| BRASIL - Meio Ambiente Anistiada pela Rússia, brasileira do Greenpeace, presa sob acusação de vandalismo, já está em Porto Alegre A gaúcha Ana Paula Maciel, que integrava o grupo de 30 ativistas do Greenpeace detido na Rússia, aterrissou às 11h, neste sábado, em Porto Alegre, sua cidade natal. Foram cem dias de apreensão e incerteza desde foi presa em águas internacionais durante um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico. Acusados de pirataria e vandalismo, ela e os outros ativistas, correram o risco de passar até 15 anos na prisão. Foto: Greenpeace Postado por Toinho de Passira A bióloga e ativista do Greenpeace, Ana Paula Maciel, de 31 anos, desembarca no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, na manhã deste sábado (28). Ana Paula foi presa com outros 27 ativistas e dois jornalistas em 19 de setembro de 2013 a bordo do barco Artic Sunrise, acusados de pirataria durante protesto contra a exploração de petróleo no Ártico. A ativista recebeu a anistia e visto de saída do governo da Rússia e e em seguida partiu para Porto Alegre (RS), onde já se encontrou com sua família. Em entrevista concedida à Agência Efe nesta semana, a brasileira disse que sente alívio por poder voltar para casa, mas que o momento não é de comemoração. Ela explicou que a anistia concedida pelo governo local não significa o encerramento definitivo das acusações contra ela e o restante do grupo. Foto: Diego Vara/Agência RBS — Ao contrário do que está sendo divulgado, a Rússia simplesmente parou de investigar o caso, mas agora em nossa ficha criminal vai constar 'hooliganismo' (vandalismo).A bióloga brasileira Ana Paula Maciel, ativista do Greenpeace que foi presa na Rússia com outros integrantes da organização ambiental, disse nesta quinta-feira (26) em entrevista à Agência Efe que sente alívio por poder voltar para casa, mas que o momento não é de comemoração. "Quando todos estivermos em casa, vamos nos reunir para avaliar que medidas iremos tomar. Não vou parar minhas atividades, estarei onde for necessário, no Ártico, na Amazônia, no Pantanal", afirmou. |
28 de dez. de 2013
Anistiada pela Rússia, brasileira do Greenpeace, presa sob acusação de vandalismo, já está em Porto Alegre
24 de dez. de 2013
CARECA CARA DE PAU: Renan Calheiros na televisão prega austeridade e transparência, para os outros
| BRASIL - Bizarro CARECA CARA DE PAU: Renan Calheiros na televisão prega austeridade e transparência, para os outros O Presidente do Senado acionou a cadeia de rádio e televisão, neste sábado, para falar ao país, nas vésperas do Natal, sobre os seus feitos moralizadores a frente da presidência do Senado, enquanto o noticiário, em paralelo, comenta que ele usou, mais uma vez, para fins particulares um avião da FAB Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil Postado por Toinho de Passira O presidente do senado Renan Calheiros (PMDB-AL), apesar de envolvido em mais uma polêmica após ter usado um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para fins particulares, defendeu austeridade com gastos públicos nesta segunda-feira (23), durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. O peemedebista ainda inflou a "agenda positiva" do Congresso em resposta aos protestos de junho destacando a aprovação de matérias aprovadas pelo Senado, mas que ainda não se tornaram leis porque esperam votação na Câmara. Estão nessa situação, por exemplo, a proposta que transforma corrupção em crime hediondo, a ficha limpa para o servidor público e o fim da aposentadoria como "prêmio" para juízes e promotores punidos. Renan afirmou que "2013 entrará para história como ano da mudança nas instituições" e "amadurecimento da democracia". Ele disse ainda que as manifestações que sacudiram as ruas pediram mais "eficiência, decência, transparência", além de serviços públicos de qualidade. Falando em nome do Congresso, o senador afirmou que estava prestando contas e sustentou que os congressistas deram respostas rápidas para "transformar o Brasil no Brasil que os brasileiros querem". Ele apontou ainda que "a transparência e controle social corrige erros, elimina vícios e aperfeiçoa distorções". O presidente também questões que estão em práticas como o fim do pagamento do 13º e 14º salários para os congressistas, a transformação em lei da aposentadoria especial para pessoas com deficiência, e destacou a otimização de sua gestão no comando do Senado. De acordo com Renan, mais de 600 cargos de indicações políticas foram bloqueadas, novas nomeações foram proibidas e teria ocorrido uma economia de mais de R$ 260 milhões. O pronunciamento de Renan foi gravado antes dele embarcar na quarta-feira passada de Brasília para Recife (PE), onde passou por uma cirurgia para implante capilar e ainda uma correção das pálpebras. O deslocamento foi feito com um avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Ao solicitar a viagem, ele informou que a motivação era serviço. O decreto presidencial que regulamenta o voo de autoridades não prevê o uso para fins particulares. Após uma consulta a FAB, Renan informou na noite de hoje que vai ressarcir os cofres públicos pelo gasto com a viagem. As autoridades podem usar voo da FAB por questões de segurança e emergência médica, serviço, e em deslocamentos para o local de residência permanente. O valor do ressarcimento ainda será calculado pela FAB. Renan mora em Maceió (AL), mas como a coluna Painel da Folha revelou na edição de sábado, viajou na noite de quarta-feira para Recife, onde submeteu-se a uma cirurgia para implantar 10 mil fios de cabelo. A agenda oficial publicada no site do Senado não registrava compromissos do peemedebista na capital pernambucana. Essa foi a segunda vez em que o presidente do Senado foi flagrado usando uma aeronave da FAB para fins particulares, só neste ano. Em julho, Renan foi a Trancoso (BA) para o casamento da filha do senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Diante da polêmica e das críticas, o senador resolveu pagar R$ 32 mil aos cofres públicos, como ressarcimento da despesa. Vale lembrar que a decisão de reembolsar a união, depois dessas viagens particulares, estão associadas a denuncias feitas por órgãos de imprensa. O que nos faz concluir que se for descoberto Renan não paga, pois o presidente do Senado, não consegue identificar as viagens particulares com as de serviço. Curiosamente o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), ocupou a tribuna do Senado, para defender o colega: — "Renan foi para casa e desceu antes para fazer essa intervenção. Estão forçando a mão para transformar isso em notícia". Na sofreguidão de defender o senador inverteu o mapa do Brasil, Maceió fica antes do Recife, e não depois como insinuou. Um detalhe importante é que Renan foi implantado pelo cirurgião plástico pernambucano Fernando Bastos, o mesmo que acrescentou, em 2008, a careca de José Dirceu, 6.710 fios de cabelo retirados da nuca. Mais necessitado Renan ganhou 10 mil fios, 3.290 a mais que Dirceu. |
23 de dez. de 2013
Para não fazer prova final, coreano, aluno de Harvard, dá alarme falso de bomba no campus
| ESTADOS UNIDOS - Terrorismo Para não fazer prova final, coreano, aluno de Harvard, dá alarme falso de bomba no campus O estudante passou vários e-mails, comunicando que havia bombas espalhadas no entorno dos edifícios, prestes a explodir. A noticia espalhou pânico, correria e convocação de todas as forças de segurança. Pressionado ele acabou confessando a farsa e vai responde processo na Justiça Federal americana, por isso, pode ficar preso por até cinco anos. Foto:
Bill Sikes / AP Postado por Toinho de Passira O estudante de Harvard, Eldo Kim, 20 anos, de origem sul-coreana, naturalizado americano, acusado de ter enviado e-mail com falsas ameaças de bomba para se livrar de uma prova do exame final, foi formalmente acusado ao se apresentar a um tribunal de Boston, semana passada. No final da audiência foi libertado sob a fiança de US $ 100.000 (R$ 200 mil) e com a condição de ficar sob a custódia de sua irmã, que vive em Massachusetts, e de um tio residente na Carolina do Norte.
Dois funcionários de Harvard, e o presidente do Harvard Crimson, jornal estudantil diário da universidade, receberam e-mails idênticos que dizia: "bombas colocadas em torno do campus. " Listando várias edificações, com um aviso final: “sejam rápido para que elas vão explodir em breve." Os e-mails foram enviados através de um serviço que permite aos usuários criar endereços de e-mail anônimo gratuitamente. As ameaças criou um clima de pânico e medo na universidade: os prédios foram esvaziados, às pressas e foram acionados todos os órgãos de segurança: FBI, o Escritório de Armas de Fogo e Explosivos, o Serviço Secreto dos Estados Unidos, o Departamento de Polícia da Universidade de Harvard, o Departamento de Polícia de Cambridge, o Departamento de Polícia de Boston, e da Polícia do Estado de Massachusetts. Depois que os edifícios foram examinados a exaustão e verificou-se a ausência de explosivos, os investigadores procuraram Tim, na condição de suspeito, em seu dormitório no campus, após verificar que os e-mails haviam sido enviados a partir de seu computador usando a rede sem fio de Harvard. Durante o interrogatório, Kim confessou aos investigadores a autoria, afirmando que agiu sozinho, e teria sido "motivada por um desejo de evitar um exame final programada" naquele dia. "Kim afirmou que, às 9 horas, quando o alarme de incêndio soou e o edifício foi evacuado, ele sabia que seu plano havia funcionado ". Kim vai enfrentar acusações de falso alarme de bomba, diante da Justiça Federal americana. A pena máxima para esse tipo de crime é de cinco anos de prisão e uma multa de US $ 250.000. Em seu perfil Harvard no site da escola, Kim é descrito como "um calouro com a intenção de se concentrar em Psicologia, "gosta de jogar sinuca, conhecer novos restaurantes, assistir filmes cult de terror e de brincar com seu cachorro Mini Schnauzer," em seu tempo livre. Ao final, Eldo Kim conseguiu mais do que pretendia, além de não fazer a prova está proibido de entrar no campus da Universidade de Havard, definitivamente. Fotos: Reuters |
Dirceu tem filial de consultoria no Panamá, no mesmo endereço de dona de hotel que lhe ofereceu emprego
| BRASIL - Mensalão Dirceu tem filial de consultoria no Panamá, no mesmo endereço de dona de hotel que lhe ofereceu emprego A JD (José Dirceu - Consultoria) registrou empresa no mesmo local onde da Truston, dona do Hotel St. Peter, que ofereceu ao ex-ministro emprego de R$ 20 mil; processo foi feito no escritório que oferece ‘laranjas’ para firmas estrangeiras, a partir do paraíso fiscal da América Central. A empresa de Dirceu esteve, ficou e talvez ainda esteja por lá. Ilustração "thepassiranews" Postado por Toinho de Passira Os jornalistas Andreza Matais e Fábio Fabrini do Estadão investigaram e descobriram que José Dirceu abriu no Panamá uma filial de sua empresa de consultoria. Por estranhas e suspeitas coincidências, ou não, a empresa do mensaleiro tinha o mesmo endereço da Truston International, dona daquele hotel que ofereceu ao ex-chefe da Casa Civil, um emprego de gerente com salário de R$ 20 mil no mês passado. A JD Assessoria e Consultoria (a empresa de Dirceu) registrou a filial em 2008, três anos depois de dele ser apeado do governo em meio ao escândalo do mensalão, no escritório da Morgan & Morgan, que disponibiliza testas de ferro para milhares de firmas estrangeiras, como a Truston, no conhecido paraíso fiscal da América Central. Na ocasião, Dirceu informou a um cartório brasileiro a constituição da filial, com endereço no 16.º andar da Torre MMG, na Cidade do Panamá, onde funciona a Morgan & Morgan. Conforme os registros, ao abrir a filial no Panamá, o ex-ministro fez um aporte em dinheiro vivo e aumentou o capital da JD de R$ 5 mil para R$ 100 mil. Metade desse capital foi destacado para a filial panamenha, cujo objetivo seria "o mesmo desenvolvido pela matriz", criada em 1998, em São Paulo.(uma "lavagemzinha" de dinheiro, ou estamos enganados?) A Truston - dona do hotel St. Peter - foi aberta no Panamá apenas três meses depois dessa operação conduzida pelo ex-minsitro, também declarando o endereço da Morgan & Morgan e tendo um "laranja" como seu presidente. José Eugenio Silva Ritter, aquele auxiliar administrativo do Morgan & Morgan, e mais outros dois representantes do escritório panamenho constam como donos de nada menos que 30 mil empresas no paraíso fiscal. No Brasil, o St. Peter é administrado pelo empresário e ex-deputado Paulo Masci de Abreu, amigo de Dirceu. Ele é irmão do ex-deputado José Masci de Abreu, presidente nacional do PTN, partido aliado do governo petista. Os irmãos Masci detêm várias concessões de rádio e TV concedidas pela União. A revelação de que o dono da Truston era na verdade um "laranja", feita pela TV Globo, levou o ex-ministro da Casa Civil, preso em Brasília por comandar o mensalão durante o primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a desistir de trabalhar no hotel.
MANOBRA PARA FICAR INVISÍVEL? |
21 de dez. de 2013
Velório de Reginaldo Rossi, a emoção do povão, fans, garçons, amigos anônimos, políticos e celebridades
| BRASIL - Pernambuco - Luto Velório de Reginaldo Rossi, a emoção do povão, fans, garçons, amigos anônimos, políticos e celebridades O céu ficou mais brega, alegre e romântico." - disse o cantor e compositor cearense Falcão, enquanto lamentava a morte de Reginaldo nas redes sociais.Uma fila interminável de fans formou-se em frente a Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde o corpo é velado. O Governo do Estado decretou 3 dias de luto oficial, pela morte do Rei do Brega Reginaldo Rossi: “Os cantores no mundo todo querem fazer sucesso. As letras são as mais simples possíveis, as harmonias [também]”. Tem que ter Chico [Buarque], Gal [Costa], Caetano [Veloso], e tem que ter Amado Batista, Zezo dos Teclados, Faringes da Paixão e Reginaldo Rossi". Postado por Toinho de Passira Morreu na manhã desta sexta-feira, aos 69 anos, o cantor Reginaldo Rossi, ou Reginaldo Rodrigues dos Santos nascido na cidade de Recife, capital de Pernambuco, em 14 de fevereiro de 1944. Ele estava internado desde 27 de novembro no Hospital Memorial São José, no Recife, e foi diagnosticado com câncer de pulmão na última semana. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a morte se deu às 9h25, em decorrência de complicações da doença. O velório será realizado nesta sexta-feira, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a partir das 19h. O sepultamento será no cemitério Morada da Paz, neste sábado, às 20h. Reginaldo Rossi, o Rei do Brega, morreu apropriadamente, numa nesta sexta-feira, o dia da farra. Nos bares do Recife e do Brasil, reunidos os boêmios e os corações desiludidos, reverenciaram o ídolo pernambucano, que seduziu o país, pela autenticidade, simplicidade e talento. No texto de Tiago Barbosa, para o Diário de Pernambuco, fica o registro de que Reginaldo Rossi entra para a história da música como uma das vozes mais românticas do país. Em mais de 50 anos de carreira, ele cantou os desencontros do sentimento humano, especialmente ilusões, fetiches, dores e desamores comuns aos relacionamentos. Contemporâneo de uma geração tachada de brega por cantar canções idolatradas pelo povo, ao lado de Odair José, Amado Batista, Wando, Agnaldo Timóteo, Fernando Mendes, entre outros, Rossi inverteu a lógica do rótulo e abriu espaço para um gênero musical marginalizado no Brasil. O cantor reformulou o conceito de brega e, com músicas e declarações, esfregou na cara da sociedade a incoerência entre a crítica e a vida real. Democratizou os sentimentos, uniu pobres e ricos nas emoções e na mesa do bar, universalizou a dor, o amor, o chifre e a alegria da roedeira ao pé de um garçom, definido por ele como o confessor da humanidade, personagem inspiração para o maior sucesso musical. Foto: Jarbas Araújo/Alepe "Quando o chifre dói, o diploma cai da parede", "Não há quem não bregue depois de três doses" e "No mundo inteiro, é romântico, mas, aqui, quem faz romantismo é brega" foram frases da filosofia "Reginaldiana" levada adiante em mais de 300 composições gravadas ao longo da carreira. Foto: Breno Laprovitera/Alepe Reginaldo Rossi canta "Garçon", ao vivo, o vídeo é de 2006 |
19 de dez. de 2013
Eduardo Campos, que deu uma de joaninha, está conhecendo o lado vespa de Marina Silva. de Reinaldo Azevedo
| BRASIL - Opinião Eduardo Campos, que deu uma de joaninha, está conhecendo o lado vespa de Marina Silva. Ou: Rede atua firmemente para deixar Campos sem palanque nos estados
Postado por Toinho de Passira Desde que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), selou uma aliança com Marina Silva, ele não ganhou um miserável ponto percentual nas pesquisas de intenção de voto — pode até ser que isso aconteça caso venha a disputar tendo-a como vice, não sei. O fato é que, nos levantamentos até agora feitos, não se notou nada de novo. Marina, sim, já saiu ganhando. Como teve negado o registro para a Rede, tenderia a sumir do noticiário, que vai, como se sabe, convergir para a questão eleitoral. Filiada formalmente ao PSB, ela continua a ser personagem do noticiário. Quando aparece como o nome dos socialistas, fica em segundo lugar. A Folha desta quinta informa que a Rede agora quer afastar o PSB da aliança com o PT e com o PSDB nos estados, lançando candidaturas próprias. Campos e os socialistas começam a provar o lado vespa de Marina Silva. Ainda que, em público, ambos troquem juras de companheirismo eterno, a verdade insofismável é que Marina e sua turma veem o PSB como mero hospedeiro de seu projeto político. A Rede — ou o marinismo — é como aquela vespa que usa outros isentos para depositar o seu ovo. A futura larva vai, então, se alimentar de um organismo ainda vivo. Quando o bicho finalmente nasce, quem o hospedou morre. A simpática joaninha, tadinha, é das vítimas. Há um tipo de vespa que gosta é dela. Isso quase aconteceu com o PV. Marina tentou tomá-lo de assalto. Não conseguiu e acabou caindo fora, não sem antes demonizar na imprensa e nas redes sociais a sigla que a recebeu. Ora, ora, ora… Em São Paulo, por exemplo, a Rede faz de tudo para impedir que o PSB feche uma aliança com o PSDB de Geraldo Alckmin, hoje o favorito nas pesquisas de intenção de voto. Há uma possibilidade razoável de que o partido de Campos tenha o lugar de vice na chapa. Ademais, se candidato, o agora governador de Pernambuco teria um palanque sólido em São Paulo.
Mas quê… Marina não quer saber disso, não. Ela acha que a aliança prejudica a mensagem da tal “nova política”. Mas esperem! Essa “nova política” é palavra de ordem de quem? Do PSB? Não! Essa é mais uma daquelas abstrações de apelo metafísico de Marina Silva. Isso interessa à sua turma, não à de Campos. |
A decisão de Dilma em preferir os caças suecos, para equipar a FAB, ao invés dos franceses ou americanos
| BRASIL - Negócios A decisão de Dilma em preferir os caças suecos, para equipar a FAB, ao invés dos franceses ou americanos O anúncio da compra de 36 caças suecos Gripen pelo governo brasileiro foi destaque na imprensa internacional nesta quinta-feira. O jornal americano "The New York Times", diz em manchete no site, que "o Brasil 'esnobou' Boeing em momento de tensão Brasil x EUA, reportando-se as denuncias de espionagens do governo americano, a presidente Dilma e a Petrobras Foto: Fabrice Coffrini / Agence France-Presse - Getty Images Postado por Toinho de Passira O anúncio da compra de 36 caças suecos Gripen pelo governo brasileiro, um negócio que se arrastou por 15 anos, de uma concorrência acirrada que envolve uma compra de US$ 4,5 bilhões, seria notícia de qualquer maneira, mas diante das atuais estremecidas relações entre o governo brasileiro e o americano, as manchetes internacionais encaminha-se para levantar suspeita que a decisão compra está ligada as desconfianças de uma parceria militar com os americanos. Tanto o americano New York Times quanto o diário financeiro britânico Financial Times disseram que o Brasil "esnobou" a americana Boeing, que também participava da licitação junto à francesa Dassault, em um momento de tensões entre os dois países após as denúncias de que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos teria espionado empresas brasileiras e até a presidente Dilma Rousseff. "Quando indagado na coletiva de imprensa se a espionagem tinha influenciado na decisão do governo de conceder o contrato à (sueca) Saab, o ministro da Defesa, Celso Amorim, não respondeu diretamente, preferindo apontar razões como custos e transferência de tecnologia", afirma o NYT. Foto: Sergei Karpukhin/Reuters Um analista americano do setor de aviação ouvido pelo jornal afirma, entretanto, que o fator custo deve ter pesado mais na decisão do governo brasileiro. |
18 de dez. de 2013
Fingimento: Em Pernambuco, Eduardo elogia Dilma, que elogia Eduardo. Há sinceridade nisso?
| BRASIL - Eleição 2014 Fingimento: Em Pernambuco, Eduardo elogia Dilma, que elogia Eduardo. Há sinceridade nisso? Oficialmente essa pode ter sido a última ocasião em que governador Eduardo Campos, recebe a presidente Dilma, como governador de Pernambuco. A viagem da presidente, em campanha, foi planejada para destacar as obras do governo federal, no estado e a capacidade de quem tem a chave do cofre para distribuir benesses Foto: Chico Peixoto/LeiaJáImagens Postado por Toinho de Passira Havia uma expectativa parte a parte sobre a primeira visita da presidente Dilma Rousseff a Pernambuco, depois que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, escancarou a sua pretensão de ser candidato a Presidente da República, competindo com a reeleição da petista. Dilma vem usando o tempo de divulgação do PT na televisão, para divulgar as obras que o governo federal implantou no estado de Pernambuco, como que dizendo, que tudo que Eduardo fez, foi porque ela e Lula apoiaram fartamente a administração do socialista, destacado em pesquisa como um dos governantes mais bem avaliados do país. Os dois sem deixar de vender o próprio peixe, optaram por uma convivência e chegaram a trocar elogios em cerimônia de inauguração da plataforma P-62, da Petrobras, no estaleiro, em Suape, Ipojuca (PE). Afirmando que esta poderia ser a última ocasião na qual receberia, como governador, a presidente em território pernambucano, Eduardo Campos disse que queria “trazer as palavras de boas-vindas”. “Temos consciência de que para alguns este seria um momento diferente do que está sendo. Poderia ser entendido como um encontro entre quadros políticos que amanhã podem viver, poderão viver, legitimamente, uma disputa democrática”, afirmou. Em seguida, disse que o contexto era outro. “Este é o encontro de uma presidenta eleita democraticamente pelo povo brasileiro e de um governador reeleito pelo seu povo que sabem o tamanho da institucionalidade, que sabem o dever que têm com o Brasil e que sabem separar o interesse público do interesse da disputa politica”, declarou. Ele disse ter respeito pela presidente, e tê-la como “uma pessoa honrada” que ajudou a “construir o Brasil que temos hoje” e estendeu os cumprimentos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A fala da presidente Dilma Rousseff foi mais curta, mas também incluiu elogios ao governador pernambucano. “Queria cumprimentar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, agradecer a recepção fraterna, o alto nível das relações que sempre pautaram a nossa convivência”, afirmou. Já no final do dia, a presidente publicou no Twitter uma foto feita na viagem a Pernambuco. "Hoje foi um dia feliz em Pernambuco", escreveu. Foto: Reprodução Twitter de Dila Plataforma P-62 |
17 de dez. de 2013
Cabral a bordo, de Ricardo Noblat
| BRASIL - Comentário Cabral a bordo Cabral mora no Leblon, a curta distância da Lagoa Rodrigo de Freitas. Escoltado por seguranças, ele ia de carro até a Lagoa e, de lá, de helicóptero para o Palácio Guanabara - um voo de 10 minutos. Nos fins de semana embarcava com a família, empregados e cachorro, para Mangaratiba. Foto: Oscar Cabral/Veja Postado por Toinho de Passira Ou o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) já não está mais aí para nada ou foi vítima de um dos defeitos mais flagrantes de sua personalidade – a arrogância. Que tal um governador flagrado utilizando helicópteros do Estado para viajar com a família nos fins de semana à sua casa de veraneio? Diante do escândalo, ele assina decreto tornando seus passeios impossíveis. Depois, simplesmente volta a voar. Pois é disso que se trata. Em julho último, a VEJA descobriu que Cabral abusava da utilização dos helicópteros oficiais. Cabral mora no Leblon, a curta distância da Lagoa Rodrigo de Freitas. Escoltado por seguranças, ele ia de carro até a Lagoa e, de lá, de helicóptero para o Palácio Guanabara - um voo de 10 minutos. Nos fins de semana embarcava com a família, empregados e cachorro, para Mangaratiba. Ali, num condomínio de luxo, Cabral construiu duas casas valorizadas pela paisagem paradisíaca da baia de Sepetiba e pela proximidade com Angra dos Reis e Parati. Com frequência, um dos helicópteros fazia mais de um voo às sextas-feiras e aos domingos para levar e trazer a comitiva de Cabral. Na época, ensaiou-se a desculpa de que o uso dos helicópteros se devia a razões de segurança. Não colou. Então, humildemente, Cabral desculpou-se e assinou um decreto restringindo o uso de helicópteros ao “governador, vice-governador, chefe de poderes, secretários e presidentes de autarquias e de empresas públicas”. Foto: Oscar Cabral/Veja Teve o cuidado de registrar que os helicópteros só poderiam ser requisitados para “atividades próprias do serviço público”. Como suas viagens de fim de semana nada tinham a ver com tais atividades... Cabral suspendeu-as. |
16 de dez. de 2013
Michelle Bachelet vence em segundo turno e volta triunfalmente à presidência do Chile
| CHILE - Eleições Michelle Bachelet vence em segundo turno e volta triunfalmente à presidência do Chile “O apoio (a Bachelet) não é um apoio de partidos políticos, mas da população”, segundo a cientista política chilena Pamela Figueroa Foto: GettyImages / BBC Postado por Toinho de Passira Michelle Bachelet vai voltar ao Palácio de La Moneda após uma vitória acachapante sobre a rival conservadora Evelyn Matthei. A líder da centro-esquerda teve 62,15% dos votos, ainda que a eleição tenha sido marcada pela alta abstenção - apenas 41,6% dos eleitores compareceram, na primeira eleição chilena em que não havia obrigatoriedade de comparecimento dos eleitores. Bachelet chegou a presidência do Chile em 2006, após ser ministra da Saúde e depois ministra da Defesa no governo Ricardo Lagos. “O apoio (a Bachelet) não é um apoio de partidos políticos, mas da população”, segundo a cientista política Pamela Figueroa, tentando explicar o sucesso da candidata, dizendo que essa popularidade vem sobretudo das classes populares, em razão de suas políticas para as crianças, a maternidade e de inclusão social. Decisões como a de nomear um ministério com metade de homens e metade de mulheres também supreendeu a classe política, acostumada a dividir o gabinete segundo as forças que compunham a coalizão governista. Apesar de momentos críticos, como as manifestações de estudantes secundaristas que abalaram os primeiros meses de seu governo, Bachelet terminou o governo com 80% de popularidade. Experiência na ONU Em setembro de 2010, Bachelet tornou-se a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres, a nova agência das Nações Unidas para a igualdade de gênero. Bachelet se afastou da política chilena e colocou suas energias no cargo, que exercia em Nova York. Em 2013, Bachelet regressou ao Chile e anunciou o que todos já esperavam: seria a candidata à presidência. Novo discurso, novo programa Bachelet voltou ao Chile com um novo programa de governo, incorporando algumas das principais queixas dos movimentos sociais nos últimos anos. A principal demanda é uma reforma radical do sistema de educação. Bachelet prometou um sistema público que seja gratuíto e tenha qualidade. Alguns dos principais líderes do movimento estudantil, que saíram às ruas no governo Sebastián Piñera, se candidataram ao Parlamento na coalizão de Bachelet. Entre eles, Camila Vallejo e Karol Cariola. “Bachelet teve a capacidade de perceber de maneira muito concreta o que estava acontecendo na sociedade chilena. Talvez tenha sido a distância, por estar em Nova York”, afirma o sociólogo Manuel Garretón, da Universidade do Chile. Bachelet também incorporou a seu programa demandas de movimentos ambientais, gays e indígenas. Também diz estar aberta a uma nova lei sobre o aborto e ao debate sobre o casamento gay. Personalidade Além do capital politico, Bachelet usou outra arma para derrotar Matthei: seu carisma. Com sorriso fácil, Bachelet tem ainda a seu favor “a modéstia, a capacidade de escutar as pessoas, nunca com uma palavra hostil em suas respostas”, diz Garretón. Sua história pessoal também comove os chilenos. Seu pai, Alberto Bachelet, um general da Força Aérea, morreu na prisão logo após o golpe contra o presidente Salvador Allende. Bachelet e a mãe foram enviadas a um centro de detenção e em seguida para o exílio. Mas a sua personalidade nem sempre foi vista com bons olhos. Em alguns momentos, ela foi tachada como fraca. No primeiro turno, o candidato Marco Enríquez-Ominami disse que as eleições não eram “um concurso de simpatia”. A derrocada da direita Além dos méritos pessoais, Bachelet contou com a baixa popularidade e a crise interna da direita chilena. Os partidos Renovação Nacional (RN) e União Democrática Independente (UDI) não conseguiram capitalizar o fato de ter no Palácio de La Moneda o primeiro presidente de centro-direita desde o retorno da democracia. Bachelet impôs à direita o pior resultado eleitoral desde o retorno das eleições. A própria Evelyn Matthey disse que só “um milagre” conseguiria mudar os resultados no segundo turno. Agora, a direita terá quatro anos para planejar sua volta ao La Moneda. O único consolo, neste momento, é que não há reeleição no Chile e o nome de Bachelet não estará nas cédulas de votação da próxima eleição. |
15 de dez. de 2013
Iranianos temem mais Fernanda Lima que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de Camelia Entekhabi-Fard, para o Asharq Al-Awsat
| IRÃ - Opinião Iranianos temem mais Fernanda Lima que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu Nos minutos críticas do sorteio, da chaves da Copa do Mundo, os iranianos não puderam ver, por causa da vestido de Fernanda Lima. O apresentador do canal do Irã, de um programa de esportes local, disse: “Para ser honesto com você, o vestido da senhora que está apresentando o show não atendem aos nossos padrões de transmissão.”
Foto: Captura de video Postado por Toinho de Passira Os iranianos adoram futebol, a maior fonte de entretenimento e emoção no país. Mas agora, o direito de ter um programa nuclear e a luta contra os inimigos do país estão na mente de cada iraniana, e essas preocupações vêm em primeiro lugar, mesmo quando as pessoas estão assistindo o futebol. De acordo com os clérigos conservadores que governam o Irã, os inimigos do país não querem derrubar a República Islâmica com a guerra e confronto aberto. O líder supremo , aiatolá Ali Khamenei, não teme os exércitos modernos dos EUA ou Israel. Mas esses clérigos temem a liberdade de expressão e da hegemonia cultural. Restrições sobre o comportamento público e punições severas por violar estas restrições (mesmo na ausência de uma lei clara), em particular para as pessoas vestindo roupas de estilo ocidental, sempre fizeram parte da identidade da República Islâmica. Mas muitos iranianos têm antenas parabólicas em casa, o que lhes permite assistir o que quiserem, independentemente do que o regime proíbe. Os canais de televisão estatais são em sua maioria chatos e conservadores; há sempre um clérigo heterogêneo usando um turbante preto, ou talvez branco, falando sobre arte ou sociedade ou religião e política. Quem quer assistir isso? A falta de programas de entretenimento na TV no Irã é o que tem feito a programação por satélite ser tão popular. Mas há momentos em que os canais locais são necessários, como se você quer assistir notícias locais ou ao futebol iraniano. É aí onde nós nos encontramos uma semana atrás: uma das raras circunstâncias em que milhões de iranianos estavam assistindo um canal iraniano para ver o sorteio da Copa do Mundo. Nos minutos críticas do sorteio, aconteceu algo que perturbou muitos espectadores: o programa foi cortado antes dos jogos terem sido sorteados. Irritados, os iranianos imploravam por saber qual equipe iria enfrentar o Irã na Copa do Mundo, mas o programa permanecia fora do ar. Eles não sabiam o que tinha acontecido, mas acontece que, Fernanda Lima, a modelo brasileira que apresentava o sorteio da Copa do Mundo, estava usando um vestido muito atraente. Adel Ferdosipour, o apresentador do canal do Irã, de um programa de esportes local, disse: “Para ser honesto com você, o vestido da senhora que está apresentando o show não atendem aos nossos padrões de transmissão.” Esse corte no programa provocou milhares de iranianos irritados com acesso à Internet a ir na página Facebook da Sra. Lima e postar mensagens incrivelmente insultuosas, culpando-a por (como eles dizem) por “perder o sorteio da Copa do Mundo ao vivo. ” Poucas horas depois, os iranianos postando tantos comentários que quase haviam tirado do ar a página de Fernanda Lima, do Facebook, por excesso de acessos. Alguns comentários foram escritos em persa, dizendo coisas como: “Te mataria para usar um vestido decente, para que possamos assistir também” Demorou dois ou três dias para os iranianos, conseguirem localizar no YouTube e em outros sites de redes sociais, para que pudessem constatar o que ela realmente estava usando. Eles começaram a falar sobre sua aparência, o anel que ela estava portava, a cor de seu cabelo, sua figura, e assim por diante. Então, as pessoas começaram a enviar seus pedidos de desculpas em nome de quem a tinha insultado . Hoje, a Sra. Lima é talvez uma das pessoas mais conhecidas no Irã. A censura do regime acabou tendo o efeito oposto ao que supunham ter. Talvez se o sorteio ao vivo ficasse no ar, a torcida dos fãs de futebol nem teriam prestado muita atenção nela, certamente nada como a atenção que está recebendo agora. Este incidente mostra o que o regime acredita ser uma ameaça para a República Islâmica do Irã, essa é uma preocupação real, independentemente de quanto eles impõem censura ou como são fechadas as fronteiras. Uma das principais razões por trás da decisão do aiatolá Khamenei para não abrir as portas do Irã para o Ocidente, e especialmente para os Estados Unidos, é o medo de uma invasão cultural. No entanto, em um paralelo diferente do que causou a primavera árabe – a proximidade com o Ocidente – sendo tão fechado e impondo tantas restrições religiosas podem ocasionar uma revolução cultural no Irã. Esta revolução não necessariamente tem que ver com uma mudança no regime. Em vez disso, eles estão lentamente e efetivamente fazendo as mudanças sem recorrer à guerra ou ocupação. Mas, para aqueles que temem este tipo de mudança cultural, a Sra. Lima é mais assustadora que o primeiro-ministro israelense.
*Camelia Entekhabifard, 40 anos, nasceu em Teerã (Irã). É jornalista, poetisa e escritora, cresceu durante os anos da Revolução Islâmica e escreveu para os principais jornais reformistas sobre temas controversos, até ser presa em 1999. Libertada sob a condição de trabalhar para o governo iraniano, fugiu para os Estados Unidos, escreve para Associated Press e Reuters e revistas como o The Village Voice. Reside em Nova Iorque, mas atualmente, passa a maior parte do seu tempo em reportagem no Afeganistão. Asharq Al-Awsat é primeiro jornal diário do mundo pan-árabe, impresso simultanea e diariamente nos quatro continentes. OBS: tradução com auxílio do Google Translator |
Foto de Gisele Bündchen amamentando desperta polêmica nos Estados Unidos e Reino Unido
| BRASIL - Bobagem Foto de Gisele Bündchen amamentando desperta polêmica nos Estados Unidos e Reino Unido Viral na internet a foto foi motivo de debate na TV: Denise Albert, uma das fundadoras do site TheMoms.com, disse à ABC News: "O fato dele ter colocado a foto no Instagram enquanto fazia o cabelo e make-up é um pouco escandalosa e desagradável. Aproveitando a oportunidade "thepassiranews" lança a campanha de amamentação na terceira idade. "Ofereça o peito a um velhinho, você não se arrependerá" Foto: Instagram Gisele Postado por Toinho de Passira Em passagem pelo Brasil para divulgar sua linha de lingerie, no último dia 10, a modelo Gisele Bündchen postou em sua página no Instagram uma foto cercada por cabeleireiro, maquiador e manicure, ao mesmo tempo em que amamentava sua bebê, Vivian, de 1 ano de idade. A imagem gerou controvérsia nos Estados Unidos. Muitas mães reclamaram que aquela não representava as dificuldades de uma mãe moderna. Segundo o site Business Insider, Denise Albert, autora americana de um blog sobre maternidade, reclamou no Programa de TV “Good Morning America” que Gisele foi ‘desagradável’ e ‘ultrajante’ ao postar uma foto cujo seu único trabalho parece ser ficar sentada enquanto os outros cuidam de sua beleza e que tal imagem não representa nenhuma mulher “multitarefa”. Ao mesmo tempo, o site recolheu depoimentos de mulheres que usaram o Facebook para defender a modelo. “Eu acho que é uma bela imagem. Ela está amamentando enquanto faz seu trabalho. Ela é paga para parecer bela e faz isso perfeitamente”, disse Emily Borne. Foto: Instagram Gisele Gisele já havia se envolvido em outra polêmica com o assunto quando, em 2010, deu uma entrevista para a Harper's Bazaar UK sobre amamentar seu primeiro filho, Benjamin, dizendo que achava que algumas pessoas nos EUA pensam que não precisam amamentar e que deveria haver uma lei mundial que obrigaria mães a fazer isso por seis meses. |
14 de dez. de 2013
A segunda morte de Juscelino Kubitschek
| BRASIL - Bizarro A segunda morte de Juscelino Kubitschek
A Comissão da Verdade da Câmara de São Paulo quer que o País troque a polêmica versão do acidente que matou o ex-presidente por uma implausível hipótese de assassinato político sem comprovação
Postado por Toinho de Passira Guimarães Rosa tinha uma frase impecável para expressar a sua relação cética, mas enxerida, com os mistérios do mundo: “Não sei de nada, mas desconfio de muita coisa”. Uma interpretação linear dessa frase do escritor mineiro parece ter inspirado a Comissão da Verdade da Câmara de Vereadores de São Paulo em sua investigação sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Passados 37 anos da tragédia, os vereadores produziram um relatório que se proclama conclusivo: “A Comissão declara o assassínio de Juscelino Kubitschek de Oliveira, vítima de conspiração, complô e atentado político”. O calhamaço montado pelos vereadores paulistanos junta, segundo eles, “90 indícios, provas, testemunhos, controvérsias e questionamentos” para chegar à conclusão de que houve o crime. A leitura da papelada mostra, porém, que ali há realmente quase tudo isso. Exceto “provas”. O que a Comissão Municipal da Verdade está sugerindo é que o País troque a plausível (embora mal documentada) versão de um acidente automobilístico pela inverossímil hipótese de um assassinato político que ainda carece de provas. Embora a remodelação incerta não ofereça nenhuma vantagem para a história brasileira, ela faz barulho por carregar a atração fácil das teorias conspiratórias. Os historiadores registram que JK viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro ao anoitecer do domingo 22 de agosto de 1976. Ia ao encontro da bela Lúcia Pedroso, uma paixão semissecreta que havia 28 anos entrara em sua vida e o ajudava a suportar o “irrespirável” ambiente doméstico, como anotou em seu diário. Ele ia no banco de trás do Opala dirigido por Geraldo Ribeiro, que JK chamava de Platão, seu motorista por mais de três décadas. Na curva do quilômetro 165 da via Dutra, o Opala ultrapassou, indevidamente pela direita, um ônibus da Viação Cometa que acabou tocando-o na traseira esquerda. Desgovernado, o automóvel atravessou a pista e colidiu com uma carreta Scania-Vabis de 12 rodas que trafegava em sentido contrário. O carro foi arrastado por 30 metros, ficou destruído e seus passageiros estavam irreconhecíveis.
A Comissão Municipal da Verdade propõe um cenário distinto. Levantando contradições em perícias, testemunhos controversos, elucubrações políticas e doses de pura especulação, joga sobre a fatídica curva da Dutra mais alguns veículos e um magnífico atirador. O carro de JK teria sido perseguido e empurrado por uma Caravan de agentes da ditadura militar brasileira. De dentro da camionete, a 90 quilômetros por hora, o atirador acertou a nuca do motorista Geraldo Ribeiro. Sem controle, o Opala atravessou a pista até ser abalroado pelo caminhão que vinha no sentido oposto. Tudo armado meticulosamente pelo general João Figueiredo, então chefe do Serviço Nacional de Inteligência (SNI). O aparelho de repressão da ditadura militar brasileira não ficou afamado por expertise em inteligência nem ostenta histórico de sofisticação técnica. Sua rotina se resumia basicamente em moer de pancadas os militantes presos e, com auxílio de equipamentos baratos de tortura, arrancar nomes e endereços de encontros. Ações que se pretenderam mais espetaculares acabaram em tragédia e vexame, como no caso do Rio Centro, quando a bomba destinada a aterrorizar uma plateia de estudantes explodiu no colo do sargento que a carregava. Em inúmeros casos já comprovados a repressão também deixou marca de incompetência na armação de cenários destinados a esconder execuções sumárias de adversários. No caso de JK a Comissão Municipal da Verdade apurou vários indícios de que a documentação da tragédia sofreu manipulações e de que houve algum teatrinho. E é com base nesses achados que vereadores se animaram a seguir adiante para afirmar que a causa da morte de JK foi forjada. Circunstâncias que embasam a conclusão, entretanto, também são historicamente imprecisas. Segundo a Comissão, Juscelino Kubitschek, presidente de 1956 a 1961, se articulava para disputar a presidência quando o País retornasse à democracia. E era isso que os militares queriam evitar. Os historiadores mostram, porém, que naquela época Juscelino já não fazia qualquer movimento que pudesse ser chamado de articulação. A ditadura ainda duraria mais nove anos e a última ação política de JK remontaria a 1968, quando ele tentou unir uma frente ampla, destroçada logo depois pelo AI-5. Aos 74 anos, com problemas de saúde, ele achava que não duraria muito. “O construtor de Brasília era um cassado, banido da vida pública havia 12 anos, intimidado por um processo em que a ditadura o acusava de enriquecimento ilícito. Sentia-se exilado em seu próprio País”, relata o jornalista Elio Gaspari em “A Ditadura Encurralada”, um dos quatro livros de sua monumental obra sobre os anos de chumbo. Em 1976, os projetos do ex-presidente eram mais singelos, circunscritos aos 300 alqueires da fazenda em Goiás. Costumava dizer que sua “escala de grandeza” havia se reduzido: “Em lugar de planejar a prosperidade do Brasil, planejo a construção de uma cocheira na fazenda”. O presidente Ernesto Geisel só foi informado sobre a morte de JK um dia depois, na segunda-feira, e reclamou dos assessores. O funeral de JK, oito anos após a edição do AI-5, trouxe o povo de volta às ruas, reunindo três mil pessoas numa passeata pelo Rio e 350 mil nos cortejos em Brasília. “Tanto pedi a Deus que esse homem não morresse no meu governo!”, lastimou Geisel. A ideia da nova exumação desagrada Maria de Lourdes Ribeiro, filha do motorista de JK. Advogada, ela diz que não permitirá a exumação, pois considera “primária” a tese do tiro. “Seria mais confortável para mim se eu comungasse com essa tese”, afirma Maria de Lourdes. “Eu até poderia pedir indenização do governo, mas meu pai me ensinou que a mentira prende e a verdade solta. Meu pai não levou um tiro.” Com a posição firme e exemplar da filha de Platão, é bem provável que o relatório da Comissão Municipal da Verdade não tenha o poder de reescrever a história brasileira como pretendia. Pelo menos até que alguém decida patrocinar uma terceira morte de JK. |
Após prisão decretada deputado Pedro Henry renuncia ao mandato e se entrega à Polícia Federal
| BRASIL - Mensalão Após prisão decretada deputado Pedro Henry renuncia ao mandato e se entrega à Polícia Federal Lugar de bandido é na cadeia. Calma e criteriosamente Joaquim Barbosa vai recolhendo a quadrilha do mensalão ao xilindró. >Deputado foi condenado a sete anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro Foto:Lindomar Cruz / Agência Brasil Postado por Toinho de Passira Condenado no julgamento do mensalão, o deputado federal Pedro Henry (PP-MT) se entregou na manhã desta sexta-feira na sede da Polícia Federal em Brasília. Simultaneamente, ele encaminhou ofício à Câmara renunciando ao mandato parlamentar. Henry foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é o 17º mensaleiro que começará a cumprir pena na prisão – o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolatto fugiu do país. O congressista ainda tentava rediscutir a condenação por meio dos chamados embargos infringentes, alegando que conseguiu três votos pela absolvição. No entanto, o Regimento Interno do STF exige o mínimo de quatro votos favoráveis ao réu para que os infringentes sejam admitidos. Nesta quinta-feira, o STF decretou o fim de seu processo (trânsito em julgado). Renúncia – O parlamentar de Mato Grosso seguiu a fórmula usada pelos agora ex-deputados José Genoino (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) e entregou o mandato por meio de uma carta. O documento foi encaminhado à presidência da Câmara dos Deputados. O conteúdo do texto também foi similar: Henry disse ser inocente e alegou que os ministros do STF tiveram um entendimento equivocado sobre seu caso. O deputado ainda criticou o foro privilegiado e afirmou que seu sentimento é de “dever cumprido com os mato-grossenses”. Na carta, Henry, que é médico cirurgião, afirmou que pretende retornar à profissão de origem, “sem arrependimentos ou amarguras” e feliz por ter vivido a experiência no Congresso. E lamentou o fim de sua carreira política: “Não seria este o desfecho que eu havia planejado, mas não vou expor esta instituição mais do que já se encontra exposta por este episódio”. Ao renunciar, Henry quis escapar do constrangimento de ter o mandato apreciado por seus colegas em votação aberta. O deputado, que desde 1996 ocupa o cargo na Câmara dos Deputados, está inelegível pelos próximos quinze anos e o papel de deputado-presidiário apenas causaria mais desgaste à Casa. Em 2006, quando surgiram as denúncias sobre o esquema de pagamento de propina em troca de apoio ao governo Lula, Henry foi absolvido pelo Conselho de Ética da Câmara por falta de provas e livrou-se de enfrentar um processo de cassação. O episódio não interferiu nos resultados nas urnas e o deputado foi reeleito nas duas eleições seguintes. Suplente – O sucessor direto de Henry, que ainda tem de se pronunciar se aceita assumir o posto, é o empresário e agropecuarista Roberto Dorner, de 65 anos. No início de 2011, ele assumiu o mandato quando o mensaleiro licenciou-se do cargo para tomar posse na Secretaria de Saúde de Mato Grosso. Nove meses depois, Henry retornou ao cargo na Câmara dos Deputados. Nas eleições de 2010, Dorner conquistou 50.000 votos pelo PP. No entanto, ele migrou para o PSD, onde atualmente é vice-presidente estadual da legenda em Mato Grosso e presidente do diretório municipal em Sinop. |



















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