5 de mai. de 2009

MST quer apossar-se das terras dos índios da Raposa

MST quer apossar-se das terras dos índios da Raposa
A notícia da associação do Movimento dos Sem Terra com o Conselho Indígena de Roraima, na Raposa Serra do Sol, demonstra que os pesadelos prenunciados serão maiores e chegaram mais rápidos do que os mais pessimistas poderiam imaginar

Fotomontagem de Toinho de Passira sobre foto de

Esse mistura de Indio com MST não vai prestar para ninguém, só para eles, os guerrilheiros invasores, companheiros de Lula

Fonte: Folha de São Paulo

Integrantes do Movimento dos Sem Terra estão oferecendo “assistência técnica agrícola” aos índios da Reserva Raposa Serra do Sol, dizem que estão querendo só ajudar, e não querem nada em troca, ninguém acredita nesse papo de guarda noturno para cima de babá donzela.

Com se sabe a Policia Federal está realizando a retirada de todos não índios da Reserva Raposa Serra do Sol, para cumprir os atos da criação da maior reserva indígena do mundo, que tem 1,7 milhões de hectares de terra, que serão exclusivas de apenas 20 mil silvícolas,como não houve ressistencia dos arrozeiros, a operação vai acabar em 15 dias.

Neste instant, segundo a folha de São Paulo, O CIR (Conselho Indígena de Roraima) afirmou que foi procurado por representantes dos sem-terra no final do ano passado, logo após a primeira fase do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal), que confirmou a demarcação contínua da reserva e determinou a saída dos não índios.

Segundo Dionito de Souza (foto) e Djacir Melquior, do CIR, os sem-terra propõem dar assistência técnica “gratuita” para desenvolver o plantio de arroz orgânico -sem uso de agrotóxicos e sementes transgênicas.

Informam também que no mês passado, dois técnicos do MST do Rio Grande do Sul foram até a Raposa, onde avaliaram as condições para desenvolver esse tipo de cultura.

Também deram uma espécie de palestra para alunos de uma escola técnica indígena, dentro da reserva, e se ofereceram para doar sementes de arroz.

O próximo passo do acordo, cuja data ainda não foi marcada, deve ser a visita de uma comissão de índios a assentamentos. Se as sementes forem doadas, um técnico irá até Roraima para assessorar sua utilização.

Os líderes do CIR disseram que a relação com os sem-terra não será política e que o único objetivo é ajudá-los a desenvolver economicamente a reserva.

"Nunca nos deixamos levar por ninguém", afirmou Souza.

"Não estamos dando terra", disse Melquior.

Os sem terra não querem, por enquanto as terras dos índios, querem ensinar na escola indianista, as idéias de sublevação social que ministram nas escolas rurais dos assentamentos que já foi denunciado no próprio Rio Grande do Sul.

Os índios que lideram o Conselho Indígena, não são ingênuos, mas não atacam a chuteira do nível de sacanagem dos MST que depois de instalado, vai destituir os líderes atuais, e colocar outros índios, que estejam a eles ligados.

Fotomontagem Toinho de Passira

Os falsos caciques Macuxins , João Pedro Stedile e José Rainha estão preparando um bote contra os indios da Raposa Serra do Sol

Vai aparecer nos próximos dias, não duvidem, o Movimento dos Índios da Raposa Sem Terra, invadindo áreas do território da Raposa Serra do Sol, orientados pelo MST e apoiado por organismos internacionais, inclusive por governos simpáticos como o do Sr Hugo Chávez da Venezuela e do índio Evo Morales da Bolívia.

O governador do Estado de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), disse na semana passada que a região se transformará em um "zoológico humano" enquanto Paulo César Quartiero, principal líder dos fazendeiros, que estavam instalados na área, os índios voltarão à "Idade da Pedra".

O ministério Público federal diz que vai processar o governador, pois dizer essa história de zoológico é falta de respeito para com os índios.

Vamos ver se o ministério público vai ter fôlego para impedir que os não índios do MST invadam a reserva, pois os guerrilheiros de Stedile e Zé Rainha estão cheios de planos, tais como plantar coca para produzir pó branco, pois arroz natureba não vai dar certo no pobre solo da amazônia, vão entrar no ramo do garimpo, do contrabando de animais silvestre, ampliar o negocio das ONGs laranjas e ajudar os companheiros da FARC que estão por baixo.

O governador errou quando disse que a Raposa Serra do Sol ia virar um zoológico, aquilo lá vai virar um inferno.


4 de mai. de 2009

Não se pode mais andar nu nos Alpes suíços

Não se pode mais andar nu nos Alpes suíços
Se você for flagrado desobedecendo a nova lei, é multado em 200 francos suiços, algo em torno de R$ 400, pagos na hora, pois se supõe que mesmo nu, o nudista tenha o dinheiro guardado em algum lugar (?)

Foto: Spencer Tunick

A sessão de fotos na geleira de Aletsch, realizada pelo fotografo americano Spencer Tunick, foi encomendada pelo Greenpeace como parte de uma campanha de conscientização sobre o aquecimento global.

Fontes: BBC, Times Union, The New York Times, Terra, Coisas da Suiça

O pessoal que faz caminhada nu pelos alpes suiços e pelos cantões nos arredores , enfrentam temperaturas sempre abaixo de 10° que pode desacambar num fim de tarde, para algo abaixo de 0° sem nenhum aviso, isso no verão. A primeira pergunta cientifica que nos ocorre é da dimessão que pode ficar a genitália masculina exposta, nessa temperatura?

Não deixa de ser um ato de coragem sair pelas montanhas geladas, mochila nas costas, sem roupas, curtindo a natureza, como também é uma grande imbecilidade.

Foto: Stephen-Gough/Getty Images

Do dia para a noite o cantão de Appenzell-Innerrhoden se viu invadido por pessoas nuas de mochilas nas costas que transitavam pelas ruas em direção as montanhas ou no seu retorno. Afirma-se que um grupo de naturistas alemães divulgou na internete que o local era o “paraíso do nauturismo” e até o jornal americano The New York Times fez uma matéria sobre o assunto, falando das rotas dos naturista pela região.

Em Fevereiro, o Conselho Cantonal já tinha começado a aplicar multas de 200 francos suíços a quem fosse apanhado a passear nu pelas montanhas, confirmada no fim do mês passado.

Na verdade essa história tem outra nuance interessante, mais que a proibição de se andar nú numa montannha gelada: é que a aprovação por plebicito, pelos moradores da região, dessas lei provisóriamente imposta pelo conselho, é feita de forma muito original, ou melhor, muito antiga.

Foto: Ennio Leanza / AP

O plebicito tem o formato dos que eram feitos na origem da democracia na Grécia antiga, com os cidadões convocados a praça central da cidade, aprovando ou desaprovando, por aclamação, as leis propostas. O que eles denominam de Landsgemeinde, que seria numa tradução local, decisão das comunidades rurais, uma tradição que tem mais de 600 anos.

Foto: Ennio Leanza / AP

Na assembleia popular, como se pode ver nas fotos, a população levanta uma cédula e a contagem é feita na hora, com um juiz proclamando, em seguida, o resultado final, que passa a ser lei, ou deixa de sê-lo.

Então, por decisão do povo da cantão de Appenzell-Innerrhoden, desde o domingo, 26 de abril, quem for pego pelas autoridades caminhando na cidade, nos vilarejos e mesmo nas trilhas da montanha, sem as roupas, vai pagar uma multa de 200 francos (400 reais) e será obrigado a se vestir imediatamente. Não adianta entrar com um pedido de liminar, lá quando o povo decide está decidido.

Portanto,não esqueça de levar roupas quando for caminhar nos alpes suiços perto de Appenzell-Innerrhoden.

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A nada sútil diferença entre Lula e Obama

A nada sútil diferença entre Lula e Obama

Fotos: AP e Reuters

Os jornalista Josias de Souza e Miriam Leitão, nos seus blogs comentam das relações dos presidentes Lula e Obama, com a imprensa.

Basta o título da matéria de Miriam,que fala da entrevista de Obama nos seus 100 primeiros dias de governo, para dizer tudo : Sutis Diferenças.

Josias fala só do presidente Lula, antes avesso a entrevistas, nos tempos do mensalão, hoje não pode ver um microfone apontado na sua direção. Nós batizamos a matéria de Josias de “Jogando conversa fora...” onde o assunto principal é a crise das passagens aérea no congresso, coisa que já criticou, já disse que não tinha nada a dizer, agora está dizendo que é normal.

Vejam as duas matérias abaixo, valem a pena.

Sutis diferenças
Mirian Leitão

Foto: Getty Images

Presidente Obama numa coletiva de imprensa, nos 100 dias de mandato, na sala de conferência da Casa Branca

Fontes: Blog Miriam Leitão

Barack Obama chegou pontualmente para a sua terceira entrevista coletiva em 100 dias. Falou inicialmente por três minutos, e deu a principal mensagem: ele não está satisfeito com o seu desempenho. Não se atrasou, aceitou o confronto direto com os jornalistas, não falou demais, não se deitou em autoelogios, encerrou a entrevista precisamente uma hora depois. Com quem ele não se parece?

Quando falou da oposição, o fez com respeito republicano. Lembrou que os americanos votaram pela mudança, mas que os republicanos, quando se opõem ao seu governo, “estão fazendo o que acham que está certo”.

Era sonho dourado do presidente Barack Obama fazer um governo bipartidário. Isso fracassou logo no começo, quando o plano de recuperação da economia não teve um único voto da minoria. Mesmo assim, ele não culpa a oposição quando fala do assunto.

Obama poderia fazer uma longa lista de feitos e de promessas cumpridas neste começo de governo. Dizer que anunciou o fechamento de Guantánamo, que terminou o início da retirada do Iraque, baniu a tortura, retomou as pesquisas com células-tronco, acabou com a censura aos cientistas nos estudos sobre mudança climática, incluiu a questão ambiental nos programas de estímulo econômico, mudou a atitude diplomática americana. Enfim, a lista das promessas cumpridas já é vasta. Mas Obama passou rapidamente por algumas questões, entre elas o susto do momento com a gripe suína, e abriu o espaço para perguntas diretas, ele próprio chamando cada jornalista.

Não há, lá, aquele aparato em que um locutor solene chama o jornalista, sem espaço para réplica, em raríssimas entrevistas. Lá elas são corriqueiras e fazem parte do trabalho de prestação de contas à sociedade através dos jornalistas.

Quando o repórter do Wall Street Journal perguntou, com ironia, o que ele pretende fazer como representante do acionista de empresas dos setores automobilístico e bancário — numa referência às intervenções do Estado na economia — Obama respondeu que pretende sair fora o mais rapidamente possível do negócio automobilístico e do financeiro, porque a interferência do Estado se justifica apenas na emergência da crise. Disse que não está ali para administrar empresas automobilísticas e bancos. Não deixou espaço para ambiguidades, não fez loas ao Estado como o condutor da economia, mas puxou orelha do setor privado, quando disse que se os japoneses podem construir carros baratos, híbridos, bem desenhados e fáceis de manejar, os americanos também deveriam ser capazes disso. Lembrou, ainda, que o contribuinte que pôs dinheiro nestas empresas, em momento de risco, tem que poder cobrar e ser informado do que se passa nelas.

Foto: Getty Images

Saiu-se bem num importante embate entre os jornalistas sobre a tortura a suspeitos de terrorismo. Um deles quis saber se o os “métodos duros” de interrogar prisioneiros não teriam salvado vidas e aumentado a segurança dos Estados Unidos. Ele foi enfático e direto. Fará tudo o que for necessário para aumentar a segurança dos Estados Unidos, mas não acha que a tortura — ele não usou eufemismos — seja um caminho para isso. Citou Churchill em plena Segunda Guerra, diante do terrível inimigo nazista, determinando que não fossem torturados os prisioneiros de guerra. Quiseram pôr o presidente na saia justa de criticar o governo passado por fazê-lo, e ele repetiu: “não vamos torturar”, independentemente da base legal que por acaso tenha havido. Diante de outra pergunta, do Time Magazine, disse que vai mudar a lei de segredos de estado, que os trâmites legais para isso estão sendo feitos.

O New York Times quis saber o que o tinha surpreendido na presidência e Obama disse que foi o número de problemas que encontrou. Contou que, no começo da campanha, pensava num número de assuntos críticos, como guerra do Iraque, crise econômica e reforma do sistema de saúde, mas encontrou um número muito maior de assuntos críticos. Agora, enfrenta mais uma emergência: a gripe suína.

Pouco falou do que é o seu mais fraco desempenho: a crise econômica. Mas não o fez porque foi pouco perguntado sobre o assunto e este era seu óbvio ponto fraco. Os bancos terão mais aportes de capital do contribuinte e, exceto o ritual dos testes de estresse, não há nada muito diferente em relação à antiga administração. Os acionistas, controladores e administradores continuam sendo mais ou menos os mesmos. O Proer brasileiro impôs perdas aos controlares e gestores dos bancos falidos.

O repórter da Black Entertainment Television fez uma pergunta dando um tom grave à crise econômica e seus efeitos na população, especialmente na comunidade negra, e perguntou o que ele faria a respeito. Obama, na resposta, incluiu os latinos, admitiu que são comunidades que sofrem mais o impacto da crise e falou dos resultados que espera do seu plano de estímulo econômico.

Em todas as outras questões, seja o arsenal militar do Paquistão, aborto, reforma da lei de imigração (pergunta da Telemundo), Obama respondia diretamente. Não usava a pergunta como trampolim para discursos de campanha ou autolouvação. Que diferença!


Jogando conversa fora
Josias de Souza

Foto: Getty Images

Lula levando um "lero" com jornalistas no meio da rua, em frente a seção eleitoral onde votou para prefeito em São Bernardo do Campo

Fontes: Blog do Josias

No primeiro mandato, só de raro em raro Lula falava com os repórteres.

Reeleito, prometera amiudar as entrevistas. Cumpriu o compromisso.

Agora, fala mais do que o homem da cobra, como se diz.

Dispensou a pompa das grandes coletivas.Prefere a informalidade da entrevista picada.
São raras as aparições em que não diga meia dúzia de palavras.

Tornou-se íntimo dos gravadores, afeiçoou-se aos microfones. A tal ponto que já começa a jogar conversa fora.

Lula porta-se sob os holofotes como se estivesse numa mesa de bar.

Dias atrás, na saída de um velório, no Recife, veio com uma conversa mole. Pôs-se a desancar o aparato de fiscalização do Estado. Disse que a vigilância, por excessiva, atrapalha o andamento das obras.

Nesta quinta (30), repetiu o lero-lero, dessa vez no Rio. Afirmou que, submetido à sanha fiscalizatória, JK não teria feito Brasília.

Pois bem, neste 1º de Maio, Lula resolveu posicionar-se sobre a “farra aérea”.

Disse que há “hipocrisia” na forma como a imprensa aborda o tema. Chegou mesmo a sugerir a criação do "dia nacional da hipocrisia".

Foto: Agência Brasil

Saiu em defesa dos congressistas que se lambuzaram na cota de passagens. Admitiu que, na sua época de deputado, também cedeu bilhetes a terceiros.

"Eu, muitas vezes, convoquei dirigentes da CUT e de outras centrais para se reunirem, com passagens no meu gabinete".

“Sempre foi assim.

Não vejo onde está o tamanho do crime em levar a mulher ou o sindicalista para Brasília".

Na véspera, dissera algo semelhante: "Eu não sei porque vocês vendem como novidade o que acontece na Câmara...”

Qual é a novidade que vocês descobriram? Que um deputado utiliza passagem? Isso é utilizado desde que o Congresso é Congresso, gente".

Acha certo que parentes e amigos viagem nas asas da Viúva? "Não acho correto, mas não acho crime dar passagem para outra pessoa... ”

O problema do Brasil não é esse ...  Esse não é o mal do Brasil. Se o mal do Brasil fosse esse, o país não teria mal".

O “sempre foi assim”, imprudência verbal dos parlamentares que Lula incorporou ao seu discurso, serve de defesa aos malfeitores.

A expressão remete ao axioma segundo o qual os políticos são todos iguais.

“Farinha do mesmo saco”, na linguagem das ruas.

O raciocínio é irmão gêmeo do “todos os partidos fazem”, invocado por Lula quando o ex-PT foi pilhado no maravilhoso mundo do caixa dois.

"A imprensa está dando dimensão demais para uma coisa que pode ser corrigida pela Mesa”, disse Lula sobre a estripulia das passagens aéreas.

“Isso já está na imprensa há mais ou menos um mês. Temos coisas importantes para discutir e aprovar no Congresso Nacional".

Esquece-se de um detalhe: foi o desgaste do noticiário longevo que empurrou as Mesas da Câmara e do Senado para a mudança de procedimentos.

Do contrário, o país conviviria com um perpétuo “sempre foi assim”.

A construção da democracia supõe saber distinguir diferenças.

O Brasil não construirá a sua enquanto não deixar de acreditar que é tudo a mesma coisa.

O Lula de ontem enxergava no Legislativo um magote de “300 picaretas”. O Lula de hoje serve-se da picaretagem.

Joga a sorte do seu governo num modelo de Congresso em que fluem as trocas de favores, os privilégios, os empregos e as verbas.

Sempre foi assim, bolas.

Todo governo faz, caramba.

Se não deseja contribuir para eliminar o inaceitável, Lula talvez devesse calar.

Abordado pelos repórteres, pode recorrer ao que os ingleses chamam de “small talk”.

É a conversa fora de todos os dias.

“Chove, não? Faz um belo dia de Sol, não acha?
Corre o risco de ser apontado como vítima de paralisia mental.

Livra-se, porém, da pecha de tolo. Ou, pior: cúmplice de malfeitores.

Com alguma sorte, pode colher um elogio do Romário: “Calado, o Lula é um poeta”.





3 de mai. de 2009

Charge - Humberto



HUMBERTO - Jornal do Comércio (PE)


Gripe suína incomoda menos que novela mexicana

Gripe suína incomoda menos que novela mexicana

Foto: Reuters

Não são astronautas são inspetores chineses do serviço de vigilância sanitária prontos para inspecionar um avião da Aero México, que acabará de pousar no aeroporto Internacional de Xangai, no dia 30 de abril. Tolerância zero com a gripe suína.

Fontes: Terra, BBC Brasil, O Globo, Telegraph

Recebi emails perguntando se não ia falar da gripe suína, ou da gripe H1N1 influenza A que é como a organização mundial de saúde a está chamando agora, vamos começar a falar.

Acontece que somos da mesma opinião que as autoridades sanitárias brasileiras, nós não acreditamos, nem temos medo da gripe mexicana.

Muito mais perigosa que a tal gripe são as novelas que o SBT importa do México.

Sem querer plagiar o nosso presidente e já plagiando, quando se vê os números da tal gripezinha, não dá para assustar, desde que começou o alarme, há pouco menos de duas semanas, foram registradas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), (dados deste sábado), que 16 países contabilizam 658 pessoas infectadas com o vírus da gripe suína. No México, país foco da doença, foram confirmados 397 casos da doença no país, com 16 mortes. O segundo país com mais infectados, os Estados Unidos, já conta com 160 registros do H1N1. Um bebê de origem mexicana morreu no Texas na semana passada.

No Brasil, o número de casos suspeitos subiu para 14.

Quando falamos em suspeitos no Brasil, falamos no caso, em suspeitos de infecção da gripe, não o pessoal do congresso.

Foto: Reuters

Quer saber onde quero chegar debochando da pandemia? Nós temos números mais preocupantes, e que nunca foram levados tão a sério, no ano passado, por exemplo, no começo de abril foram registrados num só dia, 1.595 casos de dengue, em 24 horas. Até abril, não temos os números totais, o numero de casos só no Rio de Janeiro, foram de 50 mil ocorrências da doença, com 80 mortos. E esses são números parciais.

Foto: Getty Images

Duas freiras com máscaras cirúrgicas no aeroporto internacional da Cidade do México, em 27 de abril de 2009

Claro que a gripe H1N1 influenza A é perigosa, se o paciente não receba tratamento adequado em 48 horas, é quase certa a incidência de uma pneumonia. Os pulmões ficam severamente comprometidos e causa uma insuficiência respiratória grave.

Mas o medo inicial, de que o ser humano não tinha defesas naturais para o novo vírus foram dissipadas, mais isso não reduziu o pânico já disseminado pela mídia, incentivada pelos governos desinformados, laboratórios farmacêuticos ambiciosos e os cartéis de drogas do México (que estavam sofrendo um combate direto do governo, e estão, graças à gripe, tendo uma folga para se reorganizar e atuar, pois o governo atualmente só quer combater o Influenza A, nome que bem poderia ser dada a operação da máfia italiana).

Foto:Getty Images

Medo no mundo todo: aeromoças da Lan Air usam máscaras na chegada ao Aeroporto Internacional Arturo Merino em Santiago do Chile, em 28 de abril.

Na quarta-feira, a Organização Mundial de Saúde elevou para 5 – numa escala de 1 a 6 – seu grau de alerta de que a onda de gripe suína pode se converter em pandemia, ou seja, uma epidemia que se dissemina por todo o planeta. Mas isso não quer dizer muita coisa, pois muitas doenças, inclusive a gripe comum costuma estar presente em todo o planeta.

Não há o menor motivo para o pânico que se instalou, nas populações de todo mundo acreditando que iam se repetir os resultados da pior epidemia do século XX, a gripe espanhola, que matou 50 milhões de pessoas nos cinco continentes.

Assim que correu a notícia da disseminação da gripe suína, muitos governos, instituíram a fiscalização nos portos e aeroportos, identificando passageiros suspeitos de contaminação pela doença. Vários aeroportos na Ásia contam com aparelhos como o scanner termal, (foto) que permite detectar um dos primeiros sintomas da gripe – a febre.

Foto: Reuters

Uma família de mexicanos oriunda do México chega ao aeroporto de São Paulo, com máscaras cirúrgicas, não foram abordados por nenhuma autoridade brasileira, 27/abr/2009.

Aqui no Brasil o ministro da saúde, José Gomes Temporão, disse que era inevitável a doença chegar ao país, mas que estava montando uma rígida fiscalização em portos e aeroportos, o que evidentemente não está acontecendo.

Anne Schuchat, sub-diretora interina do Centro para Controle e Prevenção de Doenças, do governo americano, (foto) disse que apesar da preocupação provocada pelo aparecimento do surto de gripe suína, a maioria dos casos registrados até agora têm apenas provocado enfermidades "leves e limitadas". Adiantou também que cerca de 36 mil pessoas morrem por gripe comum nos Estados Unidos, portanto os números atuais da gripe suína não podem nem devem alarmar.

Na verdade os infectados que detectaram a doença com antecedência estão sendo tratados, com sucesso, com remédios antivirais comuns.

No México, a maior parte das vítimas fatais apresentava sintomas de pneumonia – sinal de que a gripe estava em estágio avançado. Ainda assim, apenas oito morreram.

Na quinta-feira, autoridades da área de saúde dos países da União Européia concluíram que não há motivo para pânico por causa da gripe suína. Isso porque, mesmo que ela se torne pandêmica e se espalhe pelo mundo, dificilmente provocará uma quantidade elevada de vítimas fatais.

A primeira vítima oficial da gripe suína foi o menino Edgar Hernández, de 5 anos, (foto) morador de La Gloria, pequena cidade do estado mexicano de Veracruz. Hernández que virou celebridade conseguiu recuperar-se, mas outras duas crianças da cidade – que fica a 10 quilômetros de uma fazenda de porcos – não tiveram a mesma sorte.

Foto: Reuters

Profissionais de saúde da Malásia, com vestimentas de proteção, aguardam um vôo de Los Angeles em no aeroporto internacional de Kuala Lumpur - 27/abr/2009.

O pânico mexicano

Foto: Getty Images

SOM DO VIRUS: O Mariach sempre foi um dos símbolos do México, tocando assim com uma máscara cirúrgica é o símbolo do México em pânico.

A Revista Veja comenta também que a ameaça de pandemia, anunciada pela imprensa e convertida em pânico e desinformação pela internet, levou os mexicanos a exigir de seu governo soluções e garantia de ordem pública. A resposta oficial serviu mais para alimentar o medo do que para colocar alguma ordem no caótico sistema de saúde do México.

Em apenas uma semana, as informações e providências desbaratadas paralisaram a Cidade do México e deflagraram uma paranóia coletiva.

Foto: Getty Images

SEM TORCEDORES: Estádio do Cruz Azul, na cidade do México, onde acontece uma partida do campeonato de futebol mexicano, neste sábado, a portas fechadas, entre o Cruz Azul x Indios de Juarezs. Javier Saavedra, dos Indios, marcou o único gol aos 43’2⁰

Para evitar concentrações, que favorecem a disseminação do vírus, o governo proibiu o funcionamento de bares, restaurantes, cinema e teatros. Os jogos de futebol do campeonato mexicano são agora realizados a portas fechadas, sem torcida.

Ninguém mais se cumprimenta com beijos ou apertos de mão. Cartões de visita não são mais trocados, apenas mostrados.

Apertar um botão de elevador ou abrir a janela do carro são motivos de preocupação, já que o vírus pode estar em qualquer superfície. A forma de contágio mais comum é passar a mão em um local onde esteja o vírus e, em seguida, coçar a boca, o nariz ou os olhos

Foto: Getty Images

VIRUS DO AMOR: Beijo com máscara de proteção, no centro histórico da cidade do México, a máscara virou uma espécie de camisinha contra a gripe.

Foto: AFP

HUMOR NO PÂNICO: As mascara cirúrgica começaram a ser decoradas, mas o medo continua, até o ursinho de pelúcia está protegido

A máscara cirúrgica tornou-se um acessório indispensável para sair à rua. Ela oferece uma proteção mais simbólica que efetiva. O microscópico vírus passa livremente pela trama do tecido das máscaras.

Calcula-se que a paralisação de parte da economia do país esteja causando um prejuízo diário de 55 milhões de dólares apenas na capital.

Foto: Reuters

PREJUÍZO TURISMO: Praias desertas e cadeiras abandonadas diante de um dos luxuosos hotéis de Cancun, dia 01/mai/2009

O México é o único país latino-americano a figurar na lista dos dez principais destinos turísticos do mundo, com 21 milhões de visitantes estrangeiros por ano, quatro vezes o que recebe o Brasil. O turismo sozinho representa 8% da economia.

Segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional divulgado há duas semanas, o México é o país da América Latina mais afetado pela crise financeira, com uma queda de 3,7% do PIB neste ano.

Com a gripe suína, economistas mexicanos estimam que a queda do PIB possa chegar a 4,8%. Só haverá solução à vista quando as medidas profiláticas adotadas contra a doença derem resultado – e o pânico se dissipar.

Depois disso os laboratórios estarão mais ricos, os cartéis mexicanos mais preparados para enfrentar o governo e a gente esperando a dengue chegar.

Foto: Reuters

QUARENTENA: O hotel onde um homem infectado se hospedou em Hong Kong foi interditado por sete dias e todos os seus hóspedes e funcionários receberam o antiviral Tamiflu, um dos dois medicamentos recomendados pela OMS para tratar a gripe suína.

Foto: AP

PORCOS SACRIFICADOS: No Egito, as autoridades iniciariam neste sábado o sacrifício de 300 mil porcos como medida de precaução, apesar de os especialistas afirmarem que não há risco de infecção pela ingestão de carne de porco e que não há indicações científicas de que o sacrifício de porcos possa conter a doença. Os criadores tentaram impedir a chegada das autoridades sanitárias com protestos e exigindo indenizações.



2 de mai. de 2009

O câncer de Dilma no palanque

O câncer de Dilma no palanque
O governo tenta transformar um assunto grave e delicado, a doença da ministra Dilma Rousseff, em trunfo para a campanha presidencial do próximo ano

Foto: Ricardo Stuckert/PR

"A única coisa, Dilma, que eu te peço é que você olhe com atenção na cara desse povo. Esse povo não perde a esperança nunca. Se você não rezava toda noite, agora trate de começar a rezar porque esse povo vai precisar muito de você daqui pra frente. E você vai ter que fazer muita coisa por esse povo."

Luiz Inácio Lula da Silva,
presidente da República, durante visita a obra do PAC, em Manaus

Fontes: Revista Veja , texto de Otávio Cabral e com reportagem de Sandra Brasil

Desde que anunciou o diagnóstico de linfoma, um câncer no sistema linfático, a ministra Dilma Rousseff não teve o direito que assiste a toda pessoa que se descobre paciente de uma doença grave: o recolhimento e o silêncio. Nada disso.

Mal se soube da doença e ela passou a ser vista sob o único e exclusivo ângulo do animal político. O câncer é bom ou ruim para sua candidatura à sucessão de Lula? A doença fragiliza ou humaniza a candidata, tida como dama de ferro? As pesquisas vão apontar se o anúncio da doença foi positivo?

Foram essas algumas das questões que fizeram submergir as mais comezinhas considerações humanas com a pessoa Dilma Rousseff.

Compreende-se até certo ponto. O presidente vem trabalhando para conferir musculatura eleitoral a Dilma, que, aos 61 anos, nunca enfrentou as urnas. A assessora desconhecida deixou o ostracismo e se converteu em candidata viável. Há um ano, a "mãe do PAC" registrava 3% em uma pesquisa de intenção de voto do Datafolha.

Hoje, está a 30 pontos do primeiro colocado, o governador paulista José Serra, do PSDB, mas já alcança 11%. O tratamento do linfoma, no entanto, pode reduzir a exposição pública de Dilma e congelar as articulações em torno de sua candidatura. Diante dessa ameaça, o governo partiu para uma exploração despudorada do câncer da ministra, a fim de manter o nome de Dilma na ribalta.

A senha para o aproveitamento eleitoral da doença foi dada por Lula em um comício em Manaus, ao lado da ministra, realizado apenas dois dias depois da entrevista coletiva em que se anunciou a enfermidade.

Disse o presidente: "Se você não rezava toda noite, agora trate de começar a rezar, porque esse povo vai precisar muito de você daqui pra frente".

Seus subordinados seguiram em – aparente – ordem-unida. Com ainda menos sutileza, deixaram claro que gostariam de ver o câncer convertido em lucro nas urnas. "Pode fortalecer a identidade da ministra no projeto que se confunde com a superação das dificuldades do próprio país", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad.

"Tenho a impressão de que deve ter impactado muito favoravelmente na opinião pública do país", afirmou Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência e notório por ter comemorado com gestos de "top top" um laudo – que, para ele, teria efeito positivo para o governo perante a opinião pública – do acidente aéreo que matou 199 pessoas em São Paulo em 2007.

"Tenho a impressão de que deve ter impactado muito favoravelmente na opinião pública do país."

Marco Aurélio Garcia,
assessor especial da Presidência da República

Celso Junior . Na versão oficial, Lula só soube da doença na véspera da entrevista coletiva. Mas, de acordo com um ministro muito próximo do presidente, o problema de saúde de Dilma lhe chegou aos ouvidos cerca de um mês antes .

O silêncio sobre o caso foi mantido até o dia 24, quando Dilma, Lula e Franklin ficaram a sós depois de uma reunião da coordenação de governo. Não havia mais como manter a notícia – agora com diagnóstico fechado da doença – em segredo. Pela primeira vez, discutiram-se abertamente as "vantagens" e as "desvantagens" de tratar o assunto abertamente.

Diante da insistência de repórteres em perguntar os motivos da presença da ministra no Hospital Sírio-Libanês, o presidente passou a considerar inevitável uma posição oficial sobre o tema. Para ele, a disseminação de boatos sobre a saúde da ministra poderia atrapalhar sua recuperação, sua atuação no governo e minar sua candidatura.

Franklin foi contra até o fim, argumentando que seria melhor contornar o assunto, tratando-o como algo de interesse privativo da ministra. Lula convenceu Dilma a dar a entrevista do dia 25. Como forma de evitar especulações sobre suas condições e a possível exploração negativa por parte da oposição, ficou resolvido que a exposição pública da candidata seria intensificada.

"Pode fortalecer a identidade da ministra no projeto que se confunde com a superação das dificuldades do próprio país."

Fernando Haddad,
ministro da Educação

Elza Fiúza/ABR Foi assim que a doença de Dilma deixou as coxias do gabinete presidencial e subiu ao palanque. Na segunda-feira passada, Lula levou a ministra para uma agenda de mais de dez horas de compromissos políticos com jeito de comício em Manaus.

Do alto do palanque, reforçou que Dilma é sua candidata e, num gesto humano, pediu para que rezassem por ela. Tudo previamente pensado. Se colocasse em dúvida a candidatura de Dilma, Lula abriria espaço para uma guerra fratricida no PT e nos partidos aliados.

"Os petistas com ambições adormecidas voltariam a sonhar em ser presidente. Muita gente que não aceita a candidatura da ministra viu sua doença como uma janela de oportunidade", avalia um dirigente do PT. Além de neutralizar as tentações petistas, Lula acredita que Dilma pode se fortalecer politicamente com a doença.

A estratégia é arriscada. Especialistas em campanha eleitoral ouvidos por VEJA afirmam que o eleitor é pragmático e leva em consideração o risco de votar em alguém com problemas de saúde mesmo admirando sua perseverança na luta contra a doença.

"O cidadão se identifica com quem desce do patamar superior para mostrar humanidade. Ao mesmo tempo, tende a usar o voto como um escudo para o futuro. Por mais simpatia que tenha pelo candidato, deixa de votar nele se percebe que sua saúde pode comprometer o governo", diz o cientista político Gaudêncio Torquato, da Universidade de São Paulo.

Para aferir a reação do eleitorado ao problema de Dilma, o marqueteiro de Lula, João Santana, começou uma pesquisa qualitativa. O objetivo é saber se a imagem da ministra guerreira é mais forte do que o fantasma da candidata em tratamento de câncer.

O Ibope também vai a campo para conferir a viabilidade eleitoral de Dilma e de outros cinco petistas. "A minha avaliação é que qualquer nome que aparecer como candidato do PT com o apoio de Lula ficará na faixa dos 15%. Dilma pode ter um pouco mais", aposta Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope.

"Dilma é guerreira e lutadora. Em seis meses essa doença será passado e ela sairá fortalecida, mais humanizada e preparada para ser presidente. O brasileiro é sentimental, todos vão torcer por ela."

Gim Argello,
líder do PTB no Senado

A estratégia de blindar Dilma não está impedindo o ataque especulativo petista. Oficialmente, o partido divulgará uma resolução para reafirmar o apoio à candidatura de Dilma.

"Não há plano B nem C. Só há o plano D, que se chama Dilma", pregou o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo.

Nos bastidores, porém, os possíveis herdeiros da candidatura agem com a discrição de um elefante e se engalfinham com a voracidade de um urubu.

"Fernando Haddad passa metade do tempo plantando notas de que é o plano B de Lula. E a outra metade conversando com jornalistas e políticos sobre as notas", comenta um parlamentar petista.

"Patrus Ananias diz que o reserva da mãe do PAC só pode ser o pai do Bolsa Família", afirma outro, sobre as intenções do ministro do Desenvolvimento Social. Tarso Genro, ministro da Justiça, colocou seu nome à disposição e o governador baiano Jaques Wagner prepara uma agenda de temas nacionais.

Todos querem ter o nome mais conhecido para a eventualidade de Lula substituir sua candidata.

O presidente e o PT jamais tratarão publicamente da eventual substituição de Dilma. "É burrice e desrespeito especular sobre o assunto", disse o presidente. Lula aposta realmente em Dilma, e a considera o nome mais forte para suceder a ele.

"Lula fica radiante quando vê uma demonstração popular de apoio a Dilma, como aconteceu em Manaus. Acha isso uma prova de que seu plano de fazer dela sua candidata deu certo", afirma um ministro.

Por isso, manterá a candidatura de Dilma até o limite. Só a substituirá se a doença realmente a impedir de disputar a eleição – possibilidade discutida em conversas muito reservadas. O presidente já orientou a ministra a reduzir sua carga de trabalho. A maior parte das funções foi dividida entre a secretária executiva, Erenice Guerra, e a subchefe de Avaliação e Monitoramento, Miriam Belchior.

A agenda de Dilma se concentrará em eventos políticos e inaugurações do PAC. Se necessário, ela deixará o governo até o fim do ano. "Deixe esse trabalho com a gente", disse-lhe Lula.

"Se a questão da saúde de Dilma for encaminhada positivamente, reforçará a imagem de que ela venceu a ditadura, a tortura e o câncer."

Romero Jucá, líder do governo no Senado

Não ter um plano B seria uma imprudência que um político experiente como o presidente jamais cometeria. Seu preferido para substituir Dilma como candidato do PT é o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

VEJA obteve a informação com cinco interlocutores diretos do presidente. A consultoria Arko Advice aferiu que Palocci também conta com a simpatia de 26% dos deputados da base governista.

Tarso, Patrus, Haddad e Jaques podem se movimentar à vontade, mas, se depender do presidente, nenhum deles será seu sucessor. O único impedimento, por enquanto, de uma eventual candidatura do ex-ministro da Fazenda é o processo que corre no Supremo Tribunal Federal sobre a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que trabalhava em uma mansão frequentada por lobistas ligados a Palocci.

O ex-ministro tem experiência política, trânsito no Congresso e entre partidos aliados e é respeitado pelo empresariado graças à elogiável gestão que teve à frente do Ministério da Fazenda.

Seu nome é pouco conhecido do eleitorado de classes mais baixas, mas nada que o presidente e seus programas sociais não consigam reverter. Se Lula tiver de trocar a candidatura de Dilma pela de Palocci até fevereiro, há tempo de sobra para ele se viabilizar.

O prazo que o presidente dá para uma eventual mudança é ainda menor. Ele quer esperar o resultado da quimioterapia que Dilma fará nos próximos quatro meses para verificar se ela terá condição de manter a candidatura. Se houver uma indefinição ou se o tratamento precisar ser prorrogado, a hipótese da substituição ganhará força, pois a avaliação do governo é que é necessário iniciar o ano eleitoral com uma candidatura consolidada, e sem o fantasma de uma substituição de última hora a rondar o palanque.

Só assim, talvez, Dilma terá direito a ser tratada como um ser humano.

Possíveis substitutos de Dilma para 2010

A Arko Advice perguntou a 66 deputados da base governista quem deveria substituir a ministra Dilma Rousseff, caso ela não possa disputar a sucessão do presidente Lula.

O Ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci foi o mais citado, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ficou no penúltimo lugar, mais foi lembrado com índices superiores ao Ministro da Educação e só dois ponta a menos que Aécio Neves, o governador de Minas Gerais.


Antonio Palocci
Deputado Federal PT-SP
26%


Ciro Gomes
Deputado Federal PSB-CE
17%


Patrus Ananias
Min Desenvolvimento Social
11%


Aécio Neves
Governador de Minas Gerais
11%


Eduardo Campos
Governador de Pernambuco
9%


Francisco Hadad
Ministro da Educação
8%


O que o linfoma de Dilma tem que os outros, não tem?

O que o linfoma de Dilma tem que os outros, não tem?
Diogo Mainardi

Fontes: Revista Veja

MabThera. É a marca do remédio usado no tratamento de linfomas iguais ao da ministra Dilma Rousseff – os linfomas de células B. Associado à quimioterapia, ele aumenta a possibilidade de cura dos pacientes em cerca de 20%. Dilma Rousseff fez bem em procurar um hospital particular.

Seus hematologistas e seus oncologistas podem receitar-lhe o MabThera, como acontece nos Estados Unidos e na Europa. Os mais de 10 000 pacientes com linfomas que todos os anos recorrem aos hospitais públicos brasileiros, por outro lado, não podem contar com o remédio. Porque ele é caro demais para o SUS: um frasco custa 8.000 reais. O que aumenta mesmo, nesses casos, é só a possibilidade de morrer.

No sábado 25, ao lado de seus médicos, Dilma Rousseff falou abertamente sobre seu estado de saúde. Depois de informar que retirara um linfoma e que passaria por um tratamento de quimioterapia, ela declarou o seguinte, com aquela sua gramática um tanto peculiar:

"Nós, brasileiros, temos o hábito de sermos capazes de enfrentar obstáculos e sairmos inteiros do lado de lá".

Alguns brasileiros enfrentam obstáculos menores do que os outros. E alguns brasileiros possuem mais chance de sair inteiros do lado de lá.

Os médicos de Dilma Rousseff sabem disso: um brasileiro com linfoma que toma MabThera tem mais chance de sair inteiro do lado de lá do que um brasileiro com linfoma que é atendido pelo SUS e não toma MabThera. Há brasileiros mais inteiros e brasileiros menos inteiros.

Em seu primeiro comentário público sobre o assunto, Lula garantiu que Dilma Rousseff "não tem mais nada". De certa maneira, ele está certo. Os dados do Ministério da Saúde sobre a incidência de câncer no país nem relacionam o linfoma. Para o governo, trata-se de uma categoria indiscriminada. É como se, oficialmente, o linfoma nem existisse. Para fazer qualquer planejamento, as autoridades sanitárias brasileiras se baseiam nos dados dos Estados Unidos.

Há muitos anos, os médicos da rede pública tentam inutilmente incluir o rituximabe – o nome genérico do MabThera – no tratamento dos linfomas. Mas o medicamento só costuma ser obtido na marra, por meios legais, quando um doente processa o Ministério da Saúde.

O maior obstáculo que os brasileiros enfrentam, para citar Dilma Rousseff, é o governo.

Lula e o PT imediatamente levaram o linfoma de Dilma Rousseff ao palanque, usando o apelo emocional para tentar impulsionar sua candidatura a presidente.

Em vez disso, teria sido mais decoroso levar o linfoma aos hospitais públicos, estendendo aos pacientes mais pobres o acesso ao MabThera. Quem sabe alguns deles conseguissem sair inteiros do lado de lá.
*O texto original tinha o título “MAIS E MENOS INTEIROS”

O congresso e a guerra dos mundos

O congresso e a guerra dos mundos

Fotomontagem Toinho de Passira

Fonte: Revista VEJA 

Os escândalos do Congresso não acabaram e como já estavam monótonos reciclaram-se, criaram musculatura e se repartiram em vários e variados monstrengos disformes. Segundo a coluna Radar de da Revista Veja, depois que a imprensa descobriu a mina de “deslizes” dos senhores parlamentares, com as cotas das passagens aéreas, as fantásticas diretorias do senado, o Ministério Público Federal passou a investigar os gastos dos gabinetes dos deputados federais.

Em pouco tempo encontrou muita nitroglicerina estocada nos escaninhos dos senhores deputados: apenas como petisco deixou vazar que foram identificados deputados que empregam funcionários fantasmas e até que tomam parte do salário de seus assessores.

“Muitas vezes histórias como essas volta e meia aparecem”, mas nunca com provas e envolvendo tanta gente graúda, comenta-se.

A expectativa é que a farra das passagens seja brincadeira de criança, coisa de larápio amador, perto do que vem aí.

O Congresso já fragilizado vai tomar mais esse direto abaixo da cintura, corre o risco de nocaute.

A revista informa que o presidente deputado Michel Temer já foi alertado da tempestade que se avizinha, o firmamento está estranho, e no subsolo do congresso monstros pegajosos e cheios de olhos, aguarda a espreita.

Acreditando que todas as crises são curadas e tratadas da mesma maneira, o presidente da Câmara, reagiu sacando do repertório das inutilidades a criação de uma “comissão” para readequar os gastos parlamentares, imaginando que assim estava se antecipando ao ataque da guerra dos mundos, que faz o chão tremer e de onde podem brotar bestas de efeitos especiais.

Michel meu nego, ninguém acredita mais em rigoroso inquérito, investigação minuciosa, punição para os parlamentares culpados, sua comissão que deveria apresentar relatório daqui há alguns meses, vai precisar ser refeita, pois, alguns dos seus membros estão nessa nova lista.


Poupadores escaldados por Collor têm medo de Lula

Poupadores escaldados por Collor, têm medo de Lula

Fotomontagem de Toinho de Passira

O problema da gripe suína e a da poupança, desequilibras sobre o púlpito de Lula, que finge que elas não existem

Fontes: Estadão, O Globo, Blooberg, Reuters - Uol, Blog do Noblat

Lula irritado com o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que andou falando na propaganda do Partido que o governo está querendo mexer na poupança, talvez no moldes de Collor, falou do alto de sua sabedoria:

“Fico preocupado quando as pessoas começam a brincar com a economia. Teve um partido que teve uma atitude insana, mentirosa, irresponsabilidade total, de dizer que o governo brasileiro iria mexer na poupança. O que essas pessoas não entendem é que o povo brasileiro me conhece, sabe do meu comportamento, sabe que eu não iria tomar nenhuma medida que prejudicasse."

Quem brinca com a economia é o presidente Lula, que fala que a crise mundial é marolinha, manda o povo comprar, agora o comercio está abarrotado de cheques sem fundos, o desemprego bate a porta dos brasileiros e a situação está cada dia mais fora de controle, sob o seu suposto comando.

Foi o presidente quem disse que ia colocar dinheiro brasileiro no FMI, por bazófia, fazendo com que algumas ações brasileiras se desvalorizassem, por causa da declaração.

Quando o FMI veio cobrar a promessa e o Ministro da Fazenda juntou-se com a China e a Índia para não contribuir, sob a desculpa que só colaboraria com o FMI se o Fundo Monetário Internacional mudasse o seu estilo de ser.

Mais desconfianças do mercado, pois o presidente disse que ia contribuir e poucos dias depois o Ministro da Fazenda desmentiu, por sinal o presidente esqueceu-se de comentar que não ia mais contribuir.

Infelizmente o presidente esquece que a história da mexida na caderneta de poupança, foi verbalizada por ele, pela primeira vez, em Nova Iorque, precisamente no dia 16 de março de 2009 :

A matéria distribuída pela agencia de notícia Reuters, para todo o mundo:

O governo brasileiro estuda uma possível alteração para o rendimento da caderneta de poupança que pode passar a competir com a rentabilidade dos títulos do governo indexados à taxa básica de juros, a Selic.

“Vamos discutir. Não posso ficar adivinhando o que vamos fazer. Vamos sentar para ver como ela vai ficar", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a jornalistas em Nova York, após participar de seminário para investidores.

Ele lembrou que já houve alteração nas regras da caderneta de poupança há dois anos. "Quando gente que tinha muito dinheiro queria colocar na poupança, nós mexemos para garantir a poupança apenas para os pequenos poupadores, para quem precisa da poupança", completou, afirmando que grandes investidores têm que procurar outro tipo de investimento.

Com a expectativa de futuras quedas da taxa Selic, que atualmente se encontra em 11,25 por cento ao ano, os títulos do governo brasileiro podem se tornar menos atrativos do que a caderneta de poupança, que rende TR (Taxa Referencial) mais 6 por cento ao ano.”

Está no site de negocios Blomberg:

Lula also said the government will reduce the minimum interest rate paid on savings accounts to discourage investors from leaving fixed-income assets in pursuit of higher returns. He offered no additional details. – (Bloomberg,April,19)

Lula também disse que o governo vai reduzir a taxa de juro mínima pagas em contas de poupança para desencorajar os investidores saírem de ativos de renda fixa em busca de retornos mais elevados. Ele não ofereceu detalhes adicionais.

A imprensa, os políticos e os poupadores ficaram esperando desde então uma definição dessas mudanças, muito se especulou e os poupadores mais esclarecidos já estão fazendo saques, se não o fez volumosamente, foi por desinformação, pois não se imagina que o Presidente da República fale numa mudança de regras da poupança, e 16 dias depois, ainda nada foi confirmado, nem desmentido.

Aliás, o Ministro Paulo Bernardo, do planejamento quando foi desmentir o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) disse que: ”Ninguém quer mexer na poupança como disse aquela propaganda mau caráter que teve na televisão”.

Mas em seguida confirmou que vai haver mudança: "O que vai mudar? Se tivéssemos solução, já teríamos anunciado. Não vamos fazer nada da noite para o dia. Não estamos fazendo escondido. (...)

Em resumo, se você acredita na afirmação primeira de Lula: “o povo brasileiro me conhece, sabe que eu não iria tomar nenhuma medida que prejudicasse.” Fique do jeito que está, esperando os acontecimentos, senão tire as suas economias da poupança, mande sua filha tirar a poupança dela da janela, que vão passar a mão em ambas.


Vanessa Mae - Dança do Sabre

Vanessa Mae - Dança do Sabre
Do compositor armênio Aram Khachaturian


Vanessa-Mae, tem 31 anos, nasceu em Singapura, mas tem cidadania britânica, conhecida mundialmente pelo seu estilo feroz de tocar violino. Tem formação clássica e mas toca o erudito com influecias pop, jaz e tchno, etc.

Enquanto é endeusada por fãs de todas as idades, recebe pesadas criticas dos puristas que chegam a dizer que ele é um produto da industria fonografica, que tem mais habilidade em usar a sua sensualidade que o seu violino.

Quanto a sua interpretação de tocata e Fuga de Sebastian Bach, os críticos disseram ter visto o mestre revirando-se no túmulo. Um fã em resposta afirmou que o músico alemão não estava se revirando, estava dançando.

Vanessa pouco preocupada com essa discussão foi eleita seguidamente a mais rica artista jovem do reino Reino Unido, atualmente sua fortuna é avaliada em 13 milhões de Libras algo em torno de R$ 42,5 milhões.

E continua vendendo discos e fazendo shows mundo a fora.

1 de mai. de 2009

Bolívia, risco de colapso na exploração de hidrocarbonetos

Bolívia, risco de colapso na exploração de hidrocarbonetos
Pode faltar gas para o Brasil e a Bolívia pode ter que importar gasolina.
O Morales nacionalizou o petróleo e gás e não tinha nem dinheiro nem tecnologia para tocar sozinho, resultado: corrupção, inchaço na folha de pagamento e desprezo pela área técnica, isolamento internacional.

Foto: Imagem reprodução TV Bolivia

Há exatos três anos, 01 de maio de 2006, Evo Morales, invadiu a refinaria que a Petrobras havia comprado e pago ao governo boliviano, disse que a estatal brasileira estava ilegal no país, e comprou de volta a preço de banana, o empreendimento que foi pago em gás, mas antes, foram revistos e alterados os valores dos contratos de fornecimento do combustível.

Fontes: El Mundo, Blog do Noel Maurer, Jornada Net, O Globo, America e Economia, DCI, Terra

Está a beira do colapso a indústria de hidrocarbonetos da Bolívia, que foi nacionalizada pelo governo de Evo Morales, a partir da ocupação militar do Poço San Alberto, onde ficava a refinaria da Petrobras em em Carapari, no estado de Chuquisaca, afirmaram na última quarta-feira (29) especialistas durante o foro "Situación Actual y Perspectivas del Sector Hidrocarburos en Bolivia", organizado pela Cámara Nacional de Industrias (CNI) da Bolívia.

Segundo os palestrantes, o problema se reflete na escassez de projetos de exploração, na queda da produção e no congelamento da oferta de derivados para o mercado interno.

O ex-ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Miranda,(foto) revelou que a produção "é insuficiente para satisfazer a demanda interna e para cumprir os compromissos com os mercados externos".

Considerado um dos principais especialistas do setor na Bolívia, Miranda afirmou que o país "não sabe exatamente quanto petróleo e gás possui em suas reservas".

O ex-ministro indicou também que o número de poços de exploração em operação é "totalmente insuficiente para manter os poços produtores, muitos dos quais sofrem quedas na produção".

A Bolívia vai receber este ano cerca de US$ 1,5 bilhões pela exportação de gás e US$ 89 milhões pela venda de gás para o mercado interno, explicou.

Por sua vez, o presidente do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), Pablo Antelo, afirmou que a queda nos ganhos com a exportação de gás vai prejudicar os projetos do governo.

"A não-execução de projetos de saúde, educação, desenvolvimento produtivo e infraestrutura será um duro golpe para as regiões", advertiu Antelo.

Quando foi nacionalizar o setor começando pela tomada pela forças armadas das refinarias da Petrobras que estava instalada no país, Evo Morales contou com o incentivo verbal e revolucionário do seu irmãozinho Hugo Chávez e o beneplácito do Presidente Lula.

Depois disso o governo estipulou regras legais muito pouco confortáveis para parcerias com empresas estrangeiras do setor, totalmente em desacordo com o que se faz em todo o mundo. O governo boliviano exige total gerenciamento da parceria, sem quase nenhuma influencia da parceira internacional, que sempre é responsável pela maior parte do investimento.

Foto: Arquivo

Balancim, bombeando óleo nos campos petrolíferos da Bolívia

Nenhuma empresa privada jamais vai entrar num negócio totalmente às cegas, até porque a YPFB (Jazidas Petrolíferas Fiscais Bolivianas) não tem tradição de bom gerenciamento e perdeu credibilidade pela forma como rompeu os contratos anteriores, principalmente com a Petrobras.

A realidade de hoje é que a indústria petrolífera estatal da Bolívia está paralisada e atravessa o pior caso de corrupção da história, além disso, os especialistas têm dúvidas quanto às suas parcerias. Há mais projetos do que esperanças.

Carlos Miranda, ex-ministro de Estado e ex-superintendente de Hidrocarbonetos; Francesco Zaratti, ex-representante presidencial para a Revisão e Melhoria de Capitalização, e o engenheiro petroquímico Hugo Del Granado não consideram que as relações internacionais da YPFB sejam sólidas.

Miranda acredita que neste momento a YPFB está sozinha e "se vê dentro de um jogo que não sabe jogar; é triste, mas podemos afirmar que o país está isolado".

As autoridades do setor estão cientes da situação e decidiram procurar apoio técnico internacional para realizar uma terceira reestruturação da empresa estatal petrolífera. A primeira aconteceu em 2006, após a denominada "nacionalização dos hidrocarbonetos", e a segunda em março de 2008, quando Santos Ramírez, o segundo homem mais poderoso do governo, assumiu a presidência da YPFB.

Um ano após essa segunda reestruturação, Ramírez está na cadeia por uma série de casos de corrupção que vão desde um suborno de 450 mil dólares até contratações irregulares. O caso veio à tona devido a um assassinato.

Para este ano, a YPFB tem um orçamento previsto de um bilhão de dólares, para investimentos, quantia que além de insuficiente, não está ainda ao alcance da estatal, pois depende de um empréstimo concedido pelo Banco Central da Bolívia que ainda não o disponibilizou, nem em parte, nem se sabe se será, ou quando será.

A política do governo é dar prioridade às parcerias com as empresas estatais. Até o momento, a YPFB estabeleceu contatos com sete companhias: PDVSA, da Venezuela; Gaszprom, da Rússia; Enarsa, da Argentina; Braskem e Petrobras, do Brasil; National Iranian Oil Company, do Irã, e Jindal Steel and Power, da Índia.

A única parceria que cumpre com a nova norma de relacionamento com empresas estrangeiras é a concretizada em outubro do ano passado com a PDVSA venezuelana.

Foto: El Mundo

Hugo Chávez e Evo Morales, assinão a criação da Petroandina, empresa com 60% nas mãos (YPFB) boliviana e 40% com a Petróleos de Venezuela (PDVSA). Depois de dois anos, e da festa, nada aconteceu.

Miranda e Del Carmo concordam em afirmar que ainda é cedo para avaliar a Petroandina, sociedade anônima mista (SAM) formada entre YPFB e PDVSA. Mas já detectam três dificuldades com a zona de trabalho - ao norte de La Paz: é uma região geograficamente complicada, a regulamentação ambiental é severa por tratar-se de áreas protegidas e os povos indígenas que habitam a região devem dar o seu consentimento.

Destaque-se que só para criar a empresa, as petrolíferas venezuelanas e bolivianas demoraram três anos de negociações e apesar de criada a nova petrolífera, ainda tem pendências legais de aprovação legislativa nos dois países.

As outras prováveis parcerias tentadas pela Bolívia tem diversas dificuldades de se estabelecerem e uma a uma pode ser descartadas por motivos diversos.

Na opinião de Zaratti, a Petrobras "é o único sócio confiável" e viável. Mas Miranda considera que o orgulho brasileiro ainda está ferido devido à atitude do governo boliviano de acusar a petrolífera de estar trabalhando de forma ilegal no país, nos primeiros dias da nacionalização, o que não era verdade.

O contrato de compra e venda assinado entre a YPFB e a Petrobras, para o abastecimento de 30 MMCD de gás natural ao mercado brasileiro, está vigente até 2021 e é único contrato internacional com vigência a longo prazo, que não apresenta grandes riscos.

No entanto, desde dezembro de 2008, a Petrobras diminuiu os volumes de compra em 10 MMCD, o que causou reclamações por parte da Bolívia.

A direção da YPFB teve que buscar apoio no governo brasileiro, para esclarecer as cifras, pois essa diminuição incide na capacidade de produção de petróleo, o que, por sua vez, afeta a produção de outros combustíveis. As jazidas bolivianas se caracterizam por estar associadas, ou seja, o gás e o petróleo estão praticamente juntos. Se o Brasil não comprar o volume previsto de gás toda a cadeia produtiva da YPFB é afetada, pois inclusive a estatal não tem como estocar os seus produtos.

O Presidente Lula, desta vez interferiu, e fez cumprir o contrato, com a Bolívia, embora houvesse, naquela ocasião, excedentes de gás no Brasil.

Foto: Reuters

Lula sempre quebra o galho do índio Evo Morales, mas Lula vai sair.

Deve-se avaliar que daqui a pouco mais de ano e meio o presidente do Brasil, não será mais o presidente Lula e o novo governo poderá não ser assim tão sintonizado com as necessidades bolivianas e como o maior consumidor, possa jogar duro.

"Não deveríamos desprezar parcerias com países como a Noruega e o Canadá, que ofereceram assistência para a capacitação de engenheiros e técnicos. Lamentavelmente, por enquanto, a YPFB está mais interessada em inchar a sua planilha administrativa do que em investir em profissionais. Os contratos de operação dão mais destaque a auditores e a contadores do que a engenheiros e técnicos", acrescenta Miranda.

Del Granado, por sua vez, diz que se continuamos como até o momento, "as possibilidades de abastecer o mercado externo ficarão piores e teremos que deixar de cumprir com a promessa de oferecer segurança energética ao mercado nacional".

Além disso, persistiremos em uma "excessiva politização de entidades que deveriam ser eminentemente técnicas".

Conclusão, atualmente existem apenas cinco poços de exploração no país, dos quais apenas dois estão em atividade. Antes da nacionalização do setor implantada por Evo Morales, haviam 65 poços de exploração no país.

Foto: Gonzalo Jallasi/Governo da Bolívia

"A partir deste momento, peço às forças armadas da Bolívia junto à Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) para intervirem e recuperarem a Air BP, a transnacional que comercializava o combustível para aviões", disse Evo Morales nesta sexta-feira, 0l de maio de 2009, em um ato político na Praça Murillo, em La Paz, o que significa a estatização da distribuidora de combustíveis para aviões Air BP, da britânica BP. (Na foto o presidente Evo Morales participa da passeata do dia do trabalhador, em La Paz, pouco depois de anunciar a estatização).


Presidente da Estatal de petroleo da Bolívia preso por propina de modestos 450 mil dólares

Foto: Foto: Aizar Raldes/AFP e El Diario

Dois momento de Santos Ramírez, homem de confiança de Evo Morales e presidente da companhia estatal de petróleo YPFB e no momento da prisão por corrupção, traição, assassinato e suborno de 450.000 dólares roubados. Ao contrário de Lula, Morales não protege os amigos políticos corruptos

O procurador boliviano Edward Mollinedo confirmou hoje que o dinheiro roubado do empresário Jorge O'Connor morto no dia 27 de janeiro seria usado para pagar suborno ao ex-presidente da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), a estatal petroleira do país.

Após prenderem os autores do crime, as autoridades bolivianas descobriram que O'Connor levava consigo uma mala com US$ 450 mil em dinheiro. Uma testemunha do crime chamada Fernando Córdova, que trabalhava com a vítima e estava com ele no momento da morte, confirmou que a verba seria repassada a Ramírez e a sua esposa, Giovanna Navia.

Revelou também que o dinheiro apreendido seria entregue ao cunhado de Ramírez, Javier Navia Medina, que então o levaria ao ex-presidente da YPFB.

Por causa do escândalo, Ramírez foi destituído do cargo e está preso desde o dia 7 de fevereiro. Os diretores da empresa que haviam sido nomeados sob sua gestão começaram a ser detidos hoje.

O ex-presidente da YPFB era uma das principais figuras do governo do presidente Evo Morales e um dos mais representativos líderes do MAS, partido do qual acabou expulso.

Fosse em entre nós, a corrupção seria de uma quantia maior, não teriam descoberto os criminosos, ninguém estaria preso, ninguém seria expulso do partido, talvez nem perdesse o cargo no governo. Pelo visto, na Bolívia a ética, a polícia e a justiça estão funcionando melhor que no Brasil.