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19 de jan. de 2011

OPINIÃO - "Na rota do Torto” – Dora Kramer

OPINIÃO
Na rota do Torto
“...o governo fechou acordo para apoiar a candidatura de José Sarney agora e de Renan Calheiros, daqui a dois anos, à presidência do Senado.”

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

DIZEM-ME COM QUEM ANDAS - Dilma e Sarney, aliados para sempre...

Dora Kramer
Fontes: O Estado de São Paulo

Se, como disse a presidente Dilma Rousseff na primeira reunião ministerial, "ética e competência" se equivalem e isso significar um lema de governo, ela não está sendo coerente com a pregação que vem fazendo em todas as suas manifestações desde a eleição.

Primeiro chamou atenção a esfuziante recepção a Erenice Guerra na festa da posse, a mesma a quem tinha se referido durante a campanha como uma "ex-assessora" por cujas malfeitorias não poderia se responsabilizar.

Depois, deixou passar em nebulosas nuvens as acusações - comprovadas e assumidas - dos então indicados ministros do Turismo, Pedro Novais, e da Pesca, Ideli Salvatti. Ambos pegos em flagrante delito de malversação da verba extraordinária da Câmara e do Senado.

Novais gastou o dinheiro numa festa de motel e Ideli recebeu em dobro: auxílio-moradia e diárias de hotel em Brasília. Tomaram posse alegadamente pelo entendimento de que haviam cometidos erros contábeis. Só corrigidos depois de denunciados.

Nesta semana, não impôs reparo à defesa do feudo na Funasa feita pelo vice-presidente Michel Temer, a propósito do sumiço de R$ 500 milhões sob a administração do PMDB.

Pour mémoire: quando assumiu a Presidência, em 2003, o PT revogou decisão do governo anterior que vedava a fundação de saúde ao loteamento político.

Ontem, João Domingos e Cristiane Samarco fizeram saber aos leitores do Estado que o governo fechou acordo para apoiar a candidatura de José Sarney agora e de Renan Calheiros, daqui a dois anos, à presidência do Senado.

Dois notórios protagonistas de escândalos por desvio de conduta. Um foi obrigado a renunciar para não perder o mandato e outro foi salvo pelo gongo sempre alerta de Lula.

É cedo para julgar? Se não imprimir correspondência entre suas intenções e seus gestos, não demora será tarde para a presidente fazer críveis suas palavras.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original

29 de out. de 2010

ELEIÇÃO 2010: Dilma é abortiva

ELEIÇÕES 2010
Dilma é abortiva
Dilma só era coerente quando defendia o aborto abertamente, afinal o seu passado guerrilheiro combinava, muito bem, com disposição de ameaçar fetos indefesos e inocentes. Dilma, porém, também é perigosa para o Brasil, por vários outros motivos: pela incapacidade, falta de experiência, frouxidão moral, falta de compromisso com a democracia e sobretudo por cultivar companhias de má indole. Lembrar que Zé Dirceu, Zé Sarney, Collor, Renan, Michel Temer, Valter Cardeal e Erenice Guerra, são os mais cotados a serem poderosos chefões num seu eventual governo.
Que Deus nos livre!

Fotomontagem Toinho de Passira

Até o Papa, sabe que Dilma é mentirosa e teme pelo futuro dos cristãos brasileiros

Postado por Toinho de Passira

Dilma Rousseff defende o aborto, a retirada dos crucifixos das repartições públicas, as invasões violentas do MST, a utilização de dossiês para injuriar adversários. Apóia e se beneficia da ação de amigos corruptos; protege facínoras; é a favor de assaltos a bancos e sequestros para fins políticos; está cercada e assessorada de perigosos meliantes petistas processados por volumosos crimes de corrupção.

Mente, desmente-se e torna a se desmentir.

É uma boneca de ventrículo de Lula e dos marqueteiros. Vazia e insegura, sem opinião própria e sem escrúpulos cristãos ou políticos.

Apesar de exaustivamente adestrada não consegue convencer nem por um minuto que é experiente, competente ou pelo menos descente.

Dilma Rousseff não tem freios morais. O desmascaramento da falsificação do seu currículo “acadêmico”, onde dizia ter estudado em locais que jamais freqüentou, é uma demonstração de falta de caráter imperdoável.

Não surpreende, pois, o grau de falsidade na sua biografia política que oscila entre o burlesco e a farsa, o indecoroso e o ridículo.

Poder-se-ia perdoar Dilma guerrilheira e terrorista, se ela não mantivesse os mesmos traços insanos que lhe meteram uma aventura sangrenta e marginal, na juventude. Se ela não se vangloriasse desses feitos, como se fossem atos descentes e meritórios. Se não tivesse metida e mancomunada com a escória da política brasileira, aliados e amigos, que sugerem governar o país, como se estivesse planejando um grande assalta ao Banco do Brasil, ou melhor, ao tesouro nacional.


26 de jul. de 2010

ALAGOAS: Procura-se um “Ficha Limpa”

ALAGOAS
Procura-se um “Ficha Limpa”
O estado com maior incidência de candidatos fichas sujas é Alagoas: todos os candidatos ao governo e 87% dos que concorrem ao Legislativo estão enrolados com a Justiça

Ilustração Revista IstoÉ

Toinho de Passira
Fontes: Isto É

Em Alagoas todos os seis candidatos a governador e 87% dos candidatos ao Legislativo estão com pedidos de impugnações protocoladas pelo Ministério Público Eleitoral. Com isso, 383 dos 438 candidatos estão ameaçados de não poder disputar as eleições este ano.

A maioria dos pedidos de impugnação de candidaturas está relacionada à falta de simples certidões de nada consta criminal nas esferas judiciais. O documento é imprescindível para quem quer seguir carreira pública, mas muitos políticos, às voltas com processos judiciais, não conseguem obtê-los.

São os casos do candidato ao governo estadual Fernando Collor de Mello (PTB) e do atual governador, Teotônio Vilela Filho (PSDB), que tenta a reeleição. Mas há situações ainda mais escabrosas. O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), também candidato ao governo, já foi condenado em segunda instância por abuso de poder político e econômico.

Lessa, inclusive, está com os bens bloqueados pela Justiça, e o Ministério Público quer que ele devolva R$ 240 milhões desviados em convênios ilegais.

O TSE afirmou que, com a nova lei, candidatos com condenações anteriores se tornaram inelegíveis pelo prazo de oito anos, diz o procurador regional eleitoral de Alagoas, Rodrigo Tenório.

O coordenador do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral em Alagoas, o advogado Adriano Argolo, disse que, no Estado, há condenados por improbidade administrativa, escravatura e até assassinatos. Na maioria dos casos, os processos nem chegam a ser julgados por um órgão colegiado, exigência para que o candidato seja enquadrado na lei contra os fichas-sujas.

Nós somos referência em matéria de impunidade eleitoral, diz ele. Com tanto ficha-suja, a briga por vagas na disputa por cadeiras no Legislativo promete ser acirrada.

A expectativa é de que os políticos recorram a todas as instâncias do Judiciário, inclusive ao Supremo Tribunal Federal.

E, para sorte dos que pretendem apelar à corte suprema, o plenário do STF está dividido. Vão acabar todos liberados.

Mais o mais incrível nisso tudo é que Renan Calheiros concorre à reeleição de senador sem ser molestado, o maior ficha limpa. Pode?


24 de mar. de 2010

Atenção eleitor: Renan apropriou-se novamente

ELEIÇÕS 2010
Atenção eleitor: Renan apropriou-se novamente
O ministério público acusa que o senador Renan Calheiros de usara a gráfica do senado para fazer livros de promoção pessoal, cheio de fotos e elogio de amigos do partido. Como Renan já se livrou de problemas bem maiores, essa próxima impunidade vai ser apenas uma pizza “brotinho”. Na verdade só quem pode condenar e punir o Senador alagoano é o bravo povo de Alagoas, negando-lhe os votos na próxima eleição

Fotomontagem Toinho de Passira:

O povo de alagoas precisa fazer justiça com o próprio voto, negando o mandato a Renan Calheiros, que já extrapolou todos os limites de impunidade

Toinho de Passira
Fontes: G1, Portal Terra, Congresso em Foco

Criação de gado virtual, imposto de renda maroto, sociedades ilegais, empreiteira doadoras de pensão alimentícia, concubinas descontroladas, cangaceirismo, grilagem, enriquecimento ilícito, o Senador já foi acusado de tudo e nada lhe aconteceu.

Dizem que tem dossiês para incriminar até o porteiro do senado. Nem adianta lhe colocar no conselho de ética que é absolvido com ampla maioria. Quem tem, teve ou terá concubinas ou rabo preso lhe tem respeito, temor e alguns até admiração.

Claro que não vai ser um pequeno desvio de pouco mais de R$ 20 mil, da gráfica do senado que lhe vai causar danos profundos. Mas há de se louvar a procuradora da República Anna Carolina Resende de Azevedo Maia que zelosamente pediu à Justiça que condene o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por improbidade administrativa.

Como não conseguimos a capa original do livro do senador Renan, criamos uma. Sugestão para uma próxima edição
"Por mais que a gente seja descrente, dá certa esperança na gente. Quem sabe se a maldição do panetone, que vitimou Arruda, não possa contaminar o alagoano? De acordo com a ação protocolada na Justiça Federal de Brasília, a irregularidade teria ocorrido por meio da publicação, pela Secretaria de Editorações e Publicações do Senado, de três livros que exaltariam a carreira política de Renan Calheiros.

A lesão aos cofres públicos ocorreu quando da publicação dos livros ”Sem Justiça não há Cidadania” e “Discussões de Cidadania e Retratos Brasileiros", afirma na ação a procuradora da República Anna Carolina.

Na ação, ela citou informações do Senado Federal segundo as quais teriam sido gastos R$ 7.854 com a publicação de 30 mil exemplares do livro Retratos Brasileiros e R$ 5.207,40 com as 9 mil cópias de Sem Justiça não há Cidadania.

"Por valer-se da verba disponibilizada pela Secretaria de Editorações e Publicações do Senado Federal para publicar seus livros, promovendo publicidade pessoal de si próprio e, consequentemente, auferindo vantagem econômica indevida, a ação do requerido Renan Calheiros demonstra a violação dos princípios da impessoalidade e da moralidade", sustenta a procuradora.

Só no livro Discussões de Cidadania, que publica discursos apresentados em 2006 e 2007, existem 123 fotografias de Renan Calheiros, de acordo com Anna Carolina. Não havia informações sobre o custo de publicação dessa obra.

A procuradora pede que o senador seja condenado a devolver para o erário os valores gastos com a publicação dos livros. Ela também pede que o senador seja punido com perda da função pública e suspensão dos direitos políticos de 3 a 5 anos.

Se a Justiça concluir que não houve ato de improbidade administrativa, Anna Carolina pede que alternativamente o senador seja pelo menos condenado a ressarcir à União todos os prejuízos causados.

Não consta dos livros de Renan fotos de Monica Veloso, a namorada financiada e superfaturada pelas empreiteiras. Essa imagem é da revista Playboy que perguntou aos leitores: Você gostaria de estar na pele de Renan?
Editados entre 1999 e 2008, os livros têm mais de 200 fotos e centenas de discursos, artigos e entrevistas sobre…claro, Renan.

Num dos livros, Delfim Netto lança loas sobre a habilidade de Renan quando era ex-ministro da Justiça:

- Parece que tricota com as mãos”. 

Michel Temer, o vice de Dilma, escreveu na orelha de uma dos livros, sobre se comparsa de partido, Renan Calheiros:

- Incansável, uma espécie de usina de idéias em funcionamento.

A gráfica do Senado já foi palco de escândalo quando em 1994 o então senador Humberto Lucena (PMDB-PB) mandou imprimir material para sua campanha ao governo da Paraíba. .

A denúncia também envolveu a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), na época deputada e candidata eleita ao governo do Maranhão, e os postulantes ao Senado Alexandre Costa e Edison Lobão, atual ministro de Minas e Energia.

Os três tiveram cadernos escolares com propaganda eleitoral impressa na gráfica encomendados por Costa, mas não foram punidos pelo Tribunal Superior Eleitoral, nem por ninguém.

Pelo visto, só mesmo o eleitor conseguerá punir, com a falta de votos, políticos como Renan Calheiros.

16 de set. de 2009

Senado pagou assessor de Renan na Austrália

Senado pagou assessor de Renan na Austrália
O senador alagoano diz que não liga para freqüência de funcionário, pois não é porteiro do Senado e fez uma chantagenzinha para não perder a viagem

Foto: Valter Campanato/ABr

Renan, lixando-se para a opinião pública

Fontes: Agência Senado, G1

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), há pouco absolvido no Conselho de Ética por autorizar um assessor a estudar no exterior à custa do Senado, acusou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de ter autorizado, quando presidente da Casa, o então funcionário Rui Palmeira a estudar no exterior sem interromper o pagamento de salários.

Rui é filho de Guilherme Palmeira, ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Atualmente deputado estadual, em entrevista ao blog do jornalista Fábio Pannunzio, Rui contou que, entre dezembro de 2005 e março de 2006, fez um curso de inglês na Austrália - com os salários mantidos -, sob a ciência de Renan Calheiros.

Renan se recusou a entrar em detalhes. Irritado, afirmou apenas que não é responsável pela frequência dos funcionários.

"Não compete a nenhum senador tratar aqui de frequência de funcionários. Pelo amor de Deus! Eu nunca cuidei disso e nunca vou cuidar", afirmou o peemedebista, dizendo que não é porteiro do Senado.

"Não tenho nada a responder sobre essa questão, nada, absolutamente nada.” E acrescentou considerar resolvida a discussão sobre cursos de servidores. Conforme o parlamentar alagoano, isso ficou patente quando recomendou à bancada do PMDB que votasse pelo arquivamento de representação contra Virgílio no Conselho de Ética. A opinião pública talvez ainda não tenha ficado satisfeita.

Para garantir sua absolvição de ter permitido que o servidor de seu gabinete, Carlos Alberto Andrade Nina Neto, ficar 18 meses fazendo um curso de teatro na Espanha sem deixar de receber seus vencimentos pelo Senado, o senador Arthur Virgílio, teve de devolver R$ 210 mil aos cofres da Casa.

O senador Renan Calheiros aparentemente quer resolver a questão com uma frase:

- Não quero aqui delongar uma discussão que ninguém mais agüenta nesta Casa - disse concluindo.

Antes, porém, para mostrar que ainda tem bala na agulha, Renan mencionou uma situação considerada mais grave. Sem citar o nome do senador responsável, relatou o caso de um servidor que ficou preso por dois anos e não deixou de receber salário do Senado.

A curiosidade agora é descobri quem é o senador protetor do funcionário preso.


2 de set. de 2009

O desgaste de imagem foi do PMDB!

CRISE DO SENADO:
O desgaste de imagem foi do PMDB!

Foto: FabioPozzebom/ABr

O PMDB de Renan e de Sarney pagando a conta, enquanto Lula e PT saem pela tangente

Fonte: Ex-Blog de César Maia

1. Quem apostou no desgaste do PT na grave crise do Senado, errou. Pelo menos é o que sondagens e pesquisas espalhadas pelos estados vão mostrando. Lula continua imune e exagera nos riscos que assume, achando que nunca atravessarão o teflon. É provável que a exagerada participação de Lula tenha protegido a imagem do PT além do que se imaginava.

2. A construção de opinião pública é um processo progressivo e se dá por fluxos de informação e opinamento. As situações se sucedem em nível nacional (Barbalho, Renan, Sarney, Eduardo Cunha...) e se multiplicam em nível regional. Nomes, esses e outros, sempre acompanhados da marca PMDB. Analistas explicam a força do PMDB pela sua característica confederada, onde o desgaste num ponto do país não afeta outro.

3. No entanto, agora, a concentração e série de casos nacionais com forte repercussão de conteúdo e principalmente de imagem, parece finalmente ter atingido a marca PMDB. Em pelo menos oito pesquisas espalhadas, quando a pergunta é direcionada ao partido responsável pela crise no senado, o PMDB vence de goleada. Mesmo quando se mistura partidos e nomes destacados na crise do senado, o PMDB continua liderando com alguma folga.

4. Não é uma boa notícia para a dobradinha nacional PT-PMDB e, da mesma forma, para seus desdobramentos regionais. Curiosamente, seus adversários, mantido este cenário, poderão "acusar", em 2010, os candidatos de serem do PMDB. Nunca antes o PMDB esteve tão perto desta implosão de imagem. Mais do que descuido: abuso com a paciência da opinião pública.


11 de ago. de 2009

Sérgio Guerra sofre ataque do dossiê de Renan

Sérgio Guerra sofre ataque do dossiê de Renan
A descoberta de que o senador presidente dos tucanos levou a filha a Nova Iorque recebendo diárias mostra o poder e a tática desmoralizadora dos arquivos implacáveis do grupo de senadores chantagistas

Foto: Antonio Cruz/ABr

Ségio Guerra explicando, justificando, LEGENDA

Fontes: Folha de São Paulo, Blog do Inaldo Sampaio, Estadão, O Globo

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), passou a segunda feira explicando não ter sido ilegal o Senado ter pagado diárias a sua filha, a advogada Helena Olympia de Almeida Brennand Guerra, no valor de R$ 4.580,40, para acompanhá-lo numa viagem a Nova York.

A notícia saiu na Folha de São Paulo e é verdadeira, como também é verdadeiro que um técnico do senado, da Secretaria de Controle Interno, considerou a despesa irregular e pediu a devolução dos recursos ao senador.

O documento teria sido entregue em fevereiro de 2008 e consta no relatório da Tomada de Contas do Senado entregue ao Tribunal de Contas da União, que dará a última palavra sobre a matéria.

O senador exibe agora um documento do atual diretor da mesma Secretaria de Controle Interno do Senado (SCINT), Eduardo Torres, afirmando que o ato não foi ilícito e não foi considerado irregular pelo ex-diretor Shalom Granado, na verdade, um ato da Mesa Diretora, permite ao Senado pagar "despesas de alimentação e pousada de colaboradores eventuais, previstas no artigo 4º. Da Lei Nº8.162, de 8 de janeiro de 1991, quando fora de Brasília."

O senador afirmou ainda que a filha o acompanhou durante "quatro ou cinco dias", período em que esteve internado em um centro médico para realização de exames. Guerra explicou que, na época, procurava um diagnóstico mais preciso sobre um possível câncer no intestino grosso.

- Não foi, portanto, uma viagem de turismo. A minha saúde, o meu estado era absolutamente grave e se confirmou dois meses depois, quando fiz uma cirurgia drástica e retirei todo o intestino grosso em São Paulo.

- Não estou defendendo se o Senado devesse ou não pagar, isso é outro assunto. Estou dizendo que não fiz nada ilegal, concluiu Guerra.

Sérgio Guerra em nada lembrava aquele Senador valente que subiu a tribuna quando Renan comunicou que tinha posto Arthur Virgilio no Conselho de Ética. Na ocasião esbravejou, que seu pai havia lhe ensinado a ser valente, a não ter medo de nada.

A turma do Renan, para lhe conter o ânimo, deu uma pequena amostra do estrago que pode fazer a mais simples das denúncias que dispõe, do grosso calhamaço que compõe o seu dossiê.

Em fim de mandato, Sérgio Guerra, tem mais chances de perder do que ganhar nas próximas eleições. Por isso ele quer fazer uma aliança PSB, do governador Eduardo Campos e seu PSDB.

Agora assombrado pelos dossiês vai ficar cada vez mais manso, nos pedidos de tirar Sarney da presidência do Senado.

No seu Blog Inaldo Sampaio comenta:

”O que se diz nos corredores do Senado é que do “repertório de maldades” de Renan só está livre, hoje, dentre os senadores de oposição, o pernambucano Marco Maciel, contra quem, até o presente, nada foi encontrado que desabone a sua conduta”.


6 de ago. de 2009

“Seu coronel de merda, me respeite!”

“Seu coronel de merda, me respeite!”
Gritou Renan Calheiros dirigindo-se a Tasso Jereissati em plena sessão presidida por José Sarney, no plenário do Senado

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Renan Calheiros aponta o dedo a Tasso Jereissati que reagiu

Fontes: G1, Blog do Noblat

Um bate-boca entre o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) provocou nesta quinta-feira (6) a suspensão da sessão do Senado para que os ânimos se acalmassem.

Calheiros e Tasso discutiram após o peemedebista ler a representação de seu partido contra o senador Arthur Virgílio (AM). O protocolo do PMDB cumpre a ameaça de retaliação feita por Renan. Segundo ele, ao representar contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o PSDB transformou a crise política em partidária.

Após Calheiros concluir a leitura da representação, Tasso pediu que fosse retirada do plenário uma pessoa que estaria se manifestando favoravelmente à representação. O peemedebista criticou o tucano dizendo que ele era “minoria com complexo de maioria”.

Tasso se irritou e o bate-boca começou: “Não aponte esse dedo sujo para cima de mim”, disse Tasso.

“O dedo sujo infelizmente é o de vossa excelência. O dedo dos jatinhos que o Senado pagou”, rebateu Calheiros.

“Pelo menos, era com meu dinheiro. O jato é meu. Não é o que o senhor anda, o de seus empreiteiros”, respondeu Tasso.

Na sequência, Calheiros teria, segundo senadores e um assessor, xinagdo Tasso fora do microfone, o chamando de "coronel de merda". O tucano reclamou das “palavras de baixo calão” e disse que Renan havia quebrado o decoro parlamentar. Tasso pediu que fosse feita uma representação contra o peemedebista.

Após alguns minutos de interrupção, a sessão retornou com o senador se defendendo das acusações citadas na representação. Ao assumir o microfone, Virgílio avisou que iria falar para se defender “e talvez atacar”.

Falando diretamente a Renan, Virgílio disse que o líder do PMDB “não iria intimidar a casa utilizando tropa de choque”. “Se puder, casse o meu mandato, não estou com o menor receio do que vem por aí. Estou pronto, senador Renan Calheiros”, avisou Virgílio. Ele apresentou várias denúncias publicadas pela imprensa no período em que Renan, então presidente do Senado, respondeu a processo de cassação.

O líder tucano falou do episódio em que o peemedebista foi acusado de ter as contas pagas por um empreiteiro. Mencionou supostas irregularidades envolvendo a criação de gado de Renan, entre outras denúncias.

"Sinto que vossa excelência está achando que é imortal. Vossa excelência está sustentando o presidente Sarney no comando do Senado para se manter imortal. Está fazendo e acontecendo aqui dentro do Senado, depois de ser quase cassado lá atrás. Muito cuidado, quanto mais alto a gente vai, maior é o tombo", provocou Virgílio.

O principal fato destacado na representação é o de um servidor do gabinete de Virgílio ter recebido da Casa enquanto estudava teatro na Espanha. O tucano já admitiu o fato e está devolvendo cerca de R$ 210 mil à Casa referentes a pagamentos feitos ao servidor. Segundo Calheiros, até horas extras foram pagas enquanto o servidor do tucano estava fora do país.

Além deste tema, a representação do PMDB trata de um empréstimo que o ex-diretor-geral da Casa teria feito ao líder do PSDB. Virgílio afirmou em plenário não saber que o dinheiro era de Agaciel e que fez o pedido de dinheiro a um funcionário quando estava em Paris e teve problemas em seu cartão bancário.

O PMDB acusa Virgílio também de ter usado dinheiro da Casa para o tratamento de saúde da sua mãe, já falecida. O tucano argumenta que seu pai foi senador e que sua mãe teria direito ao atendimento médico. Outra parte da representação diz respeito à nomeação de um servidor que seria personal trainer de Virgílio. O líder do PSDB nega que o funcionário seja seu personal trainer.

Veja detalhes da discussão pela Globo News




4 de ago. de 2009

Sarney sob nova direção

Sarney sob nova direção

Foto: Valter Campanato/ABr

Sarney presidindo a sessão ontem, sob a proteção do escudeiro Fernando Collor e do bocejante Mão Santa.

Fontes: Blog Cristina Lôbo, O Globo

Primeiro dia de Sessão do senado, primeiro ato: todos os principais personagens da trama “Xô Sarney” estavam presentes, o que já era em si uma novidade, pois o senado não costuma receber esses caciques as segundas feiras, principalmente num retorno de recesso parlamentar.

A presença mais surpreendente foi a de Sarney (PMDB-AP), pois tinha desculpa para não comparecer, sua mulher convalesce de uma cirurgia em São Paulo, nunca preside sessões as segundas-feiras, e não havia nada importante em pauta.

Portanto a presença do enxovalhado chefe do clã Sarney ali, naquele momento era um fato político que simbolizava a vitória da tese de Renan da resistência de Sarney estava em curso.

Lula que na semana passada havia dito que Sarney era um problema do Senado, jogando o maranhense as feras, parece ter voltado a trás: o porta voz do planalto distribuiu uma nota, afirmando que o governo continua dado total apoio a Sarney.

Foi nesse clima que o presidente do senado, o senador José Sarney chegou normalmente para trabalhar, e presidiu a sessão por mais de uma hora e meia sem ser molestado.

O senador Mão Santa (PMDB-PI) que é o seu substituo emergencial, quando algum orador perigoso vai a tribuna, ficou sem ter o que fazer, bocejando ao seu lado.

As tropas estrelares senatorial do PMDB, porém, não saiu do estado de alerta total.

Fernando Collor (PTB-AL) ficou ao seu lado na mesa da presidência, fazendo questão de mostrar o seu apoio, e assumir uma das linhas de lideranças em sua defesa.

A oposição estava também por lá, os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) que prometiam fazer discursos pela saída do senador maranhense, fingiam que não o viam presidindo a sessão.

Circulavam ainda pelo senado Jarbas Vasconcelos, Cristovam Buarque e Álvaro Dias, sem a aparente disposição de criar problemas para o maranhense que ao deixar o Plenário, perguntado se ouvira pedidos da família para renunciar à presidência do Senado, Sarney, que há dias não respondia as perguntas dos jornalistas, disse: “Isso não existe”.

Fim do primeiro ato.

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Renan e Collor atacam Simon abaixo da cintura ...

Renan e Collor atacam Simon abaixo da cintura ...

Foto: Geraldo Magela/Ag Senado

Simon pregava a paz no Senado enquanto mordiscava Sarney quando ... Renan e Collor entraram em cena

Fontes: O Globo, Blog Cristina Lôbo, Ascenso Ferreira

Segundo ato: A sessão recomeçou sem José Sarney, parecendo que nada ia acontecer de novo, até que Pedro Simon (PMDB-RS) foi para a tribuna fazer mais um pronunciamento pedindo a saída do e Sarney, em mais uma daquelas falas performáticas, cheias de gestuais mas sem nenhum efeito prático, como o Gaúcho do poema do pernambucano Ascenso Ferreira que riscava os cavalos, tinindo as esporas, través das cochilhas ... em louca arrancada. “Para que?” “Pra nada!”

Foto: Geraldo Magela/Ag Senado

Mas Renan Calheiros estava atento e disposto a mostrar que ninguém falaria da saída de Sarney impunemente e pediu um aparte:

Respeitosamente foi desconstruindo Simon dizendo em resumo que ele falava mal de Sarney historicamente desde quando perdeu a vaga de vice-presidente de Tancredo Neves, para o senador maranhense.

Simon perdeu o controle da situação, e meio desequilibrado disse que era mentira e partiu para o ataque acusando Renan de ter sido aliado de Collor e o ter abandonado no dia em que ele estava sofrendo o impeachamant.

Renan disse que tudo que fez foi publicamente, e que não se arrependia. Ouve um bate-boca onde Renan acusou Simon quando ministro da agricultura do governo Sarney ter feito uma importação de carne irregular, mas não entrou em detalhes.

Foto: Geraldo Magela/Ag Senado

“Fernando Collor de Mello chegou ao Plenário ofegante depois de uma corrida de seu gabinete até a sessão para defender o colega Renan Calheiros e, ao mesmo tempo, negar que tenha decidido lançar-se à presidência da República em reunião com amigos na China, entre os quais, Renan Calheiros.” como Pedro Simon havia dito há pouco.

Ao que parece Simon sabe alguma coisa comprometedores desse momento da vida de Renan e Collor que enfureceu o ex-presidente que partiu para o ataque enfurecido.

- Engula, digira ou faça o que quiser - disse Collor, que proibiu Simon de pronunciar seu nome em discurso.

O mais aterrador é que ele estava com aquele olhar esquisofrenico dos velhos tempos em que era caçador de marajás.

A tática deu certo, depois disso além de ninguém defender Simon com veemência, também não se falou mal de Sarney, nem pediu a sua saída, durante todo o resto da tarde.

Renata de Lo Prete diz hoje em sua coluna que ”ao cabo da sessão de pugilato verbal de ontem, os líderes mais ponderados da Casa vaticinavam”: que a permanência de Sarney ficar “no cargo não é a capacidade de gritar mais alto, mas o número de senadores a sustentá-lo na cadeira”. E prossesgue:

”Nesse cenário, as atenções se voltam novamente para o PT, que se reúne hoje para discutir a crise. Mais que notas retóricas se espera que a bancada liderada por Aloizio Mercadante responda uma pergunta singela: votará pela abertura de processo contra Sarney no Conselho de Ética?”

Veja no vídeo da Globo News os melhores momentos do bate-boca:



Renan insinua ligação de Simon com negócio suspeito
Ricardo Noblat no seu Blog provoca Renan a explicar melhor

Foto: Geraldo Magela/Ag Senado

O senador Renan Calheiros (AL), líder do PMDB, deve uma explicação ao país depois do bate-boca que travou ontem à tarde no Senado com seu colega Pedro Simon (PMDB-RS).

Confiram no trecho abaixo que corresponde às notas taquigráficas da sessão do Senado:

Senador Pedro Simon (PMDB – RS) – Não entende por que ainda estou lá. É isso aí, e eu entendo.

Senador Renan Calheiros (PMDB – AL) – Não, não é isso!

SIMON– V. Exª é um homem de governo. Eu sou um homem que normalmente estou na oposição. É difícil de se entender.

Renan– V. Exª é que é um homem de governo...

SIMON– Eu?

Renan– ...depende das circunstâncias.

SIMON– Eu?

Renan– Sim. V. Exª depende da circunstância.

SIMON– Qual é a circunstância?

Renan– Todas.

O Sr. Cristovam Buarque (PDT – DF) – Eu fui citado e gostaria de responder.

Renan– V. Exª nega, aqui, desta tribuna, tudo que faz no particular, nos escaninhos, nos debates internos. É coerência que V. Exª precisava ter que nós estamos cobrando.

SIMON– V. Exª fala em coerência!?

Renan– Ô, Senador Simon, eu conheço V. Exª; os dois pesos e as duas medidas que V. Exª usa.

SIMON– V. Exª conhece a mim e o Brasil conhece V. Exª. O Brasil conhece V. Exª.

RenanQuando o senhor era Ministro da Agricultura, nós tivemos uma importação de carne aqui defeituosa. O Presidente Sarney conhece a correção de V. Exª, que é um homem honesto, mas ele não pediu o afastamento de V. Exª. V. Exª conhece a Por do Sol? V. Exª conhece a Por do Sol?

SIMON– É impressionante...

RenanConhece a Por do Sol?

SIMON– É impressionante... É impressionante...

RenanV. Exª conhece a Por do Sol?

SIMON– Realmente quando a imprensa disse que o Senador Salgado ia buscar fatos da vida de todo mundo é verdade...

RenanV. Exª conhece a Por do Sol?

SIMON– S. Exª falou e agora V. Exª está repetindo. Esse fato a que V. Exª está-se referindo aconteceu no Ministério da Agricultura seis meses depois de eu ter saído. Eu era Governador do Rio Grande do Sul. Há um erro nisso tudo. É mentira! Quem informou a V. Exª informou errado. É mentira!

RenanV. Exª conhece a Por do Sol? Conhece a Por do Sol?

SIMONÉ mentira!

RenanConhece a Por do Sol?

SIMONEssa importação de carne, esse erro que houve foi no Governo depois de mim! Eu não era mais Ministro!

Renan– V. Exª está aqui falando do neto do Presidente. O País precisa conhecer V. Exª. O País precisa conhecer V. Exª.

SIMON– Eu acho que o Brasil precisa conhecer a mim.

Renan( Fora do microfone.) – Precisa conhecer V. Exª. O País conhece a mim. O País conhece as minhas vísceras.

SIMON(Fora do microfone.) – A V. Exª o Brasil conhece.

Renan( Fora do microfone.) – Eu abri minha vida pública. V. Exª precisa ser conhecido pelo Brasil.


Noblat comenta:

"Fica clara a insinuação de Renan de que Simon teve algo a ver com uma importação suspeita de carne durante o governo do então presidente José Sarney. "

"Simon se refere à importação como "um erro" cometido quando ele já havia saído do Ministério da Agricultura e era governador do Rio Grande do Sul."

"Como autor da insinuação, Renan deveria se sentir obrigado a esclarecê-la. Do contrário passará por mentiroso, chantagista e manipulador de informações."


4 de jun. de 2009

Renan manda, desmanda e faz chover na CPI

Renan manda, desmanda e faz chover na CPI
Senador Jarbas Vasconcelos:
“- Obama acha que Lula é ‘o cara’ porque ainda não conhece Renan Calheiros.”

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Um alagoano de dentes trincados e olhar parado
é mais perigoso que uma cascavel de vereda.

Fontes: Blog Cristina Lobo, Blog do Noblat

Desde o critério de escolha dos membros da CPI, que o jogo ficou claro: fidelidade a Renan acima de tudo. Ninguém tem dúvidas que na CPI da Petrobras nada vai acontecer que o senador alagoano não quiser.

Mafioso, tenta tirar toda a vantagem e proveito que a situação possa lhe proporcionar.

Um ano e oito meses depois de ter escapado de cassação pelo plenário do Senado, quando foi acusado de ter usado um lobista de empreiteira, sem licitação, para pagar pensão à filha, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) agrega um poder como poucas vezes se viu alguém ter na casa.

Principal articulador da eleição de José Sarney à presidência do Senado e de Fernando Collor (PTB-AL) para a presidência da Comissão de Infraestrutura, ambos eleitos em disputa com o PT, Renan exibiu toda a sua musculatura política nas articulações de aliados fieis para ocupar a maioria dos assentos da CPI da Petrobras.

Lula espremeu entre os Renansistas a defectível Ideli Salvati (PT-PR) o perigoso Romero Jucá (PMDB-RO) e o fiel senador Inácio Arruda (PC do B-CE). A idéia do governo era colocar essas figuras nos cargos de direção da CPI, Renan veta a todos.

Ideli não o defendeu com todo o ardor que ele gostaria quando estava com a cabeça a prêmio, e foi ela que ele derrotou com o nome de Fernando Collor, para a Comissão de Infraestrutura, não gosta que ela tenha poderes dentro do “seu território”.

Romero Jucá é independente demais para aceitar um cabrestro de outro mafioso e Renan quer sem dúvidas, que o planalto saiba que na CPI, só quem canta de galo é ele e mais ninguém, por isso veta Inácio Arruda, no pacote, pondo-se do contra por capricho.

O governo já tinha aceitado o veto ao nome de Aloísio Mercadante e pensava que o senador alagoano estaria satisfeito com a demonstração de poder. Mas ele não é um mafioso discreto, manobra como um destróier, fazendo onda e barulho, sem se incomodar com a visibilidade, desde que fique demonstrada toda sua capacidade de destruição.

Com a sua maioria acachapante, os Renasistas podem aprovar ou desaprovar requerimentos ousados da oposição, pedidos vexatórios de depoimentos, quebra de sigilos e pedidos de envio de documentos, ou pode rejeitar tudo alguns dias e aprovar em outros.

Não deixou a CPI se instalar, até ontem, simplesmente determinando que os seus comandados não comparecessem e foi obedecido inclusive pelo senador Fernando Collor.

A primeira imagem que se forma é que ele está com a mão na torneira, abrindo e fechando o fluxo d’água de acordo com a sua conveniência, mas para o PT e a Petrobras Renan está com o dedo no gatilho.

Não comemore, mesmo que não nutra simpatia pelo Partido dos Trabalhadores ou deseja que a Petrobras seja investigada a fundo, pois os tentáculos de Renan vão além desse episódio.

Os candidatos a presidente nas eleições de 2010 terão que lhe procurar pelo apoio da banda do PMDB sob sua tutela. Será muito difícil alguém ser eleito sem a sua chancela mafiosa.

Não titubeará em pôr num leilão o futuro do país. Quem mais lhe ofertar: cargos, poder, espaço para falcatruas, terá o seu apoio e dos seus asseclas.

Assim de uma forma ou de outra, todos nós, nesse momento, somos efetivos ou potencias reféns do alagoano, e muito pouco podemos fazer, a não ser espernear.


23 de mai. de 2009

Quem está ameaçando a Petrobras é Renan Calheiros

Quem está ameaçando a Petrobras é Renan Calheiros

Fotomontagem Toinho de Passira sobre fotos de Geraldo Magela/Ag Senado

Fonte: Estado de São Paulo

O governo teme de verdade o resultado da CPI da Petrobras.

Rompido o lacre da caixa preta, sabe que o que vai jorrar lá de dentro não será petróleo.

A forte presença política na gestão da estatal reúne personagens sombrios, sem nenhuma responsabilidade com a competência, boa gestão ou sobriedade, mas reconhecidamente aptos em subtrair, usufruir e se apropriar, de tudo que houver ao alcance, em seu benefício, do padrinho e do partido, não necessariamente nessa ordem.

Rapinam individualmente ou em bandos, permanentemente esfomeados devoram com pragas devastadoras deixando atrás de si um rastro de destruição.

Esse pessoal ficou solto dentro da Petrobras durante os últimos seis anos, engordando, procriando e fortalecendo-se.

Estão livres de amarras de licitações, escondem-se em clausulas contratuais não reveladas, contam com o gigantismo da estatal para se ocultar nos seus escaninhos secretos.

Os riscos do governo aumentam com a frouxidão como tudo isso foi sendo feito durante todo esse tempo. As preocupações em esconder os rastros, em camuflar as provas, em apagar as digitais, foram sendo cada vez mais desprezadas com o passar do tempo.

Além do mais, algumas dessas figuras não têm o menor escrúpulo, o menor recato, o menor cuidado com a própria reputação. São livres atiradores, programados para executar uma tarefa suja e volumosa, no mais rápido período de tempo, com a maior eficiência possível.

A ousadia dessa gente não tem limites e não falamos em tese.

O editorial do Estado de São Paulo, de ontem, sob o título A CPI DOS APETITES SEVERINOS, revela, entre outras coisas, que o senador Renan Calheiros, nesse momento, diante dos refletores, com a presença de testemunhas, a imprensa e a oposição, quer remanejar diretores da estatal, para colocar na poderosa diretoria de Exploração e Produção da Petrobrás, a diretoria do pré-sal um seu correligionário e fiel apadrinhado.

Dando nome aos bois, que obrigar Lula a nomear para essa diretoria, ocupada pelo petista Guilherme Estrella, o atual diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

Costa chegou ao posto na cota do PP, que por sua vez opera em dobradinha com o PMDB no Congresso; se for nomeado para a "diretoria do pré-sal", assumirá uma dívida de gratidão que o partido de Renan decerto saberá cobrar.

Mas tamanha é a voracidade peemedebista, continua o editorial, que essa é apenas a metade da missa: para o lugar de Costa, a sigla indicaria outro apadrinhado, com o que ela passaria a desfrutar de 3 das 6 diretorias da empresa. (A agremiação já controla a da Área Internacional e a subsidiária Transpetro.)

O poder de Renan é aterrador para Lula, dos 11 membros titulares da comissão, 8 sairão das bancadas da base governista e, destes, 3 serão correligionários diretos de Calheiros, que ainda pode ter a vantagem de ter a relatoria, ou a presidência da comissão.

A cada sintoma de piora do quadro geral para o governo, melhor para Renan e sua trupe de rapina.

Por exemplo, a oposição acena que colocaria o aparentemente discreto Antonio Carlos Magalhães Junior, que assumiu a cadeira do pai, de quem era suplente, quando ele faleceu em 2007, para a presidência da comissão, caso essa lhe fosse disponibilizada.

O governo teme que o pacato e enrolado senador baiano devido às disputas internas da política local, com governador Jaques Wagner, que tem relações incestuosas com a Petrobras baiana, acabe baixando o espírito de ACM e acabe complicando as coisas.

Renan adora essa hipótese.

Recentemente o Senador Fernando Collor, veja matéria abaixo, acenou que não vai fazer parte da tropa de choque do governo, que acha que a estatal precisa ser investigada.

Mais poder para Renan, que tem um monte de interesses com o outro senador por alagoas e pode vender a influência que tem sobre o ex-presidente.

Renan vai negociar com Lula muito bem estruturado. Basta o governo deixar a Petrobras cada vez mais peemdebista, mas o PMDB perderá o interesse em investigá-la.

A nossa esperança é que Lula pense que Renan está blefando e pague para ver.


Collor diz que não é da tropa de choque. É sim!

Collor diz que não é da tropa de choque. É sim!

Fotomontagem de Toinho de Passira sobre foto de Geraldo Magela/Ag Senado e Reuters

Fonte: Blog do Josias de Souza

Indicado para representar o PTB na CPI da Petrobras, Fernando Collor de Mello (AL) é categórico: vai à comissão para investigar, não para abafar.

“Eu não farei parte de nenhuma tropa de choque na CPI”, disse o senador, em entrevista ao blog do Josias de Souza.

Acha que há, sim, “pontos obscuros da administração da Petrobras.

“Sempre há o que investigar. Basta a pessoa ser um pouco curiosa para detectar dúvidas e perguntas que precisam ser feitas”.

De resto, faz uma reflexão de cunho historiográfico:

“Eu, que fui alvo de uma CPI que me afastou do governo pelo impeachment, partiparei agora dessa CPI...”

“Uma CPI de envergadura, constituída para investigar pontos obscuros da administração da Petrobras, a maior estatal brasileira”.

Realça uma coincidência: “Vou conviver na CPI com pessoas que foram artífices na CPI contra o meu governo, que resultou no meu afastamento”.

Entre risos, constata:

“A história tem seus caprichos”. Afirma que não está nos seus planos aproveitar-se das artimanhas do acaso para vingar-se dos ex-algozes.

“De jeito nenhum. Atuarei com a sobriedade que o tema exige”.

Esse será o tom de todos os aliados de Renan Calheiros, Collor está no seu curral de influencia, até que o governo ceda as suas ambições por cargos na estatal investigada ou em outras tão investigáveis, quanto.

No mais o ex-presidente vai caprichar na maquiagem, no palavreado e aproveitará os refletores e as câmaras para se vender, como um político sério e importante. Pura propaganda enganosa, até porque ele não tem mais nada para vender: já está vendido.