21 de jul. de 2014
1 de jun. de 2013
Brutal política chinesa do filho único
| CHINA - Ensaio Brutal política chinesa do filho único Oficiais de planejamento familiar dos vilarejos acompanham vigilantemente o ciclo menstrual e os exames ginecológicos de todas as mulheres em idade de ter filhos em sua área. Se uma mulher fica grávida sem permissão e não for capaz de pagar a multa exorbitante por violar a política, ela corre o risco de ser submetida a um aborto forçado. Foto: Jing We/The New York Times Postado por Toinho de Passira Zhang Yimou, o famoso diretor de cinema e arranjador da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008 em Pequim, foi acusado na semana passada de ser o mais recente infrator da política do filho único da China. O Diário do Povo, o alto-falante do Partido Comunista, alegou que Zhang tem sete filhos com quatro mulheres diferentes. A notícia despertou um irritado debate online, com internautas condenando a aplicação desigual da lei 1.979, que estipula que cada casal pode ter apenas um filho (ou dois no caso das minorias étnicas e de casais rurais cujo primeiro filho seja uma menina). A verdade é que, para os ricos, a lei é como um tigre de papel, facilmente contornada mediante o pagamento de uma "taxa de compensação social" – uma multa de 3 a 10 vezes o rendimento anual do lar, definida pelo escritório de planejamento familiar de cada província – ou viajando para Hong Kong, Cingapura ou até para os EUA para dar à luz. Para os pobres, no entanto, a política é um tigre de carne e osso, com garras e presas. No campo, onde a necessidade de mãos extras para ajudar nas plantações e o desejo patriarcal profundamente enraizado de ter um herdeiro do sexo masculino criaram uma forte resistência às medidas de controle populacional, o tigre tem sido implacável.
Oficiais de planejamento familiar dos vilarejos acompanham vigilantemente o ciclo menstrual e os exames ginecológicos de todas as mulheres em idade de ter filhos em sua área. Se uma mulher fica grávida sem permissão e não for capaz de pagar a multa exorbitante por violar a política, ela corre o risco de ser submetida a um aborto forçado. De acordo com dados do Ministério da Saúde chinês divulgados em março, 336 milhões de abortos e 222 milhões de esterilizações foram realizadas desde 1971. (Embora a política do filho único tenha sido introduzida em 1979, outras políticas de planejamento familiar, bem menos rigorosas, já existiam antes dela.) Estes números são fáceis de citar, mas eles não conseguem transmitir a magnitude do horror enfrentado pelas mulheres rurais na China. Durante uma longa viagem através do interior do sudoeste da China em 2009, tive a oportunidade de conhecer alguns dos rostos por trás desses números. Em barcas precárias ancoradas nas águas remotas de Hubei e Guangxi, conheci centenas de "fugitivos do planejamento familiar" – casais que tiveram de fugir de seus vilarejos para dar à luz ilegalmente a um segundo ou terceiro filho nas províncias vizinhas. Quase todas as mulheres grávidas com quem conversei tinham passado por um aborto obrigatório. Uma mulher me contou que, quando ela estava grávida de oito meses de um segundo filho ilegal e não conseguiu pagar a multa de US$ 3.200, os oficiais de planejamento familiar a arrastaram para uma clínica local, amarraram-na a uma mesa cirúrgica e injetaram uma droga letal em seu abdômen. Durante dois dias ela se contorceu sobre a mesa, com as mãos e os pés ainda amarrados com corda, esperando seu corpo expulsar o bebê assassinado. Na etapa final do trabalho de parto, um médico arrancou o feto morto pelo pé, jogando-o em seguida numa lata de lixo. Ela não tinha dinheiro para pegar um táxi. Ela teve que ir mancando para casa, com sangue escorrendo por suas pernas e manchando suas sandálias brancas de vermelho. Não surpreende o fato de a China ter a maior taxa de suicídio de mulheres do mundo. A política do filho único reduziu as mulheres a números, objetos, a um meio de produção; negando a elas o controle sobre seus corpos e o direito humano básico de determinar de forma livre e responsável quantos filhos querem ter e quando. As meninas também são vítimas da política. Sob pressão da família para garantir que seu único filho seja menino, as mulheres normalmente optam por abortar bebês do sexo feminino ou descartá-las no nascimento, práticas que têm distorcido a proporção de sexo na China para 118 meninos para cada 100 meninas. O Partido Comunista defende que os meios justificam os fins. Quando Deng Xiaoping e seus colegas reformadores da economia introduziram a política do filho único como uma medida "temporária" em 1979, após a morte de Mao e o fim da calamitosa Revolução Cultural, alegaram que, sem a política do filho único, a economia se enfraqueceria e a população explodiria. Foto: Aljazeera Trinta e quatro anos mais tarde, apesar das críticas crescentes, o partido ainda se apega a ela. Mas seu argumento se baseia numa ciência sórdida: a taxa de natalidade, que já estava caindo antes de a política ser introduzida, está agora oficialmente em 1,8, ou mais próxima de 1,2, de acordo com especialistas em demografia independentes como Yi Fuxian – muito mais baixa do que o nível de 2,1 necessário para a reposição da população. Yi e outros alertaram sobre o iminente desastre demográfico da China: uma nação de rápido envelhecimento que não conseguirá ser sustentada por uma força de trabalho cada vez menor.
Ma Jian é autor do romance "The Dark Road", lançado recentemente. O ensaio foi traduzido do chinês por Flora Drew Utilizamos a tradução do inglês para o português do site da UOL *Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original |
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12 de mar. de 2012
Sargento americano chacina afegãos
| AFEGANISTÃO Sargento americano chacina afegãos Um sargento do exercito dos Estados Unidos, aleatoriamente executou pelo menos 16 civis, 9 delas crianças, na zona rural do Afeganistão neste domingo. A barbarie certamente irá inflar uma nova onda de hostilidade anti-americanista na região, frustando os acordos de paz que estavam sendo costurados. Foto: Ahmad Nadeem / Reuters Postado por Toinho de Passira Logo após o noticiário de que um sargento do exercito dos Estados Unidos, havia executado 16 civis, 9 delas crianças, na zona rural de Panjwai, no sul do Afeganistão, o site dos talibãs anunciaram que vão vingar as vitimas das atrocidades. O momento não poderia ser mais delicado: O governo dos EUA e o comandante norte-americano das forças da OTAN no Afeganistão tiveram que pedir, recentemente, desculpas e enfrentaram uma onda violenta de protesto, que resultou em pelo menos 30 mortos, entre eles seis soldados americanos e dezenas de feridos, depois que trabalhadores afegãos encontraram cópias queimadas do Alcorão (o livro sagrado dos mulçumanos) no lixo da Base Aérea, dos Estados Unidos em Bagram. Anteriormente, em janeiro, tiveram que condenar a atitude de integrantes do contingente e pedir desculpas, por um vídeo onde soldados americanos urinavam sobre os corpos de quatros soldados talibãs mortos, num vexatório clima de descontração. Foto: Associated Press Por esse somatório espera-se uma reação ainda mais violenta diante desses novos e estarrecedores fatos. Foto: Pete Souza/The White House/Reuters O site português RTP, muito apropriadamente diz que “neste clima explosivo, arriscam-se a cair em orelhas moucas os pedidos de desculpas apresentados por várias“ autoridades americanas, inclusive o presidente Barack Obama. Foto: Associated Press |
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13 de fev. de 2011
Irã: Recorde em execuções de prisioneiros
| Irã
Recorde em execuções de prisioneiros Num oportunismo mórbido, com as atenções voltadas para as manifestações, no Egito e na Tunísia, uma população carcerária inflada e a proximidade do aniversário da Revolução Islâmica, o regime iraniano viu a situação ideal para executar 97 pessoas no período de um mês
Postado por Toinho de Passira A ONG “International Campaign for Human Rights in Iran” noticiou no seu site, que na segunda-feira 7 de fevereiro de 2011, 10 prisioneiros foram secretamente enforcados dentro da prisão em Vakilabad. Sem precisar o número, a ONG afirma ter informações que mais execuções teriam ocorrido nas prisões de Birjand e de Taibad. A maioria dos executados foi condenado pelo arbitrário sistema judicial iraniano por tráfico de drogas, alguns deles eram de cidadania afegã. A rotina das execuções cria uma burocracia mórbida, quando são emitidos às vésperas certificados de óbito dos preso, enquanto esses ainda estão vivos. Este comportamento oficial não fere apenas a lei iraniana, mas também agride a lei islâmica Sharia. De acordo com a lei islâmica, se uma pessoa sobrevive a uma execução (sob condições estipuladas), ela obterá a liberdade. Ao que se sabe durante um período de seis semanas entre 20 de dezembro de 2010 e 31 de janeiro de 2011, o governo noticiou a ocorrência de 121 execuções em todo o país, acredita-se, porém, que o numero seja bem maior. Há denuncias permanentes de violações dos direitos dos prisioneiros, desrespeitados até na hora de morrer. As execuções ocorrem sem que sejam informados, como a manda a lei iraniana, os advogados, os familiares e o próprio condenado. Os prisioneiros executados são informados sobre sua iminente execução apenas algumas horas antes. O dia 19 de dezembro de 2010 entrou para a história do Irã com a execução de 22 pessoas em apenas 24 horas. Trata-se de uma das datas com as estatísticas mais elevadas no que se refere à aplicação da pena de morte no país. Com a dificuldade de se obter dados oficiais em um regime tão fechado, os números levantados por organizações internacionais que defendem os direitos humanos são a única fonte de informação sobre o que se passa na República Islâmica. Se continuar neste ritmo, o Irã terá realizado mais de 1.000 execuções até o fim de 2011. E o motivo não é apenas a rotineira tirania do regime, conforme apontam analistas ouvidos pelo site de VEJA. Um conjunto de fatores provocou o aumento alarmante das execuções: o mundo voltado para os conflitos no Egito e na Tunísia, a proximidade do 32º aniversário da Revolução Islâmica e um problema doméstico: uma população carcerária inflada. Com as crises políticas nos países árabes, o governo do Irã pôde executar prisioneiros de maneira silenciosa, sem chamar a atenção da imprensa. Ainda assim, a Organização das Nações Unidas (ONU) chegou a se manifestar sobre o assunto e declarou perplexidade. A entidade disse que, em vez de atender aos apelos da comunidade internacional, as autoridades iranianas ampliaram o uso da pena de morte por meio de uma Justiça obscura. A ocasião também foi oportuna para os opressores mostrarem que os iranianos devem, sim, temer o regime. De acordo com Mina, há muitas pessoas desempregadas no Irã, os índices de pobreza e o preço dos alimentos aumentaram, e a população está insatisfeita. “O regime tem medo de uma nova revolução e tenta mostrar com as execuções que é ele quem manda. Essa é uma política muito bem marcada”, afirma a iraniana Mina Ahadi, porta voz do Comitê Internacional contra a Execução e do Comitê Internacional contra o Apedrejamento. Foto: Arquivo O 32º aniversário da Revolução Islâmica no Irã, comemorado no dia 11 de fevereiro, é uma data tensa, em que a oposição costuma organizar manifestações contra o regime. As tentativas do governo de frear esses protestos são diversas. Em 2010, a velocidade da internet foi reduzida em todo o país, o acesso às contas de e-mail foi dificultado e forças policiais foram espalhadas pelas ruas, agredindo líderes opositores. Dezenas de manifestantes ficaram feridos. Foto: |
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22 de out. de 2010
ELEIÇÕES 2010: Dilma Cruela Cruel assusta criancinhas
| ELEIÇÕES 2010 Dilma Cruela Cruel assusta criancinhas Os meninos e meninas ainda bebês, com a memória recente de fetos, ficaram assustados com a presença da malvada Dilma que desejava que todos eles fossem abortados
Fotomontagem de Toinho de Passira Postado por Toinho de Passira |
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21 de set. de 2010
Soldados EUA matam, “por esporte”, civis afegãos
| ESTADOS UNIDOS – AFEGANISTÃO Soldados EUA matam, “por esporte”, civis afegãos Hediondos crimes de guerra foram cometidos por soldados americanos contra inocentes afegãos, numa mistura de crueldade, consumo de drogas pesadas e descontrole da tropa por parte dos comandantes militares. A descoberta desses assassinatos, com requinte de crueldades, dificultará ainda mais a missão americana no Afeganistão, criando um clima favorável de apoio aos talibãs, os verdadeiros alvos inimigos dos americanos no país
Fotos: Portal do Exército USA Toinho de Passira Doze soldados norte-americanos estão sendo acusados de integrarem um "esquadrão da morte" na guerra do Afeganistão. O grupo assassinou civis afegãos, por diversão, há relato que colecionavam dedos, ossos e até crânio, das vítimas inocentes, como troféu. O grupo era constituído por cinco soldados que teriam assassinado três homens afegãos em diferentes ataques. Outros sete são acusados de encobrir os crimes e de atacar o soldado que denunciou o ocorrido aos superiores. De acordo com o jornal britânico "The Guardian", os soldados envolvidos integravam a brigada de infantaria "Stryker" colocada na província de Kandahar, no Sul do Afeganistão. O "The Guardian" afirma que esta é uma das mais graves acusações de crimes de guerra no Afeganistão. Todos os soldados negaram os fatos que se confirmados podem resultar em pena de morte ou prisão perpétua, para os militares. Foto: Getty Images Os americanos estão no Afeganistão para combater o Talibã, um movimento islamita extremista nacionalista da etnia afegã pashtu, que governou o país 1996 e 2001, que chegou ao poder ajudado pela CIA que lhes forneceu armas e munições, enquanto eles combatiam a União Soviética. Foto: Associated Press Sob o pretexto de capturar Bin Laden, o governo americano invadiu o Afeganistão, derrubo o regime talibã, com apoio de outros países, como a Inglaterra e a França e instalou um governo liderado por Hamid Karzai (foto), que está no poder até hoje. Foto: Associated Press O número de combatentes das forças aliadas da Otan mortos nessa guerra, somam quase dois mil desde 2004. Porém, durante o governo Obama, o número de baixas tem aumentando consideravelmente. Em 2009 morreram 521 e neste ano, até agosto, já são 500 os mortos. Foto: Sgt. Jeremiah Johnson Soldados do pelotão foram acusados ainda de desmembrarem e fotografarem os corpos dos civis que assassinaram, além de colecionarem um crânio e outros ossos humanos. Foto: Reuters As investigações Oficiais do Exército não descobriram nenhum motivo de combate para as mortes. Uma revisão dos documentos militares e entrevistas com pessoas familiarizadas com o caso sugerem que os assassinatos foram cometidos simplesmente por esporte, e que os soldados envolvidos faziam uso constante de haxixe misturado a bebidas alcoólicas. |
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10 de ago. de 2010
Naomi e os diamantes de sangue de Serra Leoa
| HOLANDA – SERRA LEOA Naomi e os diamantes de sangue de Serra Leoa A supermodelo britânica Naomi Campbell pela primeira vez compareceu a um tribunal sem ser a acusada. Depôs semana passada, como testemunha no processo contra o ex-presidente liberiano Charles Taylor, acusado de crimes contra a humanidade, no Tribunal Especial de Haia. Ao ser questionada sobre diamantes que teria recebido de presente do acusado, em 1997, mentiu e pode acabar se complicando
Foto: Associated Press Toinho de Passira Como os depoimentos ontem, 09, da ex-agente da manequim, Carole White e da atriz Mia Farrow, ficou claro que Naomi Campbell mentiu no seu depoimento do dia 5 de Agosto, ao falar que se surpreendeu quando recebeu “pequenas pedras de aspecto sujo”, Farrow e White garantiram que ela sabia que se tratava de diamantes e que até estava à espera deles e quem os havia enviado. Os homens que lhe bateram à porta do quarto disseram: “São estes os diamantes!” Os tais que Taylor, agora no banco dos réus, lhe prometera durante o jantar, em casa do então Presidente da África do Sul, Nelson Mandela. Foto: Reuters “Ela mostrou-me o embrulho. E estava desiludida por não terem o aspecto de pedras lapidadas, e não brilharem”, contou White, segundo a qual Naomi, anteriormente estava muito excitada enquanto aguardava o presente que deveria receber de Taylor, que ficara sentado ao seu lado durante o jantar. Foto: Associated Press O ex-diretor da ONG Fundo Nelson Mandela para a Infância Jeremy Ratcliffe, amigo da modelo Naomi Campbell, confirmou que recebeu em 1997 três diamantes brutos dela e os entregou para autoridades sul-africanas, agora depois de ter estourado o escândalo. Foto: Associated Press Em 1989, aos 41 anos, Charles Taylor (foto) era o líder de um grupo armado e deu início à guerra civil na Libéria, encerrada após um tratado de paz em 1995.
Em 1997, ele foi eleito presidente e seu governo durou seis anos. Em agosto de 2003, rebeldes tomaram a capital do país, forçando-o a ir para o exílio na Nigéria. Taylor disse que optou por se exilar para acabar com o conflito em seu país. Atualmente pesam contra ele 11 acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionadas com uma eventual influência de Taylor na guerra civil na vizinha Serra Leoa, onde o ex-presidente liberiano é acusado de apoiar rebeldes responsabilizados por atrocidades contra civis. Taylor é suspeito de vender diamantes e comprar armas para a Frente Revolucionária Unida de Serra Leoa, grupo famoso por amputar mãos e pernas de civis durante a revolução que durou cerca de dez anos. Dezenas de milhares de pessoas morreram nos conflitos interligados na Serra Leoa e na Libéria. A violência chegou também à Costa do Marfim e à Guiné. Grupos de defesa dos direitos humanos acusam de Taylor de estar no centro da rede de grupos armados da África Ocidental. Um dos mais importantes promotores do tribunal apoiado pela ONU em Serra Leoa chegou a declarar que Taylor seria um dos homens mais procurados do mundo.
Após 2003, Taylor vinha sendo acusado de violar as regras de seu exílio na Nigéria ao continuar influenciando a política interna na Libéria. Meses após a posse da presidente liberiana Ellen Johnson-Sirleaf, em 2006, a Nigéria concordou em extraditar Taylor, que fugiu. Capturado e enviado à Libéria, Charles Taylor foi levado à Serra Leoa pela ONU para aguardar julgamento. Sua prisão foi considerada um sinal de que os líderes de grupos armados africanos não gozavam mais de impunidade. O julgamento, originalmente previsto para ocorrer em Serra Leoa, foi transferido para a Holanda por causa de temores de instabilidade no país e na vizinha Libéria. Taylor boicotou a abertura do julgamento, em junho de 2007, dizendo não acreditar que seria julgado com justiça. Mas em 14 de julho do ano passado, o ex-presidente prestou depoimento pela primeira vez no tribunal, alegando inocência. A previsão então era de que o julgamento teria uma duração de 18 meses. A promotoria alega que Taylor não cometeu os crimes pessoalmente, mas sim teria apoiado, ordenado ou compactuado com estes atos. Se considerado culpado, Taylor deve cumprir pena na Grã-Bretanha.
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5 de mar. de 2010
Carta aberta ao Presidente da República - Maria Helena Rubinato
| OPINIÃO Carta aberta ao Presidente da República Maria Helena Rubinato registra uma barulhenta e incomoda carta dirigida a Lula, em favor dos presos políticos e dissidentes cubanos. Cuba classifica dissidentes como mercenários dos Estados Unidos, trabalhando para derrubar o governo de Cuba.
Foto: Reuters Fontes: Blog do Noblat
*Acrescentamos sub-titulo foto e legenda ao maravilhoso e oportuno texto de Maria Helena Rubinato |
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