15 de mai de 2011

Lula não vai ser incluído como réu no mensalão

BRASIL – MENSALÃO
Lula não vai ser incluído como réu no mensalão
A lógica diz que não vai ser mais possível fazer sentar no banco dos réus, o chefe legítimo da quadrilha que operou o mensalão, o ex-presidente Luiz Inácio ”mão leve” da Silva. Apesar do esforço do procurador federal gaúcho, Manoel Pastana, que evidenciou os rastros da atuação do chefe do executivo no esquema que comprava parlamentares e financiava campanha com dinheiro sujo surrupiado dos cofres públicos.

Charge Humberto - publicada no Jornal do Comércio (PE) em setembro de 2005

Lula como presidente beneficiou, em bilhões, o Banco de Minas Gerais, um dos que operava o esquema corruto do mensalão.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Correio do Brasil, Movimento de Vigília, Congresso em Foco

O ex-presidente Lula não perdeu um minuto de sono com essa tentativa, do procurador federal gaúcho, Manoel Pastana, de fazê-lo sentar no banco dos réus. Não que ele durma o sono dos justos e inocentes, mas tem a tranquilidade cínica, de quem fez um trabalho sujo bem feito. O tempo está também ao se favor, as intempéries e mãos cumplices trataram de apagar as poucas digitais, de seus dezenoves dedos, deixadas na cena do crime.

O mensalão foi o único dos crimes desse degenerado governo petista a chegar aos tribunais. Mesmo com um nome masculino, pode-se dizer que é a mãe de todas as outras volumosas corrupções e desmandos que imperaram durante os oito anos de governo de Lula, tão bem herdado pela companheira Dilma.

O mensalão foi um delito político da maior gravidade. Envolveu milhões em dinheiro público roubado. Contou com a participação volumosa de importantes parlamentares. Foi capitaneado pelo Partido dos Trabalhadores que usou o dinheiro sujo da corrupção para influenciar nas votações do Parlamento e ajudar a eleger os aliados nas eleições municipais de 2002, que firmou a base para a reeleição de Lula em 2004.

Pode-se dizer então que o PT continua hoje no poder graças ao mensalão. A história política desse país foi reescrita a partir da compra de consciências, com a distribuição massiva de dinheiro nos bolsões de miséria. Estamos, pois sob o império da fraude.

Os quarenta réus que respondem processos no Supremo Tribunal Federal, devido ao mensalão, são os apenas os mais evidentes espécimes da fauna dos “corruptos brasiliannis”. Não há dúvidas que tantos outros, por sorte, ou por falhas investigativas não foram alcançados. Bem como, nem todos os milhões desviados figuram na contabilidade criminosa exposta.

Temos que bater palmas para essa sofisticada organização criminosa, incrustada na direção do Partido dos Trabalhadores, que produziu um efeito tão expressivo, pelo lado negativo, na história politica brasileira, e previsivelmente, sairá impune, e poderosa dessa falcatrua monumental.

Ninguém tem dúvidas que Lula comandava todo o esquema, sob a coordenação do seu então poderoso Chefe da Casa Civil, José Dirceu e pelo presidente do seu partido o ex-deputado federal José Genoíno (que está sendo preparado para assumir o Ministério da Defesa).

O ex-presidente Lula ouviu relatos que o “mensalão” estava acontecendo, na fase de compra de votos de parlamentares, por diversas vezes e diante de testemunhas. Nada fez e depois disse cinicamente que nada sabia. A prova do tamanho do crime e da sua importância, é que se decidiu à época, sacrificar, no altar da corrupção, o poderoso Chefe da Casa Militar José Dirceu, para aplacar a sede dos investigadores e poupar Lula. Se mesmo culpado Dirceu exibe tanta indignação, imagine quanta indignação ele proclamaria se inocente fosse.

Só a história implacável e distanciada dirá o quanto corrupto e criminoso foi e está sendo esse período petista a frente do governo brasileiro.

E imaginar que antes do poder o PT dizia que se um dia chegasse ao planalto, “nem roubaria, nem deixaria roubar...” Era uma piada de salão.


10 de mai de 2011

CHARGE: Joe Heller The Green Bay Press-Gazette – Wisconsin (EUA)


Joe Heller - The Green Bay Press-Gazette – Wisconsin (EUA)

”... e no nível 72 º do inferno, aqui estão 72 homens bombas a quem você teria prometido 72 virgens para cada um!"


Cala a boca Suplicy

BRASIL – SENADO
Cala a boca Suplicy
O senador paulista, ex-marido da senadora paulista Marta Suplicy, subiu na tribuna para criticar a ação americana que matou Bin Laden. Bem ao seu estilo, não decepcionou quem esperava um monte de bobagem

Foto: Agência Senado

ATOS IMPENSADOS: - Suplicy tem um estranho hábito de perdoar indiscriminadamente: perdoa a Al Qaeda, o terrorista Cesare Battisti e até Marta Suplicy.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Noblat, Portal do Senado, Editorial Folha de São Paulo , Editorial Estadão

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), de volta de um tour pela Europa a serviço do Senado (?), subiu na tribuna disposto a questionar a ação norte-americana que matou o terrorista Osama Bin Laden.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat, no seu Blog, ao fazê-lo, o senador petista, muitas vezes reincidente em sandices, “ tentou reescrever a história do maior e mais vil atentado terrorista de todos os tempos - o 11 de setembro de 2001”.

Logo no início da fala, Suplicy improvisou:

- “Em 11 de setembro de 2001, aviões atingiram o edifício do World Trade Center. E ali mais de três mil pessoas perderam as suas vidas. Pessoas totalmente inocentes que, por uma razão totalmente não justificada em seus métodos, foram objeto de ações impensadas, não suficientemente refletidas, por parte dos responsáveis da al-Qaeda. E dentre estes estavam justamente um dos principais, senão o principal líder da al-Qaeda, Osama Bin Laden, que teve uma perseguição muito forte, realizada por forças de todos os países, principalmente do serviço de inteligência e das forças armadas norte-americanas que, finalmente, encontraram Osama Bin Laden.

Refletindo e pensando sob o comentário de Suplicy, Noblat comenta que “classificar de "ações impensadas, não suficientemente refletidas", aquelas que resultaram na morte de tantos inocentes é tentar diminuir a responsabilidade da al-Qaeda e de Bin Laden pelo que aconteceu. É tentar, também, diminuir a carga de maldade embutida no ato terrorista”.

”Se há uma coisa que foi bem pensada e ainda melhor refletida por seus seus autores foi o mais espetacular e trágico ato de terrorismo registrado até hoje”.

”Nada justifica o terrorismo - seja ele praticado por uma organização ou por um Estado”.

E concluiu Noblat: ”Suplicy cometeu uma grave sandice”.

Comentamos nós: parte da fala de Suplicy até procede, ele cita os corretos Editoriais do Estadão, escrito pelo professor Eugênio Bucci e o Editorial da Folha de São, que transcrevemos abaixo.

A falha de Suplicy está no preâmbulo, que acabou desvalorizando os argumentos subsequentes. Se fossemos justificar terroristas como autores de "ações impensadas, não suficientemente refletidas", ninguém seria suficientemente culpado na história da humanidade.

Teria sido um ato impensado Judas vender Jesus por trinta ciclos de prata, de Hitler ter postos os judeus para morrer nos Campos de Concentração, em nome de um raça pura ariana, de Fidel Castro mandar fuzilar os oposicionistas do regime para se manter no poder. E por que não, Obama ter mandado invadir o Paquistão e matar Bin Laden?

Chegando mais perto, poderíamos também justificar na mesma balada o mensalão, o clientelismo criminoso e a corrupção epidêmica do governo petista.

Eduardo Suplicy, o pai de Supla, está sempre disposto a minorar as falhas humanas: por exemplo, quando soube que a sua esposa, Marta, estava dançando tango fraco-argentino, em pleno casamento, justificou são "ações impensadas, não suficientemente refletidas".


OPINIÃO: Recaída imperial - Folha de São Paulo

OPINIÃO
Recaída imperial
EUA precisam esclarecer circunstâncias da morte de Bin Laden e reafirmar o compromisso de respeito às normas internacionais

Charge: Joe Heller The Green Bay Press-Gazette – Wisconsin (EUA)

Editorial da Folha de São Paulo
Fonte: Folha de São Paulo

Em meio à sucessão de versões incompletas e até contraditórias, acumulam-se dúvidas sobre a legalidade e a legitimidade da operação em que foi morto Osama bin Laden, mentor dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Os questionamentos convergem para dois pontos. Houve violação da soberania do Paquistão quando helicópteros americanos invadiram seu espaço aéreo? Bin Laden foi executado, quando poderia ter sido capturado e julgado?

A resposta ao primeiro ponto pode ter mais nuances do que sugerem os protestos verbais de autoridades paquistanesas. Há indícios de algum acordo entre os dois países sobre incursões americanas, ainda que no caso de Bin Laden sem autorização específica.

Desde 2001, o Paquistão recebeu US$ 22 bilhões de Washington para colaborar contra o terror. Aviões não tripulados americanos têm bombardeado posições terroristas no país. Documentos obtidos pelo WikiLeaks mostram que Islamabad forneceu a localização de parte dessas bases -portanto já permitiu acesso a seu território.

Quanto à segunda questão, as informações disponíveis sugerem que o objetivo da operação era eliminar Bin Laden, e não prendê-lo. Só um cúmplice do terrorista teria disparado contra as forças especiais. Bin Laden teria sido morto diante da filha e de uma mulher. Tinha pistola e fuzil ao alcance, mas não os usou.

A decisão de jogar o corpo no mar -não prevista na Convenção de Genebra- reforça a interpretação. Na versão americana, o túmulo do saudita poderia tornar-se ponto de culto terrorista, mas a ausência de um corpo contribui para a convicção de muitos de que o governo Obama quer ocultar detalhes comprometedores da ação.

É preciso ressalvar que cabe manter uma atitude pragmática na avaliação do episódio. Bin Laden não era um inimigo convencional, mas mentor do ataque mais letal já registrado em território americano, com 3.000 mortos.

Barack Obama tentou conferir um tom de vitória moral ao raide, ao dizer que se fez justiça. Justiça, no entanto, é algo que se realiza em tribunais, sob o império da lei -como não se cansam de pregar os americanos, ainda que nem sempre o pratiquem.

Países poderosos sempre se reservaram a prerrogativa de não cumprir normas caso julguem que seus interesses ou segurança estejam em risco. A guerra ao terror transformou a exceção em regra ao proclamar o direito à intervenção preventiva. A frouxidão quanto a princípios de direito internacional é atestada pelo episódio recente da morte de um filho do ditador líbio Muammar Gaddafi por forças da Otan, que extrapolou o mandato da ONU de apenas proteger a população civil.

Os EUA, portanto, precisam não apenas esclarecer as circunstâncias da morte de Bin Laden, mas assegurar ao mundo que essa recaída imperial não implica abjurar a profissão de fé no multilateralismo e no respeito às normas internacionais feita por Obama.


OPINIÃO: Lugar melhor? - Eugênio Bucci

OPINIÃO
Lugar melhor?
Declaração de Barack Obama na segunda-feira: "Podemos todos concordar que é um dia bom para os Estados Unidos. Nosso país manteve o compromisso de buscar a justiça, que foi feita. O mundo é um lugar melhor e mais seguro por causa da morte de Osama bin Laden".

Charge: Clay Bennet - Chattanooga Times Free Press (EUA)

*Eugênio Bucci - Editorial - O Estado de S.Paulo
Fonte: Estadão

Comecemos pelo começo. Quanto a ter sido um dia bom para os Estados Unidos, podemos concordar com Obama. Nada menos que 69% dos americanos apoiam o modo como ele vem conduzindo a cruzada antiterror. A morte do líder da Al-Qaeda elevou em nove pontos a sua taxa de aprovação. O povo americano aplaudiu. "A notícia de que Osama bin Laden foi localizado e morto por forcas americanas nos trouxe, a nós e a todos os americanos, uma grande sensação de alívio", resumiu editorial do jornal The New York Times anteontem.

Duas razões explicam o alívio. A primeira é de ordem prática: o homem que assumiu a autoria de alguns dos mais horrendos atentados terroristas da História e lançava ameaças constantes a todos os americanos simplesmente saiu de cena. Se ele está morto, o risco que ele representava deixou de existir. Elementar. A segunda razão tem que ver com honra: o criminoso que perpetrou o mal contra tanta gente, de modo tão selvagem, sofreu finalmente a pena que os ofendidos desejavam que ele sofresse. Os ofendidos sentem-se vingados. E festejam. Mas, a partir daqui, já não se pode concordar silenciosamente com Obama.

Será que podemos chamar isso de justiça? Por mais compreensível que seja a caçada americana, a execução sumária de Bin Laden pode ser entendida como a realização da justiça?

É verdade que a justiça traz uma reparação que aplaca a dor do ultrajado. É verdade, portanto, que uma das faces da justiça atende ao anseio de vingança. Mas não é correto dizer que a justiça se reduza a uma forma elaborada de vingança. Ela é bem mais do que isso. Ao longo de milênios, a civilização foi descobrindo que, para se realizar, a justiça não se pode confundir com a ira vingadora; ela se põe acima e a salvo das paixões e dos ressentimentos dos ofendidos, é cega às paixões das partes e, só por isso, consegue dimensionar o dano, estipular a pena, serenar o espírito dos que sofreram com o crime e, principalmente, pacificar a sociedade. Vem daí a noção - civilizada - de que ninguém faz justiça com as próprias mãos. Faz-se a guerra - mas não se faz justiça.

A morte de Osama bin Laden, ainda que traga alívio a milhões de pessoas, não pacificará nada. Todos sabem disso, inclusive as autoridades do governo americano. O mundo está mais tenso. Essa morte, mais que uma solução, expõe um grande problema para o qual parece não haver uma saída imediata. Bin Laden eliminado e desaparecido não prenuncia a superação de um conflito, mas nos escancara um limite da convivência pacífica entre os povos. A comunidade internacional, na ordem precária em que se equilibra, talvez não tivesse como julgá-lo. Tampouco os Estados Unidos. Onde ele ficaria preso? Em que cidade? Como garantir a segurança da população próxima? São essas perguntas que escancaram o nosso limite. A nossa era, que começou com o julgamento formal e justo dos piores criminosos do nazismo, chega, assim, a esta beira de abismo: não tem como julgar o líder de uma organização terrorista. Então, Obama diz que matar Osama foi uma forma de justiça, pois, deixa subentendido, não haveria outra.

Talvez seja isso mesmo. Mas isso não é "melhor". A supressão física, sumária, de um ser humano, por pior que ele seja, seguida, aliás, do desaparecimento de seu cadáver, não é solução "melhor". Um mundo em que a justiça se faz pelas armas de um destacamento militar que invade um país estrangeiro, toma de assalto uma residência, mata seu ocupante, transporta o corpo para alto-mar, onde some com ele, não é um mundo "melhor". Um mundo em que a presidência dos Estados Unidos age e fala como o tribunal do mundo não é melhor. Além de ser mais sombrio, mais incerto e um tanto tenebroso.

As versões - as versões oficiais, todas elas - sobre o que se passou na mansão paquistanesa se sucedem e caem em contradições sobre contradições. Primeiro, o guia da Al-Qaeda teria resistido a bala. Depois, estava desarmado. Nem mesmo os autores do assalto conseguem explicar o que houve. A ONU solicita imagens para esclarecer detalhes da ação. Obama resiste a mostrá-las. A legalidade do ato - seria um "assassinato seletivo"? - é seguidamente contestada em esferas distintas. O quadro ganha novas conturbações.

O pior é que, no bojo da notícia espetacular, a linha mais dura e mais truculenta que mora na América se vai afirmando mais e mais. Barack Obama não é Bush, mas, por esses caminhos tortos, vai prolongando Bush. As torturas praticadas em prisões como a de Guantánamo - um "desastre legal e moral criado por George W. Bush", no dizer de editorial do New York Times de 26 de abril, desastre que "agora é um problema de Mr. Obama" - saem malignamente reabilitadas do episódio. Segundo Leon Panetta, diretor da agência de inteligência americana, informações obtidas mediante tortura por afogamento nas prisões secretas da CIA ajudaram na operação. Desse modo, sai fortalecida a narrativa que enxerga utilidade nos interrogatórios degradantes e bárbaros. Isso, por acaso, é "melhor"?

A justificativa final que resta ao governo americano é a de que ele se encontra em guerra, uma guerra atípica, mas uma guerra. A guerra autoriza-o a impor sua justiça - e nenhum organismo supranacional será capaz de enquadrá-lo. É verdade que um mundo assim, que mistura traços de imperialismo, de civilização e de cangaço, é menos aterrorizante que um mundo ao sabor da Al-Qaeda. Mas, definitivamente, não é um "lugar melhor". Nesse horizonte plúmbeo, mesmo sem que exista um cadáver, vai ganhar mais corpo o culto antiamericano do terrorista promovido a mártir.


* Eugênio Bucci é Jornalista e Professor Universitário

CHARGE: Randy Bish - The Tribune Review – Pensilvânia (EUA)


Charge: Randy Bish- The Tribune Review – Pensilvânia (EUA)

*Bin valeu a pena esperar


8 de mai de 2011

OPINIÃO - Osama Bin Laden, O cabo eleitoral - Toinho de Passira

OPINIÃO
Osama Bin Laden, O cabo eleitoral
Barack Obama provavelmente será reeleito presidente dos Estados Unidos no próximo ano. Possivelmente já o seria sem a morte de Osama Bin Laden. Mas agora com o cadáver do terrorista saudita no curriculum, as coisas parecem mais fáceis. Nessa última semana sua popularidade subiu 11 pontos percentuais. Os eleitores que se queixavam da lentidão do seu governo, agora o aplaudem como um herói pop star americano

Foto: Gary Hershorn/Associated Press

Obama homenageando e sendo homenageado pelos parentes das vítimas do 11 de setembro

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Revista Época, Xinhuanet, Revista Época, R7, Folha de São Paulo, White Houxe Photo

Osama Bin Laden foi morto 9 anos e 232 após o atentado de 11 de setembro, no primeiro ataque terrorista levado a efeito em território americano mais de três mil pessoas morreram.

Vinte dias após ter anunciado que pretendia se candidatar a reeleição de Presidente dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama assinou a sentença de morte ao terrorista Bin Laden, autorizando a ação militar no Paquistão.

Diante do Direito Internacional o ataque ao terrorista em território paquistanês, sem aviso prévio, ou consentimento da “nação amiga” é uma transgressão criminosa. Uma ação semelhante praticado por qualquer outro país mereceria severas sanções por parte do governo americano. Como o lobo na fábula, argumentam: “faça o que eu digo, não faça o que eu faço.”

Não foi ventilado, em nenhum momento, nem mesmo a possibilidade de um pedido de desculpas. Pelo contrário, lançaram versões de que o governo paquistanês era cúmplice de Bin Laden ou no mínimo, incapaz de manter o segredo do ataque iminente.

Dependente dos bilhões de dólares e da ajuda militar, o frágil e corrupto governo do Paquistão defende-se como pode. Mas nem mesmo no momento de se defender ousou cobrar diplomaticamente os americanos.

Para Obama, o que importa, no momento, é apenas a reação entusiástica do público interno e os dividendos políticos eleitorais.

Mas para alcançar esse momento de gloria, Obama arriscou tudo numa mão de pôquer. Se, por qualquer motivo, essa espetacular ação politico militar, não tivesse dado certo, era sua reeleição, e não o terrorista saudita, que estaria ferida de morte.

Numa empreitada desse porte, as probabilidades de erro são mais presentes que as chances de acertos, por mais que sejam planejadas, por mais competentes e treinados que sejam os executores. A casualidade, a imponderabilidade e o inesperado, conspiram contra as possibilidades de sucesso.

Obama ousou e se deu bem, agora faz aquilo que os estrategistas chamam de “aproveitamento do êxito”. Um levantamento do The New York Times identificou que após ações de tropas americanas no Paquistão, a aprovação do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saltou 11 pontos percentuais e atingiu os 57% de aprovação.

Sem pudores, o candidato Obama cai literalmente nos braços da galera. A equipe da Casa Branca agindo como um comitê de campanha, providenciou uma cerimonia fora de época, para homenagear as vítimas do 11 de setembro. Familiares das vitimas do atentado foram convidados a encontrar o presidente ao local onde antes havia o World Trade Center, em Nova York. Imagina-se quantos pontos percentuais a mais, vão render as imagens emocionada dos parentes das vítimas abraçando o presidente vingador.

Foto: Jim Watson/AFP/Getty Images

Obama falando aos miliares americanos: “... nós cortamos a cabeça deles!”

Foto: Jim Watson/AFP/Getty Images

Os militares tratando o comandante em chefe como se fora um pop star

No ato seguinte, Obama foi ao quartel Fort Campbell, no Kentucky, agradecer pessoalmente ao grupo especial da marinha responsável pela morte de Bin Laden. Complementando a visita discursou do palanque para 2 mil soldados, da mesma unidade militar, que haviam regressado recentemente da frente de batalha do Afeganistão.

“- Nós vamos derrotar a al-Qaeda. Nossa estratégia está funcionando e não há prova maior disso do que o fato de a justiça finalmente ter sido levada a Osama bin Laden. Nós cortamos a cabeça deles” - disse Obama inflamado aos militares em delírio.

Com o passar do tempo e os vazamentos naturais, constata-se que a ação não foi uma coisa assim tão limpa e heroica. Pelo que já se sabe Bin Laden, um velho acuado, desarmado e surpreendido, não oferecia perigo aos perigosos SEAL, as forças especiais da Marinha norte-americana. Mataram o terrorista porque a missão objetiva eliminá-lo e nunca capturá-lo. Bin Laden seria um prisioneiro insuportavelmente incomodo.

Autoridades americanas admitiram que para obter as informações do paradeiro do terrorista, torturaram prisioneiros sob sua tutela, inclusive, os do presídio de Guantánamo.

Diante desses fatos, a opinião publica mundial, longe do eixo de apoio automático dos americanos, começa a questionar a operação, pela quebra de tratados e convenções internacionais, no que diz respeito a direitos humanos e desrespeito a soberania das nações.

Os eleitores americanos, porém, não estão atrás dessas picuinhas. Cobertos com as cores e a bandeira americana, a “The Stars and Stripes” (Estrelas e listras), estão de alma lavada, vivendo o êxtase da vitória.

Até novembro de 2012 é uma longa estrada, mas se nada muito catastrófico acontecer, Barack Hussein Obama II, será reeleito. No seu discurso de posse deveria agradecer ao seu cabo eleitoral, Osama bin Mohammed bin Awad bin Laden, que silenciosamente agora repousa em algum lugar do fundo do mar de algum oceano.

Foto: /Mark Lennihan/Associated Press

Na segunda-feira, a escultora Cheryl Stewart, moradora de Red Hook, no Brooklyn, retirou a famosa placa, diante do seu atelier, que fazia a contagem dos dias que se passaram desde o atentado de 11 de setembro e perguntava onde estava Bin Laden. Atualizada pela última vez, indicava que 9 anos e 232 dias se passaram desde o atentado terrorista as torres gêmeas do Worl Trade Center e ao Pentágono.

Foto: Daniella Zalcman/ The Wall Street Journal

Em Nova York, patriotismo e romance na comemoração da morte do terrorista saudita

Foto: Daniella Zalcman/The Wall Street Journal

A Festa em Nova York comemorando a morte de Bin Laden
Foto: Khalil Hamra/Associated Press


Manifestante egípcio com a imagem de Osama bin Laden ao peito, protesta contra a morte do líder terrorista, na frente da embaixada dos EUA no Cairo, nesta sexta-feira.


6 de mai de 2011

BRASIL – BIZARO: Mulheres lutam pelo direito de amamentar em público

BRASIL – BIZARO
Mulheres lutam pelo direito de amamentar em público
Um incidente ocorrido nas dependências do Itaú Cultural da Avenida Paulista, quando uma mulher foi impedida de amamentar seu bebê, virou um movimento de protesto, pelo direito da criança de ser alimentada pela mãe em público. A instituição já voltou atrás, reconheceu o erro, mas as mulheres vão fazer um “mamaço” para registrar o incidente.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Veja Abril, Noticia R7

Um dos momentos mais sublimes da maternidade é a amamentação. Só mentes doentes podem encontrar qualquer inconveniente de uma mulher alimentar seu filho bebê em público, quando necessário e quando lhe aprouver. Nunca havia visto falar de alguém ou instituição que considerasse isso, imoral ou inconveniente. Incrível que isso aconteça no nosso país, onde se acha natural que as mulheres exibam as mamas, sensualmente, durante os desfiles carnavalescos.

O Estadão publica uma matéria de que um grupo de mães organiza pelo Facebook um "mamaço" no Itaú Cultural da Avenida Paulista. O movimento foi causado por incidente ocorrido em março, quando a antropóloga Marina Barão, de 29 anos, foi impedida de amamentar seu bebê em uma exposição no local.

"Estava com meus dois filhos, um de dois anos e outro de dois meses. O menor acordou, pediu para mamar. Enquanto amamentava, rapidamente uma monitora me alertou que era proibido dar de mamar naquele espaço".

A monitoria afirmou que os funcionários haviam sido orientados a não permitir que mães amamentassem na exposição e a convidou a se retirar para uma enfermaria, onde finalmente poderia alimentar o seu filho.

A funcionária disse que estava obedecendo a ordens superiores, e diante de uma reação inicial da mãe em reagir, ameaçou chamar a segurança. Nenhuma mãe iria querer enfrentar seguranças com a mama exposta e o filho amamentando. A antropóloga obedeceu às ordens. Mas como a enfermaria estava fechada e não foi localizado o encarregado, atendendo os reclamos da criança que chorava com fome, há dez minutos, a mãe acabou alimentando seu filho, numa escada.

A antropóloga comentou que a monitora, não impediu sua transgressão, mas ficou o tempo todo olhando para os lados, temendo que algum superior flagrasse aquela mãe praticando aquele ato “indecoroso”, ou “imoral”. Lamentável duplamente que tenha sido uma mulher, que tenha sido obrigada a causar o constrangimento.

De acordo com a antropóloga, depois que a mobilização na internet começou, o Itaú Cultural enviou desculpas ao grupo. Ela afirmou ter aceito a retratação, mas o protesto - marcado para o dia 12 - será mantido.

"Acho bacana as desculpas, nossa intenção não é guerra. Mas vamos fazer o ato pela importância da amamentação materna, para que isso não seja um ato mal visto socialmente".

A desculpa do Itaú Cultural passa por reconhecer que a monitora é burra, só faltou dizer que ela era loura. O diretor da entidade, Eduardo Saron, disse que a orientação era para que as pessoas não se alimentassem nos locais da exposição, então a monitora levou a regra ao extremo.

Menos mal, porque de alguma forma reconhecer o erro e tentar corrigí-lo demonstra coerência. O tal diretor disse que reuniu a equipe e rediscutiu-se “as medidas de atendimento ao público”, dizendo que tomou o incidente “como aprendizado”.

Afirmou que se o "mamaço" se concretizar, o Itaú Cultural vai "abraçar o ato". "Vejo a mobilização com bons olhos. Se as mães forem, vamos preparar uma programação especial.”

Não parece haver intenção, mas se a mãe acionasse o Itau Cultural, com um pedido de indenização, a coisa poderia ficar feia e cara. Fosse nos Estados Unidos era coisa para milhões. Por vias das dúvidas, o Ministério Público, que é responsável pelos direitos dos menores, deveria se pronunciar, pelo menos interpelando o Itaú Cultural e o seu escorregadio diretor , Eduardo Saron, para que isso nunca mais se repita.


BRASIL – CORRUPÇÃO: Delúbio Soares, o herói do PT, está de volta

BRASIL – CORRUPÇÃO
Delúbio Soares, o herói do PT, está de volta
Cada um tem o ídolo que merece. O Partido dos Trabalhadores reintegrou de braços abertos, pompa e circunstância, o maior operador de corrupção política partidária da história recente do país, o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Sores. O petista foi banido dos quadros partidários, em 2005, numa época em que o PT ainda pelo menos ainda fingia que não aprovava atos de corrupção

Charge de Sponholz

Postado por Toinho de Passira
Fontes: ”thepassiranews”, Estadão, Blog do Augusto Nunes, Veja - Abril

No fim da semana passada, os integrantes do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores aprovaram por esmagadora maioria, 60 votos a favor, 15 contra e duas abstenções, como já era fartamente esperado, a volta de Delúbio Soares aos quadros do Partido, de onde havia sido expulso em 2005, no auge do escândalo do mensalão, quando era o todo poderoso tesoureiro do PT.

Ninguém pode deixar de dizer que o PT foi coerente e precavido ao aceitar Delúbio de volta. Não convinha manter no sereno o maior arquivo vivo da corrupção política nacional. Embora já se saiba de praticamente tudo que ele pudesse dizer, o seu silêncio ainda vale ouro na avalição da cúpula partidária, sobejamente apoiada pelo presidente de honra, o “cara” Luiz Inácio Lula da Silva.

A escrachada senadora Marta Suplicy, resumiu o sentimento do partido: “Ele segurou tudo calado!” Manteve a ormetá, a lei do silêncio da máfia, não falou sobre as estripulias do presidente do Partido José Genoíno, sobre as orientações de José Dirceu, o então Chefe da Casa Civil, nem das bênçãos do cara, o então presidente Lula.

Delúbio sabe quem recebia dinheiro da corrupção do mensalão. Os que foram flagrados e arranjaram desculpas esfarrapadas, e os que não foram alcançados, por investigações e denuncias. Os descobertos morrem de medo dos detalhes os ainda não revelados borram-se de medo.

Foi com a calcinha suja de medo que Marta Suplicy, saiu em defesa do companheiro discreto e silencioso. Genoíno, presidente do Partido, diz que nada sabia da atuação do seu tesoureiro, mas, mesmo posando de traído, é incapaz de lhe fazer uma critica pública. Dirceu defende Delúbio com os argumentos de quem tem o rabo preso. Lula, o considera um mártir da corrupção. Devia ter medalha para esses casos.

Durante os seus depoimentos na CPI do Congresso, Delúbio, questionado pelos parlamentares, Delúbio munido do sorriso da Monalisa e do olhar dissimulado de Capitu, falava apenas que não falaria. Após um desses profetizou aos jornalistas que essa história de “mensalão” acabaria virando “uma piada de salão”.

Foto: Arquivo

DELÚBIO, DOIDÃO - Chegamos a sugerir um exame antidoping no tesoureiro. Era preciso saber o que ele fumara, cheirara ou ingerira, antes de se apresentar a CPI para depor.

Há seis anos no limbo, o paciente Delúbio deu sinais de inquietação, quando escreveu, alertando aos cumplices que paciência tinha limites.

“Aceitei os riscos da luta. Mas não fui senão, em todos os instantes, sem exceção, fiel cumpridor das tarefas que me destinou o PT”. – falou mostrando claramente que era apenas uma peça da engrenagem.

Na ocasião, Delúbio foi acalmado, pela turma do deixa disso, alegando que seria melhor, só reabilita-lo, após a eleição da companheira e agora cumpriram o trato. Se não for atropelado pela condenação do Supremo Tribunal Federal, profetiza-se que filiado ao diretório do Partido dos Trabalhadores de Goiás, Delúbio já se candidate nas próximas eleições municipais, possivelmente ao cargo de Vereador de Goiânia.

Simbolicamente, a jornalista Luciana Marques registrou que no momento da votação, deixada para o fim da reunião do Diretório, a maioria dos petistas, comia pizza, enquanto decidia o reingresso do companheiro Delúbio. Como fizeram com José Dirceu, José Genoíno e tantos outros, finalmente restabeleceu-se o principio básico petista, de assegurar e prestigiar igualmente todos os corruptos do partido.


3 de mai de 2011

Morre Bin Laden, o terrorista mais procurado do mundo

ESTADOS UNIDOS - TERRORISMO
Morre Bin Laden, o terrorista mais procurado do mundo
A morte de Osama Bin Laden foi anunciada pelo presidente Barack Obama na noite de domingo, num curto pronunciamento transmitido pela TV, em cadeia nacional. Ele contou que o líder da Al-Qaeda havia morrido em uma operação das forças americanas na cidade paquistanesa de Abbottabad, ao norte da capital, Islamabad


Capa da próxima edição especial da Revista Times

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , Notícia UOL, BBC Brasil, The New York Times, Al Jazeera

O mundo foi surpreendido no fim desse domingo, (0h30 de segunda, horário de Brasília) com a informação fornecida pelo próprio presidente americano, Barack Obama, Premio Nobel da Paz, que o terrorista procurado pelos americanos por uma década havia sido encontrado e morto pelas forças armadas americanas, numa operação em território paquistanês.

Foto: Pablo Martinez Monsivais/Associated Press

Obama anunciando a morte de Bin Laden no corredor da Casa Branca

O americano informou que o governo paquistanês havia sido informado da operação antes dela ser executada. Não se sabe, porém, quanto tempo levou da informação a ação, nem se o governo paquistanês teve a oportunidade de aceitar a operação americana em seu território, ou se foi apenas informado protocolarmente.

Obama ao anunciar a morte de Bin Laden, disse que a operação que resultou na morte do homem acusado de ser o mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 foi autorizada por ele na semana passada.

Obama fez questão de afirmar que a luta contra a Al-Qaeda, não é uma luta contra o Islã, religião, mas contra o terrorismo internacional. Em seguida dirigindo-se aos parentes da vítimas do 11 de setembro, disse que “a justiça havia sido feita”.

Foto: Doug Mills/The New York Times

Obama sorridente, no dia seguinte, numa cerimônia na Casa Branca

Durante o comunicado manteve uma postura grave e respeitosa, mas no dia seguinte, segunda feira, mal escondia o clima comemorativo, durante uma cerimônia na Casa Branca, quando falou de novo da ação americana, dizendo que “o mundo era um lugar mais seguro sem Osama bin Laden”. As fotos demostram então, um presidente exultante comemorando a vitória sobre um inimigo poderoso.

Foto: Mus Farman/European Pressphoto Agency

No Paquistão passeata nesta segunda-feira em protesto pela morte de Bin Laden.

Duas coisas devem ser destacadas, o mundo pode até ficar mais seguro no futuro com a morte do terrorista, mas no momento, está mais assustado e ameaçado que nunca. Para Obama, em particular, o mundo ficou bem mais perigoso.

Foto: Farooq Naeem/AFP

A discreta mansão onde o terrorista se escondia no Paquistão

Os analistas políticos apressaram-se em comentar que a morte de Osama alavancará a candidatura da reeleição do Obama, já em campanha, para as eleições do próximo ano.

"O anúncio do presidente Obama, no fim da noite de domingo, de que Osama Bin Laden havia sido morto transmitiu não apenas o tão esperado triunfo na área de segurança nacional para os Estados Unidos, mas também uma significativa vitória para Obama, cuja política externa tem sido objeto de persistente criticismo por parte de seus rivais", diz uma matéria do jornal The New York Times.

"O desenrolar (dos fatos anunciados por Obama) é quase certamente um dos momentos mais significativos e definidores de sua presidência", diz o artigo.

"Enquanto o trabalho de caçar e capturar Bin Laden foi um processo que levou décadas e envolveu três presidentes - isso sem mencionar milhares de pessoas -, foi o presidente Obama que deu a ordem hoje (domingo) para colocar em curso a operação que matou Bin Laden", escreveu em sua coluna no site do jornal The Washington Post o analista político Chris Cilliza.

"Foi o presidente Obama que anunciou a morte de Bin Laden. Foi o presidente Obama que, em seu pronunciamento nesta noite, usou a morte de Bin Laden como evidência de que a América pode conquistar qualquer objetivo que determinar", disse Cilliza.

"Tudo isso - sem mencionar a onda de patriotismo na esteira da morte de Bin Laden - vai fortalecer a imagem de Obama como um líder. Vai também complicar tentativas dos candidatos presidenciais republicanos, pelo menos no curto prazo, de atacar Obama em qualquer tópico."

Foto: Doug Mills/The New York Times

Americanos comemorando a morte de Bin Ladem diante da Casa Branca, como se fosse um fim de campeonato

Assim que os rumores da morte de Bin Laden começaram a surgir na internet, antes mesmo do anúncio oficial da Casa Branca, milhares de pessoas já se aglomeravam em frente à Casa Branca, e em Nova York, com bandeiras americanas, para comemorar a morte daquele que era o inimigo número 1 dos Estados Unidos.

Revidavam as manifestações tribais, consideradas primitivas e desumanas, á época, de alguns redutos que apoiavam o terrorista Bin Laden, que apareceram comemorando a tragédia do 11 de setembro, como uma vitória islâmica sobre o ocidente.

Assim em pleno século XXI, a civilização cristã ocidental, através da sociedade americana, comemora nas ruas, a morte do inimigo, como faziam e fazem tribos primitivas. Bin Laden era um terrorista impiedoso e atraiu para si essa morte cruel. Até compreendemos que os parentes dos mortos em 11 de setembro, e os próprios nova iorquinos, atingidos pela mente doentia do terrorista, sinta-se aliviada e festiva com o seu desaparecimento. Questionamos, porém, se pretendemos ser mais civilizados, que os terroristas, se não deveríamos ter uma atitude mais sóbria diante dos fatos?

Foto: Captura de video

Imagens copiadas de vídeo das forças armadas, do local da execução de Bin Laden, no Paquistão

Foto: Rahimullah Yousafzia/Associated Press

Bin Laden, no Afeganistão em 1998, ameaçando americanos e seus aliados

Foto: Ruth Fremson/The New York-Times

O mundo jamais esquecerá as imagens das torres gêmeas em chamas.