3 de mai de 2015

Um petista nos chamou de reacionários

BRASIL – Opinião
Um petista nos chamou de reacionários
Todo petista tem um arsenal de expressões e acusações padrão, para usar quando se sente encurralado, por argumentos e fatos difíceis ou impossíveis de rebater.

Postado por Toinho de Passira

Lá pelas tantas, um desses petistas ferrenhos aproveitou um comentário irônico que fazíamos sobre o PT e nos chamou de “reaça”. Assim mesmo, na forma reduzida, como se usava nos anos setenta, junto com a calça boca sino e o perfume Lancaster.

Todo petista tem um arsenal de expressões e acusações padrão, para usar quando se sente encurralado, por argumentos e fatos difíceis ou impossíveis de rebater. Invariavelmente fala mal de Fernando Henrique Cardoso, de Aécio Neves e mais recentemente de Beto Richa. Dependendo do caso, pode também taxar o interlocutor de alguma coisa, que eles acham ofensivo e abominável, como coxinha e elite branca.

Há uma uniformidade de pensamento militante, como se alguém programasse um exercito de robôs zumbis para repetir as mesmas coisas.

Mas sermos chamados por esse velho petista de “reaça”, ou reacionário, foi um ponto fora da curva.

Está certo que tendo como líder o ex-presidente em exercício, Luiz Inácio Lula da Silva, os petistas estão dispensados de leituras, aprofundamento de idéias e preocupação com a coerência ao se expressar.

O PT enquanto oposição chamava todo mundo de reacionário, tinham um discurso de renovação política e honestidade e parecia falar sério. Quem não concordasse com isso era reacionário e ponto final.

Mas agora, doze anos e meio no poder, e sem querer soltar o osso, os petistas perderam o direito de chamar qualquer um de “reaça”.

O que vem a ser um reacionário? É alguém que defende a manutenção do "status quo", político e social. Que reage a mudanças, que não quer apear do poder.

Ora, os oposicionistas ao governo petista, dizem querem mudar, inovar, fazer um novo Brasil, quem quer continuar mantendo tudo como está é o PT.

Sendo assim, no momento, é ao Partido dos Trabalhadores que se destina a carapuça de reacionário, que, por sinal, lhe cai muito bem!

2 de mai de 2015

TRECHO DA REPORTAGEM ÉPOCA: As suspeitas de tráfico de influência internacional sobre o ex-presidente Lula

BRASIL – Corrupção
As suspeitas de tráfico de influência internacional
sobre o ex-presidente Lula
O Ministério Público Federal abre uma investigação contra o petista – ele é suspeito de ajudar a Odebrecht em contratos bilionários.


Lula deu início a seu terceiro mandato. Tornou-se o lobista em chefe do Brasil.

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Thiago Bronzatto e Filipe Coutinho
Fonte: Época - Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana

Quando entregou a faixa presidencial a sua pupila, Dilma Rousseff, em janeiro de 2011, o petista Luiz Inácio Lula da Silva deixou o Palácio do Planalto, mas não o poder. Saiu de Brasília com um capital político imenso, incomparável na história recente do Brasil.

Manteve-se influente no PT, no governo e junto aos líderes da América Latina e da África – líderes, muitos deles tiranetes, que conhecera e seduzira em seus oito anos como presidente, a fim de, sobretudo, mover a caneta de seus respectivos governos em favor das empresas brasileiras.

Mais especificamente, em favor das grandes empreiteiras do país, contratadas por esses mesmos governos estrangeiros para tocar obras bilionárias com dinheiro, na verdade, do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, presidido até hoje pelo executivo Luciano Coutinho, apadrinhado de Lula.

Como outros ex-presidentes, Lula abriu um instituto com seu nome. Passou a fazer por fora (como ex-presidente) o que fazia por dentro (como presidente). Decidiu continuar usando sua preciosa influência. Usou o prestígio político para, em cada negócio, mobilizar líderes de dois países em favor do cliente, beneficiado em seguida com contratos governamentais lucrativos. Lula deu início a seu terceiro mandato. Tornou-se o lobista em chefe do Brasil.

Nos últimos quatro anos, Lula viajou constantemente para cuidar de seus negócios. Os destinos foram basicamente os mesmos – de Cuba a Gana, passando por Angola e República Dominicana. A maioria das andanças de Lula foi bancada pela construtora Odebrecht, a campeã, de longe, de negócios bilionários com governos latino-americanos e africanos embalada por financiamentos do BNDES.

No total, o banco financiou ao menos US$ 4,1 bilhões em projetos da Odebrecht em países como Gana, República Dominicana, Venezuela e Cuba durante os governos de Lula e Dilma.

Segundo documentos obtidos por ÉPOCA, o BNDES fechou o financiamento de ao menos US$ 1,6 bilhão com destino final à Odebrecht após Lula, já como ex-presidente, se encontrar com os presidentes de Gana e da República Dominicana – sempre bancado pela empreiteira.

Há obras como modernização de aeroporto e portos, rodovias e aquedutos, todas tocadas com os empréstimos de baixo custo do BNDES em países alinhados com Lula e o PT.

A Odebrecht foi a construtora que mais se beneficiou com o dinheiro barato do banco estatal. Só no ano passado, segundo estudo do Senado, a empresa recebeu US$ 848 milhões em operações de crédito para tocar empreendimentos no exterior – 42% do total financiado pelo BNDES. Há anos o banco presidido por Luciano Coutinho resiste a revelar os exatos termos desses financiamentos com dinheiro público, apesar de exigências do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União e do Congresso. São o segredo mais bem guardado da era petista.

Moralmente, as atividades de Lula como ex-presidente são, no mínimo, questionáveis. Mas há, à luz das leis brasileiras, indícios de crime? Segundo o Ministério Público Federal, sim.

Documentos que revelam: o núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil. O ex-presidente é formalmente suspeito de usar sua influência para facilitar negócios da Odebrecht com representantes de governos estrangeiros onde a empresa toca obras com dinheiro do BNDES.

Eis o resumo do processo: “TRÁFICO DE INFLUÊNCIA. LULA. BNDES. Supostas vantagens econômicas obtidas, direta ou indiretamente, da empreiteira Odebrecht pelo ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 a 2014, com pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente os governos da República Dominicana e Cuba, este último contendo obras custeadas, direta ou indiretamente, pelo BNDES”.

Os procuradores enquadram a relação de Lula com a Odebrecht, o BNDES e os chefes de Estado, a princípio, em dois artigos do Código Penal. O primeiro, 337-C, diz que é crime “solicitar, exigir ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público estrangeiro no exercício de suas funções, relacionado a transação comercial internacional”. O nome do crime: tráfico de influência em transação comercial internacional.

O segundo crime, afirmam os procuradores, refere-se à suspeita de tráfico de influência junto ao BNDES.

“Considerando que as mencionadas obras são custeadas, em parte, direta ou indiretamente, por recursos do BNDES, caso se comprove que o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva também buscou interferir em atos práticos pelo presidente do mencionado banco (Luciano Coutinho), poder-se-á, em tese, configurar o tipo penal do artigo 332 do Código Penal (tráfico de influência)”, diz o documento.

A investigação do MPF pode envolver pedidos de documentos aos órgãos e governos envolvidos, assim como medidas de quebras de sigilos. Nas últimas semanas, ÉPOCA obteve documentos oficiais, no Brasil e no exterior, e entrevistou burocratas estrangeiros para mapear a relação entre as viagens internacionais do ex-presidente e de integrantes do Instituto Lula com o fluxo de caixa do BNDES em favor de obras da Odebrecht nos países visitados.

A papelada e os depoimentos revelam contratos de obras suspeitas de superfaturamento bancadas pelo banco estatal brasileiro, pressões de embaixadores brasileiros para que o BNDES liberasse empréstimos – e, finalmente, uma sincronia entre as peregrinações de Lula e a formalização de liberações de empréstimos bilionários do banco estatal em favor do conglomerado baiano.

A Odebrecht tem receita anual de cerca R$ 100 bilhões. É uma das principais empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, que desmontou um esquema de pagamento de propinas na Petrobras. Segundo delatores, a construtora tinha um método sofisticado de pagamento de propinas, incluindo remessas ao exterior trianguladas com empresas sediadas no Panamá.

NOTÍCIA É PARA NOTICIAR - Por que a imprensa só pode publicar notícia negativa da oposição?

BRASIL – Investigação
NOTÍCIA É PARA NOTICIAR
Por que a imprensa só pode publicar notícia negativa da oposição?

Foto: Época

RAIVOSO E AMEAÇADOR: Lula ameaça se candidatar a presidente se continuarem com essa história de investigá-lo

Postado por Toinho de Passira

Por que quando a imprensa noticia que o Ministério Público esta investigando Aécio Neves, por ter, quando governador, inapropriadamente construído um aeroporto em terras da família, é uma noticia importante para o PT?

Invariavelmente algum figurão do partido vem para a televisão, com um ar indignado, dizer que isso é muito grave, que deve ser apurado, etc. e tal.

Por que quando se noticia que o Ministério Público Federal está investigando Lula, por tráfico internacional de influência, com documentos e evidências, o próprio acusado ataca os jornalistas, chama a imprensa brasileira de lixo, como se fosse um inocente perseguido pela mídia burguesa?

Queriam o quê? Que um jornalista tivesse na mão a notícia documentada que o Ministério Público Federal abriu investigação contra o ex-presidente da república e guardasse segredo? Seria esse o comportamento correto da imprensa livre.

O ex-presidente, apesar de exaustivamente procurado pelo jornalista, antes da publicação da matéria, negou-se a apresentar sua versão dos fatos.

Se caluniado ou difamado, o foco do ex-presidente deveria ser o Ministério Público Federal, não a imprensa. Se as revistas e os jornais estão desvirtuando a verdade, Lula tem o direito e como homem público até obrigação, de exigir judicialmente retratação, desmentido, resposta e até indenização.

Por que se arvora de inocente e não aciona os acusadores injustos e cruéis? Tem medo de mexer em enxame? Ou do odor desagradável da verdade?

Lula é culpado? Não se pode afirmar tal coisa, ele está sendo “apenas” investigado. Ressalte-se que o Ministério Público Federal, não ia abrir uma investigação contra o ex-presidente da República se não tivesse, nas mãos, fortes evidências dos delitos.

Como estamos numa democracia o ex-presidente, que não foi ainda canonizado, está sujeito a ser investigado, com qualquer brasileiro, associado ao amplo direito de defesa e a manutenção da inocência presumida até que a justiça se pronuncie em decisão final.

Porém, no lugar do advogado de Lula, aconselharíamos o ex-presidente: “ – Presidente pare de se comportar como culpado!”