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16 de jan. de 2015

Acidente que matou Eduardo Campos aconteceu por erros do piloto, conclui investigação da Aeronáutica

BRASIL – Acidente Aéreo
Acidente que matou Eduardo Campos aconteceu por
erros do piloto, conclui investigação da Aeronáutica
Não foi encontrado nenhum indício de falha técnica: as duas turbinas estavam em perfeita condição de uso. Apurou-se que o piloto não estava suficientemente treinado para pilotar o sofisticado Cessna 560 XL, e que a relação entre os dois pilotos não era boa. Somam-se a isso os “fatores contribuintes”: o tempo estava fechado, com muita chuva, e a pista da Base de Santos, curta e entre picos, é considerada difícil mesmo para pilotos experientes e em boas condições de tempo.


Eduardo morreu quando era terceiro lugar, nas pesquisas, na corrida eleitoral para presidente

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Estadão

As investigações da Aeronáutica, que começam a ser divulgadas no início de fevereiro, concluíram que o acidente que matou o presidenciável do PSB e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no meio da campanha eleitoral do ano passado, foi causado por uma sequência de falhas do piloto Marcos Martins - desde a falta de treinamento para aquela aeronave até o uso de “atalho” para acelerar o procedimento de descida.

Como resultado decisivo, Martins foi obrigado a abortar o pouso e arremeter bruscamente, operando os aparelhos em desacordo com as recomendações do fabricante do avião e acabando por sofrer o que é tecnicamente descrito como “desorientação espacial”. É quando o piloto perde a referência do avião em relação ao solo, não sabe se está voando para cima, para baixo, em posição normal, de lado ou de ponta cabeça.

Essa conclusão sobre a “desorientação espacial” baseou-se em informações sobre os últimos segundos do voo, no momento em que o avião embicou num ângulo de 70 graus e em potência máxima, como se o piloto acelerasse pensando que estava em movimento de subida, quando na verdade estava voando para baixo, rumo ao solo.

O acidente ocorreu na manhã de 13 de agosto de 2014, quando o Cessna 560 XL saiu do aeroporto Santos Dumont, no Rio, rumo à Base Aérea de Santos, no Guarujá, em São Paulo. Por volta de 10h, a aeronave caiu em Santos, no bairro Boqueirão. Além de Eduardo Campos, que estava em terceiro lugar na corrida presidencial, morreram quatro assessores dele, o piloto e o copiloto Geraldo Magela Barbosa.


Avião que transportava Campos e mais seis pessoas caiu no bairro do Boqueirão, em Santos

Treinamento. - Nesses cinco meses de investigações, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão da Aeronáutica (Cenipa) levantou ainda todo o perfil psicológico, pessoal e profissional dos dois pilotos e listou uma sequência de falhas de Marcos Martins, antes e durante o voo.

Não foi encontrado nenhum indício de falha técnica ou de operação do sistema aeronáutico. As duas turbinas foram detalhadamente analisadas e estavam em perfeita condição de uso, mas a caixa preta de voz não foi útil para as conclusões. Ela simplesmente não estava ligada, não gravou as conversas durante o voo.

Conforme apurado pelos investigadores, Martins não estava treinado para o Cessna 560 XL, uma aeronave sofisticada e nova, concluída em 2010. Ele, por exemplo, nunca tinha passado pelo simulador.

Está registrado, também, que a relação entre os dois pilotos não era boa.

Eles já tinham um histórico de atritos e o copiloto teria, inclusive, pedido para não mais voar com Martins, que, em redes sociais, se disse “cansadaço” dias antes do acidente. Aquele seria, possivelmente, o último voo conjunto da dupla.

Arte: Estadão

TRAJETO - Erro na rota de pouso e na de recompor-se depois de ter arremetido

Chuva e pista. - Essas falhas prévias de preparo técnico e psicológico na cabine de comando foram agravadas por duas circunstâncias objetivas - ou “fatores contribuintes”, no jargão dos investigadores. O tempo estava fechado, com muita chuva, e a pista da Base de Santos, curta e entre picos, é considerada difícil mesmo para pilotos experientes e em boas condições de tempo.

Apesar de todos esses agravantes, e talvez por excesso de autoconfiança, Martins cometeu, segundo os investigadores da Aeronáutica, o erro que deflagrou todo o desfecho trágico: ele desdenhou a rota determinada pelos manuais para o pouso na Base de Santos, não fez a manobra exigida para aquela pista e tentou pousar direto, de primeira.

Mal comparando com um carro, é como se o piloto não tivesse feito o retorno previsto, tentando um “atalho” para entrar direto num estacionamento.

Depois da imprevidência e de embicar para o pouso, ele concluiu que não conseguiria e foi obrigado a arremeter bruscamente. A manobra é considerada a prova da desorientação do piloto.

14 de set. de 2014

Protógenes acha que atentado matou Eduardo Campos

BRASIL – Tragédia Eduardo Campos
Protógenes acha que atentado matou Eduardo Campos
O delegado Federal e deputado estranhou a não preservação do local e demora da Polícia Federal de comparecer ao local para começar as investigações

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diário do Poder

Na sua coluna deste domingo, Claudio Humberto, Diário do Poder, reportou que o delegado federal e deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), conhecido por haver prendido o banqueiro Daniel Dantas, suspeita que a morte de Eduardo Campos nada teve de acidental, foi um atentado, segundo segredou a colegas da PF.

Ele chegou a Santos logo após a tragédia, colheu indícios e depoimentos e os enviará à Procuradoria-Geral da República, com o pedido para aprofundar as investigações.

Protógenes disse a policiais ter ficado intrigado porque o local nem sequer foi preservado. Delegados da Polícia Federal somente apareceriam à noite.

Entre os objetos colhidos, o delegado Protógenes encontrou na lama a capa de um livro do piloto, intacta, mas sem as páginas internas.

No dia da tragédia, Protógenes estava na expectativa de rever Eduardo Campos, com quem se encontrou em 1o de maio e na Semana Santa.

A hipótese de atentado contra Eduardo sempre foi mencionada, mas ninguém a levou tão a sério quanto o delegado Protógenes Queiroz.

13 de set. de 2014

Avião que levava Eduardo Campos tinha apólice de seguro de US$ 50 milhões. Atingidos sem indenizações

BRASIL - Tragédia
Avião que levava Eduardo Campos tinha apólice de seguro de US$ 50 milhões. Atingidos ainda sem indenizações.
Irmão do ex-governador protocolou ofício no MPF para pedir à Cessna, fabricante do avião, e ao Bradesco que cumpram os termos da apólice

Foto: Futura Press

Local da queda de aeronave em Santos, no litoral paulista

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Mariana Zylberkan
Fonte:  Veja

Um mês após a queda do avião que matou Eduardo Campos, o irmão do ex-governador de Pernambuco, o advogado Antonio Campos, negocia para indenizar as famílias que tiveram suas casas destruídas no acidente. Nesta sexta-feira, ele protocolou ofício no Ministério Público Federal para pedir à Cessna, fabricante do avião, e ao Bradesco para confirmar a vigência de uma apólice de seguro com prêmio de 50 milhões de dólares para danos a terceiros.

O documento chegou às mãos de Campos nesta semana por meio da família do comandante Marcos Martins, que morreu na tragédia. Na apólice, a empresa AF Andrade como segurada. A validade se estende até dezembro deste ano e está condicionada à presença do comandante Martins e de Geraldo Magela, o copiloto, na aeronave.

No ofício, Campos pede que o valor do seguro seja revertido de imediato ao ressarcimento de danos sofridos pelas vítimas. Em nota, o advogado defendeu a divulgação, mesmo que inicial, das investigações sobre as causas do acidente. “É o que aguardam e pedem as famílias enlutadas e a sociedade brasileira”, diz o advogado em nota.

A advogada Wanda Maria Bittencourt, dona da casa onde o avião caiu, abrindo uma cratera no quintal, reclama de descaso do partido.

“O PSB não tem nos atendido. Está faltando boa fé, estão muito preocupados com as eleições”, diz. Ela estima que irá gastar até 600.000 reais só com material para reconstruir parte do imóvel que foi destruído. Procurado, o PSB afirmou que tem interesse em indenizar as vítimas e diz já ter contratado um escritório de advocacia para intermediar as negociações.

Apólice de seguro da aeronave é válida até fim de 2014
Na 7ª DP de Santos, há 56 boletins de ocorrência registrados por moradores afetados. Eles formaram uma espécie de associação que tem orientação jurídica de advogados que defenderam as vítimas do acidente da TAM, em 2007. Ao menos sete imóveis – três apartamentos e quatro casas – terão que ser parcialmente reconstruídos, entre eles, a academia do empresário Benedito Juarez Camara, destruída pela queda dos destroços.

O empresário diz que aguarda fim do prazo de 15 dias concedido pelo procurador-geral eleitoral Rodrigo Janot para o PSB comprovar as movimentações financeiras para a utilização da aeronave. Segundo levantamento prévio realizado pelos proprietários, estima-se que os valores das indenizações cheguem a 2 milhões de reais.

Nesta semana, os empresários João Carlos Lyra Pessoa Monteiro de Mello Filho e Apolo Santana Vieira, que arrendaram a aeronave da empresa AF Andrade, também se ofereceram a indenizar as vítimas.

INVESTIGAÇÃO

Procedimento administrativo aberto pelo Ministério Público Federal de Santos tem acompanhado as investigações sobre a causa do acidente, capitaneadas pela Polícia Federal e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.

Segundo pessoas ligadas à apuração, técnicos da Cessna e da Pratt & Whitney, empresa canadense fabricante do motor da aeronave, têm divergido sobre as possíveis causas do acidente e passaram a atuar separadamente.

O principal mistério a ser desvendado pelos técnicos é o fato de a caixa-preta não ter registrado as informações de voz dos pilotos no dia do acidente. Há registro de gravações somente até a véspera da tragédia.

A família de Campos tem acompanhado as investigações de perto e estuda questionar judicialmente a União pelo fato de o comando da Base Aérea de Santos ter autorizado o pouso da aeronave em condições climáticas altamente desfavoráveis. Segundo especialistas, a visibilidade dos pilotos no dia era de 250 metros.

15 de ago. de 2014

Viúva relembra a última conversa com Eduardo Campos

BRASIL - Tragédia Eduardo Campos
Viúva relembra a última conversa com Eduardo Campos
Dona Renata surpreendia a todos. Ela se mostrava forte, até leve, andando entre as pessoas e conversando com os que lhe procuravam para apresentar condolências. Não caiu em prantos publicamente, apesar do olhar avermelhado, que carregava ainda na noite de ontem, de quem está sentindo a dor como uma força constante. Às vezes, parecia ser ela quem tranquilizava seus interlocutores.

Foto: Arquivo

Renata Campos e Eduardo no último carnaval

Postado por Toinho de Passira
Texto de Júnia Gama
Fonte: O Globo

No fim do dia de quinta-feira, o movimento na casa da família Campos estava intenso. Eram muitos os familiares, amigos e políticos que acompanharam desde sempre a trajetória de Eduardo Campos e queriam estar perto de “dona Renata”, como ele chamava a mulher, e dos cinco filhos do casal. O ambiente era dolorido e, em quase todos os rostos, olhos marejados e expressões de consternação. Eram dezenas de pessoas reunidas na parte externa, divididas entre a varanda e a área arborizada ao redor da piscina. Quase todas de pé. Em torno do bebê Miguel, filho caçula do casal, que passava de colo em colo, estavam os únicos sorrisos visíveis na casa.

Dona Renata surpreendia a todos. Talvez por ainda não ter realizado a perda tão inesperada, ela se mostrava forte, até leve, andando entre as pessoas e conversando com os que lhe procuravam para apresentar condolências. Não caiu em prantos publicamente, apesar do olhar avermelhado, que carregava ainda na noite de ontem, de quem está sentindo a dor como uma força constante. Às vezes, parecia ser ela quem tranquilizava seus interlocutores. Ela contou sua última conversa por telefone com o marido: haviam falado sobre o perfil das possíveis primeiras-damas, ela e Letícia Weber, mulher de Aécio Neves, que havia sido publicado no GLOBO no dia do acidente.

— Olhe, você saiu no jornal!

Ela, espirituosa, respondeu:

— Ah, é? E você, escapou? — pergunta que costumava fazer sempre que a família sabia que sairia uma reportagem sobre o marido.

Eduardo retrucou:

— Disseram lá que você manda em mim!

Dona Renata riu e pediu que ele lhe enviasse uma cópia do texto. Desligou o telefone e voou. Quando desembarcou em Recife, ligou o aparelho e a primeira mensagem que entrou foi a foto reproduzindo a reportagem. Também foi a última mensagem que recebeu do marido.

Ontem, ela contava essa história como se fosse mais uma conversa trivial e não a última entre marido e mulher.

— Não estava no script — concluiu Renata, repetindo uma expressão que vem usando a muitos que se aproximam para consolá-la.

CONSELHEIRA DE EDUARDO

Nesse momento, chegou outra viúva, que permaneceu em um abraço com Renata que durou mais que alguns minutos. Era Eliane Aquino, a mulher do ex-governador de Sergipe, Marcelo Déda, falecido em decorrência de um câncer no final do ano passado. Campos e Déda eram amigos. Assim como Renata, Eliane também tem um filho pequeno com síndrome de Down e citou as semelhanças entre a história que se abateu sobre as duas:

— Os dois eram nordestinos, tão jovens, morreram em São Paulo e nos deixaram filhos especiais. Me disseram que um dia eu ia entender o porquê da vinda do meu filho. Você também, Renata.

Renata respondeu que um padre também lhe havia feito essa afirmação. E lembrou que o batizado do filho Miguel aconteceu em uma igreja pequenina, exatamente um mês antes do acidente de Eduardo:

— Eu sabia que ele seria eleito e não queria um batismo grande, de filho de presidente.

Renata é uma mulher discreta, de bastidores, conselheira fundamental de Eduardo, mas que deixava a ele a atuação na linha de frente. Outra frase que ela tem dito aos amigos nas conversas ao redor da piscina e na área externa da casa, onde estão concentradas as visitas, é sobre a paixão de Eduardo pela política:

— A política para ele não era só trabalho, era também um hobby.

Os quatro filhos mais velhos estão sentidos. Mas, talvez confortados na fortaleza da mãe, aguentam firme o momento. Causa surpresa perceber que, tão jovens, seus olhares sustentam serenidade. Em meio ao furacão de mudanças, o homem mais velho, João Henrique, de 20 anos, comentou com colegas que um grande desejo e preocupação da família nesse momento é encontrar o relógio e o cordão de ouro com medalhinhas que Eduardo carregava sempre. As medalhinhas foram sendo acumuladas ao longo da vida do político e têm um valor sentimental imenso para a família, apreensiva com a possibilidade de não conseguir resgatar dos escombros esse fragmento de lembrança.

José Henrique, de 9 anos, o filho caçula até a chegada de Miguel, parece ainda não entender bem o que está ocorrendo. Ele anda entre os irmãos e os amigos, depois vai para o colo da mãe. Abraça Renata, fala algo em seu ouvido, afunda a cabeça em seu peito e depois sai, sem aparentar ter chorado. João e Pedro, o filho do meio, de 18 anos, ficam orbitando perto da mãe e dos amigos e namoradas que vieram dar forças. A menina, Maria Eduarda, de 22 anos, tem lágrimas nos olhos, mas consegue sorrir ternamente sempre que conversa com alguém.

APOIO A OUTRA VIÚVA

No início da noite, a jornalista Cecília Ramos, esposa do assessor de Eduardo, Carlos Percol, que também estava no voo, chegou à residência. Muito jovem, recém-casada, Cecília mostrava seu luto com um vestido preto e choro constante. Coube a Renata, que usava calça jeans e uma bata branca, consolá-la. Assim que a viu chegar, a anfitriã dirigiu-se à entrada da casa e abraçou sua companheira de tragédia. Cecília foi se acalmando, e logo começou a missa em homenagem aos maridos e demais vítimas do acidente. Foram os filhos que fizeram as leituras na celebração, na varanda da casa. João foi encarregado pelo Padre Luciano Brito de ler um trecho do Livro de Jó, que fala sobre vida eterna.

O diretor de cinema Guel Arraes, tio de Campos, também aparentava estar muito sentido com a morte do sobrinho. A um grupo, dizia que Eduardo seria “insubstituível” na política:

— O Eduardo tem uma personalidade muito própria. Ele é neto do Miguel Arraes, foi muito próximo do Lula, e podia simplesmente ter imitado um dos dois. Mas não, ele tem uma personalidade brilhante, muito própria. Nem o sobrenome Arraes ele usou, adotou o Campos, só dele.

A mãe de Eduardo, Ana Arraes, externava de forma mais visível sua dor. Chorava bastante e era confortada pelos amigos. Padre Pedro Rubens, reitor da Universidade Católica de Pernambuco, que se dizia contagiado pela disposição política de Eduardo e foi prestar sua homenagem ao ex-governador, resumiu o sentimento, ainda incompreensível:

— É uma saudade do futuro.

21 de jul. de 2014

Risco à paz mundial - Veja

RÚSSIA – CRIMES CONTRA A HUMANIDADE
Risco à paz mundial
O presidente russo Vladimir Putin empurra o mundo para o limiar de um conflito bélico ao financiar separatistas no leste da Ucrânia. Seus comandados abateram um avião com 298 a bordo

Foto: Reuters

"Putin estava feliz no Brasil. Ele está claramente usando a América Latina como uma frente contra os Estados Unidos", diz a cientista política ucraniana Lilia Shevtsova

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Duda Teixeira, Nathalia Watkins, Carlo Cauti, Raquel Beer, Leonardo Motta e Valeria Bretas
Fonte: Veja

Grandes guerras começam por motivos bem menos graves do que a derrubada de um avião civil com 298 pessoas a bordo, como ocorreu na semana passada nos céus da Ucrânia. Todos os indícios levantados até agora apontam para milicianos separatistas treinados e monitorados por tropas russas. Eles têm domínio territorial sobre a área de onde, como comprovam fotos de satélites, decolou o míssil supersônico que atingiu em cheio o Boeing 777 da Malaysia Airlines — a mesma companhia que há meses teve um jato idêntico misteriosamente desaparecido nas águas do Oceano Índico.

Grandes guerras começam também por agressões desse tipo, muitas vezes feitas por acidente ou engano. Pode ser essa a explicação para o ataque fatal ao avião da Malaysia Airlines que fazia o voo MH17, de Amsterdã a Kuala Lumpur. Desde que se apoderaram de baterias de mísseis antiaéreos Buk, de fabricação russa, e foram treinados para usá-los por monitores enviados por Moscou, os separatistas vinham tendo crescente sucesso em derrubar aviões inimigos naquela região. Cada disparo certeiro era comemorado em russo nas redes sociais frequentadas pelos separatistas.

Foto: Dmitry Lovetsky / Associated Press

Carros de bombeiros chegar ao local do acidente de um avião de passageiros perto da aldeia de Hrabove, Ucrânia, como o sol se põe 17 de julho.

Na quinta-feira passada, logo depois do desaparecimento do Boeing 777 da Malaysia Airlines, um oficial russo encarregado por Moscou de dar ajuda aos separatistas ucranianos, jubilante, postou durante algumas horas apenas o registro de mais um avião abatido. O oficial julgava tratar-se de um An-26 — Antonov turboélice de transporte de tropas e carga — da Força Aérea da Ucrânia. Não era. O avião abatido foi o Boeing 777 com quase 300 civis inocentes de várias nacionalidades a bordo. Na véspera, quarta-feira 16, os separatistas tinham celebrado na internet a derrubada de um Su-25 ucraniano. Esse anúncio continua lá. O relativo ao An-26 sumiu rapidamente. Foi a primeira tentativa dos russos e seus aliados na Ucrânia de apagar a marca do crime.

Felizmente, no mundo de hoje, as nações contam com redes de prevenção de grandes guerras bem mais eficientes do que as existentes no século passado, quando nas duas deflagrações bélicas mundiais somadas morreram quase 80 milhões de pessoas. Mas, apesar de todos os mecanismos de segurança atuais, pode-se dizer sem muita margem de erro que a derrubada do Boeing 777 civil na região fronteiriça entre a Ucrânia e a Rússia, na semana passada, é a mais grave ameaça à paz mundial neste século. "A indignação que eu sinto neste momento não pode ser descrita com palavras", disse Barack Obama, na última sexta-feira. O presidente americano só não construiu a frase responsabilizando diretamente Moscou pelo atentado. Nem precisava, pois Obama, valendo-se dos eufemismos e despistes de que a linguagem diplomática se nutre, disse a mesma coisa de outra maneira ao aprofundar ainda mais as sanções econômicas à Rússia que a Casa Branca havia decretado antes do disparo letal do míssil.

No epicentro dessa zona de morte e instabilidade encontra-se Vladimir Putin, o presidente russo, que usa o expansionismo como forma de propaganda política interna e, assim, vem conseguindo índices elevados de apoio popular. Na semana passada, enquanto o v mundo assistia atônito ao aparecimento de uma prova atrás da outra de que os russos tinham envolvimento direto na operação que matou quase 300 passageiros inocentes, a taxa de aprovação de Putin batia seu recorde histórico, com 83%. Adoração interna e desaprovação externa é uma receita desastrosa. Os líderes que enveredam por esse caminho oferecem perigo ao seu povo e ao mundo.

Foto: Dmitry Lovetsky / Associated Press

Um homem cobre um corpo com uma folha de plástico perto do local de um avião de passageiros Malaysia Airlines caiu perto da aldeia de Rozsypne, Ucrânia

Quando os corpos foram encontrados despedaçados no chão na Ucrânia, Putin acabava de chegar a Moscou, vindo do Brasil, onde participou de uma cúpula do grupo dos Brics — Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul. Na segunda-feira 14, a presidente Dilma Rousseff encontrou-se com Putin depois da reunião e disse: "Somos reconhecidos por nossa atuação autônoma no plano internacional em favor de um mundo mais justo, mais próspero e pacífico". Resta saber agora como os presidentes dos países reunidos sob a sigla Brics reagirão a essa tragédia. Como enfatiza a Carta ao Leitor desta edição, eles não podem simplesmente ignorar o massacre de civis patrocinado por um país-membro: "Se os integrantes do grupo dos Brics fingirem que não viram o crime e passarem a mão na cabeça do companheiro Putin, estarão se condenando ao fracasso ético e moral, justamente o que destrói as chances de sucesso cm todos os outros campos".

Em março, Putin enviou soldados mascarados e sem distintivo no uniforme para a Península da Crimeia, parte da Ucrânia. Os "homenzinhos verdes", como ficaram conhecidos, expulsaram soldados dos quartéis, ocuparam prédios públicos e canais de televisão. Putin dizia que não tinha participação na empreitada. Ainda assim, anexou a Crimeia.

No fim de março, deu medalhas aos que participaram da ação. Simultaneamente, milhares de soldados foram enviados pela Rússia para o leste da Ucrânia. O objetivo era conseguir mais um naco de território ou, na impossibilidade disso, dificultar ao máximo que o país seguisse o caminho bem-sucedido de outros Estados europeus, que saíram da esfera soviética, abraçaram a democracia e o livre mercado e se distanciaram da autocracia e do estatismo russo. Os Estados Unidos e a Europa impuseram sanções econômicas para punir Putin pelo avanço à margem da lei internacional. O efeito foi nulo.

Foto: Dmitry Lovetsky / Associated Press

Pessoas caminham entre os escombros no local do acidente do avião abatido por míssil na Ucrânia

O que farão de concreto agora que a derrubada do avião da Malaysia Airlines vai se tornando impossível de escamotear? "Qualquer controlador de voo treinado sabe distinguir na tela do radar um avião civil de um militar", diz o engenheiro sueco Mikael Robertsson, fundador do site FlightRa-dar24, que acompanha o tráfego aéreo comercial ao redor do planeta. O sistema russo de mísseis Buk é dotado de radar e receptor de sinais de transponder, que diferenciam claramente os tipos de aeronave. "Putin estava feliz no Brasil. Ele está claramente usando a América Latina como uma frente contra os Estados Unidos", diz a cientista política ucraniana Lilia Shevtsova, do Carnegie Endowment, em Moscou. Aos seus amigos tropicais agora só restam duas opções: agem por princípio e isolam Putin ou se rendem ao pragmatismo e entram em uma guerra que não é deles.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

14 de abr. de 2013

Boeing 737, pousou no mar de Bali

INDONÉSIA – Acidente Aéreo
Boeing 737, pousou no mar de Bali
Avião da companhia indonésia, Lion Air, "pousou" no mar em Bali, na Indonésia, na tarde deste sábado. Todos os tripulantes e passageiros sobreviveram.

Foto: Reuters

Imagens do acidente mostraram uma fratura na fuselagem à altura das asas do avião, que ficou boiando a cerca de 200 metros do final da pista de aterrissagem.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Publico, The Daily Telegrph, USA Today, Republika, Kompas, BBC Brasil, G1, O Globo, Ultimo Segundo

Um avião da companhia aérea indonésia, Lion Air, Boeing 737, com 101 passageiros (95 adultos, cinco crianças e um bebê) e sete tripulantes, "pousou", no oceano, após ultrapassar a pista do aeroporto internacional de Ngurah Rai, em Denpasar, Bali, Indonésia, na tarde deste sábado, 13.

Todos os passageiros e tripulantes sobreviveram à queda. 46 ocupantes da aeronave sofreram ferimentos, a maioria leve, nenhum com risco de morte.

No momento do acidente, cerca de 15 horas do horário local (4 da manhã em Brasília), caía uma chuva leve no local.

Foto: Sonny Tumbelaka/AFP

A maioria dos passageiros, socorridos no hospital de Denpasar, receberam alta imediata após atendimento ambulatorial.

Após o pouso forçado, os passageiros tiveram de nadar para longe do avião usando coletes salva-vidas, enquanto equipes de resgate lançavam botes de borracha ao mar para resgatá-los.

O avião fazia um voo doméstico, proveniente de Bandung, na ilha de Java. Bali é o mais popular destino entre turistas estrangeiros que visitam a Indonésia.

A Lion Air é a primeira companhia aérea privada da Indonésia, importantíssima para um país arquipélago com 17.500 ilhas e uma população estimada de 248 milhões de habitantes, o quarto país mais populoso do mundo.

A demanda da classe média, que está em crescimento na Indonésia, fez com que as companhias aéreas locais agregassem mais rotas de voos e adquirissem mais aeronaves.

A Lion Air em particular, tem vivido um crescimento fulgurante: recentemente, assinou um contrato bilionário, o maior da história da aviação civil, comprando de uma só vez 234 aviões Airbus A320 e 230 aviões Boeing 737.

Especialistas denunciam que este crescimento excepcional, principalmente pelo baixo custo das tarifas promocionais, ofertada aos passageiros, acontece em detrimento à segurança.

Entre 2004 e 2006, houve uma séria de seis acidentes, sem vítimas mortais que marcaram a história da empresa.

Nos últimos anos o setor aéreo da Indonésia enfrentou uma série de acidentes que chamou a atenção mundial para a falta de segurança na aviação do país. A frequência de acidentes aéreos na Indonésia é o mais alto da Ásia, nove por ano, o dobro, quase o triplo, da média regional.

No ano passado, o Ministério dos Transportes revogou as licenças de voo de quatro pilotos da Lion Air que foram presos nos últimos sete meses, flagrado na posse de drogas ilegais. Foi assim, no começo do ano passado, quando a polícia, depois de ter efetuado uma batida em um hotel em Surabaya, na província de Java, afirmou que o piloto, Syaiful Salam, 44, da Air Lion, possuía 0,4 gramas de metanfetamina, um psicoestimulante, altamente viciante, que aumenta a atenção e concentração e dá uma sensação de euforia. Salam estava escalado para voar mais tarde naquele dia.

Por essas e por outras, tanto a União Europeia, quanto os Estados Unidos, baniu a maioria das companhias aéreas da Indonésia, incluindo a Lion Air, de voar em seus territórios.

Foto: AFP

Equipes de resgates chegaram rapidamente ao local


22 de mar. de 2013

Petistas e aecisitas em pavorosa: Eduardo Campos conversou com José Serra

BRASIL – Eleição 2014
Petistas e aecisitas em pavorosa:
Eduardo Campos conversou com José Serra
O tucano José Serra e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), estiveram juntos na sexta-feira, num encontro supostamente secreto. Os tucanos ligados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e os petistas de Dilma não gostaram.


Falando do encontro com o ex-governador de São Paulo, José Serra, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou que tem muitas ideias em comum com o tucano, inclusive algumas maiores do que as mantidas com integrantes da base do governo.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, O Globo, Diário de Pernambuco, Folha de S. Paulo, Estadão

O Estadão reportou que de olho na viabilização da sua a candidatura à Presidência em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, encontrou-se com o ex-governador José Serra (PSDB) na última sexta-feira, em São Paulo.

A aproximação com o tucano ocorre num momento estratégico para Campos, em que o presidenciável do PSDB, Aécio Neves (MG), é obrigado a administrar descontentamentos internos do próprio Serra que ameaçam seu projeto eleitoral em 2014.

Os movimentos de Campos em direção a Serra provocaram fortes reações no PT e na ala do PSDB ligada a Aécio Neves.

Ainda que o PT tenha o conforto da popularidade da presidente Dilma Rousseff (63% aprovam a gestão e 79% aprovam a petista, segundo o CNI/Ibope), candidata à reeleição, petistas sabem que a disputa em dois turnos é incerta e trabalhosa. Tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto Dilma tiveram de enfrentar segundos turnos com o PSDB para chegarem ao poder.

Segundo aliados do governador pernambucano, não há como ele medir as condições para se lançar candidato em 2014 sem considerar os passos da oposição. Um auxiliar de Eduardo Campos resume assim a ofensiva: "Para os tucanos, é bom que ele se candidate. Para ele, é bom flertar com o PSDB".

Campos já disse aos tucanos que tem interesse na manutenção da candidatura de Aécio. O presidente do PSB acredita que o nome do tucano na urna ajuda a afastar a imagem de que ele seria um candidato de oposição a Dilma, papel que será ocupado pelo PSDB.

Foto: Aílton de Freitas/O Globo

Aécio "estupefato" com a movimentação de Campos na direção de Serra

Aécio soube nesta semana sobre o encontro de Campos e Serra, e teria ficado "estupefato", segundo um correligionário. Chegou ao mineiro a informação de que o encontro fora intermediado pelo ex-senador catarinense Jorge Bornhausen (PSD).

No PSDB, o episódio foi interpretado como mais um passo de Serra para pressionar Aécio. O ex-governador se articula para ganhar maior espaço e visibilidade no partido. Lideranças tucanas ligadas a Serra pediram que ele ocupe a presidência do PSDB. O tucano reagiu e disse que ninguém pode negociar em seu nome no partido.

"O eleitor nordestino é petista e dilmista e não vai entender Campos em oposição a Dilma", afirmou nesta quinta-feira, 21, o deputado federal e secretário-geral do PT, Paulo Teixeira, durante reunião da executiva nacional do partido em São Paulo. O petista citou a pesquisa CNI/Ibope divulgada na terça-feira, para afirmar que Campos não conseguirá viabilizar sua candidatura.

A colocação de Campos como candidato é um fato, na avaliação de um grupo de petistas, que poderia forçar um segundo turno em 2014.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, minimizou nesta quinta os movimentos do aliado em direção aos tucanos, ainda que internamente o assunto sempre entre na pauta: "Ele é um líder nacional e é um direito dele se reunir com quem bem entender".

A aproximação com José Serra faz parte de um movimento do pernambucano em busca de espaço no Sudeste. O PSB de Eduardo Campos já é aliado do governador Geraldo Alckmin e integra a coalizão tucana. Os aliados do presidente do PSB acreditam que Serra ainda tem influência eleitoral em São Paulo - apesar da derrota em 2012 - e que mantém boas relações com prefeitos de grandes cidades do interior paulista, o que poderia ajudar Eduardo Campos caso ele se aventure numa eleição presidencial e caso vá para o segundo turno.

A novidade da candidatura de Campos, dizem aliados do governador, o torna um nome mais viável que Aécio em 2014.

Ter boa relação com tucanos em São Paulo é fundamental para o projeto de Eduardo Campos. Tanto que também está em curso nos bastidores uma negociação para o PSB apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin e, em troca, obter a vaga de vice na chapa - o que abriria espaço para uma campanha casada entre Campos e Alckmin no Estado.

Alckmin e Serra não são do mesmo grupo político no PSDB e o governador tucano não assumiu até hoje uma postura explícita pró-candidatura Aécio Neves. Por via das dúvidas, Eduardo Campos flerta com as duas alas tucanas. Para Alckmin, uma coligação com o PSB na disputa pelo governo de São Paulo garantiria mais 1min04s em cada bloco de sua propaganda eleitoral de TV.

Serra é amigo dos Arraes desde a década de 60, quando Chegou à presidência da UNE em 1964 com ajuda do então governador Miguel Arraes, avô de Campos. O governador manteve boa relação com Serra ao longo dos anos, apesar de ter se posicionado a favor de Dilma em 2010 quando o PSDB, com Serra candidato, pôs o tema aborto na campanha para atingir a petista. Em 2012, pressionado por Lula, Campos levou o PSB a apoiar Fernando Haddad contra Serra.

Foto: Rodrigo Coca/Folhapress

Falando a Folha de S. Paulo, sobre a reunião, o ex-governador José Serra provocou dizendo que a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência da República nas eleições de 2014 seria "boa para o Brasil e boa para a política".


24 de jan. de 2012

Turbulência num vôo Recife-Miami deixa seis feridos

PERNAMBUCO
Turbulência num vôo Recife-Miami deixa seis feridos
Avião da American Airlines foi sacudido por uma forte turbulência, quando sobrevoava a região sobre o Pará. Na chegada aos EUA, ambulâncias, bombeiros e todo o aparato de emergência aguardava o voo o aeroporto internacional de Miami, que tinha a bordo 136 passageiros e nove tripulantes. Dos feridos, apenas cinco tripulantes foram enviados para hospitais de Miami. Um tripulante e passageiros levemente feridos foram atendidos no aeroporto.

Foto: WPBF.com

Um dos tripulantes do vôo 980 da American Airlines sendo posto numa ambulância para ser conduzido para um hospital em Miami

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Jornal Nacional, Achei USA, G1-PE, Avherald , Daily Mail, Miami -CBS

O voo 980 da American Airlines, que decolou do Aeroporto Internacional dos Guararapes, Recife por volta do meio-dia e meia deste domingo, com destino ao Aeroporto Internacional de Miami, encontrou uma forte turbulência, duas horas após a decolagem, quando sobrevoava o estado do Pará.

Segundo Maria Levrant, a porta-voz do aeroporto de Miami, o avião pousou em segurança no seu destino, às 6h30, horário loca, deste domingo, trazendo a bordo 136 passageiros e nove tripulantes.

Segundo um dos passageiros, que a TV CBS americana disse chamar-se Gillas Correa, disse ter sentido uma queda abrupta. Havia muitas pessoas gritando e chorando. “Uma mulher sentada atrás de nós foi jogada no corredor”. Aparentemente, foram os membros da tripulação que levaram a pior no incidente, como eles estavam se movendo no corredor da aeronave recolhendo o material do almoço que acabara de ser servido, foram pegos de surpresa, quando a turbulência aconteceu.

Foto: Captura de video

O passageiro contou os momentos de pânico: “o carrinho de comida foi atirado para o alto e abriu um enorme buraco no teto do avião...”

O passageiro Correa disse que uma das aeromoças aparentemente sofreu ferimentos graves. Ela estava junto ao carrinho de comida, que subiu com a turbulência, fez um buraco enorme no teto do avião e caiu sobre ela.

O voo prosseguiu até o destino, pois a bordo, entre os passageiros havia um médico com experiência em emergência que conseguiu estabilizar os feridos, deixando em condições de sem riscos prosseguirem para serem atendidos quando da chegada ao destino em Miami.

Há, porém, desencontro nas informações, como é comum nestes casos, alguns passageiros insistem em dizer que havia entre os feridos alguns passageiros que estavam sem cinto, na hora da turbulência e foram jogados para o alto, batendo com a cabeça no teto da aeronave se ferindo, a American Airlines, em nota diz que nenhum passageiros ficou ferido e complementa dizendo que apenas três tripulantes ficaram feridos.

A porta-voz do aeroporto, Maria Levrant, porém, informou a imprensa local, no primeiro instante que seis tripulantes ficaram feridos. Um foi atendido na emergência do aeroporto e cinco foram hospitalizados. Um foi levado para o Metropolitan Hospital de Miami, enquanto os outros quatro foram transportados para o Jackson Memorial Hospital.

Foto: Captura de video

A passageira falando a CBS disse: “pensei sim que ia morrer!”

Falando ao Jornal Nacional, por telefone, a psicóloga Glória Pimentel, uma das passageiras, acrescentou que “os passageiros que estavam sem cinto todos ficaram acidentados com corte na testa, corte na cabeça”.

Relatos de pessoas a bordo afirmam que alguns passageiros sofreram só ferimentos leves e optaram por não ir para o hospital.

Quando o avião tocou o solo de Miami, em segurança, felizes por estarem em terra firme os passageiros bateram palmas.


4 de abr. de 2011

FRANÇA: Destroços do AF 447 encontrados no fundo do mar

FRANÇA
Destroços do AF 447 encontrados no fundo do mar
O Birô de Investigações e Análises, do governo francês, divulgou nesta segunda-feira as primeiras imagens dos destroços do avião da Air France encontrados no domingo, 3, no oceano Atlântico. A aeronave fazia o voo 447, na rota Rio-Paris, com 228 passageiros a bordo, e caiu em 31 de maio de 2009, na costa brasileira. Até hoje não se conseguiu precisar o que motivou o terrível acidente, até porque ainda não foram encontradas as “caixas pretas

Foto: Divulgação BEA

Parte do trem de aterrisagem

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha Online, Le Figaro, Portal Terra, Paris Match, The New York Times, CNN

Quase dois anos após o acidente do Airbus A330-203 da Air France que opera o voo Rio-Paris e caiu em29 de maio de 2009, na costa brasileira, foi finalmente localizada, depois de três buscas infrutíferas, grande parte da fuselagem da aeronave, os motores e parte da cabine onde alguns corpos identificáveis ainda se encontram. Até o hoje, apenas 3% da estrutura do Airbus e 50 corpos foram resgatados

Nathalie Kosciusko-Morizet, Ministro da Ecologia e dos Transportes, da França disse que provavelmente o avião não explodiu e foi preservada parte da cabine, onde há corpos, mais não quis especificar quantos, mas adiantou que mais detalhes serão adiantados apenas as famílias das vítimas. As retiradas dos destroços e dos corpos deverão ocorrer nas próximas quatro semanas.

Com esta descoberta, os investigadores têm agora a "esperança" de encontrar as caixas-pretas do avião, uma vez que o campo de destroços é "relativamente concentrado", disse o diretor do Departamento de Investigação e Análise (BEA), Jean-Paul Troadec.

"O fato de que os destroços estarem concentrados em uma pequena área reforça a hipótese de que o avião não explodiu durante o vôo. A aeronave estava intacta no momento do impacto sobre o mar ", segundo teoria de vários especialistas.

A descoberta das caixas-pretas, que contêm registros de parâmetros de vôo e conversas piloto, é fundamental.

Foto: Divulgação BEA

Um dos motores encontrados no fundo do mar

Até agora as teorias mais aceitas é que uma das causas importantes que gerou o acidente foi falha num dos instrumentos da aeronave o Pitot , um equipamento que fundamentalmente mede a velocidade dos aviões que apresentou, em outros aviões, defeitos de funcionamento em baixas temperaturas.

Para esclarecer esse mistério, o Birô de Investigações e Análises do governo francês lançou essa quarta fase de investigação no mar, numa área que abrange mais de 10.000 km2, um raio de 75 km em torno da última posição conhecida do voo 447.

De acordo com o birô francês, a operação custará 12,5 milhões de dólares (R$ 20,2 milhões), pagos pela Airbus e Air France, ambas recentemente indiciadas pela justiça francesa, por homicídio culposo, devido ao acidente.

Abre-se agora um debate, que já começou junto a “Ajuda Mútua e Solidariedade AF447” a associação francesa de familiares das vítimas. Entre os familiares das vítimas, há os que desejam que os corpos permaneçam onde estão e outros que querem trazê-los a superfície para finalmente realizar os funerais dos seus entes-queridos.

Jean-Baptiste Adousset, presidente da associação Ajuda Mútua e Solidariedade das Famílias de Vítimas do Voo AF 447, considera que o luto é formado por diferentes etapas, e que, embora as feridas pela perda do companheiro no acidente já estejam cicatrizando, é fundamental poder enterrar o corpo da vítima. "Cada um pensa de uma forma, nós estamos todos bem divididos. Não há uma posição comum", disse. "Eu, particularmente, acho que vai ser fundamental para finalizar o luto pela perda que tive. Mas a realidade é que acho que este luto não vai acabar jamais".

Foto: Divulgação BEA

Parte de uma das asas do avião encontrada, perto do arquipélago de Fernando Noronha, poucos dias após o acidente, em junho de 2009 


15 de mai. de 2010

LIBIA – ACIDENTE AÉREO: Ruben, o menino sobrevivente, volta para casa

LIBIA – ACIDENTE AÉREO
Ruben, o menino sobrevivente, volta para casa
O menino holandês, o único sobrevivente entre os 104 passageiros do do voo 711 da Afriqiyah Airlines, que caiu em Trípole, voltou hoje, sábado, para casa na cidade de Tilburgo, na Holanda

Foto: Reuters

Na imagem Ruben ainda no hospital, dormindo, monitorado por instrumentos, com gesso nas duas pernas fraturadas

Toinho de Passira
Fontes: Reuters, Huffington Post, New York Daily News, Associated Press, Blog do pai de Ruben

Ruben van Assouw, de nove anos, o único sobrevivente do acidente aéreo do avião líbio, que voltava de um safári com a família, regressou neste sábado à sua terra natal, cidade de Tilburgo, na Holanda.

Ainda no hospital em Trípoli, ontem, sexta-feira, Ruben foi informado pela sua tia,Ingrid van Assouw, que ele era o único sobrevivente da família e que sua mãe Trudy, 41, o pai Patrick, 40 anos e irmão mais velho, Enzo, 11, estavam entre as 103 vítimas fatais do voo 711 da Afriqiyah Airlines.

Equipes de resgate encontraram Ruben van Assouw ainda preso em seu assento, em meio a corpos, bagagens e destroços espalhados no local do acidente. Então constataram algo inesperado: o menino estava respirando.

Foto: Blog de Patrick

Na foto, postada no Blog de Patrick, o pai, Ruben e o irmão mais velho Enzo, acompanhados de um guia, durante safári da África do Sul

A viagem da família de Ruben era uma tradicional comemoração holandesa, de 12 e meio, de aniversário de casamento dos seus pais.

Foto: Blog de Patrick

Em um blog de viagens online, o pai, Patrick van Assouw, descreveu um feriado cheio de contratempos - Ruben "vomitou o carro todo" no primeiro dia, além de terem um pneu furado.

Foto: Blog de Patrick

Mas ele também gravou maravilhas: hipopótamos e elefantes e cachoeiras e por do sol.

"Belo presente de Dia das Mães", escreveu Patrick na segundo a última entrada no Blog.

Foto:Reuters

Os destroços do avião espalhados na cabeceira da pista do aeroporto de Trípole

O Airbus 330 decolou de Joanesburgo, na quarta-feira, 12, e caiu durante os procedimentos de aterrissagem a apenas alguns centímetros da pista, em Trípoli. A maioria das pessoas a bordo eram turistas holandeses em pacotes turísticos. Muitos eram crianças.

Foto:Getty Images

Ruben sendo levado por um avião ambulância de volta a Holanda, onde chegou sã e salvo

As causas do acidente ainda não foram descobertas, ou explicados, nem o milagre que deixou Ruben van Assouw vivo.

Leia também:
Acidente aéreo: 103 mortos e um sobrevivente


12 de mai. de 2010

LÍBIA - Acidente aéreo: 103 mortos e um sobrevivente

LÍBIA
Acidente aéreo: 103 mortos e um sobrevivente
Apenas um garoto de oito anos sobreviveu a um acidente aéreo, em Tripolí, na Líbia, num voo originário da Joanesburgo, na África do Sul. O destino final da aeronave seria Londres

Foto: Associated Press

Apenas a cauda do avião com o logotipo da companhia aérea “Afriqiyah Airways” sobrou aparentemente intacta

Toinho de Passira
Fontes: G1, Reuters, BBC Brasil

Um Airbus líbio da companhia aérea “Afriqiyah Airways” caiu na manhã desta quarta-feira, 6h00 pelo horário local, quando aproximava-se do aeroporto de Trípoli,originário de Johanesburgo, na Africa do Sul, matando 103 pessoas a bordo, deixando um único sobrevivente, um menino holandês de oito anos.

Divulgada a nacionalidade das vítimas eram 62 holandeses, 13 líbios, 2 alemães, 1 filipino e um zimbabuano, entre os 93 passageiros e 11 tripulantes.

O ministro líbio dos Transportes, Mohamed Zidan, disse que as causas do desastre estão sendo investigadas, mas excluiu a possibilidade de ato terrorista.

Foto: Reuters

As mortes ocorreram por impacto, já que não houve incêndio. Os destroços, cadeiras e restos de corpos estão por toda a parte

As fotos feitas no local do acidente mostram o chão recoberto de pequenos destroços do avião e dos objetos pessoais dos passageiros. Apenas a cauda do avião, decorada com o logotipo vermelho, verde e amarelo da empresa aérea estatal Afriqiyah Airways, estava mais ou menos intacta.

A companhia aérea informou que as caixas-pretas da aeronave foram recuperadas e que a investigação das causas do acidente já começou. Não fazia mal tempo e até agora não se relatou se a aeronave tenha registrado alguma dificuldades a torre de controle do aeroporto de Trípoli.

Foto: Reuters

A identidade do garoto sobrevivente (foto) ainda não foi revelada, e surgiu até a dúvida se era mesmo de nacionalidade holandesa, o certo é que com fratura em ambas as pernas o garoto de oito anos, sobreviveu milagrosamente e não corre risco de morte.

A empresa Airbus divulgou comunicado confirmando que fabricou o avião envolvido no desastre. O avião que caiu saiu da linha de produção em setembro de 2009 e tinha acumulado aproximadamente 1.600 horas de voo em cerca de 420 voos, disse a Airbus.

A aeronave é do mesmo tipo do avião do voo 447 da Air France que caiu no Atlântico em 1 de junho do ano passado. A causa do acidente do voo da Air France ainda não foi determinada claramente.


11 de abr. de 2010

Morre presidente polonês em desastre aéreo

POLÔNIA – RUSSIA
Morre presidente polonês em desastre aéreo
O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, o presidente do banco central e o comandante militar do país morreram neste sábado, quando o avião em que estavam caiu em meio a uma densa neblina quando se aproximava de um aeroporto na Rússia. O acidente vitimou, ao todo, 96 pessoas. Não houve sobreviventes

Foto:Associated Press

O Tupolev-154 que conduzia o presidente polonês e comitiva ficou totalmente destroçado em conseqüência da queda numa gelada floresta russa

Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, BBC Brasil, Reuters, O Globo

O acidente que vitimou um grupo de importantes autoridades da Polônia, inclusive o seu presidente Lech Kaczynski e a primeira dama primeira-dama Maria, está sob forte investigação, com suspeitas de atentado, para compreender o inexplicável procedimento do piloto do avião presidencial polonês, que ignorou inúmeras ordens do tráfego aéreo russo, para que não pousasse naquele aeroporto, perto da cidade russa de Smolensk, devido as péssimas condições meteorológicas.

Foto: Reuters

O presidente Lech Kaczynski e a primeira dama primeira-dama Maria

Entre as vítimas do desastre com o Tupolev Tu-154, estavam ainda o presidente do banco central, Slawomir Skrzypek, no cargo desde 2007, o comandante militar Franciszek Gagor, e o vice-ministro do Exterior, Andrzej Kremer, num total de 96 vítimas.

Controladores aéreos russos disseram que, por causa da névoa espessa que cobria o aeroporto de Smolensk no momento, instruíram os pilotos do avião a pousar em outro aeroporto, em Minsk, mas a sugestão foi ignorada.

O vice-comandante da Aeronáutica russa, general Alexander Alyoshin, disse que os controladores perceberam que a aeronave voava a uma altura muito baixa quando o avião estava a cerca de 1,5 km da base aérea.

O controle instruiu a tripulação que retornasse ao voo horizontal. Quando isso não foi feito, eles os instruíram repetidas vezes a pousar em outro aeroporto, declarou o general.

Apesar de tudo, a tripulação continuou sua descida. Infelizmente, isso terminou de maneira trágica.

Foto:Arquivo

O avião presidencial polonês, de fabricação russa , o Tupolev-154 – 102, tinha 20 anos de uso, Passara recentemente por um revisão, depois dela ter apresentado alguns problemas e já se falava em substituição da aeronave, apesar de tecnicamente apta a voar

O chefe do controle de tráfego aéreo ordenou que a tripulação colocasse a aeronave na posição horizontal diversas vezes, quando eles não obedeceram, mandou que eles seguissem até um aeroporto alternativo, disse ele.

Kaczynski, era um crítico severo de Moscou e também conhecido por sua intransigência, estava a caminho de Katyn, na Rússia para homenagear os 22.000 poloneses prisioneiros de guerra que foram mortos pela policia secreta soviética em 1940.

Foto: Getty Images

Milhares polaco observam um minuto de silêncio em memória as vítimas do acidente aéreo que vitimou inclusive o presidente Lech Kaczynski, na frente do palácio presidencial em Varsóvia.

Não foi a primeira vez que o piloto do presidente polonês não obedeceu controladores de voos russos: em 2008, quando a Geórgia e a Rússia entraram em guerra, Kaczynski estava a caminho de Tbilisi para apoiar o presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, no que ele dizia ser uma luta contra o novo Imperialismo do Kremlin.

A torre de controle disse ao piloto do avião de Kaczynski para voltar, porque era muito perigoso aterrissar em Tbilisi, mas o presidente - que também é o chefe do Estado de Maior - de acordo com a lei polonesa - mandou que o piloto aterrissasse, mesmo assim.

Foto: Associated Press

Lech e Jaroslaw Kaczynski, a dupla de gêmeos que dominavam a política polonesa

A morte de Lech Kaczynski, que ao lado de seu irmão Jaroslaw Kaczynski (que não estava no vôo) era uma força dominante da política polonesa, o acidente causa incerteza na política. A eleição presidencial, marcada para outubro, agora precisa ser feita dentro de dois meses, segundo a Constituição.

Foto: Reuters

Cortejo fúnebre trazendo o corpo do presidente Yevseyenkov chega a Varsóvia

É possível que o acidente tenha sido causado por erro do piloto, disse Andrei Yevseyenkov, porta-voz do governo local de Smolensk. Oficiais locais disseram que o avião atingiu o topo de árvores durante a queda.

As consequências políticas serão duradouras, e isso possivelmente vai mudar todo o cenário futuro da política polonesa, disse Jacek Wasilewski, professor da Escola Superior de Psicologia Social, em Varsóvia.

Kaczynski, de 59 anos, foi aliado do líder do partido Solidariedade, Lech Walesa, e junto com seu irmão fundou o partido Lei e Justiça, de direita. Ele deixou o partido quando se tornou presidente em 2005, mas continuou a apoiá-lo.

Embora o cargo do presidente seja fundamentalmente simbólico, ele pode vetar leis. Lech Kaczynski enfureceu o governo do primeiro-ministro Donald Tusk muitas vezes ao bloquear projetos de leis, como o que reformava o sistema de saúde do país.

Foto: Janek Skarzynski/AgenceFrance-Press/GettyImages

As homenagens tiveram inicio em Varsóvia logo que se soube do acidente

O presidente da câmara baixa do Parlamento, Bronislaw Komorowski, foi nomeado presidente em exercício, como prevê a Constituição. Komorowski também é o candidato presidencial de Tusk pelo partido Plataforma Cívica, de centro.

No avião, que pertencia ao governo polonês e tinha cerca de 20 anos, estava uma delegação de 88 pessoas que viajava para um evento em memória dos assassinatos em massa na cidade de Katyn, sob as ordens do líder soviético Josef Stálin, em 1940.

Foto:Reuters

O Primeiro-ministro da Rússia Vladimir Putin e o ministro de Emergências, Sergei Shoigu estiveram no local do acidente. O exame preliminar nas caixas pretas confirmam que o piloto desobedeceu ordens dos controladores do espaço aéreo russo.


30 de out. de 2009

Avião desaparecido na Selva foi encontrado

ACIDENTE AÉREO
Avião desaparecido na Selva foi encontrado
O avião da FAB que conduzia integrantes da Funasa, encarregada da vacinação de tribus e populações ribeirinha da região do Alto Rio Juruá, foi encontrado: nove sobreviveram e dois estão desaparecido e provavelmente mortos


Cessna C-98 Caravan é uma aeronave de turbo-hélice pequena, monomotor usada para levar poucas pessoas em trajetos curtos

Fontes: Blog do Chiquinho,Portal Terra, Agência Brasil, G1, O Rio Branco, G1

Força Aérea Brasileira (FAB) informou nesta sexta-feira (30) que encontrou o avião que estava perdida na Amazônia desde a quinta que emitiu um sinal de emergência, uma hora depois da decolagem e sumiu dos radares, tratava-se de um Cessna C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira.

A aeronave seguia de Cruzeiro do Sul (AC) para Tabatinga (AM).

O avião foi encontrada por integrantes da tribo Matis, e está em meio à Floresta Amazônica, entre as Aldeias Aurélio (da Tribo dos Matis) e Rio Novo (da Tribo dos Murugos), no Rio Ituí, afluente do Rio Javari.

Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nesta sexta-feira o nome dos nove sobreviventes do avião que havia desaparecido na região amazônica. A aeronave, que pousou em um rio, levava quatro tripulantes militares e sete funcionários da Fundação Nacional da Saúde (Funasa).

Foto: Agência Estado

Helicópteros da FAB trouxeram a cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, os nove sobreviventes, do acidente, que foram conduzidos ao Hospital Regional do Juruá, as informações é que depois de exames de rotinas, em casos como esse, todos deverão receber alta

Os nove sobreviventes são:

1° Tenente Carlos Wagner Ottone Veiga
2° Tenente José Ananias da Silva Pereira
1° Sargento Edmar Simões Lourenço
Sra. Josiléia Vanessa de Almeida
Sra. Maria das Graças Rodrigues Nobre
Sra. Maria das Dores Silva Carvalho
Sra. Marina de Almeida Lima
Sra. Diana Rodrigues Soares

A FAB havia divulgado anteriormente que uma pessoa está desaparecida e uma possível morte, os dois nomes que não aparecem na lista de sobreviventes são o Suboficial Marcelo dos Santos Dias e o funcionário da Funasa, João de Abreu Filho

Foto: Comunicação Social da Aeronáutica/Divulgação

O avião encontra-se submerso no rio Ituí, nesse ponto indicado na imagem de satélite

A enfermeira coordenadora da saúde indígena do Distrito de Alto Rio Juruá, Isna Silveira, informou ao G1 que a equipe voltava para Tabatinga (AM) e pegaria um barco até Atalaia do Norte (AM), onde vivia.

A equipe da Funasa havia usado o município de Cruzeiro do Sul como base para a operação de vacinação realizada no Vale do Javari, também em Atalaia do Norte (AM).

Segundo a enfermeira, a equipe chegava mais rápido ao local das aldeias partindo de Cruzeiro do Sul.

A enfermeira conta que a equipe é composta por dois homens e cinco mulheres, entre elas, uma gestante. Dois integrantes do grupo eram enfermeiros e os outros, técnicos em enfermagem e estavam executando uma operação de vacinação que teve início no dia 16 de outubro.

O grupo seguia com helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) e era deixado em aldeias da região do Vale do Javari para aplicar as vacinas de rotina e também doses especiais. A cada três dias, a aeronave da FAB voltava às aldeias para resgatar o grupo e levar para outras comunidades.


24 de set. de 2009

Dois caças Rafale caem no mediterrâneo

Dois caças Rafale caem no mediterrâneo
São do modelo que o presidente Lula quer comprar para o Brasil

Foto: Reuters

Fontes: Estadão, Reuters, Le Monde

Dois caças franceses de combate Rafale caíram no Mar Mediterrâneo perto da costa da França, um dos pilotos foi resgatado e o outro encontra-se desaparecido. O acidente acontece no momento em que a França negocia a venda de 36 caças Rafale ao Brasil.

A causa do acidente é desconhecida. "Quando dois aviões caem no mar ao mesmo tempo, podemos supor que eles se tocaram", declarou uma fonte militar francesa ao jornal "Le Monde", que destaca a notícia na manchete do seu website.

O acidente aconteceu às 18h locais (13 horas de Brasília) a cerca de 30 quilômetros ao leste de Perpignan, durante um voo de testes no qual ambos os aviões tomavam parte, disse o comunicado. Os aviões decolaram do porta-aviões Charles de Gaulle.

Construído pela Dassault Aviation, o Rafale, que custa 50 milhões de euros, começou a ser produzido em 1998. A França planeja ter uma frota de 294 Rafale, incluídos 60 na marinha. Atualmente, foram entregues 80 à Força Aérea e à Marinha. O Brasil, quer comprar 36 Rafale, num contrato estimado em vários bilhões de dólares, tornando-se no primeiro cliente estrangeiro do caça, que ninguém até agora quis comprar, agora se sabe porque.

O acidente ocorreu a cerca de 30 quilômetros da cidade de Perpignan, no sudoeste francês. O porta-voz da Dassault não comentou o acidente.

"Era uma missão de treinamento, não uma missão operacional. A busca continua pelo segundo piloto", disse uma porta-voz das forças armadas. Um barco de resgate, um helicóptero civil e dois aviões militares participam da operação de busca.

Esse é o segundo acidente envolvendo o aviãzinho em menos de dois anos, o outro aconteceu em dezembro de 2007 e o piloto também morreu.

Antes da compra deveriam fazer um vôo teste com Lula e Dilma de passageiros, amarrados nas asas, e Nelson Jobim pilotando


2 de jul. de 2009

Sobrevivente de Airbus se encontra com família

Sobrevivente de Airbus se encontra com família
A jovem adolescente Baya Bakari a única sobrevivente do o Airbus da Yemenia voltou para casa, a alegria não é completa, sua mãe não sobreviveu

Foto: AFP

Baya Bakari, 12, não sabe nadar, mas resistiu 12 horas agarradas a destroços, a queda do avião no Oceano Índico

Fontes: Jornal de Noticias, BBC Mundo, Diário de Notícias, Leve News

A única sobrevivente do acidente com o Airbus da Yemenia que caiu no Oceano Índico na terça-feira voltou a França onde se encontrou com sua família.

A garota, Baya Bakari, de 14 anos, foi resgatada depois de boiar por várias horas no mar, agarrada a um pedaço da fuselagem do avião.

Ela recebeu tratamento em um hospital em Comores. Como sofreu apenas cortes no rosto e teve uma clavícula quebrada, recebeu alta e foi levada à Paris em um avião do governo francês.

A mãe da garota está entre as vítimas do acidente que, acredita-se, matou mais de 150 pessoas.

Foto: Stephane de Sakutin/AFP

Bakarim Kassim, pai, e Bakari Baya, filha, juntos no avião do governo Frances que os levou das ilhas Comores a França

Os esforços para encontrar a caixa preta do avião continuam. Na quarta-feira, o governo francês havia dito que detectara o sinal emitido pelas balizas acopladas aos registradores de dados, mas depois voltou atrás e negou a informação.

A aeronave caiu no Oceano Índico na madrugada da terça-feira com 142 passageiros e 11 tripulantes, depois de enfrentar condições meteorológicas adversas. Havia 66 franceses a bordo, além de comorenses e cidadãos de países do Oriente Médio.

O voo IY626 era o trecho final de uma rota que se iniciou em Paris, com escala em Marselha, na França, e conexão no Iêmen até Comores.

Foto: AFP

Voluntários procuram destroços do avião e corpos dos passageiros, em Comores

Uma inspeção feita em 2007 na França havia detectado “defeitos” no avião, que desde então, segundo as autoridades, “nunca mais reapareceu em território francês”.

Isto acendeu um debate na União Européia para tentar garantir a fiscalização adequada não apenas das companhias que operam dentro do bloco, mas também as que operam fora dele.

O chefe da comissão de Transportes da União Europeia, Antonio Tajani, propôs a elaboração de uma "lista negra" mundial de companhias aéreas sem padrões de segurança adequados, a exemplo da relação já elaborada pelos países europeus.


30 de jun. de 2009

Outro Airbus cai no mar

Outro Airbus cai no mar
A Companhia aérea Yemenia Air estava corria riscos de entrar na lista negra da comunidade europeia, pela má manutenção das aeronaves

Foto: Sean Mowtt/Airliners.net

Foi este avião da companhia aérea iemenita Yemenia Air o Airbus 310-300, fotografado em 2002, na pista do Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, em Paris, que caiu no mar, próximo ao arquipélago de Comores, no Oceano Índico.

Fontes: Portal Terra, Le Monde, Reuters

Um Airbus A310-300 do Iêmen com 153 pessoas a bordo, incluindo 66 franceses, caiu no mar quando se aproximava do arquipélago de Comores, no Oceano Índico, em meio ao mau tempo nas primeiras horas de terça-feira, disseram autoridades. Um sobrevivente foi resgatado vivo do mar, as informações são contraditória, uns afirmam ser uma criança de cinco anos, outro que é um adolescente de 14.

A autoridade aeroportuária de Paris disse que 66 franceses estavam a bordo do avião, que percorria o trecho final de um voo que levava passageiros de Paris e Marseille para Comores, via Iêmen. Um grande número de iemenitas também estava a bordo.

Dois aviões militares e um navio franceses deixaram as ilhas de Reunião e Mayotte, no oceano Índico, para ajudar nas buscas.

Este é o segundo Airbus a cair no mar no último mês, após o acidente com o Airbus A330-200 que voava do Rio de Janeiro a Paris quando se acidentou no oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo em 31 de maio.

O trecho Paris-Marseille-Iêmen do voo da Yemenia foi percorrido em um Airbus A330. Em Sanaa, os passageiros que se destinavam a Comores trocaram de aeronave, embarcando no A310 que acabou caindo.

Foto: Getty Images

Parentes dos passageiros da Yemenia Air, que caiu no oceano, chegam ao aeroporto Marignane Marselha, sul da França, em busca de informações.

O ministro dos Transportes da França, Dominique Bossereau, disse que falhas haviam sido detectadas durante inspeções na França no A310 da Yemenia e que a aeronave não havia retornado ao país europeu desde então. Mesmo assim a companhia não estava na chamada “lista negra” das companhias aéreas que voam mesmo oferecendo riscos a seus passageiros.


29 de jun. de 2009

Marinha homenageia vítimas do vôo AF 447

Marinha homenageia vítimas do vôo AF 447
Cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (29), a 14 quilômetros da costa, uma frotilha liderada pela Fragata Bosísio, mais cinco navios e quatro helicópteros da Marinha, reverenciaram as pessoas que morreram no acidente

Foto: Getty Images

Fontes: Último Segundo, pe360graus, Jornal do Brasil Online

A Fragata Bosísio, um dos navios da Marinha do Brasil que ajudou nas buscas por corpos e destroços do voo 447 da Air France, prestou uma homenagem às 228 vítimas do acidente com o Airbus.. A homenagem aconteceu a 14 quilômetros da costa. Foram hasteadas as bandeiras do Brasil e da França e o hino brasileiro foi executado, seguido de uma salva de tiros.

O capelão da Marinha fez uma oração em memória das vítimas. Em seguida, os comandantes da Marinha e da Aeronáutica na região e o cônsul-geral da França no Nordeste lançaram coroas de flores no mar.

Fotos: AP

Durante a cerimônia que durou meia hora, ainda foram jogadas pétalas de rosas do alto de um dos helicópteros.

Estiveram presentes ao ato oficiais da Marinha e da FAB, que participaram do resgaste, além de representantes do Escritório de Análise e Investigação (BEA, em francês) da França - responsável pela investigação do acidente.

Embora a Marinha tenha convidado familiares das vítimas para assistir à cerimônia, nenhuma viajou até a capital pernambucana para participar do ato.

O trabalho da Marinha e da Aeronáutica foi encerrado na última sexta-feira (26). As buscas em alto mar duraram 26 dias Ao todo, mais de 600 partes e componentes estruturais do avião, além de bagagens, foram recolhidos. Ficaram atuando na área apenas as embarcações dedicadas a encontrar os sinais das caixas-pretas do jato, missão coordenada pela França.

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Ao raiar do dia, na cabine de um Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira, da equipe de buscas

Os números dão a dimensão do tamanho e da complexidade da operação. Foram 35 mil milhas navegadas pelos barcos brasileiros, quase oito vezes a extensão da costa. Na FAB, os números igualmente são impressionantes: 1.500 horas de voo, buscas visuais numa área de 350 mil quilômetros quadrados, mais que o triplo do Estado de Pernambuco. O avião R-99, por sua vez, de busca eletrônica, voou sobre quase dois milhões de quilômetros quadrados. Participaram diretamente 1.344 militares da Marinha e 268 da FAB. Ao todo, o efetivo reuniu mais de 1.600 profissionais.

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Os despojos que sexta-feira a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco confirmou serem da 51ª vítima haviam sido retirados do mar no dia 17. Foram 51 corpos resgatados. Os peritos identificaram 14 pessoas. Dez são brasileiras, sendo cinco homens e cinco mulheres. Entre os quatro estrangeiros, há três homens e uma mulher. Um dos identificados é o do comandante do avião, Marc Dubois, de 58 anos.