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6 de out. de 2014

Paulo Câmara: a maior votação percentual do Brasil

BRASIL – Pernambuco – Eleição 2014
Paulo Câmara: a maior votação percentual do Brasil
Eduardo Campos morto decidiu a eleição em Pernambuco. O socialista Paulo Câmara ganhou de capote, teve o dobro dos votos que o fanfarão, Armando Monteiro Neto (PTB)


Detalhe da primeira página Diário de Pernambuco

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  Diário de Pernambuco

O socialista Paulo Câmara foi eleito para governar Pernambuco como a maior votação percentual do país. O socialista obteve 68,08% dos votos válidos, o que representa 2,2 vezes do segundo colocado, o cuja votação alcançou 31,07%.

A Frente Popular conquistou além do governo do estado a vaga de senador, com Fernando Bezerra Coelho (PSB). Ex-ministro da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff, Bezerra Coelho superou a votação do petista e ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), em 1,2 milhão de votos.

“Pernambuco vai ter um governador servidor público por vocação e um servidor que vai trabalhar para o povo que mais precisa”, disse Paulo Câmara à noite, em entrevista à imprensa. Câmara, ex-secretário da Fazenda, é funcionário licenciado do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE).

Para o governador eleito, o resultado das eleições foi um reconhecimento ao trabalho e ao legado do ex-governador Eduardo Campos, que faleceu em acidente aéreo em Santos (SP). No acidente, além de Campos, morreram os dois pilotos e quatro assessores da campanha do ex-governador.

O pronunciamento de Câmara foi feito em entrevista coletiva à imprensa, no Recife Monte Hotel, em Boa Viagem, onde estava ao lado de Fernando Bezerra Coelho, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, e a viúva do ex-governador Eduardo, Renata Campos.

Antes de ir à Boa Viagem, o governador eleito desfilou em carro aberto, ao lado de Geraldo Julio, na Praça de Casa Forte. Ali, Paulo, ao lado de três dos cincos filhos do ex-governador Eduardo, foi recebido pela militância da Frente Popular.

No meio do desfile, o futuro governador desceu do carro para abraçar padre Edwaldo Gomes, pároco da Igreja Casa Forte, onde a família Campos costuma ir às missas.

Geraldo Júlio e a esposa, Cristina Melo, Raul Henry, eleito vice-governador, Felipe Carreras, que conquistou uma vaga de deputado federal, e Sileno Guedes, presidente estadual do PSB, subiram no palco do Marco Zero, além dos filhos de Eduardo e Renata Campos, que chegou depois, sob ovação.

"Nem o mais otimista iria imaginar uma vitória tão expressiva. Pernambuco te ouviu e te homenageou", declarou Fernando Bezerra Coelho, referindo-se a Eduardo Campos. Ele conquistou 64,34% dos votos válidos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fernando Bezerra agradeceu também aos filhos do ex-governador, João e Pedro, que, segundo ele, "tomaram a campanha nas mãos. É como se Eduardo estivesse com eles".

O governador eleito, Paulo Câmara, foi o último a falar, sob muita chuva. "Pernambuco mostrou para todo o Brasil como se faz uma eleição. Quero agradecer a cada pernambucano e vou honrar a confiança. Hoje demos exemplo para o Brasil. Unimos Pernambuco para fazer por quem mais precisa. Eduardo vai fazer falta, mas estará em nossos corações para sempre. Vamos contar com cada um de vocês para governar o estado. Pernambuco mostrou que a força do povo faz a diferença.

Vamos pegar no serviço, como dizia Eduardo", finalizou.

29 de nov. de 2012

Supremo reduz pena de Roberto Jefferson, considerando a delação premiada

BRASIL – Julgamento do Mensalão
Supremo reduz pena de Roberto Jefferson,
considerando a delação premiada
“A principal contribuição (de Roberto Jefferson) foi trazer a público o nome do maior operador do grupo criminoso, Marcos Valério, figura até então inteiramente desconhecida", afirmou o Ministro Joaquim Barbosa, justificando a redução da pena do ex-presidente do PTB .

Foto: Arquivo

Em uma das ocasiões Roberto Jefferson apareceu para depor no Congresso com um machucado no olho. Declarou que havia sido um acidente doméstico. Circulou a versão que ele havia sido atacado por uma dupla de motoqueiros quando saia de casa. E apesar da agressão intimidadora, resolveu comparecer e continuar falando as

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Blog do Jefferson

Na reta final do julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu na sessão plenária desta quarta-feira que o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) deve ser beneficiado com redução de pena por ter exposto pela primeira vez as articulações criminosas do publicitário Marcos Valério com integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT).

A proposta de benefício ao delator do esquema do valerioduto partiu do relator Joaquim Barbosa e só foi rejeitada por um ministro, o revisor Ricardo Lewandowski. A pena final de Jefferson foi de sete anos e 14 dias em regime semiaberto.

“A principal contribuição foi trazer a público o nome do maior operador do grupo criminoso, Marcos Valério, figura até então inteiramente desconhecida", afirmou Barbosa. A redução da pena foi crucial para livrar Roberto Jefferson da cadeia.

Pela pena original de Joaquim Barbosa, por exemplo, a sanção ao petebista seria de dez anos, seis meses e dez dias pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Punições acima de oito anos impõe ao condenado regime fechado.

Ao defender atenuar a pena de Jefferson, Barbosa se valeu da lei 9807/99, que prevê o benefício ao “indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais coautores ou partícipes do crime”. “Ao anunciar o nome do distribuidor do dinheiro, Jefferson também trouxe à luz a participação de um personagem importantíssimo em toda a trama criminosa, o tesoureiro do PT Delúbio Soares. Também anunciou os nomes dos parlamentares que firmaram acordo com os corréus José Dirceu e José Genoino em troca de apoio de seus partidos.

Prestou sempre colaboração fundamental, em especial ao informar os nomes de outros autores da prática criminosa”, afirmou a magistrado em seu voto.

Em 2005, Roberto Jefferson denunciou o escândalo do mensalão, classificado por ele como o pagamento de mesada a deputados da base aliada a mando do ministro da Casa Civil na época, José Dirceu, e operacionalizado pelo até então desconhecido publicitário Marcos Valério.

Ao denunciar o esquema, o então deputado apontou o nome de parlamentares que receberam propina e detalhou o loteamento político de cargos na administração pública. Ele admitiu que, ao lado do tesoureiro informal do PTB, Emerson Palmieri, recebeu 4 milhões de reais pessoalmente das mãos do publicitário Marcos Valério.

O dinheiro foi pago em duas parcelas, uma de 1,8 milhão de reais e outra de 2,2 milhões de reais, na versão dele como parte de um acordo de 20 milhões de reais que o PT havia prometido ao PTB em troca de apoio político nas eleições municipais de 2004. Uma negociação com empresários portugueses conduzida por Palmieri e Valério garantiria o restante dos recursos.

Embora tenha admitido o recebimento do dinheiro, o petebista negou ao longo do processo que soubesse da origem ilícita dos valores – argumento utilizado para tentar se livrar da condenação por lavagem de dinheiro. Também nunca admitiu que o PTB vendeu apoio político no Congresso Nacional – em uma tentativa de ser inocentado por corrupção passiva.

A revelação de Jefferson sobre o mensalão, apesar de ter levado à condenação de parlamentares de outros quatro partidos e do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, não o livrou de também ser levado ao banco dos réus.

Em 2005, VEJA revelou que o ex-diretor dos Correios, Maurício Marinho, dava as diretrizes de um esquema de corrupção na estatal. Dizia estar ali em nome de um partido, o PTB, e sob ordens de Roberto Jefferson. Contou a empresários onde era mais fácil roubar, quais os percentuais de propina para cada negócio e como o dinheiro poderia ser pago. O vídeo com as imagens de Marinho embolsando 3 000 reais foi o estopim para as denúncias de Jefferson sobre o mensalão.

Na hora em que viu que estava sozinho no meio de um escândalo que o destruiria, o deputado Roberto Jefferson, deu o famoso abraço de afogado e trouxe Dirceu e sua turma, para o fundo lamacento onde se encontrava.

Não se poderia chamar o gesto dele como digno e meritório, mas não se pode negar que ele prestou um serviço imensurável a democracia brasileira.

Roberto Jefferson não perdoa o supremo de tê-lo indiciado no processo. Ele queria ser reconhecido com um herói que corajosamente enfrentou uma sofisticada e poderosa quadrilha política.

Se imaginava na condição de testemunha do processo embora tivesse de alguma forma participado do esquema de corrupção.

Logo após ter sido decidida a sua pena, ele enigmático e lacânioco escreveu no seu Blog:

A grande maioria dos Ministros do Supremo consideraram positiva a colaboração do réu Roberto Jefferson:

Foto: Roberto Jayme/UOL

"Ao revelar o esquema tornou-se possível desvendar o plano criminoso instalado por detentores de importantes cargos públicos", disse o ministro-relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, atual presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), durante sessão em que se definiu a pena de Roberto Jefferson Foto: Nelson Jr/STF
Roberto Jefferson acabou prestando um grande serviço a essa pátria, no que escancarou as mazelas existentes", disse o ministro Marco Aurélio, que foi favorável ao benefício da confissão para o réu Roberto Jefferson no julgamento do mensalão


30 de jun. de 2010

Vice de Serra será jovem deputado carioca do DEM

ELEIÇÕES 2010
Vice de Serra será jovem deputado carioca do DEM
Finalmente os Tucanos e os Democratas chegara a um consenso e escolheram como o vice na chapa de José Serra, o deputado carioca Índio da Costa (DEM-RJ), tendo para tanto sido descartado o senador Alvaro Dias (PR), que anteriormente havia sido anunciado e que resignadamente e até com bom humor, aceitou a substituição colaborando com a pacificação dos Tucanos e Democratas

Foto: Renato Araujo/ABr

O presidente do PSDB e coordenador da campanha Sérgio Guerra, o candidato a vice Indio da Costa e o presidente dos DEM deputado Rodrigo Maia (RJ), na convenção dos Democratas em Brasília

Toinho de Passira
Fontes: Reuters , Portal Terra, Agência Brasil

Intensas reuniões entre as cúpulas do DEM e do PSDB, com a participação de Serra, levaram à escolha de Indio da Costa no mesmo dia da convenção do DEM, realizada em um hotel de Brasília. O evento teve que ser adiado por algumas horas, antes de oficializar o apoio do partido a Serra e ao deputado vice.

"A gente traz um nome novo para o processo, um nome que não estava sendo cogitado, uma pessoa jovem, integrante de uma nova geração de políticos brasileiros", disse a jornalistas o deputado ACM Neto (DEM-BA) sobre Indio.

O Democratas não aceitou o nome de Alvaro Dias alegando que não foi consultado. O episódio provocou uma crise que aparentou abalar a união das duas legendas.

Serra foi a Brasília e no começo da noite disse não ter ficado sequela no processo e nem admitiu crise na campanha. "Não vamos alavancar novamente. A campanha está alavancada", afirmou.

Sobre o companheiro de chapa, disse que "ele é alguém que pode trazer uma nova geração... Hoje estamos apresentando aqui uma novidade."

De seu lado, Aécio Neves, ex-governador mineiro, que participou de reunião para a escolha do substituto de Alvaro Dias, admitiu equívocos por parte do PSDB.

"Houve equívocos. Se eles são insanáveis? Longe disso", afirmou em Belo Horizonte. A negativa de Aécio em assumir o posto de vice de Serra teria deflagrado a dificuldade de escolha da vice-candidatura tucana.

Foto: Renato Araujo/ABr

Antônio Pedro de Siqueira Indio da Costa entrou para a política por meio do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia, um dos caciques do DEM e pai do presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), mas já haviam se distanciado.

Relator do projeto Ficha Limpa, que torna inelegíveis políticos com condenação em órgão colegiado da Justiça, Indio da Costa tem 39 anos, é advogado e foi vereador no Rio pelo antigo PFL, hoje DEM, por três mandatos.

Ele admite só ter conversado com Serra uma única vez durante a estreia do Brasil na Copa contra a Coreia do Norte, neste mês, quando os dois falaram das necessidades do Estado do Rio.

"Vou procurar atingir o eleitorado jovem, agregar na comunicação virtual, o que o Serra já vem fazendo muito bem", respondeu ele à Reuters quando questionado sobre sua missão nesta campanha. "Posso agregar todo um pessoal que está muito chateado com a política", afirmou.

ACM Neto disse ainda que o nome surgiu nas últimas horas. "Não tem abalo nenhum, não tem crise nenhuma e acho que agora a gente está com o clima que precisava para construir a vitória de Serra", completou o deputado baiano.

Também aliado de Serra, Roberto Freire, presidente do PPS, aprovou a escolha. "É uma excelente escolha. É um jovem, mas, apesar de ser jovem, tem uma boa experiência no Executivo e no Legislativo. É um homem sério, foi relator do projeto Ficha Limpa e, mais importante, tem ficha limpa", disse ele à Reuters.

Freire não admitiu que houve uma crise na chapa. "Tinha havido uma falta de comunicação, mas não uma falta de unidade."

Já o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, o pivô da crise sobre o candidato a vice na chapa serrista, ao vazar, via Twitter, o nome do senador Alvaro Dias para o posto, jogou mais um pouco de veneno no microblog Twitter: "Foi oportunismo do DEM forçar a vice. Quis lavar a cara no prestígio de Serra".

Foto: Renato Araujo/ABr

Alvaro Dias, que sempre disse que o lançamento do seu nome, nunca seria obstáculo para o partido buscar um acordo como os Democratas, esteve na convenção e buscou o bom humor. "O DEM é muito mais importante do que eu. O PSDB decidiu assim, e eu assino embaixo", disse encerrando a questão.

18 de mar. de 2010

DILMA: Jefferson está de olho na butique dela

ELEIÇÕES 2010
DILMA: Jefferson está de olho na butique dela
O que faz Collor aconselhar Dilma a seduzir Roberto Jefferson, o homem dos nervos de aço?

Fotos: Arquivos

Quais armas de sedução dispõe Dilma para seduzir Jefferson?

Toinho de Passira
Fonte: Blog do Noblat

O Blog do Noblat transcreve trecho da coluna de llimar Franco no Globo:

O senador Fernando Collor (AL) fez a saudação à ministra Dilma Rousseff no jantar com o PTB, anteontem.

Collor afirmou que a candidatura de Dilma é "uma coisa extraordinária", que o presidente Lula está fazendo "uma renovação nos costumes ao escolher para sucessor uma mulher" e que "o Brasil, um país tradicionalmente machista, está prestes a eleger uma mulher presidente da República".

Collor também pediu que Dilma tente uma aproximação com o presidente do partido, Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão do PT:

"A senhora, que é uma mulher, tem que usar todo seu encantamento para trazer para a campanha o nosso presidente Roberto Jefferson".

Por trás desse discurso há duas mensagens enviadas pelo perigoso Jefferson através do seu senador porta voz e alcoviteiro:

1° - Dependendo do preço, ele pode sim, da mesma forma esdrúxula que continua compondo a base do governo, mesmo depois da denuncia do mensalão, apoiar a candidata de Lula;

2° - Como tecnicamente o PTB apoiaria José Serra no automático, Jefferson quer acrescentar alguma emoção nas negociações de apoio, para aumentar as suas possibilidades na sua fatia no bolo: ministério, poder, etc.

Quer dizer: o balcão de negociação está aberto, quem dá mais?


17 de jul. de 2009

José Múcio tanto bajulou que vai para o TCU

José Múcio tanto bajulou que vai para o TCU

Fotomontagem Toinho de Passira sobre foto de Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Pintou um clima: José Múcio e Lula “cheek to cheek”, o amor é lindo!

Fonte: Blog de Cristiana Lobo

O pernambucano José Múcio Monteiro foi agraciado com uma teta vitalícia, por fidelidade canina ao presidente Lula, Ministro do Tribunal de Contas da União é o cargo onde são pendurados velhos políticos subservientes, com dificuldades de se reeleger.

A articulada comentarista da Globo News Cristiana Lôbo, antecipou desde o dia 12 que já está tudo certo para o pernambucano José Múcio, o camaleão, que sempre apoiou com paixão, quem estava no poder, vai deixar a coordenação política do governo Lula e se tornar integrante vitalício do Tribunal de Contas da União.

O governador Eduardo Campos, uma das armas de Múcio para conseguir vencer a enorme fila de pretendentes, está de olho no acervo político do Ministro que promete entregar de "mão beijada" os prefeitos, vereadores e cabos eleitorais, ligados ao seu partido, o PTB, ao PSB do chefe do governo pernambucano.

Eduardo acredita que juntando a esses eleitores de Múcio, mais algum apoio, conseguirá eleger, deputado federal, alguém do seu bolso de colete, aumentando espaço da legenda, PSB, no Congresso Nacional.

Foto: Arquivo Rede Globo

O último debate da campanha para o governo de Pernambuco em 1986. Miguel Arraes, Francisco José e José Múcio, no tempo em que a TV ainda era preto no branco

Múcio consegue alianças estranhas. Hoje o governador, neto de Arraes e o próprio Arraes, o tiveram como aliado.

Mas não foi sempre assim, quando voltou do exílio, a primeira eleição de governador que disputou no estado, o velho Miguel Arraes, teve como principal adversário político o usineiro, José Múcio, então tido como candidato da direita e das oligarquias.


Foto: Fernando Silva/Blog Diário de Pernambuco
Múcio foi esmagadoramente derrotado pelo velho, 500 perdeu por uma diferença de 500 mil votos num universo à época de 3 milhões de eleitores. Não ficou magoado ou ressentido, pelo contrário, diz sempre que essa campanha lhe deu popularidade suficiente para se eleger deputado federal por mais de seis mandatos consecutivos, com o passar do tempo foi se achegando aos aliados de Arraes, até que chegou ao velho, de quem acabou conquistando a difícil confiança.

Sem esquecer que ele é que já foi do PFL e do PSDB e agora é do PTB, o partido presidido por Roberto Jefferson, o homem que quase detonou o governo Lula com a crise do “mensalão”. Mesmo assim, Lula considerou José Múcio de confiança e o colocou no sensível cargo de Coordenador político, cuja função básica é comprar parlamentares que estiverem à venda.

Como prova que José Múcio faz qualquer coisa para bajular os poderosos, basta dizer que foi ele quem de bom grado, aceitou a espinhosa tarefa de tirar Dilma Rousseff, para dançar um forró, no último São João de Caruaru.

Foi assim que ele acabou Ministro do TCU.

23 de mai. de 2009

Collor diz que não é da tropa de choque. É sim!

Collor diz que não é da tropa de choque. É sim!

Fotomontagem de Toinho de Passira sobre foto de Geraldo Magela/Ag Senado e Reuters

Fonte: Blog do Josias de Souza

Indicado para representar o PTB na CPI da Petrobras, Fernando Collor de Mello (AL) é categórico: vai à comissão para investigar, não para abafar.

“Eu não farei parte de nenhuma tropa de choque na CPI”, disse o senador, em entrevista ao blog do Josias de Souza.

Acha que há, sim, “pontos obscuros da administração da Petrobras.

“Sempre há o que investigar. Basta a pessoa ser um pouco curiosa para detectar dúvidas e perguntas que precisam ser feitas”.

De resto, faz uma reflexão de cunho historiográfico:

“Eu, que fui alvo de uma CPI que me afastou do governo pelo impeachment, partiparei agora dessa CPI...”

“Uma CPI de envergadura, constituída para investigar pontos obscuros da administração da Petrobras, a maior estatal brasileira”.

Realça uma coincidência: “Vou conviver na CPI com pessoas que foram artífices na CPI contra o meu governo, que resultou no meu afastamento”.

Entre risos, constata:

“A história tem seus caprichos”. Afirma que não está nos seus planos aproveitar-se das artimanhas do acaso para vingar-se dos ex-algozes.

“De jeito nenhum. Atuarei com a sobriedade que o tema exige”.

Esse será o tom de todos os aliados de Renan Calheiros, Collor está no seu curral de influencia, até que o governo ceda as suas ambições por cargos na estatal investigada ou em outras tão investigáveis, quanto.

No mais o ex-presidente vai caprichar na maquiagem, no palavreado e aproveitará os refletores e as câmaras para se vender, como um político sério e importante. Pura propaganda enganosa, até porque ele não tem mais nada para vender: já está vendido.