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3 de nov. de 2014

Jarbas Vasconcelos, que será deputado na próxima legislatura, poderá presidir a Câmara Federal

BRASIL – Política
Jarbas Vasconcelos, que será deputado na próxima legislatura, poderá presidir a Câmara Federal
Grupo suprapartidário tenta construir uma candidatura à presidência da Câmara, à revelia do postulantes oficiais. Até agora o pernambucano é o nome preferido. O Palácio do planalto vai deixar?

Foto: José Cruz/ABr

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Blog do Josias de Souza

No seu blog Josias de Souza, reporta que surgiu no Parlamento um movimento que tenta colocar em pé a candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) à presidência da Câmara. Ainda senador, Jarbas acaba de ser eleito deputado. Em fevereiro, ele se transferirá para a Casa legislativa ao lado. O assédio lhe chega com três meses de antecedência.

Há quatro dias, Jarbas recebeu um telefonema do deputado Silvio Costa (PSC-PE). Foi informado de que há na Câmara um grupo interessado em empinar sua candidatura à sucessão interna. Mencionaram-se na conversa vários potenciais apoiadores. Entre eles, por exemplo, Miro Teixeira (PROS-RJ).

O nome de Jarbas é mencionado como opção também nas conversas de integrantes do grupo dos partidos de oposição. PSDB, DEM, PPS, PSB e Solidariedade buscam uma espécie de terceira via. Algo que torne menos previsível a disputa, virtualmente polarizada entre o líder do PMDB Eduardo Cunha (RJ) e o candidato a ser lançado pelo PT.

No bloco oposicionista, quem sugeriu o nome de Jabas foi o deputado Marcus Pestana, vice-líder da bancada tucana e presidente do PSDB de Minas Gerais. O grupo ainda não tomou uma posição. Fará nova reunião nesta terça-feira (4).

E quanto a Jarbas, como se posicionará? Na conversa telefônica com Silvio Costa, ele soou cauteloso. Disse que, como está chegando agora à Câmara, precisa tomar pé da situação. Revelou-se disposto a conversar. Mas não assumiu nenhum tipo de compromisso.

Há cinco dias, Jarbas participou de sua primeira reunião com a bancada do PMDB na Câmara. Testemunhou a recondução de Eduardo Cunha à liderança, em decisão unânime. Diferentemente do que sucede no Senado, onde atua à margem de uma bancada majoritariamente controlada por seus desafetos Renan Calheiros e José Sarney, Jarbas sentiu-se acolhido pelos novos pares.

Em privado, o quase ex-senador comentou que se identificou com tom oposicionista dos discursos proferidos na reunião do PMDB da Câmara. Gostou inclusive da manifestação do líder Eduardo Cunha, que se distancia do Planalto e declara que é preciso barrar a ascensão do PT ao comando à da Câmara para evitar que a legenda da presidente da República se torne uma força política “hegemônica''.

Ou seja: tomado pelas palavras, Jarbas não parece enxergar numa eventual presidência de Eduardo Cunha o fim do mundo.

Publicado o post, o deputado Silvio Costa entrou em contato com o Blog do Josias

Disse que, de fato, participa de um grupo suprapartidário “para construir uma candidatura à presidência da Câmara.” Confirmou ter telefonado para Jarbas Vasconcelos. Mas ponderou:

“Entendo que não é salutar começar qualquer movimento com nomes”. Busca-se, antes, um consenso quanto aos objetivos: “Defendemos que o novo presidente construa um diálogo permanente com a opinião pública, recoloque a Câmara como o grande centro de debate do país e, acima de tudo, não se utilize do cargo para criar uma crise de governabilidade permanente.”

Claro que ele estava se referindo a Eduardo Cunha.

Óbvio que o PT e Dilma não vão suportar a ideia de ter uma figura como Jarbas Vasconcelos, presidindo ao câmara, com poderes sobre a pauta da casa e na linha de sucessão presidencial. Diante dessa nova opção, começam até a considerar Eduardo Cunha, uma opção válida.

18 de nov. de 2013

A pernambucana Meyrielle Abrantes nua na Playboy

BRASIL - Mulher
A pernambucana Meyrielle Abrantes nua na Playboy
A ex-miss Pernambuco, e ex-Primeira Dama pernambucana, expõem-se aos aos olhos esbugalhados da galera

Foto: J.R. Duran/Playboy

Meyrielle Abrantes, encantando nas páginas da Playboy

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Playboy, Meyrielle Abrantes - Facebook , Facebook Nanda Costa

Meyrielle Abrantes era Miss Pernambuco quando conheceu o então governador do estado, Jarbas Vasconcelos. Era mês de abril de 2003. Apenas seis meses depois, o pode se juntava à beleza no círculo onde, desde os senhores de engenho, implantou-se uma das mais tradicionais aristocracias do Brasil. Não sem um certo frisson: quando passaram a viver juntos, Meyrielle tinha então, 21 anos. E o governador 61.

Durante dez anos Meyrielle (assim mesmo com dois “L”, embora algumas vezes ela própria use apenas um) viveu em regime de união estável com o político pernambucano, hoje senador, um dos expoentes da vida nacional. Sua beleza e vivacidade exuberantes enchiam os salões República, embora ela preferisse evitar a capital. “Brasília me dá rinite,” diz. ”É muito seca.”

Protegida por uma “redoma de cristal”, como ela mesmo diz, Meyrielle só a deixou num breve exceção, especial para o leitor de Playboy, quando fez duas, fotos sensuais (sem nu), para a coluna mulheres que amamos, em 2009.

Separada desde junho do senador, Meyrielle começou a retomar a vida de fora da redoma. E seu sorriso, que iluminou as mesas dos restaurantes em flûtes, de cristal selava acordos políticos, revela agora o sentido suave, doce e belo do maior e mais verdadeiro poder: ser livre, sendo livre realizar todos os sonhos.

Um desses sonhos era aparecer nas páginas da Playboy, o que acabou acontecendo neste novembro, fotografada pelo mestre J.R. Duran. O curioso, é que, por coincidência ou não, a locação escolhida para o ensaio foi de um edifício, que, no seu interior, em muito lembra o “Palácio do Campos das Princesas”, a sede do governo de Pernambuco, onde ela reinou durante anos.

Fotos: J.R. Duran/Playboy
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Clique na foto abaixo e veja as melhores imagens do ensaio de Meyrielle Abrantes
nua e em poses sensuais na revista Playboy.

Esse é um material adulto, com conteúdo erótico e impróprio para menores de 18 anos.
Se você não é maior de idade ou se sente desconfortável com esse tipo de material,
NÃO PROSSIGA.

7 de nov. de 2013

Pernambucana Meyrielle Abrantes na capa da Playboy

BRASIL - Mulher
Pernambucana Meyrielle Abrantes na capa da Playboy
Nesta segunda-feira 11, a recifenses, ex do senador Jarbas Vasconcelos, ex-miss Pernambuco, no auge dos seus 31 aninhos, mostra-se na Playboy como todo mundo gostaria de ver. A revista revelou as capas e duas fotos da menina. A Playboy considera que a ex-de Jarbas nua na revista foi a melhor notícia da política de 2013. Concordamos!

Foto: J. R. Duran

PRIMEIRA SEM SEGUNDA - Pernambuco nunca teve antes, nem terá depois uma Primeira Dama como Meyrielle

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Playboy, Meyrielle Abrantes - Facebook, Social 1, Veja mais, Estadão, "thepassiranews"

A modelo e ex-miss Pernambuco, Meyrielle Abrantes está ansiosa paras ver a repercussão do seu ensaio nú, nas 20 páginas da revista Playboy de novembro, nas bancas a partir de segunda-feira, 11. A recifense de 31 anos, diz que estampar a capa da revista é realizar um antigo sonho, dela e de nós também. Ela contou que o tema do ensaio será “beleza no poder”, uma ligação direta com a relação que manteve com o senador Jarbas Vasconcelos, 71 anos, encerrada há apenas 4 meses.

Foto: J. R. Duran

Com todo o respeito: Meyrielle era muita areia para o caminhãozinho do nosso senador.



Na entrevista Meyrielle evitou falar sobre o ex-companheiro, que conheceu em 2003, após ganhar o concurso de Miss Pernambuco – Jarbas ainda governava o estado. A relação durou cerca de 10 anos e nenhum dos dois explicou o motivo do rompimento. O recado foi claro: ela quer se desvencilhar da imagem dele e criar uma carreira própria. “Veja a Adriane Galisteu: ela era apenas a ex-namorada do Ayrton Senna e, hoje, é o que é. Ela é um exemplo”, comentou.

Para não “trocar o foco” da conversa, fez um breve comentário cheio de significado. “Só posso dizer que minha admiração por ele é imensurável. Acho que ele é o político mais íntegro do Brasil. Acho que cada um deve seguir seu caminho. Sempre fui modelo, fui miss, estou no meu meio [artístico]. Não quero ficar na sombra de ninguém”, disse.

Meyrielle informou que as sessões fotográficas ocorreram entre 12 e 20 de outubro, no Iate Clube de Santos, em São Paulo. “Foi incrível, super tranquilo. A gente é tratada como rainha. Está sendo tudo um sonho. Estava com saudade de modelar”, comentou.

Foto: J R Duran

Umas das capas da Playboy com Meyrielle

Essa não será a primeira vez que a modelo aparece na Playboy. Em abril de 2009, quando ainda namorava Jarbas, ela entrou na seção “Mulheres que Amamos”. “Não fiz nu, foi com lingerie, mas a resposta foi boa, a revista recebeu milhares de e-mails. Recebi o convite para posar nua, mas não podia. Assim, não é que eu não podia, eu só queria aquilo naquele momento, pois achava a seção incrível. Não tinha nada a ver com o fato de eu estar casada”, afirmou.

A modelo explicou por que decidiu aceitar o convite agora. “Me sinto plena. Estou me sentido bem aos 31 anos. Essa grande chance que tive, não vai ter outra. Estou me sentindo bonita, com autoestima elevada. Esse é o meu momento.” Ela contou que não fez nenhuma plástica ou preparação especial. “O que tem lá [na revista] é Meyrielle mesmo”, brincou.

Foto: J R Duran

A segunda capa da Playboy com Meyrielle

Modelo desde os 14 anos, Meyrielle espera que a revista trace um novo rumo para sua carreira. Nos últimos anos, modelou pouco, trabalhando mais como publicitária, graduação que concluiu em uma universidade particular do Recife. “Estou esperando a revista sair. As oportunidades vão aparecer e eu vou focar em uma”, garantiu.

A próxima segunda-feira vai passar um mês para chegar!

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1 de out. de 2013

Meyrielle Abrantes, miss Pernambuco 2003, ex Jarbas Vasconcelos, vai posar nua na Playboy

BRASIL - Pernambuco - Mulher
Meyrielle Abrantes, miss Pernambuco 2003,
ex Jarbas Vasconcelos, vai posar nua na Playboy
O site da PLAYBOY comentou há muito a publicação namorava a ex-miss Pernambuco, Meyrielle Abrantes, casada com o senador Jarbas Vasconcelos, com a intenção de um ensaio nu. As fotos não aconteceram antes porque, o marido, não aprovava. Recém-separada, Meyrielle afinal aceitou a proposta. Assim, em breve, promete a Playboy, os leitores desvendarão plenamente a beleza antes apenas admirada nos salões da República, fotografada pelo renomado JR Duran.

Foto: Luís Crispino /Playboy

Uma pequena amostra, de Meyriele, na Playboy de abril de 2009

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Extra, Playboy, NE 10, Blog do João Alberto

Meyriele Abrantes, 30 anos, a eterna miss Pernambuco, vencedora do concurso em 2003, representando a cidade de Vitória de Santo Antão, e desde então senhora Jarbas Vasconcelos estará nua no próximo número da revista Playboy.

A bela pernambucana assumiu o cargo de Primeira Dama informal de Pernambuco, cumulativo com o de Miss, durante os três últimos anos do segundo mandato de Jarbas, como governador, e seguiu como mulher do senador, nesses últimos sete anos de mandato do peemedebista no Senado Federal em Brasília.

Meyriele há muito havia sido assediada pela revista, chegou a fazer um ensaio sexy, para a publicação, em 2009, mas sem nudez, evitando o escândalo de posar nua, sendo mulher do importante integrante da oposição brasileira e estridente dissidente do PMDB.

O namoro foi rompido em junho, três meses atrás, de forma irreconciliável, os dois assinaram, há poucos meses, um termo de dissolução da união estável, uma espécie de divórcio, para os não casados oficialmente, rompendo qualquer vinculo definitivamente, segundo ela, em entrevista ao blog do Colunista Social, João Alberto.

Sabedores que não havia mais um impedimento marital, os editores da Playboy não perderam tempo, em convidá-la, para exibir para o Brasil todo, o que só Jarbas viu nos último dez anos.

O contrato foi negociado com o novo editor da Playboy Brasil, Thales Guaracy, na sede da Editora Abril, em São Paulo. Meyri ainda resistiu um pouco, devido a sua ligação evangélica, ela frequenta assiduamente cultos da Igreja Episcopal, em Boa Viagem e principalmente pelo impasse do ensaio, ter que citar a sua ligação amorosa, com o senador Jarbas Vasconcelos.

Em entrevista no Blog de João Alberto, Diário de Pernambuco, no começo do setembro, ainda com as negociações em andamento, ela praticamente descartou a possibilidade de fazer o ensaio e contou como fora a proposta:

”Teria uma chamada na capa, seria ousado e bem bonito. Acho que seria uma coisa de pelo menos quatro páginas. Guaracy (Thales Guaracy, novo diretor da Playboy) disse que minha história com Jarbas não podia ficar de fora. Eu faria (o ensaio), mas não vou falar com Jarbas (para dar o aval). Porque ele também precisaria assinar um documento permitindo divulgar o nome dele. E isso eu acho impossível. Estamos separados e com pouquíssimo contato. Se eu posasse, Jarbas não iria gostar. Fui mulher dele por 10 anos e não quero causar nenhum constrangimento”.

Adiante na, mesma entrevista, ela disse que apesar do tentador cachê, havia praticamente descartado fazer o ensaio.

“Quando eu vim para a reunião na Abril, eu pensei: Deus está na minha frente, confio nos planos Dele para mim. Se for bom para mim, que eu feche (com a Playboy)”.

Ao que parece, a editoria da Playboy, conseguiu convencer e agradar o Deus de Meyriele e ao seu ex-marido o senador Jarbas Vasconcelos, que, ao que parece, acabaram não criando dificuldades para que o ensaio se realizasse.

Em nome dos ononistas anônimos, agradecemos esse gesto altruísta e democrático do senador Jarbas Vasconcelos, de liberar o acesso visual a beleza inconteste de Meyriele Abrantes. Estamos ansiosos e a postos!

17 de mai. de 2013

Jarbas Vasconcelos recusou participar da “farsa” da votação da MP dos Portos no Senado

BRASIL – Medida Provisória dos Portos
Jarbas Vasconcelos recusou participar da “farsa”
da votação da MP dos Portos no Senado
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) não participou da sessão em que foi aprovada no Senado a medida provisória dos portos. Ele foi ao plenário, expressou sua contrariedade e foi para casa. “Não me animei a ficar lá, feito um idiota, coonestando aquilo tudo”, disse o senador em entrevista ao blog do Josias de Souza.

Foto: Agência Brasil

Jarbas Vasconcelos: ”O Governo não tem nenhuma credencial para que se acredite nele. A Presidente da República é uma figura estatizante... faz privatização e diz que não é privatização; acha que é economista e mexe na economia do País. E todos os pressupostos da economia estão confusos, desajustados e, por conta disso, o Brasil está com a inflação em alta, com vários problemas de desajustes na economia.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Noblat, Blog do Josias de Souza

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) recusou-se a participar da sessão em que foi aprovada no Senado a medida provisória dos portos. Jarbas classifica o processo de votação de “farsa”. Sustenta que o Legislativo vive hoje “uma situação pior do que a que atravessamos na época da ditadura.”

”Fui ao plenário para registrar minha contrariedade com o absurdo a que o Senado foi submetido. Renan disse que, a partir de agora, não recebe mais medida provisória a menos de sete dias de vencer o prazo de validade”.

”Afirmou que essa MP dos Portos seria uma excepcionalidade. Admitiu que é uma aberração. Mas recebeu. Não tenho nenhuma razão para acreditar nele. Na semana passada, o Senado já havia votado uma medida provisória recebida na véspera, sem respeitar nem o prazo mínimo de 48 horas. Foi dito que aquilo era uma exceção, que não se repetiria”.

”Antes, na votação do projeto de lei que inibe a criação de partidos políticos, foi feita uma votação simbólica. Eles perderam. Renan fingiu que não viu. Foi preciso pedir votação nominal para derrubar a sessão por falta de quórum. O STF depois suspendeu a tramitação da proposta. Como podemos dar crédito a esse tipo de gente?”

”Nunca fui de fugir de embates. Mas esse embate eu já sabia o resultado. Por isso, não vi razão para permanecer em plenário. Ao contrário do que fez o presidente da Câmara, Henrique Alves, que conduziu a votação com decência, o Renan já havia deixado claro na véspera que iria atropelar. Não me animei a ficar lá, feito um idiota, coonestando aquilo tudo. Vim para casa. Achei melhor me aborrecer vendo pela televisão. Sem dúvida nenhuma é uma farsa. Uma farsa comandada por alguém que não tem credenciais para que ninguém acredite nas suas boas intenções. Além disso, o teatro dessa vez é de horrores”.

Jarbas Vasconcelos: “Quem pode acreditar que a Presidente Dilma tem interesse em modernizar portos? Só o tolo.

”Eu assisti pela televisão a um debate de altíssimo nível entre duas figuras de reputação ilibada. Um responde a um processo no Supremo Tribunal, o outro está condenado, em primeira instância, por formação de quadrilha. Todos os dois acusam o governo de ter colocado penduricalhos dentro da chamada MP dos Portos.(Jarbas referia-se aos líderes do PMDB”, Eduardo Cunha, e do PR, Anthony Garotinho)

”Todo mundo viu. Foi televisionado. Como é que eu poderia votar isso aqui, sem tomar conhecimento e sem poder emendar? Como é que o Senado da República vai votar uma medida provisória em que duas pessoas de alto nível, de reputação ilibada, lá da Câmara, dizem que esta MP não presta, que esta MP atende a pessoas, a grupos e a empresas? Não dá”.

”A Câmara, que tinha uma imagem muito ruim, cumpriu o seu papel. O Henrique Alves pode ter todos os defeitos, mas presidiu as sessões de maneira satisfatória. Deixou a oposição falar, permitiu que todos se manifestassem. Em momento nenhum o presidente da Câmara tentou estrangular a oposição. A oposição fez várias questões de ordem. Umas foram acatadas; outras rejeitadas. Tudo dentro de um processo democrático. O resultado final foi acolhido por todos os lados”.

”No Senado a farsa começa pelos prazos. A medida provisória chega ao Senado no último dia, a poucas horas de perder a validade. Todo mundo já sabia qual seria o resultado. Renan chegou lá disposto a votar de qualquer jeito. Na véspera ele já tinha anunciado na televisão que trataria a medida como excepcional. Tudo em nome do interesse do país. Ora, que interesse do país é esse que nega aos senadores o direito de votar com consciência? Dilma é estatizante. Ela tem vergonha da palavra privatização. Quem pode acreditar que a presidente Dilma tem interesse em modernizar portos? Só os tolos. Ou aqueles que servem ao governo a todo custo.”

Jarbas Vasconcelos: “Eu nunca fugi de embate; nunca, em minha vida! Com 70 anos de idade, nunca fugi de embate, mas não vou ficar neste plenário para coonestar um resultado que eu já sei qual é.”

”O governo poderia enviar ao Congresso um projeto de lei. Se quisesse, poderia requerer o regime de urgência. A análise se daria rapidamente. Não é verdadeira essa conversa de que são contrários à modernização dos portos os parlamentares que se negam a participar dessa farsa. Vivemos hoje uma situação pior do que a que atravessamos na época da ditadura”.

”Na época da ditadura, fui deputado federal em dois mandatos. Nessa época, para subir à tribuna era preciso ter coragem cívica e também física. Pois a ditadura tinha determinados acanhamentos de fazer as coisas em determinadas ocasiões. Só havia dois partidos: Arena e MDB. Em determinados momentos, a Arena ficava meio encabulada de massacrar o MDB. Agora é diferente. Eles fazem o que querem. Anunciam claramente o que vão fazer. E fazem”.

”A responsabilidade é do Legislativo e do Executivo. O Executivo porque faz tudo sem nenhum apreço às regras mais básicas do processo democrático. E o Legislativo porque não se contrapões nem se impõe. Aceita passivamente as coisas. A Câmara, nessa semana, viveu momentos inusuais. No Senado, Renan faz o que quer”.

”Não vejo o menor problema em recorrer ao Supremo. Mandei dizer para o Agripino Maia que, se precisassem de minha assinatura, eu estava à disposição. O Supremo é uma instância recursal. Então a gente é massacrado e tem que ficar calado? Na ditadura não adiantava recorrer ao Supremo. Agora, pelo menos nesse aspecto, é diferente.”

Jarbas Vasconcelos: “... não tenho nenhum motivo para acreditar na palavra de V. Exª (Renan Calheiros). Não tenho motivo".

25 de mar. de 2013

Eduardo Campos no caldeirão de Jarbas

BRASIL – Eleição 2014
Eduardo Campos no caldeirão de Jarbas
Ex-desafeto político de Campos e aliado desde as eleições municipais do ano passado, Jarbas Vasconcelos aparece, agora, como um dos mais entusiasmado aliado e alardeador da campanha presidencial do governador. Em plena campanha arrebanhando aliados, Eduardo finge que vai aguarda 2014 para decidir sobre sua candidatura. Neste fim de semana, reuniu-se o grupo político de Jarbas e os aliados fieis de Eduardo, sobre o pretexto de degustarem um cozido, na casa de praia do senador, mas o prato principal foi à sucessão presidencial de 2014.

Foto: Ennio Benning/Istagram

Jarbas Vasconcelos (à dir.) recebe o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em sua residência na praia do Janga, um almoço sem conotação política?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Blog do Jamildo

Cozido pernambucano, um prato de sustança, rico calorias uma mistura de carnes variadas como chambaril, músculo, costela de boi, peito, paio, lombinho, costela, toucinho de fumeiro, linguiça e charque, não é uma refeição recomendada ao senador Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE) , 70 anos, um homem que se submeteu em junho passado, a procedimento cirúrgico-cardíaco para implantação de duas pontes mamárias e duas pontes de safena, necessárias para a superação preventiva da obstrução coronária.

Mas essa foi o prato principal no almoço na sua casa de veraneio na Praia do Janga, em Paulista. Ou melhor, esse foi o pretexto para reunir uma turma da pesada, da política pernambucana, na véspera do “Domingo de Ramos”, gente que há pouco, antes das eleições municipais, não se sentaria ao redor de uma mesma mesa, para fazer uma refeição ou negociar.

Há anos, na mesma data, Jarbas promove o tal cozido, nos oito anos que foi governador, a festança era bastante concorrida, e era preciso uma estrutura gastronômica e de transito para organizar o estacionamento em frente à mansão.

Ultimamente o evento ser resumia a amigos mais chegados e assessores pontuais. Sábado o cozido de Jarbas reviveu os dias de glória, porque foi preparado em homenagem ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, segundo Jarbas, candidatíssimo a presidente da republica do Brasil nas próximas eleições.

Segundo a Folha de São Paulo, o cardápio era o mesmo, mas os convidados de Jarbas Vasconcelos, deste sábado (23) “eram inéditos”: o governador Eduardo Campos (PSB), o homenageado, levou à tiracolo um grupo de aliados que, até o início do ano passado, jamais frequentariam o jardim e o terraço da casa onde o senador passa parte do verão e recebe os amigos mais próximos.

Foto: Ennio Benning/Istagram

Entre os convidados o poderoso deputado Guilherme Uchoa (PDT) e o jornalista João Alberto

Campos e Vasconcelos eram rivais históricos desde 1992, quando o governador de Pernambuco e seu avô, Miguel Arraes, romperam com o peemedebista.

A reaproximação só aconteceu 20 anos depois, nas eleições municipais do ano passado, quando Jarbas apoiou o candidato socialista, Geraldo Julio, que venceu a disputa.

Para Eduardo, o senador teve um gesto de "largueza".

A relação entre os dois está ainda mais próxima nos últimos meses, desde que Campos vem se colocando como provável candidato à Presidência. Jarbas afirma que já está intermediando conversas entre o governador e senadores interessados em apoiá-lo.

Neste sábado, "jarbistas", "arraesistas" e "eduardistas" conversaram como fossem velhos amigos.

Estavam no almoço membros do governo estadual, da Prefeitura do Recife, parlamentares de ambos os lados, além de integrantes da Justiça de Pernambuco e do Tribunal de Contas do Estado.

Apenas colunistas sociais dos jornais pernambucanos foram chamados. O senador disse que não queria dar um "tom político" ao evento. Mesmo assim, permitiu a entrada dos repórteres que observavam tudo por cima do muro.

Eduardo se disse feliz pelo encontro e afirmou que já recebeu Jarbas em sua casa.

"A história que nós temos nos liga muito mais do que nos separa", afirmou Campos.

O governador elogiou a postura do senador, que costuma ser um dos principais críticos do PT, desde o governo do ex-presidente Lula.

"As palavras de Jarbas em relação à conjuntura nacional são as palavras de um político que tem experiência pública e devem ser levadas em conta", afirmou.

Campos voltou a fazer críticas ao governo da presidente Dilma.

"Estamos, como muitos brasileiros de outros partidos, preocupados em que o Brasil melhore, que o Brasil possa ir se reencontrando, com crescimento econômico e distribuição de renda", disse o socialista.

Foto: Ennio Benning/Istagram

Ouvindo Eduardo ao lado de Jarbas e do artista plástico João Câmara, o ministro do Tribunal de Conta da União, José Múcio Monteiro

Enquanto o governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), diz que só decidirá em 2014 se deixa a base do governo de Dilma Rousseff, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) afirma que o socialista já é um "dissidente".

"Na proporção que ele [Eduardo] continua dizendo que o governo andou, que o governo transformou, modificou, que o governo avançou, mas poderia ter avançado muito mais, então é uma dissidência", disse Jarbas.

No encontro do governador com empresários em São Paulo, relato na imprensa, Eduardo, Campos disse que "dá para fazer muito mais" que a presidente Dilma.

O senador Jarbas Vasconcelos, deixou claro que a afirmação sobre a dissidência "é uma análise pessoal", mas falou sobre o assunto ao lado do governador, que fazia cara de paisagem.

Foto: Ennio Benning/Istagram

Prefeito do Recife, Geraldo Júlio, fazendo estágio de aprendiz de feiticeiro, com os mestres Jarbas e Eduardo Campos.

Ex-desafeto político de Campos e aliado desde as eleições municipais do ano passado, Jarbas disse ainda que tem promovido conversas entre o governador e senadores. Ele afirmou que muitos colegas têm mostrado interesse em conversar com o provável candidato à Presidência da República.

"No Senado, está quase todo mundo, metade do Senado, ou mais da metade do Senado querendo conversar com ele", afirmou o senador, que completou: "isso não é uma frase de efeito. É uma frase verdadeira".

O senador disse que há "gente da base do governo" interessada na aproximação com Campos e citou como exemplos os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Taques (PDT-MT), Pedro Simon (PMDB-RS), Waldemir Moka (PMDB-MS) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Os encontros, segundo Vasconcelos, ainda não aconteceram por incompatibilidade de agendas.

O próprio governador admitiu que tem conversado com membros de várias siglas. "São pessoas dos mais diversos partidos e isso é natural que aconteça. Eu já fazia isso e estou fazendo com maior intensidade porque é fato que eu estou sendo mais procurado por lideranças políticas", disse Eduardo Campos.

O governador, no entanto, diz que as conversas não giram em torno de eleições. "Tenho conversado em termos políticos. Não tenho conversado em termos eleitorais", afirmou.

Foto: Ennio Benning/Istagram

Jarbas destampando a panela da sucessão presidencial

Apesar de falar no tema, Jarbas disse que não é o momento para discutir eleição e criticou o ex-presidente Lula por antecipar o debate, ao lançar a presidente Dilma à reeleição.

"Isso que a gente está conversando agora, no dia 23 de março, é uma estupidez. A gente está discutindo questão eleitoral por conta de Lula, que lançou Dilma e arrastou dissidentes, no caso de Eduardo, arrastou Aécio [Neves (PSDB), senador], que é oposição.

Jarbas Vasconcelos apoiou a decisão de Eduardo Campos de procurar o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) por entender que o tucano está desconfortável em seu partido.

"Se eu estivesse no lugar de Eduardo, faria exatamente o que ele está fazendo. Serra está numa situação de desconforto dentro do PSDB? Está. Então procura Serra, anda com Serra. É natural", afirmou.

Nem Eduardo Campos nem Jarbas Vasconcelos quiseram comentar as pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas neste sábado. Ambas mostram ampla vantagem de Dilma Rousseff.

Segundo a Datafolha, Eduardo Campos tem 6% das intenções de voto, enquanto Dilma tem 58%.

Ainda bem que Jarbas explicou “ não queria dar um "tom político" ao evento (?)


As fotos que ilustram esse post são doInstagram de Ennio Benning, assessor do Senador Jarbas Vasconcelos

17 de jan. de 2013

Jarbas Vasconcelos diz que ‘Senado é igual à mais esculhambada das câmaras municipais’

BRASIL
Jarbas Vasconcelos diz que ‘Senado é igual à mais esculhambada das câmaras municipais’
Em entrevista ao Blog do Josias, falando sobre as próximas eleições de presidente do Senado, Jarbas no seu costumeiro e contundente estilo trator, não perdoa Sarney, atual presidente, muito menos Renan Calheiros, provável futuro presidente, ambos do seu partido, o PMDB. Prever, com a eleição de Renan, que “será aprofundada a degradação do Senado, já combalido pela sequência de escândalos, desacertos políticos e má administração que levaram ao chão a imagem da instituição nos últimos anos”. O colunista do Diário de Pernambuco, disse que Jarbas deu um “soco verbal” no Senado.

Foto: Antonio Cruz/ABr

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Josias de Souza, Blog do Josué Nogueira

Dentro de 15 dias, o Senado deve reacomodar Renan Calheiros na cadeira de presidente, em substituição a José Sarney. Inconformado, o senador pernambucano Jarbas Vasconcelos, dissidente do PMDB, declara: “O Senado é igual à mais esculhambada das câmaras municiais do país.”

Jarbas disse ao blog que a volta de Renan mergulhará o Senado no “imponderável”. Responsabiliza Sarney –“ele conduz a bancada e o próprio Senado como se estivesse no Amapá ou no Maranhão”— e investe contra Dilma Rousseff –“é preciso dizer, sem rodeios, que a presidente da República é conivente com tudo isso”. Vai abaixo a entrevista:

- Acha mesmo que o Senado é igual à mais esculambada das câmaras de vereadores do país? Assemelha-se apenas às piores, é igual à mais esculhambada delas, porque há câmaras municipais que são organizadas.

- Esculhambação não é um termo forte? É forte, mas é isso mesmo o que acontece. Basta observar a condução dos trabalhos no Senado. O plenário está sempre lotado de lobistas, de pessoas que não têm nada a ver com o processo legislativo, a gente mal pode se movimentar. Terminamos o ano de 2012 sem votar o Orçamento da União. Descobriu-se que há mais de 3 mil vetos presidenciais sem votar. A desorganização se manifesta nas menores coisas. Quer que eu lhe dê outro exemplo?

- Sim, por favor.: Nas sessões do final do ano, eu fiz duas ou três intervenções em plenário, irritadiço, porque não se votava nada. Pelo regimento, a Ordem do Dia tem que começar às 16 horas. Dava cinco da tarde, Sarney não aparecia e nada acontecia. Indaguei a quem estava presidindo se haveria votação. E as pessoas respondiam: ‘Estamos aguardando o presidente Sarney’. E eu dizia: não estou perguntando isso. Quero saber se haverá Ordem do Dia e se o horário será cumprido. Isso vai se acumulando e não se vota nada, a não ser as medidas provisórias, que interessam ao Executivo. Pior: quando chegam ao Senado, essas medidas provisórias já estão carregadas de penduricalhos, cheias de ‘jabutis’ colocados dentro delas na Câmara.

- Só Sarney pode presidir as sessões? Claro que não. Para isso temos dois vice-presidentes no Senado.

- O que ocorrerá a partir do previsível retorno de Renan à presidência? Vamos mergulhar no imponderável. O episódio da renúncia dele à presidência do Senado aconteceu ontem. Digo ontem por força de expressão. Foi nessa legislatura, que é de oito anos.

- Aconteceu em 2007.: Pois então, é o que eu digo. A coisa é recentíssima. O Renan empurrou com a barriga o calendário para a definição do candidato do PMDB imaginando que conseguiria se livrar das denúncias. É uma estratégia troncha, como dizemos aqui no Nordeste. A coisa agora está em plena ebulição. E vai piorar.

- Por quê? É um erro imaginar que não vai acontecer nada. As pessoas se perguntam: será que, numa bancada de 20 senadores, o PMDB não tem ninguém melhor do que Renan para indicar como sucessor de Sarney? O PMDB não tem outro nome, um senador com menos desgaste? Fica difícil de explicar.

- Por que, afinal, a bancada do PMDB sempre opta por Sarney ou por Renan quando é chamada a indicar um presidente para o Senado? O grande responsável por isso é Sarney. Ele imprime uma orientação pouco democrática e nada sadia à bancada.

- Como assim? Ao longo dos anos, Sarney foi acumulando práticas erradas. Quando questionado, sempre se faz de vítima. Ele conduz a bancada e o próprio Senado como se estivesse no Amapá ou no Maranhão, onde ele resolve tudo pela força e pela tradição. Ele chega e diz: ‘Vai ser fulano, vai ser beltrano, vai ser cicrano. Veja o que está ocorrendo agora: sem nenhum tipo de debate, a coisa já está toda definida. Sarney sai e o presidente da Casa vai ser Renan. O líder da bancada do PMDB vai ser Eunício Oliveira. Romero Jucá vai para uma das vice-presidências. É tudo na base do voto de coronel, do voto de cabresto. O pior é que o Congresso continua dando esses exemplos de lamentáveis práticas num instante em que o Judiciário brasileiro, por intermédio do STF, se afirma perante a sociedade.

- Por que senadores como o sr. e Pedro Simon não se apresentam como candidatos para disputar com Renan? Poderíamos até nos apresentar como candidatos. Mas não seria suficiente. Veja o meu caso: tenho a marca da oposição. Era preciso que encontrássemos dentro do PMDB uma pessoa como o senador Luiz Henrique, que está ligado à base do governo. Alguém que pudesse se lançar candidato e tivesse condições de pegar o telefone e marcar uma audiência no Planalto e se apresentar à presidente Dilma como candidato do governo. Coisa que o Simon não pode fazer e muito menos eu.

- Por que menciona Dilma? É preciso dizer, sem rodeios, que a presidente da República é conivente com tudo isso. Ela sabe que a eleição de Renan pode mergulhar o Senado e o país no imponderável. E não tem a capacidade de chamar Sarney para perguntar a ele se não tem outra solução menos traumática.

- Ela esboçou um movimento no ano passado, não? Fez isso de forma atabalhoada, tentando guindar o Edison Lobão. Ficou parecendo que queria se livrar dele no Ministério de Minas e Energia, não ajudar o Senado. Tudo isso sem método, numa manobra pública. Deveria ter chamado Sarney para dizer que o apoio do PMDB é importante para ela, mas que mais importante ainda –para o país e para a democracia –é um Senado revigorado, um Congresso altivo. É evidente que um Legislativo bombardeado pela opinião pública e pela mídia não interessa a ninguém, nem ao governo nem ao país. Muito menos ao processo democrático brasileiro.

- Não lhe parece equivocado atribuir relevo ao Planalto numa escolha que deve ser feita pelo Senado? É uma anomalia. Mas é assim que as coisas têm sido feitas. Essa prática não nasceu com Lula nem com Dilma. Mas os dois se acomodaram nisso. Lula e o PT não inventaram a corrupção. Porém, foram coniventes com ela. A tal ponto que o partido está hoje igual ou pior do que as outras legendas existentes, como o PMDB e outros.

- O que Dilma deveria fazer? Ela se diz uma gerentona, uma mulher dura, inflexível, combativa. Por que não combate isso, por que não enfrenta? Está na metade do governo dela. Por que não chama o feito à ordem? Ela poderia dizer a Sarney e a Renan: ‘Estou vendo os editorias de jornais, as manifestações de articulistas, as reações da opinião pública. A coisa está à vista de todos. Será que isso vai se acalmar depois de uma vitória de vocês?’ É evidente que esse lado podre do PMDB pode ignorar o apelo dela. Mas também é evidente que, se eles resolvem esticar a corda, essa corda pode arrebentar. Se arrebentar, prejudica o partido e o Congresso. Mas também prejudica o governo.

- O que significa arrebentar a corda? É uma ilusão imaginar que tudo vai morrer no dia 2 de fevereiro, depois da eleição para presidente do Senado. Todo mundo sabe o que vai acontecer. Vai acontecer o pior.

- O que é o pior? A repetição do que aconteceu em 2007. Serão rememoradas as denúncias velhas. Virão denúncias novas. As coisas envolvendo Renan são muito recentes. Não são desprezíveis as chances de termos a repetição do que já ocorreu: a pauta do Senado fica em segundo plano, ofuscada por um Renan forçado a se defender, muitas vezes usando a presidência do Senado para fazer isso. Não estou criando demônios. Já aconteceu. E não foi em outra década. Foi agora, é tudo recentíssimo. Por isso digo que caminhamos para o imponderável. Agora, já surgem denúncias envolvendo também a Câmara, que não me cabe comentar. Mas imagine o que será do país se caminharmos para uma crise que leve ao estrangulamento simultâneo das duas Casas do Congresso. Uma crise embalada por denúncias, com ameaças de renúncias de mandato. Isso é positivo? É evidente que não. O processo democrático brasileiro está consolidado. Mas nem por isso precisamos submeter as instituições a testes intermináveis e repetitivos. Sobretudo quando sabemos o que pode acontecer.

- O que fazer? Não tenho nada contra ninguém. Mas não é possível, não é razoável que o PMDB do Senado, numa bancada de 20 senadores, não encontre uma pessoa para colocar no lugar de Renan, que está sendo bombardeado. Algo, aliás, previsível. Me espanta que Renan tenha imaginado que a imprensa não faria o strep-tease dele numa hora como essas. É muito despreparo. E Renan não é um despreparado. Ele sabe disso. Tanto sabe que empurrou a definição da bancada para as vésperas do pleito. Imaginou que, desembarcando em Brasília no dia 28 ou 29 de janeiro, tudo se resolveria. Engano. O debate aflorou.

- Em dezembro, o grupo que o sr. integra cogitou lançar o nome de Luiz Henrique, do PMDB catarinense. Por que não evoluiu? Se Sarney não fosse o que é, teria chamado Luiz Henrique para conversar no instante em que o nome dele foi cogitado. Diria: ‘Você não vai ser candidato dissidente, apoiado por independentes. Você vai ser candidato do Senado, com o meu apoio.

- Luiz Henrique disse aos senhores que seria candidato. Por que recuou? Ele chegou a se animar. Dilma o convidou para uma viagem à Rússia. Eu disse a ele que seria ótimo que viajasse. Ele me perguntou por quê. Respondi que ele poderia se apresentar a Dilma como candidato governista. E ela só apoiaria Renan se quisesse. Passaria a ter uma alternativa dentro do PMDB. Só faria a opção pela banda podre se quisesse. Mas ele voltou da viagem e disse que Dilma não tocou no assunto. Ele também não se animou a tocar.

- Ele não poderia disputar sem falar com Dilma? Entendo que sim. Mas ele me disse que preferiria ser um candidato de consenso. Disse a ele que isso não existe. É algo que só ocorreria se Sarney fosse outro, apoiando o Luiz Henrique como candidato da bancada do PMDB. Mas os compromissos de Sarney são subalternos. E todo mundo vai pagar por isso, inclusive a Dilma.

- Por que até a presidente Dilma? Porque ela está sendo conivente com essa desarrumação. Insisto: poderia dizer publicamente que discorda.

- Se ela se contrapõe a Renan, não coloca em risco o que se convencionou chamar de governabilidade? Ela não precisa utilizar as expressões que eu uso, não precisa falar em banda podre. Basta dizer que esses nomes estão sob questionamento por fatos que ocorreram, que não foram inventados. Renan renunciou à presidência do Senado para não ser cassado. Se ela enfrentasse isso, se engrandeceria. Como não enfrenta, amanhã não poderá simplesmente lavar as mãos, dizer que não teve nada a ver com o processo.

- Há algo a ser feito? Ainda existe a possibilidade de surgir um nome do PMDB, alguém como o senador Ricardo Ferraço, do Espírito Santo. Fora disso, teremos de optar por um nome de fora do partido. Creio que o Randolfe [Rodrigues, do PSOL] foi precipitado ao se lançar como candidato.

- Por que dissidentes e independentes não conseguem se entender? Esse nível de desarticulação da gente não vem de hoje. É coisa antiga. A oposição tornou-se inexpressiva em parte por conta de sua própria desorganização. O processo é pobre. O Randolfe é uma bela figura, mas já foi candidato. Disputou contra o Sarney e teve oito votos, um deles o meu. Por que ser candidato de novo? Se não conseguimos um nome do PMDB, é muito melhor concorrer com Pedro Taques [PDT-MT]. É um nome novo, que disputaria pela primeira vez. Esse argumento, aliás, nem é meu, é do Cristovam Buarque [PDT-DF].

- Uma vez definido o nome, seja Ricardo Ferraço ou Pedro Taques, quantos votos terá o adversário de Renan? Se fosse Luiz Henrique, a gente concorreria em melhores condições. Com Ferraço, teríamos de 20 a 30 votos. Com um nome como o de Taques, 18 ou 20 votos.

- É esse o tamanho do pedaço do Senado que o sr. chassifica de sério, em torno de 20 votos? Infelizmente é isso mesmo. As pessoas que poderiam contribuir com a melhoria do ambiente no fundo estão atrás de espaço político. Não querem ser excluídos de comissões, têm medo de ficar isolados. O que é um erro.

- Portanto, o jogo está jogado. Renan presidirá o Senado.: Se tivéssemos o retorno da candidatura de Luiz Henrique, poderíamos sonhar com algo diferente. Do contrário, sem fatos novos, é muito difícil alterar o quadro.

- E daí? Bem, a consequência disso é que nada muda no Senado. A Casa já está equiparada à mais esculhanbada das câmaras municipais do país e tende a ficar pior. Será aprofundada a degradação do Senado, já combalido pela sequência de escândalos, desacertos políticos e má administração que levaram ao chão a imagem da instituição nos últimos anos.

8 de nov. de 2012

Jarbas e Renan Calheiros nos cardápios de Brasília

BRASIL - Política
Jarbas e Renan Calheiros nos cardápios de Brasília
Nesta terça-feira, 06, em dois lugares diferentes da capital federal, sob o pretexto de jantar, políticos se reuniram para discutir sobre a moralidade pública a começar pelos nomes dos que ocuparão a presidência do senado e da câmara, no próximo ano e os acertos para a eleição presidencial de 2014

Ilustração Toinho de Passira

Jarbas e Renan, pratos distintos no self service da capital federal

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Josué Nogueira, Terra, Noticia R7, Wikipedia, Valor Economico

Nesta terça-feira, 06, em dois lugares distintos de Brasília, políticos reuniram-se em torno de uma mesa de jantar, para debater sob o futuro político do país. Desproporcionalmente comparados, o primeiro era formado por um pequeno grupo de senadores, no apartamento funcional do senador pernambucano o peemedebista Jarbas Vasconcelos, noutro lado da cidade, no Palácio da Alvorada, a presidenta Dilma Rousseff, recebia para jantar toda a cúpula do PMDB e do PT.

Em comum, no cardápio dos dois eventos, a sucessão da presidência do senado, após o fim do mandato de José Sarney (PMDB- AP), em fevereiro do próximo ano.

A turma de Jarbas, uma espécie de “Exercito de Brancaleone” buscava uma fórmula de impedir que o senador alagoano Renan Calheiros (PMDB-AL) volte à presidência do Senado. Como se sabe, em 2007, debaixo de acusações de corrupções variadas e comportamento antiético e comprometedor Renan teve que renunciar para evitar ser cassado. Sacrificou o cargo, para não perder o mandato.

Ao todo, houve seis representações contra o Senador Renan Calheiros, no Conselho de Ética do Senado do Brasil, por seus pares, pedindo sua cassação de Renan, que, apesar de tudo, continuava a ocupar o posto de Presidente do Senado.

Mesmo assim, Renan conseguiu se reeleger, com folga, em 2010, para mais um mandato de Senador, por Alagoas, e desde que retornou ao Senado não pensa noutra coisa, senão a de retornar a presidência do Senado.

O grupo dos resistentes a Renan, é composto, além de Jarbas, de Pedro Taques (PDT-MT), Cristovam Buarque (PDT-DF), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Aloísio Nunes Ferreira (PSDB-SP) .

Também Cyro Miranda (PSDB-GO), Ana Amélia (PP-RS), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Luiz Henrique da Silveira (PMDB-PR), Casildo Maldaner (PMDB-SC), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Pedro Simon (PMDB-RS).

Discutiram na ocasião lançar uma candidatura alternativa para enfrentar Renan, que poderia ser tanto o nome de Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Pedro Taques (PDT-MT) ".

Como se sabe, o acordo fechado pelos maiores partidos do Congresso Nacional – PT e PMDB – em 2011 estabeleceu que no biênio 2013- 2014 as duas casas parlamentares seriam comandadas por peemedebistas.

Na Câmara, o escolhido é o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que também enfrenta questionamentos, embora de proporções menores das reações adversas enfrentadas pela postulação de Renan Calheiros.

Os senadores da resistência temem que a volta de Renan, ao Senado, ocasione novo processo de desgaste junto à opinião pública e comprometimento do governo de Dilma Rousseff.

A bem da verdade, Dilma e Lula, farão qualquer coisa para impedir que Jarbas Vasconcelos, o arquinimigo de Lula e do PT, e agora aliado queridinho de Eduardo Campos seja presidente do Senado. Jarbas sabe disso e sua "candidatura" seria um gesto simbólico de resistência e realce a desaprovação a Renan Calheiro e sua turma .

A bem da verdade, diga-se também, que Dilma, não engole Renan de bom grado, ainda que timidamente, chegou a sugerir, em julho, que veria com bons olhos, o senador Edison Lobão, atual Ministro das Minas e Energia, com sucessor de Sarney na presidência do Senado.

Traduziu-se o gesto da presidenta como uma tentativa de matar dois coelhos com uma só cajadada: livrar-se de ter que de negociar com Renan, na presidência do senado, e despachar Lobão do ministério das Minas e Energia.

Consultado na ocasião, Lobão odiou a ideia, que a princípio teve o apoio de Michel Temer. O vice-presidente quer emplacar um candidato seu no Ministério, no lugar de Lobão, posto no ministério na cota de Sarney.

Tudo mudou, porém, com a eleição municipal e a ascensão nacional do PSB de Eduardo Campos, que ameaça mover-se de forma mais independente na base aliada do Governo.

Instruída por Lula, que passou nesta mesma terça-feira, três horas reunido com a presidenta acertando os detalhes, Dilma seguiu para o jantar no Palácio da Alvorada, disposta a comprometer-se com a aliança do PT e PMDB, sem questionar nomes, nem reputação dos peemedebistas indicados para os cargos.

Para tanto, quase no mesmo horário que acontecia o modesto jantar de Jarbas, a presidenta se reuniu palacianamente com as lideranças do PT e do PMDB, quando formalizou-se algumas questões que dificilmente deixarão o projeto anti-Renan ir adiante.

Ficou acertado entre eles, primeiramente, que não haverá troca de vice presidente no caso de Dilma concorrer a reeleição, diante das especulações que Michel Temer seria substituído por Eduardo Campos, do PSB.

Confirmou-se também o apoio do PT aos dois nomes indicados pelo PMDB para presidir, a partir do próximo ano, no Senado, Renan Calheiros, e na Câmara, Henrique Eduardo Alves, cumprindo o acordo firmado entre os dois partidos no ano passado.

O futuro do Brasil foi servido de sobremesa.

10 de set. de 2012

'Não abrimos mão de fazer o partido crescer pelo País' – diz Eduardo Campos

BRASIL – Pernambuco – Eleição 2102
'Não abrimos mão de fazer o partido crescer pelo País'
– diz Eduardo Campos
Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, o governador de Pernambuco e Presidente do PSB diz que eleição municipal envolve temas locais, mas que apoiará Dilma em 2014. Será? Quanto a encrenca de sua reaproximação com Jarbas e o desgosto de Lula, Eduardo pergunta: Jarbas, quando apoia o PT em Paulista e em Abreu Lima, não é uma afronta a Lula. Quando apoia Geraldo é um problema?

Foto: Roberto Pereira/PSB

IMAGEM QUE CAUSA URTICÁRIA NO PT - Eduardo Campos de mãos dadas com Jarbinha, o candidato a vereador, filho de Jarbas Vasconcelos também de mão dada com Geraldo Júlio, o candidato a prefeito, afilhado de Eduardo Campos. Todos sorridentes e no mesmo palanque.

Postado por Toinho de Passira
Entrevista concedida a jornalista Luciana Nunes Leal enviada especial ao Recife
Fonte: O Estado de S.Paulo

Padrinho da candidatura do ex-secretário Geraldo Julio à prefeitura da capital pernambucana pelo PSB, o governador Eduardo Campos, presidente nacional do partido, entrou na campanha de rua na noite da última terça-feira e, em menos de 24 horas, já tinha feito um comício e duas caminhadas ao lado do afilhado. Presença constante na propaganda da TV, Campos esperou que Geraldo, que foi seu secretário de Planejamento e depois de Desenvolvimento Econômico, assumisse a liderança nas pesquisas antes de partir para o corpo a corpo.

A decisão de lançar candidato próprio do PSB custou a Eduardo Campos o fim do bom relacionamento com o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na semana passada o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse ao Estado que o governador colocara o rompimento entre as duas legendas em 2014 na ordem do dia.

Com a campanha, o senhor está convencido da impossibilidade de manter a aliança com o PT em Recife?


Com o PT dividido não tinha condição. Eu sempre dizia que a gente devia respeitar a precedência do PT para indicar o candidato, mas era fundamental que o PT construísse sua unidade. Falei como um mantra durante mais de ano. O que aconteceu ampliou os traumas internos, e a gente não podia ver a cidade passando por esse sentimento de descuido. A administração do atual prefeito foi extremamente atrapalhada por essas disputas, ele sofreu muito com isso. A disputa foi tão grave que deixou o prefeito fora da eleição, fez o deputado Maurício Rands, um quadro histórico do PT, renunciar ao mandato, deixar o partido, deixar nosso governo.

O afastamento do PT e do PSB se repetiu em outras capitais. Foi um efeito cascata?


Quem quiser contar uma história ligando todos os pontos talvez possa montar uma, duas, três, quatro histórias. Mas o fato é que eleição municipal envolve circunstâncias locais, muito próprias. Ela divide mais do que a conjuntura estadual e nacional. Há uma tendência natural a disputas mais acirradas. Os partidos querem formar suas bases, montar chapas de vereador, lançar um nome para eleições futuras. A história está cheia desses exemplos.

Ficam ressentimentos que podem se repetir em 2014?


Da nossa parte não. Em 2006 disputei eleição com Humberto (senador Humberto Costa, candidato do PT à prefeitura), e nem por isso deixamos de estar juntos no segundo turno, no governo, na chapa com Humberto candidato a senador em 2010. É próprio da disputa política. Nosso sentimento em relação a todos esses setores do PT é de muito respeito. Em cinco capitais nós apoiamos o PT, em duas o PT nos apoia. Temos que ter muito cuidado para não entrarmos no jogo de muitos que querem fazer da eleição municipal um veredito para nossa relação nas próximas décadas.

A aliança continua em 2014?


O papel que o PSB deve cumprir em 2014 é colocar a presidenta Dilma nas condições de fazer a disputa legítima pela sua reeleição. Agora, somos um partido que tem identidade, tem opinião, tem feito grandes governos. Queremos (fazer) crescer o partido, sim. É um direito do qual não abrimos mão.

O ex-presidente Lula planeja estar no Recife para fazer campanha para o candidato do PT. Isso pode acirrar a disputa?


O presidente Lula já está aqui fazendo campanha em um palanque muito mais poderoso que o tradicional, que é o da televisão. Encaramos a participação dele de maneira natural. Daqui a 30 ou 60 dias termina a eleição, e o Brasil continua precisando das ações dessas forças. A coligação de Geraldo tem 14 partidos, todos da base da presidente.

Em Belo Horizonte, há uma disputa muito séria entre PT e PSB, com ataques mútuos. O senhor credita isso ao fato de lá o PSB estar com o PSDB?


Eleição é sempre acirrada, nem sempre se disputa no campo da razão. Tem dose de emoção, às vezes maior do que deve. Cabe a quem tem responsabilidade, experiência, dosar a emoção e direcionar para as coisas boas na campanha. Fiz campanha desde muito cedo e você nunca vai me ver atacando um adversário. E já fui atacado de dar pena. Já participei de várias atividades de campanha, agora comecei a ir para a rua. Geraldo faz a campanha muito bem, trouxe a eleição a bom patamar antes do horário eleitoral. Agora a meta é chegar em primeiro lugar no primeiro turno. É segurar, ir para a rua.

Qual é o significado da sua reaproximação de Jarbas Vasconcellos, um opositor muito duro de Lula e Dilma?


Quero lembrar que o PMDB de Pernambuco e o conjunto liderado por Jarbas sempre fizeram parte da Frente Popular. Tivemos um afastamento em 1992, houve disputa muito dura. Jarbas não fez ao PT nacional, ao presidente Lula e à presidenta Dilma dez por cento do que fez a mim. O fato é que as pessoas no Recife entenderam perfeitamente essa decisão que Jarbas tomou como um reencontro dele com a velha tradição da Frente Popular.

E o ex-presidente Lula compreendeu?


Eu comuniquei ao presidente Lula que havia conversas, Jarbas me pediu para fazer a ponte para prestar solidariedade e votos de restabelecimento ao presidente Lula. Eu discordo da posição de Jarbas em relação ao presidente Lula e à presidenta Dilma, e ele sabe disso.

A aliança com Jarbas não é mais um motivo de ressentimento do PT em relação ao PSB?


Tem municípios onde o PMDB de Jarbas está com o PT e ninguém fala nada. Jarbas, quando apoia o PT em Paulista e em Abreu Lima, não é uma afronta a Lula. Quando apoia Geraldo é um problema?


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

25 de ago. de 2012

Os Setenta anos de Jarbas Vasconcelos

PERNAMBUCO – Eleição 2012 - Social
Os Setenta anos de Jarbas Vasconcelos
Ainda meio convalescente de uma cirurgia cardíaca, Jarbas Vasconcelos comemora aniversário cercado de políticos da velha guarda e de novos aliados, como o governador Eduardo Campos. Um dos mais ácidos críticos do governo Lula e das gestões petistas, apesar de ser do PMDB, partido da base aliada do governo, é uma liderança importante no estado e referência nacional.

Foto: Dayvison Nunes/JC Imagem

Soprando a vela no bolo confeitado com a bandeira de Pernambuco, a sua retaguarda a amada, Meyriele Abrantes, que mais tarde, cantou em sua homenagem “Detalhes” de Roberto Carlos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Leiaja, Blog do Roberto Murilo, Folha de Pernambuco, Celebs

A ideia inicial de comemorar os 70 anos de Jarbas Vasconcelos, na noite de quinta (23), sem conotação política, apenas com um evento social, se mostrou impossível.

Com uma campanha eleitoral em curso, com tantos políticos reunidos em torno do senador, ex-governador de Pernambuco, e ex-prefeito de Recife, o salão do Arcádia do Paço Alfândega, onde aconteceu o evento, tornou-se um efervescente caldeirão político.

O local tornou-se uma babel de caciques de vários partidos e coligações históricas e atuais, destacando-se a presença do Governador Eduardo Campos, acompanhado do seu candidato Geraldo Júlio.

Mendonça Filho, candidato dos Democratas, a prefeito do Recife, que durante oito anos foi vice-governador com Jarbas, compareceu, circulou e conversou ao pé do ouvido de outros caciques presentes.

Logo cedo, a imprensa divulgou o bilhete pessoal de Fernando Henrique Cardoso parabenizando Jarbas

“Meu caro Jarbas, não queria deixar de passar essa data sem lhe mandar um forte abraço. Espero fazer o mesmo para celebrar seus oitenta anos! Pouca gente no Brasil junta tantos serviços à democracia como você. Sua retidão de caráter enche amigos de júbilo e de ânimo. Um abraço afetuoso de Fernando Henrique”, escreveu o ex-presidente.

Foto: Dayvison Nunes/JC Imagem

O governador Eduardo Campos no momento do abraço fraterno

Os discursos começaram: o empresário Paulo Sérgio Macedo, amigo de Jarbas e idealizador da festa, relembrou de forma eloquente, toda a trajetória política do senador.

O governador Eduardo Campos falou em “construir uma sociedade com democracia.” Antecipou-se e já pediu o convite para a festa de 80 anos.

Quem falou abertamente mesmo sobre política foi o próprio Jarbas, que disse que a aliança com Eduardo Campos só estava prevista para 2014 e que deveria ter sido feita com mais calma. “As coisas se precipitaram por conta dos desmantelos que existem no Recife”, explicou. “Quero acabar com muitas desavenças que tive ao longo dos anos. Quero viver a minha vida”, disse.

Um certo vampiro passou a noite se revirando na cripta.


8 de ago. de 2012

Jarbas Vasconcelos, o senador de mil e uma utilidades

BRASIL – Recife – Eleições 2012
Jarbas Vasconcelos, mil e uma utilidades
Jarbas Vasconcelos enquanto é utilíssimo aliado de Eduardo Campos e de seu candidato a prefeito do Recife, Geraldo Júlio, serve de combustível a candidatura do petista o senador Humberto Costa


Eduardo, Jarbinhas, Geraldo Júlio e Jarbas Vasconcelos, na inauguração do comitê do filho do senador

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Comércio, Isto É - Dinheiro, Uol, Folha de Pernambuco, Blog do Noblat, Diário de Pernambuco

Jarbas Vasconcelos é uma espécie de espécie de curinga na eleição de Recife. Depois dos discursos dele e do governador Eduardo Campos, na inauguração do comitê de Jarbas Filho, o Jarbinhas, filho do senador candidato a vereador em Recife, a situação começou a ficar nítida.

Por que o governador Eduardo Campos aceitaria fazer uma aliança com o ex-arquinimigo Jarbas Vasconcelos?

Durante os últimos 20 anos, os dois enfrentaram-se politicamente sem estribeiras. Jarbas não poupava nos seus ataques políticos nem o avô Miguel Arraes. Jarbas impingiu a Arraes à única derrota eleitoral da sua história política, quando se elegeu governador de Pernambuco, em 1998, impedindo o avô de Eduardo de se reeleger, com uma dianteira de mais de um milhão de votos.

É verdade que Eduardo vingou o avô, derrotando Jarbas nas últimas eleições em 2010, com três milhões de votos de vantagem.

Jarbas sempre fez política com um discurso agressivo e até truculento. Para acontecer à reaproximação dos dois, Eduardo abriu mão de duas representações criminais, por calúnia, movida contra Jarbas, no STF, durante a campanha eleitoral de 2010. A ação fora movida porque Jarbas Vasconcelos, que concorria com Campos à eleição de 2010, declarou, num discurso, reproduzido no programa eleitoral gratuito na TV, que o governador estaria cooptando prefeitos e lideranças da oposição, trocando obras por votos.

O Blog do Noblat divulgou que aconteceu uma conversa azeda entre Lula e Eduardo Campos, governador de Pernambuco. Até então parecia que Lula aceitaria como normal a decisão do PSB de disputar a prefeitura do Recife, feudo do PT há 12 anos, mas reagiu com veemência à aliança de Eduardo com Jarbas, um dos mais duros opositores do seu governo e do PT.

Por outro lado Jarbas confidenciou que as conversações, entre ele e Eduardo, já vinham ocorrendo desde o fim das eleições passadas, mas que eram destinadas a costurar uma aliança só para 2014; Eduardo vem aparecendo como uma das alternativas para a sucessão presidencial. O peemedebista explicou, porém, que a iniciativa foi apressada pela crise no PT pernambucano, que antes integrava a Frente Popular, coligação de 14 partidos que dá sustentação ao Palácio do Campo das Princesas e que permitiu três eleições para prefeito da capital e duas para o governo estadual.

Então, porque Eduardo está disposto a transpor obstáculos, enfrentar inclusive Lula, para ter Jarbas do seu lado?

Eduardo está enfrentando uma situação muito difícil ao se contrapor ao PT em Recife, precisa que seu candidato ganhe. Suas ambições de futuro podem se fragilizar se sofrer uma derrota no seu quintal.

Mas apesar de defender o seu candidato Geraldo Júlio, com unhas e dentes, Eduardo não pode bater no PT. O máximo que pode dizer é que não aprovou a forma da escolha que o Partido dos Trabalhadores optou pela candidatura do senador Humberto Costa.

Eduardo sabe que não enfrenta apenas Humberto Costa, enfrenta a turma do José Dirceu, que tem a hegemonia da direção geral do PT e que nunca viu com bons olhos sua ligação fraternal com Lula e nem suas aspirações de candidato a presidente da república.

Eduardo sabe que vai ser atacado com as força poderosas do PT, durante essa campanha eleitoral. Mas não pode reagir a altura dos ataques, pois não quer e não pode se indispor com Lula e Dilma Rousseff.

Então entra em cena Jarbas Vasconcelos. O senador como ninguém sabe bater no PT e o fará desde o palanque do candidato de Eduardo Campos, Geraldo Júlio.

As falas de Jarbas são farpas lançadas contra os petistas, sem que Eduardo se chamusque. Jarbas pode falar mal da administração dos petistas a frente da prefeitura do Recife, sem pudor.

No seu discurso Jarbas mostrou sua capacidade de bater no PT:

”Na campanha de quatro anos atrás, João era João, mas 90 dias depois João foi abandonado e incapaz de governar a cidade. Pernambuco andou e o Recife ficou estagnado”, alfinetou Jarbas, referindo-se ao ex-prefeito João Paulo Lima e Silva e ao atual, João da Costa (ambos do PT); eles eram aliados, mas romperam após a eleição do segundo, que não teve apoio das lideranças do partido para disputar a reeleição”.

Mas Jarbas também será útil ao PT, e a candidatura de Humberto Costa. Ao que se sabe Lula até então estava relutante em vir a Recife para participar de atos de campanha do candidato petista a prefeitura do Recife. Não queria um confronto direto com Eduardo, não queria complicar outras alianças entre o PT e o PSB, inclusive e especialmente em sem outras candidaturas, São Paulo, capital.

Agora Humberto anuncia que Lula provavelmente virá a Recife participar de atos de campanha. Para Humberto a vinda de Lula significa muito, em termos do eleitorado, mas também em termo de militância petista, ainda dividida em entrar na campanha, com facções ligadas ao atual prefeito João da Costa, que ainda não o aceita.

Graças à presença de Jarbas nas hostes adversárias, Lula finalmente poderá participar da campanha em Recife. Não dirá uma palavra contra Eduardo Campos, mas não poupará impropérios contra Jarbas, o senador Bombril.


1 de ago. de 2012

Reencontro de Jarbas e Eduardo no mesmo palanque

BRASIL – Pernambuco – Eleição 2012
Reencontro de Jarbas e Eduardo no mesmo palanque
ELEIÇÃO Governador e senador voltam a ocupar o mesmo palanque, após 22 anos. Será no próximo sábado, durante a inauguração do comitê do filho do peemedebista, Jarbas Filho

Foto: Humberto Pradera/Governo de Pernambuco

Postado por Toinho de Passira
Texto de Sheila Borges.
Fontes: Jornal do Comércio

Após 22 anos, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o governador Eduardo Campos (PSB) sobem em um mesmo palanque numa campanha eleitoral. Será no sábado (4), quando participam da inauguração do comitê do filho do senador, Jarbas Filho (PMDB), que disputa uma cadeira na Câmara do Recife enfrentando o desafio de dar continuidade ao legado do pai. O ato é emblemático porque a carreira política de Jarbas foi forjada no Recife, cidade que gerenciou duas vezes. Para que o filho obtenha uma vitória expressiva, o senador conta com o apoio do neto de seu ex-adversário político, o governador Miguel Arraes, falecido em 2005. Isso porque o PMDB estava na oposição e com dificuldade para eleger mais de um vereador – André Ferreira trabalha para renovar o mandato.

Eduardo ajudará Jarbas a colocar o seu filho na política, uma vez que tem registrado altos índices de popularidade no Recife. Em contrapartida, Jarbas apoiará Eduardo em seu projeto político maior: chegar à Presidência da República. Por tudo isso, é grande a expectativa para os discursos dos dois líderes, reconhecidamente bons oradores.

Em função desse clima, a inauguração do comitê de Jarbinhas, como é conhecido, ganha ares de festa de majoritário. Muitos políticos da Frente Popular devem prestigiar o evento, que ainda marcará o retorno do senador ao cenário político de Pernambuco após se recuperar de uma cirurgia cardíaca. Além de Jarbas e Eduardo, discursam no ato Jarbinhas e o candidato a prefeito do PSB, Geraldo Julio.

No evento, Geraldo conversará com Jarbas para acertar a participação dele na sua campanha. Nos bastidores, comenta-se que o primeiro ato do peemedebista será uma caminhada com o prefeiturável pelas ruas do Centro do Recife, mas isso só deve ocorrer na segunda quinzena de agosto.

Jarbas e Eduardo se reaproximaram oficialmente este ano, depois de o PMDB desistir de lançar o deputado federal Raul Henry à PCR, mas eles já vinham conversando desde o final do ano passado. Jarbas e Eduardo começaram a se afastar depois da eleição de 1990. Naquele ano, o peemedebista perdeu a cadeira de governador para Joaquim Francisco, então PFL, e debitou parte da derrota à falta de empenho do avô de Eduardo. Na ocasião, Arraes se elegeu deputado federal e, com uma consagradora votação, levou consigo outros políticos do PSB para a Câmara Federal. Em 1992, na eleição para a Prefeitura do Recife, veio o rompimento definitivo. Os dois entraram na disputa após Jarbas negar a vice a Eduardo. Com isso, o socialista decidiu entrar no páreo.


28 de nov. de 2010

BRASIL: A cara e o vigor da oposição real - Augusto Nunes

BRASIL
A cara e o vigor da oposição real
Da tribuna do Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) diz acreditar que Serra seria melhor presidente que Dilma. E acusa o presidente Lula de ter usado a máquina do Estado e infringido a lei eleitoral para eleger sua candidata

Foto: Geraldo Magela - Agência Senado

Para Jarbas o Bolsa Família é “o maior programa oficial de compras de voto do mundo”.

Augusto Nunes
Fontes: Blog do Augusto Nunes

Qualquer político com mais quatro anos de mandato no Senado teria repelido a idéia de disputar, em condições desvantajosas, um cargo que já ocupou por duas vezes. Como não é um político qualquer, o senador Jarbas Vasconcelos topou o convite de José Serra para candidatar-se a governador de Pernambuco.

Qualquer candidato confrontado com a máquina eleitoral do governador Eduardo Campos teria aproveitado o primeiro pretexto para cair fora do duelo dramaticamente desigual. Como nunca foi um candidato qualquer, Jarbas dispensou-se de lamentar publicamente a falta de material de campanha, a escassez de verbas, a deserção coletiva de prefeitos do seu PMDB e do PSDB de José Serra e o sumiço do próprio candidato à Presidência.

Fiel à biografia de oposicionista valente, tratou de defender José Serra e criticar Dilma Rousseff. Com notável coerência, atacou o governo Lula e ousou continuar fustigando até o Bolsa Família, que qualifica de “o maior programa oficial de compras de voto do mundo”. Mais: foi ele único candidato a governador que transformou em bandeira de campanha o legado do governo Fernando Henrique Cardoso.

Poucas vitórias foram tão contundentes quanto a de Eduardo Campos, reeleito com 82% dos votos válidos. Nenhuma derrota foi tão admiravelmente digna quanto a sofrida por Jarbas. Tão digna quanto a sua reação ao resultado desfavorável: sem se permitir uma única semana de férias, um único dia de prostração, um único minuto de silêncio, seguiu em combate. Como se vê no vídeo, foi ele o primeiro parlamentar a ocupar a tribuna para ler um discurso justificadamente duro sobre as ilegalidades cometidas pelo presidente durante a campanha eleitoral.

Dado pelo governo como politicamente morto depois de 31 de outubro, Jarbas vai terminando novembro mais vivo do que nunca. Ele tem a cara e o vigor da oposição real.

Veja um resumo do discurso de Jarbas no Senado.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original

2 de out. de 2010

ELEIÇÕES 2010: Toinho de Passira vai votar assim e recomenda

ELEIÇÕES 2010
Toinho de Passira vai votar assim e recomenda

Deputado Estadual – PRISCILA KRAUSE 25222

Deputado Federal – WOLNEY QUEIROZ 1234

Senador – MARCO MACIEL 256

Senador – RAUL JUNGMANN 232

Governador - JARBAS VASCONCELOS 15

Presidente - JOSÉ SERRA - 45


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Deputado Estadual – GUILHERME UCHÔA - 12345

13 de ago. de 2010

Debate em Pernambuco: a polarização Jarbas – Eduardo

ELEIÇÕES 2010
Debate em Pernambuco: a polarização Jarbas – Eduardo
O primeiro debate entre os candidatos a governador de Pernambuco, como no âmbito federal, centrou-se no confronto entre os dois candidatos mais bem postos nas pesquisas, o senador Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos. Foi um bate rebate de ironias e leves acusações mútuas, sem baixar o nível. O detalhe é que Jarbas em nenhum momento citou o nome de José Serra. O senador levou leve vantagem, pela sua retórica mais contundente, mas nada que possa mudar a situação vexatória nas pesquisas.

Foto: Blog do Jamildo

Jarbas começa dizendo que Pernambuco pode mais e quanto sua gestão de governador levantou Pernambuco

Toinho de Passira
Fontes: Diário de Pernambuco, Blog do Jamildo

O primeiro debate da campanha para governador de Pernambuco, promovido pela TV Clube ontem à noite, foi marcado pelo confronto acalorado e direto entre o candidato à reeleição Eduardo Campos (PSB) e o ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Os dois trocaram acusações em muitos momentos. Começaram o programa de forma amistosa, mas pouco se olharam durante o embate. Jarbas elevou o tom das críticas na abertura do programa e apontou supostas "falhas" de Eduardo na área de saúde. Eduardo citou o Tribunal de Contas para sustentar que encontrou o estado em 2006 (pós-governo Jarbas) com um déficit de R$ 213 milhões, apontou Jarbas como autor do fechamento da Escola Técnica Agamenon Magalhães Etepam (escola técnica que foi reaberta por ele posteriormente) e fez questão de mostrar Jarbas como candidato de oposição, crítico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em cada frase de um e de outro, percebia-se que as farpas estavam acompanhadas de uma carga histórica. Algumas eram diretas; outras, claras.

"O que foi feito a partir de1º de janeiro?", perguntou Jarbas, falando da data da posse de Eduardo.

"Eu reabri uma escola que seu governo fechou", respondeu, referindo-se à Escola técnica Etepam e aproveitando para comentar "o extraordinário momento" econômico vivido por Pernambuco.

Foto: Blog do Jamildo

Jarbas bate e Eduardo ironicamente ri.

"Ele quer inverter. Quer dizer que recebeu um governo desajustado", replicou Jarbas. Foi assim na maior parte do tempo. Um batia, o segundo rebatia e, entre uma frase e outra, citavam obras ou mencionavam posturas adotadas no passado.

Eduardo soube aproveitar parte do tempo para valorizar principalmente a conquista de empregos gerados a partir de investimentos como a refinaria e o estaleiro de Suape.

Também participaram do debate os candidatos Sérgio Xavier (PV), Roberto Numeriano (PCB), Edilson Silva (PSol) e Jair Pedro (PSTU). O candidato do PRTB, Anselmo Campelo, informou ontem durante o dia que desistiu de disputar a eleição. O debate foi mediado pelo jornalista e apresentador da TV Clube, Eduardo Bandeira, e contou ainda com as participações de três jornalistas do grupo Diários Associados: o editor de política do Diario de Pernambuco, Marcos Seabra; a repórter do caderno de Vida Urbana, Tânia Passos, e o repórter da TV Clube, Ciro Guimarães.

Edilson Silva focou sua atuação em questionamentos destinados ao governo no tema educação. Sérgio Xavier priorizou a defesa de seu projeto de desenvolvimento sustentável e aproveitou para destacar o nome da candidata à presidente do seu partido, Marina da Silva. Eduardo Campos foi outro que citou a sua candidata presidencial - Dilma Rousseff (PT). Jarbas Vasconcelos não fez menção ao candidato que apoia, o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB).


9 de ago. de 2010

ELEIÇÃO 2010: Jarbas, um estranho na própria campanha

ELEIÇÃO 2010
Jarbas, um estranho na própria campanha
No Estadão de ontem, em página inteira, o registro do isolamento de Jarbas, na campanha eleitoral deste ano

Detalhe da pagina do Estado de São Paulo

Acostumado a vencer, senador tem como adversário governador com maior taxa de aprovação do País, está em desvantagem nas pesquisas e enfrenta boicote do PSDB

Lourival Sant’Anna
Fonte: Estado de São Paulo

Depois de duas horas de gravação, Jarbas Vasconcelos finalmente sai do estúdio, numa produtora de TV num bairro central do Recife. Tira a gravata e a camisa branca, que troca por uma xadrez, e mantém a calça jeans e o sapatênis com que já estava. Caminha para a bancada com panelas no refeitório dos fundos:

"Tem a quantia certa?", pergunta antes de se servir de cuscuz com carne, preocupado com os cabos eleitorais, que já estão jantando. São 18h30, e Jarbas ainda não almoçou. Nesse ritmo, e fumando uma carteira e meia de cigarro por dia (seu normal é uma), ele já perdeu 4 kg desde que se lançou ao governo de Pernambuco, no dia 6 de maio.

"Já gostei mais de campanha", confessa o senador, conhecido pela sua franqueza. "Hoje isso tem se prostituído muito. Não tem mais coisas espontâneas, ir para a rua. Agora, o camarada pede emprego, dinheiro", diz ele, referindo-se aos cabos eleitorais. "Antes tinha gente que ia na base do amor febril."

Retraído, Jarbas não gosta de gravar: "Você não fica à vontade. O texto não é seu. Grava, regrava, tem de olhar assim, está ruim, tem de sorrir". Mas sabe que nessas gravações está a sua chance de reverter uma situação extremamente desfavorável.

Jarbas terá 6 minutos e 35 segundos no programa eleitoral, apenas 10 segundos a menos do que seu adversário, o governador Eduardo Campos (PSB); e 198 inserções na TV, ante 203.

"Este é o momento crucial", avalia. "Quem está em grande desvantagem numérica, como eu, tem de fazer programas de excelente qualidade e conteúdo."

Ao longo de 40 anos de carreira, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) se acostumou com o gosto da vitória. Já começou a carreira como deputado estadual mais bem votado, em 1970, e elegeu-se deputado federal, duas vezes prefeito, duas governador e senador - seu mandato atual, até 2014.

A pedidos. Prestes a completar 68 anos, no dia 23, Jarbas vive uma situação inusitada. A última pesquisa do Ibope atribui 60% das intenções de voto a Eduardo Campos, candidato à reeleição, e 24% ao senador. Pelo Datafolha, a vantagem é de 59% a 28%.

Jarbas não pretendia entrar na disputa com Eduardo Campos, que completa 45 anos na terça-feira, o governador com a maior taxa de aprovação do País - 62% dos pernambucanos consideram seu governo ótimo ou bom, segundo o Datafolha. Mas cedeu aos pedidos insistentes do candidato José Serra, que queria seu apoio em Pernambuco. Entretanto, dos 17 prefeitos do PSDB, 14 debandaram para o governador.

Isso, apesar de o presidente nacional do PSDB e coordenador da campanha de Serra ser de Pernambuco, o senador Sérgio Guerra, que em 2006 queria ser candidato à sucessão de Jarbas, mas o então governador escolheu seu vice, Mendonça Filho, do DEM.

"Não sou coronel para obrigar os prefeitos a apoiar Jarbas", defende-se Guerra. "Não tenho tempo nem para cuidar da minha candidatura. Por isso saí a deputado federal. Não teria a mínima chance a senador."

À pergunta sobre se assegurar o apoio dos prefeitos tucanos não é sua função como coordenador de Serra, ele responde: "Todos os prefeitos do PSDB apoiam Serra. Eles estão com Eduardo e com Serra".

Jarbas não pode contar nem com o partido que o levou a candidatar-se nem com o próprio partido, no qual é um dissidente, remanescente do PMDB "autêntico". O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), é candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff, e praticamente todo o partido aderiu ao governo.

A diferença de estrutura das duas campanhas é impressionante. Eduardo é acompanhado em suas caminhadas por dezenas de carros da campanha dele e dos candidatos a senadores, deputados federais e estaduais que o apoiam, além de vários ônibus lotados de cabos eleitorais remunerados. Jarbas conta com alguns poucos carros de candidatos a deputados.

"Já ingressei nessa disputa sabendo que ia enfrentar uma luta muito dura, muito desigual", diz ele. "Isso não mexe com a minha cabeça. Vivo bem com o mundo. Não procuro estar na contramão."

Jarbas diz que o futebol é sua "válvula de escape". Ele costuma ir ao estádio prestigiar o seu Sport Club do Recife, mas não está lhe servindo de consolo. Campeão da Copa do Brasil de 2008, o Sport está na série B nacional, beirando a zona de rebaixamento.

Sua namorada, a ex-miss e modelo Meirielle Abrantes, completa 28 anos na sexta-feira, 13. Jarbas brinca com ela: "Se eu soubesse, não teria ficado contigo".

"Em toda eleição, entramos para ganhar ou para perder", continua. Mas reconhece que as outras foram diferentes:

"Sempre entrava em eleições em condição mais tranquila, bem avaliado, com mais apoios". Eduardo Campos "abusa da máquina", acusa ele.

"O governador faz cooptação de prefeitos e até de candidatos." Eduardo nega. "A gente colhe o que planta", diz, insinuando que Jarbas também cooptou quando foi candidato à reeleição, em 2002. "Estão nos apoiando pelas ações do meu governo. Recebo apoio dos que apoiavam meu avô", acrescenta Eduardo, neto do ex-líder socialista Miguel Arraes, morto em 2005.

Jarbas faz uma pausa. "Não adianta eu estar me lamuriando para você, como se eu fosse um despreparado. Eu sabia que as dificuldades se avolumariam. Não posso estar exteriorizando isso, como desculpa ou pretexto", repete ele, como que para si mesmo. "Eu sabia que o estilo do governo era esse, agora é lutar, mostrar determinação, fazer isso (os filmes para a TV)."

Jarbas explica que os empresários locais preferem ajudar o governador.

"Acho profundamente constrangedor pedir dinheiro, principalmente para gente com quem não tenho intimidade." Ele nega que tenha ido a São Paulo reclamar mais ajuda a Serra, como saiu publicado na imprensa. "Serra ficou de me ajudar e (a ajuda) tem chegado aqui. Eu sou daqueles que fazem campanha com o que têm. Só contratei o que estava previsto arrecadar."

Embora a campanha de Serra seja em grande medida a razão de ser e o cordão umbilical da sua, Jarbas às vezes passa vários dias sem falar com o tucano. "Serra liga muito para saber como está." Mas não todos os dias. Às vezes passa quatro, cinco dias sem ligar. Jarbas não toma a iniciativa.

"Sempre imagino que uma pessoa como Serra, no papel que está exercendo..., fico constrangido de ligar, a não ser que seja uma coisa premente", diz com simplicidade.

"Sou tímido. Estranho, para um político, não?"

COMENTÁRIO NOSSO:

Desde que foi reeleito no primeiro turno, para governador e depois para Senador, Jarbas Vasconcelos, extremamente vaidoso, achou que não precisava mais de aliados.

Nas ultimas eleições municipais resolveu apoiar um “poste” o deputado Raul Henry (PMDB), seu amigo, achando que o elegeria só com o seu prestígio, dando as costas ao ex-vice governador de Pernambuco Mendonça Filho do DEM, que foi seu vice durante os oito de governo e se apoiado por ele, era o único capaz de vencer a máquina da prefeitura petista.

Hoje Jarbas é mais famoso e querido no resto do Brasil, do que em Pernambuco (devido aos seus pronunciamentos da tribuna do senado e entrevistas, onde bate no governo Lula e no próprio partido o PMDB). Tem muito que aprender com Marco Maciel, que vai ganhar sua milésima eleição. Embora cuide da política nacional, Maciel, não esquece, não trai e sempre apóia seus aliados em Pernambuco.

Jarbas está colhendo o que semeou. Serra merecia um nome melhor para lhe representar no estado.



*Acrescentamos imagens colhidas no site de campanha de Jarbas Vasconcelos