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10 de fev. de 2015

Quem o povo com ferro fere, com o ferro será ferida - Dora Kramer

BRASIL – Opinião
Quem o povo com ferro fere, com o ferro será ferida
A pesquisa do Instituto Datafolha explicitou o que os fatos estavam contando por si todos os dias. O brasileiro não gostou de constatar que Dilma mentiu na campanha eleitoral a respeito de rigorosamente todos os principais temas em debate com os oponentes. O que se poderia esperar quando são anunciadas medidas que, segundo a candidata em campanha, não seriam tomadas em hipótese alguma?


DOEU - A presidente não compreendeu a 'ingratidão' dos brasileiros: 47%, 54% e 50% dos consultados consideram que ela é desonesta, falsa ou indecisa.

Postado por Toinho de Passira
Opinião Dora Kramer
Fonte: Estado de S. Paulo

A notícia de que a perplexidade tomou conta do Palácio do Planalto com a derrocada dos índices de popularidade e confiabilidade da presidente da República é prima-irmã daquela irritabilidade que recai sobre a pessoa de Dilma Rousseff quando algum fato tem repercussão negativa na opinião pública.

Ambas são versões oficiais destinadas a criar um espaço de prudente (embora falsa) distância entre ela e a má nova. Ou velha, tanto faz. Algum ato de governo pegou mal? "Dilma ficou muito irritada", avisa a assessoria.

O brasileiro não gostou de constatar que Dilma mentiu na campanha eleitoral a respeito de rigorosamente todos os principais temas em debate com os oponentes? Mais que depressa o departamento de propaganda do governo informa que foi um choque para ela saber disso.

Ora por quem sois. A pesquisa do Instituto Datafolha explicitou em números uma realidade que os fatos estavam contando por si todos os dias. Ou alguém no Palácio do Planalto poderia esperar algo de diferente quando uma presidente da República recentemente reeleita simplesmente some de cena enquanto são anunciadas medidas que, segundo a candidata a conquistar votos, não seriam tomadas em hipótese alguma?

Ou, por outra, seriam impostas cruelmente ao País caso o eleitorado optasse por escolher um de seus adversários. Qualquer um dos dois, Marina Silva ou Aécio Neves, seriam os culpados por graves agruras. Ela, Dilma Rousseff, seria o caminho das soluções. Note-se o silêncio pós-posse que contrariou até o discurso da noite da vitória em que ela conclamava a Nação à união e ao "diálogo".

Daí em diante não explicou mais nada. Quando falou, limitou-se a monólogos fantasiosos seguindo a mesma toada da agenda ilusória montada para a campanha eleitoral. A roubalheira na Petrobrás era culpa de um ou outro funcionário; a crise econômica, decorrência da situação internacional;, a inflação, inexistente e o que mais não vá bem, produto de pessimismo.

Deixou o ponto crucial que era o ajuste na economia ao encargo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, como quem tenta se preservar e - aqui de novo, se distanciar - da má notícia. Deu a seguinte impressão: se sair errado, a culpa é dele.

A se acreditar que a presidente da República e seu grupo fechado de conselheiros foram realmente pegos de surpresa com o efeito dessa conjunção de desastres - nem todos citados, pois de conhecimento geral -, é de se concluir pela gravidade da situação de isolamento total do núcleo governante.

Não há no tão competente departamento de comunicação governamental um acompanhamento permanente de pesquisas? E aquela consulta que o PT anunciou que contrataria para detectar as razões do claudicante desempenho eleitoral? Dela nunca mais se ouviu falar.

A julgar pela reação improvisada e repetitiva do anúncio da montagem de uma "agenda positiva" como se a agenda negativa não fosse fruto do choque de ações do governo com a agenda ilusória da campanha, há um apagão de sensatez no Palácio do Planalto. Ou um surto de ingênua credulidade no poder eterno do ilusionismo.

E ausência de noção de limite. João Santana, o marqueteiro, extrapolou, exagerou e ganhou a eleição. Entregou a mercadoria. O dia seguinte é serviço de quem ganhou. Há um dado terrível para a presidente na pesquisa do Datafolha: 47%, 54% e 50% dos consultados consideram que ela é desonesta, falsa ou indecisa.

Produto de quê? Da exacerbada contradição entre o discurso de campanha e as ações logo depois. Portanto, talvez não seja um exagero concluir que, se não tivessem sido tantas e tão flagrantes as mentiras, se a campanha de Dilma não tivesse procurado colocar na boca dos opositores palavras que nunca disseram, possivelmente a crise não atingiria tão gravemente a imagem da presidente.>
*Alteramos o titulo, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

4 de out. de 2014

Aécio ultrapassa Marina, Dilma continua na frente. No segundo turno Aécio está 6 pontos atrás de Dilma

BRASIL – Eleição 2014
Ultima pesquisa Datafolha: Aécio ultrapassa Marina
Dilma tem 44%, Aécio vai a 26% e Marina recua para 24% dos válidos, diz pesquisa

Editoria de arte/Folhapress

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ricardo Mendonça, para a Folha de S. Paulo Fonte: Folha S. Paulo

Pesquisa Datafolha finalizada neste sábado (4) mostra o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, dois pontos à frente de Marina Silva (PSB) na disputa pela vaga no segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

A menos de 24 horas do início da votação, Dilma alcança 44% das intenções de voto válido (conta que desconsidera brancos e nulos), Aécio chega com 26%, Marina tem 24%.

Aécio e Marina estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro do estudo é de dois pontos para mais ou para menos. Mas ele chega ao dia da eleição numericamente à frente da rival pela primeira vez e, mais importante, em trajetória de ascensão - o oposto do que ocorre com sua rival.

Luciana Genro (PSOL), Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV) têm 1% cada um. Os outros cinco candidatos inscritos somam 1%.

Há 4% do eleitorado que planeja votar nulo ou em branco. E outros 5% que não sabem em quem votar.

No teste de segundo turno, Dilma vence tanto Aécio quanto Marina. Contra o tucano, a vantagem da petista é por seis pontos (53% a 47% dos votos válidos). Contra a pessebista, por dez pontos (55% a 47%).


9 de mai. de 2014

Pesquisa Datafolha captura eleitor sinalizando que chegou a hora da oposição

BRASIL - Eleição 2014 - Opinião
Pesquisa Datafolha captura eleitor sinalizando
que chegou a hora da oposição
A cada nova pesquisa fica claro que um segundo turno nas eleições presidenciais, parece ser o cenário mais provável. Mantida a tendência - queda de Dilma, crescimento da oposição-, não parece mais impossível que um dos adversários da presidenta leva a melhor em outubro. Isso já é até admitido na intimidade dos gabinetes do planalto.

Ilustrações Folha de S. Paulo

Postado por Toinho de Passira
Texto de Josias de Souza
Fontes: Blog do Josias de Souza, Folha de São Paulo

Considerando-se a quantidade de brasileiros que informaram ao Datafolha que desejam mudar a forma como o país é governado, pode-se dizer que 74% dos portadores de títulos eleitorais passaram a enxergar Dilma Rousseff como “isso tudo que está aí”.

Há um ano, a presidente não imaginava que poderia haver segundo turno em 2014. Muito menos que Aécio Neves e Eduardo Campos seriam alternativas a tudo que estaria ali. Por ora, nenhum governista admitiu em público. Mas, na intimidade dos gabinetes, não se fala noutra coisa: a hora da oposição pode ter chegado. Por duas razões:

1. Atolado numa conjuntura em que Guido Mantega derrete na Fazenda e Renan Calheiros vira heroi da resistência no Congresso, o condomínio oficial vive a psicose do que ainda pode acontecer.

2. Beneficiado por uma conjuntura em que suas candidaturas crescem sem levar à balança meio quilo de ideias, o bloco oposicionista sabe que a chegada ao Planalto dependerá da sua capacidade de agir organizadamente.

Dilma se esforça para demonstrar que pode ser menos Rousseff. De volta às redes sociais, abre o Alvorada para jornalistas, insinua que encarnará a mudança de si mesma. Convence cada vez menos.

Em fevereiro, 19% dos entrevistados do Datafolha disseram que Dilma era a pessoa mais preparada para fazer as mudanças necessárias. Há um mês, a taxa caiu para 16%. Agora, oscilou para 15%. Os rivais da presidente fazem o caminho inverso.

Em dois meses, subiu de 10% para 19% a taxa de eleitores que enxergam Aécio como o mais preparado para executar as mudanças. Nesse quesito, Campos saltou de 5% para 10%. Nenhum deles superou Lula, visto por 38% como o mais talhado para corrigir o que sua ex-supergerente fez de errado.

No cenário mais provável esboçado pelo Datafolha, Dilma teria hoje 37% das intenções de voto, contra 38% atribuídos aos seus antagonistas somados. Um quadro que sinaliza o segundo turno. Mesmo sem apresentar nada parecido com um programa, Aécio avançou quatro pontos, de 16% em abril para 20%. Campos oscilou um ponto para cima, cravando 11%.

Menos conhecidos do que Dilma, Aécio e Campos vivem o seu melhor momento porque a circunstância lhes oferece a chance de se mostrar qualificados para o exercício do poder numa hora em que a plateia vê desqualificação no poder em exercício. Podem aproveitar ou não a oportunidade. Para desperdiçá-la, basta que continuem atirando um no outro.


*Alteramos título e acrescentamos subtítulo à publicação original

12 de out. de 2013

Enfrentado Eduardo Campos ou Aécio, Dilma venceria no primeiro turno, mas...

BRASIL – Eleição 2014
Enfrentado Eduardo Campos ou Aécio,
Dilma venceria no primeiro turno, mas...
O Datafolha informa que 1 em cada 4 eleitores (23%) ainda não escolheu um candidato. Dependendo da movimentação desse pessoal, Dilma pode virar um portento ou pode ceder o segundo turno a um dos seus antagonistas.

Ilustração Editoria de arte/Folhapress

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de S. Paulo, Blog do Josias de Souza

Pesquisa Datafolha realizada nesta sexta (11) mostra que a presidente Dilma Rousseff seria reeleita no primeiro turno se disputasse a eleição contra os dois candidatos mais prováveis do PSDB e do PSB, o tucano Aécio Neves e o socialista Eduardo Campos.

Nessa simulação, Dilma tem 42% das intenções de voto; Aécio, 21%; Campos,15%. Brancos, nulos ou nenhum somam 16%. Outros 7% não sabem em quem votar.

O instituto testou quatro cenários para a eleição presidencial de 2014, alternando os nomes de Campos e Marina Silva, pelo PSB, e os de Aécio e José Serra, pelo PSDB.

Nas outras três combinações, Dilma não teria uma quantidade suficiente de votos para garantir vitória no primeiro turno.

Na simulação em que a disputa aparece mais apertada, a petista alcança 37% das intenções de voto, Marina marca 28%, Serra alcança 20%.

Trata-se, porém, justamente do cenário mais improvável da eleição, já que os principais líderes do PSB e do PSDB trabalham pelas candidaturas de seus presidentes nacionais, Campos e Aécio.

As simulações do atual levantamento não podem ser diretamente comparadas com as de pesquisas anteriores do instituto porque não há coincidência de cenários.

No quadro que era tido como o mais provável da pesquisa anterior, no início de agosto, Dilma tinha 35%; Marina marcava 26%; Aécio alcançava 13%; Campos, 8%.

Após o fracasso da criação da Rede dentro do prazo legal para concorrer em 2014, Marina filiou-se ao PSB. Com isso, não há mais como ela e Eduardo Campos disputarem o mesmo cargo.

Os números de ontem sugerem que o espólio eleitoral de Marina foi dividido de forma quase idêntica entre Dilma, Aécio e Campos. A petista teria herdado 7 pontos; o tucano, 8; o socialista agora apoiado por Marina, 7.

O levantamento de ontem também confirma que Marina seria a adversária mais competitiva da presidente Dilma Rousseff em 2014. Ela atinge 29% em seu melhor cenário, quase o dobro da melhor situação de Campos.

Dilma vence em todas as simulações de segundo turno. Contra Marina, ganha por 47% a 41%. Contra Serra, por 51% a 33%. Contra Aécio, 54% a 31%. Contra Campos, 54% a 28%.

Ilustração Editoria de arte/Folhapress


O jornalista Josias de Souza comenta:

Quem olha para o principal cenário com olhos descuidados conclui que Dilma Rousseff (42%) prevalece no primeiro turno sobre Aécio Neves (21%) e Eduardo Campos (15%). Isso porque somando-se as taxas de intenção de votos atribuídas a Aécio e Eduardo (36%) a dupla fica seis pontos abaixo de Dilma. O diabo é que, a um ano da eleição, as dúvidas podem valer mais do que a certeza aritmérica.

Por exemplo: o Datafolha informa que 1 em cada 4 eleitores (23%) ainda não escolheu um candidato. Dependendo da movimentação desse pessoal, Dilma pode virar um portento ou pode ceder o segundo turno a um dos seus antagonistas.

Dos 23% que ainda não se fixaram em nenhum candidato, 7% dizem que não sabem em quem votar. Cedo ou tarde, esse eleitor tomará um rumo. Outros 16% declaram que votarão em branco ou anularão o voto. Considerando-se o histórico das últimas eleições, esse percentual vai cair significativamente. Nas eleições de 2002, brancos e nulos somaram 10,38%. Em 2006, 8,41%. Em 2010, 8,64%.

Outra coisa: não há brasileiro que não conheça Dilma. Aécio ainda é desconhecido por 22% do eleitorado. Eduardo ostenta taxa de desconhecimento ainda maior: 43%. Significa dizer que os dois rivais de Dilma ainda têm espaço para crescer.

Não é só: os nanicos PSOL e PPS cogitam lançar respectivamente as candidaturas presidenciais do senador Randolfe Rodrigues e da ex-vereadora Soninha Francini. Nenhum dos dois vai virar presidente da República. Mas seus votos, por mínimos que sejam, podem ajudar a compor um cenário de segundo turno.

Ilustração Editoria de arte/Folhapress

Há mais: Marina Silva, agora filiada ao PSB, desponta como uma reserva de luxo de Eduardo Campos. O Datafolha informa que, hoje, ela seria para Dilma a adversária mais dura de roer. No seu melhor cenário, Marina atinge 29%, quase o dobro do percentual atribuído ao governador de Pernambuco.

Com Marina, a disputa iria para um segundo round de placar apertado: 47% para Dilma, 41% para a líder da Rede. Escassos seis pontos percentuais de diferença, noves fora a margem de erro de dois pontos. Com seus outros rivais, a vida de Dilma seria, aos olhos de hoje, facilitada num eventual segundo turno. Bateria Eduardo por 54% a 28%. Superaria Aécio por 54% a 31%.P align=center>Ilustração Editoria de arte/Folhapress

O tucano José Serra também pode ficar tentado a se assanhar. Num cenário contra Dilma (37%) e Marina (28%), ele aparece com 20%. O problema é que, diferentemente de Marina, Serra seria um reserva manco de Aécio. Conhecido de 97% dos eleitores, Serra arrasta a bola de ferro da rejeição: 36% declaram que jamais votariam nele.

Os resultados deste Datafolha não podem ser comparados com a sondagem anterior, veiculada no início de agosto. Antes, havia quatro candidatos. Agora, com o ingresso de Marina no PSB, só há três contendores, já que a ex-senadora e Eduardo Campos não poderão figurar na mesma urna eletrônica.

Na pesquisa de agosto, Dilma aparecia com 35%; Marina com 26%; Aécio, 13%; e Eduardo, 8%. Tudo leva a crer que, com Marina fora do páreo, seus 26% se dividem em três partes praticamente iguais: Dilma herda sete pontos percentuais, Aécio belisca oito; e Eduardo, absorve os outros sete.

Em termos políticos, o maior beneficiário foi mesmo Eduardo Campos. Ele avançou algo como seis meses de campanha em uma semana. Desde sábado passado, mercê da superexposição ao lado de Marina, o mandachuva do PSB saltou da condição de candidato nanico para a de um postulante de dois dígitos. Para desassossego de João Santana, os anões não se “comeram lá embaixo”. Juntaram-se.

29 de jun. de 2013

Popularidade de Dilma despenca 27 pontos percentuais após protestos

BRASIL -
Popularidade de Dilma despenca 27 pontos
percentuais após protestos
O prestígio da presidente Dilma Rousseff teve uma queda de 27 pontos percentuais em três semanas, segundo Datafolha. Apenas 30% das pessoas ouvidas consideram o governo “bom” ou “ótimo” — na primeira semana deste mês, eram 57%; em março, 65%. Em três meses, pois, a queda foi de estupendos 35 pontos. Seus índices de aprovação atuais assemelham-se ao de Collor, após o confisco da poupança dos brasileiros e a Lula, no auge do mensalão.

Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Folha de S. Paulo

Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou.

A avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas.

Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.

A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.

Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).

Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8.

Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade.

Após o início das manifestações, Dilma fez um pronunciamento em cadeia de TV e propôs um pacto aos governantes, que inclui um plebiscito para a reforma política. A pesquisa mostra apoio à ideia.

A deterioração das expectativas em relação a economia também ajuda a explicar a queda da aprovação da presidente. A avaliação positiva da gestão econômica caiu de 49% para 27%.

A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair --antes eram 27%.

Os atuais 30% de aprovação de Dilma coincidem, dentro da margem de erro, com o pior índice do ex-presidente Lula. Em dezembro de 2005, ano do escândalo do mensalão, ele tinha 28%.

Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress

9 de jun. de 2013

Dilma candidata perde popularidade na mesma proporção que cresce a inflação

BRASIL - Eleição 2014
Dilma candidata perde popularidade
na mesma proporção que cresce a inflação
Dilma é a pior adversária de si mesmo. Tanto fez de errado e deixou de fazer certo que não deu mais para enganar. Perde um monte de simpatizantes em todas as regiões do país, em todas as classes sociais, em todas as faixas etárias. Ainda é a favorita, na eleição de 2014, mas sua candidatura tem um forte viés de baixa. Que bom!

Foto: Andre Dusek/AE

Uma candidanta como Dilma não precisa de adversários...

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de S.Paulo, Blog do Josias de Souza,

Segundo o jornalista Josias de Souza, "Dilma Rousseff já dispõe de rival para a sucessão presidencial de 2014. Chama-se Dilma Rousseff". A leitura da última pesquisa do Datafolha, fez dispara o alarme nas hostes da candidatura da presidenta.

Pela vez primeira, desde a posse, caiu a popularidade e a taxa de intenção de votos da candidata Dilma. Um exame mais acurado faz constatar que não foi a oposição que provocou a queda dos índices.

Se for procurar um culpado no abalo da credibilidade da presidenta, esbarra-se na sucessão de desacertos políticos principalmente na condução da área econômica.

Evidente que ela ainda possui um capital político substancial. De acordo com a pesquisa, 57% dos brasileiros avaliam o governo Dilma como ótimo ou bom. Mas há dois meses, essa taxa era de 65%. Oito pontos percentuais sumiram no ralo.

”O prestígio da presidente decresce na proporção direta do aumento do pessimismo da população. A maioria absoluta dos entrevistados, 51%, acha que a inflação vai subir. Em março, os pessimistas com a carestia somavam 45%”.

A queda se alastrou pelo país, Dilma perdeu prestígio em todas as regiões, em todas as faixas de renda e de idade.

É verdade também que ainda lhe restam 51% das intenções de votos, o suficiente para ganhar as eleições no primeiro turno. Mas há dois meses dispunha de confortáveis 58%. Sete por cento dos seus seguidores debandaram.

Falando-se em intenção de votos, apurou-se que Marina Silva (Rede), continuou com os 16% que obtivera na sondagem anterior, enquanto Aécio Neves (PSDB) subiu de 10% para 14% e Eduardo Campos (PSB) manteve-se com os mesmos 6%.

Segundo Josias de Souza, “o crescimento de quatro pontos atribuído a Aécio dá ideia do mal que Dilma vem fazendo a si mesma”.

Desde a pesquisa Datafolha anterior, o PSDB não mudou tanto assim. O maior partido da oposição continua atrás de unidade e de um discurso com começo meio e fim. De novidade, apenas dois detalhes: Aécio foi alçado à presidência da legenda e ocupou praticamente sozinho a propaganda partidária que acaba de ser levada ao ar.

”O discurso de Aécio no rádio e na tevê foi 100% feito da matéria prima fornecida por Dilma: descontrole inflacionário, falta de investimentos em infraestrutura e ausência de perspectivas para a clientela do Bolsa Família. Dito de outro modo: a oposição questionou Dilma naquilo que ela julga ter de melhor: a capacidade gerencial”. Assim, beliscando Dilma, Aécio conseguiu avançar.

Com seus 51%, Dilma continua sendo a favorita. “Tem muita gordura para queimar, como se diz. O diabo é que, sem adversários que a ameace, Dilma frita a si mesma no óleo que escapa da sua gestão. Para sorte do petismo, faltam 17 meses para a eleição. É tempo suficiente para que Dilma salte da frigideira. Ou não”.

”Os dados econômicos não ajudam. Lula entregou em oito anos um crescimento médio de 4%. Sob Dilma, anotou-se, por ora, um pibinho médio de 1,8%. Essa taxa deve melhorar. Mas não há indícios de que o governo vá se livrar da mediocridade econômica”.

”As mágicas adotadas sob Dilma não surtiram os efeitos desejados: corte seletivo de tributos, intromissão na política de preços da Petrobras, mandracarias elétricas, privatizações envergonhadas, frouxidão fiscal e investimentos precários. No momento, para que a inflação recue, os juros avançam. Tudo isso compõem um cenário que não chega a animar o investidor privado”.

”Vendida na propaganda eleitoral de 2010 como uma supergerente, Dilma tomou posse com o trombone da eficiência grudado nos lábios. Começa a passar a sensação de que lhe falta o sopro. O que salva Dilma é a falta de clareza da oposição. Mas convém não facilitar”.

Dá uma comichão de citar Abraham Lincoln:

”Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”.

27 de set. de 2012

DATAFOLHA: Geraldo Julio cada vez mais perto de uma vitória no primeiro turno

BRASIL – Recife – Eleição 2012
DATAFOLHA: Geraldo Julio cada vez
mais perto de uma vitória no primeiro turno
Humberto Costa, está cada vez mais distante de participar de um eventual Segundo turno, com Daniel Coelha firmando-se na segunda posição

Captura de video

Postado por Toinho de Passira
Fonte: G1 - Pernambuco

O Datafolha divulgou, nesta quinta-feira (27), a quarta pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela Prefeitura do Recife neste ano.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S. Paulo".

Em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 12 de setembro, Geraldo Julio foi de 34% para 42% e Daniel Coelho passou de 19% para 22%. Já Humberto Costa foi de 23% para 17%.

Veja os números do Datafolha, considerando os votos válidos:

Geraldo Julio (PSB) - 47% dos votos válidos
Daniel Coelho (PSDB) - 25%
Humberto Costa (PT) - 19%
Mendonça (DEM) - 5%
Edna Costa (PPL) - 2%
Jair Pedro (PSTU) - 1%
Roberto Numeriano (PCB) - 1%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.


O Datafolha testou dois cenários para o segundo turno. Em um confronto entre PSB e PT, Geraldo Julio teria 59% das intenções, enquanto Humberto Costa ficaria com 28% dos votos. Se a disputa fosse entre PSB e PSDB, Geraldo Julio teria 51% dos votos e Daniel Coelho, 38%.

Ou seja, para Geraldo Júlio, um segundo turno contra Humberto Costa é mais confortável, que com Daniel Coelho, enquanto o petista perderia por 31 pontos percentuais, o tucano, perderia por 23 pontos.

O que pesa e desengana Humberto é o alto índice de rejeição: segundo o Datafolha, entre os entrevistados, 43% disseram que não votariam em Humberto Costa, enquanto 18% rejeita Geraldo Julio e 17%, Daniel Coelho.

Captura de video


29 de ago. de 2012

ELEIÇÃO RECIFE - Datafolha: empate - Vox Populi: Geraldo Julio na frente de Humberto

BRASIL -PERNAMBUCO – Recife - Eleições 2012
Datafolha: empate - Vox Populi: Geraldo Julio na frente
Em 30 dias, pela pesquisa do Datafolha, Humberto perdeu seis pontos percentuais e Geraldo Júlio subiu 22 pontos, Humberto tem o maior índice de rejeição e Geraldo o menor.

Captura de Tela Rede Globo

Postado por Toinho de Passira
Fonte: G1- Pernambuco , Blog do Jamildo

A pesquisa de intenção de votos Vox Populi divulgada na noite desta quarta-feira (29) mostrou o candidato a prefeito do Recife pelo PSB, Geraldo Julio, com 31% dos votos e Humberto Costa (PT) com 28%. Este é o primeiro levantamento que mostra o socialista na frente do petista. (margem de erro, que é de 3,5 pontos percentuais)

Em terceiro lugar aparece Mendonça (DEM) com 11%, seguido de Daniel Coelho (PSDB), com 9%.

O Datafolha mostra que se a eleição fosse hoje, Geraldo Julio e Humberto Costa, estariam empatados com 29%.

Daniel Coelho (PSDB) aparece com 12% e Mendonça (DEM), com 9%.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em relação à pesquisa anterior, realizada nos dias 19 e 20 de julho, Humberto Costa foi de 35% para 29%. Já Geraldo Julio saiu de 7% para 29%.

Rejeição
O Datafolha também analisou a rejeição aos nomes dos candidatos a prefeito do Recife. Entre os entrevistados, 29% disseram que não votariam em Mendonça e outros 29% também não escolheriam Humberto.

O nome de Edna Costa foi citado por 26% dos eleitores. Jair Pedro ficou com 23%; Roberto Numeriano, 19%; Daniel Coelho, 16%; e Geraldo Julio, 12%.

CONCLUSÃO
Como se vê, desde o último levantamento, Geraldo Julio avança sem limites, tomando votos de todos os candidatos, com exceção de Daniel Coelho, que, como ele, também cresceu.

A tremenda ascensão do candidato do Governador Eduardo Campos, Geraldo Julio, e a queda permanente do candidato de Lula, Humberto Costa, a esta altura da campanha já parece ser uma constante.

Detalhe para o índice de 29% de rejeição para Humberto, a maior, e a menor de apenas 12% de Geraldo Julio.

O candidato do PSB ainda pode tirar eleitores de Humberto e por certo ganhará um maior naco dos indecisos.

Pelo olhar do momento haverá segundo turno com Geraldo Julio saindo na frente. Mas o resultado final da eleição ainda é indefinido, com tendência de vantagem para o socialista candidato de Eduardo Campos.