| BRASIL - STF Sobre o impeachment do ministro STF Gilmar Mendes Pela segunda vez o pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes pedido pelo advogado Alberto Piovesan estava sendo julgado discretamente e encaminhado para o arquivamento sumário, nem o nome do paciente ter sido citado, quando sem ter nem pra quê o ministro Marco Aurélio Mello, pediu vista do processo adiando a decisão e chamando a atenção para o caso. Em resumo a denuncia diz que a mulher de Gilmar Mendes trabalha para um escritório de advocacia que tem causas no Supremo e Gilmar não tem se averbado suspeito quando as querelas tem que receber o seu voto.
Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF. Postado por Toinho de Passira Segundo o jornalista Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo, “estava tudo planejado para que passasse despercebido o arquivamento sumário do pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes pelo advogado Alberto Piovesan." "O processo não estava na pauta do Supremo Tribunal Federal e o relator, Ricardo Lewandowski, fez um voto curto, sem citar o nome do colega". O voto pelo arquivamento foi seguido sem debate por Luiz Fux e Cármen Lúcia. Mas o ministro Marco Aurélio Mello atrapalhou os planos dos colegas ao pedir vista e adiar o enterro definitivo do pedido contra Mendes. O advogado argumenta que Mendes teria recebido benesses de advogados e coloca em dúvida a "isenção" do ministro. No Senado, o pedido foi arquivado. O advogado recorreu ao STF por meio de mandado de segurança. Lewandowski negou seguimento. Piovesan recorreu novamente, e foi este o recurso quase arquivado pelo plenário na quarta-feira. Para evitar a sangria do Supremo, queria-se julgar esse caso com discrição. O pedido de vista chamou atenção para o caso e adiou uma conclusão do assunto. Marco Aurélio não queria, disse depois, que a decisão parecesse atender somente ao espírito de corpo da corte. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF Não é a primeira vez que querem a cabeça de Gilmar Mendes. Desde a sua indicação pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, que ele sofre restrições, nos meios jurídicos e da própria opinião pública. “Se essa indicação (de Gilmar Mendes) vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (…) o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país”- Dalmo de Abreu DallariGilmar Mendes tentou processar criminalmente o jurista Dallari por esse artigo, mas a Justiça recusou a instauração da ação penal. Na sentença o juiz do caso, Silvio Rocha, citando uma sentença publicada na Espanha justificou a negação dizendo que "A crítica, como expressão de opinião, é a servidão que há de suportar (…) quem se encontrar catalogado no rol das figuras importantes".No processo de confirmação do seu nome no Senado, Gilmar Mendes é recordista imbatível de votos contrários a sua aprovação para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, 15 senadores votaram pela negação. Até hoje esse número não foi nem de perto alcançado, o mais rejeitado, após ele, foi o já aposentado ministro Eros Grau, que obteve cinco votos desfavoráveis. Na época em que Gilmar concendeu dois habeas corpus seguidos para tirar da cadeia o banqueiro Daniel Dantas, muito se falou da sua tenacidade em deixar impune o acusado. Entre outros, o Presidente e fundador do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais, Wálter Maierovtich, juiz aposentado, que disse na ocasião em que o ministro concedia o segundo habeas corpus a Daniel Dantas, em menos de três dias, que “o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, (então) o presidente do STF está "extrapolando suas funções". E sem titubear concluiu: “... já é hora de pensar num impeachment do presidente do Supremo” (Gilmar Mendes). Nesse interim, o ministro do STF, Joaquim Barbosa, colega de Gilmar, durante o debate no plenário do Supremo, acabou discutindo com o então presidente, Gilmar Mendes. Na acalorada discussão, o ministro Joaquim Barbosa acusou o presidente do STF de estar "destruindo a credibilidade da Justiça brasileira". A sessão foi suspensa e o caso foi abafado intramuros da corte. No caso agora, o advogado capixaba Alberto de Oliveira Piovesan, enviou a Presidência do Senado, em 12 de maio deste ano, um pedido de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). (Confira na íntegra)
Na introdução do documento, o advogado expõe que nas edições 47 e 48 da revista Piauí (agosto e setembro de 2010), ficou clara, segundo ele, a comprometedora ligação entre Gilmar Mendes e sua esposa, Guiomar Lima Mendes, secretária-geral do Tribunal Superior Eleitoral, com o advogado Sergio Bermudes.
Ao receber o pedido de impeachment na cadeira de Presidente do Senado José Sarney mandou arquivar o pedido, baseado em parecer contrario a continuidade caso pela assessoria jurídica da casa.
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15 de nov. de 2011
BRASIL - STF: Sobre o impeachment do ministro STF Gilmar Mendes
23/08/2011





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