28 de dez de 2013

Anistiada pela Rússia, brasileira do Greenpeace, presa sob acusação de vandalismo, já está em Porto Alegre

BRASIL - Meio Ambiente
Anistiada pela Rússia, brasileira do Greenpeace, presa sob acusação de vandalismo, já está em Porto Alegre
A gaúcha Ana Paula Maciel, que integrava o grupo de 30 ativistas do Greenpeace detido na Rússia, aterrissou às 11h, neste sábado, em Porto Alegre, sua cidade natal. Foram cem dias de apreensão e incerteza desde foi presa em águas internacionais durante um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico. Acusados de pirataria e vandalismo, ela e os outros ativistas, correram o risco de passar até 15 anos na prisão.

Foto: Greenpeace

"Resolveram nos dar a anistia porque era a única forma de sair do buraco no qual eles mesmos se meteram". - disse a biáloga Anta Paula, no aeroporto de São Paulo, sua primeira escala no Brasil, referindo-se à Rússia

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  R, Terra, Diario de Pernambuco , Zero Hora, Greenpeace

A bióloga e ativista do Greenpeace, Ana Paula Maciel, de 31 anos, desembarca no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, na manhã deste sábado (28). Ana Paula foi presa com outros 27 ativistas e dois jornalistas em 19 de setembro de 2013 a bordo do barco Artic Sunrise, acusados de pirataria durante protesto contra a exploração de petróleo no Ártico.

A ativista recebeu a anistia e visto de saída do governo da Rússia e e em seguida partiu para Porto Alegre (RS), onde já se encontrou com sua família.

Em entrevista concedida à Agência Efe nesta semana, a brasileira disse que sente alívio por poder voltar para casa, mas que o momento não é de comemoração. Ela explicou que a anistia concedida pelo governo local não significa o encerramento definitivo das acusações contra ela e o restante do grupo.

Foto: Diego Vara/Agência RBS

No Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, Jairo Maciel, pai de Ana Paula, aguardava a filha com um presente: uma orca de pelúcia

— Ao contrário do que está sendo divulgado, a Rússia simplesmente parou de investigar o caso, mas agora em nossa ficha criminal vai constar 'hooliganismo' (vandalismo).A bióloga brasileira Ana Paula Maciel, ativista do Greenpeace que foi presa na Rússia com outros integrantes da organização ambiental, disse nesta quinta-feira (26) em entrevista à Agência Efe que sente alívio por poder voltar para casa, mas que o momento não é de comemoração.

A ativista explicou que a anistia concedida pelo governo local não significa o encerramento definitivo das acusações contra ela e o restante do grupo.

"Ao contrário do que está sendo divulgado, a Rússia simplesmente parou de investigar o caso, mas agora em nossa ficha criminal vai constar 'hooliganismo' (vandalismo)", corrigiu Ana Paula.

"Fomos perdoados por um crime que não cometemos", explicou a ambientalista, que teme principalmente pelo futuro dos quatro ativistas russos detidos após o protesto do Greenpeace no mar Ártico.

"Eles ficarão com a ficha suja em seu país", alertou. Ana Paula explicou que nesta sexta-feira assinará um documento afirmando que entrou ilegalmente na Rússia contra sua vontade e que, desta forma, poderá deixar o país.

A Rússia não exige visto para brasileiros, apenas um carimbo de entrada, algo que a bióloga não possui pois ingressou forçosamente no país.

Ana Paula afirmou que se sente aliviada por poder voltar a seu país, mas também que o sentimento dos ativistas do Greenpeace não é de comemoração.

"É o fim de uma saga de três meses, mas fomos perdoados por um crime que não cometemos e pelo qual não deveríamos ter sido acusados", criticou a bióloga, para quem a prisão do grupo representou um golpe à liberdade de expressão. Além disso, Ana Paula lamentou que a companhia estatal russa Gazprom tenha começado a perfurar petróleo no Ártico justamente na época em que a anistia foi concedida.

"Não há motivos para comemorar", afirmou. Os 30 tripulantes da embarcação "Artic Sunrise" foram detidos em águas do Ártico em 19 de setembro pela guarda fronteiriça quando tentavam subir na plataforma Prirazlomnaya, da Gazprom, que segundo o Greenpeace descumpre medidas de segurança e ameaça o ecossistema da região.

"A Gazprom é uma empresa estatal com poder político muito grande", contextualizou a bióloga. Ana Paula acredita que a perseguição e o tratamento duro recebido pelos ativistas na Rússia se devem em grande parte à pressão da companhia.

Sobre o período que passou na prisão, Ana Paula Maciel disse que foram os dias mais difíceis de sua vida: "foi horrível, é um terror psicológico muito grande, só quem viveu uma experiência dessa pode ter ideia".

O Greenpeace sinalizou que tentará agora recuperar o Artic Sunrise, que ficou retido no porto de Murmansk. A bióloga contou que trabalha há cerca de sete anos em navios da organização ambiental e que boa parte das viagens foi feita justamente no Artic Sunrise.

"É minha segunda casa", brincou. E apesar do sofrimento dos últimos meses, Ana Paula garantiu que não irá abandonar sua militância ambiental e as atividades do Greenpeace, inclusive no Ártico.

Foto: Greenpeace

"Quando todos estivermos em casa, vamos nos reunir para avaliar que medidas iremos tomar. Não vou parar minhas atividades, estarei onde for necessário, no Ártico, na Amazônia, no Pantanal", afirmou.

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24 de dez de 2013

CARECA CARA DE PAU: Renan Calheiros na televisão prega austeridade e transparência, para os outros

BRASIL - Bizarro
CARECA CARA DE PAU: Renan Calheiros na televisão prega austeridade e transparência, para os outros
O Presidente do Senado acionou a cadeia de rádio e televisão, neste sábado, para falar ao país, nas vésperas do Natal, sobre os seus feitos moralizadores a frente da presidência do Senado, enquanto o noticiário, em paralelo, comenta que ele usou, mais uma vez, para fins particulares um avião da FAB

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O PÚBLICO E A PRIVADA: Renan veio sigilosamente ao Recife fazer transplante de cabelo, considerou essa viagem como um ato oficial, por isso usou um avião da FAB.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Revista Época, G1, O Globo, Folha de S. Paulo

O presidente do senado Renan Calheiros (PMDB-AL), apesar de envolvido em mais uma polêmica após ter usado um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para fins particulares, defendeu austeridade com gastos públicos nesta segunda-feira (23), durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.

O peemedebista ainda inflou a "agenda positiva" do Congresso em resposta aos protestos de junho destacando a aprovação de matérias aprovadas pelo Senado, mas que ainda não se tornaram leis porque esperam votação na Câmara. Estão nessa situação, por exemplo, a proposta que transforma corrupção em crime hediondo, a ficha limpa para o servidor público e o fim da aposentadoria como "prêmio" para juízes e promotores punidos.

Renan afirmou que "2013 entrará para história como ano da mudança nas instituições" e "amadurecimento da democracia". Ele disse ainda que as manifestações que sacudiram as ruas pediram mais "eficiência, decência, transparência", além de serviços públicos de qualidade.

Falando em nome do Congresso, o senador afirmou que estava prestando contas e sustentou que os congressistas deram respostas rápidas para "transformar o Brasil no Brasil que os brasileiros querem". Ele apontou ainda que "a transparência e controle social corrige erros, elimina vícios e aperfeiçoa distorções".

O presidente também questões que estão em práticas como o fim do pagamento do 13º e 14º salários para os congressistas, a transformação em lei da aposentadoria especial para pessoas com deficiência, e destacou a otimização de sua gestão no comando do Senado.

De acordo com Renan, mais de 600 cargos de indicações políticas foram bloqueadas, novas nomeações foram proibidas e teria ocorrido uma economia de mais de R$ 260 milhões.

O pronunciamento de Renan foi gravado antes dele embarcar na quarta-feira passada de Brasília para Recife (PE), onde passou por uma cirurgia para implante capilar e ainda uma correção das pálpebras. O deslocamento foi feito com um avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Ao solicitar a viagem, ele informou que a motivação era serviço. O decreto presidencial que regulamenta o voo de autoridades não prevê o uso para fins particulares.

Após uma consulta a FAB, Renan informou na noite de hoje que vai ressarcir os cofres públicos pelo gasto com a viagem. As autoridades podem usar voo da FAB por questões de segurança e emergência médica, serviço, e em deslocamentos para o local de residência permanente. O valor do ressarcimento ainda será calculado pela FAB.

Renan mora em Maceió (AL), mas como a coluna Painel da Folha revelou na edição de sábado, viajou na noite de quarta-feira para Recife, onde submeteu-se a uma cirurgia para implantar 10 mil fios de cabelo. A agenda oficial publicada no site do Senado não registrava compromissos do peemedebista na capital pernambucana.

Essa foi a segunda vez em que o presidente do Senado foi flagrado usando uma aeronave da FAB para fins particulares, só neste ano. Em julho, Renan foi a Trancoso (BA) para o casamento da filha do senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Diante da polêmica e das críticas, o senador resolveu pagar R$ 32 mil aos cofres públicos, como ressarcimento da despesa.

Vale lembrar que a decisão de reembolsar a união, depois dessas viagens particulares, estão associadas a denuncias feitas por órgãos de imprensa. O que nos faz concluir que se for descoberto Renan não paga, pois o presidente do Senado, não consegue identificar as viagens particulares com as de serviço.

Curiosamente o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), ocupou a tribuna do Senado, para defender o colega: — "Renan foi para casa e desceu antes para fazer essa intervenção. Estão forçando a mão para transformar isso em notícia". Na sofreguidão de defender o senador inverteu o mapa do Brasil, Maceió fica antes do Recife, e não depois como insinuou.

Um detalhe importante é que Renan foi implantado pelo cirurgião plástico pernambucano Fernando Bastos, o mesmo que acrescentou, em 2008, a careca de José Dirceu, 6.710 fios de cabelo retirados da nuca. Mais necessitado Renan ganhou 10 mil fios, 3.290 a mais que Dirceu.

23 de dez de 2013

Para não fazer prova final, coreano, aluno de Harvard, dá alarme falso de bomba no campus

ESTADOS UNIDOS - Terrorismo
Para não fazer prova final, coreano, aluno de Harvard, dá alarme falso de bomba no campus
O estudante passou vários e-mails, comunicando que havia bombas espalhadas no entorno dos edifícios, prestes a explodir. A noticia espalhou pânico, correria e convocação de todas as forças de segurança. Pressionado ele acabou confessando a farsa e vai responde processo na Justiça Federal americana, por isso, pode ficar preso por até cinco anos.

Foto: Bill Sikes / AP

Eldo foi ao tribunal algemado, ironicamente vestindo um moletom da Universidade de Havard

Postado por Toinho de Passira
Fontes: CNN, Boston Magazine, Huffington Post, NBC News, Examiner

O estudante de Harvard, Eldo Kim, 20 anos, de origem sul-coreana, naturalizado americano, acusado de ter enviado e-mail com falsas ameaças de bomba para se livrar de uma prova do exame final, foi formalmente acusado ao se apresentar a um tribunal de Boston, semana passada. No final da audiência foi libertado sob a fiança de US $ 100.000 (R$ 200 mil) e com a condição de ficar sob a custódia de sua irmã, que vive em Massachusetts, e de um tio residente na Carolina do Norte.

Kim, estudante do Departamento de Psicologia, admitiu, a polícia, a autoria da farsa na tentativa de livra-se do seu exame final. Os testes programados na segunda-feira de manhã foram cancelados quando um e-mail foi enviado aos funcionários de Harvard alegando que havia explosivos em quatro locais distintos no campus.

Foto de Kim, no seu perfil na universidade A
Dois funcionários de Harvard, e o presidente do Harvard Crimson, jornal estudantil diário da universidade, receberam e-mails idênticos que dizia: "bombas colocadas em torno do campus. " Listando várias edificações, com um aviso final: “sejam rápido para que elas vão explodir em breve."

Os e-mails foram enviados através de um serviço que permite aos usuários criar endereços de e-mail anônimo gratuitamente.

As ameaças criou um clima de pânico e medo na universidade: os prédios foram esvaziados, às pressas e foram acionados todos os órgãos de segurança: FBI, o Escritório de Armas de Fogo e Explosivos, o Serviço Secreto dos Estados Unidos, o Departamento de Polícia da Universidade de Harvard, o Departamento de Polícia de Cambridge, o Departamento de Polícia de Boston, e da Polícia do Estado de Massachusetts.

Depois que os edifícios foram examinados a exaustão e verificou-se a ausência de explosivos, os investigadores procuraram Tim, na condição de suspeito, em seu dormitório no campus, após verificar que os e-mails haviam sido enviados a partir de seu computador usando a rede sem fio de Harvard.

Durante o interrogatório, Kim confessou aos investigadores a autoria, afirmando que agiu sozinho, e teria sido "motivada por um desejo de evitar um exame final programada" naquele dia.

"Kim afirmou que, às 9 horas, quando o alarme de incêndio soou e o edifício foi evacuado, ele sabia que seu plano havia funcionado ".

Kim vai enfrentar acusações de falso alarme de bomba, diante da Justiça Federal americana. A pena máxima para esse tipo de crime é de cinco anos de prisão e uma multa de US $ 250.000.

Em seu perfil Harvard no site da escola, Kim é descrito como "um calouro com a intenção de se concentrar em Psicologia, "gosta de jogar sinuca, conhecer novos restaurantes, assistir filmes cult de terror e de brincar com seu cachorro Mini Schnauzer," em seu tempo livre.

Ao final, Eldo Kim conseguiu mais do que pretendia, além de não fazer a prova está proibido de entrar no campus da Universidade de Havard, definitivamente.

Fotos: Reuters



Esquadrão anti-bomba e bombeiros, parte do gigantesco aparato convocado pela falsa denuncia de Kim

Dirceu tem filial de consultoria no Panamá, no mesmo endereço de dona de hotel que lhe ofereceu emprego

BRASIL - Mensalão
Dirceu tem filial de consultoria no Panamá, no mesmo endereço de dona de hotel que lhe ofereceu emprego
A JD (José Dirceu - Consultoria) registrou empresa no mesmo local onde da Truston, dona do Hotel St. Peter, que ofereceu ao ex-ministro emprego de R$ 20 mil; processo foi feito no escritório que oferece ‘laranjas’ para firmas estrangeiras, a partir do paraíso fiscal da América Central. A empresa de Dirceu esteve, ficou e talvez ainda esteja por lá.

Ilustração "thepassiranews"

O chefe da quadrilha do mensalão, José Dirceu, pode ser muito mais mafioso do que possa imaginar a nossa vã filosofia

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  Estadão

Os jornalistas Andreza Matais e Fábio Fabrini do Estadão investigaram e descobriram que José Dirceu abriu no Panamá uma filial de sua empresa de consultoria. Por estranhas e suspeitas coincidências, ou não, a empresa do mensaleiro tinha o mesmo endereço da Truston International, dona daquele hotel que ofereceu ao ex-chefe da Casa Civil, um emprego de gerente com salário de R$ 20 mil no mês passado.

A JD Assessoria e Consultoria (a empresa de Dirceu) registrou a filial em 2008, três anos depois de dele ser apeado do governo em meio ao escândalo do mensalão, no escritório da Morgan & Morgan, que disponibiliza testas de ferro para milhares de firmas estrangeiras, como a Truston, no conhecido paraíso fiscal da América Central.

Na ocasião, Dirceu informou a um cartório brasileiro a constituição da filial, com endereço no 16.º andar da Torre MMG, na Cidade do Panamá, onde funciona a Morgan & Morgan. Conforme os registros, ao abrir a filial no Panamá, o ex-ministro fez um aporte em dinheiro vivo e aumentou o capital da JD de R$ 5 mil para R$ 100 mil. Metade desse capital foi destacado para a filial panamenha, cujo objetivo seria "o mesmo desenvolvido pela matriz", criada em 1998, em São Paulo.(uma "lavagemzinha" de dinheiro, ou estamos enganados?)

A Truston - dona do hotel St. Peter - foi aberta no Panamá apenas três meses depois dessa operação conduzida pelo ex-minsitro, também declarando o endereço da Morgan & Morgan e tendo um "laranja" como seu presidente. José Eugenio Silva Ritter, aquele auxiliar administrativo do Morgan & Morgan, e mais outros dois representantes do escritório panamenho constam como donos de nada menos que 30 mil empresas no paraíso fiscal.

No Brasil, o St. Peter é administrado pelo empresário e ex-deputado Paulo Masci de Abreu, amigo de Dirceu. Ele é irmão do ex-deputado José Masci de Abreu, presidente nacional do PTN, partido aliado do governo petista. Os irmãos Masci detêm várias concessões de rádio e TV concedidas pela União.

A revelação de que o dono da Truston era na verdade um "laranja", feita pela TV Globo, levou o ex-ministro da Casa Civil, preso em Brasília por comandar o mensalão durante o primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a desistir de trabalhar no hotel.


Cópia dos documentos que comprovam o mesmo endereço, no Panamá, da empresa de Dirceu e da empresa do hotel

MANOBRA PARA FICAR INVISÍVEL?

A sucursal da empresa de Dirceu no Panamá existiu para os órgãos públicos brasileiros por ao menos um ano. Em abril de 2009, numa alteração contratual, o ex-ministro decidiu "tornar sem efeito" a abertura da filial no Panamá. Segundo um delegado da Polícia Federal, um servidor do alto escalão da Receita Federal e um advogado especialista em direito empresarial ouvidos pelo Estadão, o registro, no entanto, só tem valor no Brasil e não impede que a JD prossiga com eventuais negócios no paraíso fiscal.

A mudança contratual, na opinião desses especialistas, serviria para "apagar" o rastro da existência da filial da empresa de Dirceu em bancos de dados públicos no Brasil, como cartórios e juntas comerciais, sem a que produzisse efeito no Panamá.

A Morgan & Morgan, alegando sigilo, não informou a atual situação da JD no paraíso fiscal. Segundo a legislação local, empresas podem ser registradas em nomes de "laranjas" e estampar nomes fantasia que não guardam relação com a empresa original.

O contrato social da empresa de Dirceu lista diversas atividades, entre elas facilitar negócios de particulares com o poder público não só no Brasil (um eufemismo para informar a atuação na área do chamado tráfico de influência).

Cabe à consultoria, por exemplo, trabalhar por "parcerias empresariais com os países do Mercosul" e viabilizar o "relacionamento institucional de particulares com os mais variados setores da administração pública".

Com a condenação e a prisão de Dirceu, em novembro, o imóvel da JD em São Paulo foi posto à venda. A empresa passará a funcionar com estrutura menor, sob o comando de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do petista.

Recordando a história da primeira proposta de emprego de Zé Dirceu

Dez dias depois de ser preso, o ex-ministro José Dirceu recebeu uma oferta de trabalho do hotel Saint Peter, em Brasília, para ser gerente administrativo com salário de R$ 20 mil, enquanto a gerente-geral do hotel recebia na carteira R$ 1.800. O hotel tem como sócio majoritário a Truston International, empresa aberta no Panamá pelo escritório Morgan & Morgan em nome de um laranja, e o empresário Paulo Abreu, sócio de emissoras de rádio e TV.

Após o Jornal Nacional revelar o elo da Morgan & Morgan com o hotel, os advogados de Dirceu anunciaram que ele desistiu do emprego. Na quinta-feira passada, Dirceu obteve nova proposta de emprego, desta vez no escritório de advocacia do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Gerardo Grossi. Vai receber, caso a Justiça o autorize a trabalhar, salário de R$ 2,1 mil para organizar a biblioteca do escritório.

Sabe-se agora que o José Dirceu que cumpre inicialmente sua pena no regime semiaberto no presídio da Papuda, em Brasília, acusado pelo Supremo Tribunal Federal acusado de ser o chefe do esquema do mensalão, está mais ligado ao hotel, do que se poderia imaginar.

Se a Polícia Federal quisesse, se o governo deixasse, uma investigação sobre a atuação das empresas de consultoria de Dirceu, no Brasil e no exterior, na certa encontraria muita negociação mal cheirosa.

Por enquanto apenas a imprensa está cascavilhando o passado recente do mafioso petista.

21 de dez de 2013

Velório de Reginaldo Rossi, a emoção do povão, fans, garçons, amigos anônimos, políticos e celebridades

BRASIL - Pernambuco - Luto
Velório de Reginaldo Rossi, a emoção do povão, fans, garçons, amigos anônimos, políticos e celebridades
O céu ficou mais brega, alegre e romântico." - disse o cantor e compositor cearense Falcão, enquanto lamentava a morte de Reginaldo nas redes sociais.Uma fila interminável de fans formou-se em frente a Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde o corpo é velado. O Governo do Estado decretou 3 dias de luto oficial, pela morte do Rei do Brega

Foto: Alex Carvalho/CGCOM

Reginaldo Rossi: “Os cantores no mundo todo querem fazer sucesso. As letras são as mais simples possíveis, as harmonias [também]”. Tem que ter Chico [Buarque], Gal [Costa], Caetano [Veloso], e tem que ter Amado Batista, Zezo dos Teclados, Faringes da Paixão e Reginaldo Rossi".

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Leia Já, Veja, G1 - Pernambuco, Alepe, Diário de Pernambuco, Wikipedia

Morreu na manhã desta sexta-feira, aos 69 anos, o cantor Reginaldo Rossi, ou Reginaldo Rodrigues dos Santos nascido na cidade de Recife, capital de Pernambuco, em 14 de fevereiro de 1944.

Ele estava internado desde 27 de novembro no Hospital Memorial São José, no Recife, e foi diagnosticado com câncer de pulmão na última semana. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a morte se deu às 9h25, em decorrência de complicações da doença. O velório será realizado nesta sexta-feira, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a partir das 19h. O sepultamento será no cemitério Morada da Paz, neste sábado, às 20h.

Reginaldo Rossi, o Rei do Brega, morreu apropriadamente, numa nesta sexta-feira, o dia da farra. Nos bares do Recife e do Brasil, reunidos os boêmios e os corações desiludidos, reverenciaram o ídolo pernambucano, que seduziu o país, pela autenticidade, simplicidade e talento.

No texto de Tiago Barbosa, para o Diário de Pernambuco, fica o registro de que Reginaldo Rossi entra para a história da música como uma das vozes mais românticas do país. Em mais de 50 anos de carreira, ele cantou os desencontros do sentimento humano, especialmente ilusões, fetiches, dores e desamores comuns aos relacionamentos. Contemporâneo de uma geração tachada de brega por cantar canções idolatradas pelo povo, ao lado de Odair José, Amado Batista, Wando, Agnaldo Timóteo, Fernando Mendes, entre outros, Rossi inverteu a lógica do rótulo e abriu espaço para um gênero musical marginalizado no Brasil.

O cantor reformulou o conceito de brega e, com músicas e declarações, esfregou na cara da sociedade a incoerência entre a crítica e a vida real. Democratizou os sentimentos, uniu pobres e ricos nas emoções e na mesa do bar, universalizou a dor, o amor, o chifre e a alegria da roedeira ao pé de um garçom, definido por ele como o confessor da humanidade, personagem inspiração para o maior sucesso musical.

Foto: Jarbas Araújo/Alepe

A esposa Cileide Rossi, vela o companheiro

"Quando o chifre dói, o diploma cai da parede", "Não há quem não bregue depois de três doses" e "No mundo inteiro, é romântico, mas, aqui, quem faz romantismo é brega" foram frases da filosofia "Reginaldiana" levada adiante em mais de 300 composições gravadas ao longo da carreira.

Dono de uma uma cabeleira fora dos padrões de beleza, de uns óculos escuros onipresentes, camisa sempre aberta no peito e uma voz inconfundível, Reginaldo fez sucesso incontestável para além das fronteiras do estado. Começou com o rock e o balanço da Jovem Guarda no grupo Silver Jets. Depois, em carreira solo, enveredou pelas músicas românticas. Dominou o Norte e o Nordeste, durante os primeiros anos de carreira, mas partir de 1990, graças ao sucesso Garçom, composta em 1986, chegou ao restante do país e se consolidou como artista nacional.

Reginaldo Rossi assumiu a condição de popular das músicas às declarações. Orgulhava-se de preferir os termos usuais para compor, em vez de se valer das palavras rebuscadas agradáveis apenas à crítica. "Eu canto para o povão", mandou avisar por meio dos médicos, já do leito do hospital. As letras sempre remeteram à simplicidade: a tristeza depois de ser deixado pela pessoa amada, os suspiros nas carícias do casal, a traição, o bailinho, a ausência e a canalhice. Vieram A raposa e as uvas, Mon amour, meu bem ma femme, Tô doidão, Deixa de banca e Garçom.

Com o microfone nas mãos, desferiu golpes duros o machismo, ao exigir igualdade amorosa para as mulheres, criticou a hipocrisia homofóbica, deu leveza ao chifre, calo social brasileiro muitas vezes combustível para atos de violência. "Por que o homem pode chifrar, chifrar, chifrar e a mulher não pode fazer nada?”. Rossi deu transparência ao sentimento.

Rossi lançou cerca de cinquenta álbuns ao longo de sua carreira, sendo os três primeiros com uma pegada mais próxima do rock: O Pão (1966), Festa dos Pães (1967) e O Quente (1968). Dois anos depois do último lançamento, chegou às lojas À Procura de Você, disco que marca sua estreia no gênero brega-romântico, no qual se tornaria um dos grandes expoentes. Em 1987, lança o disco Teu Melhor Amigo, que inclui um de seus maiores sucessos, Garçom. Seu último trabalho foi o disco Cabaret de Rossi, lançado em 2010 e que rendeu a ele o Prêmio da Música Brasileira no ano seguinte. Além disso, o rei do brega, como era conhecido, conquistou ao longo da carreira quatorze discos de ouro, dois de platina, um de platina duplo e um de diamante.

O cantor havia se apresentado pela última vez em João Pessoa, depois de enfrentar três apresentações seguidas no Manhattan Café Theatro, em Boa Viagem, no Recife. Estava com show marcado no revéillon, no Pina, Zona Sul do Recife, cidade cujo hino informal é uma de suas composições mais adoradas: "Recife, a minha cidade, o meu lugar". Fumante inveterado de mais de dois maços de cigarro ao dia, consumidor de uísque misturado com Coca-Cola e jogador contumaz de pôquer, Reginaldo deixa a esposa Cileide e o filho Roberto.

Deixa órfã uma legião de fãs acostumados a cantar, sorrir e chorar ao som de letras capazes de desvendar e espalhar cada retalho da alma humana.

Foto: Breno Laprovitera/Alepe

Reginaldo velado na Assembléia Legislativa, com direito a guarda de honra e reverência dos poderososFoto: Jarbas Araújo/Alepe

O governador Eduardo Campos, na foto acompanhado do presidente da Assembléia, Guilherme Uchôa, decretou três dias de luto. Rossi era amigo da família e sempre apoiou o avô Arraes, nas campanhas políticas

Reginaldo Rossi canta "Garçon", ao vivo, o vídeo é de 2006

19 de dez de 2013

Eduardo Campos, que deu uma de joaninha, está conhecendo o lado vespa de Marina Silva. de Reinaldo Azevedo

BRASIL - Opinião
Eduardo Campos, que deu uma de joaninha, está conhecendo o lado vespa de Marina Silva.
Ou: Rede
atua firmemente para deixar Campos sem palanque nos estados


A vespa se aproxima da joaninha e injeta um ovo seu abdômen, uma coisa, assim, "Alien", entendem? Aí...

Postado por Toinho de Passira
Texto de Reinaldo Azevedo
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

Desde que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), selou uma aliança com Marina Silva, ele não ganhou um miserável ponto percentual nas pesquisas de intenção de voto — pode até ser que isso aconteça caso venha a disputar tendo-a como vice, não sei. O fato é que, nos levantamentos até agora feitos, não se notou nada de novo.

Marina, sim, já saiu ganhando. Como teve negado o registro para a Rede, tenderia a sumir do noticiário, que vai, como se sabe, convergir para a questão eleitoral. Filiada formalmente ao PSB, ela continua a ser personagem do noticiário. Quando aparece como o nome dos socialistas, fica em segundo lugar. A Folha desta quinta informa que a Rede agora quer afastar o PSB da aliança com o PT e com o PSDB nos estados, lançando candidaturas próprias.

Campos e os socialistas começam a provar o lado vespa de Marina Silva. Ainda que, em público, ambos troquem juras de companheirismo eterno, a verdade insofismável é que Marina e sua turma veem o PSB como mero hospedeiro de seu projeto político. A Rede — ou o marinismo — é como aquela vespa que usa outros isentos para depositar o seu ovo. A futura larva vai, então, se alimentar de um organismo ainda vivo. Quando o bicho finalmente nasce, quem o hospedou morre. A simpática joaninha, tadinha, é das vítimas. Há um tipo de vespa que gosta é dela.

Isso quase aconteceu com o PV. Marina tentou tomá-lo de assalto. Não conseguiu e acabou caindo fora, não sem antes demonizar na imprensa e nas redes sociais a sigla que a recebeu. Ora, ora, ora… Em São Paulo, por exemplo, a Rede faz de tudo para impedir que o PSB feche uma aliança com o PSDB de Geraldo Alckmin, hoje o favorito nas pesquisas de intenção de voto. Há uma possibilidade razoável de que o partido de Campos tenha o lugar de vice na chapa. Ademais, se candidato, o agora governador de Pernambuco teria um palanque sólido em São Paulo.


... aí um dia a larva sai lá de dentro... A joaninha vira um zumbi e carrega aquele troço, até que ele sai voando. A joaninha morre

Mas quê… Marina não quer saber disso, não. Ela acha que a aliança prejudica a mensagem da tal “nova política”. Mas esperem! Essa “nova política” é palavra de ordem de quem? Do PSB? Não! Essa é mais uma daquelas abstrações de apelo metafísico de Marina Silva. Isso interessa à sua turma, não à de Campos.

De resto, o neto de Miguel Arraes não é exatamente um “novo”, e parte da sua força deriva, sim, do fato de ser um dissidente do governismo. Trata-se de uma dissidência, à diferença da de Marina, que não se deu por razões propriamente ideológicas. Campos tem despertado o interesse em certas áreas do empresariado, por exemplo, porque faz um discurso mais pragmático do que Dilma.

A Rede, em suma, que usa o PSB para se organizar, está atuando firmemente para deixar Campos sem palanque nos estados, o que, obviamente, concorre para inviabilizar a sua candidatura. Quem sabe, assim, a candidata seja… Marina Silva, né?

A decisão de Dilma em preferir os caças suecos, para equipar a FAB, ao invés dos franceses ou americanos

BRASIL - Negócios
A decisão de Dilma em preferir os caças suecos, para equipar a FAB, ao invés dos franceses ou americanos
O anúncio da compra de 36 caças suecos Gripen pelo governo brasileiro foi destaque na imprensa internacional nesta quinta-feira. O jornal americano "The New York Times", diz em manchete no site, que "o Brasil 'esnobou' Boeing em momento de tensão Brasil x EUA, reportando-se as denuncias de espionagens do governo americano, a presidente Dilma e a Petrobras

Foto: Fabrice Coffrini / Agence France-Presse - Getty Images

A fabricante de aviões Saab Gripen F. A empresa concordou em compartilhar mais tecnologia dos jatos Gripen, ao Brasil

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, G1, BBC Brasil, Financial Times

O anúncio da compra de 36 caças suecos Gripen pelo governo brasileiro, um negócio que se arrastou por 15 anos, de uma concorrência acirrada que envolve uma compra de US$ 4,5 bilhões, seria notícia de qualquer maneira, mas diante das atuais estremecidas relações entre o governo brasileiro e o americano, as manchetes internacionais encaminha-se para levantar suspeita que a decisão compra está ligada as desconfianças de uma parceria militar com os americanos.

Tanto o americano New York Times quanto o diário financeiro britânico Financial Times disseram que o Brasil "esnobou" a americana Boeing, que também participava da licitação junto à francesa Dassault, em um momento de tensões entre os dois países após as denúncias de que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos teria espionado empresas brasileiras e até a presidente Dilma Rousseff.

"Quando indagado na coletiva de imprensa se a espionagem tinha influenciado na decisão do governo de conceder o contrato à (sueca) Saab, o ministro da Defesa, Celso Amorim, não respondeu diretamente, preferindo apontar razões como custos e transferência de tecnologia", afirma o NYT.

Foto: Sergei Karpukhin/Reuters

Dilma e Obama olhando para lados opostos. Especulações se tensão entre Brasil e EUA influenciou decisão sobre caças

Um analista americano do setor de aviação ouvido pelo jornal afirma, entretanto, que o fator custo deve ter pesado mais na decisão do governo brasileiro.

"Estamos falando aqui de um serviço militar que não precisa de caças tão possantes, que sofreu um corte no orçamento e que não consegue mais voar suas próprias aeronaves", afirmou Richard L. Aboulafia ao NYT.

Ele acrescenta que uma versão básica do caça da Saab custa por volta dos US$ 45 milhões, comparados aos US$ 55 milhões que teriam de ser desembolsados para comprar o F/A-18 Super Hornet, da Boeing.

Na mesma linha, o Financial Times diz que o contrato do Brasil com a empresa sueca pode ser "a pior perda" até agora para os Estados Unidos desde o início da "disputa amarga" com Brasília após o vazamento de documentos expostos pelo ex-agente da NSA Edward Snowden sobre espionagem americana no Brasil.

"A polêmica envolvendo a NSA acabou com as chances da Boeing", avaliou David Fleischer, analista político da Universidade de Brasília.

Ainda para o FT, as perspectivas do F/A 18 Super Hornet estiveram sempre ligadas "à questão de se o Brasil queria estreitar laços com Washington ou afirmar sua independência".

18 de dez de 2013

Fingimento: Em Pernambuco, Eduardo elogia Dilma, que elogia Eduardo. Há sinceridade nisso?

BRASIL - Eleição 2014
Fingimento: Em Pernambuco, Eduardo elogia Dilma,
que elogia Eduardo. Há sinceridade nisso?
Oficialmente essa pode ter sido a última ocasião em que governador Eduardo Campos, recebe a presidente Dilma, como governador de Pernambuco. A viagem da presidente, em campanha, foi planejada para destacar as obras do governo federal, no estado e a capacidade de quem tem a chave do cofre para distribuir benesses

Foto: Chico Peixoto/LeiaJáImagens

Da próxima vez eles vão se encontrar no ringe da eleição do próximo ano

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Blog Diário de Pernambuco

Havia uma expectativa parte a parte sobre a primeira visita da presidente Dilma Rousseff a Pernambuco, depois que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, escancarou a sua pretensão de ser candidato a Presidente da República, competindo com a reeleição da petista.

Dilma vem usando o tempo de divulgação do PT na televisão, para divulgar as obras que o governo federal implantou no estado de Pernambuco, como que dizendo, que tudo que Eduardo fez, foi porque ela e Lula apoiaram fartamente a administração do socialista, destacado em pesquisa como um dos governantes mais bem avaliados do país.

Os dois sem deixar de vender o próprio peixe, optaram por uma convivência e chegaram a trocar elogios em cerimônia de inauguração da plataforma P-62, da Petrobras, no estaleiro, em Suape, Ipojuca (PE).

Afirmando que esta poderia ser a última ocasião na qual receberia, como governador, a presidente em território pernambucano, Eduardo Campos disse que queria “trazer as palavras de boas-vindas”.

“Temos consciência de que para alguns este seria um momento diferente do que está sendo. Poderia ser entendido como um encontro entre quadros políticos que amanhã podem viver, poderão viver, legitimamente, uma disputa democrática”, afirmou.

Em seguida, disse que o contexto era outro. “Este é o encontro de uma presidenta eleita democraticamente pelo povo brasileiro e de um governador reeleito pelo seu povo que sabem o tamanho da institucionalidade, que sabem o dever que têm com o Brasil e que sabem separar o interesse público do interesse da disputa politica”, declarou.

Ele disse ter respeito pela presidente, e tê-la como “uma pessoa honrada” que ajudou a “construir o Brasil que temos hoje” e estendeu os cumprimentos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A fala da presidente Dilma Rousseff foi mais curta, mas também incluiu elogios ao governador pernambucano. “Queria cumprimentar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, agradecer a recepção fraterna, o alto nível das relações que sempre pautaram a nossa convivência”, afirmou.

Já no final do dia, a presidente publicou no Twitter uma foto feita na viagem a Pernambuco. "Hoje foi um dia feliz em Pernambuco", escreveu.

Foto: Reprodução Twitter de Dila

Pelo Twitter, a presidente Dilma propaga os resultados da agenda cumprido em em Pernambuco: “Pernambuco merece mais. Merece mais emprego. + mobilidade urbana. Hoje anunciei investimento de + R$ 1,9 bi"

Plataforma P-62

As declarações foram dadas durante cerimônia que marcou a conclusão das obras da plataforma P-62, equipamento utilizado para extração de petróleo em águas profundas. A estrutura tem capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia e seis milhões de metros cúbicos de gás.

Antes da cerimônia, a presidente usou sua conta no Twitter para comentar sobre a indústria naval brasileira que, segundo ela, renasceu na gestão petista.

"Mais importante: 63% da #P62 foi produzida no Brasil, prova do aprendizado alcançado pela nossa indústria naval", escreveu. "A #P62 é a 9ª plataforma da #Petrobras entregue este ano no País. Nesses onze anos, fizemos renascer a indústria naval. Hoje, 79 mil homens e mulheres trabalham nos estaleiros nacionais. #P62", informou.

Dilma aproveitou a cerimônia para anunciar recursos de mobilidade urbana para o estado de Pernambuco. Ao lado de Eduardo Campos, a presidente anunciou R$ 2,9 bilhões de recursos do governo federal para obras no setor.

Minutos depois da cerimônia, Dilma usou sua conta no Twitter para comentar os investimentos em mobilidade urbana anunciados. "Pernambuco merece mais. Merece mais emprego. + mobilidade urbana. Hoje anunciei investimento de + R$ 1,9 bi p/ implantar o VLT da Avenida Norte, p/ 5 corredores de ônibus e para criar o Corredor Fluvial Sul, o 3ª que implantamos na capital", afirmou.

O R$ 1,9 bilhão não inclui os recursos para a construção do Arco metropolitano do Recife, cujo edital foi lançado nesta terça-feira (17).

"As vozes das manifestações de junho pediam mais. + médicos, + educação, + mobilidade urbana. Nosso governo está + q ouvindo estas vozes. Está realizando suas reivindicações", postou na rede social.

Dilma veio passar a mensagem de que tem a chave do cofre.

17 de dez de 2013

Cabral a bordo, de Ricardo Noblat

BRASIL - Comentário
Cabral a bordo
Cabral mora no Leblon, a curta distância da Lagoa Rodrigo de Freitas. Escoltado por seguranças, ele ia de carro até a Lagoa e, de lá, de helicóptero para o Palácio Guanabara - um voo de 10 minutos. Nos fins de semana embarcava com a família, empregados e cachorro, para Mangaratiba.

Foto: Oscar Cabral/Veja

Sergio Cabral, governador do Rio de Janeiro, tomando o helicoptero para ir trabalhar

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ricardo Noblat
Fontes: Blog do Noblat

Ou o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) já não está mais aí para nada ou foi vítima de um dos defeitos mais flagrantes de sua personalidade – a arrogância.

Que tal um governador flagrado utilizando helicópteros do Estado para viajar com a família nos fins de semana à sua casa de veraneio?

Diante do escândalo, ele assina decreto tornando seus passeios impossíveis. Depois, simplesmente volta a voar.

Pois é disso que se trata. Em julho último, a VEJA descobriu que Cabral abusava da utilização dos helicópteros oficiais.

Cabral mora no Leblon, a curta distância da Lagoa Rodrigo de Freitas. Escoltado por seguranças, ele ia de carro até a Lagoa e, de lá, de helicóptero para o Palácio Guanabara - um voo de 10 minutos. Nos fins de semana embarcava com a família, empregados e cachorro, para Mangaratiba.

Ali, num condomínio de luxo, Cabral construiu duas casas valorizadas pela paisagem paradisíaca da baia de Sepetiba e pela proximidade com Angra dos Reis e Parati.

Com frequência, um dos helicópteros fazia mais de um voo às sextas-feiras e aos domingos para levar e trazer a comitiva de Cabral. Na época, ensaiou-se a desculpa de que o uso dos helicópteros se devia a razões de segurança. Não colou.

Então, humildemente, Cabral desculpou-se e assinou um decreto restringindo o uso de helicópteros ao “governador, vice-governador, chefe de poderes, secretários e presidentes de autarquias e de empresas públicas”.

Foto: Oscar Cabral/Veja
I
Juquinha, o cachorrinho da família, era um dos mais assíduos passageiros da esquadrilha de Cabral, foi o único que foi alijado. Por enquanto

Teve o cuidado de registrar que os helicópteros só poderiam ser requisitados para “atividades próprias do serviço público”. Como suas viagens de fim de semana nada tinham a ver com tais atividades... Cabral suspendeu-as.

Até que na semana passada a Folha de S. Paulo anunciou em seu site: Cabral voltou a se valer dos helicópteros do Estado para ir veranear em Mangaratiba com a família e empregados. Notou-se a ausência do cachorro.

A mesma desculpa esboçada da vez anterior foi sacada desta: razões de segurança. Cabral atendeu a recomendação da Subsecretaria de Segurança Militar da Casa Civil. Ele é um alvo precioso para traficantes e bandidos. Não pode se arriscar.

Palavras de Cabral: “Infelizmente, o fato de ser governador impõe que temos que enfrentar a segurança pública, a marginalidade, o tráfico de drogas. Para ganhar essa luta difícil, o gabinete militar impõe a mim e à minha família restrições. E eu tenho que segui-las por uma questão de segurança”.

O poder da bandidagem deve ter aumentado muito entre julho último, quando Cabral renunciou aos voos a Mangaratiba, e agora, quando os retomou.

Não faz sentido que o poder tenha se mantido o mesmo e, no entanto, Cabral tenha mudado sua conduta.

Ou faz sentido, sim, se admitirmos que Cabral possa estar mentindo – ele e seus assessores.

O governador é obrigado a comparecer diariamente ao seu local de trabalho – e nada mais natural, no Rio ou em qualquer outro lugar, que seja acompanhado por seguranças.

Não é obrigado a veranear nos fins de semana. Se o fizer que seja às suas próprias custas.

Cabral vai mal. Entre os 17 governadores do país é o quarto pior avaliado.

Há três anos foi um dos cabos eleitorais mais cortejados por Lula para eleger Dilma presidente. Lula já o abandonou. O PT terá candidato ao governo do Rio – o senador Lindberg Farias.

Foi tal o número de erros políticos cometidos por Cabral que a maioria dos políticos quer distância dele. O que Cabral fez de mais certo – as UPPs – está a perigo.

16 de dez de 2013

Michelle Bachelet vence em segundo turno e volta triunfalmente à presidência do Chile

CHILE - Eleições
Michelle Bachelet vence em segundo turno e volta triunfalmente à presidência do Chile
“O apoio (a Bachelet) não é um apoio de partidos políticos, mas da população”, segundo a cientista política chilena Pamela Figueroa

Foto: GettyImages / BBC

Bachelet incorporou ao seu novo programa de governo várias demandas de movimentos sociais recentes

Postado por Toinho de Passira
Fonte: BBC Brasil

Michelle Bachelet vai voltar ao Palácio de La Moneda após uma vitória acachapante sobre a rival conservadora Evelyn Matthei.

A líder da centro-esquerda teve 62,15% dos votos, ainda que a eleição tenha sido marcada pela alta abstenção - apenas 41,6% dos eleitores compareceram, na primeira eleição chilena em que não havia obrigatoriedade de comparecimento dos eleitores.

Bachelet chegou a presidência do Chile em 2006, após ser ministra da Saúde e depois ministra da Defesa no governo Ricardo Lagos.

“O apoio (a Bachelet) não é um apoio de partidos políticos, mas da população”, segundo a cientista política Pamela Figueroa, tentando explicar o sucesso da candidata, dizendo que essa popularidade vem sobretudo das classes populares, em razão de suas políticas para as crianças, a maternidade e de inclusão social.

Decisões como a de nomear um ministério com metade de homens e metade de mulheres também supreendeu a classe política, acostumada a dividir o gabinete segundo as forças que compunham a coalizão governista.

Apesar de momentos críticos, como as manifestações de estudantes secundaristas que abalaram os primeiros meses de seu governo, Bachelet terminou o governo com 80% de popularidade.

Experiência na ONU

Em setembro de 2010, Bachelet tornou-se a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres, a nova agência das Nações Unidas para a igualdade de gênero.

Bachelet se afastou da política chilena e colocou suas energias no cargo, que exercia em Nova York.

Em 2013, Bachelet regressou ao Chile e anunciou o que todos já esperavam: seria a candidata à presidência.

Novo discurso, novo programa

Bachelet voltou ao Chile com um novo programa de governo, incorporando algumas das principais queixas dos movimentos sociais nos últimos anos.

A principal demanda é uma reforma radical do sistema de educação. Bachelet prometou um sistema público que seja gratuíto e tenha qualidade.

Alguns dos principais líderes do movimento estudantil, que saíram às ruas no governo Sebastián Piñera, se candidataram ao Parlamento na coalizão de Bachelet. Entre eles, Camila Vallejo e Karol Cariola.

“Bachelet teve a capacidade de perceber de maneira muito concreta o que estava acontecendo na sociedade chilena. Talvez tenha sido a distância, por estar em Nova York”, afirma o sociólogo Manuel Garretón, da Universidade do Chile.

Bachelet também incorporou a seu programa demandas de movimentos ambientais, gays e indígenas.

Também diz estar aberta a uma nova lei sobre o aborto e ao debate sobre o casamento gay.

Personalidade

Além do capital politico, Bachelet usou outra arma para derrotar Matthei: seu carisma.

Com sorriso fácil, Bachelet tem ainda a seu favor “a modéstia, a capacidade de escutar as pessoas, nunca com uma palavra hostil em suas respostas”, diz Garretón.

Sua história pessoal também comove os chilenos. Seu pai, Alberto Bachelet, um general da Força Aérea, morreu na prisão logo após o golpe contra o presidente Salvador Allende. Bachelet e a mãe foram enviadas a um centro de detenção e em seguida para o exílio.

Mas a sua personalidade nem sempre foi vista com bons olhos. Em alguns momentos, ela foi tachada como fraca. No primeiro turno, o candidato Marco Enríquez-Ominami disse que as eleições não eram “um concurso de simpatia”.

A derrocada da direita

Além dos méritos pessoais, Bachelet contou com a baixa popularidade e a crise interna da direita chilena.

Os partidos Renovação Nacional (RN) e União Democrática Independente (UDI) não conseguiram capitalizar o fato de ter no Palácio de La Moneda o primeiro presidente de centro-direita desde o retorno da democracia.

Bachelet impôs à direita o pior resultado eleitoral desde o retorno das eleições. A própria Evelyn Matthey disse que só “um milagre” conseguiria mudar os resultados no segundo turno.

Agora, a direita terá quatro anos para planejar sua volta ao La Moneda. O único consolo, neste momento, é que não há reeleição no Chile e o nome de Bachelet não estará nas cédulas de votação da próxima eleição.

15 de dez de 2013

Iranianos temem mais Fernanda Lima que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de Camelia Entekhabi-Fard, para o Asharq Al-Awsat

IRÃ - Opinião
Iranianos temem mais Fernanda Lima que o
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Nos minutos críticas do sorteio, da chaves da Copa do Mundo, os iranianos não puderam ver, por causa da vestido de Fernanda Lima. O apresentador do canal do Irã, de um programa de esportes local, disse: “Para ser honesto com você, o vestido da senhora que está apresentando o show não atendem aos nossos padrões de transmissão.”

Foto: Captura de video

Hoje, a Sra. Lima é talvez uma das pessoas mais conhecidas no Irã. A censura do regime acabou tendo o efeito contrário.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Camelia Entekhabi-Fard*
Fontes: Asharq Al-Awsat, Prosa & Política

Os iranianos adoram futebol, a maior fonte de entretenimento e emoção no país. Mas agora, o direito de ter um programa nuclear e a luta contra os inimigos do país estão na mente de cada iraniana, e essas preocupações vêm em primeiro lugar, mesmo quando as pessoas estão assistindo o futebol.

De acordo com os clérigos conservadores que governam o Irã, os inimigos do país não querem derrubar a República Islâmica com a guerra e confronto aberto. O líder supremo , aiatolá Ali Khamenei, não teme os exércitos modernos dos EUA ou Israel. Mas esses clérigos temem a liberdade de expressão e da hegemonia cultural.

Restrições sobre o comportamento público e punições severas por violar estas restrições (mesmo na ausência de uma lei clara), em particular para as pessoas vestindo roupas de estilo ocidental, sempre fizeram parte da identidade da República Islâmica. Mas muitos iranianos têm antenas parabólicas em casa, o que lhes permite assistir o que quiserem, independentemente do que o regime proíbe. Os canais de televisão estatais são em sua maioria chatos e conservadores; há sempre um clérigo heterogêneo usando um turbante preto, ou talvez branco, falando sobre arte ou sociedade ou religião e política. Quem quer assistir isso?

A falta de programas de entretenimento na TV no ​​Irã é o que tem feito a programação por satélite ser tão popular. Mas há momentos em que os canais locais são necessários, como se você quer assistir notícias locais ou ao futebol iraniano. É aí onde nós nos encontramos uma semana atrás: uma das raras circunstâncias em que milhões de iranianos estavam assistindo um canal iraniano para ver o sorteio da Copa do Mundo.

Nos minutos críticas do sorteio, aconteceu algo que perturbou muitos espectadores: o programa foi cortado antes dos jogos terem sido sorteados. Irritados, os iranianos imploravam por saber qual equipe iria enfrentar o Irã na Copa do Mundo, mas o programa permanecia fora do ar. Eles não sabiam o que tinha acontecido, mas acontece que, Fernanda Lima, a modelo brasileira que apresentava o sorteio da Copa do Mundo, estava usando um vestido muito atraente.

Adel Ferdosipour, o apresentador do canal do Irã, de um programa de esportes local, disse: “Para ser honesto com você, o vestido da senhora que está apresentando o show não atendem aos nossos padrões de transmissão.”

Esse corte no programa provocou milhares de iranianos irritados com acesso à Internet a ir na página Facebook da Sra. Lima e postar mensagens incrivelmente insultuosas, culpando-a por (como eles dizem) por “perder o sorteio da Copa do Mundo ao vivo. ”

Poucas horas depois, os iranianos postando tantos comentários que quase haviam tirado do ar a página de Fernanda Lima, do Facebook, por excesso de acessos. Alguns comentários foram escritos em persa, dizendo coisas como: “Te mataria para usar um vestido decente, para que possamos assistir também”

Demorou dois ou três dias para os iranianos, conseguirem localizar no YouTube e em outros sites de redes sociais, para que pudessem constatar o que ela realmente estava usando. Eles começaram a falar sobre sua aparência, o anel que ela estava portava, a cor de seu cabelo, sua figura, e assim por diante. Então, as pessoas começaram a enviar seus pedidos de desculpas em nome de quem a tinha insultado .

Hoje, a Sra. Lima é talvez uma das pessoas mais conhecidas no Irã. A censura do regime acabou tendo o efeito oposto ao que supunham ter. Talvez se o sorteio ao vivo ficasse no ar, a torcida dos fãs de futebol nem teriam prestado muita atenção nela, certamente nada como a atenção que está recebendo agora. Este incidente mostra o que o regime acredita ser uma ameaça para a República Islâmica do Irã, essa é uma preocupação real, independentemente de quanto eles impõem censura ou como são fechadas as fronteiras.

Uma das principais razões por trás da decisão do aiatolá Khamenei para não abrir as portas do Irã para o Ocidente, e especialmente para os Estados Unidos, é o medo de uma invasão cultural. No entanto, em um paralelo diferente do que causou a primavera árabe – a proximidade com o Ocidente – sendo tão fechado e impondo tantas restrições religiosas podem ocasionar uma revolução cultural no Irã. Esta revolução não necessariamente tem que ver com uma mudança no regime. Em vez disso, eles estão lentamente e efetivamente fazendo as mudanças sem recorrer à guerra ou ocupação. Mas, para aqueles que temem este tipo de mudança cultural, a Sra. Lima é mais assustadora que o primeiro-ministro israelense.
*Camelia Entekhabifard, 40 anos, nasceu em Teerã (Irã). É jornalista, poetisa e escritora, cresceu durante os anos da Revolução Islâmica e escreveu para os principais jornais reformistas sobre temas controversos, até ser presa em 1999. Libertada sob a condição de trabalhar para o governo iraniano, fugiu para os Estados Unidos, escreve para Associated Press e Reuters e revistas como o The Village Voice. Reside em Nova Iorque, mas atualmente, passa a maior parte do seu tempo em reportagem no Afeganistão.

Asharq Al-Awsat é primeiro jornal diário do mundo pan-árabe, impresso simultanea e diariamente nos quatro continentes.

OBS: tradução com auxílio do Google Translator

Foto de Gisele Bündchen amamentando desperta polêmica nos Estados Unidos e Reino Unido

BRASIL - Bobagem
Foto de Gisele Bündchen amamentando desperta polêmica nos Estados Unidos e Reino Unido
Viral na internet a foto foi motivo de debate na TV: Denise Albert, uma das fundadoras do site TheMoms.com, disse à ABC News: "O fato dele ter colocado a foto no Instagram enquanto fazia o cabelo e make-up é um pouco escandalosa e desagradável. Aproveitando a oportunidade "thepassiranews" lança a campanha de amamentação na terceira idade. "Ofereça o peito a um velhinho, você não se arrependerá"

Foto: Instagram Gisele

Na legenda, a top escreveu: “O que seria de mim sem esse esquadrão da beleza depois de voar 15 horas e só dormir 3 horas.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog OMG, ABC News, USA Today, Life Style, Pure People, Instagam Gisele Bundchen Exame

Em passagem pelo Brasil para divulgar sua linha de lingerie, no último dia 10, a modelo Gisele Bündchen postou em sua página no Instagram uma foto cercada por cabeleireiro, maquiador e manicure, ao mesmo tempo em que amamentava sua bebê, Vivian, de 1 ano de idade.

A imagem gerou controvérsia nos Estados Unidos. Muitas mães reclamaram que aquela não representava as dificuldades de uma mãe moderna. Segundo o site Business Insider, Denise Albert, autora americana de um blog sobre maternidade, reclamou no Programa de TV “Good Morning America” que Gisele foi ‘desagradável’ e ‘ultrajante’ ao postar uma foto cujo seu único trabalho parece ser ficar sentada enquanto os outros cuidam de sua beleza e que tal imagem não representa nenhuma mulher “multitarefa”.

Ao mesmo tempo, o site recolheu depoimentos de mulheres que usaram o Facebook para defender a modelo. “Eu acho que é uma bela imagem. Ela está amamentando enquanto faz seu trabalho. Ela é paga para parecer bela e faz isso perfeitamente”, disse Emily Borne.

Foto: Instagram Gisele

Gisele praticando Yoga com Benjamin

Gisele já havia se envolvido em outra polêmica com o assunto quando, em 2010, deu uma entrevista para a Harper's Bazaar UK sobre amamentar seu primeiro filho, Benjamin, dizendo que achava que algumas pessoas nos EUA pensam que não precisam amamentar e que deveria haver uma lei mundial que obrigaria mães a fazer isso por seis meses.

As discussões sobre sobre o tema já foram até capa de revista. Em 2012, a revista Time publicou na primeira página uma mãe amamentando seu filho de 3 anos. A chamada da matéria dizia: "Você é mãe o suficiente?".

A política italiana Licia Ronzulli ganhou fama por levar a filha desde bebê ao Parlamento Europeu. Victoria já acompanha as votações com a mãe há dois anos. Segundo a parlamentar, “tenho trazido minha filha porque quero mostrar as dificuldades enfrentadas por uma mulher que trabalha e também é mãe”.

O site Life Style diz: Com uma única foto viral, Gisele Bundchen pode apenas ter encaminhado a causa da amamentação mais do que anos de esforços de grupos como a Organização Mundial de Saúde

Nas primeiras 24 horas, depois de publicada a foto recebeu cerca de 100 mil acessos.

"Parabéns à Gisele para iniciar o debate," disse Ricki Lake, atriz e produtora do documentário, Leite Materno - The Movie ,

Nem todo mundo apreciado sua nova pose como um moderno Madonna-com-filho. O Daily Mail a chamou de "mãe presunçosa."

A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que mães alimentem os filhos exclusivamente com o leite do peito até pelo menos 6 meses de idade. O leite materno deve continuar fazendo parte da alimentação da criança até os dois anos de idade ou mais, de forma complementar com outras comidas. A OMS não indica um limite de idade para dar a lactose maternal aos filhos.

nós do "thepassiranews" apoiamos à sério a causa da amamentação, mas não perdemos a chance de registar que Toinho de Passira, o nosso editor, à beira da senilidade defende o programa de amamentação na terceira idade.

"Sempre que houver uma mama disponível estarei disposto a mamar", diz ele babando, convidando Gisele para participar da campanha.

14 de dez de 2013

A segunda morte de Juscelino Kubitschek

BRASIL - Bizarro
A segunda morte de Juscelino Kubitschek
A Comissão da Verdade da Câmara de São Paulo quer que o País troque a polêmica versão do acidente que matou o ex-presidente por uma implausível hipótese de assassinato político sem comprovação


ACIDENTE OU CONSPIRAÇÃO? - O carro em que o ex-presidente Juscelino Kubitschek viajava, destruído na via Dutra, em 1976

Postado por Toinho de Passira
Texto de Alan Rodrigues
Fonte: IstoÉ

Guimarães Rosa tinha uma frase impecável para expressar a sua relação cética, mas enxerida, com os mistérios do mundo: “Não sei de nada, mas desconfio de muita coisa”. Uma interpretação linear dessa frase do escritor mineiro parece ter inspirado a Comissão da Verdade da Câmara de Vereadores de São Paulo em sua investigação sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Passados 37 anos da tragédia, os vereadores produziram um relatório que se proclama conclusivo: “A Comissão declara o assassínio de Juscelino Kubitschek de Oliveira, vítima de conspiração, complô e atentado político”. O calhamaço montado pelos vereadores paulistanos junta, segundo eles, “90 indícios, provas, testemunhos, controvérsias e questionamentos” para chegar à conclusão de que houve o crime. A leitura da papelada mostra, porém, que ali há realmente quase tudo isso. Exceto “provas”.

O que a Comissão Municipal da Verdade está sugerindo é que o País troque a plausível (embora mal documentada) versão de um acidente automobilístico pela inverossímil hipótese de um assassinato político que ainda carece de provas. Embora a remodelação incerta não ofereça nenhuma vantagem para a história brasileira, ela faz barulho por carregar a atração fácil das teorias conspiratórias.

Os historiadores registram que JK viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro ao anoitecer do domingo 22 de agosto de 1976. Ia ao encontro da bela Lúcia Pedroso, uma paixão semissecreta que havia 28 anos entrara em sua vida e o ajudava a suportar o “irrespirável” ambiente doméstico, como anotou em seu diário. Ele ia no banco de trás do Opala dirigido por Geraldo Ribeiro, que JK chamava de Platão, seu motorista por mais de três décadas. Na curva do quilômetro 165 da via Dutra, o Opala ultrapassou, indevidamente pela direita, um ônibus da Viação Cometa que acabou tocando-o na traseira esquerda. Desgovernado, o automóvel atravessou a pista e colidiu com uma carreta Scania-Vabis de 12 rodas que trafegava em sentido contrário. O carro foi arrastado por 30 metros, ficou destruído e seus passageiros estavam irreconhecíveis.


DEFINITIVOS - Vereadores de São Paulo levantam contradições da versão oficial, mas não apresentam provas de crime

A Comissão Municipal da Verdade propõe um cenário distinto. Levantando contradições em perícias, testemunhos controversos, elucubrações políticas e doses de pura especulação, joga sobre a fatídica curva da Dutra mais alguns veículos e um magnífico atirador. O carro de JK teria sido perseguido e empurrado por uma Caravan de agentes da ditadura militar brasileira. De dentro da camionete, a 90 quilômetros por hora, o atirador acertou a nuca do motorista Geraldo Ribeiro. Sem controle, o Opala atravessou a pista até ser abalroado pelo caminhão que vinha no sentido oposto. Tudo armado meticulosamente pelo general João Figueiredo, então chefe do Serviço Nacional de Inteligência (SNI).

O problema básico da nova hipótese da Comissão Municipal da Verdade tem o tamanho de uma carreta Scania carregada de gesso. A Comissão aponta engodos da versão oficial e tentativas de suborno e intimidação por parte dos militares, arrola testemunhos que negam o choque do Opala de JK com o ônibus da Cometa, ouve gente que vislumbrou Geraldo Ribeiro desabado entre o volante e a porta do carro que cruzava as pistas e apresenta até um perito que diz ter visto um buraco de bala no crânio do motorista de JK. Mesmo que tudo isso se confirme, os membros da Comissão não resolveram um detalhe fundamental para que a tese da conspiração criminosa fique em pé: o Scania. Quem planejaria um assassinato que, para dar certo, dependeria de um caminhão que, trafegando desde o Rio de Janeiro, atingisse a curva do quilômetro 165 da Dutra no local preciso e no momento exato em que um Opala desgovernado estivesse atravessando a pista? Quem seria capaz de prever êxito numa empreitada dessas? Sem a carrreta não haveria morte, o carro de JK poderia ter passado direto para o outro lado da Dutra. E se, em vez do Scania, o Opala tivesse batido num Fusca, talvez Juscelino lastimasse apenas uma perna quebrada. Não havia, afinal, um modo mais simples de cometer um assassinato?



O aparelho de repressão da ditadura militar brasileira não ficou afamado por expertise em inteligência nem ostenta histórico de sofisticação técnica. Sua rotina se resumia basicamente em moer de pancadas os militantes presos e, com auxílio de equipamentos baratos de tortura, arrancar nomes e endereços de encontros. Ações que se pretenderam mais espetaculares acabaram em tragédia e vexame, como no caso do Rio Centro, quando a bomba destinada a aterrorizar uma plateia de estudantes explodiu no colo do sargento que a carregava. Em inúmeros casos já comprovados a repressão também deixou marca de incompetência na armação de cenários destinados a esconder execuções sumárias de adversários. No caso de JK a Comissão Municipal da Verdade apurou vários indícios de que a documentação da tragédia sofreu manipulações e de que houve algum teatrinho. E é com base nesses achados que vereadores se animaram a seguir adiante para afirmar que a causa da morte de JK foi forjada. Circunstâncias que embasam a conclusão, entretanto, também são historicamente imprecisas.

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Segundo a Comissão, Juscelino Kubitschek, presidente de 1956 a 1961, se articulava para disputar a presidência quando o País retornasse à democracia. E era isso que os militares queriam evitar. Os historiadores mostram, porém, que naquela época Juscelino já não fazia qualquer movimento que pudesse ser chamado de articulação. A ditadura ainda duraria mais nove anos e a última ação política de JK remontaria a 1968, quando ele tentou unir uma frente ampla, destroçada logo depois pelo AI-5. Aos 74 anos, com problemas de saúde, ele achava que não duraria muito. “O construtor de Brasília era um cassado, banido da vida pública havia 12 anos, intimidado por um processo em que a ditadura o acusava de enriquecimento ilícito. Sentia-se exilado em seu próprio País”, relata o jornalista Elio Gaspari em “A Ditadura Encurralada”, um dos quatro livros de sua monumental obra sobre os anos de chumbo. Em 1976, os projetos do ex-presidente eram mais singelos, circunscritos aos 300 alqueires da fazenda em Goiás. Costumava dizer que sua “escala de grandeza” havia se reduzido: “Em lugar de planejar a prosperidade do Brasil, planejo a construção de uma cocheira na fazenda”. O presidente Ernesto Geisel só foi informado sobre a morte de JK um dia depois, na segunda-feira, e reclamou dos assessores. O funeral de JK, oito anos após a edição do AI-5, trouxe o povo de volta às ruas, reunindo três mil pessoas numa passeata pelo Rio e 350 mil nos cortejos em Brasília. “Tanto pedi a Deus que esse homem não morresse no meu governo!”, lastimou Geisel.

Outra peça-chave do relatório da Comissão Municipal da Verdade deriva de inquirições feitas em 1996. Naquele ano, o ex-secretário particular de Juscelino Kubitschek, Serafim Jardim, questionou judicialmente a versão oficial da morte do antigo amigo e conseguiu a abertura de novas investigações. Por determinação da Justiça, o corpo do motorista do presidente, Geraldo Ribeiro, o Platão, foi exumado e a partir daí foi que surgiu uma das principais suspeitas sobre o caso. Um perito em balística, Alberto Carlos de Minas, que acompanhava a exumação, disse ter visto um furo de bala no crânio de Ribeiro. O perito prestou um novo depoimento à Comissão Municipal da Verdade em novembro. “Quando eles tiraram a caixa ossária eu vi o crânio”, disse Minas. “Vi um provável orifício provocado por entrada ou saída de arma de fogo”. O perito alega que “fecharam imediatamente a caixa e não me deixaram fotografar”. O laudo oficial da exumação acabou apontando a presença no crânio do motorista de um “pequeno fragmento metálico de forma cilindro-cônica, medindo sete milímetros de comprimento e diâmetro médio de dois milímetros”. A Secretaria de Segurança de Minas Gerais concluiu que o metal era “fragmento de prego enferrujado e corroído”. O vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da Comissão Municipal da Verdade, se inquieta com essas conclusões: “Prego de caixão vai entrar dentro do crânio de um cadáver? Isso é conto da carochinha. Não sei como o País pode ter acreditado nisso. Vamos pedir uma nova exumação”.

A ideia da nova exumação desagrada Maria de Lourdes Ribeiro, filha do motorista de JK. Advogada, ela diz que não permitirá a exumação, pois considera “primária” a tese do tiro. “Seria mais confortável para mim se eu comungasse com essa tese”, afirma Maria de Lourdes. “Eu até poderia pedir indenização do governo, mas meu pai me ensinou que a mentira prende e a verdade solta. Meu pai não levou um tiro.” Com a posição firme e exemplar da filha de Platão, é bem provável que o relatório da Comissão Municipal da Verdade não tenha o poder de reescrever a história brasileira como pretendia. Pelo menos até que alguém decida patrocinar uma terceira morte de JK.

Após prisão decretada deputado Pedro Henry renuncia ao mandato e se entrega à Polícia Federal

BRASIL - Mensalão
Após prisão decretada deputado Pedro Henry renuncia ao mandato e se entrega à Polícia Federal
Lugar de bandido é na cadeia. Calma e criteriosamente Joaquim Barbosa vai recolhendo a quadrilha do mensalão ao xilindró. >Deputado foi condenado a sete anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Foto:Lindomar Cruz / Agência Brasil

O ex-poderoso deputado Pedro Henry, quando era líder do PP durante o governo Lula

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja

Condenado no julgamento do mensalão, o deputado federal Pedro Henry (PP-MT) se entregou na manhã desta sexta-feira na sede da Polícia Federal em Brasília. Simultaneamente, ele encaminhou ofício à Câmara renunciando ao mandato parlamentar.

Henry foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é o 17º mensaleiro que começará a cumprir pena na prisão – o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolatto fugiu do país.

O congressista ainda tentava rediscutir a condenação por meio dos chamados embargos infringentes, alegando que conseguiu três votos pela absolvição. No entanto, o Regimento Interno do STF exige o mínimo de quatro votos favoráveis ao réu para que os infringentes sejam admitidos. Nesta quinta-feira, o STF decretou o fim de seu processo (trânsito em julgado).

Renúncia – O parlamentar de Mato Grosso seguiu a fórmula usada pelos agora ex-deputados José Genoino (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) e entregou o mandato por meio de uma carta. O documento foi encaminhado à presidência da Câmara dos Deputados. O conteúdo do texto também foi similar: Henry disse ser inocente e alegou que os ministros do STF tiveram um entendimento equivocado sobre seu caso. O deputado ainda criticou o foro privilegiado e afirmou que seu sentimento é de “dever cumprido com os mato-grossenses”.

Na carta, Henry, que é médico cirurgião, afirmou que pretende retornar à profissão de origem, “sem arrependimentos ou amarguras” e feliz por ter vivido a experiência no Congresso. E lamentou o fim de sua carreira política: “Não seria este o desfecho que eu havia planejado, mas não vou expor esta instituição mais do que já se encontra exposta por este episódio”.

Ao renunciar, Henry quis escapar do constrangimento de ter o mandato apreciado por seus colegas em votação aberta. O deputado, que desde 1996 ocupa o cargo na Câmara dos Deputados, está inelegível pelos próximos quinze anos e o papel de deputado-presidiário apenas causaria mais desgaste à Casa.

Em 2006, quando surgiram as denúncias sobre o esquema de pagamento de propina em troca de apoio ao governo Lula, Henry foi absolvido pelo Conselho de Ética da Câmara por falta de provas e livrou-se de enfrentar um processo de cassação. O episódio não interferiu nos resultados nas urnas e o deputado foi reeleito nas duas eleições seguintes.

Suplente – O sucessor direto de Henry, que ainda tem de se pronunciar se aceita assumir o posto, é o empresário e agropecuarista Roberto Dorner, de 65 anos. No início de 2011, ele assumiu o mandato quando o mensaleiro licenciou-se do cargo para tomar posse na Secretaria de Saúde de Mato Grosso. Nove meses depois, Henry retornou ao cargo na Câmara dos Deputados. Nas eleições de 2010, Dorner conquistou 50.000 votos pelo PP. No entanto, ele migrou para o PSD, onde atualmente é vice-presidente estadual da legenda em Mato Grosso e presidente do diretório municipal em Sinop.

11 de dez de 2013

Charge: Amigo oculto no Aerolulao, de Maurício Ricardo

Amigo oculto no Aerolula
de Maurício Ricardo

TV UOL


O país do estamos providenciando, coluna Carlos Brickmann

BRASIL - Opinião
O país do estamos providenciando
O mesmo torcedor é preso em Oruro, na Bolívia, e pouco depois em Salvador, na Bahia. Já esteve em Tóquio, no Japão. De onde tira tanto dinheiro?

Foto: Geraldo Bubniak / Fotoarena

VIOLÊNCIA ROTINEIRA - Torcedores de Vasco e Atlético-PR brigam durante partida entre os dois times em Joinville, pelo Campeonato Brasileiro, neste domingo (8).

Postado por Toinho de Passira
Texto de Carlos Brickmann
Fonte: Site Brickmann & Associados Comunicação

As autoridades prometem que, daqui pra frente, tudo vai ser diferente, o torcedor briguento de futebol vai aprender a ser gente. O pior é que não somos só nós que sabemos que é tudo conversa mole: as autoridades também sabem.

1 - O mesmo torcedor é preso em Oruro, na Bolívia, e pouco depois em Salvador, na Bahia. Já esteve em Tóquio, no Japão. De onde tira tanto dinheiro?

2 - Um torcedor foi fotografado, na briga das torcidas organizadas do Atlético Paranaense e do Vasco da Gama, com um porrete quase do tamanho dele, com pregos na ponta. Por mais ingênuo que seja o policial, ou o porteiro, ou o segurança, que é que imaginou que ele pretendia fazer no estádio com o porrete? OK, temos de admitir que há possibilidades diversas, mas com pregos na ponta?

3 - Um ex-vereador de Curitiba, Juliano Borghetti, do PP, membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, membro da Comissão Especial para Assuntos da Copa 2014, superintendente da Ecoparaná, aliado do governador tucano Beto Richa, foi fotografado no meio da briga de atleticanos e vascaínos. Enfim, uma autoridade ativa! Pena que sua atividade seja participar de guerra de torcidas.

A solução para pacificar os estádios é simples: a mesma da Inglaterra, e não há falta de câmeras por aqui. É identificar e punir os baderneiros - ou com proibição de ir ao jogo, supervisionada pela Polícia, ou com prisão. E aqui? Por cerca de um ano, funcionou no Ministério da Justiça a Comissão Técnica de Combate à Intolerância Esportiva. Neste ano não houve brigas em estádios. Ao assumir, o ministro José Eduardo Cardozo acabou com ela.

Por que? Perguntem a ele, oras!

Parecia bom

Pior do que a ideia má é a falsa boa ideia. Eleição direta no futebol, por exemplo. Para garantir o apoio de uma massa organizada, a diretoria do clube abre os cofres para as torcidas organizadas (as que provocam as brigas). Surgem as viagens subsidiadas, os ingressos gratuitos ou com descontos, para que os líderes possam revendê-los, e se forja a aliança entre clube e baderneiros. Experimente o caro leitor comprar um ingresso numerado e, ao encontrar sua cadeira ocupada, chamar o segurança. Ele não vai tomar providência alguma.

Sabe quem manda.