28 de abr de 2014

Traficantes assistiram ao “Esquenta” comendo pipoca? - Felipe Moura Brasil

BRASIL - Opinião
Traficantes assistiram ao “Esquenta” comendo pipoca?
Alguém lembrou que a taxa de homicídios de policiais é o dobro da relativa à população negra e parda? Que a chance de ser morto sendo policial é 100,83% superior à chance de ser morto sendo negro ou pardo? Que a possibilidade de um policial brasileiro ser vítima por um crime de homicídio é 196,70% superior do que seria com qualquer outra pessoa?

Foto: Captura de Video

Postado por Toinho de Passira
Texto de Felipe Moura Brasil - Veja
Fontes: Blog do Felipe Moura Brasil

Alguém falou umas palavrinhas contra os traficantes no especial do “Esquenta” em homenagem ao dançarino DG, morto na favela Pavão-Pavãozinho, em Copacabana? Contra Pitbull, um dos mais procurados do Rio – e que, segundo fontes da polícia civil, estava no mesmo churrasco do qual o dançarino fugiu pulando de uma laje ao muro de uma creche quando os seguranças do primeiro começaram a atirar contra a PM para “fazer contenção” e possibilitar a fuga do chefe? Algumas palavrinhas contra a pressa em culpar a polícia antes de concluídas as investigações (que, segundo o delegado, apontam que DG estava mesmo próximo e na direção dos traficantes em relação aos policiais)?

Algo contra os “bicos” nas mãos dos “amigos”? O contrabando de armas? As más companhias? A ESCOLHA imoral dos bandidos pela criminalidade? Contra “microondas”, “mulas”, “aviões”? Contra o arruinamento das famílias de crianças e adolescentes viciados em drogas? Contra o sustento que os próprios artistas usuários dão ao império do crime? Contra a exploração política do caso por militantes profissionais como Sininho, alguns dos quais a polícia já suspeita de estar orientando a mãe de DG em “media coachings”? Contra a morte do comandante Leidson e dos soldados Alda e Rodrigo Paes Leme, enquanto trabalhavam nas UPPs?

Ou só mostraram o trecho de um curta-metragem em que um policial apontava a arma para o personagem de DG, para que a polícia fosse vaiada pela plateia e se chegasse à conclusão precoce de que a vida imita a arte? Ou ainda se limitaram a ecoar a tese de um “especialista” em luta de classes que afirmou no programa que “Não tem nada mais perigoso no Brasil do que ser negro, jovem e pobre”, usando a velha estratégia esquerdista de mostrar os negros como vítimas predominantes de crimes violentos, sem perguntar se não são também predominantemente ou em grande parte os autores desses crimes?

PMs mortos

Alguém lembrou que o respaldo para essas meias verdades veio de outra pesquisa fajuta do famigerado IPEA, que tirou do número maior de vítimas negras a conclusão estapafúrdia sobre crimes raciais sem levar em conta a cor dos assassinos, sendo que, nos EUA, por exemplo, onde a esquerda utiliza a mesma estratégia, simplesmente 93%(!!!) dos negros assassinados foram mortos por outros negros?

Alguém lembrou que a taxa de homicídios de policiais é o dobro da relativa à população negra e parda? Que a chance de ser morto sendo policial é 100,83% superior à chance de ser morto sendo negro ou pardo? Que a possibilidade de um policial brasileiro ser vítima por um crime de homicídio é 196,70% superior do que seria com qualquer outra pessoa?

Soldado Alda, da UPP do Parque Proletário, morta por traficantes.
Por esta negra, a esquerda não chorou
Que o risco de ser morto, sendo policial, é quase três vezes superior do que sendo outro não integrante das forças policiais? Que as taxas de PMs mortos em serviço é de 17,8 e FORA DE SERVIÇO(!!!) de 58,7(!!!) por grupo de 100 mil habitantes, sendo que a OMS considera taxas de homicídio acima de 10 por grupo de 100 mil já como sintomas de violência epidêmica?

Alguém lembrou que a taxa de homicídios de PM e Policial Civil (em serviço e fora) chega a 72,1(!!!) por 100 mil habitantes, praticamente o triplo da taxa de homicídio nacional (de 24,3)? De quantas entrevistas, participações em programa de TV ou eventos em homenagem aos policiais mortos os especialistas e artistas convidados pelo “Esquenta” já participaram?

(E de quantas por jovens como Victor Hugo Deppman, cujo assassinato por um ”dimenó”, protegido por leis endossadas pelo mesmo PSOL que explora a tragédia de DG, completa um ano neste mês?)

Será que o único minimamente sensato foi o coreógrafo Carlinhos de Jesus quando disse “Eu acredito na instituição policial”, mas “é claro que há elementos que não merecem estar ali”, ainda que ninguém tenha reiterado que até o momento não há provas conclusivas contra supostos “elementos” assim no caso DG?

Não é maravilhoso que, não bastasse a campanha “Eu não mereço ser estuprada” – baseada na pesquisa errada e embusteira do IPEA – ter dissuadido (aham…) milhares de estupradores de cometer seus crimes pelo irresistível apelo de moças seminuas cobertas com plaquinhas na internet, surja não somente outra como “Eu não mereço morrer assassinado”, capaz de levar assassinos às lagrimas e ao divã, mas também a da hashtag “A vida é sagrada” [#avidaesagrada], proposta por Regina Casé ironicamente na mesma emissora cujas novelas fazem propaganda escancarada do aborto?


(E não era justamente a abortista Leandra Leal, outra “especialista” a palestrar sobre a “sociedade” no programa, aquela que dava uma forcinha aos Black Blocs no vídeo “Grito pela liberdade”, culpando o Estado pela violência dos terroristas nas manifestações, violência esta que depois resultaria na morte do cinegrafista da Band Santiado Andrade, por cuja “vida sagrada” nenhum dos globais do vídeo fez campanha depois, pedindo desculpas à família pelo estímulo ao caos?)

Alguém da família “Esquenta” afinal mencionou o medo que os moradores de bem da favela sentem de abrir a boca para falar mal dos traficantes (ou mesmo para narrar o que sabem deste episódio), enquanto um bando de militantes “especialistas” usam a sua liberdade de expressão para falar em nome deles exclusivamente contra a polícia, fomentando o ódio às instituições que, a despeito dos erros, excessos ou mesmo crimes de alguns de seus integrantes, são as únicas que podem livrá-los daqueles marginais? Ou hashtag ganha de fuzil?

A dor de parentes e amigos de DG é legítima e deve ser respeitada, mas se nada justifica a sua morte como se deu, nada tampouco justifica tanto cinismo, tanta ignorância, tanta ideologia barata em função dela, como se viu no “Esquenta” deste domingo (e em todos os jornais).

Na TV aberta, a voz que se erguia contra o tráfico e lamentava a morte de policiais e o silêncio dessa turma dos “direitos humanos” quando isso acontecia era a de Rachel Sheherazade, a apresentadora censurada em pleno ano eleitoral pelo governo do PT (com testas-de-ferro do PSOL e do PCdoB) sob ameaça de corte de verbas da Caixa Econômica Federal ao SBT. O que resta na TV brasileira é isso: o programa de Regina Casé, a garota-propaganda da Caixa.

Os traficantes que lutam pelo fim das UPPs devem ter assistido a tudo comendo pipoca.

'Mensalão teve 80% de decisão política e 20% de jurídica', diz Lula em entrevista a televisão de Portugal

BRASIL – Bizarro
'Mensalão teve 80% de decisão política e 20% de jurídica', diz Lula em entrevista a televisão de Portugal
Sem nenhum pudor, Lula, ataca a Suprema Corte Brasileira, um atitude por demais indigna a um ex-presidente da República, principalmente em declarações no exterior. Na mesma levada, cinicamente afirmou que os companheiros presos, José Dirceu, José Genoíno, João Paulo Cunha e Delúbio Soares, não eram pessoas de sua confiança(!)

Foto: Captura de vídeo

Postado por Toinho de Passira
Texto de Josias de Souza
Fontes: Folha de São Paulo, Blog do Josias de Souza

Em entrevista à emissora portuguesa RTP, Lula contou uma piada de brasileiro. O julgamento do mensalão “teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisões jurídicas”, disse, antes de divertir a audiência com duas teses: “não houve mensalão” e “o processo foi um massacre que visava destruir o PT.” Ao se referir aos “companheiros do PT presos”, o entrevistado levou a anedota a sério: “Não se trata de gente da minha confiança.”

Ficou entendido que, em matéria de mensalão, Lula é 100% cínico. Ele maneja o cinismo com tal sofisticação filosófica que acaba se aproximando da realidade. Como no trecho em que declarou que “é apenas uma questão de tempo, e essa história vai ser recontada para saber o que aconteceu na verdade''. De fato, ainda há algo por esclarecer: qual foi o verdadeiro papel de Lula no enredo do mensalão?

Há quatro Lulas dentro do escândalo. Nenhum deles se parece com o autêntico. Logo que o escândalo estourou, em 2005, um primeiro Lula tentou reduzir tudo a mais um caso de caixa dois: “O que o PT fez, do ponto de vista eleitoral, é o que é feito no Brasil sistematicamente”. Sentado num banco de CPI, Duda Mendonça jogou a campanha presidencial dentro do caldeirão, provocando o surgimento de outro Lula.

Esse segundo Lula jurou que “não sabia” do que se passava sob suas barbas, pediu “desculpas” em rede nacional de rádio e tevê e declarou-se “traído”. Na prática, pediu aos 52.788.428 eleitores que o haviam acomodado na Presidência que o enxergassem como um bobo, não como um cúmplice.

Em 2006, a campanha da reeleição produziu um terceiro Lula. Dizia coisas assim: “Esse negócio de mensalão me cheira a um pouco de folclore dentro do Congresso Nacional”. Foi nessa época que o então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, nomeado por Lula, serviu-se das evidências colecionadas pela Polícia Federal do doutor Márcio Thomaz Bastos para formular a denúncia sobre a troca de dinheiro sujo por apoio congressual ilegítimo. A ausência de Lula no rol de acusados deu à peça a folclórica aparência de mula sem cabeça.

Reeleito, Lula sentiu-se autorizado a potencializar a desfaçatez. Que aumentou na proporção direta da elevação dos índices de popularidade. Em maio de 2010, quando carregava nos ombros a candidatura presidencial de Dilma Rousseff, Lula referiu-se ao escândalo que tisnara seu primeiro reinado como “um momento em que tentaram dar um golpe neste país.” Esse quarto Lula é irmão gêmeo do comediante que acaba de se apresentar na RTP, a emissora portuguesa.

Com a tese do “golpe”, Lula soara, além de ilógico, ingrato. Cinco anos antes, quando a lama roçava-lhe o bico do sapato e o vocábulo impeachment era pronunciado à larga, o pseudopresidente mandara ao olho da rua o chefe de sua Casa Civil, José ‘Não se Trata de Gente da Minha Confiança’ Dirceu. E despachara três ministros para apagar os ânimos da oposição.

Márcio Thomaz Bastos, foi ao encontro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ciro Gomes voou para uma conversa com o então governador mineiro Aécio Neves. E um Antonio Palocci pré-escândalo do caseiro reuniu-se com a nata da plutocracia e com seus amigos tucanos. Em poucos dias, sob a voz de comando de FHC, o tucanato desembarcou da tese do impeachment. Ou seja: houve complacência, não “golpe”.

Numa passagem do extraordinário livro “Lula, o Filho do Brasil”, lançado em dezembro de 2002, o personagem central da narrativa desenhara um bonito retrato de si mesmo. Em depoimento a Denise Paraná, autora da obra, Lula dissera: “…Se eu não tivesse algumas [qualidades pessoais] não teria chegado aonde cheguei. Eu não sou bobo. Acho que cheguei aonde cheguei pela fidelidade aos propósitos que não são meus, são de centenas, milhares de pessoas.”

Os quatro Lulas que se seguiram ao mensalão não fazem jus a esse Lula de outrora, fiel aos propósitos da coletividade. Na Presidência, um ex-Lula disse que preferia “ser considerado uma metamorfose ambulante”. Quando a história puder falar sobre o mensalão sem as travas que a conveniência impõe a algumas línguas companheiras, o país talvez descubra as razões que levaram um arauto da ética a sofrer a metamorfose que o tornou um cínico contador de anedotas.


*Alteramos título e acrescentamos subtítulo à publicação original

A disputa de poder no PT expõe um racha inédito na história do partido

BRASIL - Eleição 2014
A disputa de poder no PT expõe um racha inédito na história do partido
O fogo amigo é uma ameaça maior que os candidatos de oposição

Foto: Roberto Castro/Veja

A queda de popularidade de Dilma nas pesquisas tira o PT do prumo

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Daniel Pereira e Adriano Ceolin
Fonte: Veja

A presidente Dilma Rousseff enfrenta um momento inédito de fragilidade. Além de ter problemas na economia, como o crescimento baixo, a inflação persistente e o desmantelamento do setor elétrico, ela perdeu apoio popular e força para barrar, no Congresso, iniciativas capazes de desgastá-la.

A aprovação ao governo caiu a um nível que, segundo os especialistas, ameaça a reeleição.

Partidos aliados suspenderam as negociações para apoiá-la na corrida eleitoral. Já os oposicionistas conseguiram na Justiça o direito de instalar uma CPI para investigar exclusivamente a Petrobras.

Acuada, Dilma precisa mais do que nunca da ajuda do PT, mas essa ajuda lhe é negada. Aproveitando-se da conjuntura desfavorável à mandatária, poderosas alas petistas pregam a candidatura de Lula ao Planalto e conspiram contra a presidente.

O objetivo é claro: retomar poderes e orçamentos que foram retirados delas pela própria Dilma. A seis meses da eleição, o PT está rachado entre lulistas e dilmistas — e, para os companheiros mais pragmáticos, essa divisão, e não os rivais Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), representa a maior ameaça ao projeto de poder do partido.

Com carreira política construída na resistência à ditadura militar e posteriormente no PDT, Dilma nunca teve alma petista. Ao assumir a Presidência, ela herdou boa parte da cúpula do governo Lula, como ministros, dirigentes de estatais e até a então chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha. O governo era de continuidade mesmo nos nomes escalados para comandar o país.


Detalhe da capa da Revista Veja, desta semana

O plano de Dilma era dar uma feição própria à sua gestão de forma gradativa, reduzindo a influência do antecessor ao longo do tempo. Antonio Palocci, seu primeiro chefe da Casa Civil, ilustrou a estratégia:

“No primeiro ano de mandato, será um governo Lula-Dilma. No segundo, um governo Dilma-Lula. No terceiro, será Dilma-Dilma”. Esse cronograma, no entanto, foi atropelado pelos fatos. Já em 2011 a presidente foi obrigada a demitir seis ministros acusados de corrupção e tráfico de influência — quatro deles egressos do governo anterior. Dilma se mostrava intransigente com os malfeitos, ao contrário de Lula, acostumado a defender políticos pilhados em irregularidades. Com a chamada faxina ética, ela atingiu recordes de popularidade e conseguiu força para tirar das mãos de notórios esquemas partidários setores estratégicos da administração. Nem mesmo o PT foi poupado nessa ofensiva.

O partido perdeu terreno em fundos de pensão e na Petrobras, que teve sua diretoria reformulada em 2012. A faxina ética era acompanhada da profissionalização da gestão. Com essas mudanças, muitos petistas estrelados, como o mensaleiro preso José Dirceu, perderam influência.

Havia um distanciamento crescente entre a presidente e a engrenagem partidária, mas Lula mantinha o PT unido e silencioso. Ele alegava que a “mídia conservadora” — ao exaltar as demissões promovidas pela sucessora, com o intuito claro de atacá-lo — ajudava Dilma a conquistar eleitores que historicamente tinham aversão ao PT. Ou seja: a comparação entre os dois beneficiava o partido. Se alguns petistas registravam prejuízos em casos isolados, o conjunto estava sendo fortalecido.

Esse discurso manteve a companheirada sob controle até 2013, quando a popularidade da presidente despencou devido à inflação e às manifestações populares de junho. Petistas, então, passaram a criticar Dilma, conspirar contra ela no Congresso e defender a candidatura de Lula. A cizânia interna se desenhava, mas ainda era incipiente e restrita aos bastidores. Esse dique foi rompido pelo escândalo da Petrobras.

Hoje, o PT testemunha uma batalha pública e cruenta entre a soldadesca dos dois presidentes. Palocci não previu, mas o último ano de mandato também tem seu epíteto: governo Dilma versus Lula.


Presidente Dilma: "Se alguns setores, seja por que motivo for, instalarem desconfiança, especialmente desconfiança injustificada, isso é muito ruim. A guerra psicológica pode inibir investimentos e retardar iniciativas."

Ex-presidente Lula: "Hoje você tem um problema, que é: o povo quer mais. Poderíamos estar melhor. E a Dilma vai ter de dizer isto claramente na campanha: como vamos melhorar a economia brasileira."

27 de abr de 2014

A desdita do rubro-negro que foi corno antes de ser campeão

BRASIL - Humor
A desdita do rubro-negro
que foi corno antes de ser campeão
Sorte no jogo, azar na cama. Vocês estão vendo chifres, na cabeça de leão, ou a história de um Timbu, disfarçado de urso, que não foi ao jogo da decisão, pois tinha coisa melhor a fazer.

Foto: Globo Esporte

CARENTES - As mulheres dos rubro-negros merecem todo o carinho e aconchego que se lhe possamos dar

Postado por Toinho de Passira
Baseado e adaptado num texto publicado no Facebook de Paulo Barros, também conhecido como Juquinha, Pauluca ou Dr. Paulo

CLODOMIR parecia o homem das cavernas. Há quatro anos sem fazer a barba, (promessa), para o Sport ser campeão. Na quarta feira passada, voltou para casa, logo após o final da partida. Queria fazer uma surpresa para Suzy, sua mulher, que constantemente reclamava da sua volumosa e horripilante barba. Logo ao chegar, correu para o banheiro e barbeou-se.

Entrou no quarto do casal, na ponta dos pés, sem fazer ruído, sem acender a luz. Deitou ao lado dela, que estava nua e languidamente adormecida, e se aconchegou.

Instantaneamente Suzy acordou sobressaltada, pois ele, num ato falho, fruto da privilegiada inteligência rubro-negra, havia se esquecido de desligar o radinho de pilha.

Recomposta do susto, a mulher acariciou carinhosamente o rosto dele, agora escanhoado e estranhamente não se surpreendeu. Ainda sonolenta, demonstrando preocupação, perguntou:

-... Você inda está aqui, Pauluca? Vai-te embora, o jogo já terminou, e daqui a pouco aquele corno barbudo vai chegar brabo e com o c... cheio de cachaça. Aquela bosta ganhou do nosso time.

Fecha a cortina rápido.



O episodio aqui romanceado, além de não reproduzir os nomes verdadeiros dos personagens da trama original, usa da imaginação para descrever cena que não testemunhamos (já havíamos ido embora). Portanto, apesar de sido baseado em fatos reais, qualquer semelhança, com pessoas e acontecimentos devem ser considerada mera coincidência. Ou não?

26 de abr de 2014

VADE RETRO! Papa Francisco foge do assédio de Renan Calheiros e de sua trupe endemoniada

BRASIL - VATICANO - Exorcismo
VADE RETRO! Papa Francisco foge do assédio de
Renan Calheiros e de sua trupe endemoniada
O Papa desconfiou que os políticos brasileiros estavam querendo usar a sua imagem nas campanhas eleitorais que se aproxima e resolveu driblar a turma de Renan que ficou chupando o dedo

Foto: ANSA

PREFERIU O POVÃO - Ao sair da Igreja, onde aconteceu a missa, o Papa Francisco, que deixou os políticos brasileiros para trás, não se furtou em cumprimentar e receber calorosas manifestações de carinho da multidão que estava do lado de fora.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Diário do Poder, O Globo, G1, Blog do Garotinho

O papa Francisco deixou inesperadamente a Igreja de Santo Início de Loyola, no centro de Roma, na noite desta quinta-feira, 24, após celebrar missa em ação de graças pela canonização do Padre Anchieta, cancelando uma cerimônia de beija-mão, na qual seria cumprimentado por 50 convidados, numa sala ao lado do altar. A informação é de José Maria Mayrink, enviado especial do jornal O Estado de S. Paulo.

Seguindo rigidamente a programação e o protocolo, o papa Francisco celebrou a missa em português, em homenagem a volumosa delegação brasileira, mas optou pelo espanhol na hora da homilia, prestigiando os conterrâneos de José de Anchieta, naturais das Ilhas Canárias, cerca de 90 pessoas entre autoridades, sacerdotes e fiéis.

Mas no final da cerimônia, na interpretação dos organizadores da cerimônia, Francisco ficou assustado com o assédio de políticos brasileiros que tentavam se aproximar quando ele falava com o vice-presidente da República, Michel Temer, que veio a Roma representando a presidente Dilma Rousseff.

Os políticos, que pelo protocolo não deveriam se aproximar naquele momento, eram Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e seus colegas Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Ana Rita (PT-ES), além do deputado Esperidião Amin (PP-SC) e o ex-senador Gerson Camata.

Tudo estava preparado para o beija-mão, mas Francisco caminhou até a porta principal do templo, onde foi aplaudido umas 100 pessoas que não tiveram acesso à missa e cercado por um grupo de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas, em meio a um pequeno tumulto.

Em vez de voltar para o beija-mão e de sair por uma porta lateral, o papa pegou seu carro de volta ao Vaticano sem explicações. Alguns convidados acharam que ele estava muito cansado, o que seria natural após a programação da Semana Santa.

Foto: Divulgação

FRUSTRAÇÃO - Renan foi a Roma e não viu o Papa

No seu Blog o deputado Anthony Garotinho, pré candidato ao governo do Rio, não deixa barato, e tirou o maior sarro com o incidente, diz que corre, em Brasília piadas sobre a ida de Renan Calheiros a Roma, onde participou no Vaticano da missa de canonização do Padre José de Anchieta.

Segundo ele, "Renan, que conseguiu o "milagre" de voltar a presidir o Senado mesmo depois de vários escândalos, agora quer saber o que precisa fazer para virar "santo"". Lembra que Renan que também esteve no Vaticano no ano passado, talvez tenha voltado porque daquela vez "não deu tempo de confessar todos os pecados".

Comenta por fim que o "Papa teria se assustou quando viu Renan Calheiros indo na sua direção, e saiu da capela apressadamente", como que tivesse visto o capeta (dizemos nós).

25 de abr de 2014

Argentina teria perdido US$ 6 bilhões
em exportações de carne em 4 anos

ARGENTINA - Economia
Argentina teria perdido US$ 6 bilhões
em exportações de carne em 4 anos
Por trás do desaparecimento da Argentina no ranking dos top ten de exportadores bovinos está a decisão do casal Kirchner de restringir desde 2006 as vendas de carne bovina para o exterior. Desde o início das restrições 130 frigoríficos fecharam suas portas, provocando a demissão de 206 mil pessoas, que trabalhavam. nos frigoríficos e em setores vinculados


“Boi esfolado”, óleo sobre tela do barroco holandês, Rembrandt van Rijn (1606-1669), em exposição no Museu do Louvre, Paris.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ariel Palacios
Fonte: Blog de Ariel Palacios - Estadão

A Argentina teria perdido US$ 6 bilhões em exportações de carne bovina nos últimos quatro anos. O anúncio foi feito pela Fundação Mediterrânea, uma das mais tradicionais instituições de estudos econômicos do país, que indicou que os motivos desta perda são a falta de um modelo exportador, a volatilidade do tipo de câmbio, além de uma política comercial externa adversa protagonizada pelo governo da presidente Cristina Kirchner.

A Fundação, em um relatório, sustentou que entre 2010 e 2013 as exportações de carne bovina Made in Argentinaforam de 130 mil toneladas em média por ano. Esse volume propiciou divisas equivalentes a US$ 1,07 bilhões por ano.

O cálculo dos economistas é que, se a Argentina não tivesse perdido diversos mercados no exterior pelas políticas de restrição às exportações do governo da presidente Cristina Kirchner, entre outros fatores, poderia ter exportado US$ 2,6 bilhões de carne bovina.

Segundo os economistas Juan Manuel Garzón e Nicolas Torre, a Argentina “perdeu o protagonismo que havia conseguido nos mercado internacionais de carne bovina e também desperdiçou o grande potencial exportador da cadeia de produção”.

Os economistas destacam que ao contrário da Argentina, o Brasil, que teve uma crise e uma desvalorização da moeda em 1999, conseguiu concatenar oito anos de crescimento das exportações de carne bovina, quase quintuplicando o volume.

FORA DO RANKING – Em 2013, pelo segundo ano consecutivo a Argentina ficou de fora do top ten do ranking dos principais exportadores mundiais de carne, produto do qual os argentinos são orgulhosos e consideram como um dos mais destacados emblemas nacionais. A Argentina, com apenas 180 mil toneladas de carne bovina exportadas, ficou no décimo-primeiro posto em exportações de carne.

Em 2009 a Argentina estava em quarto posto mundial de exportações de carne bovina, com 621 mil toneladas. Na época o México somente vendia ao exterior 51 mil toneladas. Mas, meia década mais tarde a Argentina vendeu ao exterior apenas 28,98% daquele volume. Na contra-mão, o México aumentou suas exportações, chegando ao patamar de 205 mil toneladas em 2013.

Por trás do desaparecimento da Argentina no ranking dos top ten de exportadores bovinos está a decisão do casal Kirchner de restringir desde 2006 as vendas de carne bovina para o exterior, praticamente impedindo as exportações por intermédio de um sistema de cotas e licenças internacionais.

O objetivo dessa política era redirecionar a carne para o mercado interno e provocar a queda de preços do produto, o quitute preferido no cotidiano gastronômico dos habitantes do país. Nunca antes na História econômica argentina um governo havia proibido as exportações de carne.

No entanto, as restrições para as exportações – além de provocar a perda de mercados no exterior – tiveram o efeito colateral de provocar a redução do estoque bovino argentino, que perdeu 10 milhões de cabeças. Milhares de produtores, desestimulados para continuar com essa atividade, passaram ao cultivo de soja.

Desde o início das restrições em 2006 130 frigoríficos tiveram que fechar suas portas por causa da crise no setor. Isso provocou a demissão de 16 mil trabalhadores de frigoríficos. Outras 190 mil pessoas, que trabalhavam em setores vinculados aos frigoríficos, foram atingidas indiretamente.

Um detalhe do lado direito do quadro de Rembrandt que quase sempre passa desapercebido.

INFLACIONADA - As restrições tampouco conseguiram o objetivo de diminuir o preço no mercado interno já que, segundo o Instituto de Promoção da Carne Bovina Argentina (Ipcva) entre fevereiro de 2013 e o mesmo mês deste ano os cortes de carne registraram um aumento de 33% a 51%. Os especialistas afirmam que os preços só não subiram mais porque o governo Kirchner impôs um congelamento de preços em diversas etapas desde fevereiro do ano passado.
*Alteramos titulo, acrescentamos subtítulo e legenda da publicação original

Datafolha mostrou empate entre Dilma, Aécio e Eduardo Campos, pesquisados apenas eleitores que conhecem os três candidatos

BRASIL - Eleição 2014
Datafolha mostrou empate entre Dilma, Aécio e Eduardo Campos, pesquisados apenas eleitores que conhecem os três candidatos.
Quem conhece Dilma vota em outro, revelou pesquisa. Eduardo Campos comemora ter aparecido melhor colocado e vitorioso num inevitável segundo turno. Ainda é uma premissa que precisa ser reafirmada nas próximas pesquisas de opinião, mais pôs combustível nos comitês dos candidatos

Ilustração Folha de S. Paulo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Notícia UOL, Folha de S. Paulo, O Globo, Blog do Reinaldo Azevedo

Pesquisa confirma o que dizem os candidatos quando repetem que agora ainda é cedo para analisar o cenário eleitoral, pois a maioria dos brasileiros ainda não está conectada à disputa de outubro e poucos eleitores conhecem neste momento todos os principais nomes na corrida pelo Palácio do Planalto.

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, realizada nos dias 2 e 3 deste mês, apenas 17% dos eleitores afirmam conhecer "bem" ou "um pouco" os três principais pré-candidatos a presidente: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

Nesse universo, o resultado final é muito diferente daquele apurado quando é considerado o total da amostra do instituto.

No cenário testado apenas com eleitores que conhecem os três principais candidatos, Campos fica com 28%. É seguido por Dilma, com 26%. Aécio pontua 24%.

Os três estão tecnicamente empatados, pois a margem de erro, nesse caso, sobe para cinco pontos percentuais, para mais ou para menos. No âmbito geral da pesquisa, essa margem chega a apenas dois pontos percentuais.

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, faz um alerta: "Os eleitores que conhecem os três candidatos são os que mais acessam o noticiário, ou seja, são os mais escolarizados, de renda mais alta etc. Nada indica que o eleitor típico de Dilma, ao conhecer Aécio e Campos, deixará de votar nela".

Ou seja, a oposição não terá certeza de sucesso se garimpar apoio apenas entre os que já conhecem e votam em Dilma sem saber direito quem são Aécio e Campos.

A jazida inexplorada de votos à disposição de adversários do PT –e também aberta para a própria presidente Dilma– está no vasto grupo de eleitores que não vota na candidata governista e ainda não conhece muito bem as opções em jogo para pensar em fazer uma mudança.

Em todos os cenários pesquisados pelo Datafolha, no levantamento completo, a petista pontua de 38% a 43% e aparece à frente dos demais candidatos. O restante dos eleitores prefere outros nomes, está indefinido ou vota em branco, nulo ou em nenhum candidato.

Ainda dentro do universo dos que dizem conhecer bem Dilma, Aécio e Campos, desaparece o amplo favoritismo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, registrado em todas as pesquisas até agora.

Quando é ele, e não Dilma, o candidato, seu percentual chega a 32%. Aécio e Campos pontuam 23% cada um.

Se Campos é substituído pela ex-ministra e ex-senadora Marina Silva como candidata do PSB a presidente, ela fica com 34% e lidera numericamente a pesquisa contra 23% de Dilma e 25% de Aécio –tudo no universo dos que dizem conhecer os três principais nomes na disputa.

Marina Silva também permanece competitiva se disputar nesse nicho eleitoral contra Lula e Aécio. Nesse cenário, a ex-senadora pontua 32%. O ex-presidente registra 29% e o tucano tem 24%.

Nessa semana, no entanto, o PSB confirmou que a chapa da legenda terá Campos como candidato e Marina na vaga de vice.

SEGUNDO TURNO

Nas simulações de segundo turno feitas pelo Datafolha com esse grupo de 17% dos eleitores que conhece Dilma, Aécio e Campos, os vitoriosos são sempre de oposição –com uma vantagem fora da margem de erro.

Numa eventual disputa entre Dilma e Aécio, a petista seria derrotada porque sua marca é de 31% contra 47% do tucano. Na hipótese de embate com Campos, o socialista registra 48% contra 31% da atual ocupante do Palácio do Planalto.

Resumindo: Eduardo e Aécio têm até outubro para se tornarem conhecidos em todo o Brasil, se quiserem ter alguma chance.

Os comitês de Eduardo Campos e de Aécio, encheram-se de esperanças, o de Dilma acendeu a luz vermelha.

22 de abr de 2014

Petrobras: Fatos e dados- Miriam Leitão

BRASIL - Opinião
Petrobras: Fatos e dados
Gabrielli, em entrevista ao "Estado de S. Paulo", afirmou que a empresa conseguiu a autossuficiência durante sua gestão. Faltou explicar em quê. É público que o Brasil é grande importador de petróleo, gás, gasolina, diesel, querosene de aviação. O déficit na conta de petróleo e derivados foi de US$ 27 bilhões em 2013.

Foto: Agência Estado

MANOBRA - Gabrielli, o ex-presidente, embaralha os fatos para defender sua gestão à frente da Petrobras

Postado por Toinho de Passira
Texto de Míriam Leitão e Alvaro Gribel
Fonte: Blog da Miriam Leitão

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli tem defendido não só a compra da refinaria de Pasadena mas exaltado sua gestão à frente da empresa. Mostra a evolução do valor de mercado da companhia, deixando a entender que o mérito foi todo seu. Os fatos e dados: as petrolíferas subiram no mundo inteiro nos anos 2000, puxadas pela alta do barril. Difícil é justificar a queda da Petrobras.

Durante os anos 90, a cotação do barril de petróleo se manteve baixa e as petrolíferas ficaram desvalorizadas. O preço médio do WTI no ano de 1990 foi de US$ 24,5. Em 1999, valia menos: US$ 19,1. Até 2002, continuou com cotação baixa, de US$ 26,1. Houve então a disparada nos preços, que atingiu o pico em 2008, pouco antes do estouro da crise internacional: US$ 31 (2004); US$ 41,4 (2005); US$ 56,4 (2005); US$ 66 (2006); US$ 72,2 (2007); US$ 99,5 (2008). O valor de mercado de todas as empresas subiu junto.

O aumento da cotação entre 2003 e 2008 aconteceu porque a China cresceu puxando o preço de todas as matérias-primas, como petróleo, minério de ferro, cobre, grãos. Além disso, a bolha financeira nos Estados Unidos e na Europa estimulava a compra de papéis ligados ao setor de commodities.

A Petrobras deu um salto. De acordo com o ranking internacional da Forbes, a cotação da empresa, que estava na casa de US$ 3 em 2002, chegou a US$ 62 em 2008. O mesmíssimo aconteceu com outras grandes do setor. A inglesa BP saltou de US$ 27 para US$ 55. A francesa Total subiu de US$ 19 para US$ 56. A americana Chevron foi de US$ 29 para US$ 81, apenas para citar três exemplos.

Ótimo a Petrobras ter acompanhado o movimento das grandes, mas Gabrielli conta como se tivesse encontrado a empresa quebrada e a salvado. Explica a queda como resultado da crise externa, mas não diz que a petrolífera, agora, está no sentido contrário ao seu setor. A ação da Petrobras cai há cinco anos, mesmo com um novo aumento dos preços do barril.

Com o estouro da crise americana, todas as petrolíferas tiveram quedas, assim como o barril de petróleo. Passado o pior momento, no entanto, a recuperação foi generalizada. Menos da Petrobras.

O preço médio do barril WTI caiu de US$ 99,5, em 2008, para US$ 61,6 em 2009. Voltou a US$ 97,9 em 2013. O movimento das empresas foi o mesmo. A BP teve queda de US$ 55 para US$ 31, entre 2008 e 2009, mas voltou para US$ 48 este ano. A Total tem o preço de ação hoje mais alto do que no auge de 2008: US$ 63. A Chevron também: a ação vale US$ 124. Muito acima do pico de 2008.

As ações da Petrobras despencaram nos últimos anos e estão na casa de US$ 14, longe do pico de US$ 62 de 2008. Ou seja, a empresa se descolou das demais porque o mercado passou a reagir às intervenções do governo, principalmente na política de preços.

Gabrielli, em entrevista ao "Estado de S. Paulo", também afirmou que a empresa conseguiu a autossuficiência durante sua gestão. Faltou explicar em quê. É público que o Brasil é grande importador de petróleo, gás, gasolina, diesel, querosene de aviação. O déficit na conta de petróleo e derivados foi de US$ 27 bilhões em 2013. Entre janeiro e fevereiro deste ano, mais US$ 5 bi.

O endividamento líquido aumentou 50% no ano passado e chegou a R$ 221 bilhões, o que já equivale a 3,5 vezes da geração de caixa da empresa, medida pelo Ebtida. Cerca de 64% das dívidas estão em dólar, o que deixa a Petrobras exposta à desvalorização cambial. Há prejuízos com a importação e venda de derivados, obrigatoriedade de compra de conteúdo nacional. Orçamentos cresceram em sua gestão, como o da refinaria Abreu e Lima.

Não há campanha contra a empresa, como ele sustenta. Nem ele foi o salvador da Petrobras. Os fatos mostram que num primeiro momento a companhia surfou na onda do mundo. Isso, aliado às descobertas de novas reservas — que resultaram de pesquisas feitas ao longo dos anos —, valorizou a empresa.

Depois "a maior capitalização da história do mundo" derrubou as ações. E houve ainda intervenções na gestão, negócios danosos e coisas piores, como as que estão sendo descobertas nas investigações da Polícia Federal e que levaram à prisão do ex-todo-poderoso Paulo Roberto Costa, ex-diretor da área de Refino e Abastecimento na gestão do próprio Gabrielli.

Esses são os fatos e os dados. O resto é tentativa de Gabrielli de, mais uma vez, usar a empresa em campanha política.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

*Alteramos o título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

15 de abr de 2014

Eduardo e Marina a chapa de oposição - Merval Pereira

BRASIL -
Eduardo e Marina a chapa de oposição
Postura que marcará a campanha da dupla foi definida pelo economista Eduardo Gianetti: essa chapa é a terceira via, uma alternativa para os eleitores que já estariam cansados da polarização entre PT e PSDB que vem marcando as disputas para a presidência da República desde 1994. Seguindo a linha de seus líderes, Gianetti disse que os avanços construídos tanto por FHC quanto Lula não foram seguidos pelo governo Dilma, frustrando assim o eleitorado.

Arte sobre foto de Ueslei Marcelino/Reuters

Atacando o fisiologismo e o "patrimonialismo", dos governos petistas, Eduardo pregou um pacto em torno de um programa de governo e disse que colocará fim à distribuição de cargos. “Quem nos apoiar não vai achando que terá um ministério para chamar de seu”, avisou o pessebista

Postado por Toinho de Passira
Texto de Merval Pereira
Fonte: Blog do Merval

A definição de que a chapa PSB e Rede é uma resposta ao autoritarismo do governo petista, que tentou inviabilizá-la de todas as maneiras, é uma postura de combate do ex-governador Eduardo Campos e mostra bem a linha de atuação que ele e a ex-senadora Marina Silva terão durante a campanha eleitoral.

Com o lançamento da chapa Campos-Marina, fica definido um dos principais postulantes pela oposição à sucessão da presidente Dilma, acabando a especulação de que a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva não aceitaria um posto inferior na chapa, ela que estaria em segundo lugar na corrida presidencial se fosse candidata isolada.

Marina aceitou ser vice de Campos, mas não se considera em plano inferior politicamente, tanto que disse que caminhará “lado a lado” com ele. Essa visão, antes de ser um complicador para a composição da chapa, é uma solução para que os eleitores “marinistas” não se sintam desprestigiados e possam trabalhar para a transferência de votos de Marina para a chapa que o ex-governador de Pernambuco encabeça.

Campos, em entrevista prévia ao lançamento da chapa “pura” – Marina filiou-se ao PSB depois de ter sido negado o registro da Rede, e repetiu ontem as críticas ao governo por tentar inviabilizá-la – teve uma boa saída para explicar sua dissidência, depois de ter participado dos dois governos de Lula e dos primeiros anos do de Dilma: “Esse governo decepcionou não só a mim, mas a muitos dos outros milhões que nele votaram”.

A outra postura que marcará a campanha da dupla foi definida pelo economista Eduardo Gianetti: essa chapa é a terceira via, uma alternativa para os eleitores que já estariam cansados da polarização entre PT e PSDB que vem marcando as disputas para a presidência da República desde 1994. Seguindo a linha de seus líderes, Gianetti disse que os avanços construídos tanto por FHC quanto Lula não foram seguidos pelo governo Dilma, frustrando assim o eleitorado.

Caberia agora a Campos e Marina dar prosseguimento a esses legados, com uma visão nova que incorporaria o melhor dos dois partidos. Essa postura, se levada ao pé da letra, pode isolar a chapa Campos e Marina, que ficaria sem apoios políticos para o segundo turno. Como pedir o apoio dos tucanos se eles forem alvos de ataques no primeiro turno?

Na carta de princípios esboçada está o compromisso de não fazer ataques pessoais aos adversários, o que poderá levar a que tanto Campos quanto Marina façam suas críticas no campo programático, o que seria uma novidade em eleições presidenciais recentes.

Foi esse estilo, no entanto, que levou a ex-senadora Marina Silva a ter uma grande votação em 2010, sem atacar mesmo a então candidata Dilma Rousseff, com quem se desentendeu no governo Lula. O próprio Lula comentou recentemente que compreendia a dissidência de Marina, pois acompanhou suas desavenças com Dilma no ministério.

Colocada como de oposição ao governismo, a candidatura de Campos caminha para tentar receber a maioria possível de votos dos eleitores de Marina, e terá na vice uma candidata atuante, que poderá ocupar palanques alternativos durante a campanha.

Há na política a definição de que vice não dá voto a ninguém, mas pode tirá-los. Marina está desafiada pelas circunstâncias eleitorais a provar o contrário quanto à transferência de votos. Mas terá que ter cuidados para não tirar votos de Campos em setores delicados na relação dos dois, que, segundo ela, ainda está sendo construída.

O agronegócio é um desses temas delicados que pode provocar desavenças durante a campanha, assim como a relação com os evangélicos. Marina citou ontem o fato de ser uma “mulher de fé”, mas garantiu que não faz do púlpito palanque. Tem a seu favor a campanha de 2010, em que não usou a religião para se promover, mas mesmo assim recebeu uma votação maciça dos evangélicos.

O problema para ela nesta eleição é que o pastor Everaldo, do PSC, está em campanha assumidamente como candidato evangélico, e quando um irmão é candidato, a maioria dos votos vai para ele, como demonstram as pesquisas do professor Cesar Romero Jacob, diretor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, que lançou o e-book Religião e Território no Brasil: 1991/2010 da Editora da PUC.

Ao analisar as transformações no perfil religioso da população brasileira, com o crescimento do número de evangélicos no país, esse trabalho é útil para o entendimento do cenário eleitoral. Marina não fez campanha como evangélica, mas as igrejas evangélicas fizeram campanha para ela, o que significou boa parte de seus votos, que agora serão disputados pelo pastor Everaldo.
*Alteramos título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

Bilhões de libras ilegais, oriundos da prostituição e das drogas, serão incluídas no calculo do PIB britânico

GRÃ-BRETANHA - Economia
Bilhões de libras ilegais, oriundos da prostituição e das drogas, serão incluídas no calculo do PIB britânico
União Europeia concluiu que não há razão para ignorar o dinheiro ganho de forma ilegal, uma vez que ele circulará de qualquer modo na economia. E se o Brasil fizer o mesmo...?

Foto: Bertrand Langlois / AFP / Getty Images

TRABALHO DURO - Profissionais do sexo fazem passeata em Londres, exigindo respeito.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: BBC Brasil

No final deste ano a economia da Grã-Bretanha receberá um impulso de 10 bilhões de libras (cerca de R$ 37 bilhões). Esse dinheiro, no entanto, não entrará na contabilidade oficial do PIB, já que é fruto do comércio ilegal de drogas e da prostituição. Mas a União Europeia recomenda refazer as contas e considerar essas cifras.

Os cálculos são do Office for National Statistics (ONS), órgão responsável pelas estatísticas da Grã-Bretanha. Segundo a contagem oficial, são 3 bilhões de libras (R$ 11 bilhões) vindas da prostituição e 7 bilhões (R$ 26 bilhões) de drogas ilegais.

A União Europeia declarou que atividades ilegais precisam ser incluídas nas contas nacionais para que comparações entre países possam ser feitas. Na Holanda, por exemplo, são permitidas algumas drogas proibidas em outros países da Europa, e a prostituição é legalizada.

Levando em consideração que a alocação do orçamento da União Europeia é baseada no tamanho da economia de um país, medida de acordo com seu produto interno bruto (PIB), a União Europeia quer ter certeza de que todos os países estão calculando o PIB da mesma maneira.

A inclusão de atividades ilegais no PIB é uma das diversas mudanças que serão introduzidas às contas nacionais por toda a Europa a partir de setembro. Só serão incluídas as atividades em que ambas as partes são, pelo menos nominalmente, participantes voluntários.

A princípio, a Grã-Bretanha só irá calcular os rendimentos provenientes da produção de cannabis, do tráfico de drogas e da prostituição, mas espera-se que o trabalho ilegal, apostas, pirataria de software e transporte de bens roubados também sejam, eventualmente, incluídos.

Foto: Alex Segre / Rex Features

DUBIEDADE - Na Grã-Bretanha a venda de sexo não é ilegal, mas bordéis e prostituição de rua são proibidos.

COMO MEDIR

A autoridade europeia de estatísticas, a Eurostat, já divulgou amplas orientações sobre como medir atividades ilegais. O órgão considera que o consumo de todas as drogas ilícitas e serviços de prostituição entram na contabilidade de consumo das famílias na formação do PIB.

A Eurostat recomenda, por exemplo, que se meça o lucro da prostituição a partir de dados coletados junto à oferta (prostituta), por considerar essa uma estratégia mais confiável do que a de coletar junto à demanda (clientes). Só devem ser contabilizados os lucros de profissionais do sexo que tenham residido no país por mais de um ano.

Para o órgão europeu, o cálculo das atividades ilegais é importante para determinar, por exemplo, o destino de boa parte do dinheiro ganho de forma legal (e que pode ser gasto em atividades ilícitas, como prostituição e consumo de drogas).

Da mesma forma, há um grande consumo de serviços legais (jurídicos, por exemplo) dos quais não há informações sobre a origem (que pode ser ilegal).

Em outras palavras, União Europeia concluiu que não há razão para ignorar o dinheiro ganho de forma ilegal, uma vez que ele circulará de qualquer modo na economia.

Supomos que se o Brasil começar a incluir o dinheiro do tráfico, da prostituição e da corrupção no calculo do nosso PIB, nós vamos para a estratosfera. Não causaria espanto se constatarmos que a nossa economia ilegal é maior que que a economia formal.


*Alteramos o título, acrescentamos subtítulo e comentários adicionais, mais fotos e legendas à publicação original

14 de abr de 2014

As mentiras do discurso de Dilma sobre a Petrobras - Reinaldo Azevedo

BRASIL - Opinião
As mentiras do discurso de Dilma sobre a Petrobras.
Ou: Governante tem o direito de mentir?
Desafio Dilma e o PT a apresentar uma miserável evidência de que se tentou privatizar a Petrobras. Privatizada ela está hoje: transformou-se numa soma de feudos, distribuídos entre partidos políticos: PT, PP, PMDB, PTB…

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Em Suape, Dilma faz discurso em defesa da Petrobras e ataca oposição. João Paulo, candidato do PT a Senador, faz o papagaio de pirata

Postado por Toinho de Passira
Texto de Reinaldo Azevedo
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

Nesta segunda, a presidente Dilma participou da inauguração de navios petroleiros no porto de Suape, em Pernambuco, terra de um de seus futuros adversários na disputa presidencial, Eduardo Campos. E resolveu deitar falação sobre a Petrobras, segundo leio na Folha. Afirmou: “Não hesitarei em combater o malfeito, a ação criminosa, corrupção ou ilícito de qualquer espécie. Mas também não ouvirei calada a campanha negativa, por proveito político, em ferir a imagem dessa empresa que o povo construiu com suor e lágrimas”.

Há duas verdades ai e duas mentiras. Primeira verdade: a Petrobras está eivada de malfeitos, ações criminosas, corrupções e ilícitos. Segunda verdade: a empresa foi construída com o suor e lágrimas dos brasileiros. Ainda que Dilma esteja plagiando Churchill, isso é verdade. Primeira mentira: a presidente hesitou, sim, em defender a Petrobras, tanto que deixou de apurar a compra da refinaria de Pasadena e ainda deu emprego para o executivo que, segundo ela própria, foi o responsável pela operação. Segunda mentira, não existe campanha nenhuma contra a empresa. Campanha contra a Petrobras fazem os larápios que lá estão incrustados.

Mas Dilma foi mais longe na impostura. Disse ainda: “Desde o inicio da empresa, teve gente sendo contra, dizendo que não havia petróleo no Brasil. Depois, mudaram o discurso, e chegaram a dizer que havia petróleo demais para ser controlado por uma empresa pública. Era uma forma sorrateira que prepararam para a Petrobras parar em mãos privadas. Foi um processo tão requintado, que foi interrompido pela pressão externa, que chegaram a fazer a troca do nome da empresa. Queriam chamar ela de ‘Petrobrax’, sonegando a sílaba que é nossa identidade. Bras, de Brasil”.

É a mentira mais escandalosa de todas. Desafio Dilma e o PT a apresentar uma miserável evidência de que se tentou privatizar a Petrobras. Privatizada ela está hoje: transformou-se numa soma de feudos, distribuídos entre partidos políticos: PT, PP, PMDB, PTB… Eles vão usando a estatal para cuidar de seus próprios interesses. Em sua fala, Dilma sugeriu que as sem-vergonhices na estatal são ações isoladas, coisas deste ou daquele. Mentira também! O PT está afundando a Petrobras porque usa a estatal para distribuir prebendas políticas e para manter unidos os partidos da base aliada.

Venham cá: por que vocês acham que um partido político quer tanto ter direções de áreas técnicas de estatais? Como é que isso poderia ajudar a legenda? A resposta é simples: essa diretoria, fatalmente, terá de comprar coisas, de construir obras, de contratar serviços e consultorias. O dinheiro sai da corretagem.

Privatizada, no sentido mais vagabundo da palavra, que é o único que o PT conhece — já que execra o virtuoso —, a Petrobras está hoje. Ela precisa voltar a ser uma empresa pública.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

12 de abr de 2014

Era uma Major da PM do Rio, a loira armada que saltou de carro para impedir vândalos de incendiar ônibus

BRASIL - Inusitado
Era uma Major da PM do Rio, a loira armada que saltou de carro para impedir vândalos de incendiar ônibus
A cena cinematográfica mostra a major subcomandante do 22.º Batalhão (Maré), em ação quando estava a caminho do trabalho

Foto: Bruno Gonzalez/Agência O Globo

Major da PM Fabiana Silva desce do carro e saca arma durante confusão em reintegração de posse

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Extra, Programa Fátima Bernardes, Estadão, Folha de S. Paulo, Notícias Bol

O flagrante feito pelo fotografo Bruno Gonzalez, da Agência O Globo, parece cena de filme, de calça branca, empunhando uma pistola, uma loura corria com desenvoltura apesar do sapato de vermelho de salto alto, tentando impedir um grupo que tentava atear fogo a um ônibus, nas cercanias de onde houvera um confronto da Polícia com invasores, durante uma reintegração de posse, no Engenho Novo, Rio de Janeiro.

Todos os dias, a major da PM do Rio Fabiana Silva, 36, atravessa a cidade das zonas oeste (Jacarepaguá) a norte para chegar ao trabalho, no Batalhão da Maré. Nesta sexta, no meio do caminho, sentiu-se na obrigação de agir independente de estar fardada, cumpria ali sua função de impedir atos ilícitos. Depois de, quem sabe, ter evitado que outro veículo fosse incendiado, a major seguiu para o Batalhão da Maré, onde coordena uma equipe de 400 policiais.

Vaidosa mesmo de farda, a major Fabiana costuma usar um coturno com salto. Junto aos carregadores de munição carrega sempre um batom.

Mãe de dois meninos e casada com um capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais), ela costuma dizer que, em casa, se sente como uma "rainha".

Na PM, a major também tem prestígio. Há alguns meses o comandante da PM, coronel Luís Castro e o comandante das unidades da capital, Rogério Leitão, foram ao batalhão da Maré para sua festa de aniversário.

Mas em 2009 Fabiana Silva foi um dos 11 policiais punidos administrativamente pela PM por prestarem serviço de segurança à Liesa (Liga das Escolas de Samba do Rio), criada pelos bicheiros cariocas para cuidar do carnaval.

Foto: Captura de vídeo

Na véspera a Major Fabiana Silva esteve no Programa de Fátima Bernardes, numa reportagem que falava da dubiedade de ser policial e mulher. Foi mostrado que no closet da Major, estão enfileirados, juntos aos coturnos militares, cerca de 70 pares de sapatos, todos de saltos altíssimos, como o vermelho da foto do O Globo

VEJA: Ex-diretor da Petrobras, atualmente preso, fez fortuna vendendo facilidades na estatal

BRASIL - Corrupção
VEJA: Ex-diretor da Petrobras, atualmente preso,
fez fortuna vendendo facilidades na estatal
A reportagem de VEJA teve acesso a uma parte do material apreendido pela Polícia Federal nos domínios do engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino da Petrobras, preso na operação Lava Jato, a mesma que levou para a cadeia o doleiro Alberto Youssef e apagou de vez a fulgurante, à sua moda, carreira do deputado petista André Vargas. Documentos revelam que Paulo Roberto Costa intermediou interesses de grandes empreiteiras dividindo o lucro com políticos. A reportagem, de seis páginas, é a capa da revista desta semana.

Foto: Helia Scheppa/JC Imagem

ARRECADADOR – O engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, tinha uma missão extraoficial conferida pelo partido que o indicou ao cargo, o PP: articulava com empresas e fornecedores da estatal ajuda financeira para campanhas políticas

Postado por Toinho de Passira
Trecho da reportagem de Rodrigo Rangel e Hugo Marques
Fonte: Veja

O macacão corta-fogo laranja com o nome impresso sobre o bolso, o logo com o nome da Petrobras em verde sobre fundo branco, o olhar confiante e o gesto firme apontando com precisão o objetivo. Tudo na foto ao lado transmite a ideia de um líder da empresa que orgulha os brasileiros, provavelmente um diretor técnico de alto calibre, um PhD em mineralogia ou um engenheiro premiado por inovações tecnológicas originais que ajudaram o petróleo a brotar mais facilmente das profundezas, contribuindo, assim, para aumentar dramaticamente o valor da companhia. As aparências enganam. A imagem ao lado já foi anexada ao melancólico histórico de corrupção no mundo oficial do Brasil. Ela viaja o mundo pelas agências noticiosas com o homem identificado na legenda como Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras preso pela Polícia Federal, personagem central do escândalo de pagamento de propinas a políticos.

A RELAÇÃO DOS COLABORADORES

Mendes Júnior – A anotação diz que o dono da empreiteira está “disposto a colaborar”. Procurada, a empresa informa que mantém contrato de prestação de serviços de engenharia com a Petrobras, mas desconhece a colaboração

UTC/CONSTRAN – A anotação informa que a empreiteira “já está colaborando”. A UTC afirma que desconhece a colaboração e que não comenta anotações de terceiros

ENGEVIX – A anotação diz que a empresa “já teve conversa com candidato”. A empreiteira assegura que desconhece tal lista e que suas doações eleitorais seguem a legislação

IESA – A anotação informa que a empresa “vai colaborar a partir de junho”. A companhia afirma que seu presidente da área de óleo e gás conhece Paulo Roberto Costa, mas não fez doações eleitorais

HOPE RH – A anotação diz que a empresa “já vem ajudando e vai ajudar mais a pedido do PR”. A prestadora de serviços na área de recursos humanos não respondeu aos questionamentos

TOYO-SETAL – A anotação diz que a empresa começa a ajudar “a partir de março”. A firma de engenharia naval também não respondeu

Na semana passada, vazaram as primeiras informações obtidas pelos policiais no exame ainda superficial da agenda, algumas planilhas e outros documentos apreendidos com Paulo Roberto Costa. O conteúdo é explosivo. Mas os investigadores que cuidam do caso dizem que se trata apenas de um pequeno trecho do propinoduto que o preso operava na Petrobras, tendo de um lado corruptores, do outro, corruptos e ele no meio fazendo a integração entre as duas partes do empreendimento criminoso.

De 2003 a 2012, o engenheiro Paulo Roberto Costa dirigiu a área de Abastecimento da Petrobras, que comanda um orçamento bilionário e lida com as maiores empresas do Brasil e do mundo. Pelo volume de dinheiro movimentado e os múltiplos interesses envolvidos, é o lugar perfeito para aninhar uma quadrilha de corruptos. A Polícia Federal descobriu que Paulo Roberto, um doleiro, políticos e prestadores de serviços estão interligados em um consórcio criminoso montado para fraudar contratos na Petrobras, enriquecer seus membros e financiar políticos e partidos.

Paulo Roberto Costa é o que em Brasília se chama de “indicado político”. É assim que ele aparece na ata de uma reunião com seus advogados pouco depois de sair da Petrobras. Está lá, em um dos recortes estampados na página 70 — escrito a mão por quem secretariou a reunião —, a preocupação extra dos causídicos com o fato de o doutor Roberto ter ocupado cargo de “indicação política” na Petrobras. Por essa razão seria muito arriscado ir adiante com o plano de abrir uma “offshore”, eufemismo para empresa-fantasma em algum paraíso fiscal. Em outro trecho, registra-se a recomendação de que, ele abrindo uma empresa, a “holding” deveria ser colocada em nome da mulher e das filhas. São típicos cuidados de quem está se metendo em um negócio obscuro, com finalidade não muito clara e, definitivamente, com o objetivo de ser mantido longe dos olhos das autoridades. Enfim, uma atividade típica de alguém que chegou a uma estatal ou órgão público não pela competência técnica, mas por “indicação política”.

Foi o Partido Progressista, o PP, uma das agremiações que apoiam o governo, que instalou Paulo Roberto Costa na estratégica diretoria da Petrobras. No que é um dos grandes contos de fadas do Brasil oficial, o papel do indicado político é explicado pela necessidade de os políticos terem quem resolva problemas paroquiais deles e dos eleitores. No caso do indicado político do PP na Petrobras, a explicação era que ele poderia eventualmente facilitar a outorga de uma autorização de funcionamento para um posto de gasolina. Só isso? No mundo da fantasia, sim. No universo da mentira tacitamente aceita como parte do jogo político, sim. Mas o homem do macacão laranja, do olhar confiante e gesto firme talvez nunca tenha sabido o que é preciso para abrir um posto de gasolina. Os documentos que a Polícia Federal encontrou em seu escritório começam a revelar as verdadeiras atividades de um sujeito que desembarca em uma estatal ou ministério como “indicação política”. Paulo Roberto Costa foi colocado na Petrobras para intermediar negócios entre empreiteiras e outras empresas com a estatal brasileira de petróleo e, assim, abastecer o propinoduto ligando corruptores a corruptos.

VEJA teve acesso ao material apreendido pela Polícia Federal. Ele revela os verdadeiros motivos por trás da disputa acirrada dos partidos para indicar um afilhado, um amigo ou um correligionário para um cargo público. As anotações na agenda do engenheiro apontam uma contabilidade financeira envolvendo políticos. Numa delas, Paulo Roberto registra o repasse, em 2010, de 28,5 milhões de reais ao PP, o partido responsável por sua indicação ao cargo.

10 de abr de 2014

Pasmem: flagraram Almir Borrachinha consultando um reumatologista

BRASIL - Pernambuco - Reminiscência
Pasmem: flagraram Almir Borrachinha
consultando um reumatologistaa
Há quem veja na notícia sinal do armagedom bíblico, o fim dos tempos está próximo

J Bone

Homem-borracha, Plastic Man, o herói de quadrinho americano
inspirando no nosso Almir Borrachinha

Postado por Toinho de Passira

Mais um sinal do final dos tempos: por fonte segura e inquestionável, recebemos a notícia bombástica de que o famoso Almir Borrachinha, o mais flexível dos mortais, foi flagrado, no fim do mês passado, na sala de espera de um renomado reumatolgista.

Questionado pela reportagem, declinou e tentou passar a mensagem de que estava ali acompanhando a esposa, e essa sim seria a cliente. Mas, quase instantemente, voltou atrás, contrastando com a sua flexibilidade corporal seu caráter rígido, não permitiu, manter a mentirinha social. Deu-se apenas a permissão de amenizar dizendo que a consulta tinha mais caráter preventivo que curativo. Estava apenas sentindo alguns desconfortos.

Guardamos essa noticia durante todo esse tempo, para não constranger o super-herói da nossa juventude. Mas, a comichão do bichinho da informação, que atormenta os jornalistas que sonegam noticia de interesse público, acabou vencendo. Esperamos que Borrachinha nos perdoe. Afinal ele não tem nada para esconder, nem a obrigação de ser flexível a vida toda.

Gostamos de lembrá-lo embaraçando, o morável Marcha Lenta, nosso instrutor de judô, que não conseguia fazê-lo render-se diante do mais apurado armlock, a dolorida chave de braço.

Fora de sua especialidade, apreciávamos também, sua parceria como Fernando Juquinha, unidos para zoar com Ricardo Blindado, simulando uma banda de escoceses tocando gaita de fole, abrindo caminho para o pseudo-britânico amigo. Se a gaita de fole solfejada de Juquinha beirava a perfeição, o tarol oral de Borrachinha em nada deixava a desejar.

Por outro lado com um moderado e autentico british smile, Blindado curtia a gozação junto a galera que delirava.

Eramos muito felizes e não sabíamos.

No mais, desejamos a Borrachinha pronto restabelecimento, e a manutenção do humor. Pode ter certeza, flexível ou inflexível, você será sempre o nosso super-herói.


O homem borracha se dando bem

9 de abr de 2014

Vem, Lula, vem - Elio Gaspari, O Globo

BRASIL - Opinião
Vem, Lula, vem...
Vitorioso, o PT terá 16 anos ininterruptos de poder. Isso jamais aconteceu na História brasileira e não fará diferença se esse mandato for exercido por Lula ou Dilma. Pelo contrário, para o bem ou para o mal, ele representa melhor a estrela que fundou do que ela, uma convertida tardia. Destacar que parte do desgaste que está corroendo a doutora Dilma é dele e foi-lhe jogado no colo. Afinal, o mensalão e as petrorroubalheiras nasceram na sua administração.

Foto: Marcos Alves / Agência O Globo

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula no evento de comemoração
de 10 anos do PT no poder, em fevereiro, em São Paulo

Postado por Toinho de Passira
Texto de *Elio Gaspari
Fonte: Blog do Noblat

Quem viu a final do vôlei masculino das Olimpíadas de Londres há de se lembrar. O Brasil ganhara dois sets e faltava só fechar um ponto para levar o ouro, quando o técnico russo botou Dmitry Muserskiy (2,1 metros) na quadra. Resultado: a Rússia fez o ponto, levou os dois sets seguintes e ficou com o ouro. Se o PT achar que a reeleição de Dilma corre perigo, deixará Lula no banco para agradar a seus adversários?

Tudo ficaria melhor se Lula saísse como candidato a presidente. Por cinco razões:

1) Porque é maior de idade e está no exercício de seus direitos políticos.

2) Porque o “Volta Lula” vem enfraquecendo o governo do poste que ele ajudou a botar no Planalto.

3) Porque uma parte do desgaste que está corroendo a doutora Dilma é dele e foi-lhe jogado no colo. Afinal, o mensalão e as petrorroubalheiras nasceram na sua administração.

4) Porque a outra parte do desgaste da doutora está associada ao mito da gerentona, criado por ele. Afinal, é a “Mãe do PAC”.

5) Porque a transformação do PT num aparelho arrecadador de fundos teve o seu permanente beneplácito, tanto durante os oito anos em que esteve na Presidência, como depois. O deputado André Vargas não é um ponto fora da curva, mas uma luzinha dentro da estrela vermelha.

As urnas decidirão se o PT deve receber um novo mandato presidencial. Quatro anos de Dilma mostraram que o poder é mais do partido do que do ocupante do Planalto. Isso não deriva de qualquer malignidade intrínseca do comissariado, mas do fato que ele é o único partido organizado do país. Se os outros não se organizaram e o máximo que fazem é combinar jantares, o problema é deles.

Vitorioso, o PT terá 16 anos ininterruptos de poder. Isso jamais aconteceu na História brasileira e não fará diferença se esse mandato for exercido por Lula ou Dilma. Pelo contrário, para o bem ou para o mal, ele representa melhor a estrela que fundou do que ela, uma convertida tardia.

A entrada de Lula na disputa daria maior clareza à escolha. Se ele é um político prestigiado, com 37% dos entrevistados pelo Datafolha dispostos a votar em quem tiver seu apoio, torcer para que fique no banco de reservas é uma ilusão.

Chegou-se a abril e os dois candidatos da oposição produziram apenas listas de celebridades e palavrório. Sabe-se mais das diferenças entre os prováveis candidatos republicanos para a eleição americana de 2016 do que das plataformas de Aécio Neves e Eduardo Campos.

Há pouco a Câmara aprovou uma medida provisória com centenas de contrabandos. Entre eles, mais uma estia para sonegadores de impostos e um mimo para os planos de saúde que não cumprem os contratos que vendem aos clientes. Isso só foi conseguido por um acordo de lideranças parlamentares, com o apoio das bancadas oposicionistas.

Nas três últimas eleições presidenciais os candidatos tucanos escondiam Fernando Henrique Cardoso, sem explicar por quê. Agora, Aécio Neves e Eduardo Campos escondem que fazem oposição a Lula. Talvez acreditem que só devem falar claro às vésperas da eleição, seguindo protocolos estabelecidos pelos marqueteiros. Nas eleições anteriores fizeram isso e, derrotados, procuraram culpar essa nova modalidade de astrólogos.
Elio Gaspari é jornalista.
Alteramos o título, acrescentamos subtitulo, foto e legenda à publicação original

8 de abr de 2014

Faltando seis meses para eleição, Datafolha confirma tendência de queda na popularidade de Dilma Rousseff - Merval Pereira - O Globo.

BRASIL - Opinião
Faltando seis meses para eleição, Datafolha confirma tendência de queda na popularidade de Dilma Rousseff
A presidente Dilma está perdendo a eleição, por enquanto, para ela mesma. A possibilidade de vencer no primeiro turno, ainda mantida, está se reduzindo: a diferença para o conjunto de seus adversários, que na pesquisa anterior do Datafolha estava em 14 pontos, hoje caiu para 6 pontos, sem que os adversários tenham crescido consistentemente.

Foto: Divulgação

O problema específico de Eduardo Campos é que a senadora Marina Silva, às vésperas de ser anunciada como sua vice, surge novamente como a única capaz de levar a esta altura a disputa para o segundo turno, com 27% da preferência do eleitorado.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Merval Pereira
Fontes: Blog do Merval

O problema tanto para Dilma quanto para os candidatos oposicionistas Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos do PSB, é que, no momento, por paradoxal que pareça, o símbolo da mudança por que tanto anseiam os brasileiros é o ex-presidente Lula, que aparece em dois dos cenários da pesquisa Datafolha como o grande vencedor, com variação de apoio entre 48% a 52%, mesmo caindo quatro pontos nos dois cenários. Lula, com 19%, é também o candidato com menor índice de rejeição, enquanto Dilma, Aécio e Campos todos estão na mesma faixa de 33%.

O problema específico de Eduardo Campos é que a senadora Marina Silva, às vésperas de ser anunciada como sua vice, surge novamente como a única capaz de levar a esta altura a disputa para o segundo turno, com 27% da preferência do eleitorado.

A presidente Dilma está perdendo a eleição, por enquanto, para ela mesma. A possibilidade de vencer no primeiro turno, ainda mantida, está se reduzindo: a diferença para o conjunto de seus adversários, que na pesquisa anterior do Datafolha estava em 14 pontos, hoje caiu para 6 pontos, sem que os adversários tenham crescido consistentemente.

O candidato do PSDB Aécio Neves ficou parado, Eduardo Campos, do PSB cresceu apenas um ponto e o conjunto dos candidatos nanicos subiu um ponto. Se por um lado a tendência de estagnação dos candidatos mais fortes mostra que o eleitorado ainda não encontrou neles a alternativa que busca para substituir Dilma, por outro a pesquisa Datafolha confirma uma tendência de queda na popularidade da presidente Dilma e na avaliação de seu governo que é perigosa a seis meses da eleição, sem que haja notícia boa para a presidente no horizonte.

Ao contrário, Dilma tem uma série de problemas pela frente, desde a aceleração da inflação, já percebida pela população, à possibilidade de racionamento de energia, até questões imprevisíveis como as manifestações na Copa do Mundo. A expectativa negativa em relação à inflação cresceu 20 pontos percentuais em 12 meses, sendo que hoje 65% dos consultados acham que a inflação vai aumentar.

A sensação de insatisfação é revelada em uma série impressionante de indicadores, como já acontecera na pesquisa anterior do Ibope que mostrou queda no nível de avaliação do governo em todas as áreas pesquisadas, da saúde à segurança pública, atingindo até mesmo o emprego, que no momento tem um nível oficial positivo recorde.

Na pesquisa do Datafolha o medo do desemprego também subiu 14 pontos. Nada menos que 72% querem que o próximo presidente atue de maneira diferente de Dilma, e a frustração com sua administração está refletida no índice de 63% dos brasileiros que dizem que Dilma faz pelo país menos do que eles esperavam, aumentando em cerca de 80% o índice de um ano atrás.

O resultado de certa maneira representa um alívio para o candidato tucano Aécio Neves, que temia que, tendo a pesquisa sido feita durante o período em que estava na televisão a propaganda eleitoral do PSB de Eduardo Campos, o ex-governador de Pernambuco pudesse abrir uma vantagem.

Como isso não aconteceu, e Aécio permaneceu no mesmo patamar da última pesquisa, o tucano continua sendo o adversário mais próximo de Dilma, embora seja também até agora o candidato tucano com menor índice nas pesquisas de opinião no mês de abril anterior às eleições. A propaganda oficial do PSDB começa nesta segunda-feira, e o partido espera alavancar sua candidatura com o programa nacional na televisão.

Eduardo Campos continua sendo o menos conhecido dos candidatos, o que faz com que permaneça no horizonte a esperança de melhorar de posição à medida do desenvolvimento da campanha.

O problema maior está mesmo com Dilma Rousseff, que terá que lidar com o aumento da campanha pela volta de Lula dentro do PT.
*Alteramos título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

6 de abr de 2014

Confirmado definitivamente: Joaquim Barbosa não é candidato a nada, nas próximas eleições

BRASIL - Eleição 2014
Confirmado definitivamente: Joaquim Barbosa
não é candidato a nada, nas próximas eleições
O presidente do Supremo Tribunal Federal deixou passar os prazos legais, sem que renunciasse ao cargo, nem se filiasse a qualquer partido político. Agora, mesmo que quisesse, não poderia mais participar, como candidato, no próximo pleito. No futuro, quem sabe?

Charge: Aroeira

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Yahoo Notícia

Contrariando prognósticos de colegas da Corte, de políticos, rumores e fofocas, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, não renunciou nesta sexta-feira, 04, ao cargo, prazo limite para magistrados deixarem os postos a fim de concorrer nas eleições de outubro. Caso renunciasse, teria ainda de se filiar na manhã do sábado, a um partido político a fim de se habilitar ao pleito.

Ele chegou cedo ao Supremo, cumpriu uma agenda normal de despachos e deixou o tribunal por volta das 17h30.

Barbosa teria que ter protocolado até o final desta sexta o pedido de aposentadoria ou exoneração - uma vez que não há expediente no STF no sábado.

A atuação do presidente do Supremo no julgamento do mensalão despertou interesse de partidos políticos. Os rumores de que Barbosa largaria a Corte cresceram no final de fevereiro, com o julgamento de recursos do mensalão. Na ocasião, com pose de candidato, segundo colegas de tribunal, ele fez um "alerta à nação brasileira" ao criticar a "sanha reformadora" após o tribunal livrar oito réus do crime de formação de quadrilha.

A pedido do pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo, a ex-corregedora Nacional de Justiça Eliana Calmon sondou Barbosa para que ele se filiasse ao partido, a fim de concorrer a algum cargo eletivo no Rio de Janeiro, domicílio eleitoral do ministro. A intenção era lançá-lo ao Senado Federal.

Em entrevista no final de fevereiro, o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, admitiu que tinha "grande interesse" em filiá-lo. Mas negou tê-lo convidado também para concorrer ao Senado, nas eleições majoritárias do Rio de Janeiro.

Alheio a essas suposições, Joaquim Barbosa já tem agenda oficial marcada como presidente do Supremo para as próximas semanas. Na segunda-feira, ele foi convidado para participar de um evento da Unesco no Rio de Janeiro sobre liberdade de expressão. Constam também solenidades e eventos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No dia 5 de maio, ele deve participar, na Itália, do encontro da Comissão Europeia para a Democracia através do Direito, mais conhecida como Comissão de Veneza, cidade-sede da reunião.

Mesmo não saindo da Corte neste momento, Joaquim Barbosa tem dado sinais de que poderá deixar o tribunal após o término da sua gestão na presidência, em novembro. Barbosa faz 60 anos em outubro. Pela Constituição, ainda teria direito de ficar mais 10 anos de tribunal. Contudo, ele já admitiu a pessoas próximas que não deve ficar no Supremo por tanto tempo ainda.

Na verdade, entre outras coisas, ele não suportaria ficar debaixo do tacão do próximo presidente da corte, o seu quase desafeto, Ricardo Lewandowski, que deverá a partir da posse, procurar de todas as maneiras facilitar a vida dos condenados do mensalão.

A fotografa alemã, Anja Niedringhaus, da Associated Press, é morta em ataque terrorista no Afeganistão

AFEGANISTÃO - ALEMANHA
A fotografa alemã, Anja Niedringhaus, da Associated Press, é morta em ataque terrorista no Afeganistão
A jornalista, muito experiente em atuar em áreas de conflito, desde a guerra do Iraque, cobria os preparativos das eleições afegã, acompanhada da jornalista canadense, Kathy Gannon, que saiu ferida no atentado. Um oficial da polícia disparou contra elas, propositalmente, dentro de uma base militar, onde aguardavam para acompanhar um comboio de funcionários do serviço eleitoral.

Foto: Peter Dejong/Associated Press

Anja Niedringhaus, da Associated Press, morta, nesta sexta,
durante a cobertura das eleição no Afeganistão

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Yahoo News, Associated Press, Huffington Post, The Guardian, CTV News, Huffington Post, Deutsche Welle

A fotógrafa alemã, Anja Niedringhaus, de 48 anos, da agência de notícias Associated Press (AP), morta nesta sexta-feira no leste do Afeganistão por um policial, enquanto cobria a preparação do primeiro turno da eleição presidencial, era aclamada internacionalmente, pelo seu trabalho no fotojornalismo, tendo inclusive ganhado prêmio Pulitzer em 2005, o Oscar do jornalismo, por sua cobertura do conflito no Iraque.

Niedringhaus estava acompanhada da colega fotografa canadense Kathy Gannon, 60 anos, que também foi alvejada. Gannon é correspondente da Associated Press no Afeganistão e Paquistão, há quase trinta anos, foi atingida por três disparos que lhe atingiram no ombro e punho. Ela foi atendida em um hospital militar de Cabul, e não corre risco de morte.

Este é o segundo ataque recente contra jornalistas ocidentais no Afeganistão. No dia 11 de março o repórter sueco Nils Horner foi morto a tiros.

Em 20 de março, o jornalista da AFP Sardar Ahmad, sua mulher e dois filhos do casal morreram em um tiroteio no hotel Serena de Cabul, que deixou nove mortos no total.

O ataque desta sexta-feira aconteceu às 10H45 (03H15 no horário de Brasília) na província de Khost, na fronteira com o Paquistão.

Khost é uma província remota e infiltrada pela rebelião talibã. Além disso, fica perto da fronteira com as zonas tribais paquistanesas, verdadeiro reduto de insurgentes.

As duas acompanhavam um comboio de funcionários eleitorais encarregados de entregar cédulas para a votação do sábado. O comboio estava protegido por forças de segurança afegãs. Eles estavam em seu próprio carro com um tradutor e um jornalista freelancer da AP.

O governo afegão informou que o assassino é um "oficial da polícia nacional", que disparou contra as duas jornalistas, quando elas estavam num veículo dentro de uma base das forças de segurança locais.

“O criminoso, pertencente ao contingente que deveria proteger as jornalistas, gritou ‘Allah Akbar’ (Deus é grande) e abriu fogo” com sua AK-47. Em seguida rendeu-se aos outros policiais.

Anja Niedringhaus era uma veterana fotógrafa de guerra. Começou sua carreira aos 16 anos em um jornal local na Alemanha. Estudou literatura, filosofia e jornalismo antes de cobrir a queda do muro de Berlim para agência EPA em 1990.

Em 2002, foi contratada pela AP. Cobriu diversos conflitos, incluindo em Israel, Palestina, Iraque, Afeganistão e Paquistão, além de ter realizado trabalhos na área de esporte.

O ataque desta sexta-feira aconteceu na véspera do primeiro turno da eleição presidencial afegã, que os talibãs prometeram "perturbar" por todos os meios. A votação designará o sucessor de Hamid Karzai, o único presidente que o país conheceu desde a queda dos talibãs em 2001 e que, segundo a Constituição, não pode disputar um terceiro mandato.

O novo presidente terá um grande desafio: a garantia da segurança do país por forças afegãs, pois até o fim do ano será concluída a retirada das tropas da Otan.

"Anja e Kathy juntos passaram anos no Afeganistão cobrindo o conflito e as pessoas de lá. Estamos inconsoláveis com a perda dela", disse o Editor Executivo, da Associated Press, Kathleen Carroll, falando em Nova York.

As fotos de Anja Niedringhaus retratavam uma visão perspicaz, feminina, lírica, suave e crítica, a situação extrema da guerra, ou onde quer que estivesse com sua câmera.

Vejam algumas das fotos que celebrizaram Anja Niedringhaus:

Fotos: Anja Niedringhaus/Associated Press

Esta fotografia de um fuzileiro naval EUA carregando uma mascote da sorte, patrulhando com sua unidade Faluja ganhou um prêmio Pulitzer, de fotojornalismo, como parte de uma série de imagens de combate sangrento no Iraque em 2004


Uma mulher, afegã, segura seu bebê, enquanto aguarda para experimentar uma nova burca, numa loja na cidade velha de Cabul, abril 2013


Soldado americano, caminha sobre seu veículo blindado ao pôr do sol, enquanto se prepara para um exercício militar noite no deserto do Kuwait ao sul da fronteira com o Iraque em dezembro de 2002


Rebeldes líbios celebram ao lado de carros em chamas depois que as forças do líder Muammar Gaddafi foram rechaçadas de volta a Benghazi, março 2011


O para-atleta, Oscar Pistorius da África do Sul compete no atletismo de 400 metros dos homens semifinal no Estádio Olímpico, Londres 2012


Um soldado francês, do contingente da ONU franceses e uma jovem civil, prestam os primeiros socorros a um soldado bósnio, gravemente ferido por um franco atirador, que morreu segundo depois, em 1994


Um militar afegão monitorando o tráfego, a nordeste de Cabul, em um bloqueio na estrada que leva ao aeroporto de Bagram, em 2002. Durante a operação militar Liberdade Duradoura, uma aliança sob a lideração dos EUA, em resposta aos ataques terroristas de 11 de setembro


A polícia de choque, italiana, em Génova enfrenta manifestantes antiglobalização, durante a cúpula dos países da G8, em 2001, durante os protestos em que um jovem foi baleado.


A visita de estudantes afegãs, a uma escola primária internacional, em Omid, depois que o Talibã, que é contrario a frequência de meninas nas escolas, foram rechaçados e enfraquecidos, em 2011.


Na Faixa de Gaza, mulheres palestinas choraram por um parente que está entre as vítimas de um ataque militar por parte do exército israelense, em 2009