| BRASIL - ESPANHA - PORTUGAL Cristiano Ronaldo nega, de pés juntos, encontro, em hotel, com Miss Bumbum brasileira Andressa Urach, em entrevista ao tabloide inglês “The Sun” contou a história do encontro em riqueza de detalhes. Comentou desde a alegria em ter sido procurada pelo jogador português do Real Madrid e da decepção de ter sido retirada do hotel, pelas portas dos fundos para evitar ser vista pela imprensa. Como medo da noiva, a modelo Irina Shayk, Ronaldo nega de pés juntos que tudo não passa de uma tentativa da modelo brasileira, em se promover Foto: Omedia/Divulgação Postado por Toinho de Passira O tabloide inglês “The Sun”, na sua edição de domingo, reportou que o jogador português, craque do time espanhol, Real Madrid, teve um encontro amoroso secreto, com a brasileira, Andressa Urach, 27 anos, conhecida como miss Bumbum. O atleta é noivo da modelo russa, Irina Shayk, com que se relaciona há três anos. Andressa Urach foi entrevistada pelo jornal e deu detalhes da história: os dois encontraram-se numa suíte do luxuoso Hotel Villa Magna, em Madrid, em 22 de abril. Dois dias depois da equipe de Cristiano, o Real Madrid, ter sofrido uma goleada de 4x1 da equipe alemã do Borussia Dortmund, pela semifinal da Liga dos Campeões da Europa. A brasileira estava em êxtase: "Foi incrível, o corpo dele é perfeito, como um deus grego. Ficamos horas juntos. Ele não parava de elogiar a minha bunda". Foto: MrPixxUK / Bluestar Images No dia seguinte, como os boatos correndo sobre mais essa aventura do irrequieto Ronaldo, sua noiva, Irina Shayk, apareceu numa foto ao seu lado, com uma fisionomia zangada, no momento em que saiam de um restaurante. “Fui informado de que "The Sun" jornal, irá publicar um artigo onde é dada voz a alguém chamada Andressa, que procura ser centro das atenções usando a minha imagem. E eu me pergunto por que isso acontece um dia antes de um jogo muito importante para a minha equipe...”? Foto: Splash News Na versão Andressa, publicada no jornal, ela disse que Cristiano Ronaldo conseguiu o número do telefone dela, através de um amigo comum e telefonou-lhe externando o desejo de encontrá-la. Foto: Splash News ”Quando finalmente nos encontramos mal nos olhamos e já estávamos um sobre o outro. Ele é fantástico!”– comentou a brasileira e continuou - "Foi incrível – o melhor momento da minha vida". Seu corpo é perfeito, como de um deus”. “ "Ele não tem uma grama de gordura em seu corpo”. "Eu mal posso acreditar. “Eu nunca estive com alguém como ele”. "Ele cheirava como o céu e continuou durante horas”. “E, sim, ele é muito "bem dotado””.
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29 de abr. de 2013
Cristiano Ronaldo nega, de pés juntos, encontro, em hotel, com Miss Bumbum brasileira
Erenice Guerra: de acusada de tráfico de influência a assessora de multinacionais em projetos bilionários
| BRASIL - Impunidade Erenice Guerra: de acusada de tráfico de influência a assessora de multinacionais em projetos bilionários Dois anos e meio depois de ser demitida da Casa Civil, em meio a denúncias de tráfico de influência, ex-ministra defende empresas interessadas em negócios com o governo federal Foto: Ricardo Stuckert / PR Postado por Toinho de Passira Pouco mais de dois anos e meio após ser demitida da Casa Civil em meio a denúncias de tráfico de influência, a ex-ministra Erenice Guerra tem defendido interesses de grandes multinacionais que buscam conquistar negócios junto ao governo federal, inclusive em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O escritório Guerra Advogados, do qual é sócia, está representando empresas do setor de energia. Erenice era consultora jurídica do Ministério de Minas e Energia quando a presidente Dilma Rousseff era titular da pasta. Ex-braço-direito de Dilma, de quem foi secretária-executiva na Casa Civil no governo Lula, Erenice assumiu o comando da pasta quando a petista saiu para disputar a Presidência em 2010. A ex-ministra foi prestigiada pela antiga chefe mesmo após ser defenestrada do governo Lula. Erenice estava na ala dos convidados especiais do Palácio do Planalto na cerimônia de transmissão da faixa presidencial de Lula para Dilma. Também foi à festa da posse no Palácio do Itamaraty. Com experiência na administração pública e uma rede de contatos no governo federal, Erenice foi contratada, por meio de seu escritório, pela multinacional Isolux Corsán, com sede na Espanha. Ela atua, por exemplo, em processo administrativo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para rever as condições da concessão de trecho de linhas de transmissão de Tucuruí, sob controle da empresa espanhola. A Isolux afirmou que contratou o Guerra Advogados e outros dois escritórios de advocacia de Brasília “com atuação administrativa junto à Aneel, para a discussão e o encontro de soluções em relação ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão de linhas de transmissão — Linhão de Tucuruí.” Área que Erenice conhece profundamente. Na França, está o controlador de outro megaempreendimento do setor elétrico com a participação de Erenice, segundo fontes credenciadas do setor. A ex-ministra atua na disputa de bilhões de reais entre as usinas de Jirau e Santo Antônio pela alteração do nível do Rio Madeira, duas obras do PAC. Ela, segundo essas fontes, presta consultoria para a Energia Sustentável do Brasil (ESBR), que administra Jirau. A ESBR, que é controlada em 60% de suas ações pela francesa GDF Suez, disse que não se pronuncia sobre o tema da reportagem. Foto: Agência Brasil Segundo políticos que atuam na área de energia, Erenice está intermediando a negociação para venda de ativos da Petrobras na Argentina. E trabalhando para o grupo argentino Indalo, que fez uma oferta de compra. Procurado, o grupo Indalo não se manifestou. Já a Petrobras disse, em um primeiro momento, que não comentaria o assunto. Duas horas e meia depois, informou desconhecer qualquer ligação de Erenice com o grupo Indalo e esse tema. Foto: Luciana Marques/Veja Erenice é filiada ao PT desde 1981. Trabalhou no governo de Cristovam Buarque (na época no PT) no Distrito Federal e na assessoria da bancada do partido na Câmara, onde produzia pareceres técnicos na área de energia. No final de 2002, na equipe de transição, passou a atuar na área de infraestrutura, onde conheceu Dilma. . |
Jacarés invadiram praia repleta de banhistas, as margens do Rio Negro, em Manaus
| BRASIL – Meio Ambiente Jacarés invadiram praia repleta de banhistas, as margens do Rio Negro, em Manaus Assim que alguns dos cerca de 15 mil banhistas que frequentam a badalada praia, da Ponta Negra, as margens do Rio Negro, avistaram jacarés, rondando nas partes rasas do balneário, próximo às crianças, houve correria e pânico. Os bombeiros foram chamados, houve captura de animais, mas a praia, que foi reaberta recentemente - estava interditada por índices alarmantes de afogamentos - foi novamente fechada ao público, agora por causa dos jacarés Foto: Alberto César Araújo/Em Tempo Postado por Toinho de Passira Dois jacarés Açu de aproximadamente dois metros e meio foram capturados neste domingo, 28, na Praia da Ponta Negra, as margens do Rio Negro, em Manaus. Os répteis foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros, nove horas após a primeira aparição dos animais na praia. O balneário, que foi reaberto recentemente, foi novamente interditado se seguir às recomendações dos bombeiros. Após retirarem todos os banhistas da água, por volta das 14h30, a equipe do Corpo de Bombeiros instalou uma rede para fazer a captura dos animais. Durante a tarde, duas vezes os jacarés foram cercados, mas conseguiram sair por baixo da rede. Próximo ao fechamento da praia, as 16h20, um dos animais, de quase dois metros e meio, caiu na armadilha e mais tarde outro, foram arrastado até a margem pela equipe dos bombeiros e em seguida foram levados para a Reserva Sauim Castanheira, no Distrito Industrial II, zona sul de Manaus. Segundo o tenente Marco Antônio Gama, comandante do batalhão fluvial do Corpo de Bombeiros, a praia deve ficar interditada enquanto não houver explicações para a presença dos animais à praia e enquanto pelo menos outro jacaré que foi visto não for capturado. Foto: Nathane Dovale Essa não foi a primeira vez que jacarés são vistos pela Ponta Negra. O tenente Marco Gama informou que em outros anos os répteis apareceram pela praia, mas não tão próximos. “Eles estavam na parte rasa da praia quando foram vistos próximo à área das crianças. Foi preciso um trabalho de paciência para não machucar o bicho. Mas vamos firmar o monitoramento até que os outros animais sejam encontrados”, declarou o comandante do batalhão fluvial, que vai solicitar estudos dos órgãos que cuidam do meio ambiente, e biólogos, procurando explicação da presença dos animais no balneário. Foto: Antonio Lima Além de jacarés, os banhistas viram botos nos arredores da praia da Ponta Negra neste domingo. No entanto, segundo o tenente Gama, o aparecimento desses outros animais, inclusive cobra d’água, é comum na área. "Boto aparece muito, mas não oferecem risco à população", acrescentou. Foto: Antonio Lima A praia da Ponta Negra, ponto turístico badalado, de uma área nobre de Manaus, foi reaberta aos banhistas no dia 10 de abril após um termo de ajustamento de conduta do Ministério Público Estadual, que determinou o aumentou do número de bombeiros e policias na área de lazer. A praia ficou interditada por cinco meses após o afogamento de 13 pessoas. |
28 de abr. de 2013
Carlinhos Cachoeira é detido em blitz da Lei Seca
| BRASIL - Corrupção Carlinhos Cachoeira é detido em blitz da Lei Seca Contraventor foi abordado em blitz na BR-060, negou-se a usar o bafômetro. Foi levado a delegacia e autuado. Pagou fiança de $ 22 mil e foi liberado Foto: Reprodução/ TV Anhanguera Postado por Toinho de Passira O contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi detido na madrugada deste domingo (28) após se recusar a fazer o teste do bafômetro, informou a Polícia Rodoviária Federal em Goiás. Segundo a PRF, Cachoeira foi abordado por policiais em uma blitz da Lei Seca na BR-060, em Anápolis (GO), quando voltava de um show do cantor Gusttavo Lima. Ele foi encaminhado ao 6º Distrito Policial da cidade, onde pagou fiança de R$ 22 mil, o equivalente a 1/4 do valor do carro que dirigia, segundo a PRF, e foi liberado. A carteira de motorista foi apreendida. Cachoeira foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelo juiz federal no processo oriundo da Operação Monte Carlo, pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. O nome de Cachoeira aparece envolvido em duas operações da Polícia Federal: a Monte Carlo e a Saint Michel. A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás. O bicheiro obteve liberdade em 11 de dezembro do ano passado, dias depois de ser preso em razão de sua condenação. Antes, ele havia ficado preso no presídio da Papuda, em Brasília, por nove meses. |
Rose - amante e ex-assessora de Lula - está estressada, texto de Merval Pereira
| BRASIL - Opinião Rose - amante e ex-assessora de Lula - está estressada “As informações são de que Rose está inquieta, considera-se injustiçada e abandonada, e, assim como o núcleo petista ligado ao ex-presidente Lula, não perdoa a forma “implacável e fria” como a presidenta Dilma vem tratando muitos “companheiros”, atingindo importantes quadros do partido, entre os quais ela se insere.”
Postado por Toinho de Passira Os bastidores do processo administrativo disciplinar desencadeado desde fevereiro deste ano pela Controladoria Geral da União (CGU), vinculada à Presidência da República, contra Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo e “amiga íntima” do ex-presidente Lula, estão agitados. As informações são de que Rose está inquieta, considera-se injustiçada e abandonada, e, assim como o núcleo petista ligado ao ex-presidente Lula, não perdoa a forma “implacável e fria” como a presidenta Dilma vem tratando muitos “companheiros”, não apenas no caso do mensalão, mas, sobretudo, pela maneira com que abraçou a bandeira de suposto combate à “corrupção”, atingindo importantes quadros do partido, entre os quais ela se insere. O que se comenta nesses meios petistas é que a presidente só poupa quem lhe é conveniente, como no caso de sua amiga Erenice Guerra, que atua com desenvoltura em Brasília após ter sido exonerada da chefia da Casa Civil por tráfico de influência, ou no dos políticos do PR e do PDT que retornaram ao governo depois de enxotados por corrupção. Muito citado ainda o caso do ministro Fernando Pimentel, que, mesmo sem ter explicado o dinheiro recebido em consultorias, foi tratado com benevolência pela presidente. Desde a instauração da sindicância, as notícias têm vazado, o que revelaria, na opinião dela, interesse na deterioração de sua imagem, atingindo diretamente o próprio Lula e José Dirceu, pessoas próximas a Rose, como é conhecida. E a CGU tem sido implacável em detalhes até surpreendentes para ela. O que irritou, de modo mais específico, Rosemary nos últimos vazamentos foi a notícia de que teria sido apreendida em seu poder a quantia de 33 mil reais em moeda sul-coreana (won), quando, segundo ela, consta do auto de apreensão a quantia de 33 mil won, o que faria toda a diferença. Essa quantia seria algo equivalente a um cafezinho na Coreia do Sul, como dez reais. Foi apreendida ainda uma quantia em dólares (cerca de 20 mil) que, segundo Rosemary, fora comprada licitamente para uma viagem à Disney que faria em dezembro. Apesar do alto poder aquisitivo demonstrado nessa compra antecipada de dólares, Rose garante que todos os seus recursos estão declarados e nega enriquecimento ilícito. Rosemary também demonstra indignação com a divulgação de sua hospedagem na embaixada em Roma como se tivesse cometido algum ilícito. Alega que essas hospedagens são comuns e que esteve lá na condição de amiga do ex-embaixador do Brasil em Roma José Viegas, ex-ministro da Defesa de Lula. A defesa de Rosemary, aliás, está disposta a pedir o levantamento das pessoas que teriam se hospedado em todas as embaixadas brasileiras no exterior na gestão da presidenta Dilma, para averiguar se houve situações análogas, de modo a garantir a isonomia de tratamento. Vários altos funcionários da República, como o ministro Gilberto Carvalho (ex-chefe de Rosemary), Beto Vasconcelos (número dois da Casa Civil) ou Erenice Guerra (ex-ministra da Casa Civil), foram arrolados pela defesa, o que possivelmente demonstra uma estratégia de esmiuçar os meandros da administração pública federal no tocante ao conceito de tráfico de influência, de que Rosemary é acusada. Rosemary teria atuado para a nomeação de uma desembargadora e diretores da Agência Nacional de Águas e da Agência Nacional de Aviação Civil, e intermediado diversos negócios. Seguindo o mesmo raciocínio dos “companheiros” de mensalão, Rosemary tem dito que sempre fez o que é comum em Brasília. Segundo sua defesa, as ações estão “absolutamente dentro da cultura político-institucional brasileira, que demanda essa espécie de contato”. Se o processo administrativo disciplinar contra Rosemary vingar, ela não poderá mais fazer parte do serviço público federal, e certamente uma sanção terá desdobramentos muito negativos no processo penal a que responde. Daí porque causa a Rosemary surpresa a fúria punitiva com que se lança o próprio governo federal contra ela. Ela identifica a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, como a responsável pelo rigor da investigação, e o núcleo petista que reclama disso vê na ministra e em seu marido, o ministro Paulo Bernardo, traços de deslealdade. Até que ponto Rosemary aceitará passivamente servir de bode expiatório? Ou a presidenta Dilma não comanda seus burocratas, e as instituições atuam sob o comando de outros personagens? Rosemary não acredita nisso. *Alteramos o título e acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original |
27 de abr. de 2013
BRASIL – Corrupção: Minha casa, meu negócio
| BRASIL - Corrupção Minha casa, meu negócio Num claro conflito de interesses, parlamentares lucram com contratos milionários do maior programa habitacional do governo. Políticos são beneficiados na venda de terrenos e ao colocar suas próprias empreiteiras para tocar as obras. O deputado pernambucano, Inocêncio Oliveira (PR/PE), está na lista dos favorecidos, faturou alto com a venda de terreno e agora diz que não sabia que lá ia ser construída casas para o programa do governo. Foto: Ilustração IstoÉ Postado por Toinho de Passira De vitrine do governo Dilma Rousseff à vidraça para os órgãos de controle, o programa Minha Casa, Minha Vida se tornou uma fonte de problemas e fraudes. Nas últimas semanas, o jornal "O Globo" denunciou que ex-servidores do Ministério das Cidades integrariam um esquema para ganhar contratos de habitação destinados às faixas mais pobres da população. Os antigos funcionários das Cidades não são, porém, os únicos que lucram com um dos principais programas sociais do governo. Levantamento feito por ISTOÉ indica que a política habitacional criada para ajudar os mais pobres enriquece também deputados e senadores. Os parlamentares se aproveitam de um filão imobiliário que já movimentou R$ 36 bilhões em recursos públicos para a construção de 1,05 milhão de casas e apartamentos para famílias de baixa renda. Os dados do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) – reserva financeira composta por recursos do FGTS e gerenciada pela Caixa Econômica Federal – mostram que parlamentares de diferentes partidos têm obtido vantagens financeiras com o programa de duas maneiras: na venda de terrenos para o assentamento das unidades habitacionais e na obtenção de contratos milionários para obras que são realizadas por suas próprias empreiteiras. Entre eles, os senadores Wilder Morais (DEM-GO) e Edison Lobão Filho (PMDB-MA), filho do ministro de Minas e Energia e presidente da Comissão de Orçamento do Senado, e os deputados Inocêncio Oliveira (PR-PE), Augusto Coutinho (DEM-PE) e Edmar Arruda (PR-PR). O procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), não tem dúvidas da irregularidade de tais práticas. Segundo ele, a utilização de financiamento habitacional de programa do governo a empresas de parlamentares constitui, no mínimo, conflito de interesses. “O parlamentar é um ente público. Assim, quando firma contrato com recursos públicos, ele está dos dois lados do contrato, porque ele é responsável por gerir ou fiscalizar essas verbas. Há uma incompatibilidade. Não é possível servir a dois senhores. Ou você é administração pública ou é empresa”, critica Marinus. Na terça-feira 23, a própria presidenta Dilma admitiu a possibilidade de haver irregularidades no programa e foi enfática ao dizer que o governo tem a obrigação de investigá-las. Os casos levantados pela reportagem, segundo o procurador, podem ser apenas uma mostra de um crime muito maior. É prática corrente colocar empresas e imóveis, como terrenos, em nome de terceiros, o que dificulta a fiscalização. Mas em Pernambuco o vínculo com o parlamentar beneficiado é direto. No Estado, nove mil das 20 mil casas prometidas pelo programa do governo federal já foram entregues. A especulação imobiliária é intensa, como também é grande a oferta de enormes áreas para a construção das casas populares. Apesar disso, a construtora Duarte, uma empreiteira local que abocanhou o contrato para erguer 1.500 casas no município de Serra Talhada, escolheu justamente as terras do deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) para construir as habitações. A área de 34 hectares fora adquirida pelo parlamentar 30 anos atrás, antes de ser desapropriada pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). Era parte de uma fazenda, que foi dividida em vários lotes. O lote em questão foi declarado por Inocêncio à Justiça Eleitoral em 2010 pelo valor de R$ 151 mil. No mesmo ano, ele vendeu o terreno à construtora do programa Minha Casa, Minha Vida por R$ 2,6 milhões, de acordo com registros do cartório do 1º ofício de Serra Talhada. Ou seja, uma valorização espontânea de 1.600%. Procurado por ISTOÉ, Inocêncio confirmou o negócio, mas disse ter recebido “apenas R$ 1 milhão”, dando a entender que a empreiteira registrou valor diferente. O parlamentar disse ainda desconhecer o uso da área. “Eu não tenho nada a ver com a Caixa. Vendi para uma empresa particular”, afirma. Coincidência ou não, o negócio foi fechado no fim de 2010, momento em que a prefeitura de Serra Talhada era comandada por Carlos Evandro, do PR, um colega de partido de Inocêncio. Foto: IstoÉ No Recife, o deputado federal Augusto Coutinho (DEM) também tenta tirar proveito do programa Minha Casa, Minha Vida, seguindo o exemplo de Inocêncio Oliveira. O governo negocia com o parlamentar a compra de uma área de 2.400 metros localizada no bairro de Campo Grande para construção das casas populares. As terras estariam registradas em nome de sua construtora, a Heco. Os valores precisos da negociação não foram divulgados. Coutinho já declarou que não aceita menos de R$ 300 mil para ceder o terreno para o Minha Casa, Minha vida. O caso, no entanto, deve parar na Justiça. A prefeitura, nas mãos do PSB, alega que a área é de propriedade da Marinha.
No Estado de Goiás, a história se repete. Em Nerópolis, município próximo a Goiânia, a Orca Incorporadora constrói o conjunto residencial Alda Tavares. A empreiteira é do senador Wilder Morais (DEM), que assumiu o gabinete de Demóstenes Torres após sua cassação por envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Até o final de 2012, só em contratos com a Caixa, a empresa de Morais faturou R$ 42,1 milhões. O empreendimento de Nerópolis está sendo investigado pelo Ministério Público de Goiás depois que moradores relataram que as casas lá são feitas com chapas metálicas. Os choques elétricos são rotina, um dos beneficiados do programa disse que seu cachorro morreu eletrocutado no quarto do filho. A construtora do senador também tem empreendimentos populares em Aparecida de Goiânia. Procurado por ISTOÉ, Morais não retornou as ligações. Questionada pela reportagem, a Caixa também não se manifestou. O ex-superintendente da Caixa Econômica Federal José Carlos Nunes diz que os métodos de escolha dos terrenos e empresas para o Minha Casa, Minha Vida ainda não são uniformes. “Tudo fica a critério da Caixa, que escolhe quem quer”, critica Nunes.
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Crise Congresso versus STF foi fabricada em 1min47s
| BRASIL – Crise Crise Congresso versus STF foi fabricada em 1min47s Em ritmo de narrador de corrida de cavalos, o companheiro Décio encaminha a emenda para a reta de chegada. “Continua em discussão. Não havendo quem queira discuti-la, em votação parecer do eminente deputado João Campos. Os senhores deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. Aprovado. Foto: Agência Câmara Postado por Toinho de Passira A crise que eletrifica as relações do Congresso com o STF há 72 horas foi fabricada numa pseudovotação que durou 1 minuto e 47 segundos . Foi o tempo que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara levou para aprovar, na tarde de quarta-feira, a proposta de emenda constitucional que submete algumas decisões do Supremo ao crivo do Legislativo. O condenado do mensalão José Genoino (PT-SP) pediu pressa: “É bom a gente votar logo.”
São membros da comissão 130 deputados, entre titulares e suplentes. Documento oficial informa que estavam presentes 67. Lorota. A secretaria da comissão informou à direção da Câmara que o quórum restringia-se a cerca de 20 parlamentares. Os outros passaram pela comissão, assinaram a lista de presença e foram embora. Entre os que ficaram, não houve quem se animasse a debater a matéria. Apresentada pelo petista Nazareno Fonteles (PI) e relatada pelo tucano João Campos (GO), a proposta tóxica foi levada a voto em sessão presidida por Décio Lima (SC), também petista. Havia outros projetos na fila. Mas os relatores ausentaram-se. “A gente segue a pauta e espera o relator”, sugeriu Genoino. Decidiu-se inverter a ordem de votação. Décio Lima, um deputado ligado à ministra petista Ideli Salvatti (Relações Institucionais da Presidência), explicou que o companheiro Fonteles já havia requerido a inversão. E começou a ler o enunciado da proposta. Prevê que algumas decisões do STF só valerão depois de passar pelo aval do Congresso. Entre elas as declarações de inconstitucionalidade e as súmulas vinculantes, editadas pelo Supremo para guiar as sentenças das instâncias inferiores do Judiciário. O petista Décio informou que o tucano João Campos opinara a favor da “admissibilidade” da emenda. Significa dizer que, na opinião dele, o texto não ofende a Constituição e respeita a boa técnica legislativa. “Há votos em separado”, prosseguiu o presidente da sessão, referindo-se aos relatórios que pediam a rejeição da emenda –um de Paes Landim Cunha (PDT-RS).
Em ritmo de toque de caixa, Décio Lima absteve-se de pedir que fossem lidos os relatórios. Seguiu adiante: “Em discussão o parecer do deputado João Campos.” Passou a palavra para Onofre Santo Agustini (PSD-SC). Imaginou-se que seria aberto o debate. Engano. “Vou apenas fazer o seguinte comentário: como é apenas votar a admissibilidade, não vejo razão para discutir. Sou favorável à PEC”, limitou-se a dizer Onofre Agustini. E Décio Lima, voltando ao acelerador: “Continua em discussão o parecer. Não havendo quem…” Súbito, o presidente percebe que Genoino deseja falar. Autoriza. “Senhor presidente, eu já expressei que sou favorável à PEC”, diz o condenado do STF. “E é bom a gente votar logo a admissibilidade dela.” Em ritmo de narrador de corrida de cavalos, o companheiro Décio encaminha a emenda para a reta de chegada. “Continua em discussão. Não havendo quem queira discuti-la, em votação parecer do eminente deputado João Campos. Os senhores deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. Aprovado.” Entre o “permaneçam como se encontram” e o “aprovado” não decorreu nem o tempo de um suspiro. Encerrado o arremedo de votação, ouve-se ao fundo a voz do tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Réu no processo do mensalão do PSDB mineiro, à espera de julgamento no STF, ele avisa a Décio Lima que “já chegou o realator” de outro projeto. Pede que a sessão siga seu curso. Na linha de montagem da Comissão de Justiça, estava fabricada a crise que, irresolvida, invadiu o final de semana. Nesta sexta-feira, o ministro Dias Toffoli, do STF, enviou ofício ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Determinou que sejam encaminhadas à Corte, em 72 horas (a contar do recebimento), explicações sobre o que se passou na Comissão de Constituição e Justiça. Fez isso porque lhe coube relatar um mandado de segurança impetrado pelo PSDB e pelo ex-PPS, agora MD.
Um dos signatário da peça, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), vive uma experiência paradoxal. Recorre ao STF para brecar a tramitação da proposta que seu vice-líder, o deputado João Campos, referendou. Para Sampaio, o projeto do petista Fonteles não é apenas inconstitucional. Trata-se de “uma aberração”. Para o bico de Campos, é uma “ponderada contribuição”, capaz de devolver o STF ao seu lugar. “O Supremo vem se tornando um superlegislativo”, anota o tucano em seu parecer. Surpreendido com a novidade, Henrique Alves conversou com o petista Décio Lima, o presidente do desastre. Perguntou o que sucedera. Ouviu uma explicação singela: a pauta da comissão está atulhada e ele decidiu limpar as prateleiras. A emenda de Fonteles era de 2011. E não havia razões para sobrestá-la. Numa tentativa de jogar água fria na fervura, Henrique Alves decidiu levar a emenda ao freezer. Adiou por tempo indeterminado a comissão especial que teria de ser constituída para analisar o mérito da emenda anti-STF depois que a Comissão de Justiça considerou-a apta a tramitar. Nesta segunda-feira, Henrique e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se reunirão com o ministro Gilmar Mendes, do STF. Tentarão convencê-lo a rever a liminar que sustou a tramitação do projeto de lei que impõe um torniquete financeiro e de propaganda aos novos partidos. No condomínio governista, dá-se de barato que a liminar de Gilmar foi uma reação à emenda do companheiro Fonteles. Há nos arquivos da Câmara um documento que mostra como nascem os desastres no Legislativo. Antes de apresentar uma emenda à Constituição, o autor precisa recolher as assinaturas de apoiadores. O deputado Nazareno Fonteles arrastou para dentro de sua emenda 219 jamegões. Gente de todos os partidos –de Chico Alencar (PSOL-RJ) a Ronaldo Caiado (DEM-GO), de Tiririca (PR-SP) ao pastor Marco Feliciano (PSC-SP), de Renan Filho (PMDB-AL) a Zeca Dirceu (PT-PR). Em tese, quem assina deve ler ao menos o cabeçalho da emenda. E a proposta de Nazareno é explícita da primeira letra ao ponto final. Quer dizer: está-se diante de um despautério coletivo. |
Dilma prepara saída de aliados de Eduardo Campos do governo federal
| BRASIL – Eleição 2014 Dilma prepara saída de aliados de Eduardo Campos do governo federal Ao receber o relato sobre o conteúdo do programa do PSB veiculado na quinta-feira, presidente teria se irritado e interpretado as críticas do governador como um sinal incontestável de que ele será candidato em 2014 e está em campanha. Surpreendente era ela ainda ter dúvidas.
Foto: Aluisio Moreira/SEI Postado por Toinho de Passira A presidente Dilma Rousseff decidiu reagir às críticas do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à sua gestão e à montagem da equipe de auxiliares, feitas no programa político do PSB que foi exibido na quinta-feira. Provável candidato à Presidência em 2014, Campos não citou diretamente o nome da presidente, mas o Planalto entendeu a mensagem do programa como ataque ao governo e, nos bastidores, já se prepara para tirar do PSB os cargos que possui na esfera federal. Há um mês, todos os socialistas que estavam nas Indústrias Nucleares do Brasil (INB) foram demitidos e substituídos por petistas. No governo, o entendimento é de que o discurso do PSB tem sido de oposição. A ira da presidente deve atingir primeiro os cargos do PSB na presidência da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), com orçamento de investimentos de R$ 1,9 bilhão para este ano, e a direção da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), investimentos previstos de R$ 112 milhões. Tanto João Bosco de Almeida, da Chesf, quanto Marcelo Dourado, da Sudeco, são ligados a Campos. MINISTÉRIOS Sorte diferente podem ter os ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e Leônidas Cristino (Portos), que já estariam negociando a saída do PSB. Bezerra pode estar a caminho do PT, enquanto Cristino deverá ir para o PSD ou para o PRB. Patronos de Cristino, os irmãos Cid e Ciro Gomes negociam a filiação dele ao PSD, partido do ex-prefeito Gilberto Kassab, que esteve na quinta em Fortaleza para uma conversa com o governador. Cid e Ciro apoiam a reeleição de Dilma e discordam da provável candidatura de Campos em 2014. O senador Eunício Oliveira (PMDB), que comanda o PRB no Ceará, também ofereceu o partido para Cristino. Oficialmente, a Secretaria de Imprensa da Presidência informou que Dilma Rousseff não faria comentários sobre o programa do PSB. De acordo com a secretaria, a presidente não assistiu ao programa, pois estava de viagem à Argentina. Porém sabe-se que todo o conteúdo da fala do governador de Pernambuco foi transmitido a Dilma, que teria ficado furiosa. No Recife, Campos não quis comentar o iminente rompimento. De acordo com sua assessoria, ele está tranquilo e continua dizendo que só trata de 2014 em 2014. Se depender do PT, o PSB deverá sair do governo o mais rápido possível. "O Eduardo Campos é candidato à Presidência e está em campanha. O governo tem de decidir logo essa situação. Não dá para ficar protelando até o final do ano, pois o PSB já rompeu com o governo", afirmou o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE). "Separou, separou. Cada um vai para seu lado cuidar da vida. Só não pode ocupar os cargos no governo e fazer o papel de oposição", acrescentou ainda o líder petista. 'PADRINHO FORTE' O que mais desagradou à presidente Dilma Rousseff no programa eleitoral do PSB, segundo auxiliares, foi a afirmativa de Eduardo Campos de que "cargo público tem que ser ocupado por quem tem capacidade, mérito, sobretudo espírito de liderança; e não por um incompetente, que é nomeado somente porque tem um padrinho político forte". No Planalto, assessores da presidente devolvem com uma pergunta: "Será que esse incompetente não é afilhado do Eduardo Campos?". A limpeza dos quadros do PSB do governo de fato já começou. Há exatamente um mês o Diário Oficial da União publicou a demissão de três dirigentes do partido: Alfredo Tranjan Filho, então presidente da INB e os diretores Samuel Fayad Filho e Athayde Pereira Martins. Todos eles foram substituídos por petistas. O presidente do PSB fluminense, Alexandre Cardoso, que também é prefeito de Duque de Caxias, ficou irritado com as demissões, feitas de surpresa. "Estamos sofrendo pressão do governo e do PT por todo lado", disse Cardoso. Para apimentar as coisas o senador Aécio Neves (PSDB-MG) aproveitou as críticas feitas ao governo Dilma Rousseff pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para dar boas-vindas à oposição ao seu possível adversário na disputa pela Presidência em 2014. "Na verdade, dou as boas-vindas ao companheiro Eduardo Campos no campo oposicionista. É uma demonstração clara da fragilização por que vem passando o governo. Estamos falando de setores que eram governo e que vêm para o campo da oposição, e são muito bem-vindos", disse Aécio. Para o tucano, o descolamento de Eduardo Campos da base aliada de Dilma, onde o PSB ainda ocupa cargos, é bom para a política brasileira e não atrapalha suas pretensões de chegar ao Planalto. "Para que a população tenha opções, nós, do PSDB, estimulamos que outras candidaturas possam surgir, independente de disputarem conosco". PRINCIPAIS CARGOS DO PSB NO GOVERNO FEDERAL Min. da Integração Nacional - Fernando Bezerra Coelho. Aliado político do governador Eduardo Campos, ex-PDS, PFL e PMDB, ele pode agora deixar o PSB e migrar para o PT. Secretaria dos Portos - Leônidas Cristino. Nome da cota do ex-ministro Ciro Gomes e de seu irmão, o governador Cid Gomes (Ceará), pode também deixar o PSB e ir para o PSD. Superintendente da Sudeco - Marcelo de Almeida Dourado. Historiador, ex-secretário de Turismo do DF, foi indicado pelo senador Rodrigo Rollemberg, líder do PSB no Senado. Presidente da Chesf - João Bosco de Almeida. Engenheiro elétrico, nome de confiança do governador Eduardo Campos, de quem foi secretário de Recursos Energéticos. |
Sir Winston Churchill na próxima cédula do Bank of England
| INGLATERRA – Homenagem Sir Churchill na próxima cédula do Bank of England O lendário primeiro Ministro britânico estampará a nota de 5 libras, que estará em circulação a partir de 2016 Imagem do Bank of England Postado por Toinho de Passira O Banco da Inglaterra divulgou nesta sexta-feira (26) as primeiras imagens de uma nova nota de 5 libras que vai homenagear o estadista britânico Winston Churchill. A nota, que está prevista para entrar em circulação apenas em 2016. Churchill foi primeiro-ministro do Reino Unido em duas ocasiões, nos períodos de 1940-1945 e 1951-1955. Ele foi responsável por comandar e defender o país durante a Segunda Guerra Mundial, e também recebeu o prêmio Nobel de literatura em 1953. Churchill é considerado um dos mais importantes estadistas da história do Reino Unido. As notas britânicas mostram a imagem da rainha Elizabeth 2º em todas as cédulas. No outro lado, imagens de personalidades nacionais se alternam a cada 10 ou 20 anos. Churchill irá substituir a imagem da reformista social Elizabeth Fry. Isaac Newton, William Shakespeare e Charles Darwin, entre outras personalidades, já foram ou estão estampadas nas notas de libra.
O projeto inclui um retrato de Winston de Westminster e a Torre Elizabeth com vista sobre a ponte de Westminster. Os ponteiros do relógio da torre, o lendário Big Ben, estará marcando 15 horas, o horário aproximado em 13 de maio de 1940, quando Winston Churchill, num discurso na Câmara dos Comuns declarou: “Não tenho nada para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor”. Esta declaração aparecerá ao pé do retrato do estadista, na nota. Por fim, ao fundo, uma imagem da medalha representativa do Prêmio Nobel de Literatura, que lhe foi concedido em 1953 para a literatura, juntamente com o texto da citação prêmio: "pela sua mestria na descrição histórica e biográfica, bem como pela brilhante e veemente oratória em defesa dos valores humanos." Qualquer cidadão pode apresentar ao Banco de Londres, sugestões para personalidades diversas figurar nas cédulas inglesas, embora o banco não esteja obrigado a aceitar as indicações, principalmente por seu princípio escolher apenas personalidades que tiveram uma "contribuição indiscutível na sua área específica de trabalho." A lista de sugestões atual inclui Princesa Diana, os Beatles, o poeta William Blake e naturalista Sir David Attenborough. Supreendentemente Lady Margareth Thatcher não está incluída na lista de sugestões públicas. Essa é a segunda vez que ele aparecerá no dinheiro britânico. Foi o primeiro plebeu a ser retratado em moeda corrente no Reino Unido, em 1965, como uma moeda de cinco shilling. Perguntado por que só agora o Sir Winston Churchill estava sendo homenageado, o presidente do Banco da Inglaterra, Sir Mervyn Allister King, disse que ele é a figura mais contemporânea a aparecer em qualquer nota. "Normalmente, nós deixamos que um período mais longo de tempo passe antes que a personalidade seja escolhida”. "A primeira figura histórica a aparecer em uma nota do banco foi somente em 1970”. Durante esse tempo quinze figuras históricas se reversam Churchill é apenas a segunda figura do século 20, a receber a homenagem. |
26 de abr. de 2013
Tese de mestrado sobre Valesca Popozuda?
| BRASIL - Bizarro Tese de mestrado sobre Valesca Popozuda? Na Universidade Federal Fluminense, a estudante Mariana Gomes passou em 2° lugar com louvor, após apresentar uma dissertação de mestrado sobre o funk e funkeiras como Valesca Popozuda. O tema, que dividiu opiniões, foi comentado de forma pejorativa pela apresentadora do telejornal SBT Brasil, Rachel Sheherazade, que disse que o funk feria seus ouvidos dela e achou a tese uma tolice. O mundo funk e academia abriu guerra contra a apresentadora Foto: Léo Ramos Postado por T oinho de Passira O projeto de mestrado da estudante Mariana Gomes, intitulado "My pussy é o poder - A representação feminina através do funk no Rio de Janeiro: Identidade, feminismo e indústria cultural, (pussy para os que não sabem, é a maneira mais chula de se intitular a genitália feminina em inglês.), foi aprovada em segundo lugar na Universidade Federal Fluminense (UFF) para o mestrado em Cultura e Territorialidades. A proposta do trabalho é ampla e analisará o movimento funk, no Rio de Janeiro, sob a ótica da presença feminina, sensualidade e espaço para protagonizar algumas ações do fenômeno. Valeska Popozuda é uma da funkeiras que será analisada na tese, mas alguns acreditaram que o estudo iria se centralizar nela, e houve reações de espanto e ate indignação sobre a suposta banalidade do tema. Mariana se propôs a estudar as relações de gênero no mundo funk, problematizando e até contestando a teoria de que funkeiras como Valeska Popozuda e Tati Quebra-Barraco seriam "o último grito do feminismo". Polemizando mais a coisa, na semana passada, a apresentadora do telejornal SBT Brasil, Rachel Sheherazade, afirmou, em tom pejorativo, que o " funk carioca, que fere meus ouvidos de morte, foi descrito como manifestação cultural. E o pior é que ele é, pois se cultura é tudo o que o povo produz, do luxo ao lixo, o funk é tão cultura quanto bossa nova". Para a apresentadora, dissertações como essa são inevitáveis no contexto de mais "popularização da universidade". Ao tomar conhecimento das declarações no telejornal, a mestranda escreveu uma carta-resposta em seu blog no último domingo (21), onde Mariana questiona, dentre outros pontos, se Rachel teria ao menos lido seu projeto, de estudo. O texto teve mais de 10 mil compartilhamentos no Facebook. O preconceito dela começa quando o assunto é popular. Chamar o funk de lixo é não abrir os olhos para uma realidade concreta. Ela direciona isso ao local da favela. A opinião dela tem uma questão de classe muito forte - afirmou Mariana. Foto: Léo Ramos Por sua vez, Valeska disse que não iria responder a "essa jornalista dos anos 20", que "vive presa na época em que a mulher nem direito de frequentar uma escola tinha". No entanto, a funkeira afirmou:
Foto: Léo Ramos Menos de um mês depois, sete formandos do curso escolheram ninguém menos do que a funkeira Valeska Popozuda como patronesse na cerimônia de colação de grau. |
A quadratura da bola, de Nelson Motta, para O Globo
| BRASIL - Opinião A quadratura da bola ”… a atual seleção, seria goleado pelo Bayern com facilidade”. “Em dez jogos contra Espanha, Alemanha ou Argentina perderíamos seis ou mais”.
Foto: AFP Postado por Toinho de Passira Antigamente, quando o Brasil era um país pobre e atrasado, o futebol tinha enorme relevância não só por ser uma paixão nacional, mas pela crença de que, na falta de outros, tínhamos esse dom para jogar bola como nenhum povo do mundo. O futebol era nossa única esperança de excelência internacional, éramos a pátria de chuteiras, era nossa vingança contra o mundo rico e desenvolvido, mas de cintura dura. Por tudo isso, perder a final para o Uruguai no Maracanã em 1950 teve o peso de uma tragédia nacional, com profundos reflexos na nossa já combalida autoestima. Por tudo isso, a vitória na Suécia em 1958 com Pelé e Garrincha não só maravilhou o mundo como nos redimiu do complexo de vira-lata perdedor e se tornou um marco do desenvolvimento e da modernização do país nos Anos JK. Muita bola rolou de lá pra cá, e fomos descobrindo que, além dos temidos e invejados argentinos, jogadores de outros países podiam ter tanta habilidade individual como nós, e muito mais espírito coletivo e tático, como o "carrossel holandês" de Cruyff e do professor Rinus Michels em 1974. Hoje em 19º lugar no ranking da Fifa, há anos não ganhamos de seleções de primeira linha, o Santos foi humilhado pelo Barcelona em Tóquio, e qualquer outro time brasileiro, ou mesmo a atual seleção, seria goleado pelo Bayern com facilidade. Em dez jogos contra Espanha, Alemanha ou Argentina perderíamos seis ou mais. Quando se alterna na televisão os jogos das grandes ligas europeias e do Brasileirão, pela lentidão e violência, pelos gramados carecas, pela pobreza técnica e tática, pelas torcidas selvagens, os nossos parecem jogos da segunda divisão. A ilusão dos reis do futebol acabou. Mas somos a sétima economia do mundo, nossa agricultura alimenta o planeta, lideramos em várias áreas de produção, nossa música é sucesso internacional, o vôlei e outros esportes nos dão grandes alegrias, temos muitos motivos de orgulho, energia, crédito, divisas, mas enquanto o Brasil, a CBF e a cartolagem ficavam ricos, o futebol empobrecia. Restou a antiga paixão. E o pesadelo de enfrentar a Argentina numa final no Maracanã. A ilusão dos reis do futebol acabou. Restou o pesadelo de enfrentar a Argentina numa final no Maracanã. |
STF tem a palavra final, de Merval Pereira, para O Globo
| BRASIL - Opinião STF tem a palavra final ”O equilíbrio entre os poderes da República será quebrado caso o escandaloso projeto de emenda constitucional aprovado pela CCJ da Câmara, prossiga até o final do processo legislativo”. Foto:Pedro Ladeira/AFP Postado por Toinho de Passira Não há como negar a existência de uma crise entre o Legislativo e o Judiciário neste momento, e o pano de fundo é o julgamento do mensalão, agora na sua fase decisiva. Há diferenças fundamentais, no entanto, entre decisões tomadas nas últimas horas que geraram esse ambiente de mal-estar institucional. O equilíbrio entre os poderes da República será quebrado caso o escandaloso projeto de emenda constitucional aprovado pela CCJ da Câmara, dando ao Congresso a possibilidade de rever decisões do Supremo e até mesmo submeter algumas delas a plebiscito, prossiga até o final do processo legislativo. Uma retaliação clara de um grupo petista à atuação do Supremo no julgamento do mensalão. Já a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes sustando a tramitação do projeto de lei que cria obstáculos a novos partidos segue rigorosamente a jurisprudência da Corte e representa a defesa constitucional dos “princípios democráticos, do pluripartidarismo e da liberdade de criação de legendas.” A base de toda discordância está na não aceitação por parte de grupos políticos da predominância do Supremo Tribunal Federal no que se refere à interpretação constitucional. É com o objetivo de ressaltar esse papel do Supremo de dar a última palavra em termos de Constituição que o ministro Gilmar Mendes lembra na liminar que, quando analisou a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o PSD, que tinha o objetivo de impedir que os parlamentares que foram para a nova legenda levassem consigo o tempo de televisão e o dinheiro do Fundo Partidário, o Supremo decidiu “assegurar aos partidos novos, criados após a realização das últimas eleições gerais para a Câmara dos Deputados, o direito de acesso proporcional aos dois terços do tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, considerada a representação dos deputados federais". Diante desta decisão, que, lembra Gilmar Mendes, foi acatada na última eleição municipal, o projeto de lei “parece afrontar diretamente a interpretação constitucional veiculada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 4.430, Rel. Min. Dias Toffoli, a qual resultou de gradual evolução da jurisprudência da Corte, conforme demonstrado”. O presidente do Senado, Renan Calheiros, levou a questão para o plano emocional quando afirmou que “da mesma forma que não interferimos no Judiciário, não aceitamos que o Judiciário influa nas nossas decisões”. Na própria liminar o ministro Gilmar Mendes já respondera a essa acusação reproduzindo um texto do decano da Corte, o ministro Celso de Mello, que diz que o Supremo pode interferir “sempre que os corpos legislativos ultrapassem os limites delineados pela Constituição ou exerçam as suas atribuições institucionais com ofensa a direitos públicos subjetivos impregnados de qualificação constitucional e titularizados, ou não, por membros do Congresso Nacional”. Para o ministro Gilmar Mendes, diante da decisão anterior do STF, “a aprovação do projeto de lei em exame significará, assim, o tratamento desigual de parlamentares e partidos políticos em uma mesma legislatura. Essa interferência seria ofensiva à lealdade da concorrência democrática, afigurando-se casuística e direcionada a atores políticos específicos”. O ministro Gilmar Mendes trouxe ao debate mais uma vez, na sua liminar, a impossibilidade de se alterar uma decisão do STF através de um projeto de lei, coisa que o próprio Supremo já considerou inconstitucional. A esse respeito, há a famosa discussão entre Rui Barbosa e Pinheiro Machado, que criticava uma decisão do STF. O episódio foi lembrado por Celso de Mello durante o julgamento do mensalão, dizendo que Rui definira “com precisão” o poder da Suprema Corte em matéria constitucional: “Em todas as organizações, políticas ou judiciais, há sempre uma autoridade extrema para errar em último lugar. O Supremo Tribunal Federal, não sendo infalível, pode errar. Mas a alguém deve ficar o direito de errar por último, a alguém deve ficar o direito de decidir por último, de dizer alguma coisa que deva ser considerada como erro ou como verdade.” *Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original |
Terrorista de Boston é transferido de hospital para prisão
| ESTADOS UNIDOS – Atentado Boston Terrorista é transferido de hospital para prisão Dzhokhar Tsarnaev, apontado como um dos responsáveis pelas explosões perto da linha de chegada da Maratona de Boston, no último dia 15, foi transferido nesta sexta-feira do hospital para uma prisão em Fort Devens, Massachusetts, de acordo com o serviço de segurança dos Estados Unidos. Durante o interrogatório ele admitiu que ele e o irmão planejaram detonar uma das suas “panelas de pressão”, no Time Square em Nova Iorque.
Postado por Toinho de Passira O terrorista responsável pelo atentado na Maratona de Boston, Dzhokhar Tsarnaev, 19 anos, foi transferido do Centro Médico Beth Israel Deaconess, onde estava internado desde a captura na semana passada para uma prisão em Fort Devens, no Estado do Massachusetts. Trata-se de uma antiga base militar do Exército dos EUA desativada, transformada em presídio especial de segurança máxima, onde são tratados os presos federais que necessitam de cuidados de cuidados médicos e psiquiátricos de longo prazo. Tsarnaev está se recuperando de um tiro na garganta e outros ferimentos sofridos durante sua tentativa de fuga. Foto: Hossemator/Twitter O jovem checheno foi capturado na última sexta-feira e, desde então, estava hospitalizado em Boston. Mesmo se recuperando de ferimentos graves, ele respondeu às perguntas dos investigadores, e já foi legalmente indiciado pelos atentados. Foto: Andrew Ktizenberg/www.getonhand.com A dica deu início a uma perseguição policial que foi seguida pelo tiroteio que matou Tamerlan por volta da 1h de sexta-feira e em um policial ficou ferido. Dzhokhar ainda conseguiria fugir e permanecer escondido por quase todo o dia, sendo capturado de noite dentro de um barco. O suspeito preso, confessou que ele e o irmão realizaram o atentado que deixou três mortos e quase 300 feridos. Foto: VKontakt |
25 de abr. de 2013
Garçons Marajá do Senado ganham até R$ 15 mil
| BRASIL - Mordomia Garçons Marajá do Senado ganham até R$ 15 mil Nomeados por atos secretos em 2001, sete garçons recebem remuneração de Assistentes de Plenário para servir cafezinho aos senadores, ganhando 20 Foto: Ailton de Freitas/O Globo Postado por Toinho de Passira O cafezinho dos senadores tem um custo alto, menos pelo produto servido, mais pelos garçons que servem os parlamentares no plenário e na área contígua. O Senado tem uma equipe de garçons com salários até 20 vezes maiores do que o piso da categoria em Brasília. Para servir os senadores, sete garçons recebem remuneração entre R$ 7,3 mil e R$ 14,6 mil - três deles atuam exclusivamente no plenário, e quatro ficam no cafezinho aos fundos, onde circulam parlamentares, assessores e jornalistas. O grupo ocupa cargo comissionado na Secretaria Geral da Mesa com título de assistente parlamentar. Todos nomeados de uma só vez, num dos atos secretos editados em 2001 pelo então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, hoje deputado distrital. Nestes 12 anos, os garçons (ou assistentes parlamentares) foram promovidos a cargos comissionados superiores ao mencionado no ato secreto: saíram do AP-5, que tem remuneração básica de R$ 3,3 mil, para o AP-4 e até mesmo o AP-2, com vencimentos básicos de R$ 6,7 mil e R$ 8,5 mil, respectivamente. Em março, o maior salário pago foi a José Antonio Paiva Torres, o Zezinho, que serve exclusivamente os senadores no plenário. Ele recebeu R$ 5,2 mil somente em horas extras. A remuneração bruta chegou a R$ 14,6 mil.
Outros dois garçons também têm a obrigação de cuidar do cafezinho dos senadores no plenário. Um deles é Jonson Alves Moreira, que virou notícia na última sexta-feira, quando O GLOBO mostrou Jonson fazendo as vezes de um dublê de senador, num plenário vazio, a pedido do único orador que fazia uso da palavra naquele momento, João Costa (PPL-TO). Enquanto João Costa falava, Jonson concordava com a cabeça. O salário pago a ele em março foi de R$ 7,3 mil. Na copa, ficam os outros quatro garçons. Todos eles são amigos de longa data. O grupo assumiu os cargos de uma só vez, em 17 e 18 de outubro de 2001, menos de um mês depois da edição do ato secreto por Agaciel Maia, hoje deputado distrital. Boa parte era vinculada a empresas terceirizadas. A nomeação a um cargo comissionado ocorreu num momento de vazio da gestão do Senado. O ato secreto é de 20 de setembro de 2001, dois dias depois da renúncia do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) ao mandato e à presidência do Senado, e no dia em que Ramez Tebet assumiu o comando da Casa. - Aqui todo mundo se conhece há um tempo, a gente viu muitos senadores passarem por aqui. O serviço é bem tranquilo - diz um dos garçons do Senado. Os assistentes parlamentares estão vinculados à Secretaria Geral da Mesa. A secretaria, aliás, tem um garçom do grupo - que diz apenas distribuir papéis atualmente - à sua disposição. O Senado considera “regularizada” a situação dos sete garçons, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quarta-feira que levantaria os dados sobre a situação dos servidores para informar até o fim do dia o que poderia ser feito. No fim da tarde, a Secretaria de Comunicação Social do Senado divulgou nota em que nega a existência hoje de atos secretos. “Todos os atos estão devidamente regularizados e publicados, inclusive os citados na reportagem”, diz a nota. Foto: Ailton de Freitas/O Globo Desde a chegada à presidência do Senado, em fevereiro, Renan vem anunciando medidas de cortes de gastos, uma forma de melhorar a imagem da Casa e do próprio senador, denunciado pela Procuradoria Geral da República por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso num suposto esquema de notas frias. |










Foto: Divulagação














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