30 de set de 2010

EQUADOR: Clima de golpe de estado

EQUADOR
Clima de Golpe de Estado
A situação no Equador está um caos. O Presidente Rafael Correa diz que a oposição tentou um golpe de estado. Ao que parece tudo começou com um movimento de protesto de policiais devido à redução de salários, proposto pelo presidente e aprovado pelo parlamento. Nesse momento, 19hr, em Brasília, Correa está sitiado pelos manifestantes num hospital militar, para onde foi conduzido, com sintomas de asfixia por gás lacrimogêneo. O país encontra-se em estado de exceção.

Foto: José Jácome Rivera/EFE

ENFRENTAMENTO - Em meio ao tumulto o presidente Correa tenta sair do quartel sublevado, quando uma bomba de gás caiu próxima ao local onde se encontrava

Postado por Toinho de Passira
Fontes: El Universo, Portal Terra, Ultima Noticias, La Hora, El Comercio

O governo do Equador decretou nesta quinta-feira estado de exceção em todo o território nacional e delegou para as Forças Armadas a segurança interna e externa do país. O anúncio foi feito pelo secretário jurídico da presidência, Alexis Mera, em entrevista do palácio de governo. "Está determinado o estado de exceção por uma semana e que, nesse período, as forças militares assumirão o controle da segurança", disse.

Dezenas de policiais tomaram vários regimentos nas três principais cidades do país - Quito, Guayaquil e Cuenca -, um dia depois de a maioria governista ter aprovado uma lei que regulará o serviço público e retirará seus benefícios.

Paralelamente, cerca de 150 membros da Força Aérea Equatoriana (FAE) invadiram a pista do aeroporto internacional de Quito, obrigando as autoridades de aviação civil a suspender as operações. No maior quartel de Quito, Correa tentou abafar o levante, mas foi agredido.

Apoiado numa muleta pelo fato de que foi submetido há pouco a uma operação no joelho, o presidente conseguiu sair do quartel usando uma máscara de proteção e ajudado por seguranças depois da explosão de várias bombas de gás lacrimogêneo.

Foto: Rodrigo Buendia/AFP_

INSTANTES DRAMÁTICOS - O presidente do Equador Rafael Correa é conduzido por seguranças e militares, aparentemente desacordado, a um hospital militar, asfixiado pelo gás após ser agredido por policiais

Após deixar o regimento, Correa retirou a máscara e foi levado para o Hospital da Polícia logo ao lado, onde entrou de maca apresentando sinais de asfixia pelo gás lacrimogêneo.

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, convocou os manifestantes a acompanhá-lo ao hospital onde Correa está sitiado após a confusão registrada no quartel.

"Vamos juntos, companheiros, resgatar nosso presidente. Não temos medo", afirmou Patiño, do lado de fora da sede de governo, a milhares de manifestantes.

Foto: Eduardo Santillán/Presidencia de la República del Ecuador

PARANDO O TRÂNSITO - Um grupo de militares protesta no Ministério da Defesa. A imagem é da assessoria do gabinete do Presidente

Há sinais de divisão entre os militares. O Chefe do Comando das Forças Armadas do Equador, Ernesto González, disse estar subordinado ao presidente.

Em frente ao hospital, policiais dispersaram com gás lacrimogêneo a população que tentava chegar ao local para respaldar Rafael Correa. Alguns partidários do presidente equatoriano atiraram pedras contra policiais que os impediram de entrar no local.

"O presidente está sendo mantido refém lá dentro", disse Fernando Jaramillo, 54 anos, um partidário de Correa. "É um enfrentamento do povo contra o povo", disse um dos participantes do protesto.

Foto: Captura de vídeo/Ultima Hora

DESAFIO - No momento mais dramático do conflito, da janela do quartel, Rafael Correa desafiou os sublevados dizendo que não daria um passo atrás: “Si quieren matar al presidente, aquí está, mátenlo!”

f o Os distúrbios registrados no Equador tem origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para ajustar os custos do Estado. As medidas preveem a eliminação de benefícios econômicos das tropas. Além disso, o presidente também considera a dissolução do Congresso, o que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições, depois que membros do próprio partido de Correa, de esquerda, bloquearam o projeto do governante.

Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado.

No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que há uma tentativa de golpe de Estado. Foi declarado estado de exceção.

Foto: Eduardo Santillán/Presidencia de la República del Ecuador

Milhares de pessoas saíram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.

COMENTÁRIO: Aparentemente o que está acontecendo no Equador, não é uma tentativa de “golpe de estado”, foi um absurdo e imperdoável protesto dos militares. Rafael Correa, porém, vai aproveitar a oportunidade, para dar, ele sim, um verdadeiro “golpe”, fechando o congresso, como já vinha tentando fazer, e ficará governando por decreto, autoritariamente, até a eleição de um novo parlamento, tudo dentro da Constituição que ele conseguiu aprovar e que lhe dá o imperial poder de dissolver o parlamento.

RESGATE DE CORREA

Foto: EFE

Momento em que Correa sai do hospital numa cadeira de rodas, conduzido pelas tropas de resgate, o presidente convalesce de uma cirurgia no joelho

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diario Los Andes, Hoy, La Hora, Blog do Noblat

O Presidente do Equador, Rafael Correa ficou por mais de sete horas, no hospital da Polícia, onde foi socorrido, sitiado pelos rebeldes. Noticiava-se que o Presidente rejeitava qualquer operação de resgate, numa tentativa de evitar mais violência. Falou pela rádio estatal que só sairia do local, “como presidente ou cadáver.”

No final da noite porém, numa operação que alguns jornais chamaram de cinematográfica, cerca de 700 homens das forças leais ao governo, invadiram o hospital e resgataram o presidente.

Houve confronto entre as forças de resgate e os rebelados. Há notícia de pelo menos um morto, o soldado Froylan Jimenez, da tropa que fora resgatar o presidente.

Foto: Diario Los Andes

Vários veículos iguais saíram do hospital ao mesmo tempo, para confundir os rebeldes, um deles condizia Rafael Correa

O carro que conduzia Rafael Correa ao chegar ao palácio do governo, apresentava várias perfurações de bala.

Noticias desencontradas falam de cinco mortos e quase 100 feridos, não confirmados.

Poucos instantes após sua chegada, o presidente Rafael Correa foi à sacada do Palácio Carondelet, junto com alguns ministros e outros integrantes do governo e discursou para uma multidão de cerca de 2 mil simpatizantes que se encontravam em frente a residência oficial desde as primeiras horas do conflito, na Praça da Independência.

Um discurso para mostrar que estava no controle do país. Disse não vai ceder aos manifestantes, acusou frontalmente o ex-presidente, Lucio Gutiérrez, que governou o Equador entre 2003 e 2005, de ser responsável pela tentativa de golpe. Afirmando que esse fora o dia mais triste do seu governo, mas que não haveria perdão, nem esquecimento.

Foto: Reuters

- Acreditem que quando fui libertado e me disseram que um policial morreu, eu chorei. Não de medo, mas de tristeza, disse Correa no seu discurso da sacada do Palácio Carondelet

No momento o país vive uma calma nervosa, após o dia de fúria, com registro de saques a agencias bancárias e sublevação, disse um dos diários locais no seu site. Tropas federais leais a Correa patrulham as ruas, e a rebelião não dá sina is de reação.

Foto: Diario Los Andes

O diário Los Andes, de Riobamba, publica na primeira página a foto de um policial ferido, tendo ao fundo um companheiro morto, coberto com a bandeira do Equador



PERNAMBUCO: Morre o ex-governador Cid Sampaio aos 99 anos

PERNAMBUCO
Morre o ex-governador Cid Sampaio aos 99 anos
O ex-governador de Pernambuco Cid Sampaio faleceu, nesta quinta, 30 de setembro, no Hospital Português, vítima de insuficiência pulmonar. Esta sendo velado no Palácio do Campo das Princesas e será sepultado no cemitério Morado da Paz, em Paulista

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Jamildo, Estadão, Portal Terra, Memorial de Pernambuco

Cid Sampaio tinha 99 anos e iria comemorar um século de vida no dia 07 de dezembro deste ano. Viúvo de Dona Dulce Sampaio desde fevereiro de 2008, Cid Sampaio morava na Praça do Monteiro e vinha gozando de uma saúde privilegiada. Foi internado na madrugada do dia 28, apos sentir desconforto pulmonar. O ex-governador tinha cinco filhos (Mendo, Ricardo, Eduardo, Carmen Sofia e Maria Dulce), 12 netos e 12 bisnetos.

Cid Sampaio foi eleito Governador com mais de 80% dos votos, em 03 de outubro de 1958. Formou-se em Química, no Recife, e em Engenharia Civil e Industrial, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro; fez cursos livres de Sociologia e chegou a escrever uma tese, A Sociologia, a Educação e a Hereditariedade.

Participou da criação da União Democrática Nacional (UDN), cujo diretório em Pernambuco presidiu, e foi um dos articuladores da campanha do brigadeiro Eduardo Gomes à Presidência da República.

Sua eleição ao governo de Pernambuco, reuniu o bloco das Oposições Unidas, composto pela UDN, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN), pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e pelo Partido Social Progressista (PSP).

O coordenador dessa frente foi o seu concunhado, deputado estadual Miguel Arraes.

Opôs-se ao movimento militar que, em 1964, que derrubou o presidente João Goulart, e implantou o Regime Militar no país, mas depois veio a filiar-se à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido governista, pelo qual foi eleito deputado federal, por Pernambuco, em 1966.

Em 1978, foi candidato, por uma dissidência do seu partido, conhecida como ARENA 2, ao Senado, mas foi derrotado pelo também ex-governador de Pernambuco, Nilo Coelho, que correu, igualmente, pela ARENA.

Com a morte de Nilo, em 1983, assumiu a vaga no Senado, cumprindo mandato até 1987. Com a volta do pluripartidarismo, filiou-se ao Partido Popular (PP), incorporado, depois, ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em cuja legenda concorreu, mais uma vez, ao Senado, em 1982, sendo derrotado pelo candidato do Partido Democrático Social (PDS), Marco Antônio Maciel.

Em 1994, foi candidato ao Governo de Pernambuco, pelo PMDB, perdendo para o seu pupilo Miguel Arraes, do PSB.

Industrial e usineiro, Cid Sampaio foi o primeiro presidente do Centro das Indústrias de Pernambuco, eleito em 1952. Foi, também, presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar de Pernambuco.

Como governador Cid Sampaio teve sua administração voltada principalmente para a industrialização e crescimento do Estado de Pernambuco. Entre seus empreendimentos, destaca-se a construção da Companhia Pernambucana de Borracha Sintética (COPERBO), no Cabo, que deu origem a uma área industrial naquele município, a idealização da SUDENE, a criação do Bônus BS (um incentivo à arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM). O Bônus era um selo recebido pelo consumidor no ato da compra de mercadorias e trocados por bilhetes numerados que concorriam a prêmios mensais.

Ainda em seu governo, Cid Sampaio criou o Banco de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (BANDEPE) e instalou no Recife a CILPE (fábrica de laticínios e beneficiamento do leite).

Reverenciado pela cultura, sobriedade e decência, também era louvado como grande orador, capaz de hipnotizar multidões com o seu tom de voz característico.

A época se dizia que o frevo de Nelson Ferreira, “Bloco da Vitória”, foi feito para homenagear a vitária eleitoral de Cid Sampaio. Um dos versos tinha um sentido inteligentemente dúbio:

”Quando o povo decide (diz Cid)
Cair na frevança
Não há quem dê jeito"

Lula aproveitou a Petrobras para criar bilhões virtuais

BRASIL – Governo Federal
Lula aproveitou a Petrobras para criar bilhões virtuais
Miriam Leitão disse que “as contas públicas do governo estão muito confusas”, Carlos Alberto Sadenberg, comenta que “as autoridades econômicas estão inaugurando uma contabilidade nunca jamais vista na história da humanidade.” - Ao que tudo indica toda essa operação de venda de ações da Petrobras esconde uma imensa fraude contábil para permitir ao governo tapar buracos e gastar mais de maneira irresponsável

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Cheira mal a forma como foi feito essa venda de ações da Petrobras

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog Miriam Leitão, Blog Sadenberg

Miriam Leitão, na sua coluna, mostrou-se alarmada com as contas públicas do governo. Como todo mundo está focado nas eleições essa história de vendas de ações da Petrobras, não foi devidamente acompanhada e nem os alertas dos especialistas, tiveram grande repercussão.

Diz Miriam na sua coluna:

“As contas públicas do governo estão muito confusas, por conta dos truques contábeis. Hoje, os indicadores como de superávit primário, por exemplo, já não querem dizer mais nada; vão alterando as regras e não dá para comparar o superávit de hoje com o de cinco anos atrás.

A última novidade foi a capitalização da Petrobras, que foi feita, entre outras coisas, para aumentar o superávit primário. Parte do dinheiro vai ser para o governo atingir a meta, que já foi reduzida. O Tesouro, que já tinha dado R$ 180 bilhões, deu ontem mais R$ 30 bilhões ao BNDES. Como dá a título de empréstimo, não entra na conta como se tivesse saído do Tesouro, porque um dia, o banco vai pagar. Agora, porque o BNDES aumentou sua participação na Petrobras, vai transferir R$ 22 bilhões.

Esse dinheiro formará o superávit primário. Ninguém está entendendo mais nada: estatal empresta para estatal, Tesouro empresta, mas não entra na conta.

É uma confusão enorme. O governo está tirando uma das qualidades das contas públicas brasileiras dos últimos anos. Desde antes da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Brasil vem se esforçando para que as contas fiquem mais transparentes. Mas agora, estão desmoralizando as metas. É feito para confundir. O objetivo é gastar mais e fingir que não estão aumentando os gastos.

Hoje o colunista Carlos Alberto Sardenberg, num texto intitulado “Lulambanças”, no mesmo tom diz que as autoridades econômicas estão inaugurando uma contabilidade nunca jamais vista na história da humanidade.

Reparem a operação (da Petrobras) em termos simples: o governo vendeu para a Petrobras 5 bilhões de barris de petróleo que estão enterrados em algum lugar do pré-sal. Cobrou por isso, em números redondos, uns R$ 72 bilhões. Logo, a Petrobras ficou devendo essa grana, pelo direito de, lá na frente, pesquisar, perfurar, explorar e finalmente retirar o óleo do fundo do mar.

Em seguida, a Petrobras abre seu capital e oferece ações ao mercado. O governo central (Tesouro) compra parte dessas ações, pelas quais deveria pagar à estatal uns R$ 45 bilhões. Mas como tem um crédito, pelos barris "a futuro", apenas abate o valor da conta e continua credor da Petrobras, em uns R$ 27 bilhões.

Você pensou que o negócio fecha com a estatal mandando um cheque nesse valor para o caixa do governo? Se pensou, está na contabilidade da era pré-Lula.

A Petrobras não vai despachar o dinheiro, mas o Tesouro vai registrar como receita - e assim vai fazer neste mês o maior superávit já visto na história.

E ainda vai pegar uma parte desse dinheiro escritural e emprestar para o BNDES fazer o quê? Pagar por ações da Petrobras. Resumo: o governo não colocou um centavo de verdade, mas comprou mais ações da Petrobras, aumentou sua participação e ainda recebeu um troco de 27 bilhões.

Não é o máximo? Nada nesta mão, nada nesta outra e... eis 27 bilhões.

O problema é que investimentos insensatos e essas mágicas econômicas cobram um preço, mais cedo ou mais tarde. Ficam esqueletos pelo caminho e buracos nas contas públicas, tudo a ser pago com dinheiro do contribuinte. E aí não tem mágica: o dinheiro não sairá da cartola, mas do seu bolso.


Shae Lynn Bourne dança “La Cumparsita” de Gerardo Matos Rodriguez , sobre o gelo, no Ice All Stars 2009

Shae Lynn Bourne dança "La Cumparsita”
de Gerardo Matos Rodriguez
no Ice All Stars 2009, em Seul, Coreia do Sul


”passiravideo”


CHARGE: SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)



SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)


Dilma é castigada pelos céus e por internautas

ELEIÇÕES 2010
Dilma é castigada pelos céus e perseguida por internautas
Em duas semanas a candidata Dilma perdeu 6 milhões de votos, nas pesquisas e a garantia de uma vitória no primeiro turno. A derrocada coincidiu com os escândalos envolvendo o PT e a Ministra: violações de sigilo, denúncias de alta corrupção na Casa Civil e vídeos onde ela defende a legalização do aborto. Marginalmente circulou na internet, que Dilma teria dito que “nem Jesus Cristo conseguiria derrotá-la” e até uma namorada pedindo pensão alimentícia

Foto: Site da campanha de Dilma

Não é verdade que o neto de Dilma, nascido há um mês, já tem cargo comissionado no Ministério da Agricultura, com provador de leite e um assento no Conselho da Petrobras

Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Estadão , Besta Fubana, Marie Claire, Mais Humor, Coturno Noturno

Preocupada com a perda de votos entre cristãos, pela sua defesa pelo aborto, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, reuniu ontem padres e pastores, em Brasília, para negar já ter defendido a interrupção da gravidez.

A polêmica é alimentada por declarações dadas por Dilma em outras ocasiões, antes da reta final da campanha. Na tarde de ontem, porém, a petista disse que é contrária até mesmo a um plebiscito sobre o tema, como prega a candidata do PV, Marina Silva.


Trecho da entrevista de Dilma a Revista Marie Claire

O jornal o Estado de São Paulo lembra o que Dilma já disse sobre o aborto o ano passado, quando não pesava sobre si, o risco de perder as eleições:

Dando uma entrevista a revista Marie Claire (que editorialmente defende o aborto), edição 217 de abril de 2009, Dilma disse a jornalista:

"Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização.

O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos."

Mais tarde numa entrevista a agência Estado:

"O que nós defendemos é o cumprimento estrito da lei, que prevê casos em que o aborto deve ser feito e provido pelo Estado." "Não se deve tratar a questão como religiosa, mas de saúde pública. "

No discurso de ontem, sob medida para agradar aos cristãos, Dilma afirmou que é "a favor da vida" e pregou a liberdade de credo. Disse, ainda, que é católica apostólica romana.

Em 2007, durante sabatina do jornal Folha de S. Paulo, ela disse ter ficado muito tempo "meio descrente". Questionada se acreditava em Deus, a então ministra da Casa Civil desviou do assunto. "Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?"

A misteriosa Verônica Maldonado, ex-namorada de Dilma, pedindo pensão alimentícia
Diante de 27 líderes de denominações cristãs - católicas e evangélicas -, Dilma desmentiu categoricamente que algum dia tenha afirmado que "nem Jesus Cristo" tiraria a vitória dela no primeiro turno."

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não enviou representantes para a reunião com Dilma, mas d. Luiz Demétrio Valentini mandou uma carta intitulada Nas mãos dos eleitores, na qual diz que esta campanha "não vai deixar saudades para ninguém".

De olho nas concessões televisivas, o Bispo Edir Macedo, da Igreja Universal e dono da Rede Record, lixando-se para o aborto, disse que apóia Dilma.

Caindo no mundo paralelo da internet, pode-se encontrar a ex-namorada de Dilma, posta pelo popular “Besta Fubana” como a futura primeira dama do Brasil.

Segundo o Blog que transcreve o material publicado noutros blogs, uma empregada doméstica mineira, de nome Verônica Maldonado afirma ter tido um longo romance com a atual candidata à presidencia da república, Dilma Rousseff e estaria entrando com uma ação judicial pedindo pensão alimentícia.

“Nos relacionamos durante mais de quinze anos, mas quando surgiu essa oportunidade em Brasília, ela nunca mais quis saber de mim” – teria dito Maldonado, a respeito de Dilma.

Democrático, o Blog “Besta Fubana” disse está disposto a publicar também informações sobre a vida sexual do candidato José Serra, se alguém informar.

Mantendo o clima das publicações de celebridades em conflitos, dizem que a divulgação dessa nova namorada trouxe sérios problemas entre o casal Dilma e Erenice (?)

Para o deputado e bispo Manoel Ferreira (PR-RJ), presidente da Assembleia de Deus do Ministério Madureira, católicos e evangélicos têm agora uma missão, a três dias das eleições : "desconstruir" a imagem de que Dilma é a favor do aborto. "Um pingo de fermento pode azedar uma massa inteira", declarou.

Acontece que quem pôs parte do indevido fermento na massa foi a própria candidata.

O que realmente Dilma disse sobre o aborto:

 


29 de set de 2010

"Vote Tiririca, ça ne peut pas être pire" – Le Monde

ELEIÇÕES 2010
"Vote Tiririca, ça ne peut pas être pire" – Le Monde
“Vote em Tirirca pior que está não fica”, diz o prestigiado jornal Frances“ Le Monde”, com repercussão em outras publicações francesas, contando a história do palhaço brasileiros, que segundo eles “se revela um dos formidáveis concorrentes das eleições”, que acontecerão no Brasil no próximo domingo

Francisco Everardo Oliveira Silva, 45 anos, aliás Tiririca, "grincheux", diz o Le Monde, tentando traduzir o nome do palhaço, que está entre os 22 500 candidatos as eleições
Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Le Monde, Slate

O palhaço Tiririca é o destaque de artigo publicado na edição de quinta-feira (30) do francês "Le Monde", com o título: “Tous les chemins mènent à Brasilia” (Todos os caminhos levam à Brasília).

O correspondente do jornal no Brasil Jean-Pierre Langellier afirma que o candidato do PR à Câmara dos Deputados virou um concorrente importante nas eleições e lembra que sua votação deverá eleger mais dois ou três deputados.

Adianta que como parte do eleitorado é revoltada com os políticos, vista como uma casta privilegiada, considerada incompetente e, muitas vezes, corrupta. Como o voto no Brasil é obrigatório, os eleitores mostraram seu descontentamento enviando um palhaço para o parlamento, como uma bela forma de protesto contra o sistema.

O texto comenta que Tiririca é "Fiel ao personagem que interpreta desde os 8 anos de idade no circo.” Comenta também que o palhaço brasileiro levou o escárnio ao extremo, citando os slogns da campanha: "pior do que está não fica" e o vídeo em que pergunta se os eleitores sabem o que faz um deputado, respondendo que em verdade não sabe, “mas vote em mim e eu lhe direi...”

Em frances isso tudo ficou assim: "Vote Tiririca, ça ne peut pas être pire", ou "Que fait un député fédéral ? En vérité, je ne sais pas. Mais vote pour moi et je te le dirai."

O “Le Monde” diz ainda que o Brasil tem uma tradição de candidatos desse tipo, exóticos, como o rinoceronte Cacareco nas eleições de 1958. Isso porque ele nunca ouviu falar do “Bode Cheiroso” que foi eleito vereador em Jaboatão, nos anos 50, com exatos 468 votos.

O jornalista comenta que os opositores de Tirirca argumentam que são vítimas de um processo injusto e que política é coisa séria. "Colunistas lembram , em vão, que o fenômeno Tiririca, que mistura ignorância e cinismo, foi longe demais."

O jornal europeu ainda cita outros candidatos “folclóricos” inscritos neste pleito, com os ex-jogadores Bebeto e Romário e a atriz pornô Cameron Brasil.

"A lei brasileira permite aos candidatos se registrarem com o apelido de sua escolha, desde que não ofendam ninguém", afirma o jornalista, citando que existem candidatos com nomes como Barack Obama, Nelson Mandela, Pelé, Maradona e até Madonna.

Falando do programa eleitoral gratuito diz que dezenas de candidatos podem viver seus 15 segundos de fama com a maioria tendo apenas cinco segundos para falar.

ELEIÇÕES 2010 - PRISCILA KRAUSE 25222 – Deputada Estadual

ELEIÇÕES 2010
PRISCILA KRAUSE 25222 – Deputada Estadual
Toinho de Passira vota assim e recomenda

Fotomontagem “thepassiranews”

Fonte: Blog de Priscila


ALAGOAS: Os desabrigados que Collor colocou no presídio

ALAGOAS
Os desabrigados que Collor colocou no presídio
Fernando Collor era governador de Alagoas, em 1988, quando o rio Mundaú transbordou, deixando 100 famílias desabrigadas. Collor mandou que alojassem as pessoas em um presídio abandonado enquanto seriam construídas novas moradias. 22 anos depois, os desabrigados continuam no presídio, sem direito a liberdade provisória, enquanto Collor, continua solto, foi eleito senador e é candidato a governador de Alagoas

Foto: Beto Macário/UOL

PRISIONEIROS DE COLLOR - Família Dos Anjos posta para morar num presídio há 22 anos, pelo governador de Alagoas, Fernando Collor, tem como porta de frente da casa uma grade de cela.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Notícias Uol

No fim de junho, no meio das notícias sobre as enchentes que varreram alguns estados do nordeste, inclusive Alagoas, o repórter Carlos Madeiro, da UOL, localizou uma comunidade que sofre efeitos das enchentes a bem mais tempo, que as vítimas desse ano. Parece uma viagem no túnel do tempo. Para 100 famílias de União dos Palmares a “calamidade pública” já dura 22 anos, quando foram desabrigadas pela enchente do mesmo rio Mundaú, em 1988.

Era governador de Alagoas Fernando Collor de Mello, aquele que se elegeu presidente, foi cassado e agora, Senador por Alagoas, é novamente candidato a governador.

Foi ele que diante da catástrofe, determinou que as famílias, vitimadas pelas enchentes, fossem enviadas provisoriamente para ocupar os pavilhões da colônia prisional Santa Fé, um presídio na zona rural, a 8 km do centro de União dos Palmares, que estava em reformas.

Foto: Beto Macário/UOL

Maria do Carmo, 57, abrigou na sua cela, a irmã que perdeu a casa com a enchente deste ano.

Era uma medida provisória, “até que novas casas fossem construídas”, mas a situação acabou tornando-se permanente.

Como era um presídio abandonado e em reforma, na colônia prisional não existe fornecimento de água ou banheiros, o serviço de transporte coletivo é improvisado. Banhos e necessidades fisiológicas são feitas no riacho Canabrava, a cerca de 300 metros do local. A água de beber e lavar roupa vem do chafariz no distrito da Santa Fé, distante 1 km da colônia.

As famílias dividem de forma improvisada os 15 pavilhões. As celas são separadas por tábuas. A energia elétrica é o único serviço essencial prestado à comunidade, mas desde o último dia 18 o fornecimento foi suspenso, assim como ocorreu na maior parte da região, devido à destruição da subestação da cidade de União dos Palmares.

Foto: Beto Macário/UOL

Maria do Carmo mostra carteira que recebeu do último cadastro para conseguir casa nova, em 2008

Os moradores já foram cadastrados inúmeras vezes. Desde 2008 receberam, depois do cadastro, uma carteirinhas de membro da “Associação de Sem-tetos de União dos Palmares”.

A nova enchente renovou a esperança dos moradores da colônia. Maria José da Conceição, 29, veio morar na colônia quando tinha nove anos e confessa que voltou a sonhar em ser contemplada com uma casa.

“Soube que o presidente esteve aqui, e espero que a gente seja incluída nessa lista. Nunca perdi a esperança, mas agora estou mais confiante. Quero criar meus filhos em um local melhor”, disse.

Primeira moradora a chegar ao local, Quitéria Pereira dos Santos, 45, (foto) que teve cinco filhos, nascidos e criados no pavilhão 15 da colônia, perdeu tudo com a cheia de 1988 e desde então não teve oportunidade de morar em outro lugar.

Enquanto essas 100 famílias estão vivendo num presídio, Fernando Collor e tantos outros tantos estão soltos por aí, candidatando-se a governador de Estado, deputado, senador e até presidenta da república.

Foto:Beto Macário/UOL

A preocupação do pessoal é que depois de tanto tempo sem manutenção, com rachaduras no teto e nas paredes, o presídio que estava em obras, mas as reformas pararam após a ocupação, desabe sobre eles.


CORRUPÇÃO NA CASA CIVIL: Filhos de Erenice podem ser presos para depor

CORRUPÇÃO NA CASA CIVIL
Filhos de Erenice podem ser presos para depor
Os filhos lobistas da ex-ministra Chefe da Casa Civil estão se escondendo da Polícia Federal instruídos para não deixar que o inquérito que apura as falcatruas da amiga da candidata Dilma, avance antes das eleições, para não influir ainda mais nos resultados das pesquisas eleitorais

Foto: Ilustração Revista Veja

Toinho de Passira
Fonte: O Globo

A Polícia Federal já poderia ter pedido à Justiça Federal a detenção dos lobistas e filhos da ex-ministra Erenice Guerra, Israel e Saulo Guerra, para “debaixo de varas”, como se diz no jargão jurídico, para serem capturados e levados a força, para depor, uma vez estão se esquivando de receberem as intimações enviadas pelo delegado, que investiga o caso.

O escândalo publicado pela VEJA, mostrando o envolvimento deles na intermediação de negócios entre empresas privadas e o governo resultaram no afastamento da mãe Erenice Guerra, da Casa Civil e derrubaram a candidata Dilma Rousseff nas pesquisas.

Como os fatos denunciados aconteceram quando a candidata petista, Dilma Rousseff, ainda era Chefe da Casa Civil, e ao sair indicou a amiga e braço direito para lhe substituir, o escândalo pousou na sua campanha, até porque há fortes indícios de que parte do dinheiro desviado serviu de base para o Caixa 2 da candidata petista.

A luta do Partido dos Trabalhadores agora é não deixar esse inquérito avance antes do primeiro turno das eleições, pois uma escorregadela, de algum dos envolvidos, uma colocação mal posta, uma denuncia nova, pode causar estragos acachapante à candidatura de Dilma, que está sofrendo uma hemorragia de eleitores, segundo as pesquisas.

Quanto mais notícias sobre o caso, forem publicadas na imprensa e na internet até o dia das eleições, melhor para o Brasil.


28 de set de 2010

Ex-ministra francesa confundiu inflação com felação

FRANÇA
Ex-ministra francesa confundiu inflação com felação
Convidada no domingo a um programa de televisão, a polêmica ex-ministra da Justiça do governo do presidente Nicolas Sarkozy falava sobre os fundos de investimentos estrangeiros quando cometeu o atp falho.

Foto: Arquivo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Economico, Portal Terra, Expresso

Onde estava com a cabeça a ex-ministra da justiça da França, Rachida Dati (foto,) para numa entrevista no “Canal Plus” frances, em rede nacional, ao lançar um duro ataque aos “fundos de investimento estrangeiroster declarado:

"Quando vejo que alguns (fundos) visam uma rentabilidade de 20 ou 25% com um felação quase nula".

Posteriormente, com o sucesso de sua declaração na internet, a antiga ministra reagiu com humor e pediu desculpa a quem tiver ficado ofendido, atribuindo a confusão ao facto de ter falado demasiado depressa. Na sua página de Facebook, porém, lastimou que o erro fosse a única coisa destacada pelos media na sua ida à televisão.

"Só percebi depois. Claro que, quando se escuta bem, apenas falei muito rápido, mas todos riram", afirmou depois a eurodeputada à rádio RTL.

O vídeo rapidamente se tornou um êxito no YouTube, mas foi retirado do ar pelo Canal Plus, com base no direito autoral.

No Facebook criaram-se, de imediato, grupos com nomes como "Quando Rachida Dati teve o seu lapso estava pensando em mim" ou "Faça-se inflacionar por Rachida Dati", este ilustrado por uma fotomontagem em que a ex-ministra usa lingerie preta e chicote.

Outro grupo recorda os rumores, surgidos há anos, de que a política teria tido um caso com o Presidente Nicolas Sarkozy: sob uma foto de ambos, o título é "Foi graças à inflação que Rachida Dati chegou lá".

Rachida Dati foi ministra da Justiça entre 2007 e 2009, depois de ter sido assessora de Sarkozy durante cinco anos. Foi exonerada para concorrer ao Parlamento Europeu, numa altura em que se incompatibilizara com vários colaboradores e em que surgiram dúvidas sobre o seu currículo acadêmico.

A ex-ministra também era criticada por ser presença assídua nas revistas de fofocas, vestindo roupas de grifes e portando jóias caras, levando uma vida considerada pouco discreta e incompatível com a sua condição econômica.

Por fim houve muita especulação quando anunciou, em setembro de 2008, que estava grávida, mas não revelou a identidade do pai da criança que nasceu em janeiro de 2009, enquanto ela era ainda Ministra do governo de Nicolai Sarkozy.

Bailarinas tocam "Toccata e Fugue” de Johann Sebastian Bach – num gigante piano de chão

Bailarinas tocam "Toccata e Fugue”
de Johann Sebastian Bach – num gigante piano de chão


”passiravideo”


ELEIÇÕES 2010: Vamos deixar Armando representar Pernambuco no senado?

ELEIÇÕES 2010
Vamos deixar Armando representar Pernambuco no senado?
Armando Monteiro Neto carrega a arrogância dos antigos donos de engenho do Nordeste. Tem os bens judicialmente indisponíveis e coleciona processos. Já foi eleitor de Collor, contra Lula, de quem agora é fã, desde criancinha. Muda de lado de acordo com as circunstâncias: apoiava Jarbas, quando queria ser governador de Pernambuco, que presunçoso! Depois apoiou Humberto Costa e agora é unha e carne com Eduardo Campos, na verdade ele quer mesmo é se dá bem como senador da república, pois se não for eleito, pode até parar na cadeia

Foto: ElzaFiuza/Abr1

ARRUMANDO A VIDA - Armando Monteiro Neto, falido e processado, bens indisponíveis e suspeito de usar recursos dos órgãos que dirige em suas campanhas, ao que tudo indica quer ser senador para arrumar a vida

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Jamildo, Acerto de Contas, Revista Época

Armando Monteiro Neto, pelo menos nas pesquisas, está na frente do senador Marco Maciel, do DEM, para ocupar a cadeira de senador de Pernambuco. Faz parte dessa loucura eleitoral que se aproxima. Armando é o típico candidato que quer se eleger para se arrumar na vida. Na verdade quem o conhece não vota nele. A biografia exibida nos comerciais televisivos é de um homem de sucesso. Nenhuma palavra da sua folha corrida, sua vida pregressa, de processos e suspeitas de trambiques.

Na verdade se diz banqueiro, usineiro e latifundiário, embora sua condição de banqueiro seja bastante questionável, pois seu banco não mais existe, quebrou, deu enorme prejuízo a acionistas e depositantes e está sob intervenção do Banco Central desde 1966.

O Banco Central verificou que o Banco Mercantil teria feito operações fraudulentas de empréstimo para empresas do próprio grupo usando outros empresários, como laranjas, o que é caracterizado como crime do colarinho-branco. O dinheiro, segundo consta em dois processos, teria sido transferido para a Metalurgica Noraço, presidida por Armando Monteiro Neto.

Armando, enquanto esteve à frente da metalúrgica Noraço, uma das principais companhias da família, amargou vários processos trabalhistas, além de ser um dos maiores devedores de obrigações sociais em Pernambuco.

Hoje, Armando Monteiro vive mais da aparência e do nome que a família tivera no passado. Desde a intervenção do Mercantil, os seus bens estão indisponíveis e parte das empresas do grupo ainda está concordatária. Por causa do banco, o crédito para os outros negócios, que já não estava muito bem das pernas, sumiu.

Os problemas do deputado Armando Monteiro vão além dos negócios da família. Em 1999, o então conselheiro da Federação das Indústrias de Pernambuco –FIEPE - Reginaldo Valença pediu ao Tribunal de Contas da União, à Procuradoria-Geral da República e à Procuradoria Federal de Pernambuco que investigassem possíveis desvios de recursos da federação para a campanha de Monteiro Neto a deputado federal.

Recentemente, o Senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, acusou Armando Monteiro de usar verbas do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc) para fazer propaganda pessoal durante sua pré-campanha de candidato a Senador em 2010.

Armando Monteiro, como deputado federal, ganhou notoriedade por sua luta contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas contrariando a luta da Central Única dos Trabalhadores e todas as centrais sindicais do Brasil.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, protocolou uma denúncia contra a CNI (Confederação Nacional da Indústria) na Procuradoria Geral do Trabalho, órgão do Ministério Público do Trabalho. O motivo da medida seria o uso da verba do Sistema S (SESI, SENAI SEBRAE, SESTE, etc), para fazer campanha contra a redução da jornada de trabalho.

Armando Monteiro também liderou campanha e fez lobby contra o Seguro Acidente do Trabalhador – SAT, chegado a procurar o presidente Lula para pedir que ele reveja um decreto que muda as regras de cobrança do Seguro Acidente de Trabalho (SAT).

Em 1986, votou em Collor contra Lula, contrariando orientação do seu pai.

Quando Jarbas Vasconcelos era governador e todo poderoso, Armando Monteiro foi seu fiel escudeiro. Queria suceder Jarbas e contar com seu apoio. Como foi preterido - o escolhido foi Mendonça Filho – traiu Jarbas e foi apoiar Humberto Costa e, depois, o maior rival de Jarbas, Eduardo Campos.


O CHATO DE GALOCHAS  - Armando Monteiro carrega a arrogância dos antigos donos de engenho do Nordeste, imaginem como ficaria insuportável se conseguisse ser senador

Hoje um dos maiores acionistas do Banco Mercantil, depois da família de Armando Monteiro, é o empresário Marcos Valerio, (aquele do mensalão) e dirigentes do Banco Rural (aquele do mensalão), que possuem 22% das ações do Mercantil e tentaram à época, uma solução final para a liquidação do Banco, mas foram barrados pelas autoridades do Banco Central.

Armando e família, além do desfalque queriam ganhar R$ 600 milhões na operação. O diretor de Liquidação do BC, Gustavo do Valle, em 2005 estimava que a dívida do Mercantil era superior a R$ 2 bilhões.

Por isso, para salvar o próprio pescoço Armando Monteiro precisa ser senador a todo custo, até porque se não ganhar vai perder o foro privilegiado, que possui como deputado federal e vai ser caçado pela justiça. Só pelo processo do Mercantil, pode ser condenado a 25 anos de prisão.


27 de set de 2010

OPINIÃO: O mal a evitar

OPINIÃO
O mal a evitar
“Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder” – diz o Editorial do Estadão

Foto: Associated Press

Num editorial o Estadão apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República. Diz que além de suas qualidades o candidato é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País

Editorial do Jornal Estado de São Paulo
Fonte: Estadão

A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.


VENEZUELA: Eleitores estragaram a festa de Chávez

VENEZUELA
Eleitores estragaram a festa de Chávez
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao votar neste domingo, em Caracas, acreditava na "voz do povo" para manter sua ampla maioria no Congresso. Mas os 67,5% dos eleitores que compareceram as sessões eleitorais, um índice altíssimo, levando-se em conta que na Venezuela o voto não é obrigatório, estavam dispostos a estragar, a festa do Presidente. Na verdade Chávez perdeu capital político para sua tentativa de reeleição em 2012.

Foto: Reuters

A votação de ontem, mostrou que os truques e os programas sociais perderam eficácia eleitoral diante de outros problemas, como a criminalidade, a ineficiência dos serviços públicos, a corrupção e a persistência da crise econômica.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: ”thepassiranews”, El Universal, TV1 - RTP, O Globo, El Universal, El Nacional, Globovision, Estadão

Os resultados apresentados pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela demonstraram que apesar de manter ampla maioria no congresso (96 deputados), o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do Presidente, perdeu a maioria de dois terços que precisa para continuar a aprovar mudanças constitucionais, pois a oposição obteve 61 cadeiras. Foram eleitos também mais dois deputados do PPT que não se configura automaticamente oposição, mas está longe de apoiar cegamente Hugo Chávez.

Do universo de 17,5 milhões de eleitores, quase 12 milhões enfrentaram filas de mais de três horas, determinados a votar. Recorde absoluto de comparecimento, num país onde o voto não é obrigatório.

Quando os primeiros resultados foram surgindo, viu-se que as pesquisas retratavam a verdade e o Partido de Chávez, apesar de continuar com ampla maioria, não tem mais poderes para fazer leis sem negociar com a oposição.

Foto: Getty Images

Eleitores venezuelanos fizeram fila diante de uma sessão eleitoral em Caracas

No primeiro momento através do Twitter, sem perder a pose, Hugo Chávez disse que o resultado das eleições foi uma “vitória sólida" do "socialismo bolivariano e democrático".

Foto: Reuters

Porém, Ramón Aveledo, porta-voz do bloco da Oposição,(foto) fez a leitura de uma Venezuela que "quer uma Assembleia plural, apesar da perversão do sistema eleitoral, que, com menos votos, permite que (o Governo) ganhe mais deputados". "Somos maioria, temos 52 por cento dos votos. Esses 52 por cento vão crescer nos próximos dois anos", vaticinou.

Acontece que mesmo com a maioria dos votos nacionais, 52 por cento, os opositores não conseguem suplantar Chávez na Assembleia Nacional, pois numa manobra “legal”, o congresso fiel ao presidente aprovou uma lei, no começo do ano, redistribuindo os distritos eleitorais em oito dos 24 estados do país, para favorecer o PSVU nas eleições.

O jornal “El Nacional”  comemora no texto acima da manchete: ”A oposição rompeu a maioria do chavismo, que perde a hegemonia na Assembléia Nacional”
Resumidamente a redistribuição fez com que nas áreas de influência de Chávez, pudessem eleger mais representantes para a Assembleia, que as zonas onde a oposição tem mais influência. Os opositores dizem que devido estas alterações, um voto para o governo passou a valer por dois votos da oposição.

Na mídia, a batalha de informação é voraz: enquanto a Agência Venezuelana de Notícias fala de uma "grande vitória socialista", escrevendo que "o povo venezuelano conseguiu uma grande vitória no caminho para a consolidação do poder popular", a cadeia televisiva privada Globovisión apoia-se no total de votos em todo o território do país para noticiar que "a Oposição é maioria com 52 por cento do voto popular".

O diário 2001 sublinha que "a Oposição quebrou a maioria oficial na Assembleia", pondo assim termo ao "monopólio necessário para aprovar leis e nomear membros dos poderes públicos".

O Correio do Orinoco noticia que o PSUV se consolida como o principal partido da Venezuela, ao passo que o diário La Voz escreve que "a Oposição esfriou a festa a Chávez".

O jornal Tal Qual, conotado com a Oposição ao Presidente, noticia que a "Assembleia é plural" e o jornal El Universal, disse: “Oposición rompe mayoría calificada del PSUV”

Foto: Getty Images

Chavista deprimida pelo resultado eleitoral e pela ausência do presidente, embora tivesse descolado uma admirador de peso

A verdade é que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, compareceu, como tinha anunciado, em um ato organizado por seu partido nas cercanias do palácio de Miraflores, sede do governo, para comemorar a vitória nas eleições legislativas do domingo, Os seus partidários esperaram em vão.

A NOVA FACE DA OPOSIÇÃO A CHÁVEZ

Foto: Reuters

María Corina Machado (foto)apareceu durante a campanha e depois de pleito, como uma promessa carismática da oposição pronta a enfrentar o chavismo, após conquistar com milhares de votos, um assento na Assembleia Nacional, pelo estado de Miranda.

Apresentando-se como independente, sua plataforma de oposição foi clara.

"No domingo, os venezuelanos poderiam escolher entre dois modelos de sociedade: um centralista e militarista, que vem concentrando poder e cerceando liberdades, e um descentralizado, com instituições democráticas e sólidas."

Corina tornou-se conhecida como presidente da ONG Súmate, que tem feito oposição, sob o manto de proteger a democracia e os perseguidos pelo chavismo no país.

Ninguém sabe quanto tempo ela resistirá com promessa da oposição para 2012.

Foto: Reuters

Hoje Chávez escreveu no Twiter: “Bons dias mundo lutador! Um breve descanso reparador e ... a seguir a Batalha! Dizem os esquálidos que ganharam. Bom, sigam “ganhando” assim!”

Desde 1999, quando Chávez chegou ao poder, não será a primeira que o presidente venezuelano detona quem quer que seja que apresente credenciais de liderança para enfrentar o governo.

"É parte importante da estratégia chavista não permitir que nenhum líder opositor se destaque a ponto de ameaçar o status atual", declara o professor de Ciências Sociais da Universidade Central, Luis Guerra. "Todos, de líderes sindicais a dirigentes estudantis, que ousaram atrair mais atenção da população do que Chávez atrai, acabaram se tornando alvo de uma campanha de difamação ou da simples perseguição política." E acabaram saindo de cena



26 de set de 2010

CLÁSSICOS DOS QUADRINHOS - CHRIS BROWNE - Hagar, o horrível (018)

CLÁSSICOS DOS QUADRINHOS
CHRIS BROWNE - Hagar, o horrível
019


Veja as publicações anteriores de HAGAR


OPINIÃO: Metamorfoses

OPINIÃO
Metamorfoses
”Pelo mais recente relato da crise no Gabinete Civil, repete-se o mesmo roteiro, que leva a crer que ou o presidente não sabe escolher seus assessores – o que coloca uma dúvida sobre a escolha de Dilma como sua candidata –, ou não consegue controlar sua equipe”

Foto: Getty Images

Merval Pereira
Fonte: Blog do Noblat

O presidente Lula é o sujeito mais enganado do mundo. Ou o que mais se engana. Ou se acha capaz de enganar todo mundo. Já se declarou uma “metamorfose ambulante” para justificar suas constantes mutações. Agora mesmo passou de um ponto a outro, de acusar a “mídia” de tentativa de golpismo a tratá-la como a coisa mais importante do mundo.

Ele, que apregoava que a “velha mídia” não tem mais importância na relação com os cidadãos, admitiu, sempre nos palanques, que sua disputa com a imprensa é em busca de elogios, que fica de ego inflado quando é elogiado.

Menos, presidente, menos.

Mais do mesmo, apenas a repetição de uma tática de morde e assopra em que ele é mestre. Pelo mais recente relato da crise no Gabinete Civil, repete-se o mesmo roteiro, que leva a crer que ou o presidente não sabe escolher seus assessores – o que coloca uma dúvida sobre a escolha de Dilma como sua candidata –, ou não consegue controlar sua equipe.

E tampouco Dilma consegue.

Uma semana depois da saída de Erenice Guerra da Casa Civil sob acusação de tráfico de influência, ele admitiu finalmente que pode ter sido enganado.

“Se alguém acha que pode chegar aqui e se servir, cai do cavalo, porque a pessoa pode me enganar um dia, mas não engana todo mundo todo dia”.

Esse comentário de Lula é uma demonstração de que ele é um precipitado quando quer defender seu feudo eleitoral, e por isso perde o senso de medida.

Um dia depois de ter que demitir sua ministra, o presidente voltou a subir nos palanques para criticar a imprensa, dizendo para seu eleitorado que os jornais "inventam coisas" contra ele apenas por que apóiam a candidatura adversária de José Serra.

A candidata Dilma foi no mesmo diapasão, acusando a oposição de usar "calúnias e falsidades" contra o governo.

Hoje, o presidente já admite que pode ter sido enganado, e a candidata oficial tira o corpo fora para dizer que foi Lula quem indicou Erenice para o ministério.

Antes, dizia que não vira nenhum sinal de atitudes indevidas de seu antigo braço direito, agora transformada em simples “ex-assessora”.

Agora, Dilma já anuncia que é a favor de punições rigorosas, e que nunca foi favorável ao nepotismo que estava instalado no seu ministério, desde quando era ela a responsável principal.

No caso anterior, da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato oposicionista, o presidente chegou a ir à televisão, num dia 7 de setembro, para, simulando uma declaração oficial de governo, assumir seu papel de cabo eleitoral da candidata Dilma.

Garantiu ao povo brasileiro que a turma “do contra” levantava calúnias contra seu governo. Até o momento, várias pessoas ligadas ao PT foram indiciadas pela quebra de sigilo, o aparelhamento político da Receita Federal transformou agências em verdadeiros balcões de negócios, e o próprio governo, que negava as acusações, teve que anunciar às pressas várias medidas para proteger políticos e suas famílias de uma possível invasão.

O fato de ter se mobilizado para blindar políticos, e só ter tido preocupações com efeitos eleitorais do episódio, mostra como o governo vem tratando a questão, sem se preocupar com o fato de que mais de mil pessoas tiveram seus sigilos negociados nos balcões da agência Mauá da Receita federal.

Como bem destacou a candidata do Partido Verde Marina Silva, o governo deveria ter pedido desculpas aos contribuintes, e não apenas se preocupar com os aspectos políticos do episódio.

A tática de negar primeiro, e depois admitir que houve problemas, é recorrente no governo Lula. No mensalão foi a mesma coisa.

Em entrevista de Pedro Bial no Fantástico, em janeiro de 2006, o presidente Lula admitiu que houve erros, tanto, disse ele, que houve punições: "Genoíno saiu da presidência do PT, o Silvinho não está mais no PT e o Zé Dirceu perdeu o mandato. O Delúbio saiu do PT".

O presidente, que havia se declarado “traído” no episódio, diz que "o conjunto dos acontecimentos" soou como se fosse uma "facada nas costas".

Hoje, Lula diz que não houve mensalão, e que tudo não passou de uma conspiração da oposição, com apoio da “midia”, contra o seu governo.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original


Tiririca é analfabeto?

ELEIÇÕES 2010
Tiririca é analfabeto?
A Revista Época desta semana revela que são grandes as chances, do candidato a Deputado Federal apontado pelas pesquisas como o mais votado do país, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, ser um dos 14 milhões de brasileiros que não sabem ler nem escrever. O palhaço que ganhou a simpatia dos eleitores, está no seu inferno astral: corre o risco de perder o registro da candidatura, por analfabetismo, além de estar em andamento contra ele, por ter omitido os bens ao TRE, um processo por falsidade ideológica

Charge: HUMBERTO – Jornal do Comércio - PE

MAIS UM - No estado do Ceará, onde Tiririca nasceu, o índice de analfabetos está entre 15 e 19% da população adulta

Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Revista Época, Revista Época, Gazeta de AlagoasPortal do Tiririca,”thePassiranews”

De acordo com a Constituição, os analfabetos são inelegíveis e, portanto, não podem se candidatar e receber votos, apesar de poderem votar. Por lei, os candidatos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral um comprovante de escolaridade.

Na ausência de comprovante, devem demonstrar capacidade de ler e escrever. Para registrar sua candidatura a deputado federal, Tiririca apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo uma declaração em que ele afirma que sabe ler e escrever. Essa declaração, segundo as normas legais, deve ser escrita de próprio punho.

Mas Tiririca, de fato, sabe ler e escrever? A suspeita é que não. Vários indícios permitem levantar essa desconfiança.

O humorista Ciro Botelho, redator do programa Pânico da rádio Jovem Pan, diz que escreveu sozinho o livro “As piadas fantárdigas” do Tiririca em 2006. A publicação é assinada só por Tiririca. Botelho diz que escreveu com base em histórias contadas por ele. “O Tiririca não sabe ler nem escrever”, afirma.

Dois funcionários da TV Record também disseram a ÉPOCA que nos bastidores do programa humorístico Show do Tom, do qual Tiririca participa, é sabido que ele não lê nem escreve. De acordo com Ciro Botelho, o palhaço conta com a ajuda da mulher para decorar suas falas: “A mulher fica no camarim com ele e vai falando o texto. Ele vai decorando e conta do jeito dele”.

A reportagem de ÉPOCA acompanhou Tiririca por dois dias na semana passada. Viu o candidato dar autógrafos com uma grafia bem diferente da que aparece na declaração apresentada ao TRE, com letras redondas. Aos fãs, ele assina um rabisco circular ininteligível e desenha o que seriam as letras do nome de seu personagem. Em duas ocasiões, a reportagem deparou também com situações que demonstram que Tiririca tem, no mínimo, enorme dificuldade de leitura.

No dia 21, a reportagem pediu para Tiririca ler uma mensagem de celular. Ele ficou visivelmente assustado diante do aparelho. O constrangimento do candidato só foi desfeito quando uma assessora leu o torpedo em voz alta. Minutos antes, referindo-se às críticas feitas a sua candidatura nos jornais, Tiririca dissera: “Eu não leio nada, mas minha mulher lê para mim”.

No dia 22, ÉPOCA fez um teste com Tiririca. Durante um almoço, pediu a ele para responder a perguntas da pesquisa Ibope sobre o Congresso. As duas primeiras questões foram lidas pela reportagem e respondidas normalmente por Tiririca. Em seguida, foi apresentado ao candidato um cartão para ele ler a terceira pergunta e as alternativas de resposta. Nesse momento, seus assessores o cercaram imediatamente.

O filho de Tiririca, Éverson Silva, começou a ler a pergunta para o pai, mas a pesquisa foi interrompida pelos assessores com a alegação de que ele precisava almoçar e que a aplicação da pesquisa não fora combinada previamente.

Depois desse novo mal-estar, ÉPOCA tentou questioná-lo sobre sua alfabetização. Sua assessoria de imprensa não permitiu mais contatos. Ela diz que Tiririca sabe ler e escrever, mas os pedidos de um encontro com o candidato para que ele lesse um texto e encerrasse as dúvidas foram recusados. A assessoria disse que Tiririca está na reta final da campanha e ficaria “chateado por ter de provar que sabe ler”.

O promotor da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Maurício Antonio Ribeiro Lopes, já anexou a reportagem a duas representações que está levando à Procuradoria Regional Eleitoral e à Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Pede que se faça um ditado com um trecho da Constituição e depois se peça a ele que leia um outro trecho. “Se ele não conseguir fazer o teste, a candidatura poderá ser impugnada" – diz o promotor que espera testar Tiririca amanhã.

Na semana passada, o mesmo promotor eleitoral já havia denunciado o candidato, que declarou patrimônio zero ao TRE-SP, pediu a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Tiririca, assim como cópias de processos contra ele que tramitam em segredo de Justiça no Ceará.

Em entrevista concedida à revista "Veja", o humorista, ingenuamente, afirmou que declarou ao TSE não possuir nenhum bem, pois teria colocado todo o seu patrimônio em nome de terceiros, depois de responder a processos trabalhistas de sua ex-mulher.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) destacou que é crime eleitoral "omitir em documento público ou particular declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais". A pena prevista é a de reclusão até cinco anos e pagamento de multa.

Foto: Portal de Tiririca

Tiririca e outro candidato a Deputado Federal pelo PR, Aguinaldo Timóteo. Como se vê as coisas podem sim ficar pior

COMENTÁRIO NOSSO: Essa história não vai ser fácil assim, tudo resolvido dentro do figurino, como manda a lei. Os advogados de Tiririca usarão de mil artifícios para não permitir que o juiz faça o teste de alfabetização. Em resumo, não vai dar tempo cassar o registro de Tiririca até as eleições.

Depois dele ter recebido mais de um milhão de votos, como prever as pesquisas, e ter conseguido eleger*, pelo coeficiente eleitoral, mais quatro deputados federais de sua coligação formada por PT, PC do B, PR, PRB e PT do B, vai ficar cada vez mais difícil, conseguir tirá-lo da sua cadeira de Deputado Federal. De liminar em liminar, de decisão em decisão, seu caso deve acabar nos Supremo Tribunal Federal. Tudo isso vai durar tanto tempo, que se Tiririca quiser, pode se alfabetizar, concluir algum curso superior e até por no curriculo que fez mestrado e se candidatar a Presidente da República.

Cabe ainda uma pergunta: Alguém já mandou Lula ler a constituição em voz alta?*


Correção feita após o comentário. Obrigado!

25 de set de 2010

ELEIÇÕES 2010: MARCO MACIEL 256 – SENADOR

ELEIÇÕES 2010
MARCO MACIEL 256 – SENADOR
Toinho de Passira vota assim e recomenda

Fotomontagem “thepassiranews”

Fonte: Marco de Pernambuco


Chávez ameaçado pelas eleições legislativas

VENEZUELA
Chávez ameaçado pelas eleições legislativas
”Apesar de Chávez não estar disputando essa eleição, o líder de 56 anos está no centro de todos os debates que antecedem a votação, que ocorrerá domingo próximo, dia 26. A oposição espera que sua popularidade em queda encerre o quase monopólio detido pelo governo na Assembleia Nacional (o Congresso venezuelano), que lhe permitiu aprovar leis sem restrição”.

Foto: Getty Images

A oposição sugerindo nos murais que não precisa ter medo de Hugo Chávez.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Miscelânea , Veja Abril, Yahoo Net

Amanhã dia 26, domingo, a Venezuela tem eleições para o preenchimento das 165 vagas de deputados que formarão a Assembleia Nacional, o poder legislativo federal venezuelano.

Hugo Chávez desde 2005 vem governando com uma Assembleia composta por deputados aliados, porque a oposição burramente retirou-se da eleição, prevendo uma fraude monumental.

Acostumado a governar sem o congresso atrapalhar, Hugo Chávez está empenhado nessas eleições como nunca, para manter uma situação pelo menos confortável. Dizem os analistas que esse pleito, para ele, é um plebiscito capaz de medir com precisão sua popularidade, e pode contaminar suas pretensões de se reeleger em 2012, pela quarta vez.

Ultimamente Chávez vem esbravejando que as eleições não serão fraudadas e que o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) o seu partido terá uma vitória esmagadora.

O que se nota, porém é que o jogo eleitoral está maculado por uma manobra “legal” adotada por Chávez e o seu legislativo amigo, tendo alterado algumas regras para o pleito lhe ser favorável e “redistribuiu os distritos eleitorais em oito dos 24 estados do país para favorecer seu partido na eleição legislativa do próximo domingo”.

“A jogada foi feita em janeiro. Chávez redesenhou as áreas eleitorais de maneira a dissolver os opositores e fortalecer o seu PSUV. A matemática chavista mandou que circunscrições onde a oposição tivesse uma pequena vantagem fossem unificadas com regiões vizinhas favoráveis a Chávez, onde o PSUV era favorito.”

“Já locais onde a vantagem da oposição era muito grande foram realinhados para reduzir o número de eleitos – neles, em vez de dois candidatos elegerem-se, apenas um sairá vencedor. Por fim, algumas áreas em que Chávez liderava foram dividas, para disseminar o número de vencedores.”

O número de votos necessários para garantir a eleição de um representante também mudou. Um voto nas áreas rurais, onde ele tem maior apoio, vale por dois votos nas zonas urbanas.

“Um candidato precisa de 20.000 votos para ser eleito no estado agrário de Amazonas e de 40.000 pra vencer no estado de Zulia, por exemplo,”.

O ditador justificou as mudanças dizendo que a medida “aproxima o eleitor de seu domicílio eleitoral”. Em verdade, aproxima o eleitor do domicílio eleitoral onde há vantagem para o presidente.

Sob forte recessão econômica, a Venezuela vai às urnas neste domingo em eleições cruciais para que se crie um freio ao poder de Hugo Chávez.

Chávez é o primeiro a reconhecer a importância do controle da Assembleia. Na campanha, diz que a manutenção de ao menos dois terços dos deputados, quorum necessário para a aprovação de mudanças constitucionais, é indispensável à continuidade de seu projeto.

A oposição, por sua vez, não alimenta a ilusão de obter a maioria dos assentos na nova composição do Legislativo, já que é forte em apenas 8 dos 24 Estados venezuelanos. Trabalha, contudo para lograr dois feitos. O primeiro é garantir ao menos 56 das 165 vagas em disputa, o que em tese bastaria para barrar iniciativas antidemocráticas de Chávez.

O segundo é conquistar a maioria dos votos na contagem nacional, o que ajudaria a dissuadir o governo da tentativa de aprovar medidas que esvaziem o resultado das urnas no período de transição entre o fim da atual legislatura e o início da nova.

Apesar de ter agido individualmente contra opositores que foram presos ou tiveram cassados seus direitos eleitorais, o presidente venezuelano não proscreveu partidos oponentes nem os impediu de disputar eleições. Permanece, no entanto uma incógnita saber como lidaria com uma oposição com poder para barrar seus arroubos ditatoriais.

A opção dos oposicionistas pela disputa democrática, em contraste com a desastrosa tentativa de golpe em 2002, é uma boa notícia. Um contrapeso ao poder absoluto do presidente será, sem nenhuma dúvida, outra. O risco é que se evolua para o acirramento do confronto, num quadro de divisão nacional que o próprio Chávez tem sido o primeiro a estimular.

Ainda pouco expressivo, o movimento Pátria Para Todos, formado por ex-chavistas, tem reconhecido avanços sociais promovidos pelo atual governante, mas prega o fim da “polarização interessada” entre governistas e opositores. É esse tipo de perspectiva, mais aberta ao entendimento, que faz falta à Venezuela - e que precisa ser incentivada no país.

Foto: Getty Images

Amanhã, sob o olhar de Hugo Chávez, o destino da Venezuela estará nas mãos dos venezuelanos.


Jane Monheit canta “Chega De Saudade” (No More Blues)de Vinicius de Moraes e Antonio Carlos Brasileiro Jobim

Jane Monheit canta "Chega De Saudade” (No More Blues)
de Vinicius de Moraes e Antonio Carlos Brasileiro Jobim


”passiravideo”


24 de set de 2010

Decisão sobre Ficha Limpa está nas mãos do eleitor

ELEIÇÕES 2010
Decisão sobre Ficha Limpa está nas mãos do eleitor
Alexandre Garcia diz que impasse no Supremo obriga eleitores a assumirem sua responsabilidade e não votar em candidatos com ficha suja.

Alexandre Garcia
Fonte: Bom Dia Brasil

O julgamento do Supremo não teria terminado com o impasse sobre a Lei da Ficha Limpa. Isso é um fato. E se julgar depois das eleições? O que poderiam alegar os barrados por sujeira? Que foram eleitos enquanto a lei estava sub judice e que foram julgados e aprovados pelo eleitor?

Pode-se ter esta preocupação, mas há um outro lado. O movimento Ficha Limpa, mobilizando milhões de eleitores, empurrando a Câmara e o Senado, provocando julgamentos em todas as instâncias da Justiça Eleitoral, chamou a atenção do país para o fato de que nas listas de candidatos oferecidas pelos partidos políticos existem sujos e limpos.

O impasse no Supremo parece providencial. Diz aos eleitores: "isso é com vocês. Não empurrem a decisão do voto para os outros, nem mesmo para os julgadores supremos".

Muitos se queixam de que as opções são pobres, medíocres. Essa queixa tem que ser encaminhada aos partidos políticos, que aceitam fichas sujas como candidatos.

O empate no Supremo sacode a todos nós, eleitores. Nós é que julgamos a quem vamos entregar a administração dos nossos impostos, 30 a 40% do produto do nosso trabalho.

O supremo julgamento não está na Praça dos Três Poderes. Está na urna da nossa sessão eleitoral. Está na nossa consciência, que vai decidir o nosso futuro e o futuro dos outros. Este empate força a entender que a decisão está nas mãos de quem sempre esteve: o eleitor. Que agora ainda tem mais destacada essa diferença entre ficha limpa e ficha suja.

No dia 3 vamos digitar o futuro.


Roriz, o ficha suja, põe a mulher no seu lugar

ELEIÇÕES 2010 - STF
Roriz, o ficha suja, põe a mulher no seu lugar
Como resultado da sessão do Supremo Tribunal Federal sobre a Lei da Ficha Limpa, o ex-senador Joaquim Roriz lançou a esposa, Weslian Roriz, em seu lugar, como candidata a governador do Distrito Federal, porque os ministros do STF decidiram suspender a proclamação do resultado do julgamento, após o empate em 5 votos a 5, do Recurso Extraordinário por ele requerido, para questionar decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que indeferiu o registro de sua candidatura acusando-o de ser um Ficha Suja, por ter renunciado ao Senado para não ser cassado, por corrupção grossa e comprovada

Foto: Divulgação

Joaquim Roriz acompanhado da esposa Weslian Roriz,
a nova candidata a governador pelo Distrito Federal

Toinho de Passira
Fontes: Estadão, O Globo, STF, Blog Azul Roriz, Prosa&Política

Sempre perigosamente criativo, após ter sido barrado pela lei da Ficha Limpa, o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), apelou para o jeitinho brasileiro, desistiu de concorrer a um quinto mandato nestas eleições e lançará a esposa, Weslian Roriz, em seu lugar. A decisão foi tomada em reunião na manhã desta sexta-feira, 24, entre Roriz, advogados e coordenadores da campanha.

Segundo Carneiro, Joaquim Roriz avaliou que seria um risco esperar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade da lei da Ficha Limpa, uma vez que, se Roriz levasse a disputa para o segundo turno, não poderá mais trocar o candidato. Se fosse eleito em 3 de outubro, não poderia assumir. Pela Lei Eleitoral, as coligações podem trocar os candidatos até o dia da eleição. A foto na urna, porém, continuará sendo a de Roriz, pois o prazo para troca venceu no início do mês.

O julgamento no STF foi suspenso à 1h15 de hoje após mais de dez horas de debate e terminou empatado em 5 a 5. Os ministros têm reunião extraordinária marcada para segunda-feira para decidir se como desempatar a questão. É possível que o voto final fique a cargo do 11º ministro, que ainda sequer foi nomeado pelo presidente.

Roriz foi considerado inelegível pela Justiça Eleitoral por ter renunciado ao mandato de senador, em 2007, para escapar de processo disciplinar que poderia cassar seu mandato e seus direitos políticos. O então senador havia sido flagrado em conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal negociando a partilha de dinheiro de propina.

O ex-governador vinha liderando as pesquisas de intenção de voto desde o início da campanha, mas depois que a Justiça Eleitoral barrou a candidatura dele, as pesquisas apontaram recuperação do seu principal adversário dele, que aparece em primeiro lugar desde então.

Foto: Gil Ferreira/SCO/ST

Há 10 dias das eleições, os ministros do Supremo saem da sessão plenária, , sem uma decisão final, sobre a Lei da Ficha Limpa

No Supremo Tribunal Federal, cinco ministro votaram para que a Lei da Ficha Limpa fosse aplicada em Roriz, e consequentemente em todos os outros candidatos: ministros Ayres Britto (relator), Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie.

Os outros cinco votaram que a Lei não pode ser aplicada, nessas eleições: Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso (o presidente).

Dentro das possibilidades de solução para a questão, estaria o chamado voto de qualidade, previsto pelo Regimento Interno do Supremo. Esse voto seria dado pelo Presidente da Corte, no caso, o Ministro Cezar Peluso, que votou pela não aplicação da Lei da Ficha Limpa.

Acontece que o Ministro Peluzo é a favor que essa decisão deva ser desempatada pelo novo ministro que ainda virá a ser nomeado.

Enquanto isso o Blog Prosa&Política, comente criticando que “a melhor forma encontrada (pelo Supremo) foi deixar a lei no telhado a espera de…Lula. Isso mesmo. O Pleno deve ter onze membros e está com dez porque o presidente ainda não escolheu o novo ministro. Isso quer dizer que se Lula quiser colocar, por exemplo, uma Erenice Guerra, será ela quem vai decidir se a Lei da Ficha Limpa vale ou não.”

No caso, Roriz não quer arriscar ganhar a eleição e posteriormente ser cassado pela decisão do supremo. Pondo a mulher no seu lugar, sossegará qualquer que seja o resultado da corte.

Dentro dos casos possiveis, centenas de candidatos em todo país, barrados pela lei da Ficha Limpa, deverão seguir o exemplo de Roriz e nomear esposas e parentes para ocupar as vagas de suas candidaturas.

O Supremo Tribunal Federal na verdade estabeleceu o caos eleitoral.