Reard, de olho no marketing escolheu o nome de "bikini", para o novo maiô, nome de um atol, no sul do pacifico, onde os Estados Unidos tinham acabado de realizar uma série de testes atômicos.
Mas entre a invenção e o uso da vestimenta nas praias do mundo afora, levou algum tempo.
Oficialmente o biquíni foi lançado no dia 26 de junho de 1946 e foi um estouro midiático.
Só uma dançarina de strip-tease, Micheline Bernardini (foto) aceitou posar vestindo a novidade, diante dos fotógrafos, em Paris, as margens do Rio Sena.
Mas, apesar do estrondoso sucesso e de toda a publicidade gratuita que ganhou mundo afora, o biquíni vendeu muito pouco nos primeiros anos.
Dizem que as mulheres tinham vergonha de usá-los em público, ou até mesmo como roupa de baixo.
O Papa Pio XII, divulgou uma nota, proibindo o uso do biquíni por mulheres católicas.
A peça exigia uma boa dose de audácia das mulheres, que tinham vergonha de usá-la em público e até mesmo como roupa de baixo. Fortes reações surgiram de todas as partes. O Vaticano divulgou uma nota, assinada pelo Papa Pio XII, contra o uso do biquíni por mulheres católicas.
Vários governos europeus proibiam oficialmente o traje em lugares públicos, entre eles a Itália, Portugal, Espanha, França e Alemanha.
Foto: Revista Life

Brigitte Bardot em Cannes em 1956, no lançamento do filme “E Deus criou a mulher”, criou mesmo...
Foi o cinema, a partir da década de 50, que ajudou a colocar o biquíni na moda, filmes clássicos como “A um Passo da Eternidade”, de 1953, com Deborah Kerr, ou “E Deus Criou a Mulher”, de 1956, com Brigitte Bardot, acabaram por popularizar de vez a vestimenta.
No Brasil, nos anos 50, a presença de vedetes do teatro de Revista, como Carmem Verônica e Norma Tamar, usando duas peças na praia em frente ao Copacabana Palace, juntava uma multidão de curiosos, tarados.
O presidente Jânio Quadros, durante seu governo, em 1961, chegou a baixar uma lei que proibia expressamente o uso do biquíni, que não chegou a ser aplicada.
Em 1984, Louis Reard, o pretenso inventor, morreu na miséria e contestado por um costureiro famoso, Jacques Hein, que afirma ter criado o pequeno maiô durante a Segunda Guerra Mundial, e batizado a peça de Átomo.
Foto: Wikipedia

“Villa Romana del Casale”, murais com atletas italianas de biquíni um escândalo em plena era tetrarca (285-305)
O biquíni, porém, é uma invenção da antiguidade: ficou evidenciado quando se descobriu os mosaicos de “Villa Romana del Casale”, um sítio arqueológico próximo de Piazza Armerina, na Sicília, Itália.
Os mosaicos mostram em profusão e sem deixar dúvidas, mulheres de biquíni, fazendo exercícios, correndo ou recebendo a palma da vitória, após vencer competições atléticas. Coisa de matar de inveja o pessoal de Poko Pano e Cia Marítima.
O conceito de que o biquíni foi inventado apenas para vestir despindo as mulheres, está ultrapassado. Dois grandes inventos incorporados as duas peças, transformaram-as em objetos multifuncionais:
Fotos: Divulgação

A Bottle Betty vende biquíni que vem com um abridor de garrafa, integrado que tanto pode ser tanto nos sutiãs, quanto nas calcinhas, para facilitar a vida de quem gosta de uma cerveja ou refrigerante a beira mar.
A compra, por enquanto, só pode ser feita pelo site, mas a boa notícia é que os produtos são entregues no Brasil. Cada peça sai por cerca de US$ 40.
Fotos: Divulgação

Enquanto isso a Skin Italy produz biquínis que gera uma romântica e delicada tatuagem de verão. A calcinha vem com um coração vazado que acaba virando uma graciosa tatuagem em forma de uma marquinha fofa no bumbum. Será que a moda pega?
Depois disso o que irão inventar?