| USA - Protesto Repercute o topless protesto da filha de Bruce Willis Reparando bem, foram dois belos protestos em exibição simultâneas, pelas ruas de Nova Iorque Foto: Twitter Postado por Toinho de Passira Scout Willis, filha dos atores Bruce Willis e Demi Moore, disse nesta quinta-feira que quer mobilizar as mulheres com seu protesto topless nas mídias sociais contra a política antinudez do site de compartilhamento de fotos Instagram. Scout, de 22 anos, desencadeou um debate sobre padrões da Internet depois de publicar fotos de si mesma com os seios expostos em Nova York em sua conta no Twitter na terça-feira, angariando o apoio de pessoas como a cantora pop Rihanna. Ela disse ter se inspirado a confrontar a política do Instagram depois que as fotos de topless que Rihanna publicou de si mesma no Instagram foram retiradas da rede no mês passado. “Trata-se de ajudar as mulheres a se sentir com poder de fazer escolhas pessoais a respeito dos seus corpos não ditadas pelo que a sociedade diz ser decente", escreveu Scout no Twitter, que permite fotos de nudez. Scout, que publicou a foto topless com a hashtag #FreeTheNipple (liberte o mamilo), disse que sua conta do Instagram foi suspensa depois que ela publicou fotos de nus “artísticos” e “de bom gosto”. O Instagram informou em um comunicado que suas políticas são concebidas para estabelecer um equilíbrio entre expressão artística e fazer do serviço “um lugar divertido e seguro”. “Nossas diretrizes impõem limitações à nudez e a conteúdo adulto”, afirmou o Instagram. “Quando um conteúdo é denunciado, nós analisamos e removemos se violar nossas políticas”. Foto: Filha de Bruce Willis e Demi Moore faz topless protestando contra proibição de fotos nuas em redes sociais
Scout disse que a política do Instagram é contraditória, já que permite fotos de quase nudez de mulheres que ela acredita serem degradantes, mas proíbe qualquer foto que mostre o mamilo de uma mulher, até mesmo de uma mulher amamentando uma criança. |
31 de mai. de 2014
Repercute o topless protesto da filha de Bruce Willis
O problema ético do carro inteligente do Google
| EUA - Tecnologia Futurista O problema ético do carro inteligente do Google O software que controla o veículo poderá escolher se preserva a vida do dono do carro ou dos demais envolvidos no acidente iminente? Quem será o responsável pela decisão?
Foto: Divulgação Postado por Toinho de Passira Se nos próximos anos o Google colocar nas ruas seu carro inteligente, os motoristas deixarão, pela primeira vez, de ter controle sobre o funcionamento dos veículos. Sem volante, pedais ou câmbio, o modelo em fase de testes é totalmente controlado por um sistema de software. Em um mundo em que carros tomam decisões a partir de dados coletados por inúmeros sensores, muitos acidentes provocados por falha humana poderão ser evitados. Contudo, a tecnologia certamente apresentará outras questões. Imagine que ocorra uma situação em que uma colisão é inevitável — afinal, apesar de toda a inteligência contida no veículo inteligente, há na rua outros carros, pedestres etc. À frente do carro sem motorista, surge inesperadamente um caminhão na contramão em alta velocidade. Desviar também não parece uma boa opção: à esquerda há uma moto em direção contrária e, à direita, um grupo de crianças. Em todos os casos, não há tempo suficiente para frear. Se estivesse ao volante, o motorista provavelmente tomaria o caminho que provocasse o menor dano. E o carro inteligente, o que vai fazer? O Google ainda não esclareceu de que maneira o carro sem motorista lidará com situações como essa. É provável que a decisão envolva um cálculo que leva em conta o risco envolvido em cada situação. Eis o primeiro dilema: o software poderá escolher se preserva a vida do dono do carro ou das demais pessoas envolvidas no acidente iminente? Há ainda, é claro, outras questões: o responsável por eventual acidente é o proprietário do carro ou seu fabricante? Muita gente já começou a pensar nisso. Patrick Lin, diretor do grupo de pesquisa sobre ética e ciências emergentes da Escola Politécnica da Universidade Estadual da Califórnia, afirma que esse é apenas um dos dilemas com os quais a sociedade terá de lidar diante a aparição dos carros sem motorista. Ele acrescenta ainda que teremos de resolvê-los antes que esses veículos cheguem ao mercado. "Acreditamos que motoristas podem avaliar uma ampla variedade de situações dinâmicas (...) de forma ética e sábia. Carros autônomos são uma nova tecnologia e tão cedo não teremos registros sobre como eles respondem àquelas situações", escreveu Lin em artigo publicado em outubro de 2013 na revista americana The Atlantic. Ainda não há leis para determinar como os carros autônomos deverão ser programados para atuar em incidentes de trânsito. Segundo Lin, conflitos éticos não deverão parar o avanço tecnológico nos veículos autônomos, mas devem servir como alerta para que regulações efetivas sejam criadas para orientar a correta programação dos veículos que chegarão às ruas nos próximos anos. "Devemos analisar com cuidado todas as opções antes de tomar uma decisão", escreveu Lin em artigo publicado pela revista Wired.
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Joaquim Barbosa: um juiz para a História
| BRASIL - Opinião Joaquim Barbosa: um juiz para a História Barbosa entra para a História, não obstante sua curta permanência no STF. Outros ali ficarão por mais de duas décadas e deles ficará a memória de terem sido antagonistas num julgamento de peso simbólico incomparável.
Foto: STF Postado por Toinho de Passira
Jamais o anúncio de uma aposentadoria no Supremo Tribunal Federal, mesmo de alguém que ocupava sua presidência, foi motivo de tanto espanto e comentários quanto a do ministro Joaquim Barbosa, anunciada esta semana. Isso dá a dimensão que sua figura pública adquiriu, circunstância rara entre os integrantes da Suprema Corte, em regra conhecidos apenas nos meios acadêmicos e jurídicos. Contrariou colegas, advogados, políticos, militantes; sobretudo, contrariou os padrões vigentes no meio jurídico nacional, onde a graduação política do réu exerce influência decisiva na condução (e desfecho) de seu julgamento. Não é casual que o Mensalão tenha sido um divisor de águas na história política e jurídica do país. E o Mensalão definitivamente remete à figura de seu relator, o ministro Joaquim Barbosa. O fato histórico de ter levado a Suprema Corte, por força de seus argumentos e das provas que soube articular, a condenar personagens da elite política e econômica do país – um país cujas tradições as absolveriam –, confere-lhe méritos bem acima de seus proclamados defeitos, que evidentemente existem. Fala-se, por exemplo, de seu temperamento mercurial: pois foi graças a ele, com todas as suas impropriedades, que convenceu a opinião pública de que o monstro da impunidade estava sendo ali enfrentado. E a opinião pública correspondeu-lhe plenamente ao esforço e audácia, que lhe custaram não poucos contratempos. A militância partidária o responsabiliza pela condenação de seus líderes, esquecida de que não votou só. E ainda: de que a votação não se baseou em abstrações. Provas havia em abundância, e o mérito de Barbosa foi a de ter sabido enunciá-las e relacioná-las com engenho, coragem e coerência, convencendo a maioria de seus pares, homens de grande cultura jurídica. As demonstrações de decepção por parte da alta cúpula do PT – sobretudo do ex-presidente Lula -, que esperava subserviência de Barbosa em troca da nomeação, dizem bem da mentalidade tosca e segregacionista ainda vigente no país. O partido que postulava vocalizar o povo agiu como um clássico senhor de engenho. João Paulo Cunha, um dos condenados, disse que Barbosa deveria ser grato por ter sido o primeiro negro nomeado para a Suprema Corte do país. Outros, inclusive Lula, disseram coisas na mesma linha de raciocínio. São colocações perfeitamente racistas, que Barbosa soube refutar com sua conduta. Se o que motivou sua nomeação foi a cor da pele, e a exploração política dela decorrente – e disso não há dúvidas, pois foi mais que confessado -, ele prestou inestimável serviço à causa da luta antirracista, recusando o papel de subserviência que lhe cabia. Respondeu com a exibição de independência, lastreada em sólida cultura jurídica, à altura dos maiorais da Corte. Fez jus aos requisitos constitucionais, ao contrário de outros que ali estão. Barbosa entra para a História, não obstante sua curta permanência no STF. Outros ali ficarão por mais de duas décadas e deles ficará a memória de terem sido antagonistas num julgamento de peso simbólico incomparável. Leva consigo o peso da causa que personificou – a quebra da impunidade, numa Justiça jejuna em condenações políticas -, com todos os excessos que protagonizou, sobretudo as desnecessárias picuinhas na execução das penas. Como quem cumpre uma missão, da qual nem ele parece ter a exata dimensão histórica, deixa atrás de si um rastro de espanto e perplexidade, palavra-síntese de sua passagem-relâmpago pelo Judiciário brasileiro. Ruy Fabiano é jornalista. *Alteramos o título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original |
28 de mai. de 2014
Confronto entre índios e cavalaria, em Brasília, em manifestação contra a Copa, repercute no mundo
| BRASIL - Copa 2014- Protestos Confronto entre índios e cavalaria, em Brasília, em manifestação contra a Copa, repercute no mundo Não poderia ser diferente, a imprensa mundial deitou e rolou com as imagens que registrou o confronto entre a cavalaria da PM do Distrito Federal e cerca de 500 índios de diversas etnias, no eixo monumental em Brasília. Um cavalariano levou uma flechada na perna.
Postado por Toinho de Passira <
A polícia dispersou com bombas de gás lacrimogêneo uma manifestação em Brasília, a qual aderiram líderes indígenas para protestar contra os gastos na Copa do Mundo e que acabou com um agente ferido por flechada. Vestindo trajes tradicionais, incluindo roupas com plumas e pinturas rituais, cerca de 500 chefes indígenas se uniram a outros 500 manifestantes e marcharam em apoio a várias causas sociais no eixo monumental da capital federal, em direção ao estádio Mané Garrincha, onde serão disputados vários jogos da Copa. Quando a polícia montada se preparava para bloquear a passeata, alguns dos índios se lançaram na direção dos cavalos e um deles disparou uma flecha em sua direção, atingindo um policial na perna. Alguns índios começaram a atirar pedras contra cerca de 700 policiais que cercavam o estádio. Manifestantes também bloquearam as ruas ao redor do Congresso, do Palácio Presidencial e do Supremo Tribunal Federal. Mais cedo, líderes indígenas haviam subido no teto do Congresso Nacional em um protesto destinado a defender a proteção de seus direitos. O protesto, que reuniu cerca de 100 grupos étnicos de todo o Brasil, contou ainda com o cacique caiapó Raoni, de 84 anos, um ícone, internacionalmente conhecido, como defensor da Amazônia. Fotos: Getty Images/Associated Press O protesto aconteceu em um contexto de greves em vários setores às vésperas do Mundial, que será disputado entre 12 de junho e 13 de julho.
Diversas fotos nos sites de mídias estrangeiras mostram os indígenas com os arcos voltados para os PMs, assustando os cavalos dos militares. "El País" também lembra que em São Paulo os professores e funcionários públicos estão em greve há 35 dias, reivindicando um aumento salarial de 15,38%; e que os motoristas e cobradores de ônibus iniciaram na terça-feira uma greve de 24 horas no Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além dos médicos da rede municipal, que suspenderam seus serviços por dois dias em todos os centros de saúde, sempre pedindo melhores salários. O jornal francês Libération anuncia no título: "Gás lacrimogênio contra índios e sem teto em Brasília". Foto: Associated Press/ Getty Images |
Deputado do PT que participou de reunião com PCC em que se planejavam ataques a ônibus vai discursar hoje. E com o apoio do partido! Faz sentido!
| BRASIL - Escândalo Deputado do PT que participou de reunião com PCC em que se planejavam ataques a ônibus vai discursar hoje. E com o apoio do partido! Faz sentido! Luiz Moura (PT-SP),deputado estadual, que deverá ir a tribuna proclamar inocência, tem uma biografia controversa, foi condenado a 12 anos de cadeia por vários assaltos a mão armada. Não cumpriu pena porque fugiu e foragido permaneceu por mais de dez anos. Em 2005, assinou, uma declaração de pobreza, cinco anos depois, na disputa eleitoral de 2010, já declarava bens superiores a R$ 5 milhões!!!???
Foto: Veja Postado por Toinho de Passira Refresco a memória de vocês. Em março, no auge dos incêndios a ônibus na capital, a Polícia Civil estourou uma reunião que acontecia na sede da Transcooper, uma cooperativa de vans e micro-ônibus, em que se planejavam justamente os ataques. Lá estavam, acreditem!, 13 membros do PCC. E quem mais participava do encontro? Ninguém menos do que Luiz Moura, que é presidente de honra da Transcooper. Atenção, queridos leitores! Em três anos, essa cooperativa faturou, em contratos com a Prefeitura, R$ 1,8 bilhão. Sim, vocês leram direito: um bilhão e oitocentos milhões de reais! Há muito tempo a polícia investiga a infiltração do PCC no sistema de transportes da cidade. Só para registro: as dezenas de ônibus incendiados pertenciam, invariavelmente, às empresas privadas; nunca às cooperativas. Luiz Moura é irmão do vereador Senival Moura, também do PT e igualmente ligado a associação de perueiros. Ambos são considerados subordinados políticos do secretário dos Transportes da cidade, o deputado federal petista licenciado Jilmar Tatto — aquele senhor que, durante greve recente de motoristas de ônibus, preferiu criticar a Polícia Militar. Tatto, ora vejam!, no papel ao menos, doou, sozinho, R$ 201 mil para a campanha de Moura, o homem que estava na reunião com o PCC. Entendo. Tatto prefere atacar outra sigla: a PM! Foto: Veja
E o que vai dizer o deputado? Petista não é exatamente criativo em situações assim: vai jurar de pés juntos que não sabia que aqueles com quem se reunia eram membros da facção criminosa. Eles nunca sabem de nada. Os termos do discurso foram combinados numa reunião com a bancada petista nesta terça. O partido criou uma comissão interna para analisar o seu caso. Depois que a reunião veio a público, Tatto, o chefe político de Moura, preferiu silenciar. Cinco anos depois, na disputa eleitoral de 2010, já declarava bens superiores a R$ 5 milhões. Em 2012, disputou a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos. Nesse caso, seus bens eram de pouco mais de R$ 1 milhão. Qual vale? Não sei. Bens Luiz Moura
Na Assembleia, Moura é dado a praticas heterodoxas. Apresentou, por exemplo, o recibo de compra de combustível a que tem direito. O fornecedor, ora vejam!, é um posto de gasolina de que ele próprio é sócio. Foto: Veja
Não é uma figura pequena no partido, não! Tanto é assim que, na festança de seu aniversário, a etrela foi ninguém menos do que Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. O vereador Jair Tatto, irmão do Jilmar, também estava lá. Compreensível! Não é todo diz que se tem a chance de prestigiar o presidente de honra de uma cooperativa que fatura R$ 1,8 bilhão em três anos em contratos com a Prefeitura. Padilha deve ser saber o que faz e por quê. *Acrescentamos subtítulo à publicação original |
27 de mai. de 2014
Fernando Collor diz não ter relação com o doleiro preso, que depositou 50 mil na sua conta bancária
| BRASIL - Operação Lava-Jato Fernando Collor diz não ter relação com o doleiro preso, que depositou 50 mil na sua conta bancária O senador não explicou, da tribuna do Senado, porque o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jata, envolvido no escândalo da Petrobras, fez o deposito na conta dele, e por que ele não estranhou a oferenda. Teria sido pelos seus belos olhos?
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado Postado por Toinho de Passira O ex-presidente da República e senador Fernando Collor (PTB-AL) negou nesta segunda-feira (26/05) ter qualquer relação com o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato da Polícia Federal. O juiz da 13ª Vara Criminal Federal do Paraná, Sérgio Fernando Moro, informou na quinta-feira passada ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, que a Polícia Federal encontrou no escritório do doleiro Alberto Youssf oito comprovantes de depósitos bancários em espécie no valor total de R$ 50 mil, em nome do senador Fernando Collor de Mello. Os comprovantes foram encontrados durante busca e apreensão da Operação Lava-Jato feita em março no escritório do doleiro. O juiz informa ao ministro Zavascki que Collor de Mello não é investigado e apenas comunica a existência dos depósitos em nome do ex-presidente da República. "Posso afirmar de forma e de modo categórico que não o conheço e jamais mantive com ele qualquer relacionamento de forma pessoal ou político", afirmou. Durante o pronunciamento de 18 minutos da tribuna do Senado assistido por apenas três senadores, Collor não negou ter recebido os depósitos, mas não esclareceu os motivos para o recebimento do dinheiro em sua conta. O ex-presidente anunciou que vai pedir à Polícia Federal, ao juiz federal Sérgio Moro, do Paraná, e ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, acesso aos documentos da operação Lava Jato que mencionam os repasses. O senador do PTB disse que não conhece o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que estava preso e foi solto na semana passada por ordem do Supremo. Afirmou conhecer Pedro Paulo Leoni Ramos, que foi ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos durante seu mandato presidencial. "Mantenho com ele e a família relação há mais de 30 anos de amizade e de respeito", declarou. Uma empresa de PP, como Pedro Paulo é conhecido, havia feito um pagamento de R$ 4,3 milhões para uma consultoria de Paulo Roberto Costa e a suspeita da PF é de que Collor seria um dos beneficiários do esquema de distribuição de propina a políticos a partir do desvio de recursos da Petrobrás. No pronunciamento, o ex-presidente fez questão de citar a manifestação do juiz Sérgio Moro, que, ao enviar toda a operação Lava Jato para o Supremo semana passada, isentou-o de envolvimento com a operação. "Observo que não há qualquer indício do envolvimento do referido parlamentar nos crimes que já foram objeto das aludidas oito ações penais propostas", destacou. Collor atacou a revista Veja por ter, segundo ele, feito uma publicação seletiva de informações com o intuito de atingi-lo. "Desde a primeira reportagem da Veja, ficou clara a tentativa de vincular o meu nome à chamada Operação Lava Jato da Polícia Federal. É isso que eles querem, estão loucos. E mais uma vez eles vão levar uma tunda e vão se arrepender pelo resto da vida", afirmou. "Não convém de forma prematura alimentar uma contenda contra um veículo cujo único objetivo é me acusar, condenar e me denegrir perante a opinião pública", completou. Collor foi seletivo e cauteloso nas suas declarações, pois se for pego mentindo na tribuna do senado, pode ter o mandato cassado. Sua indignação foi contida, pois, sem acesso ao processo, ainda não sabe o que de verdade existe contra ele nos autos. Sua “inocência e indignação” ao que parece serão diretamente proporcional ao tamanho das provas existentes. |
25 de mai. de 2014
O Partido Pirata do Brasil chega com a cultura de compartilhar, sem ficar só na "curtida"
| BRASIL - Política O Partido Pirata do Brasil nasce com a cultura e o objetivo de compartilhar, sem ficar só na "curtida" O novíssimo partido é uma ideia séria que está se tornando uma realidade rastreada na juventude que não se acha representada por nenhuma das legendas existentes. A principal característica da nova instituição, será a obrigação de sempre consultar online que posições seus representantes devem tomar antes de cada decisão política importante. Por isso eles usam como mantra a frase: "Não somos o partido do futuro, somos o futuro dos partidos".
Postado por Toinho de Passira À primeira vista, parece uma versão reduzida da Campus Party. Algumas dezenas de jovens se espalham por uma sala, olhares fixos nas telas dos computadores. O som predominante é o da digitação constante. No entanto, este é evento político-partidário, com direito a todos os clichês que envolvem o assunto: debates, discursos e plenárias. "Pode não parecer, mas eles estão falando um com o outro", diz um dos organizadores. É assim que transcorre a primeira Assembleia Nacional do Partido Pirata do Brasil, uma legenda que, apesar de ainda não estar registrada junto à Justiça Eleitoral, planeja concorrer às eleições municipais em 2016 e inserir no debate político brasileiro a sua causa: liberdade para os cidadãos brasileiros baixarem músicas, filmes e softwares gratuitamente em seus dispositivos eletrônicos. O encontro, que começou na sexta-feira (23) e termina neste domingo (25) em Curitiba, reúne cerca de 90 filiados --um número elevado, levando-se em consideração que o partido tem cerca de 500 componentes registrados. Mas mesmo aqueles que não viajaram à capital paranaense podem se fazer presentes: todos eles poderão assistir aos os painéis e participar dos debates via internet. "Discutimos todas os pontos principais de adianto pela web e trouxemos para a assembleia as questões em que não obtivemos consenso. Mas toda a nossa articulação acontece pela rede", explica Kristian Pasini, um soteropolitano de 29 anos, gerente de projetos e 2º secretário geral do partido. Foto: Osny Tavares/UOL
Busca por identidade passa pela "absorção" de várias culturas
Sem presidente, tudo é resolvido no voto online
Promessa de votações online para definir posição de "vereadores do futuro"
"Causa-mãe" é ideia que une perfis tão diferentes
Piratas europeus já eleitos inspiram adeptos brasileiros |
Foto:
IMAGEM
LEGENDA
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original
23 de mai. de 2014
O que preocupa - para valer- na copa! - Cesar Maia
| BRASIL - Opinião O que preocupa - para valer - na copa! A conclusão unânime é que a paz na copa, ou pelo menos as manifestações sob controle dependem muito mais da seleção brasileira que dos esquemas policiais e militares.
Postado por Toinho de Passira 1. Em reunião de simulação de situações em Brasília, os analistas chegaram à conclusão que a Copa em si não será problema. Em torno dos estádios se colocam cinturões de isolamento com duas circunferências concêntricas. 2. Os assistentes mostrariam seus ingressos em cada uma delas e finalmente no estádio. Mobilizações eventuais ficariam na parte externa à primeira circunferência. Um pouco de barulho, alguma ação de separação por parte da polícia e nada mais grave. 3. E assim se iria até a grande final no Maracanã. Bem, se o Brasil for vencendo as etapas anteriores. Mas se não for… 4. Esse é o ponto. Se o Brasil for desclassificado até a semifinal, os riscos de grandes manifestações serão enormes. Nelas estariam os manifestantes de sempre somados aos torcedores frustrados que convergiriam com os demais no sentido que tudo foi um gasto inútil. Um sentimento muito mais intenso que em 1950. 5. A conclusão unânime é que a paz na copa, ou pelo menos as manifestações sob controle dependem muito mais da seleção brasileira que dos esquemas policiais e militares. Que no caso de uma desclassificação prematura da seleção não haverá força policial ou militar capaz de conter as manifestações. 6. Assim, a responsabilidade da seleção será dupla: vencer as partidas e conter as manifestações. E, portanto, governos federal e estaduais nunca torcerão tanto pela seleção canarinha como agora na Copa-2014. 7. E se isso -a desclassificação- acontecer logo na segunda fase…, salve-se quem puder. Cesar Maia é um economista, político e ex-prefeito do Rio de Janeiro pelos Democratas. |
22 de mai. de 2014
Forró e outros pretensos anglicismos: ingleses, nem sempre…
| BRASIL - Pesquisa Forró e outros pretensos anglicismos: ingleses, nem sempre… O historiador e pesquisador Leonardo Dantas Silva desmascara alguns falsos "anglicismos" que circulam por aí... Postado por Toinho de Passira
Costuma-se dizer que só o Brasil se acha incapaz de criar, daí sujeitar-se humilhado à imitação. Nada verdadeiramente nacional, entre nós, tem o valor que está a merecer. Temos sempre que encontrar um similar estrangeiro, uma origem européia, uma criação norte-americana, de modo a satisfazer o nosso eterno complexo de povo subdesenvolvido. Um sobrenome estrangeiro merece fé, pouco importando a competência e muito menos o caráter do indivíduo. E se o dono do sobrenome tem olhos azuis, tez branca e cabelos louros, vale dezenas de vezes mais do que o nosso mestiço com a sua tradição familiar de 400 anos de Brasil. E o que dizer da língua que falamos? A nossa língua portuguesa falada por mais de 190 milhões de brasileiros, espalhados por este imenso país-continente de 8,5 milhões de quilômetros quadrados? A tradição cultural do nosso povo, o poder de criação do brasileiro, a inventiva de nossa gente simples, que não perde a sua ironia e o seu jeito próprio de zombar dos fatos do dia-a-dia, cai por vezes no esquecimento e/ou é atribuído a sua criatividade a povos de outras plagas. Assim é o vocábulo forró. Essa invenção excepcional do nosso povo, hoje motivo de alegria de todas as classes, já conhecida entre nós como forrobodó, com a sua forma alternada para forrobodança, desde o século XIX. Pois bem, o nosso forró, tão exaltado no cancioneiro do pernambucano Zé Dantas (José de Souza Dantas Filho), tem sua origem atribuída, por alguns menos avisados, a expressão inglesa for all (para todos) quando melhor se aplicaria everybody. Para isso inventaram uma lenda, uma estória da carochinha, de que tal costume tivera início com os ingleses da The Great Western of Brazil Railway, quando promoviam seus bailes populares. A lenda, proclamada inicialmente por Luiz Gonzaga, inspirado, segundo ele próprio, no que lhe foi ensinado pelo engenheiro Luiz Siqueira, nunca veio a ser comprovada por nenhum dos antigos funcionários da Rede Ferroviária e muito menos por anúncio, cartaz ou qualquer outro documento de época. Agora o forrobodó, como vernáculo expressando “divertimento, pagodeira, festança”, já o encontramos na pequena imprensa do Recife do século XIX (América Ilustrada, nº. 25/1882; O Mephistopheles, nº. 15/1883; O Alphinete, nº. 13/1890), sendo classificados por Rodrigues de Carvalho (Cancioneiro do Norte. Fortaleza, 1903) como “bailes da canalha”. A Pimenta (nº. 373/1905) assim registra: “forrobodó ou forrobodança é um baile mais aristocrático que o Chorão do Rio de Janeiro, obrigado a sanfona, reco-reco e aguardente…”. E se ainda não estão convencidos, que recorram ao Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Cândido Figueiredo (Lisboa, 1913), Dicionário Musical Brasileiro, do Mário de Andrade, ao Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, do Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, ou ao novíssimo Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa; todos eles, sem exceção, consagrando o vocábulo forró como originário de forrobodó !!!. E agora, José? Outra estorinha envolvendo ingleses também foi criada em torno do vocábulo baitola, também registrado pelo Aurélio e Houaiss, no seu sentido chulo de pederasta passivo, como de origem popular no Nordeste do Brasil. E, aliás, bitola em inglês é gauge… E o mais engraçado de tudo isso, dentre as dezenas de exemplos que poderíamos citar, é o vocábulo madapolão, originário do topônimo indiano do mesmo nome e importante centro de tecelagem do algodão. Os caçadores de anglicismos, por sua vez, depois de inventar uma estória fantasiosa, teimam em atribuir a origem do vocábulo na expressão “Made in Poland” que, segundo eles, estaria impressa nos cortes dos tecidos de algodão (morim) importados da Polônia! – Será que aquele país é especialista na produção de tal produto? Madapolão, na sua forma conhecida entre nós – tecido fino de algodão, para roupa branca, também chamado de morim –, já era de uso da nossa imprensa na primeira metade do século XIX, como registra o Diario de Pernambuco: “O negro fugiu com calça de brim, camisa de madapolão, e jaqueta de ganga azul”; Diario de Pernambuco, nº. 273/1831. Registra Pereira da Costa, reafirmando a origem indiana do vocábulo, que, pelos anos de 1850, “gozava de grandes créditos no nosso mercado um madapolão em cujas peças se viam estampadas estes versos: ‘Do Brasil foi remetido para Londres o algodão; / Volta agora bem tecido, / Neste bom madapolão’” (Vocabulário Pernambucano). Explicando melhor Antônio Houaiss, no seu dicionário, dá a origem do topônimo: “Mádhavapalan na cidade de Narasapur (estado de Madras, costa oriental da Índia), onde se fabricava o tecido; prov. pelo fr. madapolam (d1823 madapolame) ‘id.’; f.hist. 1881 madapolan”. Para os caçadores de anglicismos, galicismos ou quaisquer outros estrangeirismos, nada como a consulta a um bom dicionário. Origem inglesas de certas palavras ou expressões sim, em alguns casos; em outros, nem sempre. |
21 de mai. de 2014
Desapropriados pela Copa ainda esperam indenização 'justa' na Cidade da Copa em Pernambuco
| BRASIL - Copa 2014 Desapropriados pela Copa ainda esperam indenização 'justa' na Cidade da Copa em Pernambuco A BBC Brasil ouviu reclamações de muitas família que que tiveram que deixar suas casas na região que circunda a Arena Pernambuco, por conta das obras da Copa. Eles dizem ter recebido do governo pernambucano uma indenização muito abaixo do valor de mercado dos seus imóveis e, com isso, estão tendo que morar de aluguel ou de favor. Foto: Portal da Copa Postado por Toinho de Passira "Eu tinha construído o meu futuro, que era a minha casa, com muito esforço. E, de repente, eles vêm e fazem uma derrota dessas com a gente. Derrubaram o que era nosso sem dar nosso direito." Jerônimo Sebastião de Oliveira, de 72 anos, é um dos afetados pelas desapropriações para a Copa do Mundo realizadas em Camaragibe, na região metropolitana de Recife. A área será usada para a construção de duas obras de mobilidade urbana do governo de Pernambuco: o Terminal Integrado de Camaragibe e o Ramal da Copa - ambos serviriam para facilitar o acesso à Arena Pernambuco, palco de cinco jogos do Mundial. Os moradores foram removidos, mas nenhuma das duas obras foi concluída. A reclamação de seu Jerônimo é a mesma de muitas outras famílias que também tiveram que deixar suas casas na região por conta das obras da Copa. Eles dizem ter recebido do governo pernambucano uma indenização muito abaixo do valor de mercado dos seus imóveis e, com isso, estão tendo que morar de aluguel ou de favor. "Não deu nem a metade do valor [do imóvel]. Então não dá para comprar uma casa. Estou morando de favor com uma sobrinha, e ela está cobrando 400 reais de aluguel. E mesmo assim, ela já está pedindo a casa. Não tenho para onde ir", disse Jerônimo à BBC Brasil. A casa dele ficava no Loteamento São Francisco, uma área que teve mais de cem desapropriações para a Copa. Em nome do governo pernambucano, a Procuradoria Geral do Estado foi a responsável por cuidar da questão e, para isso, criou a Secretaria das Desapropriações. Foram representantes da Secretaria que procuraram os moradores, avaliaram os terrenos e propuseram a indenização que seria paga assim que eles deixassem o imóvel. O valor oferecido, porém, foi o que desagradou as famílias desapropriadas e as que não concordavam com a proposta tinham a opção de recorrer à Defensoria Pública - muitas estão brigando na Justiça até agora por uma indenização que consideram mais justa. "Somos agentes públicos, as indenizações são pagas por dinheiro público e existe uma norma técnica para fazer avaliação do imóvel, tem parâmetros de engenharia para avaliar o valor", explicou o Procurador Geral do Estado, Thiago Arraes de Alencar Norrões, à BBC Brasil. Foto: : Eduardo Amorim, midiacapoeira.wordpress.com "Tem margem para negociação, mas, se eu pagar R$ 10 mil para um imóvel que vale R$ 2 mil, eu vou preso. Quem fez acordo, já recebeu o dinheiro." Foto: Portal da Copa "Quando eu comprei, a casa era pequena. Mas depois fui ampliando. Tirei pedra de dentro do rio com um braço só para melhorar a situação de minha casa. Botei laje. Investi no meu futuro. Mas o esforço foi perdido, porque todo o dinheiro foi por água abaixo", lamentou. Foto: Portal da Copa
O problema das desapropriações para a Copa não foi exclusivo de Recife. Segundo a apuração da Associação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), as 12 cidades-sede registraram centenas de remoções, mas em poucos casos foi dado a devida assistência aos removidos. *Nota da redação: Após a publicação dessa reportagem, soubemos que Seu Jerônimo comprou um barraco na região por R$20 mil e está morando com sua família (mulher e filho) em uma casa bem abaixo do padrão que estava acostumado. Ele aguarda o pagamento do restante da indenização para construir mais um cômodo e ter condições dignas de moradia. |
20 de mai. de 2014
O erro, quando é Supremo, pede correção divina
| BRASIL - Opinião O erro, quando é Supremo, pede correção divina Alertado pelo juiz, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, corrige-se mas...
Foto: STF Postado por Toinho de Passira Sentados ao lado de Deus, os ministros do STF exercem o seu poder supremo. Deus existe, não há dúvida. Mas a onipresença é uma fábula celestial. Deus não dá expediente em tempo integral. É evidente que Ele foi tratar de outra coisa quando o ministro Teori Zavascki, em plena noite de domingo, subscreveu o despacho que mandou soltar os 12 presos da Lava Jato, trancou os oito inquéritos nascidos da operação e avocou tudo para a Suprema Corte. Abalroado pela decisão, o juiz Sérgio Moro, de Curitiba, agiu com extrema prudência. Soltou apenas Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, cuja defesa recorrera ao Supremo. E enviou um ofício para Teori Zavascki. O doutor esclareceu à suprema autoridade que os acusados poderiam dar no pé. Alguns, como o doleiro Alberto Youssef, dispõem de conta no estrangeiro. Uma, Nelma Kodama, foi presa no instante em que batia em retirada no aeroporto de Guarulhos, com 200 mil euros acondicionados na calcinha. Com outras palavras, o juiz Moro perguntou ao ministro Zavascki: É isso mesmo, Excelência? Tem certeza? Ainda não se sabe onde diabos estava Deus entre domingo à noite e segunda-feira. Mas sabe-se que Ele passou pelo STF nesta terça. Zavascki reviu parcialmente sua decisão. Manteve na cadeia os 11 presos e presas que o juiz Moro, por prudência, se abstivera de enviar ao meio-fio. Os crentes da República perguntam de si para si: e se o magistrado tivesse cumprido cegamente a ordem original? Pois bem. Reduzidos os danos, resta um impasse que só Deus —ou um de seus supremos prepostos— pode dissolver. Afora os 11 acusados, continuam trancados os oito inquéritos da Lava Jato. As prisões são provisórias. Para que se tornem definitivas —ou não— é imperioso que o juiz, o Ministério Público e a Polícia sejam autorizados a fazer o seu trabalho. Ao STF cabe cuidar dos indícios recolhidos contra os deputados que cruzaram o caminho do doleiro Youssef. O juiz Sérgio Moro enviou esses achados a Brasília. Mas Teori Zavascki sustenta que cabe ao Supremo, não ao magistrado de primeiro grau, deliberar sobre o desmembramento. Prevalecendo esse entendimento, o STF terá de chafurdar nos meandros dos inquéritos para checar se a Vara de Curitiba portou-se com acerto. Por ora, a competência do magistrado, auxiliar da ministra Rosa Weber no julgamento do mensalão, não mereceu do Supremo nem o benefício da dúvida. Há oito meses, numa entrevista ao site Conjur, o ministro Teori Zavascki queixou-se da quantidade de ações penais que chegam ao STF. “Esse é o principal problema”, disse ele. “Hoje, qualquer tema criminal chega ao Supremo, seja constitucional ou não.'' O ministro prosseguiu: “O STF dedica um tempo muito grande a questões penais não constitucionais. E isso tem o custo da demora e de travar processos. Sou partidário de que o Supremo, para se viabilizar institucionalmente, tenha sua competência reduzida no futuro.” Ao enviar a Brasília apenas os trechos da Operação Lava Jato que envolvem deputados, o juiz Sérgio Moro ofereceu ao STF a oportunidade de organizar “sua competência”, cuidando só do que lhe cabe. Porém, ao ordenar que lhe sejam remetidos todos os inquéritos da operação, Zavascki informa que faz questão de dedicar “um tempo muito grande a questões penais não constitucionais.” Mesmo que ao “custo da demora e de travar processos.” Quer dizer: além de ser uma espécie de loteria de toga, a Justiça também perde o nexo de vez em quando. Na entrevista de setembro, o ministro Zavascki dizia que, “só de Direito Tributário, temos mais de 120 processos esperando julgamento” no STF. Que Deus nos acuda. O erro, quando é Supremo, exige correção divina. *Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original |
Aviso aos velejadores olímpicos: não caiam nas águas da baía da Guanabara - alerta o New York Times
| BRASIL - Rio 2016 Aviso aos velejadores olímpicos: não caiam nas águas da baía da Guanabara - alerta o New York Times Reportagem dos jornalistas Simon Romero e Christopher Clarey, para o New York Times, deste domingo, com chamada na primeira página, fala das preocupações e quase desespero do Comitê Olímpico Internacional, com a preparação das Olímpiadas Rio 2016. Diz que um dos pontos mais cruciais, além das obras atrasadas, é a poluição impactante da Baía da Guanabara, onde deverão acontecer as provas náuticas
Postado por Toinho de Passira A pouco mais de dois anos para o início das Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, a poluição da Baía de Guanabara continua repercutindo mundo afora. Neste domingo, o jornal americano "The New York Times" publicou ampla reportagem sobre o assunto e fez críticas à falta de ação das autoridades nos últimos anos no local onde serão disputadas as competições de vela. Entre os personagens ouvidos pela reportagem, um dos depoimentos mais contundentes é o do velejador australiano Nico Delle Karth, que esteve no Rio para um período de treinamentos: Sem meias palavras Karth disse que a baía da Guanabara é o lugar mais sujo em que ele tinha treinado durante toda a vida. Comenta que há todo tipo de lixo flutuando na superfície: pneus velhos, colchões descartados, sofás e até animais mortos. A água da baía está tão poluída por esgotos e cheira tão mal, que ele diz ter medo de molhar os pés no momento de colocar seu barco na praia. No texto, o NYT lembra que o financiamento para a limpeza das águas sempre existiu e cita que rivalidades políticas em várias camadas do governo, municipal, estadual e federal, além da corrupção criaram o impasse sobre quem deveria pagar e com aplicar as verbas destinadas a despoluição. Foto: Ascom A baía de Guanabara, diz a reportagem, aninhado entre Pão de Açúcar e outros picos de granito, que ofereceria o tipo de imagem de cartão postal que as autoridades do Rio de Janeiro, como anfitriões, queriam exibir durante as Olimpíadas 2016, tornou-se o ponto principal de reclamações, transformando as águas poluídas do Rio de Janeiro em um símbolo de frustrações com os preparativos dos conturbados Jogos Olímpicos do Brasil. Fotos: Ana Carolina Fernandes/The New York Times A publicação ainda ressalta que menos de 40% das águas estão sendo tratadas atualmente. A promessa do Rio era entregar 80% do local despoluído até 2016. E os problemas estruturais de um modo geral ganham cada vez mais atenção do Comitê Olímpico Internacional, que faz pressão para acelerar o trabalho. Foto: Ana Carolina Fernandes/The New York Times Algumas autoridades dizem que a situação é mais precária do que a perturbava preparação para os Jogos Olímpicos de Atenas de 2004. |
19 de mai. de 2014
Miss Aranha: cidade inglesa sedia concurso de beleza de tarântulas
| INGLATERRA - Bizarro Miss Aranha: cidade inglesa sedia concurso de beleza de tarântulas Há 29 anos, o evento atrai aracnologistas de todo o mundo. Mais de 800 tipos diferentes de tarântulas foram inscritas na competição deste ano Foto: British Tarantula Society Postado por Toinho de Passira Imagine uma banca de jurados reunida com um único propósito: premiar a aranha mais bela. O concurso inusitado existe e aconteceu neste domingo na cidade de Coventry, na Inglaterra. Organizado pela British Tarantula Society, a competição deste ano contou com a participação de 50 mil tarântulas. A premiação se dividia em diferentes categorias, incluindo a Melhor Espécie do Novo Mundo e a Melhor Espécie. Foto: Thomas Shahan Sucesso de público Foto: Thomas Shahan Competição séria |











































