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11 de out. de 2014

Paulo Câmara, governador eleito de Pernambuco: 'Brasil pode melhorar com Aécio'

BRASIL – Eleição 2014- 2º Turno
Paulo Câmara, Governador eleito de Pernambuco:
'Brasil pode melhorar com Aécio'
Afilhado político de Eduardo Campos, falando ao site da Veja, comenta a aliança com o presidenciável tucano. E diz: Marina perdeu para os ataques

Foto: Reprodução Facebook

Paulo Câmara (PSB), ao lado do filho de Eduardo Campos, João Henrique, durante comício na Mata Sul/PE -

Postado por Toinho de Passira
Reportagem Talita Fernandes
Fontes: Site Veja

Candidato a governador mais bem-votado do país, Paulo Câmara (PSB) obteve 68% dos votos em Pernambuco no último domingo – e carrega agora o peso de dar continuidade ao governo de seu padrinho político, Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 13 de agosto.

A chapa de 21 partidos com a qual disputou a eleição – também articulada por Campos – elegeu ainda vinte deputados federais, oito deles do PSB, e Fernando Bezerra Coelho ao Senado.

Aliado à comoção que tomou o Estado na esteira da tragédia que matou Campos, o forte palanque resultou, ainda, na vitória de Marina Silva em Pernambuco. Terceira colocada na disputa ao Planalto, ela obteve 48% dos votos no Estado.

Na quarta-feira, o PSB anunciou seu apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da corrida à Presidência. Câmara se torna, assim, um importante cabo eleitoral do tucano em Pernambuco. No dia seguinte ao encontro com Aécio em Brasília, o governador eleito recebeu a reportagem do site de VEJA na sede do PSB em Pernambuco. E afirmou:

"A única candidatura capaz de mudar é Aécio. Essa não era nossa candidatura dos sonhos, mas sim Eduardo e Marina. Mas o Brasil pode melhorar com Aécio. Nós estamos apostando nisso”. A seguir, confira a entrevista do socialista:

Como foram as conversas com Aécio Neves, a quem o PSB anunciou apoio no segundo turno?

Estamos entregando um conjunto de ações programáticas, que envolvem questões que o próprio PSB já tinha colocado, tanto por Eduardo quanto por Marina. Essas questões envolvem reforma política, reforma tributária, comprometimento de gastos com a saúde, pacto pela vida, e envolve também o passe livre. Envolve sustentabilidade. São questões programáticas às quais, num primeiro momento, Aécio não se mostrou contrário.

O passe livre é uma promessa que estava no programa do PSB, mas não aparecia entre as ações de Aécio. Ele vai assumir esse compromisso?

Ele já está estudando. Nosso apoio é condicionado a questões programáticas, como mostra a carta que entregamos a ele. Estamos com expectativas muito positivas porque ele se mostrou receptivo a tudo. Eu acredito que não vai ter problema porque ele quer governar com pessoas que tenham ideias boas para o Brasil. Não quer fazer uma aliança apenas eleitoral, quer uma aliança para governar o Brasil.

O PSB de Pernambuco foi um dos diretórios do partido que decidiram pelo apoio a Aécio. Foi uma decisão favorável para a sigla?

Tive o cuidado, aqui em Pernambuco, de conversar com os deputados federais eleitos, com os deputados estaduais eleitos, com um conjunto de pessoas que conhecem a realidade do Estado para saber qual era o sentimento, fora a minha opinião pessoal. Não houve nenhuma restrição ao apoio a Aécio. Há um sentimento muito forte em Pernambuco de que é preciso mudar. A única candidatura capaz de mudar é Aécio, apesar de ele não ser a candidatura dos nossos sonhos, que era a de Eduardo e de Marina. O Brasil pode melhorar com Aécio. Nós estamos apostando nisso.

Como foi a participação de Renata Campos (viúva do ex-governador) nesse processo?

Renata conversou com a gente e colocamos para ela todo o processo de escuta (dos membros do partido). Está muito serena e nos delegou a condução do processo. Está ciente de que o Brasil precisa melhorar. A gente não vê a possibilidade de melhorar do jeito que a gente quer com mais quatro anos do governo Dilma. A gente acha que o Brasil não quebra questões importantes que precisam ser quebradas, como as relações com o Congresso, o jeito de gerir 39 ministérios, a falta de previsibilidade e as instituições que não funcionam. A gente não acredita que isso tudo possa ser consertado com o conjunto de pessoas que estão aí porque eles tiveram quatro anos para fazer e não fizeram e estão entregando o Brasil pior do que receberam. Pioraram em tudo, não há nada melhor.

O que o senhor, como governador de Pernambuco, espera do governo federal em 2015?

Precisamos de previsibilidade, de saber o que vai ser feito para que a gente possa se organizar. O que não dá é ficar batendo na porta de mês em mês para saber respostas que não sejam devidamente pactuadas. Para você ter gestão é preciso ter previsibilidade. Eu vou ser um governador que vai priorizar a gestão. Eu preciso fazer um orçamento dentro das minhas receitas, dentro do que eu posso captar, dentro das minhas parcerias. É preciso ter regras claras do jogo para poder governar. Nós vamos exigir isso. Esperamos do próximo governo federal, e esperamos que o Aécio ganhe, que ele tenha compromisso com isso: que as instituições funcionem, que as regras sejam claras, como ele fez em Minas. Ele fez um governo que deu resultado.

Foto: Divulgação

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) indicando o afilhado político Paulo Câmara (PSB).

A poucos dias das eleições, o senhor deu uma declaração dizendo que não tinha se preparado para ser governador sem Eduardo Campos. Como é governar o Estado após a morte dele?

Eu não disse que eu não tinha me preparado. Disse que tivemos uma fatalidade ao longo do processo e que não tinha parado para pensar em governar Pernambuco sem ele. Eu fui candidato porque eu tinha as condições e preparo administrativo e político para ser governador. Agora, eu gostaria muito de ter Eduardo perto de mim, até por questões emotivas. Eu convivi com ele por vinte anos, fui secretário dele por oito anos e falava com ele todos os dias. Vai fazer muita falta para o resto da minha vida, não tenho dúvida disso. Quando falei isso, me referia às questões emocionais, afetivas. Eu via a vibração que ele tinha com o sucesso de Geraldo (Geraldo Júlio, prefeito de Recife, eleito em 2012 pelo PSB) e gostaria muito que tivesse também essa oportunidade de me ver como governador, fazendo aquilo que ele tinha me pedido e com o que eu tinha me comprometido. E é isso que eu vou fazer. Só que eu vou fazer sem ele estar junto.

Como o senhor avalia o desempenho do PSB nas eleições presidenciais? Marina Silva chegou a liderar nas pesquisas e acabou ficando fora do segundo turno. Onde está o erro?

Eu acho que Marina foi muito atacada e não teve muitos instrumentos de defesa. Ela tinha pouco tempo de televisão e não tinha espaço para se defender. Isso pesou muito.

Mas teve muita gente dizendo que o desempenho dela foi prejudicado porque ela não quis se valer de alguns palanques regionais, caso de São Paulo...


Eu não tenho um diagnóstico nacional. Marina era mais conhecida que Eduardo. A gente sempre achou que ele cresceria aos pouquinhos, mas Marina cresceu mais rápido. Nossa previsão era de que ele chegaria ao segundo turno, mas crescendo no mês de setembro. A eleição para presidente é diferente, o debate é mais intenso. Eu não tenho muitos elementos para avaliar os erros da campanha de Marina. Mas a ausência de instrumentos de defesa a prejudicou. Disso eu não tenho a menor dúvida. Houve muito ataque e ela não teve a oportunidade de desmentir.

Quais os principais desafios que acredita que terá como governador?

O resultado da eleição mostra claramente que a população quer manter essa forma de governar. Os nossos programas são conhecidos como programas que dão resultado. Isso me anima porque eu fiz parte desse projeto. A forma de governar que Eduardo implementou é a forma em que acredito. O resultado me dá a tranquilidade necessária para continuar nesse caminho. Claro, aperfeiçoando o que for necessário. A gente já tem uma linha, um norte, um caminho que seguir a partir de primeiro de janeiro, com muita transparência. Nosso programa de governo é nosso instrumento inicial. Agora, será priorizado o que vai ocorrer em 2015, 2016, 2017. Isso vai acontecer dentro de um projeto que chamamos “Todos por Pernambuco”. Vamos para as doze regiões do Estado fazer plenárias, falando com a população. Isso vai ser feito no primeiro semestre de 2015. A gente tem muita coisa para continuar. Vamos seguir nesses caminhos, melhorando os indicadores sociais, como educação e saúde.

Pernambuco avançou muito em questões econômicas. Mas o Estado tem ainda indicadores sociais preocupantes. Eduardo Campos falava muito em programas como a escola tempo integral e o Pacto pela Vida. Como esses programas ficarão no seu governo?

Nós temos hoje 300 escolas em tempo integral. Tínhamos treze em 2007 (quando Campos assumiu o governo). A meta é universalizar até o fim do governo, em quatro anos. O Pacto pela Vida reduziu o índice de homicídios em 40% nos últimos anos sete anos. Este ano começamos mal, mas estamos melhorando. A meta de reduzir para 12% está mantida. Vamos fazer o que ele fez: assumir pessoalmente o programa, o compromisso. Temos a necessidade de investirmos mais em pessoal, em mais equipamentos, como comprar mais câmeras de segurança, o que fez bons resultados em alguns municípios, como no Recife. Além disso, temos que fazer com que o governo federal assuma seu papel, principalmente nessa questão das drogas.

Qual é a marca que o senhor quer deixar no seu governo?

Quero ser um governador que vai cumprir os compromissos, como o Eduardo foi. A minha marca será cumprir o programa de governo, deixando o Estado melhor do que eu recebi.

6 de out. de 2014

Paulo Câmara: a maior votação percentual do Brasil

BRASIL – Pernambuco – Eleição 2014
Paulo Câmara: a maior votação percentual do Brasil
Eduardo Campos morto decidiu a eleição em Pernambuco. O socialista Paulo Câmara ganhou de capote, teve o dobro dos votos que o fanfarão, Armando Monteiro Neto (PTB)


Detalhe da primeira página Diário de Pernambuco

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  Diário de Pernambuco

O socialista Paulo Câmara foi eleito para governar Pernambuco como a maior votação percentual do país. O socialista obteve 68,08% dos votos válidos, o que representa 2,2 vezes do segundo colocado, o cuja votação alcançou 31,07%.

A Frente Popular conquistou além do governo do estado a vaga de senador, com Fernando Bezerra Coelho (PSB). Ex-ministro da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff, Bezerra Coelho superou a votação do petista e ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), em 1,2 milhão de votos.

“Pernambuco vai ter um governador servidor público por vocação e um servidor que vai trabalhar para o povo que mais precisa”, disse Paulo Câmara à noite, em entrevista à imprensa. Câmara, ex-secretário da Fazenda, é funcionário licenciado do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE).

Para o governador eleito, o resultado das eleições foi um reconhecimento ao trabalho e ao legado do ex-governador Eduardo Campos, que faleceu em acidente aéreo em Santos (SP). No acidente, além de Campos, morreram os dois pilotos e quatro assessores da campanha do ex-governador.

O pronunciamento de Câmara foi feito em entrevista coletiva à imprensa, no Recife Monte Hotel, em Boa Viagem, onde estava ao lado de Fernando Bezerra Coelho, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, e a viúva do ex-governador Eduardo, Renata Campos.

Antes de ir à Boa Viagem, o governador eleito desfilou em carro aberto, ao lado de Geraldo Julio, na Praça de Casa Forte. Ali, Paulo, ao lado de três dos cincos filhos do ex-governador Eduardo, foi recebido pela militância da Frente Popular.

No meio do desfile, o futuro governador desceu do carro para abraçar padre Edwaldo Gomes, pároco da Igreja Casa Forte, onde a família Campos costuma ir às missas.

Geraldo Júlio e a esposa, Cristina Melo, Raul Henry, eleito vice-governador, Felipe Carreras, que conquistou uma vaga de deputado federal, e Sileno Guedes, presidente estadual do PSB, subiram no palco do Marco Zero, além dos filhos de Eduardo e Renata Campos, que chegou depois, sob ovação.

"Nem o mais otimista iria imaginar uma vitória tão expressiva. Pernambuco te ouviu e te homenageou", declarou Fernando Bezerra Coelho, referindo-se a Eduardo Campos. Ele conquistou 64,34% dos votos válidos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fernando Bezerra agradeceu também aos filhos do ex-governador, João e Pedro, que, segundo ele, "tomaram a campanha nas mãos. É como se Eduardo estivesse com eles".

O governador eleito, Paulo Câmara, foi o último a falar, sob muita chuva. "Pernambuco mostrou para todo o Brasil como se faz uma eleição. Quero agradecer a cada pernambucano e vou honrar a confiança. Hoje demos exemplo para o Brasil. Unimos Pernambuco para fazer por quem mais precisa. Eduardo vai fazer falta, mas estará em nossos corações para sempre. Vamos contar com cada um de vocês para governar o estado. Pernambuco mostrou que a força do povo faz a diferença.

Vamos pegar no serviço, como dizia Eduardo", finalizou.

16 de set. de 2014

Tudo indica que Paulo Câmara (PSB) será o novo governador de Pernambuco. Armando Monteiro já era.

BRASIL – Pernambuco – Eleição 2014
Tudo indica que Paulo Câmara (PSB) será o novo governador de Pernambuco. Armando Monteiro já era.
A cada pesquisa, o candiato de Eduardo Campos dispara e o de Lula e Dilma despenca

Postado por Toinho de Passira
Fonte: G1 - Pernambuco

Pelo andar da carruagem e pelas últimas pesquisas do Ibope divulgada nesta terça-feira (16), o candidato do PSB, Paulo Câmara, vai ganhar a eleição para Governador de Pernambuco, enterrando de vez a pretensão do senador Armando Monteiro (PTB).

Desde a morte de Eduardo Campos, padrinho de Paulo Câmara, que os seus números do Ibope crescem, enquanto os de Armando desabam.

Nos resultados divulgados agora Paulo Câmara tem 38% e Armando Monteiro 32%, comparado ao resultado anterior, realizado em agosto, Armando Monteiro aparecia com 38% e Paulo Câmara, com 29%.

Houve uma clara inversão de papéis, enquanto Paulo cresceu 9 pontos, Armando despencou desabou seis.

Há pouco menos de 20 dias das eleições, a candidatura de Paulo aparece com o viés de crescimento, na mesma proporção que de Armando declina.

Por outro lado visto os índices de rejeição, quando o eleitor declara que não votaria no candidato de jeito nenhum, Armando Monteiro tem 21% e Paulo Câmara 18%

O segundo turno, entre os dois candidatos, mostra Paulo Câmara (PSB): 40%
Armando Monteiro (PTB): 34%,
Brancos e nulos: 11%
Não souberam responder: 16%

Realizada entre os dias 12 e 15 de setembro, a pesquisa contou com 2.002 entrevistas em 82 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levada em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

11 de set. de 2014

Morto, Eduardo Campos deve eleger, Paulo Câmara, governador de Pernambuco

BRASIL – Eleição 2014
Morto, Eduardo Campos deve eleger, Paulo Câmara, governador de Pernambuco
A queda do avião de Eduardo fez a campanha de Paulo Câmara subir

Postado por Toinho de Passira
Texto de Josias de Souza
Fonte:  Blog do Josias de Souza

Em 13 de agosto de 2014, dia da morte de Eduardo Campos, o deputado Márcio França, presidente do PSB de São Paulo, vaticinou: “O Armando Monteiro já pode renunciar à candidatura dele ao governo de Pernambuco. Não tem a menor chance. O Paulo Câmara está eleito.”

Decorridos 29 dias, o Datafolha atesta a previsão: a candidatura de Armando Monteiro (PTB) definhou 14 pontos percentuais, despencando de 47% para 33%. Já não exibe todos os sinais vitais. Tudo indica que a pretensão política do personagem morreu. Pior: não foi para o céu.

Com Paulo Câmara (PSB) deu-se o oposto. Desde a morte do seu padrinho, o ex-azarão agigantou-se de 13% das intenções de voto para para 39%. Pela primeira vez, encontra-se numericamente à frente do seu antagonista. Para Câmara, ex-secretário de Fazenda do Estado, a morte de Campos foi um enorme despertar.

30 de ago. de 2014

Empate técnico governador Pernambuco: pesquisa mostra Armando Monteiro com 32% e Paulo Câmara com 28%

BRASIL – Pernambuco – Eleição 2014
Empate técnico governador PE: pesquisa mostra Armando Monteiro com 32% e Paulo Câmara com 28%
O candidato socialista Paulo Câmara aparece com 28% das intenções de voto. No levantamento anterior, somava 10% das intenções de voto. Foram impressionantes 18 pontos percentuais em três semanas

Foto: Montagem Leia Já

Empate técnico: pesquisa mostra Armando Monteiro com 32% e Paulo Câmara com 28%

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Leia Já, Blog do Jamildo

A segunda rodada de pesquisas do Instituto Maurício de Nassau, para o Jornal do Commercio e o portal Leia Já, mostra um empate técnico entre os principais concorrentes ao Palácio do Campo das Princesas, a pouco mais de um mês das eleições em Pernambuco.

O candidato de oposição, o petebista Armando Monteiro Neto, continua na frente com 32% das intenções de voto, na pesquisa estimulada. Na edição anterior do levantamento, no começo de agosto, o petebista contava com 37% das intenções de voto.

Pelo lado da situação, o candidato socialista Paulo Câmara aparece com 28% das intenções de voto. No levantamento anterior, somava 10% das intenções de voto. Foram impressionantes 18 pontos percentuais em três semanas.

Os organizadores do estudo informam que a situação configura empate técnico porque a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Nesta situação, os candidatos podem ter dois pontos acima ou abaixo.

Os candidatos Miguel Anacleto (PCB), Jair Pedro (PSTU) e José Gomes (PSOL) registaram apenas 1% cada um nas intenções de voto.

A pesquisa é a primeira divulgada após duas semanas do início do guia eleitoral na TV, em que os candidatos apresentam suas propostas e, no caso dos menos conhecidos, tentam apresentar-se ao eleitor, como é o caso do estreante socialista.

Além do guia, o principal fato de relevância no curso da campanha até o momento foi a morte do ex-governador Eduardo Campos, aliado de Paulo Câmara, no dia 13 de agosto, em um acidente de avião em Santos, no litoral de São Paulo.

Os petebistas apontam essa comoção como o motor do crescimento do socialista e alguns adversários chegaram a reclamar de uso eleitoreiro do velório e sepultamento do líder socialista. Houve até uma guerra pelo uso da imagem do ex-presidenciável no Tribunal Regional Eleitoral, após a morte, no guia da TV.

24 de fev. de 2014

Paulo Câmara para Governador de Pernambuco - Eduardo Campos tira outro poste do bolso do colete

BRASIL - Pernambuco- Eleição 2014
Paulo Câmara para Governador de Pernambuco
- Eduardo Campos tira outro poste do bolso do colete
O governador escolheu seu secretario da fazenda para ser o seu candidato a Governador de Pernambuco. Desconhecido e técnico, como o José Júlio, o prefeito do Recife, o novo candidato nunca disputou uma eleição. O vice João Lyra não gostou da escolha, a única que aprovaria seria a dele mesmo. Armando Monteiro, o adversário, sabendo agora com que vai disputar, prepara as armas e estratégia. O jogo começou para valer.

Foto: Divulgação

O CANDIDATO - Paulo Câmara, um ilustre desconhecido é o candidato apoiado pelo governdor Eduardo Campos: “Câmara é um homem sincero, generoso e capaz de se emocionar pelos que sofrem”, classificou o governador

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diário de Pernambuco, NE 10, Terra, Jornal do Comércio , JC Online, Blog PC Cavalcanti, Blog do Vanguarda - Hélio Júnior, Blog do Jamildo

Hoje, oficial e festivamente, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tirou do bolso interno do colete o nome do secretário da Fazenda, Paulo Câmara, para ser o candidato da Frente Popular, a governador de Pernambuco, da mesma maneira que fez na indicação de Geraldo Júlio, que acabou ganhando em primeiro turno a eleição para Prefeito do Recife. Estimulado pelo sucesso municipal, o governador aposta alto, ao designar um desconhecido para a disputa.

Paulo Câmara, 42 anos, economista, sempre passou despercebido nos eventos do governo de Pernambuco. Atualmente no comando da Secretaria Estadual da Fazenda, Paulo Câmara já esteve à frente das pastas de Administração e Turismo durante as gestões Eduardo Campos.

Auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Nos bastidores, Câmara tem sido um interlocutor importante de Eduardo Campos com “celebridades” do meio fazendário nacional. Posições do governador em relação à guerra fiscal ou à criação dos fundos regionais de desenvolvimento e compensação de perdas financeiras são alguns temas resultantes de conversas do ainda secretário estadual com o “ex-número 2” do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

Sua personalidade metódica o faz ser comparado – por vezes – ao prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Portanto, não seria surpresa se um novo objeto ligado ao universo do trabalho fosse utilizado pelo marketing político como marca para vendê-lo candidato. O prefeito do Recife adotou um capacete de operário na eleição municipal de 2012.

Casado com Ana Luiza Câmara – cuja mãe, Vanja Campos, é tia de Eduardo Campos e irmã de seu pai, o escritor Maximiano Campos, já falecido – ele é pai de duas meninas: Helena (9) e Clara (4).

Câmara ascendeu internamente no governo graças ao seu apreço pelo diálogo. Teve seu nome lançado por socialistas como o deputado estadual Aluísio Lessa; o secretário de Governo, Milton Coelho; o prefeito de Moreno, Adilson Gomes Filho; pelo procurador-geral do Estado, Thiago Norões e pelo chefe de gabinete do governador, Renato Thiebhaut.

Estreante em disputas eleitorais, Câmara se enquadra nos padrões de “nova política” prescritos por Eduardo Campos. É diretamente ligado à gestão do Estado, tem perfil técnico e é um homem de sua absoluta confiança. De quebra, é o “pai” do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), iniciativa que iniciativa que injetou R$ 280 milhões nos cofres das prefeituras.

Eduardo Campos apresentou o secretário como autor da nova lei do ICMS e como o responsável por definir um calendário anual para pagamento dos salários dos servidores estaduais.

Desconhecido no interior de Pernambuco, é dependente da força do governador para garantir a sua eleição. O complicador é que envolvido na própria postulação a Presidente da Republica, Eduardo não vai poder ficar com ele debaixo do braço como fez com Geraldo Júlio, durante campanha eleitoral do Recife.

Foto: Blog do Jamildo

O vice-governador João Lyra, dirimindo dúvidas compareceu a cerimônia de lançamento da candidatura de Paulo Câmara, não foi eloquente, mas também não comprometeu

FATOR JOÃO LYRA

A escolha de Eduardo provocou mágoas profundas no vice-governador João Lyra Neto (PSB), por ter sido preterido como candidato e nem ouvido no processo decisório.

Lyra – que assume o governo no dia 4 de abril, com a desincompatibilização de Eduardo para disputar a Presidência – compareceu ao lançamento da candidatura Paulo Câmara e afirmou ao Blog de Jamildo, protocolarmente, “que está animado em assumir o governo do Estado e realizar as entregas de obras, no período de nove meses que ficará no comando do governo do Estado, após a saída de Eduardo Campos”.

“[A chapa] foi uma decisão do governador Eduardo Campos, que com certeza já unificou toda a Frente Popular”, disse o vice-governador, que negou ter ficado insatisfeito por não ter sido escolhido candidato.

Só tempo dirá se ele está sendo sincero ou não. Comenta-se que ele não foi o escolhido “porque não preenchia o perfil ideal para se ajustar ao discurso nacional de Eduardo, o de que a sociedade quer novos atores”.

A lógica de ter Caruaru na chapa de governador, mantendo a tradição e reconhecendo a importância da Capital do Agreste, não foi levada em conta por Eduardo Campos.

O Blogueiro Hélio Júnior, do Jornal Vanguarda de Caruaru comentou nesse fim de semana: “Com a confirmação de Paulo Câmara candidato ao Governo do Estado, Raul Henry vice e Fernando Bezerra Coelho para senador, a cidade perdeu para Petrolina”.

Foto: Elza Fiúza/ABr

MISSÃO IMPOSSÍVEL - Armando Monteiro, para ter chance, precisa unir o PT de Pernambuco em torno do seu nome.

ARMANDO MONTEIRO

O candidato das oposições em Pernambuco, nunca foi segredo, será o senador Armando Monteiro (PTB), eleito para o senado com o apoio de Eduardo Campos e que nunca desceu do palanque durante os sete anos da gestão de Eduardo Campos – atraindo prefeitos e líderes políticos locais e construindo as bases para a sua candidatura, apesar do seu perfil pouco carismático.

Seu maior desafio é montar uma aliança que lhe dê tempo de TV e rádio para concorrer em pé de igualdade, na propaganda eleitoral, com a Frente Popular liderada pelo PSB do candidato Paulo Câmara.

Para ter uma chapa forte, vai precisar contar com os petistas, inclusive para penetrar em redutos da Região Metropolitana do Recife, tradicionalmente divididos entre o PMDB de Jarbas Vasconcelos, – hoje, fragilizado –, o PSB arraesista e o PSB de Eduardo, e o PT irradiado nos 12 anos de gestão da capital.

Para se contrapor à força política de Eduardo, Armando já tem o apoio de Lula e Dilma. Resta o difícil apoio verdadeiro do dividido e autofágico PT estadual e o do Recife.

O senador tenta ainda atrair o PDT e o PP para a aliança. O PCdoB nacional determinou o apoio, mas o local está nas gestões de Eduardo e Geraldo Julio e já decidiu apoiar Câmara.

Se Armando Monteiro conseguir formar a chapa dos seus sonhos, com o deputado federal João Paulo (PT) na vaga de vice, e o também deputado federal Eduardo da Fonte (PP) na vaga de Senador, Pernambuco caminha pra ter uma das disputas mais acirradas do Brasil, com dois palanques de peso.

Definido os guerreiros, a batalha começou de verdade, hoje em Pernambuco.

Foto:
IMAGEM
LEGENDA


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