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6 de abr. de 2014

A fotografa alemã, Anja Niedringhaus, da Associated Press, é morta em ataque terrorista no Afeganistão

AFEGANISTÃO - ALEMANHA
A fotografa alemã, Anja Niedringhaus, da Associated Press, é morta em ataque terrorista no Afeganistão
A jornalista, muito experiente em atuar em áreas de conflito, desde a guerra do Iraque, cobria os preparativos das eleições afegã, acompanhada da jornalista canadense, Kathy Gannon, que saiu ferida no atentado. Um oficial da polícia disparou contra elas, propositalmente, dentro de uma base militar, onde aguardavam para acompanhar um comboio de funcionários do serviço eleitoral.

Foto: Peter Dejong/Associated Press

Anja Niedringhaus, da Associated Press, morta, nesta sexta,
durante a cobertura das eleição no Afeganistão

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Yahoo News, Associated Press, Huffington Post, The Guardian, CTV News, Huffington Post, Deutsche Welle

A fotógrafa alemã, Anja Niedringhaus, de 48 anos, da agência de notícias Associated Press (AP), morta nesta sexta-feira no leste do Afeganistão por um policial, enquanto cobria a preparação do primeiro turno da eleição presidencial, era aclamada internacionalmente, pelo seu trabalho no fotojornalismo, tendo inclusive ganhado prêmio Pulitzer em 2005, o Oscar do jornalismo, por sua cobertura do conflito no Iraque.

Niedringhaus estava acompanhada da colega fotografa canadense Kathy Gannon, 60 anos, que também foi alvejada. Gannon é correspondente da Associated Press no Afeganistão e Paquistão, há quase trinta anos, foi atingida por três disparos que lhe atingiram no ombro e punho. Ela foi atendida em um hospital militar de Cabul, e não corre risco de morte.

Este é o segundo ataque recente contra jornalistas ocidentais no Afeganistão. No dia 11 de março o repórter sueco Nils Horner foi morto a tiros.

Em 20 de março, o jornalista da AFP Sardar Ahmad, sua mulher e dois filhos do casal morreram em um tiroteio no hotel Serena de Cabul, que deixou nove mortos no total.

O ataque desta sexta-feira aconteceu às 10H45 (03H15 no horário de Brasília) na província de Khost, na fronteira com o Paquistão.

Khost é uma província remota e infiltrada pela rebelião talibã. Além disso, fica perto da fronteira com as zonas tribais paquistanesas, verdadeiro reduto de insurgentes.

As duas acompanhavam um comboio de funcionários eleitorais encarregados de entregar cédulas para a votação do sábado. O comboio estava protegido por forças de segurança afegãs. Eles estavam em seu próprio carro com um tradutor e um jornalista freelancer da AP.

O governo afegão informou que o assassino é um "oficial da polícia nacional", que disparou contra as duas jornalistas, quando elas estavam num veículo dentro de uma base das forças de segurança locais.

“O criminoso, pertencente ao contingente que deveria proteger as jornalistas, gritou ‘Allah Akbar’ (Deus é grande) e abriu fogo” com sua AK-47. Em seguida rendeu-se aos outros policiais.

Anja Niedringhaus era uma veterana fotógrafa de guerra. Começou sua carreira aos 16 anos em um jornal local na Alemanha. Estudou literatura, filosofia e jornalismo antes de cobrir a queda do muro de Berlim para agência EPA em 1990.

Em 2002, foi contratada pela AP. Cobriu diversos conflitos, incluindo em Israel, Palestina, Iraque, Afeganistão e Paquistão, além de ter realizado trabalhos na área de esporte.

O ataque desta sexta-feira aconteceu na véspera do primeiro turno da eleição presidencial afegã, que os talibãs prometeram "perturbar" por todos os meios. A votação designará o sucessor de Hamid Karzai, o único presidente que o país conheceu desde a queda dos talibãs em 2001 e que, segundo a Constituição, não pode disputar um terceiro mandato.

O novo presidente terá um grande desafio: a garantia da segurança do país por forças afegãs, pois até o fim do ano será concluída a retirada das tropas da Otan.

"Anja e Kathy juntos passaram anos no Afeganistão cobrindo o conflito e as pessoas de lá. Estamos inconsoláveis com a perda dela", disse o Editor Executivo, da Associated Press, Kathleen Carroll, falando em Nova York.

As fotos de Anja Niedringhaus retratavam uma visão perspicaz, feminina, lírica, suave e crítica, a situação extrema da guerra, ou onde quer que estivesse com sua câmera.

Vejam algumas das fotos que celebrizaram Anja Niedringhaus:

Fotos: Anja Niedringhaus/Associated Press

Esta fotografia de um fuzileiro naval EUA carregando uma mascote da sorte, patrulhando com sua unidade Faluja ganhou um prêmio Pulitzer, de fotojornalismo, como parte de uma série de imagens de combate sangrento no Iraque em 2004


Uma mulher, afegã, segura seu bebê, enquanto aguarda para experimentar uma nova burca, numa loja na cidade velha de Cabul, abril 2013


Soldado americano, caminha sobre seu veículo blindado ao pôr do sol, enquanto se prepara para um exercício militar noite no deserto do Kuwait ao sul da fronteira com o Iraque em dezembro de 2002


Rebeldes líbios celebram ao lado de carros em chamas depois que as forças do líder Muammar Gaddafi foram rechaçadas de volta a Benghazi, março 2011


O para-atleta, Oscar Pistorius da África do Sul compete no atletismo de 400 metros dos homens semifinal no Estádio Olímpico, Londres 2012


Um soldado francês, do contingente da ONU franceses e uma jovem civil, prestam os primeiros socorros a um soldado bósnio, gravemente ferido por um franco atirador, que morreu segundo depois, em 1994


Um militar afegão monitorando o tráfego, a nordeste de Cabul, em um bloqueio na estrada que leva ao aeroporto de Bagram, em 2002. Durante a operação militar Liberdade Duradoura, uma aliança sob a lideração dos EUA, em resposta aos ataques terroristas de 11 de setembro


A polícia de choque, italiana, em Génova enfrenta manifestantes antiglobalização, durante a cúpula dos países da G8, em 2001, durante os protestos em que um jovem foi baleado.


A visita de estudantes afegãs, a uma escola primária internacional, em Omid, depois que o Talibã, que é contrario a frequência de meninas nas escolas, foram rechaçados e enfraquecidos, em 2011.


Na Faixa de Gaza, mulheres palestinas choraram por um parente que está entre as vítimas de um ataque militar por parte do exército israelense, em 2009

21 de mar. de 2014

As miniaturas de nós mesmos em 3D

ALEMANHA - Tecnologia
As miniaturas de nós mesmos, em 3D
Em breve os selfies serão bonecos em 3D, como os que estão sendo produzidos na Alemanha

Foto: Divulgação

Postado por Toinho de Passira
Fontes: OMOTE 3D, hypeness, Estadão, Twinkind, huffington Post

Na Grécia antiga, os cidadãos ricos mandavam esculpir bustos em bronze de si mesmos. Séculos mais tarde, pintores retratistas ganhavam a vida pintando políticos e potentados. Com o advento da fotografia, os cidadãos não se furtavam em posar durante 15 minutos, diante de uma câmera para ter um daguerreotipo de sua imagem. Mais tarde com o advento da máquina fotográfica portátil e agora a digital, quase todo mundo não se cansa de produzir autoimagem, que até ganhou o nome especial de “selfie”.

O mundo está perto de ver popularizada outra possibilidade de culto à imagem, lançada no Japão e aperfeiçoado por dois pesquisadores alemães: a novidade são surpreendentes miniaturas realistas a perfeição, feitas em computador com auxílio de uma impressora 3D, a imagem e semelhança do retratado.

Usando um sistema de captação de imagem, em 360 graus de digitalização e tecnologias de impressão 3-D, a empresa Twinkind, com sede em Hamburgo, na Alemanha, consegue transformar, seus entes queridos, seus animais de estimação, ou você mesmo, em uma pequena e realista escultura. Os bonecos podem ter de 15 a 25 centímetros. Conforme o tamanho, os preços variam de R$ 735,00 a R$ 4,2 mil.

Há quem ache o resultado perturbador, pela captura das expressões faciais, da textura do cabelo e a das dobras das roupas.

A empresa Twinkind foi fundada pelos pesquisadores alemães, Kristina Neurohr e Timo Schaedel, que encontrou inspiração em uma loja em Tóquio chamado Omote que produzia os bonecos a partir de scanner feito numa cabine, semelhante aquelas de fotos instantâneas no passado.

A partir daí a dupla trabalhou duro para descobrir uma técnica de reprodução o mais realista possível, após uma rápida digitalização do cliente.

Depois de muita experimentação o sistema foi aperfeiçoado e eles conseguiram um equipamento que fotografa numa fração de segundo, todos os detalhes do modelo, numa imagem colhida em 360 graus.

Como únicas restrições a um resultado satisfatório, a empresa sugere que sejam evitado vestimentas de alguns materiais, como a seda, tule e chiffon, capazes de causar distorções. Os óculos devem ser retirados, para melhor captura das expressões faciais. Depois eles são reintroduzidos digitalmente.

A julgar pelas fotos, os resultados são espantosos. Logo, logo, todos nós teremos o nosso twinkind, isso quando o preço baixar.

4 de mar. de 2014

Carnaval alemão satiriza líderes mundiais

ALEMANHA - Carnaval
Carnaval alemão satiriza líderes mundiais
A tradicional festa de carnaval de Dusseldorf, na Alemanha, conhecida por seus bonecos de papel marchê, debocha e ridiculariza líderes mundiais, nesta ano, entre os "homenageados" estão presidente russo, Vladimir Putin, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente Frances Françoise Hollande e até o Papa Francisco

Foto: Roland Weihrauch/DPA

O sorridente e sádico presidente americano, Barack Obama, enquanto dá boas-vindas, aciona a chave de uma cadeira elétrica onde está sentado o espião da CIA, Edward Snowden, que denunciou ao mundo que os americanos espionavam, inclusive as ligações telefônicas de líderes mundiais.

Foto Ina Fassbender / Reuters:

O presidente russo, Vladimir Putin, exibe no bíceps a explosiva Criméia com o estopim acesso.

Foto: Roland Weihrauch/DPA

O presidente russo, Vladimir Putin, também é retratado dado um beijo de língua, no patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo I (Vladimir Mikhailovich Gundyayev) numa alusão aos posicionamentos homofóbico dos dois líderes, perseguindo os movimentos gays.

Foto: Roland Weihrauch/DPA

Uma farta e matriarcal, apremier alemã, Angela Merkel segura pela mão, o mirrado presidente francês, François Hollande. Uma representação das condições políticas e econômicas entre as duas nações.



Foto: Roland Weihrauch / DPA

Nem o papa Francisco escapou: na alegoria o bispo alemão Franz-Peter Tebartz-van Elst, conhecido como "bispo do luxo", tenta exorcizar com uma cruz cravejada de pedras preciosas, o Papa. O bispo alemão foi destituído, por Francisco, ano passado, por gastos excessivos na construção de sua sede episcopal. Os gastos da obra chegaram a 31 milhões de euros. O banheiro particular, do bispo, custou 15 mil euros, sem falar de uma sala de jantar de 63 metros quadrados de quase 3 milhões de euros.

Postado por Toinho de Passira

8 de nov. de 2013

A quem pertence as valiosas obras de artes, roubadas pelos nazistas e encontradas agora na Alemanha?

ALEMANHA
A quem pertence as valiosas obras de artes, roubadas pelos nazistas e encontradas agora na Alemanha?
Alemanha se prepara para batalha judicial sobre a propriedade das obras de artes roubadas durante o regime nazista. A coleção de cerca de 1.400 quadros, encontrados num apartamento, podem valer um bilhão de dólares

Foto: Associated Press

De Max Liebermann, a tela "Dois cavaleiros na praia" avaliada em 15 milhões de dólares

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Opera Mundi, Wall Street Journal, The Daily Mail, BBC Brasil, Focus

Após a surpresa provocada pelo anúncio da recuperação de cerca de 1.400 obras de arte que teriam sido roubadas ou confiscadas pelo regime nazista, a Justiça alemã começa a se deparar com o problema que deve ser a devolução dessas obras aos herdeiros legítimos. Nesta quarta-feira (06/11), o Departamento de Estado dos EUA pediu à Alemanha que conduza o processo de devolução das obras com “transparência”, de acordo com o Wall Street Journal.

O pedido veio após consultas feitas com especialistas em direito de propriedade, advertindo que as leis alemãs nesse setor são muito rígidas e podem dificultar uma eventual restituição. Há mesmo a possibilidade de elas serem devolvidas a Cornelius Gurlitt, proprietário do apartamento onde elas foram encontradas, que atualmente se encontra desaparecido.

O acervo encontrado está avaliado em cerca de US$ 1,35 bilhão (R$ 3 bilhões) e, após o levantamento, constatou-se que muitas das obras eram até então desconhecidas. O caso foi revelado no último domingo (03/11) pela revista Focus, mas já estava sendo investigado pela polícia desde 2011. Entre o material se encontram trabalhos de Pablo Picasso, Henri Matisse, Phillippe-Auguste Renoir, entre outros, incluindo uma série de pintores judeus. Todos os quadros eram considerados "subversivos" à época do nazismo e, portanto, proibidos.

Agora que foram recuperadas, essas obras deverão provocar uma verdadeira corrida aos tribunais em grande escala por pessoas que aleguem ser os herdeiros de direito desses trabalhos. Artistas como o cubista espanhol Picasso chegam a ter seus quadros avaliados em 220 milhões de reais. Matisse atingiu quase metade do preço.

Foto: Associated Press

Os historiadores de arte estão empolgados com a descoberta dessa desconhecida pintura de Matisse, retratando uma jovem mulher

O CASO

O espólio foi encontrado, no início de 2011, no apartamento do octogenário Cornelius Gurlitt.

Cornelius herdou as obras do pai, Hildebrand Gurlitt, um colecionador de arte inicialmente ameaçado pelos nazis por ter uma avó judia, mas que, mais tarde, se tornou indispensável ao regime por seus conhecimentos artísticos. Chegou a ser encarregado por Joseph Goebbels, ministro da propaganda, de vender exemplares “de arte degenerada” expostos em museus alemães, para outros países.

A maioria dessas foi obtidas pelos nazistas através de saques e roubos nas casas de famílias de judias. Houve casos até de subornos propostos por oficiais nazistas para que negociadores de arte judeus (que controlavam a maior parte do comércio de arte na época) conseguissem transporte de maneira segura para escapar dos massacres, em geral para destinos como Reino Unido.

Já Cornelius mantinha os trabalhos guardados em um apartamento sombrio e sujo, e sobrevivia com a venda ocasional de quadros. Ele foi flagrado viajando em um trem da Suíça à Alemanha com uma quantia de € 9.000 em espécie em 2011 (quando o limite permitido é de € 1.000). Como nunca trabalhou nem tinha declarado fonte de renda, a polícia fez uma busca em seu apartamento e, por acaso, descobriu os quadros.

Segundo a revista Focus, Hildebrandt teria dito ao final da guerra que o acervo foi destruído nos bombardeios das tropas aliadas contra a cidade alemã de Dresden, em 1945.

Já o jornal alemão Süddeutsche afirmou que ele teve suas obras confiscadas pelos Aliados em 1945 e, após uma série de inquéritos, as teve devolvidas em 1950.

Foto: Associated Press

Outra pintura de Henry Matisse, "Mulher Sentada" - uma das obras desconhecidas, deve valer mais 100 milhões de dólares

ARTE DEGENERADA

Todas essas obras, no entanto, têm uma característica em comum: eram classificadas pelo regime nazista como “arte degenerada”, termo utilizado para caracterizar de forma pejorativa o modernismo, cubismo e surrealismo. Elas eram banidas e proibidas por não seguirem conceitos da natureza germânica, além de terem uma natureza “judaica-bolchevique”.

Foto: Stefan M. Prager?Daily Mail

Apartamento de Cornelius Gurlitt, onde cerca de 1.500 obras de arte foram encontradas

Muitos dos autores cujas obras foram encontradas, como Marc Chagall, Max Beckmann, Paul Klee, ou Max Liebermann, eram judeus e tiveram alguns de seus trabalhos expostos na famigerada exposição “Entartete Kunst” (ou “arte degenerada”, em alemão), em Munique, cujo real objetivo era ridicularizar as obras, em uma tentativa da propaganda nazista de mostrar “a perversão do espírito judaico na Alemanha”, insuflando ainda mais a opinião pública contra os judeus.

Foto: Wikimedia Commons

Goebbels visita a exibição "Arte Degenerada" em Munique

Outros artistas degenerados que tiveram suas obras recuperadas foram Pablo Picasso, Henri Matisse, Otto Dix, Pierre-Auguste Renoir, entre outros.

Foto:

Cena alegórica, pintura de Marc Chagall, valor estimado de R$ 15 milhões, nunca tinha sido vista pelo mundo da arte, antes de emergir da coleção de Gurlitt

BOM ESTADO

Na terça-feira (05), a Procuradoria-Geral de Augsburg, na Baviera, condeu uma conferência de imprensa onde reconheceu ainda não saber o paradeiro de Cornelius Gurlitt. “Não temos informações sobre onde ele se encontra”, disse o procurador Reinhard Nemetz. Também não explicaram porque demoraram quase dois anos para anunciar o achado. As obras estão estocadas em local não revelado.

“Quando estamos perante estas obras de arte que, durante muito tempo, foram dadas como desaparecidas ou destruídas, sentimos uma alegria incrível. Estão todas em relativo bom estado. Algumas estão sujas, mas não estão danificadas”, disse a historiadora de arte Meike Hoffmann, que participou da entrevista.

Foto:AFP/Getty Images

Reprodução de uma pintura do pintor italiano Canaletto, que poderia valer R$ 10 milhões

4 de nov. de 2013

Edward Snodwen, o ex-espião americano, que revelou escutas dos EUA pode receber asilo na Alemanha

ALEMANHA - Espionagem
Edward Snodwen, o ex-espião americano, que revelou escutas dos EUA, pode receber asilo na Alemanha
A mais importante revista alemã Der Spiegel, ao mesmo tempo que publica um manifesto do espião, apoia e cita personalidades que querem ver o americano asilado em território alemão

Foto: Rossiya 24/Reuters

O ex-técnico da CIA Edward Snowden, flagrado por um canal de TV Russo, durante passeio em Moscou

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Der Spiegel, Veja, The Guardian,

Edward Snowden, de 30 anos, ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), publicou na revista alemã Der Spiegel, deste fim de semana, manifesto em que justifica vazamentos da inteligência americana.

Ao mesmo tempo em que a revista associa-se a um número crescente de de figuras públicas, jornalistas, atores, políticos e atletas que estão pedindo e defendendo que seja oferecido ao espião americano Edward Snowden asilo na Alemanha. No debate além de políticos da oposição, como o líder do Partido de Esquerda Gregor Gysi, Snowden recebe também o apoio de uma fonte improvável: o ex-secretário-geral da CDU (partido de Angela Merkel), Heiner Geissler que lamenta a deterioração da relação EUA-Alemanha, mas argumenta que "Snowden fez o mundo ocidental um grande serviço Cabe agora a nós para ajudá-lo." Na mesma linha políticos social-democratas exigem o asilo ", Snowden é um herói, não um traidor", disse Axel Schaefer, vice-presidente do grupo parlamentar do SPD.

"Asilo para Snowden", diz a revista na capa.
O escritor e intelectual público Hans Magnus Enzensberger argumenta em sua contribuição, que "o sonho americano está se transformando em um pesadelo", e sugere que a Noruega seria melhor posicionada para oferecer Snowden refúgio, dado o seu historial de oferecer asilo político a Leon Trotsky em 1935. Ele lamenta o fato de que na Grã-Bretanha ", que tornou-se uma colônia dos EUA", Snowden seja considerado um traidor.

Outras figuras públicas na lista incluem o ator Daniel Brühl, o romancista Daniel Kehlmann, o empresário Dirk Rossmann, a ativista feminista Alice Schwarzer e o presidente da Liga de futebol alemão, Reinhard Rauball.

No manifesto publicado na Der Spiegel Edward Snowden, justificou os vazamentos que fez sobre métodos e alvos do serviço secreto como um "chamado por maior controle" sobre as agências de espionagem.

O texto recebeu o título de Um Manifesto pela Verdade e nele Snowden, afirma que o debate sobre inteligência iniciado em vários países é benéfico. A revista afirma que recebeu o arquivo por meio de um canal criprografado.

"Em vez de causar danos, a informação que trouxe a público é útil, e isso está claro agora, porque reformas e leis estão sendo sugeridas", escreveu ele. "Os cidadãos têm o direito de lutar contra a supressão de informações que lhe são essenciais. Aqueles que falam a verdade não estão cometendo nenhum crime."

Na semana passada, foi levantada a possibilidade de Snowden depor a promotores alemães na investigação dos indícios de que a chanceler Angela Merkel foi espionada pelos Estados Unidos.

Snowden poderia responder às perguntas por escrito ou falar com os promotores alemães na Rússia, onde se encontra desde julho, já que não pode deixar o país sob risco de perder o estatuto de refugiado.

Numa carta aberta à Alemanha na semana passada, Snowden disse que contava com o apoio internacional para interromper a "perseguição" de Washington contra ele.

Admiradores têm Snowden como um herói dos direitos humanos. Outros dizem que ele é um traidor por roubar informações da NSA, onde trabalhava e se comprometeu a guardar segredo as informações a que teria acesso.

14 de set. de 2013

O dedão do meio da mão, do principal adversário de Angela Merkel, pode definir a eleição alemã

ALEMANHA – Eleições 2013
O dedão do meio da mão, do principal adversário
de Angela Merkel, pode definir a eleição alemã
O rival de Angela Merkel, o social democrata Peer Steinbrück, até esta sexta-feira, ameaçava de perto a liderança da atual chanceler, nas eleições do próximo dia 22, mas de repente um gesto, publicado numa revista de grande circulação pode ter mudado a história e facilitado a vida candidata do União Democrata-Cristã (CDU)


Edição de sexta-feira do "Süddeutsche Zeitung Magazin" , com a polêmica foto de Steinbrück, o candidato a chanceler, exibindo o dedão, que pode mudar a história da eleição

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Liberátion, Publico, Spiegel, Süddeutsche Zeitung Magazin, G1, Deutsche Well, Die Welt, Euronews

No próximo dia 22, os alemães vão eleger a composição do Bundestag, o parlamento nacional. Os eleitores terão de escolher um representante do seu domicílio eleitoral e votar num dos partidos, o que for o mais votado, elegerá o novo Chanceler. Com esses dois votos, os alemães decidirão que tipo de Governo que vai tomar conta da Alemanha nos próximos 4 anos. Um governo que, ao que tudo o indica, será uma vez mais condicionado, após a eleição, a coligações entre o mais votado e partidos menores, que reunidos lhe proporcione a maioria parlamentar necessária.

Será que União Democrática Cristã, de Merkel, irá garantir um terceiro mandato ou os sinos de mudança vão soar no Bundestag?

A campanha eleitoral foi dominada pela crise europeia, pelo nível mínimo dos salários no país, pela política trabalhista, pela guerra na Síria e possíveis intervenções e pelo escândalo internacional de espionagem da NSA, a agência de segurança dos Estados Unidos.

Mais todas essas grandes questões, de repente podem ter ficado para trás, por causa de um dedo.

Se um gesto pode decidir uma eleição, ainda não se sabe, diz a manchete do jornal conservador conservador Die Welt em seu site. Mas ele tem, sim, capacidade de agitar uma campanha até então marcada pelo marasmo, e de dar-lhe novo viço, a nove dias da ida às urnas.

Nesta sexta-feira (13/09), o principal adversário da chanceler federal Angela Merkel nas eleições legislativas, Peer Steinbrück, do Partido Social Democrata (SPD), causou alvoroço ao aparecer com o dedo médio em riste na capa da revista de um dos jornais de maior tiragem do país, o Süddeutsche Zeitung.

A foto é parte de uma seção da revista em que o entrevistado responde apenas com gestos. O dedo erguido foi a resposta do candidato à pergunta sobre se ele se importava com a série de apelidos que havia ganhando ao longo da campanha, como "Peerlusconi" ou "Peer-Problema".

POLÊMICAS EM SÉRIE

Por si só polêmica, a foto ganhou ainda mais relevância num país onde o gesto é pouco tolerado. Em 1994, o então astro do futebol Stefan Effenberg foi cortado da Copa do Mundo dos Estados Unidos por exibir o dedo médio aos torcedores. Quem faz o mesmo no trânsito pode pagar multa de até 4 mil euros.

"Foi um risco calculado, ou só mais um, talvez decisivo, erro às vésperas das eleições?", questiona o jornal conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Foto: Deutsche Well

Na entrevista, o candidato a chanceler respondia às perguntas através de gestos

O próprio Steinbrück autorizou a publicação da foto, apesar das insistentes advertências de seus assessores. O que ele não sabia, porém, é que ela estaria estampada na capa da revista. A decisão pode custar caro a um candidato que muitos acusam de não possuir o autocontrole necessário para ser chefe de governo. Sua campanha foi até aqui marcada por uma série de gafes.

Desde finais do ano passado, o social-democrata causou polêmica, por exemplo, ao dizer que só consumia vinhos de mais de cinco euros e por reclamar que o salário de chanceler federal na Alemanha, de 220 mil euros anuais, era baixo demais. Também incomodou muitos ao atribuir a popularidade de Merkel a um "bônus feminino".

A polêmica desencadeada nesta sexta-feira não demorou a ser politizada por seus adversários. Philipp Rösler, chefe do Partido Liberal Democrático (FDP) e provável parceiro de Merkel numa coalizão de governo, considerou o gesto "inadmissível" para um candidato ao governo. O ministro da Saúde Daniel Bahr, correligionário de Rösler, manifestou-se de forma parecida: "Isso não pode ser o estilo de um chanceler federal".

"Qualquer um que faça tal coisa antes de uma eleição realmente não quer vencer", disse, por sua vez, o deputado Wolfgang Bosbach, do partido de Merkel, a União Democrata Cristã (CDU).

Foto: Sean Gallup / Getty Images

Cartaz de campanha mostra só as mãos de Merkel, em seu gesto típico durante discursos. O chamado diamante de Merkel

ÚLTIMAS PESQUISAS

A revista Der Spiegel fez uma enquete online sobre o tema. Dos cerca de 20 mil que responderam, quase a metade achou que Steinbrück demonstrou coragem. Outros 36% consideraram que o gesto impróprio a alguém que almeja à Chancelaria Federal.

Em rápidas declarações paralelas a um comício em Munique, Steinbrück disse que o gesto não passava de "atuação teatral". "Espero que os alemães tenham senso de humor para entender essa expressão facial e esse sinal relacionado à pergunta da revista", tentou contemporizar.

O dedo médio em riste de Steinbrück ilustra também as diferenças entre ele e Merkel, cujo hábito de falar com as duas mãos juntas na altura da cintura virou uma marca. E, juntamente com as últimas pesquisas de opinião, ajudou a movimentar a campanha.

A mais recente sondagem publicada pelo canal público ZDF aponta uma vantagem cada vez mais precária para a coalizão de Merkel. Segundo a pesquisa, a CDU obteria 40%, o que, somado aos 6% do FDP, seriam suficientes para a formação de um governo, porém por margem apertada.

A sondagem atribui ao SPD de Steinbrück 26%, que se somariam aos 11% dos verdes, com quem a aliança é certa. A Esquerda receberia 8% e, aliando-se ao bloco, poderia garantir um total de 45% dos votos. Mas o próprio líder dos social-democratas já deixou claro que não quer na coalizão os esquerdistas, em grande parte dissidentes de seu partido.

Especula-se que se o SPD conseguir mobilizar os eleitores que ficaram em casa nas últimas eleições, Merkel poderá ver-se obrigada a dirigir de novo uma grande coligação direita-esquerda, como fez no seu primeiro mandato, de 2005 a 2009.

Por outro lado, ainda é cedo para se saber o tamanho do prejuízo que o dedo de Peer Steinbrück, pode ter lhe causado.

Foto: AFP

Caminhão leva a imagem da chanceler candidata pelas estradas alemãs

19 de jul. de 2013

ALEMANHA – Eleição 2013
Angela Merkel fazendo do limão a limonada
Mulher mais poderosa do mundo, chanceler alemã tem souvenir em sua homenagem na campanha eleitoral do seu partido

Foto: Ralph Orlowski/Getty Images

Espremedor com a cabeça de Angela Merkel: souvenir da União Democrata Cristã

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Yahoo

A chanceler alemã Angela Merkel, apontada pela revista Forbes como a mulher mais poderosa do mundo, virou espremedor de limão.

Um souvernir criado pela União Democrata Cristã (CDU) transformou o cabelo de Merkel em instrumento para fazer limonada. O brinde foi feito para ser distribuído entre eleitores na atual campanha eleitoral na Alemanha, embora também esteja sendo vendido em lojas de souvernir e na internet.

As eleições ocorrem em setembro, em um momento em que a economia da Alemanha começa a ganhar mais força, segundo os últimos indicadores. A economia cresceu em ritmo mais forte no segundo trimestre deste ano, e confirmou a trajetória de recuperação iniciada no primeiro trimestre.

O governo de Angela Merkel aposta que o sentimento positivo entre empresas e consumidores deve acelerar o processo de recuperação. A fraqueza da economia da zona do euro continua afetando as exportações alemãs, e o esperado impulso de crescimento de economias emergentes da Ásia e da América do Sul ainda não se mostra consistente.

A mais recente pesquisa de opinião aponta que a coalizão de centro-direita da chanceler alemã ainda não tem votos para garantir maioria no Parlamento.

Merkel está na chefia do governo alemão desde 2005.

11 de jul. de 2013

Segundo o espião Edward Snowden, a Alemanha sabia da espionagem americana na Europa

EUROPA - Espionagem
Segundo o espião Edward Snowden, a Alemanha
sabia da espionagem americana na Europa
Snowden revela que Alemanha sabia dos programas de espionagem dos EUA - Analista norte-americano afirmou que a Agência de espionagem americana (NSA) agia "em conluio" com alemães

Foto: Associated Press/NBC

CÚMPLICES - Merkel sabia que Obama ouvia

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Pravda, Der Spiegel, Le Monde, Opera Mundi

Os serviços de inteligência alemães sabiam dos programas de espionagem em massa dos EUA, mas não informavam seus detalhes às autoridades, segundo o ex-consultor da CIA Edward Snowden, responsável por vazar dados de programas de espionagem secretos da NSA (Agência de Segurança Nacional norte-americana) à imprensa.

Em entrevista publicada neste domingo (07/07) pela revista alemã Der Spiegel, realizada antes de Snowden se tornar um fugitivo, o norte-americano diz que "eles [a NSA] têm um conluio com os alemães, assim como com a maioria dos países ocidentais".

"Outras agências não nos perguntavam onde conseguimos as informações e nós também não perguntamos a elas. Desse jeito elas podem proteger seus políticos mais importantes da repercussão caso se esclareça o quanto as privacidades das pessoas são abusadas pelo mundo", afirmou Snowden.

Essas novas informações aparentemente desmentem a indignação do governo alemão quanto à espionagem da NSA. A chanceler Angela Merkel e outras altas figuras políticas da Alemanha classificaram essa prática "entre sócios e amigos" como "inaceitável", uma vez que "a Guerra Fria acabou".

A revelação de Der Spiegel vem depois de o jornal francês Le Monde, também usando documentos vazados por Snowden, afirmar que a França tinha um grande sistema de espionagem, "o segundo maior da Europa, atrás apenas dos britânicos".

Antes disso, documentos foram expostos descrevendo programas de espionagem da Inglaterra, que, supostamente, usam mecanismos muito parecidos com os da NSA e também têm grande poder de interceptação.

Edward Snowden, ao que se sabe, ainda encontra-se na zona de trânsito do aeroporto de Moscou, onde chegou no dia 23 de junho, enquanto resolve sua situação de asilo, possivelmente em algum país latino americano.

Essas novas informações que vão surgindo demonstra que os protestos da maioria dos países europeus não passa de encenação. Explica a aplicação de Portugal, Franças, Espanha e Itália em proibir a passagem do avião do presidente da Bolívia Evo Morales, no seu espaço aéreo, quando se supunha que o americano procurado estives a bordo.

24 de jun. de 2013

A arrogante “democracia” de Vladimir Putin

RUSSIA - EUA – Opinião
A arrogante “democracia” de Vladimir Putin
Uma dezena de manifestantes que participaram de um protesto contra Putin, em Moscou, realizado em maio de 2012, estão sendo julgados por incitar a violência que, segundo a maioria dos observadores, foi iniciada pelas forças de segurança do governo. Alexei Navalny, um popular blogueiro político que deseja se candidatar para concorrer à presidência da Rússia, está sendo julgado por acusações forjadas, para impedi-lo de concorrer ao cargo.

Foto: Kevin Lamarque / Reuters

CONSTRANGIMENTO - Barack Obama e Vladimir Putin, recentemente, num encontro durante a conferencia do G-8, na Irlanda do Norte.

Postado por Toinho de Passira
Reportagem: Denis Corboy, William Courtney e Michael Haltzel, para The New York Times
Fontes: The New York Times, UOL

Os líderes ocidentais têm silenciado quase que totalmente enquanto o presidente russo Vladimir Putin lança uma campanha de táticas típicas de Estados policiais contra os russos que fazem oposição abertamente a ele. No entanto, ao enfatizar as práticas que priorizam os direitos humanos, o Ocidente poderia inspirar os russos que buscam obter mais liberdade sem colocar em risco a maior parte dos objetivos comuns que mantém com a Rússia.

A Rússia não é a versão revivida da União Soviética totalitária. Mas as medidas que Putin adotou após as grandes manifestações de oposição a seu governo começaram a acontecer, no final de 2011, sugerem uma arrogância típica do antigo poder totalitário soviético. Na defensiva, Putin está tentando a todo custo fortalecer sua base política ao mobilizar nacionalistas e xenófobos.

Grupos independentes, como o Golos, que monitora as eleições, e o Memorial, que promove os direitos humanos e a divulgação da história de forma honesta e verdadeira, podem ser fechados em breve pois se recusam a se registrar como "agentes estrangeiros", um termo que, em russo, descreve os espiões.

Nas últimas semanas, o grande mestre de xadrez Garry Kasparov, além de Pavel Durov, fundador da maior empresa de mídia social da Rússia, e de Sergei Guriev, que já dirigiu a principal escola de economia da Rússia, optaram por permanecer no exterior devido ao medo de serem presos por motivos políticos.

Uma dezena de manifestantes que participaram de um protesto contra Putin, realizado em maio de 2012, estão sendo julgados por incitar a violência que, segundo a maioria dos observadores, foi iniciada pelas forças de segurança do governo.

Alexei Navalny, um popular blogueiro político que deseja se candidatar para concorrer à presidência da Rússia, está sendo julgado por acusações forjadas. A condenação de Navalny --que é muito provável-- o tornaria inelegível para concorrer ao cargo

Foto: Aleksandr Utkin/RIA Novosti

Debochar de Putin, na Rússia. é um comportamento de alto risco

Jornalistas que criticam as autoridades russas foram espancados. Outros russos foram presos por acusações inventadas, uma tática criada para intimidar a classe média urbana, que se mostra cada dia mais alienada. A rede de TV estatal alimenta os espectadores com uma rígida dieta de propaganda anti-EUA, superior e incomum até mesmo nos tempos soviéticos.

Apesar do rápido declínio das liberdades pessoais, a maioria dos líderes ocidentais se abstem de fazer críticas mais duras. É possível que eles temam que esse tipo de atitude possa prejudicar a consecução de outros objetivos importantes, mas isso é improvável.

A maior parte dos laços ocidentais com a Rússia são laços de natureza comercial, e eles seriam pouco afetados. A Rússia vende energia para a Europa, os Estados Unidos reembolsam a Rússia por pelos lançamentos espaciais realizados a partir da estação espacial internacional, e os aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pagam para ter acesso, via território russo, a suas forças instaladas no Afeganistão e para poderem apoiá-las.

A Rússia precisa da tecnologia ocidental para desenvolver seus depósitos energéticos no Ártico e lucra com a ampliação das redes de transporte terrestre entre a Europa e a China.

Para que não reste nenhuma dúvida: a cooperação com a Rússia em algumas áreas é incerta, mas por motivos alheios às políticas ocidentais relacionadas aos direitos humanos. Moscou resiste a pressionar o regime de Assad em Damasco, e provavelmente vê a realização de uma possível conferência internacional sobre a Síria como uma forma de ganhar tempo enquanto continua armando o regime sírio.

As negociações sobre um novo acordo de armas nucleares entre russos e norte-americanos, apregoadas pelo presidente Barack Obama na quarta-feira passada em Berlim, na Alemanha, podem naufragar porque o Kremlin pretende proteger sua enorme vantagem relacionada às armas nucleares não estratégicas e contesta os planos relacionados aos mísseis de defesa dos Estados Unidos.

A Rússia quer que as normas para a concessão de vistos por parte dos países ocidentais a cidadãos russos sejam relaxadas, mas a criminalidade e problemas registrados com viajantes que ficam no exterior com vistos expirados minam essas perspectivas.

Foto: Jeremy Nicholl

A polícia de choque russa é uma das mais violentas do mundo

Na década de 1990, o Ocidente perdeu o apoio popular na Rússia após aconselhar a privatização de propriedades estatais e, em seguida, não ter criticado a corrupção que grassou durante a implementação dessas mesmas privatizações. O Ocidente não deve repetir os mesmos erros agora ao não defender aqueles que têm enfrentado a intensificação da repressão na Rússia.

Os líderes ocidentais poderiam começar pedindo explicações ao Kremlin sobre as atuais violações de direitos praticadas pelo governo russo. Em julho de 2009, na Nova Escola Econômica de Guriev, em Moscou, Obama ressaltou o valor das liberdades de expressão e de associação. Desde então, ele tem sido cauteloso em criticar os abusos observados na Rússia e, infelizmente, manteve-se em silêncio publicamente em relação a esses abusos após sua reunião com Putin na segunda-feira passada, na Irlanda do Norte.

Foto: CTZ

A alemã, Angela Merkel é uma das poucas que reprova publicamente
a política de direitos humanos de Putin

A chanceler Angela Merkel, da Alemanha, tem sido mais direta em relação à situação na Rússia. Em novembro passado, diante de Putin, ela reprovou a condenação das jovens do Pussy Riot, que protestaram pacificamente em uma catedral de Moscou. E, em abril passado, Merkel disse que as organizações independentes da Rússia mereciam uma "boa oportunidade" de atuar.

Os líderes ocidentais devem perceber que a campanha de Putin para limitar as liberdades individuais irá, cada vez mais, restringir o espaço político na Rússia para a cooperação com o Ocidente.

De maneira menos conspícua, os países ocidentais também poderiam fazer mais: eles deveriam, por exemplo, oferecer mais espaço para que grupos independentes apresentassem provas sobre os abusos cometidos na Rússia.

Da mesma maneira, essas nações poderiam fornecer mais treinamentos e capacitações --fora da Rússia-- aos líderes das organizações sitiadas pelo governo russo. E, com certeza, até mesmo os pais mais céticos em relação às influências ocidentais querem que seus filhos obtenham uma educação mais globalizada dentro da própria Rússia ou no exterior --coisa que o Ocidente pode facilitar.

Já passou da hora de os líderes ocidentais promoverem um reequilíbrio de suas políticas relacionadas à Rússia e colocarem os direitos humanos e as liberdades políticas de volta na pauta de negociações.

Essa busca não deve ser uma cruzada. Pelo contrário, ela deve se tornar uma parte mais integral da política ocidental. Esse tipo de postura também enviaria uma mensagem de boas vindas para os agressores e as vítimas de outros países.


4 de jun. de 2013

Idioma alemão aposentou sua maior palavra

ALEMANHA
Idioma alemão aposentou sua maior palavra
Uma lei da união europeia fez cair em desuso a palavra inventada em 1990.

Foto:

A palavra

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Spiegel, BBC UK

"Rindfleischetikettierungsueberwachungsaufgabenuebertragungsgesetz", que significa "lei que delega monitoramento de rotulação de carne", foi introduzida em 1999 no Estado de Mecklenburg-Oeste Pomerania.

Palavra refere-se ao controle de qualidade da carne bovina.

A palavra perdeu razão para ser usada após mudanças na regulamentação de testes em gado de corte.

Na Alemanha é notório o uso de palavras compostas (sem hifens ou espaços), frequentemente para descrever termos da área científica ou do meio jurídico.

A palavra de 64 caracteres foi criada para ser usada no contexto dos esforços para combater a chamada "doença da vaca louca" ou BSE (do acrônimo inglês bovine spongiform encephalopathy).

Mas depois que a UE pediu o fim dos testes em gado saudável nos abatedouros europeus, a palavra caiu em desuso.

A imprensa alemã busca agora outras candidatos a palavra mais longa do idioma.

Entre as concorrentes, está "Donaudampfschifffahrtsgesellschaftskapitaenswitwe", (49 letras) que significa "viúva de um capitão da companhia Donau de navios a vapor".

Entretanto, especialistas dizem que palavras tão longas como estas são raramente utilizadas e dificilmente entrarão no dicionário alemão.

"Kraftfahrzeughaftpflichtversicherung", (36 letras) que significa "seguro obrigatório de automóvel" é a mais longa palavra que já foi incorporada no dicionário alemão, até agora.

25 de abr. de 2013

Provável final alemã na Liga dos Campeões da Europa

ALEMANHA – ESPANHA – Futebol
Provável final alemã na Liga dos Campeões, da Europa
Não seria surpresa se a final fosse espanhola, Barcelona X Real Madrid, mas dois jogos na terça e quarta desta semana, mudaram o curso da história: O Borussia Dortmund e Bayern de Munique estão com tudo para serem os finalistas históricos da Liga dos Campeões da Europa

Foto: Bild

Lewandowski comemora quarto gol contra Real

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Deutsche Welle, Stern, El Pais, Mundo Esportivo

A imprensa esportiva alemã amanheceu em estado de graça, com a perspectiva inédita de dois times, do país, Borussia Dortmund e Bayern de Munique, disputarem a primeira final alemã da história da Liga dos Campeões da Europa.

Nesta quarta-feira, o Dortmund venceu o Real Madrid de Cristiano Ronaldo por 4 a 1 colocando um pé na final do torneio, repetindo o que fizera na véspera o Bayern de Munique, que aplicara 4 a 0 no Barcelona de Lionel Messi.

"A final alemã está muito perto", titula o tabloide Bild. "Potência espanhola humilhada", assinala o Süddeutsche Zeitung. "Uma noite histórica de um time único", diz, por sua vez, o jornal Die Welt. O Frankfurter Allgemeine Zeitung sai em tom parecido: "O Dortmund quase repetiu o que o Bayern fez, e a semifinal se tornou um espetáculo de Lewandowski".

"Estamos satisfeitos, mas demos apenas um passo. Em Madri também temos que fazer uma boa partida", disse Lewandowski ao fim do jogo.

Em termos parecidos, o zagueiro Mats Hummels qualificou o rendimento do Dortmund como acima da média, mas também destacou a importância de levar a sério a partida em Madri, na próxima terça-feira.

"Torcida e time tiveram um rendimento excepcional. A final está bem próxima, mas temos que saber o que nos espera em Madri", afirmou Hummels.

Foto: Pierre Philippe-Marcou/AFP

Leonel Messi, desaparecido no jogo

REAL NO ABISMO

A imprensa espanhola, por outro lado, foi ainda mais dura com o Real Madrid do que fora na véspera com o Barcelona. O diário esportivo Marca, por exeplo, dedica 14 páginas à partida e dramatiza: "na noite mais escura", o Real "se lançou ao abismo" com uma "atuação lamentável". O Mundo Deportivo fala em "banho do Dortmund", na véspera, falara de “Pesadelo” e “Catástrofe do Barça em Munique” .

Apesar de admitirem que têm tarefa difícil pela frente, os jogadores e o técnico José Mourinho, do Real Madrid, por outro lado, deixaram claro que, para eles, nada está perdido.

“O resultado é reversível." afirmou Mourinho

Foto: Bild

Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, a bola não chegava nele.

O goleiro Diego López disse que o Real Madrid terá uma "oportunidade histórica" de, diante de sua torcida, reverter o placar. Como gols marcados fora de casa são critério de desempate na Liga dos Campeões, uma vitória por 3 a 0 daria a classificação ao time espanhol.

"Todo o time tem que estar com a cabeça na terça-feira. Passar à final seria milagroso. O estádio vai nos empurrar, temos fé que passaremos", disse o goleiro.

Tá difícil!


Capas da publicação Mundo Esportivo, da Espanha, O banho de Lewandowski, sobre o Real Madrid e o e o pesadelo do Barcelona, diante do Bayern de Munique.

9 de abr. de 2013

Ativistas do 'Femen', de topless, protestam contra Putin na Feira de Hannover

ALEMANHA - RÚSSIA
Ativistas do 'Femen', de topless,protestam
contra Putin na Feira de Hannover
Manifestantes com seios a mostra tumultuaram nesta segunda-feira (8) a visita do presidente russo Vladimir Putin ao Salão da Indústria de Hanover, Alemanha, que ele inaugurou ao lado da chanceler alemã Angela Merke.

Foto: Jochen Lübke/DPA/AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, parece gostar do que viu, diante da aproximação da manifestante do Femen ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Portal Angola, Stern, G1, The Sun, Euronews, Uol, The Tlegraph

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a chanceler alemã Angela Merkel estavam no estande da montadora alemã Volkswagen, nesta segunda-feira, na Feira Industrial de Hannover (Alemanha), quando quatro ativistas do Femen, grupo feminista de origem ucraniana que costuma fazer manifestações com os seios à mostra, invadiram o local aos gritos de "Foda-se ditador!". Foi uma ação rápida, mas logo contida pela segurança, apesar de uma das manifestantes ter chegado muito próxima dos chefes de estado.

A visita de Putin a Hannover gerou expectativa por causa das operações contra as ONGs em seu país após a promulgação de uma lei no ano passado que obriga as que recebem financiamento do exterior a se registarem como "agentes estrangeiros". A medida atingiu várias ONGs internacionais, incluindo fundações políticas alemãs.

Manifestantes de organizações pró-direitos humanos e do partido Verde se concentraram para protestar pela posição de Moscou em relação às ONGs no pavilhão onde Putin e Merkel inauguraram a feira, na noite de domingo (7).

Na ocasião, em pronunciamento, a chanceler alemã pediu a Putin e a Rússia uma "oportunidade às organizações não governamentais e às múltiplas associações das quais sabemos, aqui na Alemanha, que são um motor para a inovação".

A Feira Industrial de Hannover, da qual a Rússia é o país convidado nesta edição, ficará até o próximo dia 12 e conta com 6.500 expositores de 62 países para apresentar suas últimas novidades sob o lema "Indústria integrada" e abordar a troca de dados entre diferentes máquinas, fábricas e componentes.

Fotos: Jochen Lübke/DPA/AFP








Quanto a incidente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, aparentemente bem humorado disse que "gostou" do protesto de mulheres seminuas contra ele.

"Sobre a performance delas, eu gostei", brincou Putin ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, durante uma coletiva de imprensa. "Eu não entendi o que elas estavam gritando, nem vi se eram loiras, morenas ou ruivas", disse.

O grupo de mulheres protestava contra Putin devido à prisão das integrantes da banda de punk Pussy Riot.

De acordo com o jornal "Telegraph", Putin criticou a atuação dos seguranças: "Esses caras caíram em cima das moças. Não pareceu certo para mim, eles poderiam ter sido mais gentis".

"Se alguém quer debater questões políticas, então é melhor fazê-lo com roupas, e não ficando nu. Deveriam tirar a roupa em outros lugares, como em praias nudistas", disse Putin finalizando.