| BRASIL - Social - Político Nasceu Miguel de Andrade Lima Campos, o quinto filho do Governador Eduardo Campos A mãe dos cinco filhos é Renata, casada com Eduardo desde 1991. Bebê nasceu de parto normal na maternidade do Hospital Santa Joana no Recife Foto: Reprodução Facebook Postado por Toinho de Passira A primeira-dama de Pernambuco, Renata Campos, 46 anos, deu à luz nesta terça-feira (28) ao quinto filho do governador Eduardo Campos (PSB), 48, que é pré-candidato à Presidência da República. O menino se chamará Miguel de Andrade Lima Campos, em homenagem ao avô de Campos, o ex-governador pernambucano Miguel Arraes de Alencar, falecido em 2005. A criança nasceu com 3,450 quilos e 51,5 centímetros. Mãe e filho passam bem. No Facebook, o governador publicou uma foto e um texto sobre a chegada do quinto filho. “É um menino forte e saudável, nasceu cercado por carinho, felicidade e muito amor. Tem o nome do bisavô e de São Miguel Arcanjo. Seu significado em hebraico (“Quem será como Deus?”), lembra da nossa humildade diante do Senhor”, diz a mensagem. A primeira-dama sentiu as contrações no início da manhã desta terça-feira (28) e se dirigiu à Maternidade Santa Joana, no bairro das Graças. A princípio, o bebê era esperado para o início de fevereiro. Além de Miguel, o casal possui outros quatro filhos: Maria Eduarda, João, Pedro e José. A gravidez foi anunciada em junho do ano passado. Na época comentou-se que Eduardo Campos não se descuidava de nenhuma frente de trabalho: mesmo conspirando para sair candidato e adversário de Dilma, não relaxou em casa e produziu um rebento. Resta agora saber se Miguelzinho vai participar da campanha do pai, neste ano, e se vai passar os primeiros anos de vida, no Palácio da Alvorada em Brasília.(?) |
28 de jan. de 2014
Nasceu Miguel de Andrade Lima Campos, o quinto filho do Governador Eduardo Campos
Primeiro, o PT, depois o resto
27 de jan. de 2014
A desmobilização de Suape”: serão demitidos 42 mil trabalhadores que constroem refinaria Abreu e Lima
| BRASIL - Emprego A desmobilização de Suape”: serão demitidos 42 mil trabalhadores que constroem refinaria Abreu e Lima Dentro dos próximos dois anos, a Petrobras terá que dispensar cerca de 42 mil trabalhadores que estão ligados à construção da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Portuário de Suape. Uma das maiores desmobilizações trabalhista da história do Brasil Foto: Guga Matos/JC Imagem Postado por Toinho de Passira Beneficiado por grandes obras federais e privadas que conseguiram elevar o nosso PIB e fazer com que o estado crescesse mais do que o Brasil nos últimos dez anos, Pernambuco começa agora a experimentar o outro lado da moeda. O pleno emprego, que chegou a atrair para os arredores do porto e municípios vizinhos milhares de trabalhadores e render muitos discursos políticos, chegou ao fim. Levantamentos do próprio Governo do Estado apontam que, até 2016, 67 mil pessoas serão dispensadas pelos consórcios que no momento constroem obras como a Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul. Em meio a um ano eleitoral e primeiro ano de novo governante, esse será um problema social que envolve além dos trabalhadores, os principais atingidos, 58% oriundas do próprio estado, como também a vida e a renda a vida dos municípios circundantes. Para discutir e enfrentar a situação o Ministério Público do Trabalho (MPT) criou o fórum Remos – Relocação de Mão-de-Obra de Suape e questões afins – para se reunir regularmente com a presença do estado, de empresas privadas e dos sindicatos dos trabalhadores, objetivando discutir e encaminhar os problemas que forem surgindo. Segundo a deputada Terezinha Nunes, o fórum entendeu que as dificuldades são maiores do que se poderia imaginar. O Consórcio ETDI, formado por empresas grandes como Egesa e TKK e contratado pela Petrobrás para construir parte da refinaria, demitiu 1.600 trabalhadores sem garantir direitos líquidos e certos como o pagamento do 13.o salário e demais obrigações rescisórias, em dezembro passado. Procurada, a Petrobrás se limitou a dizer que tudo que devia ao Consórcio foi pago, o que demonstra o descaso ou até mesmo a irresponsabilidade com que o tema vem sendo tratado. Como pode uma estatal do porte da Petrobrás permitir tal descaso? Em 2013 Suape já foi palco de uma paralisação de trabalhadores que não estavam recebendo seus salários em dia, o que provocou enormes contratempos e a suspensão das obras por 24 horas até que se chegasse a um acordo. Até abril de 2015 em média 1 mil trabalhadores deixarão a cada mês os canteiros de obras. E em maio, quando se espera que a refinaria seja finalmente concluída, 37 mil trabalhadores vão ser demitidos de uma só vez. Sindicatos de trabalhadores temem pelo pior. Se o Consórcio ETDI deu o mau exemplo já agora no início da desmobilização, que garantia se tem sobre o futuro? – comentou a deputada Terezinha Nunes, do PSDB, quando ainda estava na oposição ao governo Eduardo Campos. A desmobilização de Suape, segundo o Ministério Público do Trabalho, só perde em dimensão para o que aconteceu após com o fim da construção de Brasília. |
Duas agendas, Dilma e Joaquim. Ou a velha prática e a esperança do novo
| BRASIL - Opinião Duas agendas, Dilma e Joaquim. Ou a velha prática e a esperança do novo O correspondente de Veja, em Paris compara o comportamento da fausta comitiva presidencial de Dilma e o solitária, pouco glamourosa e profícua passagem de Joaquim Barbosa, pela Europa. Destaca que a negativa de Lewandowski em decretar a prisão de João Paulo Cunha, só contribui sobremaneira para percepção no Brasil baseada na mais forte das evidências, os fatos, de que sem Joaquim Barbosa peixe graúdo não vai para cadeia. Fotos: Keyston/AP Postado por Toinho de Passira De Davos rumo a Havana, a presidente da República Dilma Rousseff e sua comitiva de enrubescer o Rei Sol Luiz XIV fizeram uma “escala técnica” em Lisboa, segundo a Aeronáutica. Enquanto o Airbus presidencial tomava querosene, o séquito presidencial não teve outra alternativa senão esperar em 30 suítes no Ritz Four Seasons e Tivoli, duas a maiores constelações hoteleiras da capital portuguesa. A despesa com diárias foi mais de 71 mil surreais. No entanto, os hospedes tiveram o privilégio de sair pelas porta dos fundos para evitar olhares indiscretos. O contribuinte brasileiro pode se tranquilizar. Cada centavo subtraído dos seus rendimentos, via impostos, teve contrapartida consequente na escala lusitana. Na bucólica terra da ¡Pátria o Muerte Venceremos! — os menos românticos chamam de Fazendinha dos Irmãos Castro — Dilma vai se inscrever de forma permanente na história da ilha. A presidente inaugura parte de um porto no balneário de Mariel, 40 quilômetros a oeste de Havana, na Província de Artemisa. Lá a obra saiu do papel, 71% da empreitada recebeu financiamento do BNDES — 682 milhões de dólares. A última grande exportação de Mariel aconteceu em 1980. Mais 125 mil refugiados cubanos debandaram para os Estados Unidos. Espera-se que o pós-Dilma insular, a infraestrutura possa contribuir para melhorar o ordenamento. Contudo será necessário cumprir antes uma pequena formalidade, produzir algo mais que gente descontente, charuto, açúcar e desafeto, os principais produtos de exportação. Por sua vez, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, deixou Paris em direção a Londres, cruzando Canal da Mancha em avião de carreira. Na capital britânica, dará seqüência as suas palestras acadêmicas no Safra Lecture Theatre, do King’s College. Barbosa falará sobre as mudanças aconteceram no STF das últimas décadas, evidenciando os julgamentos mais emblemáticos. O presidente do Supremo será também sabatinado pelo jornalista Stephen Sackur no mais importante programa de entrevista da BBC, o HARDtalk. Antes dele, apenas dois brasileiros foram entrevistados no programa, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, espera-se que Joaquim Barbosa não contraia nenhuma epidemia viral grave do inverno europeu e, em consequência, os médicos do Velho Continente venham aconselha-lo semanas de repouso. Isso porque no raciocínio obtuso do ministro Ricardo Lewandowski, o presidente interino do STF, só Barbosa poderá dar sequência a algo que Barbosa já decidiu antes de viajar, a prisão do ex-presidente da Câmara, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado por envolvimento no mensalão. Teria-se, portanto que aguardar as melhorar da saúde do relator para a Justiça seguir seu curso. Desta forma, Lewandowski contribui sobremaneira para percepção no Brasil baseada na mais forte das evidências, os fatos, de que sem Joaquim Barbosa peixe graúdo não vai para cadeia. Neste ponto, o leitor pode supor que o Blog de Paris decidiu tratar de agendas de dois candidatos sonhados por muitos brasileiros como protagonistas do embate ideal no segundo turno da próxima eleição presidencial. Em conversa com o Blog de Paris, o presidente do STF descartou qualquer possibilidade de vir a se candidatar-se. Até porque não se identifica com nenhum partido político no Brasil, enlameados por casos de corrupção e de pouco compromisso com a ética. Ademais, Barbosa tem apenas 59 anos. Há tempo mesmo para experimentar antes a passagem por um Ministério da Justiça ou Relações Exteriores, alguma experiência administrativa. No entanto, Barbosa vem acompanhando com interesse novas iniciativas que eventualmente possam se aproximar em tempos modernos do conceito descrito pelo filósofo político inglês Edmund Burke, “um grupo unido para promover através do esforço comum o interesse nacional, baseado em princípios que todos compartilham”. Os partidos atuais, tais como os sindicados, defendem mais o interesse pessoal de seus membros do que um programa ou ideário. Neste sentido, no Brasil, o movimento que desperta mais curiosidade no presidente do STF e isso não significa nenhuma propensão de engajamento é a rede Marina Silva. |
23 de jan. de 2014
Estranha economia que ainda permite semi-escravidão e trabalho infantil degradante, e Miriam Leitão, para O Globo
| BRASIL - Economia- Opinião Estranha economia que ainda permite semi-escravidão e trabalho infantil degradante A colunista Miriam Leitão, comenta sobre a a reportagem de Ronaldo D’Ercole, para O Globo, que relatou flagrante de trabalhadores sem água potável, banheiro, nem local para se alimentar, em carvoarias no interior de São Paulo. Não tinham proteção para as mãos, olhos e pulmões contra a fuligem dos fornos. Havia também menores de idade. Foto: Michel Filho/Agência O Globo Postado por Toinho de Passira No estado mais rico do país, no interior mais próspero, nas proximidades de uma refinaria da petróleo e em empresas que produzem para grandes redes de supermercado, foi flagrado trabalho degradante em carvoarias. A cena se parece com todas: trabalhadores em situação de risco, indícios de desmatamento de mata nativa e empresas inseridas na cadeia de suprimento do país. É assim mesmo que funciona na Amazônia, em locais de difícil acesso para a fiscalização das autoridades. O país se escandaliza e pensa que é só lá, em terra ainda sem lei. O que fazer com nossas convicções quando acontece tão perto dos olhos de todos nós? Perto de uma cidade como Bragança Paulista? “O carvão produzido na região é comprado por grandes redes de supermercados", informou o GLOBO de ontem na primeira página. O repórter Ronaldo D’Ercole, que acompanhou a ação da Polícia Rodoviária Federal, Ministério do Trabalho e Ministério Público, relatou que os trabalhadores não tinham água potável, banheiro, nem local para se alimentar. Não tinham proteção para as mãos, olhos e pulmões contra a fuligem dos fornos. Havia também menores de idade. São pequenas carvoarias, dirá o setor. Não compramos delas, dirão os supermercados. Mas legal e ilegal estão misturados. Os pequenos fornecem para os maiores, que fornecem para os supermercados nos quais todos compramos. E assim, em um alegre churrasco de domingo, os consumidores podem acabar convalidando crimes trabalhistas e ambientais, sem saber. Por isso é que autoridades ou organizações que combatem o trabalho análogo à escravidão sempre investigam a cadeia produtiva. É lá que está o nó. Uma parte da empresa é legal, outra não. Há casos em que a empresa assina a carteira, mas não fornece os indispensáveis equipamentos de proteção ou garante condições de trabalho digno. É preciso dizer a um empregador que é sua obrigação proteger mãos, pulmões, olhos do trabalhador dos elementos nocivos à saúde? É necessário avisar que quem trabalha precisa de local limpo para se alimentar? Tem que haver norma mandando fornecer água potável? O Ministério do Trabalho cria regras proibindo o que deveria estar proscrito em todo o território nacional. E o faz porque o óbvio não é respeitado por empresas. O chefe da Fiscalização para a Erradicação do Trabalho Escravo, Alexandre Lyra, disse, segundo Clarice Spitz, que há o entendimento errado de que só se configura trabalho escravo quando há homens armados impedindo a saída do trabalhador. Disse que, em 20 anos, nunca viu. Outros já viram, mas há formas variadas de manter a pessoa em situação desumana. Na área rural, a estratégia ainda é a do armazém. Produtos vendidos a preços exorbitantes em áreas remotas, ou dívida falsa da compra de ferramentas que o empregador tem que fornecer. A condenação da sociedade, a atuação de ONGs, as campanhas da OIT, Ministério Público, do Ministério do Trabalho, a lista suja, a pressão sobre grandes empresas têm surtido efeito. O crime de trabalho análogo à escravidão tem diminuído pelo combate sistemático. Desde 1995, foram encontrados nessa condição 46 mil trabalhadores. Em 2013, foram 1.619, o maior número em cinco anos, o que parece indicar aumento do problema. É, na verdade, um aperto maior na fiscalização, que hoje não se limita mais ao setor rural, mas também ao urbano, onde empresas têxteis, que fornecem para grifes famosas, têm sido flagradas. Só a erradicação é aceitável e esse é o sentido da PEC do Trabalho Escravo que pune com expropriação a empresa que praticar o crime. A bancada ruralista trabalha para desidratar a regulamentação da PEC 57, de 1999. Argumenta que é preciso definir melhor o que é trabalho escravo. “Jornada exaustiva" não poderia estar dentro do conceito, dizem. Donde se conclui que, para eles, explorar as forças do trabalhador além do limite é aceitável. Estranha economia. *Alteramos o título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original |
22 de jan. de 2014
ROLEZISTA: "Eu não quero ir no seu shopping"
21 de jan. de 2014
Marta Suplicy, ao ser condenada, mais uma vez, por improbidade administrativa, ameaça trono de Maluf
| BRASIL - Corrupção Marta Suplicy, ao ser condenada, mais uma vez, por improbidade administrativa, ameaça trono de Maluf Marta Suplicy, está cada vez mais, perto de alcançar, Paulo Maluf, até então considerado imbatível, como o político mais condenado do país. Na última decisão, o juiz disse que os documentos apresentados no processo, comprovam que houve “contratação ilícita” e favorecimento da entidade, contratada, ou seja, sem licitação Marta repassou quase 400 mil, para uma ONG, da qual ela é (era) sócia-fundadora. Marta, atualmente a frente do Ministério da Cultura, administra um orçamento que beirou os 400 milhões em 2013. Foto: Marcos De Paula/AE Postado por Toinho de Passira A ex-prefeita de São Paulo, senadora licenciada e atual ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT-SP), foi condenada, no início do mês, por improbidade administrativa pela Justiça de São Paulo por atos à frente da Prefeitura de São Paulo, capital, no período de 2001 a 2005, por decisão do juiz Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública da capital paulista. Além da suspensão dos seus direitos políticos por três anos, Marta Suplicy foi condenada ainda a pagar multa no valor de cinco vezes o que ela recebia de remuneração no período em que foi prefeita. Da decisão ainda cabe recurso, o advogado da petista, Pedro Estevam Serrano, disse que irá. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Marta Suplicy contratou sem licitação, em 2002, a organização não-governamental GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual) para desenvolver ações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos e sexualidade para os moradores das subprefeituras de Cidade Ademar e Cidade Tiradentes, ambas na Zona Leste de São Paulo.
A secretária municipal da Educação na gestão de Marta Suplicy, Maria Aparecida Perez, também teve seus direitos políticos cassados por três anos e ainda terá de pagar multa equivalente a cinco vezes o salário dela na época. A ONG, Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual, também foi condenada a pagar multa no valor de 10% do contrato original firmado com a administração, de R$ 372.119,19 na época, o qual deve ser atualizado segundo os índices oficiais acrescido de juros moratórios contados da última citação realizada nos autos do processo. E foi proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária, pelo prazo de três anos. Em sua decisão, o juiz afirma que os documentos apresentados comprovam que a “contratação ilícita levou ao favorecimento da entidade, que, em sua origem, teve relações estreitas com a chefe do Executivo local”. Marta Suplicy foi sócia-fundadora da ONG. Da para desconfiar que parte desse dinheiro tenha sido desviado para o patrimônio da sócia fundadora famosa. “Nestes termos, verifica-se que o gestor desviou-se de seu dever de imparcialidade, praticando conduta voluntária e consciente, favorável à entidade com que há pouco mantinha estreita relação funcional, não se resguardando quanto à licitude objetiva do processo de escolha do prestador de serviço, para o que era imprescindível, no mínimo, a consulta de preços dirigida a demais agentes aptos à atividade contratada”, completa a decisão judicial. A condenação é mais um embaraço na biografia política de Marta Suplicy, que como, praticamente todos os integrantes do Partido dos Trabalhadores, quando empossados em cargos executivos, agem como se os cofres públicos fossem da mãe Joana. Claro que essa condenação terá sua aplicação protelada e não afetará a vida politica da petista, que continuará Ministra do Governo Dilma, como se nada tivesse acontecido, tendo no ano passado, administrado á sua maneira, o orçamento de R$ 368 milhões, do Ministério da Cultura. Se a primeira sentença levou quase oito aos para ser proferida, imaginem o quanto vai demorar para que os tribunais superiores se pronunciem a respeito. A semelhança dos crimes durante a condução da gestão municipal e a tática de protelar a aplicação das condenações, faz Marta Suplicy, cada vez mais próxima de Paulo Maluf, como se fora uma versão de saias do corrupto mais famoso do Brasil. Já está na hora de se reconhecer o brilho próprio de Marta, que já está a ameaçar o trono de Maluf. No próximo mês de março Marta Suplicy tentará esconder que completará 69 anos de idade, antes que complete 85 esse processo não terá uma sentença definitiva, e pode ser até arquivado, antes disso, devido à longevidade da ré, irrecorrivelmente condenada à velhice. |
19 de jan. de 2014
Morreu Evandro Campelo, o eterno Caifás,
da Paixão de Cristo, de Nova Jerusalém
| BRASIL - Pernambuco- Luto Morreu Evandro Campelo, o eterno Caifás, da Paixão de Cristo, de Nova Jerusalém Durante 30 anos interpretou, com paixão e maestria, o sumo sacerdote judeu, que julgou e condenou Jesus Cristo, no espetáculo da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, Pernambuco Foto: Captura de video Postado por Toinho de Passira Morreu no Recife, na manhã deste sábado (18), o ator Evandro Campelo, que integrou por mais de 30 anos o elenco da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, encenada no Agreste pernambucano. Durante sua vida participou intensamente do cenário teatral pernambucano, com destaque por sua participação no grupo Teatro Popular do Nordeste. Evandro participou de novelas e de filmes, incluindo o longa "Árido Movie", com Selton Mello. Inesquecível e antológica sua participação na peça Aurora da Minha Vida, de Naum Alves de Souza, encenada em 1984, dirigida por José Pimentel, contracenando com um elenco primoroso: Marilena Breda, Stella Maris Saldanha, Fátima Aguiar, Ana Montarroyos, Alfredo Borba, Aramis Trindade, Carlos Lira e Pedro Henrique. A enciclopédia do Itaú Cultural registra sua participação no teatro pernambucano desde 1962, quando atuou na peça Julgamento em Novo Sol, seguindo-se Estórias do Mato; A Afilhada de Nossa Senhora da Conceição (1963); A Incelença (1963); A Revolta dos Brinquedos (1966); O Cabo Fanfarrão (1966); O Inspetor (1966); Antígona (1967); O Santo Inquérito (1967); Um Inimigo do Povo (1967); Andorra (1968); O Melhor Juiz, o Rei (1968); Dom Quixote (1969); Farsa da Boa Preguiça (1969); Buuum (1970); Cabeleira Aí Vem (1970); Boca de Ouro (1983); Maria Minhoca (1989), além da histórica, por 30 ano, e ininterruptos, participação no personagem de Caifás, na Paixão de Cristo em Nova Jerusalém no Brejo da Madre de Deus – de 1974 a 2004. Foto: Captura de video Representante do Sindicato dos Atores de Pernambuco, Paulo de Castro, lamentou a morte do amigo, com quem começou a trabalhar em 1965. "Ele era um ator de grande talento e era uma pessoa agregadora. Era uma pessoa muito querida pelos artistas", afirmou. Foto: Captura de video |
14 de jan. de 2014
Por causa da amante, oposição francesa questiona: quem é a primeira-dama da França?
| FRANÇA - Bizarre Por causa da amante, oposição francesa questiona: quem é a primeira-dama da França? O caso do romance de François Hollande, com a atriz Julie Gayet levantou muitas questões, que vão além da vida privada do presidente. Pode um país ter duas primeiras damas? Diplomaticamente a situação ficou nebulosa, pergunta-se: no encontro que terá com o Papa, neste mês e no próximo quando encontrará Obama, que fará as vezes de primeira dama da França? As duas vão poder coabitar o Palácio do Eliseu? Foto: AFP/Le Monde Postado por Toinho de Passira A relação extraconjugal entre o presidente francês, François Hollande, e a atriz Julie Gayet está provocando questionamentos em relação ao status jurídico da primeira-dama, Valérie Trierweiler, que não é casada com o chefe de Estado. As implicações são institucionais, já que Trierweiler dispõe, como toda primeira-dama, de verbas públicas para compor um gabinete com assessores, entre outras despesas, e também do ponto de vista diplomático, já que ela acompanha Hollande em visitas oficiais internacionais, representando a França. No dia 24 deste mês, o presidente francês terá um encontro com o papa Francisco, e a imprensa francesa já questiona se sua companheira participaria desta visita. Também não se sabe se Trierweiller irá com Hollande para os EUA em 11 de fevereiro, quando o francês terá um encontro com o colega americano, Barack Obama. Políticos também solicitam que Hollande esclareça rapidamente a situação de Trierweiler. Isso poderá ocorrer na terça-feira, quando ele dará uma coletiva de imprensa já prevista há semanas para detalhar sua linha de ação política e econômica neste ano. O evento terá a presença de cerca de 600 jornalistas do mundo todo. Mas a entrevista corre o risco de ser ofuscada pelos rumores de relação extraconjugal.
HOLLANDE DE CAPACETE A polêmica começou após a publicação, na sexta-feira, de uma reportagem da revista de celebridades Closer intitulada "O amor secreto do presidente", que revela a relação do político com a atriz francesa Julie Gayet, de 41 anos. Esta é a primeira vez na história da França que a primeira-dama não é casada oficialmente com o chefe de Estado. Por este motivo, o suposto caso de infidelidade vem levantando questionamentos que não existiram com outros presidentes franceses que também tiveram relações extraconjugais, como Valéry Giscard d’Estaing, François Mitterrand e Jacques Chirac. "Se as revelações da Closer se confirmarem, podemos nos interrogar sobre o status de Valérie Trierweiler. É normal que ela permaneça no palácio do Eliseu com as despesas pagas pelo contribuinte enquanto o presidente tem outras relações? Quem é hoje a primeira-dama da França?", se interroga em um comunicado o deputado Daniel Fasquelle, do UMP, da oposição. A líder da extrema-direita, Marine Le Pen, afirmou nesta segunda-feira que há um problema jurídico em relação à primeira-dama. "A companheira do chefe de Estado não tem nenhum status. Por isso, os recursos utilizados em comunicação, secretariado e assessores não têm base legal", diz ela. Não há uma verba definida legalmente para a primeira-dama. Segundo um relatório divulgado pelo primeiro-ministro, Trierweiler teria cortado pela metade os gastos mensais de seu gabinete (de cerca de 20 mil euros) na comparação com as despesas efetuadas pela ex-primeira dama Carla Bruni. "A companheira do chefe de Estado não tem nenhum estatuto. Por isso, os recursos utilizados em comunicação, secretariado e assesores não têm base legal." - diz Marine Le Pen, líder da extrema direita Para piorar as coisa para Hollande, Trierweiler está hospitalizada desde sexta-feira, após a publicação da Closer, "para repousar e fazer alguns exames", segundo seu gabinete. Ela deveria ter deixado o hospital nesta segunda, mas não há mais previsão da data de saída. Há rumores que ela teve uma crise nervosa. Segundo a imprensa francesa, ela retirou o título de "primeira-dama" de sua conta no Twitter antes da hospitalização. A relação entre Hollande e Trierweiler se tornou pública em 2010. Ela havia sido sua amante na época em que Hollande ainda vivia com Ségolène Royal, com quem teve quatro filhos. Royal anunciou a separação logo após ter sido derrotada nas eleições presidenciais de 2007. Trierweiler, de 48 anos, tem três filhos de um casamento anterior e utiliza até hoje o sobrenome do ex-marido. O ex-presidente Nicolas Sarkozy foi o único a se divorciar e se casar novamente durante seu mandato. Após a separação, Sarkozy se casou rapidamente com a modelo e cantora Carla Bruni, após um curto namoro. Quando ela se instalou no Palácio do Eliseu, sede da presidência, já era sua esposa. Fotos: Divulgação IMPACTO POLÍTICO |
13 de jan. de 2014
Maranhão: Em família, de Ricardo Noblat, para O Globo
| BRASIL - Opinião Maranhão: Em família O jornalista Ricardo Noblat analisa a crise dos presídios do Maranhão e a delicada participação da presidenta Dilma Rousseff, atuando com luvas de pelica, no episódio, procurando parecer atuante, mas, sem afetar a família Sarney, seus aliados fidagais, principalmente em se tratando de um ano eleitoral.
Postado por Toinho de Passira A crise da segurança Pública no Maranhão agravou-se desde o mês passado. Finalmente, na última sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff postou sete mensagens consecutivas em seu twitter. Para dizer que acompanha a crise, que despachou para São Luís seu ministro da Justiça e que providências para controlá-la começaram a ser tomadas. Citou algumas. E voltou a se calar. Todo cuidado é pouco. Dilma é candidata à reeleição. Há quatro anos, depois do Amazonas, foi o Maranhão, feudo da família Sarney há meio século, o Estado a lhe conferir a maior vantagem de votos sobre Serra (PSDB) – 79% dos válidos no segundo turno. Primeiro cacique a se incorporar em 2002 à campanha de Lula, José Sarney foi o único a acompanhá-lo no avião que o devolveria a São Paulo oito anos depois. Lula aprendeu a gostar dele. No passado, em comício no Maranhão, chamou Sarney de “ladrão”. No governo, encantado com seu apoio, batizou-o de “homem incomum” e fez-lhe quase todas as vontades. A crise da segurança pública que provocou até aqui a decapitação de presos, atentados contra delegacias e a morte de uma criança queimada por bandidos, veio em má hora para os Sarney – e, por tabela, para Dilma. Há um candidato favorito ao governo do Maranhão e ele é adversário da família – Flávio Dino, advogado, ex-deputado federal, filiado ao PC do B e atual presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). No plano nacional, o PC do B está com a candidatura Dilma e não abre. No Maranhão, Dino está com a candidatura a presidente de Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco. E também não abre. Ali, na mais recente eleição municipal, o PSB apoiou Edivaldo Holanda Junior (PTC) para prefeito de São Luís, e indicou seu vice. Eduardo participou ativamente da campanha de Edivaldo. Que agora é eleitor de Dino. Em Pernambuco, empurrada por Lula e Eduardo, Dilma teve três quartos dos votos. Agora não terá mais. Minas Gerais presenteou-a no segundo turno com quase 60% dos votos válidos. O candidato majoritário de Minas Gerais à vaga de Dilma é o senador Aécio Neves (PSDB). Que espera colher em São Paulo, com a ajuda do governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, uma vitória igual ou maior do que a de Serra em 2010. A luz amarela está acesa nos bastidores da campanha por ora informal de Dilma. Vê só por que ela aparenta estar alheia ao que acontece no Maranhão? Alguém viu por aí a ministra dos Direitos Humanos? Ela não deveria ter viajado ao Maranhão? Roseana vetou – e Dilma acatou o veto. O procurador geral da República deverá pedir intervenção federal no Maranhão. A ministra dos Direitos Humanos empenhou-se para que seus conselheiros não pedissem. Foi bem-sucedida. Roseana deixará o governo em abril próximo para ser candidata ao Senado. Somente na semana passada ela quebrou o silêncio e falou sobre a crise. Foi um desastre. Agrediu o bom senso. Revelou-se despreparada para o exercício do cargo que ocupa pela segunda vez. Traiu a arrogância de quem está acostumada a não dar satisfações ao distinto público. Cometeu a frase desde já candidata à frase do ano: “Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico”. O Maranhão tem a pior renda per capita entre os 27 Estados brasileiros. Está em 26º lugar em matéria de Índice de Desenvolvimento Humano. Quase 40% de sua população são pobres. Ali, manda a família comum de um homem incomum. |
São Paulo: Apartheid no shopping?
| BRASIL - Olhar estrangeiro São Paulo: Apartheid no shopping? Correspondente do jornal espanhol "El País" comenta os rolezinhos, movimentos de jovens convocados pelas redes sociais para se reunirem nos shoppings, sob o ponto de vista que a reação está gerando uma discriminação social, após a justiça de São Paulo permitir que seis centros comerciais façam triagem dos clientes para evitar os tais 'rolezinhos' de jovens da periferia Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG São Paulo Postado por Toinho de Passira Seis shoppings do Estado de São Paulo conseguiram ontem o apoio da Justiça para bloquear suas portas automáticas para que policiais e seguranças privados identificassem a quem quisesse entrar. O alvo da discriminação: menores desacompanhados, de baixa renda. Esse é o perfil de quem está colocando em xeque vários centros comerciais do Estado com os chamados rolezinhos, encontros multitudinários de jovens, convocados pelas redes sociais que, mesmo sem intenção de delinquir, incomodam clientes e lojistas. Não é a primeira vez que os shoppings reforçam a segurança e identificam quem não se encaixa no perfil do consumidor padrão, mas a liminar (decisão provisória) do juiz proibia e previa uma multa de 10.000 reais a quem participasse desse tipo de manifestação convocada ontem em quatro centros comerciais do Estado. No shopping JK Iguatemi, situado na cobiçada avenida Brigadeiro Faria Lima, os seguranças chegaram a barrar a entrada de funcionários, jovens que não tinham cara de compradores de um dos shoppings mais caros da cidade. A convocatória do rolê, com 2.500 pessoas confirmadas no Facebook, se diluiu mesmo antes de começar –a foto da liminar colada na entrada do shopping se espalhou pelas redes sociais antes do evento-, mas houve confronto entre jovens e policiais no centro comercial Metrô Itaquera, onde foi registrado em 7 de dezembro o primeiro episódio do fenômeno, com cerca de 6.000 participantes. A polícia, que estimou que ontem se reuniram cerca de 1.000 adolescentes, agiu com violência para dispersar a multidão. Clientes do estabelecimento registraram dois boletins de ocorrência por roubo e tumulto. Três adolescentes foram presos, mas dois deles já foram liberados, segundo a polícia. As convocações desses jovens, público visto com desconfiança pelas famílias brancas de classe média-alta que preferem passar a tarde nestes estabelecimentos blindados por seguranças ao lazer na rua, tem marcado o Natal em São Paulo. O rolê de 15 de dezembro no shopping de Guarulhos acabou com 23 presos, que foram liberados pouco depois. Não foram acusados de portar drogas nem de roubo. Houve outras convocatórias como a de 4 de janeiro no Shopping Metrô Tucuruvi, na zona norte, onde a participação de cerca de 400 jovens, segundo a PM, levou aos lojistas a fechar suas portas três horas mais cedo, mesmo sem sinal de tumulto. O fenômeno dos rolezinhos, com características similares aos chamados flash mobs (concentrações espontâneas de pessoas convocadas pelas redes sociais em um determinado espaço para realizar uma mesma ação) tem, como tantos outros na pauta do país, dividido a sociedade brasileira. Houve quem associasse a liminar dos shoppings ao apartheid. Esses são os que defendem que esses adolescentes da periferia, na maioria negros que beiram o salário mínimo (724 reais), estão colocando o foco na desigualdade entre classes, na opressão, incomodando os mais ricos que procuram nos shoppings consumir com segurança longe da realidade dos moleques. Do outro lado desse debate, estão os que os chamam de vândalos, defensores do espaço privado, ameaçados por um movimento sem lemas e sem objetivos claros que não entendem, e que acreditam que toda essa energia e capacidade de convocação podem ser investidos em outras áreas: desde participar de protestos mais articulados, como os de junho passado, até a procurar empregos. *Alteramos títtulo, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original |
“Veja” surpreende avaliando Armando Monteiro
como melhor senador do Brasil em 2013
| BRASIL - Eleição 2014 “Veja” surpreende avaliando Armando Monteiro como melhor senador do Brasil em 2013 !!!? Nem Armando Monteiro acreditou, mas, na última edição do ano, na retrospectiva de 2013, a revista Veja, falando da atuação dos parlamentares, afirmou que o senador pernambucano, foi a melhor entre os seus pares. Armando aproveitou a inesperada avaliação para insinuar-se, ainda mais, como candidato a candidato a Governador de Pernambuco. A pergunta que não quer calar: já que ele está tão bem no senado, para que tirá-lo de lá?
Foto: Toinho de Passira/The Passira News Postado por Toinho de Passira Blog do Jamildo, Pajeú da Gente O apagado senador pernambucano, Armando Monteiro (PTB-PE) foi catapultado pela revista “Veja”, na sua última publicação do ano passado, edição n° 2353, de 25 de dezembro de 2013, como “o melhor senador do Brasil em 2013”, concedendo-lhe uma consagradora nota 10. A revista fez um levantamento em busca daqueles que “mais trabalharam em 2013 por um Brasil moderno e competitivo”, e esbarrou em Monteiro, que disparou na frente, ficando 1,4 pontos, adiante dos segundos colocados, onde aparecem empatados os senadores Casildo Maldaner (PMDB-SC) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES), com 8,6 pontos. A Veja diz qu usou como critério o comportamento dos congressistas em relação a temas como carga tributária, infraestrutura, combate à corrupção, melhor gestão do gasto público, simplificação da burocracia, etc. O estudo foi feito “em parceria com o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj)”. Foram analisadas 243 proposições de maior relevância entre as centenas de projetos de lei, medidas provisórias e propostas de emenda à Constituição que tramitaram na Câmara e no Senado em 2013″, diz um trecho da reportagem. A revista explica que também aplicou uma “cláusula de ética” na relação dos parlamentares responsáveis pelas proposições, expurgando aqueles envolvidos em escândalos ou de reputação duvidosa. Como não poderia deixar de ser o Senador Armando Monteiro, está até agora alardeando o destaque inesperado, anexando-o ao seu currículo de pré-candidato a governador de Pernambuco e proprietário do palanque de Dilma Rousseff, no estado, nas próximas eleições. O PT de Pernambuco, esfacelado e cabisbaixo desde a esmagadora derrota nas eleições municipais em Recife, deve apoiar o senador Armando Monteiro, do PTB, para governador. Lula e a cúpula do partido avaliam que essa é a melhor maneira de tentar derrotar Eduardo Campos em seu estado e se vingar do rompimento dele com o governo de Dilma Rousseff. Óbvio que em se tratando de PT de Pernambuco, isso não vai acontecer assim naturalmente, ninguém sabe direito, por exemplo, o que pensa o senador Humberto Costa, que tem como orientador politico o mensaleiro José Dirceu, além da ambição pessoal de ser ele o candidato e da velha briga com a ala do ex-prefeito João da Costa e da ala furta cor do outro ex-prefeito João Paulo. Curioso é que ninguém divulgou que na mesma avaliação o senador Humberto Costa, figura num amargo 22° lugar com nota 4,8, além de tudo está empatado com Renan Calheiro (PMDB-AL) o controverso presidente do Senado. O outro senador pernambucano Jarbas Vasconcelos (PMDB – PE) ficou em 15°, com nota 6,0 – também não está bem acompanhado, a figura emblemática, o senador José Sarney (PMDB – AP) tirou a mesma nota. Vale acrescentar a estranheza de que pela mesma avaliação, o conceituado senador pernambucano Cristovam Buarque (PDT – DF) ficou em 43° lugar, o penúltimo na classificação geral, com magros 0,4 pontos. Enquanto no 44° e último lugar ficou o simbólico senador gaúcho Pedro Simon (PMDB – RS) que tirou nota 0 (zero). Como diria João Grilo, na "A Compadecida" de Ariano Suassuna: “Não sei, só sei que foi assim”. |
11 de jan. de 2014
Pedrinhas, o presídio do terror, a vitória da barbárie no Maranhão dos Sarneys
| BRASIL - Violência Pedrinhas, o presídio do terror, a vitória da barbárie no Maranhão dos Sarneys Como o desgoverno de anos resultou nos horrores dos últimos dias, desde os bandidos degolados na penitenciária até a menina Ana Clara, de 6 anos, que morreu queimada, vítima de ataque criminoso a um ônibus urbano. “O Maranhão vai muito bem”, disse três dias depois a governadora do estado, Roseana Sarney, em entrevista coletiva. “Um dos problemas que estão piorando a segurança é que o estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes.” Ah,tá! Divulgação Governo do Maranhão Postado por Toinho de Passira A vida da menina Ana Clara Santos Souza nunca deveria ter cruzado a de W.T.F., o bandido conhecido como Porca Preta, que aparece na foto abaixo empunhando um revólver. Aos 6 anos de idade, Ana Clara se preparava para ir à escola pela primeira vez. Adorava vestir-se de princesa e andar de bicicleta. Tinha acabado de dispensar as rodinhas da sua, e por esse motivo andava muito orgulhosa. Era um universo sem ponto de contato com o mundo sinistro habitado por Porca Preta. O bandido, de 17 anos, é um dos membros do Bonde dos 40, a sanguinária facção criminosa que disputa o mercado de drogas de São Luís e domina parte das cadeias do Maranhão à base de métodos que incluem a decapitação de adversários e o estupro de suas mulheres. O que fez com que Ana Clara e Porca Preta se encontrassem no último dia 3 não foi o azar, mas uma combinação de duas tragédias: a situação nacionalmente calamitosa das prisões brasileiras e a gestão particularmente funesta do problema pelo governo do Maranhão, onde o descaso, o apadrinhamento e o descontrole elevaram o horror a uma escala nunca vista. Parte desse horror transbordou na semana retrasada para uma rua da periferia da capital maranhense. Da prisão de Pedrinhas, partiu a ordem para que bandidos atacassem ônibus em circulação na cidade em represália à entrada da Polícia Militar na cadeia depois de mais uma rebelião sangrenta. Um dos alvos escolhidos foi o carro em que haviam embarcado Ana Clara, sua mãe, Juliane Souza, e a irmã de 1 ano, Lorane. Porca Preta foi o encarregado de render o motorista, enquanto seus comparsas espalhavam gasolina no interior do veículo. Juliane, internada em estado grave, contou à mãe o que houve em seguida. Segundo disse, ela e as filhas já estavam na porta de entrada quando alguém riscou um fósforo e o ônibus explodiu em chamas. As três foram atingidas. Juliane atirou-se sobre a caçula e, com as costas e os braços queimando, rastejou com ela por baixo da roleta em direção à porta de trás. Achava que a filha mais velha a seguia. Ana Clara, no entanto, havia se desgarrado e permaneceu na parte da frente, onde as chamas ardiam altas. Com 95% do corpo queimado, ela ainda conseguiu sair do carro. São excruciantes as imagens feitas pelas câmeras de segurança do ônibus, que mostram a menina perambulando em choque, sozinha, com o corpo em chamas. Ana Clara morreu na última segunda-feira.
“O Maranhão vai muito bem”, disse três dias depois a governadora do estado, Roseana Sarney, em entrevista coletiva. “Um dos problemas que estão piorando a segurança é que o estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes.” A entrevista girou em torno da série de motins no Complexo de Pedrinhas, que deu origem ao ataque ao ônibus em que viajava Ana Clara e, em 2013, resultou em sessenta presos mortos, ao menos cinco degolados. Roseana disse ainda que o que houve em Pedrinhas foi “inexplicável”. A governadora conseguiu errar em cheio em todas as declarações. Primeiro, o Maranhão, estado que sua família governa há cinco décadas, não vai nada bem. Tem o segundo pior índice de analfabetismo do Brasil e a pior renda per capita. Seu IDH só perde para o de Alagoas, e a mortalidade infantil é a segunda maior do país. Depois, o que aconteceu em Pedrinhas está longe de ser inexplicável. Foto: Manoel Marques - Reprodução - Francisco Silva/Jornal Pequeno Na semana passada, a reportagem de VEJA percorreu cinco das oito unidades do complexo - com capacidade para 1 500 presos e população de 2 700. Nas celas de 6 metros quadrados espremem-se até dez homens, obrigados a disputar espaço com os ratos, atraídos pelos detritos acumulados em pilhas por todo canto. No pátio de uma das cadeias do complexo, o esgoto a céu aberto se mistura a montes de entulho e mato crescido. Algumas paredes dão a impressão de que poderiam ser derrubadas com um chute, de tão decrépitas. Foto: Marlene Bergamo/Folhapress Para o Palácio do Planalto, o governo do Maranhão está despreparado para resolver sozinho a crise no sistema carcerário estadual. A gestão sofreria de “autismo” e de “completo distanciamento da realidade”, como teria demonstrado a licitação para compra de lagosta e outros quitutes, suspensa depois de revelada pela Folha de S.Paulo e substituída por outra... que solicita caviar e uísque escocês. Embora assessores de Dilma Rousseff digam que Roseana Sarney perdeu capital eleitoral, a presidente não pretende dispensar o apoio da governadora e de seu pai, o ex-presidente do Senado e cacique peemedebista José Sarney. Foi por isso que a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, evitou defender a intervenção federal no estado e foi por esse motivo também que, diante de tanto sangue derramado em território maranhense, Dilma limitou suas manifestações a uma lacônica mensagem postada na sexta-feira no Twitter. O texto diz que ela acompanha “com atenção a questão da segurança no Maranhão”. Ana Clara não andará mais de bicicleta, não se vestirá de novo de princesa nem irá à escola neste ano pela primeira vez. Mas é tranquilizador saber que a presidente acompanha tudo com atenção. E que o Maranhão vai muito bem, obrigado. *Alteramos título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original |
9 de jan. de 2014
Aniversário de 50 anos de Michelle Obama, não vai ter boca livre
| ESTADOS UNIDOS - Político -
Social Aniversário de 50 anos de Michelle Obama, não vai ter boca livre No convite a primeira Dama recomenda que os convidados cheguem alimentados, o fato gerou tanta controvérsia quanto o aumentos da despesas com a segurança da primeira dama, que resolveu esticar as férias no Havaí, longe do marido e filhas Foto: Reuters Postado por Toinho de Passira Se você foi convidado para a festa de aniversário de 50 anos de Michelle LaVaughn Robinson Obama, mais conhecida como Michelle Obama, a primeira dama americana, no próximo 17 de janeiro, na ala leste da Casa Branca, deve ir com roupas confortáveis, sapados próprios para dançar, mas deve comer em casa, ou em outro lugar, antes de chegar a festa, pois não será servido num jantar. Os seletos convidados, VIPs, receberem o convite para o evento, com o aviso que se acontecerá um “Snacks & Sips & Dancing & Dessert” (lanches, bebidas, dança e sobremesa, em inglês) acrescentado o aconselhamento de “comer antes de chegar à festa”. - Eu não acho que seja rude, mas é um pouco... diferente do que o que as pessoas estão acostumadas. Como colocar isso delicadamente? - questiona Lizzie Post, coautora do livro “Encontros casuais e festas elegantes em casa”. Colin Cowie, guru de entretenimento de Oprah Winfrey, reagiu mais diretamente. - Pedir às pessoas para ‘comerem antes de chegar’ não é a maneira como eu teria feito isso. Eu sempre penso na comida. Quando se trata de fazer as pessoas se sentirem bem-vindas temos que dar boa música, um bar bem abastecido e excelente comida - e em abundância. O planejador de festas Andre Wells concorda que dizer para os convidados fazerem uma refeição antes de participar de uma comemoração é um pouco incomum. - Eu nunca vi isso. Isso é definitivamente novo - disse Wells, acrescentando que alguns anfitriões apressados podem gostar da quebra de protocolo. - Sei que um monte de gente vai gostar disso e dizer: ‘Bem, se o presidente e a primeira-dama fizeram, nós podemos fazer também’. Foto: White House Mas a aparente economia de Michelle com o jantar, não satisfez a imprensa americana. Em paralelo, reclamam dos gastos com a Primeira Dama, que foi para o Havaí de férias, com o marido Barack Obama e as filhas Sasha e Malia, mas não retornou com a família. Ficou na ilha, hospedada na mansão de 12 cômodos da amiga Oprah Winfrey, em Maui. |




















