| HAITI - BRASIL Brasil reduz tropas no Haiti e muda foco de missão O contingente do Brasil, o maior entre os 56 países que integram a missão de paz no Haiti, perderá 288 de seus 2.189 membros até abril, uma redução que também aconteceu nos contingentes dos outros países envolvidos na Minustah, a missão da ONU na região. As mudanças ocorrem após uma série de denúncias contra a presença dos boinas azuis no Haiti, como a constatação de que a recente epidemia de cólera que matou cerca de 7 mil haitianos e contaminou pelo menos 400 mil começou num acampamento de militares nepaleses e de abusos a um jovem haitiano praticado por soldados uruguaios. Foto: Sangue Verde Oliva João Fellet Enviado especial da BBC Brasil ao Haiti A bordo de um veículo fortificado, um militar brasileiro percorre lentamente uma rua de Croix-des-Bouquets, bairro na periferia da capital haitiana, Porto Príncipe. Ao chegar ao fim da via, engata a marcha a ré e regressa com igual cuidado ao ponto de onde partiu, até erguer o polegar para um colega, sinalizando o cumprimento da missão. A despeito de qualquer semelhança, a cena não retrata uma patrulha da Minustah (Missão da ONU para a Estabilização no Haiti, cujo braço militar é chefiado pelo Brasil) em alguma região perigosa de Porto Príncipe, mas sim o asfaltamento das ruas que darão acesso ao primeiro hospital permanente de Croix-des-Bouquets, uma das várias obras em curso tocadas pela missão. À medida que a remoção dos escombros do terremoto de 2010 deixa para trás a fase emergencial e que os níveis de violência se estabilizam no Haiti, a Minustah – estabelecida em 2004 – começa a reduzir seu contingente e a mudar o foco da missão. Nos próximos meses, conforme determinação do Conselho de Segurança da ONU, a Minustah concluirá a repatriação de 2.750 (20%) de seus 13.331 integrantes, fazendo com que a força volte a patamar próximo do que tinha antes do terremoto de 2010. O contingente do Brasil, o maior entre os 56 países que integram a missão, perderá 288 de seus 2.189 membros até abril. Nos contingentes de outras nacionalidades, a redução já foi praticamente concluída, segundo a missão. As mudanças ocorrem após uma série de denúncias contra a Minustah, como a de que a recente epidemia de cólera que matou cerca de 7 mil haitianos e contaminou pelo menos 400 mil começou num acampamento de militares nepaleses. A acusação ganhou força em maio de 2011, quando um relatório patrocinado pela ONU apontou o acampamento nepalês como a provável origem do surto. Outro acontecimento que gerou críticas à missão foi a divulgação, em setembro, de um vídeo em que cinco soldados uruguaios abusavam de um jovem haitiano. Os militares foram repatriados e estão presos. Novos procedimentos
Comandante da vertente militar da Minustah, o general brasileiro Luiz Eduardo Ramos diz à BBC Brasil que a realização pacífica da última eleição presidencial haitiana, no ano passado, mostrou que o Haiti estava mais estável e que a missão poderia alterar alguns procedimentos. "Naquela época, as tropas estavam usando blindados, coletes, capacetes, armamento muito forte – uma postura que não se justificava mais", afirma Ramos, para quem o Haiti hoje, em termos de segurança, "está em boas condições para um país da América Central". Em agosto, o general determinou que os blindados só fossem usados à noite e que os militares atuassem de maneira menos ostensiva, com armas mais leves. Paralelamente, em coordenação com o comando civil da Minustah, ampliou os investimentos da missão em obras. "Hoje a nossa menina dos olhos é a engenharia. Na sua essência (a missão) não mudou, mas agora ela é uma missão mais voltada ao viés humanitário", diz. Além de asfaltar vias, os militares estão instalando postes elétricos (abastecidos por energia solar), drenando canais, construindo escolas, hospitais e prédios para o governo haitiano, removendo entulho, limpando vias e perfurando poços artesianos, entre outras ações. Segundo o general, a redução no contingente não afetará essas atividades, pois só serão repatriados soldados de infantaria, e não engenheiros militares. Hoje, os engenheiros representam 15% do total de integrantes da Minustah, porcentagem que deve aumentar nos próximos meses.
Os resultados da maior ênfase em engenharia são visíveis em partes de Cité Soleil, bairro pobre de Porto Príncipe outrora dominado por gangues. Hoje, muitas das vias do bairro estão pavimentadas e limpas, e as melhores condições de segurança permitem que ONGs estrangeiras atuem em escolas locais. Em compensação, em áreas do bairro que ainda não foram beneficiadas pelas ações, o lixo mistura-se com as casas, não há iluminação pública à noite e o esgoto corre a céu aberto. A BBC Brasil acompanhou uma patrulha rotineira de militares brasileiros pelo bairro. Embora a maioria dos moradores reagisse com indiferença aos soldados (à exceção das crianças, que pediam dinheiro e esticavam as mãos para cumprimentá-los), um jovem adulto interpelou o grupo para dizer que líderes de gangues expulsas estavam regressando ao local. No comando da equipe, o major Reginaldo Rosa dos Santos respondeu, por intermédio do tradutor, que o novo delegado da Polícia Nacional do Haiti (PNH) responsável pela região, cuidaria do caso. Isso porque, ainda que militares da Minustah façam patrulhas e, eventualmente, participem de operações para combater grupos criminosos, cabe à PNH apurar denúncias e efetuar prisões. Conforme o mandato que a instaurou, a Minustah – por intermédio da UNPOL, a polícia da ONU – deve prover "apoio operacional à PNH", além de supervisionar a ampliação e reforma da instituição. No entanto, para o senador haitiano Youri Latortue, além de não apoiar a PNH como deveria, a Minustah é incapaz de evitar abusos de seus integrantes. Latortue, que culpa a missão pela epidemia de cólera, diz ter recebido na Comissão de Justiça do Senado doze denúncias de estupro e abuso de menores por militares estrangeiros. Embora avalie a redução no contingente da Minustah como "um passo importante", ele defende que as tropas estrangeiras sejam substituídas em dois anos por uma nova força haitiana, intenção já anunciada pelo presidente Michel Martelly – que, no entanto, não estipulou um prazo para a implantação da nova unidade. O senador diz que a instauração da Minustah tinha um propósito justo: estabilizar o país durante a turbulência social que sucedeu a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. Aristide, que desmantelara o Exército em 1994 após ter sido deposto num golpe, voltou a deixar o país em 2004, em meio a graves distúrbios após a morte do líder de um grupo criminoso. Porém, oito anos depois, Latortue afirma que o cenário mudou e que a manutenção das tropas estrangeiras assusta investidores. "Não temos uma situação de guerra no Haiti, temos um presidente eleito e temos congressistas eleitos." Segundo ele, com mais 3 mil policiais e 5 mil homens na nova força, o Haiti poderia assumir integralmente sua segurança. Recursos internacionais
Um motorista de Porto Príncipe que se identifica como Will Smith acrescenta outra crítica à missão: para ele, a Minustah fere a soberania do país ao decidir como é investida grande parte dos recursos internacionais destinados ao Haiti. Ele acredita que o governo haitiano deveria se encarregar dessas decisões. Já o general Ramos diz que a missão trata com rigor todas as denúncias de abusos e que uma pesquisa conduzida pela missão nos bairros de Cité Soleil e Belair mostrou que 80% dos moradores querem que a força permaneça no país por enquanto. "Logicamente há interesses contrariados na presença da ONU, alguns dos quais têm poder de influenciar na mídia." Ele atribui parte das críticas a "alguns focos de pessoas ligadas a gangues que foram neutralizadas pela tropa brasileira". Segundo ele, ainda não é o momento de montar um Exército haitiano que substitua a Minustah. "Exército é caro, não sei se o país teria recursos necessários, porque precisa de hospitais, escolas." Para o embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, "ninguém tem o objetivo de se perenizar no Haiti". No entanto, ele diz que a Minustah sucede cinco missões da ONU que se retiraram prematuramente do país. "O haitiano quer que nós vamos embora? Quer. Mas todos os níveis, do presidente aos moradores de Cité Soleil, entendem que não pode ser uma retirada precipitada e imediata, com o risco de haver retrocesso às condições de 2004", afirma. *Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original |
29 de fev. de 2012
Brasil reduz tropas no Haiti e muda foco de missão
28 de fev. de 2012
EUA cancelam contrato de US$ 355 mi com a Embraer
| ESTADOS UNIDOS - BRASIL EUA cancelam contrato de US$ 355 mi com a Embraer A USAF (Força Aérea Americana) divulgou nesta terça-feira que não irá mais comprar 20 aviões do modelo Super Tucano da Embraer. O motivo do cancelamento do contrato de US$ 355 milhões seria problemas na documentação.
Foto: EMBRAER/Divulgação Postado por Toinho de Passira A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que está cancelando contrato de 355 milhões de dólares para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, da Embraer, citando problemas com a documentação. A empresa brasileira, entretanto, disse que forneceu toda a documentação requerida no prazo solicitado. A Força Aérea disse que vai rescindir o contrato efetivamente na sexta-feira e investigar a decisão da licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft. Em comunicado, a Embraer "lamenta" a decisão. "A decisão a favor do Super Tucano... foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente", disse a Embraer. A fabricante disse ainda que "permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos EUA e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto" para decidir os próximos passos. O secretário da Força Aérea Michael Donley disse, em comunicado, que "apesar de buscarmos a perfeição, nós às vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção", disse. "Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor." O general da área de equipamentos da Força Aérea dos EUA, Donald Hoffman, ordenou uma investigação sobre a situação, afirmou o porta-voz da Força Aérea. Não foram fornecidos mais detalhes, visto que as propostas apresentadas para a Força Aérea possuíam dados confidenciais das empresas. A notícia acerca da rescisão do contrato é um revés para o grupo de aquisições da Força Aérea dos EUA, que lutava para reconstruir sua reputação após uma série de embaraçosas revogações durante uma batalha entre a Boeing e a europeia EADS para a fabricação de 179 aviões de reabastecimento aéreo para as forças armadas norte-americanas. Em 30 de dezembro, a Força Aérea dos EUA definiu que a Sierra Nevada e a Embraer tinham obtido o contrato para venda de 20 aviões Super Tucano A-29, assim como treinamento e suporte, para serem utilizados no Afeganistão. Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro, quando a Hawker Beechcraft entrou na Justiça questionando a decisão. No ocasião, a Força Aérea disse, contudo, que acreditava que a competição e a avaliação para seleção do fornecedor tinham sido justas, abertas e transparentes. A Hawker havia oferecido seus aviões AT-6 de ataque leve na competição, afirmando que eles custariam 25 por cento menos e que haveria um "custo drasticamente mais eficaz" de manutenção que os aviões da Embraer. A companhia disse ainda que a decisão poderia afetar 1.400 empregos em Kansas e em outros Estados dos EUA e tornar ociosa uma das últimas fábricas no país capazes de construir um turboélice militar. A força aérea dos EUA notificou a Hawker em novembro de que a sua aeronave não era competitiva e que seria desqualificada. A Sierra Nevada disse em comunicado neste mês que a Força Aérea havia encontrado "diversas deficiências" no avião da Hawker. O Super Tucano A-29 foi desenvolvido para missões de contra-insurgência e atualmente é usado por cinco forças aéreas, e ainda existem outras encomendas, segundo a Embraer. Em entrevista à Reuters em 16 de janeiro, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, uma empresa da fabricante brasileira, Luiz Carlos Aguiar, havia mostrado confiança na retomada do contrato com os EUA. Na ocasião, o executivo disse, ainda, que a venda para os EUA funcionaria de vitrine para campanhas promocionais do Super Tucano junto a outras forças aéreas. |
26 de fev. de 2012
Dois mortos no incêndio da base de brasileira na Antártica
| ANTÁRTICA - BRASIL Dois mortos no incêndio da base de brasileira na Antártica Dois militares acabaram morrendo ao tentar combater o incêndio que acabou por destruir completamente a base brasileira Comandante Ferraz, que fazia pesquisas com cientistas e técnicos brasileiros na Antártida. Cerca de 50 pessoas estavam na estação quando o incêndio começou. Mais um militar acabou ferido, mas não corre risco de morte. Os outros já foram resgatados e trazidos para o Brasil, desde o Chile. O acidente aconteceu no mesmo dia em que foi denunciado que o governo brasileiro estava escondendo que uma embarcação da marinha brasileira havia afundado desde dezembro, com 10 mil litros de diesel, próximo à base. Há riscos do Brasil sofrer sanções internacionais pelos acidentes, que poderão ser considerados falhas graves para quem trabalha em área tão sensível e de proteção ambiental tão severa. Foto: Armada Chilena/ Informador Chile Postado por Toinho de Passira Dois militares brasileiros morreram no incêndio ocorrido na madrugada deste sábado da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). O suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos tentavam combater o fogo, que começou durante a madrugada na casa de máquinas da base, acabaram sucumbindo cercados pelo fogo. A marinha afirmou que o ferido, o primeiro-sargento Luciano Gomes Medeiros, não corre risco de morte. Ele foi levado até Punta Arenas, no Chile, de onde embarcará para o Rio de Janeiro. Todos os pesquisadores e funcionários civis foram resgatados e já se encontram no continente, no Chile, de onde devem regressar ao Brasil, possivelmente nesta domingo. 12 militares da Marinha, inclusive o comandante da base, ficaram numa base chilena vizinha à brasileira na Ilha Rei George, na Antártica. Eles devem retornar a base Comandante Ferraz, para ajudar no trabalho de perícia e no resgate dos dois corpos. Um navio da Marinha brasileira também se deslocou para a Ilha Rei George, para ajudar na tarefa. Foto: Reuters O acidente ocorreu na Praça de Máquinas, onde ficam os geradores de energia, por volta das 2h (horário de Brasília), segundo nota da Marinha do Brasil. Os integrantes do Grupo-Base (militares da Marinha responsáveis pela manutenção e operação da EACF) trabalham no combate ao incêndio. Fotos: Reuters/Site Informador Chile
De acordo com o governo, os 30 cientistas, um alpinista que presta apoio às atividades de pesquisa e um representante do Ministério do Meio Ambiente que estavam na Estação no momento do acidente estão bem e já foram para Punta Arenas (Chile). Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) vai resgatar os militares e pesquisadores. Foto: Eduardo Geraque/Folhapress Como nenhuma noticia ruim vem sozinha, foi divulgado quase que simultaneamente ao acidente da base Comandante Ferraz a notícia que o governo brasileiro estava escondendo, desde dezembro, que uma chata (embarcação de fundo chato usada para transporte de carga) rebocada pela Marinha afundou no litoral da Antártida com uma carga de 10 mil litros de óleo combustível. Foto: Reuters |
O isolamento de Marta Suplicy
| BRASIL O isolamento de Marta Suplicy Depois de preterida por Lula para ser candidata à prefeita de São Paulo, de ver o PT paulista tratar o atual prefeito paulistano Gilberto Kassab, seu arqui-inimigo, com deferências e honrarias, Marta Suplicy brigou feio com a bancada petista no senado, para se manter na primeira vice-presidência da casa, rompendo um acordo de rodízio no cargo, com o senador cearense José Pimentel. Foto: Felipe Barra/Agência Senado Postado por Toinho de Passira Os dias desde o início do ano têm sido ingratos para as pretensões políticas da senadora Marta Suplicy (PT-SP). Ex-prefeita de São Paulo, ela foi preterida na sua pretensão de disputar novamente o cargo pela vontade do ex-presidente Lula, que ungiu um neófito na política eleitoral como candidato, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad. Ex-mulher de um dos fundadores do partido, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), Marta deixou de comparecer à festa de aniversário de 32 anos do PT, para não se encontrar ali com um convidado de honra do partido, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Rejeitada como candidata, Marta teve contestada também sua oposição à estratégia da direção petista, que quer Kassab como aliado de Haddad nas eleições paulistanas. Se as eleições municipais deste ano botaram Marta em rota de colisão com Lula e a cúpula do PT, a sua situação não anda muito melhor com relação a seus colegas petistas no Senado. É o que revelam bastidores recuperados pelo Congresso em Foco da reunião entre os senadores petistas em que o assunto foi tratado, no último dia 1º de fevereiro. A reunião estava marcada para que fosse decidida a escolha do novo líder do partido no Senado, em substituição ao senador Humberto Costa (PT-PE). Disputavam o cargo os senadores Walter Pinheiro (PT-BA) e Wellington Dias (PT-PI). Inicialmente, iniciou-se uma votação, e Wellington disparou na frente na preferência de seus colegas. Até uma intervenção do senador Jorge Viana (PT-AC). Ele argumentou que seria importante que o novo líder assegurasse a sua disposição de não dividir a atenção do comando da bancada com as eleições municipais. Neste momento, Wellington, que tem a pretensão de voltar a ser governador do Piauí em 2014, retirou sua candidatura à liderança. Sem outro concorrente, o cargo ficou, então, para Walter Pinheiro. Foi quando Marta resolveu introduzir a questão da sua permanência na primeira vice-presidência do Senado, assunto que, inicialmente, não estava na pauta da reunião. Desde o ano passado, ela e o senador José Pimentel (PT-CE) brigavam pelo cargo. Pimentel reivindicava o cumprimento de um suposto acordo feito quando Marta tornou-se primeira vice-presidente, no processo que escolheu José Sarney (PMDB-AP) presidente do Senado. Por esse acordo, Marta deixaria o cargo e ele passaria a ser este ano de José Pimentel. De acordo com os senadores petistas, naquela ocasião Marta aceitara o acerto porque imaginava-se candidata à prefeitura de São Paulo agora, o que acabou não acontecendo. “Vamos aproveitar a reunião e resolver logo essa questão”, propôs Marta. Pimentel lembrou o acordo. Marta respondeu, ríspida, segundo senadores que participavam do encontro, pondo o dedo na cara de Pimentel. “Você sabe que nunca houve acordo nenhum. Inclusive, você brigou muito pelo cargo no ano passado. A verdade é essa”, respondeu Marta. Vários senadores começaram a ponderar que tinha, sim, havido acordo. Mata insistiu na inexistência do acordo, e ponderou que, pelo regimento do Senado, ele talvez nem fosse possível sem que houvesse uma nova eleição. Além disso, outros rodízios supostamente prometidos também não estariam sendo cumpridos. Paulo Paim (PT-RS) pretendia permanecer na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Delcídio Amaral (PT-MS) à frente da Comissão de Assuntos Econômicos. Os senadores começaram a argumentar que o agravamento de uma disputa interna entre os petistas poderia fazer com que o partido acabasse perdendo seus cargos. O PMDB, ponderou-se, acompanhava de perto a briga na bancada do PT para, diante de um impasse, acabar reivindicando-os. Coube a Jorge Viana por panos quentes: “Marta, todos nós temos aqui o maior respeito por você. Nenhum de nós aqui abriu mão de algo tão importante como você fez no caso das eleições em São Paulo”, disse Viana. A frase do senador acreano soou como um sinal de que a senadora poderia ser mesmo merecedora de um prêmio de consolação pela derrota a ela imposta por Lula ao preferir Fernando Haddad como candidato. José Pimentel abriu mão, então, de suas pretensões. E Marta manteve-se na primeira vice-presidência do Senado. Segundo senadores que participaram da reunião, porém, o episódio deixou sequelas, pela forma como Marta impôs seu nome, pela rispidez da discussão e pelo fato de que um acordo anterior fora rompido. Seu único apoio hoje estaria em seu ex-marido, Eduardo Suplicy. |
20 de fev. de 2012
Rio de Janeiro – primeiro dia de desfile
| CARNAVAL 2012
Rio de Janeiro – primeiro dia de desfile Imagens selecionadas do primeiro dia de desfile das escolas de Samba do Rio de Janeiro Foto: Ego Postado por Toinho de Passira |
19 de fev. de 2012
Spok Frevo e Genaro do acordeon “Frevo Sanfonado” de Sivuca e Glorinha Gadelha
| Spok Frevo e Genaro do acordeon tocam “Frevo Sanfonado” de Sivuca e Glorinha Gadelha
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Galo da Madrugada, o soberano do sábado de Carnaval
| PERNAMBUCO – CARNAVAL 2012 Galo da Madrugada, o soberano do sábado de Carnaval O Galo da Madrugada sempre compete com ele mesmo e ganha. Nesse ano, mesmo debaixo de chuva, ou por ter sido debaixo de Chuva, superou o ano passado e os anos anteriores em animação, quantidade e qualidade de foliões. Todo mundo fantasiado, homenageando Luiz Gonzaga, o rei do Baião que se vivo completaria 100 anos. O Recife homenageia Alceu Valença, que mesmo vivo, já é eterno. Fotos: Wagner Ramos/Folha de Pernambuco Postado por Toinho de Passira O dia em que a sanfona e a zabumba misturaram-se com os metais do frevo. Às 9h, após uma queima de fogos, o carro abre-alas do Galo da Madrugada saiu pelas ruas do Centro do Recife. Este 35º desfile homenageia o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. A maior agremiação de rua do mundo percorreu 4,5 km reunindo 25 trios elétricos. Os artistas de destaque foram Gustavo Travassos, Fafá de Belém e Beto Hortiz, no trio elétrico Zeus; Maestro Forró, no Guinness; Alceu Valença, no Milenium; Cristina Amaral e Lia de Itamaracá, no Faraó; Calypso, no Selva Nua; além de Spock, Gerlane Lopes, Elba Ramalho, Josildo Sá e Jorge Vercillo, no Pileque. O Galo tinha a saída prevista para as 9h, depois da queima de fogos na Praça Sérgio Loreto. Saiu religiosamente atrasado, ou antecipado, ninguém sabe bem, uma vez que desde as seis da manhã o Recife “ebulia” no percurso do Galo. Foto: Tiago Silva/JC Imagem Por mais que se escreva, filme, transmita ao vivo, nada é comparável a emoção de estar no meio da multidão sob o sol e a chuva do Recife desfilando junto do Galo da Madrugada. Foto: Rodrigo Lobo/JC Imagem Foto: JC Imagem |










Os brasileiros integrantes da base resgatados pela Força Aérea Argentina, chegando ao Chile 








































