30 de set de 2014

Presidente da OAB/DF pede veto a registro de Joaquim Barbosa como advogado, por falta de idoneidade moral

BRASIL - Justiça
Presidente da OAB/DF pede veto a registro de Joaquim Barbosa como advogado, por falta de idoneidade moral
Em documento encaminhado à Comissão de Seleção da seccional da entidade, o presidente da OAB relembra episódios em que ex-ministro criticou advogados e dificultou de forma gravosa a atuação dos profissionais no tribunal que presidia. Destacou que inclusive Barbosa expulsou um advogado que defendia um dos réus do mensalão, do plenário do Supremo


VINGANÇA - Sem a capa preta, Joaquim Barbosa terá que enfrentar os desafetos da OAB, sem os super-poderes.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Diário do Poder

O presidente da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Ibaneis Rocha Barros Junior pediu a impugnação do pedido de inscrição na Ordem feito pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (2012-2014). Ibaneis se diz amparado para pedir a impugnação no artigo 8 do Estatuto da Advocacia, inciso VI (idoneidade moral).

Por meio do pedido de inscrição, os bacharéis em Direito, incluindo ex-ministros como Joaquim Barbosa , necessitam possuir a credencial da entidade, um documento obrigatório para o exercício da advocacia. Os pedidos são analisados pela Comissão de Seleção da seccional onde foram feitos. No caso de Barbosa, sua solicitação foi realizada no dia 19 de setembro.

No pedido de impugnação, encaminhada à Comissão de Seleção da OAB/DF na última sexta-feira, 26, Ibaneis lista ao menos sete episódios em que Barbosa teria ofendido a classe dos advogados, a maior parte deles quando era presidente do Supremo.

“Quando o Requerente (Joaquim Barbosa”) ocupou a Presidência do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal seus atos e suas declarações contra a classe dos advogados subiram de tom e ganharam grande repercussão nacional.”, afirma Ibaneis no documento.

Dentre os episódios elencados, segundo o pedido, estão posicionamento de Barbosa em junho deste ano, ao analisar o pedido de trabalho externo feito pelo ex-ministro José Dirceu, condenado no caso do mensalão, para trabalhar no escritório de José Gerardo Grossi .

‘”No caso sob exame, além do mais, é lícito vislumbrar na oferta de trabalho em causa mera action de complaisance entre copains, (ação entre companheiros) absolutamente incompatível com a execução de uma sentença penal “.

Em tese Barbosa afirmava que o advogado que acolhia Dirceu como funcionário era da mesma estirpe do mensaleiro.

Em outro episódio, também em junho deste ano, Barbosa expulsou o advogado Luiz Fernando Pacheco, do plenário do Supremo. Na ocasião, o advogado defendia o ex-presidente do PT e subiu à tribuna para pedir urgência na análise do recurso que pedia a saída de Genoino da prisão, alegando motivos de saúde.

A bem da verdade o advogado interrompeu, sem autorização, a sessão do tribunal, presidida por Joaquim, para falar em momento intempestivo e descabido em defesa do seu cliente, quando se julgava outro processo. Por mais de uma vez, advertido por Joaquim para parar a intervenção, e deixar a tribuna, insistiu em permanecer falando até que o Ministro determinou a segurança que o retirasse do tribunal.

Foto: Diário do Poder

Ibaneis Rocha disse que fez o pedido de impugnação como advogado e não como presidente da OAB

As posturas do ex-ministro o levaram a ser alvo de ao menos dois desagravos pela OAB/DF além de ter recebido notificações do Conselho Federal da OAB. O pedido de impugnação da inscrição de Barbosa pode ser analisado a qualquer momento pela Comissão de Seleção da OAB/DF.

Num desses desagravos o o ex-Ministro da Justiça, do governo Lula, Márcio Thomaz Bastos, Membro Honorário Vitalício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, declarou:

“O desapreço do Excelentíssimo Sr. Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal (Joaquim Baabosa) pela advocacia já foi externado diversas vezes e é de conhecimento público e notório.”

“Eu entendo que Joaquim Barbosa não tem condições de exercer a advocacia. Fiz o pedido de impugnação como advogado e não como presidente da OAB. Ele feriu a Lei 8.906/1994, que rege a advocacia”, disse Rocha.

Joaquim Barbosa já foi notificado da decisão e terá que recorrer à comissão de seleção para pedir anulação do despacho de Ibaneis Rocha.

Barbosa também pode recorrer à Justiça para ter direito ao registro da Ordem. Formado em Direito e antes de ser ministro do STF procurador da República concursado Joaquim tem direito de obter o registro e vai conseguir.

Por causa de Dilma em alta nas pesquisas: dólar dispara, ações da Petrobras derretem e bolsa despenca

BRASIL – Economia – Eleição
Por causa de Dilma em alta nas pesquisas: dólar dispara, ações da Petrobras derretem e bolsa despenca
Tem sido sempre assim, quando novas pesquisas trazem números favoráveis a reeleição da presidenta, os investidores reagem com brutal desconfiança. Nesta segunda não foi diferente, mais uma vez as ações da Petrobras, das estatais e a Bovespa foram golpeadas.Na mesma proporção o mercado de câmbio nervoso fez o dólar fechar na maior alta desde dezembro de 2008.


O Real teve a maior desvalorização entre os emergentes

Postado por Toinho de Passira
Fontes: UOL - Economia, O Globo, Folha de S. Paulo,

A uma semana das eleições, os investidores reagiram novamente, de forma negativa à maior probabilidade de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Com isso, o dólar fechou em seu maior patamar desde 2008, período em que os mercados eram fortemente afetados pela crise financeira global. A moeda americana fechou em alta de 1,69%, a R$ 2,455 na compra e a R$ 2,4570 na venda. Esse é o maior valor desde os R$ 2,471 de 9 de dezembro de 2008. Nesse cenário real é a moeda que apresenta a maior desvalorização frente ao dólar entre todos os países emergentes.

A reação também foi negativa na Bolsa brasileira. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações local, fechou em queda de 4,52%, aos 54.625 pontos, o maior tombo desde 22 de setembro de 2011, quando o recuo foi de 4,82%.

Operadores do mercado confirmam que grande parte desse movimento pode ser atribuído ao cenário eleitoral, com uma aversão de grande parte dos agentes de mercado a um novo governo do PT.

A volatilidade da atual eleição só não é maior do que a ocorrida no pleito de 2002, quando o temor em relação ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva fez o dólar chegar aos R$ 4. O comprometimento do candidato, ao lançar a “Carta aos Brasileiros’, com as diretrizes do que seria o seu governo, ajudou a acalmar os agentes do mercado financeiro na época.

Esse tipo de reação está acontecendo há alguns meses, tanto no mercado acionário como no mercado de câmbio.

Em geral, a maior parte do mercado financeiro é contrário à reeleição de Dilma, por entender que o seu governo é muito intervencionista e que a vitória da oposição poderia ser favorável a medidas que visem o crescimento da economia e melhor gerenciamento das estatais, incluindo aí a Petrobras.

A petrolífera brasileira, foi o principal motivo para derrubar a Bovespa nesta segunda-feira: as ações da Petrobras acabaram sendo as mais atingidas, no fenômeno da desconfiança do mercado a continuidade do governo de Dilma - os papéis de estatais e dos bancos fazem parte do “kit eleições”.

Os papéis da Petrobras, preferenciais (sem direito a voto) despencaram 11,17% e os ordinários (com direito a voto) tiveram um tombo de 10,44%.

Os papéis de outras estatais também foram atingidos. As ações sem direito a voto da Eletrobras recuaram 3,69% e as com tiveram queda de 6,13%. Já no caso do Banco do Brasil, a desvalorização foi de 8,54%. Outros bancos também registraram forte queda, sendo que Itaú Unibanco caiu 7% e Bradesco recuou 7,03%.

As ações da Vale também operaram em queda, após a tonelada do minério de ferro, seu principal produto, ter atingido US$ 77,97 na China, segundo dados da Bloomberg. Os papéis preferenciais da mineradora caíram 1,97% e os ordinários recuaram 1,59%.

Até sair o resultado final do 2º turno, a pisada vai ser essa. Imagina se ela ganha.

Nove cubanos chegam às praias de Miami, em balsa improvisada, após perigosa travessia de 10 dias

ESTADOS UNIDOS - CUBA
Nove cubanos chegam às praias de Miami, em balsa improvisada, após perigosa travessia de 10 dias
Desde outubro de 2013 chegaram às praias do sul da Flórida pelo menos 780 imigrantes cubanos foragidos do regime dos Castros, quase o dobro que o ano anterior. A pergunta é, por que esses loucos arriscam a vida para fugir do paraíso?

Foto: Pedro Portal / El Nuevo Herald


Foto:David Adams / Reuters

Curiosos se reúnem ao redor da balsa ‘artesanal’ que conduzia os imigrantes cubanos desembarcados na praia atrás do condomínio Mar Azul em Key Biscayne, próximo a Miami.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Business Insider, Daily Mail, KFGO, Miami Herald

Os nove imigrantes cubanos que chegaram na terça-feira (23) em uma balsa às praias de Miami, após dez dias de travessia, afirmaram nesta quarta (24) que a viagem demandou cerca de três meses de preparação. Miami está a cerca de 230 milhas (370 quilômetros) de Cuba, separados pelas correntes traiçoeiras do Estreito da Flórida.

Os imigrantes cubanos puseram os pés nas praias de Key Biscayne, muito próximas ao centro da cidade de Miami, em bom estado de saúde, segundo agentes do Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça (CBP).

Tanto os serviços médicos como agentes da Patrulha Fronteiriça se encarregaram de atender os imigrantes logo após sua chegada a território americano.

Foto: Wilfredo Lee / AP Photo

Antonio Cárdenas Viejo (à esquerda), José Ramón Fuente Lastre (centro) e Yennier Martínez Díaz estavam entre os cubanos imigrantes que chegaram aos EUA após 10 dias no mar.

Os imigrantes cubanos, com idades entre 20 e 40 anos, asseguraram que saíram de Cuba há dez dias, provenientes de Camagüey, ao oriente de Havana.

Em um improvisado encontro com a imprensa nos arredores de Serviço Mundial de Igrejas, a organização que lhes ofereceu refúgio e atendimento após sua chegada ao país, o capitão da embarcação, René Morales, negou que o grupo fizesse parte de uma operação de tráfico ilícito de pessoas, tal como sugeriu inicialmente a Patrulha Fronteiriça.

Segundo relatou, a viagem se iniciou quando um grupo de 14 moradores de Camagüey começaram a preparar uma improvisada embarcação à base de placas de aço, e à qual acrescentaram o motor de um trator soviético modelo T-40.

Foto: David Adams / Reuters

Menina observa embarcação que tinha um motor de trator soviético como propulsor.

Pouco antes de partir, o grupo, que se reduziu a nove integrantes, entrou em contato com Morales para que conduzisse a embarcação.

Morales afirmou ter aceitado o convite por 'não ver futuro em Cuba'. "Ali você tem que decidir entre comprar comida ou sapatos", disse ao jornal "The Miami Herald".

Após dez dias de navegação, escondendo-se dos guarda-costeira americana, o grupo finalmente chegou a Key Biscayne na tarde de terça.

Desde outubro de 2013 chegaram às praias do sul da Flórida pelo menos 780 imigrantes cubanos, quase o dobro que o ano anterior, segundo números oficiais.

O número de imigrantes cubanos que chegam através da fronteira mexicana também aumentou. Até de 10 de setembro, pelo menos 16.933 imigrantes cubanos cruzaram a fronteira – 4,642 do que no de 2013.

A Lei de Ajuste vigente nos EUA desde 1966 permite que os cubanos que pisem o solo americano possam ficar no país e obter a residência, enquanto os interceptados no mar, mesmo a poucos metros da margem, devem ser devolvidos à ilha.

29 de set de 2014

Por que diabos Marina mentiu?

BRASIL – Eleição 2014
Por que diabos Marina mentiu?
Ao contrário do que afirmou, a candidata Marina Silva (PSB) não votou a favor da CPMF durante o governo de FHC. Na verdade Marina, então no PT, ficou contra o tributo em 1995 e em 1999, além de em 2002 não ter registrado o seu voto. Portanto, o seu discurso de que não fez “oposição por oposição”, querendo se distanciar do seu passado petista, é falso.

Efeito sobre foto: Joel Silva/Folhapress

INCRÍVEL MENTIRA - Bastou entrar no site do senado, para se constatar que Marina Silva não falou a verdade, sobre ter votado "à favor" da CPMF

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  Blog do Josias de Souza, O Globo, Blog Preto no Branco

Josias de Souza, no seu Blog, comenta que numa campanha eleitoral, pode-se desconfiar das verdades dos candidatos. Mas uma mentira deslavada, quando apanhada no pulo, é sempre rigorosamente verdadeira. Por essa razão, um candidato jamais deve dizer uma mentira que não possa provar. Marina Silva disse uma mentira inacreditável: “Quando foi a votação da CPMF, ainda que o meu partido fosse contra, em nome da saúde, em nome de respeitar os interesses dos brasileiros, eu votei favorável…”

Ao contrário do que afirma em declarações públicas, a candidata Marina Silva (PSB) não votou a favor da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Registros do site do Senado mostram que Marina, então no PT, ficou contra o tributo em 1995 e em 1999. Em 2002 não registrou seu voto.

O apoio à CPMF tem sido utilizado por ela como discurso de que não fez “oposição por oposição” no Congresso Nacional e que esperava a mesma postura dos parlamentares, caso seja eleita.

O registro das principais votações durante o governo do PSDB mostram Marina numa atuação típica de oposição: em 1997, votou contra a criação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a quebra do monopólio estatal e o modelo de concessão para exploração de petróleo e a reforma administrativa, que cortou benefícios de servidores públicos.

De licença médica, não registrou voto na reforma da previdência de 1997. Em 2000 votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixou normas e limites de gastos para a gestão pública. Apoiou apenas projetos na área social em bandeiras compartilhadas por seu partido, como a criação do Fundef com o estabelecimento de financiamento fixo para a educação e a definição de gastos na área de saúde, a chamada emenda 29.

Desde que assumiu a candidatura presidencial neste ano, Marina menciona sua postura quando senadora como modelo de que é possível manter governabilidade sem ter ampla base parlamentar. E cita exatamente a CPMF como principal argumento.

- Quando o presidente Fernando Henrique Cardoso mandou a CPMF para ser votada, o meu partido era contra, mas eu e o Suplicy votamos favorável – disse Marina na sabatina do portal G1.

A CPMF foi sucessora do IPMF, criado ainda no governo Itamar Franco, com o objetivo de aumentar investimentos na área de saúde. O ministro Adib Jatene fez campanha no Congresso para conseguir o recurso extra. Em 1995 o tema chegou ao Senado por meio de uma proposta de emenda constitucional (PEC). Marina Silva registrou voto contrário nas duas votações em plenário, em outubro e novembro daquele ano. Quatro anos mais tarde, o tema voltou ao debate no Senado e a candidata votou outras duas vezes contra a cobrança.

Em 4 de junho de 2002 a continuidade do tributo foi novamente debatida. Naquele momento o petista Luiz Inácio Lula da Silva liderava as pesquisas de intenção de voto e foi feito um acordo para prorrogar a cobrança. O líder do PT, Eduardo Suplicy, encaminhou favorável à votação.

- Encaminho a votação, pelas bancadas do bloco de oposição e do Partido dos Trabalhadores, favoravelmente à emenda relativa à CPMF, com o entendimento primeiro de que se trata, no caso, de uma necessidade orçamentária para o período de 2002 a 2004 – disse Suplicy em plenário.

A prorrogação teve o apoio de vários integrantes do PT e do então candidato a vice de Lula, José Alencar, crítico do sistema tributário do país.

- Estou aqui para trazer um protesto contra a CPMF, ainda que eu vá votar a favor dela. E assim o farei apenas por que o Brasil não pode prescindir dessa arrecadação, que representa mais de R$20 bilhões – afirmou Alencar na votação.

Presente no plenário, Marina não registrou seu voto. Minutos antes tinha discursado sobre um projeto que liberava a concessão de um empréstimo ao Acre e votou em outra proposta. Sobre a CPMF, não se manifestou. No caso de propostas de emenda constitucional, não votar tem o mesmo peso de ser contrário, uma vez que é preciso ter 49 votos sim para a aprovação. Oito dias depois dessa votação, a matéria foi votada em segundo turno e mais uma vez Marina não registrou voto

Continua Josias de Souza, ‘neste domingo, o comitê de Dilma Rousseff transformou a inverdade em propaganda eleitoral. E a evangélica Marina Silva entra na última semana da campanha tendo de explicar por que diabos mentiu’.

Tim Maia dizia: “Não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouco.” O que dirá Marina?

Manifesto por um Brasil mais rico, não mais caro - Ricardo Amorim, para IstoÉ

BRASIL - OPINIÃO
Manifesto por um Brasil mais rico, não mais caro
Quem pagará a conta do encarecimento dos produtos importados e da redução da competição com os nacionais é o consumidor

Foto: Captura de Tela

Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo: só neste ano, até a data de hoje, 29.09.2014, mais de 1,2 trilhões arrecadados

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ricardo Amorim
Fontes: IstoÉ

Na Idade Média, o tratamento para a peste bubônica era forçar o doente a penitenciar-se com um padre. Buscava-se tratar sintomas como febre, calafrios e delírio através da graça de Deus. O resultado: um terço da população europeia foi dizimada pela peste.

De lá para cá, muito mudou, mas nem tanto assim. Vários tratamentos médicos continuam lidando exclusivamente com os sintomas e não as causas das doenças. Na economia, também.

Na história brasileira, há mais casos de tratamentos de sintomas de problemas econômicos do que episódios em que as verdadeiras razões dos desarranjos foram confrontadas.

Nesta semana, tivemos mais um. Para lidar com dificuldades da nossa indústria, o governo e o Banco Central vêm adotando uma série de medidas, incluindo redução temporária de impostos para alguns subsetores, aceleração da queda da taxa de juros, adoção de restrições à entrada de capitais estrangeiros para enfraquecer nossa moeda e elevação de impostos sobre produtos importados.

Além de sujeitarem o País a eventuais retaliações comerciais, essas medidas criam um Brasil mais caro, não mais rico. Quem pagará a conta do encarecimento dos produtos importados e da redução da competição com os nacionais é você, o consumidor. Aliás, já paga.

No ano passado, impostos sobre importação arrecadaram mais que o Imposto de Renda Pessoa Física. Você pagou ambos. Os primeiros, nos preços elevadíssimos praticados no Brasil e o IRPF, na fonte.

A própria indústria, beneficiária no curto prazo, acaba perdendo no longo prazo, à medida que a elevação de preços reduz o número de consumidores que podem arcar com preços mais elevados.

O governo deve, sim, adotar medidas enérgicas para elevar a competitividade do País. Para isso, precisa cortar gastos públicos excessivos e de péssima qualidade. Somos pouco competitivos e nossos preços são elevados porque, no Brasil, compramos o produto ou o serviço e pagamos junto nosso governo gastão.

Não raro, pagamos duas vezes pelo mesmo serviço. Saúde e educação são exemplos óbvios. Através de nossos impostos, pagamos os sistemas públicos, mas, devido à baixa qualidade, quem pode paga também por serviços privados.

Com menos gastos públicos, os impostos também cairiam e, com eles, os preços. Com preços menores, o consumo aumentaria e a geração de empregos também.

Sobrariam mais recursos para investimentos em infraestrutura, reduzindo custos de transporte, energia, comunicação, etc. O governo necessitaria de menos dinheiro emprestado, permitindo que a taxa de juros caísse, sem gerar desequilíbrios. Juros menores atrairiam menos capital estrangeiro, levando a uma taxa de câmbio menos apreciada.

Menos gastança governamental e impostos são a receita para um país mais rico. Mais impostos sobre produtos importados constroem apenas um país mais caro.

Nossa presidenta tem reclamado do tsunami financeiro dos países ricos – que ela não controla –, mas não tem atacado sistematicamente o tsunami de gastos públicos, sob seu controle.
Ricardo Amorim - Economista, apresentador do "Manhattan Connection" (Globo News) e presidente da Ricam Consultoria (www.ricamconsultoria.com.br)
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

Para Dilma ‘Papel de centroavante não é o de fazer gols’

BRASIL - Opinião
Para Dilma ‘Papel de centroavante não é o de fazer gols’
Dizer que a imprensa não deve investigar é o mesmo que dizer que um centroavante não deve fazer gols. É uma frase absurda até para quem não conhece bem o futebol. E absurda para quem conhece o papel histórico da imprensa

Foto: Divulgação

O PT deturpou a ideia de República. Em nome de melhorias econômicas, armou o maior esquema de corrupção da História e agora flerta abertamente com a supressão da liberdade de imprensa.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Fernando Gabeira para O Estado de São Paulo
Fonte: Blog do Gabeira

Dilma Rousseff não para de nos surpreender. Agora disse que o papel da imprensa não é o de investigar, mas, sim, divulgar as informações que produzem os órgãos do governo.

Minha surpresa é maior ainda. Dilma apresentou a Lei de Acesso à Informação, depois de longo trabalho da Associação Brasileira do Jornalismo Investigativo. A lei foi impulsionada pelo trabalho do jornalista Fernando Rodrigues, que sugeriu a criação de uma frente parlamentar, monitorou todas as reuniões da comissão da Câmara que analisou o projeto, organizou seminários e trouxe gente de vários países para falar sobre o tema. Por que tanto empenho dos repórteres na aprovação de uma lei de acesso? O próprio nome de sua entidade é uma pista que Dilma não poderia desprezar: jornalismo investigativo.

Dizer que a imprensa não deve investigar é o mesmo que dizer que um centroavante não deve fazer gols. É uma frase absurda até para quem não conhece bem o futebol. E absurda para quem conhece o papel histórico da imprensa. A geração de Dilma acompanhou o escândalo do Watergate, que encerrou a carreira de Richard Nixon. Ela sabe disso e usou o tema para dizer que sua frase foi interpretada erroneamente. Com um pedacinho de papel na mão, ela tentou consertar o desastre.

Poderia passar o dia citando casos de importantes investigações da imprensa. Prefiro mencionar os casos de governos que pensam que esse não é o papel dos jornalistas. Vladimir Putin, por exemplo, também acha que o papel da imprensa não é investigar. A jornalista Anna Politkovskaia resolveu investigar o trabalho das tropas russas na Chechênia e foi assassinada. Sua morte chamou a atenção do mundo para a repressão contra a imprensa na Rússia.

A China expulsa correspondentes estrangeiros com frequência, ora por tentarem entrar em áreas proibidas no Tibete, ora por mencionarem a fabulosa riqueza pessoal dos burocratas que dirigem o país. E o jornal cubano Granma jamais vai investigar de forma independente um desmando do governo porque o castigo é desemprego, prisão e até pena de morte.

O jornalistas brasileiro Vladimir Herzog foi morto sob tortura durante o regime militar não tanto porque investigou, mas talvez porque só desconfiasse ativamente das notas oficiais da ditadura. No governo do PT não se persegue ou mata jornalista, dirão seus defensores. Mas não deixa de ser inquietante suspeitar que isso não se faça agora só porque a correlação de forças não permite. Um dirigente petista chamado Alberto Cantalice fez uma lista de nove jornalistas que considera inimigos, preocupando as entidades do setor aqui e fora do Brasil.

A frase de Dilma pode ser considerada um ato falho. Os intelectuais que se mantêm fiéis ao esquema, apesar das evidências de sua podridão, sempre vão encontrar uma forma de atenuar essa barbaridade. E os marqueteiros, um pequeno texto para convencer de que ouvimos mal o que Dilma disse. Os ato falhos, tanto em campanha como fora dela, são extremamente didáticos. No caso, a frase de Dilma revela com toda a clareza o pensamento autoritário da presidente: cabe ao governo produzir as informações e à imprensa divulgá-las ou até criticá-las, o que os jornalistas não podem é buscar os dados por conta própria.

Numa célebre intervenção sobre a espionagem americana, Dilma contou ter dito a Barack Obama: “Quando a pasta de dente sai do dentifrício, não pode mais voltar”. Certas frases, quando escapam, têm o mesmo destino do creme dental: não podem voltar para o tubo, que é o artefato que Dilma queria mencionar ao dizer dentifrício. Espero que Obama a tenha entendido, com a mediação dos intérpretes. Creio que a entendo muito bem quando diz que o papel da imprensa não é investigar.

O governo petista pôs o Congresso de joelhos e alterou substancialmente a correlação de forças no Supremo Tribunal. Ele considera que a ocupação de todos os espaços vai garantir-lhe não só governar como quiser, mas o tempo que quiser. Porém a imprensa e as redes sociais ainda escapam ao seu controle. E creio que escaparão sempre, pois o País está dividido. O que mantém tudo funcionando é a existência de gente curiosa, que lê, troca informações e gosta de ser informada por órgãos independentes do governo. Mesmo se Dilma for reeleita, com sua truculência mental, uma considerável parte do Brasil que rejeita os métodos e o discurso do PT continua por aí, cada vez mais forte e mais crítica.

Apesar da alternância democrática, certos governos podem durar muitos anos. Mas creio ser impossível se perpetuarem quando têm a oposição das pessoas que prezam a liberdade.

Liberdade de quê?, perguntariam. Consumir mais, melhorar a renda não ampliam a liberdade? Ao se impor na Franca, o socialismo de Jean Jaurès e, mais tarde, de Léon Blum dizia que a justiça política tinha de se acompanhar da justiça econômica. Blum era um fervoroso e racional defensor da República. O PT inventou que seus opositores não gostam de pobre em aviões ou em shopping centers, que a oposição ao seu governo é fruto de intolerância classista.

Exceto um ou outro idiota, ninguém é contra a presença de pobres em aeroportos ou shoppings. O PT deturpou a ideia de República. Em nome de melhorias econômicas, armou o maior esquema de corrupção da História e agora flerta abertamente com a supressão da liberdade de imprensa. Ele usa uma aspiração republicana para sufocar as outras e seu líder máximo, amarfanhado, se veste de laranja para defender de inimigos imaginários a Petrobrás, que o próprio governo assaltou. Suas farsas estão mais grotescas e os atos falhos, mais inquietantes.

Sou do tempo do mimeógrafo. Ainda que consigam devastar a imprensa e proibir a internet, publicações clandestinas seguirão contando a história. Não faremos comissões futuras para investigar a verdade. Vamos conquistá-la aqui e agora, porque, como diz Dilma, a pasta saiu do dentifrício, ou o dentifrício saiu da pasta. Só não vê quem não quer ou é pago para confundir.

Estranho, mas não tenho nenhum medo de governos autoritários. Apenas uma sensação de tristeza e preguiça por ter de voltar a esses temas na segunda década do século 21.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

Paulo Roberto Costa revela: Palocci pediu dinheiro da quadrilha que operava na petrobras para a campanha de Dilma

BRASIL - Opinião
Paulo Roberto Costa revela:
Palocci pediu dinheiro da quadrilha que operava na petrobras para a campanha de Dilma
Paulo Roberto depondo na Polícia Federal e ao Ministério Público afirmou que em 2010, foi procurado por Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, com um pedido de de R$ 2 milhões.

Montagem Veja

Segundo Paulo Roberto, em 2010, Palocci apelou ao esquema corrupto
para financiar a campanha de Dilma

Postado por Toinho de Passira
Texto de Reinaldo Azevedo
Fonte: Veja

O engenheiro Paulo Roberto Costa, que está preso na Polícia Federal do Paraná, deve ser solto até segunda-feira. Será monitorado por uma tornozeleira eletrônica. A liberdade é parte do acordo de delação premiada. De saída, pode-se afirmar que a concessão só está sendo feita porque se considera que, até aqui, ele efetivamente está contribuindo para desvendar os meandros dos crimes cometidos pela quadrilha que operava na Petrobras.

Há duas semanas, VEJA revelou parte do que ele disse à Polícia e ao Ministério Público, incluindo a lista de políticos que, segundo ele, se beneficiaram do esquema. Lá estão cabeças coroadas do Congresso e também o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Na edição desta semana, VEJA revela um conteúdo que compõe o núcleo atômico da denúncia. Paulo Roberto liga o esquema corrupto à eleição de Dilma Rousseff em 2010. É isso mesmo!

Costa, como se sabe, era diretor de Abastecimento da Petrobras. Por sua diretoria, passavam negócios bilionários, como a construção de refinarias, aluguel de navios e plataformas e manutenção de oleodutos. Ele chegou ao posto em 2004 — e lá permaneceu até 2012, já no governo Dilma — pelas mãos do PP, mas foi adotado depois pelo PMDB e pelo PT.

As empreiteiras que negociavam com ele pagavam 3% de comissão, e o dinheiro era distribuído, depois, a políticos. Sim, Paulo Roberto pegava a sua parte. Só em uma de suas contas no exterior, há US$ 23 milhões.

Era íntimo do poder. Lula o tratava por “Paulinho” — o Apedeuta, como se sabe, é doce com os amigos…

Pois bem: Paulo Roberto revelou à Polícia Federal e ao Ministério Público que, em 2010, foi procurado por Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. O ex-ministro da Fazenda, que já tinha sido membro do Conselho da Petrobras, precisava, com urgência, de R$ 2 milhões.

Sim, vocês entenderam: pediu, segundo o engenheiro, que a quadrilha que traficava com o interesse público lhe arrumasse a dinheirama.

Nota à margem: em 2010, Palocci era um dos três homens fortes da campanha de Dilma. Os outros dois eram José Eduardo Cardozo, hoje no Ministério da Justiça, e José Eduardo Dutra, hoje numa diretoria da Petrobras. Dilma os apelidou de seus “Três Porquinhos”. Palocci, um dos porquinhos, virou ministro da Casa Civil, mas teve de deixar o cargo porque não conseguiu explicar como ficou tão rico atuando como… consultor. Adiante.

Dilma tem feito o diabo para sustentar que não sabia da casa de horrores em que havia se transformado a Petrobras. Como notou um ouvinte de “Os Pingos nos Is”, o programa diário que ancoro na Jovem Pan, a “candidata Dilma” é aquela que finge saber tudo, e a “presidente Dilma” é aquela que nunca sabe de nada.

O dinheiro, afinal, foi parar no caixa dois da campanha de Dilma? A ver. Paulo Roberto operava por cima: negociava a propina com as empreiteiras, pegava a sua parte e depois deixava a cargo dos políticos. A sua diretoria pertencia à cota do PP — e foi a essa cota que Palocci pediu o dinheiro. A distribuição da bufunfa era feita pelo doleiro Alberto Youssef, que também fez um acordo de delação premiada. Ele poderá dizer se a dinheirama ajudou a financiar a campanha da agora presidente, que concorre à reeleição.

Embora adotado pelo PMDB e pelo PT, reitere-se, Paulo Roberto era o homem do PP. Os petistas, no entanto, tinham também o seu braço na estatal: Renato Duque, que ficou 10 anos na Diretoria de Serviços. Segundo Paulo Roberto, Duque operava exclusivamente para os petistas.

Não percam isto de vista: de acordo com a denúncia, Palocci foi pedir R$ 2 milhões da cota do PP. Se mais pediu de outras cotas, eis uma possibilidade que tem de ser investigada.

Atenção! Paulo Roberto Costa só poderá ser beneficiado pelo estatuto da delação premiada se as informações que fornecer forem úteis à investigação. Se está prestes a sair da cadeia, é sinal de que a apuração está avançando.

Palocci e Dilma negam qualquer irregularidade e dizem não saber de nada.

Em manifesto, generais repudiam ministro da Defesa e dirigem duras críticas à atuação da Comissão da Verdade

BRASIL - Crise Militar
Em manifesto, generais repudiam ministro da Defesa e dirigem duras críticas à atuação da Comissão da Verdade
"O que nós, militares fizemos foi defender o Estado brasileiro de organizações que desejavam implantar regimes espúrios em nosso país. Temos orgulho do passado e do presente de nossas Forças Armadas. Se houver pedido de desculpas será por parte do ministro. Do Exército de Caxias não virão! - diz o manifesto.

Foto: Associated Press

Celso Amorim, Ministro da Defesa, desautorizado pelos Generais, preferiu silenciar

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Agência O Globo , Estadão

Um grupo de generais da reserva do Exército divulgou nesta sexta-feira (26) um manifesto de repúdio ao ministro da Defesa, Celso Amorim, e com duras críticas à atuação da Comissão Nacional da Verdade.

Assinado por 27 oficiais que atingiram o posto máximo da hierarquia militar, muitos deles com postos de prestígio ou de comando na ditadura (1964-85), o documento diz que Exército, Marinha e Aeronáutica não devem qualquer pedido de desculpas pelos crimes cometidos nos 21 anos de regime autoritário.

"Abominamos peremptoriamente a recente declaração do senhor ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade de que as Forças Armadas aprovaram e praticaram atos que violaram direitos humanos no período militar", afirma a nota.

A divulgação do manifesto dos oficiais da reserva é uma resposta a um ofício encaminhado por Celso Amorim à Comissão Nacional da Verdade, na última semana, admitindo pela primeira vez que as Forças Armadas não têm condições de negar a ocorrência de mortes, torturas e desaparecimentos durante a ditadura.

O documento assinado pelo ministro da Defesa foi baseado em ofícios dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Em resposta à comissão, as três Forças se limitaram a dizer que não dispõem de provas para afirmar ou negar fatos como a ocorrência de crimes e assassinatos em unidades militares.

Os membros da Comissão Nacional da Verdade consideraram a manifestação das três Forças insuficiente.

Assinado por generais como o ex-ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, e Nilton Cerqueira, que comandou parte da campanha contra a guerrilha do Araguaia, o manifesto diz que a violência no período da ditadura partiu da esquerda armada: "Vivíamos uma época de conflitos fratricidas, na qual erros foram cometidos pelos dois lados. Os embates não foram iniciados por nós, pois não os desejávamos. E, não devemos nos esquecer do atentado no aeroporto de Guararapes".

Adiante comenta: "A credibilidade dessa comissão vai gradativamente se esgotando pelos inúmeros casos que não consegue solucionar, tornando-se não somente um verdadeiro órgão depreciativo das Forças Armadas, em particular do Exército, como um portal aberto para milhares de indenizações e "bolsas ditadura", que continuarão a ser pagas pelo erário público, ou seja, pelo povo brasileiro".

Os militares afirmam ainda que a Comissão da Verdade "açula" as Forças Armadas ao investigar somente os crimes cometidos pelo Estado.

"Temos orgulho do passado e do presente de nossas Forças Armadas. Se houver pedido de desculpas será por parte do ministro. Do Exército de Caxias não virão! Nós sempre externaremos a nossa convicção de que salvamos o Brasil!", conclui o manifesto.

Procurado, o Ministério da Defesa não se manifestou. Questionada sobre como recebia a manifestação dos generais, a presidente Dilma Rousseff não respondeu, mas ela afirmou que haverá um posicionamento do Estado brasileiro, sem dar detalhes.

"Acredito piamente na democracia. Acredito que as leis em um Estado democrático de direito são para serem cumpridas. Quem não quiser pedir, não peça. Agora, haverá um posicionamento do Estado brasileiro. Quando a lei [que criou a Comissão da Verdade] foi aprovada, estavam todos os ex-presidentes do período democrático. Permito-me não responder a essa pergunta, só dizer que vivemos em uma democracia e as leis serão sempre cumpridas", completou.

A ÍNTEGRA DO MANIFESTO

"Nós, Generais-de-Exército, antigos integrantes do Alto Comando do Exército e antigos Comandantes de Grandes Unidades situadas em todo o território nacional, abominamos peremptoriamente a recente declaração do Sr. Ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade de que as Forças Armadas aprovaram e praticaram atos que violaram direitos humanos no período militar. Nós, que vivemos integralmente este período, jamais aprovamos qualquer ofensa à dignidade humana, bem como quaisquer casos pontuais que, eventualmente surgiram. Vivíamos uma época de conflitos fratricidas, na qual erros foram cometidos pelos dois lados. Os embates não foram iniciados por nós, pois não os desejávamos. E, não devemos nos esquecer do atentado no aeroporto de Guararapes.

A credibilidade dessa comissão vai gradativamente se esgotando pelos inúmeros casos que não consegue solucionar, tornando-se não somente um verdadeiro órgão depreciativo das Forças Armadas, em particular do Exército, como um portal aberto para milhares de indenizações e "bolsas ditadura", que continuarão a ser pagas pelo erário público, ou seja, pelo povo brasileiro. Falsidades, meias verdades, ações coercitivas e pressões de toda ordem são observadas a miúdo, e agora, de modo surpreendente, acusam as Forças Armadas de não colaborarem nas investigações que, em sua maioria, surgem de testemunhas inidôneas e de alguns grupos, cuja ideologia é declaradamente contrária aos princípios que norteiam as nossas instituições militares.

A Lei da Anistia - ratificada em decisão do Supremo Tribunal Federal e em plena vigência - tem, desde a sua promulgação, amparado os dois lados conflitantes. A Comissão Nacional da Verdade, entretanto, insiste em não considerar esse amparo legal. O lado dos defensores do Estado brasileiro foi totalmente apagado. Só existem criminosos e torturadores. Por outro lado, a comissão criou uma grei constituída de guerrilheiros, assaltantes, sequestradores e assassinos, como se fossem heroicos defensores de uma "democracia" que, comprovadamente, não constava dos ideais da luta armada, e que, até o presente, eles mesmos não conseguiram bem definir. Seria uma democracia cubana, albanesa ou maoísta? Ou, talvez, uma mais moderna como as bolivarianas?

Sempre que pode a Comissão Nacional da Verdade açula as Forças Armadas, exigindo que elas peçam desculpas. Assim, militares inativos, por poderem se pronunciar a respeito de questões políticas, têm justos motivos para replicarem com denodada firmeza, e um deles é para que não vigore o famoso aforismo "Quem cala consente!". Hoje, muitos "verdadeiros democratas" atuam em vários níveis de governo, e colocam-se como arautos de um regime que, paulatinamente, vai ferindo Princípios Fundamentais de nossa Constituição. O que nós, militares fizemos foi defender o Estado brasileiro de organizações que desejavam implantar regimes espúrios em nosso país. Temos orgulho do passado e do presente de nossas Forças Armadas. Se houver pedido de desculpas será por parte do ministro. Do Exército de Caxias não virão! Nós sempre externaremos a nossa convicção de que salvamos o Brasil!

GENERAIS-DE-EXÉRCITO SIGNATÁRIOS:

Leonidas Pires Gonçalves (*); Zenildo de Lucena (*); Rubens Bayma Denys (*), José Enaldo Rodrigues de Siqueira (**); José Luiz Lopes da silva (**); Valdésio Guilherme de Figueiredo (**); Raymundo Nonato Cerqueira Filho (**); Pedro Luis de Araújo Braga; Antônio de Araújo Medeiros; Frederico Faria Sodré De Castro; Luiz Gonsaga Schoroeder Lessa; Gilberto Barbosa de Figueiredo; Rômulo Bini Pereira; Claudio Barbosa de Figueiredo; Domingos Carlos de Campos Curado; Ivan de Mendonça Bastos; Paulo Cesar de Castro; Luiz Edmundo Maia de Carvalho; Luiz Cesário da Silveira Filho; Carlos Alberto Pinto e Silva; José Benedito de Barros Moreira; Maynard Marques Santa Rosa; Rui Alves Catão; Augusto Heleno Ribeiro Pereira; Rui Monarca da Silveira; Américo Salvador de Oliveira; e Gilberto Barbosa Arantes.

(*) - Antigos Ministros de Estado
(**) - Antigos Ministros do Superior Tribunal Militar

28 de set de 2014

Na reta final da campanha, corrente do PT rompe com Armando e João Paulo para apoiar Frente Popular

BRASIL – Pernambuco - Eleição 2014
Na reta final da campanha, corrente do PT rompe com Armando e João Paulo para apoiar Frente Popular
Segudo Gilson Guimarães, um dos membros da Executiva Estadual do PT e coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff no Estado, a decisão de romper com a campanha majoritária está sendo discutida desde a última segunda-feira (23). Esse grupo apoia agora Paulo Câmara, para Governador e Fernando Bezerra para Senador

Foto: Divulgação

Lula, Dilma e Armando em ato de campanha. Na verdade Armando nunca foi o candidato dos sonhos do PT de Pernambuco.

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  Blog do Jamildo

Insatisfeita com algumas posturas adotadas pelo Partido dos Trabalhores (PT) na campanha eleitoral em Pernambuco, uma das correntes da legenda PTLM (PT de Lutas e Massa) decidiu neste domingo (28) abandonar o barco petista para apoiar os candidatos da Frente Popular – Paulo Câmara, ao governo de Pernambuco, e Fernando Bezerra Coelho para o Senado. Em nota enviada ao Blog do Jamildo, o grupo relata descontentamento com a aliança do partido com o candidato Armando Monteiro e fala ainda do autoritarismo de lideranças na coordenação da campanha.

“O PT de Pernambuco vem seguindo um caminho que o afasta dos seus princípios éticos fundamentais. Desde 2012, nas prévias para eleição à Prefeitura do Recife, vimos o PT desprezar sua democracia e descumprir suas decisões de encontros do partido”, diz o texto. Segundo Gilson Guimarães, um dos membros da Executiva Estadual do PT e coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff no Estado, a decisão de romper com a campanha majoritária está sendo discutida desde a última segunda-feira (23).

Depois de percorrer alguns municípios em encontros com os diretórios, o grupo redigiu um documento expondo as críticas às candidaturas de Armando e João Paulo (leia a íntegra abaixo).

Um dos pontos de insatisfação expostos por Gilson reside na postura das campanhas de Armando e João Paulo em “esconder” o nome de Dilma Rousseff nas propagandas eleitorais. “Até 15 dias atrás, havia a rejeição em ligar o nome dos candidatos com Dilma, porque ela estava em baixa nas pesquisas. Até as peças de João Paulo dizem que ele é de Lula e Dilma mal aparece”, criticou Gilson, que entregou esta semana a coordenação da campanha no Grande Recife.

A corrente dissidente também afirma que “neste momento é impossível não reconhecer que a aliança história Frente Popular, da qual sempre estiveram juntos PT, PSB e PCdoB trouxe conquistas irrefutáveis ao povo de Pernambuco”.

Mas, no âmbito nacional, a PTLM mantém a decisão de apoiar à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Antes do rompimento do PT com o PSB, há dois anos, o grupo era historicamente ligado ao ex-governador Eduardo Campos e aos socialistas. Desde as eleições municipais em 2012, a ala do partido criticava as atitudes tomadas pela cúpula do partido. Nas eleições para Prefeitura do Recife, a corrente apoiou o nome do ex-prefeito João da Costa, que foi derrotado nas urnas por Geraldo Julio, afilhado político de Eduardo Campos.

Na época, eles já criticavam o autoritarismo de membros da majoritária do partido, nas figuras do senador Humberto Costa e do atual candidato ao Senado pelo PT, João Paulo. Alguns estão insatisfeitos desde que o Diretório Nacional do PT determinou, em fevereiro, a saída dos seus filiados das gestões socialistas em Pernambuco.

Leia a íntegra da nota enviada pela Corrente PTLM

POR UM PARTIDO DEMOCRÁTICO

Nós filiados ao PT e militantes da Corrente Interna PTLM (PT de Lutas e Massa), ao longo de nossa trajetória política, sempre estivemos junto dos movimentos sociais e trabalhando para o avanço do partido em Pernambuco.

Constantemente dispostos ao diálogo, respeitamos a democracia e obedecemos o Estatuto do Partido nas polêmicas internas. Nunca nos esquivamos em apoiar qualquer companheiro petista, independente da Corrente na qual fosse ligado. Estivemos também presentes em todas as campanhas eleitorais, tanto das majoritárias como das proporcionais, por meio dos candidatos com os quais mantivemos forte afinidade política e ideológica.

Hoje, no entanto, constatamos mais uma vez que o PT de Pernambuco vem seguindo um caminho que o afasta dos seus princípios éticos fundamentais. Desde 2012, nas prévias para eleição à Prefeitura do Recife, vimos o PT desprezar sua democracia e descumprir suas decisões de encontros do partido.

Desde então, as posições políticas vêm sendo tomadas sem a necessária discussão com a base partidária. Para o PED, os 300 Delegados eleitos em cima da tese de candidatura própria simplesmente viram suas posições desconsideradas e a proposta de convocação de plebiscito interno para aprofundar a discussão dessa tática eleitoral negada.

Por fim, ficou definida de forma antidemocrática e arbitrária, a atual coligação para a majoritária no Estado, uma posição difícil de ser carregada nesta campanha, em face das inúmeras contradições com as bandeiras do PT na defesa e luta dos trabalhadores.

Lideranças com mandatos tentam o tempo todo impor suas posições políticas ao partido, as quais carecendo de lógica democrática atendem somente seus próprios interesses, numa tentativa de transformar o PT de Pernambuco em um partido de cúpula e de donos, de mandos e de desmandos.

Neste momento é impossível não reconhecer que a aliança história Frente Popular, da qual sempre estiveram juntos PT, PSB e PCdoB trouxe conquistas irrefutáveis ao povo de Pernambuco. Esta continuidade não pode ser abalada pela disputa presidencial, e muito menos por interesses individuais.

Acreditamos que os melhores resultados para o País somente serão alcançados com Dilma presidenta pelo seu caráter e honradez e pela sua capacidade de diálogo com os movimentos sociais, na perspectiva de sempre fazer mais. Mas para o Estado de Pernambuco, acreditamos firmemente em Paulo Câmara governador e Fernando Bezerra Coelho senador. Reiteramos diante deste gesto de apoio às candidaturas estaduais verdadeiramente dedicadas aos pernambucanos, nosso compromisso com as raízes democráticos do nosso Partido.

No PTLM tomam essa posição, 80 diretores municipais do PT, cinco presidentes municipais do PT, três dirigentes estaduais do PT e dois membros da Executiva Estadual do PT.

Coletivo estadual<BR>
Gilson Guimarães – Paulista ,Executiva Estadual do PT
Sidônia (doninha) – Recife , Executiva Estadual do PT
Elizeu Coelho – Abreu e Lima , Presidente do PT de Abreu
Rafael Araújo – Recife, Setorial Criança e adolescente
Iran Ferreira – Abreu e Lima ,Executiva Municipal de Abreu
João Jacinto – Gloria de Goitá, Presidente do PT de Gloria
Gilson Magalhães - Olinda , Setorial de Meio Ambiente
Francisco Assis – Rio formoso ,Presidente do PT de Rio Formoso
Soraia de Santana - Recife ,Movimento de luta da Moradia
Arlete Araújo – Recife , Executiva Municipal do Recife
Cláudia Patricia – Recife Setorial da Saúde
Sebastião Pereira – Vitória ,Presidente do PT de Vitória
Evandi Oliveira – Cumaru , Executiva Municipal de Cumaru
Roberta Monteiro – Cumaru, Executiva Municipal de Cumaru
Alberto Rocha – Gloria de Goitá , Executiva Municipal de Gloria
Erivan Marinho – Abreu e Lima , Executiva Municipal de Abreu
Jose Leão – Recife, Setorial Sindical
Laudemir França – Jaboatão,Setorial Sindical
Jaime Guimarães – Camaragibe , Membro DM
Valdelina – Recife , Membro do DM

 COMENTAMOS:
 O PT de Pernambuco rachou outra vez? Ou será esperteza?

Teriam esses "indignados petistas" se bandeado para os lados de Paulo Câmara para não ficarem na chuva quando da derrota de Armando Monteiro. Será?

Mesmo que não se saiba ainda, o tamanho real e a força desse grupo dissidente, de qualquer forma esse é uma má notícia para os lados de Armando e uma, boa para, Paulo e Bezerra. Será que isso vai se refletir nas pesquisas e nas urnas?

CHARGE: SPONHOLZ - (PR)



SPONHOLZ (PR)


PT: A mentira como método - Ferreira Gullar, para Folha de S.Paulo

BRASIL - Opinião
PT: A mentira como método
Eles sabem que estão mentindo e, sem qualquer respeito próprio, repetem a mentira por décadas. Se é verdade que os candidatos petistas nunca se caracterizaram por um comportamento aceitável nas campanhas eleitorais, tenho de admitir que, na campanha atual, a falta de escrúpulos ultrapassou os limites.

Efeitos sobre foto da EFE

Dilma afirmou que, se ela perder a eleição, a corrupção voltará ao governo.
Parece piada, não parece?

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ferreira Gullar
Fonte: Folha de São Paulo

Tenho com frequência criticado o governo do PT, particularmente o que Lula fez, faz e o que afirma, bem como o desempenho da presidente Dilma, seja como governante, seja agora como candidata à reeleição.

Esclareço que não o faço movido por impulso emocional e, sim, na medida do possível, a partir de uma avaliação objetiva.

Por isso mesmo, não posso evitar de comentar a maneira como conduzem a campanha eleitoral à Presidência da República. Se é verdade que os candidatos petistas nunca se caracterizaram por um comportamento aceitável nas campanhas eleitorais, tenho de admitir que, na campanha atual, a falta de escrúpulos ultrapassou os limites.

Lembro-me, como tanta gente lembrará também, da falta de compromisso com a verdade que tem caracterizado as campanhas eleitorais do PT, particularmente para a Presidência da República.

Nesse particular, a Petrobras tem sido o trunfo de que o PT lança mão para apresentar-se como defensor dos interesses nacionais e seus adversários como traidores desses interesses. Como conseguir que esse truque dê resultado? Mentindo, claro, inventando que o candidato adversário tem por objetivo privatizar a Petrobras. Por exemplo, Fernando Henrique, candidato em 1994, foi objeto dessa calúnia, sem que nunca tenha dito nada que justificasse tal acusação.

Em 2006, quem disputou com Lula foi Geraldo Alckmin e a mesma mentira foi usada contra ele. Na eleição seguinte, quando a candidata era Dilma Rousseff, essa farsa se repetiu: ela, se eleita, defenderia a Petrobras, enquanto José Serra, se ganhasse a eleição, acabaria com a empresa.

É realmente inacreditável. Eles sabem que estão mentindo e, sem qualquer respeito próprio, repetem a mesma mentira. Mas não só os dirigentes e o candidato sabem que estão caluniando o adversário, muitos eleitores também o sabem, mas se deixam enganar. Por isso, tendo a crer que a mentira é uma qualidade inerente ao lulopetismo.

Quando foi introduzido, pelo governo do PSDB, o remédio genérico --vendido por menos da metade do preço do mercado-- o PT espalhou a mentira de que aquilo não era remédio de verdade. E os eleitores petistas acreditaram: preferiram pagar o triplo pelo mesmo remédio para seguir fielmente a mentira petista.

Pois é, na atual campanha, não apenas a mesma falta de escrúpulo orienta a propaganda de Dilma, como, por incrível que pareça, conseguem superar a desfaçatez das campanhas anteriores.

Mas essa exacerbação da mentira tem uma explicação: é que, desta vez, a derrota do lulopetismo é uma possibilidade tangível.

Faltando pouco para o dia da votação, Marina tem menos rejeição que Dilma e está empatada com ela no segundo turno --e o segundo turno, ao que tudo indica, é inevitável.

Assim foi que, quando Aécio parecia ameaçar a vitória da Dilma, era ele quem ia privatizar a Petrobras e acabar com o Bolsa Família.

Agora, como quem a ameaça é Marina, esta passou a ser acusada da mesma coisa: quer privatizar a Petrobras, abandonar a exploração do pré-sal e acabar com os programas assistenciais. Logo Marina, que passou fome na infância.

E não é que o Lula veio para o Rio e aqui montou uma manifestação em defesa da Petrobras e do pré-sal? Não dá para acreditar: o cara inventa a mentira e promove uma manifestação contra a mentira que ele mesmo inventou! Mas desta vez ele exagerou na farsa e a tal manifestação pifou.

Confesso que não sei qual a farsa maior, se essa, do Lula, ou a de Dilma quando afirmou que, se ela perder a eleição, a corrupção voltará ao governo. Parece piada, não parece? De mensalão em mensalão os governos petistas tornaram-se exemplo de corrupção, a tal ponto que altos dirigentes do partido foram parar na cadeia, condenados por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Agora são os escândalos da Petrobras, saqueada por eles e por seus sócios na falcatrua: a compra da refinaria de Pasadena por valor absurdo, a fortuna despendida na refinaria de Pernambuco, as propinas divididas entre o PT e os partidos aliados, conforme a denúncia feita por Paulo Roberto Costa, à Justiça do Paraná.

Foi o Lula que declarou que não se deve dizer o que pensa, mas o que o eleitor quer ouvir. Ou seja, o certo é mentir.
*Alteramos o título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

Alexandre Padilha - São Paulo: Por que o terceiro 'poste' de Lula não deu certo?

BRASIL - Eleição 214
Alexandre Padilha - São Paulo:
Por que o terceiro 'poste' de Lula não deu certo?
Campanha errática de novato pode repetir o pior desempenho do PT na história: os 9,5% de votos obtidos por Plínio de Arruda Sampaio em 1990

Foto:Felipe Cotrim/VEJA.com/VEJA

POSTE SEM LUZ - Lula insatisfeito com o desempenho do seu candidato poste ao governo de São Paulo, o desconhecido Alexandre Padilha

Postado por Toinho de Passira
Reportagem Felipe Frazão
Fonte: Veja

A menos que a eleição para o governo de São Paulo produza uma reviravolta histórica, o Partido dos Trabalhadores não chegará ao segundo turno – isso se houver segundo turno. Segundo as pesquisas eleitorais, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, lançado na disputa como o "terceiro poste" do ex-presidente Lula, deve fracassar na tentativa de conquistar o eleitorado paulista e realizar a maior obsessão de seu padrinho político: desalojar o PSDB do Palácio dos Bandeirantes depois de quase duas décadas.

Após três meses de campanha, Padilha não conseguiu sequer atingir dois dígitos nas pesquisas. Contra o desempenho do PT, que nas eleições recentes amealhou 30% dos votos, o ex-ministro chega à última semana com 9%, segundo o Datafolha. Se o prognóstico se confirmar nas urnas, o percentual representa apenas um quarto dos 35,21% dos votos atingidos em 2010 pelo ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), candidato do PT com o melhor desempenho até hoje, mas derrotado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno. Há doze anos (três eleições seguidas), o PT consegue mais de 30% dos votos no Estado. Se permanecer abaixo dos dois dígitos, Padilha repetirá um resultado que o PT paulista não amarga desde 1990, quando o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio (morto em julho deste ano) teve o pior desempenho de um candidato petista, com 9,55% dos votos válidos.

Apesar de admitir reservadamente que a eleição está perdida, dirigentes do PT paulista ainda com alguma dose de otimismo apostam que Padilha conseguirá chegar a pelo menos 15% dos votos até o próximo domingo. As pesquisas internas são mais modestas: indicam 11%, resultado próximo ao obtido pelo mensaleiro José Dirceu, quando foi candidato ao Palácio dos Bandeirantes há vinte anos.

Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

A presidente Dilma Rousseff e o candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha (PT), durante campanha em Osasco, São Paulo

PROPINA

Padilha também entra na reta final fustigado por um novo escândalo em sua gestão no Ministério da Saúde. A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira uma operação contra locadoras de veículos da Bahia que fraudaram uma licitação da Secretaria Especial da Saúde Indígena – as apurações apontam para a atuação de uma consultora do ministério que falava em nome de Padilha e teria cobrado propina de 15% em contratos superfaturados em 6,5 milhões de reais.

O petista negou envolvimento e disse que ele mesmo pediu as investigações após verificar o sobrepreço no serviço. Ainda que nada tenha sido provado, o desgaste é inevitável para quem já havia sido alvejado pela PF na Operação Lava Jato, que descobriu as gestões do ex-petista André Vargas no ministério durante a gestão de Padilha, em prol de um convênio com um laboratório Labogen, ligado ao doleiro Alberto Youssef.

Em uma das mensagens interceptadas, Vargas citou a indicação de um funcionário por Padilha – o que o ex-ministro nega. Além dos casos em âmbito nacional, Padilha viu seu discurso de combate ao crime organizado ser fragilizado pela descoberta de que o deputado estadual e ex-presidiário Luiz Moura (PT) havia sido flagrado em uma reunião na qual também estavam dezoito criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Expulso do partido e impedido de concorrer à reeleição, o deputado-bomba chegou a anular temporariamente na Justiça a candidatura de Padilha e de todos os candidatos do partido em São Paulo.

Desenhada por Lula, a campanha de Padilha começou a ser planejada em 2013, embora ainda em 2012 ele já sinalizasse que poderia despontar no partido, dada a sua dedicação em acompanhar as eleições municipais no Estado. O PT elegeu para a presidência do Diretório Estadual o ex-prefeito de Osasco Emídio de Souza, que montou ampla base de partidos aliados e rendeu três vitórias seguidas ao PT na cidade da região metropolitana de São Paulo. Ex-coordenador da campanha de Mercadante, Emídio assumiu a mesma função com Padilha, com uma tarefa: popularizar o candidato no PT no interior do Estado – região mais refratária ao partido e simpática ao PSDB – e quebrar a base de apoio de Alckmin, atraindo para a coligação de Padilha partidos à direta do PT no espectro político brasileiro e que apoiavam, ao mesmo tempo, o governo Dilma Rousseff. As duas principais metas traçadas pelo ex-presidente, porém, não foram atingidas. Padilha tem a menor coligação entre os três principais candidatos, ao lado apenas do PR e do PCdoB.

Foto: Paulo Pinto/Analitica

FOTO SEM APOIO - f"Foi a pior coisa possível, ficamos só com a foto do Maluf", admitiu um estrategista da campanha petista.

MALUF

Em junho, na última semana para formalizar as alianças, Padilha viu o PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, e o PP, do deputado Paulo Maluf, aderirem ao candidato do PMDB, Paulo Skaf. Padilha já tinha passado pelo desgaste público de anunciar, com fotos e abraços, uma aliança do PT com Maluf, que teria barrada sua nova candidatura à Câmara dos Deputados neste mês pela Lei da Filha Limpa. "Foi a pior coisa possível, ficamos só com a foto do Maluf", admitiu reservadamente um estrategista da campanha petista.

Ex-presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Skaf acumulava recall da eleição anterior e, com ampla exposição na TV em comerciais da entidade, já despontava como segundo colocado. O peemedebista também conseguiu apoio formal do Pros e do PDT, ambos da base governista – o que frustrou a estratégia recomendada por Lula. O site de VEJA apurou que um deputado estadual do PT chegou a sugerir pessoalmente a Padilha que ele "renunciasse e apoiasse Skaf no primeiro turno" – a aliança é tácita caso haja segundo turno entre Alckmin e Skaf.

Coube ao próprio Lula advertir, no início de setembro, que o candidato do PMDB estava "fazendo a campanha que o PT deveria fazer". "Como se explica numa fábrica que eu vi o Skaf estar na frente do Padilha? No meu tempo, era impensável imaginar um peão votar no seu empregador", reclamou Lula em reunião pública do partido. "Não tem explicação. Só pode ser falta de conhecimento e de motivação."

Foto: Alice Vergueiro/Futura Press/VEJA

AUSÊNCIA - Mensagem da presidente Dilma Rousseff durante o Encontro Estadual do PT de São Paulo. O evento marcou o lançamento das pré-candidaturas de Alexandre Padilha ao Governo Paulista e de Eduardo Suplicy ao Senado

QUEM É ELE?

Dados de pesquisas internas encomendadas pelo PT indicam que Padilha ainda é um total desconhecido de 70% dos eleitores de São Paulo – a mesma taxa de seis meses atrás. O "desconhecimento" de Padilha, aliás, tornou-se a principal justificativa do partido para o iminente fracasso de um candidato estreante, que seguia a cartilha dos "postes". Saiu do governo federal com um programa para exibir como bandeira, o Mais Médicos, que espalhou em um ano 14.462 médicos generalistas por 3.771 municípios do país – capilaridade de 68% das prefeituras, atingida por meio de uma parceria destinada a repassar dinheiro para a ditadura cubana.

O programa, porém, foi apenas tema de propagandas no horário eleitoral na TV, sem grande repercussão a favor ou contra Padilha, ainda que São Paulo tenha recebido o maior contingente – 2.187 profissionais. A suposta desatenção de sete em cada dez eleitores, porém, não impediu que a rejeição de Padilha batesse a casa de 36% na última pesquisa Datafolha.

Segundo aliados, também faltou ao candidato uma articulação fina com o comitê de Dilma em São Paulo. A primeira evidência ocorreu em junho, quando a presidente faltou à Convenção Estadual que homologou a candidatura de Padilha. Alegando estar gripada, Dilma só gravou de última hora uma mensagem em vídeo exibida nos telões do Ginásio do Canindé.

Padilha cumpriu agenda distinta – e distante – da presidente em pelo menos mais quatro atos de grande exposição de Dilma no Estado: caminhada em Campinas e em São Bernardo do Campo, visita à Assembleia de Deus Ministério do Brás e um comício em Jales (promovido pelo PMDB com a presença de Skaf).

Em outros três encontros de Dilma – com centrais sindicais, mulheres e taxistas –, Padilha compareceu, mas não teve destaque no palanque. O Palácio do Planalto hesitou em privilegiar a campanha do petista, já que a presidente dizia ter “dois candidatos” na disputa paulista (Padilha e Skaf), o que considerava uma fórmula para derrotar o tucanato.

Mas Skaf evitou se associar a Dilma por causa da rejeição da presidente, que chegou a 47% entre o eleitorado paulista. Só nesta semana, Dilma apareceu em depoimentos do programa de TV de Padilha – e defendendo investimentos do governo federal no Estado.

Foto: - Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha (d), durante ato político acompanhado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Santo André, no Grande ABC (SP)

DÍVIDA

Coordenador da campanha de Dilma no Estado, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), reconheceu mais um complicador na campanha estadual: a falta de dinheiro, que represou a produção de material de campanha, como cavaletes, bandeiras e adesivos. Uma das críticas é que Padilha gastou demais na fase da pré-campanha, quando percorreu 126 cidades no interior, de ônibus e avião. Além da ínfima repercussão, o candidato e o PT acabaram multados em 50.000 reais por propaganda antecipada com as caravanas.

Os gastos com a empresa Sales Táxi Aéreo durante a campanha, mais um item de valor elevado, ainda não foram declarados, correspondentes aos voos num bimotor turbohélice King Air B200, para oito passageiros. "A escassez de recursos, como nunca visto em campanha eleitoral, fez com que o nível de campanha de Padilha, a intensidade, fosse muito sofrível no começo", disse Marinho na semana passada.

Segundo dados da Justiça Eleitoral, Padilha arrecadou 4,1 milhões de reais, mas gastou 35 milhões de reais – um rombo de 30,9 milhões de reais numa conta parcial até agosto. No mês passado, as equipes de comunicação e marketing, que consumiram cerca de 27 milhões de reais do borderô de campanha, chegaram a ser temporariamente reduzidas por causa de atrasos nos pagamentos.

Padilha investiu pesado em transmissões na internet ao vivo das agendas de campanha, o que demandou uma equipe paralela dedicada a web e redes sociais. Como ficou empacado no terceiro lugar e com previsão de arrecadação baixa em setembro, o comitê passou a concentrar a campanha nos maiores colégios eleitorais, ou seja, nas regiões metropolitanas da capital paulista, de Campinas e da Baixada Santista, onde o PT costuma obter melhor desempenho nas urnas. A coordenação pediu empenho total até ao senador Eduardo Suplicy, que se tornou um fiel acompanhante de Padilha, a ponto de protagonizar uma cena símbolo da campanha: carregou o ex-ministro nas costas durante uma caminhada.

A estratégia de priorizar os grandes centros urbanos também visa a dar a Padilha uma identidade maior com o eleitorado que passou a votar no PT a partir da primeira eleição de Lula – aqueles 30% de votos válidos dos paulistas. Nas últimas semanas, Padilha endureceu o discurso e buscou polarizar com Alckmin – estratégia usada desde o início da campanha por Skaf. Com jeito bonachão, fala mansa e ainda sem muita familiaridade com as câmeras, Padilha começou a campanha com um discurso que soou tímido e tentava atrair eleitores mais conservadores: foi apresentado como "bom moço" e "esperança da família". O estilo levou Lula a taxá-lo como o petista com mais "cara de tucano".

Ele fez questão de exacerbar a religiosidade, citando Deus e a Bíblia na TV e em entrevistas. Sempre apareceu em público ao lado da mulher, a jornalista e ex-assessora de imprensa Thássia Alves, o que provocou uma série de críticas no comitê, principalmente dos deputados que buscavam aparecer ao lado dele. Os políticos reclamavam que a candidata a primeira-dama aparecia demais e dispersava a atenção ao candidato.

Thássia se afastou dos palanques ao longo da campanha. Na quarta-feira, o ex-presidente Lula mostrou que a reclamação chegou até seus ouvidos, e que o desconhecimento de Padilha, de fato, ainda preocupa. Durante comício em Guarulhos, na Grande São Paulo, orientou cabos eleitorais e militantes petistas para a ordem de votação nas urnas no dia 5 de outubro e pediu que confirmassem o voto só quando reconhecessem o rosto de Padilha: "Olhem a cara dele para vocês não esquecerem. A mulher dele não vai aparecer junto, é só ele".

Foto: Felipe Cotrim/VEJA.com/VEJA

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha faz caminhada na região central da capital paulista

ÂNCORA

O fraco desempenho surpreende também porque ele sempre se mostrou à vontade entre militantes, andando nas ruas, pulando e cantando gritos e saudações típicas do partido durante caminhadas com juventude. O jeito "boa praça" agradou os militantes, mas não emplacou na TV. O prefeito Fernando Haddad, que não tinha a mesma desenvoltura entre cabos eleitorais e militantes nas eleições de 2012, apresentou um discurso mais claro e objetivo, contrapondo-se como um candidato "novo" contra o tucano José Serra e o fenômeno Celso Russomanno (PRB).

Pouco adepto a reuniões partidárias, Haddad demorou a aderir à campanha de Padilha porque durante a maior parte do pleito ostentou baixíssima popularidade: chegou a ser aprovado por apenas 15% dos paulistanos, e sua gestão, reprovada por 47%. Depois de ter sido cobrado por Lula, Haddad apareceu na TV pela primeira vez nesta semana pedindo votos para a chapa de deputados do PT.

A entrada de Haddad na campanha coincide com sua recuperação de popularidade, agora na casa dos 22%. A reprovação de sua administração diminuiu para 28% após a inauguração de ciclovias na cidade. A campanha de Padilha também mandou rodar um panfleto distribuído nas ruas com promessas de campanha de Haddad já atingidas – ainda que nem todas tenham sido de fato cumpridas como aparece no panfleto. A assinatura é da coligação PT-PCdoB-PR, embora não atenda as exigências da Lei Eleitoral: não há CNPJ registrado, tampouco a tiragem.

Para o PT, a cara campanha de Padilha – ao menos 35 milhões de reais declarados à Justiça Eleitoral até agora – serviu apenas para tirar Haddad do buraco.


O DESEMPENHO DOS CANDIDATOS DO PT AO GOVERNO DE SÃO PAULO

1982 - Luiz Inácio Lula da Silva ficou em 4º lugar com 1.144.648 votos (9.87% dos votos válidos)
1986 - Eduardo Suplicy ficou em 4º lugar com 1.508.589 votos (9.76% dos votos válidos)
1990 - Plínio de Arruda Sampaio ficou em 4º lugar com 1.636.058 votos (9.55% dos votos válidos)
1986 - Eduardo Suplicy ficou em 4º lugar com 1.508.589 votos -9.76% dos votos válidos
1994 - José Dirceu ficou em 3º lugar com 2.085.190 votos -11.32%dos votos válidos)
1998 - Marta Suplicy ficou em 3º lugar com 3.738.750 votos (22.51% dos votos válidos)
2002 - José Genoino ficou em 2º lugar com 6.361.747 votos (32.45% dos votos válidos)
2006 - Aloizio Mercadante ficou em 2º lugar com 6.771.582 votos (31.61% dos votos válidos)
2010 - Aloizio Mercadante ficou em 2º lugar com 8.016.866 votos (35.21% dos votos válidos).


Fonte: Fundação Seade.

27 de set de 2014

O Dragão, o Velhinho e a Bruxa do PT

BRASIL – Humor
O Dragão, o Velhinho e a Bruxa do PT
História baseada em fatos reais que ainda vão acontecer, com a sua ajuda.

Postado por Toinho de Passira
Enviado por Jethro Junior

No dia 02 de Janeiro de 2015, um senhor idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e, depois de atravessar a Praça dos Três Poderes, falou para o "Dragão da Independência" que montava guarda:

- Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com a Presidenta Dilma.

O soldado olhou para o homem e disse: - Senhor, a Sra. Dilma não é mais presidente e não mora aqui.

O homem disse: - Está bem. E se foi.

No dia seguinte, o mesmo ancião aproximou do Palácio da Alvorada e falou com o mesmo Dragão:

- Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com a Presidenta Dilma.

O soldado novamente disse:

- Senhor, como lhe falei ontem, a Sra. Dilma não é mais presidente e não mora mais aqui.

O homem agradeceu e novamente se foi.

Dia 04 de janeiro ele voltou e se aproximou do Palácio da Alvorada e falou com o mesmo guarda: - Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com a Presidenta Dilma.

O soldado, compreensivelmente irritado, olhou para o homem e disse:

- Senhor, este é o terceiro dia seguido que o senhor vem aqui e pede para falar com a Sra. Dilma. Eu já lhe disse que ela não é mais presidente, nem mora aqui. O senhor não entendeu?

O velhinho olhou para o soldado e disse: - Sim, eu compreendi perfeitamente, MAS EU ADORO OUVIR ISSO!!!

O soldado, se pôs em posição de sentido, prestou uma vigorosa continência ao cidadão e disse sorridente: - ATÉ AMANHÃ, SENHOR!!!
Recebemos essa "mensagem fábula" em forma de corrente, daquelas que não deve ser quebrada. Havia portanto uma ameaça: de que se não for enviada pelo menos para 20 amigos, o recebedor, nós, seriamos alvo de uma praga: ficar mais 4 anos com Dilma, Mercadante, Mantega, Marta, Aldo, Lobão..(e Lula)...

Realmente assustados, resolvemos fazer a nossa parte. E você vai quebrar a corrente?

A onda agora é o ‘belfie’, o selfie de quem quer mostrar a bunda

INTERNET - Bizarro
A onda agora é o ‘belfie’,
o selfie de quem quer mostrar a bunda
Fotografar o próprio rosto ficou banal, a nova onda é clicar o bumbum. Muitas celebridades já aderiram, mas as anônimas é que dão o show. Nós do “thepassiranews” consideramos esse movimento da maior importância tanto política, como sócio cultural.

Foto: Pinterest

CICLOVIA - um bumbum politicamente correto

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, G1, Correio Braziliense, Daily Mail, Huggington Post, Sport Style

Os belfies são a novidade no momento, nas redes sociais. Uma daquelas novidade que veio para ficar, torcemos que não seja só uma onda, e se torne um movimento permanente.

De repente alguém achou que os selfies estavam muito batidos, monótonos e inventou o belfie, que é uma variedade de selfie.

Etimologicamente o termo vem da junção de selfie + butt (bumbum), resultando em belfie.

As imagens invadiram as redes sociais e ganharam a adesão de famosas. Dizem, não pesquisamos, que até alguns “homens” postaram os seus, mas essa variante do fenômeno não nos interessa.

As imagens postadas variam desde closes das partes íntimas da usuária até fotos que mostram o corpo inteiro. Algumas feitas pela dona da bunda, usando o recurso do espelho, outras com o auxilio de um colaborador.

Há imagens "inocentes" ( existe bunda inocente?) e bem humoradas, outras mais ousadas e inspiradoras.

Como normalmente uma imagem falam por mil palavras, estamos exibindo eloquentes exemplos da nova onda.

Como o "belfie" focaliza apenas o “derrie”, os especialistas, comentam que uma das vantagens da modalidade é que a autora não precisará sorrir, quando fizer o registro. Mas nada impede.

Fotos: Pinterest

















PS: Recomendamos, solicitamos e sugerimos, as nossas amigas, colaboradoras e leitoras, que adiram a nova onda e nos mande seus belfie, com pedido de publicação, aqui no ‘thepassiranews” e nas nossas contas nas redes sociais, ou nos envie em caráter particular, apenas para nossa, digamos, “degustação”. Desde já agradecemos este ato de caridade.

25 de set de 2014

Presidente Dilma e o uso indevido da tribuna da ONU

BRASIL - Opinião
Presidente Dilma e o uso indevido da tribuna da ONU
Vergonha alheia: A presidente disse que “os dois lados” (Estados Unidos e os sangrentos extremistas do Estado Islâmico) precisavam dialogar, como se fosse possível diálogo com um bando de terroristas que decepam cabeças ao vivo na televisão.


Tão eleitoreiro foi seu discurso que achou um meio de encaixar lá pelas tantas o elogio à decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo

Postado por Toinho de Passira
Texto de Merval Pereira
Fontes: Blog do Merval

Temos uma presidente que usa a tribuna da Organização das Nações Unidas (ONU) para montar uma grotesca propaganda eleitoral, e ao mesmo tempo se pronuncia de maneira absurdamente equivocada contra os ataques dos Estados Unidos e outras nações ao Estado Islâmico, com o endosso da própria ONU.

O que provoca mais a “vergonha alheia”, aquele sentimento que a gente sente quando alguém faz alguma coisa que não deveria? No caso em pauta, essa vergonha é turbinada por que as gafes presidenciais levam ladeira abaixo a imagem do país que ela representa.

Mais que uma “vergonha alheia” é uma vergonha direta, pois a presidente Dilma nos representa, com toda a legitimidade, mas abusa do poder ao impor suas idiossincrasias à política externa do país, que tem uma tradição que vem sendo distorcida nesses anos de petismo explícito.

Pode ser que tenha sido alertada por algum assessor – haverá os que a alertam sem receio de levar um contravapor como os muitos que conhecemos por relatos próprios ? –, mas o fato é que a presidente Dilma ontem, no discurso oficial de abertura da reunião geral da ONU, não foi explícita em sua crítica aos ataques da coalizão de países contra o Estado Islâmico.

Dilma, que na véspera dissera “lamentar enormemente” os bombardeios, apenas condenou o “uso da força” e as ‘intervenções militares’ como forma de resolver conflitos, o que já é um absurdo dito assim, genericamente.

Mas o absurdo de dar o mesmo tratamento aos Estados Unidos e ao Estado Islâmico já havia sido perpetrado no dia anterior, quando a presidente disse em uma entrevista coletiva que “os dois lados” precisavam dialogar, como se fosse possível diálogo com um bando de terroristas que decepam cabeças ao vivo na televisão.

Discursando logo depois, e certamente não em resposta à nossa “soberana”, mas aos críticos em geral dos ataques contra os radicais que dominam territórios no Iraque e na Síria, entre os quais se encontra o “democrata” Putin, presidente da Rússia, o presidente americano Barack Obama disse que “a única língua que assassinos entendem é a força”.

Uma nota oficial de Ban Ki-Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas, também tratou do assunto, já que a ONU apóia os ataques. Para Ki-Moon os adeptos da barbárie só serão contidos por operações militares como as executadas pelos Estados Unidos.

Quando ela decidiu que iria fazer o discurso de corpo presente em NY, pensava-se que a presidente Dilma aproveitaria essa presença no cenário internacional para reforçar uma imagem presidencial que a sobrepõe |à imagem de Marina Silva, de acordo com seus marqueteiros.

Mas não bastava a imagem, seu discurso na ONU foi de uma candidata, sobre questões nacionais, auto-elogios que criaram um quadro cor de rosa para a situação atual, fora completamente do contexto real em que disputa a reeleição. Ela negou depois que falasse para as câmeras do marqueteiro João Santana, e está moralmente impedida de usar essas imagens na sua propaganda eleitoral. Mas isso não deve ser empecilho para usá-las.

Tão eleitoreiro foi seu discurso que achou um meio de encaixar lá pelas tantas o elogio à decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, “assegurando-lhes todos os direitos civis daí decorrentes”. Uma maneira de trazer à baila a questão do casamento gay, cuja aprovação constava de um esboço do programa de Marina e foi suprimida.

A candidata do PSB adotou a mesma posição, apoiando a legislação aprovada pelo STF, mas a campanha oficialista tenta carimbar-lhe a peja de evangélica à serviço da homofobia. A presidente que tenta a reeleição abusa mais uma vez da sua condição para estabelecer uma disputa desigual. Como disse Marina, é uma guerra entre o mangangá, um besouro enorme "com um ferrão poderosíssimo", e o carapanã, um pequeno pernilongo.
*Alteramos o título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original