17 de jun de 2011

LONDRES: Roupa grátis para quem chegar seminua

LONDRES
Roupa grátis para quem chegar seminua
Em Londres loja distribuiu roupa grátis aos 100 primeiros clientes que chegaram vestindo apenas roupa de baixo

Foto: AFP/Getty Images

Muita gente disposta a enfrentar com a animação o vexame, o frio e a longa espera para participar da promoção “chegue seminua e saia vestida”

Postado por Toinho de Passira
Fontes:This is London, Photo Blog MSN, Metro, G1

Essa não é a primeira vez, e parece não será a última devido ao sucesso mundial de marketing, as Lojas desigual, com franquias em quase todo mundo, ofereceu nesta quinta, desta vez na capital inglesa, roupa grátis aos 100 primeiros clientes que chegasse as suas portas, hoje de manhã vestidos apenas de cuecas ou lingerie.

Desde às 23 horas da véspera, centenas de jovens corajosos enfrentaram inclusive o frio e a chuva fina que caiu durante a madrugada e apresentaram-se já semidespidos prontos para ganhar roupas grátis, enfileirados diante do estabelecimento, para alegria dos fotógrafos e transeuntes.

A fila acabou reunindo mais de 300 interessados na promoção. Pelo menos 200 deles saíram decepcionados, por não terem conseguido a targeta que lhes dava direito as roupas, privilegio só obtido pelos 100 primeiros, conforme havia sido anunciado.


11 de jun de 2011

BRASÍLIA: Dilma 2 X PMDB 0

BRASÍLIA
Dilma 2 X PMDB 0
A presidenta resolveu encarar o PMDB. Usou do seu poder presidencial sem dó nem piedade. Os principais caciques peemedebistas estão com pinturas de guerra. A batalha irá se travar nos corredores, gabinetes e nos plenários do Congresso Nacional, já a partir dessa próxima semana. Será uma batalha suja, antiética e inescrupulosa. Quem irá recuar?

Charge : Paixão – Gazeta do Povo (PR)

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Blog do Noblat, Blog do Josias de Souza, Revista Veja, ”thepassiranews”

Visto apenas pela ótica dos resultados, parece que a presidenta da republica, Dilma Rousseff resolveu assumir a presidência da republica finalmente. Não se sabe se é jogo de cena, se é uma rebeldia momentânea, se agora a coisa vai ou se o governo Dilma sairá do marasmo para um abismo político profundo.

Publicamente a demissão de Antonio Palocci teria sido feita contra a vontade do ex-presidente Lula. Nos subterrâneos podem estar mancomunados e tudo não passar de uma encenação. Lula posa de apoiador de companheiros em desgraça e ela de líder independente que se aconselha com o ex-presidente, mas tem o poder da decisão final.

Uma coisa, porém, ficou bem claro nestes últimos episódios, da demissão de Palocci e da nomeação de Ideli Salvati para coordenadora política do governo: Dilma esta se lixando para o PMDB.

Essa seria uma ótima notícia se ela tivesse força política e apoio integral do resto da base aliada, pelo menos, para enfrentar as feras e a fúria peemedebista.

Contam que o bruxo Michel Temer, odiou o tratamento a ele dispensado durante a crise de Antônio Palocci, não foi ouvido, não foi procurado, não foi informado. Um aliado importante, encabeçando a maior bancada partidária do Congresso, Temer ficou à margem das decisões. Sabe-se que apenas há meia hora antes do anuncio da saída do Ministro ele foi informado da mudança. Mas mesmo assim, só teria sabido oficialmente o nome da substituta, a arrebitada senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), depois da divulgação do seu nome através da imprensa.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat a perniciosa nata peemedebista ficou madrugada adentro, no Palácio Jaburu, residência oficial do vice-presidente, destilando bílis, dizendo-se traído enviando ameaçadoras mensagens cifradas para Dilma, falando mal da nova ministra e dizendo que se não participasse da escolha do novo ministro das relações institucionais a coisa ia ficar feia.

Entre os revoltados estavam o presidente do Senado, José Sarney (AP); o deputado Eduardo Cunha (RJ); o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN); o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR); o senador Eunício Oliveira (CE); o líder do Senado, Renan Calheiros (AL); o senador Vital do Rego (PB); o presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO); e o diretor da CEF Geddel Vieira Lima (BA). Como se vê uma trupe de perigosos e mal afamados elementos.

Dois dias depois o jornalista Josias de Souza relata que Renan Calheiros demonstrava mais aborrecimento com o planalto incomodado com o fato dos repórteres estarem mais bem informados do que ele sobre a recente nomeação de Ideli Salvati, para ser a negociadora política do governo, chefe da pasta de Relações Institucionais.

Renan estava com aquele olhar de cangaceiro alagoano esperando a vítima numa emboscada pronto para o bote, como uma cascavel de vereda.

Renan nunca gostou de Ideli (quem gosta?), e quando estava debaixo de chumbo grosso, presidindo o senado, em 2007, as voltas com denuncias de ter recebido ajuda financeira de uma empreiteira para bancar despesas e pagar a pensão alimentícia da filha que tivera, fora do casamento, com uma jornalista, irregularidades na declaração de bens e emissão de notas fiscais frias na compra e venda de bois virtuais, uma manada que apresentava uma produtividade muito acima da média brasileira, supostamente para lavar dinheiro, sutilmente incluiu a petista na sua longa lista de dossiês.

Acossada, Ideli Salvatti, tornou-se uma canina defensora de Calheiros, não por livre e espontânea vontade, Renan mandara dizer a então senadora, na ocasião, que instalaria a CPI das ONGs se Ideli não o apoiasse. Ideli teve ligações umbilicais com petistas de ONGs envolvidas em desvios e financiamentos irregulares de campanhas em Santa Catarina, seu berço político.

Sonhando voltar à cadeira de presidente do Senado, depois da saída de Sarney, Renan sabe que se não detonar Ideli até lá, seus projetos políticos serão torpedeados. Vai reunir a jagunçada e jogar sujo.

Como se vê prenuncia-se uma guerra por espaços no congresso, como os embates pelos pontos do tráfico, nas favelas cariocas. Vença quem vencer o Brasil sairá perdendo.

Ilustração da Revista Veja

Ilustração da Revista Veja mostrando os famosos dossiês de Renan. Pressão e chantagem sobre a então senadora e atual ministra Ideli Salvati


10 de jun de 2011

BRASÍLIA: Ideli, a pitbul, assume Relações Institucionais

BRASÍLIA
Ideli, a pitbul, assume Relações Institucionais
Ideli reúne todos os requisitos que não a recomenda como Ministra das Relações Institucionais, como não possuía para ser Ministra da Pesca. Sua incompetência gritante, sua falta de educação e perfil de barraqueira, afastaria, pelo bom senso, a possibilidade de sua escolha. Mas a presidenta Dilma acha que é disso que vai precisar para negociar os projetos do governo no Congresso Nacional. O bicho vai pegar.


Ideli ensaiando uma negociação em nome do governo

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Agência Brasil

Ao que tudo indica a presidenta Dilma depois que perdeu seu porquinho de estimação, o mega corrupto Antonio Palocci, resolveu brigar com a base aliada do Congresso, pondo a frente da pasta das relações institucionais a defectível, mal humorada e pouco asseada Ideli Salvati.

Desde o inicio do governo Dilma a frente do Ministério da Pesca e Aquicultura, a ex-senadora não decepcionou as expectativas de incompetência e inutilidade na sua atuação a frente do Ministério. Sua imobilidade não causou espanto, sabia-se desde a princípio, que ela não tinha, nem tem a menor aptidão para o cargo. Comentou-se a época que sua única afinidade com o Ministério da Pesca era o fato de exalar um forte odor de arenque defumado, principalmente, quando está de mau humor.

Ideli é quase uma unanimidade repulsiva, não só entre os parlamentares da oposição, mais principalmente entre os integrantes da base aliada. O Congresso que fora saneado pelo povo, alijando a sua figura ignóbil do senado federal, vê agora frustrado, o seu retorno “triunfal” como representante do governo, para negociar com os parlamentares.

Prepotente, grosseira, inconveniente e muito pouco polida, Ideli é o oposto do perfil para o cargo. Sabe-se que o PMDB vai fritá-la em fogo brando e o PT vai ignorá-la. Sua queda é uma aposta com muitos apostadores. Os pessimistas afirmam que ela não assiste o desfile de 7 de setembro como Ministra da Relações Institucionais, os otimistas, que ela não vai receber os presentes de Papai Noel no cargo.

O diabo é que Dilma tem uma dívida de gratidão para com Ideli, por ter lhe defendido quando o senador piauiense Mão Santa, insinuou que Dilma, como chefe da Casa Civil, era encarregada de cacarejar toda vez que o governo Lula fingia que punha um ovo.

Era um sofisma, o senador comparava os métodos de propaganda do governo petista, aos do nazismo, tendo a frente o General alemão o Ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels.

Ato continuo, Ideli, sem compreender muito o que se passava, surgiu esbaforida no plenário do senado, pondo fumaça pela narinas e exalando odor de enxofre, gritando nos microfones, que não admitia que chamassem a ministra Dilma de galinha.

Foi assim que ela ganhou o cargo.


6 de jun de 2011

CHARGE: PAIXÃO – Gazeta do Povo (PR)


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PAIXÃO- Gazeta do Povo (PR)


Veja lança a última pá de cal sobre Palocci

BRASIL
Veja lança a última pá de cal sobre Palocci
A revista Veja dessa semana dá o tiro de misericórdia no moribundo Ministro Chefe da Casa Civil, do governo de Dilma Rousseff, que está sustentado apenas por um fio de barba de Lula. Acuado por indagações sobre seu enriquecimento repentino, coleciona desafetos inclusive no seu partido, dispostos a vê-lo longe do ministério. Mal acabou de dá explicações insatisfatória sobre como enriquecer sendo tesoureiro da campanha presidencial, tem que explicar agora porque mora de aluguel num apartamento que formalmente pertence a uma empresa de fachada (?)

Foto: Revista Veja
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A cabeça de Palocci mal se sustenta no corpo

Texto de Leonardo Coutinho
com reportagem de André Eler, Laura Diniz, Marcelo Sperandio e Igor Paulin
Fonte: Revista Veja

Peça-chave do governo Dilma Rousseff, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, perdeu sustentação. Palocci entrou em parafuso há vinte dias, quando se descobriu que ele havia conciliado suas atividades como deputado, coordenador da campanha eleitoral da presidente da República e seu principal assessor com a de homem de negócios.

O ministro revelou sua, digamos, dupla militância depois que o jornal Folha de S.Paulo noticiou que, em 2010, ele havia comprado um apartamento de 500 metros quadrados nos Jardins, bairro nobre paulistano, por 6,6 milhões de reais e, no ano anterior, uma sala comercial na mesma região por 882 000 reais.

Com esses imóveis, o patrimônio pessoal de Palocci multiplicou-se 25 vezes desde 2006. Com um salário de 16500 reais como deputado, ele viu-se na contingência de ter de explicar tamanha evolução patrimonial.

O ministro informou ter prestado serviços de consultoria a empresas privadas - mas omitiu quais foram seus clientes e quanto eles lhe pagaram. Veio a público que esses trabalhos lhe renderam 20 milhões de reais em 2010, dos quais 10 milhões foram recebidos nos dois meses subsequentes à eleição presidencial.

Na semana passada, VEJA revelou mais um dado da vida particular do ministro que destoa de seu salário de homem público. Ele mora em São Paulo não no apartamento de 500 metros quadrados dos Jardins, mas em outro ainda maior: de 640 metros quadrados, em Moema, nas imediações do Parque do Ibirapuera, área igualmente nobre da cidade. A certidão desse imóvel, obtida por VEJA, mostra que ele pode ser uma fome de mais constrangimento para o ministro.

Ladeado por varandas, com quatro suítes, três salas, duas lareiras, churrasqueira e outros requintes, o apartamento serve à família de Palocci há quatro anos. Está avaliado em 4 milhões de reais.

O condomínio chega a 4600 reais e o IPTU a 2300 reais mensais. A assessoria do ministro informa que ele paga aluguel. Imobiliárias que administram as unidades vizinhas à de Palocci informam que o valor médio da locação naquele prédio é de 15000 reais.

De acordo com o 14° Ofício de Registro de Imóveis de São Paulo, o apartamento no qual Palocci mora pertence à Lion Franquia e Participações Ltda. Essa empresa, por sua vez, está registrada em nome de dois sócios: Dayvini Costa Nunes, com 99,5% das cotas, e Filipe Garcia dos Santos, com 0,5%. Começa aqui a estranha história do apartamento alugado por Palocci. Filipe Garcia dos Santos tem apenas 17 anos e somente foi emancipado no ano passado.

Dayvini, seu sócio majoritário, tem 23 anos, é representante comercial, mora em um casebre de fundos na periferia da cidade de Mauá, no ABC paulista. Ex-funcionário da prefeitura da cidade, comandada pelo petista Oswaldo Dias, já ganhou a vida como vendedor em uma loja de roupas e, hoje, sobrevive transportando videogames em seu carro, uma Saveiro comprada a sessenta prestações. Deve 400 reais a uma administradora de cartões de crédito, teve de abandonar o curso de administração por não conseguir pagar a mensalidade da faculdade e, agora, está sendo processado por essa instituição, que exige a quitação de 3200 reais. Tanto seu telefone fixo quanto o celular estão cortados por falta de pagamento.

Dayvini ganha 700 reais por mês e ainda é sustentado por sua mãe, uma professora da rede pública de ensino. Precisaria trabalhar sete meses, e não gastar um centavo sequer, para conseguir pagar um mês de condomínio no edifício onde mora Palocci.

Como pode, então, ser dono do imóvel?

A resposta é simples: Dayvini não passa de um laranja, termo utilizado em relação a pessoas que assumem como suas as propriedades de terceiros. Ou melhor, Dayvini é a árvore mais visível de um laranjal.

Na quinta-feira passada, ele conversou com VEJA em sua casa de 70 metros quadrados em Mauá (veja o quadro na pág. 72 e vídeo em VEJA.com). Mostrou-se surpreso ao ser confrontado com a informação de que é o dono formal do vistoso apartamento no qual mora o ministro.

"Nunca tive bem algum", disse ele na entrevista. Pelos documentos registrados em cartório, descobre-se que o nome de Dayvini começou a aparecer na escritura do imóvel em janeiro de 2008. Naquele mês, o representante comercial foi registrado como beneficiário de uma hipoteca no valor de 233450 reais, cuja garantia era o apartamento do Ibirapuera.

"Eu sou pobre. Como eles poderiam me dever?", indagou Dayvini, na quinta-feira. Em setembro de 2008, o imóvel foi transferido por doação à Lion Franquia e Participações Ltda. No dia 29 de dezembro do ano passado, quando Palocci já posava como homem forte do governo Dilma, Dayvini assumiu 99,5% das cotas da Lion Franquia e Participações.

Questionado por VEJA, o representante comercial garantiu que jamais recebeu um tostão de aluguel de Palocci. Na sexta-feira, porém, Dayvini telefonou para VEJA a fim de mudar a versão que havia contado no dia anterior. Ele não negou ser laranja da Lion, mas afirmou que o fez voluntariamente• para ajudar parentes.

"Eu quero tirar essas empresas do meu nome", disse. Em seguida, afirmou ter mentido na entrevista do dia anterior e explicou o motivo: "Esse problema envolve pessoas com quem eu não tenho como brigar. Não tenho como bater de frente com Palocci".

A cadeia de ilegalidades relacionadas ao apartamento onde reside o ministro da Casa Civil vai além da constituição de Dayvini como laranja da Lion Franquia e Participações. A empresa usou endereços falsos em todas as operações feitas nos últimos três anos. A Lion recebeu o apartamento onde mora Palocci em 2008, de um tal Gesmo Siqueira dos Santos, tio de Dayvini. Siqueira dos Santos responde a 35 processos por fraude de documentos, adulteração de combustível e sonegação fiscal. Uma mulher que trabalhou como empregada doméstica em sua casa foi usada como laranja em outras quatro empresas abertas por Siqueira Santos. O nome dela é sugestivo: Rosailde Laranjeira da Silva.

No caso da Lion Franquia e Participações, o sócio de Dayvini, o adolescente Filipe Garcia dos Santos, informou ao cartório de registro de imóveis um endereço residencial inexistente no Paraná. Na sede formal da Lion Franquia e Participações, na cidade de Salto, a 100 quilômetros da capital paulista, funciona uma loja de decoração. VEJA questionou o ministro Palocci, por meio de sua assessoria de imprensa, sobre o locador de imóvel do Ibirapuera, o valor do aluguel e a quem são feitos esses pagamentos. Não houve resposta.

Dê-se ao ministro o benefício da dúvida, pois ninguém que paga aluguel está obrigado a saber da idoneidade da pessoa física ou jurídica de quem aluga. Mas, dados o histórico e a posição de Palocci, é uma imprudência alugar o apartamento de uma empresa de fachada.

Não é a primeira vez que um trabalhador anônimo atravessa a carreira política do ministro da Casa Civil. Fiador da estabilidade econômica no primeiro governo Lula, principal interlocutor do empresariado entre os petistas e tido como hábil negociador político, Palocci perdeu o Ministério da Fazenda em 2006 por causa de uma casa em Brasília usada para encontros com prostitutas e negócios pouco republicanos.

Para desqualificar a principal testemunha de suas visitas à casa, ele envolveu-se na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. No ambiente de impunidade que nodoa o Brasil. Palocci teve uma segunda chance para reconstruir sua carreira política. No mesmo ano, elegeu-se deputado federal. Em 2009, obteve o arquivamento dos processos resultantes de escândalos ocorridos em sua gestão na prefeitura da paulista Ribeirão Preto.

No mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal o inocentou no caso do caseiro. Era tarde demais para que Palocci entrasse na lista dos presidenciáveis petistas, mas houve tempo suficiente para que ele assumisse, primeiro, a interlocução da então candidata Dilma com o empresariado - e, depois da eleição, encampasse também a representação política e boa parte da condução do novo governo.

Nessa função, Palocci amealhou mais adversários do que aliados. Representando a presidente, vetou a concessão de cargos federais aos expoentes da base governista. Há dez dias, chegou a trombar com o vice-presidente, o peemedebista Michel Temer. Em um telefonema desastroso, ameaçou demitir todos os indicados por Temer, se o PMDB não votasse contra o Código Florestal. O PMDB refutou a bravata.

A surpresa viria de seu próprio partido. No dia 27, o governador da Bahia, Jaques Wagner, se disse surpreso com o rendimento do consultor Palocci. Na semana passada, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acenou para o risco de a crise detonada por Palocci atingir o partido e o governo.

Na última quinta-feira, quatro integrantes da executiva da agremiação pediram a demissão imediata do chefe da Casa Civil. Entre os que cobraram a cabeça de Palocci, está até o secretário-geral do PT, Elói Pietá. O PT decidiu isolá-lo. "A crise não é do partido, é do governo", disse o deputado petista André Vargas (PR).

Dilma, sua chefe, e seu padrinho, o ex-presidente Luiz lnácio Lula da Silva, exigiram que ele apresentasse explicações imediatas. Na sexta-feira, ele tentou dá-las no Jornal Nacional. Ficaram longe de resolver o seu problema. E agora tem mais essa, do apartamento em São Paulo.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original

5 de jun de 2011

Vulcão chileno despertado pelos terremotos

CHILE
Vulcão chileno despertado pelos terremotos
O vulcão chileno Puyehue, postado próximo a fronteira com a Argentina, entrou em erupção no sábado, após dezenas de tremores de terra. A gigantesca coluna de fumaça, gás e detritos lançada na atmosfera a altura de dez quilometros, alcançou, neste domingo, localidades distantes em até 100 km. Turistas foram estimulados a deixar a região e cerca de 3,5 mil pessoas já foram retiradas das cercanias do vulcão. O movimento causado pelos terremotos ocorrido no Chile poderia ter despertado o vulcão que estava inativo desde 1960.

Foto: Reuters

As cinzas do vulcão chileno foram arremessadas na atmosfera como se fora um gigantesco cogumelo das explosões nucleares

Postado por Toinho de Passira
Fontes:BBC Brasil, La Terceira

As nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue-Caulle avançou neste domingo para a Patagônia argentina, como as cidades da província de Chubut, Trelew e Puerto Madryn, na costa atlântica.

As cidades argentinas estão a quase 900 quilômetros do complexo vulcânico e registram baixa visibilidade, segundo informa o site Infoglaciar, de Chubut.

O vulcão Puyehue, que forma parte da cadeia Puyehue-Cordón Caulle, perto da fronteira com a Argentina, entrou em erupção no sábado e grandes colunas de fumaça podiam ser vistas de longe.

Foto: Reuters

As cinzas do vulcão cobriram o balneário argentino de San Carlos de Bariloche, a 160 km da erupção, cancelando o fim de semana turístico

As cinzas chegaram até a cidade de San Carlos de Bariloche, a 160 quilômetros de distância, e Villa Angostura, a 45 quilômetros do epicentro do fenômeno.

A nuvem escureceu estas cidades a partir das cinco horas da tarde de sábado, como contou à rádio Mitre o prefeito de Villa Angostura, Ricardo Alonso.

“Hoje, domingo, podemos dizer que é uma situação de emergência, mas que estamos tomando todas as precauções necessárias. As aulas e os voos, por exemplo, foram suspensos até que tudo volte à normalidade”, afirmou.

Foto: Reuters

Enquanto o morador da cidade de Osorno sai da área de risco, o Puyehue-Caulle exibe sua força

Segundo a imprensa local, os moradores da cidade foram orientados a não sair de casa e o transporte público entre as duas cidades também foi interrompido.

Neste domingo foram cancelados doze voos do aeroporto Jorge Newberry, de Buenos Aires para a região patagônica. Entre eles, dois para Bariloche e um para Ushuaia, na província de Terra do Fogo – dois destinos muito visitados pelos brasileiros.

Segundo os jornais argentinos, os poucos moradores que saíram às ruas no sábado usavam máscaras para evitar respirar as cinzas vulcânicas.

No entanto, as autoridades chilenas decretaram alerta vermelho na região do vulcão, na localidade de Osorno, no sul do Chile e em frente a Bariloche.

Neste domingo, o subsecretário do Ministério do Interior, Rodrigo Ubilla, e o diretor nacional do Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol), Vicente Nunez, iniciaram discussões para retirar os moradores que permaneciam na região. Eles fizeram apelos para que os turistas deixassem o local.

Foto: Jornal La Terceira

Na véspera, cerca de 3,5 mil pessoas foram retiradas da região onde fica o vulcão.

A erupção, de acordo com as autoridades chilenas, foi acompanhada por “dezenas de tremores de terra” por hora. O movimento causado pelos terremotos poderia ter tornado o vulcão mais ativo, de acordo com a imprensa chilena.

Segundo o ministro de Mineração do Chile, Laurence Golborne, "a fumaça de gases vulcânicos tem uma altura de dez quilômetros e uma largura de cinco quilômetros".

A última erupção do vulcão Pueyhue ocorreu em 1960. Em 2008, outro vulcão chileno, Chaitén, também no sul do país, entrou em erupção, derramando igualmente cinzas na própria localidade e nas vizinhas províncias argentinas da Patagônia.

Foto: AFP

A assustadora beleza da natureza em fúria


2 de jun de 2011

Brandon e Kayla - coreografados por Stacey Tookey no programa “So You Think You can Dance”

Brandon e Kayla
dançam coreografados por Stacey Tookey
no Programa “So You Think You can Dance” da TV americana, um reality show tipo “American Idol”, onde competem dançarinos de todos os estilos.


”passiravideo”


OPINIÃO: Não tem solução - Dora Kramer

OPINIÃO
Não tem solução
“...Palocci: politicamente frágil, não pode fazer articulação política; moralmente baqueado, perdeu credibilidade para atuar na interlocução intra e extraministérios; na berlinda, não pode frequentar uma solenidade oficial sem que seja o foco de todas as atenções.”

Foto: Ricardo Stucker/PR

Lula e Palocci são unha e carne, comem no mesmo cocho e estão no mesmo barco.

Dora Kramer
Fonte: O Estado de S. Paulo - 02/06/2011

O ministro Antonio Palocci não tem mais como ficar no governo e quem diz isso não é a oposição. A esta provavelmente interessaria que ele ficasse na Casa Civil ao ponto de desgaste tão insustentável que se efetivasse o funcionamento de uma CPI.

Confirmada a convocação aprovada ontem na Comissão de Agricultura na Câmara, são quase nulas as chances de Palocci dar um show de convencimento. Não depois de tanta luta para se esconder. Derrubar a convocação, faltar? É pior.

Quem diz que Antonio Palocci não tem como ficar no governo é a situação. Aí entendida tanto quanto à posição dos governistas quanto ao agravamento das circunstâncias.

O exame dessas duas variantes resulta numa conclusão: a saída de Palocci da Casa Civil, e provavelmente da vida pública, no momento só depende da definição de quando e como ocorrerá o desfecho.

Pelo menos dois ministros já são vistos na cabeceira da pista para assumir a Casa Civil: Paulo Bernardo, das Comunicações, e José Eduardo Cardozo, da Justiça. Se a escolha realmente recairá sobre um dos dois, é algo ainda fora do campo de visão.

O que a paisagem nos mostra claramente é a perda de condições de Palocci de funcionar como o previsto pelo governo: politicamente frágil, não pode fazer articulação política; moralmente baqueado, perdeu credibilidade para atuar na interlocução intra e extraministérios; na berlinda, não pode frequentar uma solenidade oficial sem que seja o foco de todas as atenções.

Em resumo: toma, e de forma negativa, todo o espaço da cena. Tornou-se um problema quando era para ser uma solução. E para enfrentar um problema só há dois caminhos: resolvê-lo ou livrar-se dele.

A possibilidade de uma solução razoavelmente indolor ficou perdida neste quase um mês de carência de explicações e abundância de suspeições. Se o procurador-geral da República resolver abrir investigações, confirma-se a razão das suspeitas. Se não, a oposição ganha mais um argumento em favor da abertura da investigação parlamentar.

Pergunte-se a qualquer governista na posse plena de serenidade mental o motivo de Palocci não ter-se defendido e a resposta é uma só: não há explicação que não suscite novos e mais graves questionamentos.

Portanto, não há remédio. A respeito dessa sinuca falam os petistas que nos últimos dias resolveram compartilhar com o público suas impressões sobre o episódio e a falta de cerimônia dos demais partidos da base em manifestar suas opiniões.

Uma nítida sinalização de que não há mais o que salvar e, portanto, salve-se quem puder conseguir agora posição melhor na fotografia desse cenário adverso.

Quando uma defensora do governo como a senadora Gleisi Hoffmann aborda o afastamento do ministro durante uma reunião cujo conteúdo obviamente acabaria vindo a público, é de se imaginar que não se motive pelo mero desejo de ver o marido, Paulo Bernardo, como substituto dele na Casa Civil.

Além de não falar sozinha, a senadora não é tola nem primária.

A justificativa apresentada por ela ao alegar que o caso Palocci é "pessoal", e que no mensalão houve motivação coletiva, mais a informação do senador Eduardo Suplicy sobre uma consultoria de R$ 1 milhão, com taxa de sucesso para uma fusão de empresas, mostram que quanto mais se fala nesse episódio mais complicado fica.

Por isso, a cada dia se dilui a veemência das defesas, bem como na mesma proporção se animam os oportunistas a dar vazão aos seus baixos instintos.

O deputado Anthony Garotinho confere folclore ao chantagear o governo sabendo perfeitamente que o Planalto não pode mais resolver a questão no varejo e ao ironizar chamando as suspeitas que pesam sobre Palocci de "diamante de R$ 20 milhões". Sem maiores preocupações com detalhes como compostura e nome a zelar, diverte-se.

Em tese, a demissão de Palocci não deveria encerrar a questão, pois o caso em si do enriquecimento suspeito permanece em aberto. Mas, olhando as coisas sob o prisma do pragmatismo governamental, hoje o preço da retirada é o mais barato que o Planalto poderia conseguir para tirar o assunto de pauta.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original

OPINIÃO: Situação crítica - Merval Pereira

OPINIÃO
Situação crítica
"Enquanto Palocci não explica seu enriquecimento, boatos de todos os tipos circulam por Brasília, e a cada dia fica mais evidente que dentro do próprio PT cresce a tendência de considerar que ele está provocando mais problemas que soluções neste momento."

Charge: FRANK – Notícia (SC)

"A defesa obstinada de Palocci que o ex-presidente Lula fez, teria objetivo de proteger um nomeado seu, colocado por ele no setor mais estratégico do Ministério para tutelar o novo governo... "

Merval Pereira
Fonte: O Globo b- 02/06/11

Pode ser até que o governo consiga sustar a convocação do ministro Antonio Palocci, evitando assim que ele tenha que se explicar em uma comissão da Câmara. Mas, antes de ser uma solução, a reversão da decisão de uma instância da Câmara por ato de seu presidente eventualmente do PT pode colocar mais lenha na fogueira, aumentando a percepção de que alguma coisa muito grave está sendo escondida do distinto público.

O fato de a oposição ter conseguido abrir uma brecha na blindagem ao chefe da Casa Civil fala muito mais da divisão interna do governo do que propriamente da capacidade de atuação dos partidos oposicionistas, mesmo que se tenha que elogiar sua perseverança.

A situação é tão confusa que ninguém sabe exatamente onde começa o boicote a Palocci e onde termina a incompetência governista.

Sabe-se, por exemplo, que a senadora Gleisi Hoffmann, uma petista de alto coturno, sugeriu em conversa reservada da qual participou o ex-presidente Lula que as suspeitas contra o chefe da Casa Civil já estariam prejudicando o governo Dilma e que estava na hora de ele se explicar para não contaminar definitivamente o Planalto.

Se aliarmos a esse comentário o fato de que a senadora é casada com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que, segundo a boataria que corre solta em Brasília, poderia vir a ser o substituto de Palocci na Casa Civil, temos aí pelo menos uma bela intriga palaciana que terá desdobramentos futuros, seja qual for o resultado da blindagem de Palocci.

Do jeito que as coisas estão no momento, a defesa do chefe da Casa Civil parece ser a única salvação do governo Dilma, que sem ele não teria condições de existir nos próximos três anos e meio de mandato e ficaria "arrastando-se" até o final.

Esse raciocínio é simplesmente do ex-presidente Lula, que o desenvolveu nessas conversas dos últimos dias com aliados supostamente para proteger a presidente Dilma, e que na prática acabaram por piorar sua situação.

Como é difícil imaginar que Lula faça movimentos políticos sem medir suas consequências, é forçoso imaginar que ele tenha querido fixar a posição de comandante prioritário do governo, colocando a presidente em situação subalterna de maneira pensada.

Talvez o tenham incomodado as comparações que se faziam, sempre em benefício da novidade, entre o estilo sóbrio da presidente e sua maneira desabrida de fazer política.

A defesa obstinada de Palocci que o ex-presidente fez, sem medir as consequências para a presidente de direito, teria também o objetivo de proteger um nomeado seu, colocado por ele no setor mais estratégico do Ministério para tutelar o novo governo, juntamente com o seu ex-chefe de Gabinete Gilberto Carvalho, transferido para a Secretaria-Geral da Presidência.

Enquanto Palocci não explica seu enriquecimento, boatos de todos os tipos circulam por Brasília, e a cada dia fica mais evidente que dentro do próprio PT cresce a tendência de considerar que ele está provocando mais problemas que soluções neste momento.

O raciocínio que teria desenvolvido a senadora Gleisi é de que o escândalo do mensalão teria sido provocado por ações que favoreceriam o PT, enquanto o problema de Palocci seria de índole pessoal, o que retiraria do PT a obrigação de defendê-lo.

Há, porém, quem afirme que esse dinheirão todo que o chefe da Casa Civil arrecadou, sobretudo os milhões que entraram em sua conta nos últimos meses de campanha, na verdade, pelo menos em parte, teria destinação partidária, seja para financiamento da campanha presidencial, seja para a formação do Instituto Lula.

Essa seria uma explicação lógica para o ponto mais grave da acusação, a de que Palocci continuou a atuar como "consultor" mesmo depois de ter sido indicado coordenador da campanha de Dilma.

Se, no início da campanha, Palocci tivesse encerrado as atividades de sua "consultoria", coisa que só fez no final de 2010, quando Dilma já estava eleita, poderia hoje alegar que assim procedera para evitar conflitos de interesse diante da possibilidade de a candidata do PT ser eleita.

Mas, tendo continuado a operar duplamente durante toda a campanha e, mais que isso, tendo recebido o grosso do dinheiro depois da eleição, só faz crescer a suspeita de que o que sua "consultoria" vendia mesmo era tráfico de influência.

Essa suspeita que domina a opinião pública só será dissipada se o ainda chefe da Casa Civil conseguir, em depoimento no Congresso ou em entrevista, desmontar as insinuações, provando que nenhum de seus clientes teve favores do governo, deste ou do anterior.

Mas o pouco que se sabe hoje já dá para desconfiar de que alguma coisa próxima do tráfico de influência ocorreu.

O caso apresentado pela liderança do PSDB na Câmara é exemplar disso. A restituição pela Receita Federal à cliente de Palocci incorporadora WTorre, no valor de R$9,2 milhões, teria acontecido em prazo recorde - 44 dias - e ao mesmo tempo em que a empresa fez uma doação à campanha de Dilma.

O governo alegou que o pagamento foi feito por ordem judicial, mas não foi exatamente isso. A ordem judicial foi para que a Receita tomasse uma decisão sobre o caso, que estava parado na burocracia. Perguntado sobre por que então o governo não recorrera da "decisão judicial", a alegação burocrática foi de que a Receita perdera o prazo de recurso, o que seria no mínimo prevaricação.

A convocação da Câmara ocorre quando a Procuradoria Geral da República pede mais explicações a Palocci, considerando insuficientes as que ele mandara anteriormente.

O governo estava contando com decisão favorável ao ministro para hoje, o que esfriaria a crise. Ao contrário, o pedido de Roberto Gurgel, ao adiar a decisão por mais uma semana, aumenta a temperatura da crise e indica que, até o momento, as explicações de Palocci são insuficientes para impedir a abertura de um inquérito.


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