| LIBIA Khadafi, o tirano encurralado Forças rebeldes estão a poucos quilômetros de Trípoli, a capital da Líbia e prometiam dominar a capital ainda neste domingo, depois de seis meses de luta. Mas uma forte resistência das tropas do tirano demonstram, na realidade, que a coisa não vai ser tão fácil, como se poderia imaginar. O plano dos rebeldes agora é sitiar a capital e esperar que o ditador acabe capitulando ou fugindo, após ter passado 41 anos, com ditador.
Foto: AFP Postado por Toinho de Passira Os rebeldes que lutam contra o regime de Muamar Khadafi estão a poucos quilômetros de Trípoli, a capital da Líbia, e esperavam chegar em peso à cidade neste domingo à noite. Disparos e explosões foram ouvidos na capital líbia no domingo pela manhã, mas Khadafi fez um pronunciamento na TV afirmando que os rebeldes, a quem chamou de ratos, haviam sido eliminados em Trípoli. Os rebeldes confirma que foram recebidos com forte resistência por parte de tropas leais ao líder líbio, ao se encaminharem para a capital do país, Trípoli. Em grupos, centenas de combatentes que avançavam pelo oeste da Líbia teve de interromper sua ação por conta do forte ataque que sofreu na cidade de Maya, a trinta quilômetros da capital. O avanço dos ativistas contrários ao regime líbio rumo à capital está se dando por diferentes frentes, pelo leste, sul e oeste do país e conta com o apoio aéreo e marítimo das forças da Otan. A ação, batizada como ''Operação Sereia'', visa, como disse à agência de notícias AFP Ahmed Jibril, um porta voz dos rebeldes, cercar Trípoli e obrigar Khadafi a se render ou a ter de fugir. A operação, admitiu Jibril, poderá durar vários dias. O porta-voz do governo da Líbia, Moussa Ibrahim, pediu um cessar-fogo imediato, mas garantiu que Trípoli está sendo bem guardada por milhares de combatentes. Foto: AP Nos últimos dias, homens e mulheres que residem na cidade receberam armas e treinamento para lutar contra as milícias anti-Khadafi Foto: AFP Navios de guerra da Otan estão controlando o acesso ao mar. Foto: AFP Rebeldes afirmam que soldados pró-Khadafi baseados na cidade teriam abandonado seus postos e se juntado aos rebeldes. Foto: Associated Press Forças de segurança da Tunísia disseram ter interceptado invasores líbios armados em veículos além da fronteira, e que houve tiroteio durante a noite (horário local) no deserto, com diversas baixas. Foto: DPA Em um beco próximo, moradores se aglomeravam para ver os corpos dos soldados do governo estendidos na rua. Tiroteios e explosões eram ouvidos a distância. A tomada de Zawiyah transformou o conflito, ao deixar Trípoli sem sua principal ligação terrestre com o mundo exterior, gerando uma pressão sem precedentes sobre o mandato de 41 anos de Gaddafi. Foto: AFP Os governos integrantes da Otan vêm trabalhando de perto com os rebeles, para desenvolver um plano já vislumbrando um período pós-conflito. Foto: DPA Khadafi fez um pronunciamento televisionado – o segundo em dois dias - no qual garantiu que não vai abandonar Trípoli. Seus partidários afirmam que dezenas de milhares de combatentes o defenderão. “Vamos lutar até liberarmos cada centímetro de terra e evitar que ela seja ocupada. Estou com vocês nessa batalha. Não vamos entregar Trípoli para os colonialistas e traidores”, disse Khadafi. “Saiam às ruas aos milhares. Os que não tiverem armas devem nos procurar para receber uma. As massas devem se armar.” |
15 de nov. de 2011
LIBIA: Khadafi, o tirano encurralado
21/08/2011



Agora começa a se falar que o combate pode durar vários dias, ou semanas


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