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4 de jul. de 2014

Empreiteira responsável por viaduto que desabou em Minas executa obras no Metrô do Rio e em Confins

BRASIL - Tragédia
Empreiteira responsável por viaduto que desabou em Minas executa obras no Metrô do Rio e em Confins
A seleção da Argentina passou pela Avenida Pedro I, e por baixo do viaduto que desabou, no dia 21 de junho para chegar ao Mineirão no dia que jogou contra o Irã. As outras seleções que jogaram em Belo Horizonte usaram outras vias para chegarem até o estádio.

Foto: Victor R. Caivano/AP

Durante a madrugada desta sexta-feira (4) foi resgatado o corpo da segunda vítima do desabamento do viaduto, em Belo Horizonte, Charlys Frederico M. do Nascimento, 25 anos, estava nas ferragens de um carro esmagado pela estrutura. Mais dois caminhões – sem ocupantes – e um micro-ônibus foram atingidos. A outra vítima era a motorista do coletivo, Hanna Cristina Santos, também de 25 anos. Outras 22 pessoas ficaram feridas no acidente.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, G1

A obra do viaduto que desabou na tarde desta quinta-feira em Belo Horizonte estava à cargo da Construtora Cowan, criada em 1958, no município mineiro de Montes Claros, no Norte de Minas.

A empreiteira executa atualmente obras do Metrô do Rio de Janeiro e de ampliação das pistas de pouso e decolagem do Aeroporto de Confins. Em seu site oficial, ela informa que já realizou grandes obras, entre rodovias, ferrovias, barragens, aeroportos e usinas hidrelétricas.

Entre as obras mais recentes, destacam-se a do BRT/Move da Avenida Pedro I e Antônio Carlos, na capital mineira, além da Linha Verde (que liga o centro de Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins), duplicações da BR-040 (licitada pelo Dnit antes do leilão), além do Gasoduto do Vale do Aço.

No fim da tarde desta quinta-feira, a Cowan, em nota oficial, lamentou o acidente e afirmou que, no momento, a prioridade é o apoio às vitimas e aos familiares. A empresa declarou ainda ter enviado uma equipe técnica ao local para iniciar as investigações. Em seguida, a empresa retirou seu site do ar, só retornando três horas depois, mas sem acesso a informações disponibilizadas anteriormente, como a estrutura da empresa e o histórico de obras.

O presidente da empresa é Saulo Wanderley e seu filho, Saulo Wanderley Filho, diretor-executivo; e o responsável pela construtora Cowan, um dos três segmentos da empresas, é Paulo Toller.

Em abril de 2012, uma denúncia publicada no GLOBO revelou que o Consórcio formado pela Cowan com a Delta Construções ganhou uma obra de R$ 170 milhões em Belo Horizonte antes mesmo de ser criado. Documentos mostravam que a gestão do prefeito Marcio Lacerda (PSB), de Belo Horizonte, assinou contratos para a ampliação das avenidas Antônio Carlos e Pedro I — onde o viaduto caiu — para a implantação do sistema BRT, três meses antes de o Consórcio Integração ser constituído e ter um CNPJ.

Nos documentos, há o CNPJ do contratante, a prefeitura, mas não há o número do favorecido. Isso porque o consórcio só foi incluído no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica três meses depois, em 12 de abril de 2011.

COMEMORAÇÃO NAS REDES SOCIAIS

Responsável pelas obras, a Cowan chegou a postar uma foto em clima de festa, no dia 17 de setembro do ano passado, comemorando o andamento da obra e dizendo ter “orgulho” de estar realizando aquela construção “histórica”. A postagem foi encontrada hoje por usuários que visitavam a página da empreiteira, logo após a tragédia, cobrando explicações. Um usuário chegou a escrever “A casa cairá pra vocês assim como o viaduto que construíram!”. O post foi deletado posteriormente.

ESCÂNDALO EM CONCESSÃO NO RIO

A empresa mineira envolveu-se num escândalo há dois anos com dois secretários do Rio. Em 2012, a concessão por 30 anos do serviço de coleta e tratamento de esgoto da prefeitura na Zona Oeste foi entregue ao Consórcio Foz/Saab, composto pela construtora Cowan e outras incorporadoras. O consórcio foi declarado vencedor da licitação, elaborada pela prefeitura, em janeiro de 2012; e para isso, pagou uma outorga de R$ 84,2 milhões. A concorrência abrangia 21 bairros da região, e o valor que cada morador pagasse pela conta seria em parte repassado ao consórcio responsável.

O acordo foi firmado quase um ano depois da empreiteira patrocinar uma viagem de lazer ao Caribe para então dois secretários do Rio: Sérgio Dias, do Urbanismo; e Wilson Carlos, Secretário do Governo. Os dois secretários e seus familiares teriam viajado no jato da construtora durante cinco dias, a convite de Saulo Wanderley Filho, dono da Cowan, e ficaram numa casa alugada na Ilha de Saint Barths. Na ocasião, a assessoria do governador Sérgio Cabral informou que a Cowan não tinha contrato com o estado desde 2007. Como participante de um consórcio, a construtora tinha vencido a licitação da Linha 4 do metrô, mas em 1998, em outro governo. Já a assessoria de Eduardo Paes disse que o secretário Sérgio Dias era amigo do casal e não tinha ingerência sobre a Cowan.

Os mesmos dois secretários estavam no grupo do governador Sérgio Cabral fotografado em Paris, em setembro de 2009, numa comemoração com o empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da Construtora Delta. A empresa, na época, tinha vários contratos com o estado e com a prefeitura, além do governo federal.

No dia em que a reportagem foi publicada, 14 de novembro de 2012, o Ministério Público estadual abriu um procedimento para investigar possível ato de improbidade administrativa no caso.

Na época, a alegação do governo do Rio não ter informado sobre os negócios com a Cowam foi de não ter qualquer participação na licitação para o saneamento da Zona Oeste, realizado pela prefeitura.

Em seu blog, a colunista do Globo Flávia Oliveira cita que a Cowan também participa do Consórcio Rio Barra, responsáveis pelas obras da Linha 4 do metrô do Rio. As outras incorporadoras são Odebrecht, Servix, Carioca Engenharia e Queiroz Galvão.

23 de jul. de 2013

Morre turista atacada por tubarão em Recife

BRASIL - Pernambuco
Morre turista atacada por tubarão em Recife
Não resistiu aos ferimentos e morreu nesta segunda-feira (22) a jovem paulista, Bruna Silva Gobbi, vítima de um ataque de tubarão na praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Passava férias na capital pernambucana com a família, foi atacada pelo animal por volta das 13h, quando tomava banho no mar e foi arrastada pela correnteza causada pela chamada corrente de retorno, para uma área de maior profundidade, embora próximo da praia. O banho de mar no cartão-postal da cidade virou tragédia. E voltou a assombrar a população.

Foto: Priscila Miranda / G1

Areia tem manchas de sangue; local do ataque é monitorado pela Polícia Militar

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, G1, JC Online, Uol

Morreu, por volta das 23h30 de segunda-feira (22), a jovem Bruna Silva Gobbi, 18 anos, vítima de um ataque de tubarão nesta tarde na praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

Esse foi o 59º ataque de tubarão no litoral pernambucano e a 24ª morte, desde 1992, quando teve início a contagem desse tipo de incidente.

Bruna estava com uma prima quando foi atacada, por volta das 13h20 desta segunda. As jovens estavam na praia de Boa Viagem, na altura do edifício Castelinho. “Estávamos em um grupo de pessoas, eu, ela, nossos primos de Olinda, a mãe dela e a avó. Eu e ela estávamos no raso e percebemos que tinha um buraco, um declive, e não conseguíamos pisar no chão. Nessa hora um dos nossos primos pediu ajuda a um dos salva-vidas. Pouco depois de eu ter sido colocada no jet-ski dos Bombeiros, Bruna foi atacada", relembrou Daniele Souza Gobbi, em conversa com o jornalistas.

O que a jovem define como declive é, na verdade, uma forte correnteza causada pela chamada corrente de retorno. "É uma corrente muito forte e precisa saber nadar muito bem para escapar. Bruna e a outra pessoa que estava com ela foram arrastadas mais para dentro do mar. São correntes comuns em qualquer praia, não são uma particularidade do Recife”, explica a presidente do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), Rosângela Lessa, professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

O momento do ataque e o socorro dos Bombeiros foi registrado pelas câmeras de monitoramento do projeto Segurança na Orla, da Secretaria de Defesa Social (SDS)

As imagens mostram a movimentação de Bruna e Daniele no mar, além da chegada dos bombeiros e manchas de sangue na água após o ataque. No vídeo, dois bombeiros aparecem entrando no mar a nado para resgatá-las. Usando um jet-sky, um terceiro bombeiro resgata as banhistas. Depois, todos saem em direção à faixa de areia.

Em nota, a SDS informou que o salvamento e resgate das vítimas durou menos de dois minutos.

A estudante visitava o Recife pela primeira vez - passava férias com a família. Ela chegou na última quinta (18) ao estado e voltaria para a capital paulista na próxima quarta (24). Bruna estava na praia de Boa Viagem com a mãe, a avó, primos que moram em Olinda e uma prima, Daniele Souza Gobbi, que estava no mar com ela, mas não foi atacada.

A prima de Bruna acrescentou que conhecia o histórico de ataques de tubarão na praia recifense. "Sabíamos que havia riscos de ataque, mas eu não achava que seria tão no raso, e sim no fundo", comentou.

Bruna Gobbi, ia voltar para São Paulo, nesta quarta-feira, 24
Noticiou-se também, que a família de Bruna Gobbi foi informada pelo Corpo de Bombeiros que estava em uma área de risco. Mesmo assim, o grupo teria se recusado a sair do mar.

"A família foi abordada pelos bombeiros, que explicaram que era uma área em que havia possibilidade de ataques e pediram que saíssem da água. Eles então ficaram monitorando [o grupo] do posto de observação, tanto que chegaram ao ponto rapidamente, quando o ataque ocorreu", explicou Rosângela Lessa.

Esta época do ano também é um fator de risco a mais, acrescentou a presidente do Cemit. "Estamos em um período de águas turvas, em que a probabilidade de ataques é mais alta, por causa das chuvas do inverno e da grande quantidade de material em suspensão que vem dos rios. Além disso, temos na cidade um monte de gente de férias, que costuma não acreditar no que dizem as placas", continuou, se referindo à sinalização que alerta para o risco de ataque de tubarão no litoral pernambucano.

De acordo com a presidente do Cemit, há 44 pares de placas sinalizando a ocorrência de ataques de tubarões, espalhados em 30 quilômetros do litoral pernambucano - uma delas, a menos de 100m do local do incidente desta segunda.

Sem exames do ferimento, não é possível precisar a espécie do tubarão que atacou a jovem paulistana.

"A gente só pode supor, dentro de uma hipótese bem ampla, que são as espécies que já se envolveram em incidentes anteriores, que são o cabeça-chata e o tigre", finalizou.

A cirurgiã vascular Maria Cláudia Albuquerque, do Hospital da Restauração, que atendeu Bruna Gobbi, falando a imprensa disse que a paciente chegou ao hospital com a pressão a zero, em um estado extremamente grave. "A lesão apresentada no membro foi muito extensa. Pedaços da musculatura e do tecido ósseo foram perdidos. Precisávamos de uma atitude rápida para conter o sangramento e tentar salvar a vida da paciente", detalhou a médica.

Bruna deu entrada no HR após ser transferida da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro da Imbiribeira. Nas duas unidades de saúde e no caminho entre a UPA e o hospital, ela sofreu paradas cardiorrespiratórias. A jovem foi submetida a uma cirurgia por volta das 15h, onde teve parte de membro inferior amputado. Após o procedimento, foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Seu estado era grave, com respiração através de aparelhos e uso de drogas vasoativas.


Placas que sinalizam nas prais recifenses os riscos de ataques de tubarão

NÚMEROS DE ATAQUES

Os ataques em Pernambuco começaram a ser contabilizados em 1992. Dados do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões revelam que 70,2% das vítimas, ao longo dos anos, tinham entre 14 e 25 anos. Além disso, 35,1% das ocorrências foram registradas durante período de lua cheia. Dos 59 ataques, 23 ocorreram na Praia de Boa Viagem e 17, na vizinha Praia de Piedade, situada no município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Ainda conforme o Cemit, 35 vítimas dos tubarões em Pernambuco sobreviveram; 24 pessoas morreram após serem mordidas pelos animais nos últimos 21 anos.

Bruna Gobbi foi a primeira mulher morta por um tubarão em Pernambuco. Antes, a última ocorrência envolvendo uma mulher ocorreu em 2004 - a vítima perdeu parte dos glúteos, mas sobreviveu.

27 de jan. de 2013

Incêndio em boate no Rio Grande do Sul mata 233

BRASIL - Luto
Incêndio em boate no Rio Grande do Sul mata 233
Informações do Corpo de Bombeiros dão conta de que, pelo menos, cerca de 400 pessoas estariam na boate Kiss, no momento do incêndio que teria ocorrido por volta das 2h. A Polícia Civil estima que há, pelo menos, 233 mortos e uma centena de feridos. Na boate acontecia a festa de quatro cursos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) — Agronomia, Medicina Veterinária, Pedagogia e Tecnologia dos Alimentos. Ainda no local, ocorreria a festa de um bloco de carnaval da cidade, o Nagandaya.

Foto: Germano Roratto/ Agência RBS

Boate Kiss, em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, pegou fogo na madrugada de domingo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Estadão, Zero Hora, BBC Brasil

Um incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, deixou 245 mortos na madrugada deste domingo, segundo policiais e bombeiros que estão no local. As chamas teriam começado durante um show pirotécnico, no encerramento da apresentação de uma banda. O prédio tinha grande quantidade de material de isolamento acústico, que produz fumaça tóxica em contato com o fogo.

Outras 48 pessoas recebem atendimento, esta manhã, em hospitais da região. O trabalho de rescaldo no local ainda está sendo feito. Bombeiros afirmam que a maior parte das mortes se deu por asfixia.

No momento do incêndio, por volta das 2h deste domingo, havia entre 1.000 e 2.000 pessoas na casa noturna, a maioria jovens e adolescentes. As primeiras informações são de que o cantor da banda que se apresentava na boate acendeu um sinalizador que atingiu o teto. A partir daí, o fogo se espalhou rapidamente.

Segundo o jornal local Diário de Santa Maria, acontecia na boate uma festa dos cursos de Agronomia, Veterinária, Pedagogia e Tecnologia dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). No local, também ocorria a festa de um bloco de carnaval da cidade, o Nagandaya.

Policiais, guardas municipais e militares estão no local, em um total de aproximadamente 10 forças de segurança. "Os bombeiros estão fazendo o rescaldo e procurando outras vítimas. Não podemos precisar o número exato de vítimas. A maior parte dessas pessoas morreu asfixiada. Elas entraram em pânico e acabaram pisoteando umas às outras. O principal fator (para as mortes) foi a asfixia. O isopor gera uma fumaça muito tóxica", afirmou o comandante geral do Bombeiros, coronel Guido de Melo. Os corpos são levados para o Centro Desportivo Municipal de Santa Maria, porque não há espaço suficiente no Instituto Médico Legal da cidade.

O governador do RS, Tarso Genro, confirmou, por meio de sua conta no Twitter, que se dirigirá a Santa Maria. "Domingo triste! Estamos tomando as medidas cabíveis e possíveis. Estarei em Santa Maria no final da manhã", escreveu o governador.

A presidente Dilma Rousseff cancelou seus compromissos no Chile e viaja para Santa Maria ainda hoje.

A rodada deste domingo do campeonato gaúcho foi cancelada.

17 de dez. de 2012

Emocionado, Obama promete agir para evitar novas tragédias

ESTADOS UNIDOS – Tragédia de Newtown
Emocionado, Obama promete agir
para evitar novas tragédias
Dois dias depois da tragédia de Newtown , Barack Obama fez um dos mais fortes discurso de sua presidência para confortar as famílias das vítimas, chamando a nação para "mudar" e acabar com as "tragédias".

Foto: Lucas Sharrett /The New York Times

Obama falando para cerca de mil pessoas, na Escola Newtown High:
"Não podemos mais tolerar isso. Essas tragédias deve parar. E para terminar, temos de mudar "

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Le Monde, The New York Times, The Day, NBC News

Em pronunciamento à comunidade de Newtown, onde na última sexta-feira um atirador abriu fogo em uma escola primária e matou 26 pessoas, incluindo 20 crianças, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o país não pode "tolerar mais" tragédias deste tipo e que, para interrompê-las, era "preciso mudar".

Obama lembrou que "nenhuma lei ou nenhum conjunto de leis" poderia impedir a repetição de incidentes como o ocorrido na Sandy Hook School, mas que, em contrapartida, "as complexas causas de um crime realizado com arma de fogo não podem servir de desculpa para a inércia".

O presidente americano acrescentou que, nas próximas semanas, usaria todo o "poder a ele confiado" em um "esforço para prevenir novas tragédias", mas não fez nenhuma menção direta à discussão sobre um controle de armas mais rígido no país ou, eventualmente, sua proibição.

Críticos de Obama lembraram que ele já fez discursos semelhantes, embora com um tom menos afirmativo, em outras ocasiões, como quando a ex-congressista Gabrielle Giffords foi atingida na cabeça ao sofrer um atentado em janeiro do ano passado.

Obama disse ainda que os Estados Unidos compartilham o "pesar" da cidade do Estado americano de Connecticut.

"Eu vim aqui oferecer o amor e as orações da nação", disse.

"Vocês não estão sozinhos em sua tristeza. Todo o país lamenta [o incidente].", acrescentou.

Mais cedo, Obama reuniu-se reservadamente com familiares das vítimas e funcionários da escola.

Foto: John Makely / NBC News

Bandeira americana, a meio pau, no centro de Newtown, em Connecticut, símbolo do luto nacional decretado pelo presidente Obama

Controle de armas

No último domingo, dois integrantes de peso do Partido Democrata defenderam um controle de armas mais rígido após o massacre da última sexta-feira.

Na ocasião, vinte crianças e seis adultos morreram depois que um atirador, identificado como Adam Lanza, abriu fogo dentro da instituição para, logo em seguida, cometer suicídio.

Antes de atacar a escola, Lanza também matou a própria mãe.

As declarações vieram do governador de Connecticut, Dan Malloy, e da senadora pela Califórnia Dianne Feinstein.

Malloy defendeu um controle mais rígido para o porte de armas "a nível nacional". Já Feinstein disse que queria promulgar uma lei que proibisse a venda de armas de alto poder de fogo.

No último sábado, médicos-legistas afirmaram que Lanza atirou mais de uma vez contra cada uma das vítimas e que a arma usada por ele foi um rifle semi-automático.

Uma proibição nacional em relação à venda de rifles semi-automáticos nos Estados Unidos expirou em 2004.

Foto: Emmanuel Dunand / AFP - Getty Images

Um altar improvisado, diante da escola, homenageia com velas e flores as pequenas vítimas do massacre

Crítica a Obama

Outro apoiador da medida, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, criticou Obama e pediu que o presidente americano agisse o mais rápido possível.

"Nós já ouvimos essa retórica antes", disse ele. "Não temos visto qualquer liderança nesse sentido, nem da Casa Branca nem do Congresso. Isso tem de acabar", afirmou Bloomberg, em referência aos massacres frequentes ocorridos nos EUA.

Segundo a lista oficial divulgada pela polícia de Connecticut no último sábado, 20 crianças morreram - oito meninos e 12 meninas - com idades entre seis e sete anos.

A diretora da escola, Dawn Hochsprung, também está entre os mortos, além de Rachel DaVino, Anne Marie Murphy, Lauren Russo, Mary Sherlach and Victoria Soto.

Uma mulher que trabalhava na escola foi a única pessoa que sobreviveu aos ataques.

Foto: Marcus Yam/ The New York Times

Vinte e sete anjos de madeira foram instalados em uma encosta em memória das vítima

Cronologia do ataque

Aos poucos, a cronologia do massacre começa a ser relevada. No último sábado, a polícia informou que o autor dos disparos forçou a entrada na escola, contradizendo informações preliminares de que a entrada do atirador na instituição havia sido liberada.

Detalhe da primeira página do jornal “The Day” de Connecticut
Autoridades também afirmaram que possuem "provas contundentes" da motivação do crime, mas não deram mais detalhes sobre o que teria provocado a tragédia.

Também foi divulgado que o atirador matou sua mãe em casa antes de dirigir rumo à escola no carro dela e abrir fogo contra alunos e funcionários.

Investigadores acreditam que o autor dos disparos, Adam Lanza, teria estudado na Sandy Hook School anos atrás.

O massacre ocorreu em duas salas de aula e no corredor. Os disparos duraram apenas alguns minutos.

Ao ouvirem os tiros, os professores de outras partes do colégio tentaram proteger seus alunos, trancando portas e os escondendo em armários.

A polícia disse que os estudantes não devem retomar as aulas na mesma escola.

Os alunos sobreviventes serão reencaminhados a outros colégios da região enquanto uma decisão sobre o futuro da Sandy Hook School é tomada.

O pai do suspeito, Peter Lanza, disse que sua família "ainda está tentando entender o que aconteceu".

"Nossa família está junta nas orações por todos aqueles afetados por essa enorme tragédia", disse ele, em um comunicado.

Também no último domingo, o incidente foi relembrado na tradicional prece dominical do Papa Bento 16, no Vaticano.

Em inglês, o pontífice disse estar "profundamente entristecido pela violência sem sentido da última sexta-feira".

O ataque de Newtown é o segundo massacre mais violento em escolas e universidades dos Estados Unidos, atrás apenas do da Universidade Virginia Tech em 2007, quando 32 pessoas mortas e dezenas ficaram feridas.

30 de out. de 2012

Sandy provoca mortes, enchentes e apagões

ESTADOS UNIDOS
Sandy provoca mortes, enchentes e apagões
O furacão Sandy, uma das maiores tempestades da história dos Estados Unidos, tocou o solo com fortes ventos e chuvas torrenciais na noite desta segunda-feira perto de Atlantic City, em Nova Jersey, após paralisar transportes, provocar a desocupação de áreas alagáveis e interromper a campanha para a eleição presidencial da semana que vem.

Foto: Carlo Allegri Foto / Reuters

CÉU DRAMÁTICO - As vésperas da chegada de Sandy, nuvens densas invadiram os céus de Nova Iorque, prenunciando a pior tempestade de sua história

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, Stern, BBC Brasil, Paris Match, MSNBC, The New York Times

A passagem da tempestade Sandy pela Costa Leste dos Estados Unidos e do Canadá provocou enchentes e apagões em Nova York e matou ao menos 13 pessoas.

Em Nova York, a tempestade, apesar de ter sido rebaixada da categoria de furacão para a de ciclone, alagou estações de metrô, túneis, estacionamentos subterrâneos e até mesmo o chamado Ground Zero, que abrigava as torres gêmeas do World Trade Center, derrubadas em 11 de setembro de 2001.

A supertempestade deixou uma vasta área de Manhattan sem luz elétrica. Pacientes tiveram de ser retirados de um hospital após ele ter ficado sem energia.

O executivo que responde pelo metrô nova-iorquino disse que os danos causados pela Sandy ao sistema de transportes coletivo foi sem precedentes.

''O sistema de metrô de Nova York tem 108 anos de idade, mas ele nunca encarou um desastre tão devastador quanto o que vivemos na noite passada'', afirmou Joseph Lhota, presidente da Autoridade de Transporte Metropolitano da cidade.

Ao longo de todos os 1.290 quilômetros da Costa Leste, mais de 5 milhões de pessoas ficaram sem eletricidade. E 1 milhão de pessoas tiveram de deixar suas residências. Acredita-se que a supertempestade poderá afetar 50 milhões de pessoas no país.

O transporte foi interrompido em diversas cidades no leste do país, escolas foram fechadas e inúmeros voos deixaram de decolar.

O presidente Barack Obama e seu rival na disputa presidencial, o republicano Mitt Romney, suspenderam atividades de campanha faltando pouco mais de uma semana para a eleição.

A supertempestade chegou à Costa Leste americana por volta das 20h da segunda-feira do horário local, atingindo Atlantic City, em Nova Jersey, com ventos de cerca de 129 quilômetros por hora.

Boa parte da cidade ficou debaixo d'água e 30 mil moradores tiveram de ser evacuados.

A mais antiga usina nuclear dos Estados Unidos, Oyster Creek, em Nova Jersey, entrou em estado de alerta, devido à elevação das águas no Estado.

Veja algumas imagens divulgadas pelas principais agências de notícias:

Foto: Dann Cuellar/ Associated Press

Foto: Lucas Jackson / Reuters

A chegada de "Sandy" nesta segunda-feira à tarde, em Atlantic City, na costa leste.

Foto: Stan Honda / AFP

Anunciada como a tempestade do século, Sandy, cumpriu as mais temidas previsões, com ondas gigantes e ventos de 130 quilômetros por hora. Centenas de milhares de pessoas da Nova Inglaterra e Carolina do Norte deixaram suas casas fugindo da tempestade.

Foto: Richard Drew / AP

A tempestade fechou a Bolsa de Nova York, neste 29 de outubro. Raramente Wall Street deixa de funcionar por causa de fenômenos meteorológicos, as ultimas vezes foram por causa de uma nevasca em 8 de janeiro de 1996 e em 27 de setembro de 1985 para o furacão Gloria.

Foto:John Minchillo / AP

Águas do mar inunda a área onde estão sendo construídos os edifícios, que substituirão o World Trade Center, em Manhattan.

Foto: Andrew Kelly / Reuters

A borbulhantes Manhattan era um bairro fantasma nesta segunda feira à noite

Foto: Andrew Kelly / Reuter

O túnel do metrô é invadido pelas águas, em Manhattan.

Foto: Andrew Burton / Getty Images

Estacionamento subterrâneo, inundado, no distrito financeiro de Nova York.

Foto: Tim Kuklewski / Guarda Costeira dos EUA via AP

HMS Bounty, um veleiro de 180 pés, não resistiu à tempestade e naufragou a cerca de 90 km ao sudeste de Cape Hatteras, Carolina do Norte, nesta segunda-feira. A Guarda Costeira resgatou 14 tripulantes, dois estão desaparecidos, entre eles o Capitão da embarcação.

Foto: Andrew Gombert / EPA

Multidão de curiosos observam um guindaste danificado pela ventania que está pendurado precariamente na 157 W. 57th Street

Foto: Michelle Mcloughlin / Reuters

Ondas acidente mais casas ao longo da linha de costa em Milford, Connecticut em Mohday. A tempestade monstro caindo sobre a costa leste dos EUA, reforçada na segunda-feira depois de centenas de milhares de pessoas se mudaram para um lugar mais alto.

Foto: Lenwood Gibson / Reuters

Carros danificados sentar debaixo de uma árvore caída de ventos fortes no bairro de Queens em Nova York na segunda-feira. Furacão Sandy começou a golpear os EUA Costa Leste na segunda-feira com fortes ventos e chuvas torrenciais, como a tempestade monstro desligar de transporte, empresas fechadas e enviou milhares lutando por horas Higher Ground antes que o pior foi devido à greve.

Foto: Cj Gunther / EPA

Um curioso arrisca-se para tentar fotografar as ondas gigantes que atingem o cais, em Lynn, Massachusetts na segunda-feira

Foto: Mandel Ngan / AFP - Getty Images

O presidente Barack Obama chegando na Base Aérea de Andrew, em Maryland. Retorno antecipado a Washington e cancelamento dos atos campanha,para monitorar o socorro as vítimas do Sandy.

Foto: Lucas Jackson / Reuters

Um veículo tenta se manter perigosamente o trajeto, levado pelo vento do furacão Sandy, em Southampton, Nova York, nesta segunda de manhã.


10 de jul. de 2012

COLOMBIA: No fogo cruzado vilarejo pede cessar fogo a Farc

COLOMBIA
No fogo cruzado vilarejo pede cessar fogo a Farc
A pequena localidade de Toribío no Departamento de Cacua, sudoeste da Colômbia, cansada e amedronta, vivendo debaixo de uma chuva de balas e explosivos, de confrontos entre as Forças Armadas colombianas e os guerrilheiros da FARC, fizeram acordo de cessar fogo com os guerrilheiros e protestaram quanto a permanência do exercito regular em seu território

Foto: Getty Images

Soldado colombiano patrulhando nas ruas de Toribío

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BC Brasil, Semana, El Nuevo Siglo, El Espectador, El Tiempo

Depois de aguentar quase 72 horas de confrontos entre as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e tropas do Exército colombiano, a população civil do município de Toribío, no Departamento de Cauca decidiu procurar os líderes da guerrilha para pedir um cessar-fogo.

No último domingo, líderes indígenas, camponeses e a população urbana da cidade de pouco mais de 26 mil habitantes falaram diretamente com as Farc.

De acordo com a contagem oficial, os ataques que começaram na sexta-feira deixaram cinco feridos, embora a população contabilize ao menos 13.

Entre os atingidos estão funcionários de uma missão médica que trabalhavam em um centro de saúde, alvo de um explosivo lançado por guerrilheiros baseados nas montanhas.

Além disso, pelo menos dez casas foram atingidas e 600 pessoas foram deslocadas por conta da ofensiva.

O líder indígena Gabriel Pavi contou à BBC Brasil que, apesar da presença do Exército na região, a situação estava incontrolável.

Segundo Pavi, no começo da tarde do domingo a comunidade se dividiu em quatro comitivas que caminharam a diferentes áreas rurais para falar com as Farc.

"Cada grupo levou entre uma e duas horas até chegar aos guerrilheiros. Nós conversamos com eles e exigimos que parassem de lançar bombas contra a cidade", explicou.

De acordo com o Pavi, a "missão civil" foi concluída com sucesso e, por volta de seis horas da tarde de domingo, os ataques cessaram.

Além de ir atrás da guerrilha, a população local também protestou contra os militares. Nesta segunda-feira, um grupo de indígenas destruiu trincheiras usadas pelos militares para se proteger das investidas da guerrilha.

O prefeito da cidade, Ezequiel Vitonás, deixou transparecer em entrevistas a rádios e jornais colombianos que a situação ainda é delicada.

Ele contabiliza que a região foi atacada mais de 450 vezes pela guerrilha nos últimos dez anos.

Foto: Captura de Video/El Pais.com>


Civis colombianos decidiram destruir as trincheiras do exército, para forçar os militares a deixarem a região. O presidente Juan Manuel Santos vai até o lugarejo na próxima semana para se reunir com a população

Um dos maiores ataques ocorreu há exatamente um ano, quando as Farc instalaram em uma "chiva" (microônibus típico da região) explosivos que destruíram uma delegacia e afetaram 400 casas. Nesse incidente, três pessoas morreram e 70 ficaram feridas.

Os militares negam que haja falta de controle por parte do Estado. Para o Exército, as Farc estariam usando o lançamento de explosivos como estratégia para "despistar" o deslocamento de suas tropas no sul do país.

Em meio à crise, o presidente Juan Manuel Santos convocou uma reunião emergencial do Conselho de Ministros na próxima quarta-feira na cidade de Toribío.

Para analistas, esse é um sinal do alerta que a ofensiva e a iniciativa de mediação civil geraram no governo federal.

"Santos não quer que a população civil se torne intermediária do conflito, pois pode parecer que o Estado perdeu capacidade de enfrentar o problema, avalia Ariel Ávila, estudioso da ONG Corporación Nuevo Arco Íris.

Ariel explica que, apesar de ser incomum, não é a primeira vez que a sociedade resolve agir por conta própria. Segundo ele, houve outros momentos assim, inclusive em Toribío.

A população local diz estar aliviada com o fim do ataque prolongado do final de semana, mas tem dúvidas de que a trégua dure muito tempo.

ANO PASSADO

Fotos: Reuters





Imagens do ano passado, julho de 2011, registram protestos contra os mesmos enfrentamentos entre a Farc e o Exército, que há tanto tempo, vem causando prejuízos, medos e desconfortos a pobre população civil da região.


25 de mar. de 2012

Desabamentos no Rio de Janeiro ainda sem causas ou culpados

BRASIL
Desabamentos no Rio ainda sem causas ou culpados
Dois meses depois do desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro, ainda se arrasta sem previsão de fim o inquérito policial que apura as causas do acidente. As vítimas estão perdendo a esperança de recuperar e as vítimas e parentes dos mortos estão ansiosas pelo nome dos culpados.

Foto: Getty Images

Desabamento aconteceu na vizinhança do Teatro Municipal do Rio de Janeiro

Reportagem de Júlia Dias Carneiro da BBC Brasil

Fontes:”thepassiranews”, BBC Brasil

Dois meses após o desabamento de três prédios no centro do Rio, ainda não há previsão para fim do inquérito policial que apura as causas do acidente. As vítimas estão perdendo a esperança de recuperar bens perdidos, mas conquistaram seus primeiros benefícios junto ao poder público.

De acordo com a Associação das Vítimas da Avenida Treze de Maio, o prefeito Eduardo Paes baixou, neste mês, um decreto concedendo suspensão dos tributos municipais para os atingidos pelo episódio durante seis meses (35.228, de 12 de março).

Além disso, as vítimas deverão ter acesso a empréstimos com condições especiais, com repasse de recursos do BNDES, de acordo com o presidente da associação criada para dar suporte a elas, o advogado Otávio Blatter.

Segundo Blatter, o empréstimo foi negociado com a Secretaria estadual de Finanças, atendendo a pedido da prefeitura, que intercedeu após uma audiência do grupo com Eduardo Paes em fevereiro. Os detalhes ainda estão sendo fechados, mas a associação enviou nesta semana à secretaria a lista de empresas interessadas.

"Ao que tudo indica, o empréstimo será a longo prazo e a juros extremamente baixos para possibilitar a recuperação das empresas", afirma o advogado, do escritório Blatter e Galvão, que ficava no 13º andar do prédio mais alto que desabou.

Foto: Carlos Ivan/O Globo

Momento dramático: os bombeiros localizam o corpo de uma das vítimas

Recomeço 'precário'

Na noite de 25 de janeiro, três prédios desmoronaram na Avenida Treze de Maio, na Cinelândia, centro do Rio, logo atrás do Teatro Municipal - os destroços atingiram também a bilheteria do teatro.

Os desabamentos mataram 22 pessoas, das quais cinco continuam desaparecidas. Dezessete corpos foram identificados, mas exames de DNA feitos com restos mortais encontrados nos escombros ainda não identificaram os demais.

Nos três prédios funcionavam empresas, escritórios, cursos, consultórios, lojas. As empresas perderam documentos, arquivos, equipamentos e toda a estrutura que tinham, afirma a advogada Simone Argolo Andres, diretora institucional da associação,

"As empresas estão tentando se reerguer. Perdemos todo nosso equipamento de trabalho de forma inesperada e brutal. Todo mundo está procurando um cantinho para se instalar. O recomeço está sendo precário para a grande maioria", afirma.

Ela diz que a linha de crédito que está sendo negociada será importante para que as empresas possam seguir com suas atividades sem demitir funcionários. A situação se torna mais difícil porque nenhum seguro vai dar cobertura ao evento, ressalta.

Material perdido

Após os desabamentos, os escombros foram levados para uma área da companhia de lixo do Rio, a Comlurb, na rodovia Rio-Petrópolis. Uma empresa foi contratada para fazer o trabalho de triagem dos detritos.

De acordo com a prefeitura, no processo já foram encontrados documentos, cartões de crédito, fotografias, pen drives, discos de memória, objetos de escritório e outros bens pessoais. O material está sendo catalogado para que as pessoas tenham acesso ele após o processo.

Simone afirma que as vítimas não têm muita esperança de recuperar documentos e equipamentos importantes. Ela lamenta que o trabalho não tenha sido conduzido de forma diferente nas primeiras semanas após o desabamento, com uma triagem inicial antes de remover o material.

A advogada Simone Andres afirma que o recomeço das empresas afetadas é precário
"Se o trabalho tivesse sido feito de outra forma, nós teríamos recuperado bastante coisa. Mas os escombros já foram muito mexidos, e estão a céu aberto, sob sol, sob chuva. Cada dia que passa fica mais distante a possibilidade de a gente resgatar alguma coisa inteira", diz ela.

Muitos dos documentos encontrados estão apagados, afirma, e muitos objetos de valor ainda não foram achados. "O cofre do nosso escritório não apareceu, assim como vários outros cofres, e bolsas têm sido encontradas abertas, sem nenhum objeto dentro."

Investigações

Logo antes de o episódio completar dois meses, na semana passada, o inquérito policial que apura suas causas foi transferido da Polícia Civil para a Polícia Federal.

Como o desabamento danificou também um patrimônio de competência federal - o Teatro Municipal, tombado pelo Iphan - cabe à PF apurar as causas, explica o delegado Fábio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF.

Nesta semana, Scliar recebeu os dois volumes com cerca de 500 páginas com a apuração que havia sido feita até agora pelo delegado Alcides Alves Pereira, da 5ª Delegacia de Polícia.

Pereira havia ouvido mais de 60 testemunhas, entre pessoas que trabalhavam no prédio, que prestavam serviço no local, que trabalhavam nas obras em andamento, que viram o desabamento ou parentes de vítimas fatais.

Nos próximos dias, afirma Scliar, será possível fazer uma estimativa de quanto tempo levará para concluir o processo.

Causas e danos

A principal suspeita levantada após os desabamentos é de que o Edifício Liberdade - o mais alto dos três e primeiro a cair - tinha problemas estruturais, e que estes poderiam ter sido causados por obras que estavam sendo realizadas no edifício.

Material perdido depositado a céu aberto está se deteriorando
"Mas não sabemos se as obras que estavam sendo realizadas no 9º andar (do Edifício Liberdade) foram decisivas para isso ou se foram mais um dos fatores dentre outros que em 40 anos podem ter contribuído para o desmoronamento do prédio", afirma Scliar. "Esta é uma questão fundamental deste inquérito", afirma.

O Conselho Regional de Agronomia (Crea-RJ) também tem um grupo de trabalho com especialistas trabalhando no assunto.

De acordo com o presidente da entidade, Agostinho Guerreiro, as obras que estavam sendo realizadas no Edifício Liberdade continuam sendo a principal hipótese para explicar o acidente.

"O indicador maior são as obras atuais (que vinham sendo realizadas no edifício), mas não podemos descartar obras anteriores. É preciso entender se o desabamento aconteceu a partir das obras recente, ou se elas podem ter sido um gatilho final diante de fragilidades acumuladas ao longo do tempo na estrutura", diz.

De acordo com o advogado Otávio Blatter, as empresas e pessoas prejudicadas aguardam os resultados dos inquéritos para propor ações cíveis por danos materiais e morais.

"Todos os que tiveram prejuízo vão propor uma ação cível. Pretendemos mover uma ação coletiva pela associação. Estamos aguardando a apuração dos fatos", afirma.
*Acrescentamos subtítulo, fotos e legendas a publicação original

26 de jan. de 2012

A tragédia no centro do Rio

BRASIL
A tragédia no centro do Rio
Três prédios desmoronaram na noite de quarta (25), perto do Teatro Municipal, área central do Rio de Janeiro. Quatro mortos, três homens e uma mulher, foram retirados dos escombros. Há 22 desaparecidos. Dos seis feridos no acidente, três permanecem internados na tarde desta quinta, no Hospital Souza Aguiar, um deles, uma mulher, em estado grave. As buscas por sobreviventes ou corpos continuam com a ajuda de cães farejadores e pás mecânicas.

Foto: Carlos Ivan/OGlobo

Foto aérea do Theatro Municipal e, ao fundo, o local onde três prédios desabaram na noite de quarta-feira

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Dia, Folha de São Paulo, BBC Brasil, G1, O Glob

As equipes do Corpo de Bombeiros resgataram quatro corpos de vítimas do desabamento de três prédios, no Centro do Rio de Janeiro. Os corpos encontrados são de três homens e uma mulher. Três foram identificados: Celso Renato Braga Cabral, de 44 anos, Cornélio Ribeiro Lopes, de 73, Moiséis Moraes da Silva.

Equipes de busca e salvamento continuam no local e contam com o auxílio de cães farejadores, retroescavadeiras e pás mecânicas. Buscam ainda pelo menos 22 desaparecidos.

Um prédio de 20 andares, outro de 10 e um imóvel de cinco pavimentos ficaram em ruínas. O acidente ocorreu por volta das 20h30 O desabamento ocorreu por volta das 20h30, de quarta-feira (25), quando os edifícios comerciais estavam com baixa ocupação, o que teria reduzido bastante o número de possíveis vítimas.

Foto: Carlos Ivan/O Globo

Momento em que os bombeiros localizaram um dos corpos

Foto: Paulo Nicolella/O Globo

Cães farejadores e pás mecanicas ajudam na busca por sobreviventes, sob os escombros

Seis pessoas ficaram feridas no desabamento. A principal hipótese é que o desabamento tenha sido causado por um dano estrutural, já que não há informações sobre explosão ou vazamento de gás. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) informou que obras "ilegais", sem registro no conselho ou na prefeitura, estavam sendo realizadas num dos edificios.

Segundo o jornal O Dia, o engenheiro, especialista em estrutura, Antonio Eulálio Pedrosa, disse pela manhã que a causa mais provável para a tragédia é alguma alteração estrutural feita no edifício maior. Eram realizadas obras. "A empresa que realizava a obra, (no 3º e no 9º andar do prédio) pode ter retirado alguma viga e danificado toda a estrutura do prédio", afirmou.

Um prédio na Rua Senador Dantas, que fica próximo ao local do desabamento, foi esvaziado nesta manhã a pedido da Defesa Civil. O prédio, de nove andares, teria sofrido abalo na estrutura.

Três feridos, dos seis atingidos no desabamento, permanecem internados na tarde desta quinta, no Hospital Souza Aguiar, o quadro mais grave é o de uma mulher que teve lesão no couro cabeludo e passou por uma cirurgia.

O ajudante de obras Alexandro da Silva Fonseca Santos, de 31 anos, foi resgatado dentro de um elevador nos escombros. Ele deixou o hospital nesta manhã e disse que foi salvo graças ao celular que usou para pedir socorro, telefonando para um amigo.

Pessoas que estavam no edifício ao lado usaram a luz de seus telefones celulares para chamar a atenção dos bombeiros e buscar socorro. Com as escadas cheias de escombros, não havia como sair. Trinta foram resgatadas.

Foto: Marcelo Piu/O Globo

Guardas Municipais ajudam sobreviventes a deixarem o local

Foto: Marcelo Piu/O Globo

Dezena de veículos que estavam estacionados em frente e nas proximidades ficaram cobertos de poeira e danificados

Um posto de informações para familiares de eventuais vítimas foi instalado na Câmara dos Vereadores, na Cinelândia.

Em nota oficial, o Theatro Municipal informou que o desabamento do edifício da Avenida Treze de Maio não causou prejuízos ao prédio, nem danos estruturais. A única parte atingida por escombros foi a bilheteria, no prédio anexo. Nenhum funcionário foi atingido.

A BBC Brasil embra que o acidente “ocorre pouco mais de três meses após uma possível explosão de gás em um restaurante da cidade ter deixado três pessoas mortas”.

Foto: Carlos Ivan/OGlobo

Apesar da proximidade, o imponente, Theatro Municipal não foi atingido pelo desabamento


5 de dez. de 2011

PERNAMBUCO: Trabalhadores mortos começam a ser enterrados

PERNAMBUCO – LUTO
Trabalhadores mortos começam a ser enterrados
As primeiras vítimas do acidente envolvendo um ônibus e uma carreta que matou 34 trabalhadores pernambucanos no interior da Bahia, neste sábado, começaram a ser sepultados hoje, em Buíque, município onde residiam a quase totalidades das vítimas. Os pernambucanos retornavam, após uma temporada trabalhando como cortadores de cana, em Jateí, no Mato Grosso do Sul, para passar as festas de fim de ano com a família.

Foto: Robson Mendes/Especial para NE10

Os destroços do ônibus, que estava com 45 trabalhadores e foi atingido pela carreta no interior da Bahia

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Pop News, Jornal do Comercio, Diario de Pernambuco

Os 34 trabalhadores pernambucanos vítimas da colisão envolvendo um ônibus e uma carreta no quilômetro 583 da BR-116, na Bahia, neste final de semana, começaram a ser enterrados hoje, na cidade de Buíque, a 258 quilômetros do Recife. 17 entre as vítimas fatais são do pequeno município, próximo à cidade de Arcoverde, no sertão pernambucano.

Os pernambucanos regressavam, após uma temporada como cortadores de cana, na cidade Jateí, no Mato Grosso do Sul, onde havia ido trabalhar, para passar as festas de fim de ano com a família.

Os governos dos estados da Bahia e de Pernambuco organizaram uma verdadeira força-tarefa para identificar, em tempo recorde, os corpos. Ontem, secretários pernambucanos foram deslocados para prestar assistência jurídica e social aos parentes das vítimas.

A matéria do Diário de Pernambuco diz que a Prefeitura de Buíque já decretou luto e feriado municipal. Difícil seria continuar a vida normal diante de uma tragédia sem precedentes na pacata cidade. Buíque é uma cidade com apenas 52 mil habitantes, onde todo mundo se conhece.

A maioria dos mortos morava em bairros humildes da Zona Rural. As famílias estão desoladas. Muitas perderam até oito parentes de uma vez só e dependiam do dinheiro que esses trabalhadores mandavam do corte de cana no Mato Grosso do Sul. Agora, não sabem mais o que fazer.

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

O velório das primeiras vítimas que chegaram à Buíque

A viúva de José Edvaldo Pereira da Silva, Jailza Lúcia de Oliveira, conta que ele ganhava apenas R$ 90 por semana quando trabalhava tirando leite de vaca numa fazenda a poucos quilômetros de casa. Com quatro filhos para criar, o dinheiro era curto. Ele, então, decidiu seguir o conselho do namorado da filha mais velha e viajou para longe. No Mato Grosso do Sul, a renda mensal do agricultor chegava a R$ 1 mil. “Ele mandava, em média, R$ 500 para a gente. Este acidente foi terrível. Só Deus vai dar força para mim e para os meus filhos”, afirmou a também agricultora Jailza.

Dois dias antes de chegar, o marido ligou dizendo que tinha comprado brinquedos para os filhos. “Ele não teve tempo de entregar os carrinhos”, lamentou a mulher, com quem José Edvaldo era casado há 19 anos. Já a dona de casa Judite Moreira perdeu oito parentes no acidente. “Todos ajudavam a família. Aqui o salário é pouco. Eles tinham que sair para poder alimentar os filhos. Meus sobrinhos passavam seis meses, às vezes um ano no Mato Grosso e depois voltavam para casa”, contou. A irmã de Ivanildo Moreira da Silva, Maria de Lurdes Moreira, soube da morte do irmão pelo rádio.

“Estava ouvindo as notícias quando escutei o nome dele. É triste a pessoa esperar por um irmão e ele não chegar. Toda a família o aguardava ele para o Natal”, relembrou. Segundo Maria de Lurdes, Ivanildo era casado e tinha cinco filhos. Ele decidiu viajar porque estava desempregado. Nos últimos dias, estava feliz por poder passar as festas de fim do ano em casa. A agricultora Izaura Beserra também estava animada com a ideia de passar o Natal ao lado do marido, Severino Beserra Cavalcanti. Eles eram casados há 14 anos e tinham um casal de filhos. “Além do meu marido, perdi quatro primos e um cunhado neste acidente”, disse, triste.

O ônibus, que transportava os 45 trabalhadores, não tinha autorização para realizar esse tipo de viagem interestadual, por não oferecer os itens de segurança necessários. Mas os primeiros indícios indicam que foi o motorista do caminhão o responsável pelo acidente, por ter invadido a pista na contramão, atingindo o ônibus, que ficou destroçado, provocando a morte instantânea de dezenas dos passageiros.

O governador do Estado, Eduardo Campos foi até Buíque prestar solidariedade às famílias da vitimas. Eduardo Campos também informou que as secretarias do Governo do Estado estão fazendo um mapeamento para saber que tipo de ajuda caberá a cada uma das famílias. Esse levantamento vai dizer se elas já recebem auxílio de algum programa social. “Elas poderão receber até um salário mínimo de auxílio, dependendo de cada caso”, afirmou o govenador. Ele disse ainda que pediu para agilizar a liberação do dinheiro da Previdência Social das famílias.

O acidente expõe a situação da agroindústria da cana de açúcar de Pernambuco, que obriga trabalhares a migrarem para outros estados em busca de melhores condições de trabalho e salários.

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

O povo de Buique, em choque, com o trágico acidente que ceifou a vida de parentes e conterraneos.


7 de abr. de 2011

RIO DE JANEIRO – TRAGÉDIA: A chacina na escola em Realengo

RIO DE JANEIRO – TRAGÉDIA
A chacina na escola em Realengo
Ao estilo dos insanos americanos, o ex-estudante da Escola Municipal Tasso de Silveira, no Rio, Wellington Menezes, invadiu o estabelecimento a saiu disparando com duas armas de fogo, à revelia, matando pelo menos 12 jovens e ferindo outros 13, tendo, depois de alvejado pela polícia, se suicidado

Foto: Antonio Lacerda/EFE/El Pais

A Escola Municipal Tasso de Silveira, na zona oeste do Rio, onde aconteceu o massacre. O crime teve repercussão mundial

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, BBC Brasil, Le Monde, El Pais, City TV, Extra, Casos de Polícia, O Dia, Blog do Noblat

A Escola Municipal Tasso de Silveira, na zona oeste do Rio, onde aconteceu o massacre Por volta das 08h30min da manhã de hoje, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, matou 12 jovens e feriu outras 13 e se matou, no colégio onde havia estudado quando garoto, a Escola Municipal Tasso de Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Com a desculpa que ia fazer uma palestra, entrou na escola, armado com dois revolveres, muita munição, mais um equipamento que facilitava o remuniciamento rápido das armas e começou a atirar provocando um massacre, comum nos Estados Unidos, até então inédito na crônica da violência urbana brasileira.

Foto: Paulo Alvadia/Agência O Dia

O sargento Márcio, ao centro, alvejou o assassino, que em seguida suicidou-se

O Sargento da PM, Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, primeiro a entrar na escola durante o ataque, disse que participava de uma operação perto da escola quando um garoto ferido pediu socorro.

Ao entrar na escola, o sargento disse ter visto Menezes saindo de uma sala em direção ao terceiro andar da escola.

Foto: Jadson Marques/EFE/El Pais

O corpo sem vida de Wellington Menezes, autor da chacina

O policial afirmou ter então conseguiu alvejar o criminoso com um tiro na perna. Ferido ele suicidou-se disparando na própria cabeça.

Uma funcionária da escola disse à rádio BandNews que Wellington Menezes disparou cerca de cinqüenta tiros contra os alunos. Funcionários e alunos conseguiram sair pela garagem da escola e buscaram refúgio na casa de vizinhos.

Nas primeiras investigações a polícia concluiu que o atirador entrou na escola com duas armas e mais de 70 projéteis. Um revólver calibre 38 está com a numeração raspada, o que impede a polícia de rastrear sua origem. O outro revólver, um calibre 32, pertence a um homem já falecido.

Wellington Menezes de Oliveira tinha ainda em sua mochila pelo menos 12 speed loaders, um acessório usado para carregar as seis balas de um revólver com rapidez. A peça, segundo especialistas em armas, pode ser comprada por qualquer pessoa em lojas que vendem equipamentos de caça e pesca por até R$ 30, cada.

De acordo com policiais, Wellington teria feito os cerca de 50 disparos apenas com o revólver calibre 38 e, por isso, teria usado pelo menos nove speed loaders. A polícia encontrou com Wellington ainda 22 balas intactas.

Apesar de não ter formação militar ou policial, Wellington mostrou habilidade incomum para manusear o revólver. A polícia vai investigar se ele recebeu algum tipo de treinamento ou foi ajudado no planejamento do crime.

O diretor da escola municipal disse à rádio CBN que Wellington Menezes havia visitado a escola há pouco tempo e conversado com professores.

A Polícia encontrou entre os pertences de Wellington uma carta suicida, repleta de insanidades, com teor "fundamentalista" e "várias frases desconexas" sobre islamismo e terrorismo.


TRECHO DA CARTA - "Preciso da visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante da minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida", diz parte do documento digitado em computador e assinado de próprio punho pelo atirador.

A carta deixava claro que ele sabia que ia morrer, já que especifica como gostaria de ser enterrado – “ao lado da sepultura onde minha mãe dorme”; diz precisar da visita de um seguidor de Deus – para pedir “o perdão de Deus pelo que fiz” – e deixa instruções para que sua casa no bairro de Sepetiba seja doada para “instituições pobres” “que cuidam de animais abandonados”.

Filho adotivo, ele saiu da casa onde morava com a irmã há oito meses e se mudou para Sepetiba. Em entrevista à rádio BandNews, a irmã Rosilane, de 49 anos, disse que Wellington (foto) era uma pessoa reservada e que não tinha amigos.

- Na época da eleição, ele veio aqui. Chamei para almoçar, ele não queria. Falava muita besteira. Ele só ficava na internet, não tinha amigos, era muito estranho e reservado. Só falava de negócio de muçulmano... Essas coisas assim.

Quando viu o irmão adotivo pela última vez (os pais já são falecidos), no fim do ano passado, Rosilane disse que ele estava com a barba grande. Segundo ela, o irmão estudava práticas terroristas pela internet.

Foto: Getty Images

Uma mulher mostra uma foto de sua sobrinha Patrícia (15), uma das vítimas do tiroteio na escola em Realengo

Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio informou, na noite desta quinta-feira (7), que o número de crianças mortas no ataque à escola subiu para 12. Constata-se que das 24 pessoas baleadas, pelo criminoso, 20 eram do sexo feminino. entre os mortos há também uma prevalência de meninas, 10 entre os 12 vitimados fatalmente.

Foto: Fabio Gonçalves/Agência O Dia

Alguns dos feridos recolhidos aos hospitais estão em estado grave.


*Atualizado às 07hs do dia 8/04/2010