30 de nov de 2012

Em Israel, vitória da Palestina no ONU
é considerado 'bofetão diplomático'

BRASIL -
Em Israel, vitória da Palestina no ONU
é considerado 'bofetão diplomático'
A aprovação na Assembleia Geral da ONU da elevação do status palestino na entidade para "Estado observador não-membro" - uma resolução a que Israel e Estados Unidos se opuseram traz consequência diferentes no Oriente Médio. De um lado os palestinos festejam, o que chamam a certidão de nascimento da sua pátria, do outro os judeus, cobram do primeiro minsitro Netanyahy, o que chamam de uma derrota vergonhosa

Foto: Marko Djurica / Reuters

Um menino palestino acena com uma bandeira Palestinain durante um comício na Cisjordânia, em Ramallah, na festa de comemoração da resolução na ONU

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Times of Israel, Haaretz , The New York Times, G1, Ultimo Segundo com AP, Reuters e AFP

Enquanto nos territórios palestinos a população comemora o novo status de "Estado observador não-membro" nas Nações Unidas, em Israel o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu vem sendo responsabilizado pelo que os críticos consideram uma grave derrota diplomática.

Nesta quinta-feira, a Assembleia Geral da ONU aprovou por 138 votos a favor, 9 contra e 41 abstenções a nova condição para os palestinos, que os equipara à condição do Estado do Vaticano.

O respaldo ao pedido palestino por reconhecimento como Estado superou até os cálculos mais otimistas da Autoridade Nacional Palestina e de seu presidente, Mahmoud Abbas.

Mas o que para Abbas foi um grande triunfo diplomático, para Netanyahu é um revés que muitos em Israel já estão lhe cobrando.

Foto: Andrew Gombert / EPA

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, centro, chanceler palestino Reyad al-Maliki, direito, e outros membros da delegação palestina emocionados após a votação das Nações Unidas da resolução que considerou a Palestina "Estado observador não-membro" nas Nações Unidas

'Bofetão'

A deputada Shelly Yacimovich, presidente do Partido Trabalhista, de oposição, afirmou que o resultado da votação na ONU é consequência da política externa de Netanyahu e do aprofundamento da paralisação do processo de paz com os palestinos.

Em declarações à imprensa local, Yacimovich afirmou que Netanyahy e o chanceler Avigdor Lieberman "envergonharam o país internacionalmente" e presentearam os palestinos com uma vitória histórica.

Zahava Gal On, presidente do partido pacifista Meretz, afirmou que a comunidade internacional "deu um bofetão na cara de Netanyahu", mas assegurou que o reconhecimento palestino poderia ajudar Israel a se envolver de novo no processo de paz.

A se julgar pelas declarações dos principais porta-vozes israelenses, porém, é pouco provável que o novo status palestino possa ter esse efeito.

Lieberman afirmou que o discurso de Abbas na ONU pedindo "um certificado de nascimento para a Palestina" demonstra que ele não está interessado na paz.

Foto: Issam Rimawi/Flash90

Palestinos comemorando em Ramallah

'Luz de advertência'

Em sua edição desta sexta-feira, o diário israelense Haaretz afirma que Israel sofreu uma derrota "humilhante" na ONU e diz que o resultado foi uma "luz de advertência" ao país. Segundo o diário, países "amigos" enviaram com seus votos a mensagem de que a paciência com a ocupação dos territórios palestinos está acabando.

Em um artigo no jornal, o especialista em assuntos diplomáticos Avi Issacharoff afirma que "Abbas nunca admitirá, mas deve um enorme agradecimento ao governo israelense e em particular ao chanceler Avigdor Lieberman".

"Até alguns poucos dias atrás, parecia que Abbas poderia evaporar da consciência palestina e internacional em consequência dos avanços do Hamas durante a operação Pilar de Defesa", escreveu Issacharoff, fazendo referência à recente ofensiva militar israelense contra Gaza para neutralizar os ataques com foguetes lançados por grupos palestinos.

O analista destaca que, agora, Abbas recuperou sua posição de liderança, ao menos entre os círculos políticos do mundo árabe, e conseguiu um consenso raro entre os palestinos, divididos entre os seguidores do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e do Fatah, de Abbas, que controla a Cisjordânia.

Foto: Ronen Zvulun / Reuters

Registro da construção no assentamento judeu na Cisjordânia, em Maale Adumim, em junho passado

'Ocupação racista'

Em seu discurso diante da Assembleia Geral, antes da votação, Abbas fez declarações duras contra Israel, acusando o país de promover "uma ocupação colonial racista" equiparável ao apartheid, o sistema de discriminação racial vigente na África do Sul até os anos 1990.

"O mundo pôde ver um discurso difamatório e venenoso, cheio de propaganda mentirosa contra o Exército israelense e os cidadãos israelenses", afirmou Netanyahu, em um comunicado divulgado após a intervenção de Abbas.

"Alguém que deseja a paz não fala dessa maneira", diz o comunicado. "Não se criará um Estado palestino que não garanta a segurança dos cidadãos israelenses", afirmou.

"O caminho da paz entre Jerusalém e Ramallah passa por negociações diretas sem condições prévias e não por decisões unilaterais na ONU", acrescentou.

Em declarações à BBC, o porta-voz do governo israelense Mark Regev afirmou nesta sexta-feira que a concessão de status de Estado aos palestinos é "um teatro político negativo" e "prejudicará a paz".

"Isso é um teatro político negativo, que vai nos tirar do processo de negociação. Vai prejudicar a paz", disse Regev.

Foto: Rina Castelnuovo/The New York Times

De sua casa em Jerusalém Oriental no ano passado, Haj Ibrahim Ahmad Hawa olhou para a barreira de separação em torno de Jerusalém com o assentamento israelense de Maale Adumim no fundo

ONU 'hostil'

Apesar de Israel ter nascido a partir da resolução da ONU pela partilha da Palestina, aprovada exatos 65 anos antes, em 29 de novembro de 1947, seus governos costumam acusar a organização de "hostilidade" contra o país e de pretender impor uma solução multilateral ao problema com os palestinos.

"Temo que a Autoridade Palestina possa usar a ONU como um clube político contra Israel", afirmou o senador republicano americano Lindsey Graham.

O republicano e outros congressistas americanos apresentaram um projeto de lei ao Congresso que retiraria os fundos que os Estados Unidos destinam à ONU se os palestinos não entrarem em "conversações significativas" para solucionar suas questões bilateralmente.

Apesar de a Casa Branca ter deixado claro que não considerava boa a ideia de mudança do status palestino na ONU, a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, pediu que os dois lados comecem a falar de paz "e parem de se provocar em Nova York (cidade sede da ONU) ou em qualquer outra parte".

Foto: Foto: AP

Netanyahu: pressão interna às vésperas das eleições que acontecerão em janeiro

REAÇÃO

Longe de apresentar um comportamento de paz negociada, começa a ser noticiado, que em contrapartida Israel vai autorizar a construção de 3 mil novas casas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, em represália a aprovação do novo status da Palestina como Estado observador da ONU.

O governo conservador do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, autorizou a construção de 3 mil moradias e ordenou o "zoneamento preliminar e planejamento de (outras) milhares".

A imprensa israelense disse que o governo busca reforçar sua imagem domesticamente, em frente a rejeição sofrida após à aprovação da medida.

Israel considera toda a cidade de Jerusalém como sua capital indivisível e quer manter faixas de assentamentos na Cisjordânia sob qualquer eventual tratado de paz com palestinos.

A maioria das potências mundiais consideram os assentamentos ilegais por serem em terras capturadas por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Palestinos querem que seu Estado inclua a Faixa de Gaza, que Israel desocupou em 2005 e agora é governada por islâmicos do Hamas.

Isso tudo é mais gasolina no incêndio da relações entre Judeus e Palestinos.


CHARGE: FELIPÃO - Site SAPO - Portugal



O site SAPO de Portugal publicou essa charge registrando a designação de Felipão para a Seleção Brasileira e o seu conhecido mau humor.


Mantega 'errou feio', avalia o jornal 'Financial Times

BRASIL – Economia
Mantega 'errou feio', avalia o jornal 'Financial Times'
A matéria começa dizendo que “o Brasil contribui para desaceleração do mercado dos emergentes”. O Diário britânico critica medidas protecionistas e aponta que o México, um mercado mais aberto, está crescendo mais rápido que o Brasil. Comenta que os dados mostram que a economia brasileira marcha para a maior desaceleração já enfrentada em décadas

Foto: (Valter Campanato/ABr

Para Financial Times, as previsões de Mantega são 'desconcertantes'

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Finacial times, Veja

Em reportagem publicada na tarde desta quarta-feira, o jornal britânico <Financial Times afirmou que o desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre – com alta de apenas 0,6%, abaixo da expectativa do mercado e do próprio Banco Central – foi, no mínimo, frustrante.

O diário destacou que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) nacional ficou aquém do crescimento de todos os países emergentes e que o ministro Guido Mantega "errou feio".

Duas foram as principais falhas do economista: em primeiro lugar, o fato de ter espalhado aos "quatro ventos" que a atividade estava em franca recuperação e, em segundo lugar, por ter afirmado a jornalistas, poucos dias antes do anúncio do IBGE, que o crescimento do PIB anualizado entre julho e setembro seria de cerca de 4%.

"Os números apresentados hoje fazem com que as afirmações do ministro Mantega tenham um caráter desconcertante", afirma o FT .

O diário reconhece que há uma leve retomada em curso no país. "Em números anualizados, a economia está crescendo 2,4%", afirma. Contudo, a economia não está se recuperando num ritmo acelerado.

"Talvez, Mantega tenha prestado excessiva atenção à projeção de PIB divulgada pelo boletim Focus, do Banco Central, em 14 de novembro, que previa um crescimento de 1,15% no terceiro trimestre – e uma taxa de crescimento anualizada de 4,6%", diz o jornal.

Protecionismo– O FT ainda apontou que o Brasil pode estar combatendo o inimigo errado ao criar inúmeras medidas protecionistas, como o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados e a fixação do Palácio do Planalto por enfraquecer o real.

"Muito da retórica do governo tem foco na taxa de câmbio, com Mantega acusando os Estados Unidos de inflarem o valor do real contra o dólar por meio de uma política monetária expansionista. Mas economistas argumentam que muito mais precisa ser feito", afirma o FT.

"Esse desempenho fraco abre espaço para a presidente Dilma introduzir medidas de urgência nas tão necessárias reformas que empurrarão o investimento em infraestrutura no país", acrescenta.

México – O jornal comparou novamente o desempenho do Brasil com o do México.

"O México, por exemplo, tem uma economia muito mais aberta ao comércio internacional e está crescendo muito mais rápido que o Brasil."

"É preciso ver o que o México fez em termos de contenção de custos", disse ao FT o economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs.

"Ao não conter gastos, o Brasil é precificado fora da economia global. O país não tem problema cambial, e sim um problema de competitividade", afirmou.

Luiza Possi canta "Folhetim" de Chico Buarque

Luiza Possi canta "Folhetim”
de Chico Buarque


”passiravideo”


A Copa do Fuleco, por Alvaro Oliveira Filho, para O Lance

BRASIL – Copa do Mundo 2014
A Copa do Fuleco
“Acreditei fulecamente quando o ex-presidente Lula garantiu que teríamos estádios moderníssimos sem que fosse gasto um centavo sequer do dinheiro publico.” “Conclusão?” “Fulequei-me”.


Fuleco o tatu bola, mascote da Copa do Mundo 2014

Postado por Toinho de Passira
Texto de Alvaro Oliveira Filho, para O Lance
Fonte: Blog do Juca Kfouri

Não sei quanto a vocês, mas eu achei genial o nome da mascote da Copa do Mundo no Brasil. FULECO…

Querem um nome que se identifique mais com a nossa Copa do que este?

Fuleco vai virar verbo, adjetivo, advérbio.

No próximo Enem podem se preparar para conjugar o verbo fulecar: eu fuleco, tu fulecas, ele fuleca, nós fulecamos, vós fulecais, eles fulecam. É questão certa.

Eu, por exemplo, comemorei a escolha do Brasil como sede da Copa.

Acreditei naquele discurso de que a Copa nos ajudaria a tomar vergonha na cara e começar a trabalhar com planejamento por um país melhor.

Acreditei fulecamente quando o ex-presidente Lula garantiu que teríamos estádios moderníssimos sem que fosse gasto um centavo sequer do dinheiro publico.

Conclusão?

Fulequei-me. Mas, sejam sinceros, não fui só eu. Vão dizer que vocês não se fulecaram também?

Fuleco é tão genial, que poderia virar sobrenome do presidente da CBF e do Comitê Organizador Local.

Já imaginaram? José Maria Fuleco.

Seria o máximo. Fuleco pode ganhar o mundo: Joseph Fuleco Blatter… Jerome Fuleco Valcke… Imaginem os cumprimentos: “Senhor Marín, o senhor está com uma gravata muito fuleca hoje”…

Querem fulecagem maior do que demitir o técnico da Seleção, prometer anunciar o nome do substituto em janeiro e refazer tudo às pressas, da noite para o dia?

A cúpula da CBF simplesmente não levara em consideração que haveria uma cerimônia oficial da Fifa neste sábado e que seria um vexame desfulecal a seleção-anfitriã não ter um técnico para representá-la.

Na hora da coletiva para apresentar o novo técnico e o novo coordenador-técnico, o presidente da CBF ainda consegue errar duas vezes o nome de Carlos Alberto Parreira… Presidente, o senhor precisa tomar fulecol para reativar a memória.

Amigos, acreditem, não poderia haver nome melhor.

No futuro, nossos netos e bisnetos poderão pesquisar nos sites: “2014, a Copa do Mundo Fuleca”.

Tenho a impressão de que ainda vamos sentir orgulho deste nome, diferentemente dos padrinhos da mascote, que, de tanta vergonha, fizeram o batismo na calada da noite de um domingo chuvoso.

Não é uma bela fulecagem? É fantástico.


*Publicado hoje no diário “Lance!”

CHARGE: FRANK - A Notícia (SC)



FRANK- A Noticia (SC)


Felipão, penta + Parreira, tetra = hexa?

BRASIL – Copa do Mundo 2014
Felipão, penta + Parreira, tetra = hexa?
Felipão vencedor da Copa da Coreia do Sul e Japão e Parreira Campeão em 1994, nos EUA, vão tentar levar o Brasil à conquista do sexto título mundial. “Não somos favoritos no momento, mas pretendemos ser durante a competição", acrescentou o técnico.
O que os desocupados do Banco do Brasil estão fazendo nessa notícia?

Foto: Reuters

Felipão e as primeiras pressões

Postado por Toinho de Passira
Fontes: APP, Exame, Fifa, Globo Esporte

Na manhã desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou o que já se esperava: Luiz Felipe Scolari (penta) é o novo técnico da Seleção Brasileira de Futebol. E Carlos Alberto Parreira (tetra) será o coordenador do time, em parceria formada para tentar o título da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

Campeão da Copa do Mundo em 2002 com a formação da "Família Scolari", Felipão assumiu oficialmente o comando da Seleção nesta quinta-feira e afirmou que a conquista do título em casa, em 2014, é obrigação para o Brasil.

Felipão deixou claro que utilizará parte da base que foi construída ao longo do trabalho de seu antecessor, Mano Menezes, que foi demitido na segunda-feira:

"Não vamos começar do zero. Vamos pegar na base que já existe e, a partir dela, implementar mais alguma coisa.

"Me sinto muito mais motivado, mais em condições [do que em 2002]. Apenas a sequência do trabalho pode repetir o que foi alcançado em 2002. Nós temos a obrigação, sim, de ganharmos o título. Não somos favoritos no momento, mas pretendemos ser durante a competição", acrescentou o técnico.

Mas a frase que vai marcar a volta de Felipão a seleção brasileira foi a que incomodou principalmente o Banco do Brasil e toda a classe bancária:

Em determinado momento, sem ter nem pra quê, comentou que estava pronto e ia fazer a equipe estar preparada para aguentar a pressão de ser da Seleção Brasileira:

“Se o jogador entrar sem pressão nenhuma, pensando que o objetivo é jogar a Copa, não pode ser assim. Fui jogador do interior. Eu era bom. O pessoal dizia que não, mas eu era bom. E tem pressão. Eles têm que saber. Nossos jogadores sabem que seria um dos títulos mais importantes que o Brasil já conquistou. Tem que trabalhar bem esse aspecto. Se não quiser pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada”. - disse o Felipão.

Pronto estava declarada a terceira guerra mundial, um bando de bancários, principalmente do Banco do Brasil, incluído aí o seu presidente, Sindicatos e ajuntamentos, aproveitando que não estavam fazendo nada, redigiram e divulgaram notas de repúdio, exigiram retratação, falaram de seus esforços e labutas burocráticas e entraram em pé de guerra.

Para acabar com a questão Felipão teve que entrar em contato com Aldemir Bendine, presidente do BB, para se desculpar.

De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa do BB, Felipão afirmou que não teve a intenção de ofender os funcionários da instituição financeira e fez questão de lembrar que há mais de três décadas é cliente do BB.

”Eu estou lá é para pedir a colaboração do povo brasileiro à seleção e não pretendia ofender o pessoal do Banco do Brasil. Foi apenas uma má colocação”, disse o treinador.

Em pleno expediente, depois de ter passado a tarde toda ocupado em resolver essa importante questão administrativa-financeira do Banco, o presidente Aldemir Bendine, finalmente declarou que o episódio está superado e até mandou um recado para Felipão.

“Você vai ter aqui uma família de 116.000 pessoas que estará torcendo pelo seu trabalho, que você seja muito feliz nessa nova empreitada e que traga de volta aquela alegria que você nos deu em 2002”, disse Aldemir Bendine, o presidente do BB.

Depois disso, exausto, junto com os outros 116.000, ficou sem ter o que fazer, o resto da tarde.

O projeto piloto de Eduardo Campos, de Dora Kramer, para O Estado de S.Paulo

BRASIL - Opinião
O projeto piloto de Eduardo Campos
“Sem passar recibo, o governador de Pernambuco estaria na prática fazendo um movimento para testar suas relações com o Planalto”.

Foto: Eduardo Braga/SEI

Eduardo Campos mexendo em casa de marimbondo

Postado por Toinho de Passira
Texto de Dora Kramer, para O Estado de S.Paulo
Fontes: O Estado de S.Paulo Eduardo-Braga-SEI

Para todos os efeitos, o governador Eduardo Campos não tem nada com isso: a decisão de entrar da disputa pela presidência da Câmara, atrapalhando o rodízio acertado entre PT e PMDB, é da bancada do PSB.

Mas ele não só não fará nada para demover os 32 deputados do seu partido de lançar a candidatura de Julio Delgado, como ficou de consultar Gilberto Kassab sobre a possibilidade de o prefeito de São Paulo liberar os 50 deputados do PSD para também decidirem como melhor lhes convier, deixando de lado o compromisso.

Se Kassab aceitar, começa a fazer água o acordo que até então garantia o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, como candidato "natural" e haverá emoções fortes pela frente.

Caso o projeto prospere, o Palácio do Planalto caminhará sobre ovos. Em tese está comprometido com o pacto pelo qual o PMDB sucede o PT no comando da Câmara para o período 2013/2014.

Mas se o PSB - vale dizer, Eduardo Campos - entra no jogo, a coisa complica e põe o governo diante do seguinte dilema: ajudar a eleger o pemedebista e com isso contrariar o PSB ou manter distância provocando desagrado no PMDB.

Sem passar recibo, o governador de Pernambuco estaria na prática fazendo um movimento para testar suas relações com o Planalto. Se houver empenho da Presidência da República no cumprimento do acordo ele interpretará como um sinal de descaso.

Algo assim como se Dilma estivesse pagando o táxi de Eduardo Campos para fora da área de influência governista.

Por ora, o PSB faz o discurso da preservação da lealdade, mas marcando posição de autonomia político-eleitoral. Soa um tanto ambíguo, mas foi o que aconteceu na eleição para a prefeitura do Recife, entre outras cidades nas quais o partido se confrontou com o PT.

Já conversam abertamente com Julio Delgado as bancadas do PV, PTB, PRB, PSC e parte do PDT, o equivalente a cerca de 100 parlamentares. Mais que isso, 174 deputados se reuniram com ele nesta quarta-feira em Brasília, a pretexto da comemoração do aniversário ocorrido há dez dias.

Discretamente, o PSDB estimula a candidatura por intermédio do senador Aécio Neves. Mineiro como Delgado, aliado regional do PSB do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e interessadíssimo em qualquer movimento que possa produzir cizânia na base governista.

Base esta já devidamente dividida quanto a esse assunto, a começar por um dos signatários o acordo, o PT. Também aqui como em tudo nessa disputa, as coisas se passam em duas dimensões: uma no palco, outra no bastidor.

Oficialmente os petistas estão firmes com o acordo, há candidatos na bancada a vice-presidente da Câmara e as declarações públicas são todas de apoio e entusiasmo.

Longe dos microfones, no entanto, não são poucos os deputados petistas que olham com agrado para a possibilidade de o próximo presidente da Casa ser de outro partido.

Ocorre que, pelo critério da maior bancada, o PMDB deve ficar com a presidência do Senado, onde não se fez acordo algum. Se presidir também a Câmara, o partido vai concentrar todo o poder no Congresso. Isso sem contar a vice-presidência da República e os ministérios.

Essa concentração tem servido de argumento ao PSB para fazer ver ao governo que não seria mau negócio deixar que o Parlamento cuide de esvaziar a candidatura de Henrique Alves.

Além de cortar parte das asas do PMDB, daria a Campos um recado de que a aliança para 2014 não está fechada desde já. Claro que não seria uma garantia de nada, embora desse ao governo um ganho de tempo.

A eleição da presidência da Câmara não é fator determinante para a decisão do governador sobre seu rumo, mas se não fosse uma variável importante no processo não haveria necessidade de o PSB dar tal demonstração de autonomia.


*Projeto piloto é o título original da coluna
**Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

FHC põe o dedo na ferida: “... o erro de Lula é confundir o público com o privado.”

BRASIL - Corrupção
Fernando Henrique põe o dedo na ferida:
“... o erro de Lula é confundir o público com o privado.”
“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda ontem, em vez de explicar as relações confusas que foram estabelecidas em seu governo e que deram em corrupção, citou de novo que tirou milhões da pobreza. Tirou, porque nós (do PSDB) mudamos o Brasil’ – disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

Foto: Ascom

Fernando Henrique Cardoso e o “xis” da questão

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo

Em palestra realizada na capital paulista, o ex-presidente Fernando Henrique, pôs o dedo na ferida, dizendo que “o erro do PT foi imaginar que, para mudar o país, era necessário “ocupar o Estado”.

— A confusão entre o público e o privado, nós não podemos aceitar. Esse é pilar fundamental da crença do PSDB. Uma coisa é o governo, outra coisa é a família. A confusão entre o interesse de família e o interesse público leva à corrupção, um cupim da democracia — criticou ele.

Perguntado se estava se referindo à Operação Porto Seguro, respondeu negativamente:

— Não, é geral. Não gosto de entrar em detalhes e não sou da investigação, mas é geral, não dá certo. O maior problema do Brasil, tradicionalmente na nossa cultura política, é o clientelismo e o patrimonialismo, confusão do público com o privado. Isso vem de sempre, desde o império, a colônia, mas tem de acabar.

A ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha, que acompanhou Lula em várias viagens oficiais, é apontada pela PF como integrante de um esquema que levava empresas a obterem vantagens em órgãos federais. Rosemary também usou sua influência para obter cargos em empresas públicas para sua filha e até para o ex-marido.

— O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda ontem, em vez de explicar as relações confusas que foram estabelecidas em seu governo e que deram em corrupção, citou de novo que tirou milhões da pobreza. Tirou, porque nós (do PSDB) mudamos o Brasil — afirmou o dirigente tucano.

Bizarro é que o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) perguntado sobre as declarações do ex-presidente tucano acabou dizendo que não havia entendido bem o que FHC queria dizer com essa história de confundir o público com privado, família..?

Marco Maia, como todo bom petista, fingem ter perdido a noção do certo e do errado. Desde que Lula ocupou com a horda petista o estado brasileiro, o dinheiro público e os bolsos petistas confundiram-se, numa simbiose doentia.

Os petistas são hoje dependentes químicos do dinheiro público. Desviar verbas, fraudar licitações e cobrar propinas transformou-se numa atividade tão rotineira que nem parece mais uma coisa ilegal.

Só falta Zé Dirceu, o quadrilheiro, perguntar fingindo espanto: Era crime desviar dinheiro? Mesmo eu sendo Ministro?

Não há, porém, petista ingênuo, essa historia de confusão entre o público e o privado, tem mão única: nunca se ouviu, nem se ouvirá falar, de um petista que tenha por engano abarrotado um cofre público com o dinheiro do próprio bolso.

29 de nov de 2012

Supremo reduz pena de Roberto Jefferson, considerando a delação premiada

BRASIL – Julgamento do Mensalão
Supremo reduz pena de Roberto Jefferson,
considerando a delação premiada
“A principal contribuição (de Roberto Jefferson) foi trazer a público o nome do maior operador do grupo criminoso, Marcos Valério, figura até então inteiramente desconhecida", afirmou o Ministro Joaquim Barbosa, justificando a redução da pena do ex-presidente do PTB .

Foto: Arquivo

Em uma das ocasiões Roberto Jefferson apareceu para depor no Congresso com um machucado no olho. Declarou que havia sido um acidente doméstico. Circulou a versão que ele havia sido atacado por uma dupla de motoqueiros quando saia de casa. E apesar da agressão intimidadora, resolveu comparecer e continuar falando as

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Blog do Jefferson

Na reta final do julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu na sessão plenária desta quarta-feira que o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) deve ser beneficiado com redução de pena por ter exposto pela primeira vez as articulações criminosas do publicitário Marcos Valério com integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT).

A proposta de benefício ao delator do esquema do valerioduto partiu do relator Joaquim Barbosa e só foi rejeitada por um ministro, o revisor Ricardo Lewandowski. A pena final de Jefferson foi de sete anos e 14 dias em regime semiaberto.

“A principal contribuição foi trazer a público o nome do maior operador do grupo criminoso, Marcos Valério, figura até então inteiramente desconhecida", afirmou Barbosa. A redução da pena foi crucial para livrar Roberto Jefferson da cadeia.

Pela pena original de Joaquim Barbosa, por exemplo, a sanção ao petebista seria de dez anos, seis meses e dez dias pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Punições acima de oito anos impõe ao condenado regime fechado.

Ao defender atenuar a pena de Jefferson, Barbosa se valeu da lei 9807/99, que prevê o benefício ao “indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais coautores ou partícipes do crime”. “Ao anunciar o nome do distribuidor do dinheiro, Jefferson também trouxe à luz a participação de um personagem importantíssimo em toda a trama criminosa, o tesoureiro do PT Delúbio Soares. Também anunciou os nomes dos parlamentares que firmaram acordo com os corréus José Dirceu e José Genoino em troca de apoio de seus partidos.

Prestou sempre colaboração fundamental, em especial ao informar os nomes de outros autores da prática criminosa”, afirmou a magistrado em seu voto.

Em 2005, Roberto Jefferson denunciou o escândalo do mensalão, classificado por ele como o pagamento de mesada a deputados da base aliada a mando do ministro da Casa Civil na época, José Dirceu, e operacionalizado pelo até então desconhecido publicitário Marcos Valério.

Ao denunciar o esquema, o então deputado apontou o nome de parlamentares que receberam propina e detalhou o loteamento político de cargos na administração pública. Ele admitiu que, ao lado do tesoureiro informal do PTB, Emerson Palmieri, recebeu 4 milhões de reais pessoalmente das mãos do publicitário Marcos Valério.

O dinheiro foi pago em duas parcelas, uma de 1,8 milhão de reais e outra de 2,2 milhões de reais, na versão dele como parte de um acordo de 20 milhões de reais que o PT havia prometido ao PTB em troca de apoio político nas eleições municipais de 2004. Uma negociação com empresários portugueses conduzida por Palmieri e Valério garantiria o restante dos recursos.

Embora tenha admitido o recebimento do dinheiro, o petebista negou ao longo do processo que soubesse da origem ilícita dos valores – argumento utilizado para tentar se livrar da condenação por lavagem de dinheiro. Também nunca admitiu que o PTB vendeu apoio político no Congresso Nacional – em uma tentativa de ser inocentado por corrupção passiva.

A revelação de Jefferson sobre o mensalão, apesar de ter levado à condenação de parlamentares de outros quatro partidos e do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, não o livrou de também ser levado ao banco dos réus.

Em 2005, VEJA revelou que o ex-diretor dos Correios, Maurício Marinho, dava as diretrizes de um esquema de corrupção na estatal. Dizia estar ali em nome de um partido, o PTB, e sob ordens de Roberto Jefferson. Contou a empresários onde era mais fácil roubar, quais os percentuais de propina para cada negócio e como o dinheiro poderia ser pago. O vídeo com as imagens de Marinho embolsando 3 000 reais foi o estopim para as denúncias de Jefferson sobre o mensalão.

Na hora em que viu que estava sozinho no meio de um escândalo que o destruiria, o deputado Roberto Jefferson, deu o famoso abraço de afogado e trouxe Dirceu e sua turma, para o fundo lamacento onde se encontrava.

Não se poderia chamar o gesto dele como digno e meritório, mas não se pode negar que ele prestou um serviço imensurável a democracia brasileira.

Roberto Jefferson não perdoa o supremo de tê-lo indiciado no processo. Ele queria ser reconhecido com um herói que corajosamente enfrentou uma sofisticada e poderosa quadrilha política.

Se imaginava na condição de testemunha do processo embora tivesse de alguma forma participado do esquema de corrupção.

Logo após ter sido decidida a sua pena, ele enigmático e lacânioco escreveu no seu Blog:

A grande maioria dos Ministros do Supremo consideraram positiva a colaboração do réu Roberto Jefferson:

Foto: Roberto Jayme/UOL

"Ao revelar o esquema tornou-se possível desvendar o plano criminoso instalado por detentores de importantes cargos públicos", disse o ministro-relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, atual presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), durante sessão em que se definiu a pena de Roberto Jefferson Foto: Nelson Jr/STF
Roberto Jefferson acabou prestando um grande serviço a essa pátria, no que escancarou as mazelas existentes", disse o ministro Marco Aurélio, que foi favorável ao benefício da confissão para o réu Roberto Jefferson no julgamento do mensalão


Morre aos 75 anos o jornalista Joelmir Beting

BRASIL - Luto
Morre aos 75 anos o jornalista Joelmir Beting
Joelmir tinha um estilo muito próprio e elaborado de comentar a economia, traduzindo o economês em poucos palavra sempre com um humor mordaz, afiado e requintado. Foi filho pai e avô do jornalismo econômico brasileiro

Foto: Divulgação/BAND

Joelmir Beting, o tradutor do economês

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, O Globo, Band, G1

O jornalista Joelmir Beting, de 75 anos, morreu à 0h55m desta quinta-feira. Ele estava em coma irreversível. No domingo, sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) no Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul da capital paulista, onde estava internado desde o dia 22 de outubro, devido a uma doença autoimune que tinha nos rins.

De boia fria aos sete anos no interior de São Paulo a um dos principais jornalistas de economia do país. Nascido em 21 de dezembro de 1936 em Tambaú, Joelmir Beting se formou em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), mas foi o jornalismo a profissão que escolheu.

Antes mesmo de concluir o curso em 1962, ele já começara na carreira em 1957, quando trabalhou em jornais como O Esporte e Diário Popular, ambos em São Paulo, fazendo matérias sobre futebol. Trabalhou também na rádio Panamericana (atual Jovem Pan), Gazeta, Bandeirantes e CBN.

Ao concluir a sua gradução em sociologia, decidiu investir no jornalismo econômico, tornando-se anos mais tarde um dos mais importantes nomes da área. Começou revisando estudos de viabilidade econômica em uma consultoria de São Paulo. Em 1966, foi para a "Folha de S. Paulo", onde começou na então lançada editoria de Automóveis. Dois anos depois, foi para a editoria de economia, onde editou a seção. Em janeiro de 1970, passou a publicar uma coluna diária.

Ficou na "Folha" até o início dos anos 90. Em 1991, levou sua coluna para o "Estado de S.Paulo", onde foi publicada até o fim de 2003. Sua coluna também foi publicada pelo jornal "O Globo", entre 1979 e 2003. Em 2003, Joelmir Beting estrelou uma polêmica campanha publicitária para os fundos de investimento do Bradesco. Pioneiro em conferir simplicidade aos textos jornalísticos, ele foi um dos primeiros nomes a fazer comentários diários sobre economia na televisão.

Na TV, passou pela Gazeta, Record e Bandeirantes. Teve passagem longa pela TV Globo, onde trabalhou de 1985 até 2003, passando ainda pelo Espaço Aberto, na Globo News. Após deixar a TV Globo, voltou para a Bandeirantes em março de 2004, onde permaneceu até ser internado.

Ele era comentarista de economia do Jornal da Band e fazia parte do grupo de apresentadores do Canal Livre, veiculado aos domingos. Fazia ainda comentários diários no canal BandNews. Na rádio, participava do programa Jornal Gente da rádio Bandeirantes. Ele tinha ainda seu próprio site, dedicado a análises econômicas.

Joelmir também dedicou parte de sua vida à literatura. Publicou os livros "Na Prática a Teoria é Outra" (Impress, 1973) e "Os Juros Subversivos" (Brasiliense, 1985). Com o cardeal Paulo Evaristo Arns e João Pedro Stédile, lançou "Igreja, Classe Trabalhadora e Democracia" (Paulinas, 1984).

Joelmir era casado com a jornalista Lucila Beting e pai de Mauro Beting, também jornalista, e de Gianfranco Beting, publicitário.

Mauro Beting, o filho, estava no ar pela Rádio Bandeirantes quando recebeu a notícia sobre a morte do pai, Joelmir Beting. Emocionado, Mauro conteve as lágrimas e leu uma carta em homenagem a um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro, o palmeirense Joelmir Beting:

Veja um trecho da carta:
"Nunca falei com meu pai a respeito depois que o Palmeiras foi rebaixado. Sei que ele soube. Ou imaginou. Só sei que no primeiro domingo depois da queda para a Segunda pela segunda vez, seu Joelmir teve um derrame antes de ver a primeira partida depois do rebaixamento. Ele passou pela tomografia logo pela manhã. Em minutos o médico (corintianíssimo) disse que outro gigante não conseguiria se reerguer mais.

No dia do retorno à segundona dos infernos meu pai começou a ir para o céu. As chances de recuperação de uma doença autoimune já não eram boas. Ficaram quase impossíveis com o que sangrou o cérebro privilegiado. Irrigado e arejado como poucos dos muitos que o conhecem e o reconhecem. Amado e querido pelos não poucos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

Meu pai.

O melhor pai que um jornalista pode ser. O melhor jornalista que um filho pode ter como pai.
Leia a carta na íntegra.

Joelmir Beting conta a história de quando
criou, sem querer, a expressão "Gol de placa"


28 de nov de 2012

Felipão será o novo técnico da seleção brasileira

BRASIL – Copa do Mundo 2014
Felipão será o novo técnico da seleção brasileira
Não é nada oficial, mas ninguém do mundo esportivo tem dúvida que Scolari assumirá amanhã a vaga que foi de Mano Menezes, até a semana passada. A última vez que o Brasil foi campeão do Mundo, em 2002, já se passaram dez anos, era ele quem escalava e treinava a Seleção brasileira

Foto: Tiago Queiroz/AE

Luis Felipe Scolari, o novo técnico brasileiro

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Estadão, Terra, Globo Esporte, Reuters , Uol - Esporte, Radar Online, Veja

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, já deu como certo, o anuncio do novo técnico da Seleção Brasileira, para amanhã, quinta-feira, antecipando a indicação, anunciada apenas para o mês de janeiro.

Desde a saída de Mano Menezes, segundo alguns, mais por problemas políticos que técnicos, ele e o presidente da CBF não se davam bem, que todo os holofotes iluminaram a figura de Luiz Felipe Scolari, o popular Felipão.

Lauro Jadim, no seu Radar Online da Veja, na segunda-feira, dizia que o nome de Felipão para substituir Mano Menezes não era um mistério, “mas qual a razão de nada ter sido anunciado até agora? Simples: as negociações ainda não chegaram ao fim, sobretudo no quesito “autonomia”.

”Felipão exige que seja total – como teve até nos tempos de Ricardo Teixeira que, certa vez, quis lhe impor o nome de Romário para a Copa de 2002 e não conseguiu”.

Uma prova que a vontade de Felipão se impôs, é que o presidente da CBF anunciou que o cargo de diretor de seleções da entidade, se extingue, após o pedido de demissão, Andrés Sanchez, nesta quarta-feira. Complementou dizendo que será criado o cargo de coordenador de Seleção.

Para esse novo cargo, complementando a lista de exigências feitas por Felipão, está sendo convidado outro técnico campeão do mundo, Carlos Alberto Parreira.

Só falta agora encontrar os jogadores, fazer um time e ganhar a Copa do Mundo de 2016. Se isso acontecer Felipão será canonizado, com tripa e tudo.

Quadrilha do Planaltinho trabalhava para Dirceu

BRASIL - Corrupção
Quadrilha do Planaltinho trabalhava para Dirceu
Cyonil Borges, auditor do Tribunal de Contas da União, que delatou a Polícia Federal, o esquema de corrupção comandado por diretores de agências regulardoras e chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, diz ter recebido suborno para ajudar Dirceu

Foto: Divulgação/Feira da Carreira Pública

Cyonil Borges, delator de esquema de corrupção desarticulado pela Operação Porto Seguro

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Veja

O delator do esquema de corrupção desarticulado pela Operação Porto Seguro afirmou nesta terça-feira ter recebido oferta de suborno de 300 000 reais para beneficiar o ex-ministro José Dirceu. Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Cyonil da Cunha Borges afirmou que o pedido de Dirceu foi feito por intermédio de Paulo Vieira, diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA). Vieira, que está preso, é apontado pela Polícia Federal como chefe da quadrilha que se infiltrou em órgãos públicos federais para obter pareceres técnicos fraudulentos, em nome de interesses privados.

Cyonil disse ter conhecido Vieira em 2002 e se tornado próximo dele em 2008, quando foi convidado a fazer uma palestra na Advocacia-Geral da União (AGU) sobre portos, sua área de especialização. Em 2010, Vieira convidou Cyonil a participar da festa de aniversário de José Dirceu. O auditor declinou o convite. Segundo Cyonil, o ex-ministro tinha interesse em um processo no TCU sobre a empresa Tecondi, no Porto de Santos (SP).

O auditor diz ter recebido, durante um almoço, uma oferta de propina de Vieira, em uma folha de papel. “Ele escreveu que o processo era de interesse de José Dirceu, escreveu 300 000 reais e passou para mim”, disse Cyonil. “Uma hora, ele dizia que o dinheiro vinha da empresa, em outra, que era interesse de José Dirceu e que o dinheiro vinha dele.”

Cyonil confirmou ter recebido dois pacotes de Vieira, com 50 000 reais cada. O montante, no entanto, foi posteriormente entregue à Polícia Federal, quando o auditor resolveu fazer a denúncia. O delator chegou a enviar e-mails a Vieira pedindo mais dinheiro, segundo Cyonil, uma tática para obter provas da corrupção a serem entregues para a PF. “Eu não tinha provas, eu não tinha nada. Se eu, naquele momento, levasse o caso à PF, seria a palavra de um servidor contra a do diretor de uma agência reguladora.”

E agora Dirceu?

27 de nov de 2012

O dono do escândalo, editorial, Estado de S. Paulo

BRASIL – Opinião
Lula: “O dono do escândalo”
“Em um dia de março do ano passado, um servidor do Tribunal de Contas da União (TCU) procurou a Polícia Federal para se confessar. Contou que aceitara uma propina de R$ 300 mil, dos quais já havia recebido um adiantamento de R$ 100 mil, para produzir um parecer técnico sob medida para uma empresa que atua no Porto de Santos”.

Foto: Leandro Martins/Futura Pres

Lula, o apunhalado

Postado por Toinho de Passira
Estado de S. Paulo- Editorial
Fonte: Estadão

Recém-desembarcado de um voo decerto turbulento para ele, depois de uma viagem à África e à Índia, o ex-presidente Lula teria dito a pessoas de sua confiança que se sentia "apunhalado pelas costas" por outra pessoa de sua confiança, a então chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose. Secretária do companheiro José Dirceu durante 12 anos, da década de 1990 até a ascensão do PT ao Planalto, Lula a empregou na representação do governo federal na capital paulista. Dois anos depois, em 2005, entregou-lhe a chefia da repartição. Na sexta-feira passada, ela e José Weber Holanda, o sub do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, foram indiciados pela Polícia Federal (PF), no curso da Operação Porto Seguro, pela participação em um esquema de venda de facilidades instalado em sete órgãos federais.

O indiciamento alcançou 11 outros ocupantes de cargos públicos, além do notório ex-senador Gilberto Miranda. Cinco pessoas foram presas, entre as quais três irmãos, o empresário Marcelo Rodrigues Vieira, um diretor da agência reguladora da aviação civil (Anac), Rubens Carlos Vieira, e outro da agência de águas (ANA), Paulo Rodrigues Vieira - ambos patrocinados pela amiga de Lula. A PF devassou o apartamento de Rose e o gabinete de Holanda. No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff afastou de suas funções os diretores das agências (tendo mandato aprovado pelo Senado, eles não podem ser demitidos sumariamente) e mandou abrir processo disciplinar contra eles. O caso da nomeação de Paulo Rodrigues, tido como chefe da gangue e também chegado a Lula e a Dirceu, é um capítulo de livro de texto sobre a esbórnia no Estado sob o governo petista e a serventia de seus aliados nos altos círculos do poder nacional.

Submetida ao Senado, como requerido, a indicação começou mal e seguiu pior. A primeira votação terminou empatada. Na segunda, o nome foi rejeitado por um voto de diferença. Se os mandachuvas da República se pautassem pela decência, a história terminaria por aí. Não terminou porque, contrariando até mesmo um parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, o seu presidente José Sarney ordenou uma terceira votação da qual o afilhado de Rose saiu vencedor por confortável maioria. A essa altura, 2010, estava para mudar a sorte da madrinha - cuja influência derivava diretamente de sua intimidade com Lula, a quem, aliás, acompanhava nas viagens ao exterior, não se sabe bem para fazer o que. Eleita Dilma, que só a manteria no posto em São Paulo para não criar caso com o padrinho, Rose tentou em vão conseguir uma boquinha em Brasília. O imponderável fez o resto.

Em um dia de março do ano passado, um servidor do Tribunal de Contas da União (TCU) procurou a Polícia Federal para se confessar. Contou que aceitara uma propina de R$ 300 mil, dos quais já havia recebido um adiantamento de R$ 100 mil, para produzir um parecer técnico sob medida para uma empresa que atua no Porto de Santos. Além disso, Paulo Rodrigues Vieira falsificou um documento acadêmico para beneficiar o funcionário. Mas este se arrependeu, devolveu o dinheiro e revelou aos federais o que sabia. A PF abriu inquérito, obteve autorização judicial para grampear telefonemas e interceptar e-mails. Do material, emergiu uma Rose que lembra a personagem do samba de Chico Buarque que pedia apenas "uma coisa à toa" - no caso, um cruzeiro de Santos a Ilha Grande animado por uma dupla sertaneja, um serviço de marcenaria, uma pequena operação… Claro que ela também empregou uma filha na Anac e o marido na Infraero. Tinha fama de mandona e jeito de alpinista social.

Mas o dono do escândalo é quem deu a Rose o aparentemente inexplicável poder de que desfrutava, a ponto de o Senado de Sarney inovar em matéria de homologação de um futuro diretor de agência reguladora. Ao se declarar "apunhalado pelas costas", Lula faz como fez quando o mensalão veio à tona, e ele, fingindo ignorar a lambança, se disse "traído". Resta saber se, desta vez, tornará a repetir mais adiante que tudo não passou de uma "farsa" - quem sabe, uma conspiração da Polícia Federal com a mídia conservadora, a que a sua sucessora no Planalto afinal sucumbiu.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

26 de nov de 2012

Ingressos de Madonna encalhados no Rio

BRASIL – Entretenimento
Ingressos de Madonna encalhados no Rio
A produtora Time For Fun, responsável pelo show abriu uma promoção tipo fim de feira, você paga um e ganha dois, mesmo assim está difícil encontrar gente interessada e com dinheiro. Repete-se o fiasco do Show de Lady Gaga no dia 11, com metade da plateia esperada.

Foto: Splash News

Mundo a fora, para promover a turnê, Madonna faz a sua parte, mostra um peito em Istambul, causa polêmica na Rússia, exibe a bunda na Itália e e usa lingerie reveladora em Miami (foto).
O que restará para mostrar no Brasil?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Diario de Notícias, Mundo Madona, Daily Mail

De pouco serviram os esforços da produção de Lady Gaga para encher o Parque dos Atletas, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no último dia 11. Não teve site de compra coletiva nem oferta de dois por um que levassem ao espaço as 90 mil pessoas esperadas pela produtora Time For Fun. Apenas 40 mil espectadores apareceram — e, desse total, não é possível saber quantos efetivamente pagaram.

Agora, a vítima da vez é Madonna. Com show agendado para o mesmo local no próximo domingo, dia 2, a rainha do pop já é alvo de promoções. A Time For Fun — novamente ela — anunciou uma “cota especial” com valor 44% abaixo do oferecido originalmente, e levou alguns fãs à fúria.

Procurada, a produtora não quis se pronunciar sobre a estratégia que diminuiu o preço do ingresso de pista, por exemplo, R$ 360 para R$ 200 (com mais R$ 120 de taxa de conveniência).

Entre setembro e quinta-feira passada, as ações da produtora caíram de R$ 17 para R$ 10 na bolsa de valores. No mesmo período, seu valor de mercado foi de R$ 1,2 bilhão para R$ 700 milhões. Segundo especialistas, é, em parte, fruto tanto do desinteresse do público pelas megaturnês de cantoras populares quanto da perda do Cirque du Soleil para Eike Batista.

— Muitos fãs estão revoltados, não acham justo que a Time For Fun tenha reduzido o preço depois de eles terem pago quase o dobro a mais, e querem o dinheiro de volta — conta Lucas Augustinho, responsável pela página Madonna Oficial Brasil, com 8,5 mil fãs no Facebook.

Consultado, o Procon-RJ diz que não há muito o que fazer.

— Como a mudança de preços foi colocada como um fator promocional, uma oferta, não vejo crime. A empresa está no direito dela — afirma o advogado Vinícius Leal. — Mas quem se sentir lesado pode recorrer aos órgãos de defesa do consumidor ou à Justiça com todas as provas materiais que puder (ingressos, notícias, folheto sobre oferta...).

Enquanto isso, produtores de shows país afora tentam entender a situação estabelecida no Rio e remediar o problema. Aparentemente o carioca não tem dinheiro ou vontade de acompanhar shows com entradas que rondam os R$ 750 (valor cobrado pela entrada inteira na pista premium de Lady Gaga e Madonna).

— A meia-entrada e a carga tributária, que leva 40% do valor do ingresso, são sempre culpadas — diz Gladston Tedesco, do Grupo Tom Brasil. — Mas há outros fatores também. O cachê dos artistas costuma subir quando vêm ao Brasil, seja porque estão longe, seja porque sabem que a economia vai bem.

Foto: Splash News

Modanna exibindo a bunda em Stambul

Também vivemos um acúmulo de shows no segundo semestre do ano, e ninguém tem R$ 1.500 (valor para um casal) para gastar todo fim de semana. Então, seleciona bem. Depois tem a frequência com que esses cantores têm passado por aqui.

Parafraseando Chico Anysio quando o Papa João Paulo II veio ao Brasil pela segunda vez, digo que tem gente que se vier mais vai acabar dando o pontapé inicial num Fla x Flu qualquer.

Roberto Medina, criador do Rock in Rio — e da Cidade do Rock, enxerga “um porre de sucesso” no cenário musical brasileiro e prevê mudanças no valor dos ingressos para breve. Para ele, que se diz “um guardião do preço do Rock in Rio”, a R$ 260 por um dia repleto de shows, a dificuldade encontrada na venda de ingressos caros deve acabar influenciando até os cachês cobrados pelos artistas:

— Eles aumentaram com a derrocada da indústria fonográfica, mas vão acabar se reajustando. Quando você chega ao teto do preço, o mercado precisa encontrar soluções para tornar seu produto acessível novamente, da produção local até a outra ponta da corda, as bandas. Os ingressos no Brasil estão incompatíveis com a renda do brasileiro.

O consumidor tem que brigar pela qualidade e também pelo preço — analisa Medina, que viu as 80 mil entradas para o Rock in Rio 2013 disponibilizadas para pré-venda se esgotarem em 52 minutos, com apenas três bandas confirmadas, até então.


Ex-Deputado Pedro Correa condenado: 9 anos e 5 meses mais multa de R$ 1,132 milhão

BRASIL – Pernambuco - Julgamento Mensalão
Ex-Deputado Pedro Correa condenado:
9 anos e 5 meses mais multa de R$ 1,132 milhão
O Supremo decidiu, nesta segunda-feira, as penas a serem aplicadas ao ex-deputado Pedro Correa pela sua participação no esquema do mensalão. O STF considerou que o pernambucano, era um homem importante na quadrilha, basta constatar que sua pena de privação de liberdade em muito aproxima-se da aplicada contra o chefão José Dirceu e inclusive, em termos de multa, a pena aplicada a ele supera em quase o dobro do que deve pagar o petista.

Foto: Veja

Pedro Correa deve responder parte da pena em regime fechado

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Veja, Folha de S. Paulo, Isto É, ”thepassiranews”

O Supremo Tribunal Federal aplicou uma pena de nove anos e cinco meses de reclusão ao ex-presidente do PP, Pedro Corrêa. Ele foi condenado pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Tecnicamente deverá cumprir um ano e seis meses em regime fechado, dentro de um presídio, longe de sua fazenda em Fazenda Nova e do seu apartamento tríplex em Boa Viagem.

Ainda terá que pagar a multa de aproximadamente R$ 1,132 milhão.

Segundo a Procuradoria, como presidente do PP na época, ele participou das negociações que levaram ao repasse de pelo menos R$ 3 milhões do valerioduto e ao uso da corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro.

A pena imposta a ele pela condenação por formação de quadrilha foi de 2 anos e 3 meses. Pelo crime de corrupção passiva, pelo fato de ter recebido dinheiro do mensalão em troca de apoio parlamentar no início do governo Lula, ele foi punido com 2 anos e 6 meses, além de multa de R$ 456 mil. Por lavagem de dinheiro, ele recebeu 4 anos e 8 meses, mais multa de R$ 676 mil.

Pedro Correa, homem de confiança de Paulo Maluf, isso já diz tudo, foi um dos três deputados cassado, pela Câmara, devido ao esquema do mensalão, junto com José Dirceu, o chefe da quadrilha e o deputado Roberto Jefferson o denunciante e já tem seus direitos políticos suspensos até 2014, com a nova pena ficará inelegível até 2031, quando já terá 83 anos.

Pedro Correa era um homem importante no mensalão, basta constatar que sua pena em muito aproxima-se da aplicada contra o chefe da quadrilha do mensalão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que ganhou 10 anos e 10 meses de prisão, apenas um ano e cinco meses a mais que o pernambucano. Observe-se, ainda, que a multa aplica a José Dirceu, R$ 676 mil, foi praticamente a metade da cobrada a Correa, R$ 1,132 milhão.

Quem conhece Pedro Correa, porém, sabe que nem será fácil colocá-lo na cadeia e muito menos tirar dinheiro dele.

Todos os artifícios possíveis e inimagináveis serão utilizados. Para não ser trancafiado num presídio Correa vai alegar que é um velhinho frágil e doente, baixar numa UTI, espernear, fingir-se de inválido, enlouquecer e se necessário baixar até um santo. Ao mesmo tempo, "provará" muito bem provado, que não possui um tostão furado, não podendo pagar a multa de R$ 1,132 milhão.

A jornalista Izabelle Torres, numa matéria publicada na revista “IstoÉ”, em novembro passado, sob o título Empobrecimento explícito, conta que prevendo que a punição do STF, teria também um viés de multa, o ex-deputado Pedro Correa, nos últimos anos se desfez do seu valioso patrimônio. Quando teve inicio o processo do mensalão, segundo a publicação ele possuía 24 imóveis e mais duas fazendo. Nos últimos anos vendeu pelos menos quatro apartamentos e passou três para o nome dos filhos.

Colocou em nome da esposa a empresa de reflorestamento e entregou para ela o controle da empresa que dividiam. A “IstoÉ” constatou que atualmente Pedro Correa mantém em seu nome apenas um prédio, cujo usufruto registrado no cartório do 1º oficio do Recife pertence ao filho e à nora.

Assim embora ostente e usufrua de uma vida nababesca o ex-deputado agora condenado, aparentemente é pobre na forma da lei.

Profetizamos que Joaquim Barbosa ainda vai ter muito trabalho tanto para enjaulá-lo quanto fazê-lo pagar as multas. Podem anotar.

Pobre hermano, coluna Miriam Leitão, O Globo

BRASIL - ARGENTINA - Opinião
Pobre hermano
“Para compreender a Argentina de hoje, é preciso entender mais Freud do que Adam Smith”, resumiu o economista Fabio Giambiagi.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Alvaro Gribel e Valéria Maniero, para O Globo
Fontes: Blog da Miriam Leitão

A lista de disfunções econômicas da Argentina é enorme: há baixo crescimento, a inflação é alta, mas maquiada pelo governo, faltam dólares e as reservas do Banco Central foram usadas para financiar o Tesouro. Os investimentos estão em queda, a exportação está concentrada em poucos produtos agrícolas e há barreiras para a importação. O governo não tem acesso a crédito externo.

Os empresários não gostam de dar entrevistas porque podem sofrer retaliações do ministro Guillermo Moreno. O economista argentino Juan Barboza, que trabalha no banco brasileiro Itaú BBA, conversou com a coluna sobre os problemas econômicos do país. Ele calcula que a inflação fechará o ano em 25%. Em 2013, deve ficar ainda mais alta.”

Para o governo de Cristina Kirchner, a inflação acumulada em 12 meses está em 10,2%. A taxa, na verdade, é manipulada pelo Indec, o instituto oficial de estatísticas, e a melhor maneira de perceber isso é quando olhamos para os aumentos salariais, na casa de 20% a 30%. Os trabalhadores estão repondo o poder de compra que perderam, e não ganhando reajustes exorbitantes.

Em abril, o governo argentino expropriou a petrolífera YPF, da espanhola Repsol. Os investimentos estrangeiros diretos, que já eram poucos, ficaram escassos. Na semana passada, um juiz americano determinou que o governo argentino pagasse US$ 1,3 bilhão a credores que levaram o calote em 2001 e não aceitaram renegociar a dívida. Em Gana, uma fragata argentina ficou retida pela Justiça, como forma de indenização.

Ainda hoje os argentinos pagam o preço da moratória. O governo tem dificuldade para se financiar. Os bancos e fundos internacionais não emprestam e esse é um dos motivos para a falta de dólares. O Banco Central foi obrigado a repassar reservas para o Tesouro. Esses recursos são instrumentos de política monetária, servem para proteger a moeda, e não para financiar gastos públicos.”

A alta concentração de exportações em poucos produtos agrícolas agrava a crise cambial. Soja, milho e trigo representam um terço de tudo que se exporta. Se há problemas de safra, as vendas caem e entra menos moeda estrangeira. Para piorar a situação, continua em vigor a esquisita medida que taxa em 35% os agricultores que exportam.

“Para compreender a Argentina de hoje, é preciso entender mais Freud do que Adam Smith”, resumiu o economista Fabio Giambiagi.

A “solução” para a corrida ao dólar

Temendo uma desvalorização do peso, os argentinos compraram dólares para se proteger: em 2011, foram US$ 20 bi. Para se ter uma ideia desse montante, o saldo comercial em 2012 deve ser de US$ 12 bi. Para resolver o problema, o governo fez um remendo: restringiu a compra. Uma jornalista argentina contou à coluna que tentou comprar dólares e reais, antes de viajar ao Brasil, sem sucesso. A solução foi fazer saques em caixas eletrônicos do Rio, de uma conta com economias em dólares. Uma semana depois, segundo ela, um grupo de amigos conseguiu comprar dólares na Argentina. “O panorama muda toda semana, é imprevisível”

Gasto público em alta e PIB fraco

O governo argentino tem de resolver outra difícil equação: a arrecadação cresce, mas menos do que o gasto público. Segundo o economista Juan Barboza, enquanto o primeiro aumenta 28%, o segundo sobe 30%. Ele estima que a economia de seu país crescerá este ano apenas 0,5%, com queda forte dos investimentos. Já Mariano Lamothe, economista da consultoria argentina Abeceb, é mais otimista: acha que o país crescerá 1,3%, bem menos do que em 2011 (8,9%). A política econômica do governo, segundo ele, gera incertezas e ainda há a crise externa jogando contra. O segundo trimestre foi de recessão de 2% em relação ao mesmo período de 2011, segundo as consultorias independentes.
*Acrescentamos subtítulo e imagem a publicação original

Inventor da foto digital more aos 83 anos

ESTADOS UNIDOS- Tecnologia
Inventor da foto digital more aos 83 anos
O americano Bryce Bayer, cientista da Kodak, inventou a câmera digital patenteada em 1975. Fabricante de filmes fotográficos a Kodak, acabou falindo, no ano passado, por não ter se interessado primordialmente pelo projeto, que acabou revolucionando a forma de se capturar imagens

Foto: Kodak

Bryce Bayer ao lado da primeira câmera digital, em 1976

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Info - Abril, The Inquisitr

O americano Bryce Bayer morreu, aos 83 anos, vítima de parada cardíaca. Bayer foi o cientista da Kodak que desenvolveu o primeiro sensor a permitir captar fotos digitais.

A morte de Bayer ocorreu no dia 13 de novembro, mas sua família só divulgou o óbito neste final de semana. Em 1976, o pesquisador obteve sucesso em usar sensores digitais para registrar fotografias, tecnologia que revolucionaria a indústria de fotos pelo mundo e, paradoxalmente, acabaria por determinar a decadência da Kodak.

Bayer não só trabalhou na fotografia digital filtro de cor, ele também ganhou elogios para o desenvolvimento de armazenamento, melhoria e protocolos de impressão para fotografia digital.

O filtro Bayer, patenteado em 1975, é agora utilizado em quase todas as câmaras single digital e câmera de smartphones disponíveis no mercado.

Quando Bryce recebeu o premio da “Royal Photographic Society’s Progress Award,” em 2009, pela invenção, Terry Taber, diretor de tecnologia da Kodak, disse:

"A tecnologia de cor elegante inventado por Bryce Bayer está por trás de quase todas as imagens digitais capturadas hoje."

Na verdade, o filtro Bayer, patenteado em 1975, é agora utilizado em quase todas as câmaras single digital e câmera de smartphones disponíveis no mercado.

Maior fabricante de filmes na época, a Kodak não quis desenvolver a tecnologia criada por Bayer. A partir dos anos 90, no entanto, competidores da Kodak em todo o mundo passaram a adotar a foto digital e produzir câmeras eficientes que dispensam filmes. A mudança tecnológica tirou o protagonismo da Kodak, que reagiu tardiamente ao novo cenário, perdeu mercado e decretou falência em 2011.

Foto: George Steinmetz/Stern

Graças a tecnologia criada por Bryce, podemos admirar a sofisticação de fotos digitais, como essa, produzida pelo pesquisador George Steinmetz, a partir de um parapente.


Eduardo Campos confessa ser candidato ... a um implante capilar

BRASIL – Eleição 2014
Eduardo Campos confessa ser candidato
... a um implante capilar
O telhado do governador de Pernambuco sempre foi o ponto fraco na sua aparência. Ocupado em fazer política, Eduardo nunca teve tempo para cuidar do visual e resistiu o quanto pode fazer um retelhamento cirúrgico, Mas agora que tem ambições maiores...

Foto: Arquivo

CUIDANDO DOS DETALHES - Nenhum careca jamais sentou na cadeira de presidente do Brasil. Sem querer enfrentar a estatística Eduardo topa fazer um reflorestamento capilar

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Revista Época

Segundo o Blog de Felipe Patury, formou-se um consenso em torno do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos. Ele deve ser, sim, candidato. Se não a presidente da República, pelo menos a um transplante capilar.

Seus aliados argumentam que é melhor fazer agora, antes que se abra uma clareira definitiva. O desmatamento vem avançando devastadoramente afetando a imagem do “bonitão”.

Bafejado pela genética ele nunca foi cuidadoso com a aparência, e sempre resistiu a essas coisas de cuidar da beleza, sem bem que sempre causou suspiros da ala feminina, devido a sua imagem de galã de subúrbio.

Nas últimas semanas, o grupo de aliados mais próximos, adeptos do implante, ganhou uma aliada decisiva, a ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, a mamãe do governador, que tem grande ascendência sobre ele.

Outro Ministro do Tribunal de Contas, José Múcio Monteiro, que foi implantado, serve de modelo e exemplo e dá um parecer favorável.

O Brasil nunca teve um careca presidente da república, Tancredo Neves, exemplo de falta de cabelo, foi o que esteve mais perto de ocupar uma cadeira no Palácio do Planalto, apesar de eleito pelo Colégio Eleitoral, não chegou a assumir. Tivemos apenas alguns presidentes de testa longas, João Batista de Figueiredo e Getúlio Vargas são exemplos. Lembrar que o careca José Serra não se deu bem nas vezes que disputou a presidência.

Assim quase que acuado Eduardo Campos capitulou e marcou uma data na agenda do médico pernambucano Fernando Basto, que tem no currículo intervenções na cabeça do petista José Dirceu e no ex-petebista José Múcio.

A cirurgia de Eduardo será semelhante à executada no ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que em 2008, quando durante 5 horas e 35 minutos teve 6.710 fios de cabelo, retirados um a um da região da nuca e implantados na parte superior da cabeça.

Não se sabe ainda a data exata, mas se cogita que Eduardo vai entrar o ano novo, já com a nova aparência.


Como se pode ver, com Dirceu o implante foi um sucesso, apesar dele ter arrancado alguns fios ultimamente.


25 de nov de 2012

Ministro Luiz Fux - canta "Um dia de domingo” de Tim Maia

Luiz Fux - canta "Um dia de domingo”
de Tim Maia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux cantou e tocou guitarra durante jantar oferecido por associações de magistrados em homenagem a Joaquim Barbosa, que tomou posse como presidente do tribunal. Muitos disseram que ele fez muito bem em deixar a carreira artística e ter ingressado na magistratura. Não foi tão ruim assim. Se bem que preferimos o Fux Ministro. Não tem comparação.”passiravideo”


Descoberta outra sofisticada quadrilha petista plantada no Governo Federal

BRASIL - Corrupção
Descoberta outra sofisticada quadrilha petista
plantada no Governo Federal
A operação Porto Seguro da Polícia Federal prendeu seis pessoas e indiciou 12, todos os servidores acusados de participação em um esquema de corrupção em agências reguladores e órgãos federais. Entre os exonerados estão a chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, nomeada para o cargo pelo ex-presidente Lula, e figura da cozinha de José Dirceu. A quadrilha operava no varejo e no atacado, desde pequenos golpes quase amadores até corrupção de grosso calibre que pode envolver bilhões de reais.

Foto: Arquivo Internet

QUEM CHEFIAVA A QUADRILHA? QUEM? - Rosemary Nóvoa de Noronha, mulher de confiança de Lula e apadrinhada de Dirceu foi reconhecida pela PF apenas como a principal “intermediária” do esquema de corrupção.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Blog do Reinaldo Azevedo, Veja, Veja, O Globo

A na operação "Porto Seguro", deflagrada nesta sexta feira, 23, indiciou a chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, gente ligada ao quadrilheiro José Dirceu (foi assessora dele por 12 anos, e por ele plantada no governo desde 2005) por ser um importante elo de uma sofisticada quadrilha especializada em tráfico de influência, que usava inclusive o nome do ex-presidente Lula.

A investigação que começou há mais de um ano, flagrou Rosemary negociando suborno em dinheiro e favores, como uma viagem de cruzeiro (que ela depois reclamou não ser luxuoso o suficiente) e até uma cirurgia plástica. Na última conversa dela gravada antes da deflagração da operação, a ex-assistente de Lula pediu 650 000 reais pelos serviços prestados.

Segundo a investigação, o papel dela era fazer a ponte entre empresas que queriam comprar pareceres fraudulentos de órgãos do governo e as pessoas do governo que poderiam viabilizar a emissão dos documentos.

A queda de Rosemary põe a luz de como funciona esses esquemas de pequenos núcleos de corrupção petista que implantados no governo Lula e em pleno funcionamento até os dias de hoje.

DE NOVO? - Lula vai dizer que não sabia de nada
Rosemary Nóvoa foi nomeada por Lula para chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, em 2005 e, desde então, esteve muito próxima a ele e continuou no cargo, após Dilma ter assumido, a pedido do ex-presidente. O fato de assessorar o ex-presidente fez com que ela própria se tornasse uma pessoa politicamente articulada. Assim, foi capaz de influir na nomeação de homens do alto escalão de agências do governo, como os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), e Rubens Carlos Vieira, diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ambos presos hoje pela PF.

Rose, como é conhecida, era presença constante nas comitivas presidenciais, nas viagens ao exterior, ao lado de Lula, nos tempos de presidência. Em 2006, o nome de Rosemary constava de uma lista de 65 servidores que efetuaram saques a título de pagamento de despesas da Presidência da República por meio de cartões corporativos. Na época, havia registros de saques no valor de 2 100 reais no cartão dela. Deputados de oposição tentaram aprovar sua convocação para prestar esclarecimentos à CPI que investigou a farra dos cartões corporativos, mas aliados do Planalto conseguiram barrar o pedido.

A operação da PF, chamada de Porto Seguro, atingiu mais de 40 pessoas, entre elas o número dois da Advocacia-Geral da União, José Weber Holanda Alves. Na sede da AGU, foram recolhidos documentos na sala de um alto assessor do órgão. Procedimento interno de apuração foi aberto por determinação do advogado-geral Luís Inácio Adams para investigar a participação de servidores da autarquia no esquema criminoso.

Rose é tão poderosa, pelo menos como arquivo vivo, que a presidenta Dilma, teve que pedir ao presidente Lula, em viagem pela África, autorização para demiti-la. Fontes ouvidas por Veja dão conta que a princípio, o ex-presidente Lula, mesmo depois de que a operação policial havia chegado até Rosemary, resistiu à ideia de demiti-la, mas acabou concordando neste sábado quando soube do teor das conversas de sua ex-secretária interceptadas pela Polícia Federal, envolvia inclusive o seu nome.

Ainda segundo Veja, um dos interlocutores de Lula com os envolvidos na operação e com a própria Rosemary é o ex-presidente do Sebrae e seu amigo pessoal Paulo Okamotto. Em um primeiro momento, integrantes do PT articularam para que a funcionária se afastasse do cargo e evitasse o desgaste de ter de ser demitida.

Foto: Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

MISSÃO IMPOSSÍVEL- Dilma está agindo sob pressão e em duas frentes: precisa manter a fama de xerifona anti-corrupção, e evitar que a lama alcance Lula e Dirceu. Conseguirá?

O temor no Planalto é que ela possa implicar, direta ou indiretamente, nos diálogos captados pela polícia o ex-presidente por meio de pedidos de favores, propinas ou com recados para nomeações feitas a pedido de Lula. O caso corre em segredo de justiça.

Nos bastidores, o governo trabalha para espalhar o discurso de que o foco da operação são fraudes em pareceres técnicos das agências, e que ilícitos cometidos pela chefe de gabinete da Presidência não têm relação com as atribuições do cargo que ela exercia. A intenção é isolar a atuação e o eventual tráfico de influência praticado por Rosemary das prerrogativas oficiais que seu cargo lhe permitia. E, principalmente, tentar afastar o nome do ex-presidente do caso.

Segundo fontes do Planalto, a forma como Rosemary reagiu à chegada dos policiais ao gabinete da Presidência na capital paulista irritou Dilma. Os relatos que chegaram à presidente foram que Rose causou tumulto e tentou impedir que seu computador fosse apreendido. Ao final, foram copiados os arquivos salvos na máquina. Dilma nunca foi próxima de Rosemary e, ao contrário de Lula, despachou em São Paulo pouquíssimas vezes.

No Planalto, são poucos os que lidam com a funcionária, apontada como de temperamento difícil. No governo Dilma, o escritório paulistano da presidência só é usado quando há necessidade de reuniões pontuais e em escalas de viagens e agendas.

Consta, porém, que nos últimos meses, serviu para encontros e almoços com o ex-presidente Lula para tratar das eleições municipais, ou seja, ele estava utilizando instalações oficiais para realizar reunião políticos partidárias, com as despesas pagas pelo erário.

Como tantos outros arquivos vivos e contaminadores, Rose esta sendo tratada com cuidado para evitar que ela arraste mais gente graúda, para o fundo. Por exemplo, apesar da determinação da presidenta, de serem afastados todos os envolvidos na operação Porto Seguro, atendendo o ex-presidente Lula, a demissão de Rosemary será publicada no Diário Oficial como se ela tivesse pedido para ser exonerada. Os funcionários de carreira apontados pela Polícia Federal como integrantes da quadrilha serão, em um primeiro momento, alvo de procedimentos administrativos e investigações internas.

A investigação teve que eclodir por que a quadrilha estava conduzindo o governo a tomar decisões importantes, dentro do esquema de corrupção, devido as suas manobras de normas técnicas fraudulentas.

PARCERIA - Dirceu e Rose trocam figurinhas há mais de 20 anos
O Globo, destaca, que Rosemary, junto com o ex-ministro José Dirceu, indicou os irmãos Vieira para a diretoria da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), e mantinha com eles estreita ligação. Eles são acusados de participar de um esquema de fraudes de pareceres técnicos em agências reguladoras e órgãos federais.

A demissão na Agência de Águas pode ter implicações sobre decisões importantes tomadas pela agência recentemente. No último dia 26 de outubro, o consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR) — que opera Jirau e cujo controlador é a multinacional GDF Suez — entrou com representação junto à ANA questionando o parecer que a entidade havia dado ao consórcio Santo Antônio Energia (SAE), que tem entre seus sócios Furnas, Cemig, Odebrecht e Andrade Gutierrez, favorável à ampliação da cota do seu reservatório de 70,5 m para 71,3 m para a instalação de seis turbinas adicionais.

A disputa que está sendo travada na Amazônia brasileira pela ampliação da cota de reservatório de água envolve bilhões de reais. Quanto maior o nível de água, mais potência de geração de energia e, portanto, mas receita para as empresas.

O documento encaminhado à ANA, de 19 páginas, ainda não teve uma resposta da agência. Juntamente com a representação, a ESBR enviou ao agente regulador uma nota técnica com mais de 30 páginas com uma avaliação dos efeitos que a ampliação da cota de água de Santo Antônio poderia ter sobre a região, entre elas o alagamento de municípios próximos.

Ninguém vai estranhar se algumas das empresas beneficiadas no esquema de Rose estejam entre aquelas em que José Dirceu tenha atuado como consultor contratado.

Lula vai dizer de alguma forma que não sabia, e José Dirceu vai dizer que há dezenas de anos não fala, não sabe e não quer saber da vida de Rosemary Nóvoa de Noronha, mas se a Policia Federal investigar mais meia hora...

24 de nov de 2012

SMS avisa maridos sauditas se suas mulheres cruzarem a fronteira

ARABIA SAUDITA
SMS avisa maridos saudistas
se suas mulheres cruzarem a fronteira
Para viajar ao exterior, as mulheres saudistas necessitam de autorização do seu tutor masculino, que pode ser o marido, o pai, irmão ou parente. Para fazer valer a lei, as autoridades da Arábia Saudita enviam mensagens de texto aos tutores homens, alertando quando as “suas” mulheres estão deixando o país.

Foto: Zawaj.com

ONDE ESTÁ MINHA MULHER? - Tecnologia de informação desse milênio aplicado em controle digno da Idade Média

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Limbo Tech, Al Araiya, Voz da Russia, Pakistan Daily times, France 24

Após perderem o direito de viajar sem o consentimento de seus homens responsáveis (tutores) e serem proibidas de dirigir, as mulheres na Arábia Saudita agora estão sendo monitoradas por um sistema eletrônico que controla qualquer movimento transfronteiriço.

A partir da semana passada, os responsáveis pelas mulheres, pais, maridos, irmãos ou parentes, começaram a receber mensagens de textos informando quando as mulheres sob sua custódia deixam o país, independentemente se estejam ou não viajando juntos.

Manal al-Sharif, uma ativista dos direitos da mulher que no ano passado promoveu uma campanha desafiando a lei que proíbe as mulheres de dirigir, espalhou a informação do sistema eletrônico no Twitter depois que foi alertada por um casal.

Viajando com sua esposa, o marido recebeu uma mensagem de texto das autoridades de imigração, informando-lhe que ela havia deixado o Aeroporto Internacional de Riade.

“As autoridades estão usando a tecnologia para monitorar as mulheres”, disse o colunista Badriya al-Bishr, que criticou o “estado de escravidão em que mulheres são mantidas” na monarquia ultraconservadora.

As mulheres não estão autorizadas a deixar o país sem autorização dos homens responsáveis, os quais devem dar seu consentimento ao assinar o que é conhecido como a “folha amarela”, no aeroporto ou na fronteira.

A Arábia Saudita aplica uma estrita interpretação da sharia, ou lei islâmica, e é o único país do mundo onde as mulheres não podem dirigir.

Nas redes sociais em tom de ironia se sugeriu o uso de chips localizadores e tornoseleiras eletrônicas, usadas em condenados com permissão de circular fora dos presídios.

O país impõe regras rígidas que regem a mistura entre os sexos, enquanto as mulheres são obrigadas a usar um véu e um manto preto, ou abaya, que as cobre da cabeça aos pés, exceto as mãos e rostos.

Foto: Divulgação