9 de jul. de 2012

Divórcio obriga Cruise a manter filha longe da Cientologia

ESTADOS UNIDOS - Celebridades
Divórcio obriga Cruise a manter filha longe da Cientologia
Nesta segunda feira Katie Holmes e Tom Cruise assinaram termos do divórcio. Ela fica com a guarda da filha, com a exigência de que o ator mantenha a menina longe da Cientologia, culto professado pelo pai.

Foto: Reuters

Katie e Cruise formavam um dos casais - agora ex-casal - mais famosos de Hollywood. Foram sete anos de relacionamento, cinco deles de papel passado.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Veja, Veja, TMZ, People

Tom Cruise e Katie Holmes chegaram a um acordo sobre o divórcio e a custódia da filha Suri nesta segunda-feira. Katie exigiu que Cruise mantenha a filha Suri longe de qualquer envolvimento com a cientologia, o que inclui visitas a igrejas e festas organizadas pela seita. Essa é a principal condição para o ator ter contato frequente com a filha de 6 anos, cuja guarda ficou com a atriz.

Mesmo assim, as visitas vão ser acompanhadas por seguranças e babás designadas por Katie, já que o ator tem ao seu redor apenas funcionários ligados à igreja.

As informações foram apuradas junto a fontes ligadas ao casal porque, assim como os demais termos do acordo de divórcio, a proibição de Suri ter contato com a cientologia é mantida em segredo de Justiça.

A agilidade no encerramento do processo foi ao encontro do desejo do casal, que queria evitar uma disputa nos tribunais.

Katie Holmes para conseguir se separar de Tom Cruise teve que agir, como se atuasse num filme de suspense, terror, ou ficção científica, dos que o ator costuma atuar. Foi uma fuga planejada há meses, posta em execução enquanto Cruise estava na Finlândia filmando. Mudou para Nova York, onde a justiça lhe seria mais benéfica, instalou-se num novo apartamento e até trocou o número dos celulares.

O motivo de tantos cuidados e episódios cinematográficos deve-se a crença religiosa de Tom Cruise, que teria sido o motivo central da separação do casal.

Segundo teorias de uma biografia não-autorizada do ator lançada em 2008 nos Estados Unidos, Suri, a filha de seis anos do casal hollywoodiano, teria sido gerada pelo esperma congelado do criador da cientologia, a bizarra religião de Cruise. Ou, ainda, seria a reencarnação do criador.

Tom Cruise: Uma Biografia Não-Autorizada, livro que passou semanas entre os mais vendidos da Amazon, leva a assinatura do jornalista britânico Andrew Morton.

“Quando Ron Hubbard morreu, em 1986, acreditava-se que ele reencarnaria em 20 anos, isto é, 2006, ano em que Katie Holmes ficou grávida”, disse o autor à revista americana US Weekly, à época do lançamento.

No livro, ele também relata que Suri - ainda bebê - foi alimentada pelos pais com uma fórmula à base de cevada recomendada por Ron Hubbard – qualquer semelhança com a história de O Bebê de Rosemary, em que a personagem grávida de Mia Farrow é nutrida, sem saber, com um alimento da seita do marido, é mera coincidência.

Ainda sobre a personalidade de Cruise, o biógrafo lista características que teriam desgastado a relação entre o ator e Katie Holmes. O livro descreve o ator como um homem controlador e extremamente nervoso.

Foto: Community Live Journal

A filha do casal, a menina Suri Cruise

Em meio a esse cenário, Katie teria pedido divórcio não apenas por ter se cansado das maluquices do marido, mas também para proteger sua filha. A prova disso é que Katie exige na Justiça a guarda exclusiva da menina. Não haverá divisão de bens do casal, por ocasião do divórcio, segundo o acordo pré-nupcial, assinado pelo casal de atores em 2006.

O único item do qual Katie não está disposta a abrir mão é a pensão que Cruise deverá pagar a Suri, a filha de 6 anos do casal.

Katie Holmes estaria com medo de que Tom Cruise enviasse a filha do casal, Suri, de seis anos, para um cruzeiro de cientologia, religião de Cruise. Esse foi um dos motivos que determinou o fim do casamento entre ambos.

No cruzeiro, chamado Sea Organization, crianças a partir de cinco anos são doutrinadas nos mais alto níveis da cientologia. Segundo o site oficial da cientologia, fazer parte do Sea Org é como um “comprometimento eterno com a religião”.

Nesses cruzeiros, as crianças viajam sem a presença dos pais e Katie estaria determinada a não permitir a ida de Suri. O divórcio teria sido a solução encontrada por ela para impedir que a filha fosse levada no cruzeiro.

Katie, que anunciou o término do casamento de sete anos com o astro Tom Cruise na última sexta-feira, dia 29, acredita ainda que pessoas ligadas a cientologia, passaram a vê-la como uma ameaça e começaram a persegui-la.

Mantendo o clima de suspense ela diz que, depois da separação, seus movimentos estão sendo monitorados, especialmente em Nova York. Embora alguns possam ver o medo como paranoia, fotógrafos que costumam acompanhar os passos da atriz afirmaram ver misteriosos homens e veículos por perto quando ela deixa o apartamento – especialmente um Cadillac Escalade branco e um Mercedes SUV preto.

Cientologia, uma crença de outra galáxia
Criada por um autor de ficção científica e auto-ajuda, a Igreja da Cientologia é a fé das celebridades

A cientologia foi fundada nos anos 50 pelo americano L. Ron Hubbard, autor de livros baratos de ficção científica e de obras de aconselhamento que alardeiam os poderes da mente.

Morto em 1986, ele pregava que o homem é um ser imortal com capacidades espirituais ilimitadas, mas precisa “limpar” sua mente dos traumas que viveu nesta e em outras encarnações para desenvolvê-la.

A cientologia admite que seus adeptos também sigam outras fés. Seu grande inimigo está em outro campo: são as idéias de Sigmund Freud e da psiquiatria moderna. Ela condena, por exemplo, o uso de remédios como os antidepressivos.

Volta e meia, a religião entra na mira da imprensa e das autoridades americanas. Já foi acusada de fazer lavagem cerebral e explorar os fiéis. Mas a igreja conta com defensores em pontos tão estratégicos quanto o mercado financeiro e o governo americano. Além, é claro, de ter garotos-propaganda como Cruise.

“A cientologia mostra como mudar uma sociedade na qual as pessoas são ensinadas a odiar”, disse o ator a VEJA numa entrevista precedida por um tour de cinco horas pela sede mundial da seita, em Hollywood.

A cientologia tem 8 milhões de seguidores em 150 países, segundo seus líderes — há quem estime, contudo, que o número não passa de 100.000. A maioria dos adeptos está nos Estados Unidos, mas a igreja vem crescendo internacionalmente. Isso é visível em eventos como a inauguração de sua nova sede na Espanha, no ano passado, num grande edifício de Madri.

Ou nos 137 centros de recuperação de dependentes de drogas que a igreja mantém em 37 países — inclusive na periferia de São Paulo, seu principal ponto de referência no Brasil. “A cientologia tem pouco mais de cinqüenta anos e não pára de crescer.

Por isso é atacada”, diz Lee Anne DeVette, irmã mais velha e relações-públicas de Tom Cruise.

A cientologia ostenta uma cruz como símbolo, mas esta nada tem a ver com o ícone cristão. Sua versão do mito da criação também destoa das que foram consagradas pelas religiões tradicionais — ela faz jus, e como, à imaginação de autor de ficção científica de Hubbard. Resumidamente (a história tem detalhes obscuros, guardados como “revelações” pela igreja), cada pessoa abrigaria em seu corpo uma espécie de conglomerado de espíritos alienígenas — parte de uma população de bilhões deles que teriam sido transportados para a Terra 75 milhões de anos atrás, a mando de um líder intergaláctico maligno, Xenu.

L. Ron Hubbard, fundador da Cientologia
Essas entidades, que Hubbard batizou de “thetans”, teriam perdido consciência de sua imortalidade ao ganhar um invólucro indesejado — o corpo. A cientologia prega que só por meio do aperfeiçoamento oferecido pela religião se podem retirar as travas que impedem a evolução do espírito até sua plenitude — quando seria possível ter controle absoluto sobre a mente.

Hubbard afirmava que tudo o que ocorre de ruim na vida das pessoas fica arquivado naquilo que ele denominou de mente reativa. Para a cientologia, essa é a fonte de problemas como stress, ansiedade, depressão, agressividade e pessimismo. Uma das maneiras de a religião ganhar adeptos é o uso do eletropsicômetro, ou e-meter, aparelho que mede o stress com base numa tecnologia também usada em detectores de mentiras.

O usuário segura duas barras de ferro ligadas ao aparelho. Em tese, o ponteiro do e-meter vaipara a direita ao detectar pensamentos estressantes. Caso contrário, vai para a esquerda. O teste é aplicado diariamente em passantes desavisados em lugares como a estação de metrô de Times Square, em Nova York. Uma vez fisgados, os fiéis têm de vencer uma série de etapas de aperfeiçoamento — a primeira é a desintoxicação química do corpo.

Ocorre que os métodos da cientologia são patenteados como se fossem segredos industriais. Para evoluir, o fiel tem de fazer mais e mais cursos que chegam a custar milhares de dólares. A igreja ameaça com processos quem divulga o conteúdo desses cursos. E avisa que conhecer essas “revelações” de forma inadequada pode levar os incautos à morte por pneumonia. Melhor ficar longe.

Proliferam histórias de gente que teve de vender a própria casa para satisfazer sua necessidade de freqüentar os cursos da seita. Registram-se episódios trágicos, como o do jovem americano Noah Lottick, que cometeu suicídio aos 24 anos, na década de 1990. Ele mergulhou do 10º andar de um hotel de Nova York sobre uma limusine, tendo nas mãos 171 dólares — toda a quantia que lhe restou depois de doar sua conta bancária à igreja.

A seita é acusada de falsear dados para se promover. Os cientologistas afirmam que Dianética, um manual de auto-ajuda de Hubbard, foi best-seller durante quatro décadas. Há indícios, porém, de que a própria igreja comprava a obra em grandes quantidades para mantê-la nas listas dos mais vendidos.

Descrito como um homem brilhante e iluminado, Hubbard na verdade obteve um diploma falso de doutorado e teria concebido parte de suas teorias sob o efeito de drogas e álcool. Depois de sua morte, ele foi submetido a uma autópsia. Havia uma alta dose de calmante em seu sangue.
Leia o texto completo:"Cientologia, uma crença de outra galáxia".
(Essa reportagem foi originalmente publicada na edição da revista VEJA de 27 de julho de 2005)


VENEZUELA: Oposição considera intromissão indevida apoio de Lula a Chávez

VENEZUELA
Oposição considera intromissão indevida
apoio de Lula a Chávez
Lula gravou um vídeo exibido no encerramento do 18º Fórum de São Paulo, realizado em Caracas, capital da Venezuela, onde apoia abertamente a reeleição de Hugo Chávez, no pleito que se realizará em outubro próximo. A coalizão de partidos opositores na Venezuela, a Mesa de Unidade Democrática (MUD) classificou as palavras do ex-presidente brasileiro de "infelizes", comparando-as às de um "mercador".

Foto: Getty Images

Na foto o presidente Lula do Brasil e Hugo Chávez da Venezuela, sorridentes em Caracas, no longínquo agosto de 2003

Postado por Toinho de Passira
Fontes: El Mundo, BBC Brasil, El Universal, Unidad Venezuela, Ultimas Noticias

A oposição venezuelana fez duras críticas neste sábado ao apoio expressado pelo ex-presidente Lula a Hugo Chávez, durante a campanha eleitoral presidenciais do país, com eleições marcadas para outubro.

Em nota, a coalizão de partidos opositores na Venezuela, a Mesa de Unidade Democrática (MUD) classificou as palavras do ex-presidente brasileiro de "infelizes", comparando-as às de um "mercador".

"O Brasil é um grande país e os brasileiros um grande povo. Não o julgamos (Lula) por essas palavras infelizes que mais que de um estadista, parecem com as de um mercador", disse a nota.

A crítica fazia alusão às declarações de solidariedade que Lula transmitiu a Chávez na última sexta-feira em um vídeo gravado durante o término do 18º Fórum de São Paulo, realizado em Caracas, capital da Venezuela.

"Chávez, conte comigo, conte com o PT, conta com a solidariedade e apoio de cada militante de esquerda, de cada democrata e de cada latino-americano. Tua vitória será nossa vitória", disse Lula no vídeo.

Edmundo González, membro da comissão internacional da coalizão opositora, afirmou à imprensa venezuela que o apoio do ex-presidente brasileiro causou mal-estar entre a oposição do país. Segundo ele, as palavras de Lula pareciam ter sido proferidas "por um agente comercial meloso, e não por um ex-governante".

"De verdade, deu pena vê-lo (Lula) prestar-se a esse papel, que revela mais interesse do que amor (à política)", afirmou González.

O deputador opositor Juan Carlos Caldera fez coro com González e disse que apoio de Lula foi uma "intromissão" nos assuntos venezuelanos.

Ele afirmou ainda que a atitude do ex-presidente brasileira revela o "desespero" de Chávez.

"O ex-presidente Lula não está no registro eleitoral dos venezuelanos. Ele não vai decidir a eleição presidencial. Quem vai fazê-lo são os venezuelanos e qualquer ato de solidariedade que tenha com Hugo Chávez ficará para a história, uma vez que ele (Lula) terá de se retratar com o perdedor", disse Caldera.

Depois de destacar "o respeito à soberania e aos venezuelanos", Caldera também criticou o apoio dado a Chávez por políticos de esquerda de diferentes países reunidos em Caracas para o 18º Fórum de São Paulo.

"Foi um ato de campanha do Partido Socialista Unido da Venezuela (partido de Chávez) e um compromisso claro do presidente com uma agenda comunista que nós, venezuelanos, vamos rechaçar no dia 7 de outubro", acrescentou Caldera.

Cerca de 19 milhões de venezuelanos devem comparecer às urnas nesta data para eleger o novo presidente do país.

Chávez, que está no poder desde 1999 e se recupera de um câncer, lidera entre os sete nomes de seu partido para concorrer à reeleição. O único candidato opositor é Henrique Capriles, de 39 anos, da MUD.


Lula e Chávez em imagens recentes, julho de 2012, nove anos depois da foto acima


8 de jul. de 2012

“O PT cria mais problema para Dilma do que o PSB” - diz o Governador Eduardo Campos

PERNAMBUCO - Eleição 2012
“O PT cria mais problema para Dilma do que o PSB”
- diz o Governador Eduardo Campos em entrevista à Folha de São Paulo

Foto: Andréa Rêgo Barros/SEI

Governador Eduardo Campos acusa petistas de fazer "guerra por espaço", diz que o PSB deve apoiar reeleição de Dilma em 2014 apesar de atritos com tradicional aliado

Postado por Toinho de Passira
Entrevista por Natuza Nery enviada especial a Recife
Fonte: Folha de São Paulo

Visto por setores do PT como virtual candidato à Presidência em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, afirma que o partido da presidente Dilma Rousseff a atrapalha mais do que o PSB.

Campos diz, contudo, que apoiará a eventual campanha de reeleição de Dilma, insinuando que seu projeto de poder é para 2018.

Nas últimas semanas, PSB e PT romperam em Recife, Fortaleza e Belo Horizonte.

Folha - Que crise é essa do PSB com o PT?

Eduardo Campos - Não damos dificuldades para o governo Dilma. Significa que nosso partido vai ser satélite do PT? Não é da nossa história, nem da nossa política.

É essa a raiz da discórdia, não querer ser satélite do PT?

O que tem Fortaleza a ver com Belo Horizonte? São Paulo a ver com Recife? O PSB agora virar inimigo oculto do PT chega a ser ridículo. Ser colocado como inimigo número um e a gente ver históricos adversários virarem amigos de sempre. Está errado.

O senhor está falando de Paulo Maluf [que se aliou ao PT em São Paulo]?

Estou falando de muitos outros, não só do Maluf. Você vê em Curitiba: Gustavo Fruet [ex-tucano e ex-deputado de oposição] virar o melhor amigo do PT, e o PSB virar o inimigo? Nós não vamos fazer o jogo de alguns, que querem afastar de Dilma aqueles que têm mais identidade com o governo dela.

O sr. está falando do ex-ministro José Dirceu?

De todos. Se estiver nisso, falo dele também. A história que nos trouxe até aqui não deve colocar dúvida na cabeça do presidente Lula, nem na minha, nem na da presidente Dilma sobre a qualidade da relação que temos.

Mas chegou perto, né? Ele chegou a ter essa dúvida...

Vamos ter que ter paciência para esperar a história daqui pra frente. Quem viver 2014, verá. Porque eu já vi muita gente ser subserviente, agradável, solidária em meio de mandato e, quando bate a primeira crise, muda imediatamente de lado. Como nunca mudamos de lado, eu sei onde vou estar em 2014.

Onde?

Do lado que sempre estive. Acho que o PSB deve em 2014 apoiar Dilma para se reeleger presidente.

O sr. não será candidato...

E quem disse que eu seria?

Seus correligionários...

Toda vez que fui candidato, eu disse que era candidato. Ser candidato contra Dilma só porque eu quero ser? Ela está na Presidência e tem a prerrogativa da reeleição. Para a reeleição de Dilma, o problema não somos nós.

Qual é o problema?

O próprio partido dela [o PT] cria mais problema para ela do que o PSB. No sentido que vocês noticiam e no sentido de tentar tirar de perto dela quem pode ajudá-la.

Se a economia erodir a popularidade da Dilma e Lula não for candidato, o sr. sai para a Presidência?

Não trabalho com essa hipótese. Temos debates muito mais importantes do que [debater] quem será prefeito dessa ou daquela cidade.

O que está em jogo é o ciclo de expansão econômica com inclusão social. O consumo ainda pode dar algum resultado, mas chegou a hora de fazermos um grande esforço para alavancar investimentos públicos e privados. Essa que é a pauta brasileira, não essa futrica.

O PSB está avançando nos Estados, no Congresso. Vocês pedirão a vice do PT em 2014?

Nunca fizemos isso. Agora mesmo, em São Paulo, o PT escolheu a [deputada Luiza] Erundina [do PSB, para vice do petista Fernando Haddad]. Lula buscou um quadro da minha geração, o Haddad. Se fôssemos o inimigo número um do PT, não teríamos sido os primeiros a apoiá-lo. Colocamos a vice que o PT entendia que era a que mais ajudava, a Erundina.

Ela não ajudou muito...

Quando ela saiu, liberamos Haddad para escolher o nome que quisesse. Foi isso que fizemos com largueza de coração.

Com tanta frustração, o que o segura ao lado do PT?

Não vou sair desse itinerário. Temos uma frente política construída há muitos anos, que ajudou o Brasil a melhorar. Claro que minha relação com o presidente Lula, que eu conheci ainda menino, a ajuda que ele me deu e a meu Estado eu prezo muito.

O PT diz que o senhor é uma espécie de monstro criado por Lula, que o ajudou muito com recursos.

Pago preço do ciúme que muitos têm. Mas Lula sabe também que conta conosco. Em 1989, [o avô de Campos, Miguel] Arraes era governador de Pernambuco, tendo voltado de 16 anos do exílio, e o PT gritava na porta do palácio: "Arraes, caduco, Pinochet de Pernambuco". Mas isso não impediu meu avô de abraçar a primeira eleição de Lula, porque nós não fazemos política tendo como referência a guerra de espaço, de aparelhar, de ter uma garrafa a mais [no governo]. Nossa referência na política é o interesse do povo e do país.

O PT aparelha?

Não. Estou dizendo que somos diferentes, formas diferentes de pensar, ver o mundo. Você não pode imaginar que o Brasil deste tamanho vai ter um partido único, que vai ser dono da verdade, dono do poder, dos 5.000 municípios, dos 27 Estados, do Brasil, por um século. Você não pode imaginar que esse seja o projeto do povo brasileiro. É bom que tenha alternância de poder. É importante ter a perspectiva do contraditório.

Em 2014 serão 12 anos de PT no poder. É muito?

Acho que dá para ter 16. Eu só, não. A sociedade também está achando. Como o PSDB está em São Paulo há 16 anos.

E está bom 16 anos de PSDB em São Paulo?

O povo achou que sim.

Dá para ter 20 anos de PT?

Vinte? Há um ciclo que vai se abrir no Brasil depois de 2014. É um ciclo até geracional, tanto na oposição quanto no campo do governo. Agora, atropelar isso em nome de projeto pessoal não é uma coisa correta. Dilma está presidente da República sem nunca ter pedido para ser candidata.

A base aliada reclama de Dilma. O senhor faz algum reparo ao estilo dela?

Ela tem a base muito ampla. Acho que não há dificuldade insuperável. Vamos ajudá-la a proteger o Brasil da crise. Não podemos permitir que joguem a presidente nesse debate da eleição municipal.

Mas ela entrou na articulação de Belo Horizonte.

Em BH eu compreendo, da mesma forma que ela compreende minha articulação aqui em Recife. Precisamos dar força a ela para o governo ganhar [na economia] o ano de 2012. Dilma não tem por que jogar carga ao mar.

É um pedido para ela não ajudar Humberto Costa [candidato petista de Recife]?

Não. Tem coisas que não se pede, eu sei que ela é justa.

Se 2014 é o ano da Dilma, e 2018 será um novo ciclo, não há mais espaço para o Lula?

Lula sempre terá espaço. Agora, o que eu tenho ouvido dele é que o seu grande objetivo é ajudar Dilma a se reeleger.


Mexicanos protestam contra possível fraude eleitoral

MÉXICO – Eleição 2012
Mexicanos protestam contra possível fraude eleitoral
Mais de 50 mil manifestantes, a maioria jovens, ocuparam nesta sábado a Praça Zocalo, no centro da cidade do México, para protestar contra a vitória do candidato do PRI, Peña Nieto. A principal acusação é a de compra massiva de votos. O movimento progressista apresentará nesta segunda feira um pedido de oficial de anulação da eleição, por fraude.

Foto: Getty Images

Manifestantes protestaram nas ruas da capital Cidade do México contra vitória de Peña Nieto.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diario de Mexico, BBC Brasil

Cerca de 50 mil mexicanos, segundo estimativas das autoridades locais, tomaram as ruas da capital Cidade do México neste sábado para protestar contra a vitória de Enrique Peña Nieto nas eleições presidenciais do país, realizadas em 1º de julho.

Os manifestantes acusam o candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI) de ter empreendido um esquema de compra de votos "sem precedentes", ao fornecer vales à população e ao pagar para obter uma cobertura favorável das duas principais emissoras de televisão do país.

Foto: Reuters

"Fora Peña, México sem PRI", gritava a multidão de opositores da avenida Paseo de la Reforma, uma das principais vias da capital mexicana, à praça de Zocalo.

O órgão eleitoral do México, que supervisionou as eleições, confirmou na última sexta-feira a vitória de Peña Nieto no pleito realizado no dia 1º de julho, ao informar que ele ficou à frente de seu adversário, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, por mais de seis pontos percentuais.

Mas muitos dos quase 112 milhões de habitantes do país se recusam a aceitar o resultado, que marca o retorno do PRI ao poder depois de uma lacuna de doze anos.

Foto: Getty Images

O partido governou o México por sete décadas até 2000, quando foi acusado de fraude nas eleições e de atos de repressão.

Em 2006, o candidato da oposição López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD) também terminou em segundo lugar nas eleições que culminaram com a vitória do agora ex-presidente do México Felipe Calderón, mas por uma diferença mais apertada, de menos de um ponto porcentual.

Na ocasião, López Obrador liderou os protestos que paralisaram a Cidade do México por mais de um mês, alegando que houve uma fraude no pleito.

Ele, entretanto, negou estar por trás das manifestações deste sábado, organizadas, predominantemente através de redes sociais, como Facebook e Twitter, e blogs.

Estudantes do movimento oposicionista #YoSoy123, que encabeçaram a marcha pela Cidade do México nas últimas semanas, também afirmaram que não organizaram o protesto.

Foto: Reuters

Peña Nieto, de 45 anos, deverá ser empossado em dezembro. Ele herda um país duramente afetado por uma guerra ao narcotráfico e por uma economia cambaleante, incapaz de criar empregos.

A maioria dos manifestantes eram jovem, mas havia também famílias interiras com filhos pequenos e idosos participando do protesto.

Foto: Getty Images

Gabriel Mendoza, um carpinteiro de 54 anos, afirmou que soube da manifestação pelos seus filhos, todos na faixa de 20 anos.

Segundo ele, Peña Nieto aproveitou-se "da necessidade dos pobres para comprar votos", apontando para um vale-presente amarelo da rede de supermercados Soriana, que teria sido fornecido pelo PRI. O cartão possuía o logo da coalizão do partido.

Imediatamente após a votação, os supermercados Soriana ficaram lotados de gente munida com os vale-presentes que teriam sido entregues pelo PRI, temerosa de que os vales seriam cancelados após o pleito.

O PRI negou as acusações. Segundo o partido, a eleição foi feita de forma transparente e os vales contendo o logo do PRI são parte de um programa de compras especiais. (Com o logotipo da campanha do candidato?


Katharine McPhee - canta e dança - "The 20th Century Fox Mambo” do seriado SMASH

Katharine McPhee canta e dança "The 20th Century Fox Mambo”
no seriado musical "Smash" que mostra bastidores da elaboração de um musical sobre Marilyn Monroe, para a Broadway


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Democracia na América do Sul: perguntas incômodas

OPINIÃO
Democracia na América do Sul: perguntas incômodas
“Seria o impeachment de Lugo mais grave do que o desrespeito de Hugo Chávez aos resultados do referendo de dezembro de 2007?”
“Seria mais grave o rito sumário que marcou a destituição de Lugo do que a aprovação da nova Constituição da Bolívia, em novembro de 2007, num quartel militar cercado por tropas e militantes fiéis a Evo Morales, sem a presença dos parlamentares da oposição?”

Foto: Reuters

“Que Chávez, Evo, Correia e Cristina se lancem à condenação do Paraguai não é difícil de entender. Mais complicado é compreender a posição do Brasil”

Postado por Toinho de Passira
Texto de Sergio Fausto
Fonte: O Estado de S.Paulo - 07/07/2012

Por que a destituição do presidente Fernando Lugo mereceu resposta tão contundente dos países da região, quando agressões, se não à lei, ao menos ao espírito da convivência democrática, foram recebidas com silêncio obsequioso por parte dos que hoje se insurgem contra "o golpe das elites paraguaias"?

Seria o impeachment de Lugo mais grave do que o desrespeito de Hugo Chávez aos resultados do referendo de dezembro de 2007? Esqueceram-se de que no ano seguinte o presidente venezuelano promoveu, por decreto, parte das mudanças rejeitadas pela maioria do eleitorado do país naquela que Chávez considerou "una victoria de mierda" das oposições ao seu governo?

Seria mais grave o rito sumário que marcou a destituição de Lugo do que a aprovação da nova Constituição da Bolívia, em novembro de 2007, num quartel militar cercado por tropas e militantes fiéis a Evo Morales, sem a presença dos parlamentares da oposição? Seria o ato do Congresso paraguaio mais grave do que a decisão tomada por Rafael Correa, no início de seu mandato, permitindo à futura Assembleia Constituinte, onde estava seguro de ter a maioria, dissolver o Parlamento recém-eleito, onde se encontrava em minoria?

Por que tanta presteza em condenar o Paraguai, quando há anos se assiste sem protesto algum à sistemática deformação das instituições democráticas na Venezuela sob o rolo compressor de Chávez, processo replicado em maior ou menor medida na Bolívia e no Equador? O que representa maior ameaça à democracia na região, um episódio confinado às fronteiras nacionais do mais pobre país da América do Sul ou a vocação expansiva da "revolução bolivariana", cujo epicentro é um país com uma das maiores reservas de petróleo do mundo e um líder com recursos e disposição para pisotear o princípio da não intervenção nos assuntos domésticos de outros países?

Para justificar tão surpreendente zelo com a pureza do espírito democrático se elaborou às pressas a teoria de que a destituição de Lugo representaria o ensaio local de uma nova modalidade encontrada pelas elites da região para se livrar de governos nacional-populares.

A ideia de que o "neogolpismo" é uma espécie de hidra, com várias cabeças, serve aos interesses maiores de Chávez, Correa e Evo. Presta-se a legitimar o acosso a que submetem os seus adversários internos, tratados como inimigos do povo e lacaios da elite, quando não fantoches do "império" (os Estados Unidos). Nada como inflar ou fabricar ameaças para justificar arbitrariedades. Não foi para se defender dos supostos planos de invasão americana que Chávez armou uma milícia popular sob seu comando direto, com a distribuição de milhares de fuzis, sem que tal aberração merecesse sequer um reparo dos zelosos democratas de hoje?

Também na Argentina se vê a captura do Estado por um grupo político que atribui a si próprio um papel redentor do povo e da nação, confrontando adversários como quem combate inimigos. Comum a todos esses líderes redentores é a utilização do discurso maniqueísta povo versus elite, o que não os impede de ser ou pretender ser, além de heróis do povo, chefes de uma nova elite que se vai erguendo politicamente e enriquecendo financeiramente sob as asas de seus governos.

Há mais do que afinidades políticas na aliança entre esses quatro líderes políticos. Existe entre eles uma ampla zona cinzenta em que se misturam negócios, assistência governamental e financiamento de campanha. Morales financiou o programa "Bolívia Cambia, Evo Cumple" (e sabe-se lá o que mais) com recursos transferidos por Chávez sobre os quais nem este nem aquele prestam contas a ninguém. Em meio à primeira campanha de Cristina Kirchner para a presidência, uma mala com US$ 800 mil em dinheiro vivo foi encontrada em mãos de um empresário próximo ao governo chavista, num avião fretado em que viajavam funcionários de alto escalão da petroleira venezuelana, PDVSA, e da estatal argentina de energia, Enarsa. Cinco anos e três juízes depois, a Justiça argentina ainda não esclareceu o caso.

Que Chávez, Evo, Correia e Cristina se lancem à condenação do Paraguai não é difícil de entender. Mais complicado é compreender a posição do Brasil. Marcamos diferença importante ao não embarcar na canoa das sanções econômicas. Mas patrocinamos a manobra oportunista que permitiu incorporar a Venezuela ao Mercosul na esteira da suspensão do Paraguai.

O Brasil perdeu uma oportunidade para marcar, sem alarde, fisionomia própria em matéria de compromisso com a democracia na região. Bastava não aceitar o ingresso da Venezuela nessas circunstâncias. De pouco vale ter mais da metade do PIB da região se na hora de exercer liderança política nos apequenamos.

Presidentes deixam sua marca na política externa em horas assim. Dilma poderia ter-se diferenciado de seu antecessor, sempre solicito no apoio político aos companheiros da vizinhança. Mas isso suscitaria comparações com Lula e irritaria o PT.

A questão não é só de política externa. Vale ler o artigo assinado pelo secretário-geral do partido, Elói Pietá, publicado no site oficial da legenda logo após o impeachment de Lugo. A chamada do artigo é eloquente: "Mesmo com toda a sua força e grandeza, o Brasil também sofreu as tentações de um golpe do Congresso Nacional contra o Presidente Lula". Sobre o "neogolpismo das elites" o secretário-geral explica: "As elites ricas, onde hoje não controlam o Executivo, voltaram a ter no Parlamento Nacional seu principal ponto de sustentação institucional. Além disso, através da poderosa mídia privada, seu principal guia ideológico e voz junto ao povo, elas continuamente instigam a opinião pública contra os governos populares".

A decisão brasileira de punir o Paraguai para premiar a Venezuela é tributária dessa visão de mundo. Uma é inseparável da outra.


*Sergio Fausto é Diretor Executivo do iFHC e membro do Gacint-USP
E-MAIL: sfausto40@hotmail.com

7 de jul. de 2012

EUA: Correndo de calcinhas e de cuecas

ESTADOS UNIDOS
CORRENDO DE CALCINHAS E CUECAS
Cerca de 500 atletas participam de corrida de cerca de 2,7 km pelo Central Park, em Nova York, na sexta-feira (6). O detalhe da prova é que os corredores vestiam somente roupas de baixo, como cueca, calcinha e sutiã. A prova, chamada de "Celebrate America", faz parte das comemorações do triatlo anual de Nova York, que ocorre no domingo (8)

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Huffington Post, UOL, Yahoo notice

Fotos: Timothy A. Clary/AFP/Getty Images











Não temos a informação de quem venceu a prova. Mas isso não tem a menor importância.


Dilma e os desagradáveis ruídos da democracia

BRASIL
Dilma e os desagradáveis ruídos da democracia
Em dois dias seguidos, em três locais, o primeiro em São Paulo, o segundo no Rio, em dois eventos, a presidenta ao inaugurar obras enfrentou ruidosos manifestantes, grevistas e descontentes. Nos três casos os gritos eram por reclamações do pessoal da saúde e na educação, exatamente os mais frágeis segmentos do Brasil, a quinta maior economia do planeta. Pelo visto, o povo sabe o que quer.

Foto: Jorge Araujo/Folhapress

Protesto em São Paulo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Blog do Josias de Souza

Durante visita a São Bernardo do Campo (SP) nesta quinta-feira (5), a presidente Dilma Rousseff enfrentou um protesto de estudantes e servidores de universidades federais em greve.

Dilma ouviu aos brados queixas de cerca de 30 representantes da Universidade Federal do ABC e da Unifesp.

Eles reclamavam da falta de reajuste para servidores e de problemas de infraestrutura nos campi na Região Metropolitana de São Paulo.

Os estudantes gritavam: "Dilma a culpa é sua, a minha aula é na rua".

Os manifestantes protestaram durante a cerimônia de inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

"O pessoal pode se acalmar que as coisas irão para os seus lugares na hora certa. Pode ter certeza disso", disse Dilma, ao final de seu discurso.

Também participara do ato o ex-presidente Lula; o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho; e o ministro Alexandre Padilha (Saúde).

Foto: Stuckert Filho/Presidência da República

Protestos no Rio

Nesta sexta (6), Dilma Rousseff foi ao Rio entregar 460 apartamentos. Enfrentou um protesto de estudantes. A rapaziada gritava pela destinação de mais verbas para a educação.

O alarido abafou o discurso da presidente. Ela elevou o volume da voz e seguiu em frente. Sendo Josias de Souza, no seu Blog, “Numa vã tentativa de salvar a cena, o prefeito carioca Eduardo Paes, que foi ao ato junto com o governador Sérgio Cabral para tirar uma casquinha da popularidade da visitante, puxou um coro: ‘Olê, olê, olê, olá’, Dilma, Dilma!’. Mas não houve adesão dos presentes a intervenção do prefeito, e a coisa ficou mais vexatória ainda.

”A ação dos seguranças revelou-se, por assim dizer, mais produtiva. Sem muita conversa, rasgaram cartazes. Tomaram os celulares dos que filmavam o rififi. Lançaram os aparelhos no solo. De resto, impediram que os repórteres levassem sua curiosidade para perto do tumulto”.

No segundo estágio de sua agenda, Dilma deparou-se com outro protesto. Foi inaugurar uma ala nova da emergência do Hospital Miguel Couto. Aguardavam-na professores e servidores de hospitais federais em greve. Recepcionaram-na com um coro diferente daquela que Paes entorara na cerimônia dos apartamentos.

“Saúde na rua, Dilma a culpa é sua!”, gritava a turba. “A greve é todo dia, porque a Dilma não negocia!”, variavam os manifestantes. O carro que levava Dilma rumou para uma entrada lateral do Miguel Couto.

Acompanhada do prefeito e do ministro-senador Marcelo Crivela (Pesca), a presidente tomou o elevador. Não subiu. Dilma viu-se compelida a enfrentar as escadas. Visivelmente irritada, dessa vez, não discursou. Limitou-se a dizer meia dúzia de palavras ao séquito de repórteres.

Um deles perguntou à visitante se notara os protestos do lado de fora do hospital. E Dilma:

“Vi, meu querido. Vivemos numa democracia, vocês querem o quê?”.

Dilma precisa aguçar os ouvidos e arregaçar as mangas para atender aos apelos da barulhenta e sonora democracia, que pelo visto, teima em perseguí-la, como a voz da consciência, pelo Brasil afora.


6 de jul. de 2012

Chávez acusa senadores paraguaios de pedirem propina

VENEZUELA - PARAGUAI
Chávez acusa senadores paraguaios de pedirem propina
Aumentando ainda mais a tensão entre Paraguai e Venezuela, o presidente Hugo Chávez, hoje, na cerimonia comemorativa da independência do país, disse que senadores paraguaios pediram dinheiro por adesão ao Mercosul, sem citar nomes, nem apresentar provas. Os políticos paraguaios insinuam que a declaração de Chávez visa encobrir as acusações de que o chanceler da Venezuela, Nicolas Maduro, tentour, instruído por Chávez, sublevar os militares paraguaios, para evitar o impeachment do presidente Lugo.

Foto: El Nacionl

APAGANDO INCÊNDIO COM GASOLINA - Chávez usando discurso comemorativo dos 201º ano da Indepêndencia da Venezuela para atacar senado paraguaio

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, La Nacion, Ultima Hora, Folha de São Paulo, Folha de São Paulo

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira que senadores paraguaios pediram subornos para aprovar a adesão venezuelana ao Mercosul, acusação que foi rejeitada por parlamentares e que exacerbou a atual disputa diplomática entre Caracas e Assunção.

A Venezuela retirou seu embaixador do Paraguai e suspendeu o envio de petróleo ao país depois que o Senado, num rápido processo político, destituiu em junho o presidente socialista Fernando Lugo, o que Chávez qualificou como "golpe de Estado".

O novo governo paraguaio, por sua vez, retirou na quarta-feira seu embaixador em Caracas e acusou o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, de ter pedido em reunião com militares em Assunção que as Forças Armadas paraguaias impedissem a destituição de Lugo.

A entrada da Venezuela no Mercosul já havia sido aprovada pelos Congressos da Argentina, Brasil e Uruguai, mas estava sendo inviabilizada devido à resistência do Parlamento paraguaio.

Depois do impeachment de Lugo, o Mercosul suspendeu o Paraguai dos seus quadros, e assim a Venezuela pôde finalmente se tornar membro pleno do bloco.

Em discurso à Assembleia Nacional venezuelana por ocasião do Dia da Independência, Chávez disse que "um grupo desses senadores do Paraguai, desses que deram o golpe, estava pedindo dinheiro, ou seja, pediam dinheiro a nós para permitir entrar no Mercosul".

"Eu disse a Nicolás (Maduro) chanceler da Venezuela: “Nicolás, mande-os passear". São umas verdadeiras máfias. Pedindo dinheiro, pedindo dinheiro. Também há testemunhas brasileiras disso, também há testemunhas argentinas disso", acrescentou Chávez, sem entrar em detalhes nem citar nomes.

Parlamentares paraguaios reagiram negando a versão de Chávez.

"Parece-me sumamente grave o que denuncia o presidente Chávez, e me parece que deveria apresentar provas", disse o senador paraguaio Hugo Estigarribia, do Partido Colorado.

"Esperemos que não seja uma acusação para desviar a atenção das supostas atuações de Maduro no Paraguai", acrescentou o senador, que apoiou a destituição e era contra a adesão venezuelana ao Mercosul.

A Justiça do Paraguai investiga a intromissão do chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, junto a militares paraguaios durante o processo de impeachment do presidente Fernando Lugo.

A ministra da Defesa do Paraguai, Maria Liz García de Arnold, acusa Nicolás Maduro de convocar os comandantes militares a sublevar-se para defender o então presidente Lugo, destituído em 22 de junho passado.

O chanceler Maduro "incitou os chefes militares a reagir a uma situação que afetava o presidente". "Pediu que agissem naquele momento, de acordo com os acontecimentos", em reunião que ocorreu uma hora antes da decisão do Senado que destituiu Lugo, afirmou a ministra.

Segundo o deputado José López, porta-voz da comissão da Câmara dos Deputados que ouviu o testemunho de um dos comandantes paraguaios, "está confirmado plenamente que o chanceler venezuelano e o embaixador equatoriano foram ao gabinete militar da presidência da República" no dia do impeachment.


CHARGE: SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)



SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)


Qual é a do Mauricio Rands?

PERNAMBUCO – Recife - Eleições 2012
Qual é a do Mauricio Rands?
Através de carta dirigida aos pernambucanos, o deputado petista Maurício Rands, comunicou sua desfiliação do PT. Também comunicou que devolveu o mandato de deputado federal ao partido, afastou-se do cargo de secretário do governo Eduardo Campos e abandonará a política partidária e a vida pública. Acabamos de assistir mais uma ousada jogada, de Eduardo Campos, no tabuleiro de xadrez da sucessão municipal. Enquanto Humberto Bosta, o biônico, sente a proximidade do inexorável e inevitável xeque mate.


JOGANDO CONFETES“O Parlamento perde o melhor representante da minha geração, o PT perde um grande militante e o governo perde um extraordinário secretário. A Maurício, o nosso respeito”, disse Eduardo Campos falando sobre a saída de Maurício Rands

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1- Pernambuco , Secretaria de Governo - Pernambuco, Jornal do Comercio

O deputado federal Maurício Rands informou nesta quarta-feira (4), por meio de uma carta, a desfiliação dele do Partido dos Trabalhadores (PT). No documento, ele também diz que devolverá o mandato de deputado federal ao partido e anuncia o afastamento definitivo do cargo de secretário de governo do estado.

Maurício Rands fez uma crítica ao PT e alegou que tomou a decisão depois que a direção nacional do partido determinou a retirada da candidatura dele e a do prefeito João da Costa à Prefeitura do Recife, anulando as prévias na cidade. “Depois da decisão da direção nacional do PT, impondo autoritariamente a retirada à minha candidatura e à do atual prefeito, recolhi-me à reflexão. Concluí que esgotei por inteiro minha motivação e a razão para continuar lutando por uma renovação no PT”, comentou Rands na carta.

O presidente estadual do PT em Pernambuco, deputado Pedro Eugênio, disse que lamenta muito a saída de Mauricio Rands do partido, mas que ele tem o direito de seguir o próprio caminho político.

Rands informou que, após a confusão nas prévias do partido, as divergências de métodos e práticas ficaram mais claras e insuperáveis. Ele critica a atitude autoritária da direção nacional do PT. “Na luta pela renovação do partido, no Recife e em outros lugares, infelizmente, têm prevalecido posições da direção nacional, adotadas autoritária e burocraticamente, distantes da realidade dos militantes na base partidária”, explicou no documento.

O deputado disse que a falta de diálogo com a militância no Recife e a ruptura provocada após a decisão da direção nacional provocaram a saída dele da vida de militante partidário. “Ignoraram que existiam alternativas, procedimentais e de quadros, dentro do partido, que unificariam a frente em torno de uma candidatura do PT”, comenta.

Por fim, o deputado fez elogios a Geraldo Júlio, do PSB, e anunciou que vai apoiar o candidato da Frente Popular para prefeito do Recife. “Trabalhei diretamente com Geraldo Júlio e sou testemunha de como ele foi central para o sucesso do governo Eduardo Campos. Acredito que Geraldo Júlio é o quadro mais preparado para atualizar e aperfeiçoar a gestão municipal do Recife”, explicou no texto. Rands ainda declara: “Saio da vida pública e da política partidária para exercer ainda mais plenamente a cidadania”.

Confira, na íntegra, a carta enviada por Maurício Rands:

Carta ao Povo de Pernambuco

Venho aqui me comunicar diretamente com meus eleitores, companheiros, amigos e com o povo de Pernambuco, em especial com os militantes do Partido dos Trabalhadores - PT, que compartilharam comigo tantas lutas pela democracia e pela construção de uma sociedade melhor.

Nas prévias internas de definição do candidato do PT e da Frente Popular, durante dois meses, participei de intenso debate sobre o Recife e a vida partidária. Interagi com os militantes, na compreensão conjunta de que a melhoria da condição de vida na cidade é um processo de construção coletiva no qual o partido tem grande responsabilidade em servir de exemplo na demonstração de práticas democráticas. Testemunhei todo o engajamento desprendido e consciente de milhares de pessoas nesse nobre debate. Destes militantes, levarei para sempre as melhores memórias e a eles sou profundamente grato.

Depois da decisão da direção nacional do PT, impondo autoritariamente a retirada à minha candidatura e à do atual prefeito, recolhi-me à reflexão. Ponderei sobre o processo das prévias e sobre o momento político mais geral. Concluí que esgotei por inteiro minha motivação e a razão para continuar lutando por uma renovação no PT. Percebi terem sido infrutíferas e sem perspectivas minhas tentativas de afirmar a compreensão de que o 'como fazer' é tão importante quanto os resultados.

As diferenças de métodos e práticas, aliás, já vinham sendo por mim amadurecidas e acumuladas há algum tempo. Todavia, este processo recente fez com que as divergências ficassem mais claras e insuperáveis. Na luta pela renovação do partido, no Recife e em outros lugares, infelizmente, têm prevalecido posições da direção nacional, adotadas autoritária e burocraticamente, distantes da realidade dos militantes na base partidária.

No debate das prévias, minha candidatura buscou construir uma legítima renovação por dentro do PT e da Frente Popular. Mas lutamos, também, para renovar os procedimentos com o objetivo de reforçar as práticas democráticas. Porém, setores dominantes da direção nacional do PT já tinham outro roteiro que não o debate democrático com a militância do PT no Recife e a sua deliberação. Ou seja, cometeram o grave equívoco de ter a pretensão de impor, a partir de São Paulo, um candidato à Frente Popular e ao povo do Recife.

Por não terem dialogado com a militância do PT no Recife, muito menos com a Frente Popular, ignoraram que existiam alternativas, procedimentais e de quadros, dentro do partido, que unificariam a frente em torno de uma candidatura do PT. Com a decisão da direção nacional do PT, lamentavelmente, esta unidade resultou rompida. Diante da minha discordância com essa ruptura provocada pela direção nacional do partido, concluí que cheguei ao fim de um ciclo na minha vida de militante partidário.

É nesse quadro que comunico aqui três decisões tomadas por mim. Primeiro, a minha desfiliação do PT. Segundo, a devolução do mandato de Deputado Federal ao partido. E, por último, meu afastamento definitivo do cargo de Secretário do Governo Eduardo Campos.

Existiram diversas razões que me levaram a este caminho. A mais crucial dá-se no nível da minha consciência. Sempre agi, na vida e na política, com o maior rigor entre o que penso e o que faço. Sempre cumpri os deveres da minha consciência.

Defendi nos debates partidários a renovação do modo petista de governar e a implantação de um novo modelo de gestão no Recife. Modelo capaz de aprofundar nossa concepção de democracia participativa e especialmente de trazer para a cidade métodos e ações que o Governo Eduardo Campos vem praticando de maneira exemplar e com reconhecimento inclusive internacional, mas que a administração do Recife não conseguiu implantar.

Minha experiência como Secretário do Governador Eduardo Campos foi fundamental para entender a importância da política do fazer, com formas competentes e inovadoras de gerir os recursos públicos, atrair investimentos privados e promover a inclusão social.

Ainda nos debates das prévias, defendi a renovação das práticas e dos quadros partidários, bem como a melhoria da articulação política do governo municipal com o parlamento, os partidos da base e a sociedade civil organizada. Nesses 32 anos de militância, dediquei grande parte de minha vida a fortalecer o campo democrático-popular, lutando para aumentar a participação e consciência política do nosso povo.

Amadureci as decisões que acabo de tomar com base em fatos altamente relevantes que impactaram minha consciência de cidadão. Entre estes, a opção da quase totalidade da Frente Popular pela indicação de Geraldo Júlio como candidato a Prefeito do Recife. Trabalhei diretamente com Geraldo Júlio e sou testemunha de como ele foi central para o sucesso do Governo Eduardo Campos. Acredito que Geraldo Júlio é o quadro mais preparado para atualizar e aperfeiçoar a gestão municipal do Recife. Implantando na cidade o que o Governador Eduardo Campos está fazendo em Pernambuco, ele vai melhorar concretamente a vida do povo do Recife.

Estou consciente de que o nosso povo vai entender o significado da escolha de um novo quadro para transformar as práticas político-administrativas na cidade. Geraldo Júlio vai representar a renovação dentro de uma frente política que - espero - seja mantida, mesmo com o lançamento de duas candidaturas no seu campo.

Como esta posição tem graves implicações para minha vida partidária, decidi que devo sair do PT e, com dignidade, devolver meu mandato ao partido. E como gesto concreto de que não se trata de um jogo menor, de barganha por espaços de poder, decidi também sair definitivamente do Governo Eduardo Campos. Esse é o custo, sem dúvida elevado, de ser fiel à minha consciência cidadã. Saio da vida pública e da política partidária para exercer ainda mais plenamente a cidadania.

Recife, 03 de julho de 2012

Maurício Rands

COMENTAMOS:
Em resumo: Maurício Rands está saindo da sufocante cidadela petista, para abrigar-se na arejado império socialista, onde é amigo do imperador e primo da imperatriz.


Nicolas Sarkozy em apuros

FRANÇA
Nicolas Sarkozy em apuros
Trinta dias após deixar a presidência, o ex-presidente perde todas as imunidades do cargo, segundo a legislação francesa. Nessa situação de cidadão comum, é que o presidente Sarkozy está enfrentando uma enxurrada de investigações, fruto de coisas mal feitas, dos tempos em que estava no poder. Estão remexendo o seu passado, em busca de evidências de corrupção e irregularidades econômicas de sua campanha eleitoral.

Foto: Thibault Camus , AP/The Canadian Press

Sarkozy com Carla Bruni, de férias no Canadá, enquanto a polícia vasculha a sua casa em busca de provas incriminadoras

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Le Monde , The New York Times, The Guardian, Daily Mail, Canada.com, Liberation, Diário de Notícias

Agentes da polícia francesa revistaram nesta terça-feira, 3, a casa e o escritório do ex-presidente Nicolas Sarkozy buscavam provas para compor um inquérito sob um suposto financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007.

Desde Quebec, no Canadá, onde está de férias, com sua esposa Carla Bruni, Nicolas Sarkozy, através de seu advogado repetiu o que vem dizendo há muito: que as acusações são infundadas e que está disposto a colaborar com as investigações.

O ex-presidente francês já devia estar esperando ser abordado pela justiça francesa com o fim do mandato e a consequente extinção da sua imunidade presidencial, desde que não conseguiu se reeleger e passou o cargo para o socialista François Hollande, em 15 de maio.

A Constituição da França diz que um presidente não pode ser obrigado a testemunhar, ser investigado ou processado até um mês após deixar o cargo.

Portanto a partir de 15 de junho, Sarkozy perdeu o escudo protetor que o cargo lhe proporcionava.

Liliane Bettencourt, a anciã bilionária, interditada por ter financiado a campanha de Sarkozy
Essa acusação de financiamento ilegal da campanha de 2007, o conhecido estilo “caixa 2” brasileiro, tem ingrediente explosivos, por envolver a viúva bilionária, Liliane Bettencourt, 89 anos, herdeira do império de cosméticos L’Oréal.

Há indícios que muito dinheiro em espécie, proveniente das contas suíças da anciã, acabaram oxigenando a campanha de Sarkozy.

O lastro do escândalo, “caixa 2” na França é um crime grave, o ex-gestor da fortuna de Bettencourt, Patrice de Maistre, está sob custódia, liberdade vigiada, por ter sido o intermediário da transferência do dinheiro, provavelmente entregue, ao ex-ministro do Trabalho Eric Woerth, então tesoureiro da campanha de Sarkozy.

A bilionária Liliane Bettencourt, também está sob tutela judicial, uma espécie de interdição, a pedido da filha, Françoise Bettencourt-Meyers, que denunciou haver indício de depilação do patrimônio, usando como evidências, as enormes quantias que teriam sido doadas clandestinamente a campanha de Sarkozy. No momento, por ordem da justiça de Versalhes, o neto mais velho de Liliane Bettencourt, Jean-Victor Meyers, encarregar-se da tutela pessoal da anciã, enquanto os dois outros netos e sua filha, Françoise, cuidam de sua fortuna.

Porém outros fantasmas que povoam o passado do ex-presidente Nicolas Sarkozy, começarão provavelmente a se materializar nos próximos meses.

Por exemplo, em outro caso, o chamado "Caso Karachi", os juízes estão tentando desvendar uma série de negociações nebulosas por intermediários e possíveis propinas ligadas à venda de submarinos pelo governo francês para o Paquistão na década de 1990.

Sarkozy, que era ministro do Orçamento e porta-voz do candidato presidencial Edouard Balladur na época, irritadamente rejeitou as especulações da imprensa de que ele poderia ter conhecimento dos pagamentos. Os juízes querem saber se eles foram utilizados na campanha de Balladur.

Foto: Scanpix

As suspeitas de ligações da campanha de Sarkozy com Gaddafi ocorrem também por ele ter concordado em receber o Líbio, com todas as honras de Chefe de Estado, em dezembro de 2007, no instante em que ele era repudiado e reprovado pela maioria das democracias ocidentais

A denúncia publicada no site investigativo de notícias “Mediapart” exibindo um documento que, segundo eles, mostra que o líder líbio deposto Muammar Gaddafi pode ter doado secretamente algo em torno de R$ 160 milhões, para financiar a campanha de Sarkozy em 2007. Oficialmente a campanha teria custado apenas R$ 60 milhões é a mais recente dor de cabeça do ex-presidente.

Sarkozy defende-se dizendo que foi ele o primeiro líder europeu a sugerir e usar, abertamente, a força para derrubar o ditador líbio. Autorizando inclusive o uso da força aérea francesa para combater Gaddafi. Lembra que apesar de ter sido impiedosamente bombardeado o ditador líbio, em nenhum momento denunciou que o teria ajudado na sua campanha presidencial.

Por fim, Sarkozy é acusado de ter utilizado o serviço secreto do governo, a “Direction centrale du renseignement intérieur” (DCRI) para realizar escutas telefônicas, consideradas ilegais, pela organização Repórter sem Fronteira, para descobrir quem dentro do governo fornecia informações ao jornalista Gérard Davet, do diário “Le Monde”, que investigava o caso do financiamento de campanha de 2007, envolvendo a bilionária Liliane Bettencourt, dos cosméticos L’Oréal.

A demissão do serviço público, do conselheiro técnico do Ministério da Justiça, David Sénat, identificado como o informante do jornalista, ocorreu devido à essas escutas. Cabe a justiça no desenrolar das investigações, classificá-las como legais ou ilegais, se foi um trabalho de governo, ou a utilização do aparato do estado, para um servicinho particular para o senhor Sarkozy.

Agora se entende porque Nicolas Sarkozy esteve tão empenhado em tentar a reeleição, não que quisesse continuar servindo o povo francês, queria continuar no poder, para adiar o risco de acabar na cadeia.


4 de jul. de 2012

Oposição silencia no aniversário do Plano Real

OPINIÃO
Oposição silencia no aniversário do Plano Real
A oposição oficial insiste em esconder dos milhões de eleitores jovens a história do plano que livrou o Brasil da inflação


Nova cédula de cem reais

Postado por Toinho de Passira
Texto de Augusto Nunes
Fonte: Blog do Augusto Nunes

O 18° aniversário do Plano Real, ocorrido neste domingo, não animou a oposição oficial a soltar um único rojão, um só buscapé , sequer um traque de festa junina. A chegada à maioridade da ousadia econômica que domou a inflação só serviu para reafirmar que Fernando Henrique Cardoso, o grande protagonista da façanha, foi vítima de outra molecagem consumada em parceria por adversários boçais e aliados bisonhos. O governo Dilma-Lula fingiu esquecer a data que a oposição oficial jamais soube valorizar.

Se os legítimos herdeiros do legado de FHC fossem menos idiotas, usariam repetidamente a TV para contar, no horário eleitoral e no tempo reservado aos partidos, a história que milhões esqueceram e outros tantos ignoram. Os incontáveis brasileiros com menos 30 anos tinham no máximo 12 em 1° de julho de 1994, quando o Plano Real nasceu. Não são muitos os que sabem o que efetivamente aconteceu, como aconteceu e quem fez acontecer. Como atestam os textos e ilustrações que se seguem, não seria difícil contar o caso como o caso foi.

Em 28 de fevereiro de 1986, acuado pela escalada da inflação, o governo do presidente José Sarney não se limitou a cortar três zeros do cruzeiro, como fizeram vários antecessores. Também aposentou a velha moeda e criou o cruzado.

Três anos depois, ainda no governo Sarney, novamente sumiram três zeros e o cruzado foi substituído pelo cruzado novo.

Em 1990, dois meses depois da posse, o presidente Fernando Collor repetiu o truque: matou o cruzado novo e ressuscitou o cruzeiro ─ com três zeros a menos.

Em agosto de 1993, já com Itamar Franco no lugar de Collor, o governo amputou três zeros do cruzeiro e criou o cruzeiro real.

Em 1° de julho de 1994, último ano do governo Itamar, o real nasceu no bojo do plano com o mesmo nome concebido por uma equipe de economistas comandada por Fernando Henrique Cardoso, nomeado ministro da Fazenda em maio do ano anterior. Passados 18 anos, a moeda continua exibindo a excelente saúde que faltou às versões anteriores, todas fulminadas pela inflação descontrolada.

Instados a lidar com a maldição cinquentenária, Itamar Franco e FHC dispensaram-se de lamúrias, enfrentaram sem hesitações o inimigo aparentemente invencível e enjaularam a inflação que parecia indomável. Herdeiro de um país financeiramente estabilizado, Lula foi o único presidente, além do antecessor, que não precisou encomendar à Casa da Moeda cédulas com outro nome, zeros a menos ou zeros a mais. Desde 1994, da menor fração em centavos à cédula de 100 reais, nada mudou.

“Recebi um país em péssima situação”, mentiu Lula durante oito anos. “Nós assumimos um país com a inflação descontrolada”, continua mentindo Dilma Rousseff. A permanência, a longevidade e a solidez da moeda são a prova mais contundente de que Lula, beneficiário da herança bendita, tratou a verdade a pontapés para expropriar de FHC a paternidade do histórico ponto de inflexão. O colecionador de fraudes e falácias faz de conta que foi ele que livrou o Brasil do convívio com a inflação mensal acima de dois dígitos.

Em nações mais altivas, pais-da-pátria que assassinam a verdade em público se arriscam a ter a discurseira interrompida por chuvas de dinheiro metálico. Graças a FHC, Lula e Dilma seguem desfiando lorotas sem se expor a tal perigo: desde 1994, ninguém joga fora sequer moedas de 5 centavos. A dupla que inventou o Brasil Maravilha adoraria assumir a paternidade do Plano Real. A família que participou dos trabalhos de parto finge que mal reconhece a criatura admirável.

A performance dos candidatos do PSDB nas campanhas presidenciais de 2002, 2006 e 2010 informa que a oposição oficial nunca enxergou com nitidez a importância histórica do Plano Real. O que houve neste 1° de julho avisa que jamais enxergará.


Piloto da FAB que provocou danos ao STF foi afastado

BRASIL
Piloto da FAB que provocou danos ao STF foi afastado
O Comando da Aeronáutica afastou o piloto do caça que ao efetuar um voo rasante sobre a Praça dos Três Poderes, neste domingo, em Brasília, durante uma apresentação, danificou as vidraças dos prédios do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto. A FAB informou que a altitude mínima para manobras foi respeitada e não houve risco de acidente. O problema aconteceu devido excesso de velocidade da aeronave, que tem capacidade de quebrar a barreira do som.

Fotos: Elza Fiúza/Agência Brasil e Elaine Lina/Terra



STF: 40 janelas estilhaçadas pelos jatos da FAB

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Ultimo Segundo, Portal Terra, Veja, Estadão, Agência Brasil

A Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB), comemorou, no domingo, 1º, os 60 anos de sua criação, da forma mais ruidosa possível: ao fazer demonstrações acrobáticas na capital federal, na troca mensal da Bandeira Brasileira, em frente ao Palácio do Planalto, um dos aviões excedeu a velocidade nos voos rasantes, causando uma onda sonora, o chamado boom sônico, que provocou a quebra de vidros da fachada do Supremo Tribunal Federal e rachaduras nos do Palácio do Planalto. Cerca de 40 janelas do Supremo e 17 do Palácio do Planalto foram quebradas.

De acordo com a Força Aérea Brasileira, as aeronaves excederam a velocidade adequada para a missão, atingindo em torno de 1.100 km/h, portanto não chegaram a quebrar a barreira do som, como foi inicialmente divulgado, nem o voo rasante teria ultrapassou os limites de segurança.

Os caças Mirage F-2000, que provocaram o acidente, foram fabricado pela empresa francesa Dassault, e estão em operação na FAB desde setembro de 2006. As aeronaves chegam a atingir 2,2 vezes a velocidade do som. De acordo com a FAB, os caças podem chegar até 2.600 km/h.

Fotos: José Cruz/ Agencia Brasil



Os estragos na fachada do Palácio do Planalto, provocados pelo razante da FAB

O Comando da Aeronáutica informou através de nota que estão sendo apuradas as circunstâncias do acidente, que o piloto, cujo nome não foi informado, está temporariamente afastado das atividades aéreas. O militar irá passar por uma avaliação operacional e poderá sofrer sanções (previstas nos regulamentos militares e no Código Penal Militar). A Força Aérea arcará com as despesas provenientes dos prejuízos causados.

“Não houve quebra da barreira do som, mas o deslocamento de massa de ar foi suficiente para romper a vidraça”, explica a nota. “Vale salientar que todos os sobrevoos ocorreram em altitudes dentro das margens de segurança e não houve risco de acidente com as aeronaves”, diz a nota da Força Aérea.

Vistoria realizada pelos setores de manutenção do STF concluiu que 320 metros quadrados de vidros foram quebrados no incidente e a substituição deles custará R$ 35 mil.

Os vidros do gabinete da Presidência do Supremo Tribunal Federal foram destruídos, e o presidente da corte, Carlos Ayres Britto, emergencialmente transferiu-se para o seu gabinete no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um prédio anexo a sede do STF.

A reposição dos vidros externos do STF já começou e a estimativa do tribunal é de que os trabalhos se estendam por cerca de duas semanas.

Funcionários do departamento de manutenção do Supremo passaram o dia limpando os estilhaços da fachada. Tapumes foram instalados temporariamente cobrindo as áreas antes protegidas pelos vidros, nas salas que levarão mais tempo para serem consertadas.

No Palácio do Planalto, 28 vidros foram quebrados, com prejuízo de R$ 50 mil e uma luminária também foi derrubada no térreo. O gabinete da presidente Dilma Rousseff, que fica no terceiro andar, não foi atingido.

Fotos: Elza Fiúza/Agência Brasil

Na solenidade, antes dos Mirages estragarem a festa, a FAB utilizou sete aviões T-27, fabricados Embraer, que executaram manobras acrobáticas, fazendo desenhos de fumaça no céu de Brasília.


3 de jul. de 2012

Joaquim Francisco, o desconforto do suplente incômodo

PERNAMBUCO – Recife – Eleições 2012
Joaquim Francisco, o desconforto do suplente incômodo
Para evitar maiores constrangimentos, Joaquim Francisco “cavalheirescamente” abre mão, pelo menos temporariamente, da vaga de senador, no caso de uma possível licença de Humberto Costa, para cuidar da campanha. Humberto deve estar se perguntando: onde está a sacanagem?


Joaquim Francisco deixando Humberto temporariamente desconfiado

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diário de Pernambuco, Jornal do Comércio

O ex-governador Joaquim Francisco (PSB), primeiro suplente do candidato Humberto Costa (PT) no Senado Federal, afirmou ontem, que, dado o atual quadro político em Recife, com o racha entre o PSB, seu partido e o PT, do senador Humberto Costa, durante a campanha abriria mão da cadeira de senador, caso o petista resolva tirar licença para se dedicar integralmente a sua campanha de candidato a Prefeito do Recife.

Joaquim diz ter escutado rumores, que Humberto estaria constrangido em se liberar das suas atividades em Brasília, abrindo caminho para um adversário de palanque fosse entronado no senado, embora que temporariamente.

Quando estão empenhados em campanhas eleitorais, os parlamentares costumam tirar licença para evitar criticas de ausências do parlamento, principalmente, em momentos de votações importantes no Congresso.

Era tanta a vontade de ser senador e a necessidade do apoio de Eduardo Campos que Humberto Costa não vacilou em aceitar o ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco, seu arqui-inimigo político do passado, como seu suplente. Agora precisando se licenciar do cargo de senador para dá tempo integral a difícil campanha, recebe crítica dos petistas e teme está beneficiando os adversários, entronando Joaquim como senador.

”Então resolvi deixá-lo absolutamente à vontade”, disse o ex-governador. De acordo com Joaquim, caso o petista resolva por se licenciar, ele também tiraria licença, abrindo caminho para a segunda suplente, a petista Maria de Pompeia. “

”Assim fica tudo no campo do PT”, resumiu Joaquim, em entrevista à Rádio Folha.

Joaquim Francisco afirmou que a situação que levou a sua indicação à suplência de Humberto, os dois foram adversários políticos históricos em Pernambuco, não se repete agora e que ele não se sente confortável em assumir a vaga com os dois partidos em disputa nas eleições.

Joaquim, não revelou, mas essa intenção de se licenciar junto com Humberto, acontecerá apenas nesse episódio da campanha. No caso de vitória do petista, o ex-pefelista não irá abrir mão dos seis anos de mandato de senador, a que teria direito em definitivo, devido a sua condição de primeiro suplente.

Com supõe-se que Joaquim Francisco, velha raposa política, não ia aparecer assim conciliador e altruísta, senão autorizado, ou instruído pelo governador Eduardo Campos, os petistas da turma de Humberto Costa, puseram as barbas de molho.

Desconfiado que, exista alguma sacanagem por trás dessa mão estendida, Humberto dificilmente se licenciará. Pior que a jogada do PSB, poderá ser exatamente essa: obrigá-lo a ficar com a dupla jornada de senador e candidato.

É hilário observar que mesmo na hipótese remota de perder a eleição em Recife, o PSB, de Eduardo Campos, não sairia derrotado de todo: por consequência ganharia um assento permanente, por seis anos, no Senado Federal.

O que não é pouca coisa.

Os socialistas passariam a ser a terceira força no Senado, com 12 senadores, perdendo apenas para os Petistas, que ficariam com 14 e para os peemedebistas que contam com 19.


Demóstenes Torres: - “Tenham a certeza, sou inocente!"

BRASIL – Corrupção
Demóstenes Torres: - “Tenham a certeza, sou inocente!”
Diante de um plenário quase deserto — apenas 5 dos outros 80 senadores acompanharam seu discurso de 26 minutos — o senador Demóstenes ocupou nesta segunda (2) a tribuna do Senado para pedir perdão a cada um dos senadores. Numa tentativa patética de evitar a cassação no julgamento marcado para o próximo dia 11, neste mesmo plenário de onde agora se lamuria. Promete voltar todos os dias para se defende até o dia do julgamento final.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

FRASES DE EFEITO "Meu organismo não tem mais lágrimas a verter". “Não me pesa a consciência; ela continua limpa”. “O que pesa é carregar pelo isolamento dos corredores os grilhões impostos pelos holofotes”. “Tenham a certeza, sou inocente”. - disse Demostenes ao longo do seu discurso patético na tribuna do Senado

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Agência Senado, Agência Brasil

O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) voltou a afirmar, em Plenário, inocência com relação às acusações de que teria usado seu mandato a serviço de Carlinhos Cachoeira, apontado como líder de uma organização criminosa. Em pronunciamento de pouco mais de vinte minutos, nesta segunda-feira (2) o senador se disse vítima de uma campanha difamatória, questionou as escutas feitas pela polícia e se desculpou com os colegas que o apoiaram quando surgiram as primeiras denúncias.

Demóstenes Torres afirmou ter relação de amizade com Carlinhos Cachoeira, mas negou manter qualquer negócio com o empresário goiano, acusado, entre outros crimes, de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O senador rebateu pontos do parecer apresentado pelo senador Humberto Costa ao Conselho de Ética, a favor de sua cassação, em que é classificado como “despachante de luxo” de Cachoeira. O parecer foi aprovado por unanimidade no Conselho.

– Não, eu não coloquei meu mandato a serviço de Cachoeira, mas tão somente à disposição das forças produtivas do meu estado e do Brasil - afirmou o senador, que garantiu ter atendido todos os setores da economia que o procuraram.

Demóstenes também negou ter recebido vantagens indevidas em troca de atuação num determinado sentido no Senado, ou ter mantido servidores fantasmas em seu gabinete, outros pontos mencionados no parecer. Também afirmou nunca ter procurado colegas para tratar da legalização de jogos, uma das atividades atribuídas ao grupo investigado.

Quer conversar com cada senador para pedir perdão. “Ainda não conversei com todos os senhores e senhoras. Não tive a oportunidade de falar e, quando tive, fiquei com vergonha.”
MONTAGEM

O senador voltou a questionar a legalidade das gravações feitas pela Polícia Federal e divulgadas pela imprensa, tanto na coleta da prova quanto na transcrição, que traria “maldosas fraudes realizadas pela polícia”. O pedido de perícia feito pela defesa do senador ao Conselho de Ética foi negado. Para Demóstenes, as falas foram montadas para prejudicá-lo.

– O que coloca a população contra o homem público são três providências tomadas pela Polícia e o Ministério Público federais antes da divulgação: a edição, a montagem e a interpretação dos diálogos – acusou o senador.

Ainda de acordo com Demóstenes, das 250 mil horas de gravação feitas pela PF, apenas 150 minutos foram transcritos, dos quais só três minutos foram usados no parecer do conselho pela sua cassação.

O trecho mais repetido, no qual teria dito “te pega” a Cachoeira ao analisar um projeto que tornaria crime a exploração de jogos sem autorização, é, segundo o senador, uma parte de uma informação sobre projeto de interesse legítimo da sociedade. Para ele, é desproporcional tirar o mandato de um senador que transmite a alguém a situação de uma proposição.

– Dentro de 250 mil horas de gravação, pode ser cassado um mandato de 2 milhões de votos por causa de seis letras, três sílabas, duas palavras e uma interpretação – disse Demóstenes. que lembrou o fato de a informação não ter resultado em prejuízo ao Erário.

O senador criticou o vazamento à imprensa de informações em “pílulas”, repetidas à exaustão, e citou a quantidade de reportagens e postagens críticas em redes sociais, publicadas diariamente. Para Demóstenes, a estratégia é reutilizar as acusações para ter, continuamente, a aniquilação de sua imagem.

– No âmbito jurídico, sequer fui acusado, mas no tribunal das manchetes já fui denunciado, julgado e condenado. Estou no cumprimento da pena mais cruel que possa ser imposta a um homem direito.

APOIO

Apesar de reafirmar sua inocência, Demóstenes se desculpou com os colegas por possíveis constrangimentos gerados pelas denúncias. O senador afirmou não ter procurado todos por falta de oportunidade e, em alguns casos, por vergonha.

Além de dizer que entende as desconfianças, dada a proporção da “campanha difamatória”, Demóstenes citou nominalmente os 44 colegas que o apartearam no dia 6 de março, quando subiu à tribuna, pela primeira vez, para se defender.

– Vossas excelências verão que os apartes àquele pronunciamento em 6 de março não foram em vão, não mais lhes causarão qualquer decepção ou constrangimento – assegurou.

Demóstenes afirmou que subirá à tribuna todos os dias, até 11 de julho, data prevista para a votação em Plenário do pedido de cassação do seu mandato. Para o senador, o tempo para a sua defesa – de até 30 minutos – será curto, motivo pelo qual pretende apresentar sua versão antes, por partes.

No plenário, a votação será secreta. Antes, nesta quarta-feira (4), a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) votará o relatório de Pedro Taques (PDT-MT) pela admissibilidade do parecer do Conselho de Ética.

2 de jul. de 2012

MÉXICO: Enrique Peña do PRI é novo presidente

MÉXICO
Enrique Peña do PRI ganha eleições
O candidato é jovem e moderno, mas representa o velho velho e surrado Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o México por sucessivos 71 anos. Não foi surpresa, devido Às pesquisas, mas é desconfortável ver os eleitores mexicanos, novamente colocarem no poder ao partido que os submeteu a um regime semi-ditatorial, por tantos anos

Fotos: Reuters



Enrique Pena Nieto, o novo presidente do México, eleito neste domingo, comemora ao lado de sua esposa a popular atriz de novelas, Angelica Rivera

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, BBC Brasil, G1

O candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI), Enrique Peña Nieto, é o novo presidente do México, segundo resultado das eleições realizadas neste domingo, quando obteve quase 39% dos votos. No México as eleições são decididas por maioria simples, sem que haja um segundo turno.

Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), seria o segundo colocado com 32% e Josefina Vázquez Mota, candidata do PAN (Partido Ação Nacional), do atual presidente e Calderón, teria obteve cerca de 26% dos votos.

A vitória de Peña Nieto leva o PRI de volta ao poder após 12 anos. O partido governou o México de 1929 a 2000, até a vitória de Vicente Fox, também do PAN, presidente que antecedeu Calderón.

Além de seu novo presidente, os eleitores mexicanos escolheram, neste domingo, novos congressistas, alguns governadores e prefeitos, numa eleição marcada pelo debate sobre economia e a guerra às drogas.

Autoridades mexicanas afirmaram que a votação transcorreu pacificamente na grande maioria do país.

Milhares de policiais foram mobilizados para proteger quase 80 milhões de eleitores de possíveis atos de violência de cartéis em zonas eleitorais. Nas eleições além do presidente, com mandato de seis anos, renovou-se o Parlamento e foram escolhidas autoridades estaduais e municipais, um total de 2.127 cargos públicos.

Pela coincidência destas votações simultâneas, o pleito foi o maior na história do México.

Foto: Associated Press

Solados diante do Instituto Federal Eleitoral (IFE) do México, no dia da eleição presidencial

No campo econômico, as questões mais prementes na campanha eleitoral foram a pobreza extrema - que afeta quase um terço dos mexicanos - e a sensação, de grande parte da população, de perda de poder aquisitivo, apesar das taxas de crescimento recentes do país (entre 3% e 4%).

Outro tema importante do debate eleitoral foi a insegurança. O México vive sua maior onda de violência ligada ao narcotráfico, com casos de chacinas, sequestros e desaparecimentos ligados a disputas entre cartéis, e entre narcotraficantes e autoridades.

São estimados 50 mil mortos desde 2006, quando o presidente conservador Felipe Calderón foi eleito e abriu uma ofensiva contra o narcotráfico.

No entanto, não é esperada uma mudança radical na política de repressão ao tráfico, nem a retirada do Exército das ruas do país.

Foto: Getty Images

Enrique Peña, tratado pelas eleitoras com um pop star

Jovem, elegante e capaz de causar comoção como um astro da música: Enrique Peña Nieto, de 45 anos, conseguiu levar o seu polêmico Partido Revolucionário Institucional (PRI) de volta à Presidência do México no domingo.

A falta de alternância de poder no país, transformou a democracia mexicana num embaraçosa ditadura com eleições, aparentemente livres, mas, maculadas por atos tipicamente ditatoriais, fraudes, corrupção e uso da máquina publica, para atrair e comprar eleitores.

O excesso de tempo no poder, 71 anos, fez o escritor peruano Mario Vargas Llosa descrever a situação como "a ditadura perfeita".

Cansada de escândalos de autoritarismo e corrupção, a população os retirou do poder através das urnas, em 2000.

Agora, porém, muitos mexicanos parecem ter relegado esses problemas a um segundo plano, mostrando-se mais preocupados com o desemprego e a violência que assolam o país sob o governo do Partido Ação Nacional (PAN).

MARKETING MATRIMONIAL Casamento de Enrique Peña Nieto com a popular atriz Angélica Rivera. Fazia parte da campanha?
"Vamos ter um governo eficaz, honesto, transparente e que preste contas... A luta contra a violência vai prosseguir. Sim, com uma nova estratégia para proteger a vida dos mexicanos", disse o sorridente Peña Nieto no final da noite de domingo, após declarar vitória na eleição presidencial.

Ele também prometeu manter uma economia de livre mercado, mas com "consciência social".

Toda a campanha do PRI se baseou em torno da carismática figura do ex-governador do Estado do México, que não apresentou propostas mirabolantes. Mas, para afiançar sua confiabilidade, Peña Nieto valeu-se de um recurso que já havia utilizado em campanhas anteriores: registrou suas promessas em cartório.

"Você me conhece, e sabe que eu vou cumprir", dizia ele na propaganda que inundou os meios de comunicação nos últimos três meses.

O PAN contestou esse slogan dizendo que muitas obras ficaram inconclusas durante o período (2005-11) em que ele governou o Estado do México, que cerca a capital, ou então que ele dava destaque excessivo a tarefas banais da administração.

Seus adversários e alguns meios de comunicação chegaram a acusá-lo de ser um "produto de marketing", como se fosse um galã de novelas imposto pela poderosa rede de TV Televisa, e que um dos componentes do plano para promovê-lo foi seu casamento, em 2010, com a popular atriz Angélica Rivera.

Durante a campanha, Peña Nieto enfrentou a revelação de infidelidades conjugais durante o primeiro casamento, tendo inclusive dois filhos com suas amantes. Também foi alvo de um movimento estudantil que realizou várias passeatas contra ele.

Peña Nieto anda sempre com o topete engomado e de camisa branca, e seus colaboradores o definem como alguém que sabe trabalhar em equipe, ser bom gestor e se rodear de pessoas capazes.

Ele se define como um pragmático que valoriza mais os resultados que as ideologias, e disse durante a campanha que estimulará investimentos privados na petrolífera Pemex - algo que é tabu inclusive dentro do seu partido.

Peña se formou politicamente no que analistas chamam de Grupo Atlacomulco, visto como parte da velha guarda do PRI, frequentemente caricaturada como um dinossauro de rabo pesado, capaz de manipular várias administrações do partido.

O grupo, cuja existência é negada pelos líderes partidários, está supostamente composto por ex-governadores do Estado do México que nasceram na localidade de Atlacomulco nas últimas sete décadas, e que funcionaria como uma espécie de clã.

A seu redor teriam sido tecidas obscuras tramas de corrupção, e há quem diga que uma bruxa do povoado previu que dali sairiam seis governadores, e que um deles chegaria a presidente. Peña é o sétimo governador oriundo de Atlacomulco.

1 de jul. de 2012

Os três patetas do Mercosul usaram o golpe que não houve no Paraguai como pretexto para a execução de um golpe de verdade

OPINIÃO
Os três patetas do Mercosul
usaram o golpe que não houve no Paraguai
como pretexto para a execução de um golpe de verdade

Foto: Reuters

OS TRES PATETAS DO MERCOSUL - Cristina Kirchner, presidente da Argentina, Dilma Rousseff, do Brasil e Jose Mujica do Uruguai

Postado por Toinho de Passira
Texto de Augusto Nunes
Fonte: Blog do Augusto Nunes

O golpe que não houve no Paraguai foi o pretexto invocado pelos parceiros vigaristas para a consumação de um golpe real. Sem a presença do único integrante do Mercosul contrário ao ingresso da Venezuela bolivariana, os governos do Brasil, da Argentina e do Uruguai concederam ao companheiro Hugo Chávez a carteirinha de sócio do clube que nunca funcionou.

Durante oito anos, o Congresso paraguaio amparou-se na cláusula que exige respeito às regras democráticas para barrar a entrada do bolívar-de-hospício. Sete dias bastaram para que a trinca de cínicos removesse a pedra no caminho de Chávez e instalasse no Cone Sul a república de araque localizada no extremo norte do subcontinente.

O impeachment de Fernando Lugo foi decretado sem que qualquer norma constitucional fosse violada. “Tenho a impressão de que foi um golpe”, hesitou Dilma Rousseff no dia do despejo do reprodutor de batina. Se também não souber direito que palavra deve usar para definir o que acaba de fazer em companhia da Argentina e do Uruguai, o neurônio solitário pode dispensar-se de dúvidas: golpe é o nome da coisa.

Formado por parceiros que vivem tentando enganar uns aos outros, o Mercosul era, até esta sexta-feira, uma inutilidade controlada por três patetas. Agora são quatro.


*Acrescentamos foto e legenda a publicação original