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29 de out. de 2010

ELEIÇÃO 2010: Dilma é abortiva

ELEIÇÕES 2010
Dilma é abortiva
Dilma só era coerente quando defendia o aborto abertamente, afinal o seu passado guerrilheiro combinava, muito bem, com disposição de ameaçar fetos indefesos e inocentes. Dilma, porém, também é perigosa para o Brasil, por vários outros motivos: pela incapacidade, falta de experiência, frouxidão moral, falta de compromisso com a democracia e sobretudo por cultivar companhias de má indole. Lembrar que Zé Dirceu, Zé Sarney, Collor, Renan, Michel Temer, Valter Cardeal e Erenice Guerra, são os mais cotados a serem poderosos chefões num seu eventual governo.
Que Deus nos livre!

Fotomontagem Toinho de Passira

Até o Papa, sabe que Dilma é mentirosa e teme pelo futuro dos cristãos brasileiros

Postado por Toinho de Passira

Dilma Rousseff defende o aborto, a retirada dos crucifixos das repartições públicas, as invasões violentas do MST, a utilização de dossiês para injuriar adversários. Apóia e se beneficia da ação de amigos corruptos; protege facínoras; é a favor de assaltos a bancos e sequestros para fins políticos; está cercada e assessorada de perigosos meliantes petistas processados por volumosos crimes de corrupção.

Mente, desmente-se e torna a se desmentir.

É uma boneca de ventrículo de Lula e dos marqueteiros. Vazia e insegura, sem opinião própria e sem escrúpulos cristãos ou políticos.

Apesar de exaustivamente adestrada não consegue convencer nem por um minuto que é experiente, competente ou pelo menos descente.

Dilma Rousseff não tem freios morais. O desmascaramento da falsificação do seu currículo “acadêmico”, onde dizia ter estudado em locais que jamais freqüentou, é uma demonstração de falta de caráter imperdoável.

Não surpreende, pois, o grau de falsidade na sua biografia política que oscila entre o burlesco e a farsa, o indecoroso e o ridículo.

Poder-se-ia perdoar Dilma guerrilheira e terrorista, se ela não mantivesse os mesmos traços insanos que lhe meteram uma aventura sangrenta e marginal, na juventude. Se ela não se vangloriasse desses feitos, como se fossem atos descentes e meritórios. Se não tivesse metida e mancomunada com a escória da política brasileira, aliados e amigos, que sugerem governar o país, como se estivesse planejando um grande assalta ao Banco do Brasil, ou melhor, ao tesouro nacional.


29 de set. de 2010

ALAGOAS: Os desabrigados que Collor colocou no presídio

ALAGOAS
Os desabrigados que Collor colocou no presídio
Fernando Collor era governador de Alagoas, em 1988, quando o rio Mundaú transbordou, deixando 100 famílias desabrigadas. Collor mandou que alojassem as pessoas em um presídio abandonado enquanto seriam construídas novas moradias. 22 anos depois, os desabrigados continuam no presídio, sem direito a liberdade provisória, enquanto Collor, continua solto, foi eleito senador e é candidato a governador de Alagoas

Foto: Beto Macário/UOL

PRISIONEIROS DE COLLOR - Família Dos Anjos posta para morar num presídio há 22 anos, pelo governador de Alagoas, Fernando Collor, tem como porta de frente da casa uma grade de cela.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Notícias Uol

No fim de junho, no meio das notícias sobre as enchentes que varreram alguns estados do nordeste, inclusive Alagoas, o repórter Carlos Madeiro, da UOL, localizou uma comunidade que sofre efeitos das enchentes a bem mais tempo, que as vítimas desse ano. Parece uma viagem no túnel do tempo. Para 100 famílias de União dos Palmares a “calamidade pública” já dura 22 anos, quando foram desabrigadas pela enchente do mesmo rio Mundaú, em 1988.

Era governador de Alagoas Fernando Collor de Mello, aquele que se elegeu presidente, foi cassado e agora, Senador por Alagoas, é novamente candidato a governador.

Foi ele que diante da catástrofe, determinou que as famílias, vitimadas pelas enchentes, fossem enviadas provisoriamente para ocupar os pavilhões da colônia prisional Santa Fé, um presídio na zona rural, a 8 km do centro de União dos Palmares, que estava em reformas.

Foto: Beto Macário/UOL

Maria do Carmo, 57, abrigou na sua cela, a irmã que perdeu a casa com a enchente deste ano.

Era uma medida provisória, “até que novas casas fossem construídas”, mas a situação acabou tornando-se permanente.

Como era um presídio abandonado e em reforma, na colônia prisional não existe fornecimento de água ou banheiros, o serviço de transporte coletivo é improvisado. Banhos e necessidades fisiológicas são feitas no riacho Canabrava, a cerca de 300 metros do local. A água de beber e lavar roupa vem do chafariz no distrito da Santa Fé, distante 1 km da colônia.

As famílias dividem de forma improvisada os 15 pavilhões. As celas são separadas por tábuas. A energia elétrica é o único serviço essencial prestado à comunidade, mas desde o último dia 18 o fornecimento foi suspenso, assim como ocorreu na maior parte da região, devido à destruição da subestação da cidade de União dos Palmares.

Foto: Beto Macário/UOL

Maria do Carmo mostra carteira que recebeu do último cadastro para conseguir casa nova, em 2008

Os moradores já foram cadastrados inúmeras vezes. Desde 2008 receberam, depois do cadastro, uma carteirinhas de membro da “Associação de Sem-tetos de União dos Palmares”.

A nova enchente renovou a esperança dos moradores da colônia. Maria José da Conceição, 29, veio morar na colônia quando tinha nove anos e confessa que voltou a sonhar em ser contemplada com uma casa.

“Soube que o presidente esteve aqui, e espero que a gente seja incluída nessa lista. Nunca perdi a esperança, mas agora estou mais confiante. Quero criar meus filhos em um local melhor”, disse.

Primeira moradora a chegar ao local, Quitéria Pereira dos Santos, 45, (foto) que teve cinco filhos, nascidos e criados no pavilhão 15 da colônia, perdeu tudo com a cheia de 1988 e desde então não teve oportunidade de morar em outro lugar.

Enquanto essas 100 famílias estão vivendo num presídio, Fernando Collor e tantos outros tantos estão soltos por aí, candidatando-se a governador de Estado, deputado, senador e até presidenta da república.

Foto:Beto Macário/UOL

A preocupação do pessoal é que depois de tanto tempo sem manutenção, com rachaduras no teto e nas paredes, o presídio que estava em obras, mas as reformas pararam após a ocupação, desabe sobre eles.


26 de jul. de 2010

ALAGOAS: Procura-se um “Ficha Limpa”

ALAGOAS
Procura-se um “Ficha Limpa”
O estado com maior incidência de candidatos fichas sujas é Alagoas: todos os candidatos ao governo e 87% dos que concorrem ao Legislativo estão enrolados com a Justiça

Ilustração Revista IstoÉ

Toinho de Passira
Fontes: Isto É

Em Alagoas todos os seis candidatos a governador e 87% dos candidatos ao Legislativo estão com pedidos de impugnações protocoladas pelo Ministério Público Eleitoral. Com isso, 383 dos 438 candidatos estão ameaçados de não poder disputar as eleições este ano.

A maioria dos pedidos de impugnação de candidaturas está relacionada à falta de simples certidões de nada consta criminal nas esferas judiciais. O documento é imprescindível para quem quer seguir carreira pública, mas muitos políticos, às voltas com processos judiciais, não conseguem obtê-los.

São os casos do candidato ao governo estadual Fernando Collor de Mello (PTB) e do atual governador, Teotônio Vilela Filho (PSDB), que tenta a reeleição. Mas há situações ainda mais escabrosas. O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), também candidato ao governo, já foi condenado em segunda instância por abuso de poder político e econômico.

Lessa, inclusive, está com os bens bloqueados pela Justiça, e o Ministério Público quer que ele devolva R$ 240 milhões desviados em convênios ilegais.

O TSE afirmou que, com a nova lei, candidatos com condenações anteriores se tornaram inelegíveis pelo prazo de oito anos, diz o procurador regional eleitoral de Alagoas, Rodrigo Tenório.

O coordenador do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral em Alagoas, o advogado Adriano Argolo, disse que, no Estado, há condenados por improbidade administrativa, escravatura e até assassinatos. Na maioria dos casos, os processos nem chegam a ser julgados por um órgão colegiado, exigência para que o candidato seja enquadrado na lei contra os fichas-sujas.

Nós somos referência em matéria de impunidade eleitoral, diz ele. Com tanto ficha-suja, a briga por vagas na disputa por cadeiras no Legislativo promete ser acirrada.

A expectativa é de que os políticos recorram a todas as instâncias do Judiciário, inclusive ao Supremo Tribunal Federal.

E, para sorte dos que pretendem apelar à corte suprema, o plenário do STF está dividido. Vão acabar todos liberados.

Mais o mais incrível nisso tudo é que Renan Calheiros concorre à reeleição de senador sem ser molestado, o maior ficha limpa. Pode?


18 de mar. de 2010

DILMA: Jefferson está de olho na butique dela

ELEIÇÕES 2010
DILMA: Jefferson está de olho na butique dela
O que faz Collor aconselhar Dilma a seduzir Roberto Jefferson, o homem dos nervos de aço?

Fotos: Arquivos

Quais armas de sedução dispõe Dilma para seduzir Jefferson?

Toinho de Passira
Fonte: Blog do Noblat

O Blog do Noblat transcreve trecho da coluna de llimar Franco no Globo:

O senador Fernando Collor (AL) fez a saudação à ministra Dilma Rousseff no jantar com o PTB, anteontem.

Collor afirmou que a candidatura de Dilma é "uma coisa extraordinária", que o presidente Lula está fazendo "uma renovação nos costumes ao escolher para sucessor uma mulher" e que "o Brasil, um país tradicionalmente machista, está prestes a eleger uma mulher presidente da República".

Collor também pediu que Dilma tente uma aproximação com o presidente do partido, Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão do PT:

"A senhora, que é uma mulher, tem que usar todo seu encantamento para trazer para a campanha o nosso presidente Roberto Jefferson".

Por trás desse discurso há duas mensagens enviadas pelo perigoso Jefferson através do seu senador porta voz e alcoviteiro:

1° - Dependendo do preço, ele pode sim, da mesma forma esdrúxula que continua compondo a base do governo, mesmo depois da denuncia do mensalão, apoiar a candidata de Lula;

2° - Como tecnicamente o PTB apoiaria José Serra no automático, Jefferson quer acrescentar alguma emoção nas negociações de apoio, para aumentar as suas possibilidades na sua fatia no bolo: ministério, poder, etc.

Quer dizer: o balcão de negociação está aberto, quem dá mais?


3 de set. de 2009

Collor agora é imortal

Collor agora é imortal
Eleito como novo integrante da Academia Alagoana de Letras, com o jeitinho Collor de ser:numa eleição sem concorrentes e sem nunca ter escrito um livro

Charge: FRANK - A Notícia (SC)

Fontes: Diario de Pernambuco, Alagoas 24 horas, Estadão

O ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB) é o mais novo membro da Academia Alagoana de Letras. Collor foi eleito ontem, dia 2, por 22 votos, dos 30 imortais presentes à eleição. Os demais votaram nulo.

Fernando Collor era candidato único inscrito para a cadeira de nº 20 da Academia, que pertencia ao médico Ib Gatto Falcão, que faleceu em dezembro do ano passado, aos 93 anos de idade, em decorrência de uma isquemia.

O presidente da AAL, dom Fernando Iório, destacou que a eleição de Fernando Collor foi 'limpa e bonita', mas assinalou que ainda não foi definida a data para a posse do novo imortal, que não compareceu à eleição, conforme a praxe.

O presidente do Instituto Arnon de Mello, Carlos Mendonça, que representou Collor no evento, destacou que para o senador é uma grande vitória poder ocupar uma cadeira na qual esteve sentado o Dr. Ib Gatto Falcão e estar na casa que um dia também foi ocupada por seu pai, o senador Arnon de Mello.

Questionado sobre a produção literária do novo imortal, Carlos Mendonça disse que ao se candidatar, Collor apresentou à AAL - em dezembro do ano passado - coletânea dos discursos e artigos sobre os mais variados temas. Também mostrou esboço do livro que escreve há anos sobre sua versão do impeachment. O livro, intitulado A crônica de um golpe, está em fase final de produção.

Entre os imortais, a eleição de Fernando Collor foi avaliada positivamente. Na explicação de um dos colegas imortais, Diógenes Tenório Junior, a presença do senador e ex-presidente nos quadros da academia pode significar investimentos na estrutura e funcionamento da casa. Tá explicado!


10 de ago. de 2009

Collor 'obra' na tribuna do senado

Collor 'obra' na tribuna do senado
O ex-presidente Fernandinho, do bloco escatológico do senado, disse em discurso no Senado, está obrando na cabeça do jornalista Roberto Pompeu de Toledo da Revista Veja

Fotomontagem Toinho de Passira

Collor costuma conduzir, em recipiente próprio, os arquivos dos seus discurso

Fontes: Estadão, Último Segundo

O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL), disse em discurso em plenário nesta segunda-feira, 10, estar "obrando" na cabeça do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, da revista Veja.

"Eu tenho obrado em sua cabeça (Roberto Pompeu de Toledo) nesses últimos dias, venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça. Para que alguma graxa possa melhorar seus neurônios. Para ele cair em si e trazer a verdade. Ele é mentiroso e salafrário, alguém que não merece título de jornalista", disse o senador Fernando Collor em discurso no plenário nesta segunda-feira.

O anúncio de Collor foi uma tréplica na discussão que se iniciou entre ele e o colunista de Veja, na semana passada. (Veja Texto abaixo)

A tropa de Choque de Sarney está numa faze intestinal. Renan Calheiros chamou o senador tucano Tasso Jereissati de “Coronel de Merda, o próprio Collor mandou o senador Pedro Simon engolir, digerir ou fazer o que quisesse com as suas palavras (as deles, Simon)

Isso de público e no plenário do Senado, não queremos nem imaginar o nível da linguagem quando estão reunidos tomando decisões sobre o acobertamento do líder deles, José Sarney.

É preciso que alguém tome alguma providência, para que a TV Senado só exiba esses discursos de Renan, Collor & Cia, após a meia noite, com uma tarja avisando que se trata de material adulto, vulgar e nojento.


Elle, o de sempre

Elle, o de sempre
Roberto Pompeu de Toledo

Ilustração Pojucan/Estadão

"Quando Collor se cansou de Simon e de Sarney, sobrou
para quem? O colunista que vos fala. O que disse é mentira.
Mais uma vez: MENTIRA. E uma terceira: MEN-TI-RA"

Fonte: Revista VEJA

Pode sentir-se defendido quem tem em sua defesa a dupla formada pelos senadores Renan Calheiros e Fernando Collor de Mello? Há defesas que ferem como ataque. Num primeiro momento funcionam, como funcionou a furibunda blitz desfechada pela dupla contra o senador Pedro Simon, na memorável sessão do Senado da última segunda-feira. A torrente de insultos, insinua-ções e, da parte de Collor, assustadoras caretas lançadas contra Simon intimidou o senador gaúcho a ponto de, como ele afirmaria mais tarde, ter sentido medo físico. Mas o ônus de carregar pela vida afora, e biografia adentro, o fato de ter contado com tais defensores supera o alívio momentâneo. Os senadores do PT sabem disso e conspicuamente procuram se dissociar dos referidos senhores. Já o presidente do Senado, José Sarney, não bastassem os próprios problemas, é refém de um duo cujo abraço aperta, aprisiona e sufoca como tenaz.

O senador Collor superou-se, naquele dia, na utilização dos velhos recursos em favor do novo papel de injustiçado e sofredor. Buscando inspiração no aparelho digestivo, ordenou a Simon que "engolisse" as próprias palavras e "as digerisse como julgasse conveniente". Chamou o honrado senador de "parlapatão". E enquanto isso armava seu impressionante repertório de expressões fisionômicas e exalações corporais, um conjunto que, querendo sublinhar indignação, acaba por revelar um perturbador descontrole. A respiração era pesada como a do touro ao investir contra o pano vermelho. Repetiam-se os estranhos olhos fixos de outras ocasiões. E a alturas tantas, quando se cansou de Simon e de Sarney, sobrou para quem? Quem? Quem? O colunista que vos fala.

Disse ele que "o jornalista chamado Roberto Pompeu de Toledo, que costuma sujar a última página de uma revista local, se não me engano a VEJA", procurou o ministro Ilmar Galvão, encarregado, no Supremo Tribunal Federal, de relatar o processo contra ele, Collor, à época do impeachment, e lhe propôs: "Ministro, declare a culpa do Fernando Collor que nós daremos ao senhor a capa e as entrevistas de páginas amarelas da revista". O ministro, indignado, teria expulsado o interlocutor de seu gabinete.

Deus do céu, quanta pretensão, num pobre jornalista, achar que a efêmera glória do bom tratamento num órgão de imprensa pudesse influenciar o julgamento de um ministro do Supremo! Collor acrescentou que Roberto Pompeu de Toledo não poderia desmentir tal episódio. Pode sim. É mentira. Mais uma vez: MENTIRA. E uma terceira: MEN-TI-RA. A conversa que na época o colunista teve com Ilmar Galvão não teve nunca, jamais e em tempo algum o caráter de (ingênua) negociação do julgamento do ministro contra possível tratamento privilegiado em VEJA.

Mesmo se, enlouquecido, o jornalista quisesse fazê-lo, não teria poderes, como não tem agora, nem nunca teve, de dispor da capa ou das páginas amarelas da revista. Seu único e singelo objetivo era informar-se. Claro está que se não houve o principal – uma tentativa de negociação – também não houve o secundário – a expulsão do gabinete. Em todo caso, registre-se que o cinematográfico desfecho pretendido pelo senador é outra mentira, MENTIRA, MEN-TI-RA. A entrevista transcorreu em clima de cordialidade.

Como encerrar este artigo? Primeira hipótese: dizer que sujar páginas por sujar páginas, perito mesmo na especialidade é o ex-presidente – no caso, sujar as páginas da história do Brasil. Sentencioso demais. Se os leitores permitem a falta de modéstia, o colunista gostaria na verdade é de congratular-se consigo mesmo. Ao contrário de Sarney, ele não tem Collor como defensor. Tem como acusador. É uma honra.


4 de ago. de 2009

Sarney sob nova direção

Sarney sob nova direção

Foto: Valter Campanato/ABr

Sarney presidindo a sessão ontem, sob a proteção do escudeiro Fernando Collor e do bocejante Mão Santa.

Fontes: Blog Cristina Lôbo, O Globo

Primeiro dia de Sessão do senado, primeiro ato: todos os principais personagens da trama “Xô Sarney” estavam presentes, o que já era em si uma novidade, pois o senado não costuma receber esses caciques as segundas feiras, principalmente num retorno de recesso parlamentar.

A presença mais surpreendente foi a de Sarney (PMDB-AP), pois tinha desculpa para não comparecer, sua mulher convalesce de uma cirurgia em São Paulo, nunca preside sessões as segundas-feiras, e não havia nada importante em pauta.

Portanto a presença do enxovalhado chefe do clã Sarney ali, naquele momento era um fato político que simbolizava a vitória da tese de Renan da resistência de Sarney estava em curso.

Lula que na semana passada havia dito que Sarney era um problema do Senado, jogando o maranhense as feras, parece ter voltado a trás: o porta voz do planalto distribuiu uma nota, afirmando que o governo continua dado total apoio a Sarney.

Foi nesse clima que o presidente do senado, o senador José Sarney chegou normalmente para trabalhar, e presidiu a sessão por mais de uma hora e meia sem ser molestado.

O senador Mão Santa (PMDB-PI) que é o seu substituo emergencial, quando algum orador perigoso vai a tribuna, ficou sem ter o que fazer, bocejando ao seu lado.

As tropas estrelares senatorial do PMDB, porém, não saiu do estado de alerta total.

Fernando Collor (PTB-AL) ficou ao seu lado na mesa da presidência, fazendo questão de mostrar o seu apoio, e assumir uma das linhas de lideranças em sua defesa.

A oposição estava também por lá, os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) que prometiam fazer discursos pela saída do senador maranhense, fingiam que não o viam presidindo a sessão.

Circulavam ainda pelo senado Jarbas Vasconcelos, Cristovam Buarque e Álvaro Dias, sem a aparente disposição de criar problemas para o maranhense que ao deixar o Plenário, perguntado se ouvira pedidos da família para renunciar à presidência do Senado, Sarney, que há dias não respondia as perguntas dos jornalistas, disse: “Isso não existe”.

Fim do primeiro ato.

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Renan e Collor atacam Simon abaixo da cintura ...

Renan e Collor atacam Simon abaixo da cintura ...

Foto: Geraldo Magela/Ag Senado

Simon pregava a paz no Senado enquanto mordiscava Sarney quando ... Renan e Collor entraram em cena

Fontes: O Globo, Blog Cristina Lôbo, Ascenso Ferreira

Segundo ato: A sessão recomeçou sem José Sarney, parecendo que nada ia acontecer de novo, até que Pedro Simon (PMDB-RS) foi para a tribuna fazer mais um pronunciamento pedindo a saída do e Sarney, em mais uma daquelas falas performáticas, cheias de gestuais mas sem nenhum efeito prático, como o Gaúcho do poema do pernambucano Ascenso Ferreira que riscava os cavalos, tinindo as esporas, través das cochilhas ... em louca arrancada. “Para que?” “Pra nada!”

Foto: Geraldo Magela/Ag Senado

Mas Renan Calheiros estava atento e disposto a mostrar que ninguém falaria da saída de Sarney impunemente e pediu um aparte:

Respeitosamente foi desconstruindo Simon dizendo em resumo que ele falava mal de Sarney historicamente desde quando perdeu a vaga de vice-presidente de Tancredo Neves, para o senador maranhense.

Simon perdeu o controle da situação, e meio desequilibrado disse que era mentira e partiu para o ataque acusando Renan de ter sido aliado de Collor e o ter abandonado no dia em que ele estava sofrendo o impeachamant.

Renan disse que tudo que fez foi publicamente, e que não se arrependia. Ouve um bate-boca onde Renan acusou Simon quando ministro da agricultura do governo Sarney ter feito uma importação de carne irregular, mas não entrou em detalhes.

Foto: Geraldo Magela/Ag Senado

“Fernando Collor de Mello chegou ao Plenário ofegante depois de uma corrida de seu gabinete até a sessão para defender o colega Renan Calheiros e, ao mesmo tempo, negar que tenha decidido lançar-se à presidência da República em reunião com amigos na China, entre os quais, Renan Calheiros.” como Pedro Simon havia dito há pouco.

Ao que parece Simon sabe alguma coisa comprometedores desse momento da vida de Renan e Collor que enfureceu o ex-presidente que partiu para o ataque enfurecido.

- Engula, digira ou faça o que quiser - disse Collor, que proibiu Simon de pronunciar seu nome em discurso.

O mais aterrador é que ele estava com aquele olhar esquisofrenico dos velhos tempos em que era caçador de marajás.

A tática deu certo, depois disso além de ninguém defender Simon com veemência, também não se falou mal de Sarney, nem pediu a sua saída, durante todo o resto da tarde.

Renata de Lo Prete diz hoje em sua coluna que ”ao cabo da sessão de pugilato verbal de ontem, os líderes mais ponderados da Casa vaticinavam”: que a permanência de Sarney ficar “no cargo não é a capacidade de gritar mais alto, mas o número de senadores a sustentá-lo na cadeira”. E prossesgue:

”Nesse cenário, as atenções se voltam novamente para o PT, que se reúne hoje para discutir a crise. Mais que notas retóricas se espera que a bancada liderada por Aloizio Mercadante responda uma pergunta singela: votará pela abertura de processo contra Sarney no Conselho de Ética?”

Veja no vídeo da Globo News os melhores momentos do bate-boca:



Renan insinua ligação de Simon com negócio suspeito
Ricardo Noblat no seu Blog provoca Renan a explicar melhor

Foto: Geraldo Magela/Ag Senado

O senador Renan Calheiros (AL), líder do PMDB, deve uma explicação ao país depois do bate-boca que travou ontem à tarde no Senado com seu colega Pedro Simon (PMDB-RS).

Confiram no trecho abaixo que corresponde às notas taquigráficas da sessão do Senado:

Senador Pedro Simon (PMDB – RS) – Não entende por que ainda estou lá. É isso aí, e eu entendo.

Senador Renan Calheiros (PMDB – AL) – Não, não é isso!

SIMON– V. Exª é um homem de governo. Eu sou um homem que normalmente estou na oposição. É difícil de se entender.

Renan– V. Exª é que é um homem de governo...

SIMON– Eu?

Renan– ...depende das circunstâncias.

SIMON– Eu?

Renan– Sim. V. Exª depende da circunstância.

SIMON– Qual é a circunstância?

Renan– Todas.

O Sr. Cristovam Buarque (PDT – DF) – Eu fui citado e gostaria de responder.

Renan– V. Exª nega, aqui, desta tribuna, tudo que faz no particular, nos escaninhos, nos debates internos. É coerência que V. Exª precisava ter que nós estamos cobrando.

SIMON– V. Exª fala em coerência!?

Renan– Ô, Senador Simon, eu conheço V. Exª; os dois pesos e as duas medidas que V. Exª usa.

SIMON– V. Exª conhece a mim e o Brasil conhece V. Exª. O Brasil conhece V. Exª.

RenanQuando o senhor era Ministro da Agricultura, nós tivemos uma importação de carne aqui defeituosa. O Presidente Sarney conhece a correção de V. Exª, que é um homem honesto, mas ele não pediu o afastamento de V. Exª. V. Exª conhece a Por do Sol? V. Exª conhece a Por do Sol?

SIMON– É impressionante...

RenanConhece a Por do Sol?

SIMON– É impressionante... É impressionante...

RenanV. Exª conhece a Por do Sol?

SIMON– Realmente quando a imprensa disse que o Senador Salgado ia buscar fatos da vida de todo mundo é verdade...

RenanV. Exª conhece a Por do Sol?

SIMON– S. Exª falou e agora V. Exª está repetindo. Esse fato a que V. Exª está-se referindo aconteceu no Ministério da Agricultura seis meses depois de eu ter saído. Eu era Governador do Rio Grande do Sul. Há um erro nisso tudo. É mentira! Quem informou a V. Exª informou errado. É mentira!

RenanV. Exª conhece a Por do Sol? Conhece a Por do Sol?

SIMONÉ mentira!

RenanConhece a Por do Sol?

SIMONEssa importação de carne, esse erro que houve foi no Governo depois de mim! Eu não era mais Ministro!

Renan– V. Exª está aqui falando do neto do Presidente. O País precisa conhecer V. Exª. O País precisa conhecer V. Exª.

SIMON– Eu acho que o Brasil precisa conhecer a mim.

Renan( Fora do microfone.) – Precisa conhecer V. Exª. O País conhece a mim. O País conhece as minhas vísceras.

SIMON(Fora do microfone.) – A V. Exª o Brasil conhece.

Renan( Fora do microfone.) – Eu abri minha vida pública. V. Exª precisa ser conhecido pelo Brasil.


Noblat comenta:

"Fica clara a insinuação de Renan de que Simon teve algo a ver com uma importação suspeita de carne durante o governo do então presidente José Sarney. "

"Simon se refere à importação como "um erro" cometido quando ele já havia saído do Ministério da Agricultura e era governador do Rio Grande do Sul."

"Como autor da insinuação, Renan deveria se sentir obrigado a esclarecê-la. Do contrário passará por mentiroso, chantagista e manipulador de informações."


15 de jul. de 2009

Collor, o objeto do desejo

Collor, o objeto do desejo
Todo mundo quer o apoio do ex-presidente que aceita assédio de Lula e da oposição, sem se comprometer

Foto: Gazeta de Alagoas

Essa imagem seria possível de se imaginar há 15 anos atrás

Fontes: Estadão, Veja Abril, Folha Online, Tribuna do Sertão, Gazeta de Alagoas

Fernando Collor de Mello (PTB-AL) está em alta. A oposição precisa dele para encurtar a diferença do placar cruel da CPI da Petrobras, onde só tem três membros e Lula o mima para que ele não passe para o lado oposicionista.

O esperto Collor, que pediu para integrar a CPI exatamente para encontrar holofotes, curte o momento, sem se definir integralmente, a tendência é oscile, de acordo com a conveniência pessoal. Já disse que não faz parte da tropa de choque do governo, mas não parece assim tão alinhado a oposição.

Sem nada melhor para fazer o democrata José Agripino Maia (RN) e o tucano Arthur Virgílio (AM) tentaram na instalação da CPI articular a candidatura dele, Collor, para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito. Não conseguiram, mas Collor vai se mostrar agradecido.

Foto: Gazeta de Alagoas

Lula, porém, não fez por menos, levou o senador Collor com ele numa visita a Alagoas. Para atender o convite do presidente Lula, Fernando Collor faltou a primeira reunião da CPI, o que já é um ponto para Lula, no jogo de sedução.

No mais foi chegar em Maceió no aerolula, matando os adversários locais de inveja. Não ficou por aí, ainda na capital Lula agradeceu de público, o trabalho dos alagoanos Collor e Renan Calheiros no Senado, em defesa dos projetos do seu governo.

Em Palmeira dos Índios, região de influencia de Collor, onde o Jornal local: Tribuna do Sertão, circulava com uma edição cuja manchete principal dizia que Lula apoiava Collor para governador de Alagoas, o presidente se esvaiu em elogios ao antigo adversário chegando até a compará-lo ao presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), uma lenda entre as histórias presidenciais, que construiu Brasilia e quem Lula costuma se comparar.

Apesar das cenas de intimidade explícita, o presidente Lula, na prática não deu tanto espaço a Collor como deixou transparecer. O senador não pode falar nas cerimônias de inaugurações em alagoas, não há fotos de Lula ao lado de Collor, nem seu nome consta como integrante da comitiva presidencial, mesmo nos atos em Palmeira dos Índios.

Lula e Collor são dois sem vergonhas

Foto: Arquivo

O dia da posse de Collor, 15 de março de 1990 dois anos depois, em 29 de dezembro de 1992 foi cassado pelo Congresso



Conta a história que Collor chegou à Presidência, na primeira eleição pelo voto direto que o Brasil realizava desde 1960, após ter dito na campanha que seu opositor, o ex-líder sindical Lula, mergulharia o País num "banho de sangue", caso fosse eleito.

Às vésperas da eleição, ele veiculou imagens de Miriam Cordeiro, ex-namorada de Lula, dizendo que o petista havia pedidido para que ela abortasse a filha do casal.

Lula, por sua vez, identificava Collor com as oligarquias políticas mais atrasadas do País. E, dois anos após a eleição, o PT foi um dos líderes da campanha pelo impeachment de Collor, cujo governo naufragou em meio a uma interminável série de escândalos de corrupção.

Infindavelmente menores que os atuais.



23 de mai. de 2009

Collor diz que não é da tropa de choque. É sim!

Collor diz que não é da tropa de choque. É sim!

Fotomontagem de Toinho de Passira sobre foto de Geraldo Magela/Ag Senado e Reuters

Fonte: Blog do Josias de Souza

Indicado para representar o PTB na CPI da Petrobras, Fernando Collor de Mello (AL) é categórico: vai à comissão para investigar, não para abafar.

“Eu não farei parte de nenhuma tropa de choque na CPI”, disse o senador, em entrevista ao blog do Josias de Souza.

Acha que há, sim, “pontos obscuros da administração da Petrobras.

“Sempre há o que investigar. Basta a pessoa ser um pouco curiosa para detectar dúvidas e perguntas que precisam ser feitas”.

De resto, faz uma reflexão de cunho historiográfico:

“Eu, que fui alvo de uma CPI que me afastou do governo pelo impeachment, partiparei agora dessa CPI...”

“Uma CPI de envergadura, constituída para investigar pontos obscuros da administração da Petrobras, a maior estatal brasileira”.

Realça uma coincidência: “Vou conviver na CPI com pessoas que foram artífices na CPI contra o meu governo, que resultou no meu afastamento”.

Entre risos, constata:

“A história tem seus caprichos”. Afirma que não está nos seus planos aproveitar-se das artimanhas do acaso para vingar-se dos ex-algozes.

“De jeito nenhum. Atuarei com a sobriedade que o tema exige”.

Esse será o tom de todos os aliados de Renan Calheiros, Collor está no seu curral de influencia, até que o governo ceda as suas ambições por cargos na estatal investigada ou em outras tão investigáveis, quanto.

No mais o ex-presidente vai caprichar na maquiagem, no palavreado e aproveitará os refletores e as câmaras para se vender, como um político sério e importante. Pura propaganda enganosa, até porque ele não tem mais nada para vender: já está vendido.