| BRASIL - ENTRETERIMENTO Wagner Moura vai ser Fellini no cinema O ator brasileiro vai interpretar o famoso cineasta italiano, num roteiro original que tenta reconstituir às 48 horas em que Fellini, desapareceu nos Estados Unidos, quando em 1957 foi assistir a cerimônia do Oscar Foto: Divulgação Postado por Toinho de Passira O ator brasileiro Wagner Moura foi escolhido para interpretar o cineasta italiano Federico Fellini (1920-93) no cinema, segundo o site da revista "Variety" em nota publicada nesta segunda. A consagração internacional pelo filme "Tropa de elite", e a semelhança fisionômica do ator, com Fellini jovem, o fez ser escalado para protagonizar o longa independente "Fellini Black and White" (Fellini em Preto e Branco), que será dirigido e roteirizado por Henry Bromell, produtor da série "Homeland". O elenco deve incluir ainda Terrence Howard, Peter Dinklage (do seriado "Game of Thrones") e William H. Macy (do seriado "Shameless"). O filme contará trechos da vida de Fellini em Los Angeles, em 1957, quando tinha 37 anos, na primeira viagem do cineasta aos Estados Unidos para assistir a festa da entrega do Oscar. Conta a lenda que o diretor desapareceu por 48 horas e quase não conseguiu ir à cerimônia. O roteiro tentará recriar o que pode ter acontecido nos dois dias de sumiço do consagrado diretor. Dois anos depois, de ter voltado para a Itália, (1960), dirigiu o seu mais famoso filme, "La Dolce Vita" e três anos depois fez o controverso "8½" (1963). Combinando memórias pessoais, fantasias e sonhos, Fellini construiu uma visão crítica da sociedade, tendo servido de referência para alguns dos cineastas mais aclamados da atualidade. Diretores como Woody Allen, David Lynch, Girish Kasaravalli, David Cronenberg, Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Tim Burton, Pedro Almodóvar, Terry Gilliam e Emir Kusturica confessam ter sidos profundamente influenciados pela obra do italiano. O ator brasileiro, Wagner Moura, terá uma chance de ouro se consolidar internacionalmente, interpretando um personagem complexo, carismático e de repercussão mundial. |
30 de abr. de 2012
Wagner Moura vai ser Fellini no cinema
Farc sequestra jornalista francês
| COLOMBIA Farc sequestra jornalista francês O governo Colombiano e francês reconhecem que o jornalista Roméo Langlois, correspondente na Colômbia para o canal francês France 24 e o jornal Le Figaro, foi seqüestrado, no sábado, durante um confronto entre as forças colombianas e as FARC Foto: Woow/AFP Postado por Toinho de Passira O jornalista francês Roméo Langlois, de 35 anos, foi sequestrado durante um confronto entre guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o Exército colombiano, confirmou neste domingo o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé. "Já conhecemos as circunstâncias: ele foi levado durante um confronto entre tropas colombianas e as Farc. O enfrentamento foi brutal, houve mortes, e o jornalista foi tomado com prisioneiro", disse o chanceler francês. Mais cedo, o ministro da Defesa colombiano, Juan Carlos Pinzon, disse que o repórter, que trabalha como correspondente da emissora France 24 e fazia um documentário, foi baleado no braço esquerdo durante os confrontos no sábado. "Na pressão na zona de combate, ele tirou seu capacete e colete à prova de balas. Após se declarar um civil, ele tentou se aproximar da área de onde os rebeldes estavam disparando", acrescentou Pinzon. Foto: EFE Cinco militares que estavam desaparecidos desde ontem foram encontrados neste domingo, e outros três soldados e um policial morreram. Foto: Roméo Langlois/Times |
29 de abr. de 2012
A revolta dos inativos - Dora Kramer
| OPINIÃO A revolta dos inativos Os deputados autorizaram a tramitação de proposta de emenda constitucional que dá ao Congresso a prerrogativa de suspender atos do Poder Judiciário. “Ou seja, em reação a uma presumida interferência da Justiça nas atividades do Legislativo dá-se um peteleco na Constituição com a sem cerimônia de quem vai ao bar da esquina.” Imagem do projeto original do Congresso feito por Oscar Niemeyer Dora Kramer - Com todos os olhos e ouvidos voltados para a CPI que promete abalar Brasília, não se deu a devida atenção a uma decisão tomada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara na última quarta-feira. Revoltados com o "ativismo" do Supremo Tribunal Federal, os deputados resolveram exorbitar: autorizaram a tramitação de proposta de emenda constitucional que dá ao Congresso a prerrogativa de suspender atos do Poder Judiciário. Ou seja, em reação a uma presumida interferência da Justiça nas atividades do Legislativo dá-se um peteleco na Constituição com a sem cerimônia de quem vai ao bar da esquina. Como bem observa o ministro Luiz Fux, do STF, "não é assim tão fácil". A independência dos Poderes é cláusula pétrea da Constituição, o que significa que para mudá-la de forma ao Legislativo ter o direito de desfazer atos do Judiciário seria necessário convocar uma nova Assembleia Nacional Constituinte. E por que, então, discorrer sobre isso se o absurdo é assim tão evidente e a chance de prosperar aparentemente nula? Justamente porque a nulidade é aparente. Existe chance de a proposta prosperar na Câmara se não se atentar para a completa falta de juízo da douta Comissão de Justiça. Um dos poucos, talvez o único, parlamentar a se posicionar contra, o deputado Chico Alencar previu: "Vai virar discurso de valorização do Legislativo." Na opinião dele a proposta "é tão irracional e ilógica quanto popular aqui dentro". Precisa previsão. O autor da emenda, deputado Nazareno Fonteles, faz exatamente esse discurso alegando que o Judiciário não tem legitimidade para legislar e defendendo a tese de que o Legislativo "precisa ser o Poder mais forte da República" por seu caráter representativo da sociedade. O leitor ouviu direito, ele propõe a instituição do conceito de desequilíbrio entre Poderes. Voltemos ao ministro Fux, que entende do riscado e explica o que se passa. Primeiro há o pressuposto da cláusula pétrea. "Em segundo lugar, se o Congresso está insatisfeito com o que chama de judicialização da política é preciso que seja informado sobre a impossibilidade de o Judiciário não se manifestar sobre os temas postos à sua consulta." Portanto, estamos bem entendidos até aqui: o Supremo não inventa debates nem levanta questões por iniciativa própria, apenas examina e se pronuncia sobre a constitucionalidade desse ou daquele assunto quando provocado a fazê-lo. E por que há tantas consultas ao tribunal? Aqui entra o terceiro ponto a ser esclarecido pelo ministro Luiz Fux: "Porque por sua própria estratégia política os parlamentares não enfrentam questões difíceis por receio de assumir eventual impopularidade decorrente dos conflitos que os temas encerram". Quer dizer, justamente por serem dependentes de votos deputados e senadores se esquivam das polêmicas. E aí, o que ocorre? Criam-se os vácuos que o Judiciário, quando instado, é obrigado a preencher. O ministro Fux lembra que o Supremo não precisaria ter-se pronunciado a respeito, por exemplo, da interrupção da gravidez de feto anencéfalo, da união homoafetiva, das cotas para negros nas universidades, se o Congresso tivesse legislado sobre essas matérias. Conclusão, suas excelências não precisam agredir a Constituição nem desconstruir a República para defender as prerrogativas do Poder Legislativo: basta que não se acovardem diante de potenciais controvérsias e saiam da inatividade no lugar de reclamar do ativismo alheio propondo soluções fáceis e equivocadas. *Acrescentamos subtítulo e foto ao texto original |
A pizza cachoeira
| BRASIL - CORRUPÇÃO A pizza cachoeira Pelo volume das acusações, pela força politica dos envolvidos, pela qualidade dos escolhidos para compor a comissão parlamentar de inquérito que vai investigar supostos atos criminosos de Carlinhos Cachoeira, do senador Demostenes Torres e da construtora Delta, ninguém tem dúvida que mais uma pizza, metade governo, metade oposição, já está a caminho Charge: Humberto – Jornal do Comércio (PE) Postado por Toinho de Passira A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito instalada no Congresso Nacional em Brasília deveria ser processada, preventivamente, por propaganda enganosa. Os sisudos parlamentares que encabeçam e os demais integrantes da comissão mentem ao prometer, em entrevistas, arrebentar, prender e acabar os criminosos e corruptos brasileiros que forem encontrados em situação delituosa durante a investigação. Há muito que nenhuma comissão parlamentar de inquérito no Brasil, produziu algum resultado prático. Há sempre muito barulho para nada. As expectativas criadas são sempre muito aquém das conclusões. Nesta em particular, a lama espalhada por Carlinhos Cachoeira, senador Demostenes Torres e a Construtora Delta espalha-se epidemicamente pelo mundo político brasileiro, como a peste negra. Tem-se a impressão que Cachoeira comprou e corrompeu todos quanto quis. Esse é um escândalo que começou Democrata, mas já esbarrou em tucanos, pedetistas, pemedebistas, petistas, enlameando igualmente congressistas, governadores, prefeitos e uma facção preocupante do Governo Federal. Não nos surpreenderia se fosse encontrada, via Construtora Delta, volumosas doações de campanha, para a candidatura de Dilma, nas últimas eleições. O site Congresso em Foco, destaca que um quarto dos 32 parlamentares indicados como investigadores na CPI Mista, tem problemas com a Justiça. Respondem, no total, a oito inquéritos e cinco ações penais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), a maioria originada de problemas ocorridos na função de cargos públicos que os parlamentares já exerceram. Seis desses oito congressistas pertencem à base aliada do governo. Os parlamentares enrolados com a Justiça são (em ordem alfabética): Cássio Cunha Lima (PSDB-PB); Delegado Protógenes (PCdoB-SP); Fernando Collor (PTB-AL); Jayme Campos (DEM-MT); Luiz Pitiman (PMDB-DF); Maurício Quintella Lessa (PR-AL); Silvio Costa (PTB-PE), e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Dá a impressão que mandaram a raposa tomar conta do galinheiro. Os primeiros sintomas de que a lama pode respingar no governo federal, nos próprios investigadores, ou nos seus partidos é que os representantes do PT e do PMDB, segundo o Jornal Nacional, tentarão restringir as investigações sobre a construtora Delta ao centro-oeste, onde a empresa estaria envolvida, mais explicitamente no pagamento de propinas. Não se pode desprezar que a empreiteira recebeu pagamentos do governo federal que ultrapassam R$ 4 bilhões nos últimos doze anos. Há, por exemplo, contratos milionários da construtora no estado do Rio de Janeiro, mas que não seriam alvo da CPMI, instalada. “Nós temos de ir além especialmente investigando as relações de promiscuidade dessa quadrilha com os entes públicos, município, estado e União, com contratos milionários, superfaturados”, disse o senador tucano Álvaro Dias (PR). A oposição critica o que chama de "excesso de controle do comando da CPI", uma vez que as investigações estão nas mãos do governo. Como tem maioria absoluta no plenário da CPNI, os governistas determinam o que deve e o que não deve ser investigado, pois todos os requerimentos de pedidos de ouvida de suspeitos e do exame de documentos, devem ser aprovados pela suspeita maioria da base aliada. Em paralelo, muita gente está aproveitando as denuncias e as conversas telefônicas divulgadas para torpedear políticos avulsos que direta ou indiretamente “cachoeiraram”. Por exemplo, descobriram que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) indicou uma prima do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Mônica Beatriz Silva Vieira, para diretoria regional da Secretaria de Estado de Assistência Social em Uberaba, do governo de Minas Gerais, no ano passado. O tucano explicou dizendo que sua intervenção, aconteceu porque a moça tinha um currículo qualificado e que atendeu uma solicitação, do tão então insuspeito colega, o senador Demóstenes Torres. Por mais que tenha explicado e justificado, sempre fica alguma lama grudada na reputação dos acusados. O ex-governador e atual deputado federal, Anthony Garotinho, da base aliada do governo, tem se deliciado publicando uma série de fotos e vídeos do seu inimigo político, o governador do Rio, Sérgio Cabral, sua mulher, Adriana Ancelmo, o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta, empresa que está no centro das investigações da CPI do Cachoeira, a noiva do empresário, Jordana, e outros convidados, numas suspeitas férias em Paris, em 2009. A divulgação do vídeo segue à publicação, nesta sexta-feira, por Garotinho, de uma sequência de fotos do que seria uma comemoração em Paris, em que aparece, além de Cabral e Cavendish, o alto escalão do governo estadual. Logo após a divulgação das imagens, o governador divulgou nota tentando desmentir Garotinho. De acordo com a nota, o encontro festivo aconteceu no Clube Inglês (e não no suntuoso Hotel Ritz, como informara Garotinho), para comemorar a condecoração recebida por Cabral (e não o aniversário da primeira-dama Adriana Anselmo), durante viagem oficial à França. No vídeo divulgado neste sábado, contudo, há referências ao aniversário da primeira-dama. Comenta-se também sobre o futuro casamento de Cavendish com Jordana, morta em acidente de helicóptero em 2011. "Você é padrinho", diz o empresário ao governador, que, momentos depois, pede aos noivos que se beijem. A amizade entre Cabral e o empresário não é segredo. Mas as suspeitas de favorecimento à construtora em contratos Brasil afora – e a gorda participação da empresa em projetos com dinheiro público no Rio – criam para Cabral um problemão diante da opinião pública. O Governador em nota rebateu as acusações, atirando: ”Nunca neguei minha amizade com o empresário Fernando Cavendish”. Jamais imaginei e, muito menos tinha conhecimento, que a sua empresa fizesse negócios com um contraventor no Centro-Oeste brasileiro.” ”Quando assumi o governo, a Delta já era uma das maiores empreiteiras do Rio e do Brasil.” Cabral comenta que não privilegiou a Delta, do seu amigo Cavendish, durante o seu governo, diz que a empresa teve 7,98%, do total investido no estado, numero similar, embora inferior, do investido no governo anterior ao seu, justamente o de Rosinha Garotinho, esposa deputado federal, Anthony Garotinho, quando a Delta, de Cavendish, teve uma participação de 8,07% no total investido no estado. Garotinho leva vantagem sobre Cabral por não parar de exibir momentos vexatórios do governador junto com o empresário Cavendish, na milionária farra em Paris. Será que o pemedebista paraibano, o senador Vital do Rêgo, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, vai deixar o correligionário Sérgio Cabral sangrar? Será que o Palácio do Planalto vai deixar isso acontecer? Por essas e por outras, que o forno está esquentando, não para assar os culpados, mas para preparar a pizza cachoeira. |
28 de abr. de 2012
Dissidente chinês cego abriga-se na embaixada dos EUA
| CHINA Dissidente cego, abriga-se na embaixada dos EUA A audaciosa fuga do ativista cego chinês Chen Guangcheng, de uma prisão domiciliar para a embaixada dos Estados Unidos, em Pequim, ameaça ofuscar um encontro de dois dias, na China, entre autoridades chinesas e norte-americanas. Está programado que a secretária de Estado, Hillary Clinton, estará em Pequim, a partir desta terça-feira, num esforço diplomático, para tentar distender algumas das tensões políticas e econômica entre os dois países. Foto: www.chinaaid.org/European Pressphoto Agency Postado por Toinho de Passira Embora os governos da China e dos Estados Unidos mantenham silêncio quanto ao paradeiro do dissidente cego Chen Guangcheng, que fugiu de prisão domiciliar há quase uma semana, ativistas informaram neste sábado que ele se encontra "sob proteção americana" e que não tem intenção de pedir asilo político. O grupo de direitos humanos ChinaAid disse à imprensa internacional que há negociações em curso entre Pequim e Washington e que o ativista deseja permanecer na China e continuar seus esforços pró-democracia. "Ele acredita que a China está em um período de mudanças intensas e que não estamos muito distantes da última mudança fundamental", disse a ativista Hu Jia ao jornal americano The Washington Post neste sábado. "Ele me disse que não quer pedir asilo político aos EUA. Pelo contrário, ele quer ficar na sua terra e continuar a lutar", acrescentou. Em entrevista à BBC ainda na sexta-feira, a ativista disse ter-se encontrado com o dissidente na Embaixada dos EUA em Pequim, mas a informação não foi confirmada pelo governo americano. A fuga do dissidente chega dias de uma visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ao país. Ela vem pedindo que o país liberte o ativista. Um dos ativistas mais famosos da China, Chen Guangcheng fugiu da prisão domiciliar no domingo passado e divulgou um vídeo dirigido ao primeiro-ministro do país, Wen Jiabao. Ele cumpria sentença de prisão domiciliar desde que foi libertado da prisão, em 2010. No vídeo que posto na internet pelo site de notícias sobre dissidentes Boxun, baseado nos Estados Unidos, Chen pede que Wen Jiabao investigue e processe autoridades locais que, de acordo com ele, teriam espancado membros de sua família. O dissidente também pede garantias de segurança para sua família e faz um apelo ao governo chinês para que enfrente e puna a corrupção no país. As autoridades da China foram alvo de críticas da comunidade internacional devido ao tratamento dado ao dissidente, que é cego. A filha de Chen chegou a ser proibida de frequentar uma escola e vários amigos ou simpatizantes do dissidente que tentaram visitá-lo teriam sido espancados. O caso de Chen ficou famoso no mundo todo. Chen Guangcheng é conhecido como o "advogado descalço". Ele perdeu a visão durante a infância, mas não completou estudos jurídicos formais, pois pessoas cegas não tem permissão de frequentar universidades na China. Ele acusou autoridades locais de terem coagido mais de 7 mil mulheres de sua província a se submeterem a abortos ou esterilizações. O ativista também prestou assessoria jurídica a fazendeiros em disputas de terras e fez campanha pela melhora no tratamento de pessoas portadoras de deficiências. Especialistas em política externa dos EUA disseram que a situação coloca os Estados Unidos em uma posição diplomática nada invejável, principalmente ás vésperas da reunião para tratar de assuntos estratégicos e econômicos. Apesar dos americanos estarem reclamado há tempo e repetidamente sobre o tratamento abusivo dispenasado a Chen, pelo governo chinês, a administração Obama não gostaria de enfrentar a empreitada de negociar os termos das condições de vida de Chen na China, que será interpretado por Pequim, como uma intolerável interferência nos assuntos internos do país. Ao mesmo tempo, a diplomacia norte-americanos não se sentirá confortável em ver Chen, ser detido outra vez, assim que deixar a embaixada, como já está acontencendo com várias pessoas que o ajudaram durante sua fuga. "Este é um momento crucial para a política diplomática dos direitos humanos dos EUA", disse Bob Fu, presidente da Texas Christian do ChinaAid, em um comunicado. "Por causa da grande popularidade de Chen, o governo Obama deve manter-se firme em apoiá-lo sob o risco de perder credibilidade como um defensor da liberdade e do Estado de direito. Se há uma razão para que dissidentes chineses reverenciam os EUA, é para um momento como este." Frank Jannuzi, chefe do escritório da Anistia Internacional em Washington disse que os maus tratos do passado sugere que Chen não deve ser devolvido sem um compromisso do governo chinês em respeitar os seus direitos. Ele acrescentou: "Se ele quer sair do país deve ser uma escolha sua não uma imposição do governo dos EUA ou da China." Para os americanos e chineses o melhor é que essa situação fosse normalizada antes da chegada de Hillary Clinton, do secretário do Tesouro Timothy F. Geithner e de outras autoridades americans à Pequim, mas com a coplexidade do caso e o curto prazo que se dispõe dificilmente isso ocorerá. |
27 de abr. de 2012
Veto negociado – Merval Pereira
| OPINIÃO Veto negociado Dilma vai vetar alguns pontos do Código Florestal aprovado pelo Congresso, tenta o impossível acalmar ambientalistas e não enfurecer os ruralistas Charge- HUMBERTO – Jornal do Comercio (PE) Postado por Merval Pereira Tudo indica que a presidente Dilma vetará mesmo alguns pontos do novo Código Florestal que foi aprovado pela Câmara, editando uma medida provisória que recuperaria parte do acordo acertado no Senado. Seria uma maneira de não se confrontar com o Congresso como um todo, alegando que foi descumprido um compromisso negociado politicamente. Os ambientalistas alegam que alguns pontos são essenciais, como a obrigatoriedade de recomposição das faixas de rio que foram desmatadas. Eles entendem que da maneira como foi aprovado o texto, os agricultores ficam desobrigados de recuperar o que foi desmatado, o que caracterizaria uma anistia. No acordo do Senado essa obrigação era explícita no texto do novo Código Florestal, e já foi fruto de muita negociação, pois os ambientalistas mais ortodoxos não queriam nem mesmo essa possibilidade de anistia, exigindo punição especialmente para os que desmataram depois do decreto de crimes ambientais de 2008. Outro ponto importante para os ambientalistas é a obrigação de fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR), para definir a reserva legal e a Área de Preservação Permanente (APP). Também seria preciso recolocar na lei a possibilidade de o Comitê de Bacias, onde têm assento os prefeitos, governadores, empresários, determinar medidas suplementares de proteção. Por fim, mas não menos importante, os ambientalistas querem que seja retirada da legislação a permissão para que sejam autorizadas atividades “agropecuárias” nos topos dos morros, quando o acordo era para que apenas culturas permanentes como café, maçãs ou uvas fossem permitidas. Os ambientalistas temem que a ampliação do conceito permita a criação de gado nas encostas dos morros. Até o momento o governo não teme que o veto seja derrubado, pois acham difícil conseguir maioria absoluta contra a Presidente, ainda mais que o veto será feito em pontos específicos, não será total, e retomando o acordo do Senado. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, lembrou que existem compromissos assumidos por Dilma na campanha eleitoral que ela honrará. Foi o mesmo que a própria presidente disse para seu ex-ministro do Meio Ambiente, atual Secretário do governo do Rio, Carlos Minc. Ela assegurou, mesmo sem falar diretamente de vetos, que honraria os compromissos assumidos. Minc foi um de seus assessores para a área de Meio Ambiente durante a campanha. *Acrescentamos subtítulo e charge ao texto original |
23 de abr. de 2012
Maluf com medo de parar na cadeia dos gringos
| BRASIL - CORRUPÇÃO Maluf com medo de parar na cadeia dos gringos Maluf quer que o governo brasileiro, via Ministro da Justiça, dê um jeito dele contornar o pedido de prisão feito pela Interpol, a pedido da promotoria de Nova Iorque. A situação é a seguinte: como deputado federal, ele goza, por aqui, de privilégios, imunidades e foro especial, mas se ele por os pés fora do Brasil, vai em cana. Desde março de 2010 que Maluf não pratica seu esporte predileto: fazer turismo em paraísos fiscais. Foto: Valter Campanato/ABr Postado por Toinho de Passira Na sua coluna no site Congresso em Foco, o jornalista Leandro Mazzini, diz que o deputado paulista, Paulo Maluf, o patrono dos corruptos brasilerios, na lista de procurados pela Interpol, em 181 países, esta enchendo o saco do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, para que seja encontrado um ‘jeitinho’ dele não ser capturado, caso ultrapasse as fronteiras brasileiras. Atualmente Maluf só está livre das garras da Interpol, no Brasil, pois nossa legislação não permite que um brasileiro nato possa ser extraditado. Acusado pela Promotoria de Nova York pelos crimes de conspiração, auxílio na remessa de dinheiro ilegal para Nova York e roubo de dinheiro público em São Paulo. Segundo denúncia do promotor americano Robert Morgenthau, Paulo Maluf teria enviado, de janeiro a agosto de 1998, US$ 11,68 milhões de fundos roubados para uma conta nos Estados Unidos, que teria servido de ponte para encaminhar o dinheiro para a Ilha de Jersey. Maluf está numa sinuca de bico, pelo visto seus advogados acreditam que ele seria absolvido caso acontecesse um julgamento, em Nova Iorque, mas para o julgamento acontecer, ele precisaria depor e está presente (não há julgamento à revelia por lá). A prisão de Maluf solicitada pela promotoria deve-se ao fato dele ter esnobado a justiça americana e ter deixado de comparecer inúmeras vezes, quando intimado a depor, num tribunal nova-iorquino. essa ó está na lista da Interpol porque não compareceu ao depoimento em NY. Se ele tentar entrar em território americano será preso no primeiro aeroporto fora do Brasil que o avião que o conduzir aterrissar. Pelo visto ele não gostou de ficar preso por 40 dias, na Polícia Federal, em 2005, com os bens bloqueados, numa solicitação da Polícia Federal, mas acabou solto graças a um habeas corpus. Segundo o colunista, o deputado tentou negociar seu depoimento na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, em vão. Agora, Cardozo intervém para que Maluf preste o depoimento por videoconferência. ”Apreciador de bons vinhos e viagens, sua maior prisão é não poder sair do Brasil”. Além do mais ele deve estar morrendo de saudades de suas contas numeradas na Suíça, de passear clandestino pelos bucólicos paraísos fiscais e lavar dinheiro comprando obras de arte em Paris. Fotomontagem, sobre captura de video, de Toinho de Passira |
22 de abr. de 2012
Paul McCartney, o arretado
| PERNAMBUCO Paul McCartney, o arretado Este sábado (21) vai ficar marcado na história de Pernambuco e das cerca de 60 mil pessoas que lotaram o Estádio do Arruda para assistir ao show do cantor britânico Paul McCartney. Crianças, adultos e idosos se entregaram a 3h de uma apresentação repleta de emoção Foto: Marcos Hermes/Divulgaçao Postado por Toinho de Passira Foi uma noite perfeita para milhares de fãs que rumaram para o estádio do Arruda, neste sábado (21), no Recife. Gente vinda de todos os cantos do país, para conferir de perto mais uma performance de Paul McCartney, 70, apresentando-se pela primeira vez na região Nordeste. Os shows de Paul trouxe ao Recife fãs de outros estados do Nordeste. Segundo a produtora da turnê, 51% dos ingressos foram vendidos em Pernambuco e o restante ficou dividido entre os estados mais próximos: 12% para a Paraíba, 8% para o Rio Grande do Norte; 7% para o Ceará e 7% para o Alagoas. Fãs de São Paulo e do Rio de Janeiro corresponderam a 4% dos ingressos vendidos. Foto: Marcos Hermes/Divulgaçao O ídolo de várias gerações desde a chegada ao aeroporto, no seu jato particular, às duas da manhã, não se fez de rogado, acessível dentro do possível, aos fãs e a imprensa. Apesar de ser uma estrela internacional, cercado de seguranças, chegou e saiu do hotel, acompanhado de sua esposa, com os vidros do utilitário que o transportava, abaixado, não economizando simpatia. Foto: Ivanildo Bezerra/Prefeitura-Recife O show começou com "Magical Mystery Tour", "Juniors Farm" e "All My Loving". Simpático, ele dançou, gesticulou, acenou e agradou muito os fãs. O público do Recife foi o primeiro, entre os brasileiros, a ouvir "Night before" ao vivo, segundo o própiro Paul. Os românticos também foram contemplados. Para a atual esposa, Nancy Shevell, 52, ele cantou "My Valentine", canção do disco novo composta para ela e executada de surpresa, pela primeira vez no seu casamento. Na sequência, foi a vez de lembrar Linda McCartney, inspiração de "Maybe I'm amazed". Foto: Marcos Hermes/Divulgaçao Por volta das 22h50 aconteceu um dos momentos mais emocionantes do show, quando a banda de Paul começou a tocar Something. Fotos de George Harrison foram colocadas no telão. Foto: Vanessa Bahé / G1 Durante a introdução de "Yellow Submarine" ele revelou, que tocava um instrumento havaiano, um ukulele ganho de presente de George. " Foto: Luiza Mendonça/G1 Por fim cantou "Yesterday" e "Helter skelter" e tocou ao piano "Golden slumbers". E voltou a falar em português: Foto: Marcos Hermes/Divulgaçao |
21 de abr. de 2012
Os trapalhões do serviço secreto americano e as prostitutas colombianas
| ESTADOS UNIDOS
Os trapalhões do serviço secreto americano e as prostitutas colombianas Pelo menos três agentes do serviço secreto americano já foram afastados do cargo e outros 11 estão sendo investigados, por terem "interagido", com prostitutas, no hotel, onde estava hospedado o presidente Obama durante sua visita a Colômbia. CHARGE: Olle Johansson- Norra Västerbotten - Suiça Postado por Toinho de Passira A noticia escandalosa de que agentes do Serviço Secreto e alguns militares dos EUA levaram 20 prostitutas para um hotel em Cartagena, na Colômbia, onde o presidente Barack Obama se hospedou, durante a Cúpula das Américas, na semana passada, acabou abafando a morna participação do mandatário americano, no evento e pôs em cheque o lendário e cinematográfico profissionalismo do pessoal encarregado da segurança do presidente dos Estados Unidos da América. Devido a existência da Guerrilha da FARC (Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia) que mesmo enfraquecida é a principal responsável pelos altos índices de violências no país, que inclui atentados terroristas, envolvimento com carteis de drogas e sequestros de políticos, imagina-se que as preocupações e os cuidados com a segurança do Presidente dos Estados Unidos, em local tão sensível teriam sido redobradas. Pelo menos é o que se esperava. Foto: New York Daily News
Mas a atuação dos agentes americanos, encarregados de fazer a segurança de Barack Obama na Colômbia, nada tem a ver com a seriedade da missão, pareciam estar atuando num filme pastelão tipo “Loucademia de Polícia”. Foto: Mandel Ngan/Agence France-Presse/Getty-Images Ao que se sabe onze agentes do serviço secreto encarregado da segurança de Obama e pelo menos 10 militares, entre os quais membros das forças especiais do Exército e dos Marines, estão sendo investigados pela conduta irregular. CHARGE : Michael Ramirez - Investor BusinesDaily-USA |
20 de abr. de 2012
Tudo indica que Sarkozy vai perder as eleições
| FRANÇA – ELEIÇÕES Tudo indica que Sarkozy vai perder as eleições O primeiro turno das eleições francesas, para presidente da republica, neste domingo, levará para o segundo turno, dois candidatos, entre os dez disputantes. O conservador Nicolas Sarkozy, tentando a reeleição e o socialista François Hollande, da chamada "esquerda-caviar" parisiense, devem ser os credenciados nas urnas. As pesquisas apontam um empate técnico no primeiro turno, com Hollande ligeiramente à frente. Mas para o segundo turno, no começo de maio, as pesquisas indicam que uma derrota fragorosa aguarda Nicolas Sarkozy. Fotos: Getty Images Postado por Toinho de Passira Segundo a agência de notícias Reuters, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, está encurralado no cenário eleitoral. Usou o seu penúltimo comício para minimizar as pesquisas ruins para sua candidatura a um novo mandato, a três dias do primeiro turno. Fez um discurso desafiador, ameaçando dar uma "lição" na oposição de esquerda. Todas as pesquisas indicam um amplo favoritismo do socialista François Hollande no segundo turno da eleição, em 6 de maio. O penúltimo comício do presidente conservador antes do primeiro turno aconteceu em subúrbio sofisticado de Paris. Num discurso que alternou gritos e sussurros, Sarkozy prometeu reduzir a imigração pela metade, reformar os benefícios para desempregados e pressionar a União Europeia a impor condições mais duras no comércio com nações emergentes. Mas o principal alvo do discurso foi a "esquerda-caviar" parisiense, que teria, junto à imprensa, decidido de antemão o resultado da eleição, sem esperar a voz das urnas. Foto: Getty Images "(A eleição) vai ensinar a toda essa gente uma lição que nunca ninguém ensinou antes", disse ele a cerca de 500 simpatizantes, sem especificar se a "lição" seria a sua vitória eleitoral, ou apenas um resultado melhor do que preveem as pesquisas. Fotos: Getty Images |
PERFIL: Hollande, o "Sr. Normal", é favorito na eleição
| FRANÇA – ELEIÇÕES
PERFIL: Hollande, o "Sr. Normal", é favorito “Para além das políticas econômicas que são cruciais na atual eleição, Hollande tem uma agenda política típica da centro-esquerda moderna: ele promete autorizar o casamento entre homossexuais, permitir a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, e legalizar a eutanásia sob rígidas condições. E diz que não tem a intenção de se casar de papel passado com sua companheira.” Foto: Associated Press Brian Love A primeira coisa que François Hollande, o "Sr. Normal", planeja fazer caso se torne o primeiro socialista a governar a França em 17 anos será reduzir o próprio salário em 30 por cento. Uma coisa que ele promete não fazer é promover nacionalizações e gastos públicos desenfreados, como fez o último presidente socialista da França, François Mitterrand, no começo do seu governo (1981-95). Hollande, de 57 anos, é um político moderado de centro-esquerda, cuja campanha se baseia no compromisso de eliminar o déficit público da França até 2017, elevando impostos, principalmente dos ricos, para financiar gastos públicos prioritários em áreas como a educação. Tal posição é criticada por muitos economistas que argumentam que a França deveria cortar profundamente os gastos públicos e reduzir o papel do Estado para confrontar a dívida pública, estimular a economia e tornar o país internacionalmente mais competitivo. Mas Holland argumenta que medidas de austeridade como as recentemente adotadas pela Grécia seriam um tiro no pé, por reduzir a atividade econômica e, consequentemente, a arrecadação tributária, o que acaba elevando o déficit ao invés de reduzi-lo. Foto: Getty Images Para além das políticas econômicas que são cruciais na atual eleição, Hollande tem uma agenda política típica da centro-esquerda moderna: ele promete autorizar o casamento entre homossexuais, permitir a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, e legalizar a eutanásia sob rígidas condições. E diz que não tem a intenção de se casar de papel passado com sua companheira, a elegante jornalista Valerie Trierweiler. |
PERFIL: Estilo de Sarkozy vira um fardo na sua campanha
| FRANÇA – ELEIÇÕES
PERFIL: Estilo de Sarkozy vira um fardo na sua campanha “Aos olhos de muitos eleitores, o maior fracasso de Sarkozy é que, ao invés de acabar com a praga do desemprego, como ele prometeu apaixonadamente, os pedidos de seguro-desemprego cresceram em 750 mil, atingido seu maior nível em 12 anos, devido à crise econômica”. Foto: Reuters Catherine Bremer Em cinco anos, Nicolas Sarkozy deixou de ser um político que conquistou a França com discursos enérgicos, nos quais prometia colocar dinheiro no bolso dos trabalhadores, para se tornar o mais impopular presidente a tentar a reeleição na história do país. Em 2007, o conservador Sarkozy atraiu eleitores jovens, operários e centristas com uma campanha agressiva e com a determinação de alcançar o poder apesar de ser filho de um imigrante húngaro e de não ter tido a mesma formação elitista de outros políticos. Na sua dura batalha para conquistar um segundo mandato em 6 de maio, o jeito impetuoso e agressivo que tanto ajudou Sarkozy há cinco anos desta vez não está seduzindo o eleitorado francês - muito pelo contrário. Sua popularidade atual é a mais baixa desde o começo do mandato. O presidente lidou com habilidade com uma série de crises internacionais recentes, mas as preocupações econômicas do eleitorado parecem pesar mais. Uma pesquisa do instituto Ifop publicada uma semana antes do primeiro turno da eleição, que será no domingo, mostrou que 64 por cento dos entrevistados estão descontentes com a atuação dele, contra apenas 36 por cento de satisfeitos. O único outro presidente francês a tentar a reeleição com um grau de aprovação tão baixo foi o conservador Valery Giscard d'Estaing, que tinha apenas 40 por cento de poio quando foi derrotado pelo socialista François Mitterrand em 1981. Aos olhos de muitos eleitores, o maior fracasso de Sarkozy é que, ao invés de acabar com a praga do desemprego, como ele prometeu apaixonadamente, os pedidos de seguro-desemprego cresceram em 750 mil, atingido seu maior nível em 12 anos, devido à crise econômica. As principais reformas aprovadas pelo presidente - elevar a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, abrandar a jornada semanal de 35 horas de trabalho, dar mais autonomia às universidades e alterar o sistema tributário para incentivar as horas extras e a propriedade imobiliária - de pouco serviram para lhe dar crédito entre os eleitores. Em sua campanha deste ano Sarkozy promete reformar o mercado trabalhista e o sistema tributário para estimular a indústria e a geração de empregos. Ele também propõe reduzir a imigração legal pela metade, e convocar referendos para aprovar medidas importantes. Propostas à parte, muitos franceses dizem sentir repulsa pelo estilo pessoal insolente do presidente, e podem votar mais para se livrar de Sarkozy do que por entusiasmo pelo candidato favorito, o socialista François Hollande Eleitores de centro se sentem especialmente alienados pelas posições radicais que Sarkozy adota com relação à imigração e à integração europeia, numa estratégia para tentar conquistar os votos de eleitores do partido ultradireitista Frente Nacional. Até mesmo os simpatizantes dele se sentem incomodados com a publicidade que cercou o fim do seu casamento, após poucos meses de mandato, e o espalhafatoso namoro com a supermodelo Carla Bruni, que viria a se tornar sua terceira mulher. "COMETI UM ERRO" Sarkozy, de 57 anos, recentemente pediu desculpas pelos rompantes do começo de mandato, e admitiu ter passado uma imagem errada ao comemorar a vitória eleitoral de 2007 com amigos milionários em um restaurante chique, e ao tomar emprestado um iate de um empresário. Ele manifestou arrependimento por ter tentado garantir um cargo público para o seu filho universitário e por ter batido boca com um pescador que o insultou, em 2007, durante uma acalorada discussão por causa do preço do combustível. Ele prometeu ser um presidente diferente se for reeleito. "Cometi um erro", disse ele ao canal de TV France 2, sobre o incidente com o pescador. "Quando alguém me insulta, eu não gosto, mas como presidente eu não deveria ter reagido assim." Isso não adiantou para melhorar sua popularidade, e muitos eleitores que votaram nele sem maior compromisso em 2007 afirmam que desta vez vão votar em branco ou na esquerda. Foto: Reuters Advogado de formação, Sarkozy, construiu sua base política como prefeito do rico subúrbio parisiense de Neuilly, e angariou atenção nacional ao entrar numa creche para resgatar crianças sequestradas por um homem apelidado de "Bomba Humana". |
19 de abr. de 2012
Congresso cria a CPI de Carlinhos Cachoeira
| BRASIL - CORRUPÇÃO
Congresso cria a CPI de Carlinhos Cachoeira O Congresso Nacional criou na manhã desta quinta-feira (19) a comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que irá investigar os crimes cometidos pelo contraventor Carlos Cachoeira e o seu envolvimento com deputados e senadores, além de outros agentes públicos e privados. As relações de Cachoeira foram desmontadas pela Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo. Foto: José Cruz/ABr Postado por Toinho de Passira Em sessão extraordinária, o primeiro-secretário do Congresso, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), leu em plenário o requerimento de instalação da CPMI. Dessa forma, ela está praticamente criada. A presidente interina do Congresso, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), marcou para a próxima terça-feira (24) a sessão para a leitura dos nomes indicados pelos partidos para compor a comissão, que será formada por 15 deputados e 15 senadores, e igual número de suplentes. Na contagem final das assinaturas, foram contabilizadas 337 na Câmara e 72 no Senado, números mais do que suficientes para criar uma CPI, que regimentalmente exige a assinatura de 171 deputados e 27 senadores. No entanto, até a meia-noite de hoje (19) os parlamentares ainda podem inserir ou retirar assinaturas. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Líderes de partidos da base governista negaram a intenção do governo de realizar uma “operação abafa”. De acordo com o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), a informação de que o governo da presidenta Dilma Rousseff estaria manobrando para manter o controle sobre a CPMI é “fruto da imaginação de quem está trabalhando com isso”. “Não há nenhuma previsão do governo de controlar os trabalhos da CPI. Vamos investigar essa quadrilha que se formou no país e manteve relações com vários agentes públicos”, disse.
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Cristina Kirchner: o perturbador calote petrolífero
| ARGENTINA Cristina Kirchner: o pertubador calote petrolifero Enquanto o governo argentino anuncia que não vai pagar nem um “peso furado” pela estatização da petroleira YPF, diante da fatura de US$ 10 bilhões exigidos pela espanhola Repsol. A Petrobras que opera na Argentina desde 1993 e no ano passado, respondeu por 6% da exploração e 14,1% do refino de petróleo e derivados portenho, põe as barbas de molho, até porque, antes mesmo da estatização da YPF, os argentinos já atacaram a petrolífera brasileira, de forma desleal e faltosa, como costumam fazer no futebol. Charge Financial Times Postado por Toinho de Passira No dia seguinte do anúncio da estatização da petroleira YPF, o governo argentino disse que não vai pagar os US$ 10 bilhões exigidos pela espanhola Repsol. O senado argentino passou a tarde discutindo a desapropriação da YPF. O ministro do planejamento, Julio de Vido, que assumiu o controle da petroleira, usou fotos para mostrar supostos danos ambientais provocados pela YPF, na província de Mendoza. Ele disse que a empresa terá que pagar por isso. O vice-ministro da economia, Axel Kicillof, disse ainda que a YPF tem uma dívida de US$ 9 bilhões e, por isso, o governo argentino não vai pagar o que Repsol exige receber pela expropriação. A petroleira espanhola diz que vai cobrar indenização de US$ 10 bilhões. O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, saiu em defesa da YPF. Disse que há um profundo mal-estar. "É uma decisão que rompe o entendimento que sempre existiu entre os dois países." O embaixador argentino foi convocado para prestar esclarecimentos em Madri. Para o chanceler espanhol, a Argentina deu um tiro no pé e vai perder a confiança do mundo. A chanceler da União Europeia, Catherine Ashton, disse que o governo argentino precisa cumprir com os compromissos firmados com investidores europeus. A Argentina já vinha recebendo menos investimentos estrangeiros, no ano passado foram US$ 6 bilhões. Para o mercado, a insegurança jurídica na Argentina deverá reduzir ainda mais o interesse dos investidores. Mas Cristina Kirchner deixa claro que vai mesmo seguir o rumo da intervenção. Foto: Getty Images Embalada nas repercussões positivas o público interno, a presidenta anunciou que foi anexado ao projeto original de expropriação mais uma expropriação a outra empresa da Repsol, ligada ao setor de gás. Foto: Divulgação Em maio de 2011, a Petrobras deu o primeiro passo nesse sentido ao vender a refinaria de San Lorenzo, Argentina, e parte de sua rede de postos de gasolina, que hoje inclui 300 unidades. Foto: Getty Images |
18 de abr. de 2012
Juan Carlos, o rei caçador, na mira dos ambientalistas
| ESPANHA Juan Carlos, o rei caçador, na mira dos ambientalistas Enquanto o governo espanhol impõe duras medidas de austeridade e faz cortes no orçamento que tornam a vida dos cidadãos cada vez mais difícil, descobriu que o rei, de férias, mata elefantes na África, sob o patrocínio de um empresário sírio, seu amigo pessoal, unidos pelo prazer da caça. Mesmo pedindo desculpas, confessando que errou, que não vai fazer mais, o rei espanhol, não vai deixar de ser alvo dos ambientalistas, que não perdoam pelo gesto, até por que ele é presidente de honra do World Wildlife Fund, uma das mais importantes organizações em defesa da natureza do mundo. Foto: FaceBook Postado por Toinho de Passira O respeitado rei da Espanha, Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias, Juan Carlos I, 74 anos, protagoniza um escândalo sem precedentes nos seus 36 anos de reinado, que compromete a monarquia espanhola, e a ameaça a sua permanência no trono espanhol, por ter sido flagrado caçando elefantes e outros animais africanos num safari em Botswana, um país da África Austral, que tem fronteiras com a África do Sul, onde a caça é uma prática legal, mediante paga (30 mil euros ou 75 mil reais) por cada animal abatido. A nebulosa história veio a publico, pois o monarca durante sua permanência de caça na África sofreu um acidente no chalé onde estava hospedando e teve que ser levado emergencialmente a Espanha onde se submeteu a uma bem sucedida cirurgia de implante de prótese de quadril. Incialmente interessados no estado de saúde real, os jornalistas aos poucos foram desvendando os acontecimentos e acabaram constatando que o acidente havia acontecido enquanto o rei estava caçando elefantes na África. De repente, de vítima o amado rei passou a vilão, principalmente quando os jornais espanhóis, para ilustrar o ocorrido, publicaram uma comprometedora foto datada de 2006, que mostramos acima, onde ele posa, portando uma arma de grosso calibre, junto a um guia de caça, diante de um elefante morto, presumivelmente por ele, na mesma Botswana. A outra questão imediatamente posta em evidencia, foi o contraste da vida real, envolvido em aventuras exóticas e dispendiosas, com a situação da Espanha, imersa em profunda crise econômica e de credibilidade, obrigando o governo a exigir dos cidadãos sujeitos a taxas insuportáveis de desempregos sacrifícios cada vez maiores. Foto: Divulgação Questionou-se se a viagem catastrófica de caçador no continente africano teria sido por conta do contribuinte. Depois de muitas especulações tem se afirmado como certo que a ventura foi patrocinada pelo empresário milionário, Eyad Mohamed Kayali, nascido na Síria saudita, residente há 30 anos na Espanha e que serve de ponte, entre Juan Carlos e o príncipe Salman bin Abdulaziz al Saud, ministro da Defesa da Arábia Saudita e terceiro na linha de sucessão à Coroa, de quem é amigo íntimo e cuida dos negócios herdeiro saudita na Espanha. Foto: Aliance/DPA A caça de elefantes em Botswana é uma prática legal, não apenas permitida como incentivada pelo governo local. Os interessados devem ir às áreas onde a caça é permitida acompanhados de um funcionário do governo. Morto o magnífico animal, o maior mamífero existente sobre a superfície da Terra – absurdo dos absurdos, pois a gestação de cada elefante chega perto de dois anos –, o funcionário do governo fotografa o corpo, para os arquivos oficiais, e registra a posição por meio de GPS. Foto: Divulgação Oficialmente, o governo de Botswana – país do sul da África com meio milhão de quilômetros quadrados e uma fauna espetacular – alega que há “excesso” de elefantes no país. Estariam sobrando 60 mil animais. Como o elefante, que é o verdadeiro rei dos animais, não tem predadores – ninguém, nem bandos de leões, pode com ele, a menos que esteja ferido ou doente –, esse suposto excesso estaria dizimando as folhas de árvores e as gramíneas que servem de alimentação de outros herbívoros. Com essa desculpa o governo de Botswana “vende” a caça do elefante legalmente, para horror dos ambientalistas de todo o mundo. Foto: Divulgação Os caçadores se hospedam em um dos muitos “acampamentos” — instalações que vão desde acampamentos propriamente dito, simples e austeros, até verdadeiros hotéis cinco estrelas, em plena savana africana, num dos quais estava meio clandestinamente hospedado o rei espanhol, agora questionado. Foto: FaceBook Agora alvo de criticas de vários setores da sociedade, espanhola e mundial, estarrecida, em tempos de preservação da natureza, em sabê-lo caçador impiedoso de animais silvestre, como o elefante e búfalos, questionam seu cargo de presidente de honra de uma das mais importantes organizações pró-natureza do mundo, o World Wildlife Fund. Foto: Getty Images
Fotos: Getty Images |
Fellini e Wagner Moura, parecidos?


















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