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4 de set. de 2014

Paulo Maluf se diz envaidecido com título de "Senhor Propina" concedido pela Transparência internacional

BRASIL -
Paulo Maluf se diz envaidecido com título de "Senhor Propina" concedido pela Transparência internacional
Nem mesmo a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que o considerou inelegível e a alcunha de “Senhor Propina”, dada a ele pela Transparência Internacional, na terça-feira, na Suíça, tiraram o humor do ex-prefeito de São Paulo, em plena campanha política, no dia do seu aniversário

Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

Maluf elogiou a presidente Dilma Rousseff e disse que admira o PT porque tornou-se um partido de "centro para centro-direita"."Eu me sinto comunista perto do PT de hoje", afirmou.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, O Globo, Blog do Reinaldo Azevedo

Na semana em que teve sua candidatura impugnada pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), baseada na Lei da Ficha Limpa o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) realizou uma carreata nesta quarta-feira (3) com direito a fogos de artifício, chuva de papel picado e carro de som na zona leste da capital paulista.

Maluf virou garoto propagada mundial da corrupção, ao ser citada como "Mr. Kickback" –ou "Sr. Propina", – em uma campanha mundial contra corrupção, lançada nesta terça-feira (2) pela organização não governamental suíça Transparência Internacional.

Imagem Reprodução

No cartaz da campanha da Transparência Internacional contra corrupção, Paulo Maluf destacadamente citado como exemplo negativo, é chamado de "Mr. Kickback" ("Sr. Propina")

Com ordem de prisão decretada pela justiça americana, na lista de procurados pela Interpol, a policia Internacional, Paulo Maluf, 83 anos, completados ontem, parece não se abalar, com nada, sempre confiado nas brechas da justiça, para continuar impune e politicamente poderoso no Brasil.

Perguntado pelos jornalistas sobre a fama mundial de corrupto, afirmou que fica até "envaidecido de estar importunando uma entidade europeia."

"De uma certa maneira, eu fico até envaidecido de estar importunando uma ONG na Europa. Eu pensava que só importunava picaretas brasileiros, mas agora eu vejo que importuno picareta da Suíça", disse.

De acordo com ele, membros da organização suíça estariam sendo processados por "coisas indecorosas". "Eu recebi uma informação de que dois diretores deles estão sendo processados por coisas indecorosas. Eu não me incomodo com isso", afirmou Maluf, que disse também ficar "envaidecido" de ver seu "trabalho dar coceira em pessoas que vivem na Europa".

Na campanha intitulada "Desmascare a Corrupção", que tem como objetivo pressionar o governo suíço a mudar a legislação sobre sigilo bancário no país, Maluf é acusado de ter desviado US$344 milhões (ou o equivalente a R$ 770 milhões) durante seu mandato como prefeito de São Paulo (1993-1997). O ex-prefeito sempre negou as acusações de corrupção.

Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

“Parabéns! Parabéns! Hoje é o seu dia e que dia mais feliz”. Ao som da rainha dos baixinhos Xuxa, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) comemorou o seu octogésimo terceiro aniversário numa carreata pela ruas da Zona Leste de São Paulo.

ANIVERSÁRIO

No dia do seu aniversário, ontem, 03, o parlamentar comemorou seus 83 anos, fazendo uma carreata, em campanha para mais um mandato de Deputado Federal, num carro de som com o logotipo "Loucuras de Amor".

Sua chegada de Maluf no ponto de encontro para o início da carreata, foi tocada a música "Parabéns da Xuxa".

Na carreata, o deputado federal acenou e mandou beijos para eleitores que caminhavam na rua. O trajeto de cerca de duas horas ocorreu sob um dos jingles mais famosos de suas campanhas eleitorais: "São Paulo é Paulo, porque Paulo é trabalhador", diz o refrão.

Segundo a Folha de S. Paulo, alguns eleitores, entretanto, estranharam a campanha de rua. "Ele não estava sendo processado pela Interpol? Ele está aí e ninguém acha ele?", indagou o publicitário Alexandre Mota, 48 anos, que passava pela região no momento da carreta.

O candidato à reeleição disse que irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral contra a impugnação de sua candidatura. De acordo com ele, não há dúvida de que a Justiça Eleitoral manterá sua candidatura.

"Decisão da Justiça a gente cumpre. Mas foi 4 a 3, houve uma divisão. Nós vamos recorrer e já há jurisprudência sobre esse assunto", afirmou.

Por 4 votos a 3, venceu o entendimento de que a condenação de Maluf no caso de superfaturamento na construção do túnel Ayrton Senna, quando ele era prefeito de São Paulo, o enquadra no artigo da Ficha Limpa que trata da inelegibilidade por improbidade administrativa.

MARINA

Depois de ser comparada pelo PT aos ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor, Maluf disse que o discurso da presidenciável Marina Silva (PSB) lembra o de presidentes do regime militar, como Ernesto Geisel e Emílio Médici.

"Dizer que vai governar sozinha? Quem sabe [Adolf] Hitler, [Benito] Mussolini ou [Joseph] Stalin poderiam falar isso. Aqui, com a mídia livre, não pode acontecer", disse, ressaltando que não vê condições administrativas e politicas para que ela governe.

O ex-prefeito de São Paulo também elogiou a presidente Dilma Rousseff e disse que admira o PT porque tornou-se um partido de "centro para centro-direita".

"Eu me sinto comunista perto do PT de hoje", afirmou.

Como presente de aniversário, ele disse que deseja que o Brasil volte a crescer 10% ao ano. Na semana passada, o IBGE anunciou que o PIB brasileiro caiu 0,6% no segundo trimestre na comparação com os três primeiros meses deste ano.

TESÃO

O ex-prefeito de São Paulo não quis se alongar em comentários sobre declaração do candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf, de que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não tem "tesão" para governar. Perguntado se aos 83 anos teria "tesão" para mais um mandato, fez piada.

"Não vou comentar, mas não preciso, aos 83 anos, de certos instrumentos que muitos jovens fazem uso hoje em dia", finalizou, entre risos.

21 de jan. de 2014

Marta Suplicy, ao ser condenada, mais uma vez, por improbidade administrativa, ameaça trono de Maluf

BRASIL - Corrupção
Marta Suplicy, ao ser condenada, mais uma vez, por improbidade administrativa, ameaça trono de Maluf
Marta Suplicy, está cada vez mais, perto de alcançar, Paulo Maluf, até então considerado imbatível, como o político mais condenado do país. Na última decisão, o juiz disse que os documentos apresentados no processo, comprovam que houve “contratação ilícita” e favorecimento da entidade, contratada, ou seja, sem licitação Marta repassou quase 400 mil, para uma ONG, da qual ela é (era) sócia-fundadora. Marta, atualmente a frente do Ministério da Cultura, administra um orçamento que beirou os 400 milhões em 2013.

Foto: Marcos De Paula/AE

Procurada para comentar a condenação Marta não conseguiu esboçar qualquer emoção: havia acabado de injetar sua dose diária de toxina botulínica tipo A, também conhecida com botox

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Ministério da Cultura, Época, Estadão, Estadão

A ex-prefeita de São Paulo, senadora licenciada e atual ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT-SP), foi condenada, no início do mês, por improbidade administrativa pela Justiça de São Paulo por atos à frente da Prefeitura de São Paulo, capital, no período de 2001 a 2005, por decisão do juiz Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública da capital paulista.

Além da suspensão dos seus direitos políticos por três anos, Marta Suplicy foi condenada ainda a pagar multa no valor de cinco vezes o que ela recebia de remuneração no período em que foi prefeita.

Da decisão ainda cabe recurso, o advogado da petista, Pedro Estevam Serrano, disse que irá. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Marta Suplicy contratou sem licitação, em 2002, a organização não-governamental GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual) para desenvolver ações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos e sexualidade para os moradores das subprefeituras de Cidade Ademar e Cidade Tiradentes, ambas na Zona Leste de São Paulo.

VELHOS ALIADOS - Em 2004, Marta recebendo apoio de Maluf para reeleição de Prefeita de São Paulo
A secretária municipal da Educação na gestão de Marta Suplicy, Maria Aparecida Perez, também teve seus direitos políticos cassados por três anos e ainda terá de pagar multa equivalente a cinco vezes o salário dela na época.

A ONG, Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual, também foi condenada a pagar multa no valor de 10% do contrato original firmado com a administração, de R$ 372.119,19 na época, o qual deve ser atualizado segundo os índices oficiais acrescido de juros moratórios contados da última citação realizada nos autos do processo. E foi proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária, pelo prazo de três anos.

Em sua decisão, o juiz afirma que os documentos apresentados comprovam que a “contratação ilícita levou ao favorecimento da entidade, que, em sua origem, teve relações estreitas com a chefe do Executivo local”. Marta Suplicy foi sócia-fundadora da ONG. Da para desconfiar que parte desse dinheiro tenha sido desviado para o patrimônio da sócia fundadora famosa.

“Nestes termos, verifica-se que o gestor desviou-se de seu dever de imparcialidade, praticando conduta voluntária e consciente, favorável à entidade com que há pouco mantinha estreita relação funcional, não se resguardando quanto à licitude objetiva do processo de escolha do prestador de serviço, para o que era imprescindível, no mínimo, a consulta de preços dirigida a demais agentes aptos à atividade contratada”, completa a decisão judicial.

A condenação é mais um embaraço na biografia política de Marta Suplicy, que como, praticamente todos os integrantes do Partido dos Trabalhadores, quando empossados em cargos executivos, agem como se os cofres públicos fossem da mãe Joana.

Claro que essa condenação terá sua aplicação protelada e não afetará a vida politica da petista, que continuará Ministra do Governo Dilma, como se nada tivesse acontecido, tendo no ano passado, administrado á sua maneira, o orçamento de R$ 368 milhões, do Ministério da Cultura.

Se a primeira sentença levou quase oito aos para ser proferida, imaginem o quanto vai demorar para que os tribunais superiores se pronunciem a respeito.

A semelhança dos crimes durante a condução da gestão municipal e a tática de protelar a aplicação das condenações, faz Marta Suplicy, cada vez mais próxima de Paulo Maluf, como se fora uma versão de saias do corrupto mais famoso do Brasil. Já está na hora de se reconhecer o brilho próprio de Marta, que já está a ameaçar o trono de Maluf.

No próximo mês de março Marta Suplicy tentará esconder que completará 69 anos de idade, antes que complete 85 esse processo não terá uma sentença definitiva, e pode ser até arquivado, antes disso, devido à longevidade da ré, irrecorrivelmente condenada à velhice.

4 de nov. de 2013

Maluf estaria impedido de ser candidato nas próximas eleições após condenação do Tribunal de Justiça SP

BRASIL - Corrupção
Maluf estaria impedido de ser candidato nas próximas eleições após condenação do Tribunal de Justiça SP
O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou condenação de Paulo Maluf por superfaturar obra de túnel Ayrton Senna, polêmica obra de sua gestão na Prefeitura de São Paulo, por isso ele pode ficar fora das próximas eleições. Segundo o Ministério Público Estadual, os valores superfaturados abasteceram contas do ex-prefeito na Suíça. Defesa diz que ele pode se candidatar e que vai recorrer ao STJ, ao STF. Os advogados contam que não haverá tempo dos Tribunais Superiores julgarem os recursos até as próximas eleições.

Foto: AE

Maluf foi condenado por superfaturamento durante sua gestão na Prefeitura de SP.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, G1, Blog do Ricardo Setti

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve nesta segunda-feira (4) a condenação contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), ex-prefeito da cidade, por improbidade administrativa em superfaturamento de obra. Segundo a sentença, Maluf está proibido de fazer negócios com o poder público e teve suspensos seus direitos políticos por cinco anos. Além disso, terá que devolver o dinheiro desviado e pagar multa.

Com a decisão tomada por um órgão colegiado em segunda instância, Maluf pode, aos 82 anos, ingressar na categoria dos fichas-sujas e não disputar eleições por oito anos.

Maluf havia apresentado um recurso contra a condenação sofrida em 2009 no processo sobre o superfaturamento das obras do túnel Ayrton Senna, executadas em sua gestão como prefeito da capital (1993-1996). Cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

Maluf foi um dos deputados federais mais votados nas eleições de 2010 em São Paulo. Ele recebeu cerca de 500 mil votos. Pela Lei da Ficha Limpa, uma pessoa condenada por um colegiado à suspensão dos direitos políticos por ato de improbidade administrativa pode ficar inelegível (por oito anos contados a partir da condenação) se a Justiça considerar que houve lesão ao patrimônio publico e enriquecimento ilícito.

No caso de Maluf, ele pode pedir o registro da candidatura em 2014 e se alguém, um partido ou o Ministério Público questionar, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai analisar caso de inelegibilidade. Em março deste ano, o TSE entendeu que quando não há lesão ao erário ou enriquecimento ilícito o político pode se candidatar.

Os advogados de Maluf, Eduardo Nobre e Patricia Rios, por meio de nota, afirmaram que a decisão não impede que o deputado participe das próximas eleições.

Segundo os advogados, para ser impedido pela Lei da Ficha Limpa é necessário que a condenação por improbidade administrativa tenha as seguintes características de forma cumulativa: "proferida por órgão colegiado; determine a suspensão de direitos políticos; que o ato tenha sido praticado na modalidade dolosa; que o ato importe em prejuízo ao erário; e que o ato cause enriquecimento ilícito do agente público".

Ainda de acordo com Nobre e Rios, o Tribunal de Justiça não condenou o deputado Paulo Maluf pela prática de ato doloso, como também não o condenou por enriquecimento ilícito.


"Por essas razões a Lei da Ficha Limpa não impede que o deputado participe das próximas eleições", diz o texto.

SUPERFATURAMENTO

No primeiro julgamento, em 2009, Maluf foi condenado a devolver R$ 14,7 milhões (cerca de R$ 25 milhões em valores atuais). A ação inicial, de 2001, demorou 12 anos para chegar à segunda instância.

Segundo o Ministério Público, laudo feito durante as investigações do caso demonstrou que o túnel Ayrton Senna foi superfaturado em cerca de R$ 200 milhões, em valores atualizados.

De acordo com a Promotoria, na construção do túnel, a empresa da prefeitura que administrava a obra aceitou preços de materiais, mão de obra e equipamentos acima dos praticados no mercado em planilhas apresentadas pelas empreiteiras Constran e CBPO.

Esses preços eram usados para reajustar o contrato por meio de um índice intitulado como Fator K. Como os preços estariam mais altos que os de mercado, o contrato foi reajustado em valores mais elevados.

A ação de 2001 citava vários exemplos de superfaturamento, sempre em valores da época. Um tipo específico de concreto que custava R$ 0,69 o quilo aparecia nas planilhas das empreiteiras a R$ 6,24.

O tubo de PVC, cujo metro linear custava R$ 9,92 no mercado, aparecia valendo R$ 17,50 no índice. O túnel, orçado inicialmente em R$ 147 milhões, acabou custando R$ 728 milhões, o equivalente a R$ 2,2 bilhões em valores atuais.

Maluf foi condenado porque autorizou suplementações de verba para a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), empresa da Prefeitura que era dirigida pelo ex-prefeito Reynaldo de Barros (1931-2011), que também foi condenado pela nessa ação.

Além de Maluf, quatro diretores da Emurb na época (gestão 1993-1996) e duas construtoras foram condenados em 2009 pela Justiça de São Paulo a ressarcir R$ 4,9 milhões aos cofres públicos pelo pagamento de um serviço não realizado na construção do túnel Ayrton Senna, na Zona Sul de São Paulo.

Além de devolver o dinheiro, Maluf terá de pagar multa igual ao dobro do valor, o que dá R$ 9,8 milhões.

Em resumo, da mesma forma que demorou 12 anos para ser julgado na segunda instância, mais uma dezena de anos passaram até que ele seja julgado na STJ e no STF.

Até lá, Paulo Maluf continuará tecnicamente inocente, aliado de Lula e debochando da justiça.

É frustrante vê que o Brasil não consegue condenar em definitivo, depois de tantos anos de processo, o nosso corrupto símbolo Paulo Salim Maluf. O que não deixa de ser um estímulo a corrupção.

14 de jul. de 2013

Anel milionário de Sylvia Maluf pode ir a leilão, por determinação da justiça americana

BRASIL – ESTADOS UNIDOS - Corrupção
Anel milionário de Sylvia Maluf pode ir a leilão,
por determinação da justiça americana
A Promotoria de Nova Iorque descobriu a jóia da mulher do ex-prefeito, em 2007, na galeria da Sotheby's, tradicional casa de leilões milionários, suspendeu a venda da peça que agora pode ser comercializada para cobrir custas da justiça americana

Foto: Reinaldo Canato/UOL

O casal Maluf, Paulo e Sylvia. Assessoria do ex-prefeito diz que joia não é dela

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Veja

Reluz em um cofre da mundialmente conhecida casa de leilões, Sotheby's de Manhattan um anel de rubis e diamantes registrado em nome do deputado e ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP), de uso de sua mulher, Sylvia Lutfalla Maluf. O valor da joia é estimado entre US$ 120 mil e US$ 150 mil.

O Tribunal de Nova York decidiu manter a peça sob confisco para possivelmente leiloá-la em breve - o montante arrecadado será usado para cobrir despesas da Justiça americana com o processo em que Maluf é réu por envolvimento em suposto esquema de propinas e remessas ilegais de divisas.

A investigação mostra que o anel foi colocado à venda em 2003 na tradicional casa de leilões - que inaugurou sua primeira loja em Londres, nos idos de 1744. Na ocasião,'ruby and diamond ring' foi destaque em um catálogo de itens.

Em 2007, promotores de Nova York, algozes dos Maluf, descobriram o adorno de Sylvia em uma galeria da Sotheby's e prontamente requereram o embargo. Já naquela ocasião, em primeiro grau, a Justiça acolheu o pleito.

É um esplendor, assim descrito: rubi de 7,25 quilates, emoldurado por 18 diamantes em forma de marquise montada em platina e ouro 18 quilates.

O bem está vinculado aos autos do processo judicial em que Maluf e seu primogênito, Flávio, são formalmente denunciados por roubo - classificação penal que os Estados Unidos imputam a acusados por operações financeiras sem conhecimento das autoridades monetárias.

Nos anos 1990, o doleiro Vivaldo Alves, o Birigui, transferiu US$ 11,5 milhões para conta da família Maluf no Safra National Bank, de Nova York. A fonte do dinheiro seriam desvios de recursos de grandes obras viárias da gestão Maluf, entre 1993 e 1996, na Prefeitura de São Paulo. Birigui assumiu o papel de delator. Suas revelações provocaram ordem de prisão contra Maluf pela Justiça Federal em São Paulo. O ex-prefeito, em 2005, ficou preso na Polícia Federal de São Paulo, durante 41 dias.

Em 2009, a promotoria americana impôs aos Maluf, pai e filho, o mais pesado revés.

Seus nomes foram lançados na difusão vermelha - alerta máximo da Interpol, a Polícia Internacional -, índex dos mais procurados em 190 países que limita os deslocamentos do alvo. Maluf pode ser capturado nos aeroportos se ingressar em qualquer dos países que integra a grande comunidade da policia internacional.

Os promotores destacam que o anel "está em nome de Paulo Maluf e, possivelmente, pertencia a Sylvia Maluf".

O ex-prefeito pode pedir sua devolução. Para tanto terá de comparecer pessoalmente perante a corte dos Estados Unidos, mas um drama pessoal o atormenta: se assim o fizer, inapelavelmente ouvirá voz de prisão.

Em São Paulo, o promotor de Justiça Silvio Marques confirmou que sabia da existência do anel.

Os investigadores concluíram que parte do dinheiro de Maluf transitou por Manhattan e seguiu para a Ilha de Jersey. Na última semana, a corte daquele paraíso fiscal liberou 800 mil libras esterlinas que serão remetidas nos próximos dias para os cofres da Prefeitura paulistana - em maio, um primeiro lote, de 1,4 milhão de libras, havia sido repassado.

O ex-prefeito nega categoricamente que tenha enviado recursos para fora do Brasil. Por meio de sua assessoria de imprensa, ele é enfático. "Não tenho e nunca tive conta no exterior."

Foto: Divulgação

Uma jóia semelhante, embora com valores bastante superiores, é o lendário anel da atriz americana Elizabeth Taylor. O rubi do anel da estrela tem um quilate a mais do que o da mulher de Maluf, 8,24 quilates. Foi presente de Natal, 1968, do seu marido, Richard Burton, com quem foi casada duas vezes. Em 2011 a joia foi a leilão, com lance mínimo de 1,5 milhões de dólares. Mas devido à sua associação com a Elizabeth Taylor, a peça foi vendida por impressionantes $4,2 milhões de dólares, para um arrematador que preferiu o anonimato

25 de mai. de 2013

Ilha de Jersey devolve R$ 4,5 milhões desviados por Maluf

BRASIL - Corrupção
Ilha de Jersey devolve R$ 4,5 milhões desviados por Maluf
Segundo a Justiça, do conhecido paraíso fiscal, a quantia faz parte do montante que deputado desviou de grandes obras viárias durante sua gestão a frente da Prefeitura da capital Paulista. Até as águas do Canal da Mancha sabem que Maluf é corrupto.

Foto: Reprodução

Maluf foi condenado em Jersey por "fraude em ampla escala" - segundo o Ministério Público paulista

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Estado de S. Paulo, G1, Veja, Correio do Povo

A Justiça da Ilha de Jersey, paraíso fiscal europeu, determinou o repasse de 1,45 milhão de libras esterlinas, cerca de R$ 4,5 milhões, de empresas ligadas à família do deputado Paulo Maluf (PP-SP) para os cofres do município de São Paulo.

O dinheiro foi liberado nesta sexta-feira (24) para uma conta dos advogados que representam a Prefeitura de São Paulo em Londres. O montante deve chegar aos cofres públicos municipais na próxima terça-feira (28), já que na segunda-feira (27) é feriado na capital inglesa.

A quantia faz parte do total de US$ 28,3 milhões que a Corte de Jersey mandou as empresas Kildare e Durant, controladas pela família Maluf, devolverem até junho aos cofres públicos municipais. Maluf sempre negou a existência de contas no exterior. O ex-prefeito também nega ter desviado recursos públicos de obras durante sua gestão.

A primeira decisão que reconheceu o direito à repatriação e culpa diretamente Maluf pela fraude foi divulgada por Jersey em novembro de 2012. Em janeiro deste ano, a Justiça calculou em US$ 28,3 milhões (mais de R$ 55,8 milhões, na cotação de 11 de abril) o total que deve ser devolvido aos cofres do município. O valor é apontado como tendo origem em desvios na construção da Avenida Água Espraiada (atual Jornalista Roberto Marinho) há 15 anos, na época em que o deputado Paulo Maluf (PP) era prefeito da capital paulista.

A Procuradoria-Geral do Município informou que o valor será enviado aos cofres públicos em duas partes. Na próxima semana, a prefeitura receberá 1 milhão de libras esterlinas, o equivalente a R$ 3,3 milhões. O restante do valor ficará em Jersey por mais uma semana, no máximo, para custear eventuais custos do processo.

O valor recuperado entrará nos caixas da prefeitura e poderá ser utilizado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) da forma que ele julgar necessário, pagamentos de dívidas ou novos projetos.

É a primeira que um recurso desviado pela família Mafuf retorna ao Brasil através de uma decisão judicial. Para o procurador-geral do Município de São Paulo, Celso Augusto Coccaro Filho, a medida representa um avanço.

“É uma providência necessária e pode ser considerada uma vitória para a administração municipal”, disse.

As companhias condenadas em Jersey apresentaram recursos a um tribunal da Inglaterra que avalia as causas dos territórios da comunidade britânica, mas essa medida não suspendeu a execução da sentença da ilha.

SENTENÇA

De acordo com a sentença, a Justiça de Jersey afirma que Maluf participou da fraude contra a Prefeitura na construção da Avenida Jornalista Roberto Marinho, então conhecida como Águas Espraiadas.

A condenação se deu em ação civil proposta pela Municipalidade de São Paulo na Ilha de Jersey, em 2009, com apoio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital. A parceria foi estabelecida entre a Procuradoria Geral do Município de São Paulo e o Ministério Público em razão do interesse comum na repatriação do dinheiro.

Após a saída de Maluf da prefeitura, o dinheiro desviado foi enviado, entre janeiro e fevereiro de 1998, para contas da família nos Estados Unidos, segundo rastreamento realizado pela Justiça.

A Justiça de Jersey afirma ainda que Flávio Maluf, que é filho do então prefeito, sabia da natureza fraudulenta dos recursos e realizou movimentações. A sentença diz que ele, sob orientação ou com consentimento do pai, fez 15 depósitos, provavelmente através de um ou mais doleiros, em uma conta sua nos Estados Unidos da qual o deputado também seria beneficiado. De lá, o dinheiro foi levado para contas de duas empresas no paraíso fiscal, as Ilhas de Jersey.

Vê-se que até a justiça de um Paraíso Fiscal condenou Maluf sob a alegação de corrupção “em alta escala”, ou seja, eles aceitam abrigar um dinheirinho para lavagem, mas o deputado paulista, aliado de Lula, exagerou.

Enquanto isso, a justiça brasileira, ainda não conseguiu condená-lo, definitivamente, sem condição de recurso, o chamado "trânsito em julgado", em nenhum dos processos que ele responde por aqui.

Não é lindo ?

Foto: FolhaPress

Quantos corruptos há nessa foto? Um ?Dois ? Três ?

O que Lula dirá? Vai dizer que não sabia que Maluf era corrupto? Vai dizer que não sabia que Maluf estava sendo processado por desvio de dinheiro público, aqui no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa? Vai dizer que não sabia que Maluf está na lista de procurados da INTERPOL, a polícia Internacional?

Ou vai dizer que o companheiro Maluf, assim como a companheiro Rosemery Noronha, o companheiro José Dirceu, José Genoíno, e demais mwmbros da quadrilha, estão sendo perseguidos pela justiça e pela imprensa direitista, daqui e dos estrangeiros?

Talvez Lula aconselhe Haddad, o prefeito petista de São Paulo, a devolver o dinheiro para o companheiro Maluf, "por que a justiça não pode tomar de um cidadão um dinheiro ‘honestamente’ desviado".


12 de abr. de 2013

Corte de Jersey, paraíso fiscal britânico, rejeita recurso final de empresas da família de Maluf

BRASIL - Corrupção
Corte de Jersey, paraíso fiscal britânico, rejeita recurso final de empresas da família de Maluf
O dinheiro que as empresas da família Maluf, tem depositado nas Ilhas Jersey, conhecido paraíso fiscal, vão ser devolvidas a Prefeitura de São Paulo, por ter tido origem em corrupção, de proprinas recebidas quando o ex-prefeito Paulo Maluf, era o edil da cidade, isso é o que decidiu a justiça ilhéu, em segunda instância. Os Malufs vão apelar para as cortes inglesas, mas tem poucas chances de obter sucesso.

Foto: Silva Junior /Folhapress

Maluf, aliado do Presidente Lula, reconhecido como corrupto, pela justiça brasileiras e das Ilhas Ilhas Jersey

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de S. Paulo, thepassiranews

A Corte de Apelação da Ilha de Jersey, paraíso fiscal britânico, rejeitou nesta quinta-feira (11) o recurso das empresas controladas pela família de Paulo Maluf (PP-SP), condenadas a devolver R$ 55 milhões aos cofres da Prefeitura.

A noticia chegada um dia após, a justiça de São Paulo ter determinado o bloqueio dos bens até o limite de R$ 519,7 milhões da Eucatex, uma das empresas da família Maluf. Valor correspondente ao que teria sido desviado pelo ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) dos cofres públicos da Prefeitura de São Paulo.

A decisão de Jersey não tem nenhuma conexão com a determinada pela justiça paulista, lá está sendo decidido que o dinheiro depositado no paraíso fiscal, originário de corrupção, deva ser repatriado para os cofres da prefeitura paulista.

Com a decisão, que é definitiva na ilha, fica liberada a execução da sentença, já pedida pelos advogados ingleses da prefeitura.

No processo, as companhias foram condenadas a devolver US$ 28 milhões (R$ 55 milhões) porque a Justiça da ilha considerou que os recursos enviados às empresas no exterior tiveram origem em desvios em obras promovidos por Maluf, que foi prefeito da cidade de 1993 a 1996.

As defesas das empresas condenadas, Kildare e Durant, ainda podem apresentar um recurso à uma corte da Inglaterra responsável pela apreciação de casos julgados em territórios da comunidade britânica.

Porém, esse tribunal só admite apelações nos processos em que as decisões configuraram uma flagrante violação ao interesse público.

A ação em Jersey foi proposta pela prefeitura em 2009 com base em provas obtidas pelo Ministério Público, na gestão do então prefeito Gilberto Kassab.

A decisão de primeira instância, da Corte Real de Jersey, foi divulgada em novembro do ano passado. Segundo o texto da sentença, o município de São Paulo "foi vítima de uma fraude, que teve Paulo Maluf como um de seus participantes".

Em seu recurso, a Kildare e a Durant questionaram a validade das provas levantadas pela prefeitura.

As companhias também contestaram o rastreamento do dinheiro supostamente desviado, que fundamentou a sentença de primeira instância, e os índices de correção do valor a ser restituído ao município.

A corte de apelação, porém, rejeitou todas as argumentações dos advogados das empresas.

A assessoria de imprensa do deputado Paulo Maluf (PP) informou que o ex-prefeito de São Paulo não é réu no processo na ilha de Jersey, mas obteve a informação de que as empresas Kildare e Durant vão recorrer da decisão da corte do paraíso fiscal, apenas para ganhar algum tempo.

Repetimos o que dissemos na ocasião da publicação da decisão, em novembro: “até um paraíso fiscal, acostumado a acolher dinheiro sujo, de ser lavanderia do dos corruptos, achou que o dinheiro das empresas de Paulo Maluf, eram de uma corrupção tão gritante que não mereciam proteção.”

Maluf o aliado de Lula, de Marta Suplicy, e do Partido dos Trabalhadores, apesar de está vivendo o seu momento de inferno astral jurídico, ainda não vai ficar pobre, desta vez, nem perder a pose.

Avaliando os custos benefícios, desses anos todos de corrupção e desvio de dinheiro público, e as “modestas” condenações que estão a lhe incomodar agora, Maluf ainda pode dizer para os seus netos que apesar de tudo, valeu a pena.

11 de abr. de 2013

Justiça bloqueia R$ 520 milhões de empresa de Maluf

BRASIL - Corrupção
Justiça bloqueia R$ 520 milhões de empresa de Maluf
A Justiça determinou o bloqueio dos bens até o limite de R$ 519,7 milhões da Eucatex. O valor corresponderia ao que teria sido desviado pelo ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e serviria para ressarcir os cofres públicos da Prefeitura de São Paulo. O promotor Silvio Marques afirma que a família do deputado está vendendo ou transferindo bens da empresa para evitar que sejam usados em caso de futuras condenações. O PT não diz nada?

Foto: Fabio Pozzebom/ABr

Deputado Paulo Maluf acusado de roubar a prefeitura comandada pelo aliado petista Paulo Haddad, afilhado de Luis Inácio Lula da Silva

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Estadão, Jornal Nacional, Terra, Blog do Reinaldo Azevedo

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de cerca de 520 milhões de reais em bens da Eucatex S/A Indústria e Comércio, empresa controlada pela família do ex-prefeito Paulo Maluf (PP), hoje deputado federal.

Segundo o Ministério Público, autor do pedido de bloqueio, a medida visa impedir que a família do ex-prefeito transfira bens da Eucatex para uma outra empresa, evitando o pagamento de indenizações por supostos desvios que aconteceram na administração de Maluf na capital paulista, estimados em cerca de 500 milhões de reais. O processo corre em segredo de Justiça.

A decisão judicial, da 4.ª Vara da Fazenda Pública, afirma, entretanto, que o bloqueio poderá ser revertido caso acarrete a quebra da Eucatex. No ano passado, a família Maluf registrou uma nova empresa, chamada ECTX, e anunciou que iria transferir para ela parte dos bens da Eucatex. Segundo a promotoria, a medida pretende blindar as propriedades e evitar o pagamento de ações que Paulo Maluf responde. Desde a criação da nova empresa, no ano passado, a Eucatex já teria transferido 320 milhões em bens para ECTX, de acordo com o Ministério Público.

Nos últimos anos, a Justiça brasileira determinou em diversas ocasiões o bloqueio de bens da família Maluf, entre eles propriedades dos filhos do ex-prefeito, mas a Eucatex, apesar de ter sido apontada como um dos destinos das verbas desviadas da prefeitura, vinha sendo poupada.

Eucatex - Fundada em 1951, a Eucatex é uma das maiores produtoras de pisos, divisórias, chapas de madeira, tintas e vernizes do Brasil. Tem mais de 2.400 funcionários e, em março deste ano, teve o valor de mercado avaliado em 790 milhões de reais. Já o patrimônio é de quase 1 bilhão de reais. A família Maluf detém quase 60% das ações ordinárias (com direito a voto) da Eucatex, segundo informações do site da empresa.

Já o conselho é presidido por Otávio Maluf, filho mais velho ex-prefeito. Também compõe o conselho o Flávio Maluf (que acumula ainda a função de diretor-presidente), o ex-ministro da Fazenda Delfim Neto e Heitor Aquino, ex-secretário dos ex-presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo.

Em nota divulgada na noite desta terça-feira, a Eucatex disse que vai “as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão”. A empresa também afirmou que o patrimônio da Eucatex cresceu após alguns dos seus bens terem sido transferidos para ECTX, o que contraria a afirmação do Ministério Público de que a empresa estaria sendo esvaziada.

Por fim, a Eucatex diz que é uma empresa “de capital aberto, com centenas de acionistas, dentre eles, o deputado federal Paulo Maluf, que não é diretor e nem mesmo membro do seu Conselho de Administração”.

Ou seja, para receber dinheiro ilícito da Prefeitura eles não se incomodam, na hora de pagar a conta, não tem nada com isso.

Interessante é o silêncio do PT sobre o caso, que envolve interesse da Prefeitura de São Paulo, atualmente governada pelo petista Paulo Haddad, junto com o ex-presidente Lula, aliado de Paulo Maluf, o homem que é suspeito de ter roubado a Prefeitura sob seu comando.

Reinaldo Azevedo no seu Blog, comenta: “Embora ainda que Paulo Maluf, a exemplo de patriotas como José Genoino e João Paulo Cunha, é membro titular da mais importante comissão da Câmara dos Deputados: a de Constituição e Justiça”.

”Caso se pergunte aos petistas como isso é possível, eles dirão que é da natureza do jogo, coisa do “presidencialismo de coalizão”. E, nesse caso, tudo é, então, permitido.

Maluf não vira alvo dos petistas e das esquerdas porque, agora, está com eles. Essa gente é assim: desde que o antigo inimigo faça as devidas reverências, ela se oferecem como lavanderia de reputações”.

Não é lindo?

20 de jan. de 2013

Justiça de Jersey confirma que Maluf terá de devolver R$ 58 milhões à Prefeitura de SP

BRASIL – Corrupção
Justiça de Jersey confirma que Maluf terá de devolver R$ 58 milhões à Prefeitura de SP
Até o paraíso fiscal, de Jersey, local de deposito de dinheiro sujo, situado no canal da Mancha, possessão do Reino Unido, achou as patifarias de Paulo Maluf demais. Além de mandar devolver o dinheiro da corrupção, ainda determinou que ele pagasse honorários e despesas com advogados da prefeitura que desde os anos 90 tentam repatriar o dinheiro da corrupção. Ninguém sabe qual vai ser o comportamento do aliado petista, de Paulo Maluf, o prefeito de São Paulo, Paulo Haddad diante desses fatos.

Foto: Vagner Campos/Brazil Photo Press/AE

Paulo Maluf e o atual prefeito de SP, Fernando Haddad. Deputado vai ter que devolver 58 milhões de reais para administração de aliado. Será?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Estadão

A Corte de Jersey, conhecido Paraiso Fiscal, confirmou que empresas offshores ligadas ao ex-prefeito Paulo Maluf terão de devolver aos cofres públicos do município de São Paulo US$ 28,3 milhões, além de pagar nove anos de custos com advogados no processo que ainda tramita no paraíso fiscal. A avaliação da prefeitura é de que, só com advogados, o custo chegou a US$ 4,5 milhões (R$ 9 milhões) nesse período.

Em novembro, a Corte constatou que as empresas ligadas à família Maluf haviam sido usadas pelo ex-prefeito para desviar dinheiro de obras públicas em São Paulo, entre elas a obra da Avenida Águas Espraiadas nos anos 90.

Faltava definir o valor, que originalmente foi calculado em US$ 10 milhões. Com juros e correções, além das multas, Maluf terá de devolver US$ 28 milhões, além de US$ 4,5 milhões dos custos dos advogados. As empresas já recorreram e uma decisão final deve sair em março.

Cálculo original da Procuradoria do Município mostra que o valor seria entre US$ 22 milhões e US$ 32 milhões.

"Paulo Maluf era parte da fraude na medida em que, pelo menos no decorrer de janeiro e fevereiro de 1998, ele ou outras pessoas em seu nome receberam ou foram creditadas no Brasil com uma série de 15 pagamentos secretos", concluiu a Corte.

O valor que voltará para a prefeitura está bloqueado em Jersey, sendo que parte importante é composta por ações da Eucatex - empresa da família Maluf.

Através de duas empresas fundadas e administradas pela família, Maluf e Flávio, seu filho, foram os beneficiados do desvio de cerca de 20% da verba destinada à construção da atual avenida jornalista Roberto Marinho.

Com notas fiscais frias, a prefeitura pagou US$ 10,5 milhões a mais para a construtora Mendes Júnior. Esse dinheiro foi repassado a subcontratados e, depois, transferido a Nova York. De lá, o dinheiro cruzou o Atlântico para ser depositado em nome de duas empresas offshore dos Maluf em Jersey.

Deve-se ficar de olho, pois a prefeitura de São Paulo agora comandanda pelo petista Fernando Haddad, tem Maluf como aliado político, e pode por solidariedade livrar a cara do parceiro, abrindo mão do processo e dos milhões. Tudo é possível.

16 de nov. de 2012

Paraíso fiscal condena Paulo Maluf a devolver mais de US$ 22 milhões à Prefeitura de São Paulo

BRASIL - Corrupção
Paraíso fiscal condena Paulo Maluf a devolver
mais de US$ 22 milhões à Prefeitura de São Paulo
A Corte de Jersey, paraíso fiscal britânico, que cuida do julgamento do processo contra o ex-prefeito da capital paulista, concluiu que o político participou da fraude cometida nas obras da Avenida Água Espraiada no final dos anos 90. Espera-se que a direção do PT publique a qualquer instante uma nota de apoio ao correligionário acusando a corte de Jersey por perseguição e discriminação para com os corruptos aliados ao Partido dos Trabalhadores

Foto: Agência Estado

Maluf é o corrupto da direita, condenado a devolver os R$66 milhões a prefeitura de São Paulo, que será comandada a partir de janeiro pelo companheiro do centro que tem como padrinho o companheiro da esquerda, que está colecionando amigos corruptos condenados. Não é lindo?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época, Estadão, G1, Folha de S. Paulo

A Justiça da ilha de Jersey, paraíso fiscal britânico, determinou que as duas empresas atribuídas à família Maluf devolvam US$ 22 milhões (R$ 45,6 milhões) à Prefeitura de São Paulo. Segundo a prefeitura, esse valor foi desviado pelo deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que foi prefeito de 1993 a 1996.

De acordo com a sentença, o "município foi vítima de uma fraude, que teve Paulo Maluf como um de seus participantes".

O procurador-geral do Município de São Paulo, Celso Coccaro, comemorou. "É uma decisão pioneira, proferida no âmbito do direito internacional. Representou um marco contra a corrupção ao reconhecer a fraude contra a prefeitura", disse Coccaro.

Segundo o procurador, ainda será calculado o valor dos juros da condenação, e o montante a ser recuperado pela prefeitura pode subir para US$ 32 milhões (R$ 66,3 milhões).

As audiências do caso, iniciado pela Prefeitura de São Paulo, se encerraram em julho deste ano. Desde então as empresas ligadas à família de Maluf moveram sem êxito diversos recursos para anular o processo, discutir custos judiciais, apresentar novas provas e até reformar a defesa.

As empresas pagaram em juízo, no mês passado, cerca de R$ 450 mil à prefeitura, porque foram derrotadas em um pedido para que a causa fosse enviada ao Brasil.

A decisão divulgada ainda não é final, e um recurso pode ser apresentado no prazo de um mês. Até agora a defesa das empresas ligadas a Maluf não obteve nenhuma decisão a seu favor e já foi repreendida nos autos pelo juiz principal, Howard Page, por conta das medidas protelatórias que tomou. Tradicionalmente, em Jersey a decisão da Corte Real é mantida pelos instâncias de apelação.

A Prefeitura de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo afirmam que o dinheiro em Jersey, em nome das empresas Kildare Finance e Durant International, tem como origem desvios que teriam ocorrido durante a construção da avenida Água Espraiada (atual Jornalista Roberto Marinho), uma das principais obras da gestão Maluf.

Segundo documentos, os advogados das empresas informaram que parte do dinheiro que movimentaram veio de um negócio intermediado por Maluf, a venda da Enterpa Ambiental, uma das responsáveis pela coleta de lixo na cidade em sua gestão, ao grupo Macri.

De acordo com o processo, Maluf recebeu comissões por sua participação no negócio, que foi concluído em 1998, mesmo sem um contrato escrito com as partes.

Os advogados também apontaram Flávio Maluf, filho do deputado, como um dos diretores da Durant International e de sua controladora, a Sun Diamond, que administram o dinheiro depositado e já bloqueado pelas autoridades em Jersey.

Advogados da defesa admitiram à Justiça que Maluf tinha "interesse direto ou indireto" na Durant e na Kildare, mas depois negaram tal fato e citaram apenas Flávio.

A Folha de S. Paulo, revelou em julho que documentos obtidos pelas autoridades brasileiras mostram que Flávio movimentou pessoalmente recursos transferidos ilegalmente a Jersey na gestão de Maluf como prefeito de São Paulo.

Os documentos foram obtidos entre 2004 e 2007 e incluem cartas em que Flávio Maluf dá instruções para a movimentação de contas.

Promotores brasileiros acreditam que a decisão de justiça de Jersey, que considerou o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) culpado por desvio de US$ 22 milhões, abra as portas para um bloqueio definitivo de US$ 1,7 bilhão (R$ 3,5 bilhões) em ativos do ex-prefeito em todo o mundo.

Aguarda-se agora a nota do Partido dos Trabalhadores em apoio ao companheiro Maluf, e contra o tribunal de Jersey. Parece haver uma conspiração judiciaria internacional contra os corruptos ligados ao PT, uma espécie de "corruptfobia".

29 de out. de 2012

PT tentou emparedar Maluf na comemoração de Haddad

BRASIL – Eleição 2012
PT tentou emparedar Maluf na comemoração de Haddad
Depois da vitória do Pestista em São Paulo, Paulo Maluf foi cobrar a fatura. Queria participar da festa da vitória. Os petistas o puseram no fundo do palanque e escalaram companheiros de grande estatura para esconder o aliado incômodo. Maluf ficou se esticando tentando aparecer na foto, por tras da muralha dos ingratos aliados. Eles se merecem.

Foto: Veja

Maluf, tentando ser papagaio de pirata, entre Lapas (esq) e Emídio (dir)

Postado por Toinho de Passira
Texto de Cida Alves, de São Paulo
Fonte: Blog do Maquiavel - Veja

Mesmo tendo tecido elogios a Fernando Haddad na chegada ao hotel onde o PT celebrava a vitória neste domingo, nos Jardins, o deputado federal e apoiador da candidatura Paulo Maluf não era bem-vindo no palco onde o prefeito recém-eleito de São Paulo faria seu discurso.

Dirigentes petistas montaram uma verdadeira força-tarefa para evitar que Maluf aparecesse ao lado de Haddad, mas não teve jeito. Lá estava o ex-prefeito no palco na hora do esperado pronunciamento. Sobrou para o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, a missão de esconder Maluf, ficando na frente dele. Emídio acabou tendo a ajuda de seu sucessor, Jorge Lapas, que é bem mais alto, na “operação tapa Maluf”.

Presidente estadual do PP, Maluf exigiu que Lula e Haddad fossem à sua casa e tirassem uma foto para formalizar a aliança entre os partidos – uma das mais criticadas da campanha petista. Com o apoio, Haddad ganhou 1min35s de tempo de TV e perdeu a candidata a vice Luiza Erundina, que desistiu de formar parte da chapa, afirmando que “não faria campanha ao lado de Maluf”.

Maluf foi muito assediado pela imprensa ao chegar no hotel onde Haddad faria seu pronunciamento. O deputado não quis responder se havia sido convidado para a festa, afirmou que foi importante para a vitória do petista e garantiu que Haddad “entrará para a galeria dos melhores prefeitos que São Paulo já teve.”


Charge: SPONHOLZ - Diario da Manhã (SC)


22 de set. de 2012

Dinheiro na mão (do PP) é vendaval

BRASIL - Corrupção
Dinheiro na mão (do PP) é vendaval
Pedro Corrêa e sua legenda receberam R$ 4,1 milhões no mensalão. Na mesma época e nas mesmas mãos, desapareceram R$ 20,1 milhões do fundo partidário

Foto: Celso Júnior/AE

CURRÍCULO - Pedro Corrêa, ex-líder do PP. No processo do mensalão, ele é acusado de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha

Postado por Toinho de Passira
Texto de Andrei Meireles para a revista Época
Fonte: Época

Aos 64 anos, o pernambucano Pedro Corrêa exibe um currículo roliço. Foi deputado federal por quase três décadas e chefiou o Partido Progressista (PP), o partido de Paulo Maluf, por cinco anos. Fez de tudo em Brasília, até ser dedurado pelo colega Roberto Jefferson, do PTB, no escândalo do mensalão. Corrêa era presidente do PP no começo do governo Lula, em 2003, e negociou a venda do partido ao governo. Por meio do valerioduto, Corrêa e seus correligionários receberam R$ 4,1 milhões para fechar com o PT e o Palácio do Planalto. Corrêa foi cassado, seus direitos políticos foram suspensos até 2014 e ele virou réu no processo do mensalão. Sumiu de Brasília. Voltou a Pernambuco, onde gasta o que amealhou na vida política – a experiência gerencial, bem entendido – tocando uma locadora de carros, sua fazenda, administrando a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Pônei e cuidando do mandato da filha, Aline, deputada federal que integra a direção do PP. Mesmo de longe, porém, Corrêa ainda tem seu peso na cena política brasileira.

Nesta semana, o ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a condenação de Corrêa por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Um dia depois, o ministro revisor, Ricardo Lewandowski, também condenou-o por corrupção passiva – embora o tenha absolvido por lavagem de dinheiro.

No mesmo dia, Corrêa apareceu em outro processo. A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, enviou à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União cópias de um relatório em que Corrêa surge como um dos responsáveis por sumir com R$ 20,1 milhões em dinheiro público – uma verba do fundo partidário recebida pelo PP para custear suas atividades, entre 2000 e 2005.

Esses recursos desapareceram quando Corrêa presidiu o PP. O valor corresponde a um terço de tudo o que o PP recebeu do fundo partidário entre 2000 e 2005. O dinheiro deveria ser usado para bancar custos básicos de manutenção das legendas, como aluguel de escritórios, despesas com telefone e salários de funcionários. No caso do PP, ao que parece, o dinheiro do mensalão não era suficiente – o valor desviado soma cinco vezes o total recebido do valerioduto. Nas mãos de dirigentes de um partido que tem entre suas estrelas o ex-prefeito Paulo Maluf (SP) – apontado pela Justiça como responsável por desviar cerca de R$ 200 milhões de obras públicas –, dinheiro é vendaval.

O rombo começou a ser descoberto pela Receita Federal em 2007, ao examinar, por amostragem, as contas de seis partidos políticos. Os auditores depararam com um verdadeiro manual de como desfalcar dinheiro público. Os dirigentes do PP usaram documentos falsos. Usaram notas frias. Usaram notas emitidas por empresas fantasmas. Os auditores perceberam que muitas notas fiscais tinham números em sequência – indício claro de fraude. Descobriram também que a caligrafia de uma mesma pessoa aparecia em notas fiscais que teriam sido dadas por 28 empresas. As notas fiscais de 34 das fornecedoras do PP foram preenchidas na mesma máquina. Essas evidências grosseiras levaram a Receita a crer que as despesas foram criadas pelo partido para forjar gastos e sumir com o dinheiro.

Foto: Alan Marques/Folhapress

ESTARRECIDA - A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Ela abriu uma sindicância para apurar se houve tentativa de encobrir a fraude

O PP diz ter pagado R$ 48 mil à Alfaiataria Tesoura de Ouro. Mas as datas em que afirma que as notas foram emitidas não batem com as registradas no talonário – elas deveriam ser iguais. Outras empresas citadas pelo PP como suas fornecedoras simplesmente estavam inativas. Com base nessa amostragem, a Receita afirma que o PP falsificou documentos para comprovar gastos de R$ 2,3 milhões. Por causa disso, em novembro de 2007, a Receita Federal abriu uma representação fiscal contra Pedro Corrêa e os ex-deputados Benedito Domingos e Romel Anízio, que comandavam a tesouraria do partido. Benedito Domingos é o atual secretário-geral do PP.

A Receita avisou a Polícia Federal do resultado do trabalho. A polícia, então, pediu informações à Justiça Eleitoral. Auditores do TSE reexaminaram o conjunto de 58 mil documentos de prestação de contas enviados pelo PP. Para apressar a investigação, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, reforçou a equipe. Os auditores descobriram que, além das fraudes, o dinheiro do fundo partidário bancou despesas pessoais dos dirigentes do PP.

Os planos de saúde de Pedro Corrêa e Romel Anízio eram pagos pelo contribuinte. No período, Pedro Corrêa era deputado federal e tinha outro plano de saúde bancado pela Câmara. Quando Benedito Domingos foi vice-governador do Distrito Federal, despesas de parte de sua assessoria militar foram pagas com o dinheiro do fundo partidário do PP. Em seu relatório, os auditores da Justiça Eleitoral fazem uma triste afirmação, confirmada pela Receita Federal: não há como identificar onde foi parar grande parte do dinheiro desviado pelo PP. Esse dinheiro foi sacado na boca do caixa sob a falsa justificativa de pagar as despesas. Os sacadores não foram identificados.

Há dez dias, depois de participar no STF de mais uma sessão do julgamento do mensalão, Cármen Lúcia recebeu, em seu gabinete na presidência do TSE, o relatório assinado por três auditores do Tribunal. Ela ficou estarrecida. Apesar dos desvios flagrantes, todas as contas do PP haviam sido aprovadas antes pelo Tribunal, sem ressalvas, por recomendação da área técnica. Fraudes que foram consideradas grosseiras pela Receita Federal haviam passado despercebidas pela Justiça Eleitoral. Na semana passada, “em face da grave conclusão do relatório”, Cármen Lúcia determinou a abertura de uma Comissão de Sindicância para apurar se servidores do Tribunal ajudaram a encobrir a fraude

Uma das respostas pode estar na conduta de Wladimir Azevedo Caetano, principal responsável pelo exame de contas partidárias na Justiça Eleitoral nos últimos dez anos. Ele foi chefe da Coordenação de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias até o ano passado. Em dezenas de ocasiões, Caetano tomou para si processos que eram examinados por auditores do Tribunal. Fez isso com os seis processos de prestação de contas do PP. Em todos, sugeriu a aprovação das contas do partido, sem nenhuma ressalva. Como cada processo tem milhares de páginas, os ministros do TSE invariavelmente acompanham o parecer técnico, especialmente quando os auditores propõem a aprovação. Práticas elementares em auditorias públicas, como o uso de sorteio para definir quem cuidará de cada processo, não eram seguidas. Caetano escolhia para quem entregar cada processo.

Há um episódio exemplar dessa desordem. Em 2006, um auditor encontrou sérias irregularidades na prestação de contas de 2003 apresentadas pelo nanico PRTB. Pouco conhecido, o PRTB é lembrado por ser o partido presidido por Levy Fidélix, eterno candidato a prefeito de São Paulo, que defende a construção de um aerotrem na cidade. O parecer mostrava que o PRTB não conseguira mostrar como gastara o dinheiro do fundo partidário. Caetano, sem explicar por que, ignorou a análise técnica e recomendou a aprovação das contas do PRTB.

A exemplo do que ocorreu em três dos seis processos do PP, o parecer de Caetano foi endossado por seu chefe, Maurício Antônio do Amaral Carvalho, então secretário de Controle Interno e Auditoria do TSE. Há 20 dias, Carvalho foi nomeado diretor-geral do Superior Tribunal de Justiça. O ministro José Delgado, relator do processo do PRTB, resgatou o parecer do auditor e as contas do PRTB foram rejeitadas por unanimidade pelo plenário. Nesses casos, a punição é a suspensão do repasse mensal para o partido por até um ano. Carvalho diz que não era sua responsabilidade a verificação da autenticidade de notas fiscais.

Sentado a uma mesa num café em Brasília, seu subordinado Caetano se esquiva com voz mansa. “A contabilidade do partido era muito confusa, sem nenhum controle, mas não vi nenhuma irregularidade.” Ele afirma que não identificou qualquer fraude nas prestações de contas do PP. “Foi apenas uma falha de controle. Para nós, lá no TSE, era muito difícil descobrir fraudes em processos com milhares de documentos”, diz. “Quem está preparado para isso é o pessoal da Receita e da Polícia Federal.” Ele afirma que tomava os processos dos auditores para ajudá-los. Sua intenção, diz, era aliviar a carga de trabalho de seus subordinados. Caetano foi afastado do cargo no TSE no ano passado. Em abril, foi nomeado coordenador de auditoria do Conselho Nacional de Justiça.

Depois da saída de Caetano, o TSE mudou os procedimentos para exame das contas partidárias. A escolha dos auditores passou a ser feita por sorteio, o coordenador perdeu o poder de tomar processos para si, a análise dos documentos deixou de ser feita por amostragem e acabou o acesso direto de contadores, advogados e dirigentes partidários às salas de trabalho dos auditores. O episódio do PP deixa claro que, nos últimos dez anos, a Justiça Eleitoral praticamente não cumpriu sua atribuição legal de fiscalizar o dinheiro público entregue aos partidos políticos. O orçamento do fundo partidário para este ano é de R$ 324 milhões. Com ou sem um Pedro Corrêa no caminho, é muito dinheiro para tão pouco controle.

30 de jul. de 2012

Pedro Corrêa, nosso homem no mensalão

BRASIL – Julgamento do Mensalão
Pedro Corrêa, nosso homem no mensalão
Como Lula escapou, o nosso ex-deputado Pedro Corrêa será o único representante de Pernambuco, como réu, no julgamento do mensalão. Mesmo tendo sido cassado por causa do envolvimento com o mensalão a tese da defesa de Corrêa, no STF será de que se o mensalão existiu, nem Pedro Correa, nem seu partido sequer sabiam da sua existência, apesar do seu assessor ter sido flagrado fazendo um saque na conta de Marcos Valério, o operador do mensalão

Foto: José Cruz/ABr

INOCÊNCIA - Quem é inocente nessa foto? Lula, Dirceu, Pedro Corrêa? Apenas dois? Os três? Nenhuma das respostas, os únicos inocentes são a mesa, a cortina e a Bandeira Nacional, os microfones e os copos d’águas foram envolvidos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Uol, Congresso em Foco, O Globo, G1 - Pernambuco, O Globo, Blog do Inaldo Sampaio, TV Sulanca News, Isto É

Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto, Pedro Corrêa, 64 anos, é médico, pecuárista, o único “pernambucano” envolvido no processo do Mensalão, que começará a ser julgado no STF, no próximo dia 02 de agosto. A bem da verdade, a pernambucalidade de Correa é falsa, já que ele nasceu no Rio de Janeiro, em janeiro de 1948, embora tenha migrado para o Recife, com a família, ainda muito jovem. Por aqui se formou na faculdade de medicina da Universidade Federal e empreendeu uma bem sucedida carreira política.

No processo do mensalão, junto com os outros 37 réus, cabe a Corrêa responder pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-deputado teve o mandato cassado, no dia 15 de março de 2006. Dos 451 parlamentares, presentes a sessão 261 votos pela cassação, contra 166 pela absolvição. Houve 5 votos em branco e 19 abstenções.

Foto: Antônio Cruz/ABr

ANTES DO MENSALÃO ECLODIR - Os deputados Roberto Jefferson e Pedro Correa, reunidos como o Ministro José Dirceu na Casa Civil. Note-se o olhar desconfiado de Jefferson. Dois meses depois os três estavam cassados

De todos os acusados e evolvidos, Corrêa foi um dos poucos deputados cassado, pelos companheiros parlamentares, por causa do escândalo do mensalão. Como ele, apenas Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Dirceu (PT-SP) perderam o mandato. O restante dos acusados, ou foram absolvidos ou renunciaram antes do julgamento, para evitar a cassação.

A cassação em 2006 interrompeu uma carreira política de 27 anos, na Camara Federal, onde Corrêa representando Pernambuco, por vários partidos (ARENA, PDS, PFL, PPB, depois PP) exercia mandatos desde 1979.

O deputado Pedro Correa sempre foi um aliado fidagal do Deputado Paulo Salim Maluf. Foi dele um dos 180 votos que Maluf recebeu no Congresso Nacional, na eleição para presidente da República, que disputou com o mineiro Tacredo Neves. O detalhe é que Pedro Corrêa votou em Maluf, depois que Tacredo Neves já havia obtido votos suficientes para se eleger, quando outros partidários de Maluf, preferiram absterem-se, ou votar também em Tancredo. A filha Claricinha Corrêa, esposa do deputado federal

Foto: Antônio Cruz/ABr

DIZ-ME COM QUEM ANDAS - Pedro Corrêa com o amigo e correligionário e quase cúmplice, Paulo Maluf, parceiros permanentes, desde sempre

Todas as acusações contra Pedro Correa, no escândalo do mensalão, partem do fato de que ele teria mandado seu ex-assessor do partido, João Cláudio Genu, a sacar R$ 700 mil das contas do empresário Marcos Valério de Souza, operador do mensalão. (Marco Valério diz que o saque chegou a R$ 4 milhões, como essa negociata não tem recibo, a dúvida eterna vai prevalecer). O portal G1- Pernambuco conversou com Marcelo Leal De Lima Oliveira, o advogado do ex-deputado Pedro Corrêa, que o defende do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal.

O advogado admite que o assessor de Corrêa recebeu o dinheiro, da conta de Marcos Valério, mas que era um repasse do PT para pagar advogado de um ex-deputado federal do PP do Acre e não para que orientasse o partido a votar com o governo (a razão do mensalão) como diz a denúncia.

Para o advogado a Marcelo Leal o mensalão não existiu, ou, se existiu, o seu cliente não estava envolvido, nem ele nem o Partido Progressista, presidido por Corrêa, na ocasião.

Quanto à acusação de que o dinheiro era para comprar apoio político, disse o advogado:

”A acusação é desconexa e absurda quando diz que era para fazer pagamento, para que o PP votasse a favor do governo. A acusação fala das reformas tributária e previdenciária. Mas desde quando Fernando Henrique apresentou as propostas, muito semelhantes, que o PP votou a favor das reformas. E o PP continuou votando como sempre votou. Durante a CPI, foi feito um estudo que relacionava a lista de Marcos Valério com as votações. E, estatisticamente, não existe relação. O PP, de todos os partidos da base, é o que menos votava com a orientação do governo”.

Em relação a Corrêa, esse índice é ainda maior, ele estava desobrigado de participar de todas as votações, porque era presidente do partido. Ele várias vezes divergiu ou esteve ausente. “Não há qualquer relação entre o suposto pagamento do mensalão e votações no Congresso”.

Para o advogado, Pedro Corrêa vai ser absolvido.

Por fim o portal perguntou ao advogado: Como ficou a vida política de Pedro Corrêa pós-mensalão? O advogado respondeu na defensiva:

”Ele é médico por formação e pecuarista. Está levando a vida dele. Não ocupa cargo político. Agora, se ele exerce atividade política, não cabe a mim responder.”

Aline, a filha deputada, o braço parlamentar de Corrêa, segundo a Isto É
A pergunta do portal G1 foi inspirada numa reportagem publicada, no ano passado, na Revista “Isto É”, intitulada: “Um mensaleiro dá as cartas no PP” (Falava de Pedro Corrêa).

A matéria diz que “mesmo sem cargo há mais de cinco anos, desde sua cassação, o ex-deputado Pedro Corrêa continua indicando nomes no governo e traçando as estratégias no Partido Progressista”. “Pedro Corrêa tornou-se um especialista na articulação de bastidor. Embora distante dos holofotes, é ele quem chancela boa parte das indicações do PP para postos estratégicos no governo.”

Adiante a revista comenta que:

“Quando vai a Brasília, ao menos uma vez por semana, Corrêa se hospeda na casa da filha, deputada Aline Corrêa (PP-SP). Aline é uma espécie de braço parlamentar de Corrêa. Ela formula emendas e projetos do interesse do pai. A atuação de Pedro Corrêa tem feito tanto barulho no PP, e ensejado negócios importantes em São Paulo, que passou a incomodar o deputado Paulo Maluf (PP-SP)”.

Segundo a revista “o Palácio do Planalto, tomando conhecimento das atividades de Pedro Corrêa e companhia”, questionou a seriedade do PP, a ponto da presidente Dilma Rousseff ter escalado “a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para cobrar explicações” ao partido.

Aline Corrêa, a deputada federal, filha de Pedro, que está na segunda legislatura em São Paulo, tem um gênio forte e explosivo: recentemente chegou a ter um atrito sério com o dono do partido o deputado Paulo Maluf, que questionava exatamente o suposto poderio de Corrêa dentro do partido.

Maluf teve sorte, por que a discussão foi apenas retórica. Noutro episódio em 2008, Aline, ao ser agredida verbalmente pelo deputado Celso Russomano, atual candidato a prefeito de São Paulo, partiu para as vias de fato e esbofeteou seguidamente o companheiro de partido.

Segundo o jornal O Globo, enquanto espancava Russomano, a filha de Pedro Corrêa gritava:

- Sou pernambucana, me respeite que não sou sua mulher!

No ano passado, seguindo a tradição familiar, a deputada Aline Corrêa teve aberta uma ação penal contra ela, no Supremo Tribunal Federal, para investigar a falsificação do selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em lotes de cigarros transportados por suas empresas. Aline foi acusada pelo Ministério Público, de falsificação, sonegação tributária, e como o papai, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. No entanto, os ministros do STF concordaram com a abertura de processo para investigar apenas o crime de falsificação.

Foto: Isto É

O importante não é quantos clientes o médico Pedro Corrêa teria,
nem quantos bois o pecuaristas Pedro Corrêa possuiria,
o importante é quantos prefeitos do Brejo da Madre de Deus elegeu?

A versão de médico e pecuarista de Pedro Corrêa é um disfarce. Correa como médico nunca receitou uma aspirina. Sua atividade de pecuarista é também de fachada. Ele possui uma fazendo em Fazenda Nova, vizinha ao Teatro de Nova Jerusalém, no município de Brejo da Madre de Deus. Trata-se de uma fazenda cenográfica, uma propriedade pequena, com uma casa grande espetacular, onde ele encarna nos fins de semana, o falso personagem de fazendeiro e o de verdadeiro chefe político regional.

Seu genro, o deputado federal Roberto Teixeira (PP-PE) foi eleito com os votos de sua área de influência, herdeiro temporário dos seus votos. Nesta eleição municipal Pedro Corrêa está introduzindo, na política, outra filha, Claricinha (Clarice) Corrêa, esposa do deputado. Ela já é candidata à vice na chapa do atual prefeito do Brejo da Madre de Deus, Édson Souza (PTB), que concorre a reeleição.

Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

A filha Claricinha Corrêa, esposa do deputado federal Roberto Teixeira
e futura prefeita do Brejo da Madre de Deusa

Segundo o Blog do Inaldo Sampaio, Pedro Corrêa tem muita influência na região: há 12 ano, desde o ano 2000, elegeu todos os prefeitos eleitos, para o Brejo da Madre de Deus.

Pelo andar da carruagem, o objetivo de Corrêa, no momento, é que sua filha Claricinha Corrêa, ganhe espaço político como vice, para ser a próxima candidata a Prefeita nas eleições de 2016.

Numa entrevista recente á TV Sulanca News, uma emissora local, com base na internet, Pedro Corrêa afirmou que essa vocação política da família vem do fato deles não resistirem ao apelo de querer ajudar as pessoas mais necessitadas. Aproveita a oportunidade para lançar Eduardo Campos como a candidato a Presidente da República e criticar a "Lei da Ficha Limpa", para ele, uma lei muito dura.

Nossa expectativa, como a do advogado, é que Pedro Corrêa seja absolvido pelo Supremo Tribunal Federal, no processo do mensalão. O supremo só condena baseado em provas irretocáveis. Os crimes de que Corrêa é acusado aconteceram no seu vestíbulo, executado pelo seu assessor, mas ele não aparece na cena do crime, suas digitais não estão na transação.

Quando acusado, no processo de falta de decoro parlamentar, ofereceu com destemor seu sigilo, fiscal, bancário e telefônico, estendido a esposa, filho e familiares. Dá a impressão que Pedro Corrêa percebeu, antes de todos, que está história de mensalão, mais dia menos dia, ia acabar virando um caso de polícia e se preveniu.

Assim, Pedro Corrêa, pode ter cara de culpado, jeito de culpado, mas processualmente é um quase inocente. Terá ao seu favor o beneficio da dúvida.

Com ele, Paulo Maluf tem muito que aprender.


Veja entrevista de Pedro Correia na "TV Sulanca News"


”passiravideo”



18 de jul. de 2012

Jersey: Mais uma obra de Paulo Maluf, por Jamil Chade

OPINIÃO
Jersey: Mais uma obra de Paulo Maluf
“O caso Maluf é real, seu dinheiro está bloqueado, o juiz Howard Page cita seu nome durante as audiências e as autoridades de Jersey estão fazendo o possível para usar o ex-prefeito como uma vitrine ao mundo de como a ilha é agora transparente e disposta a colaborar para pegar suspeitos de corrupção”.

Foto: André Henriques/Flickr

“Todos sabem que Maluf é uma especie de boi de piranha” de luxo escolhido na ilha para permitir que governos estrangeiros tenham uma nova avaliação de Jersey...”

Postado por Toinho de Passira
Texto de Jamil Chade
Fonte: Blog do Estadão

A primeira viagem que fiz a Jersey, há onze anos, foi obra de Paulo Maluf. O caso envolvendo seu dinheiro no exterior acabava de ser revelado no Brasil e, em Genebra, o então procurador-geral havia confirmado a mim que os milhões de dólares haviam saído da cidade suíça e já estavam em Jersey.

Há onze anos, não existia wifi na ilha, câmeras digitais estavam apenas em seu início e a chegada de trabalhadores poloneses – os “novos europeus” – era a grande novidade em Jersey. Enquanto o processo em torno de US$ 175 milhões de Maluf corria, muita coisa mudou. Mas uma das maiores diferenças entre 2001 e 2012 foi a atitude das autoridades da ilha de Jersey em relação ao caso.

Em 2001, lembro-me que visitei a sede do Citibank de Jersey, um dos bancos envolvidos no caso. Fui recebido com um “no comments”. Eles não seriam os únicos. No que seria o equivalente ao Ministério da Justiça, fui recebido com uma frieza exemplar. Mais uma vez, a resposta foi: “no comments”. Lembro-me que, há onze anos e há quase oito quilos, aluguei uma bicicleta para ir de uma entrevista a outra, algo hoje bem mais complicado para esse reporter.

Como eu disse, muita coisa mudou desde então. Mais uma vez volto à ilha e mais uma vez por conta de Maluf. Curiosamente, poucos tem me dito: “no comments”.

Na realidade, o que ocorreu é que paraísos fiscais em todo o mundo passaram a ser fortemente atacados e a pressão foi redobrada depois que Obama assumiu a presidência americana.

O G-20 passou a insistir que “buracos negros” deixassem de existir no sistema financeiro internacional, elaboraram uma lista negra e países se apressaram em mostrar que não eram cofres para dinheiro de bandidos, políticos corruptos ou simples terroristas.

Era o “alvo fácil”. O G-20 não conseguiu reformar nada do que havia prometido. Mas atacar a existência dos paraíses fiscais dava ibope, garantia a entrada de um dinheiro “fácil” e ainda governos saiam com a aura de “faxineiros” na luta contra a corrupção.

Desta vez, em Jersey, estou sendo recebido com toda a atenção possível. A última audiência em mais de uma década de processo relacionado às contas de Maluf é aberta e até café é oferecido aos jornalistas.

Mas nada ocorre por acaso. O caso Maluf é real, seu dinheiro está bloqueado, o juiz Howard Page cita seu nome durante as audiências e as autoridades de Jersey estão fazendo o possível para usar o ex-prefeito como uma vitrine ao mundo de como a ilha é agora transparente e disposta a colaborar para pegar suspeitos de corrupção. Todos sabem que Maluf é uma especie de boi de piranha” de luxo escolhido na ilha para permitir que governos estrangeiros tenham uma nova avaliação de Jersey, enquanto os demais casos são ignorados.

O caso foi usado até mesmo no Senado americano para impedir que Jersey fosse colocada na lista negra de paraísos fiscais que não colaboraram com a Justiça. Claro, um boi de piranha julgado e acusado de uma longa lista de crimes financeiros.

Mas, para Jersey, Funcionou. Mais uma obra de Paulo Maluf, pelo menos para dar uma imagem de colaboração da ilha, enquanto milhares de contas continuam em total sigilo. Um taxista comentou que, há poucos dias, levou um homem a um banco e viu que ele tinha uma mala ligada a um cadeado a seu braço. O passageiro pelo para o taxista esperar. Uma hora depois, voltaria. Mas a mala continuaria amarrada a ele. O taxista não se conteve e perguntou: “não te soltaram!”. O passageiro respondeu: “eu não tenho as chaves. Só a pessoa que me enviou aqui tem a chave”.

Jersey não é mesmo um lugar comum. A ilha tem 90 mil habitantes e 36 mil empresas e fundações registradas, todas elas e busca do sigilo bancário e do fato de que não pagam impostos. São 46 bancos internacionais registrados, entre eles um da Índia e outro do Canadá, e mais de 200 trusts que gerenciam mais de US$ 500 bilhões em fortunas de todo o mundo num local conhecido por ser um dos destinos da juventude britanica em busca de muita cerveja. Hoje, o setor financeiro representa 60% da renda da ilha.

Nem mesmo os mitos sobre a ilha são comuns. Consta que, no século XVII, infestada por piratas, a ilh era usada pelos corsários para depositar o que haviam roubado de diferentes navios pelos mares. Um animal que seria uma mistura de cachorro com lobo gigante (talvez uma espécie de chupacabra britânico) percorria durante as noites o litoral da ilha, impedindo que o tesouro fosse recuperado. Um mito revelador…


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

28 de jun. de 2012

“Lula e Sombra” - Luis Fernando Veríssimo

BRASIL - HUMOR
Lula e Sombra
Luis Fernando Veríssimo diz que Interpol não acreditou que Lula fosse ter um encontro com Maluf

Charge: SPONHOLZ

Postado por Toinho de Passira
Texto de Luis Fernando Veríssimo
Fonte: Blog do Noblat

Todo o mundo sabe que o Paulo Maluf é procurado pela Interpol. O que pouca gente sabe é que o codinome dele na Interpol é Sombra, devido à dificuldade da organização em sequer localizá-lo.

O escritório da Interpol no Brasil tem agentes dedicados exclusivamente a procurar o Maluf, cujos atos de corrupção internacional são notórios e comprovados. Ainda não conseguiram achá-lo, mas, recentemente, chegaram perto. Esta coluna teve acesso a memorandos internos na Interpol que descrevem o episódio.

Um relatório de um dos agentes encarregados de procurar o Sombra revela a existência de rumores nos meios políticos segundo os quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá se encontrar com o Maluf, em lugar não especificado, para tratar de assuntos também desconhecidos.

Em resposta ao relatório, o chefe da Interpol pede cautela, em memorando que publicamos na íntegra, só omitindo o nome do agente e do seu chefe para proteger nossas fontes.

“De XXX para X. Confidencial. Assunto: ‘Encontro com Sombra.’ Recomendo extrema cautela. Os rumores de um encontro de Lula com Sombra são obviamente destinados a desmoralizar o ex-presidente e seu partido, o PT. Como já lembrei em outras ocasiões, não devemos nos envolver na política do país. Desconsidere os rumores.”

O agente responde em outro memorando:

“De X para XXX. Confidencial. Assunto: Lula e Sombra. Os rumores parecem estar confirmados. Haverá sim um encontro do Sombra com o ex-presidente, que, sabe-se agora, irá pedir seu apoio para o candidato do PT nas próximas eleições municipais. Peço autorização para iniciar uma operação.”

A resposta do chefe:

“De XXX para X. Confidencial. Assunto: sua insistência. A possibilidade de um encontro de Lula e Sombra é tão inverossímil, levando-se em conta o histórico do PT e as opiniões do Lula sobre o Sombra, que não merece consideração, quanto mais uma operação. Desista, X.”

Volta o agente:

“De X para XXX. Confidencial. Assunto: chance única. Chefe, desculpe a insistência. Mas descobrimos que o encontro Lula/Sombra será na casa do Sombra. Se seguirmos o Lula até o local, não só encontraremos o Sombra como descobriremos onde ele mora. Posso colocar agentes disfarçados de arbustos para flagrar o encontro. É uma chance que não se repetirá!”

Como resposta, XXX ordena que o agente X abandone seu plano, informe-se melhor sobre a história política do Brasil e da próxima vez use o bom-senso, em vez de acreditar em boatos delirantes.

E a Interpol continua procurando o Maluf.


*Acrescentamos subtítulo e charge a publicação original

20 de jun. de 2012

Farsa Histórica – Merval Pereira

OPINIÃO
Farsa histórica
“Maluf, do seu ponto de vista, agiu com a esperteza que sempre o caracterizou, mas com requintes de crueldade. Ao exigir que Lula fosse à sua casa para selar o acordo, e chamar a imprensa para registrar o momento glorioso para ele e infame para grande parte dos petistas, ele estava se aproveitando da fragilidade momentânea do PT.”

Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Lula aperta a mão de Maluf sob o olha do afilhado Haddad, a foto polêmica, incomodou Erundina e chocou o país

Postado por Toinho de Passira
Texto de Merval Pereira
Fonte: Blog do Merval

A foto que incomodou Luiza Erundina e chocou o país, do ex-presidente Lula ao lado de Paulo Maluf para fechar um acordo político de apoio ao candidato petista à Prefeitura paulistana (o nome dele pouco importa a essa altura) é simbólica de um momento muito especial da infalibilidade política de Lula.

Sua obsessão pela vitória em São Paulo é tamanha que ele não está mais evitando riscos de contaminação como o que está assumindo com o malufismo, certo de que tudo pode para manter ou ampliar o seu poder político.

O choque causado por esse movimento radical pouco importará se a vitória vier em outubro. Mas se sobrevier uma derrota, a foto nos jardins da mansão daquele que não pode sair do país por que está na lista dos mais procurados pela Interpol será a marca da decadência política de Lula, que estará então encerrando um largo ciclo político em que foi considerado insuperável na estratégia eleitoral.

Até o momento, as alianças políticas com Maluf eram feitas por baixo dos panos, de maneira envergonhada, como a negociação em que o PSDB paulista fechava um acordo com o PP em busca de seu 1m30s de tempo de propaganda eleitoral.

A própria Erundina disse, candidamente, que o que a incomodara foi o excesso de exposição do acordo partidário.

Maluf, do seu ponto de vista, agiu com a esperteza que sempre o caracterizou, mas com requintes de crueldade.

Ao exigir que Lula fosse à sua casa para selar o acordo, e chamar a imprensa para registrar o momento glorioso para ele e infame para grande parte dos petistas, ele estava se aproveitando da fragilidade momentânea do PT, que tem um candidato desconhecido que precisa ser exposto ao eleitorado para tentar se eleger.

Lula, como se esse fosse o último reduto eleitoral que lhe falta controlar, está fazendo qualquer negócio para viabilizar a candidatura que inventou.

Já se entregara ao PSD do prefeito Gilberto Kassab, provocando um racha no PT talvez tão grande quanto o de agora, e acabou levando uma rasteira que já prenunciava que talvez o rei estivesse nu.

Agora, quem lhe deu a rasteira foi uma dupla irreconciliável, que Lula tentou colocar no mesmo saco sem nem ao menos ter se dado ao trabalho de conversar antes: Luiza Erundina, que um dia foi afastada do PT por ter aceitado um ministério no governo de coalizão nacional de Itamar Franco, agora se afasta do PT malufista.

E Maluf, que vinha minguando como força política, viu a possibilidade de recuperar a importância estratégica em São Paulo no pouco mais de um minuto de televisão que o PP detém por força de lei.

A sucessão de erros políticos que Lula parece vir cometendo nos últimos meses – a escolha de Haddad, o encontro com Gilmar Mendes, a CPI do Cachoeira, o acordo com Maluf – só será superada se acontecer o que hoje parece improvável, uma vitória de Fernando Haddad.

No resto do país, o PT está submetendo os aliados a seus interesses paulistas, fazendo acordos diversos para garantir em São Paulo uma aliança viável.

A foto de Lula confraternizando com Maluf tem mais um aspecto terrível para a biografia do ex-presidente: ela explicita uma maneira de fazer política que não tem barreiras morais e contagiou toda a política partidária, deteriorando o que já era podre.

As alianças políticas entre Lula, José Sarney, Fernando Collor e Maluf colocam no mesmo barco políticos que já estiveram em posições antagônicas fazendo a História do Brasil, e hoje fazem uma farsa histórica.
Em 1989, José Sarney era presidente da República depois de ter enfrentado Paulo Maluf no PDS. Ante uma previsível vitória do grupo de Maluf derrotando o de Mario Andreazza, Sarney rompeu com partido que presidia, ajudou a fundar a Frente Liberal (PFL) e foi vice de chapa de Tancredo.

Na campanha presidencial da sucessão de Sarney, Lula disse o seguinte dos hoje aliados Sarney e Maluf: "A Nova República é pior do que a velha, porque antigamente era o militar que vinha na TV e falava, e hoje o militar não precisa mais falar porque o Sarney fala pelos militares e os militares falam pelo Sarney. Nós sabemos que antigamente se dizia que o Adhemar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão. Pois bem: Adhemar de Barros e Maluf poderiam ser ladrão (sic), mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República, perto dos assaltos que se faz".

Na mesma campanha, Collor não deixou por menos: chamou o então presidente Sarney de "corrupto, incompetente e safado".

Durante a campanha das Diretas Já Lula se referiu assim a Maluf: "O símbolo da pouca-vergonha nacional está dizendo que quer ser presidente da República. Daremos a nossa própria vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente".

Maluf e Collor tinham a mesma opinião sobre o PT até recentemente. Em 2005, quando Maluf foi preso e Lula festejou, e recebeu a seguinte resposta: “(..) se ele quiser realmente começar a prender os culpados comece por Brasília. Tenho certeza de que o número de presos dá a volta no quarteirão, e a maioria é do partido dele, do PT".

Já em 2006, em plena campanha presidencial marcada pelo mensalão, Collor disse que foi vítima de um "golpe parlamentar", do qual teriam participado José Genoino e José Dirceu,"enterrados até o pescoço no maior assalto aos cofres públicos já praticado nessa nação".

E garantiu: "Quadrilha quem montou foi ele (Lula)", citando ainda Luiz Gushiken, Antonio Palocci, Paulo Okamotto, Duda Mendonça, Jorge Mattoso e Fábio Luiz Lula da Silva, o filho do presidente.

São muitas histórias e muita História para serem esquecidas simplesmente por que Lula assim decidiu.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original