31 de jul de 2013

Banalização do Bem, de Zuenir Ventura, para O Globo

BRASIL - Opinião
Banalização do Bem
A maior novidade do discurso inovador do Papa é que a reforma moral proposta por ele deve passar pelo diálogo e o encontro, não pelo confronto

Foto: Reuters

Postado por Toinho de Passira
Texto de Zuenir Ventura
Fonte:  O Globo

Nesses tempos sombrios de violência, guerra, miséria e fome, em suma, da chamada banalização do Mal, é sintomático que o Papa Francisco tenha conseguido um extraordinário sucesso pregando justamente o contrário, algo como a banalização do Bem.

A sua foi a primeira voz autorizada de alcance planetário a se levantar contra a razão cínica em voga, propondo em seu lugar um círculo virtuoso, uma espécie de revolução ética contra a cultura do provisório, da exclusão e do descartável.

Quem sabe ele não estará pondo fim a um ciclo de produção do mal como energia incontrolável?

O filósofo francês Jean Baudrillard, estudioso do tema e cético quanto à sua erradicação, achava inevitável o funcionamento das sociedades sobre a base da “disfunção, do acidente, do catastrófico, do irracional”.

Na sua opinião, “dizer que tudo isso pode ser exorcizado, erradicado, significa insistir numa perspectiva religiosa da salvação”. Pois durante a semana que passou entre nós, foi nessa perspectiva que o Papa insistiu, distribuindo esperança e atualizando antigos valores e virtudes como a solidariedade e a tolerância, esquecidos ou “fora de moda”.

Ele pode até ser criticado pelo que calou (aborto, preservativo, célula-tronco), mas não pelo que falou de outros temas tabus:

“Se uma pessoa é gay, quem sou eu para julgá-la?” “A mulher na Igreja é mais importante que os bispos e os padres.”

A maior novidade de seu discurso inovador é que a reforma moral proposta por ele deve passar pelo diálogo e o encontro, não pelo confronto. Pela compreensão, não pela animosidade. Nunca pela intransigência e o radicalismo. Essa talvez seja a melhor contribuição para a paz do evangelho segundo Francisco.

Por que Lula nunca saiu? - de Merval Pereira

BRASIL - Opinião
Por que Lula nunca saiu?
Como justificar a presença de Lula na campanha sem atribuí-la ao fracasso de Dilma? Como pedir para os eleitores esquecerem que foi ele o responsável por colocá-la no Palácio do Planalto? Além do mais, no limite, para o PT, perder com Dilma é melhor do que perder com Lula.

Arte sobre foto de Bruno Santos / Terra

Postado por Toinho de Passira
Texto de Merval Pereira
Fonte: Blog do Merval

Minha primeira reação quando li a inacreditável declaração da presidente Dilma de que não haverá “volta Lula por que Lula nunca saiu”, na entrevista que concedeu a Monica Bergamo da Folha, pensei que ela caíra na própria armadilha. Ao tentar escapar de uma pergunta incômoda, fizera uma frase de efeito que acabou sendo uma admissão de submissão.

Não considerei nem mesmo que fora um ato falho, como sugeriu o Carlos Alberto Sardenberg na conversa comigo na CBN ontem, acreditando que fora, sim, uma infelicidade de quem não está acostumada à política.

Mas, durante o dia, conversando com um e com outro, acabei abrindo uma janela na interpretação para aceitar a possibilidade de que o que considerava uma autêntica “barbeiragem” da presidente pudesse ser na verdade audaciosa manobra: e se em vez de uma frase infeliz a presidente tivesse dado, isso sim, uma “trucada” nos que querem vê-la substituída por Lula na campanha eleitoral de 2014?

Ao explicitar a simbiose com o ex-presidente, Dilma esvazia a principal razão de uma eventual substituição sua por Lula. Ao dizer que Lula sempre esteve no governo, Dilma deixa nas entrelinhas a mensagem de que seus acertos e erros têm que ser divididos com o ex-presidente, o responsável final pela sua candidatura e, sobretudo, o parceiro do que tem sido feito no governo, o avalista de sua candidatura à reeleição.

Os que nos bastidores tramam para que Lula venha a ser o candidato à presidência em 2014 certamente consideram que a manobra vale a pena, mesmo com os riscos que ela traz. Lula, no entanto, parece estar ciente dos perigos da empreitada, e resiste aos apelos. Como bom político ele sabe que é quase impossível assumir o posto de candidato deixando no Palácio do Planalto uma presidente em pleno exercício do mandato, mas abandonada pelos seus e pelos aliados.

Como justificar a presença de Lula na campanha sem atribuí-la ao fracasso de Dilma? Como pedir para os eleitores esquecerem que foi ele o responsável por colocá-la no Palácio do Planalto? Além do mais, no limite, para o PT, perder com Dilma é melhor do que perder com Lula.

Há quem compare a atual situação da presidente Dilma ao final dos governos Jânio Quadros e Collor, mas não creio que o momento político seja semelhante, nem vejo sinais de que a presidente Dilma esteja perdendo a capacidade de governar. Se bem ou mal, essa é outra questão.

Ela está enfraquecida, é verdade, e até o momento não tem dado sinais de se preparar para dar a volta por cima. Nenhuma das medidas anunciadas parece razoável para dar resposta aos anseios da população, e a insistência em manter inalterada a equipe ministerial, seja em tamanho ou em pessoas, mostra uma incapacidade de mudança de rumos preocupante.

A continuar nessa marcha, o mais provável é que chegue à eleição desidratada de poder político, com sua base aliada abandonando o navio em busca de novos rumos, talvez como o ex-presidente José Sarney no fim de seu mandato.

Antecipando-se a essa provável debandada, o grupo do governador gaúcho Tarso Genro e do ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, sugere que a presidente abra mão de seus aliados “conservadores” para seguir adiante com uma aliança de esquerda, dando uma guinada em seu governo.

Essa seria talvez a maneira mais rápida de perder completamente o apoio da classe média, que já está nas ruas pedindo mudanças em setores-chave como saúde, educação, transportes, segurança pública. Por isso mesmo, atribui-se ao ex-presidente Lula sugestão oposta.

Para recuperar esse apoio, e manter sob suas asas os partidos que hoje já estão a procura de outro caminho eleitoral, a manobra do governo teria que ser diametralmente contrária, com uma guinada ao centro que abrisse perspectivas futuras de melhorias.

Talvez não haja tempo mais para ter resultados ainda em 2014, mas fazendo mudanças na direção correta, a presidente poderia pelo menos vender a possibilidade de um futuro melhor em seu segundo mandato. Para tal teria que aceitar mudar a política econômica, colocando no lugar de Guido Mantega um ministro com luz própria, que por si só levasse esperança ao mundo dos negócios.

Mas, embora ela negue que seja tão centralizadora quanto dizem, há quem não veja chance de mudanças dessa ordem exatamente por ser Dilma quem dizem que ela é.
*Alteramos o título, acrescentamos subtítulo e ilustração a publicação original

30 de jul de 2013

Oposição republicana já faz campanha contra provável candidatura de Hillary Clinton, em 2016

ESTADOS UNIDOS BRASIL - Eleição 2016
Oposição republicana já faz campanha contra
provável candidatura de Hillary Clinton, em 2016
A campanha para a eleição presidencial americana de 2016 já está nas ruas, ou melhor, na internet e nas redes sociais. Já existem, nos EUA, Comitês de Ação Política, (PAC na sigla em inglês), em intensa atividade com a finalidade de detonar a candidatura da ex-senadora, Hillary Clinton, as eleições presidenciais americana em 2016. E tantos outros, defendendo a ex-Secretária de Estado.

Foto: Reprodução

O Comitê de Ação Política, STOP HILLARY foi criado para uma única razão - para garantir Hillary Clinton nunca se torna presidente dos Estados Unidos.- diz o portal do movimento

Postado por Toinho de Passira
Baseado no texto de Alessandra Corrêa, para a BBC Brasil
Fontes: BBC Brasil, Stop Hillary, CBS News, Stop Hillary 2016, The New York Times, Ready for Hillary, Vanity Fair

Mais de três anos antes das próximas eleições presidenciais nos EUA, um movimento já começa a chamar a atenção para a disputa: o de republicanos articulados em campanhas fora do partido contra uma possível candidatura da democrata Hillary Clinton à Casa Branca.

A ex-secretária de Estado americana ainda não anunciou se realmente pretende concorrer ao cargo, mas grupos que se opõem a ela afirmam que precisam estar preparados desde já, antes que seja tarde demais para impedir que "mais um Clinton" ocupe a presidência ─ o marido de Hillary, Bill Clinton, governou os EUA de 1993 a 2001.

"É crucial começar agora", disse à BBC Brasil Garrett Marquis, porta-voz de um dos grupos já em ação, o Stop Hillary PAC (sigla em inglês para Comitê de Ação Política, organizações que não são ligadas oficialmente a nenhum candidato ou partido, mas podem arrecadar fundos e fazer campanhas a favor ou contra candidatos ou causas).

"A máquina Hillary e Bill Clinton está pronta para agir no momento em que eles precisarem. Eles têm força desde o primeiro dia, assim que ela decidir quando será o primeiro dia. Nós precisamos estar prontos para enfrentá-la quando esse dia chegar", afirma.

Foto: Getty Images

IMAGENS NEGATIVAS

Na semana passada, o Stop Hillary PAC divulgou na internet um vídeo de 50 segundos com imagens negativas sobre um possível governo Hillary.

No vídeo, uma voz feminina presta o juramento presidencial enquanto imagens de cerimônias de posse anteriores são intercaladas por palavras remetendo a escândalos aos quais Hillary esteve supostamente ligada, como o ataque ao consulado americano em Benghazi, na Líbia, quando ela era Secretária de Estado, que resultou na morte do embaixador americano no país, Christopher Stevens.

Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

A FORÇA DE HILLARY

Embora tenha saído do governo federal em fevereiro deste ano, deixando a chefia da diplomacia americana para John Kerry, Hillary acumula um capital político de peso, que data desde o escândalo Monica Lewinsky, 15 anos atrás. Aos olhos dos liberais foi vista como a mulher que apesar de traída deu a volta por cima, tornou-se senadora e galgou sua ascensão política no país.

Já para o público mais conservador exemplificou o ideal da mãe e mulher firme, capaz de perdoar uma traição diante de todo o mundo. Sob qualquer interpretação, no entanto, sua reação ao escândalo solidificou a imagem de uma mulher forte e capaz de superar obstáculos e crises.

Ao longo dos anos ganhou destaque internacional, e à frente do Departamento de Estado ficou conhecida pelo pulso firme mas também surpreendeu deixando-se fotografar dançando e se divertindo.

Na frente eleitoral, embora não tenha formalizado a pré-candidatura, vem mostrando mobilização. Nesta semana a democrata tomou café da manhã com o vice-presidente, Joe Biden, e almoçou com o presidente americano, Barack Obama.

Em outro desdobramento, a CNN Films, uma divisão da rede de notícias americana, confirmou que fará um documentário sobre a vida da ex-senadora, que além de ser transmitido pelo canal deve chegar às salas de cinema de todo o país.

Formado em maio, o grupo é liderado pelo senador republicano Ted Harvey, do Estado do Colorado, e já vem arrecadando simpatizantes e contribuições financeiras para "assegurar que Hillary Clinton nunca se torne presidente dos EUA".

Segundo Marquis, o grupo vem buscando engajar "americanos preocupados (com um possível governo Hillary)" em todo o país, por meio de e-mails, redes sociais e telefonemas. Também estão previstos anúncios de rádio e TV.

"Nosso objetivo é parar Hillary Clinton e isso inclui não só as eleições presidenciais de 2016, mas também as eleições legislativas de 2014", diz.

"Onde quer que ela vá, dando apoio candidatos e fazendo discursos, nós iremos também, ajudando candidatos que concorram contra aqueles que ela apoia."

Charge: Taylor Jones (USA)

CARICATURA

O Stop Hillary PAC é apenas o mais recente dos grupos conservadores a tornar pública sua campanha contra Hillary.

No mês passado, o PAC America Rising, liderado pelo coordenador da campanha presidencial do republicano Mitt Romney em 2012, Matt Rhoades, lançou o movimento Stop Hillary 2016, com o objetivo de "evitar outro governo Clinton, depois de oito anos com o presidente (Barack) Obama".

Segundo o cientista político Christopher Malagisi, professor de História do Movimento Conservador na American University, em Washington, o principal objetivo desses grupos é se antecipar e caracterizar Hillary da maneira como a veem, em vez de como ela própria tenta se apresentar.

"É uma oportunidade de formar uma caricatura do adversário antes que ele tenha a chance de definir sua imagem", disse Malagisi à BBC Brasil.

Apesar de Hillary ainda não ter anunciado se pretende concorrer em 2016, sua possível candidatura já tem o apoio oficial de nomes de peso no Partido Democrata, como a senadora Claire McCaskill, do Missouri, e de PACs como o Ready for Hillary, formado em janeiro.

Pesquisas indicam que Hillary é a favorita entre os possíveis pré-candidatos democratas e também contra possíveis candidatos republicanos na eleição geral.

De acordo com uma pesquisa McClatchy-Marist, realizada pela empresa de comunicações McClatchy e o Instituto Marista de Opinião Pública e divulgada na semana passada, 63% dos democratas votariam em Hillary.

Segundo a sondagem, o possível candidato republicano com maiores chances contra Hillary na eleição geral seria o governador de Nova Jersey, Chris Christie. Ainda assim, Hillary ficaria à frente, com 47% dos votos, contra 41% de Christie.

Foto: Drew Angerer/The New York Times

I’M HILLARY CLINTON 2016 - Estagiários no Comitê de Ação Política, pró Hillary, na Virginia, preparando correspondência, já receberam mais de 65.000 pedidos de adesivos para carros

INFLUÊNCIA

Movimentos do tipo "Stop Hillary" não são novos. Antes das eleições de 2008, quando a ex-senadora concorreu pela indicação democrata contra Obama, também houve campanhas contra sua candidatura.

A diferença agora, diz Malagisi, é o crescente papel dos PACs nas eleições ─ especialmente a partir de 2010, quando a Suprema Corte dos EUA decidiu que os chamados Super PACs (PACs especiais) podem arrecadar fundos sem limites de indivíduos, empresas, sindicatos e outros grupos.

"Há muita gente olhando para 2012 e tentando ver o que deu certo e o que deu errado, para garantir que seus Super PACs sejam mais influentes. Eles pensam: 'Se formarmos um Super PAC agora, estaremos melhor preparados para 2016'", afirma.

Segundo Malagisi, ainda é cedo para medir a influência dos Super PACs nas próximas eleições.

"Mas com certeza serão um fator importante. Estamos apenas no começo do que será o papel dos Super PACs."

29 de jul de 2013

Papa diz que gays, devem estar integrados e não devem ser julgados ou marginalizados pela sociedade

BRASIL – Papa Francisco no Brasil
Papa diz que gays, ao invés de julgados ou marginalizados, devem integrar a sociedade
Repercutiu em todo mundo, a declaração do Papa Francisco, indicativa de respeito e para com os gays, feita durante voo, de regresso a Roma, na volta da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro

Foto: Luca Zennaro/\Pool/Reuters

Papa Francisco : "Se uma pessoa é gay e procura Deus, quem sou eu para julgá-la?".

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Veja, The Guardian, The New York Times, Corriere della Sera, Clarin, El Pais, Le Monde

O jornal inglês The Guardian, diz que os jornalista que regressavam à Roma, no mesmo voo do Papa, num jato da Alitalia, não esperavam muito da viagem de volta, embora na ida, o Papa Francisco tenha visitado a classe econômica onde se instalara os correspondentes e conversara rapidamente.

A correspondente do Jornal Nacional, a repórter Ilze Scamparini, uma veterana e cobertura do Vaticano, disse que o assunto em pauta, entre os jornalistas, era de que eles, que haviam coberto a viagem do Papa ao Brasil, estavam aparentemente mais cansados, que o Papa Francisco, nos seus 76 anos, que cumprira com desenvoltura e jovialidade, uma exaustiva agenda.

Então aconteceu o inesperado, o papa Francisco, deixou a primeira classe, onde viajava e visitou, novamente, pouco tempo depois da decolagem, a área reservada aos jornalistas, e concedeu de improviso, sem perguntas prévias, sem barreiras, uma longa entrevista coletiva.

O pontífice conversou com os jornalistas por uma hora e vinte e dois minutos, em pé. Francisco fez um balanço da viagem ao Brasil e surpreendeu ao tocar em temas delicados, como a reforma da Cúria Romana, o lobby gay e a evasão de fiéis. E, claro, falou de suas impressões sobre o Brasil.

"Boa noite. Foi uma bela viagem, mas estou bastante cansado", disse o papa aos jornalistas. "A bondade e o coração do povo brasileiro são muito grandes. Esse povo é tão amável, é uma festa. No sofrimento (o povo) sempre acha um caminho para fazer o bem em alguma parte. É um povo alegre, um povo que sofreu tanto. É corajosa a vida dos brasileiros, eles têm um grande coração."

"A atmosfera era de quase incredulidade", disse John L Allen, um veterano observador do Vaticano para o National Catholic Reporter, que estava a bordo do vôo. "Nós nunca vimos algo parecido em 20 anos de cobertura."

O Papa falou de vários temas, de todos que foram levantados pelos jornalistas, mas a resposta que ele deu quando perguntado pela repórter brasileira, Ilze Scamparini, sobre lobby gay no Vaticano, foi o destaque na imprensa internacional.

Francisco disse: "Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-la?”

”O catecismo da Igreja católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados, mas integrados à sociedade". O jornalista registraram também que o Papa usou a palavra "gay" em vez de "homossexual", como preferiam seus antecessores. Um detalhe é que ele agradeceu a jornalista, a pergunta, por ter lhe dado oportunidade de esclarecer seu ponto de vista.

Para o jornal britânico The Guardian, a segunda-feira foi o dia em que o "o papa alcançou o público gay". O jornal americano New York Times, por sua vez, classificou o pronunciamento como "como uma aproximação conciliatória de tirar o fôlego para questões cruciais que dividem os católicos". O periódico também qualificou a conferência como "sem precedentes".

O italiano Corriere Della Sera afirmou que a fala de Francisco foi "uma lição de liberdade que terminou com um aplauso geral de setenta jornalistas de todo o mundo." O Clarín, de Buenos Aires, cidade natal de Jorge Mario Bergoglio, considerou que o papa "abordou quase todas as questões espinhosas que afetam a Igreja". Na visão do jornal espanhol El País, o Papa falou "sem se esquivar dos assuntos mais agudos".

O periódico francês Le Monde interpretou o comportamento transparente de Francisco "como uma tentativa de dar uma outra face à Igreja Católica, se diferenciando de seu antecessor conservador, Bento XVI."

Eike Batista, agora, é um reles milionário

BRASIL - Economia
Eike Batista, agora, é um reles milionário
O empresário não é mais bilionário, os dados são do ranking da agência de notícias Bloomberg, que diz que a fortuna do empresário encolheu para um quarto de bilhão, um merreca, para quem pretendia ser o homem mais rico do mundo.

Foto: AE

Eike Batista, está no inferno astral, economico, polírtico e social

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Folha de S. Paulo

O empresário Eike Batista, controlador do grupo EBX, deixou de ser bilionário, segundo cálculos da agência de notícias Bloomberg. Na sexta-feira, sua fortuna estava avaliada em apenas US$ 216,95 milhões. O cálculo considera bens pessoais e valor das participações do empresário nas empresas do grupo, descontadas as dívidas.

É um tombo e tanto para quem tinha, em março de 2012, US$ 34,5 bilhões.

Eike chegou a declarar que ultrapassaria o mexicano Carlos Slim, "pela direita ou pela esquerda", e se tornaria o homem mais rico do mundo.

As empresas do grupo EBX enfrentam uma crise de confiança que derreteu o valor de suas ações na Bolsa.

Segundo a agência, Eike deve ao menos US$ 2 bilhões na pessoa física e US$ 1,5 bilhão ao Mubadala, fundo de desenvolvimento de Abu Dhabi.

O empresário pagou, recentemente, US$ 500 milhões ao Mubadala e renegociou os US$ 1,5 bilhão restantes em sete anos.

A derrocada de Eike começou quando a produção de petróleo da OGX decepcionou. A empresa foi obrigada a reconhecer que todas as suas previsões estavam equivocadas e a desistir de explorar vários de seus campos.

A petroleira era a mola propulsora de várias das companhias X, como o estaleiro OSX. A queda da OGX acabou arrastando todo o império.

Eike fechou uma parceria com o banco BTG Pactual, de André Esteves, para tentar reestruturar o grupo. Mas o processo acabou se transformando numa liquidação de ativos.

O empresário colocou à venda praticamente todos os negócios para honrar suas dívidas. Uma fatia da termelétrica MPX já foi vendida para a alemã E.ON.

A expectativa é que Eike se desfaça em breve de uma participação na mineradora MMX e também do que restou de suas ações da MPX.

A OGX está em busca de um sócio que ajude a reestruturar sua dívida. A petroleira tem US$ 3,6 bilhões em bônus no exterior e com a queda de produção, essa dívida se tornou impagável.

O BTG também está em busca de um sócio para o porto do Açu, operado pela LLX, mas até agora não obteve sucesso. Já o estaleiro OSX deve ser fechado.

Mercadante, o “entrão”, procurou Temer, o cauteloso, para tentar derrubar Guido Mantega, o equilibrista

BRASIL - Conspiração
Mercadante, o “entrão”, procurou Temer, o cauteloso, para tentar derrubar Guido Mantega, o equilibrista
O ministro da Educação foi ao vice-presidente da República para expor um plano insólito: fazer parte de uma conspiração para convencer Dilma Rousseff a demitir o ministro da Fazenda. Temer ouviu, não falou nada e espalhou que recebera a proposta indecente, para fazê-la chegar aos ouvidos da presidenta

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Mercadante tentou convencer o vice Michel Temer, a ajudar a derrubar Guido Mantega

Postado por Toinho de Passira
Baseado no texto de para a Veja
Fontes: Veja, Radar Online

Uma reportagerm de Veja desta semana assinada por Robson Bonin conta que a meteórica queda de popularidade dos governantes não foi a única consequência imediata dos protestos que tomaram as ruas do país há pouco mais de um mês. Eles também desestabilizaram governos e alianças políticas que se mantinham unidos diante da perspectiva — cada vez mais incerta — de vitória nas eleições de 2014.

Na semana passada, um graduado auxiliar da presidente Dilma Rousseff fez o seguinte diagnóstico: "O clima no governo nunca esteve tão ruim. É um clima de barata voa, muito fogo amigo, ministro atacando ministro, uma situação caótica. Está todo mundo brigando com todo mundo, falando mal de todo mundo".

O melhor exemplo dessa atmosfera de desentendimento ocorreu na quinta-feira 18, numa reunião entre o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT). Era para ser uma agenda de rotina, mas a conversa trilhou o caminho de uma insólita conspiração que teve como alvo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já devidamente acossado por políticos, empresários e sindicatos devido ao desempenho pífio da economia brasileira.

Com a autoridade de quem desfila pelos gabinetes de Brasília como uma espécie de primeiro-ministro informal de Dilma, e de quem foi conselheiro econômico do ex-presidente Lula, Mercadante propôs o plano para forçar a demissão de Mantega.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mercadante conspira contra Mantega a céu aberto

Ele chegou ao Palácio do Jaburu pouco antes das 9 da manhã. Travou a conversa com Temer num conjunto de poltronas que ficam em um canto reservado do salão principal da residência oficial do vice-presidente da República. De início, Mercadante criticou a articulação política e a atuação da equipe econômica, reproduzindo queixas correntes no Congresso. Depois, o petista foi mais incisivo e falou que o governo precisava de gente mais competente e com mais autonomia nessas duas áreas.

Temer, um especialista na arte de ouvir e medir as palavras, apenas acompanhava o raciocínio do interlocutor, sem pontuá-lo. Mercadante, então, apresentou seu plano maquiavélico: fazer com que diferentes interlocutores com prestígio junto a Dilma, como o próprio Temer, passassem a desconstruir a credibilidade do ministro da Fazenda.

Se isso fosse feito como planejado, a presidente seria convencida, sem se sentir pressionada, a demitir Mantega. "A presidente não reage bem quando se sente cobrada. Então, não adianta pressionar. Daqui para a frente, nas conversas com ela, todos deveríamos falar a mesma língua."

A estratégia, segundo Mercadante, teria de ser posta em prática logo, para que as mudanças ocorressem em setembro. O alvo e o argumento do petista foram escolhidos a dedo. O péssimo desempenho da economia é uma das explicações para a queda vertiginosa de popularidade de Dilma. Nesse contexto, mudar o comando da equipe econômica seria fundamental para que a aliança PT-PMDB tenha chance de vencer a próxima sucessão presidencial. "A saída é uma reformulação total", ponderou Mercadante, lembrando que demitir só o secretário do Tesouro, Arno Augustin — como sugerem importantes assessores da presidente —, não estancaria a crise.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Mantega, sufocado, quanto tempo ainda resistirá?

A referência a setembro foi feita como forma de adular os peemedebistas. Uma ala do partido defende uma reforma ministerial imediata. Para entregar os cargos, como sugeriu o líder da bancada na Câmara, Eduardo Cunha? Longe disso. Com as trocas, o partido quer assumir pastas com mais recursos à disposição e mais visibilidade política.

Desde o início do governo, foram várias as ofensivas pela demissão de Mantega. A presidente sempre resistiu a elas, apoiando o ministro da Fazenda. Ciente disso, Temer não disfarçou sua contrariedade com o plano de Mercadante. Não era para menos.

De maneira inesperada, o vice-presidente da República fora envolvido numa trama para derrubar o titular da Fazenda num momento em que a economia patina de mãos dadas com o próprio governo. Pior, essa conspiração era patrocinada pelo principal conselheiro político da presidente.

Temer não quis alongar a conversa. Ele aproveitou a chegada do ministro da Aviação Civil, o peemedebista Moreira Franco, para mudar de assunto. Mercadante saiu do Jaburu sem a mercadoria que queria. Já Temer passou a história adiante. Nos dias seguintes, ele narrou o episódio a aliados no Congresso e no próprio governo, sempre, segundo os interlocutores, se mostrando contrariado.

"O Mercadante está fazendo a cabeça de todo mundo para derrubar o Mantega. Mas o Michel não concordou. Isso acaba vazando e tocando fogo no governo", diz um senador peemedebista.

A Veja, Temer confirmou o encontro com Mercadante, mas disse que ele, Temer, não propôs nenhuma mudança ministerial, porque isso é uma "prerrogativa da presidente". "Encontrei o Mercadante para fazer uma análise das relações do governo com o Congresso e o empresariado", disse.

Já o ministro da Educação negou a conspirata: "Jamais tratei de mudança na equipe econômica com o vice-presidente Michel Temer ou com qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Não é da minha alçada o assunto e não está na pauta do governo, conforme a presidenta já afirmou em nota pública".

Ideli Salvatti não esconde de ninguém desaprovar o jeito Aloizio Mercadante de ser, aos mais próximos, o define como um “entrão”
Dois dias depois da conversa entre o ministro e o vice-presidente, dirigentes do PT aprovaram um documento que pede mudanças no governo — entre elas, na economia e na articulação política. Dilma sabia que esse fogo amigo estava sendo urdido pelos petistas. Por isso, não apareceu na reunião do partido.

Quem responde pela articulação política é a ministra Ideli Salvatti, que não perdoa o fato de Mercadante agir no Congresso como se fosse ele o responsável pelas negociações com deputados e senadores.

Chefe da Casa Civil, a ministra Gleisi Hoffmann ecoa a opinião de Ideli e repete as mesmas críticas às interferências indevidas e à desenvoltura desmedida do ministro da Educação. Mercadante quer suceder a Gleisi no posto. Considerado um trator pelos próprios petistas, ele quer o cargo com os mesmos poderes de que gozava o mensaleiro José Dirceu. Ou seja: Mercadante substituiria Ideli e Gleisi juntas. Valeria pelas duas.

Esse apetite, somado às ingerências, é um catalisador do caos administrativo. Numa reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, por exemplo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez questão de declarar que discursaria pouco porque Mercadante, ministro da Educação, já havia falado quase tudo sobre a área da saúde. Uma queixa polida na forma, mas contundente no conteúdo.

"A Ideli está revoltada com o Mercadante, a Gleisi também.

Depois da reunião do conselhão, a própria Dilma deu um chega pra lá nele, porque o Mercadante não pode ver uma brecha que quer ocupá-la", diz um senador petista. Mercadante sabe que não é querido no PT. Por isso, aposta as fichas no PMDB. Nos últimos meses, tomou-se um interlocutor frequente de cardeais como Renan Calheiros, presidente do Senado, Henrique Eduardo Alves, comandante da Câmara, e Temer. É neles que procura apoio para se cacifar politicamente. Uma jogada perigosa. O clima que já está ruim pode ficar ainda pior.

Papa Francisco dá uma entrevista exclusiva de 40 minutos, ao jornalista Gerson Camarotti

BRASIL – Papa Francisco no Brasil
Papa Francisco dá uma entrevista exclusiva
de 40 minutos, ao jornalista Gerson Camarotti
O jornalista pernambucano atualmente na Globonews, é autor do livro “Segredos do Conclave” onde conta os bastidores da eleição do papa Francisco e a operação do Vaticano para estancar a hemorragia de fiéis na América Latina. Na entrevista o Pontífice destacou, que a Igreja precisa de uma reforma e que é preciso ouvir os jovens e os idosos.

Foto: Captura de Video

Antes da entrevista Gerson Camarotti presenteou o Papa Francisco
com um exemplar do seu livro, “Segredos do Conclave”

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Fantastico, Globo News,

O repórter Gerson Camarotti acompanhou passo a passo a visita do Papa Francisco ao Brasil, durante a Jornada Mundial da Juventude e fez, com exclusividade mundial, a primeira entrevista do pontífice, desde sua eleição no Vaticano, em março deste ano.

Na entrevista, Francisco destacou ter sentido um afeto que desconhecia, ao ser recebido, de forma muito calorosa. “O povo brasileiro tem um grande coração. Quanto à rivalidade, creio que já está totalmente superada, porque negociamos bem: o Papa é argentino e Deus é brasileiro”, brincou.

Sobre a simplicidade que vem demonstrando, ele afirmou o povo se sente magoado quando as pessoas consagradas estão apegadas ao dinheiro. “Não é um bom exemplo que um sacerdote tenha um carro do último tipo, de marca”, declara. Quanto à questão de viver em Santa Marta, Francisco diz que não foi tanto por razões de simplicidade, mas porque ele precisa do contato com as pessoas. “Fiquei em Santa Marta por questões psiquiátricas. Para não ter que estar sofrendo essa solidão que não me faz bem. E também para economizar, porque, caso contrário, teria que gastar muito dinheiro com psiquiatras”, disse.

Foto: Captura de Tela

Papa Francisco: "...um jovem que não protesta não o agrada. “Um jovem é essencialmente um inconformista e isso é muito lindo".

O Papa Francisco falou ainda sobre a canonização de João Paulo II, que, segundo ele, “pegou a mala, correu o mundo, e foi um missionário, espalhando a mensagem da Igreja”.

Na chegada ao Rio de Janeiro, houve falhas na segurança e o Papa foi cercado por uma multidão. Ele disse que não sente medo, mas que, quando for a sua vez, “o que Deus permitir, assim será”. Francisco revelou ainda que recusou um papamóvel cercado de vidros: “Se você vai estar com alguém que ama, amigos, e quer se comunicar, você não vai fazer essa visita dentro de uma caixa de vidro. Eu não poderia vir ver este povo, que tem o coração tão grande, dentro de uma caixa de vidro. E no automóvel, quando ando pela rua, baixo o vidro para poder estender a mão e cumprimentar as pessoas. Quer dizer, ou tudo ou nada”.

O pontífice não soube explicar o fenômeno da evasão de fiéis no Brasil, mas apontou o afastamento da Igreja como uma possível causa. “Igreja é mãe. A mãe dá carinho, beija, ama. Quando a Igreja, preocupada com mil coisas, se descuida dessa proximidade, e só se comunica com documentos, é como uma mãe que se comunica com seu filho por carta. Não sei se isso aconteceu no Brasil, mas sei que aconteceu em algumas regiões da Argentina. Faltam sacerdotes, então alguns locais ficam desassistidos”, destaca.

O Papa disse não conhecer os motivos dos protestos recentes dos jovens no Brasil, mas destacou que um jovem que não protesta não o agrada. “O jovem tem a ilusão da utopia e a utopia não é sempre negativa. A utopia é respirar e olhar adiante. O jovem tem menos experiência de vida, mas às vezes a experiência nos freia. E ele tem mais energia para defender suas ideias. Um jovem é essencialmente um inconformista e isso é muito lindo. É preciso ouvir os jovens, cuidar para que não sejam manipulados”, afirma. Francisco acredita que, para sustentar um modelo político mundial, a sociedade está descartando os extremos. E, “descartando os dois, o mundo desaba”.

O Papa destacou também a importância de todos trabalharem pelos outros e de podar o egoísmo.


Veja o resumo da entrevista apresentado pelo Fantástico

26 de jul de 2013

Passarinho capturado, na Turquia, suspeito de ser espião israelense, foi libertado, por falta de provas

TURQUIA – Bizarro
Passarinho capturado, na Turquia, suspeito de ser espião israelense, foi libertado, por falta de provas
A lenda de que o serviço secreto de Israel é capaz de coisa impensáveis provoca esse tipo de comportamento surrealista na vizinhança. Preferem pecar por excesso, mesmo correndo o risco de serem mundialmente ridicularizados, do que facilitar para com os judeus. Afinal, o falcão investigado tinha um ar muito suspeito.

Foto: Gulbin Yildiz / Associated Press

Momento em que o falcão penereiro ganha a liberdade depois de comprovada a sua inocência, ou de não ter sido encontrado nada que comprovasse sua culpa

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Reuters, Times of Israel, The .Independent, New York Daily, Terra, Israel Cool

Depois de uma investigação formal e médica, um falcão, da espécie peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus) foi inocentado e libertado pelas autoridades turcas, livre da grave acusação de ser um espião israelita, a serviço do Mossad, o serviço secreto de Israel.

Longe de ser uma piada, o fato é que a ave de rapina foi capturada por moradores de uma aldeia na província de Elazig, na turquia, usando uma pulseira metálica de identificação, numa das patas, com a inscrição "24311 Tel Avivunia Israel."

Foto: Gulbin Yildiz / Associated Press

O anel que levantou as suspeitas sobre o falcão

Anéis como esse são freqüentemente usados para rastrear os movimentos migratórios das aves. Mas os moradores não vacilaram em capturar o animal e entregá-lo a autoridades locais que enviaram a ave para ser examinada na Firat Universidade de Elazig.

O "espião" foi exaustivamente interrogado, digo, examinado e até radiografado sem que nada suspeito fosse encontrado. Depois de um amplo debate, as autoridades concluiram que tratava-se de um inocente passarinho, e que não tinha nenhuma ligação com o serviço secreto de israel.

Sem mais delongas soltaram o animal na natureza. Segundo consta ele voou na direção de Moscou, onde deve pedir asilo temporário, até encontrar um jeito de asilar-se na Venezuela.

Foto: Reprodução

Radiografia do suspeito identificado como o espião israelita

Esta não é a primeira vez que autoridades turcas imaginaram que animais estaria sendo usados como espiões pelo Mossad. Ano passado, outro passarinho, da espécie conhecida como Comedor de Abelha, uma ave da família Meropidae recebeu a mesma acusação. Encontrado morto na natureza o cadáver do passarinho foi dissecado, sob supervisão das autoridades de segurança, na busca de encontrar algum indício de envolvimento do morto, com o Mossad.

Relatos da época afirmava que as autoridades tiveram as suspeitas levantadas pelo tamanho incomum das narinas da ave. Imaginou-se que algum equipamento eletrônico poderia ter sido implantado no bico do animal.

Em dezembro do ano passado, no Sudão, uma águia com uma dessa pulseiras de pesquisa israelense, foi apontada como espião.

Em 2010, um oficial egípcio disse que tubarões controlados por Israel poderia estar envolvido em uma série de ataques turísticas no Mar Vermelho.

Se não forem mesmo verdadeira essas suspeitas de espionagem animal, até agora, nada indica que ela não possa ser uma realidade a qualquer momento.

Porém, os países envolvidos, devem considerar que é ingênuo imaginar, que o conceitua serviço secreto israelita, o Mossad, vá enviar um dos seus espiões plumados, em missãoo, com uma pulseira identificadora personalizada.

Ciro Gomes: “Dilma pilota uma aliança que é assentada na “putaria”, na roubalheira e no clientelismo”

BRASIL – Eleição 2014 - Bizarria
Ciro Gomes: “Dilma pilota uma aliança que é assentada na “putaria”, na roubalheira e no clientelismo”
É isso mesmo que está escrito : Ciro Gomes deu entrevistas a duas emissoras de rádio cearense, e falou sem porteira, chamou, por exemplo, a Presidenta Dilma de ‘arrogante’ e ‘inexperiente’ e que o governo dela estava mais perdido “que cego em tiroteiro”. De passagem xingou também a oposição. Tudo isso para ver se alguém concorda que ele pode ser candidato em 2014.

Arte sobre foto de Ricardo Matsukawa / Terra

“Me garanto. Ninguém pega na minha munheca. Quando sento a lenha, é porque não tenho rabo de palha”, diz Ciro desafiador

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, O Estado do Ceará, Terra, ’’thepassiranews’’,

O ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE), destravou sua metralhadora giratória, na manhã da terça-feira, 23, em Fortaleza, Ceará. Ninguém sabe se ele estava enfezado, sem estribeira, ou esqueceu-se de tomar tarja preta. De livre e espontânea vontade, apresentou-se na rádio Verdes Mares e Tribuna BandNews FM e detonou Dilma, o Partido dos Trabalhadores, a oposição e alguns desafetos domésticos.

Veio com o discurso pronto, falou sem ser perguntado, que “presidenta Dilma Rousseff pilota uma aliança assentada na putaria”>. Baixou a lenha na base aliada, da qual faz parte, e a personalidade de Dilma, quem chamou entre outras coisas de “arrogante” e “inexperiente”.

- Incrível a Dilma convocar uma rede de televisão e falar quase dez minutos para não dizer absolutamente nada. Inventar uma lambança de uma Constituinte exclusiva para fazer uma reforma política. Nenhum cartaz na rua pedindo reforma política, embora seja uma agenda emergente (...) Depois trocar os pés pelas mãos nesse negócio dos médicos (programa Mais Médicos) - disparou.

Ciro sugeriu que a presidenta tem que fazer uma “reforma profunda do ministério” e cortar pastas da administração.

- A Dilma não é uma má pessoa. É uma pessoa decente, trabalhadora. Ela é meio arrogante e muito inexperiente. Muito, muito, muito inexperiente. Ou seja: isso já tava dito. Eu cansei de falar muitas vezes... e cercada de gente de quinta categoria. Esse é o grande problema. Pilotando uma aliança que é assentada na base da putaria - diz ele.

Mais tarde disse que o governo de Dilma Rousseff está “mais perdido do que cego em tiroteio” e a oposição é mais “fraca do que caldo de bila” (bila é como se diz em “cearencez” bola de gude; caldo de bila seria um caldo ralo, sem tempero, quase água pura)>

Aprofundando sua análise disse que “o país vive um momento delicado e o governo petista não sabe gerenciar o quadro político e econômico.

Sem respirar Ciro Gomes acusou a gestão de Dilma de ter entregue R$35 bilhões para o cartel da indústria automobilística, em detrimento de investimentos em transporte público. “Esse dinheiro para a indústria automobilística, ela tirou dos estados e municípios mais pobres, afetando o Fundo de Participação dos Estados e Municípios. Se você quiser aplicar esse dinheiro em metrô, que é um transporte público de massa qualificado, dava para ter feito 15 km de metrô”, comparou. “Essa conjuntura - continuou Ciro- , é reflexo de um governo perdido”.

“Esse governo tá perdido. E a oposição diz o quê? Quem está falando aqui é um aliado. Vê se pode.

Para ele, a presidente deveria reduzir o número de ministérios. “39 ministérios só funciona na caricatura. Esse número não ajuda a funcionar, apenas atrapalha. Termina o governo e ela não consegue despachar duas vezes com alguns ministros”, relatou Ciro.

Realmente antes das eleições ele disse que Dilma Rousseff era inexperiente e também falou o que pensava do PMDB:

“É que, hoje, quem manda no PMDB não tem o menor escrúpulo: nem ético, nem republicano, nem compromisso público, nada! É um ajuntamento de assaltantes na minha opinião. Eu acho que o Michel Temer hoje é o chefe dessa turma.”

E comentou sobre a aliança eleitoral, PT-PMDB, para as eleições:

“Nas eleições gerais de 2010, vamos ter clareza, a aliança do PT com o PMDB é para traficar minutos de televisão; é para asfixiar o debate, não é para governar. Porque, para governar, a gente faz aliança depois”.

Ciro Gomes é uma espécie de Dercy Gonçalves, da política brasileira - que nos perdoe a comediante – diz uma porção de verdades de um jeito chulo, provoca risos momentâneo, algum desconforto nos criticados e cai no esquecimento.

Todo mundo sabe que ele faz isso para ver se alguém o convida para ser candidato a Presidente da Republica.

A gente gosta do que Ciro diz, mas não gosta dele. Lembar que quando deram uma chance ele foi ministro de Lula, até usou uma barba petista para se afinar com a turma e só falou mal, quando foi posto para fora.

Por isso, dá a impressão que sua reação é de alguém inconformado de não estar participando da divisão do butim.

25 de jul de 2013

Heróis e História, de Luis Fernando Veríssimo

BRASIL - Opinião
Heróis e História
São os homens providenciais que fazem a História ou é a História que os providencia?

Foto: Martin Meissner/ Associated Press

O ex-Presidente Sul-Africano Nelson Mandela e sua esposa Graça Machel, final da Copa do Mundo de Futebol FIFA, 11 de julho de 2010, Joanesburgo, África do Sul

Postado por Toinho de Passira
Texto de Luis Fernando Veríssimo
Fonte: Blog do Noblat

Velha questão: são os homens providenciais que fazem a História ou é a História que os providencia? Estou pensando no Mandela. Ele sem dúvida fez história, mas o apartheid teria se mantido mesmo sem a resistência dramatizada na sua prisão e no seu sacrifício? Provavelmente não.

Martin Luther King simbolizou a luta pelos direitos dos negros nos Estados Unidos, empolgou e inspirou muita gente, mas a injustiça flagrante da segregação racial estaria condenada mesmo sem seus discursos e seu exemplo.

Frequentei uma high school americana durante três anos e todos os dias, antes de começarem as aulas, botava a mão sobre o coração e prometia lealdade à bandeira aos Estados Unidos da América a à republica que ela representava, com liberdade e justiça para todos, e certamente não era só eu que completava, em silêncio, o juramento: “...exceto para os negros.”

Durante anos a democracia americana conviveu com imagens de discriminação racista, linchamentos e outra violência contra negros no Sul do país. Variava apenas o grau de consciência em cada um da hipocrisia desta convivência cega.

O que Martin Luther King fez foi tornar a consciência universal e a hipocrisia visível, e insuportável. Mas a justiça para todos viria — ou virá, ou tomara que venha, numa América ainda dividida pela questão racial, como mostra a revolta pela absolvição recente do assassino daquele garoto negro na Florida — mesmo sem a sua retórica.

Gandhi liderou o movimento de resistência pacifica que ajudou a liberar a Índia do domínio inglês. Há figuras como Gandhi — mais ou menos pacificas — em quase todas as histórias de liberação do jugo colonialista. Mas, por mais atraente que seja a ideia de heróis emancipadores derrotando impérios, a verdade é que eles serviram uma inevitabilidade histórica, independentemente da sua bravura, do seu discurso ou, como Gandhi, do seu apelo espiritual.

O poder da História de fazer acontecer o necessário, à revelia da iniciativa humana, soa como ortodoxia marxista, eu sei, mas consolemo-nos com a ideia de que a História pode nos ignorar, mas está do nosso lado.

E dito tudo isto é preciso dizer que poucas coisas na vida me emocionaram tanto quanto a aparição do Mandela antes do jogo final da Copa do Mundo na África do Sul, ovacionado pela multidão. Consequente ou não, ali estava um herói.

"O Papa é muito fofo" e paciente, de Zuenir Ventura, para O Globo

BRASIL – Opinião
"O Papa é muito fofo" e paciente
A tolerância do Papa seria mais uma vez posta à prova no Palácio Guanabara, quando resistiu sem cochilar ao interminável discurso da presidente Dilma

Foto: Domenico Stinellis/Associated Press

Postado por Toinho de Passira
Texto de Zuenir Ventura, para O Globo
Fonte: O Globo

O Papa Francisco, que por um engano de trajeto acabou nos braços do povo, vai encontrar um país onde há descrença na política e uma igreja às voltas com um preocupante declínio. Segundo pesquisa do Datafolha, os católicos ainda são maioria, mas já foram bem mais do que os 57% registrados agora. Em 2007, eram 64%, e há 20 anos, 75%, enquanto cresce o número dos evangélicos, uma concorrência difícil de enfrentar, já que eles praticam uma religião-espetáculo mais midiática, que oferece a preços variados recompensas imediatas aqui na Terra, não só no céu. Em relação aos políticos, o seu choque cultural vai ocorrer quanto aos costumes. Habituado à simplicidade e à moderação, o Jorge Bergoglio, que como cardeal andava de ônibus, e o Francisco, que, como Pontífice, trocou os trajes alegóricos pela batina branca, o sapato vermelho pelo preto, a pompa pelo despojamento, vão estranhar que no Brasil parlamentares e governantes prefiram a mordomia de pegar carona em avião e helicóptero oficiais.

A propósito, dificilmente um político brasileiro passaria pelo teste de popularidade a que foi submetido o Papa logo depois de chegar. Aconteceu quando o carro que o conduzia tomou uma pista errada no Centro da cidade e acabou preso no trânsito, ficando imobilizado por alguns minutos. Imediatamente cercado por uma multidão comovida e excitada, tentando tocá-lo de qualquer maneira, a cena deixou os seguranças tensos com o que poderia acontecer. Assistiu-se, então, a um impressionante e inesperado espetáculo, nunca visto nas ruas do Rio. Sereno e sorridente, sem levantar o vidro que manteve o tempo todo aberto, Francisco parecia achar tudo natural, até mesmo quando, além de mãos e braços, enfiaram pela janela um bebê para que ele beijasse e benzesse.

A tolerância do Papa seria mais uma vez posta à prova no Palácio Guanabara, quando resistiu sem cochilar ao interminável discurso da presidente Dilma, que, em vez de dar rápidas boas-vindas a um viajante exausto, fez um relatório do tipo “olha, Santidade, como estamos trabalhando”. A fala do nosso visitante foi mais curta e mais interessante, com tiradas dignas do grande comunicador que é. Foi muito aplaudido quando disse: “A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo.” “Cristo bota fé nos jovens.” Por tudo isso, acho que a melhor definição dele foi dada por uma dessas garotas peregrinas que enfeitaram a cidade nestes dias: “O Papa é muito fofo.” E paciente.

Desemprego sobe, renda cai e inflação assombra

BRASIL - Economia
Desemprego sobe, renda cai e inflação assombra
O mercado de trabalho vem perdendo força sistematicamente e, de acordo com analistas, pode estar entrando em uma nova fase depois de anos de aquecimento justamente no momento mais delicado do governo da presidente Dilma Rousseff, com a confiança do setor produtivo e do consumidor em baixa, inflação elevada e crescimento fraco.


Postado por Toinho de Passira
Fonte: Reuters

Segundo analise de Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira, da agência Reuters, a taxa de desemprego do Brasil surpreendeu em junho ao subir para 6,0 por cento, marcando o sexto mês seguido que não cede e o patamar mais alto desde abril de 2012, ao mesmo tempo em que o rendimento da população caiu pela quarta vez seguida, deixando mais evidente a falta de confiança que afeta a economia neste momento.

Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), depois dos 5,8 por cento de maio, ficaram acima até da expectativa mais alta que de pesquisa da Reuters, cuja mediana indicava estabilidade no mês.

Em abril de 2012, a taxa de desemprego também havia sido de 6,0 por cento. A última vez que o desemprego caiu foi em dezembro passado, quando atingiu a mínima histórica de 4,6 por cento num momento sazonalmente favorável ao emprego pelas festas de fim de ano, com os quatro meses seguintes mostrando alta e depois se estabilizando em maio.

O mercado de trabalho vem perdendo força sistematicamente e, de acordo com analistas, pode estar entrando em uma nova fase depois de anos de aquecimento justamente no momento mais delicado do governo da presidente Dilma Rousseff, com a confiança do setor produtivo e do consumidor em baixa, inflação elevada e crescimento fraco.

"Acho que começa a se formar uma tendência de desaquecimento do mercado de trabalho, que deve perdurar ao longo do segundo semestre e no ano que vem, acompanhando a perspectiva de desaquecimento da atividade", avaliou o estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Rostagno.

Prova de que um dos últimos indicadores positivos da economia começa a mudar de direção foi o país ter fechado o semestre passado com a menor geração de empregos formais desde 2009, auge da crise internacional, com apenas 826 mil novas vagas, segundo dados do Ministério do Trabalho.

As estimativas sobre o crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro vêm sendo reduzidas nas últimas semanas e o relatório focus do Banco Central divulgado na segunda-feira mostrou que economistas das instituições financeiras preveem agora uma alta de 2,28 por cento do PIB este ano.

RENDA AFETADA

O IBGE informou ainda que o rendimento médio da população ocupada caiu 0,2 por cento no mês passado ante maio, atingindo 1.869,20 reais, na quarta queda mensal seguida. Em relação a junho do ano passado, o rendimento subiu 0,8 por cento.

A industria demitiu 120 mil pessoas em junho, 63 mil só em São Paulo. "Isso é muito ruim e preocupante nessa época do ano que a indústria começa a contratar para se preparar para atender a demanda de fim de ano", disse o pesquisador do IBGE.

Ainda de acordo com o IBGE, a população ocupada recuou 0,1 por cento em junho na comparação com maio e cresceu 0,6 por cento ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 22,980 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas.

Por sua vez, a população desocupada chegou a 1,455 milhão de pessoas, alta de 2,7 por cento ante maio e de 2,4 por cento sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

A perspectiva de fraqueza da economia, no entanto, não deve alterar o ciclo de aperto monetário iniciado pelo Banco Central.

O aumento do desemprego pode até ajudar a conter a inflação, argumentou o economista da Saga Capital Gustavo Mendonça, especialmente a alta de preços dos serviços.

Vai passar, de J.R.Guzzo, para a Veja

BRASIL – Opinião
Vai passar
Fala-se uma enormidade, e cada vez mais, sobre o "quadro sucessório"; todo mundo "trabalha com a hipótese" de alguma coisa. (É uma das curiosidades da nossa atual linguagem política: aboliu-se o verbo "pensar". Hoje o indivíduo não pensa — só "trabalha com a hipótese".) Mas o que está valendo mesmo, no jogo a dinheiro, é a corrida de uma multidão de gente para salvar o próprio couro.

Foto: Sergio Moraes/Reuters

Lula, Sérgio e Dilma Rousseff, fones de ouvido fingindo que estão ouvindo as ruas

Postado por Toinho de Passira
Texto de J.R.Guzzo, para Veja
Fonte: Veja

Nunca se viu até hoje o caso de dois cachorros que tenham trocado, de livre e espontânea vontade, o osso de um pelo osso do outro, ensina Adam Smith. Ninguém como o velho Smith para dizer cenas verdades. No caso, ele falava do livre-comércio — uma característica exclusiva do ser humano, assim como a palavra, a escrita e outras coisas que distinguem os homens dos animais. O pensador escocês que informou ao mundo, mais de 200 anos atrás, que o capitalismo existia, explicou como funcionava e demonstrou por que era indispensável para a evolução racional da sociedade, ia direto ao ponto em matéria de economia — mas sua clareza é a mesma quando transportada para a política. Nenhum partido, em nenhuma democracia do mundo, entra numa eleição para perder. Não quer trocar seu osso com ninguém, quando está no governo — e quando está fora não quer trocar nada, e sim tirar o osso de quem está dentro. O Brasil, é claro, vive segundo essa mesma regra. Mas a história, aqui, é muito mais quente, porque o osso em disputa é muito maior. Perder uma eleição lá fora é ruim — mas no fim é apenas isso, uma derrota. Aqui não. Se o PT perder a eleição presidencial de 2014. seja com a presidente Dilma Rousseff ou com o ex-presidente Lula, vai haver um terremoto na vida pessoal de dezenas de milhares de pessoas, possivelmente muito mais, a começar por seus bolsos. No caso, iriam embora o governo, os anéis e os dedos.

É disso, e só disso, que se trata. Fala-se uma enormidade, e cada vez mais, sobre o "quadro sucessório"; todo mundo "trabalha com a hipótese" de alguma coisa. (É uma das curiosidades da nossa atual linguagem política: aboliu-se o verbo "pensar". Hoje o indivíduo não pensa — só "trabalha com a hipótese".) Mas o que está valendo mesmo, no jogo a dinheiro, é a corrida de uma multidão de gente para salvar o próprio couro. Até dois ou três meses atrás, esse era um problema inexistente: o governo tinha certeza de que Dilma "estava eleita já no primeiro turno". Mas a coisa mudou de repente, e o medo de perder invadiu o PT e a base aliada. Já apareceu um "volta Lula", tramado no escuro por ele mesmo, para desmanchar a candidatura de Dilma à reeleição; e os aliados, assim que sentiram o primeiro cheirinho de pólvora no ar, voltaram ao bazar de compra e venda do seu apoio.

As perdas materiais, aí, envolvem gente que não acaba mais. Quantos serão? É difícil saber ao certo. Entram, logo de cara, além dos 39 ministros que pretendem estar no próximo governo, perto de 25 000 funcionários de "confiança" nomeados livremente pelo presidente e sua turma — aos quais se devem somar os empregos que podem dar nas empresas estatais. Muitos desses cargos são coisa de cachorro grande: a prova mais recente foi a batalha que o senador Fernando Collor ("aliado") travou para substituir os ocupantes de dois empregos na Petrobras por gente sua. Brigou e levou: Dilma, que já não tinha escolhido os dois que estavam lá, também não escolheu os seus substitutos, em mais um belo retrato de como funciona seu governo. Some-se a isso a grossa maioria dos 594 deputados federais e senadores, e a miudeza política que sobrevive nos subúrbios mais distantes do poder central. Não se pode esquecer, é claro, todo o mundo multibilionário e opaco dos fundos de pensão gerenciados pelo PT e chefes sindicais — adicione-se a eles, aliás, a nata do mundo sindical petista. Multiplique-se, enfim, tudo isso pelo número de parentes, amigos, amantes, sócios etc. dessa turma, e já estamos falando numa quantidade de gente na casa dos seis algarismos. O leitor fica convidado a fazer sua conta pessoal.

Falta acrescentar, ainda, os privilégios dos donos do poder, e que valem tanto quanto dinheiro sonante. Um caso, entre milhares, ajuda a entender com perfeita clareza por que é indispensável, para o PT e a base aliada, manter o governo em 2014. Trata-se da última obra que o governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, colocou em sua biografia. Cabral, que há anos vive ajoelhado diante de Lula, mandou buscar seu cachorro "Juquinha", em sua casa de praia em Mangaratiba, num Agusta AW109 Grand New que faz pane da frota de sete helicópteros do governo estadual, mantidos ao custo estimado de 10 milhões de reais por ano. República? Está mais para corte de Maria Antonieta tropical. Ao povão do Rio, nessa fantasia, fica reservado o papel dos barões famintos e napoleões retintos que desfilam no samba Vai Passar, de Chico Buarque.

Talvez esteja aí, no fundo, o problema real da política brasileira de hoje. Se o PT cair fora, quem vai mandar o helicóptero buscar "Juquinha" em Mangaratiba?

24 de jul de 2013

"George Alexander Louis" é nome do bebê real

REINO UNIDO – Bebê Real
"George Alexander Louis" é nome do bebê real
A mãe Kate Middleton e o Príncipe William não fugiram da regra e deram aos seu filho, um nome popular entre os nobres ingles. Seis monarcas ingleses chamavam-se George, inclusive o pai da Rainha Elizabeth que era George VI. George era o nome mais cotado na bolsa de apostas do reino. Alexandre ocupava a terceira posição e Louis a quinta.

Foto: Getty Images

Sua Alteza Real, Príncipe George de Cambridge

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The Guardian, Uol, Mirror, Euronews, The Times, The Independent

George Alexander Louis é o nome do bebe real, que será conhecido como Sua Alteza Real, Príncipe George de Cambridge. Essa foi a decisão de Kate Middleton e do Príncipe William, dois dias depois do nascimento e um dia após a saída da manternidade.

O menino nasceu no dia 22 de julho, às 16h24 de Londres (12h24 no horário de Brasília), com 3,8 quilos, e já é o terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, atrás de seu avô paterno, o príncipe Charles, e de seu pai, o príncipe William.

George era o nome mais em cotado nas principais casas de apostas do Reino Unido, seguido por James e Alexander. O nome já foi usado 13 vezes pela realeza britânica ao longo da história, sendo seis delas em reis, de acordo com o jornal "Daily Mail".

Segundo o jornalista Peter Hunt, especialista em realeza da "BBC", George não precisará usar o primeiro nome caso assuma o trono. "Príncipe George não precisa ser Rei George caso ascenda ao trono. Ele pode escolher outro nome", revelou em seu Twitter.

Questionado sobre o nome de seu filho, o príncipe William havia prometido que ele e Kate estavam "trabalhando nisso", durante a entrevista que concederam diante do Hospital.

Príncipe Charles confirmou hoje que William e Kate não sabia o sexo do bebê antes do nascimento - o que talvez explique por que eles queriam um pouco de tempo extra para se decidirem. Foram porém, muito rápidos, comparando-se por exemplo, ao próprio Príncipe Charles e Diana, que levaram uma semana para anunciarem o nome do príncipe William.

George era o no do pai da Rainha Elizabeth II, foi o rei George VI.

Louis é um dos nomes do meio de William. Também é provável que seja um tributo a Lord Louis Mountbatten, o tio do duque de Edimburgo e o último vice-rei britânico da Índia antes da independência, em 1947.

Mountbatten e pai de William, o príncipe Charles, eram muito próximos. Ele era conhecido pela Família Real como o tio Dickie e foi assassinado pelo IRA em agosto de 1979, três anos antes de William nascer. Seu barco explodiu durante uma viagem de pesca ao largo da costa da República da Irlanda.

Nunca houve um rei Inglês chamado Alexander, mas três reis escoceses medievais governaram com o nome de Alexander.

Foto: Getty Images

George vem do grego, significa alguém com disposição para trabalhar na terra, agricultor, fazendeiro. São Jorge, ou Saint George, o matador do Dragão é santo padroeiro da Inglaterra.

Alexander também de origem grega significa protetor, enquanto Louis deriva do nome alemão Ludwig, o que significa guerreiro famoso. mosa na batalha.

O Rei George VI, adotou o George como seu nome de rei, quando se tornou soberano, após a abdicação de seu irmão, mas seu nome completo era Albert Frederick Arthur George, e ele era conhecido como Bertie a sua família.

George VI escolheu George em homenagem a seu pai, George V e criar a impressão de estabilidade após o escândalo causado por seu irmão Edward VIII desistir do trono para casar com a americana divorciada Wallis Simpson.

Sua filha Elizabeth, a atual Rainha atual, foi apresentado ao bisneto nesta manhã quando visitou William e Kate no Palácio de Kensington.

Seis rei Georges foram coroados ao longo da história, George I, subiu ao trono em 1714.

George também é o quarto nome do Prince de Wales - o avô do bebê, príncipe Charles. Dependendo do nome que o príncipe Charles escolher, num provável reinado, o recém-nominado, Príncipe George de Cambridge, poderá ser o rei George VII ou VIII.

George foi o 12 º nome mais popular para meninos nascidos na Inglaterra e no País de Gales em 2011 - espera que ele suba nas paradas, no rastro da nominação do novo príncipe.

O jornal “the Independent” ressalta que foi um momento histórico, a visita do avô, o Príncipe Charles, ao neto, na maternidade: acredita-se ser essa a primeira vez que três herdeiros do sexo masculino, ao trono - Charles, seu filho William e agora George – prontos para reinar na linha de sucessão reuniram-se num mesmo cômodo.

Papa Francisco, novo garoto propaganda da Fiat

BRASIL – Papa Francisco no Brasil
Papa Francisco, novo garoto propaganda da Fiat
Tentando ser o mais discreto possível, Papa circula pelo Rio de Fiat Idea sem nenhuma alteração. A Fiat cedeu veículos para a Jornada Mundial da Juventude, mais não sabia, a princípio, que o Vaticano, por orientação do Papa Francisco, tinha planos de utilizar um dos modelos, para os deslocamentos onde o papamóvel não será utilizado.

Foto: Hudson Pontes/Agência O Globo

Hoje pela manhã indo para Aparecida no Fiat Idea - "Graças a Deus, estamos muito gratos”, disse um representante da Fiat ao ser questionado sobre a exposição positiva da marca.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época Negócios, Vrum, Estadão, Carros Uol, Facebook - Fiat

O mundo todo assistiu pela televisão, ao vivo a passagem do Papa pelas ruas do Rio de Janeiro a bordo de um Fiat Idea prateado que será o carro constante do Papa Francisco, em sua viagem ao Brasil, todas as vezes que não estiver utilizando o Papa Móvel.

A montadora FIAT não perdeu tempo e publicou em sua página oficial no Facebook uma foto do carro com a frase "Boa Idea, Francisco".

O papamóvel oficial (Mercedes-Benz G500) será substituído em alguns deslocamentos pelo Idea durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro.

Foto: Stefano Sales/Agência O Globo

Custa cerca de R$ 45 mil o Fiat Idea que transporta o Papa Francisco no Brasil, escolhido por ser prático (é alto e facilita a entrada e saída) e não é ostensivo, como queria o Papa

Quando soube que o Vaticano havia sinalizado que precisaria de um modelo simples e discreto para transportar o Papa em alguns deslocamentos e a Fiat prontamente colocou à disposição do pontífice o portfólio completo da marca e os coordenadores optaram dois modelos: Idea e Bravo.

Duas unidades do Bravo, um branco e um preto, ambos da versão Essence 1.8 16V ficarão por conta da segurança do Papa e dois modelos Idea, um prata e um branco, versão Essence 1.6, transportará Francisco nos trajetos em que o papamóvel não será utilizado.

Segundo a Fiat,a escolha do Bravo foi pelo fato de ser um modelo com motor mais potente, o mais adequado para uso da segurança, já o Idea, de acordo com a montadora, é o mais confortável para o potífice, além de ter uma grande área envidraçada que permite ampla visão tanto dos fiéis do lado de fora do veículo quanto do Papa, no banco traseiro. O Vaticano não pediu nenhuma preparação especial do veículo, como blindagem ou qualquer tipo de película de proteção solar.

A Fiat informou que as placas do Idea vieram do Vaticano e cobrem as originais, de Belo Horizonte.

Através de sua assessoria de imprensa, a Fiat disse que dar apoio ao Papa em sua visita ao Brasil é uma questão natural, já que é uma montadora italiana.

O Papa Francisco também fica bem na foto, pelo gesto de humildade, pela repercussão de usar um carro de origem italiana, já que agora ele é o Bispo de Roma.

Obviamente que o departamento de marketing da Fiat não deixaria tal evento passar em branco e logo postou a ação no Facebook.

Foto: Reprodução

Especialistas comentaram com surpresa o fato do Papa ter circulado sem o cinto de segurança (o carro poderia ter sido, inclusive multado(?)) santa imprecaução, já que o Fiat Idea que ele utilizou, não possui equipamentos como airbags de cortina e laterais, nem controles de tração e estabilidade. A unidade usada por Francisco só tem airbags frontais e freios com ABS.

Excesso de ministérios fez governo gastar, só com aluguéis, 22,8 milhões, em 2012

BRASIL – Gastos Públicos
Excesso de ministérios fez governo gastar,
só com aluguéis, 22,8 milhões, em 2012
Falta de espaço para as 39 pastas leva ministérios a pagarem aluguéis que beiram até R$ 1 milhão por mês. Só este ano, gastos do governo com aluguéis de ministérios em Brasília passam dos R$ 3,1 milhões.

Foto: Divulgação

Além dessa, a Esplanada dos Ministérios original, existe outra espalhada por Brasília, a chamada Esplanada “paralela” dos Ministérios

Postado por Toinho de Passira
Texto de Eduardo Militão
Fonte: Congresso em Foco

A Esplanada dos Ministérios ficou pequena para o governo Dilma Rousseff. Os dois corredores de prédios oficiais traçados pelo arquiteto Oscar Niemeyer no Eixo Monumental não comportam mais os 39 ministérios. Diversos órgãos da cúpula da administração federal, sobretudo aqueles criados nos dez anos de governo petista, trocaram a Esplanada por prédios alugados em regiões valorizadas da capital do país.

Sem licitação, como permite a lei, muitos deles tiveram de deixar o tradicional cartão-postal de Brasília em busca de espaço para abrigar seus funcionários. Em alguns casos, o gasto de cada pasta com esse tipo de despesa passa dos R$ 6 milhões por ano. Ainda assim, segundo os ministérios, sai mais barato alugar do que construir ou comprar novos imóveis.

Da Esplanada “paralela” dos Ministérios, fazem parte as pastas da Pesca, das Cidades e da Integração Nacional e a Secretaria da Aviação Civil, também com status de ministério. As duas primeiras foram parar em edifícios no Setor Bancário e no Setor de Autarquias. A Secretaria de Aviação Civil se prepara para deixar o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e ocupar dois andares num luxuoso prédio comercial ao lado do Parque da Cidade, na Asa Sul.

O Ministério da Integração Nacional abandonou o bloco que dividia com outra pasta e foi parar na Asa Norte, pagando R$ 752 mil por mês, num contrato que só se encerra em 2016, já no próximo mandato presidencial. Só esses quatro ministérios gastaram R$ 25,9 milhões com aluguel desde o ano passado. Desse total, R$ 22,8 milhões foram pagos somente em 2012, segundo registros do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) obtidos pelo Congresso em Foco. O preço do aluguel varia de R$ 31 a R$ 60 por metro quadrado, de acordo com informações dos ministérios e dos contratos de locação.

Foto : Eduardo Militão/Congresso em Foco
Ministério da Pesca gastou R$ 7,8 milhões ano passado com o aluguel de instalações no Setor Bancário Sul
Os quatro ministérios alugaram imóveis sem licitação, como prevê a lei, mas afirmam ter comparado as condições no mercado antes de efetuar o negócio. De acordo com a assessoria do Ministério da Integração, foram consultados 14 prédios antes de ser escolhido o da 906 Norte.

“Diversos aspectos foram observados, entre eles, o valor do metro quadrado do aluguel, a localização do prédio, o espaço necessário”, explicaram os assessores do ministro Fernando Bezerra. O aluguel e as taxas somam R$ 752 mil por mês. A pasta ainda aluga um outro imóvel no Setor Bancário Norte, por R$ 354 mil por mês.

O ministério deixou três andares no prédio que ocupava na Esplanada porque o local está em reformas. “Há pavimento no Bloco E interditado pela Defesa Civil Nacional, por ter risco de desabamento.” Apesar das obras, ainda são realizadas reuniões no oitavo andar, onde funcionava o gabinete do ministro Fernando Bezerra.

CHAMADA MALSUCEDIDA

O Ministério da Pesca chegou a fazer uma chamada de fornecedores, mas sem sucesso. “Os imóveis ofertados não atendiam às necessidades da SEAP/PR [antiga sigla do ministério], espaço físico insuficiente, difícil acesso ou com área muito extensa”, explicou a assessoria do ministério. Daí, a pasta então comandada pelo ministro Altemir Gregolin alugou um prédio de 19 pavimentos no Setor Bancário que pertence a uma construtora. Preço: R$ 671 mil por mês, já incluídas as taxas de água, luz, impostos e manutenção.

No Ministério das Cidades, também não houve licitação. A assessoria do ministério disse que foi feita uma “pesquisa no mercado de imóveis” de acordo com as necessidades da pasta. Optou-se por um prédio de 18 pavimentos no Setor de Autarquias, que pertence a uma construtora. “Os critérios de seleção foram a disponibilidade do espaço adequado, a localidade próxima à Esplanada, as condições das instalações e a proposta mais vantajosa para administração”, explicou o ministério, que à época da assinatura do contrato era dirigido por Márcio Fortes. Preço: R$ 750 mil por mês.

A Secretaria de Aviação Civil escolheu sua sede a partir de uma espécie de concorrência. Depois de uma chamada publicada em jornais, recebeu dez propostas, mas desclassificou nove. “Apenas o Edifício Parque Cidade Corporate atendeu às características exigidas pela SAC/PR”, esclareceu o ministério, ao citar espaço e vagas de garagem.

Ilustração Congresso em Foco

23 de jul de 2013

Morre Dominguinhos o sanfoneiro de Garanhuns

BRASIL - Pernambuco - Luto
Morre Dominguinhos o sanfoneiro de Garanhuns
Dominguinho era um instrumentista excepcional, um compositor extrordinário e um ser humano sensível, bom amigo, doce, honesto e cordial. Um anjo que tocava sanfona divinamente

Fotos: JC Online

José Domingos de Morais, Dominguinhos,
nasceu em Garanhuns, no agreste de Pernambuco

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Uol, Ego, Blog do Jamildo, Flickr – JC Online, NE-10

O cantor e compositor Dominguinhos morreu às 18h desta terça-feira (23) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Estava internado desde janeiro, lutava contra um câncer no pulmão e fazia sessões de quimioterapia há seis anos.

Logo que soube da morte, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), decretou luto oficial de três dias no Estado.

Em pronunciamento oficial, o socialista disse que era um dos admiradores do sanfoneiro.

"Queremos prestar todas as homenagens que Pernambuco e o Brasil devem a esta grande figura de música, artista e cidadã. A cultura pernambucana e brasileira estão de luto", declarou.

Os cantores Fagner, Elba Ramalho, Flávio José, Nando Cordel, Geraldo Azevedo, Jorge de Altinho e Liv Moraes, entre outros, confirmaram o show beneficente que estava marcado para o dia 25 de julho, em Recife, no Chevrolet Hall, que se transformará numa grande homenagem póstuma ao artista e terá toda renda com a venda de ingressos revertida para o pagamento de despesas médicas do sanfoneiro.

VIDA E CARREIRA

Nascido em 1941, José Domingos de Morais, o Dominguinhos, veio de uma família humilde de Garanhuns e herdou os dotes musicais de seu pai Chicão, que era sanfoneiro. Com seis anos de idade, ele aprendeu a tocar sanfona e ia a feiras livres para arrecadar dinheiro.

Quando criança, ele formou o trio Os Três Pinguins com seus dois irmãos Moraes (sanfona) e Valdomiro (malê, uma espécie de zabumba). Aos nove anos, já era proficiente em sanfonas de 48, 80 e 120 baixos. Logo depois, ele conheceu Luiz Gonzaga na porta de seu hotel. O músico ficou impressionado e chamou Dominguinhos para ir ao Rio de Janeiro. Mais tarde, ele fez parte da equipe de Luiz Gonzaga e foi reconhecido por cantores da Bossa Nova, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Elba Ramalho e Toquinho.

A cantora pernambucana Anastácia fazia parte do grupo de Gonzaga e não demorou a fazer parte da vida de Dominguinhos. Os dois iniciaram uma parceira dentro e fora dos palcos, que os levou ao casamento.

Os dois separaram-se, alguns anos depois, e Dominguinhos acabou se envolvendo com outra cantora, também pernambucana, Guadalupe. Os dois se casaram e a festa contou com convidados ilustres como Luiz Gonzaga e Genival Lacerda.

O primeiro disco de Dominguinhos foi "Fim de Festa", lançado em 1964". O último foi "Yamandu + Dominguinhos", em 2008. Ao longo dessas décadas de carreira, lançou dezenas de discos.

Em 2002, Dominguinhos foi vencedor do Grammy Latino com o CD "Chegando de Mansinho". Já em 2010, ele foi vencedor do Prêmio Shell de Música.

Dominguinhos era um anjo que tocava sanfona divinamente. Consta que Luiz Gonzaga e Sivuca foram recebê-lo no portão principal ao lado de São Pedro, São João e Santo Antonio Casamenteiro.

Dominguinhos, toca e canta , “Numa Sala de Reboco”
de Luíz Gonzaga e José Marcolino

Elba Ramalho e Dominguinhos, cantam “De Volta Pro Aconchego”,
de Dominguinhos e Nando Cordel