| LÍBIA Pós Gaddafi, começa a disputa pelo comando da Líbia O país era pouco mais do que uma federação livre de regiões e tribos antes de Gaddafi chegar ao poder. Seu uso de favoritismo e repressão para manter o controle fez pouco para reduzir as divisões regionais, étnicas e religiosas da Líbia. Nem os rebeldes que derrubaram Gaddafi se organizaram em uma força unida. Os rebeldes das montanhas do oeste, da cidade costeira de Misrata e da cidade de Benghazi, no leste, lutaram de modo independente e frequentemente viravam os olhos de modo arrogante em relação uns aos outros.
Foto: Sergey Ponomarev/Associated Press David D. Kirkpatricke Rod Nordland Uma semana após os rebeldes terem tomado a antiga fortaleza de Muammar Gaddafi, grande parte de seu território permanece dividido em feudos, cada um controlado por brigadas semi-independentes que representam diferentes áreas geográficas. Combatentes da cidade de Zintan, nas montanhas do oeste, controlam o aeroporto. Os combatentes de Misrata guardam o banco central, o porto e o gabinete do primeiro-ministro, onde suas pichações rebatizaram a praça histórica de “Praça Misrata”. Os berberes da cidade de Yaffran assumiram o controle da praça central da cidade, onde picharam “Revolucionários de Yaffran”. Uma semana após os rebeldes terem tomado a antiga fortaleza de Muammar Gaddafi, grande parte de seu território permanece dividido em feudos, cada um controlado por brigadas semi-independentes que representam diferentes áreas geográficas. E as pichações que usam para marcar seu território contam a história de uma potencial crise de liderança na capital da Líbia. As autoridades civis do Conselho Nacional de Transição dos rebeldes – agora preparando um governo provisório que será sediado na capital – ainda não chegaram, demonstrando preocupações com a segurança, apesar de declararem a cidade como plenamente segura. Há crescentes indícios de rivalidade entre as várias brigadas sobre quem merece crédito pela libertação da cidade e qual será sua influência. E as tentativas de nomear um líder militar para unir os diversos grupos de combatentes expuseram as divisões dentro da liderança rebelde, que seguem as divisões regionais e também entre secularistas e islamitas. Um influente membro do conselho disse que tudo isso aponta para a continuidade do “vácuo de poder” na liderança civil da capital líbia. Mas a disputa pelo poder também ilustra o desafio que o novo governo provisório enfrentará ao tentar unir a paisagem política dividida da Líbia. Foto: Patrick Baz/Agence France-Presse — Getty Images O país era pouco mais do que uma federação livre de regiões e tribos antes de Gaddafi chegar ao poder. Seu uso de favoritismo e repressão para manter o controle fez pouco para reduzir as divisões regionais, étnicas e religiosas da Líbia. Nem os rebeldes que derrubaram Gaddafi se organizaram em uma força unida. Os rebeldes das montanhas do oeste, da cidade costeira de Misrata e da cidade de Benghazi, no leste, lutaram de modo independente e frequentemente viravam os olhos de modo arrogante em relação uns aos outros. Foto: Moises Saman/The New York Times Misturada às preocupações ideológicas está uma medida igual de rivalidade provincial a respeito de quem fez mais para libertar Trípoli. Al Hasadi não é apenas um islamita, argumentou o membro do conselho, mas também fez menos do que os rebeldes do oeste na luta pela capital. Foto: /Esam al-Fetori/Reuters Ambos os conflitos em torno da escolha dos líderes militares lembram a disputa provocada pelo assassinato do principal comandante militar dos rebeldes em Benghazi, o general Abdel Fattah Younes. O assassinato, ainda não desvendado, provocou alegações de alguns líderes rebeldes de que ele foi assassinado por uma brigada de islamitas, que, segundo eles, vingara-se por sua anterior participação como importante assessor de Gaddafi. Ninguém, até agora, foi acusado pelo crime. Foto: Sergey Ponomarev/Associated Press Agora os membros de quase toda brigada em Trípoli afirmam que seu grupo exerceu o papel mais heroico na tomada da cidade, ou na invasão da fortaleza de Gaddafi, ou na tomada da praça central. Foto: Tyler Hicks/The New York Times * Acrescentamos subtítulo, foto, legenda ao texto original e nos orientamos pela tradução: George El Khouri Andolfato – para a UOL |
16 de nov. de 2011
LÍBIA: Pós Gaddafi - começa a disputa pelo comando da Líbia
01/09/2011






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