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21 de set. de 2013

O filme pernambucano, “O Som ao Redor” é indicado pelo Brasil para tentar concorrer ao Oscar

BRASIL – Cultura
O filme pernambucano, “O Som ao Redor” é indicado
para representar o Brasil como concorrente ao Oscar
Dirigido pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho, o filme realizado em Recife, com baixo orçamento foi escolhido por uma comissão do Ministério da Cultura para ser o candidato do Brasil ao Oscar 2014. O longa tentará levar o País de volta à disputa pela estatueta de filme estrangeiro, algo que não acontece desde 1999 - naquele ano, "Central do Brasil" perdeu para o italiano "A Vida é Bela".

Foto: Divulgação

Cena do filme “O Som ao Redor”

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Folha de S. Paulo

O Ministério da Cultura anunciou a escolha do longa-metragem "O Som ao Redor", de Kleber Mendonça Filho, para concorrer a uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

O longa --premiado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2012, no Festival de Nova York em 2013 e no Festival de Roterdã de 2012, entre outros-- venceu os concorrentes "Colegas", "Faroeste Caboclo", "Gonzaga - De Pai Para Filho", "Uma História de Amor e Fúria" e "Meu Pé de Laranja Lima".

"O Som ao Redor" também foi apontado pelo crítico do jornal "The New York Times" A. O. Scott com um dos dez melhores filmes do mundo em 2012.

Com a indicação do país, o filme será apresentado à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, que irá analisar sugestões de países de todo o mundo e irá escolher cinco finalistas no dia 16 de janeiro.

Foto: Divulgação

Kleber Mendonça, o diretor

BELEZA

"Essa indicação sempre traz mais visibilidade ao filme. É muito cedo para dizer se vai ganhar ou se chegará a ser escolhido [como um dos finalistas da categoria de melhor filme de língua estrangeira]. Eu nunca fico esperando um prêmio, mas muita coisa boa aconteceu com esse filme. Eu não descartaria essa possibilidade [de vencer o Oscar]", disse à Folha o diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho.

"Acho que 'O Som ao Redor' é um filme muito pessoal, relativamente pequeno, que teve uma repercussão muito grande aqui e também fora do Brasil, então eu fico tranquilo. Se acontecer, beleza."

"Eu achava que fosse um filme quase paroquial, local, mas foi a partir de Roterdã [o filme ganhou o prêmio da crítica internacional no festival, em 2012] que entendi que o filme parecia ter um caráter universal."

HISTÓRICO

A última vez que uma produção nacional foi indicada na categoria de melhor filme estrangeiro foi em 1999, com o longa "Central do Brasil". Também foram indicados "O Que é Isso Companheiro", em 1998, "O Quatrilho", em 1994, e "O Pagador de Promessas", em 1963.

Outras obras relacionadas com o país também receberam nomeações, mas em outras categorias. As mais notáveis foram "Cidade de Deus", cujo diretor, Fernando Meirelles, concorreu ao prêmio de melhor direção em 2004; "Diários de Motocicleta", de Walter Salles Jr., que disputou o prêmio de melhor roteiro adaptado em 2005; e "O Beijo da Mulher Aranha", do argentino radicado no Brasil Hector Babenco, que concorreu ao prêmio de melhor filme em 1986 --mas era uma produção estrangeira.

Outra produção lembrada pela Academia foi "Lixo Extraordinário", que concorreu ao prêmio de melhor documentário em 2010.

Na verdade o Brasil nunca ganhou um Oscar com a sua produção cinematográfica. Será que um pernambucano vai quebrar esse tabu?


O Som ao Redor (Trailer Oficial)

26 de fev. de 2013

Festa do Oscar 2013

ESTADOS UNIDOS -Entretenimento
A festa do Oscar 2013
A grande surpresa da noite ficou por canto da apresentadora do Oscar de melhor filme, que foi a primeira-dama Michelle Obama, que anunciou o vitorioso - ”Argo”, de Ben Affleck - diretamente da Casa Branca. A estatueta de melhor diretor foi para o Ang Lee de “As Aventuras de Pi” . A Academia pulverizou seus prêmios para os melhores de 2012. O campeão de troféus, “Pi”, ganhou quatro das 11 estatuetas para as quais foi indicado. Houve um grande derrotado: Steven Spielberg

Foto: Mario Anzuoni/Reuters

Ben Affleck recebendo o Oscar por ”Argo”, o melhor filme do ano

Postado por Toinho de Passira

Fontes: Veja, Época, O Globo, Radar Cultural - Estadão, The New York Times, Stern, The Atlantic Wire, Paris Match

Com poucas surpresas e prêmios bem distribuídos entre os principais indicados, o Oscar 2013 consagrou ”Argo” como o melhor filme de 2012. O longa de Ben Affleck levou três dos sete prêmios ao qual estava indicado. Além do mais importante da noite, Argo também ganhou nas categorias de melhor edição e melhor roteiro adaptado.

”Lincoln”, que era outro forte candidato a melhor longa, saiu da festa com duas estatuetas apenas, a de design de produção e de melhor ator para Daniel Day-Lewis, que entra para a história da Academia de Hollywood como o primeiro a ganhar três vezes na categoria de melhor ator.

Foto: Reuters




Jennifer Lawrence, chegada deslumbrante, queda ao subir no palco e vitória do Oscar de melhor atriz

Entre as atrizes, a estatueta ficou com Jennifer Lawrence, de ”O Lado Bom da Vida” . Talentosa, ela já havia concorrido em 2011 com a produção Inverno da Alma, quando chamou a atenção pela pouca idade – na época tinha 20 anos, dois a menos que agora. Se a sua premiação não foi uma surpresa, o tombo que levou a caminho do palco, onde receberia a estatueta e faria um bem-humorado discurso de agradecimento, foi com certeza um susto.

Outra favorita confirmada foi Anne Hathaway, que ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante com seu papel em ”Os Miseráveis” . Anne, que faz o tipo fofa desencanada, fez um discurso emocionado dizendo que espera um futuro no qual a triste história de pessoas como sua personagem Fantine não seja mais realidade, somente ficção.

As surpresas ficaram por conta de Ang Lee, que bateu Steven Spielberg, como melhor diretor pelo filme ”As Aventuras de Pi”. E também com Christoph Waltz, pela segunda vez vencedor na categoria de melhor ator coadjuvante por seu papel em ”Django Livre” – a primeira vitória foi com outro longa de Tarantino, Bastardos Inglórios (2009).

Aliás, a premiação começou com a entrega do prêmio para Waltz, e aí já parecia anunciar que esta seria uma festa sem concentração de estatuetas. Sob o comando do comediante Seth MacFarlane, que exceto por dois ou três comentários não alcançou a expectativa de ser um apresentador ácido e divertido, a festa entregou pelo menos um prêmio para cada um de seus principais indicados. O único a não levar nada, mas que já deve comemorar o fato de estar entre os indicados da Academia de Hollywood, foi a produção independente ”Indomável Sonhadora”, de Benh Zeitlin.

Nas categorias de animação, a Disney abocanhou os prêmios de melhor curta e melhor longa animado, para Paperman e Valente, respectivamente. Logo em seguida, As Aventuras de Pi ganhou nas categorias técnicas de melhor fotografia e melhores efeitos visuais. De todos os indicados, o filme de Ang Lee foi o que mais levou estatuetas na noite, com quatro no total de 11 indicações. Depois dele, ”Argo” e ”Os Miseráveis” levaram três prêmios. E ”Django Livre”, ”Lincoln” e ”007: Operação Skyfall” dois cada.

Com o sucesso de ”Os Miseráveis”, os musicais ganharam uma homenagem especial na noite. Catherine Zeta-Jones foi a primeira a subir ao palco para relembrar seu papel em ”Chicago” . Em seguida, Jennifer Hudson cantou a música ”And I Am Telling You I'm Not Going” de ”Dreamgirls” . Por fim, o elenco de Os Miseráveis acompanhou Hugh Jackman em uma apresentação confusa e mal ensaiada. Entre todos, a melhor performance da noite ficou com a belíssima Adele, que cantou com segurança a música Skyfall antes de levar o prêmio de melhor canção original.

O aclamado Quentin Tarantino teve seus minutos de glória ao ganhar na categoria melhor roteiro original com Django Livre. Em seu discurso, Tarantino exaltou seu elenco e disse que espera ser conhecido no futuro pelos personagens que criou e pelas boas escolhas que fez dos atores para vivê-los. Outro diretor que também teve seu momento foi o austríaco Michael Haneke, que levou o prêmio de melhor filme estrangeiro com seu drama Amor.

Quem ficou sem momento algum e mal foi filmada pelas câmeras foi a diretora Kathryn Bigelow, de ”A Hora Mais Escura” . Ao contrário de Argo, que mesmo sendo uma ode ao americanismo não poupa criticas à política externa do país, A Hora Mais Escura foi motivo de controvérsias desde o anúncio das indicações – sua diretora ficou de fora – e também enfrentou séria resistência por divulgar a prática de tortura feita por soldados americanos no intuito de encontrar Osama bin Laden. Sendo assim, não é de se admirar que o filme tenha passado quase despercebido pelo evento, levando apenas um prêmio de edição de som, o qual ainda foi divido em um empate com o filme ”. 007: Operação Skyfall”.

Foto: Reuters

Michelle Obama apareceu no Oscar para anunciar prêmio de melhor filme para 'Argo'

Por fim, a engraçada figura de Jack Nicholson subiu ao palco para apresentar o prêmio mais importante da noite. Ele invoca a presença de Michelle Obama no telão para ajudá-lo. Direto da Casa Branca, a primeira-dama elogiou a produção cinematográfica do país e teve a honra de abrir o envelope secreto que anunciaria Argo como o grande ganhador da noite.

O diretor Ben Affleck subiu ao palco com Grant Heslov e George Clooney e, emocionado, agradeceu a sua equipe e família, principalmente à esposa e também atriz Jennifer Garner que estava na plateia. Chamou Steven Spielberg de gênio, enalteceu todos os indicados a melhor filme e relembrou o apoio que teve de diversos profissionais do cinema durante sua carreira.

“Há 15 anos eu subi aqui e não tinha ideia do que estava fazendo, eu era só uma criança. Nunca pensei que estaria de volta, mas estou por causa de vocês, por causa de pessoas maravilhosas no cinema que confiaram em mim”, finalizou relembrando seu primeiro Oscar em 1998 pelo roteiro do filme Gênio Indomável”.


22 de set. de 2012

O Palhaço, de Selton Mello, representará o Brasil na seleção do Oscar

BRASIL
O Palhaço, de Selton Melo, representará
o cinema brasileiro na seleção do Oscar
Falando ao Estadão, ainda surpreso, e se acostumando com a notícia, Selton declarou: "O Palhaço é um filme luminoso. Causou grande encantamento no público brasileiro. Filme que oferece reflexão em uma estrutura simples, sem querer ser maior do que o tema pedia. E é na simplicidade dele que reside sua grandeza. Recebo com grande alegria a incumbência de representar meu País".

Foto: Divulgação

Selton Melo, o palhaço Pangaré, no picadeiro do Circo Esperança

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão , O Globo, Agência Brasil, Veja

O filme O Palhaço, dirigido e protagonizado por Selton Mello, será o representante brasileiro na disputa a uma vaga para concorrer ao prêmio de melhor filme estrangeiro do Oscar 2013, nos Estados Unidos. A escolha foi feita nesta quinta (20) por uma comissão especial que se reuniu na representação regional do Ministério da Cultura, na capital fluminense.

A decisão foi consensual entre os seis membros presentes da comissão, que considerou critérios artísticos e da capacidade de distribuição e promoção do filme no exterior. “Passamos por três horas de discussões e, consensualmente, esta comissão escolheu O Palhaço, da Bananeira Filmes, dirigido pelo Selton Mello, como representante brasileiro no Oscar 2013”, informou a secretária do Audiovisual, Ana Paula Santana.

O filme, uma co-produção entre a Bananeira Filmes e a Globo Filmes, levou 1,4 milhão de pessoas às salas de cinema, arrecadando, no Brasil, R$ 13,4 milhões, segundo a Imagem Filmes, empresa responsável por sua distribuição. Os bons resultados comerciais, em um filme considerado pela crítica como autoral, tiveram peso na escolha.

O Palhaço,, que tem tido boa aceitação em festivais de cinema, recentemente abriu a mostra do 16° Festival de Cinema Brasileiro de Miami. A produtora do longa-metragem, Vania Catani, disse que a indicação permite uma nova fase de comercialização do filme no exterior. Com acordos de distribuição em seis países, a obra tem tido boa aceitação internacional.

“A gente teve uma sessão em Nova York, em julho, no MOMA [Museu de Arte Moderna]. Só tinha americano na plateia e eles amaram o filme, interagiram, riram, entenderam tudo”, disse a produtora.

Selton, que é co-roteitista, protagonista e diretor do longa, sonha agora ampliar a conexão e atingir Hollywood.

“Esperança é o nome do circo do filme, e agora sonho em conseguir tocar corações mundo afora, como aconteceu aqui no Brasil”, diz.

O Palhaço conta a história do palhaço Benjamin, um herdeiro de circo em crise com a profissão.

Foto: Divulgação

A dupla de palhaços Puro Sangue (Paulo José) e Pangaré (Selton Melo)

Selton, 38 anos, acumula as funções de ator, diretor e roteirista (esta última ao lado de Marcelo Vindicatto) para narrar a trajetória de Benjamim, rapaz tímido e ingênuo que divide com o pai, vivido por Paulo José, o picadeiro e a administração do Circo Esperança. É entre uma e outra peraltice dos palhaços Puro-Sangue e Pangaré, vividos por pai e filho, por estradas de chão pelo interior do Brasil, que o rapaz passa a questionar sua real vocação.

Para enfeitar a trajetória de Benjamim em busca de um sentido na vida, Selton escalou um elenco repleto de boas surpresas, entre elas Moacyr Franco, que brilha em pequena participação na pele de um delegado.

Depois de algumas exibições no Festival do Rio com sucesso de público, o filme ganhou lançamento nacional, já com quatro prêmios na bagagem, conquistados na última edição do Festival de Paulínia (direção/ roteiro/ ator coadjuvante para Moacyr Franco e figurino para Kika Lopes).

Falando do filme, quando do seu lançamento Selton Melo contou que o trabalho de pesquisa com a Alessandra Brantes, ex-artista de circo, foi fundamental.

- Ficamos um ano dedicados à pesquisa. Com o palhaço Kuxixo, nosso “personal palhaceitor”, aprendi gags físicas e a linguagem do picadeiro. Quem é de circo vai assistir ao filme e saber que ali houve uma pesquisa e reconhecer as referências. E quem não conhece o oficio, vai se divertir e compreender um pouco desse universo.

- As referências já começam na escolha dos nomes dos personagens centrais. O nome do meu personagem, Benjamim, é uma homenagem a Benjamin de Oliveira, nome importante do circo brasileiro, e Valdemar, personagem do Paulo José, é um tributo a Valdemar Seyssel, o grande Arrelia.

O Brasil já concorreu quatro vezes ao Oscar de filme estrangeiro: em 1963, com O Pagador de Promessas; em 1996, com O Quatrilho, em 1998 com O que É Isso Companheiro e em 1999, com Central do Brasil, que também emplacou Fernanda Montenegro na disputa pelo Oscar de melhor atriz.

Em 2004, Cidade de Deus concorreu a quatro estatuetas fora da categoria de filme estrangeiro, incluindo a de melhor diretor para Fernando Meirelles.

A seleção dos cinco filmes na lista final da categoria Melhor Filme Estrangeiro do Oscar deve ser anunciada em 10 de janeiro de 2013.

A cerimônia de premiação será realizada em 24 de fevereiro, em Los Angeles, Estados Unidos.

Estamos na torcida!


9 de jun. de 2012

Vem aí nova comédia com Meryl Streep

BRASIL - Entretenimento
Vem aí nova comédia com Meryl Streep
Será que ela vai ser indicada para o Oscar novamente?


Um divã para dois" ("Hope springs"), estreia no Brasil em setembro

Postado por Toinho de Passira
Texto de Artur Xexéo
Fonte: Blog do Artur Xexéo

Talvez não seja o melhor filme para se pensar às vésperas do Dia dos Namorados. Ou, talvez, seja exatamente o filme mais adequado.

Em "Um divã para dois" ("Hope springs"), de David Frankel, Meryl Streep e Tommy Lee Jones formam um casal que está junto há 30 anos. À noite, no quarto, só se movimentam para assistir aos muitos canais da TV a cabo.

É por isso que ela convence o marido a participar de uma terapia de casal e renovar o casamento. O problema é que o psicanalista é Steve Carell.

O diretor é o mesmo de "O diabo veste Prada", que garantiu a Meryl uma de suas muitas indicações ao Oscar.

Para saber se ela vai ter chances outra vez, é preciso esperar até setembro, quando o filme será lançado no Brasil, um mês depois de sua estreia americana.

Veja o trailer oficial do filme:


28 de fev. de 2011

Oscar 2011: Uma festa sem surpresas, os favoritos ganharam

Oscar 2011
Uma festa sem surpresas, os favoritos ganharam
“O Discurso do Rei” foi o grande vencedor da noite, com quatro estatuetas.O filme “Lixo Extraordinário, co-produção brasileiro-britânica, lamentavelmente não ganhou o prêmio

Foto: Monica Almeida/The New York Times

Natalie Portman, 29 anos, ganhou o Oscar de melhor atriz por seu papel como uma bailarina atordoada em "Cisne Negro". Portman treinou cinco horas por dia durante seis meses para representar a bailarina. O filme foi um sucesso de público e crítica, com arrecadação mundial de mais de 200 milhões de dólares. Como bônus, Portman está grávida e vai se casar com o pai do bebê, um dançarino que ela conheceu no set do "Cisne Negro".

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, O Globo, G1, BBC Brasil, O Globo, BBC Brasil, Le Figaro

O filme O Discurso do Rei foi o grande vencedor da cerimônia do Oscar 2011, realizada em Los Angeles, na noite de domingo.

Colin Firth foi escolhido o melhor ator e a produção britânica levou ainda os prêmios de melhor filme, melhor diretor para Tom Hooper e melhor roteiro original.

A rede social, de David Fincher, recebeu três troféus: roteiro adaptado, trilha original e edição.

Christian Bale e Melissa Leo ficaram com os prêmios de melhor ator e atriz coadjuvantes por suas atuações no filme de boxe O Lutador.

A origem, de Christopher Nolan, dominou os prêmios técnicos da noite, levando os Oscars de efeitos visuais, fotografia, mixagem e edição de som.

Foto: Reuters

Colin Firth, que era o grande favorito por sua interpretação do Rei George VI em sua luta contra a gagueira, fez um discurso bem-humorado.

"Tenho a sensação de que minha carreira acabou de chegar ao seu ponto alto", disse ele.

O diretor Tom Hooper homenageou os astros do filme.

"Muito obrigado a meus maravilhosos atores, o triângulo amoroso masculino formado por Colin Firth, Geoffrey Rush e eu. Eu só estou aqui por causa de vocês."

Natalie Portman, grávida do primeiro filho, fez um discurso emocionado.

"Isso é insano e eu verdadeiramente, sinceramente gostaria que o prêmio hoje fosse trabalhar com as outras indicadas. Eu estou maravilhada com vocês", disse ela a Annette Bening, Nicole Kidman, Jennifer Lawrence e Michelle Williams.

Foto: Divulgação

Toy story 3, que também concorria à estatueta de melhor filme, ficou com os prêmios de melhor longa-metragem de animação e também de canção original, por "We belong together".

A versão de Tim Burton do clássico Alice no País das Maravilhas também levou dois troféus: figurino e direção de arte.

A melhor produção estrangeira foi o filme dinamarquês Em um Mundo Melhor e o prêmio de melhor maquiagem foi para O Lobisomem.

A estatueta de melhor documentário foi para Inside Job (Trabalho Interno), sobre a crise financeira nos Estados Unidos em 2008, que desbancou a coprodução Brasil/Reino Unido Lixo Extraordinário, sobre o trabalho do artista Vik Muniz com catadores de lixo do aterro do Gramacho. Ele foi dirigido pela britânica Lucy Walker e pelos brasileiros Karen Harley(pernambucana) e João Jardim.

Foto: Getty Images

Após receber o prêmio, o diretor Charles Ferguson disse: "Desculpem-me, mas preciso começar dizendo que três anos após a nossa terrível crise financeira causada por fraudes, nenhum executivo sequer do setor financeiro foi para a cadeia e isso está errado".

Arte G1

Confira abaixo os principais vencedores e a lista completa de prêmios.

Melhor direção de arte
- "Alice no País das Maravilhas"

Melhor fotografia
- "A origem"

Melhor atriz coadjuvante:
- Melissa Leo – “O vencedor”

Melhor curta-metragem de animação
- "The lost thing", de Shaun Tan, Andrew Ruheman

Melhor longa-metragem de animação:
- "Toy story 3"

Melhor roteiro adaptado
- “A rede social”

Melhor roteiro original
- “O discurso do rei”

Melhor filme de língua estrangeira
- "Em um mundo melhor" (Dinamarca)

Melhor ator coadjuvante
- Christian Bale – “O vencedor”

Melhor trilha sonora original
- "A rede social" - Trent Reznor e Atticus Ross

Melhor mixagem de som
- "A origem"

Melhor edição de som
- "A origem"

Melhor maquiagem
- "O lobisomem"

Melhor figurino
- "Alice no País das Maravilhas"

Melhor documentário em curta-metragem
"Strangers no more"

Melhor curta-metragem
- "God of love"

Melhor documentário (longa-metragem)
- "Trabalho interno"

Melhores efeitos visuais
- "A origem"

Melhor edição
- "A rede social"

Melhor canção original
- "We belong together", de "Toy story 3"

Melhor diretor
- Tom Hooper – “O discurso do rei”

Melhor atriz
- Natalie Portman – “Cisne negro”

Melhor ator
- Colin Firth – “O discurso do rei”

Melhor filme
- “O discurso do rei”


25 de jan. de 2011

HOLLYWOOD: "Lixo extraordinário" leva o Brasil ao Oscar

HOLLYWOOD
"Lixo extraordinário" leva o Brasil ao Oscar
O documentário feito em coprodução do Brasil com Reino Unido, sobre o artista plástico brasileiro Vik Muniz e seu trabalho com catadores de lixo no Rio de Janeiro, concorrerá ao Oscar. A pernambucana Karen Harley é uma das "codiretoras" da produção que é dirigida pela inglesa Lucy Walker. Algumas obras de Vik apareceram recentemente na abertura da novela "Passione" da Globo.

Foto: Divulgação

O cartaz internacional do filme, “Lixo Extraordinário” em inglês “Waste Land”

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Covering Media , G1, R7, Campina.com.br

A divulgação dos indicados para concorrer ao "Oscar 2011", trouxe uma doce supresa para o Brasil.

"Parece um sonho": é assim que o artista plástico brasileiro Vik Muniz diz ter recebido nesta terça-feira (25) a notícia de que o filme "Lixo extraordinário" (Waste Land) vai concorrer ao Oscar de melhor documentário. O longa-metragem, que é uma coprodução entre Brasil e Reino Unido, mostra o trabalho de Muniz com catadores de lixo no Rio de Janeiro.

"Estou muito feliz, porque foi uma história que começou por acaso e virou um filme de grande importância, porque consolida um grupo social e mostra o verdadeiro valor do lixo", afirmou o artista em entrevista ao G1 por telefone, minutos após saber da indicação.

Vik Muniz diz que acredita na vitória de "Lixo extraordinário" na premiação da Academia, que acontece dia 27 de fevereiro. "Entre os filmes indicados, é o mais forte, o mais premiado, nossas chances são muito grandes".

Foto: Fabio Ghivelder

“O documentário é sobre reciclagem humana”, afirmou Vik Muniz. De acordo com o artista plástico, a experiência de transformar em arte o material reciclado coletado em um dos maiores depósitos de lixo do mundo, localizado no Rio de Janeiro, marcou sua vida.

"Dirigido pela inglesa Lucy Walker em uma coprodução com a brasileira O2 Filmes, o documentário disputa o Oscar da categoria com "Exit through the gift shop", do artista plástico Banksy; "GasLand", de Josh Fox; "Trabalho interno", de Charles Ferguson; e "Restrepo", de Tim Hetherington e Sebastian Junger.

A pernambucana Karen Harley já esteve na disputa do Oscar. Ela fez a montagem, junto com Mair Tavares, do filme brasileiro, “O Quatrilho” de Fábio Barreto, que disputou a estatueta de melhor filme estrangeiro, em 1994.
Por conta das filmagens no Brasil, "Lixo extraordinário" teve participação fundamental de dois diretores do país, João Jardim e Karen Harley - que, no entanto, não aparecem na listagem de indicados divulgada pela Academia por constarem como "codiretores" nos créditos oficiais.

A pernambucana Karen Harley, que no início fazia a montagem do filme para João Jardim, acabou assumindo também a codireção mais tarde. "Quando o projeto começou, o que a gente sabia era que estávamos lidando com um assunto muito poderoso. A grande surpresa foi descobrir que pessoas são essas, que fazem um trabalho tão desumano, tão marginalizado", disse Harley,

Em comunicado divulgado por sua assessoria de imprensa, Jardim comemorou a indicação afirmando que "a mistura do olhar estrangeiro com o olhar brasileiro deu força para o filme”. Gravada ao longo de três anos, "Lixo extraordinário" acompanha um projeto social de Vik Muniz com catadores do lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ) - considerado o maior da América Latina e cenário de outro documentário premiado, "Estamira" (2004), de Marcos Prado.

Essa indicação surge em um momento muito oportuno, porque o lixão de Gramacho vai fechar em 2012 e não se sabe o que vai acontecer com os catadores. O Oscar pode dar visibilidade para a questão deles, que é a mais importante do filme", afirmou a codiretora pernambucana, que disse não saber ainda se vai estar na cerimônia do Oscar.

Vik Muniz, por sua vez, já faz planos. "Agora tenho outro desejo, que é levar o personagem do filme, o Tião, para Hollywood, para subir no palco e receber o prêmio", conta o artista, referindo-se a um dos catadores retratados no longa-metragem. "Nada mais justo do que homenagear essas pessoas, que fazem desse filme tão especial."

Foto: Divulgação

O paulista Vik Muniz é conhecido por produzir fotografias que reproduzem imagens artísticas usando materiais inusitados como açúcar, chocolate, lixo, diamantes, poeira e outros. Seu trabalho pôde ser visto recentemente na TV na abertura da novela "Passione".

Em cartaz desde a última semana nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, "Lixo extraordinário" teve uma trajetória vitoriosa ao longo de 2010. Sempre aclamado nos diversos festivais internacionais e nacionais dos quais participou.


21 de jan. de 2011

CINEMA: Hollywood descartou “Lula, filho do Brasil”

CINEMA
Hollywood descartou “Lula, filho do Brasil”
Quando o filme sobre a vida de Lula começou a ser produzido, todo mundo já sabia, que independente do resultado, ele serio o indicado, pelo governo para representar o Brasil na disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro. Depois de realizado e exibido, um fracasso de crítica e de público, teve-se a certeza que ele não teria futuro na disputa, junto a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. O que acabou se confirmando com o anuncio dos que estão na disputa para serem indicados e com o Brasil de fora

Ilustração Toinho de Passira

OSCAR DE MAIOR MICO DO ANO - Faltou combinar com a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Correio do Estado, Gazeta do Sul, Jornal do Brasil

O Brasil está fora da disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro. O representante do país na disputa, "Lula - O Filho do Brasil", não conseguiu passar nem pela primeira peneira e entrar ou lista de nove pré-selecionados divulgada nesta quarta-feira, dos quais cinco irão verdadeiramente disputar a estatueta.

Isso representa um prejuízo incalculável para a indústria cinematográfica brasileira e para nossa cultura. A festa do Oscar é uma vitrine prestigiada e atrai para os participantes o comércio exterior, o reconhecimento da qualidade artística e do amadurecimento técnico.

Não somos ingênuos em imaginar que “Lula, o filho do Brasil” perdeu a chance de concorrer apenas por que é muito ruim. Mesmo que fosse bom e merecesse disputar dificilmente conseguiria a indicação, por questões políticas:

O cidadão Lula, o personagem do filme, retratado pelos realizadores como um misto de São Francisco de Assis e Indiana Jones, é tido como antiamericano, principalmente por suas ligações fraternas tanto com o coronel venezuelano Hugo Chávez, quanto com o abominável iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Se alguém, como nós, abomina que as artes e cultura sejam torpedeadas por problemas políticos, não pode esquecer que o filme “Lula, filho do Brasil” foi escolhido numa marmelada cultural, debaixo de pressões políticas, econômicas e puxa-saquismo interesseiro.

Os eleitores, ou eram funcionários públicos em cargos comissionados, ameaçados de perder o emprego se não escolhessem “o filme certo”, bajuladores escolhidos a dedo, ou gente de pires na mão, de olho em dinheiro público, para conseguir realizar suas obras.

Em resumo, a comissão que escolheu o filme, foi composta por membros indicados pelo Gabinete do Ministério da Cultura, pela Agência Nacional de Cinema do Brasil (Ancine), pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e pela Sociedade Civil Organizada, representada pela Academia Brasileira de Cinema. O resultado não poderia ter sido outro.

Qual teria sido o critério para a escolha de Lula, o filho do Brasil? Arte, popularidade, críticas favoráveis, bilheteria? Em qualquer desses itens o filme sobre Lula ficaria para trás. Apesar de amplamente divulgado e paparicado foi um fracasso monumental de bilheteria, abominado pela crítica, abandonado no meio, pelos espectadores sonolentos com a história que se arrastava inverossímil e sonolenta, por intermináveis 130 min.

O filme que custou oficialmente 16 milhões, muitos falam que na verdade custou o dobro, bancado por empreiteiras ligadas ao governo, acabou dando prejuízo, por falta absoluta de espectadores.

Quando foi escolhido para pleitear uma vaga para o Brasil no Oscar deste ano, Lula – O Filho do Brasil passou na frente de outros 22 filmes que também haviam sido inscritos no Ministério da Cultura. Entre eles, estavam vários títulos com desempenho melhor do que o de Fábio Barreto, tanto pelas reações entusiasmadas dos críticos especializados – como “A Suprema Felicidade”, de Arnaldo Jabor, e “Os Famosos e os Duendes da Morte”, de Esmir Filho – quanto pelos números de bilheteria como “Chico Xavier”, de Daniel Filho, e “Nosso Lar”, de Wagner de Assis.

No próximo ano, com a nova Ministra da Cultura, Ana Buarque, irmã de Chico Buarque, escolhida pelo critério do sobrenome, talvez sejamos representados por algo como “Dilma, a búlgara filha da...”

Em toda a história do cinema nacional, apenas quatro filmes foram indicados ao Oscar de filme estrangeiro e nenhum deles venceu. Os selecionados foram O pagador de promessas (1963) de Anselmo Duarte, que havia ganhado a “Palma de Ouro” em Cannes, O Quatrilho(1996) de Fábio Barreto, o mesmo diretor do filme de Lula, O que é isso, Companheiro? (1998) de Bruno Barreto, e Central do Brasil(1999) de Walter Salles, uma cooprodução franco-brasileira.


23 de mar. de 2010

SANDRA BULLOCK: Ganhou o Oscar, perdeu o marido

SANDRA BULLOCK
Ganhou o Oscar, perdeu o marido
Seguindo uma tradição, ou maldição a vencedora do Oscar de melhor atriz 2010, Sandra Bullock, perdeu o marido logo depois de ganhar a estatueta. A revista People diz que das últimas 11 mulheres que ganharam a estatueta, nessa categoria, sete se separaram logo depois

Foto: Getty Images

MALDIÇÃO DO OSCAR: Resplandecente de felicidade pela conquista, a atriz Sandra Bullock mal sabia que sua vida amorosa ia desmoronar

Fontes: R7, M de Mulher, People, Touch Weekly, huffington Post

Quatro dias após a entrega do Oscar, na quarta-feira, o site da revista People noticiava que Sandra Bullock, vencedora do Oscar 2010, não mora mais na mesma casa que Jesse James, seu marido, com quem era casada desde 2005. O motivo da separação seria uma traição de James.

Foto: Reuters

Na quinta-feira, o marido de Sandra Bullock disse à revista People que cometeu "erros de julgamento" e pediu perdão a sua família.

A história veio à tona com a publicação de uma entrevista na revista In Touch Weekly com a modelo Michelle McGee. A jovem relatou que James aproveitou exatamente a ausência da mulher durante as filmagens do longa “Um Sonho Possível”, que rendeu o Oscar a Bullock, para traí-la.

Foto: Arquivo

A tatuada Michelle MacGee está aproveitando ao máximo os cinco minutos de fama

Na entrevista, Michelle conta que o caso durou 11 meses e que James afirmava ser um homem divorciado. "Eu nunca teria ficado com ele se soubesse que era casado. Ele me dava a impressão de que eles estavam separados", disse ela à publicação.

A modelo Michelle McGee, conhecida como miss Tatoo, teria cobrado US$ 30 mil para contar a história e agora estaria cobrando US$ 100 mil para revelar mais detalhes sobre o relacionamento. O site "Pop Eater" revelou que a modelo pretende divulgar fotografias, mensagens de texto e até intimidades de James.

Foto: Divulgação

Sandra Bullock é apenas a mais recente de uma longa sequência de atrizes cujos relacionamentos se desfizeram pouco depois de ganharem um Oscar. As vencedoras recentes atingidas pelo que já é conhecido em Hollywood como "a maldição do Oscar" de melhor atriz incluem Hilary Swank, Halle Berry, Reese Witherspoon e Julia Roberts.


8 de mar. de 2010

Jóias brasileiras nos braços das estrelas

OSCAR 2010
Jóias brasileiras nos braços das estrelas
A grife H Stern do Brasil, iluminou pelo menos duas fulgurantes stars de Hollywood

Fotos: Associated Press/Reuters

Fonte: Vila Mulher

O Brasil não participou cinematograficamente desta edição do Oscar, mas mostrou o seu brilho nos pequenos detalhes. A atriz Kristen Stewart, que deslanchou depois de "Crepúsculo" e "Lua Nova", arrasou no tapete vermelho com uma pulseira de ouro branco e diamantes, da grife H. Stern. Para combinar com o seu vestido preto, tomara-que-caia, ela escolheu uma pulseira de ouro branco e diamantes, no valor de 224 mil dólares, quase R$ 400 mil. E nem chegou a usar brincos ou colares para não ofuscar o brilho da joia.

Quem também escolheu uma pulseira da marca H Stern brasileira foi Mariah Carey. A joia de ouro branco, vista no detalhe, com 452 diamantes de quase 40 quilates, está avaliada em 720 mil dólares - o equivalente a mais de R$ 1,2 milhão.


DIA DA MULHER - A VITORIOSA: Kathryn Bigelow

HOMENAGEM
DIA DA MULHER - A VITORIOSA:Kathryn Bigelow
Kathryn Bigelow, na véspera do dia da Mulher, lavou a alma feminina ganhando o Oscar de melhor diretora, a primeira a receber o prêmio, nesta categoria, competindo com o marido, favorito, com um filme de orçamento, 50 vezes inferior. Foi a glória.

Foto: Reuters

VIU?!: Kathryn Bigelow lança um olhar vitorioso e fulminante sobre o ex-marido James Cameron, *assim que o encontra, após o anúncio de melhor diretor (*legenda alterada por observações da musa do Passira, minha amiga, Ana Maria Cordovil- veja comentário)

Fonte: Parada Lesbica , O Globo, Cinema UOL

Com seis Oscar, "Guerra ao Terror" foi o grande vencedor da festa da Academia de Hollywood neste domingo (7).

Além do prêmio de melhor filme, o trabalho de Kathryn Bigelow, 58 anos, valeu a ela, apenas a quarta cineasta indicada na história da premiação, o primeiro prêmio de direção a uma mulher.

"Avatar", de seu ex-marido, James Cameron, sentado na fila de trás, considerado um dos favoritos, ficou apenas com prêmios técnicos.

E "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino, outro favorito, com apenas uma estatueta, de melhor ator coadjuvante, para o brilhante Christoph Waltz.

“Guerra ao Terror” é um filme alternativo, de baixo orçamento, para os padrões americanos, apenas 11 milhões de dólares, dinheiro frances, pois nenhum produtor americano quis financiar um filme anti-guerra, dirigido por uma mulher.

É a história de David e Golias: desbancou James Cameron, o consagrado diretor oscarisado de Titanic, superando o seu Avatar, um deslumbre de efeitos especiais, a maior bilheteria da história do cinema com um orçamento de mais de 500 milhões de dólares.

Sem dúvidas a bela, Kathryn Bigelow, lavou a alma das mulheres e das ex-mulheres.


23 de fev. de 2009

Festa do Oscar no Carnaval

FESTA DO OSCAR NO CARNAVAL
"Quem Quer Ser Um Milionário?" foi o grande vencedor do Oscar entregue nesse domingo. Os brasileiros, em pleno carnaval, simplesmente, ignoraram a festa 

Foto: Reuters

Conjestionamento de celebridades na chegada ao “the Kodak Theater” antes da cerimônia do 81º Annual Academy Awards - a entrega do Oscar

Fontes: Reuters, The New York Times, Washington Post

Com o Brasil fora, e a premiação acontecendo em pleno domingo de Carnaval, certamente essa foi a menor audiência da Festa do Oscar no Brasil.

"Quem quer ser um milionário?" confirmou o favoritismo na 81a edição do Oscar, levando oito prêmios neste domingo, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor.

Danny Boyle levou a estatueta de Melhor Diretor pela sombria, mas esperançosa, história de um indiano pobre que compete em um programa de perguntas e respostas. Ele agradeceu à família, aos produtores do filme e à cidade de Mumbai, onde "Milionário" foi filmado.

Foto: Monica Almeida/The New York Times

A.R. Rahman interpreta Jai Ho, durante a cerimônica, a vencedora de melhor canção original, do filme "Quem quer ser um milionário?"

O roteirista Simon Beaufoy venceu o prêmio de Roteiro Adaptado. "Milionário" levou ainda os prêmios de Melhor Fotografia, Melhor Mixagem de Som, Edição, Trilha Sonora e Canção. Somente sete outros filmes ganharam oito ou mais prêmios na história do Oscar.

Fotos:Mark Ralston/AFP

Kate Winslet,Sean Penn,Penélope Cruz

Kate Winslet levou o prêmio de Melhor Atriz por "O Leitor", no qual faz o papel de uma ex-guarda de prisão nazista que se envolve com um adolescente. Ela tentou segurar as lágrimas ao receber sua estatueta e lembrou de quando era uma menina de oito anos que sonhava em ganhar o prêmio mais importante do cinema.

Sean Penn conseguiu seu segundo Oscar pelo papel de Harvey Milk, um ativista gay em "Milk -- A Voz da Igualdade".

"Seus comunistas, adoradores de gays", disse Penn à platéia, ao receber seu prêmio. "Eu não esperava isso e queria deixar bem claro que sei quão difícil é gostar de mim", disse Penn.

Penn também fez um dos poucos discursos políticos da noite, pedindo às pessoas que reavaliem suas crenças e apoiem o casamento gay.

Penélope Cruz ganhou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por "Vicky Cristina Barcelona".

Foto: Arquivo do Filme, Mark Ralston/AFP e site do ator

A mãe Sally, o pai Kim e a irmã Kate recebem o Oscar póstumo de ator coadjuvante para Heath Ledger, , por seu papel de Coringa no filme "Batman -- O Cavaleiro das Trevas". Ledger é o segundo ator na história do Oscar a ganhar um prêmio depois de morrer. Ele faleceu aos 28 anos, no ano passado, de overdose acidental de remédios prescritos.

Foto: Monica Almeida/The New York Times

Mas "Milionário" foi mesmo o grande vencedor da noite, conseguindo também prêmios nas categorias Melhor Fotografia, Mixagem de Som, Edição, Trilha Sonora e Melhor Canção.

A única surpresa da noite foi o Melhor Filme em Língua Estrangeira. "Departures", do Japão, levou o prêmio, derrotando o favorito israelense "Valsa com Bashir".

Foto:Gabriel Bouys-AFP/Getty Images

Hugh Jackman o apresetnador do Oscar deste ano cantou e dançou ao lado da cantora Beyoncé. Os dois fizeram uma apresentação durante a cerimônia para homenagear os musicais

COMENTÁRIO: Enquanto o Brasil indicar para o Oscar produções nacionais que querem parecer com filmes americanos, e deixar de lado as obras que falam a linguagem e a realidade brasileira, nós nunca compareceremos a uma festa do Oscar com chances.

Por exemplo, quase todos os filmes de Guel Arraes, desde A Compadecida passando por Caramuru - A invenção do Brasil e até com Lisbela e o Prisioneiro, teriam feito grandes figuras na festa.

Uma panelinha do ministério da cultura escolhe filmes bem comportados e limpinhos que não representam a verdadeira insdustria cinematografica nacional.

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