30 de jun de 2013

CAMPEÃO VOLTOU! Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 A 0

BRASIL – Copa das Confederações
O CAMPEÃO VOLTOU!
Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 A 0
Vitória, com dois gols de Fred e um de Neymar, dá à Seleção seu quarto título da Copa das Confederações. Espanha estava invicta há 29 jogos

Foto: Reuters

A seleção brasileira jogou muito e não deixou a Espanha jogar.
Uma partida para entrar para a história

Postado por Toinho de Passira
Texto de Alexandre Alliatti
Fonte: Globo Esporte

Não tem balança que defina o peso de uma camisa. Tradição não se mede com uma régua, não se calcula com uma máquina. Mas existem Campeões, com letra maiúscula, e campeões. Existem Seleções, com letra maiúscula, e seleções. E existem pentacampeões. Com vitória de 3 a 0 no Maracanã, o Brasil mostrou ao (ex?) melhor time do mundo que não é da noite para o dia que cinco estrelas vão parar em um peito. Fred, destruidor, marcou duas vezes. Neymar, eleito o melhor em campo, fez o outro. O Brasil é campeão da Copa das Confederações pela quarta vez. Campeão em uma noite em que a torcida resumiu tudo ao gritar:

- Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!

O campeão voltou jogando um absurdo. David Luiz talvez tenha feito a melhor partida da vida. Neymar foi infernal como poucos sabem ser. Hulk assinou seu atestado de permanência no time. E Fred foi Fred, foi matador, foi aquele sujeito que nasceu para vestir a 9.

Um dia cairia a casa da Espanha, esse timaço que tanto, e a tantos, encantou nos últimos anos. A Roja não perdia há 29 partidas - consideradas as oficiais. Pois aconteceu justamente contra um adversário no qual eles mesmos se espelham, contra a escola que, não por acaso, é chamada de “jogo bonito”. A Espanha, que certamente seguirá forte na Copa de 2014, foi engolida em campo. Não é exagero: foi um passeio, um baile, um chocolate. Uma vitória que a torcida novamente soube resumir:

- Oooooooooolé! Oooooooolé! Oooooooolé!

UM ATROPELAMENTO

Fred é um caso para se estudar. Ele faz gol de pé – aos montes. Faz gol no ar – às pencas. Mas, cá entre nós, gol deitado não é em toda lua cheia que sai. Que gol. Que gol. Eram só dois minutos do primeiro tempo. Do concreto cheirando a novo do Maracanã, parecia pulsar um organismo vivo, como se o estádio fosse, por si só, um torcedor – o maior dos torcedores.

Foto: Reuters

Fred ganha beijo de Neymar após marcar: Brasil pula na frente logo no início

Hulk recebeu da direita e mandou na área, enquanto urros de otimismo saíam das cadeiras. Fred foi na jogada. Neymar também. O camisa 9 desabou no chão. E a bola, companheira como o mais fiel dos cães, resolveu se aninhar nele. Reparemos que o jogador tinha um milésimo de segundo para pensar, feito o sujeito que precisa decidir se corta o fio azul ou o vermelho na hora de desativar uma bomba prestes a explodir. Fred foi ágil. Foi decidido. Deitado, no pequeno espaço de campo onde estava, encaixou o pé sob a bola e a ergueu. Casillas foi vencido. Gol do Brasil. Gol de Fred.

Ah, aí o Maracanã entrou numa euforia que parecia guardada nos três anos em que o estádio ficou fechado. Por uns 15 minutos, a Espanha pareceu atordoada. Paulinho, por cobertura, quase fez um gol histórico, mas Casillas salvou. Arbeloa, logo depois, levou amarelo ao evitar arrancada de Neymar que fatalmente renderia gol. Era impressionante a superioridade do Brasil.

Foto: AP

Neymar agradece aos céus: ele foi eleito o melhor jogador da competição, Bola de Ouro

Do outro lado, porém, estava a Espanha. Aos poucos, a Fúria começou a reagir. Voltou a ter mais posse de bola – uma tatuagem de seu futebol. Deu sinais de que poderia empatar. Iniesta bateu de fora da área, e Julio César espalmou. Pedro, livre pela direita, bateu cruzado após passe de Mata, e David Luiz (enorme em campo) cortou quase em cima da linha.

A Espanha se acalmou, entrou no jogo, enfrentou o Brasil. Mas a Seleção jamais deixou de buscar o segundo gol. Fred bateu cruzado, para fora. Também tentou de cabeça, novamente fora do alvo. E recebeu livre, frente a frente com Casillas, mas chutou em cima do goleiro.

Enquanto isso, Neymar era arisco, envolvente, agudo. Participava dos ataques. Parecia bufar em busca de um gol. E conseguiu. Foi aos 44 minutos. Pegou a bola pela esquerda, acionou Oscar e recebeu de volta. Bom lembrar que os dois foram muito inteligentes. Primeiro o camisa 11, que, ao perceber Neymar impedido no lance, prendeu a bola. Depois, o camisa 10, ao recuar para sair da posição irregular. Foi quando Oscar rolou na medida, e Neymar nem pensou: já emendou um chute seco, forte, no ângulo. Casillas vai passar o resto da vida procurando a bola. Que pancada: 2 a 0.

Foto: Juan Barreto/AFP

Espanhol Piqué, marido de Shakira, é expulso da partida após cometer falta em Neymar, para evitar que o atacante brasileiro ficasse cara a cara com goleiro.

Foto: Ivo Gonzales/Agência O Globo

FESTA COMPLETA: MAIS UM DE FRED

E não é que tinha como ficar melhor? Veio o segundo tempo, e o Brasil logo fez mais um. Com Fred, sempre com Fred. Aos dois minutos, Hulk acionou Neymar, que teve inteligência para dar, vender e emprestar ao deixar a bola passar para o centroavante. A conclusão foi precisa, no cantinho. Casillas ainda tocou nela. Em vão: era o terceiro gol.

Acabou. A Espanha, por melhor que seja, por mais talento que tenha, não poderia virar. Mas bem que tentou. Aos oito minutos, Marcelo fez pênalti em Navas. Poderia ser a sobrevida do adversário, não fosse esse domingo um dia dedicado ao Brasil. Sergio Ramos bateu. Para fora. A torcida vibrou como se fosse gol.

O Brasil seguiu atacando. A Espanha também. Em uma arrancada verde-amarela, Piqué derrubou Neymar, seu futuro colega de Barcelona, e foi expulso. Estava aberto o caminho para mais gols.

Mas eles não saíram. O Brasil teve outras chances, inclusive em contra-ataques com quatro jogadores contra dois. Falhou em um detalhe ou outro – um conforto permitido àqueles que têm a vitória nas mãos. A Espanha, com Villa em campo, teve honradez para sempre buscar seu gol, como se estivesse 0 a 0.

Inútil. Era a noite da queda dos grandes campeões mundiais, dos grandes bicampeões europeus. Acima de tudo, era a noite do retorno do maior campeão.

Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com

Jogadores festejam em campo após o apito final

Foto: Globo Esporte/Extra

A premiação

Foto: Michael Regan/Getty Images

Posando para posteridade

CHARGE: SPONHOLZ - (PR)



Sponholz - (PR)


Fifa considera desrespeitosa ausência de Dilma à final

BRASIL – Copa das Confederações
Fifa considera desrespeitosa ausência de Dilma à final
Tradicionalmente, presidente do país sede do torneio está na decisão e entrega a taça ao campeão, aplaudido pelo público presente.

Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP/GettyImages

Manifestantes não poupam a FIFa

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Estadão

A Fifa assimilou como um gesto de desrespeito a decisão da presidente Dilma Rousseffde não ir à final deste domingo no Maracanã entre Brasil e Espanha.

Tradicionalmente, presidente do país sede do torneio está na decisão e entrega a taça ao campeão. Neste sábado, parte da cúpula da Fifa que conversou com a reportagem não escondia surpresa diante da decisão da chefe-de-estado de não viajar ao Rio de Janeiro.

Dilma foi vaiada no jogo de abertura, em Brasília, e decidiu que, diante dos protestos nas ruas e de sua queda de popularidade, não seria o momento de aparecer num estádio, mesmo que seja no evento-teste para a Copa do Mundo e uma espécie de cartão de visita do País.

Apesar das declarações de membros do Comitê Executivo da Fifa, a assessoria de imprensa insistiu em adotar posição diplomática e garante que seus cartolas não representam a posição oficial da entidade.

"A Fifa respeita totalmente a decisão da presidente Dilma Rousseff em relação à participação na final no Maracanã, seja ela qual for", disse a assessoria.

Entretanto, nos bastidores, parte dos funcionários da Fifa tentavam entender a decisão de Dilma de não estar no estádio. "Isso é bom ou ruim para ela?", questionou um deles. Para outros mais próximos da presidência, a atitude é um "gesto de desrespeito".

A relação entre governo e Fifa já não era das melhores. Mas um dos legados do torneio será um esfriamento ainda maior dos contatos. O governo ficou irritado com os comentários da Fifa sobre as manifestações e com as cobranças por mais segurança.

Se Dilma não estará no estádio, o Maracanã não sentirá falta de políticos. Além de governadores e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, deputados, vereadores e senadores estão sendo aguardados na tribuna de honra.

Nas arquibancadas, a torcida já indicou nos meios sociais que irá usar a final para protestar. Nas ruas que dão acesso ao Maracanã, milhares de pessoas prometem protestar. O estádio estará blindado por mais de 6 mil policiais.

Foto: Sport Center

Antes das vaias, eles até estavam se divertindo

Para fontes na Fifa, a situação chega a ser irônica. Afinal, o governo brasileiro quer usar justamente os megaeventos esportivos para se promover no exterior e as autoridades não têm economizado recursos para o marketing baseado no torneio.

Até mesmo a Agência de Promoção das Exportações, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, se transformou em associada da Fifa, pagando uma cota de patrocínio de R$ 20 milhões. Já o BNDES e diversos outros órgãos foram fundamentais em bancar estádios e infraestrutura para o evento.

Para outro experiente cartola, o que surpreende é o contraste em relação à participação de outros chefes-de-estado em torneios similares. Em 2009, o capitão da seleção brasileira na época, Lúcio, recebeu o troféu de campeão das mãos de Jacob Zuma, presidente sul-africano. Zuma ainda participou de todos os jogos em Johannesburgo, num esforço de mostrar o compromisso do governo com o torneio. Em 2005, na Alemanha, a cúpula do governo de Berlim também se fez presente.

Fontes próximas ao presidente Joseph Blatter insistem que o cartola suíça "entendeu" a decisão política de Dilma. Mas considerou que sua atitude mostra que o governo não está sempre disposto a bancar o evento e que cálculos políticos pesam mais que o torneio em si.

"O que parece é que, quando as coisas vão bem, o Brasil quer usar a Copa para se promover. Mas quando não funciona ou há uma crise, todos querem se dissociar do futebol", comentou um membro do Comitê Executivo da entidade, que pediu anonimato.

CHARGE: Angeli - Folha de S. Paulo (SP)



Angeli - Folha de S. Paulo (SP)


Lula criticando Dilma nos bastidores: “Constituinte foi barbeiragem do governo”

BRASIL – Povo nas ruas
Lula criticando Dilma nos bastidores:
“Constituinte foi barbeiragem do governo”
Defensor da proposta, ex-presidente criticou maneira como ela foi articulada. Ideia da constituinte lançada por Dilma para promover reforma política e dar uma resposta aos protestos acabou descartada.

Foto: Bruno Santos/Terra

Lula não perdoa Dilma por ter consultado Fernando Henrique Cardoso no meio da crise

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Folha de S. Paulo

Segundo reportatem de Catia Seabra e Márcio Falcão para a Folha de S. Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou com petistas da estratégia do governo Dilma Rousseff para dar uma resposta à onda de protestos pelo país.

A aliados, Lula chamou de "barbeiragem" a articulação.

Antigo defensor da ideia, ele queixou-se da forma "atabalhoada" como foi gestada a proposta da convocação de uma constituinte exclusiva para discutir a reforma política, sem uma discussão prévia com o Congresso. Mais ainda, do recuo da iniciativa apenas um dia depois.

Ainda segundo petistas, Lula criticou especialmente a decisão de consultar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sem que governistas, entre eles o vice-presidente Michel Temer (PMDB), fossem ouvidos.

Dentro do PT, a atuação dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aloizio Mercadante (Educação), os homens de confiança de Dilma, também tem sido objeto de reparos e fortes críticas.

Após a onda de manifestações que tomou conta das ruas do país, Dilma propôs um pacto nacional que incluía, entre outros pontos, a convocação da constituinte para a reforma política. Menos de 24 horas depois recuou após reação do Congresso e de ministros do Supremo Tribunal Federal para quem a medida é inconstitucional.

O governo passou então a defender a ideia de um plebiscito para a reforma e para tanto fez reuniões no Planalto com congressistas e presidentes de partidos aliados para discutir o tema.

A proposta de plebiscito também não agrada a aliados do ex-presidente. Na avaliação deles, a consulta é temerária: como cabe à Câmara elaborar as perguntas, nada impede que assuntos controversos como o fim da reeleição entrem no plebiscito.

Lula teria telefonado a Mercadante para externar sua insatisfação. A assessoria do Instituto Lula diz desconhecer o telefonema.

Na semana passada, a presidente foi a São Paulo para consultar seu padrinho político sobre a explosão de protestos pelas ruas do país. A convocação de uma constituinte não estava na pauta.

Interlocutores afirmam que Lula tem reservado sua opinião a público restrito, como o grupo de jovens recebido na quarta-feira. Após ouvi-los, Lula disse que o governo deveria apresentar dados em defesa da gestão petista.

Uma deficiência apontada na comunicação do governo está em registrar as obras de mobilidade urbana como gastos da Copa, alimentando a ideia de que esse custo é para a construção de estádios.

O secretário-geral da Presidência e principal nome ligado a Lula no ministério de Dilma, Gilberto Carvalho, confirmou que Lula tem ouvido os movimentos sociais.

"O presidente Lula fez uma reunião com os jovens, que eu soube que foi muito interessante. Acho natural os partidos procurem nesse momento articular as suas bases, suas militâncias para fazer esse debate, fazer essa disputa que está dada na sociedade."

Não se sabe se isso é uma encenação, ou se o ex-presidente articulando sua candidatura para 2014, quer descolar-se das ações de Dilma, sugerindo que se ele estivesse a frente do governo, as coisas seriam diferentes. (?)

Protestos podem melhorar democracias dos países emergentes, inclusive Brasil, diz a revista 'Economist'

BRASIL – na imprensa internacional
Protestos podem melhorar democracias dos países emergentes, inclusive Brasil, diz a revista 'Economist'
'Espontaneidade e a ausencia de sindicatos e agremiações politica-partidária, na organização das manifestações dá aos protestos um sentido de possibilidade', opina a revista, que também destaca que "a falta de organização também embaralha a agenda"


Capa da Economist, a história dos protestos através dos tempos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Economist, Economist, Economist, BBC Brasil

A onda de protestos que se espalhou pelo Brasil e por diversos outros países é capa da edição mais recente da revista Economist, que concluiu que, apesar de a democracia ter ficado "mais difícil", ela pode ser melhorada por conta das manifestações.

"Quando os políticos entendem que as pessoas querem mais - e que seu voto depende de sua satisfação -, as coisas podem mudar. No Brasil, a presidente Dilma Rousseff quer um debate nacional na renovação da política. Isso não será fácil nem rápido, mas os protestos ainda podem melhorar as democracias nos países emergentes, e até mesmo na União Europeia", diz a revista, que também dedicou um editorial ao assunto e uma reportagem específica à situação brasileira

Foto: Associated Press

Nessa reportagem, a publicação opinou que o plano inicial proposto por Dilma "pareceu apressado e improvável de oferecer calma duradoura (à população)", citando sobretudo a proposta de uma Assembleia Constituinte, já descartada por conta de debates quanto a sua validade constitucional. A revista comenta que o plano da "constituinte" foi aparentemente lançado sem nenhuma consulta, nem mesmo a Michel Temer, o vice-presidente, que é um advogado constitucionalista.

Mesmo assim, a reforma política é "urgentemente necessária", ainda que os diversos partidos políticos brasileiros, "poucos dos quais tendo ideologia além do clientelismo, tenham pouco apetite para mudanças".

A revista lamenta que Dilma "não tenha dado sinais de que vá reduzir o inchaço do governo, algo que lhe permitiria financiar serviços (públicos) melhores" e opina que ainda não está claro quem vai se beneficiar politicamente dos protestos brasileiros.

"(O ex-presidente) Lula se manteve incomumente silencioso até agora, ainda que tenha ajudado sua protegida (Dilma) nos bastidores. Ele apreciaria o papel de salvador nacional. Mas muitos dos problemas citados pelos manifestantes são coisas que, como presidente, ele fez pouco para resolver", diz o texto.

A revista errou quando disse que "nove pessoas foram mortas durante uma operação policial em um Rio de Janeiro favela depois de uma marcha de protesto no dia 24 de junho". Pelo contido na reportagem, parece que as mortes estão ligadas aos protestos, quando se sabe, que a tragédia foi resultado de um confronto com traficantes durante operação do Bope no Complexo da Maré, completamente desassociada aos protestos.

Ilustração Economist

Dilma e a economia atolada no lamaçal

'CORRUPÇÃO, INEFICIÊNCIA, ARROGÂNCIA'

A Economist destaca as diferenças entre os diversos protestos ao redor do mundo - da Índia à Turquia; da Bulgária à Primavera Árabe -, mas vê em comum o fato de muitos manifestantes serem "pessoas de classe média, e não grupos organizados de lobbies, especializados em influenciar decisões políticas favoráveis a seus interesses, com uma lista de exigências".

"Os protestos não são mais organizados por sindicatos ou outros lobbies, como antes. A espontaneidade lhes dá um sentido intoxicante de possibilidade. Inevitavelmente, a falta de organização também embaralha a agenda", destaca a revista.

"Seu misto de farra e ira condena a corrupção, a ineficiência e a arrogância de quem está no poder", avalia a Economist.

Num artigo anterior, a revista classificou Dilma, como uma ex-burocrata sem nenhuma experiência anterior de cargos eletivos, brusca, impaciente, arrogante e as vezes incompetente, que não raramente dialoga com os congressistas, mesmo da sua base aliada que controla 80% do Congresso. Ressalta as surpreendentes dificuldades encontradas, por falta desse entrosamento, dela convencer os aliados congressistas a apoiar os seus projetos de governo.

29 de jun de 2013

CHARGE: SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)



SPONHOLZ- Jornal da Manhã (PR)



Popularidade de Dilma despenca 27 pontos percentuais após protestos

BRASIL -
Popularidade de Dilma despenca 27 pontos
percentuais após protestos
O prestígio da presidente Dilma Rousseff teve uma queda de 27 pontos percentuais em três semanas, segundo Datafolha. Apenas 30% das pessoas ouvidas consideram o governo “bom” ou “ótimo” — na primeira semana deste mês, eram 57%; em março, 65%. Em três meses, pois, a queda foi de estupendos 35 pontos. Seus índices de aprovação atuais assemelham-se ao de Collor, após o confisco da poupança dos brasileiros e a Lula, no auge do mensalão.

Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Folha de S. Paulo

Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou.

A avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas.

Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.

A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.

Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).

Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8.

Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade.

Após o início das manifestações, Dilma fez um pronunciamento em cadeia de TV e propôs um pacto aos governantes, que inclui um plebiscito para a reforma política. A pesquisa mostra apoio à ideia.

A deterioração das expectativas em relação a economia também ajuda a explicar a queda da aprovação da presidente. A avaliação positiva da gestão econômica caiu de 49% para 27%.

A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair --antes eram 27%.

Os atuais 30% de aprovação de Dilma coincidem, dentro da margem de erro, com o pior índice do ex-presidente Lula. Em dezembro de 2005, ano do escândalo do mensalão, ele tinha 28%.

Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress

O golpe do PT, de Merval Pereira, para O Globo

BRASIL - Opinião
O golpe do PT
O sonho de consumo do PT seria mudar as regras do jogo já para as próximas eleições

Arte sobre foto: Bruno Santos/Terra

Postado por Toinho de Passira
Texto de Merval Pereira, O Globo
Fonte: Blog do Merval

Quando os manifestantes nas ruas dizem que não se sentem representados pelos partidos políticos, e criticam a defasagem entre representante e representado, estão falando principalmente da reforma política

Mas há apenas uma razão para que o tema tenha se tornado o centro dos debates: uma manobra diversionista do governo para tentar assumir o comando da situação, transferindo para o Congresso a maior parte da culpa pela situação que as manifestações criticam.

O governo prefere apresentar o plebiscito sobre a reforma política como a solução para todos os males do país e insistir em que as eventuais novas regras passem já a valer na eleição de 2014, mesmo sabendo que dificilmente haverá condições de ser realizado a tempo, se não pela dificuldade de se chegar a um consenso sobre sua montagem, no mínimo por questões de logística.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, convocou para terça-feira uma reunião com todos os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para começar a organizar a logística para um possível plebiscito.

Ao mesmo tempo, a diretoria de Tecnologia do TSE já começou a estudar qual a maneira mais rápida de montar uma consulta popular nas urnas eletrônicas.

Só depois dessas reuniões, o TSE terá condições de estimar o tempo previsto para implementar o plebiscito, e até mesmo sua viabilidade, já que o sistema binário (de sim ou não) pode não ser suficiente para a definição de temas tão complexos quanto o sistema eleitoral e partidário.

Mas já há movimentos dentro do governo no sentido de que o prazo mínimo de um ano para mudanças nas regras eleitorais, definido pela Constituição, seja reduzido se assim o povo decidir no plebiscito.

Ora, isso é uma tentativa de golpe antidemocrático que pode abrir caminho para outras decisões através de consultas populares, transformando-nos em um arremedo de república bolivariana. A questão certamente acabará no Supremo, por inconstitucional. A insistência na pressa tem boas razões.

O sonho de consumo do PT seria mudar as regras do jogo com a aprovação das candidaturas em listas fechadas, em que o eleitor vota apenas na legenda, enquanto a direção partidária indica os candidatos eleitos. Como o partido com maior apelo de legenda, o PT teoricamente seria o de maior votação.

Mas, se as mudanças não acontecerem dentro do cronograma estabelecido pelo Palácio do Planalto, será fácil culpar o Congresso pela inviabilização da reforma política, ou o TSE.

Já no 3º Congresso do PT, em 2007, o documento final — que Reinaldo Azevedo, da “Veja” , desencavou — defende exatamente os pontos anunciados pela presidente Dilma em seu discurso diante dos governadores e prefeitos. Ela própria admitiu que gostaria que do plebiscito saíssem o voto em lista e o financiamento público de campanha. Até mesmo a Constituinte exclusiva, que acabou sendo abortada, está entre as reivindicações do PT desde 2007.

“Para que isso seja possível, a reforma política deve assumir um estatuto de movimento e luta social, ganhando as ruas com um sentido de conquista e ampliação de direitos políticos e democráticos”, diz o documento do PT. Para os petistas, “a reforma política não pode ser um debate restrito ao Congresso Nacional, que já demonstrou ser incapaz de aprovar medidas que prejudiquem os interesses estabelecidos dos seus integrantes”.

A ideia de levar a reforma para uma Constituinte exclusiva tem como objetivo impedir que “setores conservadores” do Congresso introduzam medidas como o voto distrital e o voto facultativo, “de sentido claramente conservador”, segundo o PT.

De acordo com o mesmo documento, “a implantação, no Brasil, do financiamento público exclusivo de campanhas, combinado com o voto em listas preordenadas, permitirá contemplar a representação de gênero, raça e etnia”.

Portanto, a presidente Dilma está fazendo nada menos que o jogo do seu partido político, com o agravante de ser candidata à Presidência da República na eleição cujas regras pretende alterar.
*Acrescentamos subtítulo e ilustração a publicação original

Temendo nova vaia no curriculo, Dilma não vai ao Maracanã

BRASIL – Povo nas ruas
Temendo nova vaia no curriculo,
Dilma não vai ao Maracanã
A presidenta está com medo de circular no meio do povo brasileiro. A certeza era absoluta que não seria bem recebida no Maracanã. Aliás, sua ausência frustra o torcedor, que antes do jogo gostaria de exercer os eu direito de vaiar sua Excelência. A assessoria diz que ela está ocupada e por isso vai ficar em Brasília escondida no fundo do poço. Temos certeza que mesmo com a sua ausência o povo vai dar um jeito de vaiá-la simbolicamente, ela merece. Úúúúúúúúúúúúúúúúúúúúú!

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Ao lado do presidente da FIFA, Joseph Blatter, a presidenta Dilma Rousseff, tenta fazer cara de paisagem, ao ouvir as vaias na abertura da Copa das Confederações no Estádio Mané Garrincha, em Brasília

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Estadão, Super Esporte, Folha de S. Paulo, Blog do Reinaldo Azevedo, Terra

A presidente Dilma Rousseff, como esperado, decidiu não comparecer, neste domingo, ao jogo entre Brasil e Espanha, na final da Copa das Confederações. A ideia inicial de Dilma era estar presente no Maracanã no encerramento do campeonato, mas, depois das sonoras vaias, em Brasília, na abertura da competição, no estádio Nacional (Mané Garrincha), e das manifestações populares, mudou de ideia e resolveu esconder-se do povo.

Foi avaliado que o público dominante no Maracanã seria hostil à sua presença, e as chances de se repetir as vaias da abertura da Copa das Confederações, eram de 100%.

É uma pena, pois o Rio de Janeiro, estado onde os torcedores são ainda mais irreverentes, poderiam desfrutar da glória de ter vaiado dois presidentes petistas, no exercício do mandato, já que em 2007, o seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi vaiado no Maracanã, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.

Não há uma justificativa oficial para a mudança de planos da presidente. Vão ficar inventado desculpas que ela vai ficar trabalhando no texto das perguntas para o plebiscito, na elaboração das regras para contratação dos médicos estrangeiros e se preparando para uma reunião ministerial.

No dia seguinte às vaias, em Brasília, na capital federal, os auxiliares diretos da presidente Dilma asseguraram que ela não se intimidaria e estaria presente na final. Mas os planos mudaram com a ampliação dos protestos, principalmente em volta dos estádios, e levaram a presidente a desistir de ir ao Rio de Janeiro para não ganhar uma nova vaia no currículo.

A previsão de estar no Maracanã neste domingo, para a final da Copa das Confederações, chegou a entrar na previsão de agenda da presidente Dilma, mas sumiu do sistema de informações.

O escalão precursor, que viaja antecipadamente para verificar as condições da cidade a ser visitada pela presidente, nem chegou a ser acionado. Na noite de sexta-feira, a informação oficial era que Dilma não iria ao Rio de Janeiro.

Desde o início a presidente Dilma tinha intenção de comparecer à final da Copa das Confederações. Tanto que, em fevereiro, quando esteve na Nigéria, chegou a desejar boa sorte ao time nigeriano na Copa das Confederações e afirmou: "Asseguro que sua seleção será muito bem recebida no Brasil, em junho, para a Copa das Confederações. Tenho certeza que o presidente Goodluck Jonathan e eu assistiremos juntos à final Brasil e Nigéria no Maracanã".

Reinaldo Azevedo comenta no seu Blog: "Seus assessores avaliaram que seria catastrófico levar uma vaia estrepitosa aos olhos do Brasil inteiro e da imprensa internacional".

"É uma ironia e tanto, não? Os eventos esportivos foram pensados como o símbolo do “Brasil Grande da Era Lulista”. A final de amanhã deveria ser o primeiro momento de consagração. E, no entanto, Dilma terá de se esconder", concluiu.

Em resumo: Dilma está no fundo do poço, suando frio, e assustada, como uma ratazana de porão, com medo do povo brasileiro. Não podia ser melhor o final da Copa das Confederações. Só falta agora o Brasil golear a Espanha.

VEJA: Os interesses do PT e o lado oculto do plebiscito de Dilma

BRASIL -
Os interesses do PT e o lado oculto do plebiscito de Dilma
Presidente usa impulso dos protestos nas ruas para tentar emplacar uma perigosa reforma política que o PT fracassou em implementar no Congresso

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

MAU EXEMPLO - Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, presenteia presidente Dilma Rousseff com uma imagem do falecido coronel Hugo Chávez. Na Venezuela, referendos foram usados para dar uma máscara de legitimidade a um governo autoritário

Postado por Toinho de Passira
Texto de Gabriel Castro, Cecília Ritto e Marcela Mattos
Fonte: Veja


O plebiscito - É um instrumento popular para legitimar governos e conferir aos governantes superpoderes, um cheque em branco para que o governante dê o significado à autorização dada pelo povo nas urnas. Isso pode manietar o povo”, Gustavo Binenbojm, professor de Direito Administrativo e Constitucional da UERJ e da FGV

Destinada a confrontar a população com questões objetivas e diretas, a realização de um plebiscito é uma ferramenta legítima do processo democrático. A história recente, entretanto, demonstra que ele pode ser utilizado para propósitos pouco nobres: vizinhos sul-americanos recorreram ao mecanismo para tentar governar diretamente com o povo, passando por cima das instituições democráticas e se perpetuando no poder.

Em resposta à inédita onda de protestos que chacoalhou o Brasil, a presidente Dilma Rousseff propôs uma consulta popular para promover uma reforma política no país - ainda que nenhum cartaz tenha reivindicado isso. A estratégia bolivariana, tirada da manga no momento mais crítico do seu governo, acoberta um perigoso interesse: aprovar o financiamento público de campanha e o voto em lista, antigos sonhos do PT.

Como avalia o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, a opção pelo plebiscito “joga areia nos olhos do povo”. Um levantamento do Datafolha constatou que a reforma política era uma reivindicação de apenas 1% dos manifestantes que tomaram as ruas de São Paulo nas últimas semanas. Mas o governo não quer perder a oportunidade aberta pelo clima mudancista.

O PT defende o financiamento público de campanha porque seria o maior beneficiário desses recursos, já que tem a principal bancada na Câmara dos Deputados e esse é o critério usado para a divisão do bolo. Com o financiamento público, o partido conseguiria assegurar recursos superiores aos das outras siglas. Caso o caixa dois não seja efetivamente extinto, o que é uma hipótese plausível, o dinheiro de bancos e empreiteiras continuariam a seguir a lógica de favorecer quem tem a chave do cofre - no caso da União, o PT.

Por isso, interessava mais ao partido a ideia inicial de Dilma, que incluía uma Assembleia Constituinte com poderes para dar os rumos à reforma. Mas a ideia fracassou por ser inconsistente e sem base jurídica. Ainda assim, o PT aposta na capacidade de mobilização de sua própria militância para moldar o sistema político-eleitoral.

Ciente das intenções de seu principal aliado, o PMDB é majoritariamente contrário ao financiamento público. Os peemedebistas têm bom relacionamento com o empresariado e um elevado número de governos estaduais; também por isso, não veem razões para uma mudança no sistema.

Ilustração Veja

VOTO PROPORCIONAL

O sistema de eleição para deputados e vereadores é o segundo ponto-chave que deve constar do plebiscito. A adoção do voto em lista, outro tema que surgirá na consulta, favoreceria o PT. O partido tem questão fechada na defesa desse tema: seguidas pesquisas mostram que, dentre as legendas, o Partido dos Trabalhadores possui, de longe, a maior fatia de eleitorado fiel. O DEM, que se posiciona na centro-direita e não tem concorrentes neste campo, também quer o voto em lista.

O PSDB é a favor do voto distrital, cuja defesa consta do estatuto da sigla. A regra seria bem aplicável em estados como São Paulo e Minas Gerais - onde os tucanos têm maior poder de fogo. Nesses estados, muito extensos e populosos, os candidatos se dividem informalmente entre cidades e regiões, o que já se aproxima do voto distrital. O PSD também fechou questão em defesa do voto distrital.

Para o PMDB, que sofre de fraqueza programática e é mais personalista dos que as outras siglas, a saída defendida é o chamado "distritão". O modelo é o mais simples possível: o eleitor escolhe o candidato, individualmente, e o voto não influencia o desempenho dos outros nomes do partido. Ganham os mais votados e o quociente eleitoral, que provoca o chamado "efeito Tiririca", seria abolido. É como se cada estado fosse um distrito.

PRESSA

Lula, empenhado na reforma política e vendo protestos como janela de oportunidades (Foto:Eraldo Peres/AP)
Nos últimos dois anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou pessoalmente nas negociações para a implementação da reforma política defendida pelo PT. Mas, no Congresso, o tema emperrou. O partido já havia desistido de fazer uma reforma que valesse para as eleições de 2014 porque, nesse caso, a mudança precisaria estar aprovada até o início de outubro deste ano.

Mas os protestos nas ruas foram vistos pelo PT como uma "janela de oportunidade". O partido não quer perder o impulso dado pelas manifestações populares. Por isso, tem pressa. E não é só: o momento atual é perfeito para que a sigla molde a reforma política ao seu gosto. Dono da maior bancada na Câmara e hóspede do Palácio do Planalto, o PT não pode garantir que esse cenário será o mesmo na próxima legislatura.

Com uma militância ativa em torno dos pontos centrais, além de braços organizados em sindicatos e entidades estudantis, o PT aposta que poderá converter essa força de mobilização em resultados no plebiscito. Para isso, é até bom que o eleitor comum, desmobilizado, não participe do processo.

"Seguramente não são todos os cidadãos que vão se interessar por participar do plebiscito, mas todos aqueles que têm interesse neste debate terão espaço concreto de atuação: poder votar e ajudar a definir as prioridades da reforma política", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), estranha a pressa repentina. "É no mínimo curioso. O governo tem pressa para encontrar o caminho diversionista e fugir da crise", diz ele. O deputado Rubens Bueno, líder do novo MD (fusão do PPS com o PMN) na Câmara, defende que o Congresso elabore a reforma e a população apenas decida se aprova ou rejeita as mudanças, em bloco: "A nossa ideia básica é o Congresso Nacional votar todas essas sugestões e submetê-las a um referendo na mesma data das eleições do ano que vem", diz.

Riscos e obstáculos - A cegueira momentânea causada pelo anúncio inesperado da presidente encobre uma dificuldade técnica: o de apresentar, por plebiscito, questões para as quais a votação pode não apresentar maioria. “Basta haver três perguntas para não ser plebiscito. Imagine que, no sistema eleitoral (proporcional, distrital e distrital misto), um tipo consiga 35% dos votos, o outro 34% e o terceiro 31%. Não há formação de maioria”, alerta Reale Júnior, que considera impossível usar esse modelo de votação para um tema como a reforma política. “Não há necessidade de chamar as pessoas para definir a reforma. É uma falta de juízo”, completa Reale, reiterando que os temas em jogo são bastante complexos.

Para o ex-presidente do STF, Carlos Ayres Britto, o plebiscito proposto agora é com a entrega de um “cheque em branco” aos deputados e senadores     (Foto:STF)
Na última quarta-feira, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, comparou o plebiscito proposto agora com a entrega de um “cheque em branco” aos deputados e senadores que já miram nas eleições de daqui a um ano e meio. A metáfora de Britto é uma referência à grande margem de indefinição que pode resultar da votação que se desenha.

O roteiro estabelecido para os plebiscitos é, em resumo, a criação de um decreto legislativo com um terço de aprovação de uma das Casas, a discussão dos temas e das perguntas ao eleitor, a apuração e o encaminhamento da decisão ao Congresso, que deve seguir a orientação das urnas.

O rito é perfeito, por exemplo, para a decisão sobre a emancipação de um município. Mas incompatível com questões como financiamento público de campanhas ou sistemas de votação. Afinal, os eleitores definirão “se” algo deve ser feito, entregando aos parlamentares a decisão sobre “como” isso será posto em prática.

“Esse processo pode resultar em uma deliberação da população no vazio”, afirma Gustavo Binenbojm, professor de Direito Administrativo e Constitucional da UERJ e do curso de pós-graduação em Direito da Fundação Getúlio Vargas.

O plebiscito de Dilma, por enquanto, está mergulhado em incertezas. “A expressão ‘reforma política’ é nesse momento um rótulo em uma caixa vazia. Ninguém sabe ao certo quais medidas serão propostas”, explica o coordenador-geral do instituto de Direito da PUC-Rio, Adriano Pillati, para quem é preciso, no mínimo, de três a quatro meses de debate sobre o tema com a população.

A saída apontada pelos especialistas para que seja assegurada a participação popular, mas de forma mais prudente, é, ao fim do processo, a realização de um referendo. Depois de o Congresso fazer o texto da reforma política, a população seria convocada às urnas para dizer sim ou não sobre uma proposta real. Tecnicamente, é possível haver o plebiscito antes e o referendo depois – apesar de não se eliminar, com isso, os problemas na origem da proposta de agora. “Existe um risco de a opção da população ser desvirtuada. Por isso, deveria haver plebiscito e referendo”, afirma Ivar A. Hartmann, professor de Direito da FGV do Rio de Janeiro.

No momento, a demanda indiscutível da população nas ruas é por uma política menos corrupta e mais voltada para o interesse público. A reforma política – necessária e que se arrasta há anos sem que haja consenso – surgiu como a tradução possível feita pelos governantes para retomar o diálogo com os brasileiros. “Há uma esperança enorme em torno da reforma política. Apesar de necessária, nenhuma reforma produz políticos melhores. O que muda os políticos é a sociedade, através do voto”, lembra Adriano Pillati.

28 de jun de 2013

Georgia May Jagger faz sucesso apesar dos dentes

REINO UNIDO- Fashion
Georgia May Jagger faz sucesso apesar dos dentes
Ela negou-se a ir ao ortodontista na adolescência. E agora seus dentes separados são a sua referência. Diz que é criticada em debates nas redes sociais. Mas acredita que o defeito a torna mais humana. Ela é filha do roqueiro Mick Jagger.

Foto: Nick Dorey/Net-a-Porter

Georgia May Jagger e seus dentes separdos. Marca registrada.

Postado por Toinho de Passira

Fontes: Ela, Pupa - Milano, Huffington Post, The Telegraph, The Suun, Istragram – Georgia May , Fans Share

Georgia May Jagger, 21 anos, é o retrato de uma modelo de sucesso. Com contratos milionários com a marca de cosméticos Rimmel e a loja de departamentos Macys, linda, rica e com pais famosos (ela é filha de Mick Jagger e Jerry Hall), tudo parece perfeito na vida da menina dos dentes separados, se não fosse justamente esses dentes.

Em entrevista à revista do site Net-a-Porter, a inglesa, contou que ainda sofre preconceito por sua característica mais marcante.

“Ainda há debates sobre os meus dentes no Instagram. Existe essa ideia de perfeição na profissão. O que as meninas mais novas não percebem é que nós modelos temos problemas. É bom para as pessoas terem noção de que todo mundo é humano”, disse Georgia, que se recusou a usar aparelho quando pequena, mas mesmo assim ainda se incomoda um pouco com a peculiaridade. “Eu mesma me preocupo se vou ficar estranha quando envelhecer”.

Foto:Arquivo

Seus pais: os excêntricos, Mick Jagger, o roqueiro e a modelo Jerry Hall

Foto: Divulgação
Anuncio da campanha do perfume Just, da grife italiana Just Cavalli. Protagonizando cenas quentes ao lado do modelo brasileiro Marlon Teixeira, considerado por muitos uma espécie de Gisele Bündchen de calças.

Foto: Splash New

Campanha do jeans Hundson


Georgia Jagger é bem mais que uns dentes separados

Está na cadeia deputado peemedebista de Rondônia, Natan Donadon, condenado pelo STF, por corrupção

BRASIL - Justiça
Está na cadeia deputado peemedebista de Rondônia, Natan Donadon, condenado pelo STF, por corrupção
O deputado federal, condenado pelos crimes de peculato e formação de quadrilha, desde 2010, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já está no presídio da Papuda, em Brasília. Desde a época do primeiro julgamento, há três anos, o parlamentar consegue protelar o cumprimento da pena, mais de 13 anos, por meio de recursos. Agora não deu mais

Foto: Agência Câmara

O deputado Donadon, presidindo uma sessão da Câmara dos Deputados, enquanto protelava a hora de ir para a cadeia. Não é lindo?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Correio Braziliense, Veja, Agência Brasil , O Guaporé

O deputado Natan Donadon (PMDB-RO) se entregou à Polícia Federal em Brasília no final da manhã desta sexta-feira. Ele era procurado por agentes da PF, e considerado foragido, desde que descumpriu o acordo para se apresentar à PF nesta quinta-feira.

Para evitar exposição, o deputado fez um acordo com policiais para que pudesse se entregar fora da Superintendência da PF em Brasília. Por volta das 11h15, ele se encontrou com agentes da PF e com um delegado na quadra 416 sul, no Plano Piloto de Brasília. Sem alarde, três carros com policiais à paisana fizeram a escolta da operação. À tarde, ele será levado para o Presídio da Papuda, no Distrito Federal.

Na quarta-feira, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que a condenação de Donadon era definitiva e determinou a expedição do mandado de prisão. É o primeiro caso em que um parlamentar no exercício do mandato tem a prisão determinada pelo STF desde a Constituição de 1988.

Em 2010, o deputado foi condenado a 13 anos, quatro meses e dois dias em regime inicialmente fechado, pelos crimes de peculato e formação de quadrilha.

Apesar da condenação, o peemedebista recorria ao Supremo. Nesta semana, porém, o tribunal considerou que os argumentos eram meramente protelatórios e determinou que a sentença fosse cumprida imediatamente.

Donadon é natural de Vilhena, em Rondônia, na fronteira com a Bolívia. Anteontem, o irmão dele, Marcos Antonio Donadon foi preso ao desembarcar no aeroporto de Porto Velho. Ele foi condenado pelo mesmo crime de Natan, junto com mais outras seis pessoas.

A quadrilha foi condenada por participar de um esquema de desvio de recursos na Assembleia Legislativa de Rondônia, entre 1995 e 1998, em um contrato de publicidade cujos trabalhos não foram realizados.

Os desvios somaram R$ 8,4 milhões em valores da época que, atualizados, chegam a R$ 58 milhões.

Só agora, depois de Donadon ter sido condenado em última instância no STF e de estar com ordem de prisão decretada, o PMDB de Rondônia resolveu expulsar do partido o deputado e seu irmão.

A denúncia inicial contra Donadon foi recebida pelo Tribunal de Justiça de Rondônia em 2002. Como ele havia sido eleito deputado federal, o processo subiu para o Supremo, que o condenou em outubro de 2010. Entre a denúncia e a prisão onze anos se passaram. Tempo demais para colocar um bandido na cadeia.

Natan Donadon assistiu ao julgamento do STF em seu gabinete na Câmara dos Deputados e, mesmo após o veredicto, não acreditava que poderia ser preso em pleno exercício do mandato parlamentar. Só considerou que não havia mais chances quando foi consolidada a abertura do processo de cassação na Casa.

MENSALEIROS

O julgamento do caso de Natan Donadon é emblemático. Além de ser o primeiro caso em que um parlamentar no exercício do mandato é condenado a prisão por determinação do STF, o caso traz implicações diretas para os quatro deputados condenados no escândalo do mensalão - José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT).

Na sessão plenária desta quarta, a ministra Cármen Lúcia rejeitou outro argumento apresentado pela defesa, segundo o qual Donadon sequer poderia ter sido julgado pelo STF porque havia renunciado ao mandato parlamentar às vésperas do julgamento na Corte. Em 2010, como estratégia para se livrar de ser julgado no STF e tentar levar o caso à Justiça de primeira instância, o deputado chegou a renunciar ao mandato para perder o foro privilegiado.

A manobra não surtiu efeito e ele foi condenado pelos ministros do Supremo. Enquadrado na Lei da Ficha Limpa, Donadon disputou as eleições no mesmo ano e foi eleito com 43.627 votos.

“A cassação dos direitos políticos impostas a réu condenado por crimes contra a administração pública basta para se determinar a suspensão ou perda do mandato, sendo irrelevante se o réu estava no exercício do mandato parlamentar [na data do julgamento]. Tanto a suspensão quanto a perda do cargo são exequíveis após o trânsito em julgado”, disse a ministra do STF, Cármen Lúcia.

Para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o caso servirá como parâmetro para que o STF não aceite recursos protelatórios dos réus do mensalão.

— Estávamos diante dos segundos embargos declaratórios. O que importa é que as conclusões a que se chegou o STF nesse caso deverá ter repercussão no caso da ação penal 470 (a do mensalão) — disse Gurgel, anteontem.

"Porta dos Fundos" mostra bastidores da reunião presidencial após protestos

"Porta dos Fundos" mostra bastidores
da reunião presidencial após protestos


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Fernando Henrique Cardoso é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras

BRASIL -
Fernando Henrique Cardoso é o mais novo imortal
da Academia Brasileira de Letras
Confirmando seu anunciado favoritismo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foi eleito na tarde desta quinta-feira (27) para ocupar a cadeira nº 36 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Foto: AE

O imortal Fernando Henrique Cardoso

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Época, Estadão, Veja, Folha de S. Paulo, Correio Braziliense

sociólogo e ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, 82 anos , foi eleito nesta quinta-feira (27) para ocupar a cadeira 36 entre os imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele sucede o jornalista João de Scantimburgo, que morreu em 22 de março deste ano. Segundo a ABL, FHC recebeu 34 votos dos 39 possíveis (24 Acadêmicos votaram presencialmente e 14, por cartas; houve uma abstenção).

Imediatamente após o resultado da eleição, ele recebeu seus confrades e convidados na Fundação Eva Klabin, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

"Essa eleição é um ato de respeito da Academia Brasileira de Letras à inteligência brasileira. A grande obra de Fernando Henrique Cardoso de sociólogo e cientista dá ainda mais corpo à Academia", disse o ex-presidente da ABL, Marcos Vinicios Villaça.

Fernando Henrique Cardoso nasceu no Rio de Janeiro no dia 18 de junho de 1931, em uma família tradicional de militares. Mudou-se para São Paulo aos 8 anos e graduou-se em sociologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), completando seus estudos de pós-graduação na Universidade de Paris.

Após o golpe militar de 1964, Fernando Henrique se exilou no Chile e voltou para a França, onde acompanhou de perto o movimento de Maio de 1968. Voltou ao Brasil naquele mesmo ano, quando se tornou professor de ciências políticas na USP, onde teve uma frutífera carreira acadêmica e é hoje professor emérito -- ele também lecionou nas Universidades de Paris, Stanford, Berkeley e Brown, entre outras.

FHC é também autor ou coautor de 23 livros e de mais de cem artigos acadêmicos. Seu livro Dependência e Desenvolvimento, publicado originalmente em espanhol em 1969, em coautoria com Enzo Falletto, é um marco nos estudos sobre a teoria do desenvolvimento, com dezenas de edições em 16 idiomas.

Seus livros mais recentes são O Presidente Segundo o Sociólogo(1998), A Arte da Política (2006), The Accidental President of Brazil (2006), Cartas a um Jovem Político (2006) e A Soma e o Resto: Um Olhar Sobre a Vida aos 80 Anos (2011). Seu último livro é Pensadores que Inventaram o Brasil.

Popularmente conhecido como FHC, ele começou sua carreira política em 1978, quando foi eleito suplente de Franco Montoro para o Senado pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro).

Antes de chegar à presidência, cargo que ocupou por dois mandatos (de 1995 a 2002), FHC foi Senador (de 1983 a 1992), Ministro das Relações Exteriores (1992) e Ministro da Fazenda (entre 1993 e 1994).

FHC se casou com a antropóloga Ruth Cardoso em 1952, com quem teve três filhos (Paulo Henrique, Luciana e Beatriz). Ruth morreu em 2008, em decorrência de problemas cardíacos.

Outros dois ex-presidentes brasileiros foram eleitos anteriormente para a ABL: Getúlio Vargas, nomeado em 1941 para a cadeira 37, e José Sarney, em 1980 para a cadeira 38.

Fernando Henrique assumira o posto na Academia Brasileira de Letra, dentro de 60 dias.

27 de jun de 2013

Dilma recua e decide voltar à guerrilha urbana

BRASIL - Humor
Dilma recua e decide voltar à guerrilha urbana
Dilma ofereceu o apoio logístico do Planalto aos manifestantes: "Já pedi ao Gilberto Carvalho que liberasse o wi-fi do palácio".

Fotomotangem "The I-Piauí Herald"

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The i-Piauí-Herald

IBIÚNA – Animada com as manifestações nas ruas, Dilma Rousseff resolveu recuar, mas recuar de verdade. A presidenta decidiu resgatar seu passado de militante e juntar-se aos protestos, incendiando-os de vez. "Eu não estava me aguentando naquele cercadinho do Planalto, meus filhos", disse, em pronunciamento à nação. A seguir, convocou uma passeata nacional, "do Oiapoque ao Chuí, para arrebentar com as estruturas", e autorizou que os manifestantes usassem balas de borracha e gás pimenta contra a polícia.

Num momento de extrema franqueza, a mandatária reconheceu que não consegue se despir totalmente das vaidades pequeno-burguesas: "Eu vou aproveitar para me manifestar contra esse IPI exorbitante que incide sobre o laquê", afirmou.

Ela pediu que os manifestantes sejam criteriosos na escolha dos prédios que pretendem depredar. "Se é para vandalizar, podemos começar em São Paulo pelo Minhocão e, no Rio, pelo Elevado da Perimetral", disse, enquanto guardava um vidro de vinagre na bolsa.

A caminho do Mineirão, onde se juntaria aos protestos contra os gastos com a Copa, Dilma incluiu o PMDB entre os alvos da sua revolta. "Precisamos derrubar esse tal Renan", conclamou, enquanto incitava a população a queimar em praça pública os livros de José Sarney.

Animada com a receptividade das ruas, a presidenta disse que já vivemos o clima de um novo Brasil: "O primeiro a ir para o paredão pode ser o Eike Batista, que passou a vida mamando no BNDES e foi para a cucuia na hora em que eu mais precisava dele."

Depois do jogo, Dilma segue para o Rio de Janeiro, direto para o Leblon. Sua assessoria informou que ela despachará normalmente, acampada diante da casa do governador Sérgio Cabral.

Dilma: Trapalhada inesquecível, de Ricardo Noblat

BRASIL - Opinião
Dilma: Trapalhada inesquecível
"O vexame protagonizado por Dilma durou menos 24 horas. Mas não se apagará tão cedo da memória dos críticos de uma presidente amadora. Ou “despreparada”, segundo os jovens líderes do Movimento Passe Livre."

Ilustração sobre foto de Ueslei Marcelino/Reuters

Postado por Toinho de Passira
Texto de por Ricardo Noblat
Fonte: Blog do Noblat

Nos últimos 15 dias, quem testemunhou a marcha de multidões clamando país a fora por uma reforma política? Ou leu algum cartaz cobrando a reforma?

Alguém ouviu o coro com slogans do tipo “Ô seu Cabral, ô seu Cabral, eu quero o voto distrital”?

Ou então “Não senhor, não senhor, não dou dinheiro pra eleger governador”?

Vi um cartaz exigindo a volta da distribuição de barras de cereais em aviões da GOL. Mas foi na internet, se não me engano. E não passava de brincadeira.

Se você chegar para um manifestante e disser que o combate à corrupção passa também por uma reforma política, ele responderá que é a favor. E ponto.

Nem por isso a reforma ganhará lugar de honra nas passeatas.

Os temas campeões de audiência nas passeatas são: transporte melhor e mais barato, saúde, educação, segurança e corrupção.

Se uma reforma das leis enxugasse o número de recursos que permite a procrastinação das sentenças, ela daria mais Ibope do que a reforma política que o Congresso se nega a fazer.

O Congresso é uma assembleia de vencedores nada interessados em alterar leis que os favoreceram. Ou que pelo menos não atrapalharam sua eleição. Não há suicidas ali. Não, aparentemente.

Salvo seus assessores de confiança, Dilma não ouviu ninguém para propor o que as multidões não pedem. E o que não servirá para acalmá-las.

Por alguma razão – ou por uma série delas – o governo precisa da reforma política para enfrentar em situação mais confortável as eleições do próximo ano.

A proposta de fazer a reforma por meio de uma Assembleia Constituinte exclusiva foi uma das maiores mancadas que um presidente já deu.

Primeiro porque simplesmente isso não é possível, a se levar a Constituição a sério. Segundo...

Bem, devido ao primeiro motivo, não importa o segundo, nem o terceiro, muito menos o quarto.

O vexame protagonizado por Dilma durou menos 24 horas. Mas não se apagará tão cedo da memória dos críticos de uma presidente amadora. Ou “despreparada”, segundo os jovens líderes do Movimento Passe Livre.

Dilma está empenhada em reduzir o tamanho do vexame insistindo em ouvir a população sobre a reforma que o Congresso não fez e que se puder não fará.

Fala-se em plebiscito. Aos brasileiros seria oferecido um prato cheio de itens que, combinados, poderiam fornecer as linhas mestras da reforma.

Os brasileiros responderiam: quero este, este também, este, não, este jamais. Caberia ao Congresso se render à vontade popular.

Fala-se em referendo. Seria a consulta posterior.

O Congresso, que tem horror à reforma, esboçaria uma com medo de Dilma e das ruas. Em seguida, o distinto eleitorado votaria para dizer se concorda com ela.

Fora a má vontade com que o Congresso tratará do assunto, resta só um probleminha: o tempo.

Só se tem até o dia 2 de outubro para promulgar a reforma caso se queira que o capítulo dedicado às eleições possa valer para as eleições de 3 de outubro de 2014.

Isso significa mais ou menos o seguinte: discute-se em julho as perguntas do plebiscito ou a reforma a ser referendada.

Em agosto, usa-se a televisão para explicar ao povo cada ponto da reforma.

O que é voto distrital, por exemplo. O que é voto distrital simples ou misto. Voto em lista. Financiamento de campanha com ou sem dinheiro público. E um monte de outras coisas.

Em outro capítulo: a reeleição para cargos majoritários deve ser mantida ou extinta? Deputados e senadores continuarão podendo se reeleger quantas vezes queiram? E as mordomias deles? Corta-se ou não?

Sim, a imunidade parlamentar, o direito a fórum privilegiado... Permanecerão intocados?

E o regime presidencialista? Mantêm-se em cartaz ou cede lugar ao parlamentarismo?

Se falamos de uma reforma política de verdade não se poderá vetar nenhum desses pontos.

A natureza das explicações dará razões de sobra para brigas entre partidários e adversários disso e daquilo outro. Como as brigas serão equacionadas? Prevalecerá uma explicação apenas para cada item? Haverá mais de uma?

Responda: um mês apenas bastará para que o povo ganhe intimidade com um assunto tão complexo e possa votar mais tarde de forma consciente?

Setembro está reservado para que o Congresso monte a reforma. E a aprove.

Aguardemos.

Lula sai da toca para criar o caos

BRASIL – Povo nas Ruas
Lula sai da toca para criar o caos
Lula convocou os líderes de movimentos sociais, do seu curral e mandou que eles fossem para rua protestar. O ex-presidente adotou discurso de líder de massa. Poucos têm dúvidas que ele é candidatíssimo a presidente em 2014. Sua estratégia é tentar pegar o trem dos protestos em movimento e criar uma crise ainda maior. Dilma vai fritar em fogo brando, e ele apareceria como o salvador da Pátria idolatrada. Só não combinou ainda com o povo.

Foto: Ivan Pacheco/Veja

Lula movimenta-se mafiosamente para usar as manifestações populares em beneficio do seu palanque de 2014

Postado por Toinho de Passira
Baseado na reportagem de Tatiana Farah, para O Glono
Fonte: O Globo

Surpreendido pelas manifestações que tomaram conta do país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula tem reunido os movimentos sociais mais próximos do PT para tratar dos protestos. O tom de Lula impressionou os jovens de grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a União da Juventude Socialista (UJS), o Levante Popular da Juventude e o Conselho Nacional da Juventude (Conjuve).

Em vez de pedir conciliação para acalmar a crise no governo, Lula disse que o momento é de “ir para a rua”.

Convidados pelo ex-presidente, cerca de quinze lideranças participaram do encontro anteontem, na sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Estopim para a onda de protestos, o Movimento Passe Livre (MPL) não foi convidado.

— Ele chamou os movimentos de que tem mais proximidade, queria ouvir, saber a impressão. Colocou que é hora de trabalhador e juventude irem para a rua para aprofundar as mudanças. Enfrentar (politicamente) a direita e empurrar o governo para a esquerda. Ele agiu muito mais como um líder de massa do que como governo.

Não usou essas palavras, mas disse algo com “... se a direita quer luta de massas, vamos fazer lutas de massas”— disse um líder de um dos movimentos sociais.

Da direção nacional da UJS, que conta majoritariamente com militantes do PCdoB, André Pereira Toranski confirmou o tom do encontro:

— O (ex-)presidente queria entender essa onda de protestos e avaliou muito positivamente o que está acontecendo nas ruas.

Da reunião participaram jovens do movimento sindical, negro e de direitos dos homossexuais. Não foram convidados o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTS) e do MPL, esses recebidos pela presidente Dilma Rousseff.

Lula tem passado os dias reunido com assessores em seu instituto, de onde faz telefonemas a governadores e líderes do partido.

O ex-presidente quer pegar o trem dos protestos em movimento. Mafiosamente pretende criar uma crise ainda maior, enquanto tenta apropriar-se das bandeiras que o povo levou para as ruas, como se fossem suas.

Por sinal, as bandeiras levantadas pelo povo, agora, eram as mesmas levantadas por Lula, quando era oposição.

O diferencial é que ele perdeu o direito a defender essas bandeiras, por que teve dez anos para solucioná-las e não o fez.

Vai ter que encarar o povo gritando na sua frente, pedindo justiça social, educação, saúde, segurança e extinção da corrupção.

Ele vai tentar fingir, cinicamente, que não tem nada com isso, como insinua que a movimentação popular espontânea seja um golpe de “direita”. Vai trazer para o palanque a tese desgastada que os esquerdistas, representados pelo seu grupo, são bonzinhos e gostam do povo e os direitistas, são demônios poderosos que devem ser combatidos em beneficio dos mais pobres.

Conclusão final, Lula resolveu enfrentar a crise, torcendo e contribuindo para ela piorar. Essa é a sua zona de conforto. Está em campanha para ser o candidato a Presidente em 2014. Para tanto vai ter que fritar numa enorme assadeira a companheira Dilma.

Quer um caos desgovernado, inquietante, para que ele possa brotar, como a salvação da lavoura. Só falta combinar com o eleitorado.

Foto: Miguel Schincariol/AFP

Cara global de Guy Fawkes, a imagem dos manifestantes da atualidade

MUNDO
Cara global de Guy Fawkes, a imagem pontual dos manifestantes do nosso tempo
Da próxima vez que você vir aquele rosto misterioso com bigodes e um sorriso sutilmente sarcástico, lembre-se que por trás dela existe uma história, ideias, conceitos, e, sobretudo, pensamentos sobre liberdade e justiça.

Foto: Sergio Perez/Reuters

Manifestantes, usando máscaras de Guy Fawkes, protestam contra projeto que daria ao governo o poder de fechar as páginas da web que contenham links para conteúdo protegido por direitos autorais, como filmes e música, em frente ao Ministério da Cultura, Madrid, Espanha, 13 fevereiro de 2011

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, Blog Nerd Edgeek

Guy Fawkes (também conhecido como Guido) foi um soldado inglês católico que participou da “Conspiração da Pólvora” (Gunpowder Plot), que tinha como objetivo explodir o parlamento britânico durante uma sessão, em 5 de novembro de 1605.

A intenção da conspiração liderada por Robert Catesby, era iniciar um levante católico contra a repressão do rei protestante Jaime I, matando-o junto com outros parlamentares protestantes.

Guy Fawkes, um perito em explosivos, estava encaregado de detonar os 36 barris de pólvora colocados no sub-solo do parlamento.

A conspiração vazou e Fawkes acabou sendo preso, antes do atentado. Foi enforcado condenado pelos crimes de traição e tentativa de assassinato.

A Novela “V de Vingança”, de Alan Moore, retrata um personagem que utiliza a famosa máscara de Guy Fawkes e, que acabou mundialmente famosa. E hoje é uma referência de revolução na cultura nerd/pop em todo o mundo.

Princialmente quando foi levado as telas, no filme omonio “V de Vingança” (V for Vendetta), de 2006. A história conduz uma mensagem anarquista, busca de igualdade e de justiça numa sociedade que precisa ser reestruturada para que isso aconteça. O personagem é um carismático defensor da liberdade que busca uma revolução.

A agência Reuters, exibiu na sua página, imagens de mascarados Guy Fawkes, participando de movimentos, manifestações e passeatas em todo o mundo.

Foto: Damir Sagolj/Reuters

Manifestante usando a máscara de Guy Fawkes fala num megafone em meio a um protesto diante da sede da polícia, na zona comercial de Bancoc, capital da Tailândia, 16 de junho de 2013.

Foto: Jorge Silva /Reuters

Policial dispara spray de pimenta em um manifestante usando uma máscara de Guy Fawkes, na parte de trás da cabeça, durante confronto em manifestação em Salvador, Bahia, Brasil, 20 de junho de 2013.

Foto: Allison Joyce/Reuters

Integrante do movimento americano “Ocupe Wall Street”, usando uma máscara de Guy Fawkes, descansa em uma calçada durante pausa de uma manifestação em Nova York, EUA, 01 de maio de 2012.

Foto: Paul Hackett/Reuters

Adam Murray, na concentrção para um protesto, em frente a Catedral de St Paul, no centro de Londres, Inglaterra, 09 novembro de 2011.

Foto: Lisi Niesner/Reuters

Manifestantes usando máscara de Guy Fawkes, comemoram o sucesso da manifestação contra o ACTA (Acordo Comercial Anti-Falsificação), em Viena, Aústria, 25 de fevereiro de 2012

Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

Um manifestante, usando máscara de Guy Fawkes, é fotografado durante um protesto em Frankfurt, Alemanha, 8 de junho de 2013.

Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Um homem, usando uma máscara de Guy Fawkes, diante do cordão de isolamento, que protege o Ministério da Defesa, num protesto ocorrido, no distrito de Abbassiya do Cairo, Egito, 30 abr 2012.

Foto: Murad Sezer/Reuters
Manifestantes contrário ao governo, usando máscaras de Guy Fawkes, posam para foto, em cima de um ônibus público danificado na praça Taksim, em Istanbul, Turquia, 1 junho de 2013.

Foto: Jason Cohn/Reuters

Três manifestantes usando máscaras, em frente ao Tribunal do condado de Jefferson, em Steubenville, Ohio, EUA, 13 de março de 2013.

Foto: Francois Lenoir/Reuters

Motorista de táxi, usando uma máscara de Guy Fawkes, durante um protesto por melhores condições de trabalho, no centro de Bruxelas, Bélgica, 19 de junho de 2013.

Foto: Sergei Karpukhin/Reuters

Pessoas usando máscaras de Guy Fawkes participam de um protesto próximo da praça Bolotnaya, protestando contra fraudes nas eleições parlamentares, em Moscou, Rússia, 10 de dezembro de 2011.

Foto: Stefan Wermuth/Reuters

Integrante do momvimento “Ocupe Londres” diante do edifício da Suprema Corte, Londres, Inglaterra, 18 de janeiro de 2012.

Foto: Hugo Correia/Reuters

Os manifestantes do movimento 15 de outubro, usando máscaras de Guy Fawkes, consultam um laptop, diante da polícia, durante uma manifestação em Lisboa, Portugal, 21 de janeiro de 2012.

Foto: Adrees Latif/Reuters

Um manifestante, usando uma máscara de Guy Fawkes, nos arredores de Charlotte, durante a Convenção Nacional Democrata, na Carolina do Norte, USA, em 05 de setembro de 2012.

Foto: Lucas Landau/Reuters

Um manifestante, usando uma máscara de Guy Fawkes , tira fotos em seu celular durante um protesto no centro do Rio de Janeiro 24 de junho de 2013.

Foto: Adrees Latif/Reuters

Um manifestante segura uma máscara de Guy Fawkes diante de um grupo de policiais que bloqueia uma marcha de protesto perto do local da Convenção Nacional Democrata em Charlotte, Carolina do Norte, EUA, em 4 de setembro de 2012.

Foto: Kim Branco/Reuters

Máscara de um manifestante do movimento “anti-corporativo’ é iluminado pela luz de seu celular, em Oakland, Califórnia, EUA, 11 de novembro de 2011.

Foto: Robert Galbraith/Reuters

Um manifestante, usando uma máscara de Guy Fawkes, diante de caixas eletrônicos, durante manifestação em Wells Fargo, no Distrito Financeiro, em San Francisco, Califórnia, EUA, 24 abr 2012.

Foto: Stoyan Nenov/Reuters

Um manifestante usa o seu telefone celular durante uma manifestação na Praça Taksim, em Istambul, Turquia, 08 junho de 2013.

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Um manifestante, usando uma máscara de Guy Fawkes, senta ao lado de um cartaz pichado, diante de um cartaz com fotos da presidente, Dilma Rousseff, durante um protesto contra a Copa da Confederação e do governo Federal, diante do Congresso Nacional, em Brasília, 17 de junho de 2013.