| CUBA A revolução imobiliária Entre as novas medidas aprovadas pela Assembleia Nacional cubana, de abertura econômica do regime castrista, vislumbra-se como real a possibilidade de se fazer transações imobiliárias na ilha. Uma medida que afetará milhões de pessoas, gerará a existência de propriedade privada em Cuba, coisa impensável nos últimos 52 anos de revolução socialista e deverá trazer bilhões de dólares de cubanos residentes no exterior. Atualmente os corretores são tratados como traficantes de imóveis, uma atividade, clandestina, ilegal e sujeita a cadeia.
Foto: The New York Times Postado por Toinho de Passira A Assembleia Nacional cubana aprovou no começo do mês, propostas do Partido Comunista para estimular a recuperação econômica e retirar algumas restrições à vida pessoal dos cidadãos. O plano, com mais de 300 itens, foi aprovado inicialmente num congresso partidário em abril, por iniciativa do presidente Raúl Castro, que completou cinco anos no poder em Cuba neste mês. As reformas, a serem implementadas durante mais de cinco anos, eliminam mais de 1 milhão de empregos no setor público e reduzem a participação estatal em áreas como agricultura, varejo, transporte e construção, dando lugar a pequenas empresas e cooperativas. Foto: The New York Times De todas essas “novidades” que alguns interpretam como uma tentativa de copiar, embora tardiamente, o bem sucedido socialismo chinês, a regras que afetam o cotidiano dos cidadãos, como a proibição de venda de imóveis e veículos, serão abrandadas. Foto: The New York Times ”Em comparação às mudanças já aprovadas (mais trabalhadores autônomos e propriedade de celulares) ou propostas (venda de carros e relaxamento das regras de emigração), “nada é tão grande quanto isso”, disse Philip Peters, um analista do Instituto Lexington.” Foto: The New York Times A nova revolução começará com o governo, que atualmente é dono de todos os imóveis, entregando as casas e apartamentos para seus moradores em troca de impostos sobre as vendas - algo impossível no atual mercado de troca, onde o dinheiro é transferido às escondidas.” Foto: The New York Times Não há imóveis vagos em Havana, apontou Coyula, o planejador urbano. Toda moradia tem alguém morando nela. A maioria dos cubanos está basicamente presa onde está.” Foto: The New York Times A outra questão é como serão avaliados os imóveis cubanos, já que o mercado não tem parâmetros anteriores. Haverá por certo um começo de comercialização repleto de pechinchas que descambará para uma explosão de valorização, principalmente, devido a utilização do dinheiro vindo do exterior. Foto: The New York Times Os emigrantes cubanos enviaram de volta ao país aproximadamente US$ 1 bilhão em remessas de dinheiro no ano passado, com uma proporção cada vez maior desse dinheiro financiando novos capitalistas que precisam de um forno de pizza ou outros equipamentos para trabalharem de modo privado. Os imóveis apenas expandirão isso, dizem os especialistas, e ofertas já estão chegando. Foto: The New York Times |
14 de nov. de 2011
CUBA: A revolução imobiliária
06/08/2011





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