| BRASIL – SENADO Renan assedia sexualmente a oposição O mafioso senador Renan Calheiros, líder do PMDB, quer ser presidente do Senado nos dois últimos anos do governo Dilma. Imaginem para quê? Dissimulado, como a Diana do Pastoril, é governo, mas, flerta abertamente com a rejeitada e fragilizada oposição, que enfrenta o dilema de aceitar o assédio de Renan ou sumir. Com espírito de “cafetão”, vai vender muito caro cada apoio que o governo precisar e cobrar libidinosamente as migalhas ofertadas à oposição
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado Postado por Toinho de Passira O senador Renan Calheiros, com a alma lavada e enxaguada pelas urnas alagoanas, retorna ao Senado, para um novo mandato até 2018, como importante protagonista do submundo político. Ostenta, antes de começar a nova legislatura, duas vitórias, detém os títulos de Líder do PMDB, no Senado e o de pré candidato a presidência da casa a partir de 2013. Depois da experiência do Renangate, o senador alagoano, acrescentou as suas habilidades de trator político, dossielista e chantageador mórbido, as de sutil negociador de conchavos de bastidores subterrâneos. Foi assim que conseguiu junto a Dilma Rousseff a promessa de que sucederia Sarney, apoiado pela bancada do PT no Senado. Mas Renan não dá chances ao azar, nem confia em promessas de políticos. Sabe que se não se fizer temido, não será respeitado, nem se cumprirão os acordos. Para tanto, apesar de governista juramentado e privilegiado, estende a mão a oposição, para mostrar a Presidenta, que pode causar estragos e dores de cabeça, se não forem satisfeitos permanentemente seus libertinos desejos. Josias de Souza, no seu Blog, comenta essa trama macabra de Renan no ciclo de poder que se estabelecerá no Senado. O futuro não parece promissor quando se constata que a oposição postou-se de quatro, submissa e receptiva, diante do libidinoso Renan Calheiros. |
31 de jan. de 2011
Renan assedia sexualmente a oposição
30 de jan. de 2011
EGITO: Antes da liberdade, o caos
| EGITO Antes da liberdade, o caos No centro do Cairo, onde milhares fazem, pelo sexto dia consecutivo, um protesto pedindo a renúncia do presidente, Hosni Mubarak, dois jatos e um helicóptero da força aérea egípcia fizeram sobrevôos, tentando intimidar a multidão. A polícia foi retirada das ruas. Não há mais confronto entre policiais e a população. Um clima de insegurança pública assusta o país. Houve fuga em massa de presídios, saques, roubos e violência. O povo está montando patrulhas de proteção, para se defender dos marginais. Barack Obama dá os primeiros sinais de que os EUA estão abandonando Mubarak, a própria sorte.
Foto: Lefteris Pitarakis/Associated Press Postado por Toinho de Passira A situação do Egito é de desobediência civil. Neste sexto dia de protestos pedindo a renúncia do presidente, Hosni Mubarak, 82 anos, há trinta anos no poder, dezenas de milhares de manifestantes inundaram a Praça Tahrir (Praça da Libertação) localizada no centro do Cairo, desafiando o toque de recolher decretado há dois dias, pelo governo, que tenta de todas as maneiras retomar o controle do país. A violenta polícia de choque foi retirada das ruas, pois os confrontos com os manifestantes estavam mais fortalecendo que intimidando o movimento popular. Foto: Peter Macdiarmid/Getty Images Em meio a muita desinformação, pela censura a imprensa e obstáculos do uso de internet e celulares, já se confirma a morte de pelo menos 100 manifestantes, mais dois mil feridos, alguns em estado grave e dezenas de milhares de prisões. Foto: Peter Macdiarmid/Getty Images No começo da noite, o diplomata egípcio, Mohamed ElBaradei, a mais expressiva figura da oposição, ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, chegou a juntou-se aos manifestantes na Praça Tahrir, o centro dos protestos, e se dirigiu à multidão através de um megafone. Foto: Reuters Mas enquanto o presidente Hosni Mubarak, tenta resistir, e os manifestantes não arredam pé dos seus propósitos, o dia a dia do cidadão comum enfrenta o caos e a insegurança da violência urbana. Foto: Peter Macdiarmid/Getty Images A diplomacia americana, pega de surpresa, não parece saber se posicionar, diante da delicada situação. Não pode continuar apoiando um ditador, embora tenha a ele se aliado por 30 anos, pois, pode assustar outros aliados em iguais circunstancias, nem pode desprezar a possibilidade dele vencer a resistência e continuar no poder, mesmo que isso seja improvável. Foto: Hannibal Hanschke/European Pressphoto Agency No começo da noite desse domingo, a multidão esta aglomerada próxima e em torno de mais de 100 tanques e veículos blindados. Mas as forças armadas até agora não reprimiram os manifestantes, mantendo um pacto de não agressão mútua, que pode é claro, ser rompido a qualquer momento. Foto: Scott Nelson/The New York Times Esse clima de tensão contrasta com a atmosfera festiva que impera sobre a Praça Tahrir, onde vendedores oferecem comida a preços baixos e alguns manifestantes posaram para fotos em frente a tanques pichados com frases como: "30 anos de humilhação e pobreza." Foto: Getty Images Mas o destino do Egito não tem mais volta, como disse ElBaradei. Mesmo sem internet, sem celulares e sem televisão um rastilho de liberdade navega pela região inspirada nos acontecimentos da "Revolução de Jasmim", dos tunisianos. Leia no “thepassiranews” A sangrenta Revolta egípcia, Os tunisianos puseram o ditador para correr |
CLÁSSICOS DOS QUADRINHOS: CHRIS BROWNE - Hagar, o horrível (037)
| CLÁSSICOS DOS QUADRINHOS CHRIS BROWNE - Hagar, o horrível
037
Veja as publicações anteriores de HAGAR |
SÃO PAULO FASHION WEEK 15 ANOS - O desfile da Neon
| SÃO PAULO FASHION WEEK 15 ANOS O desfile da Neon No segundo dia de desfile, neste sábado, no ano em que a semana da moda paulista completa 15 anos e 30 edições, o desfile da "Neon" dos estilistas Dudu Bertholini e Rita Comparato, foi o grande destaque. Inventiva, bem humorada, sensual e criativa, a coleção inspirada no universo feminino e no surrealismo dispensa comentários.
, GNT, Folha de São Paulo
Foto: Marie Claire Veja o desfile na transmissão da GNT
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29 de jan. de 2011
Crônica: LIXO - Luis Fernando VERRISSIMO
| Crônica LIXO Luis Fernando VERRISSIMO Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam. |
GOVERNO DILMA - Belo Monte de irregularidades
| GOVERNO DILMA Belo Monte de irregularidades O IBAMA concedeu uma licença criminosa para que tenha início os procedimentos de implantação dos canteiros de obras e acampamento, para construção da polêmica Hidroelétrica de Belo Monte no Pará. Estão querendo tornar o projeto irreversível, para justificar a autorização de sua construção e possível funcionamento. Passam por cima da lei, da lógica, do bom senso. Como explicar a autorização provisória para desmatar uma área de preservação permanente? O ministério Público Federal entrou com uma ação contra a licença, pedindo liminarmente a sua suspensão. Belo Monte é uma das mais fulgurantes heranças malditas do governo Lula.
Foto: Pedro Martinelli/ISA Postado por Toinho de Passira Querem construir a Usina de Belo Monte de qualquer maneira, ao arrepio da lei, que se dane o meio ambiente, a Amazônia, a fauna a flora e os povos da floresta. A obra é um exemplo acabado de contra-senso: Será o pior aproveitamento custo benefício hidroelétrico no Brasil. Na melhor das hipóteses gerará anualmente menos de um quarto do que produz a hidroelétrica de Itaipu, construída nos anos 80, embora seus custos de construção sejam quase equivalentes. Não é por acaso que o Greenpeace a apelidou de “Belo Monte de Merda”. Estranho que no governo Dilma Rousseff, a mulher que “liderou” a comitiva brasileira na “Conferencia do Clima em Copenhagen”, esteja executando esse crime vil, contra o frágil meio ambiente amazônico. O noticiário diz que um presidente “substituto” do Ibama, Américo Ribeiro Tunes, assinou uma autorização de supressão de vegetação, que permite o desmate de uma área de 238 hectares no local de construção da usina. O documento autoriza a Norte Energia, responsável pela obra, a “proceder à supressão de vegetação relativa à implantação de infraestrutura de apoio no sítio Belo Monte (acampamento, canteiro industrial e área de estoque de solo e madeira)”. Na prática, a autorização equivale a uma licença parcial de instalação, que não está prevista no processo regular de licenciamento ambiental. O consorcio vitorioso no leilão para construção da Usina, a Norte Energia, liderado pela estatal Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), ainda não obteve junto ao IBAMA a licença final permitindo a construção da Hidroelétrica. Analisa-se o tamanho do impacto ambiental durante a construção da obra e a viabilidade de funcionamento da usina. Ou seja, estão autorizando desmatar uma área de preservação permanente, havendo ainda incerteza sobre a licença definitiva. Caso essa autorização não seja concedida, como iriam repor árvores centenárias derrubadas, habitats destruídos e fauna extinta? A obra que custará algo em torno de R$ 40 bilhões, recebeu um adiantamento de R$ 1,1 bilhão, para começar a desmatar pendurada nessa improvisada autorização. Um grupo de 60 organizações não governamentais socioambientalistas divulgou uma nota de repúdio à concessão da licença de instalação parcial para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Para as entidades, a licença parcial é “o primeiro grande crime de responsabilidade do governo federal neste ano que nem bem começou”. Na nota, a hidrelétrica é citada como um “enorme predador” que será instalado às margens do Rio Xingu. O grupo critica a ausência de garantias do projeto para evitar o desequilíbrio social e ambiental na região. “Denunciamos essa obra como um projeto de aceleração da miséria, do desmatamento, de doenças e da violação desmedida das leis que deveriam nos proteger”, diz o texto. Por trás dessa pressão e açodamento para transformar em irreversível a decisão de levar a frente a realização do projeto “a toque de caixa” estão empreiteiras como a Odebrecht, a Camargo Corrêa e a OAS. Parte do escândalo já visível mostra que essas empresas que construirão a hidroelétrica, toda financiada pelo BNDES, utilizando empréstimos para estatais e fundos de pensões, serão ao fim, também sócias finais do empreendimento. Vão ganhar em grosso e no varejo. Lucros sempre superfaturados com a construção e prosseguimento de ganhando quando do funcionamento da Belo Monte, como sócias cotistas do empreendimento. Um negócio duplamente rentável e milionário, que lhes cai no colo, sem que para isso tenham desembolsado pelo menos um centavo. O DNA da corrupção, que está no gene dessa complexa operação, poderá identificar, como um dos pais da criança, o suspeitíssimo Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), a quem o projeto está subordinado, que se orgulha de ser um dos mais importantes “paus mandados” da cota mafiosa do presidente do Senado, José Sarney. Quem será a mãe? Veja o que já foi publicado no “thepassiranews” sobre Belo Monte: Belo Monte será 'uma vergonha'? Belo Monte, a “obra” final de Lula? Raoni pede a Chirac apoio contra Belo Monte A atriz Sigourney Weaver protesta contra Belo Monte (Em Nova Iorque) Em Paris, o Cacique Raoni declara guerra ao Brasil de Lula |
28 de jan. de 2011
A sangrenta Revolta egípcia
| EGITO A sangrenta Revolta egípcia Depois que os tunisianos, com a sua "Revolução de Jasmim", conseguiram fazer o ditador Zine al-Abidine Ben Ali fugir do país, preconizou-se que as ditaduras da região iriam enfrentar protestos similares. Com efeito, o Egito está com o povo nas ruas. Não tiveram a mesma sorte dos tunisianos. O ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder, resiste com violência a tentativa de fazê-lo renunciar, até agora 9 manifestantes morreram, três deles, apenas no dia de hoje, o governo decretou toque de recolher nas maiores cidades do país, milhares forem presos e as comunicações para o exterior, incluindo a internet estão bloqueadas
Fotos: huffington Post - AFP Postado por Toinho de Passira Três manifestante morreu nesta sexta-feira (28) no Egito. Hamada Labib el-Sayed, um motorista de 30 anos, foi uma das vítimas, morreu com uma bala na cabeça quando a polícia tentava dispersar milhares de manifestantes que atacaram uma delegacia em Suez. Os manifestantes incendiaram oito carros da polícia e um posto policial do bairro de Arbayine. Pelo menos nove pessoas morreram desde o início dos protestos. Outras duas pessoas morreram nos confrontos entre policiais e manifestantes ao redor da praça Tahrir, no centro de Cairo, capital egípcia. As vítimas são civis que supostamente teriam recebido à curta distância tiros com balas de borracha. Foto: Mohammed Abed/AFP Manifestantes voltaram entrar em confronto com a polícia no centro do Cairo depois das orações semanais. Foto: EFE Mais cedo no Cairo, policiais usaram gás e jatos d’água contra manifestantes. Há relatos de muitos feridos e de muitas prisões. Foto: Mohammed Abed/AFP O opositor Mohamed El Baradei (foto), recém chegado ao país, ofereceu-se para conduzir uma transição de governo, participou de uma oração com 2.000 pessoas numa mesquita de Guiza, na capital. Foto: AFP
Foto: Khaled Desouk/AFP A internet e o sinal de telefones celulares continuam fora do ar no país. O governo negou intervenção. Usuários e hotéis em vários pontos do país informavam que o acesso à web estava interrompido. Foto: Ben Curtisk/AP As redes sociais têm sido um dos principais meios usados pelos manifestantes para convocar os protestos. Foto: Reuters O relato também é confirmado por outro blog, “Mondoweiss”. As notícias dão conta que a internet foi cortada minutos depois de a agência de notícias Associated Press ter publicado um vídeo de um manifestante sendo baleado durante os protestos no Sinai. Foto: AFP A exemplo dos tunisianos, os egípcios se queixam do desemprego, da corrupção e do autoritarismo. Um funcionário do governo norte-americano disse que os protestos são 'uma grande oportunidade' para que Mubarak, um dos principais aliados dos EUA na região, promova reformas políticas. Foto: Ben Curtisk/AP Como reação, o presidente egípcio Hosni Mubarak pediu nesta sexta-feira (28) ao exército que se encarregue de manter a segurança junto com a polícia e ordenou toque de recolher no Cairo, em Alexandria e em Suez.
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27 de jan. de 2011
Jeito chinês de educar filhos vira polêmica americana
| ESTADOS UNIDOS - EDUCAÇÃO Jeito chinês de educar filhos vira polêmica americana “O debate sobre a necessidade de criar os filhos na linha dura ou na base de um autoritário modo asiático ronda na televisão, na Internet e está na capa de revistas, como esta da Time, na foto acima. O livro de Amy Chua, Battle Hymn of the Tiger Mother (O Hino de Guerra da Mãe Tigre), é best-seller, mas o que desfechou o debate foi um trecho publicado no Wall Street Journal com o título sensacionalista Porque as Mães Chinesas São Superioras "- Caio Blinder
Foto: Erin Patrice O'Brien/ The Wall Street Journal Postado por Toinho de Passira
Um livro gerou polêmica nos Estados Unidos e na Europa por sugerir que os chineses têm mais sucesso na criação de seus filhos do que povos ocidentais por serem muito mais rígidos. A professora de direito americana Amy Chua, 49 anos, filha de imigrantes chineses criados nas Filipinas, casada com um judeu americano, também professor de Yale, é a autora de Battle Hymn of the Tiger Mother (“Hino de Batalha da Mãe Tigresa”), livro em que relata a tentativa de criar suas filhas à "moda chinesa", sob influencia da sociedade e em território americano. Amy impôs várias restrições às suas filhas, Louisa, de 15 anos, e Sophia, de 18, para que tivessem um desempenho escolar excepcional. Entre outras coisas, as meninas eram proibidas de ver TV, jogar videogame, dormir ou brincar na casa de uma colega, trazer colegas para casa, escolher atividades extra-escolares, ter qualquer nota que não fosse 10. Além disto, eram obrigadas a tocar piano ou violino e serem as melhores alunas em todas as disciplinas da escola, exceto em Educação Física e arte dramática. "Mesmo quando os pais ocidentais pensam que estão sendo rígidos, eles normalmente não chegam perto de serem mães chinesas", disse a professora, em artigo, que causou a maior polêmica, publicado no Wall Street Journal, intitulado “Por que mães chinesas são superiores”. Para alguns o livro e o artigo no jornal americano, causou mais polêmica, por atingir a auto-estima americana, um complexo de inferioridade coletivo relacionado à prosperidade chinesa e a crise econômica dos Estados Unidos. "Para ser bom em algo, é preciso trabalhar, e as crianças nunca querem fazer isso por conta própria", afirmou Amy. "Os chineses acham que a melhor maneira de proteger os seus filhos é prepará-los para o futuro, fazendo-os ver do que elas são capazes." Foto: Album da família Chua Num trecho do artigo de Amy publicado no Wall Street Journal ela diz que “os pais chineses entendem é que nada é divertido até que você seja bom nisso. Para ficar bom em qualquer coisa que você tem que trabalhar, e as crianças por conta própria não querem trabalhar, por isso é crucial a intervenção dos pais, para selecionar as suas preferências”. Foto: Album da familia Chua A parte do artigo, porém, que causou mais polêmica, foi quando ela falou da sua experiência, quando criança, desse método chinês de educar os filhos:
Sobre isso o colunista Caio Blinder comenta:”Não dá para ser mãe tigresa permanente. O mesmo vale para a China: autoritarismo permanente não vai funcionar”. Segundo o correspondente da BBC em Pequim Michael Bristow, ser extremamente rígido com crianças, determinando o que elas podem e não podem fazer em seu tempo livre, é uma prática consagrada e dificilmente contestada na China. Muitos pais chineses acreditam que, sem esta filosofia, seus filhos não conseguirão entrar em uma boa universidade, o que eles veem como algo vital para garantir um emprego bem remunerado, afirma Bristow. "O maior problema na China é que os pais estão cada vez menos dispostos a permitir que seus filhos sejam crianças", disse à BBC o professor e especialista em comportamento de pais Yang Dongping, do Instituto de Tecnologia de Pequim. "Elas (as crianças) não têm uma infância feliz - tudo se trata de estudar, fazer provas e ter aulas particulares." Yang afirma que este estilo de lidar com os filhos se desenvolveu em parte devido à tradição chinesa de enfatizar o aprendizado acadêmico. Para ele, esta filosofia limita a criatividade e a imaginação dos jovens. Além disto, a política do país em permitir apenas um filho por casal - para conter o crescimento demográfico excessivo - também é considerada um problema, por colocar muita pressão sobre filhos únicos. |
26 de jan. de 2011
Só nas absolvições de Renan Senado esteve completo
| BRASÍLIA - SENADO Só nas absolvições de Renan Senado esteve completo O site Congresso em foco mostra que na última legislatura, só em duas únicas ocasiões, todos os senadores estiveram presentes para votar, foram exatamente nas duas sessões que absolveram o cangaceiro alagoano Renan Calheiro. Não se sabe se foi corporativismo ou medo dos dossiês que o senador alagoano reuniu dos seus pares.
Ilustração Toinho de Passira Postado por Toinho de Passira Num texto de Renata Camargo e Edson Sardinha, o site Congresso em Foco, diz que “Somente duas das 430 sessões ordinárias reservadas a votação nos últimos quatro anos reuniram todos os 81 senadores: foram aquelas em que o plenário livrou da cassação o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL). Em toda a legislatura, o Senado só esteve completo nas sessões deliberativas realizadas nos dias 12 de setembro e 4 de dezembro de 2007, quando o plenário derrubou dois pareceres do Conselho de Ética que recomendavam a cassação do peemedebista por quebra de decoro parlamentar. Depois da primeira absolvição, as vésperas da segunda, a revista Veja, publicou um artigo que falava da chantagem dossiê montada pelo Senador Renan Calheiros, que explicava como ele conseguia ser absolvido sempre em terreno e tempos tão hostis: Ilustração Revista Veja- Fotos José Cruz/ABR, Rafael Neddermeyer e Andre Dusek/AE Segundo a Veja, Renan Calheiros montou seu dossiê com informações comprometedoras contra os colegas usando a estrutura funcional do Senado – atitude indecorosa que, sozinha, já seria causa para abertura de um processo administrativo contra Calheiros. Logo após a revelação de que ele tinha as despesas pessoais pagas por um lobista de empreiteira, o senador começou a preparar sua artilharia de defesa. Convocou a seu gabinete o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, a secretária da Mesa, Cláudia Lyra, e o primeiro-secretário, senador Efraim Morais e distribuiu tarefas de coleta de dados sobre os companheiros senadores com o propósito de montar dossiês.
Na ficha que Renan guarda sobre a senadora petista Serys Slhessarenko está registrada outra história de gratidão. Serys foi apontada como um dos parlamentares envolvidos na máfia dos sanguessugas. Seu genro, funcionário do gabinete em Brasília, recebeu dinheiro da empresa beneficiada com verbas do Orçamento liberadas a partir de emendas apresentadas pela senadora petista. Renan articulou com sucesso para livrar a senadora de um processo de cassação e nunca revelou os detalhes do que sabe sobre o envolvimento dos petistas com os sanguessugas. A líder do partido, Ideli Salvatti, uma canina defensora de Calheiros, é o alvo mais precioso das ameaças do senador. Renan já mandou dizer à senadora que instalará a CPI das ONGs assim que Ideli ou o PT derem sinal de que mudaram de lado. Ideli tem ligações umbilicais com petistas de ONGs envolvidas em desvios e financiamentos irregulares de campanhas em Santa Catarina, seu berço político. Na semana passada, em reunião da bancada do PT, oito dos doze senadores do partido defenderam que se fizesse uma manifestação formal pelo afastamento de Renan. Mas Ideli, ainda exercendo o papel de diligente defensora de Calheiros, convenceu os colegas a desistir da proposta em nome da "paz no Senado". Um confronto verdadeiro do PT com Renan Calheiros seria letal para o senador. Mas os senadores do PT não estavam dispostos a pagar o ônus para suas imagens que a artilharia de Renan podia provocar. E ele acabou saindo "ileso" dos escândalos e parece mais poderosos que nunca. Tanto que Renan Calheiros faz parte do acordo feito com a Presidenta, Dilma Rousseff e o PMDB, garantido que ele sucederá o mafioso José Sarney, em 2012, na presidência do Senado. Será que ele tem também um dossiê Dilma Rousseff? |
IMAGEM - Plantação de veículos
| IMAGEM Plantação de veículos O jornal Frances “Le Figaro” mostra curiosa e tragicômica foto a revelar o tamanho da tragédia carioca
Foto: Jose Patricio/Zuma/Visual Press Agency Postado por Toinho de Passira |
25 de jan. de 2011
HOLLYWOOD: "Lixo extraordinário" leva o Brasil ao Oscar
| HOLLYWOOD "Lixo extraordinário" leva o Brasil ao Oscar O documentário feito em coprodução do Brasil com Reino Unido, sobre o artista plástico brasileiro Vik Muniz e seu trabalho com catadores de lixo no Rio de Janeiro, concorrerá ao Oscar. A pernambucana Karen Harley é uma das "codiretoras" da produção que é dirigida pela inglesa Lucy Walker. Algumas obras de Vik apareceram recentemente na abertura da novela "Passione" da Globo.
Foto: Divulgação Postado por Toinho de Passira A divulgação dos indicados para concorrer ao "Oscar 2011", trouxe uma doce supresa para o Brasil. "Parece um sonho": é assim que o artista plástico brasileiro Vik Muniz diz ter recebido nesta terça-feira (25) a notícia de que o filme "Lixo extraordinário" (Waste Land) vai concorrer ao Oscar de melhor documentário. O longa-metragem, que é uma coprodução entre Brasil e Reino Unido, mostra o trabalho de Muniz com catadores de lixo no Rio de Janeiro. "Estou muito feliz, porque foi uma história que começou por acaso e virou um filme de grande importância, porque consolida um grupo social e mostra o verdadeiro valor do lixo", afirmou o artista em entrevista ao G1 por telefone, minutos após saber da indicação. Vik Muniz diz que acredita na vitória de "Lixo extraordinário" na premiação da Academia, que acontece dia 27 de fevereiro. "Entre os filmes indicados, é o mais forte, o mais premiado, nossas chances são muito grandes". Foto: Fabio Ghivelder "Dirigido pela inglesa Lucy Walker em uma coprodução com a brasileira O2 Filmes, o documentário disputa o Oscar da categoria com "Exit through the gift shop", do artista plástico Banksy; "GasLand", de Josh Fox; "Trabalho interno", de Charles Ferguson; e "Restrepo", de Tim Hetherington e Sebastian Junger.
Por conta das filmagens no Brasil, "Lixo extraordinário" teve participação fundamental de dois diretores do país, João Jardim e Karen Harley - que, no entanto, não aparecem na listagem de indicados divulgada pela Academia por constarem como "codiretores" nos créditos oficiais. A pernambucana Karen Harley, que no início fazia a montagem do filme para João Jardim, acabou assumindo também a codireção mais tarde. "Quando o projeto começou, o que a gente sabia era que estávamos lidando com um assunto muito poderoso. A grande surpresa foi descobrir que pessoas são essas, que fazem um trabalho tão desumano, tão marginalizado", disse Harley, Em comunicado divulgado por sua assessoria de imprensa, Jardim comemorou a indicação afirmando que "a mistura do olhar estrangeiro com o olhar brasileiro deu força para o filme”. Gravada ao longo de três anos, "Lixo extraordinário" acompanha um projeto social de Vik Muniz com catadores do lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ) - considerado o maior da América Latina e cenário de outro documentário premiado, "Estamira" (2004), de Marcos Prado. Essa indicação surge em um momento muito oportuno, porque o lixão de Gramacho vai fechar em 2012 e não se sabe o que vai acontecer com os catadores. O Oscar pode dar visibilidade para a questão deles, que é a mais importante do filme", afirmou a codiretora pernambucana, que disse não saber ainda se vai estar na cerimônia do Oscar. Vik Muniz, por sua vez, já faz planos. "Agora tenho outro desejo, que é levar o personagem do filme, o Tião, para Hollywood, para subir no palco e receber o prêmio", conta o artista, referindo-se a um dos catadores retratados no longa-metragem. "Nada mais justo do que homenagear essas pessoas, que fazem desse filme tão especial." Foto: Divulgação O paulista Vik Muniz é conhecido por produzir fotografias que reproduzem imagens artísticas usando materiais inusitados como açúcar, chocolate, lixo, diamantes, poeira e outros. Seu trabalho pôde ser visto recentemente na TV na abertura da novela "Passione". |
CUBA: Velhinhos - Yoani Sánchez
| CUBA Velhinhos A blogueira cubana Yoani Sánchez fala da velhice abadonada pelo poder público cubano
Foto: Orlando Luis Pardo Lazo/Geracion Y Yoani Sánchez Comprou uma caixa de cigarros fortes mesmo sem ser fumante, uma bolsa de lona para encomendas apesar de levar outra consigo e dois monótonos exemplares do Granma de um mesmo dia. Fê-lo para ajudar esses velhinhos de corpos trêmulos e olhos manchados que vendem quinquilharias sem fim nas ruas de Havana. Gente com as pernas enrijecidas pela artrose, a bengala completando sua anatomia desajeitada e o cabelo encanecido pelos anos. Anciões e anciãs jogados no mercado informal exibindo sua mercadoria escassa nas entradas das avenidas Reina, Galiano, Monte e Belascoaín. Septuagenários obrigados a revender sua cota de alimentos – cada vez mais reduzida – e avozinhas de rosto triste que comem graças aos caramelos ou aos cones de amendoim que elas mesmas oferecem na saída das escolas. Milhares de velhinhos cubanos tem tido que voltar – no final de suas vidas – para uma jornada de trabalho, desta vez marcada pela ilegalidade e o risco. Mãos que tremem pelo Parkinson exibem gulodices açucaradas nas paradas dos ônibus, rostos enrugadíssimos nos olham enquanto dizem que tem lâminas de barbear por somente cinco pesos. Suas pensões são extremamente baixas e o descanso merecido que planejavam ter converteu-se em dias agitados se escondendo da polícia. O sistema que ajudaram a edificar não pode hoje lhes dar uma velhice digna, não consegue lhes evitar a miséria. Desajeitado e arrastando os pés, aquele octogenário da esquina apregoa que tem esponjas para esfregar e tubos de cola “louca” que cola tudo. Uma garota passa e verifica o conteúdo da sua moedeira, não chega nem para um nem para outro, porém amanhã voltará e para ajudá-lo comprará alguma coisa dele, mesmo que seja um desses jornais nacionais que só publicam rostos de anciões felizes e satisfeitos. *Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto |































Foto: Khaled Desouk/AFP


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