30 de abr de 2010

RIVERDANCE - Os sapatedores irlandeses - Produção de Bill Whelan

RIVERDANCE - Os sapatedores irlandeses
Produção original de Bill Whelan

Riverdance (que em português seria uma aglutinação de "dança do rio") é um espectáculo de sapateado irlandês, reconhecido pelo rápido movimento de pernas dos dançarinos e aparente imobilidade da cintura para cima.

A produção de Riverdance foi elaborada para um intervalo de 7 minutos, no Festival da Eurovisão de 1994, por Bill Whelan, a 1 de Abril de 1994. A Irlanda era a anfitriã, por vencer a edição de 1993, tendo escolhido a cultura celta como mote para este espectáculo.

Riverdance conta com um grupo musical reduzido, composto por Davy Spillane, o violonista espanhol Rafael Riqueni, a búlgara multi-facetada instrumentalista Nikola Parov, o acordeonista Máirtín O'Connor e percussionista Noel Eccles.

Uma das características do show original eram os números de gospel, escritos — como todo o resto — por Whelan e interpretado pelo Reverendo James Ginon, de Atlanta. Estes números iriam alegadamente explorar a sensação de deslocados que os irlandeses e africanos teriam sentido após emigração para o Novo Mundo.

Outra das características de destaque de Riverdance, é a sensualidade das danças, entrando em contraste com as alusões às tradições irlandesas.

"Os irlandeses sempre separaram o sexo e a espiritualidade como se não pudessem coexistir no ser humano", disse Whelan.

"O meu ponto de vista é que a espiritualidade sem sexualidade e sensualidade torna-se árida. A sensualidade é um dos aspectos mais importantes deste trabalho".

Fonte: Wikipedia


STF mantém Lei da Anistia, por ampla maioria

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
STF mantém Lei da Anistia, por ampla maioria
Por 7 votos a 2, o pleno do Supremo considera que não lhe cabe alterar a Lei da Anistia, nem interpretá-la de forma diversa do entendimento dos últimos 31 anos. Os Ministros Lewandowski e Ayres Britto divergiram do relator, e foram votos vencidos. Para eles tortura é crime comum, mas maioria disse que perdão foi consensual

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Sessão plenária do Supremo Tribnunal Federal durante julgamento da ação sobre a Lei de Anistia

Toinho de Passira
Fontes: Folha Online, BBC Brasil, STF, Estadão

“Só o homem perdoa, só uma sociedade superior qualificada pela consciência dos mais elevados sentimentos de humanidade é capaz de perdoar. Porque só uma sociedade que, por ter grandeza, é maior do que os seus inimigos é capaz de sobreviver.” - A afirmação é do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, último a votar no julgamento em que a Corte rejeitou o pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por uma revisão na Lei da Anistia.

A Ordem pretendia que a Suprema Corte anulasse o perdão dado aos representantes do Estado (policiais e militares) acusados de praticar atos de tortura durante o regime militar. O caso foi julgado improcedente por 7 votos a 2.

Pela pretensão da Ordem dos Advogados do Brasil, só os terroristas, guerrilheiros e assaltantes de Bancos, da resistência esquerdista, quem mataram, sequestraram e torturam durante o regime militar, merecia perdão.

Foto: Gil Ferreira/SCO/STF

O voto vencedor foi do ministro Eros Grau (foto), relator do processo, o único dos 11 membros do STF a ter sofrido tortura durante o regime militar, por advogar em favor de presos opositores do regime

O Ministro Eros Grau, no primeiro dia de sessão que tratou da Lei de Anistia, na condição de relator do processo, fez uma minuciosa reconstituição histórica e política das circunstâncias que levaram à edição da Lei da Anistia e ressaltou que não cabe ao Poder Judiciário rever o acordo político que, na transição do regime militar para a democracia, resultou na anistia de todos aqueles que cometeram crimes políticos e conexos a eles no Brasil entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979.

Além do ministro Eros Grau, posicionaram-se dessa maneira as ministras Cármen Lúcia Antunes Rocha e Ellen Gracie, e os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso.

Defenderam uma revisão da lei, alegando que a anistia não teve caráter amplo, geral e irrestrito, os ministros Ricardo Lewandowski e Ayres Britto. Para eles, certos crimes são, pela sua natureza, absolutamente incompatíveis com qualquer ideia de criminalidade política pura ou por conexão.

O ministro Dias Toffoli não participou do julgamento porque estava à frente da Advocacia Geral da União à época em que a ação foi ajuizada e chegou a anexar informações ao processo. O ministro Joaquim Barbosa está de licença médica.

Tecnicamente o voto de Eros Grau dizia que mesmo que quisesse o Supremo não poderia modificar uma lei, feita pelo legislativo, única instância numa democracia que pode legislar.

Se o poder legislativo até hoje não fez nenhuma modificação na Lei de Anistia, não alterou o seu teor, nem reduziu sua amplitude, o STF não tem poderes para fazê-lo.

É preciso que se compreenda que as decisões do Supremo Tribunal Federal têm que se basear nos princípios constitucionais. Se a Lei de Anistia em vigor, não fere a constituição, foi elaborada corretamente, não cabe aos Ministros do Supremo intervir.

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O presidente Do STF, ministro Cezar Peluso, pronunciando o seu voto favorável a manutenção da Lei de Anistia como está

O último voto proferido foi o do presidente da Corte, ministro Cezar Peluso. Ele iniciou dizendo que nenhum ministro tem dúvida sobre a profunda aversão por todos os crimes praticados, desde homicídios, sequestros, tortura e outros abusos, não apenas pelos nossos regimes de exceção, mas pelos regimes de exceção de todos os lugares e de todos os tempos.

Contudo, a ação discutida não tratava da reprovação ética dessas práticas, de acordo com Peluso.

Ele avaliou que a anistia aos crimes políticos é, sim, estendida aos crimes conexos, como diz a lei, e esses crimes são de qualquer ordem. Para o presidente da Corte, a Lei de Anistia transcende o campo dos crimes políticos ou praticados por motivação política.

Peluso nas suas considerações conclusivas interpretou que a anistia é de sentido amplo e de generosidade, e não restrito, a norma em xeque não ofende o princípio da igualdade porque abrange crimes do regime contra os opositores tanto quanto os cometidos pelos opositores contra o regime.

Considerou ainda que a ação não trata do chamado direito à verdade histórica, porque há como se apurar responsabilidades históricas sem modificar a Lei de Anistia. Frisou que a lei de anistia é fruto de um acordo de quem tinha legitimidade social e política para, naquele momento histórico, celebrá-lo.

Disse que não se trata de caso de autoanistia, como acusava a OAB, porque a lei é fruto de um acordo feito no âmbito do Legislativo. Finalmente, Peluso classificou a demanda da OAB de imprópria e estéril porque, caso a ADPF fosse julgada procedente, ainda assim não haveria repercussão de ordem prática, já que todas as ações criminais e cíveis estariam prescritas 31 anos depois de sancionada a lei.

Peluso rechaçou a ideia de que a Lei de Anistia tenha obscuridades, como sugere a OAB na Arguição de descumprimento de preceito fundamental. O que no fundo motiva essa ação [da OAB] é exatamente a percepção da clareza da lei. Ele explicou que a prova disso é que a OAB pede exatamente a declaração do Supremo em sentido contrário ao texto da lei, para anular a anistia aos agentes do Estado.

Sobre a OAB, aliás, ele classificou como anacrônica a sua proposição e disse não entender por que a Ordem, 30 anos depois de exercer papel decisivo na aprovação da Lei de Anistia, revê seu próprio juízo e refaz seu pensamento numa consciência tardia de que essa norma não corresponde à ordem constitucional vigente.

Ao finalizar, Peluso comentou que se é verdade que cada povo resolve os seus problemas históricos de acordo com a sua cultura, com os seus sentimentos, com a sua índole e também com a sua história, o Brasil fez uma opção pelo caminho da concórdia.

O presidente do Supremo declarou, ainda, que uma sociedade que queira lutar contra os seus inimigos com as mesmas armas, com os mesmos instrumentos, com os mesmos sentimentos está condenada a um fracasso histórico.


*Utilizamos como texto base a notícia publicada na página do STF, com exclusões, observações, comentários e complementos de outras origens.

Dirceu borrou-se a ouvir proposta de Serra

SEGURANÇA PÚBLICA
Dirceu borrou-se a ouvir proposta de Serra
Temeroso de cadeia, na condição de chefe organização criminosa e afinado com o coro dos quadrilheiros petistas e sua candidata de passado nebuloso, o ex-ministro Chefe da Casa Civil e porta-voz secreto da campanha de Dilma Benguell, afrouxou os intestinos com medo que a Polícia Federal fique mais eficiente no governo do tucano José Serra, que propõe um Ministério da Segurança Pública

Foto: Arquivos

QUEM TEM CULPA, TEM MEDO - Não soou bem aos ouvidos petistas de Zé Dirceu nem de sua candidata essa proposta de José Serra de “engaiolar” bandidos, sentiram-se diretamente atingidos

Toinho de Passira
Fontes: , Blog do Dirceu

O jornal Estado de São Paulo comenta que o ex-ministro da Casa Civil e deputado federal cassado, indiciado pelo Supremo Tribunal Federal como chefe de quadrilha, José Dirceu (PT), engrossou o coro petista contrário ao compromisso do presidenciável do PSDB, José Serra, de criar o Ministério da Segurança Pública, caso seja eleito.

O ex-parlamentar cassado por corrupção, chamou a proposta de um "afago à direita truculenta" e acusou o tucano de repetir uma promessa já feita durante as eleições de 2002, quando Serra enfrentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Do ponto de vista de quadrilheiro, José Dirceu disse "...que sobre segurança o candidato da oposição não tem nenhuma autoridade para falar".

Em entrevista ao programa "Brasil Urgente", transmitida pela TV Bandeirantes na segunda-feira, Serra prometeu que, se eleito, criará o Ministério da Segurança Pública. O tucano cobrou do governo federal um envolvimento maior na área de segurança, com destaque ao combate ao crime organizado. Na entrevista, o tucano afirmou que "bandido tem de ser enfrentado com dureza" e que o governo tem de "engaiolar" os criminosos.

Dirceu criticou o vocabulário usado por Serra e chamou a expressão “engaiolar” os criminosos de chula. Para ele é um palavrão.

Na manhã de ontem, a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, também conhecida por Dilma Benguell, igualmente egressa do mundo do crime, condenou a promessa de Serra de criar o Ministério.

Pergunta-se: qual o cidadão de bem, que vai criticar alguém que pretende melhorar a Segurança Pública no Brasil?

Os petista sugerem que a Polícia Federal continue alojada no Ministério da Justiça, sofrendo pressões e influências políticas, sem a liberdade de procurar os bandidos onde quer que eles estejam.

Falar em cadeia para Dilma e Zé Dirceu é mesmo que falar de corda na casa de enforcado. Na verdade, sem querer ser chulo e já sendo, toda a cúpula petista e sua candidata “borraram” as calças quando ouviram a proposta de José Serra de engaiolar bandidos.


Acidente em plataforma causa gigantesco desastre ambiental

EUA - ECOLOGIA
Acidente em plataforma causa gigantesco desastre ambiental
Óleo começou a vazar na semana passada, após uma explosão numa plataforma no Golfo do México, a 80 km da costa, em águas territoriais americanas. O acidente, que matou 11 pessoas, está despejando descontroladamente no oceano 5.000 barris dia. Mancha de poluição ameaça fauna e indústria da pesca na costa sul dos EUA

Foto: Reuters

Foto mostra a área do golfo do México ao sul da costa do Estado da Louisiana (EUA), onde a mancha de petróleo chegou no delta do Mississipi, local de reprodução de várias espécies de aves silvestres

Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, Estadão, Folha Online, O Reporter, G1

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mobilizou ontem o Departamento de Defesa para ajudar a gigante petrolífera BP nas operações de limpeza da imensa mancha de óleo no golfo do México.

O governador da Louisiana, Bobby Jindal, declarou estado de emergência. A costa do estado norte-americano de Louisiana foi alcançada nesta sexta-feira (30) pela mancha de petróleo produzida pelo vazamento após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, de la de la suiza Transocean Ltd e que afundou no último dia 22 de abril. O derrame chegou na cidade costeira de perto da desembocadura do rio Mississipi.

Foto: Washington Post

O estrago do óleo nas praias demoram anos para sumirem por completo

Apesar dos esforços realizados pela Guarda Costeira e a companhia britânica Bristish Petroleum, a mancha atingiu a costa, no que é uma gigantesca ameaça à flora e fauna do delta do rio. Este acidente, está perto de ser a pior tragédia ecológica na história dos EUA e foi declarado desastre nacional pelo presidente, Barack Obama, quem ofereceu todos os recursos disponíveis, inclusive os militares para tentar aliviar a crise.

Outros estados além da Louisina, como Florida, Alabama e Mississipi, também litorâneos abertos ao Golfo, temem que a mancha chegue às praia e contamine suas áreas de pesca que são essenciais para suas economias locais.

Foto: Washington Post

O combate as chamas na plataforma Deepwater Horizon, da BP que explodiu dia 22, causando a morte de 11 funcionários

O óleo começou a vazar na semana passada, após uma explosão na plataforma Deepwater Horizon, da BP, a 80 km da costa. O acidente matou 11 pessoas. Anteontem, descobriu-se que o derrame era cinco vezes maior do que o inicialmente estimado -5.000 barris estão indo para o mar diariamente.

Janet Napolitano, secretária de Segurança Interna, disse que a mancha de óleo é um vazamento de impacto nacional. A designação significa que recursos federais poderão ser usados para combatê-lo. Vamos continuar a pressionar a BP para que lance a resposta mais forte possível, disse.

Foto: Washington Post

O mau tempo complica a situação das equipes que tentam controlar o desastre

Mas os trabalhos de limpeza sofreram um revés ontem, quando as condições do mar e dos ventos impediram as autoridades de executar a queima controlada de parte do óleo. Doug Suttles, chefe de exploração da BP, disse que é difícil avaliar o grau de vazamento com precisão, pelo fato de estar ocorrendo em profundidade.

O risco de a mancha de óleo chegar a terra está levando ao estudo de medidas urgentes para proteger a fauna costeira, incluindo o uso de canhões para assustar e afastar aves e a utilização dos barcos de pescadores locais de camarões para a retirada do óleo de áreas rasas.

Até a noite de quarta-feira, cerca de 30 km de barreiras de contenção haviam sido instalados, e há outros 150 km prontos para serem usados.

Foto: Washington Post

O desastre foi cinco vezes mais danoso do que a princípio se imaginava

Na noite de quarta-feira, equipes de limpeza começaram a realizar queimas locais, um processo que envolve encurralar uma parte concentrada da mancha de óleo, arrastá-la para outro local e queimá-la. O procedimento já foi testado e se mostrou eficaz em outros vazamentos, mas o mau tempo e questões ecológicas podem complicar sua realização.

A queima só funciona quando a mancha é espessa; pode não ser eficaz com este vazamento, que, segundo estimativas, seria formado em 97% por um misto de óleo e água.

Foto: Washington Post

A região é muito rica em vida selavagem

O desastre com a plataforma da BP é o maior vazamento de petróleo em pelo menos uma década nos EUA. Ele ocorre num momento em que o governo Obama está decidido a levar adiante uma expansão na exploração de óleo no mar e estava enfrentado críticas dos ecologistas.

A nova política de Obama, para o setor petrolífero, prejudicada com o acidente
Ontem a administração disse que o derramamento seria considerado na expansão. Robert Gibbs, secretário de Imprensa da Casa Branca, disse que a causa da explosão, que ainda não foi determinada, poderia influir em quais áreas seriam abertas para exploração futura.

Afinal, o vazamento ocorreu de um poço a 1.500 metros de profundidade, o que mostra os riscos da exploração em zonas mais distantes. Gibbs afirmou, porém, que Obama segue comprometido a expandir a perfuração em áreas hoje fora dos limites.

O presidente quer procurar combustíveis fósseis no Atlântico e no norte do Alasca. Também quer que o Congresso levante a proibição atual à exploração no leste do golfo do México, a 190 km da Flórida.

O governo espera que a proposta atraia votos republicanos para a aprovação do projeto de lei em tramitação no Senado que prevê o corte de emissões de gases-estufa pelos EUA.

Desde a campanha Barack Obama anunciou que tentará aumentar a produção de petróleo doméstica, para reduzir a dependência externa dos Estados Unidos que tem que comprar o combustível inclusive a países hostis.

"...Como se estivesse financiando inimigos americanos".

Obama referia-se é óbvio, basicamente ao Coronel Hugo Chávez e aos árabes não aliados com Washington. O acidente por certo trará obstáculos com a lei que tramita no congresso e para ser aprovada precisará de voto oposicionista, já que nem todo os Democratas, estão dispostos a aprová-la.

O executivo-chefe da BP, Tony Hayward, disse, tantando acalmar os ambientalistas, que o óleo cru que está vazando do poço é muito claro, com a cor e textura de chá gelado, deixando entender que causará menos danos que o óleo pesado que vazou do navio Exxon Valdez no Alasca em 1989.

Foto:Associated Press

Alguns animais já foram atingidos pelo óleo

O desastre deixou o país traumatizado, pois o vazamento ocorreu em uma zona ecologicamente sensível.

Hayward disse que a mancha, nas áreas mais espessas, tem um décimo de milímetro -a largura de um fio de cabelo. A realidade porém está desmentindo o executivo.


29 de abr de 2010

Chávez morre de amores pela guerrilheira Dilma

BRASIL – VENEZUELA
Chávez morre de amores pela guerrilheira Dilma
O ditador venezuelano Hugo Chávez passou menos de oito horas no Brasil, para se reunir com o seu comparsa Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa com jornalista diz torcer pela candidata petista, para quem mandou um beijo. Sobre eleições disse que não sabe quando vai deixar de ser presidente

Foto: Reuters

Chávez só se alterou quando alguém perguntou pelo seu sucessor. “Não tenho sucessor neste momento à vista!” – respondeu

Toinho de Passira
Fonte: O Globo

Em pouco menos de oito horas no Brasil, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a dizer que torce pela pré-candidata petista, Dilma Rousseff e evitou comentar uma eventual vitória do tucano José Serra nas eleições. Chávez disse que Dilma é a candidata do seu coração e mandou beijos para a petista.

- Meu coração está com Dilma - disse Chávez, na porta do hotel, lançando em seguida um beijo no ar:

- Um beijo, Dilma.

Esta não foi a primeira vez que Chávez declarou apoio à pré-candidata petista. O presidente venezuelano tem repetido que a ex-ministra é sua amiga e que eles têm empatia.

Mais tarde, após ouvir Lula defender a democracia na América Latina, Chávez disse não saber quando deixará o poder.

- Quando eu vou entregar (a Presidência), eu não sei - afirmou ao responder a pergunta de jornalistas brasileiros.

As eleições presidenciais na Venezuela estão previstas para dezembro de 2012, mas Chávez disse que ainda não está definido se será ou não candidato. Ele disse que nos últimos dez anos passou por 11 eleições e se prepara para a próxima, do parlamento venezuelano, este ano. Afirmou que, mesmo assim, Lula foi criticado por apoiar "o ditador Chávez, o tirano Chávez".

Chávez disse que Lula deixará a Presidência, em dezembro deste ano, porque assim determina a Constituição. Segundo ele, é preciso respeitar as particularidades de cada país e a soberania popular:

- Quando vou entregar a meu sucessor? Não está previsto. Não tenho sucessor neste momento à vista. Não está prevista sucessão no curto prazo na Venezuela. Não está prevista na Constituição, que é a vontade do povo.

Em visita oficial ao Brasil, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a sinalizar apoio à pré-candidatura à Presidência da República Dilma Rousseff (PT). Em contrapartida, evitou comentar uma eventual vitória de José Serra (PSDB).

Fotomontagem Toinho de Passira

Chávez ama Dilma e é correspondido, o romance político da guerrilheira e do coronel é por afinidades ditatoriais. O venezuelano sonha que o sucessor de Lula continue favorecendo o seu país em detrimento ao Brasil

- Não quero me meter em coisas internas do Brasil, como o Brasil não se mete em coisas internas da Venezuela, mas o meu coração está aqui: Dilma Rousseff - afirmou Chávez nesta quarta-feira, mandando um beijo para a pré-candidata governista.

Sobre Serra, Chávez desconversou.

- Não vou me pronunciar sobre este tema. É assunto interno do Brasil - afirmou.

As declarações foram dadas a jornalistas quando o presidente venezuelano deixava o hotel para encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde 2007, os dois presidentes se reúnem a cada três meses, prá quê? Prá nada!


A atriz Sigourney Weaver protesta contra Belo Monte

BRASIL ECOLOGIA
A atriz Sigourney Weaver protesta contra Belo Monte
A atriz e ativista americana fez um protesto em Nova York contra a hidroelétrica que Lula quer construir na selva do Pará, prejudicando índios, a natureza e o bom senso, só visando a grana que o empreendimento vai render, no caixa das construtoras, nas contas no exterior e no caixa 2 da campanha de sua candidata

Foto: Getty Images

Sigourney recebeu apoio de ativistas e delegados que participam do Fórum Permanente para Assuntos Indígenas das Nações Unidas

Toinho de Passira
Fontes: EPA, MSNBC, Interpress Service , People's Daily Online

A atriz Sigourney Weaver, 60 anos, liderou nesta quarta-feira um protesto em Nova York contra a construção da hidroelétrica Belo Monte na Amazônia e pediu ao Governo brasileiro que seja um "líder" em matéria ambiental.

A manifestação levou dezenas de ativistas e delegados que participam do Fórum Permanente para Assuntos Indígenas das Nações Unidas para frente da sede em Manhattan da Missão do Brasil nas Nações Unidas, no qual o projeto da represa foi um dos protagonistas.

Sigourney Weaver é ligada a questões ambientais desde sempre.

Em 1988 viveu no filme “Nas Montanhas dos Gorilas” (Gorillas in the Mist) a personagem da antropóloga americana Dian Fossey, que durante 20 anos, dedicou-se à preservação dos gorilas da montanha de Ruanda, na África.

O papel valeu sua segunda indicação para o Oscar.
"O Brasil foi pioneiro nos biocombustíveis e tem a maravilhosa oportunidade de ser também um líder nesta encruzilhada na qual se encontram muitos países", assegurou Weaver, que há duas semanas acompanhou o diretor de cinema James Cameron a região da Amazônia que deve ser afetada pelo projeto.

A protagonista de "Alien" instou o Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a apostar em "um modelo energético do século XXI", no lugar de um projeto "com tantas consequências negativas".

Segundo seus críticos, a construção da hidroelétrica de Belo Monte provocará um dano meio ambiental irreparável e obrigará o deslocamento de 50 mil indígenas e camponeses do estado do Pará, onde está prevista sua construção sobre o curso do rio Xingu.

Para Weaver, as autoridades brasileiras deveriam se "concentrar nas energias renováveis e no consumo eficiente de energia".

"Aqui estamos nos desfazendo das represas, que foram um pesadelo para o meio ambiente e não produziram a energia que se supunha", assegurou a atriz americana.

"Acho sinceramente que o Brasil pode ser um líder no meio ambiente e que não tem por que seguir nossos passos e cometer nossos erros", insistiu.

Em sua viagem no começo desse mês ao Brasil, a atriz esteve acompanhada além de Cameron, o diretor de "Avatar", e de outro protagonista do filme, Joel David Moore.

A oposição pública à represa de Belo Monte, junto aos paralelismos entre o argumento de "Avatar" e as ameaças que afrontam os povos indígenas transformaram estas estrelas de Hollywood nos rostos mais visíveis da oposição internacional aos planos do Governo.

Foto: Shen Hong/Xinhua

Ativistas e delegados de dezenas de países protestaram diante da missão brasileira das Nações Unidas, em Manhattan

O presidente Lula e seus comparsas estão se lixando para o meio ambiente e para os protestos, estão pensando apenas no quanto as empreiteiras podem fornecer por fora as suas contas em paraísos fiscais e nas contribuições de campanha para a sua candidata fantoche


Sarney também recebeu panetone de Arruda

BRASÍLIA
Sarney também recebeu panetone de Arruda
Na organizada contabilidade do Caixa 2 do Governador José Roberto Arruda há um registro bem claro de uma doação a Sarney, escrito de próprio punho pelo ex-governador, com o registro de pago. O presidente do senado, que nunca se envolveu em problemas de corrupção e caixa dois (rssss), diz está chocado e nada sabe. Vai ver deve ser outro Sarney

Fotomontagem Toinho de Passira

PANETONE? Sarney finge não ter nenhum contato com o ex-governador Roberto Arruda, mas o panetone está na sua mesa

Toinho de Passira
Fontes: Estadão , Estadão, O Globo

Um documento da contabilidade de caixa 2 da campanha do ex-governador José Roberto Arruda lista o nome "Sarney! Recebendo uma doação. A anotação manuscrita foi feita por Arruda, como comprova perícia feita a pedido do jornal Estado de São Paulo. À frente do nome "Sarney", o documento registra a anotação de uma quantia e quanto teria sido efetivamente pago: "250/150 PG".

O apontamento isolado do nome "Sarney" não permite indicar a quem da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), supostamente se refere. Segundo a perícia, as letras "PG" foram escritas pelo tucano Márcio Machado, um dos arrecadadores do caixa 2 do governador cassado que, depois de vencida a eleição, virou secretário de Obras do Distrito Federal.

Em janeiro de 2007, no mês em que Arruda (ex-DEM, hoje sem partido) tomou posse, o secretário Márcio Machado esqueceu em cima da mesa de uma emissora de televisão, em Brasília, duas planilhas. A primeira, publicada pelo Estadão continha os nomes de 41 empresas que teriam doado para o esquema de caixa 2 da campanha de 2006 do então candidato do DEM ao governo do Distrito Federal. Machado admitiu que era o autor das anotações.

Detalhe do material publicado no Jornal Estado de São Paulo

Detalhe da planilha onde está nome ilustre de Sarney

A segunda planilha, com nove nomes, é que foi submetida ao laboratório de perícia de Ricardo Molina. O perito afirma que foi escrita pela mão do ex-governador Arruda a relação de cinco desses nove nomes onde, na quinta anotação, aparece "Sarney - 250/150 PG". Para chegar a essa conclusão, Molina comparou o documento da contabilidade do caixa 2 com uma carta escrita recentemente por Arruda, também de próprio punho, no dia 11 de fevereiro. A carta, com horário registrado das 17 horas e intitulada "Aos amigos do GDF", foi escrita minutos depois de Arruda ter a prisão decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).



"Conclusões seguras". A análise da perícia técnica diz que os trechos escritos "permitem conclusões seguras" sobre os nomes listados nesta ordem:

"1-Izalci-300/200-OK", "2-Chico Floresta-80-OK", 3-Ronaldo-Via-OK-500/2x200-1x150", "4-J.Edmar-1.000/100PG+120+800" e "5-Sarney-200/150PG".

E acrescenta: "Os nomes listados nos números de 1 a 5 foram certamente produzidos pelo punho escritor do governador Arruda." O trabalho da perícia, assinada no dia 7 de abril, concluiu de maneira categórica: "Acima de qualquer dúvida razoável, podemos afirmar que a escrita cursiva emanou do punho do governador José Roberto Arruda."

Em dezembro do ano passado, quando o Estado publicou a primeira reportagem sobre as anotações do caixa 2 de Arruda, Márcio Machado admitiu a autoria da tabela com os nomes das 41 empresas, mas disse que não saberia dizer quem era o responsável pelo documento que menciona "Sarney". Agora, o perito Ricardo Molina desfaz a dúvida: "Existe, portanto, uma conexão de fato entre os dois documentos questionados."

Ex-Governador Roberto Arruda, pagando o panetone sozinho, se abrir a boca cai a republica brasileira e do maranhão
Anotação. Comparando os "PGs" da planilha de Machado, a perícia concluiu que a anotação "PG" à frente dos valores ligados a "Sarney" também é do arrecadador de Arruda que virou secretário de Obras. Por causa do escândalo do "mensalão do DEM", o PSDB exigiu a saída do tucano do governo e da presidência regional do partido no DF.

Em dezembro, Machado disse ao Estado, por meio de seu advogado, que a planilha era uma projeção de doações que seriam solicitadas às empresas por meio do tesoureiro oficial da campanha, José Eustáquio Oliveira. O tucano diz que não se recorda dos números nem acompanhou essas doações. Os dois documentos - o de Arruda e o de Machado - estão em poder do Ministério Público.

O ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido) é acusado de comandar um suposto esquema de corrupção no Distrito Federal, que ficou conhecido como "mensalão do DEM". O esquema foi revelado pela Polícia Federal em novembro de 2009. Arruda teve de se desfiliar do DEM e foi preso em fevereiro acusado de coagir uma testemunha. Em março, teve o mandato cassado.

Incrivel como os Sarneys, um deles ou todos, Roseana Sarney (PMDB-MA), governadora do Maranhão, o deputado federal Sarney Filho (PV-MA) e o senador José Sarney (PMDB-AP), conseguem aparecer em todos os escândalos da recente história da democracia brasileira. Outra característica dos maranhenses é que eles nunca são punidos. Um dia a casa cai.

27 de abr de 2010

Democracia reduzida

OPINIÃO
Democracia reduzida
O presidente Lula protagonisando um desvio democratico, cassando a oportuinidade de um partido aliado possa ter um candidato a Presidente da República

Foto: Getty Images

Lula: mais um golpe na Democracia

Merval Pereira
Fonte: Blog do Noblat

O que menos importa neste momento é o que pensa ou diz o deputado Ciro Gomes. Sua opinião errática sobre as qualidades e defeitos da candidata oficial, Dilma Rousseff, e seus insuspeitos elogios à capacidade e competência do candidato tucano, José Serra, com as conhecidas críticas, podem criar fatos políticos de maior ou menor repercussão, podem influir momentânea ou definitivamente na decisão de eleitores, mas nada disso importa, a não ser para os que estão engajados partidariamente na disputa. Goste-se ou não da maneira como o deputado federal Ciro Gomes faz política, uma coisa é certa: sua desistência forçada à disputa da Presidência da República é um golpe na democracia.

A interferência frontal do presidente Lula para inviabilizar uma candidatura em benefício da que escolheu para suceder-lhe é uma agressão do ponto de vista democrático à livre escolha do eleitor.

Esses conchavos de gabinete que têm o objetivo de transformar em um plebiscito uma eleição em dois turnos, concebida justamente para dar ao candidato eleito a garantia de apoio da maioria do eleitorado, reduzem o sentido da eleição.

Um candidato vencer a eleição no primeiro turno, obtendo 50% mais um dos votos válidos, diante de uma série de candidatos que se apresentaram livremente ao eleitorado, dá ao resultado uma dimensão inequívoca da vontade majoritária do eleitor.

Foi o que aconteceu em 1994 e em 1998, quando Fernando Henrique Cardoso, o candidato da coligação PSDB-PFL, venceu no primeiro turno.

Na primeira vez, derrotou Lula, candidato por uma coligação de esquerda que unia o PT ao PSB, PPS, PCdoB, mais outros três candidatos de partidos importantes — Orestes Quércia pelo PMDB, Leonel Brizola pelo PDT e Esperidião Amim pelo PPR — e mais uma enxurrada de candidatos de pequenos partidos.

Na reeleição, derrotou novamente Lula e mais Ciro Gomes pelo PPS, Alfredo Sirkis pelo PV e outra série de pequenos partidos, entre os quais se destacava o Prona do Enéas.

Já as vitórias de Lula se deram no segundo turno, sempre contra os candidatos do PSDB, e ele recebeu o apoio de diversos partidos.

Em 2002, do PSB de Garotinho e do PPS de Ciro Gomes, e em 2006, se não oficialmente do partido, dos eleitores do PSOL de Heloisa Helena, e do PDT de Cristovam Buarque.

Havia certa lógica nas coligações, e os acordos políticos no segundo turno faziam sentido.

A ampliação da coalizão governamental no segundo mandato de Lula, numa montagem política que visava não a um projeto de governo, mas à manutenção de um projeto de poder com vistas à permanência de um grupo político no controle das ações por tempo indeterminado, reduzindo ao máximo a possibilidade de alternância no poder, transformou a sucessão presidencial em um jogo de bastidores que fez diversas vítimas até agora.

A primeira foi o próprio PT, que teve que engolir a candidatura de Dilma Rousseff.

Depois os partidos historicamente alinhados ao PT, que foram sendo postos de lado em benefício do PMDB.

Em vez de abrigar facções daquele partido, como tradicionalmente acontecia, o segundo governo Lula conseguiu unir o PMDB, dando a cada facção um punhado do Ministério.

A coalizão do governo Lula mostrou-se instável para levar adiante projetos políticos, mas a maioria que a compõe, partidos de corte tradicional, pragmático, clientelista, sem qualquer afinidade com o projeto político do PT, mostrou-se eficaz para impedir que o governo sofresse qualquer constrangimento das oposições.

Tudo em troca de pedaços autônomos de poder. É essa estranha montagem política que criou a mais heterogênea base parlamentar de um governo nos tempos recentes e lançou a candidatura oficial com uma propaganda eleitoral que terá, em teoria, o dobro do tempo da oposição.

E é ela também que impediu que o PSB lançasse uma candidatura alternativa à escolha oficial, na tentativa de levar o eleitor que gosta de Lula a uma escolha inevitável.

Não está dando certo até agora, o que não quer dizer que não dará.

Por enquanto a política está funcionando mais do que planejavam os arquitetos da escolha inevitável de uma criatura eleitoral tirada do bolso do colete do grande líder.

Um bom exemplo de como uma campanha eleitoral pode dar ao eleitor alternativas que não estão nos planos preconcebidos é a eleição da Inglaterra, onde o liberal Nick Clegg aparece como o azarão que pode forçar uma composição política nova que quebre a dicotomia Trabalhismo (Gordon Brown) x Conservadorismo ( David Cameron).

Entre nós, graças ao esforço inusitado do presidente Lula, muitas vezes passando por cima da legislação, apenas a senadora Marina Silva do PV surge como uma terceira via possível, e mesmo assim porque ela deixou o PT.

Independentemente do que se pense deste ou daquele candidato, usar o poder da Presidência da República para tentar impor ao eleitorado uma escolha plebiscitária que pressupõe que exista apenas um lado bom, é negar um processo virtuoso de evolução do país e reduzir o jogo democrático a uma pelada "nós contra eles".


*Acrescentamos sub-titulo foto e legenta ao texto original.

Guel Arraes recria “O Bem Amado”

FESTIVAL - Cine PE
Guel Arraes recria “O Bem Amado”
O pernambucano é homenageado no festival na sua terra e premia o público com o pré-lançamento de uma história que foi sucesso no seriado da TV dos anos 80, e volta em forma de filme, caricaturando a política brasileira, um sucesso sem dúvidas

Foto: Luka Santos/Divulgação

O pernambucano Guel Arraes, homenageado do festival, sempre se sai muito bem com temas nordestinos

Toinho de Passira
Fontes: G1, JC Online, Portal Terra - Cinema, Último Segundo

Foi bastante acertada a decisão da organização do Cine PE em tornar sua noite de abertura uma comoção com sabores pernambucanos. Depois do sucesso que foi a exibição do curta Recife Frio, o longa exibido nesta segunda-feira (26), O Bem-Amado, mostrou que Guel Arraes - uma das crias mais bem-sucedidas dessa terra - tornou bastante conhecida sua estética, fácil de ser reconhecida entre as diversas classes e tipos de público. O diretor recebeu homenagem nesta primeira noite do festival.

Aos 46 anos, Guel Arraes é um dos responsáveis por atrair às salas dos cinemas um grande público disposto a ver uma produção nacional. Na televisão, inovou com a linguagem de humor ao dirigir “Armação Ilimitada”, de 1986, e “TV Pirata”, dois anos depois. No cinema, tem filmes que ultrapassam facilmente a marca do milhão de expectadores, como “O Auto da Compadecida” (2000), “Lisbela e o Prisioneiro” (2003), “Os Normais – o Filme” (2003) e “O Coronel e o Lobisomen” (2005). Agora, Guel se prepara para lançar o seu mais caro filme já feito. Ao custo de 8 milhões de reais, altas cifras para padrões nacionais, estreia “O Bem Amado” no dia 23 de julho.

Foto: Ana Stewart/Divulgação

Cena do Filme “o Bem Amado”, Odorico Paraguaçu corteja as irmãs Cajazeiras- Marcos Nanini, Drica Moraes Andréa Beltrão e Zezé Polessa

Filho do ex-governador pernambucano Miguel Arraes, Guel é o diretor do longa baseado na peça de Dias Gomes – já adaptada para televisão e teatro, escrita originalmente em 1962. A saga do prefeito da cidade de Sucupira, o lendário Odorico Paraguaçu, interpretado agora por Marco Nanini, tende a uma sátira política. Pode-se falar que é uma rara exceção na safra de filmes nacionais que ganham repercussão, seja de crítica seja de público. Para ele, as comparações entre diferentes versões de uma mesma história são limitadas.

“Quando o texto foi escrito, Odorico já era um personagem arcaico. Os coronéis tiveram seu auge nos anos 30. Hoje então podemos dizer que ele é o arcaico do arcaico. Muita coisa mudou”, diz.

“O meu conhecimento sobre política é apenas como observador, até mesmo pela minha origem de família de políticos. Quando a novela esteve no ar, na TV, os principais personagens políticos do país eram os militares. E eles nem eram citados por Dias Gomes, nem poderia fazê-lo. Os tempos são outros agora”.

“Não tive esta preocupação com a versão original. Na verdade, quando me criticam dizendo que faço televisão no cinema, nem ligo. Podem continuar falando (risos). Falam que faço TV como se fosse um xingamento. Pois fiz em TV algumas coisas até mais ousadas do que no cinema. O programa ‘Cena Aberta’, de 2003, era tão experimental, que eu me perguntava como é que me deixavam fazer aquele programa. Assim como ousamos ao fazer ‘Lisbela e o Prisioneiro’, com uma proposta para ser mesmo um filme popular”

Muita coisa mudou. A esquerda já chegou ao poder, não é mais aquela utopia insólita que se faz de coitadinha. Está na roda, para ser discutida e criticada também.”

“O grande desafio foi fazer uma sátira política. Não há filmes no país sobre a sátira do poder. Precisava responder a esta gozação que se faz aos políticos. Jornal só traz o lado do drama, eu queria um outro tipo de reflexão, a partir da comédia. É uma comédia com reflexão sociológica.”

“Personagem bom tem releitura em diferentes épocas. São ricos porque apresentam elementos que o assemelham a diversos aspectos. Quero, com ele (Odorico Paraguaçu), poder criticar tanto a esquerda quanto a direita, sem ter uma mensagem unilateral.”

Foto: Ana Stewart/Divulgação

Com direção de Guel Arraes (de "Auto da Compadecida", "Lisbela e o Prisioneiro" e "Romance"), a versão para o cinema de "O Bem Amado" deve estrear até o fim do ano; Marco Nanini será Odorico Paraguaçu, o prefeito corrupto de Sucupira

“O filme, “O Bem Amado”, eleva à máxima potência o estilo de Guel”, diz Paulo Floro Para o JC Online: um cinema acessível e, o mais importante, autoral. Fato esse que fez seus filmes anteriores levassem milhões de pessoas às salas de exibição. O Bem Amado ainda apresenta bem outros elementos a essa receita infalível de fazer um filme bem feito e ainda assim com bastante rigor estético, que é fazer uma crítica social utilizando a política.

O diretor já havia explorado essa temática em outros filmes, como O Auto da Compadecida (de Ariano Suassuna), mas este novo longa vai além ao tratar de forma escrachada a corrupção do prefeito Odorico Paraguaçu e outros personagens. Também faz diversas referências a fatos reais da política brasileira, como a campanha das Diretas Já, a renúncia de Jânio Quadros e a ditadura militar.

Escrita pelo dramaturgo Dias Gomes, em 1962, O Bem Amado virou peça de teatro, novela em 1973 e se tornou marco na teledramaturgia brasileira por ter sido a primeira novela em cores e pelo sucesso de audiência. Apesar das críticas do apelo histriônico ou, para alguns, um namoro com a comédia pastelão de seriados como Zorra Total, a narrativa de Guel Arraes dá ritmo eletrizante para uma sátira social, cheia de críticas a tipos ainda bem presentes em nosso cotidiano.

Guel Arraes conseguiu mais uma vez dialogar com o imaginário coletivo de sua plateia. Destaque para a atuação de Marco Nanini, como Odorico, e José Wilker, como Zeca Diabo.

Veja o trailer do filme:


Ciro Gomes, momentos finais

ELEIÇÕES 2010
Ciro Gomes, momentos finais
Hoje o PSB enterra definitivamente os planos do deputado cearense nascido em São Paulo, de ser candidato a presidente em 2010, será seu último dia nas manchetes eleitorais

Ilustração Toinho de Passira

DEFUNTO RUIM - Ciro Gomes é um morto insepulto, que se nega a reconhecer a própria passagem para outro plano político espiritual, neste clima, desafiante publicou no seu Blog, alguns dias atrás: “O que é o PSB? Um ajuntamento como tantos outros, ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil? Vai se decidir isto agora”.

Toinho de Passira
Fontes: Midiamax, PSB, Ciro.com

Na semana passada, o deputado Federal Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato a presidente pelo OS, disse: "Estão querendo enterrar o defunto com ele vivo ainda" – referindo-se a sua candidatura que só seria extinta quando o seu partido se pronunciasse não pretender ter candidato próprio a Presidente da República e apoiar algum candidato de outro partido.

A nota no site do PSB diz que a convocação da reunião da executiva nacional para decidir hoje, 27 sobre a possibilidade de ter candidatura própria para presidente, atende pedido do próprio pré-candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB), deputado federal Ciro Gomes.

O estranho é que a nota diz que o pedido foi feito através do Blog pessoal de Ciro Gomes e que a partir disso o presidente Nacional da legenda, governador Eduardo Campos, convocou reunião da Executiva.

Nacional para o dia 27 de abril, em Brasília.

Ou seja, o presidente do Partido está pondo a culpa em Ciro Gomes, de sua sorte ser decidida hoje pela executiva, por um texto que o deputado escreveu no seu Blog (veja texto abaixo) quer dizer, não houve pedido formal e o presidente do partido o governador Eduardo Campos e Ciro Gomes, não trataram do assunto pessoalmente.

A nota é defensiva e procura mostrar que será um debate democrático dentro do Partido, a decisão da permanência ou não da candidatura própria será decidida por todas as lideranças nacionais.

”O PSB espera que, caso o debate esteja suficientemente maduro, a reunião do dia 27 seja conclusiva no nível da Comissão da Executiva Nacional. “O companheiro Ciro é o pré-candidato do Partido Socialista à sucessão presidencial e a manutenção de sua candidatura será decidida dentro de um debate democrático”, enfatizou o presidente Nacional do PSB.”

“Se a maioria votar pela candidatura própria, todos os filiados estarão convocados a fazer campanha em prol do candidato do Partido. Caso contrário, se o Partido decidir, dentro do processo democrático, por não ter candidatura própria, todos os filiados serão chamados a apoiar as composições partidárias, tanto em suas regiões quanto nacionalmente”, declarou Eduardo Campos.

Quem conhece, porém o governador Eduardo Campos, sabe que a candidatura de Ciro já passou desta para melhor. O presidente do PSB mantém as lideranças do partido debaixo do seu tacão e deve ter prometido a Lula encerrar essa história e esse estrelismo de Ciro imediatamente.

Ficamos torcendo apenas que o destempero natural de Ciro faça com que ele diga mais algumas coisas agradáveis de ouvir, detonando a candidata de Lula.

Passada essa utilidade o cearense paulista, não merece nem que se acenda uma vela, pois é um defunto da pior qualidade e já está exalando um cheiro desagradável.

OPINIÃO
A HISTÓRIA ACABOU?


Fonte: Ciro.com

Jamais imaginei, apos trinta anos de vida Pública, viver uma situação política como a em que me encontro. A pouco mais de 60 dias do prazo final para as convenções partidárias que formalizam as candidaturas às eleições gerais de 2010, não consigo entender o que quer de mim o meu partido- o Partido Socialista Brasileiro.

A se dar crédito às pesquisas eleitorais, eu estaria falando por algo ao redor de 15 milhões de brasileiros, apesar de não dispor de nenhuma máquina como as portentosas estruturas do governo federal ou do governo de São Paulo ou de, notoriamente, não ser o mais querido da nossa grande mídia ou de nosso baronato. É muita coisa. É coisa mais que suficiente para irrigar em meu coração um profundo sentimento de gratidão e, mais que isso, um grave sentido de responsabilidade para com nossa Nação. Modesto, mas real e grave!

A se seguir pelo conselho pragmático que avilta a política brasileira, é óbvio que o partido só tem a ganhar apresentando uma candidatura. Os partidos que disputaram, cresceram. Os que não disputaram definharam. Merecidamente, diga-se de passagem. A se por um olho minimamente sério sobre a realidade brasileira presente, mais óbvio e moralmente mais importante ainda é a tarefa de apresentar uma candidatura à presidência!

É fato notório o mal que faz ao Brasil esta polarização amesquinhada, porém mutuamente conveniente, entre o PT e o PSDB. É a imposição ao Brasil ,por um preço cada vez mais impagável, da briga provinciana dos políticos de São Paulo. Lá eles são iguais, especialmente nos defeitos. Isto definitivamente não é verdade no Brasil!

Esta disputa pelo mero mando propiciado pelo poder, ou, pior, por seu aparelhamento patrimonialista e corrupto só garante uma coisa: o Brasil não muda na sua essência de mais desigual entre todos os países do mundo organizado! Claro que com Lula a coisa tem melhorado…Com os neoliberais acanhados do PSDB, a coisa vinha piorando…

A democracia brasileira, jovem e imperfeita como ainda é, agüenta que, ao invés de uma ampla opção arbitrada pelo povo, o jogo do poder seja decidido em gabinetes de Brasília onde a linguagem é um misto de pressões e trocas? Lembremo-nos de que, por regra, as burocracias partidárias se eternizam, o que quer dizer que basta a ação de pressão e/ou ofertas fisiológicas sobre uma mera meia dúzia de pessoas. Assim mesmo: sobre SEIS pessoas fechadas e isoladas em gabinetes de Brasília ou de São Paulo pode-se hoje definir as opções TODAS a serem “escolhidas” pelo povo nas eleições. Isto não é, infelizmente uma hipótese. É o que está acontecendo no Brasil aqui e agora. Omitir-se sobre isto é criminoso!

O sistema eleitoral prevê dois turnos por respeitar a realidade do Pais. Uma federação cheia de maravilhosas contradições! Uma realidade de grande fragmentação partidária, parte por seqüelas de uma ordem política viciada, parte, entretanto, por expressão de muitas realidades que pedem muitos olhares sobre a vida dura de nossas maiorias. As alianças se impõem e são naturais no segundo turno.

A quem interessa tirar do povo as opções que no passado recente permitiram a um sindicalista chegar à presidência? A história acabou? Não há mais o que criticar ou discutir? Oito de Lula, quatro de Dilma, mais oito de Lula é o melhor que podemos construir pro futuro de nosso Pais? A única alternativa é voltar a turma da privataria como diz o Elio Gaspari ? E estas transas tenebrosas de PT com PMDB é o melhor que nossa política pode oferecer como exemplo de prática aos nossos jovens?

O que é o PSB? Um ajuntamento como tantos outros, ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil? Vai se decidir isto agora.

Eu cumprirei com disciplina e respeito democrático o que decidir meu Partido. Respeito suas lideranças. Mas, tenham meus companheiros clareza: eu não desisto! Considero meu dever com o Brasil, lutar até o fim. Se for derrotado, respeito. Mas amanhã algum brasileiro mais atento dirá que alguns não se omitiram quando se quis tirar o povo da jogada.



25 de abr de 2010

Dilma Rousseff e Norma Benguell são a mesma pessoa?

ELEIÇÕES 2010
Dilma Rousseff e Norma Benguell são a mesma pessoa?
Conhecida por vários cognomes: Vanda, Estela, Luiza, Patrícia, Fofinha, etc., a candidata guerrilheira Dilma, ao que parece, em certo momento da vida metamorfoseou-se em atriz e com o cognome de Norma Benguell fez algumas pornochanchada para tentar redemocratizar o país

Fotocharge Toinho de Passira

Estão querendo refilmar esse clássico, você vai deixar?

Toinho de Passira
Fontes: Coturno Noturno, Blog Democratas, Anacronikus, Dilma na Web, Blog do Josias de Souza

A revelação foi feita neste fim de semana quando no Blog da candidata, foi flagrado publicando fotos de sua vida pregressa e entre as imagens aparecia a candidata numa passeata em defesa da cultura, disfarçada de Norma Benguell.

A turma da web vigilante caiu de pau, dizendo que a candidata estava mentindo mais uma vez, como fizera, no famoso engano do currículo, quando “distraidamente” colocou que tinha mestrado, sem nunca ter freqüentado o curso.

Sem esperar as explicações da ex-ministra taxaram-na de Pinóquio, como fez o Blog Democratas, exatamente um filme do qual ela não participou, embora tivesse cara de pau para tanto.

Pelo que entendemos até agora, Norma Benguell, Vanda, Estela, Norminha, Dilma Rousseff são todas a mesma pessoa.

O que surpreende é se isso for verdade a candidata teria sido a estrela do clássico filme brasileiro “Os Cafajestes”.

Por sinal, Vanda, Estela ou Dilma, não sabemos que ela está incorporando no momento, está pensando em fazer um “remake” do famoso filme de Ruy Guerra, “Os Cafajestes”. O novo elenco será encabeçada pelo companheiro Lula Valadão, Daniel Dirceu e toda ala do PMDB subordinada a José Sarney.

Para evitar polêmica a ex-ministra candidata disse que não foi a passeada, da foto, porque naquela dia estava cerzindo as cuecas de Lamarca e planejando o assalto a casa de Ademar de Barros.

Fotos: Dilma na Web

Depois do desmascaramento o Blog de Dilma, pôs uma legenda, nas fotos geradoras da polêmica (acima), passando a dizer que a primeira foto era dela criança, a segunda era de manifestantes e a terceira era dela mesmo na atualidade. Estamos investigando se essa criança e a foto dela mesma não são falsas

Foto: Correio da Manhã

Nessa foto acima, do Correio da Manhã de 1968 vemos as atrizes Tônia Carreiro, Eva Vilma, Odete Lara, Norma Bengell e Ruth Escobar em passeata contra a censura, usada pelo Blog da candidata Dilma, fraudulentamente para tentar fazer média.

Vocês queriam o quê? Que Dilma mostrasse uma foto dela assaltando um banco, fazendo fritada para o almoço de Zé Dirceu, ou lubrificando a pistola de Lamarca, no cafofo da guerrilha?


CHARGE: Sponhlz - Jornal da Manhã (PR)



SPONHOLZ- Jornal da Manhã (PR)


Os Kirchner e Chávez criam Mercosul da propina

ARGENTINA - VENEZUELA
Os Kirchner e Chávez criam Mercosul da propina
Um ex-embaixador argentino, que ficou muitos anos em Caracas, denunciou a tramóia que revela um MERCOSUL da corrupção, com uma carteira de propina de comércio exterior administrada pelos dois países. . Lula esta magoado por não haver sido convidado.

Foto: Associated Press

Os laços que ligam o casal presidencial argentino e o coronel presidente venezuelano estão repletos de história suspeitas, intimidades que ultrapassam o bom gosto diplomatico e grandes somas de dinheiro.

Toinho de Passira
Fontes: Estadão, El Nacional, El Nacional, O Globo

Eduardo Sadous, o diplomata que denunciou
O ex-embaixador argentino em Caracas, Eduardo Sadous, prestou declarações formais na justiça argentina, debaixo de juramento e advertido de riscos de ser processado por calúnia, que integrantes dos governos venezuelano e argentino por vários anos exigiram aos exportadores de ambos os países o pagamento de propinas de 15% a 20%.

Sadous também acusou os dois governos de manipular de forma irregular o fundo fiduciário (conta conjunta) argentino-venezuelano. O novo escândalo que liga o governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, ao venezuelano Hugo Chávez, também envolve o poderoso ministro do Planejamento, Julio De Vido.

Foto: Reuters

De Vido, principal negociador dos acordos comerciais com a Venezuela, sendo recebido pelo presidente Hugo Chávez no Palácio Miraflores, em fevereiro passado

Segundo a deputada opositora Elisa Carrió as propinas eram de 25% - 15% ficavam para os venezuelanos e 10%, para os argentinos.

O novo escândalo também envolve um antigo aliado de De Vido - Claudio Uberti, acusado em 2007 de participação do "caso da maleta", um escândalo que escancarou o financiamento de Chávez à campanha presidencial de Cristina. Diretor do departamento de pedágios rodoviários, Uberti era considerado o "embaixador paralelo", em Caracas.

Irregularidades. Sadous diz que empresários argentinos do setor de alimentos e máquinas agrícolas que não pagaram as propinas foram prejudicados. ele também afirma que, durante seu período à frente da missão em Caracas, de 2002 a 2005, ele avisou Buenos Aires dos problemas no fundo conjunto.

Em uma mensagem interna, Sadous teria informado o Palácio San Martín - sede da diplomacia argentina - que a Venezuela não havia depositado os US$ 90 milhões que devia. A resposta veio de outro ministério, o do Planejamento: "Somos nós que lidamos com esse assunto."

Segundo o ex-embaixador, os US$ 80 milhões depositados pelo governo Chávez no fundo, em Nova York desapareciam durante alguns dias, pois voltavam à Venezuela para serem vendidos no mercado negro. Na sequência, de acordo com Sadous, eles eram usados para "comprar dólares no câmbio oficial e alguém ficava com os US$ 13 milhões de diferença".

Estranhamos a falta de alguns personagens falando português nessa história.


24 de abr de 2010

O novo lar de Gisele Bundchen na California

Minha mansão minha vida:
O novo lar de Gisele Bundchen na California
A construção da futura mansão que a top model Gisele Bündchen irá morar com o marido, o jogador de futebol americano Tom Brady, foi descoberta pelo jornal americano Daily News que exibiu as fotos na sua edição deste sábado

Foto: Foto: Daily News / Reprodução

A Mansão mediterrânea, o futuro lar da übermodel, Gisele Bündchen e o maridão, Tom Brady, jogador de futebol americano, causou espanto até para os padrões de casas suntuosas de estrelas hollywoodianas

Toinho de Passira
Fontes: O Dia, New York Daily News, Revista Quem

Manchete de primeira página:
“Tom e Gisele constroem uma casa de sonho. Um refúgio de amor com 2 mil metros”

A mansão que Gisele Bundchen e Tom Brady estão construindo para morar é uma casa de sonho, segundo o "Daily News", que se orgulha da noticia exclusiva publicada neste sábado, é um lar digno de dois milionários vencedores.

A casa está situada em Brentwood, na California, tem 2 mil metros quadrados de área construida, num lote de 3,75 hectares. Tem oito quartos, uma garagem para seis carros, uma ponte coberta ligando duas partes da casa, um berçário, sala de musculação, elevadores e uma piscina em forma de lagoa - com SPA.

O custo total da mansão de estilo mediterrânico está avaliado em US $ 20 milhões, ou 35,2 milhões de reais, acrescentado o lote que custou a bagatela de US $ 11 milhões, mais uns 19,36 milhões de reais. Não dá nem para pensar quanto esses dois vão gastar para mobiliar essa casa.

Afinal o casal é bem sucedido: Gisele foi considerada pela revista Forbes a modelo mais rica do mundo e sua fortuna está avaliada em 150 milhões de dolares.

Seu marido Tom Brady é considerado por muitos um dos melhores quarterbacks da história do futebol americano. Participou de 4 Super Bowls e ganhou três deles, não dá nem para imaginar em publicidade o que isso pode ter rendido.

Está na última temporada, no seu time, o New England Patriots, com a perspecitva de renovação de um contrato milionário. Provavelmente é mais pobre que a esposa, mas não está tão distante assim e pode chegar lá muito depressa.

Não há previsão de quando a construção será concluída e muito menos quando os seus proprietários irão ocupá-la.

Foto: Daily News / Reprodução

Serão vizinhos contíguos do governador Arnold Schwarzenegger


Um vaga-lume na selva

OPINIÃO
Um vaga-lume na selva
Editorial do Jornal “O Estado de São Paulo”

Foto:Ricardo Stuckert/PR

Lula, o Cacique sorridente, cercado de índios tristes e desempregados

Fonte: Estado de São Paulo

O que o presidente Lula e sua comitiva não encontraram, na comemoração do aniversário da demarcação da Reserva Raposa-Serra do Sol, em Roraima, foi a divisão que lá havia, há um ano, entre os índios favoráveis à demarcação contínua e à expulsão dos brancos produtores de arroz ou pecuaristas daquelas terras e os que se opunham à expulsão dos arrozeiros, porque dependiam deles para sua sobrevivência. Desta feita, o que Lula encontrou foi uma completa união: tanto os que eram favoráveis como os que eram contra a exclusividade da ocupação indígena daquelas terras se tornaram solidariamente contra a demarcação tal como foi feita.

É que os dois grupos sentiram fortemente os efeitos da queda de produção e da falta de trabalho. Seus meios de sobrevivência escassearam e, de lá para cá, os chefes de família têm tido de se contentar com o que suas mulheres recebem do Bolsa-Família e do programa de cestas básicas.

O pretendido entusiasmo, que se esperava dos grupos de índios convocados e organizados pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR) - entidade que comandara mobilizações em favor da demarcação contínua - para recepcionar o presidente da República em Maturuca, cantar o Hino Nacional em dialeto macuxi e exibir outras formas de vitoriosa alegria, ficou obnubilado pela frustração e tristeza dos que haviam perdido o trabalho de uma vida inteira ou até de mais de uma geração.

Os fazendeiros obrigados a deixar suas terras consideravam os festejos programados pelo Planalto uma "verdadeira afronta". O Estado de segunda-feira mostrou, por exemplo, o caso do pecuarista Joaquim Correa de Melo, de 87 anos, um dos que em 22 de março de 2009 foram obrigados, por decisão do STF, a "deixar para trás uma vida inteira". Sua família residia e produzia na Fazenda Caracaramã, à beira do Rio Maú, no município de Normandia, desde 1816.

O governador de Roraima, José Anchieta Junior (PSDB), apesar de convidado pelo Planalto, não compareceu à festa, já que era inteiramente contrário à demarcação contínua e à expulsão dos fazendeiros, responsáveis por significativa produção agropecuária. Foram muitos os protestos, expressos em faixas e outdoors. E as descontraídas brincadeiras do presidente Lula - que colocou um cocar na cabeça e ameaçou usar do arco e flecha contra fotógrafos - não empolgaram ninguém.

Não empolgaram porque não são motivo de festa a paralisação da economia da região, o fato de as pessoas terem de sobreviver à custa de programas sociais e a sonegação, por parte da Fundação Nacional do Índio (Funai), de assistência aos que se opuseram à demarcação e à expulsão dos arrozeiros - conforme a queixa dos índios da Vila Ticoça, onde vivem 60 famílias.

A despeito de todas as evidências dos problemas criados pela demarcação contínua e das manifestações contrárias àquela comemoração, o presidente Lula não se deu por achado. "Era como se nós fôssemos o demônio, porque diziam que a gente iria tirar a terra que Roraima precisava para produzir", disse o presidente. Acrescentou que, apesar de considerar a demarcação "um marco histórico", evitou ir antes à região por causa da divergência que se estabeleceu no Estado de Roraima.

Nisso o presidente acertou: agora já não há divergência, porque todos - com a exceção do Conselho Indigenista e da Funai - ficaram contra a demarcação contínua e a expulsão dos fazendeiros.

O presidente Lula, no entanto, vê apenas o que lhe interessa. Se, por um lado, considerou que todos os índios estão muito felizes com a demarcação da Raposa-Serra do Sol, por outro, não deixou de perceber que as instalações de luz e banheiro que encontrou eram provisórias e se destinavam ao uso da comitiva de autoridades.

E não resistiu à tirada demagógica: "Na hora em que eu virar as costas, vocês vão ficar no escuro outra vez, como se eu fosse um vaga-lume", disse ele. E prometeu que o ministro de Minas e Energia voltará a Maturuca levando luz à localidade.

Teve a prudência de não dizer quando.


*Acrescentamos foto e legenda

Rita Lee e Paulo Toller cantam "Desculpe o auê " de Rita Lee

Paula Toller e Rita Lee cantam "Desculpe o auê”
de Rita Lee – Participação de Oswaldinho no acordeon




Ciro Gomes: os últimos cinco minutos de fama

ELEIÇÕES 2010
Ciro Gomes: os últimos cinco minutos de fama
O ex-quase pretenso pré-candidato virou a bola da vez agora que o seu partido, PSB marcou a data, 27 de abril, para sua defenestração final do cenário eleitoral brasileiro. Todo mundo espera que ele saia atirando forte, em todas as direções, por enquanto ele está apenas soltando pequenos rojões, sua importância agora é só da possibilidade dos estragos que ele pode causar como homem bomba verbal

Photoshop Toinho de Passira

'Vou espernear até terça-feira', diz Ciro Gomes em entrevista

Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Blog do Jamildo, O Globo, Correio Braziliense, Blog Lucia Hippolito

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) Ciro Gomes estava em todos os meios de comunicação ontem, sexta-feira. O site IG publicou o que seria uma entrevista sua que ele diz não ter concedido, mas a partir daí, os refletores políticos voltaram-se todos na sua direção e ele não se fez de rogado.

Em entrevista na noite desta sexta-feira ao telejornal do SBT, Ciro acusou o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de cometer erros graves ao pressionar, com "ameaças" pela retirada de sua pré-candidatura à Presidência da República, porque seria apoiador natural de Dilma Rousseff (PT) em um eventual segundo turno com José Serra (PSDB).

Ele disse acreditar que Lula estaria perdendo a humildade e alertou para três fatores, ou "erros crassos" que podem dizimar a candidatura da ex-ministra: sua inexperiência e deslizes na pré-campanha, a presença de José Dirceu no comando de campanha e a aliança com o PMDB - que, segundo ele, não passa de uma negociação por "minutos de televisão" e "silêncio" para malfeitos de pilantras.

Ciro disse que continuará a "espernear e brigar" pelo lançamento de seu nome ao Planalto até o último momento, na manhã de terça, quando o PSB se reúne para bater o martelo. Mas disse que se for derrotado, irá obedecer as orientações de seu partido e colocará a "viola no saco".

Das coisas reveladas, a mais contundente foi a participação efetiva, na linha de frente do Chefe de Quadrilha José Dirceu, na coordenação política da campanha da candidata de Lula.

Disse ele:

”O Zé Dirceu, ex-presidente do PT, esteve no Ceará, lá na casa do meu irmão, que é governador do Estado, dizendo muito delicadamente que, se eu fosse candidato, o PT ia retirar apoio dele”.

Como se vê tudo bem ao estilo Dirceu ameaça e pressão, como o comentário de Ciro, sobre Dirceu: “Esse eu já mandei pastar.”

“Todo mundo sabe que eu sou adversário do Serra desde sempre. Agora o Serra é mais bem preparado do que a Dilma porque já foi governador, prefeito e ministro duas vezes. A Dilma já foi ministra duas vezes, então empata aqui. (Serra) já foi deputado, já disputou eleições, já ganhou, já perdeu. E ela nunca disputou nenhuma eleição. Agora, ela é melhor pessoa que o Serra. Ele é muito solitário, muito autoritário. – falou na entrevista.

” O Serra trata o adversário como um inimigo a ser destruído. E isso tá criando muito problema no Brasil. O PT desenvolveu esse mesmo cacoete. Então essa história de uma eleição, que, por cima da mesa, é toda elegante mas, por baixo da mesa, é dossiê para cá, dossiê para lá. Isso está destruindo a confiança do jovem brasileiro na política. Isso é um crime. “ – continuou

” O Serra quer que eu saia e não seja candidato. O PT quer que eu saia e não seja candidato. Um dos dois está errado. É claro que é o PT, é óbvio. Porque se eu for candidato e não tiver a ventura de ter a preferência do povo e ganhar a eleição, como eu pretendo, eu vou apoiar a Dilma, que é minha vizinha. Todo mundo sabe que eu não vou apoiar o Serra. Quem tá certo? Óbvio que é o Serra. “ – continuou

Eu tenho profundo carinho, respeito e amizade pelo presidente Lula, mas ele está errado. Está popularíssimo. Está no céu, merecidamente, porque faz um grande governo, beneficia o Brasil, beneficia o povo, mas não tem mais ninguém para dizer nada ao Lula. Ele está perdendo a humildade. Por que ele não pode tratar esses assuntos com franqueza? Por que não trata comigo, cara a cara, francamente?”

”Ela não tem nenhuma eleição na vida dela, nenhuma campanha. Os primeiros movimentos dela já me deixaram de cabelo arrepiado, os poucos que ainda tenho. Foi um erro atrás do outro. Acabou de ter esse trauma lá em Minas Gerais da retirada do Aécio e a Dilma desce lá e vai visitar o túmulo do Tancredo (Neves)? Aí a turma mete lá na testa dela, algo que não é culpa dela, que o PT negou-se a apoiar o Tancredo no colégio eleitoral. Aí ela sai e vai para o Ceará. Eu ainda sou candidato, caramba! (...) Três erros básicos, crassos. “

”O Zé Dirceu está ainda numa situação delicada. É meu amigo, eu sou testemunha dele, quero defendê-lo, mas tá errado, vai ser um desacato ao judiciário, à Justiça, à opinião pública. Uma pessoa que ainda não se desvencilhou dos problemas graves em que se envolveu já vir para... Estou falando do futuro do país.”

”Agora bota na vice-presidência da Dilma uma pessoa que, eventualmente não tenha voto e que seja amanhã chamada a explicar o inexplicável, pronto taí um dos fatores que pode botar para fora. O PMDB é um partido tão bom e tão ruim como qualquer outro. O problema é: como é que se faz essa aliança? Para que se faz uma aliança? (....) Não tem nenhuma agenda. Isso é tráfico de minuto de televisão, nas barbas do Tribunal Superior Eleitoral, negociando tempo de televisão e silêncio para não apurar malfeitos. Então você se junta com os pilantra para não apurar os malfeitos que o pilantra faz. Isso não tem sentindo. Eu tô fora.

COMENTÁRIO: A jornalista Lúcia Hipolito foi quem primeiro sacou o tamanho da dimensão da retirada de Ciro Gomes da campanha, mais do que isso, a retirada de Ciro Gomes da vida pública, pois Lula mandou que ele transferisse o seu título para São Paulo, acenando em sair candidato a governador, ele obedeceu, hoje o PT está lançando Aloisio Mercandante candidato, e Ciro, que não pode voltar o título para se candidatar a deputado pelo Ceará, por exemplo, pois não tem espaço para se eleger deputado em São Paulo ficou com as calças na mão.

Dilma foi para Minas, por flores no túmulo de Tancredo Neves, e ao Ceará sem avisar a Ciro, porque Lula mandou, ele não faz nada por conta própria.

Lula não deixa Ciro sair candidato, pois, não confia que no meio da campanha, o marido de Patrícia Pilar, tasque o sarrafo na companheira Dilma, tentando eliminá-la, para ir a um segundo turno com Serra, que para ele seria o melhor dos mundos.

Os institutos de pesquisas dizem que os votos de Ciro provavelmente carrearão em maior volume para o lado de Serra que para o lado da candidata de Lula. Mas os partidários da petista imaginam que está muito longe do dia da votação e que podem alterar essa história.

Para nós jornalistas, a saída de Ciro Gomes da campanha tira a emoção. Será como corrida de Formula Um, sem japonês para bater nos líderes, lembrar o lendário Ukyo Katayama, que corria mais na grama que na pista.

Mas Ciro ainda vai nos proporcionar bons momentos pelo menos nesse instante que a campanha está morna. Somos otimistas: ainda acreditamos que quando Ciro constatar sem volta, que seu partido a mando de Lula lhe sacaneou de verdade, ele vai subir alguns tons dessas declarações educadas que anda concedendo. Se ele não falar na mãe de ninguém, vai ser uma tremenda decepção.

Foto: Divulgação

A única coisa em Ciro que não precisa retoques é Patrícia Pilar.


Lula poderia ser demitido por abandono de emprego

OPINIÃO
Lula poderia ser demitido por abandono de emprego
Caso o presidente estivesse debaixo das regras rígidas da CLT seu empregador poderia demiti-lo por: atrasos, ausência injustificada do local do trabalho, falta de acuidade ao assinar contratos, utilização do cartão empresarial para fins particulares, favorecimento a parentes e amigos, má condução nos negócios, não cumprir as leis e esticada turísticas, a custa do empregador, nas viagens “a serviço”

Foto: Reuters

FÉRIAS NO CARIBE: O presidente Lula visitando Fidel Castro, acompanhado do seu ministro, o seqüestrador Franklin Martins, farra de velhos amigos

Augusto Nunes
Fonte: Coluna do Augusto Nunes

“Enquanto eu estiver trabalhando, das oito da manhã às dez da noite, não terei candidato, mas depois do expediente vou para o palanque”, disse duas vezes neste mês o presidente que nunca trabalhou das oito da manhã às dez da noite, aparece no local do emprego só de vez em quando, passa a maior parte do tempo fora de Brasília, ficou longe do gabinete no Planalto mais de um ano dos quase oito de governo, não desce do palanque desde o dia da posse, tem candidata desde 2007, faz um comício por dia há dois anos e agora se dedica em tempo integral à campanha de Dilma Rousseff.

Deveria ter evitado a reprise da fantasia, soube no fim de semana. Intrigado com a dupla menção a esse misterioso “expediente”, o deputado Paulo Bornhausen, líder do DEM na Câmara, resolveu desvendar o enigma com um pedido de informações encaminhado no último sábado à chefia da Casa Civil. O parlamentar quer saber da ministra Erenice Guerra quantos dias por semana, e quantas horas por dia, o chefe de governo dedica ao serviço da nação.

“É preciso que o Palácio do Planalto esclareça qual é o expediente do presidente Lula, para que a própria Justiça tenha um parâmetro para verificar se ele faz campanha em horário de trabalho”, lembra Bornhausen, interessado em conhecer sobretudo “os horários de início e término da jornada de trabalho?”. Melhor amiga de Dilma Rousseff, Erenice é bastante inventiva. Inventou, por exemplo, um dossiê destinado a transformar Fernando Henrique e Ruth Cardoso em campeões da gastança. Também inventou álibis para que Dilma pudesse jurar que jamais conversou com Lina Vieira. Vai tentar agora inventar o expediente que não há.

Lula acha que existe, e que pode fazer o que quiser depois de cumpri-lo. Já no crepúsculo do segundo mandato, ele nunca entendeu que o chefe do Poder Executivo ─ diferentemente de um torneiro-mecânico ─ não obedece a turnos, não trabalha em meio período, nem é liberado no fim da tarde para brincar de cabo eleitoral. Nunca entendeu que o presidente, do momento da posse à hora do adeus, encarna todo o tempo uma instituição. E é tarde para compreender que continua a ser presidente mesmo quando entrega o cargo ao vice para sair de férias, para sair pelo mundo ou para sair por aí com um isopor na cabeça.

Acreditar que só se é presidente durante parte do dia é um equívoco de bom tamanho. Insistir na crendice depois de consumado o sumiço do expediente é uma agressão à sensatez ─ e uma afronta à lei. Já faz muito tempo que Lula não despacha com ministros, não consegue lembrar o nome de muitos deles, não examina documentos, estudos ou relatórios, não lê a papelada que assina, não consulta quem entende do assunto para tomar qualquer decisão, não se interessa por questões administrativas.

Se a legislação em vigor valesse para todos os brasileiros, o presidente da República não escaparia da demissão por abandono de emprego.


*"Se a lei valesse para todos os brasileiros, Lula seria demitido por abandono de emprego" é o título original do texto na coluna de Augusto Nunes
**Alteramos título, acrescentamos subtitulo foto e legenda ao texto original

23 de abr de 2010

Paloma San Basilio canta "El Día que me Quieras” de Alfredo Le Pera e Carlos Gardel

Paloma San Basiliocanta "El Día que me Quieras”
de Alfredo Le Pera e Carlos Gardel - Orquestra e piano de Luís Cobos




A candidata é pior do que se imaginava

Eleições 2010
A candidata é pior do que se imaginava
O que se podia esperar de uma escolha de Lula? Excelente a entrevista da candidata de Lula ao apresentador Datena na rede BAND, excelente para José Serra, excelente para que todo mundo fique sabendo o tamanho da idiota que o Partido dos Trabalhadores lançou como candidata a presidente do Brasil

Captura do video

A entrevista do fim do mundo

Toinho de Passira
Fontes: Blog do Reinaldo Azevedo, Blog Democratas, Twitter Cesar Maia, Ex-Blog de Cesar Maia

Esse blog inúmeras vezes fala de temas que já foi por demais debatidos nos outros blogs, assuntos até já desgastados, passados, mas somos também público, e por vezes ficamos ruminando uma notícia, até que sentimos vontade de opinar a respeito.

Somos beneficiados, pois antes de falarmos já falaram os grandes e competentes jornalistas, blogueiros e observadores da web e nós pudemos pinçar o que achamos melhor e comentarmos em cima do que já foi bem e brilhantemente comentado.

Reinaldo Azevedo no seu Blog, comenta que foi avisado que a candidata ia dá a entrevista a Datena, na Rede BAND e em respeito aos seus leitores imolou-se assistindo ao vivo, a transmissão, que deve ter lhe embrulhado o estomago.

Outro que assistiu ao vivo foi o Cesar Maia, o político, jornalista e doutor, por vivência, em pesquisas, políticas e campanhas. Maia não se conteve, segundo o Blog Democratas, foi comentando a entrevista pelo twitter, em dado momento disse:

“Acabei de ver Dilma Roussef no programa Datena na BAND. Inacreditável. Se Lula viu vai mudar de candidata.”

Mais tarde serenamente no seu ex-blog César Mais se dá conta que Lula não pode mais voltar atrás.

“Numa situação dessas e, Lula já tendo usado as "3 substituições", o que resta é ir com ela em frente. Talvez devessem fazer uma imersão com ela num destes cursos de telegenia e só deixá-la voltar às ruas quando aprovada. O risco é isso ocorrer depois das eleições.”

Cesar Maia anotou ainda que “a performance de Dilma foi amadora, de iniciante”. Falou que roupa que Dilma usava deve ter sido sugerida por alguém de José Serra, “um modelito vermelho meio acetinado, realçando seu perfil” (de gordinha baixinha, dizemos nós).

Mais realçou ainda que “Dilma repetiu várias vezes o dedo em riste, que tanto lhe criticam. E ainda batia ou dedava o braço esquerdo de Datena que deve ter saído com um pequeno hematoma. Dilma não consegue completar o pensamento. Gagueja no meio das frases. Passa às pessoas insegurança ao não saber que resposta dar. E às vezes exagera na diagonal ao entrevistador, dando as costas ao expectador. Usa "melancolicamente" a expressão "a gente" (63 vezes).

Captura do vídeo

"No fundo, no fundo, Nossa Senhora representa a força que a mulher brasileira tem, né?"

Vamos “transcrever as transcrições” que Reinaldo Azevedo achou por bem realçar. A matéria com comentários de Reinaldo pode ser visto no seu Blog

DATENA - Não sendo nem um pouco criativo, quando fizeram aquela pergunta pro Fernando Henrique, ele demorou três horas e meia para responder… A senhora acredita em Deus?

DILMA - Olha, eu acredito numa força superior que a gente pode chamar de Deus. Eu acredito e… E acredito, mais do que nessa força, se ocê (???) me permitir, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora.

DATENA - Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de uma forma geral (!!!)…

DILMA - Todas essas múltiplas Nossas Senhoras (!!!) que existem por esse Brasil afora: Nossa Senhora das Dores, das Graças, Aparecida…

DATENA - Porque no fundo, no fundo, elas representam é…

DILMA - Nossa Senhora da Boa-Morte…

DATENA - No fundo, no fundo, Nossa Senhora representa a força que a mulher brasileira tem, né?

DILMA - Representa isso, eu acho, e representa uma coisa que todo mundo precisa: misericórdia. Ela representa muito isso. Proteção! Todo mundo precisa.

Captura do vídeo

"El dia em que me quieras..."

Numa segunda transcrição Reinaldo Azevedo destaca:

DILMA - Olhe, eu queria dizer uma coisa assim… Eu acho que pra mim, tá?, esses anos que passei lá em Brasília, no governo federal, foi (sic) um momento especial na minha vida, Porque eu sou de uma geração que sempre quis transformar o Brasil, sempre queria um, um… país mais justo. E, aí, o que é que acontece? Acontece que a gente… Muita gente ficou pra trás. E, muitas vezes, né?, cê ficava pensando: “Mas será que, nessa etapa da minha vida, já pro…, já pra segunda metade, né?, eu vou ter essa oportunidade?” E eu quero te dizer o seguinte: eu me sinto muito feliz de ter chegado até aqui. Já sou muito grata por ter chegado até aqui. E, é…, uma coisa que fica muito dentro de mim, né?… Se ocê me perguntasse: “MAS O QUE É QUE OCÊ QUER DIZER MESMO COM ISSO? Eu quero dizer o seguinte: “Eu amo o meu país”. E, já ter chegado aqui, para mim, foi uma grande conquista.

DATENA - Isso não quer dizer que já é o suficiente, né?

DILMA - Não! Porque a gente, qualquer um de nós, quem tá me escutando sabe disso, homens e mulheres, uma das melhores coisas da gente é que a gente não desiste nunca, né? Nós não desistimos. Como dizia a mãe do presidente pra ele: “Teime, Teime Lula”. É isso que eu digo pra mim mesma: “Dilma, teime”.

Comentamos nós do Passira, a candidata está falando da mãe cenográfica de Lula, do filme “Lula, o filho do Brasil”, a esta altura já está delirando misturando realidade e ficção.

Continuou o entrevistador, gerando o momento de maior constrangimento, sem querer:

DATENA - Me dá uma notícia que vai sair no jornal amanhã. A senhora não me deu nenhuma até agora.

DILMA: “A minha manchete é a seguinte: eu achei a entrevista com você o máximo!”

DATENA - Olha, é… Temos um minuto e quarenta, o que a gente poderia fazer? Dançar, eu não sei dançar; cantar um tango, eu não sei cantar. Eu acho que nós (sic) já esgotamos tudo que tinha de falar…

DILMA - Eu sabia cantar, mas a minha voz tá ruim também…

DATENA - Experimenta um pouquinho…

DILMA - Não, não… El día que me quieras…

Reinaldo Azevedo fez um último comentário:

Pode não saber cantar. Mas, se não mudar a toada, tem tudo para dançar. Nem sempre haverá alguém ao lado com o talento de Datena…

COMENTAMOS:

Outras pessoas destacaram que fica estranho que ela não tenha lembrado uma música brasileira. Para satisfazer o seu ego atormentado por uma necessidade de aprovação, nada traduzia melhor sua angustia que a música de Alfredo Le Pera e Carlos Gardel, imaginando como seria bom se ela fosse aprovada e conseguisse o que queria, o que está cada vez mais longe de acontecer.

Criticamos por fim, o comportamento de César Maia, que de tão constragido em ver o vexame que a candidata estava passando, sugere melhorias, facilitando a vida dos marqueteiros nacionais e importados que tentam fazer dela, algo parecido com uma candidata.

Compreendo porém Maia, há instante que dá uma vergonha enorme de ver aquela senhora perdida numa situação constragedora.

É bem verdade que com dica ou sem dica, não há quem consiga a mágica de transformar uma senhora de meia idade, autoritária, repressora e burocratica, numa candidata a Presidente da República. Com todo o respeito, nem mesmo Nossa Senhor da Boa Morte!


Se quiser assistir toda a entrevistas e as baboseira acesse o site da BAND