31 de mar de 2011

Federais condecoram Sarney?! Mafioso do ano?

BRASIL
Federais condecoram Sarney?! Mafioso do ano?
Dize-me com quem andas... Os policiais federais demonstram uma suspeita admiração pelo chefe mafioso maranhense a ponto de lhe conceder uma comenda de gratidão. Depois disso como acreditar que a Polícia Federal investiga a família Sarney com isenção e zelo?

Foto: Jane de Araújo/Ag Senado

O HOMEM ACIMA DE SUSPEITAS?
Ao invés de indiciar os policiais federais condecoraram Sarney.
Seria cômico se não fosse tão trágico.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo

Parece piada ou noticia plantada na internet com a proximidade de 1º de abril, mais é verdade confirmada: mesmo com um filho indiciado pela Polícia Federal, o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) foi homenageado ontem por entidades de classe que representam delegados e servidores da PF.

O presidente do Senado recebeu a medalha "Deferência Polícia Federal" pelos seus "serviços prestados" aos policiais durante sua vida política.

O Sindepol (Sindicato dos Delegados da Polícia Federal) organizou a homenagem após o nome de Sarney ter sido aprovado por um conselho integrado por membros das entidades.

O presidente do sindicato, Joel Zarpellon Mazo, disse à Folha que as acusações contra a família Sarney não invalidam a condecoração.

"Tudo isso foi levado em conta pelo conselho ao escolher o seu nome. Quem responde diante do Poder Judiciário brasileiro não é o presidente Sarney, mas o seu filho, e isso não se relaciona diretamente à pessoa dele", afirmou Mazo.

Segundo o delegado, Sarney implantou medidas que beneficiaram a categoria dos policiais federais quando ocupou a Presidência e manteve a mesma postura ao longo de sua vida parlamentar.

"Alguém só é considerado culpado depois do trânsito em julgado. A medalha é concedida aos que fizeram e fazem pela Polícia Federal e seus policiais", afirmou.

No ano passado, o empresário Fernando Sarney foi indiciado pela PF por evasão de divisas em um dos inquéritos da Operação Faktor (ex-Boi Barrica) que foi conduzida justamente pela PF.


Dilma e Lula e a piada luso-brasileira

BRASIL – PORTUGAL
Dilma e Lula e a piada luso-brasileira
A Universidade de Coimbra ao homenagear Lula com o título de doutor “honoris causa” inventou a mais nova piada portuguesa, só superada pela constrangedora entrevista de Dilma a televisão da “terrinha”.

Foto: Reuters

PIADA PRONTA - Lula, o canastrão “honoris causa”, paramentado de doutor

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Augusto Nunes

Como o padrinho prometeu que o Brasil socorreria Portugal, a afilhada tratou de cumprir a promessa antes de decolar rumo à festa do segundo doutorado. Pressentindo que os gaiatos daqui transformariam a homenagem prestada a Lula pela Universidade de Coimbra em piada de português, Dilma Rousseff socorreu os gaiatos de lá com uma entrevista que já virou piada de brasileiro. Confiram no vídeo abaixo o trecho mais constrangedor da conversa com o jornalista Miguel Sousa Tavares.

Se um punhado de portugueses resolveu promover a doutor um homem que odeia leituras e não sabe escrever, milhões de brasileiros transformaram em presidente da República uma mulher que, surpreendida pela notícia da renúncia do primeiro-ministro, pergunta ao entrevistador se haveria alguém do governo para recepcioná-la na visita a Portugal. Entre as duas piadas, é difícil eleger a pior.


*Alteramos o título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original

OPINIÃO: O político humano - Merval Pereira

OPINIÃO
O político humano
“Coube a José Alencar compor uma chapa inédita unindo trabalho e capital que viabilizou a vitória de Lula na sua quarta tentativa de chegar à Presidência da República”. Trancados no quarto de um apartamento, José Dirceu e Valdemar da Costa Neto negociaram tenebrosas transações, enquanto na sala, oficialmente alheios aos acertos finais, Alencar e Lula conversavam.

Merval Pereira
Fontes: Blog do Noblat

O ex-vice-presidente José Alencar humanizou a imagem do político com sua simpatia natural e, sobretudo, pela luta que travou em público contra a doença que acabou matando-o já fora do poder. O destino foi injusto com ele, não permitindo que descesse a rampa ao lado de Lula ao fim dos oito anos de governo em que foi uma figura política relevante, tanto nas negociações de bastidores quanto na pregação permanente contra a alta taxa de juros.

Mesmo sendo a antítese da figura do vice ideal, que seria aquele que não aparece, Alencar conseguiu ajudar Lula desde o início da candidatura, quando surgiu como o empresário que avalizava aquele líder operário que colocava medo nos seus companheiros capitalistas.

O PL, que terminou na oposição a Fernando Henrique, surgiu como solução para a composição de uma chapa que indicasse a mudança ideológica da candidatura de Lula à Presidência.

Foi uma sinalização fundamental para garantir segurança a uma parte do eleitorado. Coube a Alencar compor uma chapa inédita unindo trabalho e capital que viabilizou a vitória de Lula na sua quarta tentativa de chegar à Presidência da República.

E fez isso com habilidade de político mineiro, fechando na undécima hora, em 2002, um acordo polêmico do PT com o PL, partido a que estava filiado então.

Trancados no quarto de um apartamento, José Dirceu e Valdemar da Costa Neto negociaram tenebrosas transações, enquanto na sala, oficialmente alheios aos acertos finais, Alencar e Lula conversavam.

Esse acerto teria consequências desastrosas mais adiante, quando surgiu o escândalo do mensalão, mas nem Lula nem Alencar foram atingidos por seus estilhaços.

O PL do bispo Macedo acabou tornando-se uma sigla manchada pelo escândalo, e Alencar mudou-se em outubro de 2005 para o Partido Municipalista Renovador (PMR), hoje Partido Republicano, também ligado à Igreja Universal, uma manobra do católico Alencar para continuar garantindo o apoio dos evangélicos ao governo Lula.

Indemissível, pois tinha mandato, Alencar seria uma pedra no sapato da equipe econômica até o fim do primeiro governo de Lula com suas reclamações sobre a política de juros, que atribuía ao então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e chegou a ser cogitado como candidato à Presidência em oposição a Lula, o que jamais foi possível devido à amizade crescente que surgiu entre os dois.

A escolha do vice-presidente José de Alencar para acumular o cargo de ministro da Defesa foi considerada pelos especialistas em segurança na ocasião um agrado do governo Lula aos militares, diante da evidente resistência dos militares a um comando civil.

Os militares, com isso, se considerariam tratados como se tivessem uma situação acima das demais áreas do governo.

O vice-presidente, um empresário nacionalista, também era visto como o ideal para negociar com o governo investimentos para reequipamento das Forças Armadas, mas teve uma passagem apagada pelo ministério e acabou sendo substituído por Waldir Pires.

Alencar tinha orgulho de ser um empresário nacionalista e dizia que sua pregação contra os juros era um trabalho de "catequese, de formação, uma cruzada".

Às suas pregações contra os juros altos, uma bandeira altamente popular, José Alencar adicionou críticas mais amplas à política econômica do governo e chegou a se aproximar de economistas de esquerda, ligados ao Conselho Federal de Economia.

Houve um momento em que, devido à doença de José Alencar e também às suas críticas, foi aventada a troca do vice na chapa da reeleição de Lula, para incorporar o PMDB à base do governo com mais força.

Mas a ligação pessoal entre ele e o presidente Lula, que àquela altura já ultrapassava os interesses partidários, impediu que se desfizesse a dupla, que continuou pelo segundo mandato.

A dimensão humana do político foi ganhando pouco a pouco maior relevância, enquanto ele lutava estoicamente contra o câncer, numa sucessão espantosa de cirurgias.

Sua obstinada luta pela vida passou a ser acompanhada por todo o país, e seu exemplo de superação emocionou tantos quantos viam e ouviam suas declarações, a cada dia mais filosóficas à medida que o fim ficava mais próximo.

Dizia, por exemplo, que mais do que temer a morte devia-se temer a desonra. Ou que Deus dispunha de seu destino e que, se o quisesse levar, "nem precisava do câncer".

Aos que se espantavam com seu bom humor depois de uma das tantas cirurgias a que se submeteu, comentou: "Eu sou assim mesmo, mas a coisa está preta."

Recebeu de todo o país um mar de correspondências, com mensagens de apoio e até receitas para livrá-lo do câncer.

Atribuía a essa mobilização dos brasileiros eventuais melhoras de seu ânimo, e houve momentos em que se entusiasmou com os efeitos de um medicamento experimental que parecia estar reduzindo o tamanho dos tumores em seu abdômen.

Sua empatia com o brasileiro comum resistiu até mesmo a uma atitude polêmica, a de rejeitar de público fazer exame de DNA para verificar se era mesmo sua uma filha que reclamava sua paternidade.


*Acrescentamos subtítulo e foto ao texto original

CUBA: ¡Adiós para siempre Juraguá! - Yoani Sánchez

CUBA
¡Adiós para siempre Juraguá!
A blogueira cubana Yoani Sánchez comenta sobre o reator nuclear que quase foi instalado em cuba, pela então União Soviética, em 1983. A construção que iria abrigar a usina nuclear é hoje uma simbólica ruína

Foto: Blog Desde Cuba

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Desde Cuba- Blog de Yoani Sánchez

Contou-nos sobre o tempo que havia passado na URSS em nossa pequena salinha. Estava há apenas algumas horas em Havana depois que um avião Aeroflot o havia trazido de sua longa estadia na terra de Gorbachov. Trazia um título universitário em letras góticas, graduado numa engenharia que a minha mente infantil não podia entender. Foi a primeira vez que escutei falar da central nuclear de Juraguá, que estava sendo construída em Cienfuegos desde 1983. A voz do recém chegado descrevia o enorme reator VVER 440, encravado no centro de Cuba, como se fosse um dragão vivo que lançaria suas baforadas de fortalecimento sobre nós. Ali centenas de jovens iriam trabalhar como cientistas do átomo, formados em centros de estudo a mais de 9 mil kilômetros de distância dos seus lares. Milhões e milhões de rublos chegados do Kremlin ajudavam a erguer o que seria a obra máxima do nosso “socialismo tropical”, o pilar fundamental da nossa autonomia energética.

Depois soube que aquele jovem entusiasta nunca chegou a trabalhar como engenheiro nuclear. A União Soviética se desmembrou justamente quando a primeira das unidades planejadas tinha sido terminada em 97% da sua estrutura. O mato cobriu uma boa parte do lugar e as intempéries tiraram pedaços do núcleo, dos geradores de vapor, das bombas de resfriamento e até das válvulas de isolamento. Juraguá se converteu numa ruína nova, num monumento aos delírios de grandeza legados pelo imperialismo soviético.

Com as têmporas encanecidas e enquanto corta metais em sua nova profissão de torneiro, o outrora especialista agora me diz: “Foi uma sorte que não continuasse”. Segundo calculou com outros colegas, as possibilidades de um acidente nuclear em Juraguá eram de uns 15% a mais do que em qualquer outra planta nuclear do mundo. “Terminaríamos com a Ilha partida ao meio” disse-me sem dramaticidade. Eu delineio em minha mente um pedaço de nação aqui e outro ali, enquanto um buraco fumegante teima em mudar nossa geografia nacional.

Agora a planta de Fukushima joga seus resíduos e com eles expande o medo também, não posso deixar de me alegrar por este reator não ter despertado em Cienfuegos, que sob este sarcófago de concreto a reação nuclear não haja começado. Pressinto que se houvesse acontecido, todos os nossos problemas atuais pareceriam pequenos, miúdas insignificâncias frente o avanço pavoroso da radioatividade.

Fotos: Blog Desde Cuba



* Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

27 de mar de 2011

OPINIÃO: Jirau foi só o começo - Carlos Tautz

OPINIÃO
Jirau foi só o começo
Sem licença do IBAMA, sem respeitar as populações indígenas, nem examinar as possibilidades de pacto ambiental, algumas obras do PAC, as mais grandiosas, sofrem reveses previstos por ambientalistas. Um misto de corrupção governamental e sindical e ganância das empreiteiras, transformaram os canteiros de obras em áreas de tensões explosivas.

Foto: Arquivo

VISTA AÉREA DA HIDRELETRICA DE JIRAU: - Más condições de trabalho e alojamento, diferença de tratamento entre os trabalhadores, parte dos quais não tem direito a benefícios oferecidos aos demais, e salários insuficientes, entre outros problemas, alimentaram a intranquilidade nos canteiros das grandes obras brasileiras.

Carlos Tautz
Fonte: Blog do Noblat

De uma hora para outra, o Brasil descobre que a construção da hidrelétrica Jirau, a maior obra em andamento do PAC, juntava 20 mil trabalhadores em uma espécie de campo de concentração perto de Porto Velho (RO). Sem condições adequadas de alojamento e ganhando salários de miséria, eles tocam fogo nos seus abrigos e só a intervenção da Força Nacional de Segurança, como sempre polícia para reprimir quem trabalha, suspendeu os protestos. Mais preocupado em começar logo a gerar energia para faturar, o consórcio que ganhou a concessão para construir a usina tratava de acelerar a obra. A qualquer preço.

Na mesma semana, descobre-se que outros projetos do PAC também enfrentam problemas de descumprimento da legislação trabalhista. É o caso das obras dos complexos portuários de Suape (PE) e Pecém (CE), além da usina São Domingos (MT). No Brasil, seriam pelo menos 82 mil trabalhadores em greve contra projetos privilegiados pelo dinheiro fácil e barato do BNDES. Uma equipe do banco visitou Jirau 20 dias antes dos conflitos, mas conseguiu não ver qualquer irregularidade.

Imediatamente, sindicalistas oficiais, os mesmos que há três anos defendiam Jirau e que há 15 dias foram entronizados em polpudos conselhos de estatais pela Presidenta da República, correm para amortecer a situação e propõem a criação de “conselhos de fábrica” (sic), aquela forma tradicional de se cooptarem mais sindicalistas oficiais. Outro sindicalista, que também é deputado federal, reconhece que as centrais não sabem lidar com... massas de trabalhadores!

Apesar de surpreendente, a situação de Jirau e das demais obras era esperável. No caso da usina rondoniense, o próprio IBAMA recusava-se a emitir licenças devido à fragilidade dos estudos de impacto social e ambiental. Lula demitiu diretores do órgão para conseguir os documentos e agora se vê exatamente o que os técnicos previam e que o ex-presidente negava: dispararam os índices de violência em Rondônia devido à chegada de milhares de pessoas oriundas de outras regiões, sem que tenham sido criadas as mínimas condições de moradia, acesso a serviços de saúde, saneamento etc. Além, é claro, do pagamento de salários de fome, porque o consórcio tem pressa para concluir Jirau.

Como se isso não bastasse, a área em que Jirau está sendo erguida é contígua à pelo menos quatro terras de indígenas que sequer foram contatados. Não se sabe de qualquer ação da FUNAI para atenuar os impactos da proximidade dessa massa de gente com os indígenas. Entretanto, ao que tudo indica, Jirau foi apenas o começo e o pior ainda está por vir.

Outra central sindical oficial, daquelas que não sabem lidar com trabalhadores, estima que no auge das construções para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 cerca de um milhão de operários estejam envolvidos em obras que têm tudo para repetir o grau de açodamento e irresponsabilidade do governo e das empreiteiras.

O esquema, já se sabe, será o mesmo: muito dinheiro público subsidiando a festa das construtoras e regras de concessão amolecidas - como já se diz que fará a Autoridade Olímpica, a ser presidida pelo esportivo ex-presidente do BC Henrique Meirelles. E o melhor (para os empreiteiros, lógico): prazos como sempre estourados, porque assim é que se constroem obras três, quatro vezes mais caras do que o previsto e com pouca ou nenhuma transparência.


Carlos Tautz é jornalista
*Acrescentamos subtitulo, foto e legenda ao texto original

23 de mar de 2011

ESTADOS UNIDOS

ESTADOS UNIDOS
Elizabeth Taylor morre em Los Angeles
A última grande diva do cinema de Hollywood faleceu aos 79 anos, com um currículo de mais de 50 filmes, dois Oscars, sete maridos e oito casamentos


Elizabeth Taylor, o rosto perfeito, sensualidade, elegância e emoção

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Portal Terra, Reuters, Daily Mail, People

Elizabeth Taylor became active in charitable work in her later years, helping to raise more than $100 million to fight AIDS. Here, she joins singer Elton John onstage during a 2001 AIDS benefit concert. Desde seus primeiros filmes, ainda criança, o rosto perfeito de Elizabeth Taylor iluminava a tela. Com a maturidade agregou-se uma força dramática incomparável que lhe rendeu dois Oscars, em cindo indicações durante a sua respeitável carreira. Mesmo fora de cena há muitos anos, não aparecia em público desde 2001, a notícia de sua morte, nesta quarta-feira em Los Angeles, aos 79 anos, causou consternação no mundo inteiro.

Elizabeth Rosemond Taylor, era um dos grandes mitos de Hollywood, protagonizou mais de 50 filmes e celebrizou-se também como cidadão do mundo por seu trabalho em arrecadar fundo para a pesquisa na luta contra a aids.

Filha de pais americanos, Liz Taylor nasceu em 27 de fevereiro de 1932 em Londres, onde sua família estava temporariamente estabelecida.

Foi no seu retorno à Califórnia, por conta da deflagração da Segunda Guerra Mundial, que a atriz estreou no cinema, aos 7 anos, no filme "There's One Born Every Minute". Três anos mais tarde integrou o elenco de "Lassie e a Força do Coração".

Foto: Divulgação

A menina Liz Taylor, com 12 anos, ao lado de Mickey Rooney

Mas foi ao lado de Mickey Rooney em "A Mocidade é Assim Mesmo" (1944) que a atriz se tornou uma estrela infantil reconhecida e ganhou os holofotes com sua indiscutível beleza e os seus maravilhosos olhos violeta.

O enorme êxito transformou Liz em um dos personagens mais populares do universo cinematográfico. A sua carreira profissional está repleta de sucessos como "Cynthia" (1947), "Quatro Destinos" (1949) e "O Pai da Noiva" (1950), dirigido por Vincente Minnelli.

Com apenas 18 anos, se casou com Conrad Hilton Jr, filho do fundador da rede hoteleira Hilton. Uma união que duraria apenas um ano e que foi a primeira de uma lista de oito casamentos.

Após o êxito de "O Pai da Noiva", Elizabeth participou de "Um Lugar ao Sol" (1951), "Ivanhoe" (1952) e "No Caminho dos Elefantes" (1954).

Por essa época passou a viver com aquele que seria o seu segundo marido o ator britânico Michael Wilding, com quem se casou em 1952 e teve dois filhos, Michael e Christopher, e de quem se separou em 1957.

Foto: Reuters

Com o lendário James Dean em "Assim Caminha a Humanidade" (Giant)

Apenas um ano antes, Liz havia estrelado um dos filmes mais importantes de sua carreira, "Assim Caminha a Humanidade", dirigido por George Stevens e no qual contracenou com James Dean e Rock Hudson, que se tornaria um de seus melhores amigos.

Foto: Divulgação

Com Paul Newman em "Gata em Teto de Zinco Quente", o casal mais bonito da história do cinema

,Em 1957, protagonizou outro dos títulos mais importantes de sua carreira, "A Árvore da Vida" (1957), com o qual conseguiu sua primeira indicação ao Oscar, proeza que repetiria em 1958 por um de seus papéis mais celebrados, o de Maggie em "Gata em Teto de Zinco Quente", ao lado de Paul Newman.

Aquele ano foi de êxito profissional e de drama pessoal, com a morte em um acidente aéreo de seu terceiro marido, o produtor de cinema Mike Todd, com quem tinha se casado apenas um ano antes e tinha uma filha, Liza.

Foto: MGM/Photofest

Depois de quatro indicações ganhou o Oscar por “Disque Butterfield 8" em 1960

Por seu filme seguinte, "De Repente, no Último Verão" (1959), recebeu uma nova indicação, novamente fracassada. A atriz precisaria contracenar no dramalhão "Disque Butterfield 8" (1960) para levar o prêmio na quarta tentativa consecutiva.


Elizabeth Taylor, a Cleópatra mais exuberante da história do cinema

Após o Oscar, embarcou em um filme mítico não só por seu gordo orçamento - ela cobrou US$ 1 milhão - e por seus grandes problemas de produção, mas porque ali conheceria o grande amor de sua vida, como ela mesma reconheceu.

Foto: Divulgação

Richard Burton, o grande amor de sua vida. No papel de Marco Antonio, seduziu Cleópatra, na vida real Liz Taylor.

Richard Burton era Marco Antonio e Liz Taylor, Cleópatra, no filme de Joseph Leo Mankiewicz, que representaria o início de uma turbulenta e apaixonada história de amor que os levaria a se casar duas vezes (1966-1974 e 1975-76), a ter uma filha, Maria, e a manter uma relação próxima que só seria interrompida com a morte do ator em 1984.

Seu segundo Oscar chegou com "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?" (1966), de Mike Nichols, em sua quinta e última indicação ao Oscar.

Foto: Sunset Boulevard/Corbis

Com Richard Burton na "A Megera Domada" uma comédia de William Shakespeare

Posteriormente, trabalhou em filmes como "A Megera Domada" (1967), de Franco Zefirelli; "O Pecado de Todos Nós" (1967), de John Huston, e a superprodução "O Pássaro Azul" (1976), de George Cukor.

No mesmo ano, casou-se com o congressista John Warner, união que duraria até 1982. Na época, focou-se no teatro e se apresentou na Broadway com "The little foxes".

A partir dos anos 1980, teve poucos papéis. Entre seus últimos trabalhos estão "A Maldição do Espelho" (1980), de Guy Hamilton; "A Vida do Jovem Toscanini" (1988), de Zefirelli; e como sogra de Fred Flintstone na versão em filme de "Os Flintstones" (1994), de Brian Levant.

Com múltiplos problemas de saúde - agravados por sua dependência de drogas e álcool -, Liz foi hospitalizada em várias ocasiões por problemas nas costas, além de ter sido operada no quadril, por um tumor benigno no cérebro em 1997 e nas válvulas coronárias em 2009.

Foto: Reuters

Elizabeth Taylor e Elton John durante um concerto beneficente para combater a AIDS - 2001

Sua última internação foi em 11 de fevereiro no hospital Cedars-Sinai de Los Angeles, por problemas cardíacos.

Depois de deixar o cinema, se dedicou a tarefas humanitárias e, por causa da morte de seu grande amigo Rock Hudson de aids, se dedicou a buscar fundos para combater a doença, um trabalho pelo qual foi premiada em 1988 e 1992.

Seu último casamento foi em 1991, com Larry Fortensky, de quem se divorciou em 1996.

Foto: Associated Press

Liz Taylor e seu amigo Michael Jackson

Foto:Reuters

Liz numa de suas últimas aparições publicas em dezembro de 2007


OBAMA NO BRASIL - Muito barulho por nada

OBAMA NO BRASIL
Muito barulho por nada
No fringir dos ovos, a viagem de Obama ao Brasil teve um resultado prático muito próximo de zero

Foto: Valter Campanato/ABr

Simbolicamente, no domingo, diante do Theatro Municipal do Rio, os sosias de Obama e Tiririca dialogam sobre o futuro da humanidade.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Blog de Miriam Leitão, Reuters , Agência Brasil

A visita de Barack Obama ao Brasil acabou sendo um anticlímax, mesmo para os que esperavam pouco do encontro entre a inexperiente Dilma Rousseff e o animador de auditório americano.

As visitas de Michael Jackson e de Madonna repercutiram mais, internacionalmente, que a estada do primeiro presidente negro dos EUA.

Se formos examinar com lente de aumento os acordos firmados, entre os dois países, observa-se que nada entra em vigor imediatamente. São propostas de intenções, que examinadas posteriormente, numa agenda sem data marcada para começar, poderão vir a trazer alguma melhoria nas relações entre os dois países, ou serem definitivamente arquivadas.

Afinal o inferno está cheio de boas intenções.

Mesmo a agenda da área comercial tida e havida como a linha mestra da visita, pelo menos por parte do governo americano, não se acertou nada importante.

Dilma reclamou das barreiras comerciais que dificultam e impedem a entrada de alguns produtos brasileiros no mercado americano: sucos, carne, algodão, aço e etanol, entre outros e Obama disse que ia ver. Todo mundo sabe que essa decisão depende mais do congresso americano que do presidente, embora seu empenho nessa direção possa ser fundamental. Ninguém espera, porém, que ele vá se ocupar neste momento de crise econômica e baixa popularidade, desagradar os produtores americanos, empanturrados de subsídios e protegidos por sobretaxas aos produtos brasileiros, para agrada o Brasil.

A maioria dos comentaristas dizem que Dilma soube cobrar do americano uma postura comercial mais justa. Achamos que faltou ousadia, clareza e uma cobrança mais direta. O ponto principal a ser posto é que o Brasil não é mais um mero vendedor de produtos aos Estados Unidos. Somos na verdade grandes compradores. Em qualquer nível de relação comercial, o comprador é bajulado pelo vendedor e tem a prioridade de impor as regras na transação. Não se compreende então essa postura de vítima reclamando o leite derramado da nossa presidenta.

Constata-se que nos últimos dez anos houve uma inversão de posicionamento comercial entre os dois países. Enquanto a balança comercial do ano 2000 registrava um superávit em favor do Brasil de US$ 290 milhões – no momento o movimento de compra e venda entre os dois países diz que o Brasil comprou a mais do que vendeu mais de US$ 7,7 bilhões.

Essa diferença esmagadora significa uma sangria danosa. Entre outras coisas reflete que estamos criando mais empregos nos Estados Unidos enquanto os americanos com barreiras comerciais abusivas, sobretaxas e políticas de dificultar a entrada de produtos brasileiros no mercado americano, estão impedindo a geração de vagas de trabalho no Brasil.

Repisando a questão vemos que se abriu um verdadeiro abismo, “nós tínhamos um superávit comercial de US$10 bilhões, há quatro anos, e temos um déficit de US$7,7 bilhões, agora. E a explicação não é apenas a crise americana. Os Estados Unidos têm déficit com a maioria dos países, e superávit com o Brasil.”

A bem da verdade os americanos não são os principais culpados dessa situação. Aconteceu um erro estratégico durante o governo Lula: o Brasil buscou outros mercados para diversificar o comércio exterior, o que era correto, mas declinou a atenção ao fluxo de comércio com mercado americano. Com em comercio exterior não existe vácuo, o espaço deixando pelo Brasil foi rapidamente ocupado por outros fornecedores, a China por exemplo.


O curso de idiomas Wizard espalhou outdoor pelo Rio de Janeiro, pedindo que o presidente liberasse o visto de entrada de brasileiros nos Estados Unidos

Mesmo com a possibilidade de mais dinheiro entrar nos Estados Unidos com a liberação do visto para brasileiros, Obama não deu sinais reais que pretende mudar as regras à curto prazo. Segundo estimativas da US Travel, o número de visitantes brasileiros aumentou para algo em torno de 1,1 milhão de pessoas, e o volume de dinheiro gasto se aproxima de US$ 10 bilhões.

O outro item fruto de expectativa da pauta, era o apoio do americano a uma vaga permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, a maior ambição diplomática brasileira, uma idéia lançada por Itamar Franco, inflada por Fernando Henrique e furtada por Lula, Obama deu uma esnobada.

Depois de ter apoiado a Índia, que não pediu, a Dilma respondeu que era a favor de uma reforma no Conselho, mas... quanto ao Brasil, não disse nada. Diplomaticamente esse comportamento inicialmente valoriza sua indicação da Índia, por outro lado dá um inquietante recado que para apoiar o Brasil, o governo brasileiro tem que ter um comportamento mais alinhado com a diplomacia americana?!

Coisa de quem sempre foi poderoso, que prega democracia e autodeterminação dos povos, desde que esses povos concordem com ele.

Repetimos que nem a liberação do visto, nem uma vaga permanente no conselho de segurança da ONU, são prioridades que possam trazer vantagens visíveis ao povo brasileiro.

No mais a visita do Obama deve ter trazido alguma vantagens em vender o Brasil como destino turístico, mostrando uma favela supostamente pacificada, a ponto de receber um chefe de estado americano e sua ida ao Cristo Redentor, com a família, durante a noite, coisa que não recomendamos a nenhum turista comum. Mas isso é muito pouco, para tanto alarido, tanto Michael Jackson, quando Madonna em suas visitas ao Brasil, chamaram bem mais atenção da mídia internacional e agregaram muito mais prestígio ao Rio de Janeiro.

Como diria William Shakespeare, “Much Ado About Nothing” (Muito barulho por nada). Na

Fotos: Valter Campanato/ABr



Na Cinelândia, muito apropriadamente, instalou-se uma fauna carnavalesca, para acompanhar o discurso de Obama.


21 de mar de 2011

OBAMA NO BRASIL: Festejado no Brasil, Obama está sob ataque nos EUA - Josias de Souza

OBAMA NO BRASIL
Festejado no Brasil, Obama está sob ataque nos EUA
O jornal “The New York Times” comenta que no discurso feito no Rio, Obama citou apenas superficialmente a nova encrenca militar dos EUA no mundo muçulmano.


Detalhe da primeira página do “the New York Times” de hoje, 21 de março de 2011

Josias de Souza
Fontes: Blog do Josias de Souza, The New York Times, Portal White House

A atmosfera turístico-festiva que marcou a passagem de Barack Obama pelo Brasil contrasta com o cenário belicoso que se arma contra ele nos EUA.

Em notícia destacada na primeira página, o ‘The New York Times’, diário americano mais influente no mundo, esboçou o drama de Obama.

O texto anota que, ao autorizar a participação dos EUA na coalizão que bombardeia a Líbia, Obama tornou-se, ele próprio, alvo.

É atacado à direito e à esquerda. Dissemina-se a impressão de que se tornou complicado para Obama manter o foco na crise econômica doméstica.

A notícia realça o esforço de Obama para injetar aparência de normalidade numa cena anormal. Ele tenta minimizar o papel dos EUA na Líbia.

No discurso feito no Rio, diz o texto, Obama citou apenas superficialmente a nova encrenca militar dos EUA no mundo muçulmano.

Congressistas republicanos, adversários de Obama, insinuam que ele demorou demais a agir em defesa dos rebeldes que se opõe ao ditador Muammar Gaddafi.

Pior: além de demorar, dizem os republicanos, Obama não explicou adequadamente os objetivos da ação militar. Revelou-se um líder fraco. Em casa e no exterior.

Foto: Pete Souza/Official White House Photo

As imagens, de caráter turístico social, divulgadas pelo portal da Casa Branca, da visita de Obama ao Brasil, ajudam a aquecer as criticas da impropriedade da viagem

O jornal reproduz declarações do senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, à emissora de TV Fox.

Graham disse que não sabe o que levou Obama a autorizar a ação militar na Líbia. E declarou-se preocupado com o fato de os EUA ocuparem "o banco de trás", em vez de exercer o "papel de líder".

Integrantes do partido Democrata, ao qual Obama é filiado, saíram em defesa do presidente. Mas também expressaram preocupação.

Receiam que Obama possa ter extrapolado os limites de sua autoridade ao não submeter o bombardeio da Líbia à deliberação do Congresso.

Os ataques aéreos contra as forças de Gaddafi contrastam com a intenção da Casa Branca de reduzir a presença americana no Afeganistão.

Num instante em que o Oriente Médio arde, a investida na Líbia introduz no cenário dos EUA uma novidade de consequências imprevisíveis.

No terceiro ano de sua presidência, recorda o jornal, Obama insinuava a intenção de se concentrar na busca de soluções para desemprego e a crise econômica doméstica.

De olho na reeleição e à margem das manobras da oposição no Congresso, tenta reconquistar eleitorado independente e moderado.

O ataque à Líbia entra nessa equação como um complicador. Sobretudo porque Obama chegou à Casa Branca cavalgando um sentimento anti-belicista.

As pesquisas detectam o crescimento da aversão do americano à opção pelas armas. E Obama tornou-se administrador de três conflitos.

Dois herdados –Iraque e Afeganistão— e um terceiro, o da Líbia, recém-nascido sob seu comando.

Enquanto Obama cumpria sua agenda no Rio, última escala da passagem pelo Brasil, a Casa Branca esforçava-se para se contrapor às críticas.

Foto: Valter Campanato/ABr

Obama fala aos brasileiros do Theatro Municipal do Rio

O jornal reproduz parte do discurso pronunciado por Obama no Theatro Municipal do Rio.

Escreve que, em 20 minutos de fala, Obama celebrou os levantes que reivindicam democracia no norte da África e no Oriente Médio.

Os Obamas no Cristo Redentor
Destaca o trecho em que Obama disse que o futuro do mundo árabe será definido pelo seu povo.

Menciona o pedaço do discurso em que Obama declarou: embora não se saiba para onde os movimentos vão levar, não se deve temer a mudança.

O diabo é que a decisão de Obama de enfiar os EUA dentro da coalizão militar anti-Gaddafi contradiz o discurso que esgrime desde a campanha eleitoral.

Defendia a busca de soluções multilaterais para os conflitos. Ao avalizar o ataque, diz o jornal, Obama leva à berlinda sua própria doutrina.

Açula, de resto, os ânimos dos adversários liberais. A despeito das críticas, Obama mantém intacta a agenda que o mantém longe de Washington.

Nesta segunda (21), chega ao Chile. Depois, vai a El Salvador. E as bombas continuam caindo sob Gaddafi.
*Acrescentamos subtítulo, fotos e legendas ao texto original

20 de mar de 2011

OBAMA NO BRASIL : Ministros sexualmente molestados pelos seguranças

OBAMA NO BRASIL
Ministros sexualmente molestados pelos seguranças
Guido Mantega, Edison Lobão, Aloizio Mercadante e Fernando Pimentel passaram por uma revista rigorosa, vigorosa e vexatória dos seguranças de Barack Obama antes de entrar no recinto da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos, onde o presidente americano ia discursar. Foram apalpados, bolinados e esfregados por seguranças americanos, sem dó nem piedade. Publicamente disseram que odiaram a experiência, mas há controvérsias.


O LADO POSITIVO - Mantega, Lobão, Mercadante e Pimentel, depois da revista dos seguranças americanos, estão dispensados de exame de próstata, neste semestre

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão

Os seguranças de Barack Obama revistaram no limite da intimidade os ministros brasileiros Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia), Aloizio Mercadante (Ciências e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) quando os suspeitos chegaram ao a Cúpula Empresarial Brasil - Estados Unidos, que foi encerrada com um discurso de Obama.

Não adiantou Lobão perguntar se o segurança sabia quem estava apalpando.

O Estadão comenta que havia sido firmado um acordo com a Casa Branca para que os ministros não fossem revistados quando chegassem ao local da realização do encontro, mas os seguranças não quiseram nem saber. Possivelmente depois que Obama autorizou o ataque a Líbia, os cuidados com a segurança foram aumentados e o grupo, muito adequadamente, foi considerado suspeito.

Molestado sexualmente os quatro tentaram superar o trauma seguindo adiante, como se nada houvesse acontecido. Mas acabaram saindo ruidosamente do local, quando descobriram que não havia fones com tradução simultânea disponível para eles. Estavam condenados a ficarem por horas seguidas, assistindo palestras em inglês, sem que soubessem o que estava sendo dito.

Desde que um terrorista embarcou com explosivos na cueca, que as revistas dos seguranças americanos avançou para áreas mais sensíveis. Genitália, nádegas e seios são apalpados com vigor e sem pudores. Nos aeroportos há a opção de submeter-se ao scanner que despe o revistado. Em eventos como esses são as mãos dos seguranças que scaneiam os suspeitos.

A denuncia dos ministros, porém, fica esvaziada quando se constata que cada um se deixou bolinar individualmente, sem que o seguinte da fila, desistisse de entrar no recinto. Inicialmente avaliaram que ouvir Obama falar compensaria o “vexame”. Só depois, demonstraram uma revolta tardia, quando constataram que não iriam saber o que o Presidente americano diria. Acharam que haviam sido ludibriados: haviam se “sacrificado” em vão.

Caíram na armadilha de divulgarem o sucedido, para deleite dos adversários. O escândalo, de autoridade ofendida e indignada, divulgando a afronta, só acrescentou mais saia justa aos momentos desagradáveis.

O mais prudente, nessas ocasiões, seria “relaxar e gozar”, como diria a sábia e muito experiente senadora do PT, Marta Suplicy, que por sinal, se soubesse da obrigatoriedade da revista, por certo teria ido à solenidade.


OBAMA NO BRASIL: Presidente trouxe a sogra e a comadre

OBAMA NO BRASIL
Presidente trouxe a sogra e a comadre
Bem ao estilo de político brasileiro, o presidente americano trouxe na sua viagem ao Brasil, além de toda a família, mulher e filhas, a sogra e a madrinha das meninas. A trupe acompanha Michelle Obama nos eventos da agenda da primeira dama americana

Foto: Elza Fiúza/ABr

Michelle Obama e as filhas, Sasha e Malia, que estão em férias escolares, mais a sua mãe a sogra de Barack Obama, Marian Robinson e a madrinha das meninas, Eleanor Kaye Wilson

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Agencia Brasil

Como de praxe, enquanto o presidente assina acordos e discursa a primeira dama participa de uma agenda paralela. Michelle Obama prefere freqüentar ambientes com jovens carentes, onde prega a educação como forma de acessão social, dando ela e o próprio presidente americano como exemplo.

No Brasil não está sendo diferente, assessores da embaixada norte-americana organizaram uma apresentações do grupo de capoeira Raízes do Brasil, composto de crianças carentes do Distrito Federal e da banda de percussão Batalá, formado só por mulheres.

Simpática e sorridente, Michelle bateu palmas para as acrobacias da dança dos capoeiristas ao ritmo do berimbau. Também não poupou sorrisos e vibrou com o som das meninas do Batalá, que já se apresentaram na Europa e nos Estados Unidos.

Antes da agenda cultural, a primeira-dama fez um breve discurso para os convidados. O teor de sua fala foi de incentivo para que os jovens, de 14 a 20 anos, estudem e não desistam de sonhar. “Eu aprendi há muito tempo que não importa quem você é ou de onde você vem, desde que viva grandes sonhos e trabalhe duro para alcançá-los, além de assumir riscos ao longo do caminho. Olhem para mim e vejam que tudo é possível, por isso estou aqui hoje”.

Ao final do evento, que durou pouco mais de meia hora, Michelle cumprimentou os integrantes dos grupos e estudantes e posou para fotos.

Fotos: Reuters e Elza Fiúza/ABr

Michelle Obama usava um vestido de comprimento médio e que deixava um dos ombros descobertos, na cor dourado envelhecido. Os fotógrafos bem que tentaram fazer um flagrante mais intimo da primeira dama, as teleobjetivas esbarraram num providencial forro impedindo olhares mais profundos.

LÍBIA: Na guerra dos holofotes Sarkozy ganhou de Obama

LÍBIA
Na guerra dos holofotes Sarkozy ganhou de Obama
Quando aviões franceses bombardearam alvos na Líbia, iniciava-se a maior intervenção militar internacional no mundo árabe desde a invasão do Iraque em 2003. Em visita ao Brasil, o presidente Obama, demorou uma eternidade para divulgar que autorizará os Estados Unidos a participação da ação.

Fotomontagem de Toinho de Passira sobre foto da Reuters

Obama chegando na manhã deste sábado, com a família, na base militar em Brasília, para uma visita de dois dias ao Brasil, trouxe a tiracolo, além da sogra, o coronel Kadhafi

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Noticia UOL, Le Figaro, Al Jazeera, Noticia Yahoo, Reuters, BBC Brasil , Reuters

No instante, quase exato, que o Force One pousava na base militar em Brasília, trazendo o presidente Barack Obama, para sua visita ao Brasil, aviões Rafales, da força aérea da França, atiraram e destruiram quatro tanques utilizados pelas forças leais ao Muammar Kadafi, na periferia do reduto da oposição de Benghazi, na Líbia.

A viagem do presidente americano ao Brasil, Chile e El Salvador, acontece sob fortes crítica da imprensa e da opinião pública americana. As crises mundiais com os riscos de vazamento nuclear no Japão, a guerra civil na Líbia e as tensão espalhadas pelo mundo árabe, segundo os americanos, recomendava que o presidente continuasse em Washington, no centro das decisões, com a cabeça voltada apenas para os interesses americanos, diante desses acontecimentos.

Muitos criticam o presidente Obama, acusando-o de vacilante e dubio nas decisões referentes a Líbia. O americano tem razões em ser ponderado: teme meter os Estados Unidos em uma nova guerra, sem fim previsivel. Não tem a menor garantia, que com a queda de Kadhafi e das outras ditaduras árabes, nascam nesses países regimes democraticos simpaticos aos americanos.

Foto: Reuters

Quatro caças Rafale, que haviam partido da base francesa de Saint Diziers foram os primeiros a disparar contra as tropas de Kadhafi.

Mas como o mundo é dos oportunistas e atirados, sentindo o vácuo na liderança mundial, diante dos fatos que se desenrolavam na Líbia, o presidente frances, Nicolas Sarkozy assumiu a responsabilidade de iniciar os ataques.

Enquanto Obama tinha um morno encontro com Dilma Rousseff, Sarkozy tinha voltado para si todos os refletores mundiais. O francesinho, em baixa de popularidade interna, segundo as últimas pesquisas seria eliminado, logo no primeiro turno, nas eleições presidenciais de 2012, tenta com a guerra, impor-se como lider mundial, buscando votos no orgulho frances.

De quebra Nicolas Sarkozy ainda pôs na vitrine, os caças franceses Rafales, que nunca haviam participado de uma ação real de combate. O que pode render prestígio e finalmente uma compra por parte de um país estrangeiro, o Brasil, por exemplo, de um lote desses aviões até hoje, utilizado unicamente pela força aérea francesa.

Foto: Getty Images

Nicolas Sarkozy nas rédeas dos acontecimentos: "... a França está decidida a assumir seu papel perante a História".



Pode não ser a verdade absoluta, mas o que passou para a comunidade internacional é que só depois de forçado pelo ousado ataque francês, Barack Obama, resolveu agir autorizando, desde Brasília, a participação dos Estado Unidos na ação militar na Líbia. Falando num vídeo provavelmente produzido dentro do Force One, Obama confirmou a autorização de forma pouco confiante.

Foto: Jim Watson/Agence France-Presse - Getty Images

"Estou ciente dos riscos de uma ação militar. Quero que os americanos saibam que o uso da força não foi nossa primeira escolha".

Foto: Fireman Roderick Eubanks/United States Army

Mais tarde foram divulgadas imagens do destróier “Barry” da Marinha dos Estados Unidos, disparando misseis Tomahawk, desde o Mar Mediterrâneo, visando atingir alvos do sistema de defesa aérea da Líbia.


19 de mar de 2011

OBAMA NO BRASIL: O “Cara” não quis almoçar com Obama

OBAMA NO BRASIL
O “Cara” não quis almoçar com Obama
Dilma mandou convidar todos os ex-presidentes para o almoço que será oferecido no Itamarati, para o presidente americano, Lula foi o único que recusou o convite!?

Foto: Ricardo-Stuckert/PR

No inicio do seu governo, em 2009, Obama elogiou o brasileiro: “Esse é o cara! "Eu adoro esse cara!” “Esse é o político mais popular da Terra”. Surpreendentemente, mesmo depois disso, por escolhas de Lula, a relação, entre os dois, azedou.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo

Segundo a Folha de São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva, o “Cara”, foi o único ex-presidente brasileiro que recusou convite para ir ao almoço oferecido hoje por Dilma Rousseff, no Itamaraty, ao colega norte-americano Barack Obama, que iniciou nesta manhã, por Brasília, sua visita ao país.

Todos os ex-presidentes após 1985 foram chamados -José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso irão ao almoço.

Lula informou ao Planalto que não iria. As especulações sobre os motivos são diversas, desde a preocupação do ex-presidente em fazer um esforço para não roubar os holofotes de Dilma até uma mágoa com o americano que não visitou o país durante o seu governo.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante o almoço no Palácio Itamaraty, a Presidenta Dilma Rousseff, apresenta a Michelle Obama, esposa do presidente dos Estados Unidos, os ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso


OPINIÃO: A covarde omissão do Brasil - Clóvis Rossi

OPINIÃO
A covarde omissão do Brasil
Itamaraty recusa-se a defender o direito à vida na Líbia. A abstenção brasileira é “um desmentido às reiteradas afirmações da presidente Dilma Rousseff de que os direitos humanos estariam no centro de sua agenda de governo”

Charge: PETAR PISMESTROVIC, Kleine Zeitung (Austria)

Clóvis Rossi
Fontes: Folha de São Paulo

Foi covarde a atitude da diplomacia brasileira de abster-se na votação da zona de exclusão aérea na Líbia.

As explicações dadas depois pelo chanceler Antonio Patriota e por seu porta-voz, Tovar Nunes, tornaram ainda mais patética a covardia de não dizer nem sim nem não. Comecemos com um pouco de história sobre a posição brasileira: assenta-se na tese de que a força não é o melhor instrumento nas relações internacionais. Se fosse um debate acadêmico, eu aplaudiria de pé.

Mas, na vida real e na situação da Líbia neste momento, torna-se um argumento sem nexo.

O que está havendo na Líbia é o uso desmedido da força bruta por um tirano ensandecido que, de resto, a utiliza contra seu próprio povo faz 42 anos e que, em certa época, utilizou-a também contra terceiros (atentados contra um avião da PanAm sobre os céus da Escócia e contra uma discoteca de Berlim).

Qualquer pessoa dotada de um mínimo de senso comum saberia que um governante desse calibre só entende a linguagem da força.

No entanto, Patriota prefere fechar os olhos e os ouvidos e dizer que o Brasil não descarta "um esforço de diálogo com Gaddafi".

Além de completamente desconectada da realidade, a declaração é inconsistente com os votos do Brasil em sessões recentes de órgãos da ONU. Votou, no Conselho de Segurança, pela imposição de duras sanções ao governo líbio, descartando, portanto, "um esforço de diálogo". Votou também pela suspensão da Líbia do Conselho de Direitos Humanos da instituição, igualmente sem diálogo. Tovar Nunes explicou que o Brasil "não tem interesse em ação militar que redunde numa contrarreação que piore a situação dos cidadãos".

Ah, meu caro Tovar, a contrarreação já ocorreu por meio da ofensiva que Gaddafi empreendeu contra os rebeldes, bombardeando cidades que eles ocupavam, blindando Trípoli contra manifestações pacíficas (o que viola as liberdades públicas que o Brasil diz defender) e ameaçando uma caçada aos rebeldes casa a casa.

Fica ainda mais patética a posição brasileira diante do efeito prático imediato da decisão do Conselho de Segurança: o tirano anunciou um cessar-fogo. Não se pode confiar em ditadores, é verdade, mas fica a sensação de que o diálogo que o Brasil tanto diz defender só se tornou potencialmente viável a partir da ameaça de uso da força, a única linguagem que tiranos entendem.

Há ainda na abstenção brasileira um desmentido às reiteradas afirmações da presidente Dilma Rousseff de que os direitos humanos estariam no centro de sua agenda de governo. Ao contrário de intervenções militares anteriores (Iraque, Afeganistão, por exemplo), destinadas a caçar o tirano local de turno, a ação do Conselho de Segurança agora visa precisamente a preservar o mais básico direito humano, que é o direito à vida.

Não obstante, o Brasil de Dilma Rousseff omitiu-se covarde e vergonhosamente.


BRASIL: O traidor e ambicioso Gilberto Kassab abandona o DEM

BRASIL
O traidor e ambicioso Gilberto Kassab abandona o DEM
Para ser candidato a governador de São Paulo em 2014, o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, resolveu fundar um novo partido, apoiar o governo Dilma Rousseff, esquecendo que os eleitores votaram no seu nome, quando ele era da oposição. No momento é cortejado e posto na condição de líder nacional. O tempo dirá se ele não será engolido pela própria ambição e arquivado pelos novos aliados. O povo não gosta de traidores

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

CASAMENTO DE CONVENIÊNCIA: Dilma de olho no apoio de Kassab para diminuir a influencia do PMDB paulista no seu governo, Kassab quer escapar da influencia do DEM e dos Tucanos na decisão da escolha do candidato ao governo de São Paulo em 2014

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , Portal Terra, Blog do Noblat, Estadão

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, como se todo mundo já sabia, deixou o Partido Democratas para criar uma nova legenda de mentirinha, para driblar a legislação eleitoral. Busca espaço para apoiar o governo de Dilma Rousseff e tentar ser candidato a governador do estado de São Paulo nas eleições de 2014.

Kassab aguardou a mudança de direção do DEM, que ocorreu na última terça-feira, quando o senador José Agripino (RN) assumiu a presidência do partido.

Com a adesão a uma nova legenda, como prevê a lei, Kassab escapa de um processo de infidelidade partidária por parte do DEM. Se trocasse para uma legenda existente, o Democratas poderia requisitar o mandato na Justiça.

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que segue Kassab na aventura, não confirmou o nome que será dado à nova sigla. Comentava-se até agora que seria Partido da Democracia Brasileira (PDB), mas, segundo uma fonte envolvida na formação da legenda, uma possibilidade é de que a denominação seja Partido Social Democrático (PSD).

O Blog do Noblat noticiou que a mudança do nome anunciado, PDB, ocorreu porque os adversários de Kassab, havia traduzido a sigla como Partido da Boquinha.

Neste final de semana, em Salvador, haverá a primeira reunião do novo partido. O vice-governador da Bahia, Otto Alencar (PP), que vai aderir à nova sigla está organizando o evento.

Mesmo lançada agora, a nova legenda terá que estar registrada oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até setembro para poder lançar candidatos nas eleições municipais do ano que vem. Entre as exigências do TSE está a coleta de quase 500 mil assinaturas de eleitores.

Kassab tem novos amigos, apesar de achar improvável que o PT deixe de lançar um candidato próprio para o governo de São Paulo em 2014, o chefe do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu declarou total apoio e deu até boas-vindas, ao prefeito.

No final, como um velho scrip de pastelão, Kassab funde o novo partido ao PSB de Eduardo Campos e tentará ser feliz bajulando o governo federal. Nunca mais ninguém vai ouvir falar dele.


18 de mar de 2011

LÍBIA: Kadhafi finge recuar, ocidente endurece

LÍBIA
Kadhafi finge recuar, ocidente endurece
Após a resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovou na quinta-feira, apoiando uma zona de exclusão aérea e "todas as medidas necessárias" para proteger os civis das forças de Gaddafi, Dilma mandou o Brasil ficar em cima do muro e se abster de votar, o ditador líbio declara um cessar fogo fajuto, para fazer o ocidente vacilar enquanto ele continua a sua derrocada sangrenta contra os rebeldes. Pode haver bombardeio ocidental sobre as forças de Kadhafi, neste fim de semana.

Foto: Roberto Schmidt/AFP

Bombardeio da Força aérea de Kadhafi sobre os revoltosos, na cidade portuária de Ras Lanuf

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , BBC Brasil, The New York Times, Al Jazeera, Le Figaro, Le Monde, Il Messaggero, Corriere della Sera, The Washington Post

O governo de Muammar Kadhafi anunciou um cessar-fogo unilateral em sua ofensiva para reprimir a revolta na Líbia, ao constatar que aviões de combate do Ocidente se prepararam nesta sexta-feira para atacar as forças do líder líbio.

As noticias, porém dão conta, que o discurso difere da prática: as tropas do governo continuam bombardeando, nesta sexta, a cidade de Misrata, no oeste do país, que estava sob controle dos rebeldes, matando ao menos 25 pessoas, incluindo crianças, disse um médico local à Reuters. Os moradores afirmaram que não havia sinais de cessar-fogo.

No leste do país, onde os rebeldes mantêm o controle, a declaração do governo foi repudiada, sendo considerada uma armadilha ou um sinal do desespero de Kadhafi.

O governo Obama também mostrou ceticismo.

"Decidimos um cessar-fogo imediato e cessar imediatamente todas as operações militares", disse o ministro das Relações Exteriores líbio, Moussa Koussa, em Trípoli na sexta-feira, depois que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução autorizando ação militar e pediu pelo diálogo com todas as partes.

No campo de batalha a conversa é outra, Kadhafi prometeu não mostrar "nem dó nem piedade" e os rebeldes pedem ajuda estrangeira antes que não haja mais tempo.

Kadhafi teme uma invasão ocidental, como aconteceu no Iraque, o que pode mesmo acontecer, apesar de estar afastada a hipótese, pelo menos momentaneamente, dessas ações militares serem lideradas pelos Estados Unidos.

Foto: Getty Images

O conselho de Segurança da ONU aprovando o bloqueio do espaço aéreo na Líbia.

As nações começam a se pronunciar como poderão participar de um possível ataque as forças leais a Kadhafi. O Catar disse que participaria, mas não estava claro se isso significa auxílio militar. A Tunísia disse que não participaria de nenhuma forma.

"A Grã-Bretanha mobilizará (caças) Tornados e Typhoons, além de aeronaves para reabastecimento aéreo e vigilância", disse o primeiro-ministro David Cameron ao Parlamento.

A Itália anunciou que disponibilizaria sete bases militares, além de equipamentos e tropas. Nápoles será o centro de coordenação.

Dinamarca e Canadá afirmaram que planejam contribuir com caças. A França sediará reuniões no sábado para debater a ação com a Grã-Bretanha, a Liga Árabe e outros líderes.

O secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, disse após uma reunião com embaixadores da aliança militar que a OTAN estava "finalizando seu planejamento a fim de se prontificar para tomar a ação apropriada... como parte do amplo esforço internacional."

Foto: Doug Mills/The New York Times

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu na sexta-feira o líder líbio, Muammar Gaddafi, a obedecer as exigências da ONU por um cessar-fogo, ou então enfrentará as consequências, incluindo uma ação militar.

Enquanto isso, habitantes de Misrata disseram que a cidade do oeste do país estava sob bombardeio pesado pelas forças de Kadhafi na sexta-feira.

"Eles estão bombardeando tudo, casas, mesquitas e até ambulâncias", disse à Reuters um porta-voz dos rebeldes chamado Gemal, por telefone, desde o último grande reduto rebelde na parte ocidental do país.

Outro rebelde chamado Saadoun disse: "Achamos que eles querem entrar na cidade a qualquer custo antes de a comunidade internacional começar a implementar a resolução da ONU."

A TV Al Arabiya também disse que a cidade de Zintan, sob controle rebelde e também no oeste do país, foi atacada por foguetes na sexta-feira. As notícias sobre os confrontos não podiam ser confirmadas de forma independente. As autoridades impedem que os jornalistas estrangeiros baseados em Trípoli reportem livremente.

Enquanto outros países e a OTAN devam participar em ação militar, as autoridades norte-americanas esperam que os EUA façam o 'trabalho pesado' numa campanha que provavelmente incluirá ataques aéreos contra tanques e artilharia.

Foto: Getty Images

Em comunicado o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em nome dos aliados ocidentais e países árabes exigiu que o líder líbio, Muammar Kadhafi, parasse o avanço de suas tropas e cessasse os ataques a Benghazi e que se retirasse das cidades de Misrata, Zawiyah e Ajdabiya. Além de fornecer água e energia elétrica às cidades que tiveram o fornecimento interrompido.

Para esse domingo, espera-se que ocorra, numa demonstração de força e determinação, pelo menos sobrevôos de aviões ocidentais sobre a Líbia. A possibilidade da missão se transformara em um ataque aéreo, vai depender da reação das forças de Kadhafi.

Fechar o amarelinho é abrir as pernas para Obama

BRASIL – ESTADOS UNIDOS
Fechar o amarelinho é abrir as pernas para Obama
O anuncio do cancelamento do discurso de Obama na Cinelândia, por razões de segurança, reduz, mas, não desfaz o vexame. Demonstra, apesar de toda a bazófia, que ainda somos uma republiqueta bananeira. O fato do governo permitir e até colaborar para que um chefe de estado estrangeiro, falasse, em praça pública, para o povo brasileiro, demonstra falta de maturidade e compostura da diplomacia brasileira. A idéia posta e levada adiante era constrangedora, ridícula e até ilegal.

Foto: G1

A Cinelandia tendo ao fundo o Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Local do quase vexame brasileiro.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, O Globo, IG, Portal Terra, Portal Terra, La Nación, Obama.br, Estadão

Veio, inicialmente, dos Estados Unidos a notícia de que o discurso de Obama na Cinelândia no Rio, dirigido ao povo brasileiro, estava sendo cancelado por questões de segurança (?), devido o agravamento das tensões na Líbia. Pode-se dizer que Kadhafi livrou o governo brasileiro de um grande vexame.

Não somos anti-americanistas e até nutrimos simpatia, em relação ao cidadão Barack Obama. Estanhamos que nenhum setor da sociedade brasileira tenha se rebelado contra essa vexatória permissão. Estávamos agindo como uma bajuladora comunidade medieval diante de um grande chefe tribal estrangeiro.

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, afirmou esperar, a partir da visita do presidente americano Barack Obama ao Brasil, “uma relação de igual para igual”.

É assim? Então quando Dilma for aos Estados Unidos, peçam para ela falar, numa manhã de domingo, ao povo americano, na Times Square, em Nova York. Por razões de segurança solicitem o fechamento do comercio local e da Broadway, mandem revistar todo mundo e não permitam que os cidadãos americanos portem cartazes, ao comparecerem ao evento.

Foto: Sergio Moraes/Reuters

Na Cinelândia, por enquanto, apenas o ator Rinaldo Americo, sósia brasileiro de Obama, faz a festa de turistas, diante do Teatro Municipal, acompanhado dos seus dois impolutos seguranças, “Tico” e “Teco”.

Deveriam ter mais respeito com a Cinelândia, um local histórico no centro do Rio de Janeiro, que recebeu a famosa passeata dos cem mil contra os governos militares, em 1968 e as manifestações da campanha das “Diretas Já”, pelo voto direto para presidente, em 1984 e por onde desfila o “Bola Preta”.


Cartazes convocavam os cariocas para o vexame, com “entrada grátis”
No Brasil, não se tem memória de outro presidente estrangeiro discursando diretamente ao público, a maior ousadia aconteceu em 1943, quando o então presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt, em visita ao país circulou em carro aberto ao lado do presidente Getúlio Vargas em Natal, Rio Grande do Norte.

Para ajudar a atrair o público à Cinelândia, a embaixada norte-americana havia criado páginas no facebook e no twitter.

Os argentinos, ressentidos com a recusa do americano em visitar os portenhos, estão tirando um sarro do Brasil, por essa bajulação vergonhosa ao chefe de estado americano. O colunista e analista político Carlos Pagni do jornal "La Nación", diz que Obama será tratado no Brasil, como um herói, uma estrela de rock, numa recepção que se assemelha a visita de um papa.

Não podemos, porém, dá o crédito, ao embaraço, apenas ao governo federal: o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito carioca, Eduardo Paes, não resistem a uma celebridade. Seja Paris Hilton, Madonna ou Obama, tornam-se tietes ensandecidas sempre que farejam a oportunidade de aparecerem na mídia internacional, ao lado desses ilustres visitantes.

Foto: G1

A dúvida continua: o "Amarelinho" vai estar aberto amanhã ?

O ápice dessa curvatura espinhal brasileira, veio do prefeito Eduardo Paes: em odiosa subserviência, atendendo ordens da segurança do Presidente americano, determinou que o bar “Amarelinho”, inaugurado em 1921, trancasse as “portas”. Essa seria a primeira vez desde a sua fundação que o “Amarelinho”, uma referencia carioca, fecharia. Não se sabe, porém até agora, se vai ser possivel, amanhã, enquanto Obama fala para os 2.444 convidados no Teatro Municipal, tomar um chope gelado no famoso barzinho.

Temos a remota esperança que esse cancelamento tenha partido de iniciativa de autoridades brasileiras. Mas pode ter acontecido dos próprios americanos terem constatado que estavam indo fundo demais.

Menos Dilma, menos; menos Patriota, menos; menos Sérgio Cabral, menos; menos Eduardo Paes, muito menos!


17 de mar de 2011

CHARGE: CLAY BENNETT- Chattanooga Times Free Press (EUA)



CLAY BENNETT- Chattanooga Times Free Press (EUA)


JAPÃO: Os riscos de um desastre nuclear continuam

JAPÃO
Os riscos de um desastre nuclear continuam
As usinas nucleares japonesas atingidos pelo terremoto e tsunami deixaram o mundo em suspense. Os alarmistas falam num iminente desastre nucelar de grandes proporções capaz de afetar todo o planeta. Os mais moderados asseguram que o problema esta prestes a ficar sob controle e tem modesto alcance local. Muitos, nem os japoneses, acreditam na honestidade das informações do governo do Japão. Sabe-se que uma equipe de 50 heróicos engenheiros estão voluntariamente isolados no local, lutando contra o tempo, expostos a níveis radiativos, que não querem, espalhem-se pelo resto do país.

Foto: Reuters

Imagem aérea mostra os danos no reator nº 4 na usina de nuclear de kushima Daiichi, Japão a

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, BBC Brasil , Reuters, I Online

Após uma terceira explosão em um de seus reatores nucleares, a usina de Fukushima Daiichi, 250 km a noroeste de Tóquio, no Japão, começou a deixar escapar radiação em níveis que se aproximam do preocupante, alertaram nesta terça-feira as autoridades japonesas.

O governo japonês afirmou que os níveis de radiação após as explosões na usina de Fukushima podem afetar a saúde humana. Moradores que vivem em um raio de 30 km da usina foram aconselhados a deixar suas residências ou permanecer em casa a portas fechadas para evitar exposição.

Em Tóquio, os níveis estariam acima do normal, mas sem apresentar riscos à saúde. Na segunda-feira, as autoridades em Fukushima haviam informado que 190 pessoas foram expostas a radiação e um navio militar americano, o porta-aviões USS Ronald Reagan, havia detectado baixos níveis de radiação a uma distância de 160 km da usina de Fukushima.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) descreveu o vazamento como um evento de nível quatro em uma escala internacional que tem como pico máximo, oito. O que significa que trata-se de um incidente "com consequências locais".

As informações são de que houve vazamento de isótopos de césio e iodo nas redondezas da usina. Especialistas dizem que seria natural haver também um escape de isótopos de nitrogênio e argônio. Mas não há evidências de que tenham escapado plutônio ou urânio.

Em um primeiro momento, a exposição a níveis moderados de radiação pode resultar em náusea, vômito, diarréia, dor de cabeça e febre. Em altos níveis, essa exposição pode incluir também danos possivelmente fatais aos órgãos internos do corpo.

Foto: Associated Press

As crianças são mais vulneráveis em casos de exposição nuclear. Num centro de evacuados de Fukushima, Japão, técnico examina níveis de radiação num bebê.

No longo prazo, o maior risco do iodo radioativo é o câncer, e as crianças são potencialmente mais vulneráveis. A explicação para isso é que, nas crianças, as células estão se multiplicando e reproduzindo mais rapidamente os efeitos da radiação. O desastre de Chernobyl, em 1986, resultou em um aumento de casos de câncer de tireóide (região em que o iodo radioativo absorvido pelo corpo tende a se concentrar) na população infantil da vizinhança da usina.

É possível prevenir o problema com pastilhas de iodo não-radioativo, porque o corpo não absorve iodo da atmosfera se já estiver "satisfeito" com todo o iodo de que necessita. Especialistas dizem que a dieta dos japoneses já é rica em iodo, o que ajuda na prevenção. Césio, urânio e plutônio radioativos são prejudiciais, mas não atacam nenhum órgão do corpo em particular. O nitrogênio radioativo se dissipa em segundos após a sua liberação, e o argônio não apresenta riscos para a saúde.

A usina de Fukushima teve problemas com o sistema de resfriamento de seus reatores, que superaqueceram. A produção de vapor gerou um acúmulo de pressão dentro do reator e a consequente liberação de pequenas quantidades de vapor.

Para especialistas, a presença de vapores de césio e iodo – que resultam do processo de fissão nuclear – sugere que o invólucro de metal que guarda alguns dos bastões de combustível pode ter se quebrado ou fundido. Mas o combustível de urânio em si tem um altíssimo ponto de fusão e é improvável que tenha se liquefeito, e ainda mais improvável que tenha se convertido em vapor.

Como plano de contingência, os técnicos estão usando água do mar para resfriar os reatores.

O iodo radioativo se dissipa rapidamente e a estimativa é de que a maior parte terá se dissipado em um mês. O césio radioativo não permanece no corpo por muito tempo – a maior parte terá saído em um ano. Entretanto, a substância fica no ambiente e pode continuar a representar um risco por muitos anos.

Especialistas dizem que essa possibilidade é improvável. As explosões ocorreram do lado de fora do compartimento de aço e concreto que envolve os reatores, que aparentemente permanecem sólidos. Foram danificados apenas o teto e os muros erigidos ao redor dos compartimentos de proteção. No caso de Chernobyl, a explosão expôs o núcleo do reator ao ar. Por vários dias, seguiu-se um incêndio que lançou na atmosfera nuvens de fumaça carregadas de conteúdo radioativo.

Especialistas esclarecem que não pode haver uma explosão nuclear em nenhuma hipótese. Uma bomba nuclear e um reator nuclear são coisas completamente diferentes.

Foto: Reuters

Helicópteros militares lançam água para tentar resfriar reator da usina Fukushima Daiichi, Japão

Como boa notícia a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA) disse nesta quinta-feira, que engenheiros instalaram um cabo de força externo no reator número 2 da usina de Fukushima Daiichi, o que permitiria a reativação do sistema de resfriamento da usina.

De acordo com a empresa que opera a usina, a Tokyo Electric Power (Tepco), o reator número 2 preocupa porque ele fica em um edifício que permanece com o teto intacto. Por isso, não pode ser resfriado por água jogada de helicópteros.

Nesta quinta-feira, toneladas de água foram despejadas nos reatores 3 e 4 por helicópteros e caminhões-pipa.

O objetivo da operação é impedir o derretimento das barras de combustível nuclear armazenadas no reservatório. Se danificadas, elas podem liberar muita radioatividade na atmosfera.

A agência de notícias japonesa Kyodo Newsdisse que as tentativas de jogar água no reservatório de combustível do reator 3 de Daiichi foram bem sucedidas.

A Tepco informou que o vapor que subiu do edifício do reator sugere que a operação conseguiu estabilizar a temperatura do reservatório, que estava aquecendo rapidamente. Embora não houvesse ainda sido observado decréscimos imediatos nos níveis de radiação da usina.

Foto: Associated Press

Num ginasio em Koriyama, norte do Japão, técnico examina níveis de exposição radiativa, num dos abrigados

Alarmados, países de todo o mundo cobram do governo japonês maiores explicações sobre a situação, enquanto realizam operações para a retirada de seus cidadãos e pessoal diplomático do país.

O governo japonês evacuou os moradores num raio de 20 km da usina nuclear Fukushima Daiichi e sugeriu aos moradores em um raio inferior a 30 km que permanecessem em suas casas.

No entanto, a embaixada dos Estados Unidos sugeriu aos norte-americanos que moram num raio de 80 km que evacuem a área como medida de prevenção.

A embaixada britânica advertiu aos seus nacionais para que deixem Tóquio e áreas mais ao norte, enquanto a Rússia anunciou a retirada de famílias de diplomatas da capital. A França pediu à Air France para disponibilizar mais aviões na rota Tóquio-Paris e, assim, facilitar a saída dos franceses da cidade.

Outras embaixadas transferiram seus funcionários para cidades mais a sudoeste do Japão. O governo da Áustria, por exemplo, transferiu suas atividades para Osaka. Muitas multinacionais seguiram o exemplo dos governos e também realocaram seus funcionários para outras áreas ou países asiáticos.

Com medo de um desastre nuclear, diversos japoneses começaram a deixar Tóquio e regiões adjacentes para se protegerem de uma possível nuvem de radiação.