poluentes, o exemplo são essa sequencia de painéis solares instalados para gerar energia para iluminação pública em Shenyang, China.

Foto: Justin Sullivan / Getty

09. PRESENTE DE URSO: O urso polar, chamado Pike, descobre uma guloseima entregue com presente de Natal, no meio a neve no Zoo de São Francisco, Califórnia

Foto: Dirk Waem/Agence France-Presse -- Getty Images

10. PRAIA GELADA Fim de tarde, com temperatura beirando o zero, na praia Oostende, na Bélgica

Foto: Michel Filho - O Globo

11. DESPEDIDA DE VERÃO: Praia de Ipanema ficou lotada no último dia do feriadão de Natal, apesar do sol minguado e o excesso de banhistas ninguém arredou pé até o fim da tarde


27 de dez. de 2009

IRÃ: Protestos deixam quatro mortos em Teerã

IRÃ
Protestos deixam quatro mortos em Teerã
Um site de oposição iraniano afirmou que ao todo quatro manifestantes reformistas foram mortos pela polícia, que abriu fogo contra os participantes do protesto em Teerã neste domingo (27), segundo dia de incidentes .Os sites também falam em 300 pessoas presas pela polícia

Foto: Associated Press

Fontes: G1, Blog The New York Times, Le Monde, G1, BBC Brasil

O Irã viveu neste domingo o que já está sendo considerado o dia mais violento de protestos desde os que tomaram o país após as eleições de junho.

Pelo menos quatro pessoas morreram nas manifestações, incluindo o sobrinho do líder oposicionista do país, Mir Hossein Mousavi. Ele foi morto com um tiro no coração durante protestos contra o governo no centro de Teerã.

Na capital iraniana, centenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas. Em outras cidades, a polícia usou cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo para conter os manifestantes. Cerca de 300 pessoas foram presas.

Foto: AFP
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Filmagens feitas em telefones celulares mostram a multidão ateando fogo a motocicletas e carros da polícia. A polícia responde.

Partidos de oposição do Irã haviam convocado a manifestação para coincidir com o fim da festividade muçulmana xiita de Ashura.

Segundo fontes oposicionistas, os manifestantes gritavam "Khamenei será derrubado", numa referência ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Relatos iniciais disseram que as forças de segurança dispararam tiros para o ar para tentar dispersar os manifestantes, mas vários relatos posteriores disseram que até quatro manifestantes haviam sido mortos.

Foto: AFP
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Há um confronto direto entre menifestantes e as forces de segurança

A mídia estrangeira está proibida pelo governo iraniano de cobrir as manifestações da oposição, razão pela qual as informações sobre as mortes não puderam ser confirmadas por fontes independentes.

Foto: AFP

Ninguém sabe precisar o número de feridos

A morte de Seyed Ali Mousavi, sobrinho do ex-candidato presidencial derrotado nas eleições de junho pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, foi confirmada pelo correspondente da BBC Jon Leyne.

De acordo com informações do site Jaras, "manifestantes cantaram slogans contra o governo enquanto carregavam seu corpo".

Mousavi ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de junho, mas acusou o presidente Ahmadinejad, reeleito para mais um mandato, de fraudar a votação.

Desde então, foram realizadas grandes manifestações em protesto contra o resultado da eleição, com um saldo de vários mortos nas primeiras semanas, mas as fatalidades têm sido raras desde então.

Foto: AFP
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A maioria das fotos aparecem os policiais em desvantagens ou acossados, pois é nessas horas que os manifestantes conseguem fotografar

Segundo Siavash Ardalan, da TV persa da BBC, as forças de segurança iranianas precisam caminhar sobre uma linha fina para não parecerem fracas, mas também para evitar provocar ainda mais os manifestantes da oposição.

A tensão no Irã vem se intensificando desde a morte do clérigo dissidente aiatolá Hoseyn Ali Montazeri, na semana passada, aos 87 anos.

Foto: AFP

Simpatizantes do líder oposicionista Mir Hossein Mousavi procuraram aproveitar as festividades xiitas deste fim de semana para demonstrar seu contínuo repúdio ao governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Após a proibição das manifestações, a oposição escolheu o altamente significativo festival de Ashura, quando milhões de iranianos tradicionalmente vão às ruas para participar de cerimônias e paradas.

O festival comemora a morte, no século 7, do imã Hussein, neto do profeta Maomé.

Helicópteros da polícia podiam ser vistos sobrevoando o centro de Teerã, enquanto colunas de fumaça negra eram vistas em diversas partes.

Foto: Reuters
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Os manifestantes atacando soldados das forças de segurança que ficou desgarrado do grupo

Nas ruas, as forças de segurança tentaram impedir que os manifestantes chegassem à praça Enghelab, no centro da cidade.

Segundo sites oposicionistas, os manifestantes gritavam “Este é o mês do sangue” e pediam a derrubada de Khamenei.

Simultaneamente, grupos de manifestantes pró-governo participavam de um protesto na praça Enghelab para manifestar apoio ao aiatolá Khamenei, segundo testemunhas.

Outras manifestações ocorreram nas cidades de Isfahan e Najafabad.


SURINAME: Chacina contra imigrantes brasileiros

SURINAME
Chacina contra imigrantes brasileiros
Para vingar um local morto por um brasileiro, durante uma briga, os marrones, com são conhecidos os surinameses quilombolas, atacaram da forma violenta a comunidade brasileira e chinesa em Albina, a capital do estado de Marowijne, ao norte do Suriname, causando mortes, pelo menos 7 pessoas, mais relatos de estupros e destruição de bens dos imigrantes

Foto:Reuters

Os “marrones” deixaram um rastro de destruição por onde passaram: veículos queimados na frente dos tambéns destruídos hotel e pequeno shopping (foto tirada no dia 26 de dezembro, um dia depois dos conflitos)

Fontes: Ultimo Segundo , Abril Notícias, O Globo, O Globo, BBC Brasil

A morte de um surinamês, esfaqueado por um brasileiro, foi o estopim, para que o os locais, os marrones, da comunidade do morto, chegasse à região povoada por brasileiros armados de facões e paus e agredissem todos que encontraram pela frente.

"Os números são contraditórios. O número não foi confirmado, mas já passa de sete mortos. A senhora que perdeu o bebê foi cortada e o bebê arrancado da barriga morreu na tarde do sábado. Encontramos também um corpo na água e isso impactou a todos", relatou o padre brasileiro José Vergílio, que comanda a rádio Katólica FM no Suriname, que esteve no local no sábado (26) e afirma que ainda não há informação sobre as nacionalidades dos mortos, mas que há brasileiros e possivelmente surinameses entre as vítimas.

O número de vitimas fatal pode crescer por que 17 brasileiros estão ainda desaparecidos.

O sacerdote católico disse que apesar de serem os brasileiros o alvo principal do ataque, cometidos em represália ao homicídio supostamente cometido por um brasileiro, outros estrangeiros como chineses, peruanos e colombianos também foram vítimas.

Vergilio contou que cerca de 20 brasileiras foram atacadas sexualmente, um centro comercial e outros negócios foram destruídos pelos cerca de mil surinameses enfurecidos.

Foto: Reuters

Os sobreviventes foram levados a capital, Paramaribo em helicóptero

As autoridades do país intervieram e transportaram os sobreviventes, 81 brasileiros, pelo menos, de Albina, o local da agressão, para Paramaribo, incluindo 14 feridos nos ataques, sete deles em estado grave. O próprio governo surinamês confirmou que pelo menos 20 mulheres foram estupradas e mais de 120 pessoas tiveram que ser retiradas às pressas da cidade após os ataques contra trabalhadores estrangeiros, a maioria brasileiros, mais alguns imigrantes chineses.

Um dos garimpeiros, Enoque Luz, de 38 anos, há seis anos trabalhando no Suriname, dos quais os últimos oito meses na fronteira norte com a Guiana Francesa, disse ao jornal O GLOBO, por telefone, que nunca pensou que a hostilidade que rege as relações entre brasileiros e os surinameses quilombolas (os marrones) fosse se transformar numa carnificina.

Nas seis horas em que ficou no mato perto da cidade de Albina, observando arderem em chamas documentos, ferramentas, insumos e o dinheiro economizado, ele só encontrava paz em uma imagem:

- Meu filho são e salvo na capital (Paramaribo) - afirmou o garimpeiro, que teve medo de morrer carbonizado com a mulher, Cilene, nos minutos que ficou trancado na cozinha do restaurante e mercearia Churrasquinho. - Não sei como conseguimos sair dali com vida. Consegui com outros companheiros arrombar a porta, pulamos uma cerca e corremos pro mato.

Enoque e Cilene estão hospedados no Hotel Esmeralda, em Paramaribo, para onde foram levados os brasileiros sobreviventes.

Foto: Reuters

Brasileiros e chineses hospedados em Paramaribo, trazidos para capital depois da chacina, pelas autoridades do Suriname

Seu companheiro de garimpo, Francisco Silva, relembra o episódio da Véspera de Natal com voz trêmula:

- Onde eles sabiam que tinha casa que brasileiro parava, eles invadiam, iam entrando, quebrando. Não foi só o barracão. Desligaram as luzes, botaram fogo em postos, na mercearia, nos dois barracões. Bateram sem piedade, até em mulher.

Ele reforça a suspeita de que os moradores locais estupraram brasileiras: - Uma amiga nossa foi achada de manhã no mato com as calcinhas arriadas. A polícia chegou e não teve coragem de entrar no mato pra ver como que estavam as coisas de verdade.

Foto: Reuters

Uma visão geral de um supermercado de propriedade de imigrantes chineses saqueado em meio do tumulto

Uma visão geral de um supermercado de propriedade de imigrantes chineses saqueado no meio do tumulto Os brasileiros dizem que a violência gratuita começou com o ataque a seis pessoas no barracão, antes de um brasileiro matar um surinamês no Churrasquinho.

- Ele (o surinamês morto) era um valentão, confiava que ele era o maioral. Como a terra é deles (marrones), eles querem mandar na força, porque muitos de nós não têm direito (a garimpar) pela lei. E assim foi, ele (o surinamês) chegou com outros batendo. Aí partiu pro Churrasquinho, só que o outro brasileiro se ofendeu e usou a faca. Daí em diante virou chacina - lembra Francisco. - Mas não tinha nada de briga ou dívida pra acertar, Ele (o morto) é daquelas pessoas que quando bebem transpassam.

Enoque diz que os brasileiros se sentem desamparados e esperam ver seus direitos reconhecidos. Questionado se os garimpeiros imigrantes voltarão para casa, ele foi cético: - Não temos nada no Brasil, o que vamos fazer em casa? As autoridades disseram que vão normalizar as coisas. Estamos na fé.

Arte portal G1

Com cerca de 10 mil habitantes, Albina fica no Norte do Suriname, na fronteira com a Guiana Francesa. A maioria dos brasileiros que vivem no local trabalha com a exploração ilegal de garimpo, atividade proibida no país.

Uma missão de oito representantes do governo brasileiro e surinamês e da polícia local viaja neste domingo para Albina, para avaliar as consequências do conflito. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou de Brasília às 7h em direção à região.

- A situação está sob controle militar nesse instante. A polícia local e o exército cercaram a área. Nenhuma pessoa branca pode permanecer na área e foram para capital ou para Guiana Francesa. Até índios nativos estão sendo confundidos com brasileiros.

O chefe de polícia Chandrikapersad Santokhi disse que vários suspeitos pelo ataque já foram presos. Ele afirmou que "não há justificativa para o que aconteceu". O brasileiro acusado de esfaquear o surinamês continuava foragido.


ELEIÇÕES 2010 – DISTRITO FEDERAL: Seis por meia dúzia: sai Arruda entra Roriz*

ELEIÇÕES 2010 – DISTRITO FEDERAL
Seis por meia dúzia: sai Arruda entra Roriz*
Apesar das evidências de corrupção, Arruda consegue permanecer no cargo – e seu sucessor pode ser o homem que o ensinou a roubar

Foto: Reuters

Alma penada - Arruda arrasta-se no cargo: a eficácia da máfia garante a tranquilidade do governador

Fontes: Revista Veja

O ex-delegado Durval Barbosa é um capo leal e disciplinado. Ele começou por baixo, fazendo favores aos poderosos quando ainda era delegado de polícia, e, aos poucos, foi subindo na hierarquia da organização criminosa que manda em Brasília. Durval cobrava o pizzo dos fornecedores do governo, protegia os comparsas e distribuía os lucros dos achaques de acordo com as orientações do poderoso chefão: o então governador Joaquim Roriz. Quando José Roberto Arruda, também apadrinhado por Roriz, virou Don e assumiu o governo, Durval teve certeza de que estava sendo traído pelo novo chefe – e, num gesto de retaliação, divulgou os vídeos que celebrizaram eternamente a corrupção no governo de Brasília.

As documentadíssimas acusações do ex-delegado constituem o primeiro ato público da guerra que se abriu pelo comando de um negócio de7 bilhões de reais por ano – a soma dos investimentos do governo do Distrito Federal. Há duas famiglie disputando o butim. De um lado está o grupo de Arruda. Do outro, engajando-se silenciosamente em lances de ataque ao rival, inclusive no vazamento dos vídeos produzidos por Durval, encontram-se os asseclas de Roriz, o homem que, tal qual um Vito Corleone do cerrado, criou a organização criminosa que domina Brasília desde o fim dos anos 80. Não se sabe ainda qual famiglia vai ganhar essa guerra. Sabe-se apenas o desfecho: a capital continuará à mercê de mafiosos.

Foto: BRB

O MESTRE - Don Roriz quer voltar e os brasilienses ajudando: 44% nas pesquisas

Aos 73 anos, Don Roriz tem tudo para voltar pela quinta vez ao governo de Brasília. Na semana passada, uma pesquisa do instituto Datafolha revelou que não faltarão lábios a beijar-lhe as mãos caso ele realmente decida apossar-se de sua velha cadeira por meio das urnas brasilienses. Sejam quais forem seus adversários, Roriz venceria já no primeiro turno. Ele tem 44% dos votos.

Os bons números de Roriz são uma triste homenagem à impunidade no mundo político. No Olimpo da corrupção brasileira, Roriz ombreia seus feitos com os do lendário deputado Paulo Maluf, outro titã da bandalha. Ele já foi acusado, e acusado muitas vezes, de tudo: receber propina, comprar votos, desviar recursos, lavar dinheiro, invadir terras.

A última traquinagem pública de Roriz se passou há dois anos, logo após ele se eleger para uma vaga no Senado. O Don apareceu numa gravação para lá de mafiosa, combinando com um comparsa a partilha de 2,2 milhões de reais – dinheiro que, descobriu-se em seguida, serviu para subornar juízes eleitorais. Temendo ser cassado pelos colegas, Roriz renunciou.

A renúncia do Don demonstrou que nem o Congresso comporta as práticas mafiosas da política brasiliense – Arruda, aliás, também já foi enxotado de lá, no episódio em que mentiu sobre a violação do painel do Senado. Essa é a sorte do atual governador. Em Brasília, tudo é permitido. A máfia que controla a cidade está infiltrada de tal maneira na máquina pública que Arruda não precisa renunciar. Muito menos ter medo do processo de impeachment que enfrenta na Câmara Legislativa do DF. Quase todos os deputados integram a quadrilha, de modo que não há pressão popular que os apeie dessa mamata. Apenas algemas – e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sabe disso. Há dez dias, Gurgel pediu ao Supremo Tribunal Federal que declare inconstitucional a lei do DF que exige a autorização da Câmara local para processar o governador.

Fotos: Veja e STF

CONSIGLIERE - O capo Durval Barbosa delator do esquema, e Maurício Corrêa, ex-presidente do STF: pagamento de 2 milhões e excesso de explicação

Na semana passada, as revelações de Durval continuaram demonstrando os poderosos tentáculos da máfia brasiliense. Em novos depoimentos ao MP, ele contou que, por determinação de Arruda, repassara 2 milhões de reais ao advogado Maurício Corrêa, (foto) ex-presidente do Supremo Tribunal Federal – dinheiro, frise-se, extorquido de um fornecedor do governo. Na narrativa de Durval, Corrêa atuaria como consigliere da máfia, um homem cuja lealdade oscilaria entre Roriz e Arruda.

Nas aparências, explicou o delator, Corrêa receberia para advogar num dos muitos processos que correm contra o ex-delegado. Durval chegou até a fazer uma procuração para o ex-ministro, mas Corrêa não advogou para ele. Segundo o capo, a verdadeira intenção de Arruda era "comprar o apoio político" do ex-ministro. Durval disse que, inicialmente, Corrêa havia cobrado a extraordinária quantia de 6 milhões de reais.

Que tipo de serviço ou conselho poderia valer tanto dinheiro? Durval não revelou – ainda. Procurado por VEJA, Corrêa confirmou ter mantido encontros com Durval. Questionado se recebera a dinheirama, o ex-ministro concedeu uma resposta pouco assertiva: "Se houve pagamento, o dinheiro não chegou até mim". Um simples "não" seria mais convincente.


*“Entre a máfia e a máfia” é o título original do texto na Veja do texto do jornalista Diego Escosteguy
**Acrescentamos legendas e substituímos fotos

26 de dez. de 2009

VATICANO: Mulher que derrubou o Papa vira celebridade na web

VATICANO
Mulher que derrubou o Papa vira celebridade na web
Susanna Maiolo já tem, nas últimas contagens, mais de mil fãs no facebook, ganhou comentários elogiosos e brincadeiras de extremo mau gosto, como o outro que atacou o primeiro ministro Berlusconi, autoridades temem que isso estimulem mais desequilibrados a atacarem autoridades e outros tantos tornarem-se seus admiradores na internet, criando um círculo vicioso de violência

Foto: Associated Press e Reuters

A foto do rosto de Susanna Maiolo e o momento do “ataque” correu o mundo

Fontes: La Razon, Corriere della Sera, EPA, AFP, Correio da Manhã, ”thepassiranews”

Susanna Maiolo, uma ítalo-suíça, de 25 anos, que sofre de problemas mentais, foi detida pela segurança do Vaticano logo em seguida ao episódio de ter salto uma grade de proteção e ter derrubado o Papa, na entrada da cerimônia da Missa do Galo na Igreja de São Pedro e se encontra internada em um centro médico para pessoas com problemas psiquiátricos, em Roma.

Apesar de aparentemente Bento 16 nada ter sofrido, o cardeal cardeal francês Roger Etchegaray, de 87 anos, que estava próximo ao Papa, fraturou o colo do fêmur, ao ser também derrubado no incidente. O idoso cardeal ainda está internado, vai precisar sofrer uma cirurgia e devido a idade, corre riscos de morte e possibilidade de ter sérios problemas motores no futuro.


A sequência do “ataque” retirado das imagens geradas pela TV Vaticano

"Nada aconteceu de grave. Trata-se de uma mulher que tentou cumprimentar o Santo Padre", afirmou por sua vez o arcebispo de Gênova e presidente da conferência episcopal italiana, o cardeal Angelo Bagnasco.

Maiolo já contava com mais de 1.500 amigos e várias mensagens de apoio no site de relacionamentos Facebook, nesta sexta, o que gerou enorme polêmica na Itália.

A jovem está sendo homenageada por usuários do Facebook como a campeã de "corrida com obstáculos" do ano, e estampa a cada de uma revista como a “caçadora de Papa”, além do sucesso de estrelar as primeiras páginas de jornais e principais sites do planeta.

A presença no Facebook de simpatizantes de Susanna Maiolo confirma que é necessário intervir a nível legislativo", comentou o senador Antonio Gentile, do conservador Partido das Liberdades.

Várias autoridades italianas solicitam desde outubro que uma investigação seja aberta para fechar algumas páginas do Facebook que incentivam a agressão e até o assassinato de figuras públicas, entre elas o chefe do Governo Silvio Berlusconi.

No dia 13 de dezembro, ao término de um comício, Berlusconi foi atingido no rosto por uma miniatura da Catedral de Milão, atirada por Massimo Tartaglia, de 42 anos, que também sofre de problemas mentais - e imediatamente se transformou em um herói para os usuários do Facebook e a estatueta virou um sucesso de vendas.

"Está acontecendo com Susanna Maiolo no Facebook o mesmo que aconteceu com o agressor de Berlusconi: um fórum social que enaltece a violência", denunciou Gentile.

"Esperamos que os grupos do Facebook que elogiam o gesto de Susanna Maiolo pensem na estupidez que cometem ao lançar uma iniciativa tão desagradável, que deve ser impedida e condenada", comentou por sua vez Gianfranco Rotondi, ministro para Programa de Governo.

TUDO BEM COM BENTO 16
O ataque não fez o Papa mudar sua rotina

Foto: Getty Images

Bento 16 abençoando os fiéis da janela do Vaticano

Fontes: Publico, Corriere della Sera

O papa Bento XVI, aparentando boa saúde e descontraído, ao surgir à varanda sorriu e acenou às dezenas de milhares de fiéis reunidos na praça de S. Pedro, que o aclamaram e aplaudiram de forma entusiástica ao longo de toda a mensagem natalícia.

Sem nenhuma dificuldade, o pontífice congratulou-se pela passagem do Natal, saudando as nações em 65 idiomas distintos fez a homília centrada na compreensão dos homens e acolhimento aos imigrantes.

O papa Bento XVI disse que "a única coisa que dá sentido à vida dos homens, atualmente desorientado e desorientadas", é Jesus Cristo, "cujo nascimento supôs uma nova civilização, a do amor, que não se rende perante o mal e a violência, e destrói as barreiras entre os homens".

Por fim procedeu a tradicional bênção “Urbi et Orbi”, para os fiéis. A “Urbi et Orbi” é a benção papal dada à cidade (Roma) e ao Mundo, nas celebrações de Páscoa e Natal na Praça de São Pedro.



25 de dez. de 2009

HONDURAS: Zelaya comemora o Natal na embaixada do Brasil

HONDURAS
Zelaya comemora o Natal na embaixada do Brasil
O presidente esquecido pelo mundo aproveita essas datas para ressurgir no noticiário. Quer despertar dó, enquanto diz que reza para que outros latinos não sofram “golpes de estado”. Mas continua sonhando em voltar a ser presidente e é esse sonho que o faz continuar resistindo isolado na embaixada brasileira em Tegucigalpa

Foto: Reuters

CENA SURREALISTA: Zelaya o seresteiro de Tegucigalpa toca violão para os cartões de natal que ele afirma ter sido mandado por correligionários

Fontes: AFP, El Heraldo, La Tribuna

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, comemorou o Natal com uma ceia frugal junto da família na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está refugiado há mais de três meses, longe dos amigos e das comodidades próprias de um chefe de Estado, ou mesmo de um rico proprietário de terras como ele.

Uma de suas filhas, Hortensia Zelaya, contou à AFP que a refeição consistiu em "muitos nacatamales que nos enviaram".

Os 'nacatamales' ou 'tamales' são uma massa de milho, arroz e pedacinhos de carne, envolvidos em folhas de plátano, alimento típico na América Central e México.

Também comeram "pastelitos" e, como em outras festas familiares, Zelaya tocou violão.

Foto: Reuters

Os partidários de Zelaya carregam velas que podem simbolizar o enterro político do presidente que é o hospede incomodo do Brasil

Quase 200 simpatizantes do presidente deposto de Honduras haviam se reunido para uma vigília na noite de quinta-feira perto da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, para demonstrar apoio e desejar um feliz Natal.

Zelaya está refugiado na sede diplomática brasileira desde 21 de setembro, quando retornou ao país depois que foi deposto, pela Suprema Corte, em 28 de junho, acusado de traição à pátria por ter desrespeitado os outros poderes da republica e tentado mudar a constituição sem autorização do judiciário e do legislativo.

Seus seguidores, vigiados por 30 militares e policiais, acenderam velas e cantaram músicas de apoio ao político.

Honduras, governada pelo presidente Roberto Micheletti, prepara-se para a posse, em 27 de janeiro, de Porfirio Lobo, eleito em 29 de novembro, em um processo reconhecido pelos Estados Unidos mas não aceito até agora por parte da comunidade internacional, inclusive o Brasil.

Foto: Associated Press

Qual país do mundo permitiria uma cena como essa dentro de sua embaixada? Há algum motivo, no momento, que justifique a presença de Zelaya na embaixada do Brasil?

Manuel Zelaya fora da embaixada brasileira, asilado em algum país do continente, vai se tornar um pária cada vez mais esquecido, sem poder volta a sua pátria, onde certamente seria preso, com já estão alguns dos seus antigos colaboradores.

Vai tentar negociar com o novo governo de Porfirio Lobo, um indulto, para sair da embaixada direto para as suas propriedades no interior do país, sem ser preso, e criar um movimento para mudar a Constituição.

Em Honduras, pelo texto constitucional atual, não é permitido, a ninguém, já tenha sido presidente se candidatar outra vez e muito menos seja reeleito em pleitos sucessivos e tentar mudar a constituição em benefício próprio é crime, sujeito a perda de mandato.

Sem mandato para perder e sem nada a responder na justiça, Zelaya planeja passar quatro anos infernizando a vida do novo governo, para implantar uma constituinte e se candidatar outra vez.

Mas aí o Brasil já terá um novo presidente e a gente não vai ter nada com isso.


FELIZ NATAL: Nossa mensagem atrasada

FELIZ NATAL
Nossa mensagem atrasada



QUADRINHOS: Snoopy, o astro pop

QUADRINHOS
Snoopy, o astro pop
O simpatico beagle da turma de Charles Brown, com quase sessenta anos, continua fazendo sucesso e consquistando corações, como outros sessentões que existem por aí...

Fontes: Comics - Peanuts, O Globo, Jornal de Angola, Wikipedia, Reuters

O personagem Snoopy, da tirinha de Charlie Brown, foi eleito o cachorro mais conhecido da cultura pop nas comemorações da passagem do 125º aniversário do Clube Canino Americano.

Cerca de 76.000 pessoas votaram on-line para escolher os favoritos de uma lista de cães da literatura, televisão, cinema, esportes e artes. Snoopy, o cachorro pensativo, cujo melhor amigo é um pássaro e que parece mais esperto que seu mestre humano na tirinha criada por Charles Schulz, que morreu em 2000.

A tira Peanuts, ou "A turma do Charlie Brown", que no próximo ano completa 60 anos serviu para fazer com que os adultos tivessem um motivo a mais para ler histórias em quadrinhos.

Os personagens do quadrinho são neuróticos, depressivos, agressivos, maníacos e sonhadores, como qualquer um dos seus leitores, de 2.600 jornais e de 21 línguas do planeta.

Snoopy é um cão da raça "Beagle" que tanto convive com os personagens da história, com tem vida própria. É preguiçoso, dorminhoco, e se julga o centro do universo e seu local preferido de dormir e em cima de sua casa.

Como alguns comediantes, interpreta desastradamente vários personagens, como o piloto da Primeira Guerra, quando põe os óculos de aviador, capacete e voa no seu "Spowith Camel", que é a sua casa e até luta contra o Barão Vermelho, Manfred von Richthofen, que aparece apenas nos disparos que atinge sua maquina de voar.

Snoopy também se torna "Joe Cool" quando põe os óculos de sol e se encosta na parede sem fazer nada. Ele tem também uma personalidade em que é um escritor famoso , um advogado (que uma vez defendeu Peter Rabbit, um personagem de histórias infantis da ilustradora e escritora inglesa Helen Beatrix Potter), um jogador de hóquei no gelo, um patinador olímpico, o "Beagle Solitário" (o primeiro cão a voar sozinho sobre o Atlântico) e também o primeiro astronauta a chegar à Lua.

É na realidade o melhor jogador da equipe de beisebol do Charlie Brown.

Sua casa é muito maior por dentro do que o que parece por fora, tem um interior amplo, que cabe um piano de cauda, uma mesa de bilhar, e uma piscina no sotão, uma enorme TV. Tem também um degrau inesperado na sala e um Van Gogh original na parede, mais tarde substituido por um Andrew Wyeth, (um pintor realista norte americano), depois que a casa foi destruida por um incendio.

Snoopy é também um "escoteiro beagle" e é o líder de uma tropa que é constituida pelo Woodstock e por outros pássaros seus amigos. Este tema aparece ao longo de toda a banda desenhada. A exceção do seu dono, Charlie Brown, o melhor amigo de Snoopy é o pequeno pássaro amarelo Woodstock, que apenas "fala" em marcas da apóstrofe. O seu arquinimigo (além Manfred von Richthofen) é o invisivel "Gato estúpido da porta ao lado" (também chamado "Terceira guerra mundial"). Snoopy não gostava de gatos em geral, comentando que eles eram "as ervas daninhas no relvado da vida" e ficando ofendido com a expressão "gatos e cães", insistindo que a expressão correta deve ser "cães e gatos".

C harlie Brown é o dono do Snoopy (embora este pareça ser um cão perdido que Charlie Brown e os seus amigos adotaram, ou vice-versa), mas a relação entre eles não era como mestre e servo. O tormento de Charlie Brown, Lucy, uma vez exigiu saber quando é que ele levaria Snoopy a aulas de adestramento. Snoopy pergunta-se até que ponto Charlie Brown faria tudo o que ele quisesse.

Por um tempo, em 1977, Snoopy ficou prometido a uma cadela que nunca apareceu, que ele conheceu enquanto guardava a casa da Peppermint Patty. Mas, ela fugiu com o irmão do Snoopy, o Spike, e mais tarde viu-se a sua chegada ao deserto do Spike.

Snoopy é bilingue, pois compreende um pouco de francês. A sua comida de cão chama-se "para cães que voaram na primeira guerra mundial e compreendem um pouco de francês".

Snoopy tem também a sua própria dança, que se chama a Dança do Snoopy (Snoopy dance) e depois dos sucessos no quadrinhos acabou virando um insuportável astro de TV e foi algumas vezes convertido, em selo postal legítimo pelo correio norte americano além de ter sido inúmeras vezes candidato a presidente dos Estados Unidos.


PRESENTE DE NATAL: Maratona Snoopy

PRESENTE DE NATAL
Maratona Snoopy






24 de dez. de 2009

VATICANO: Bento 16 leva tombo ao sofrer ameaça de ataque

VATICANO
Bento 16 leva tombo ao sofrer ameaça de ataque
No momento em que se dirigia ao altar, da Basílica de São Pedro, em Roma, para celebrar a Missa do Galo, acompanhado de Cardeais, o Papa assustou-se com uma mulher que tentou ultrapassar a barreira de proteção para alcançá-lo

Fontes: New York Daily News, BBC Brasil, G1, Corriere della Sera, The New York Times

O papa Bento 16 caiu, na noite desta quinta-feira, ao ser surpreendido por uma mulher que tentou romper a barreira de segurança que o protegia no momento em que entrava na Basílica de São Pedro para celebrar a Missa do Galo.

Foto: Associated Press

O pontífice não se feriu e levantou-se em seguida, ajudado pelo mestre-de-cerimônias que estava ao seu lado e prosseguiu em direção ao altar.

Houve um princípio de pânico no momento da queda, com a movimentação da segurança. O incidente durou apenas alguns segundos e o papa, que tem 82 anos de idade, prosseguiu sua caminhada no corredor da basílica, celebrou a missa e proferiu sua homilia como se nada houvesse acontecido.

A mulher que furou o bloqueio também atingiu o cardeal francês Roger Etchegaray, (foto) de 87 anos, de saúde frágil que fraturou o fêmur.

Essa mesma mulher já havia tentado atacar o Papa, na saída da Missa do Galo, quando ele deixava a Basílica, no ano passado e agora conseguiu novamente burlar a segurança e entrar na igreja de São Pedro ajuntando-se aos fiéis que iriam assistir ao missa papal.

É uma falha imperdoável a repetição do ataque, porque os convites que permitem entrar na basílica são distribuídos apenas ao Corpo Diplomático e a herméticas e poucas Congregações religiosas italianas. Ainda assim, os nomes dos convidados são submetidos ao crivo rigoroso das autorizações de segurança do vaticano, reforçados depois do atentado de João Paulo II.

Foto: Reuters

O incidente com Bento 16, foi a segunda quebra de segurança grave na Itália neste mês.

O primeiro-ministro Silvio Berlusconi passou vários dias no hospital depois que um homem com problemas mentais golpeou-o no rosto com uma estatueta da catedral de Milão, quebrando seu nariz e dois dentes.

Foto: Reuters

Observadores comentaram que independente do incidente, durante a Missa de Natal, o papa parecia cansado, por vezes, embora tenha cumprido todo o ritual normalmente.

Foto: Getty Images

Pela primeira vez em muitos anos, a Missa de Natal começou às 10 horas, em vez da meia-noite. Segundo um porta-voz do Vaticano, Padre Lombardi, a decisão de adiantar a tradicional cerimônia teve o objetivo de “tornar o Natal menos cansativo para o papa, que nessa época tem muitos compromissos”.


CASO SEAN GOLDMAN: Menino já partiu para os Estados Unidos, com o pai

CASO SEAN GOLDMAN
Menino já partiu para os Estados Unidos, com o pai
O STF mandou entregar o menino ao pai americano, obedecendo a convenção de Haia, que diz que o caso da guarda do menor, deve ser julgado no seu país de origem do garoto, o que foi cumprido hoje de manhã e ele já esta voando para os Estados Unidos.

Foto: André Coelho/Extra

Momento em que David Goldman sobe adiante deixando o menino Sean subir sozinho, por último, as escadas do avião. Fala de cuidado com o menor, ou demonstração que ele subiu por espontânea vontade

Foto: André Coelho/Extra

Sean chega ao Consulado dos EUA, vestindo uma camisa com as cores e o símbolos do Brasil,  abraçado com o padrasto, João Paulo Lins e Silva -

Fontes: CNN, BBC Brasil, The New York Times, BBC Brasil, STF, G1

Já está na posse do ao seu pai biológico, o americano David Goldman, em direção aos Estados Unidos, onde nasceu, o menino Sean Goldman, alvo de uma disputa judicial que durou cinco anos, e acabou ontem, quando o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, determinou que o menino Sean Goldman, fosse imediatamente entregue a pai, em uma decisão que pode significar o retorno definitivo do garoto aos Estados Unidos.

O menino Sean Goldman, deixou o consulado americano, no Centro do Rio, acompanhado do pai biológico por volta de 9h50 desta quinta-feira (24). Dois veículos chegaram ao Aeroporto Tom Jobim, na Ilha do Governador, e David Goldman e Sean desceram dos carros e entraram, no prédio da administração da Infraero.

Foto: Reuters

Os vizinhos e amigos da família de Sean, no Brasil, fizeram vários movimentos apoiando a permanência do garoto

Ao analisar dois mandados de segurança, um impetrado pela Advocacia Geral da União, e outro pelo pai do garoto, Mendes decidiu cassar uma liminar concedida na semana passada à avó materna do menor, que impedia sua entrega ao consulado americano, como havia determinado um tribunal federal do Rio de Janeiro.

Em sua decisão, Gilmar Mendes afirmou que "não há como negar a ilicitude da conduta de manutenção da criança no Estado brasileiro" e disse que o caso poderia trazer sanções ao Brasil, por já haver uma petição a respeito dele na Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Foto: Associated Press

Bastante abalada, Silvana desejou, ironicamente, um "feliz Natal" para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes

Pouco antes que a decisão fosse anunciada, a avó materna do garoto, Silvana Bianchi, (foto) divulgou uma carta aberta ao presidente Lula, onde afirma que as tentativas de fazer com que o garoto deixe sua família brasileira para viver com pai nos EUA são "uma desumanidade".

Afirmando que o menor de 9 anos "deseja ardentemente permanecer no meio daqueles que lhe deram conforto na morte da mãe", em 2008, Silvana Bianchi diz que o neto se tornou alvo de "uma campanha internacional" e acusa autoridades americanas de chamarem-na de "sequestradora". Silvana Bianchi, afirmou em entrevista ao G1 que a ordem judicial atende a interesse político e econômico. "Estou chocada, triste, decepcionada e envergonhada."

Foto: Reuters

Quando for de maior de idade e poder decidir onde quer ficar, Sean há de encontrar-se com essa turma que queria que ele ficasse no Rio de Janeiro

O menino chegou por volta de 8h30 com o padrasto, a avó materna e o advogado da família ao consulado para ser entregue ao pai biológico David Goldman, cumprindo ordem judicial.

Eles foram em três carros e pararam a cerca de 100 m do local, seguindo a pé. O menino entrou no consulado abraçado do padrasto. Houve muita confusão e o trânsito ficou complicado. Eles foram cercados pela imprensa, e a família teve dificuldades para entrar no local. Cerca de 30 seguranças tentaram fazer um cordão de isolamento para a passagem.

Foto: Associated Press

Goldman falando aos jornalista numa das vezes que esteve no Brasil para tratar do caso

O advogado Sérgio Tostes informou que pai e filho viajam ainda nesta quinta em avião fretado para os Estados Unidos. A avó pediu para ir junto no voo, mas foi negado pelo governo americano. O governo brasileiro concordou.

A disputa pela guarda de S.R.G. teve início em 2004, quando a mãe do garoto, Bruna Bianchi Carneiro Ribeiro, que morava com David Goldman nos Estados Unidos, trouxe o menor para o Brasil sob o pretexto de tirar férias.

No Brasil, ela decidiu se separar do americano, casando-se posteriormente com um brasileiro.

Em 2008, Bruna morreu durante o parto de seu segundo filho, fazendo com que o padrasto passasse a lutar judicialmente pela guarda do menor.

O caso foi destaque em diversos programas de TV americanos e virou assunto diplomático, sendo discutido em várias ocasiões por autoridades dos EUA e do Brasil. Em março, a questão foi discutida por Lula e Obama em um encontro em Washington. Dias antes, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, havia apelado para que o governo brasileiro intercedesse pela solicitação do pai biológico.

O governo brasileiro, no entanto, sempre afirmou que a decisão caberia à Justiça.