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24 de dez. de 2013

CARECA CARA DE PAU: Renan Calheiros na televisão prega austeridade e transparência, para os outros

BRASIL - Bizarro
CARECA CARA DE PAU: Renan Calheiros na televisão prega austeridade e transparência, para os outros
O Presidente do Senado acionou a cadeia de rádio e televisão, neste sábado, para falar ao país, nas vésperas do Natal, sobre os seus feitos moralizadores a frente da presidência do Senado, enquanto o noticiário, em paralelo, comenta que ele usou, mais uma vez, para fins particulares um avião da FAB

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O PÚBLICO E A PRIVADA: Renan veio sigilosamente ao Recife fazer transplante de cabelo, considerou essa viagem como um ato oficial, por isso usou um avião da FAB.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Revista Época, G1, O Globo, Folha de S. Paulo

O presidente do senado Renan Calheiros (PMDB-AL), apesar de envolvido em mais uma polêmica após ter usado um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para fins particulares, defendeu austeridade com gastos públicos nesta segunda-feira (23), durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.

O peemedebista ainda inflou a "agenda positiva" do Congresso em resposta aos protestos de junho destacando a aprovação de matérias aprovadas pelo Senado, mas que ainda não se tornaram leis porque esperam votação na Câmara. Estão nessa situação, por exemplo, a proposta que transforma corrupção em crime hediondo, a ficha limpa para o servidor público e o fim da aposentadoria como "prêmio" para juízes e promotores punidos.

Renan afirmou que "2013 entrará para história como ano da mudança nas instituições" e "amadurecimento da democracia". Ele disse ainda que as manifestações que sacudiram as ruas pediram mais "eficiência, decência, transparência", além de serviços públicos de qualidade.

Falando em nome do Congresso, o senador afirmou que estava prestando contas e sustentou que os congressistas deram respostas rápidas para "transformar o Brasil no Brasil que os brasileiros querem". Ele apontou ainda que "a transparência e controle social corrige erros, elimina vícios e aperfeiçoa distorções".

O presidente também questões que estão em práticas como o fim do pagamento do 13º e 14º salários para os congressistas, a transformação em lei da aposentadoria especial para pessoas com deficiência, e destacou a otimização de sua gestão no comando do Senado.

De acordo com Renan, mais de 600 cargos de indicações políticas foram bloqueadas, novas nomeações foram proibidas e teria ocorrido uma economia de mais de R$ 260 milhões.

O pronunciamento de Renan foi gravado antes dele embarcar na quarta-feira passada de Brasília para Recife (PE), onde passou por uma cirurgia para implante capilar e ainda uma correção das pálpebras. O deslocamento foi feito com um avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Ao solicitar a viagem, ele informou que a motivação era serviço. O decreto presidencial que regulamenta o voo de autoridades não prevê o uso para fins particulares.

Após uma consulta a FAB, Renan informou na noite de hoje que vai ressarcir os cofres públicos pelo gasto com a viagem. As autoridades podem usar voo da FAB por questões de segurança e emergência médica, serviço, e em deslocamentos para o local de residência permanente. O valor do ressarcimento ainda será calculado pela FAB.

Renan mora em Maceió (AL), mas como a coluna Painel da Folha revelou na edição de sábado, viajou na noite de quarta-feira para Recife, onde submeteu-se a uma cirurgia para implantar 10 mil fios de cabelo. A agenda oficial publicada no site do Senado não registrava compromissos do peemedebista na capital pernambucana.

Essa foi a segunda vez em que o presidente do Senado foi flagrado usando uma aeronave da FAB para fins particulares, só neste ano. Em julho, Renan foi a Trancoso (BA) para o casamento da filha do senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Diante da polêmica e das críticas, o senador resolveu pagar R$ 32 mil aos cofres públicos, como ressarcimento da despesa.

Vale lembrar que a decisão de reembolsar a união, depois dessas viagens particulares, estão associadas a denuncias feitas por órgãos de imprensa. O que nos faz concluir que se for descoberto Renan não paga, pois o presidente do Senado, não consegue identificar as viagens particulares com as de serviço.

Curiosamente o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), ocupou a tribuna do Senado, para defender o colega: — "Renan foi para casa e desceu antes para fazer essa intervenção. Estão forçando a mão para transformar isso em notícia". Na sofreguidão de defender o senador inverteu o mapa do Brasil, Maceió fica antes do Recife, e não depois como insinuou.

Um detalhe importante é que Renan foi implantado pelo cirurgião plástico pernambucano Fernando Bastos, o mesmo que acrescentou, em 2008, a careca de José Dirceu, 6.710 fios de cabelo retirados da nuca. Mais necessitado Renan ganhou 10 mil fios, 3.290 a mais que Dirceu.

4 de jul. de 2013

Enquanto o povo protesta, Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves, usam aviões da FAB para passear

BRASIL - Corrupção
Enquanto o povo protesta, Presidentes do Senado
e da Câmara usam aviões da FAB para passear
Renan é presidente do senado, Henrique Alves, presidente da Câmara, ambos foram flagrados jatinhos da FAB, para uso particular. Enquanto isso, nas ruas, o povo enfrentava a tropa de choque e gás lacrimogênio protestando contra a corrupção e qualidade da saúde, educação, saúde, etc e tal.

Foto: Reprodução

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara (de camisa azul e óculos), ao lado de sua noiva Laurita Arruda, na final da Copa das Confederações. Levou num avião da FAB, rota Natal-Rio-Natal, parentes e amigos, para assistir o jogo da seleção

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, MSN - Brasil, Folha de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Tribuna Hoje, Radar Online , Revista Época

O senador João Alberto Capiberibe (PSB-AP) anunciou nesta quinta-feira, da tribuna do Senado, que enviará ao ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União (CGU), ofício para que articule junto à Aeronáutica, o envio de planilhas de transparência sobre registro de voos, passageiros, destinos e custos no uso de jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades e convidados do Executivo e Legislativo.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) protocolou, nesta quinta-feira, 03, projeto de lei que estabelece critérios para a utilização de aviões da FAB por autoridades públicas.

O projeto prevê que a utilização de aeronaves deve ser limitada a autoridades públicas e assessores que tenham motivo com o objetivo da viagem e veda a companhia de pessoas estranhas ao assunto.

O PL também determina a divulgação no Portal da Transparência de todas as solicitações de uso das aeronaves, motivo e data da viagem e lista de passageiros.

Foto: AP

Enquanto Henrique Alves e amigos assistiam o jogo, do lado de fora do Maracanã, milhares protestavam contra a corrupção no país

Tudo começou com a divulgação pelo jornal Folha de S. Paulo de uma notícia de que o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), usou um avião da Força Aérea Brasileira para levar a noiva, parentes dela, enteados e um filho ao jogo da seleção no Maracanã no domingo.

Um jato C-99 da FAB foi buscar a turma em Natal, terra do deputado. Decolou às 19h30 de sexta-feira rumo ao Rio de Janeiro e retornou no domingo, às 23h, após o jogo.

Na esteira do passeio de Henrique Alves, descobriu-se que o presidente do Senado, o alagoano, Renan Calheiros, foi até Trancoso, no litoral da Bahia, dia 26 de junho, para participar do casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM).

Ambas as histórias são interessantes e reveladoras:

O presidente da Câmara, Henrique Alves, segundo reportagem da Folha, solicitou a FAB um avião com capacidade para 14 passageiros.

Por isso, foi enviado até Natal, onde ele se encontrava um jato modelo C-99 Embraer, da FAB, com capacidade para 50 passageiros.

Subutilizando a aeronave pegaram carona com o deputado sete pessoas: sua noiva, Laurita Arruda, dois filhos e um irmão dela, o publicitário Arturo Arruda, com a mulher Larissa, além de um filho do presidente da Câmara. Um amigo de Arturo entrou no voo de volta.

No instagram, felizes no Maracanã, durante jogo Brasil x Espanha, Arturo Filho e a mulher Larissa, cunhado e esposa do presidente Eduardo Alves, passageiros do voo da FAB, por conta do contribuinte.
Todos aproveitaram para passear no Rio no sábado e, no dia seguinte, foram à final da Copa das Confederações, ver o Brasil vencer.

O deputado e seus convidados usaram cadeiras destinadas a torcedores, e não às autoridades. Eles postaram fotos em redes sociais de dentro do estádio. No Twitter, Alves comemorou: "BRASIL, seleção nota 10! E a torcida tb, nota 10! O campeão voltou!!"

Sua noiva também: "O campeão voltou... Rouquidão de hoje compensada".

O decreto 4244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente". O decreto não diz quem pode ou não viajar acompanhando as autoridades.

Não constava na agenda de Alves, divulgada no site da Câmara, nenhum compromisso oficial no fim de semana. Ele disse, por meio da assessoria, que "solicitou" o avião porque tinha encontro com o prefeito Eduardo Paes (PMDB), no sábado.

A assessoria de Paes enviou à Folha de S. Paulo a agenda oficial dele no sábado. Não há menção a Alves.

Depois de revelado a má utilização do avião da FAB, o presidente da Câmara, Henrique Alves, confessou meio a contragosto, que a viagem foi um equívoco, e resolveu depositar, a título de indenização nos cofres da União, R$ 9.700, segundo ele, quantia suficiente para cobrir as despesas da viagem do avião da FAB, no trecho Brasília-Natal-Rio no sábado, Rio-Natal, no domingo.

Os R$ 9.700,00, segundo sua assessoria, foram baseados numa média do custo dos bilhetes aéreos referentes aos trechos de ida e volta entre Natal e Rio de Janeiro de sexta-feira a domingo.

Só que o cálculo foi feito em cima de voos comerciais. O jatinho da FAB, na verdade, foi utilizado apenas para os oito passageiros --Alves e seus convidados.

A Folha de S. Paulo, fez cotação com duas empresas, TAM e Líder Aviação, que oferecem serviços de fretamento particular. Nas mesmas condições de dias, trechos e número de passageiros, o valor mais baixo saiu por R$ 158 mil. O mais caro, R$ 266 mil. O orçamento leva em conta ainda os dois dias de intervalo, entre sexta e domingo, e o deslocamento para ir até Natal buscar os passageiros.

A FAB disse que o valor gasto com os voos do deputado não pode ser divulgado por questões de sigilo estratégico e militar.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

NÃO VÊ NADA DE ERRADO - Renan e sua mulher, Verônica Calheiros, foram ao casamento da filha do senador Eduardo Braga, em Trancoso, na Bahia, num fim de semana, num avião da FAB

O caso do presidente do Senado, Renan Calheiros não foi muito diferente. O parlamentar requisitou um avião da FAB no dia 15 de junho, para uma viagem a Porto Seguro (BA). Motivo da viagem, o casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM).

Questionado, Renan Calheiro, o senhor das Alagoas, disse que usou o avião como sempre tem usado. Parecia visivelmente aborrecido com as perguntas. Afirmou soberbamente não pretende indenizar as despesas para com o uso indevido do avião, como fez o presidente da Câmara, o companheiro peemedebista, deputado Henrique Eduardo Alves.

Fui convidado como presidente do Senado, fui cumprir um compromisso como presidente do Senado. O presidente do Senado, o presidente da República, o presidente do Supremo Tribunal, eles têm transporte de representação porque ele é chefe de poder", disse Renan.

Renan disse que nem todas as viagens da presidente da República em aeronaves oficiais são "a serviço", mas mesmo assim Dilma Rousseff tem a prerrogativa de utilizar o avião.

Pela legislação em vigor, aviões da FAB podem ser requisitados por autoridades por "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente".

Apesar do decreto com as normas, Renan disse que não cabe à Força Aérea determinar o que as autoridades podem, ou não, fazer --mas sim à legislação.

"A FAB não pode dizer [o que não pode]. Nós é que temos o que dizer para a FAB. O transporte é em função da chefia do poder, da representação." "A lei não diz que [o compromisso] tem que estar na agenda, não. Isso não é pré-condição para estar dentro da lei", completou.

Foto: Divulgação

Avião usados por Renan e Eduardo Alves, o ERJ-145, da EMBRAER, que na FAB recebeu o designativo C-99. Capacidade para 50 passageiros.

11 de mai. de 2013

Absolvidos seguranças acusados de envolvimento nos assassinatos de PC Farias e Suzana Marcolino

BRASIL – Justiça - Alagoas
Absolvidos seguranças acusados de envolvimento
nos assassinatos de PC Farias e Suzana Marcolino
Os seguranças de PC Farias, foram inocentados de participação da morte do mafioso tesoureiro da campanha de Fernando Collor e sua namorada. Os jurados avaliaram, porém, que os dois foram assassinados, não acatando a tese da defesa de que Suzana teria matado PC e suicidado em seguida. O promotor Marcos Mousinho havia comentado na sua treplica: "Só quem sabe [quem matou PC Farias e Suzana] são eles (os seguranças). Não vamos ter ilusões: nós nunca saberemos", disse. A sentença foi lida após cinco dias de julgamento.

Foto: Jonathan Lins/G1

Réus se emocionam durante leitura da sentença

Postado por Toinho de Passira
Fontes: UOL, Agência Brasil, G1, Primeira Edição, Tribuna Hoje, Gazeta de Alagoas,
Alagoas 24 horas

O júri popular do Tribunal do Júri do Fórum de Maceió decidiu absolver os quatro seguranças acusados pela morte de Paulo César Farias, o PC Farias, e da namorada, Suzana Marcolino, crime ocorrido em 1996. A sentença foi lida em plenário nesta sexta-feira (10), após cinco dias de julgamento.

A plateia aplaudiu o resultado, e os familiares agradeceram a Deus. O juiz Maurício Breda pediu que o irmão de PC Farias, Augusto, seja denunciado por corrupção ativa. Devido a provas exibidas durante o julgamento.

PC Farias e Suzana Marcolino foram encontrados mortos em uma casa de Praia de Guaxuma, Alagoas, em junho de 1996.

O veredicto foi por maioria, 3x4. Os jurados entenderam que houve o crime de duplo homicídio, e não de suicídio, como queria a defesa.

Os jurados entenderam também que três dos seguranças tinham o dever legal de impedir o crime, e podiam tê-lo feito, mas não deveriam ser condenados por omissão. "Eles foram absolvidos por clemência", afirmou o juiz.

Os policiais Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva, então seguranças de PC Farias, foram acusados de duplo homicídio triplamente qualificado por não terem impedido as mortes.

Durante a leitura da palavra "absolvidos", os familiares dos réus comemoraram no plenário, e José Geraldo ajoelhou-se em frente ao banco dos réus. Ao final, muitos aplausos.

Os réus se abraçaram e choraram no plenário. Reinaldo disse que esperava o resultado. "Estou aliviado e dever cumprido. Estava com a consciência tranquila", disse.

Foto: Itawi Albuquerque/ TNH1
Augusto Farias, irmão de PC Farias, será denunciado por corrupção ativa. Apontado como mandante dos crimes teria oferecido propina aos delegados do caso
A sentença foi lida no plenário do Fórum de Maceió às 21h pelo juiz Maurício Breda, que decidiu pedir que o irmão de PC Farias, Augusto César Farias, seja denunciado pelo crime de corrupção ativa.

Breda informou que vai encaminhar ao Ministério Público uma gravação de dois delegados que, no júri, acusaram Augusto de ter oferecido propina para que ele não fosse investigado, por meio de um jornalista, em 1999.

Augusto chegou a ser apontado como mandante das mortes, mas o inquérito foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal por falta de provas. Ele tinha foro privilegiado.

"Não há como ter operado a prescrição pela prática do crime de corrupção ativa", afirmou o magistrado.

O advogado José Fragoso Cavalcante afirmou estar "satisfeitíssimo" com o veredicto, e o promotor Marcos Mousinho anunciou que vai recorrer. "Os réus reconheceram que houve um duplo homicídio.

Tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello, PC Farias era apontado como uma das pessoas mais próximas do então presidente. Ele foi denunciado por sonegação fiscal, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. No dia 23 de de junho ambos foram mortos a tiros em um crime que permanece não esclarecido.

O promotor do caso tem cinco dias para decidir se vai recorrer da decisão.

6 de mai. de 2013

Quem matou PC Farias, o tesoureiro de Collor? No banco dos réus os culpados ou bodes expiatórios?

BRASIL - Justiça
Quem matou PC Farias, o tesoureiro de Collor?
No banco dos réus os culpados ou bodes expiatórios?
Quatro PMs que na condição de seguranças particulares faziam a segurança da casa de praia do empresário Paulo César Farias, O tesoureiro das campanhas eleitorais o ex-presidente Fernando Collor, estão sentados no banco dos réus num tribunal em Maceió. Quer eles sejam condenados ou não, ninguém jamais saberá a verdade sobre o crime que aconteceu há 17 anos e só agora está sendo julgado.

Foto: Arquivo

O poderoso PC Farias, o homem de confiança do ex-presidente Fernando Collor, tesoureiro na sua campanha para Governador de Alagoas e de Presidente do Brasil.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Agência Brasil, G1 - Alagoas, Estadão, Veja, Gazeta de Alagoas, Extra - Alagoas

Quase 17 anos após a morte do empresário Paulo César Farias, o PC, e de sua namorada, Suzana Marcolino, começa nesta segunda-feira o julgamento de quatro acusados de envolvimento no caso. O casal foi encontrado morto a tiros em 23 de junho de 1996, na casa de praia do empresário, em Maceió. As circunstâncias do crime nunca foram esclarecidas.

Inicialmente, a polícia defendeu a tese de que Suzana matou o namorado e, então, tirou a própria vida. Mas após a elaboração de novos laudos, cresceu a suspeita que a morte do casal teria sido um duplo homicídio. Em 1999, quatro seguranças do empresário e o irmão de PC, Augusto Farias, foram indiciados pelo crime. Augusto foi apontado como o mandante.

À época deputado federal pelo PPB (hoje PP), Augusto contou com foro privilegiado e seu caso foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que acabou decidindo pelo arquivamento em 2005, após um parecer favorável do Ministério Público Federal.

Foto: Itawi Albuquerque/Futura Press/Estadão

CULPADOS? - Estão no banco dos réus os policiais militares que atuavam como seguranças do empresário, vivos ainda, porque preferem assumir a culpa e ir para cadeia, do que falar o que sabem e morrer.

Já os quatro seguranças, Adeildo dos Santos, Josemar dos Santos, José Geraldo da Silva e Reinaldo Correia de Lima Filho, não conseguiram que seus processos fossem arquivados. Segundo a promotoria, eles são acusados de participação ou terem sido omissos, uma vez que deveriam zelar pela segurança de PC. No momento do crime, eles eram, além de Suzana, as únicas pessoas presentes na mansão do empresário. Já que o Ministério Público não crê na tese de crime passional, a suspeita recaiu sobre os seguranças.

O julgamento começou na tarde desta segunda-feira, a sentença só deve ser proferida pelo juiz Maurício Breda, da 8ª Vara Criminal, daqui a quatro ou cinco dias. No total, serão ouvidas mais de 25 testemunhas entre acusação e defesa.

PC Farias foi a cabeça do esquema corrupto instaurado no governo Collor no início dos anos 90. Em troca de dinheiro, facilitava a vida de empresários interessados em tocar obras públicas, aproveitando-se da influência que exercia sobre o então presidente. PC nomeou, demitiu e influenciou as decisões do governo. Comandando um esquema de poder paralelo, traficou influência e desviou recursos públicos.

O ex-presidente Fernando Collor, beneficiado com o silêncio eterno de PC Farias?
Em 1993, ao ter sua prisão preventiva decretada, PC fugiu do país para a Tailândia - e voltou algemado. No ano seguinte, foi condenado a sete anos de prisão por falsidade ideológica e sonegação fiscal, mas fugiu do país em seguida. Cumpriu um ano e meio de prisão, até obter a liberdade condicional por decisão do Supremo Tribunal Federal. Fora da cadeia, tentou retomar sua vida como empresário, até que foi encontrado morto.

Existem muitos fatos e versões sobre esse misterioso assassinato. Histórias e estórias invadiram Alagoas e o país. Dizia-se que haviam sidos os irmãos de PC Farias, os mandantes dos crimes, para quem o empresário havia disponibilizado a maior parte do dinheiro da corrupção, temendo que a justiça confiscasse sua riqueza.

Agora que estava em liberdade, exigia o dinheiro de volta, com correção monetária, já que eles haviam enriquecido aplicando o dinheiro em negócios e no mercado de capitais. Sem querer devolver o recebido eles teriam eliminado o irmão mafioso.

Falou-se também, que a polícia e a justiça alagoana contribuíram para manter o caso insolúvel. Os irmãos, antes que fosse feitas perícias mais detalhadas na cena do crime, autorizaram que o cômodo fosse lavado, desmontassem a cena do crime e inclusive que o colchão, onde os dois haviam morrido fosse queimado, apagando, o máximo possível, as prováveis evidências.

Noutra teoria conspiratória, imaginou-se que a morte de Paulo César fosse uma queima de arquivo, por saber demais e está ameaçando abrir a boca, revoltado por ter sido ele, o único penalizado e preso. Fernando Collor, no caso, era o mais reluzente suspeito e beneficiário do desaparecimento de PC.

Por fim, comentou-se que a maior parte da fortuna que Paulo César conseguiu através da corrupção, inclusive o quinhão do butim que seria dividido com o ex-presidente, hoje senador Fernando Collor, estaria perdida, depositada numa conta numerada, na Suíça, cujo número e instituição só ele sabia.

Entrou pela perna do pinto...

Foto: Dida Sampaio/Estadão

CENA DO CRIME - Os corpos de Paulo César Farias e sua namorada, Suzana Marcolino da Silva, encontrados na casa de praia de PC, em Maceió (AL).


3 de mai. de 2013

Senado paga R$ 18 mil ao mordomo de Renan

BRASIL – Escândalo
Senado paga R$ 18 mil ao mordomo de Renan
Feitas as contas, são gastos, mensalmente, com o pessoal encarregados exclusivamente para servir cafezinhos e salamaleques, a Renan Calheiros, cerca de R$ 57 mil. No último mês, o mordomo da presidência do Senado, ganhou só de horas extras R$ 2,7.

Foto: Ed Ferreira/AE

Presidente do Senado, Renan Calheiros, toma o cafezinho mais caro do planeta, durante sessão

Postado por Toinho de Passira
Fonte: O Globo

A reportagem do jornalista Vinicius Sassine, publicada hoje, no O Globo, diz que a regalia dos altos salários pagos a garçons extrapola o plenário e o cafezinho do Senado e chega à residência oficial do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O senador está rodeado de servidores comissionados que há anos recebem polpudas remunerações — reforçadas por grande quantidade de horas extras — para servir o cafezinho, as refeições ou organizar os serviços.

Renan tem à sua disposição na residência oficial um mordomo e dois garçons nomeados por atos secretos, nos mesmos moldes dos servidores que atuam no plenário.

O mordomo é Francisco Joarez Cordeiro Gomes, que, em março, recebeu R$ 18,2 mil brutos, dos quais R$ 2,7 mil somente em horas extras.

Para servir cafezinho, água e comida na casa, os garçons Francisco Hermínio de Andrade e Djalma da Silva Lima receberam em março remunerações brutas de R$ 10,7 mil e R$ 11,6 mil, respectivamente.

Assistentes parlamentares

Renan é assistido também por dois garçons lotados na Presidência do Senado. Eles integram o mesmo grupo de servidores terceirizados que, em setembro de 2001, conseguiu cargos de confiança para continuar atuando como garçons. A remuneração individual paga a Francisco das Chagas de Sousa e a João Natã Alves Moreira foi de R$ 8,2 mil em março.

Reportagem do GLOBO no último dia 24 mostrou os salários de três garçons que atuam no plenário, e quatro que servem água e café na copa contígua. As remunerações variam de R$ 7,3 mil a R$ 14,6 mil, valor pago a José Antonio Paiva Torres, o Zezinho, que atua exclusivamente servindo os senadores em plenário.

O grupo foi nomeado de uma só vez para o cargo comissionado de assistente parlamentar, por meio de um dos atos secretos editados em 2001 pelo então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia. No mesmo ato estão os dois garçons da residência oficial, os dois da Presidência, um da Primeira Secretaria, e outro da Secretaria Geral da Mesa.

Atividades de apoio

O mordomo que serve a Renan chegou ao cargo comissionado de assistente parlamentar por meio de ato secreto assinado por Agaciel, em 4 de dezembro de 2006. A função ocupada desde o início é a AP-01, a mais alta dentre os assistentes parlamentares, com remuneração básica de R$ 12,2 mil. Francisco Joarez está lotado na Coordenação de Administração de Residências Oficiais do Senado.

— Teoricamente, ele estaria subordinado à coordenação, mas o próprio presidente acaba acertando as horas extras com o Francisco Joarez, que é uma espécie de mordomo da casa — disse o coordenador de Administração de Residências Oficiais do Senado, Luís Carlos Rayol.

O Senado sustenta, por meio da assessoria de imprensa, que não existe o cargo de mordomo. As funções de Francisco Joarez são “responder pela coordenação da equipe e também pela manutenção e integridade dos bens públicos existentes naquele espaço residencial”.

“Os servidores relacionados realizam atividades de apoio na Presidência, Primeira Secretaria e residência oficial. Na residência, as atividades envolvem eventos e funções protocolares inerentes à Presidência do Senado ”, diz a assessoria.

Ah, tá!

14 de abr. de 2013

Murici, a sofrida cidade feudo dos Calheiros

BRASIL - Corrupção
Murici, a sofrida cidade feudo dos Calheiros
Reportagem de VEJA desta semana mostra que o município, a 50 quilômetros de Maceió, é privilegiado em verbas federais, mas boa parte da população ainda vive na miséria. Pera onde foi o dinheiro? Onde?

Foto: Manoel Marques/Veja

SÓ POBREZA - Portelinha: favelados dependem da prefeitura de Remi (entre Renan, à esq., e Olavo Neto))

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Veja

Município de 27 000 habitantes situado a 50 quilômetros de Maceió, Murici frequenta com certa assiduidade o noticiário nacional por três motivos - todos lamentáveis: inundações devastadoras, escândalos de desvio de dinheiro público e o fato de sempre ter na prefeitura, em esquema de revezamento, políticos de sobrenome Calheiros.

A família domina há mais de trinta anos (21 deles ininterruptos) a administração municipal, muito embora seu filho mais famoso, o presidente do Senado, Renan Calheiros, 57 anos, só apareça por lá em campanha ou em dia de inauguração.

Chafurdado em alguns dos piores indicadores socioeconômicos do Brasil - até mesmo para os padrões alagoanos -, Murici é o resultado da velha política assistencialista, cujas raízes remontam ao coronelismo.

Um terço dos moradores não sabe ler nem escrever, 65% dependem do Bolsa Família para sobreviver e o Índice de Desenvolvimento Humano rasteja em 0,58 (numa escala que vai de 0 a 1).

Uma das maiores escolas públicas muricienses, com 560 alunos, funciona em salas de chão de terra separadas por tapumes. As crianças saem uma hora mais cedo porque a escola não oferece merenda.

O problema não parece ser, nesse caso, de miséria. Um processo que aponta irregularidades nas verbas de merenda na cidade já chegou ao Supremo Tribunal Federal.

12 de mar. de 2013

Renan injeta R$ 300 mil em 'empresa relâmpago'. Lavagem de dinheiro?

BRASIL -
Renan injeta R$ 300 mil em 'empresa relâmpago'. Lavagem de dinheiro?
Presidente do Senado e seus familiares investiram em imobiliária que durou cerca de um ano; peemedebista não comenta, especialistas consideram a operação suspeita

Foto: Antonio Cruz/ABr

Renan, o Presidente do Senado, foi denunciado, recentemente, pelo Procurador Geral da República por peculato - desvio de dinheiro público, falsidade ideológica e uso de documento falso, não é incompatível, pois, acrescentar suspeita de lavagem de dinheiro, a essas peripécias

Postado por Toinho de Passira
Texto de Alana Rizzo, para o Estado de São Paulo
Fonte: Estadão

O Estado de S. Paulo noticiou que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e sua família injetaram R$ 300 mil em dinheiro vivo em uma empresa imobiliária que funcionou por cerca de um ano. O parlamentar, eleito presidente do Senado em fevereiro prometendo total transparência em sua gestão, não quis comentar a operação.

Batizada de Tarumã Empreendimentos Imobiliários Ltda., a empresa foi aberta depois das eleições de 2010 em uma sala no Lago Sul de Brasília. Ela reuniu o parlamentar peemedebista e dois filhos na sociedade. O objetivo declarado era "administrar a compra e venda de imóveis próprios ou de terceiros".

Segundo documentos da Junta Comercial do Distrito Federal, Renan colocou inicialmente no negócio R$ 9 mil. Seus filhos Rodrigo e Rodolfo Calheiros entraram com R$ 500 cada. O contrato social da empresa foi assinado em 8 de dezembro de 2010. Porém, o registro da junta é de 22 de fevereiro de 2011.

Cinco meses depois, em 21 de julho, Renan deixou oficialmente a sociedade e cedeu lugar à mulher, Maria Verônica, que se associou ao empreendimento depois de aportar R$ 290 mil "em moeda corrente nacional" no negócio.

Desde 9 de janeiro de 2012, a empresa consta como extinta na base da Receita Federal, antes de completar oficialmente um ano.

Empresa reuniu Renan e seus filhos em sociedade
Atividade privada - Renan manteve silêncio sobre o assunto. Disse que as operações da Tarumã são "pessoais e uma atividade privada". Legalmente, ele não tem obrigação de dar explicações sobre a abertura e a extinção da empresa. A operação teve de ser declarada à Receita Federal.

Ela não deverá aparecer, porém, em sua declaração à Justiça Eleitoral, que é pública. Como o negócio foi realizado após a eleição de 2010 e antes da eleição do ano que vem - quando deverá se candidatar ao governo de Alagoas -, ele não precisará constar de sua declaração de bens obrigatória de bens.

"Se o ovo da serpente é o sigilo, então vamos aplicar uma overdose de transparência e controle social", disse ele na posse do comando do Senado, num dos quatro discursos em que prometeu "transparência".

Casada com o senador, a artista plástica Verônica compartilha com Renan os mesmos bens e propriedades. Em 2010, o hoje presidente do Senado declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 2,1 milhões, com um apartamento em Maceió, uma casa em Barra de São Miguel, um carro, cotas da Agropecuária Alagoas e pouco mais de R$ 3 mil em espécie depositado em bancos.

A remuneração de Renan, como parlamentar, segundo dados do Portal da Transparência, é hoje de R$ 26,5 mil.

Incompatível - Na crise em 2007, relatório do Conselho de Ética, com base nas declarações de Imposto de Renda e laudos da Polícia Federal, atestava a incompatibilidade da evolução patrimonial do senador e indícios de patrimônio descoberto. Esses laudos subsidiaram a denúncia do Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao Supremo Tribunal Federal, feita às vésperas de sua eleição para comandar o Senador. Renan foi denunciado por peculato - desvio de dinheiro público, 2 a 12 anos de cadeia -, falsidade ideológica - 1 a 5 anos - e uso de documento falso - 2 a 6 anos.

Gurgel afirma que Renan apresentou ao Congresso notas frias e documentos falsificados para justificar a origem dos recursos que o lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, entregava, em dinheiro vivo, à jornalista Mônica Veloso, mãe de uma filha do senador, como pagamento de pensão. A denúncia está sendo analisada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que não tem prazo para se manifestar. Renan nega que tenha cometido os crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República.

'Homem da mala' - As operações financeiras e contábeis da Tarumã desde a injeção de dinheiro em espécie e sua imediata extinção leva a assinatura de Bruno Mendes, assessor comissionado de Renan desde 2003 e que se notabilizou em 2007 por ter sido o "homem da mala" que fazia o leva e traz de dinheiro de empreiteiras que bancavam, a pedido de Renan, despesas de Mônica Veloso. Bruno Mendes também não quis se pronunciar sobre a empreitada da Tarumã.

Quatro especialistas em lavagem de dinheiro ouvidos pelo Estado - eles pediram para não ter o nome publicado por se tratar de um caso ainda sem investigação formal - consideraram a operação "suspeita".

13 de jan. de 2013

Senador Renan Calheiros acusado de crime ambiental

BRASIL - Corrupção
Senador Renan Calheiros acusado de crime ambiental
Na vida pregressa do Senador Renan Calheiros, o candidato único e imbatível para presidir o senado brasileiro no próximo biênio, já constava investigações sobre improbidade administrativa, tráfico de influencia e ligações incestuosas com pelo menos uma empreiteira, que pagava a pensão alimentícia de sua filha, só faltava ser acusado de crime ecológico, agora não falta mais. Como se vê ele tem o currículo perfeito para presidir o Congresso Brasileiro. Não é lindo?

Foto: Agência Estado

Essa nova denuncia não deve atrapalhar os planos de Renan ser presidente do Senado

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, G1, O Povo, Extra, Congresso em Foco

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar a conduta do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), cotado para suceder José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado.

O pedido foi encaminhado à Suprema Corte devido ao fato de Calheiros ter prerrogativa de foro privilegiado como senador.

O parlamentar alagoano, que comandou o Senado entre 2005 e 2007, é acusado pelo procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, de ter através da Agropecuária Alagoas, que pertence ao senador, causado dano ambiental ao pavimentar com paralelepípedos, sem autorização, uma estrada de 700 metros dentro da estação ecológica Murici, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A estrada liga a Fazenda Alagoas, de propriedade do grupo de Renan, à principal rodovia que corta o estado, a BR-101. Para o Ministério Público, houve “produção de danos ambientais, patrimoniais e morais coletivos” por conta da obra, localizada dentro de uma unidade de conservação federal, para obtenção de lucros.

Nesta sexta-feira, Renan Calheiros disse ao site G1 que já pagou uma multa de R$ 5 mil pelo ocorrido e que considera um equívoco a ação da Procuradoria Geral da República.

O candidato a presidente do Senado afirmou ainda que não é responsável pela Agropecuária Alagoas.

— Essa multa já foi paga. Eu não sou responsável pela agropecuária, não sou diretor nem sócio majoritário. Não tem sentido nenhum o pedido da PGR. O Ministério Público sempre é cuidadoso, mas, neste caso, cometeu um equívoco — disse Renan.

Renan é famoso por possuir um estoques de “laranjas” para presidir suas empresas, possuir suas fazendas e fazer os seus malfeitos.

O instituto Chico Mendes, segundo o site Congresso em Foco, não foi consultado e não concedeu qualquer licença ou autorização para a obra. A unidade, de seis mil hectares, no município de Flexeiras, a 66 quilômetros de Maceió, conserva áreas de Mata Atlântica.

“Em diversos pontos, a estrada pavimentada ilegalmente está a menos de um metro da floresta; noutros, está dentro da própria floresta”, conta o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, na ação civil pública.

A motivação do ato ilícito, nas palavras do procurador, é claro: o lucro. “De fato, a pavimentação da estrada na unidade de conservação tinha o escopo de facilitar o escoamento de produtos bovinos da Fazenda Alagoas, garantindo o lucro de sua atividade empresarial”, acrescenta.

Com sede na Fazenda Santa Rosa, também de propriedade de Renan, a Agropecuária Alagoas Ltda foi constituída pelo senador e outros quatro sócios em janeiro de 2008. Em 2003, outras três propriedades rurais do peemedebista, entre elas a Fazenda Alagoas, foram incorporadas ao grupo. Segundo o Ministério Público, apesar de ter 49,47% do capital da empresa, o senador fica com 90% de todo o lucro.

“Quanto à autoria, também resta bastante evidente que o demandado José Renan Vasconcelos Calheiros determinou a realização da obra ilegal e utilizou a pessoa jurídica Agropecuária Alagoas Ltda para tentar esquivar-se da responsabilidade civil, administrativa e criminal decorrente de tal ato ilícito”, acusa o procurador. De acordo com a legislação brasileira, a pessoa física deve responder por danos ambientais ainda quando utiliza de pessoa jurídica para cometer atos danosos.

O processo foi distribuído por sorteio eletrônico ao gabinete da ministra Cármen Lúcia. Em razão do recesso do Judiciário, a magistrada ainda não analisou o caso. No retorno das férias do STF, ela deve formalizar, ou não, a abertura do inquérito.

”Os laranjas de Renan”, tema de capa da revista Veja em 2007
Essa nova investigação é apenas mais uma na relação do Senador Renan Calheiros e o Supremo Tribunal Federal. O senador responde na corte a respeito de outras traquinagens bem mais cabeludas, como o inquérito por improbidade administrativa e tráfico de influência, que tramita em segredo de justiça, também relatado pela ministra Cármen Lúcia, além do celebre caso em que o senador é acusado e ter a pensão alimentícia de uma filha, pagas por um lobista de uma empreiteira. Essa, última, aliás, foi a primeira de uma série de denúncias que resultaram na abertura de cinco processos de cassação no Conselho de Ética contra Renan e que o obrigaram a renunciar à presidência da Casa para preservar o mandato.

Na época, para justificar seus rendimentos, Renan surpreendeu até os próprios colegas ao revelar ser um próspero criador de gado. A nova investigação, curiosamente, também remete ao lado produtor rural do senador. Baseado em laudos da Polícia Federal e do ICMBio, o Ministério Público Federal alega que a pavimentação causou diversos danos ambientais à estação ecológica Murici, como impermeabilização, erosão e compactação do solo e poluição sonora em razão dos veículos que por ali transitam, o que provocou o afugentamento de animais.

Com toda essa folha Corrida Renan é candidato único para presidir o senado nas eleições que escolherá a mesa diretora da casa, no primeiro dia útil de fevereiro.

A ideia da formação de uma chapa para se contrapor a ele, não tem encontrado viabilidade, nem por parte de dissidentes peemedebistas, nem por parte do Governo (Comentou-se que Dilma tentou se livrar do Ministro da Minas e Energia, Edison Lobão o candidatando ao cargo, mas a ideia não prosperou)

O jornal Extra de Alagoas que faz oposição a Renan, diz em manchete: “Renan Calheiros: o indestrutível” e comenta:

“A recuperação de Renan e sua volta ao comando do Senado, seis anos depois de ser defenestrado da principal cadeira do Congresso, confirmam a máxima de que a Casa é uma espécie de associação entre amigos. O político disposto a atender aos anseios do “clube” se credencia politicamente até ser alçado ao poder. Na lógica desse modelo, só pode alcançar o posto máximo do Senado quem for capaz de conciliar os interesses – muitas vezes escusos e nem sempre salutares para a democracia – de todos. Conhecedor dos meandros e subterrâneos do Legislativo, Renan soube trilhar esse caminho com desenvoltura".

Embora torçam o nariz para sua eleição, porque sabem que terão de negociar cada votação importante numa mesa de cacife muito alto, integrantes do governo chegaram à conclusão de que Renan é um mal necessário. Concluíram também que o Planalto não tem como atropelar uma bancada experiente como a do PMDB no Senado para fazer valer sua vontade.

O Palácio do Planalto até tentou emplacar Eduardo Braga (PMDB-AM) na cadeira de presidente, nomeando-o líder do governo. Não deu certo. O outro plano era trabalhar nos bastidores pelo nome do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Mas Lobão não quis deixar a Esplanada. “Ele quer ficar no ministério. Renan e Lobão já conversaram sobre o assunto e meu pai declinou da candidatura em favor do Renan”, conta o senador Lobão Filho (PMDB-MA). A saída do Executivo foi deixar o jogo correr sozinho. Bom para o indestrutível Renan, acostumado a altos e baixos em sua trajetória.

19 de nov. de 2012

É inevitável a escandalosa volta de Renan Calheiros à presidência do senado?

BRASIL – Política
A inevitável escandalosa volta de Renan Calheiros
Renan está na expectativa da reação dos adversários e dos meios de comunicação sobre a sua candidatura à presidência do Senado. Distraídas com o mensalão, opinião pública e imprensa está facilitando a tarefa do alagoano que quer substituir José Sarney. Por enquanto noticia-se que ele trabalha nos bastidores afagando possíveis adversários acenando, nessa fase preliminar, com promessas de cargos, no loteamento da direção do Senado.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

REGRESSO? - Renan Calheiros em 2007, sentado na cadeira de Presidente do Senado

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Congresso em Fco

Em 2007, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) renunciou ao cargo de presidente do Senado como estratégia para evitar que diversas denúncias surgidas contra ele levassem à cassação de seu mandato.

Foi absolvido pelo plenário pela falta de decoro parlamentar, ninguém fala ou sabe dos possíveis processos que correm contra ele, no STF, em segredo de justiça.

Assim, cinco anos depois, Renan trabalha intensamente nos bastidores para retornar ao posto do qual renunciou. Sabendo que seu nome ainda se reveste de polêmica, os aliados de Renan tratam de garantir que ele não tenha adversários na disputa. Assim, estão sendo negociados “pacotes” que abriguem em cargos estratégicos do comando do Senado eventuais nomes que pudessem se apresentar como alternativa à candidatura de Renan.

Ou seja, estão prometendo aos prováveis candidatos, cargos relevantes, tanto na mesa diretora, como nas comissões, comprando suas desistência a candidatura, naquele velho estilo é dando que se recebe.

Se não funcionar por esse caminho, possivelmente vai entrar em cena, os dossiês contra os postulantes, o velho estilo Renan de anular adversários.

O adiamento do anúncio oficial da sua candidatura, comprova que Renan enfrenta ainda algumas dificuldades, que por certo ele conseguirá remover de um jeito ou de outro.

Segundo o site Congresso em Foco, os dois principais nomes que ele tenta tirar do seu caminho, negociando compensações, são os senadores Luiz Henrique (PMDB-SC) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Entraram no jogo a negociação em torno das presidências da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), principal comissão permanente do Senado e também da Comissão Mista de Orçamento. Nessa acomodação o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) da tropa de Renan, o atual presidente da CCJ assumiria a liderança do partido, que é hoje exercida pelo próprio Renan.

Essas não são as únicas articulações de bastidores que de desenvolvem no partido. Renan até agora não tratou disso publicamente. Com a volta de Valdir Raupp (PMDB-RO) ao Senado nesta semana, a expectativa é que o processo saia dos bastidores e seja iniciado. Presidente nacional do PMDB, ele estava afastado do cargo para coordenar as eleições municipais. A decisão sobre a candidatura à presidência cabe aos senadores, mas a presença de Raupp conta nas articulações.

Além de Luiz Henrique e Ferraço, há outros nomes que precisam ser abrigados. O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI do Cachoeira, também ambiciona a principal cadeira do Senado. Seu nome também foi colocado como possível para presidir a CCJ. Outro que se movimenta é Romero Jucá (PMDB-RR). Alijado da liderança do governo pela presidenta Dilma Rousseff, atualmente ele é o relator geral do Orçamento 2013.

Esse é o ponto que preocupa outros partidos no Senado. Os senadores do PT, por exemplo, temem que o PMDB possa tentar invadir outros espaços para abrigar outras compensações para abrir caminho à candidatura de Renan. Espaços que hoje são do PT, como a primeira vice-presidência do Senado (que hoje está com o senador petista Aníbal Diniz, do Acre) e a Comissão de Assuntos Econômicos (comandada atualmente pelo petista Delcídio Amaral, do Mato Grosso do Sul).

Renan tem um trunfo estratégico. Definido que a presidência do Senado ficará com o PMDB, é Renan quem, como líder da bancada, dá início ao processo de discussão interna para a escolha do nome. É, portanto, Renan quem dita o ritmo da sucessão de Sarney. Além disso, mesmo com toda a polêmica em torno do seu nome, ele ainda tem, afirmam os senadores peemeebistas, comando suficiente para impedir que outros se atrevam a disputar a indicação com ele e vencer.

Senadores ouvidos pelo Congresso em Foco, sob a condição do anonimato, comentam que apenas Renan pode tirar a presidência dele mesmo. Não existe na Casa adversário capaz de vencê-lo na disputa. Muito pelo trânsito que possui entre parlamentares da base e também da oposição. No entanto, dizem que a demora em ele admitir a candidatura é a possibilidade de passar os próximos dois anos como alvo da imprensa e até de colegas oposicionistas. Um parlamentar relatou que o “rescaldo de 2007” pesa na decisão.

A avaliação que o peemedebista faz neste momento é se vale a pena ser eleito presidente do Senado e correr o risco de passar o mandato “sangrando”. Além de voltarem à tona as denúncias que o fizeram renunciar em 2007, de ter a vida vasculhada.

Talvez Renan Calheiros, esteja lançando esse balão de ensaio, para ver se a imprensa ou algum adversário tem munição para enfrentá-lo ou desestabilizá-lo. Quem tiver alguma coisa contra o senador alagoano fale logo e não cale nunca!”

Depois de Sarney ter Renan Calheiros sentado novamente na cadeira de presidente do Senado, é uma desmoralização dupla e ímpar para a historia do parlamento brasileiro. Coisa para fazer os brasileiros eufóricos com o resultado do julgamento do mensalão, por os pés no chão e ver que ainda há muita estrada a percorrer ...

14 de out. de 2012

Collor paga funcionários particulares com dinheiro do contribuinte

BRASIL – Corrupção
Collor paga funcionários particulares
com dinheiro do contribuinte
Pelo menos três funcionarios nomeados para servirem no Gabinete do Senador alagoano, prestam irregularmente serviços de natureza pessoal ao parlamentar. Um deles cuida dos célebres jardins da Casa da Dinda

Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

HIENA - Senador Fernando Collor, rindo à toa

Postado por Toinho de Passira
Texto de Andrei Meireles para a revista Época
Fontes: Revista Época

Acemilton Gonçalves da Silva não precisa bater ponto, mas é um trabalhador pontual. Todo dia, por volta das 8 da manhã, dá início a sua exaustiva jornada de trabalho. Acemilton é jardineiro, mas, se preciso, quebra uma como encanador e eletricista. Ele detém uma das funções mais delicadas da República: manter a boa aparência dos célebres e exuberantes jardins da Casa da Dinda, residência da família Collor de Mello desde a década de 1960 e atual morada do senador Fernando Collor (PTB-AL) em Brasília. São jardins inesquecíveis – especialmente para os contribuintes.

Durante o curto período de Collor na Presidência da República, entre 1990 e 1992, os jardins da Dinda receberam cascatas e lagos artificiais. A obra foi calculada na ocasião em cerca de US$ 2,5 milhões. Dinheiro não era problema naquele tempo. Os recursos haviam sido fornecidos pelo ex-tesoureiro de campanha de Collor, Paulo César Farias, o PC, que os arrecadara com empresários que dependiam do governo. As fotos do local entraram para a história como um dos indícios de corrupção que, meses depois, derrubariam Collor.

Foto: Igo Estrela/ÉPOCA

SUJEITO OCULTO - O jardineiro Acemilton Gonçalves da Silva, entre as folhagens em frente à Casa da Dinda (acima). Contratado secretamente, Acemilton recebe do Senado para cuidar das plantas na casa de Collor

Há dez dias, Acemilton, como de hábito, chegou à Dinda pontualmente às 8 horas e estacionou seu Golzinho num imóvel em frente à casa. Quando buzinou para que abrissem o portão, foi informado da presença de um fotógrafo de ÉPOCA nas imediações. Acemilton deu meia-volta, parou o carro longe da calçada e entrou às carreiras na Casa da Dinda. Vestia um macacão marrom e calçava botas. Meia hora depois, apareceu atrás de um arbusto, espiando o movimento na rua. Mineiro, de 47 anos, Acemilton é um homem simples. Tem consciência de que sua situação é irregular.

Acemilton trabalha de macacão, mexe na terra com pás e usa tesouras de poda – mas, para o Senado, não é um jardineiro. É assistente parlamentar no gabinete do senador Collor, designado pela sigla burocrática AP08, com salário de R$ 2.200 mensais. Acemilton, portanto, é empregado doméstico de Collor. Mas quem paga seu salário é o Senado. Melhor dizendo, o contribuinte brasileiro lhe paga para cuidar dos jardins da Casa da Dinda. Questionado por telefone sobre sua situação, Acemilton balbuciou algumas palavras sem sentido. “Você não pode falar essas coisas do Acemilton sem a autorização do Acemilton”, disse... Acemilton.

Foto: Agência Globo

A Casa da Dinda, nos áureos tempos, quando Collor era presidente

O cuidado de Collor com a Casa da Dinda parece estar sempre ligado ao acesso a recursos públicos. Logo depois de deixar a Presidência, em 1992, Collor morou lá um curto período. Depois, mudou-se para Miami. A Casa da Dinda passou anos abandonada. Collor foi eleito senador em 2006 e, em 2010, reformou a Casa. Acemilton foi nomeado por Collor em fevereiro de 2007, uma semana depois da posse como senador. Até nesse ponto o tema é envolto em dribles à lei. No procedimento burocrático, a nomeação saiu no ato número 1.343, de 7 de fevereiro de 2007, assinado pelo então diretor adjunto, José Alexandre Gazineo. Esse era um dos famosos atos secretos do Senado – conjunto de mais de 500 medidas baixadas durante anos pela burocracia da Casa, que, ao contrário do que manda a lei, não foram publicadas. A trapaça foi descoberta em 2009 e provocou um dos maiores escândalos da história do Senado. Descobriu-se, na ocasião, que uma série de falcatruas foram cometidas por meio de atos que ficavam escondidos. Entre elas, centenas de cargos de direção foram criados às escondidas para pagar altos salários a apaniguados.

Frise-se: servidores dos gabinetes de senadores, como Acemilton, são pagos pelo Senado para ajudar o senador a desempenhar suas funções legislativas. Desvios de função como o ocorrido com Acemilton são proibidos. Só estão dispensados de ir ao Senado aqueles funcionários contratados sem concurso, que trabalham nos escritórios políticos nos Estados de origem dos senadores. Acemilton não se enquadra nessa condição. Nem está sozinho. Outras duas colegas de gabinete são pagas para trabalhar no Senado e prestam serviços particulares a Collor.

Oficialmente, as arquivistas Carmem Valéria Soares Rocha e Sandra Regina Sasaki são assistentes parlamentares da categoria AP04. É um cargo comissionado, para o qual o senador pode nomear quem quiser. O salário mensal é de R$ 6.400. Mas Carmem e Sandra dão expediente no Centro de Memória do Presidente Fernando Collor – uma ampla casa branca em frente à Casa da Dinda.

A casa tem salas de reunião, uma biblioteca com 30 mil volumes e o acervo sobre a passagem de Collor pela Presidência da República. Não está aberta ao público.

“A Sandra e a Carmem nos ajudaram a organizar o acervo e a biblioteca”, diz o general da reserva Marco Antônio Sávio Costa, ex-assessor de Collor, que chefiou o Centro de Memória de Collor até maio do ano passado. “Elas tinham experiência por ter trabalhado na biblioteca do Palácio da Alvorada.” Como no caso de Acemilton, Carmem e Sandra são pagas com dinheiro público para prestar serviços particulares a Collor. Por decisão de Collor, Acemilton, Carmem e Sandra não precisam bater ponto diariamente, como os outros milhares de servidores do Senado.

Em nota enviada a ÉPOCA, o chefe de gabinete de Collor, Joberto Mattos de Sant’Anna, respondeu que o jardineiro Acemilton não é jardineiro. “Desempenham, os três servidores (Acemilton, Carmem e Sandra), como assistentes parlamentares, as atividades de apoio que lhes são determinadas”, diz o texto.

Além das fotos feitas na Casa da Dinda, Acemilton se identifica como jardineiro numa ficha no Sistema de Identificação do Distrito Federal. Nunca foi visto no gabinete de Collor. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Senado afirma que é de “responsabilidade de cada gabinete a definição das atividades desenvolvidas pelos seus servidores”. Para o Senado, portanto, Acemilton não precisa ficar na moita.

29 de set. de 2012

Há 20 anos, Fernando Collor de Mello sofria processo de impeachment

BRASIL
Há 20 anos, Fernando Collor de Mello,
sofria processo de impeachment
Collor foi o primeiro presidente do Brasil a sofrer processo de impeachment

Foto: Agência Estado

O presidente Fernando Collor de Melo no dia da posse com a esposa Roseane Collor, no parlatório, Palácio do Planalto, 1990

Postado por Toinho de Passira
Texto de Iolando Lourenço e Mariana Jungmann para a Agência Brasil
Fontes: Época, Agência Brasil

Há exatos 20 anos, o Brasil assistiu à abertura do processo de impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo, aprovado por 441 votos na Câmara dos Deputados. Collor foi o primeiro presidente da República eleito pelo voto direto após o regime militar, ao derrotar em segundo turno o então candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. As primeiras denúncias contra Collor surgiram após os 100 primeiros dias de mandato e diziam respeito a um esquema de corrupção montado pelo ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias – conhecido como PC Farias. As denúncias, intensamente divulgadas pela imprensa, culminaram com a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito, a CPI do PC.

Foto: Fernando Maia/Agência O Globo.jpg

Na faixa do protesto dos estudantes, o slogan definitivo do movimento: ‘Fora Collor

As denúncias de corrupção, associadas ao desgaste do então presidente em função da implementação de planos de estabilização da economia, levaram mais tarde à mobilização popular e à aprovação do pedido de impeachment. Os planos econômicos, chamados de Collor I e Collor II, consistiam basicamente em tentar controlar a inflação, que já vinha alta desde o governo anterior de José Sarney. No primeiro momento os planos surtiram efeito, mas o confisco do dinheiro da população nos bancos e a volta da alta da inflação começaram a provocar insatisfação do povo com o presidente.

Muitas empresas e até pessoas físicas faliram quando o governo determinou que todas as contas bancárias poderiam ter saldo máximo de Cr$ 50 mil (cinquenta mil cruzeiros, a moeda da época). Impedidos de arcar com os compromissos financeiros, os empresários foram os primeiros a abandonar o apoio a Collor. Além disso, denúncias como as de desvio de dinheiro público para a construção dos jardins na residência oficial, chamada de Casa da Dinda, e o pagamento de vultosas despesas do casal presidencial, com dinheiro das empresas de PC Farias, levaram o povo às ruas pedindo a saída do presidente.

Duas entrevistas foram determinantes para a mobilização popular. Primeiro o irmão do presidente, Pedro Collor, à revista Veja, denunciando o chamado esquema PC e o desvio de verbas públicas para as empresas do ex-tesoureiro de campanha. Depois, o motorista Francisco Eriberto França confirmou à revista Isto É ter feito pagamentos para Fernando Collor e sua esposa, Rosane Collor, com cheques e valores que buscava nas empresas de PC Farias.

A conclusão dos trabalhos da CPI do PC, com relatório que considerou as denúncias procedentes, foi outro fator que incentivou a mobilização popular. O movimento Fora Collor era formado principalmente por estudantes, os chamados "Caras Pintadas", e por mais pessoas ligadas às universidades, os professores. Diante do clamor da sociedade civil, os presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelo Lavanère, e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Barbosa Lima Sobrinho, entregaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro, o pedido de impeachment com mais de 20 mil assinaturas.

Pinheiro acolheu o pedido e designou o então deputado Nelson Jobim como relator, que posteriormente apresentou parecer favorável ao impedimento do presidente da República de prosseguir no mandato. No dia 29 de setembro de 1992, Ibsen Pinheiro abriu a sessão de votação pelo impeachment de Fernando Collor de Melo em um Congresso Nacional cercado por milhares de manifestantes Caras Pintadas. Com 441 votos favoráveis, 38 contrários, 23 ausências e 1 abstenção, a Câmara dos Deputados decidiu pelo afastamento imediato do presidente da República de suas funções e autorizou o Senado Federal a abrir processo de cassação de mandato e dos direitos políticos.

Foto: Sérgio Marques/Agência Globo

Abraçados, Collor e Rosane saem do Palácio do Planalto após o Congresso ter determinado o afastamento temporário, do presidente, durante a investigação

No dia 2 de outubro, Collor foi comunicado de seu afastamento temporário pelo período que durasse o processo de impeachment e o então vice-presidente da República, Itamar Franco, assumiu o cargo. Itamar permaneceria na cadeira presidencial até o fim do mandato, em 1994.

A cassação de Fernando Collor de Melo foi confirmada por 76 votos favoráveis e dois contrários no Senado Federal, em 29 de dezembro de 1992. O ex-presidente ainda tentou uma manobra para evitar a perda de seus direitos políticos. Depois de aberta a sessão no Senado, o advogado de defesa de Collor, José Moura Rocha, apresentou aos senadores a carta de renúncia dele. A tentativa, no entanto, foi em vão, e a cassação foi confirmada.

Em 1994, o ex-presidente foi absolvido no Supremo Tribunal Federal (STF) da acusação de corrupção passiva por falta de provas. A absolvição na ação penal, entretanto, não o livrou da suspensão dos direitos políticos por oito anos, a contar da data do que seria o término do seu mandato presidencial, em 1994. Collor voltou à cena política do país apenas em 2002, quando tentou se eleger governador de seu estado, Alagoas, mas foi derrotado.

Em 2006, ele se elegeu senador e passou a ocupar uma cadeira no plenário que cassou seus direitos políticos. Em 2010, o senador Collor tentou novamente governar seu estado, mas ficou em terceiro lugar nas eleições. O mandato dele no Senado termina em fevereiro de 2015.


18 de ago. de 2012

“Se Collor pagar divida com mundo espiritual voltará à presidência!” – diz Pai Ralf

BRASIL - Pernambuco
“Se Collor pagar divida com mundo espiritual voltará à presidência!” – diz Pai Ralf
Em entrevista ao Diário de Pernambuco, o babalorixá, Pai Ralf, guru do casal Fernando e Roseane Collor, revela que Roseane, hoje evangélica, ao contrário do que disse no Fantástico, participava dos rituais de magia negra para proteger o ex-presidente; Collor, não voltou ainda à presidência, pois possui dívidas como o mundo espiritual; os réus do mensalão estão sendo castigados, por terem participado do impeachment de Collor.

Foto: Facebook

Pai Ralf ladeado pelos ilustres clientes, Fernando e Roseane Collor

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diário de Pernambuco, Facebook - Pai Ralf

Pai Ralf, nome usado por Ralf Gerany Muniz De Melo, 54 anos, nas sessões de atendimento espiritual, diz que o casal Fernando e Rosane Collor, agora separado foram antigos clientes do terreiro Pena Branca.

O babalorixá, alagoano radicado em Olinda, diz que procurou o Diário para atender ordens da entidade espiritual Maria Padilha, a quem incorpora, para desmentir Roseane Collor, hoje evangélica, que afirmou no programa Fantástico da Globo, que era apenas uma espectadora de sessões de “macumba”, obrigada pelo ex-marido.

Pai Ralf garante, que por muitos anos, ela o procurava pessoalmente para pedira que fossem feitos trabalhos em busca de poder e para se livrar de problemas com a Justiça. Os rituais, que ocorreram entre 1993 e 1997, envolviam inclusive sacrifício de animais.

Foto: Facebook

Pai Ralf (Maria Padilha) com Rosane Collor durante uma das consultas da primeira dama ao Guru

Suzana Marcolino que foi assassinada junto com o seu namorado PC Farias, 1996
Pai Ralf afirma ter sido procurado por Rosane para livrá-la de um processo de desvio de verba da antiga Legião Brasileira de Assistência (LBA), órgão do governo federal de caráter filantrópico presidido pelas primeiras-damas e extinto em 1995.

Após esta primeira consulta, o Pai de Santo diz ter se encontrado pessoalmente com Fernando Collor, levado por Roseane, para livrá-lo do processo penal por corrupção passiva que respondia na época.

Pai Ralf decidiu tornar essa história pública após a entrevista dada por Rosane no Fantástico, no mês de julho, quando ela detalhou os rituais e afirmou não ter envolvimento direto com as práticas de feitiçaria. (Rosane briga na Justiça pelo aumento da pensão, de R$ 16 mil para R$ 40 mil).

Pai Ralf diz ter conhecido Rosane por intermédio de Suzana Marcolino, namorada de Paulo César Farias, tesoureiro da campanha de Collor à presidência e um dos pivôs do escândalo que levou o ex-presidente ao impeachment.

“Na época em que Collor foi afastado, eu tive uma visão dele deixando a presidência e sendo atingido por ovos podres. No mesmo período, fui atender em um salão de beleza de Maceió e conheci Suzana Marcolino, aquela que morreu com PC Farias.

Ela disse que era amiga de Rosane gostaria que eu fizesse uns trabalhos e então descobri que era a própria Rosane que queria meus serviços para absolvê-la no processo da LBA. Como pagamento, eu pedi para ajudar Fernando Collor, que estava na lama”, disse o pai de santo.


Fernando Color, a foto Oficial da Presidência
De acordo com Pai Ralf, a entidade Maria Padilha, que através dele atendia o casal, ficou indignada depois da entrevista de Rosane, por ela não ter falado sobre o tempo em que se envolvia em práticas ocultistas após o afastamento de Collor da presidência. “Estou dizendo apenas o que Maria Padilha está passando. Ela ficou revoltada por Collor não cumprir as dívidas espirituais. Rosane provocou a minha separação de Collor e Maria Padilha separou o casal. Acho que agora ela é evangélica para tirar dinheiro dele ou se promover. Uma pessoa cristã não pode agir como ela agiu, desprezando a entidade depois de tanto trabalho negro que fiz”, afirmou.

O umbandista também disse que caso Fernando Collor pague as dívidas que possui com o mundo espiritual, ele estará apto para voltar à Presidência da República. “Ele não pagou a dívida com as entidades. Collor tem que ir para a Igreja de São Jorge, no Rio de Janeiro, e no Recife ele deve subir as escadarias do Morro da Conceição e visitar o túmulo da “menina sem nome” (criança brutalmente assassinada e enterrada como indigente no Cemitério de Santo Amaro). Se fizer isso, voltará a ser presidente”, disse.

Para Pai Ralf, o julgamento do Mensalão também foi obra da entidade Maria Padilha. “Todos os que estão aí (no banco dos réus) lutaram pelo impeachment. Maria Padilha me disse que iria mostrar todos os inimigos dele na televisão e está aí. Até o presidente Lula era contra ele”.

Foto: Facebook

Pai Ralf, glorioso, incorporando a entidade espiritual Maria Padilha


29 de set. de 2010

ALAGOAS: Os desabrigados que Collor colocou no presídio

ALAGOAS
Os desabrigados que Collor colocou no presídio
Fernando Collor era governador de Alagoas, em 1988, quando o rio Mundaú transbordou, deixando 100 famílias desabrigadas. Collor mandou que alojassem as pessoas em um presídio abandonado enquanto seriam construídas novas moradias. 22 anos depois, os desabrigados continuam no presídio, sem direito a liberdade provisória, enquanto Collor, continua solto, foi eleito senador e é candidato a governador de Alagoas

Foto: Beto Macário/UOL

PRISIONEIROS DE COLLOR - Família Dos Anjos posta para morar num presídio há 22 anos, pelo governador de Alagoas, Fernando Collor, tem como porta de frente da casa uma grade de cela.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Notícias Uol

No fim de junho, no meio das notícias sobre as enchentes que varreram alguns estados do nordeste, inclusive Alagoas, o repórter Carlos Madeiro, da UOL, localizou uma comunidade que sofre efeitos das enchentes a bem mais tempo, que as vítimas desse ano. Parece uma viagem no túnel do tempo. Para 100 famílias de União dos Palmares a “calamidade pública” já dura 22 anos, quando foram desabrigadas pela enchente do mesmo rio Mundaú, em 1988.

Era governador de Alagoas Fernando Collor de Mello, aquele que se elegeu presidente, foi cassado e agora, Senador por Alagoas, é novamente candidato a governador.

Foi ele que diante da catástrofe, determinou que as famílias, vitimadas pelas enchentes, fossem enviadas provisoriamente para ocupar os pavilhões da colônia prisional Santa Fé, um presídio na zona rural, a 8 km do centro de União dos Palmares, que estava em reformas.

Foto: Beto Macário/UOL

Maria do Carmo, 57, abrigou na sua cela, a irmã que perdeu a casa com a enchente deste ano.

Era uma medida provisória, “até que novas casas fossem construídas”, mas a situação acabou tornando-se permanente.

Como era um presídio abandonado e em reforma, na colônia prisional não existe fornecimento de água ou banheiros, o serviço de transporte coletivo é improvisado. Banhos e necessidades fisiológicas são feitas no riacho Canabrava, a cerca de 300 metros do local. A água de beber e lavar roupa vem do chafariz no distrito da Santa Fé, distante 1 km da colônia.

As famílias dividem de forma improvisada os 15 pavilhões. As celas são separadas por tábuas. A energia elétrica é o único serviço essencial prestado à comunidade, mas desde o último dia 18 o fornecimento foi suspenso, assim como ocorreu na maior parte da região, devido à destruição da subestação da cidade de União dos Palmares.

Foto: Beto Macário/UOL

Maria do Carmo mostra carteira que recebeu do último cadastro para conseguir casa nova, em 2008

Os moradores já foram cadastrados inúmeras vezes. Desde 2008 receberam, depois do cadastro, uma carteirinhas de membro da “Associação de Sem-tetos de União dos Palmares”.

A nova enchente renovou a esperança dos moradores da colônia. Maria José da Conceição, 29, veio morar na colônia quando tinha nove anos e confessa que voltou a sonhar em ser contemplada com uma casa.

“Soube que o presidente esteve aqui, e espero que a gente seja incluída nessa lista. Nunca perdi a esperança, mas agora estou mais confiante. Quero criar meus filhos em um local melhor”, disse.

Primeira moradora a chegar ao local, Quitéria Pereira dos Santos, 45, (foto) que teve cinco filhos, nascidos e criados no pavilhão 15 da colônia, perdeu tudo com a cheia de 1988 e desde então não teve oportunidade de morar em outro lugar.

Enquanto essas 100 famílias estão vivendo num presídio, Fernando Collor e tantos outros tantos estão soltos por aí, candidatando-se a governador de Estado, deputado, senador e até presidenta da república.

Foto:Beto Macário/UOL

A preocupação do pessoal é que depois de tanto tempo sem manutenção, com rachaduras no teto e nas paredes, o presídio que estava em obras, mas as reformas pararam após a ocupação, desabe sobre eles.


4 de ago. de 2010

STF abre mais um inquérito contra Renan Calheiros

ELEIÇÕES 2010
STF abre mais um inquérito contra Renan Calheiros
O candidato peemedebista para o senado por alagoas, homem forte de Dilma de Lula no Senado, famoso por sua sobrevivência diante de escândalos políticos de alta envergadura, vai ser investigado, mais uma vez, não se sabe por que, mas imagina-se que seja algo de contundente gravidade. Renan porem não se preocupa com essas investigações, esta em campanha para reeleição e de olho no butim Brasil, numa eventual continuação do governo petista

Fotomontagem Toinho de Passira

Se o Brasil fosse um país descente onde estaria Renan Calheiros, neste momento?

Toinho de Passira
Fontes: Prosa &Política, Portal Terra, Estadão, Revista Veja , Extra Alagoas

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para investigar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O pedido foi feito em 19 de julho, pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Não há informações sobre o conteúdo da denúncia, apenas que se trata de crimes praticados contra a administração em geral e tráfico de influência.

Em 22 de julho, o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, autorizou a distribuição dos autos. O processo, de cinco volumes e 1.131 folhas, está sob responsabilidade da ministra Cármen Lúcia.

Em 2007, o Plenário do Senado absolveu Calheiros, por 40 votos a 35 e seis abstenções, em um processo por quebra de decoro parlamentar. Foi a primeira vez na história que um presidente do Senado teve cassação avaliada em Plenário.

A representação contra o senador foi feita pelo partido PSOL, baseada em uma reportagem da revista Veja. O texto afirmava que Calheiros tinha contas pessoais, inclusive a pensão da filha com a jornalista Mônica Veloso, pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior.

Uma perícia da Polícia Federal apontou que os documentos apresentados por Calheiros, "isoladamente", não comprovam que ele tinha recursos suficientes para fazer os pagamentos. O Conselho de Ética aprovou o relatório dos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) com uma lista de oito argumentos contra Calheiros. Depois, o pedido foi encaminhado e analisado pelo Plenário e ele ameaçando com dossiês meio mundo acabou absolvido.

Essa parece uma boa notícia, mas não temos nenhuma esperança que Renan Calheiros seja o primeiro senador da história da república a ser punido pelo Supremo Tribunal Federal.

O nobre Senador alagoano tem uma folha corrida volumosa e absolvições inesperadas no mesmo limiar.

Nem o STF nem o Procurador Geral da República divulgaram a historia do crime que está sendo apurado. Se um só, se vários, se antigos ou recentes.

Basta relembrar o que publicou a revista Veja na sua edição 2020 de 8 de agosto de 2007:

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, é um homem milionário. Dono de fazendas, casa na praia, apartamento, carros de luxo e os valorizados bois de Murici, seu patrimônio oficial é estimado em cerca de 10 milhões de reais. Descobriu-se agora que a fortuna do senador é ainda maior. Além de pecuarista, Renan é um empresário emergente do ramo das comunicações.

Ele é dono de duas emissoras de rádio em Alagoas que valem cerca de 2,5 milhões de reais e, até dois anos atrás, foi sócio de um jornal diário cujo valor é de 3 milhões. Pouca gente em Alagoas conhece essas atividades do senador. E por uma razão elementar: os negócios de Renan são clandestinos, irregulares, forjados de modo a manter o anonimato dos envolvidos.

Para que isso fosse possível, a compra das emissoras de rádio e do jornal foi colocada em nome de laranjas, formalizada por meio de contratos de gaveta e paga com dinheiro vivo – às vezes em dólares, às vezes em reais. Tudo feito à margem da lei, com recursos de origem desconhecida, a participação de funcionários do Senado e, principalmente, visando a garantir que a identidade do verdadeiro dono, o senador Renan Calheiros, ficasse encoberta.

Foto: Arquivo

Na história pregressa do Senador Renan Calheiros, já há três investigações contra ele no Supremo Tribunal Federal, todas em segredo de justiça: a primeira a partir da denúncia de que receberia ajuda financeira de uma empreiteira para bancar despesas e pagar a pensão alimentícia da filha que tivera, fora do casamento, com uma jornalista. Também é acusado de irregularidades na declaração de bens e emissão de notas fiscais frias na compra e venda de bois virtuais, uma manada que apresentava uma produtividade muito acima da média brasileira, supostamente existente para lavar dinheiro.

Mais essas investigações que iniciaram há três anos não impedem o senador Renan Calheiros, que em qualquer país, com o mínimo de decência, estaria no cárcere ou pelo menos alijado da vida pública, a se candidatar como “ficha limpa” como senador de Alagoas.

Ao contrário do que deveria acontecer, sua situação atual é de prestígio e poder nessa e numa futura continuação de uma república petista, caso Dilma Fantoche ganhasse o pleito de outubro.

Renan Calheiro é paparicado pelo Presidente Lula e pela candidata, que mendigando o seu apoio, prometem-lhe mundos e fundos no caso de uma vitória. Não é de se estranhar, eles são farinhas que habitam o mesmo saco.